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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Risco e regulação emocional em idade pré-escolar: A qualidade das interações dos educadores de infância como potencial moderador]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Research has shown that socially disadvantaged children faces may social challenges and are more vulnerable to display poor levels of emotional regulation. It seems therefore extremely important to identify protective factors that can change the developmental trajectories. In this study, we examine the moderating role of teacher-child interactions in the development of emotional regulation. Participants were 345 preschool children from two distinct social sites: at-risk (n=183) and non-risk. Emotional regulation was assessed through a teacher report, the Emotion Regulation Checklist (ERC; Shields & Cichetti, 1997). The quality of teacher-child interactions was observed through a rating scale, Classroom Assessment Scoring System (CLASS; Pianta, La Paro, & Hamre, 2008). Teachers additionally reported on the quality of the relationships with children using the Student-Teacher Rating Scale (STRS; Pianta, 2001). Multilevel multigroup analyses indicated that in the at-risk group, children showed higher levels of emotional regulation in classrooms in which the teachers show higher levels of quality of emotional and organization interactions. Results point to the important role of teachers in the development of emotional regulation skills for at-risk children.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Risco e regula&ccedil;&atilde;o emocional em idade pr&eacute;-escolar: A qualidade das intera&ccedil;&otilde;es dos educadores de  inf&acirc;ncia como potencial moderador</b></p>     <p><b>Joana Cadima<sup>1</sup>, Tiago Ferreira<sup>1</sup>, Carolina Guedes<sup>1</sup>, Joana Vieira<sup>1</sup>, Teresa Leal<sup>1</sup>,  Paula M. Matos<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o tem demonstrado que as crian&ccedil;as em desvantagem social enfrentam muitos desafios e est&atilde;o mais  vulner&aacute;veis a desenvolver dificuldades ao n&iacute;vel da regula&ccedil;&atilde;o emocional, sendo extremamente relevante identificar  fatores protetores que moderem esta vulnerabilidade, de modo a identificar formas de alterar as trajet&oacute;rias desenvolvimentais. No presente  estudo, foi analisado o papel moderador das intera&ccedil;&otilde;es do educador de inf&acirc;ncia no desenvolvimento da regula&ccedil;&atilde;o  emocional. Os participantes inclu&iacute;ram 345 crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar de dois ambientes sociais distintos: em risco  sociocultural (<i>n</i>=183) e em situa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o risco sociocultural. A regula&ccedil;&atilde;o emocional foi avaliada  atrav&eacute;s de um question&aacute;rio ao educador, o Emotion Regulation Checklist (ERC; Shields &amp; Cichetti, 1997). A qualidade das  intera&ccedil;&otilde;es do educador de inf&acirc;ncia com as crian&ccedil;as foi observada atrav&eacute;s de uma escala de  observa&ccedil;&atilde;o, o Classroom Assessment Scoring System (CLASS; Pianta, La Paro &amp; Hamre, 2008). Os educadores avaliaram ainda a sua  rela&ccedil;&atilde;o com cada crian&ccedil;a participante atrav&eacute;s da Student-Teacher Rating Scale (STRS; Pianta, 2001). An&aacute;lises  multi-grupo multin&iacute;vel indicaram que no grupo de crian&ccedil;as de risco socicultural, em salas em que os educadores de inf&acirc;ncia  estabeleciam intera&ccedil;&otilde;es com mais qualidade a n&iacute;vel emocional e organizacional, as crian&ccedil;as demonstraram  compet&ecirc;ncias de regula&ccedil;&atilde;o emocional mais elevadas, o que sugere o importante papel das intera&ccedil;&otilde;es dos educadores  de inf&acirc;ncia com as crian&ccedil;as no desenvolvimento da regula&ccedil;&atilde;o emocional.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Regula&ccedil;&atilde;o emocional, Risco sociocultural, Intera&ccedil;&otilde;es educador-crian&ccedil;a,  Rela&ccedil;&atilde;o educador-crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Research has shown that socially disadvantaged children faces may social challenges and are more vulnerable to display poor levels of emotional  regulation. It seems therefore extremely important to identify protective factors that can change the developmental trajectories. In this study, we  examine the moderating role of teacher-child interactions in the development of emotional regulation. Participants were 345 preschool children from  two distinct social sites: at-risk (<i>n</i>=183) and non-risk. Emotional regulation was assessed through a teacher report, the Emotion Regulation  Checklist (ERC; Shields &amp; Cichetti, 1997). The quality of teacher-child interactions was observed through a rating scale, Classroom Assessment  Scoring System (CLASS; Pianta, La Paro, &amp; Hamre, 2008). Teachers additionally reported on the quality of the relationships with children using  the Student-Teacher Rating Scale (STRS; Pianta, 2001). Multilevel multigroup analyses indicated that in the at-risk group, children showed higher  levels of emotional regulation in classrooms in which the teachers show higher levels of quality of emotional and organization interactions.  Results point to the important role of teachers in the development of emotional regulation skills for at-risk children.</p>     <p><b>Key words</b>: Emotional regulation, Sociocultural risk, Teacher-child interactions, Teacher-child relationshipsy.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A capacidade da crian&ccedil;a para regular as suas emo&ccedil;&otilde;es, nomeadamente para lidar com situa&ccedil;&otilde;es frustrantes e  manter uma express&atilde;o emocional positiva, tem sido reconhecida como extremamente importante na sua adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s  exig&ecirc;ncias dos contextos educativos, uma vez que lhe permite agir de forma apropriada no jardim-de-inf&acirc;ncia e, mais tarde, na escola  (Cole, Martin, &amp; Dennis, 2004; Morrison, Ponitz, &amp; McClelland, 2010; Olson &amp; Lunkenheimer, 2009). Um per&iacute;odo fulcral para o  desenvolvimento da regula&ccedil;&atilde;o emocional parece ser a idade pr&eacute;-escolar (Blair &amp; Diamond, 2008; Olson &amp; Lunkenheimer,  2009). Durante este per&iacute;odo, as crian&ccedil;as podem potencialmente desenvolver compet&ecirc;ncias fulcrais que apoiam a  regula&ccedil;&atilde;o e a express&atilde;o adequada das emo&ccedil;&otilde;es (Shields &amp; Cichetti, 1997). Existem, contudo, fatores de  vulnerabilidade a este desenvolvimento, nomeadamente diversos fatores de risco sociocultural (e.g., monoparentalidade, pobreza, baixo n&iacute;vel  de escolaridade dos pais). V&aacute;rios estudos (e.g., Mezzacappa, 2004; Wanless, McClelland, Tominey, &amp; Acock, 2011) sugerem que o  desenvolvimento de compet&ecirc;ncias de regula&ccedil;&atilde;o emocional &eacute; um processo mais desafiante para crian&ccedil;as inseridas em  ambientes em desvantagem social. Ainda assim, apesar das potenciais adversidades, nem todas as crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de  desvantagem social mostram n&iacute;veis baixos de regula&ccedil;&atilde;o emocional (Raver, Blair, Willoughby, &amp; The Family Life Project Key  Investigators, 2013). Importa, por isso, identificar fatores que possam contrabalan&ccedil;ar os efeitos negativos dos fatores de risco.  No presente estudo, exploramos um fator com potencial impacto positivo no desenvolvimento da regula&ccedil;&atilde;o emocional: a qualidade das  rela&ccedil;&otilde;es e das intera&ccedil;&otilde;es do educador de inf&acirc;ncia com as crian&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Regula&ccedil;&atilde;o emocional</i></p>     <p>Apesar de coexistirem diferentes perspetivas te&oacute;ricas e defini&ccedil;&otilde;es, a regula&ccedil;&atilde;o emocional pode ser  globalmente definida como a modula&ccedil;&atilde;o de estados emocionais atrav&eacute;s de uma variedade de estrat&eacute;gias cognitivas e  comportamentais (Cole et al., 2004). A regula&ccedil;&atilde;o emocional compreende um conjunto de processos atrav&eacute;s dos quais as  emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o redirecionadas, controladas, moduladas, inibidas ou modificadas, de forma a facilitar o funcionamento adaptativo  num determinado contexto (Eisenberg, Spinrad, &amp; Eggum, 2010). A express&atilde;o de afetos de modo adequado &agrave; situa&ccedil;&atilde;o, a  empatia, o autoconhecimento emocional e a r&aacute;pida recupera&ccedil;&atilde;o de epis&oacute;dios desconfort&aacute;veis s&atilde;o exemplos de  indicadores de regula&ccedil;&atilde;o emocional (Shields &amp; Cichetti, 1997). A regula&ccedil;&atilde;o emocional &eacute; extremamente  importante para compreender de que forma as emo&ccedil;&otilde;es organizam outros processos psicol&oacute;gicos e facilitam a&ccedil;&otilde;es  estrat&eacute;gicas e persistentes para ultrapassar obst&aacute;culos, resolver problemas e manter n&iacute;veis globais de bem-estar (Cole et al.,  2004). V&aacute;rios estudos t&ecirc;m demonstrado que as crian&ccedil;as que conseguem regular melhor as suas emo&ccedil;&otilde;es mostram maior  compet&ecirc;ncia social e acad&eacute;mica (Graziano, Reavis, Keane, &amp; Calkins, 2007; Howse, Calkins, Anastopoulos, Keane, &amp; Shelton,  2003). Os resultados de um estudo com crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar evidenciaram que a regula&ccedil;&atilde;o emocional estava  associada, um ano mais tarde, a v&aacute;rias medidas de realiza&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica (Howse et al., 2003). As crian&ccedil;as com  maior facilidade em regular as suas emo&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o estar mais envolvidas nas atividades e ser mais capazes de persistir nas  tarefas da sala (Graziano et al., 2007). Pelo contr&aacute;rio, as crian&ccedil;as com dificuldade em regular os seus estados emocionais  poder&atilde;o estar menos dispon&iacute;veis para as atividades da sala e ter mais dificuldade em aproveitar as situa&ccedil;&otilde;es de  aprendizagem, uma vez que uma ineficiente regula&ccedil;&atilde;o emocional pode impedir a crian&ccedil;a de usar processos cognitivos de ordem  superior na sala (Blair, 2002; Howse et al., 2003). Durante o per&iacute;odo pr&eacute;-escolar, as crian&ccedil;as parecem ser progressivamente  mais capazes de usar estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional que lhes permitem controlar melhor a sua reatividade face a  situa&ccedil;&otilde;es desafiantes (Blandon, Calkins, Keane, &amp; O&rsquo;Brien, 2008). Compreender que fatores, quer positivos quer negativos,  influenciam o desenvolvimento da regula&ccedil;&atilde;o emocional neste per&iacute;odo crucial pode, assim, revelar-se extremamente importante  para a interven&ccedil;&atilde;o e a preven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Desvantagem social e regula&ccedil;&atilde;o emocional</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A investiga&ccedil;&atilde;o tem evidenciado uma associa&ccedil;&atilde;o negativa entre a desvantagem social das fam&iacute;lias e o  desenvolvimento de compet&ecirc;ncias de regula&ccedil;&atilde;o emocional nas crian&ccedil;as (Mezzacappa, 2004; Noble, Norman, &amp; Farah, 2005;  Wanless et al., 2011). As crian&ccedil;as cujas fam&iacute;lias apresentam m&uacute;ltiplos fatores de risco social, nomeadamente baixo  n&iacute;vel de escolaridade dos pais, pobreza e trabalho prec&aacute;rio, parecem apresentar mais dificuldade em regular os seus comportamentos e  as suas emo&ccedil;&otilde;es comparativamente aos seus pares (Wanless et al., 2011). Por exemplo, os resultados de um estudo que examinou os  efeitos da pobreza na regula&ccedil;&atilde;o emocional de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar mostraram que a situa&ccedil;&atilde;o  socioecon&oacute;mica determinou v&aacute;rios aspetos relacionados com a regula&ccedil;&atilde;o emocional (Mezzacappa, 2004). Da mesma forma,  resultados de outro estudo demonstraram que crian&ccedil;as economicamente desfavorecidas apresentavam n&iacute;veis significativa mente inferiores  de regula&ccedil;&atilde;o emocional comparativamente aos seus pares (Wanless et al., 2011).</p>     <p>S&atilde;o v&aacute;rias as explica&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m sido encontradas para o impacto negativo do risco socio cultural na  regula&ccedil;&atilde;o emocional. De acordo com uma revis&atilde;o recente (Evans &amp; Kim, 2013), este impacto pode ocorrer atrav&eacute;s de um  menor investimento parental, e de um ambiente familiar menos estimulante e mais pobre em termos dos materiais e brinquedos providenciados.  Tamb&eacute;m tem sido salientado que as fam&iacute;lias em risco sociocultural conversam menos com os filhos, restringindo as oportunidades de  express&atilde;o emocional e desenvolvimento de compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o (Evans &amp; Kim, 2013). Por outro lado, a  investiga&ccedil;&atilde;o tem indicado uma tend&ecirc;ncia para as pr&aacute;ticas parentais em fam&iacute;lias de risco sociocultural serem menos  adequadas ao desenvolvimento das crian&ccedil;as, com mais conflito e hostilidade e menos responsividade &agrave;s necessidades das  crian&ccedil;as. Abordagens mais recentes salientam o papel do stress cr&oacute;nico quer junto dos pais, quer diretamente junto das  crian&ccedil;as. A acumula&ccedil;&atilde;o de stressores pode dificultar processos regulat&oacute;rios que ajudariam a crian&ccedil;a a lidar com  as exig&ecirc;ncias do ambiente (Evans &amp; Kim, 2013).</p>     <p>O impacto das condi&ccedil;&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas da fam&iacute;lia na regula&ccedil;&atilde;o emocional das crian&ccedil;as pode  ter efeitos consider&aacute;veis e duradouros na aprendizagem e desenvolvimento, uma vez que restringe a capacidade das crian&ccedil;as para tirar  proveito de oportunidades de aprendizagem e altera as trajet&oacute;rias desenvolvimentais de funcionamento acad&eacute;mico e social (Mezzacapa,  2004). No entanto, nem todas as crian&ccedil;as s&atilde;o afetadas pela desvantagem social da mesma forma (Masten, 2013; Masten, Best, &amp;  Garmezy, 1990). T&ecirc;m sido documentadas importantes diferen&ccedil;as individuais entre as crian&ccedil;as (Raver et al., 2013), pelo que  importa compreender que fatores poder&atilde;o moderar o impacto do risco sociocultural sobre o desenvolvimento da regula&ccedil;&atilde;o  emocional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Rela&ccedil;&otilde;es entre o educador e a crian&ccedil;a e intera&ccedil;&otilde;es na sala</i></p>     <p>Os processos interativos e relacionais no contexto de jardim de inf&acirc;ncia podem ter um papel relevante no desenvolvimento da  regula&ccedil;&atilde;o emocional (Howes et al., 2008). No presente estudo, distinguimos dois tipos de processos: os processos interativos gerais  que ocorrem na sala, entre o educador e as v&aacute;rias crian&ccedil;as, e os processos relacionais di&aacute;dicos, percebidos pelo educador,  que s&atilde;o estabelecidos com cada crian&ccedil;a individualmente. A n&iacute;vel da sala, a qualidade dos processos interativos em contextos  pr&eacute;-escolares tem sido apontada como extremamente relevante para o desenvolvimento das crian&ccedil;as (Mashburn et al., 2008; Pianta,  2006). Salas em que os educadores oferecem n&iacute;veis elevados de apoio emocional (ex., educadores sens&iacute;veis &agrave;s necessidades das  crian&ccedil;as), uma boa organiza&ccedil;&atilde;o (ex., estrat&eacute;gias proativas de gest&atilde;o comportamento) e apoio instrucional (ex.,  conversas cognitivamente desafiantes) contribuem para o desenvolvimento acad&eacute;mico e social das crian&ccedil;as (Mashburn et al., 2008;  Pianta, 2006). A organiza&ccedil;&atilde;o do tempo e das rotinas pode ser particularmente &uacute;til para ajudar as crian&ccedil;as a dirigir e  regular as suas emo&ccedil;&otilde;es (Downer, Sabol, &amp; Hamre, 2010; Pianta, 2006). Tamb&eacute;m o clima emocional da sala e as  rela&ccedil;&otilde;es entre a crian&ccedil;a e o educador e entre pares podem promover a autonomia e desempenhar um papel crucial na  regula&ccedil;&atilde;o emocional (Downer et al., 2010).</p>     <p>A n&iacute;vel di&aacute;dico, quando o adulto mant&eacute;m uma rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima, responsiva e calorosa com a  crian&ccedil;a, esta poder&aacute; sentir-se emocionalmente segura (Pianta, 1999), estando mais dispon&iacute;vel para atender &agrave;  situa&ccedil;&atilde;o de aprendizagem e para a abordar com atitudes e expectativas positivas. A rela&ccedil;&atilde;o educador-crian&ccedil;a pode  exercer assim uma fun&ccedil;&atilde;o de regula&ccedil;&atilde;o do comportamento e das emo&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a naquele contexto  (Pianta &amp; Stuhlman, 2004). De acordo com Pianta (1999), o contexto relacional desempenha um papel crucial no fornecimento de  condi&ccedil;&otilde;es e recursos que ajudam a crian&ccedil;a a lidar com as exig&ecirc;ncias da situa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Apesar destes contributos te&oacute;ricos, s&atilde;o ainda escassos os estudos que examinam as associa&ccedil;&otilde;es entre os processos  interativos e relacionais e a regula&ccedil;&atilde;o emocional, permanecendo uma &aacute;rea cr&iacute;tica de investiga&ccedil;&atilde;o, sendo  este estudo um dos primeiros a explorar os efeitos dos processos de sala de jardim de inf&acirc;ncia na regula&ccedil;&atilde;o emocional. Em  particular, ainda est&aacute; por compreender o papel que os processos interativos e relacionais poder&atilde;o ter na forma como o risco  sociocultural afeta a regula&ccedil;&atilde;o emocional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>O presente estudo</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo pretende compreender as interinflu&ecirc;ncias entre contextos socialmente desfavorecidos e os processos interativos e  relacionais da sala na autorregula&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as inseridas em comunidades econ&oacute;mica e socialmente desfavorecidas,  marcadas pela pobreza e exclus&atilde;o social. Este estudo &eacute; um dos primeiros a explorar os efeitos dos processos de sala de jardim de  inf&acirc;ncia na regula&ccedil;&atilde;o emocional. Mais especificamente, pretende determinar em que medida os processos interativos e relacionais  da sala moderam a associa&ccedil;&atilde;o entre desvantagem social e regula&ccedil;&atilde;o emocional.</p>     <p>Tendo por base a investiga&ccedil;&atilde;o realizada, que incide em compet&ecirc;ncias similares, designadamente, nas compet&ecirc;ncias  socioemocionais (cf., Mashburn et al., 2008), espera-se que processos interativos e relacionais da sala com maior qualidade se associem a  n&iacute;veis mais elevados de regula&ccedil;&atilde;o emocional, em particular nas crian&ccedil;as de risco sociocultural.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram no presente estudo dois grupos de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, num total de 345. No primeiro grupo (<i>n</i>=183),  designado por grupo em <i>risco sociocultural</i>, as crian&ccedil;as viviam em comunidades em desvantagem social e foram recrutadas a partir de  escolas com projeto educativo TEIP (Territ&oacute;rios Educativos de Interven&ccedil;&atilde;o Priorit&aacute;ria). Este projeto consiste numa  medida governamental implementada em escolas que servem popula&ccedil;&otilde;es de elevado risco social, tendo como objetivo aumentar a qualidade  das experi&ecirc;ncias de aprendizagem das crian&ccedil;as que frequentam estas escolas, atrav&eacute;s de uma maior aloca&ccedil;&atilde;o de  recursos materiais e humanos (Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Educa&ccedil;&atilde;o, 2012). Este grupo  de participantes, constitu&iacute;do por 81 raparigas (44%) e 102 rapazes (56%), tinha em m&eacute;dia 63 meses de idade (<i>DP</i>=9.28). As  m&atilde;es tinham em m&eacute;dia 34 anos de idade (<i>DP</i>=6.64) e os pais 31 anos (<i>DP</i>=14.66). A maioria das figuras parentais  apresentava n&iacute;veis baixos de escolaridade, com cerca de metade (44%) com menos de 9 anos de escolaridade. Mais de um ter&ccedil;o destas  fam&iacute;lias recebia apoio da Seguran&ccedil;a Social e/ou tinha sal&aacute;rios inferiores ao Sal&aacute;rio M&iacute;nimo Nacional (485&euro;  no momento de recolha de dados). Estas crian&ccedil;as estavam a frequentar 39 salas de agrupamentos de escolas TEIP, sendo a m&eacute;dia de  participantes por sala aproximadamente 5 crian&ccedil;as (<i>M</i>=4.83; <i>DP</i>=.49).</p>     <p>No segundo grupo (<i>n</i>=162), designado por grupo <i>n&atilde;o risco sociocultural</i>, as crian&ccedil;as foram recrutadas a partir de  jardins-de-inf&acirc;ncia da &aacute;rea metropolitana do Porto, sendo o crit&eacute;rio para a sua sele&ccedil;&atilde;o ter ambos os pais a  trabalhar a tempo inteiro. Este grupo foi constitu&iacute;do por 75 raparigas (46%) e 87 rapazes (54%) que tinham em m&eacute;dia 56 meses de  idade (<i>DP</i>=9.71). As m&atilde;es tinham em m&eacute;dia 36 anos de idade (<i>DP</i>=4.48) e os pais 37 (<i>DP</i>=4.70). Cerca de um quinto  dos pais (21%) tinha menos de 9 anos de escolaridade. Os sal&aacute;rios de 87% das fam&iacute;lias era superior ao Sal&aacute;rio M&iacute;nimo  Nacional. As crian&ccedil;as foram recrutadas a partir de 41 salas de jardim-de-inf&acirc;ncia, sendo a m&eacute;dia de participantes por sala de  aproximadamente 4 crian&ccedil;as (<i>M</i>=4.40; <i>DP</i>=3.03).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram asseguradas e cumpridas as orienta&ccedil;&otilde;es de cariz &eacute;tico e deontol&oacute;gico que regulam a investiga&ccedil;&atilde;o  com crian&ccedil;as em contextos educativos. A recolha de dados foi aprovada pela Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados e  pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O projeto foi apresentado aos educadores e diretores dos respetivos agrupamentos/centros, tendo participado todos mostraram interesse e  disponibilidade para participar. No in&iacute;cio do ano letivo foi entregue e recolhido o consentimento informado dos encarregados de  educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as participantes. Os dados foram recolhidos entre janeiro e maio de 2013. Neste per&iacute;odo de tempo os  educadores de inf&acirc;ncia preencheram os question&aacute;rios Emotion Regulation Checklist (ERC; Shields &amp; Cichetti, 1997) e Student-Teacher  Rating Scale (STRS; Pianta, 2001). Foi pedido a cada educador que preenchesse os question&aacute;rios reportando-se a cada uma das crian&ccedil;as  participantes na sua sala de atividades (o n&uacute;mero de crian&ccedil;as participantes por sala variou entre 1 e 6). Solicitaram-se  tamb&eacute;m aos pais alguns dados relativos &agrave; fam&iacute;lia e &agrave; crian&ccedil;a. Durante o mesmo per&iacute;odo, os investigadores  estiveram nas salas durante um per&iacute;odo da manh&atilde; a observar as rotinas da sala, as atividades realizadas e as intera&ccedil;&otilde;es  entre as crian&ccedil;as e os adultos, com o recurso ao CLASS (Pianta et al., 2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Medidas</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Regula&ccedil;&atilde;o emocional</i></p>     <p>Para a avalia&ccedil;&atilde;o da regula&ccedil;&atilde;o emocional, recorremos &agrave; Emotion Regulation Checklist (ERC; Shields &amp;  Cichetti, 1997). A ERC &eacute; uma escala que avalia a regula&ccedil;&atilde;o emocional da crian&ccedil;a, de acordo com duas dimens&otilde;es: a  Regula&ccedil;&atilde;o Emocional, que avalia o n&iacute;vel de express&otilde;es emocionais socialmente apropriadas (ex., &ldquo;Consegue dizer  quando se est&aacute; a sentir triste, zangado/a, ou com medo&rdquo;) e a Labilidade/Negatividade, que avalia a reatividade e a intensidade de  emo&ccedil;&otilde;es negativas e as mudan&ccedil;as de humor da crian&ccedil;a (ex., &ldquo;Tem, com facilidade, explos&otilde;es de raiva ou  birras&rdquo;).</p>     <p>Os itens s&atilde;o cotados numa escala de Likert de 4 pontos, de (1) Nunca a (4) Quase sempre. Esta escala tem apresentado n&iacute;veis  adequados de fidelidade (Shields &amp; Cichetti, 1997), revelando uma estrutura de dois fatores. Foi j&aacute; adaptada e validada para a  popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (Melo, 2005). No presente estudo, procedemos a an&aacute;lises fatoriais confirmat&oacute;rias em cada grupo de  crian&ccedil;as, bem como a an&aacute;lises de invari&acirc;ncia da medida, de modo a perceber se a escala apresentava as mesmas propriedades  psicom&eacute;tricas em ambos os grupos (Meade, Johnson, &amp; Braddy, 2008). Os resultados mostraram que a solu&ccedil;&atilde;o fatorial  encontrada em cada grupo era equivalente, a n&iacute;vel configural, <i>&chi;</i>(86)<sup><i>2</i></sup>=135.54, CFI=.912, RMSEA=.053,  m&eacute;trico, <i>&chi;</i>(97)<sup><i>2</i></sup>=135.54, CFI=.912, RMSEA=.053, &Delta;<i>&chi;</i>(11)<sup><i>2</i></sup>=9.37, <i>ns</i> e  escalar, <i>&chi;</i>(106)<sup><i>2</i></sup>=155.98, CFI=.911, RMSEA=.09, &Delta;<i>&chi;</i>(9)<sup><i>2</i></sup>=13.38, <i>ns</i>.  Relativamente &agrave; fidelidade dos dados, ambas as escalas, Regula&ccedil;&atilde;o Emocional (3 itens; respetivamente, grupo de risco,  n&atilde;o-risco, &alpha;=.80/.53) e Labilidade/Negatividade (8 itens; &alpha;=.95/.81) apresentaram n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna  adequados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Rela&ccedil;&atilde;o di&aacute;dica educador-crian&ccedil;a</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Student-Teacher Rating Scale (STRS; Pianta, 2001) &eacute; uma escala de autorrelato que avalia a percep&ccedil;&atilde;o do professor acerca  da sua rela&ccedil;&atilde;o com uma determinada crian&ccedil;a. Avalia os padr&otilde;es de rela&ccedil;&atilde;o em termos de conflito,  proximidade e depend&ecirc;ncia, com base em 30 itens (Pianta, 2001). Alguns estudos t&ecirc;m demonstrado que a estrutura fatorial da subescala  depend&ecirc;ncia &eacute; inst&aacute;vel (Cadima, Doumen, Verschueren, &amp; Leal, 2015), pelo que, no presente estudo, esta subescala n&atilde;o  foi usada, tendo sido usadas as subescalas <i>Conflito</i> e <i>Proximidade</i>. Adimens&atilde;o <i>Conflito</i> considera o grau com que o  educador percebe a sua rela&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a como negativa e conflituosa. Uma pontua&ccedil;&atilde;o elevada indica que o  educador percebe a rela&ccedil;&atilde;o como conflituosa ou imprevis&iacute;vel (ex., &ldquo;esta crian&ccedil;a e eu parecemos estar sempre em  conflito&rdquo;; Pianta, 2001). A dimens&atilde;o <i>Proximidade </i>considera o grau com que o educador sente carinho e estabelece uma  comunica&ccedil;&atilde;o aberta com a crian&ccedil;a. Uma pontua&ccedil;&atilde;o elevada indica que a rela&ccedil;&atilde;o &eacute; carinhosa e  pr&oacute;xima (ex., &ldquo;Eu partilho uma rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima e afetiva com esta crian&ccedil;a&rdquo;; Pianta, 2001).</p>     <p>Os itens s&atilde;o cotados numa escala que varia entre <i>(1) Nunca se aplica</i> e <i>(5) Aplica-se sempre</i>. Esta escala j&aacute; foi  adaptada para o contexto portugu&ecirc;s, apresentando &iacute;ndices de fidelidade adequados (Abreu-Lima, Cadima, &amp; Silva, 2008). No presente  trabalho, os alphas de Cronbach obtidos para a <i>Proximidade</i> (7 itens; &alpha;=.90/.82) e <i>Conflito</i> (5 itens; &alpha;=.88/.76),  mostraram uma boa consist&ecirc;ncia interna.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Intera&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel da sala</i></p>     <p>O Classroom Assessment Scoring System (CLASS; Pianta, La Paro, &amp; Hamre, 2008) &eacute; um instrumento que permite observar de forma  sistem&aacute;tica a qualidade das intera&ccedil;&otilde;es entre o educador e as crian&ccedil;as. A escala organiza-se em tr&ecirc;s  dom&iacute;nios (apoio emocional; apoio organizacional; apoio instrucional), compostos por um total de 10 dimens&otilde;es. O dom&iacute;nio Apoio  Emocional diz respeito &agrave; forma como o educador apoia o bem-estar emocional e social das crian&ccedil;as e &eacute; composto pelas  dimens&otilde;es clima positivo, clima negativo, sensibilidade do educador e considera&ccedil;&atilde;o pelas perspetivas das crian&ccedil;as  (Pianta et al., 2008). O dom&iacute;nio Apoio Organizacional refere-se ao modo como o educador organiza, gere e orienta os comportamentos, o  envolvimento e a coopera&ccedil;&atilde;o entre as crian&ccedil;as na sala de atividades (Emmer &amp; Stough, 2001), e compreende dimens&otilde;es  como a gest&atilde;o do comportamento, a produtividade e os formatos de aprendizagem (Pianta et al., 2008). O dom&iacute;nio Apoio Instrucional  permite apurar de que forma os educadores implementam o curr&iacute;culo, e em que medida o utilizam para apoiar eficazmente o desenvolvimento  cognitivo e lingu&iacute;stico das crian&ccedil;as, sendo constitu&iacute;do pelas dimens&otilde;es desenvolvimento de conceitos, qualidade do  feedback e modela&ccedil;&atilde;o da linguagem (Pianta et al., 2008).</p>     <p>A sua aplica&ccedil;&atilde;o &eacute; realizada por ciclos de observa&ccedil;&atilde;o (consistindo cada um em 30 minutos &ndash; 20 de  observa&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es e 10 destinados a codific&aacute;-las). No presente estudo, seguindo as  recomenda&ccedil;&otilde;es dos autores, foram realizados 4 ciclos que perfizeram 2 horas de observa&ccedil;&atilde;o na sala de atividades. O  observador disp&otilde;e de um conjunto de indicadores e exemplos para classificar as intera&ccedil;&otilde;es em cada dimens&atilde;o. Cada  dimens&atilde;o &eacute; avaliada numa escala de 7 pontos (1 &ndash; nada caracter&iacute;stico &ndash; a 7 &ndash; muito caracter&iacute;stico),  podendo a qualidade das intera&ccedil;&otilde;es ser considerada baixa (1, 2), m&eacute;dia (3, 4, 5) ou alta (6, 7).</p>     <p>Na presente amostra, as associa&ccedil;&otilde;es entre o Apoio Emocional e a Organiza&ccedil;&atilde;o da Sala foram extremamente elevadas,  <i>r</i>=0.80, levando a problemas de multicolinearidade. De facto, os resultados das An&aacute;lises Fatoriais Confirmat&oacute;rias mostraram  &iacute;ndices de ajustamento adequados para um modelo factorial com dois fatores, em que as dimens&otilde;es do Apoio Emocional e Apoio  Organizacional foram agrupadas, <i>&chi;</i><sup><i>2</i></sup>(64)=135.14, <i>p</i>&lt;0.001, CFI=0.905, RMSEA=0.078 (ver Cadima, Verschueren,  Leal, &amp; Guedes, 2015, para uma descri&ccedil;&atilde;o mais aprofundada). Assim, tendo em conta os objetivos do estudo, foi usada uma  vari&aacute;vel comp&oacute;sita que agrupou as seis dimens&otilde;es dos dom&iacute;nios Apoio Emocional e Apoio Organizacional. A vari&aacute;vel  comp&oacute;sita apresentou n&iacute;veis excelentes de consist&ecirc;ncia interna (&alpha;=.93).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lises</i></p>     <p>De modo a verificar poss&iacute;veis diferen&ccedil;as entre os dois grupos, foram realizadas diferen&ccedil;as de m&eacute;dias a n&iacute;vel  das principais vari&aacute;veis no estudo, atrav&eacute;s do General Linear Model do programa estat&iacute;stico SPSS. Os resultados descritivos  apresentados no <a href="#q1">Quadro 1</a> mostraram que as crian&ccedil;as do grupo de n&atilde;o risco eram significativamente mais novas  (<i>M</i>=56.30, <i>DP</i>=9.66) do que as crian&ccedil;as do grupo de risco (<i>M</i>=62.73, <i>DP</i>=9.23). Neste sentido, as diferen&ccedil;as  entre os dois grupos nas restantes vari&aacute;veis em estudo foram analisadas controlando a idade da crian&ccedil;a. Ap&oacute;s terem sido  conduzidas an&aacute;lises fatoriais confirmat&oacute;rias e an&aacute;lises de invari&acirc;ncia da medida para a medida central do estudo, a  Emotion Regulation Checklist, foram conduzidos modelos de equa&ccedil;&atilde;o estrutural multigrupo multin&iacute;vel. Uma vez que as  crian&ccedil;as estavam agrupadas em salas, de forma a evitar a sobrestima&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros devido &agrave; n&atilde;o  independ&ecirc;ncia das observa&ccedil;&otilde;es, os modelos foram estimados a dois n&iacute;veis: (1) within-level, em que se pretendeu analisar  em que medida a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es di&aacute;dicas se associava &agrave; regula&ccedil;&atilde;o emocional e labilidade; a idade  e o g&eacute;nero da crian&ccedil;a foram controlados neste n&iacute;vel de an&aacute;lise; (2) between-level, em que se pretendeu analisar em que  medida a qualidade do clima emocional e organiza&ccedil;&atilde;o da sala tinha um efeito nas dimens&otilde;es de regula&ccedil;&atilde;o emocional. Todas as an&aacute;lises foram realizadas com o programa estat&iacute;stico Mplus 6.0 (Muth&eacute;n &amp; Muth&eacute;n, 1998-2010).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a03q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Os resultados descritivos apresentados no <a href="#q1">Quadro 1</a> mostram que as crian&ccedil;as do grupo de n&atilde;o risco sociocultural  s&atilde;o significativamente mais novas (<i>M</i>=56.30, <i>DP</i>=9.66) que as crian&ccedil;as do grupo de risco sociocultural (<i>M</i>=62.73,  <i>DP</i>=9.23). Neste sentido, as diferen&ccedil;as entre os dois grupos nas restantes vari&aacute;veis em estudo foram analisadas controlando o  efeito da idade das crian&ccedil;as. Os resultados revelaram ainda que as crian&ccedil;as do grupo de risco apresentavam, significativamente, mais  labilidade emocional (<i>M</i>=1.75, <i>DP</i>=0.55), quando comparadas com as crian&ccedil;as do grupo de n&atilde;o risco. Os resultados  salientam ainda a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as na rela&ccedil;&atilde;o educadora-crian&ccedil;a entre os dois grupos, com o grupo de  risco a apresentar n&iacute;veis mais baixos de proximidade (<i>M</i>=4.30, <i>DP</i>=0.71) e maior incid&ecirc;ncia de conflito (<i>M</i>=1.62,  <i>DP</i>=0.73) educadora-crian&ccedil;a.</p>     <p>A an&aacute;lise das correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis em estudo, apresentadas no <a href="#q2">Quadro 2</a> sugere que, para  o grupo de n&atilde;o risco, de acordo com a perce&ccedil;&atilde;o dos educadores, as meninas tendem a apresentar maior regula&ccedil;&atilde;o  emocional e menor conflito com o educador, e crian&ccedil;as mais velhas apresentam maior proximidade com o educador. Verificou-se ainda que a  regula&ccedil;&atilde;o emocional das crian&ccedil;as estava positivamente relacionada com a proximidade educador-crian&ccedil;a. Pelo  contr&aacute;rio, a regula&ccedil;&atilde;o emocional estava negativamente associada &agrave; labilidade emocional e ao conflito  educador-crian&ccedil;a. Por seu turno, a labilidade apresentava uma associa&ccedil;&atilde;o negativa com a proximidade educador-crian&ccedil;a e  uma associa&ccedil;&atilde;o negativa com o conflito educador-crian&ccedil;a. Foi ainda encontrada uma associa&ccedil;&atilde;o negativa entre  proximidade educador-crian&ccedil;a e conflito educador-crian&ccedil;a percebidos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a03q2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tal como no grupo n&atilde;o risco sociocultural, verificou-se que, no grupo de crian&ccedil;as em risco, de acordo com o relato dos educadores,  as meninas tendem a apresentar menor conflito com o educador e que crian&ccedil;as mais velhas apresentam maior proximidade com o educador. A  regula&ccedil;&atilde;o emocional das crian&ccedil;as estava positivamente associada &agrave; proximidade educador-crian&ccedil;a, bem como ao  clima emocional e organiza&ccedil;&atilde;o da sala de aula. Correla&ccedil;&otilde;es negativas foram encontradas entre a regula&ccedil;&atilde;o  emocional e labilidade emocional das crian&ccedil;as e entre regula&ccedil;&atilde;o emocional e conflito educador-crian&ccedil;a. Os resultados  sugerem ainda que crian&ccedil;as com rela&ccedil;&otilde;es mais conflituosas e que integram salas com pior clima emocional e organizacional  tendem a apresentar maior labilidade emocional. Verificou-se ainda existir uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre conflito  educador-crian&ccedil;a e clima emocional e organiza&ccedil;&atilde;o da sala de aula.</p>     <p>De seguida, foi testado um modelo de equa&ccedil;&otilde;es estruturais multigrupo multin&iacute;vel, para avaliar os efeitos da proximidade  educador-crian&ccedil;a e do conflito educador-crian&ccedil;a sobre a regula&ccedil;&atilde;o e labilidade emocionais da crian&ccedil;a  (within-level), bem como para avaliar os efeitos do clima emocional e organiza&ccedil;&atilde;o da sala de aula sobre a regula&ccedil;&atilde;o e  labilidade emocionais da crian&ccedil;a (between-level). Este modelo revelou um ajustamento razo&aacute;vel aos dados,  <i>&chi;</i>(8)<sup>2</sup>=26.46, CFI=.957.</p>     <p>Os resultados para o grupo de n&atilde;o risco sociocultural (cf. <a href="#f1">Figura 1</a>) sugerem, a n&iacute;vel individual, um efeito  positivo da proximidade educador-crian&ccedil;a sobre a regula&ccedil;&atilde;o e labilidade emocionais da crian&ccedil;a. Foi ainda encontrado um  efeito negativo do conflito sobre a regula&ccedil;&atilde;o emocional, bem como, um efeito positivo do conflito educador-crian&ccedil;a sobre a  labilidade emocional. Ao n&iacute;vel da sala de aula, n&atilde;o se verificaram efeitos significativos do clima emocional e  organiza&ccedil;&atilde;o da sala de aula sobre a regula&ccedil;&atilde;o ou labilidade emocionais da crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a03f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tal como &eacute; apresentado na <a href="#f2">Figura 2</a>, mesmo modelo revelou que, para o grupo de crian&ccedil;as em risco sociocultural, a  n&iacute;vel individual, o padr&atilde;o de resultados foi semelhante ao das crian&ccedil;as do grupo n&atilde;o risco. Neste sentido, os  resultados sugerem a exist&ecirc;ncia de efeitos positivos da proximidade educador-crian&ccedil;a sobre a regula&ccedil;&atilde;o e labilidade  emocionais da crian&ccedil;a. O conflito educador-crian&ccedil;a associou-se negativamente &agrave; regula&ccedil;&atilde;o emocional da  crian&ccedil;a e positivamente &agrave; labilidade emocional da crian&ccedil;a. Ao n&iacute;vel da sala de aula, verificou-se um efeito positivo do  clima emocional e organiza&ccedil;&atilde;o globais da sala sobre a regula&ccedil;&atilde;o emocional da crian&ccedil;a. A maior qualidade do clima  emocional e organiza&ccedil;&atilde;o da sala de aula associaram-se a menores problemas de labilidade emocional da crian&ccedil;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a03f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o dos resultados</b></p>     <p>O presente estudo pretendia verificar em que medida os processos interativos e relacionais no contexto de sala de jardim de inf&acirc;ncia  contribu&iacute;am para n&iacute;veis mais elevados de regula&ccedil;&atilde;o emocional em crian&ccedil;as em desvantagem social. Em primeiro  lugar, verificamos que as crian&ccedil;as do grupo de risco sociocultural apresentaram, em termos globais, n&iacute;veis mais elevados de  labilidade/negatividade. Estes resultados s&atilde;o consistentes com dados de investiga&ccedil;&atilde;o que demonstram uma  associa&ccedil;&atilde;o negativa entre n&iacute;veis socioecon&oacute;micos e autorregula&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as (Mezzacappa, 2004;  Noble et al., 2005; Wanless et al., 2011).</p>     <p>Os resultados do presente estudo indicam que, em ambos os grupos de crian&ccedil;as, quer o conflito quer a proximidade entre o educador e a  crian&ccedil;a se associam &agrave;s dimens&otilde;es negativas e positivas da regula&ccedil;&atilde;o emocional. Tanto no grupo de risco como no  grupo de n&atilde;o risco, rela&ccedil;&otilde;es di&aacute;dicas educador-crian&ccedil;a mais pr&oacute;ximas e menos conflituosas parecem  associar-se a n&iacute;veis mais elevados de regula&ccedil;&atilde;o emocional e a n&iacute;veis mais baixos de labilidade. Estes resultados  s&atilde;o consistentes com estudos recentes que mostram que a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o educador-crian&ccedil;a influencia e &eacute;  influenciada pela compet&ecirc;ncia da crian&ccedil;a (Doumen et al., 2008), n&atilde;o sendo contudo poss&iacute;vel no presente estudo,  determinar a dire&ccedil;&atilde;o desta associa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel que crian&ccedil;as com maior dificuldade em regular as suas emo&ccedil;&otilde;es desenvolvam rela&ccedil;&otilde;es  menos apoiantes com os educadores. Por outro lado, rela&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas e apoiantes podem constituir recursos importantes para a  crian&ccedil;a, progressivamente, conseguir regular as suas emo&ccedil;&otilde;es e express&otilde;es emocionais. Rela&ccedil;&otilde;es  conflituosas, por sua vez, podem n&atilde;o providenciar &agrave; crian&ccedil;a mecanismos que a ajudem a regular as suas emo&ccedil;&otilde;es no  contexto de sala. Seria importante conduzir estudos longitudinais de forma a poder explorar a poss&iacute;vel bidirecionalidade desta  associa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&Eacute; de salientar que, apesar de as associa&ccedil;&otilde;es entre a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es di&aacute;dicas e a  regula&ccedil;&atilde;o emocional serem id&ecirc;nticas em ambos os grupos, os n&iacute;veis de conflito foram mais elevados no grupo de risco.  Estes resultados apontam para a possibilidade de as crian&ccedil;as em desvantagem social estarem em situa&ccedil;&atilde;o de risco no que  respeita ao desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es mais conflituosas com os seus educadores, o que poder&aacute; ter repercuss&otilde;es no seu  percurso escolar, uma vez que o conflito parece ter um papel penalizador na realiza&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica (Hamre &amp; Pianta, 2001).  &Eacute;, no entanto, curioso verificar que n&iacute;veis mais elevados de conflito n&atilde;o est&atilde;o associados a n&iacute;veis mais baixos  de proximidade, sugerindo que, apesar de os educadores percepcionarem a sua rela&ccedil;&atilde;o com algumas crian&ccedil;as como mais negativa e  mais desgastante, n&atilde;o deixam de poder sentir esta rela&ccedil;&atilde;o como pr&oacute;xima. Estes resultados s&atilde;o semelhantes aos  resultados encontrados em estudos conduzidos em Portugal, Gr&eacute;cia e Turquia (respetivamente, Cadima, Doumen, Verschueren, &amp; Leal, 2013;  Gregoriadis &amp; Tsigilis, 2008; e Beyazkurk &amp; Kesner, 2005), mas s&atilde;o discrepantes dos resultados verificados em pa&iacute;ses como os  EUA, a B&eacute;lgica e a Holanda, onde rela&ccedil;&otilde;es mais conflituosas se associam a rela&ccedil;&otilde;es menos pr&oacute;ximas (Hamre  &amp; Pianta, 2001; Jerome, Hamre, &amp; Pianta, 2009; Koomen, Verschueren, van Schooten, Jak, &amp; Pianta, 2012). &Eacute; poss&iacute;vel que,  no nosso pa&iacute;s, os educadores de inf&acirc;ncia procurem estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de confian&ccedil;a e proximidade com todas as  crian&ccedil;as, independentemente de poderem ter rela&ccedil;&otilde;es mais dif&iacute;ceis e conflituosas com algumas delas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, um dos principais objetivos do presente estudo era verificar se os processos interativos de mais qualidade a n&iacute;vel da sala se  associavam a n&iacute;veis mais elevados de regula&ccedil;&atilde;o emocional em contextos socialmente desfavorecidos. Os resultados deste estudo  indicam que em salas em que o clima emocional &eacute; mais positivo e h&aacute; maior coopera&ccedil;&atilde;o entre as crian&ccedil;as, as  crian&ccedil;as do grupo de risco sociocultural apresentam, em m&eacute;dia, n&iacute;veis mais elevados de regula&ccedil;&atilde;o emocional.  Estes resultados apontam para a import&acirc;ncia de promover ambientes de aprendizagem positivos e previs&iacute;veis, em que os adultos  s&atilde;o responsivos &agrave;s necessidades das crian&ccedil;as e nos quais as regras s&atilde;o claras. Os resultados do presente estudo  s&atilde;o tamb&eacute;m consistentes com investiga&ccedil;&atilde;o que demonstra que a qualidade das salas pr&eacute;-escolares tem um efeito  positivo no desenvolvimento das crian&ccedil;as (Burchinal, Peisner-Feinberg, Bryant, &amp; Clifford, 2000; Mashburn et al., 2008), sendo um dos  primeiros estudos a demonstrar uma associa&ccedil;&atilde;o positiva com a regula&ccedil;&atilde;o emocional. &Eacute; poss&iacute;vel que em salas  com intera&ccedil;&otilde;es de elevada qualidade existam modelos de express&atilde;o e regula&ccedil;&atilde;o emocional a que as crian&ccedil;as  t&ecirc;m acesso de forma regular. Nestas salas, com um ambiente emocional mais positivo, as situa&ccedil;&otilde;es frustrantes ou emocionalmente  desafiantes poder&atilde;o ser antecipadas e eventualmente evitadas, podendo existir um maior respeito e apoio ao tempo de rea&ccedil;&atilde;o e  ativa&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es de cada um. Tamb&eacute;m o estabelecimento de rotinas previs&iacute;veis, a transmiss&atilde;o de  expectativas claras &agrave;s crian&ccedil;as, o refor&ccedil;o de comportamentos positivos e a preven&ccedil;&atilde;o de comportamentos  disruptivos, podem contribuir para que as crian&ccedil;as tenham acesso a uma diversidade de pistas sobre como comportar-se e como lidar com  situa&ccedil;&otilde;es emocionalmente dif&iacute;ceis (Downer et al., 2010). As crian&ccedil;as de risco poder&atilde;o beneficiar particularmente  destas oportunidades na sala para aprenderem e desenvolverem as suas compet&ecirc;ncias de regula&ccedil;&atilde;o emocional. As crian&ccedil;as de  n&atilde;o risco, por sua vez, poder&atilde;o ter outras oportunidades, nomeadamente no seu contexto familiar para desenvolver estas  compet&ecirc;ncias (Bernier, Carlson, &amp; Whipple, 2010). Os resultados do nosso estudo apontam para a import&acirc;ncia primordial do papel do  educador e do contexto pr&eacute;-escolar para as crian&ccedil;as cujas fam&iacute;lias vivem situa&ccedil;&otilde;es de desvantagem social.</p>     <p>Em termos globais, o presente estudo constitui um primeiro passo no sentido de compreender as interinflu&ecirc;ncias entre o risco  sociocultural, a qualidade dos processos (a n&iacute;vel di&aacute;dico e de sala) e a regula&ccedil;&atilde;o emocional. Os resultados indicam que  as experi&ecirc;ncias di&aacute;rias e regulares das crian&ccedil;as na sala podem ser particularmente importantes para a express&atilde;o e  regula&ccedil;&atilde;o emocional em crian&ccedil;as de risco, o que pode fornecer pistas para a forma&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento  profissional dos educadores. Especificamente, para al&eacute;m das atividades que s&atilde;o planeadas e desenvolvidas pelos educadores na sala, a  forma como os adultos se relacionam, os momentos de conversa com as crian&ccedil;as, a forma como respondem &agrave;s crian&ccedil;as ou o modo  como comunicam expectativas acerca do seu comportamento em diferentes situa&ccedil;&otilde;es na sala, podem revestir-se de primordial  import&acirc;ncia para o desenvolvimento emocional e acad&eacute;mico das crian&ccedil;as, em particular, para aquelas cujas oportunidades no  contexto familiar e da comunidade poder&atilde;o ser mais restritas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Limita&ccedil;&otilde;es e dire&ccedil;&otilde;es futuras</i></p>     <p>Existem algumas limita&ccedil;&otilde;es neste estudo que dever&atilde;o ser consideradas na interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados. Em  primeiro lugar, este estudo &eacute; transversal, tendo as medidas sido recolhidas num &uacute;nico momento no tempo. Para determinar o sentido das  associa&ccedil;&otilde;es, seria importante conduzir estudos longitudinais, com recolha de informa&ccedil;&atilde;o ao longo de v&aacute;rios  momentos distribu&iacute;dos no tempo. Em segundo lugar, a regula&ccedil;&atilde;o emocional foi medida atrav&eacute;s do relato do educador.  Apesar do relato deste ser de extrema import&acirc;ncia, pelo facto do educador conhecer bem as crian&ccedil;as e poder fornecer dados relevantes  sobre os seus comportamentos habituais, seria importante complementar essa informa&ccedil;&atilde;o com dados recolhidos atrav&eacute;s da  observa&ccedil;&atilde;o ou da avalia&ccedil;&atilde;o direta. Tamb&eacute;m a rela&ccedil;&atilde;o educador-aluno foi recolhida atrav&eacute;s de  relato do educador, pelo que pode existir vari&acirc;ncia partilhada pelos dois instrumentos, resultante de erro de medida e n&atilde;o da  associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis. No que se refere aos fatores de risco, apenas recorremos a fatores de &iacute;ndole  sociocultural, n&atilde;o tendo sido controlados os efeitos de fatores de risco biol&oacute;gico, nomeadamente, a preval&ecirc;ncia da  prematuridade e outros problemas de sa&uacute;de, que por vezes s&atilde;o concomitantes (Sameroff &amp; Fiese, 2000). Por fim, os crit&eacute;rios  de sele&ccedil;&atilde;o dos participantes obedeceram a diferentes princ&iacute;pios na constitui&ccedil;&atilde;o dos dois grupos. Por este  motivo, o n&uacute;mero de participantes por sala e a idade das crian&ccedil;as participantes n&atilde;o foi semelhante nos dois grupos, o que  limita a possibilidade de generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados. De fato, a idade das crian&ccedil;as nos dois grupos &eacute; bastante  d&iacute;spar. Seria importante conduzir estudos longitudinais, em que os efeitos da idade na regula&ccedil;&atilde;o emocional pudessem ser melhor  examinados e compreendidos. Seria igualmente importante conduzir estudos com amostras maiores e com sele&ccedil;&atilde;o aleat&oacute;ria de  participantes. Globalmente, o presente estudo contribui para compreender alguns dos fatores que condicionam e promovem o desenvolvimento da  regula&ccedil;&atilde;o emocional. Considerando a import&acirc;ncia da express&atilde;o e regula&ccedil;&atilde;o emocional para o sucesso escolar  das crian&ccedil;as, parece fundamental continuar a investigar poss&iacute;veis influ&ecirc;ncias no desenvolvimento da regula&ccedil;&atilde;o  emocional, bem como potenciais moderadores, de modo a promover respostas mais eficazes e espec&iacute;ficas &agrave;s vidas das crian&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Abreu-Lima, I., Cadima, J., &amp; Silva, R. F. (2008). Estudo e adapta&ccedil;&atilde;o de um instrumento para avaliar a rela&ccedil;&atilde;o  professor-crian&ccedil;a no 1&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico. In A. P. Noronha et al. (Coords.), <i>Actas da XIII Confer&ecirc;ncia  Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Formas e Contextos</i> [CD]. Braga: Psiquilibrios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022183&pid=S0870-8231201600030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bernier, A., Carlson, S. M., &amp; Whipple, N. (2010). From external regulation to self-regulation: early parenting precursors of young  children&rsquo;s executive functioning. <i>Child Development, 81</i>, 326-339. doi: 10.1111/j.1467-8624.2009.01397.x</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Beyazkurk, D., &amp; Kesner, J. (2005). Teacher-child relationships in Turkish and United States schools: A cross-cultural study.  <i>International Education Journal, 6</i>, 547-554.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022186&pid=S0870-8231201600030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Blair, C. (2002). School readiness: Integrating cognition and emotion in a neurobiological conceptualization of children&rsquo;s functioning at  school entry. <i>American Psychologist, 57</i>, 111-127. doi: 10.1037/0003-066X.57.2.111</p>     <!-- ref --><p>Blair, C., &amp; Diamond, A. (2008). Biological processes in prevention and intervention: The promotion of self-regulation as a means of  preventing school failure. <i>Development and Psychopathology, 20</i>, 899-911. doi: 10.1017/S0954579408000436&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022189&pid=S0870-8231201600030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Blandon, A. Y., Calkins, S. D., Keane, S. P., &amp; O&rsquo;Brien, M. (2008). Individual differences in trajectories of emotion regulation  processes: The effects of maternal depressive symptomatology and children&rsquo;s physiological regulation. <i>Developmental Psychology, 44</i>,  1110-1123. doi: 10.1037/0012-1649.44.4.1110</p>     <p>Burchinal, M. R., Peisner-Feinberg, E., Bryant, D. M., &amp; Clifford, R. (2000). Children&rsquo;s social and cognitive development and child  care quality: Testing for differential associations related to poverty, gender, or ethnicity. <i>Journal of Applied Developmental Sciences, 4</i>,  149-165.</p>     <p>Cadima, J., Doumen, S., Verschueren, K., &amp; Leal, T. (2013). Examining teacher-child relationship quality across two countries. <i>AEducational  Psychology: n International Journal of Experimental Educational Psychology</i>. doi: 10.1080/01443410.2013.864754</p>     <!-- ref --><p>Cadima, J., Verschueren, K., Leal, T., &amp; Guedes, C. (2015). Clasrroom interactions, dyadic teacher-child relationships, and self-regulation.  <i>Journal of Abnormal Child Psychology</i>. doi: 10.1007/s10802-015-0060-5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022193&pid=S0870-8231201600030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cole, P. M., Martin, S. E., &amp; Dennis, T. A. (2004). Emotion regulation as a scientific construct: Methodological challenges and directions  for child development research. <i>Child Development, 75</i>, 317-333. doi: 10.1111/j.1467-8624.2004.00673.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022194&pid=S0870-8231201600030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Doumen, S., Verschueren, K., Buyse, E., Germeijs, V., Luyckx, K., &amp; Soenens, B. (2008). Reciprocal relations between teacher-child conflict  and aggressive behavior in kindergarten: A three-wave longitudinal study. <i>Journal of Clinical Child and Adolescent Psychology, 37</i>, 588-599.  doi: 10.1080/15374410802148079&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022195&pid=S0870-8231201600030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Downer, J. T., Sabol, T. J., &amp; Hamre, B. K. (2010). Teacher-child interactions in the classroom: Toward a theory of within- and cross-domain  links to children&rsquo;s developmental outcomes. <i>Early Education and Development, 21</i>, 699-723. doi: 10.1080/10409289.2010.497453</p>     <p>Eisenberg, N., Spinrad, T. L., &amp; Eggum, N. D. (2010). Emotion-related self-regulation and its relation to children&rsquo;s maladjustment.  <i>Annual Review of Clinical Psychology, 6</i>, 495-525. doi: 10.1146/annurev.clinpsy.121208.131208</p>     <!-- ref --><p>Emmer, E. T., &amp; Strough, L. (2001). Classroom management: A critical part of educational psychology, with implications for teacher  education. <i>Educational Psychologist, 36</i>, 103-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022198&pid=S0870-8231201600030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Evans, G. W., &amp; Kim, P. (2013). Childhood poverty, chronic stress, self-regulation, and coping. <i>Child Development Perspectives, 7</i>,  43-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022200&pid=S0870-8231201600030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Graziano, P., Reavis, R., Keane, S., &amp; Calkins, S. (2007). The role of emotion regulation and the student-teacher relationship in  children&rsquo;s academic success. <i>Journal of School Psychology, 45</i>, 3-19. doi: 10.1016/j.jsp.2006.09.002</p>     <!-- ref --><p>Gregoriadis, A., &amp; Tsigilis, N. (2008). Applicability of the Student-Teacher Relationship Scale (STRS) in the Greek educational setting.  <i>Journal of Psychoeducational Assessment, 26</i>, 108-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022203&pid=S0870-8231201600030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hamre, B. K., &amp; Pianta, R. C. (2001). Early teacher-child relationships and the trajectory of children&rsquo;s school outcomes through  eighth grade. <i>Child Development, 72</i>, 625-638. doi: 10.1111/1467-8624.00301</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Howes, C., Burchinal, M., Pianta, R., Bryant, D., Early, D., Clifford, R., &amp; Barbarin, O. (2008). Ready to learn?. Children&rsquo;s  pre-academic achievement in pre-kindergarten programs. <i>Early Childhood Research Quarterly, 23</i>, 27-50. doi: 10.1016/j.ecresq.2007.05.002</p>     <p>Howse, R. B., Calkins, S. D., Anastopoulos, A. D., Keane, S. P., &amp; Shelton, T. L. (2003). Regulatory contributors to children&rsquo;s  kindergarten achievement. <i>Early Education and Development, 14</i>, 101-119. doi: 10.1207/s15566935eed1401_7</p>     <!-- ref --><p>Jerome, E. M., Hamre, B. K., &amp; Pianta, R. C. (2009). Teacher-child relationships from kindergarten to sixth grade: Early childhood  predictors of teacher-perceived conflict and closeness. <i>Social Development, 18</i>, 915-945.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022208&pid=S0870-8231201600030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Koomen, H. M. Y., Verschueren, K., van Schooten, E., Jak, S., &amp; Pianta, R. C. (2012). Validating the student-teacher relationship scale:  Testing factor structure and measurement invariance across child gender and age in a Dutch normative sample. <i>Journal of School Psychology,  50</i>, 215-234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022210&pid=S0870-8231201600030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Mashburn, A. J., Pianta, R. C., Hamre, B. K., Downer, J. T., Barbarin, O. A., Bryant, D., . . . Howes, C. (2008). Measures of classroom quality  in prekindergarten and children&rsquo;s development of academic, language, and social skills. <i>Child Development, 79</i>, 732-749. doi:  10.1111/j.1467-8624.2008.01154.x</p>     <!-- ref --><p>Masten, A. S. (2013). Risk and resilience in development. In P. D. Zelazo (Ed.), <i>Oxford handbook of developmental psychology</i>  (pp. 579-607). New York: Oxford University Press. doi: 10.1093/oxfordhb/9780199958450.001.0001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022213&pid=S0870-8231201600030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Masten, A. S., Best, K. M., &amp; Garmezy, N. (1990). Resilience and development: Contributions from the study of children who overcome  adversity. <i>Development and Psychopathology, 2</i>, 425-444. <a href="http://dx.doi.org/10.1017/S0954579400005812"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1017/S0954579400005812</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022214&pid=S0870-8231201600030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Meade, A. W., Johnson, E. C., &amp; Braddy, P. W. (2008). Power and sensitivity of alternative fit indices in tests of measurement invariance.  <i>Journal of Applied Psychology, 93</i>, 568-592. doi: 10.1037/0021-9010.93.3.568&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022215&pid=S0870-8231201600030000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Melo, A. I. (2005). <i>Emo&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo escolar: Estrat&eacute;gias parentais face &agrave; express&atilde;o emocional e  sintomas de internaliza&ccedil;&atilde;o e externaliza&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a</i>. Tese de mestrado, Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022216&pid=S0870-8231201600030000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mezzacappa, E. (2004). 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Retrieved from <a href="http://area.dgidc.min-edu.pt/download/REL_TEIP_2010_11.pdf"  target="_blank">http://area.dgidc.min-edu.pt/download/REL_TEIP_2010_11.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022219&pid=S0870-8231201600030000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Morrison, F. J., Ponitz, C. C., &amp; McClelland, M. M. (2010). Self-regulation and academic achievement in the transition to school. In S.  Calkins &amp; M. A. Bell (Eds.), <i>Child development at the intersection of emotion and cognition</i> (pp. 203-224). 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Teacher-child relationships and children&rsquo;s success in the first years of school. <i>School  Psychology Review, 33</i>, 444-458.</p>     <p>Raver, C. C., Blair, C., Willoughby, M., &amp; the Family Life Project Key Investigators. (2013). Poverty as a predictor of 4-year-olds&rsquo;  executive function: New perspectives on models of differential susceptibility. <i>Developmental Psychology, 49</i>, 292-304. doi:  10.1037/a0028343</p>     <!-- ref --><p>Sameroff, A. J., &amp; Fiese, B. H. (2000). Transactional regulation and early intervention. In S. J. Meisels &amp; J. P. Shonkoff (Eds.),  <i>Handbok of early childhood intervention</i> (pp. 119-149). 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