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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A prematuridade na perspectiva de mães primíparas e multíparas: Análise do seu estado psicoemocional, autoestima e bonding]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Literature has been showing that prematurity leads mothers to increase their levels of anxiety, depressive feelings and to decrease their self-esteem, when compared to mothers with pre-term babies. Such experience seems to be different if we take into account mothers’ parity although there are no clear evidences on that. This study aims at analyzing in primipara and multipara mothers of premature babies the associations between psycho-emotional state, maternal self-esteem and bonding. Participants were 50 mothers (27 primipara and 23 multipara) with pre-term babies from a public maternity in Lisbon. Results showed that multipara mothers express more Depressive feelings but simultaneously a greater Capacity and overall preparation for the maternity role. Nevertheless their Capacity for providing care (to the baby) is negatively associated with their psycho-emotional state and positively associated with bonding. Negative associations between Anxiety and Acceptance of the baby, and between psycho-emotional state and Bonding do not vary as a function of parity showing that having a pre-term baby can be a challenge for both primipara and multipara mothers.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Paridade]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A prematuridade na perspectiva de m&atilde;es prim&iacute;paras e mult&iacute;paras. An&aacute;lise do seu estado psicoemocional,  autoestima e <i>bonding</i></b></p>     <p><b>Joana Dias Alexandre<sup>1</sup>, L&iacute;gia Monteiro<sup>1</sup>, Irina Branco<sup>1</sup>, Carla Franco<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>ISCTE-IUL</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A literatura tem referido que a prematuridade do beb&eacute; gera nas m&atilde;es n&iacute;veis mais elevados de ansiedade, sentimentos  depressivos, assim como n&iacute;veis mais baixos de autoestima, comparativamente com m&atilde;es de beb&eacute;s de termo, o que poder&aacute;  conduzir a um envolvimento emocional mais negativo com o rec&eacute;m-nascido. Essa viv&ecirc;ncia parece variar em fun&ccedil;&atilde;o da  paridade das m&atilde;es (i.e., m&atilde;e pela primeira vez vs. mult&iacute;para) n&atilde;o obstante n&atilde;o serem muito claras as  particularidades desta vari&aacute;vel. Este estudo teve como objetivo analisar num grupo de m&atilde;es prim&iacute;paras e mult&iacute;paras  com beb&eacute;s prematuros, as associa&ccedil;&otilde;es entre o estado Psicoemocional, a Autoestima e o <i>Bonding</i> maternos. Participaram  50 m&atilde;es (27 prim&iacute;paras e 23 mult&iacute;paras), com beb&eacute;s pr&eacute;-termo recrutados numa maternidade p&uacute;blica de  Lisboa. Os resultados indicam que as m&atilde;es mult&iacute;paras apresentam n&iacute;veis mais elevados de Sentimentos Depressivos expressando,  tamb&eacute;m, uma maior Capacidade e Prepara&ccedil;&atilde;o Geral para a fun&ccedil;&atilde;o materna. A Capacidade Geral para tratar do  beb&eacute; surge associada de forma negativa com o seu estado Psicoemocional e de forma positiva com o <i>Bonding</i>. As  associa&ccedil;&otilde;es negativas encontradas entre Ansiedade e Aceita&ccedil;&atilde;o do beb&eacute;, e entre Estado Psicoemocional e  <i>Bonding</i> n&atilde;o parecem variar em fun&ccedil;&atilde;o da paridade, mostrando que os desafios se colocam a ambos os grupos de  m&atilde;es.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Paridade, Prematuridade, Bonding, Estado psicoemocional, Autoestima materna.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Literature has been showing that prematurity leads mothers to increase their levels of anxiety, depressive feelings and to decrease their  self-esteem, when compared to mothers with pre-term babies. Such experience seems to be different if we take into account mothers&rsquo; parity  although there are no clear evidences on that. This study aims at analyzing in primipara and multipara mothers of premature babies the associations  between psycho-emotional state, maternal self-esteem and bonding. Participants were 50 mothers (27 primipara and 23 multipara) with pre-term babies  from a public maternity in Lisbon. Results showed that multipara mothers express more Depressive feelings but simultaneously a greater Capacity and  overall preparation for the maternity role. Nevertheless their Capacity for providing care (to the baby) is negatively associated with their  psycho-emotional state and positively associated with bonding. Negative associations between Anxiety and Acceptance of the baby, and between  psycho-emotional state and Bonding do not vary as a function of parity showing that having a pre-term baby can be a challenge for both primipara and  multipara mothers.</p>     <p><b>Key words</b>: Parity, Prematurity, Bonding, Psycho-emotional state, Maternal self-esteem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Nascimento e prematuridade</i></p>     <p>Diversos autores t&ecirc;m demonstrado o impacto que as rela&ccedil;&otilde;es pais/crian&ccedil;a e em particular a qualidade das mesmas  t&ecirc;m ao n&iacute;vel do desenvolvimento s&oacute;cio-emocional e cognitivo, n&atilde;o s&oacute; nos primeiros anos de vida como,  tamb&eacute;m, ao longo do ciclo vital (Bowlby, 1998). Desta forma, n&atilde;o s&oacute; do ponto de vista acad&eacute;mico como, tamb&eacute;m, no  &acirc;mbito do trabalho de preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o psicossocial com as fam&iacute;lias, a compreens&atilde;o dos  fatores protetores e de risco devem ser alvo de estudo.</p>     <p>Neste trabalho centramo-nos nos fatores de risco, com particular sali&ecirc;ncia na prematuridade do beb&eacute;. A prematuridade (nascimento  antes das 37 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o) constitui-se hoje como a causa mais prevalente da morbilidade e mortalidade infantis nos  pa&iacute;ses industrializados (WHO, 2012), contando com uma incid&ecirc;ncia mundial de 11.1% e nacional de 7.8% em 2012 (INE, 2013). A  investiga&ccedil;&atilde;o em torno deste fen&oacute;meno tem procurado perceber quais as implica&ccedil;&otilde;es que o nascimento de um  beb&eacute; prematuro pode acarretar no desenvolvimento da rela&ccedil;&atilde;o e nas intera&ccedil;&otilde;es entre as figuras parentais e os  filhos. Empiricamente tem sido demonstrado (e.g., Forcada-Guex, Borghini, Pierrehumbert, Ansermet, &amp; Muller-Nix, 2011) que a conjuntura em  torno da prematuridade tem impacto nas viv&ecirc;ncias maternas ap&oacute;s o nascimento, podendo constituir-se como risco para um desenvolvimento  adequado da rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&eacute;. S&atilde;o aspetos importantes: a altura do nascimento; o internamento, por vezes,  prolongado; o fato do beb&eacute; ser considerado como mais fr&aacute;gil e vulner&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o aos beb&eacute;s de termo; a  necessidade de cuidados espec&iacute;ficos que n&atilde;o podem ser assegurados pela figura materna; os padr&otilde;es de comportamento e  desenvolvimento, eventualmente, distintos nos primeiros tempos de vida; assim como, a paridade, ou seja, o fato da m&atilde;e ser prim&iacute;para  (i.e., m&atilde;e pela primeira vez) ou mult&iacute;para (Misund, Nerdrum, &amp; Diseth, 2014; Pereira &amp; Canavarro, 2011; Teixeira &amp; Leal,  1995). Perante um nascimento pr&eacute; termo, o per&iacute;odo de gravidez &eacute; abreviado, ocorrendo o parto quando a m&atilde;e ainda  n&atilde;o se encontra preparada. Acresce o facto de na maioria dos casos m&atilde;e e beb&eacute; serem separados no p&oacute;s-parto de forma  imediata (Teixeira &amp; Leal, 1995). Consequentemente as expectativas em torno de um parto normal e de um nascimento saud&aacute;vel dissipam-se,  dando muitas vezes lugar a sentimentos de desilus&atilde;o, perda, medo, depress&atilde;o e ansiedade (Pederson, Bento, Chance, Evans, &amp; Fox,  1987).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Prematuridade em m&atilde;es prim&iacute;paras e mult&iacute;paras: Implica&ccedil;&otilde;es para a m&atilde;e e para a  rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&eacute;</i></p>     <p>Teixeira e Leal (1995) chamam a aten&ccedil;&atilde;o para os casos de prematuridade na primeira gravidez da mulher. O nascimento de um filho  &eacute;, em si mesmo, uma fase desafiante para qualquer m&atilde;e, devido ao surgimento de novos pap&eacute;is (Mercer &amp; Ferketich, 1995) e  &agrave;s consequentes mudan&ccedil;as intra e inter-sist&eacute;micas que lhe subjazem (Moura-Ramos &amp; Canavarro, 2007; Pereira &amp;  Canavarro, 2011). No caso da experi&ecirc;ncia de um parto prematuro, este acaba por desencadear nestas m&atilde;es maior stresse  psicol&oacute;gico (Bener, 2013), sentimentos depressivos (Morawski Mew, Holditch-Davis, Belyea, Shandor, &amp; Fishel, 2003) e de ansiedade, do  que em m&atilde;es de beb&eacute;s de termo (Gennaro, 1988).</p>     <p>Sobre a viv&ecirc;ncia da prematuridade em fun&ccedil;&atilde;o da paridade das m&atilde;es, a literatura &eacute; escassa. A maioria dos  estudos analisa a viv&ecirc;ncia da maternidade em m&atilde;es de beb&eacute;s prematuros comparativamente com as m&atilde;es de beb&eacute; de  termo (e.g., Korja, Latva, &amp; Lahtonen, 2012). No entanto, alguns estudos (e.g., Brooten et al., 1988; Quintas, 2002) verificaram que, em  amostras de m&atilde;es de beb&eacute;s prematuros, as m&atilde;es mult&iacute;paras apresentavam &iacute;ndices de autoestima materna mais baixos  (e.g., sentimentos de inseguran&ccedil;a relativamente &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de cuidados) e maior ansiedade e sintomatologia depressiva,  comparativamente com as m&atilde;es prim&iacute;paras. Ainda, as experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias de prematuridade nas m&atilde;es  mult&iacute;paras s&atilde;o apontadas como um fator que conduz a n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o mais elevados (Goldenberg,  Culhane, Iams, &amp; Romero, 2008). Face &agrave;s adversidades indicadas, a intera&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&eacute; poder&aacute; ficar  comprometida, n&atilde;o s&oacute; pelos constrangimentos que adv&eacute;m de um parto prematuro, bem como pelo estado emocional em que a  m&atilde;e, naquele momento, se encontra.</p>     <p>Diversos autores t&ecirc;m salientado a import&acirc;ncia da qualidade das intera&ccedil;&otilde;es entre a figura materna e o beb&eacute; nos  primeiros meses de vida, enquanto base para a constru&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o segura da  crian&ccedil;a &agrave; m&atilde;e (e.g., Coppola &amp; Cassibba, 2010). Dado o presente trabalho n&atilde;o se centrar na perspetiva relacional da  crian&ccedil;a (sistema comportamental de vincula&ccedil;&atilde;o), mas sim da m&atilde;e, importa compreender como &eacute; que o sistema de cuidados parentais (sistema comportamental complementar ao sistema de vincula&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a) est&aacute; relacionado com a qualidade das intera&ccedil;&otilde;es m&atilde;e-beb&eacute;. O sistema de cuidados parentais tem a sua g&eacute;nese na constru&ccedil;&atilde;o dos modelos din&acirc;micos internos que ocorre durante a inf&acirc;ncia, no contexto das rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o, atingindo um ponto alto na transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade (George &amp; Solomon, 1999). Segundo Bretherton (1985), as representa&ccedil;&otilde;es mentais que os pais desenvolvem de si pr&oacute;prios, enquanto figuras parentais, assim como dos seus filhos, ir&atilde;o influenciar a qualidade dos seus comportamentos nas intera&ccedil;&otilde;es com as crian&ccedil;as. Este sistema de cuidados decorre, portanto, de uma combina&ccedil;&atilde;o entre aspetos de ordem biol&oacute;gica e aspetos decorrentes da pr&oacute;pria viv&ecirc;ncia da parentalidade (Cassidy, 2000; George &amp; Solomon, 2008), sendo ativado quando as figuras parentais percecionam determinada situa&ccedil;&atilde;o como amea&ccedil;adora, perigosa ou causadora de stresse para o beb&eacute;. Nestes casos s&atilde;o colocados em a&ccedil;&atilde;o uma s&eacute;rie de comportamentos que remetem para a fun&ccedil;&atilde;o protetora deste sistema (e.g., manter proximidade, pegar, chamar, observar, sorrir). Por sua vez, a sua desativa&ccedil;&atilde;o ocorrer&aacute; aquando da aproxima&ccedil;&atilde;o (f&iacute;sica ou psicol&oacute;gica) ao beb&eacute;, bem como da constata&ccedil;&atilde;o de que este se encontra tranquilo e seguro (Cassidy, 2000). Ser&aacute;, portanto, a sensibilidade dos comportamentos parentais, nos m&uacute;ltiplos momentos de intera&ccedil;&atilde;o com o beb&eacute;, que permitem que este, progressivamente, &ldquo;construa mentalmente&rdquo; as figuras parentais como sens&iacute;veis, responsivas e dispon&iacute;veis (McFarland-Piazza, Hazen, Jacobvitz, &amp; Boyd-Soisson, 2012).</p>     <p>No estudo do impacto da prematuridade na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&eacute; um dos aspetos a considerar &eacute; o <i>bonding</i>,  definido por Klaus e Kennell (1976) como uma liga&ccedil;&atilde;o &uacute;nica, espec&iacute;fica e duradoura formada entre a figura materna e o  beb&eacute;. Esta liga&ccedil;&atilde;o, facilitada pelo sistema hormonal da m&atilde;e e estimulada pela presen&ccedil;a do beb&eacute;, tem  in&iacute;cio nos primeiros contactos entre a figura materna e rec&eacute;m-nascido, tendo a investiga&ccedil;&atilde;o demonstrado que o contacto  f&iacute;sico m&atilde;e-beb&eacute; ap&oacute;s o parto tende a favorecer o <i>bonding</i> materno, potencializando, posteriormente,  intera&ccedil;&otilde;es mais positivas na d&iacute;ade (Figueiredo, Costa, Pacheco, &amp; Pais, 2009). Atualmente a literatura &eacute;,  relativamente, consensual no que diz respeito ao fato do <i>bonding</i> n&atilde;o ocorrer sempre e no primeiro contacto m&atilde;e-beb&eacute;,  mas ser um processo gradual e interativo que se intensifica no decorrer do primeiro ano de vida (Figueiredo, Marques, Costa, Pacheco, &amp; Pais,  2005). Assim, e nas situa&ccedil;&otilde;es em que a proximidade e o contacto direto s&atilde;o favorecidos durante os primeiros dias ap&oacute;s o  nascimento, o envolvimento emocional da m&atilde;e com o rec&eacute;m-nascido parece ser beneficiado, bem como a cria&ccedil;&atilde;o de uma  intera&ccedil;&atilde;o ajustada que direciona e potencia o desenvolvimento adequado da crian&ccedil;a (e.g., Rand &amp; Lahav, 2014).  Contrariamente, nas situa&ccedil;&otilde;es em que estes primeiros contactos ap&oacute;s o parto n&atilde;o s&atilde;o poss&iacute;veis, os pais  tendem a lidar com sentimentos de fracasso. Estas n&atilde;o devem ser, contudo, vistas numa perspetiva de causa-efeito, dado que as  rela&ccedil;&otilde;es s&atilde;o co-constru&iacute;das ao longo dos primeiros anos de vida (Figueiredo et al., 2005).</p>     <p>Segundo Figueiredo et al. (2009) algumas pesquisas t&ecirc;m demonstrado que o <i>bonding</i> poder&aacute;, nalgumas m&atilde;es, n&atilde;o se  estabelecer de imediato, fortalecendo-se esta liga&ccedil;&atilde;o alguns meses ap&oacute;s o nascimento. Robson e Kumar (1980) verificaram, numa  amostra de m&atilde;es, que uma elevada percentagem apresentava sentimentos de indiferen&ccedil;a para com o rec&eacute;m-nascido na primeira vez  que o pegavam ao colo, resultado mais evidente nas m&atilde;es prim&iacute;paras (40%), por compara&ccedil;&atilde;o com as mult&iacute;paras  (25%). No entanto, no final da primeira semana de vida do beb&eacute;, estas m&atilde;es j&aacute; tinham desenvolvido sentimentos de afeto pelo  seu rec&eacute;m-nascido. No caso dos nascimentos pr&eacute;-termo, a separa&ccedil;&atilde;o de m&atilde;e e beb&eacute; antes do estabelecimento  de alguns processos interativos iniciais na d&iacute;ade poder&aacute; ter implica&ccedil;&otilde;es no envolvimento emocional materno (Figueiredo  et al., 2009). Esta separa&ccedil;&atilde;o, aliada &agrave; conjuntura de um nascimento pr&eacute;-termo, poder&aacute; dificultar as atuais e as  futuras liga&ccedil;&otilde;es afetivas e interferindo, tamb&eacute;m, nos sentimentos maternos; mais concretamente, no que respeita &agrave;  perce&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia materna e &agrave; autoavalia&ccedil;&atilde;o que esta faz relativamente &agrave; sua  import&acirc;ncia para o beb&eacute; (Brazelton, 1988).</p>     <p>Outro aspeto, potencialmente, inibidor do desenvolvimento da rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&eacute; refere-se ao fato das m&atilde;es de  beb&eacute;s prematuros necessitarem de se adaptar a um beb&eacute; que n&atilde;o corresponde &agrave;s suas expectativas iniciais e cujo  nascimento pode ter precipitado uma situa&ccedil;&atilde;o de crise (Chatwin &amp; Macarthur, 1993). Assim, a representa&ccedil;&atilde;o que a  m&atilde;e vai construindo acerca do seu beb&eacute; ao longo da gravidez e que tende a facilitar o envolvimento afetivo e a  intera&ccedil;&atilde;o no p&oacute;s parto (Stern, 2002), dissipa-se nos partos pr&eacute;-termo. Deste modo, para al&eacute;m dos  &ldquo;processos fantasm&aacute;ticos&rdquo; que os pais experienciam, como o receio pela sobreviv&ecirc;ncia e desenvolvimento do beb&eacute;, a  imaturidade do rec&eacute;m-nascido poder&aacute; dificultar a sua estimula&ccedil;&atilde;o e consequentemente, o estabelecimento de  intera&ccedil;&otilde;es dos progenitores com o beb&eacute; (Holditch-Davis, Schwartz, Black, &amp; Scher, 2007).</p>     <p>O nascimento de um beb&eacute; prematuro implica, muitas vezes o recurso a procedimentos invasivos e ao internamento em incubadora, o que  parece inibir o envolvimento parental (Pedro, 2007). Mais concretamente, a exposi&ccedil;&atilde;o destes beb&eacute;s, 24 horas por dia, a  elevados n&iacute;veis de estimula&ccedil;&atilde;o auditiva e visual, bem como a estimula&ccedil;&atilde;o t&aacute;ctil associada a impulsos  dolorosos e perturbantes, faz com que exista pouca sintonia entre estas manipula&ccedil;&otilde;es e os padr&otilde;es de sono e vig&iacute;lia do  rec&eacute;m-nascido, o que poder&aacute; afetar a interpreta&ccedil;&atilde;o e respostas aos sinais do beb&eacute;, por parte da m&atilde;e  (Ferreira, 2005).</p>     <p>O comportamento parental pode, tamb&eacute;m, ser influenciado pela representa&ccedil;&atilde;o que estes t&ecirc;m sobre um beb&eacute;  prematuro. Habitualmente, os pais tendem a ach&aacute;-lo mais vulner&aacute;vel e necessitando de mais cuidados e prote&ccedil;&atilde;o (e.g.,  Santos, Oliveira, Santana, Oliveira, &amp; Goes, 2013). Estudos, onde foram avaliadas as intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;dicas at&eacute; aos  12 meses, demonstram que os beb&eacute;s prematuros s&atilde;o descritos como mais passivos, menos atentos e mostrando pouco afeto positivo e menos  express&atilde;o facial durante as intera&ccedil;&otilde;es m&atilde;e-beb&eacute; (e.g., Bozzette, 2007; Forcada-Guex, Pierrehumbert, Borghini,  Moessinger, &amp; Muller-Nix, 2006; Udry-J&oslash;rgensen et al., 2011). Por outro lado, m&atilde;es de beb&eacute;s prematuros (devido &agrave;s  caracter&iacute;sticas destes) t&ecirc;m sido descritas como menos sens&iacute;veis, mais controladoras, intrusivas e ativas nas  intera&ccedil;&otilde;es com os seus filhos, caracter&iacute;sticas consideradas prejudiciais para o desenvolvimento da crian&ccedil;a (e.g.,  Forcada-Guex et al., 2011).</p>     <p>O nascimento pr&eacute; termo constitui-se, assim, como um acontecimento de enorme impacto no sistema familiar e na vida de cada progenitor, em  particular. Neste sentido, a investiga&ccedil;&atilde;o tem demonstrado que a figura materna encontra-se, especialmente, vulner&aacute;vel no que  concerne ao &ldquo;stresse psicol&oacute;gico&rdquo; (Davis, Edwards, Mohay, &amp; Wollin, 2003). Diversos autores (e.g., Barros, 2001; Marson,  2008; Padovani, Linhares, Carvalho, Duarte, &amp; Martinez, 2004) indicam que padr&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&eacute; mais  negativos se encontram relacionados com caracter&iacute;sticas psicol&oacute;gicas das m&atilde;es, nomeadamente, sintomatologia depressiva,  ansiedade, melancolia, fobias ou ideias obsessivas. Neste sentido, o nascimento de um beb&eacute; prematuro (causador de maior ansiedade,  sentimentos depressivos, de perce&ccedil;&atilde;o de incompet&ecirc;ncia e de autoestima negativa) constitui-se como um acontecimento  potencialmente traum&aacute;tico para as m&atilde;es, com consequ&ecirc;ncias na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&eacute; (e.g., Marson, 2008;  Padovani et al., 2004; Pierrehumbert &amp; Nicole, 2003).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Face ao exposto, o presente estudo pretende dar um contributo para a investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da rela&ccedil;&atilde;o  m&atilde;e-beb&eacute; (<i>bonding</i>) e da prematuridade. Neste sentido visa analisar o estado psicoemocional materno e a autoestima de  m&atilde;es com beb&eacute;s prematuros e as suas associa&ccedil;&otilde;es com o <i>bonding</i> materno. Esta an&aacute;lise ser&aacute; feita  considerando a paridade das m&atilde;es de beb&eacute;s prematuros, ou seja, em m&atilde;es prim&iacute;paras e mult&iacute;paras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram no estudo 50 m&atilde;es com idades compreendidas entre 17 e 41 anos (<i>M</i>=32.1; <i>DP</i>=5.06), sendo 27 prim&iacute;paras e  23 mult&iacute;paras. Cinco destas m&atilde;es t&ecirc;m hist&oacute;ria de partos prematuros. Do total da amostra, 80% s&atilde;o casadas ou vivem  em regime de uni&atilde;o de facto.</p>     <p>Relativamente &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, 60% das m&atilde;es t&ecirc;m o ensino superior; 34% o Ensino  Secund&aacute;rio; 2% o Preparat&oacute;rio; e 4% o Ensino B&aacute;sico. No entanto, esta distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; significativamente  diferente entre os dois grupos (<i>U</i>=214, <i>p</i>&lt;.05); mais concretamente as m&atilde;es prim&iacute;paras distribuem-se sobretudo pelo  ensino secund&aacute;rio (48%) e superior (44%), enquanto a distribui&ccedil;&atilde;o mais expressiva nas m&atilde;es mult&iacute;paras &eacute; o  ensino superior (76%; 20% finalizou o ensino secund&aacute;rio). &Agrave; exce&ccedil;&atilde;o de duas m&atilde;es prim&iacute;paras que se  encontram desempregadas e duas que s&atilde;o estudantes, em ambos os grupos as restantes m&atilde;es encontram-se a trabalhar. Em ambos os grupos  a maioria das m&atilde;es &eacute; de nacionalidade portuguesa (82%), sendo residual o restante n&uacute;mero de m&atilde;es com outra  nacionalidade (6% de m&atilde;es Brasileiras; 4% Cabo-Verdianas; 4% Romenas; 2% Angolanas). &Agrave; data da recolha de dados, os beb&eacute;s  tinham at&eacute; um m&ecirc;s de vida. N&atilde;o foi poss&iacute;vel recolher informa&ccedil;&atilde;o exata sobre o tempo gestacional dos  beb&eacute;s.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico</i> (Franco, 2012). Foi constru&iacute;do um conjunto de indicadores com o objetivo de obter  informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; idade materna, idade do beb&eacute;, n&uacute;mero de gravidezes, n&uacute;mero de filhos, historial de  partos prematuros e estado civil, assim como, as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e situa&ccedil;&atilde;o laboral materna.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Bonding Scale</i> (Figueiredo et al., 2005). Esta escala &eacute; a vers&atilde;o portuguesa alargada do <i>Mother Baby Bonding  Questionnaire</i> de Taylor, Atkins, Kumar, Adams e Glover (2005) e destina-se a avaliar o envolvimento emocional de m&atilde;es/pais com o seu  beb&eacute;. &Eacute; composta por 11 itens, organizados em tr&ecirc;s subescalas, que neste estudo s&atilde;o respondidos pela m&atilde;e numa  escala tipo Likert de 4 pontos: 0 (&ldquo;nada&rdquo;),1 (&ldquo;um pouco&rdquo;), 2 (&ldquo;bastante&rdquo;) e 3 (&ldquo;muito&rdquo;) (Figueiredo  &amp; Costa, 2009). (1) A subescala &ldquo;Bonding Positivo&rdquo; &eacute; constitu&iacute;da por tr&ecirc;s itens que medem o envolvimento  emocional positivo (e.g., Afetuoso/a); (2); a subescala &ldquo;Bonding Negativo&rdquo; &eacute; constitu&iacute;da por seis itens e avalia o  envolvimento emocional negativo (e.g., Zangado/a); e, (3) a subescala &ldquo;Bonding Not Clear&rdquo; &eacute; constitu&iacute;da por dois itens e  sinaliza a presen&ccedil;a de emo&ccedil;&otilde;es n&atilde;o claramente relacionadas com o envolvimento emocional da m&atilde;e com o seu  beb&eacute; (e.g., Receoso/a). Os itens s&atilde;o pontuados no sentido em que, quanto mais presente a emo&ccedil;&atilde;o em causa, mais elevado  &eacute; o resultado. Os itens do <i>bonding</i> negativo e not clear s&atilde;o invertidos. &Eacute;, ainda, poss&iacute;vel o c&aacute;lculo do  Indice de bonding Total atrav&eacute;s da subtra&ccedil;&atilde;o do <i>Bonding</i> Negativo e do <i>Bonding</i> Not Clear ao <i>Bonding</i>  Positivo (Figueiredo et al., 2005). Valores mais elevados indicam um maior envolvimento emocional dos pais/cuidadores. Os autores referem, ainda,  como valores de refer&ecirc;ncia, que um resultado entre zero e um corresponde a um envolvimento emocional pobre, um resultado entre um e dois  corresponde a um envolvimento emocional moderado e um valor entre dois e tr&ecirc;s &eacute; indicativo de um <i>bonding</i> elevado. O Alfa de  Cronbach para o &Iacute;ndice de <i>Bonding</i> Total nesta amostra apresenta um valor aceit&aacute;vel (&alpha;=.65), contudo, um pouco inferior  ao encontrado noutros estudos com a mesma escala (&alpha;=.75; Samorinha, Figueiredo, &amp; Cruz, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das Altera&ccedil;&otilde;es Psicoemocionais do Puerp&eacute;rio</i> (EAAP; Sousa &amp; Leal, 2010). Esta  escala visa analisar as transforma&ccedil;&otilde;es psicoemocionais do pu&eacute;rpero percecionadas pela figura materna. &Eacute; composta por 16  itens, organizados em tr&ecirc;s dimens&otilde;es: (1) Ansiedade, composta por oito itens, e que remete para sentimentos de apreens&atilde;o nos  cuidados prestados ao beb&eacute; (e.g., &ldquo;Senti-me insegura ao prestar cuidados ao meu beb&eacute;&rdquo;), (2) Sentimentos Depressivos, que  refletem uma maior labilidade emocional (e.g., &ldquo;Senti-me triste e deprimida&rdquo;), e (3) Preocupa&ccedil;&atilde;o que remetem para uma  maior agita&ccedil;&atilde;o/tens&atilde;o (e.g., &ldquo;Senti-me aterrorizada&rdquo;). Os itens s&atilde;o respondidos pela m&atilde;e, numa  escala tipo Likert, de seis pontos: 1 (&ldquo;nunca&rdquo;), 2 (&ldquo;raras vezes&rdquo;), 3 (&ldquo;poucas vezes&rdquo;), 4 (&ldquo;algumas  vezes&rdquo;), 5 (&ldquo;muitas vezes&rdquo;) e 6 (&ldquo;sempre&rdquo;). Nesta escala os valores mais elevados indicam um Estado Psicoemocional  mais negativo. As autoras referem alguns intervalos de refer&ecirc;ncia para interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados: um valor igual ou superior  a um e menor que tr&ecirc;s corresponde a aus&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es psicoemocionais significativas; uma pontua&ccedil;&atilde;o  igual ou superior a tr&ecirc;s e menor que cinco corresponde &agrave; presen&ccedil;a de n&iacute;veis de altera&ccedil;&otilde;es psicoemocionais  moderados; um valor igual ou superior a cinco e inferior a seis &eacute; indicativo de altera&ccedil;&otilde;es psicoemocionais severas. Os alfas  de Cronbach para as dimens&atilde;o Ansiedade (&alpha;=.84), Sentimentos Depressivos (&alpha;=.84) e dimens&atilde;o Preocupa&ccedil;&atilde;o  (&alpha;=.87) indicam valores satisfat&oacute;rios e compar&aacute;veis aos do estudo de Sousa e Leal (2010).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A escala de Autoestima Materna</i> (Pimentel, 1997) foi adaptada da <i>Maternal Self Report Inventory</i> (Shea &amp; Tronick, 1988), e  analisa os fatores que influenciam a autoestima materna. &Eacute; constitu&iacute;da por 32 itens, respondidos pela m&atilde;e, numa escala de tipo  <i>Likert</i> de cinco pontos: 1(&ldquo;discordo completamente&rdquo;), 2 (&ldquo;discordo&rdquo;), 3 (&ldquo;&agrave;s vezes falso, outras vezes  verdadeiro&rdquo;), 4 (&ldquo;concordo&rdquo;) e 5 (&ldquo;concordo completamente&rdquo;). O valor m&aacute;ximo obtido nesta escala corresponde ao  valor m&aacute;ximo da autoestima. Os itens encontram-se organizados em cinco dimens&otilde;es: (1) Capacidade de Tratar do Beb&eacute;, que  procura analisar os sentimentos de compet&ecirc;ncia e adequa&ccedil;&atilde;o das m&atilde;es neste seu papel como m&atilde;e (e.g., &ldquo;Vai  ser bom tratar do beb&eacute;&rdquo;; &ldquo;N&atilde;o vou ser capaz de cuidar do beb&eacute;); (2) Capacidade e Prepara&ccedil;&atilde;o Geral  para a Fun&ccedil;&atilde;o Materna, que visa avaliar sentimentos de prazer/desprazer decorrentes dos cuidados prestados ao seu beb&eacute; (e.g.,  &ldquo;Por mais que me esforce, tenho dificuldades em tratar do meu filho&rdquo;); (3) Aceita&ccedil;&atilde;o do Beb&eacute;, que procura avaliar  a perce&ccedil;&atilde;o de adapta&ccedil;&atilde;o conseguida pelas m&atilde;es ao seu beb&eacute; real (<i>vs.</i> imagin&aacute;rio), (e.g.,  &ldquo;N&atilde;o me importo de ter de orientar todo o meu dia em fun&ccedil;&atilde;o do meu filho&rdquo;); (4) Rela&ccedil;&atilde;o Esperada com  o Beb&eacute;, que remete para sentimentos subjacentes ao processo de adapta&ccedil;&atilde;o ao beb&eacute; (e.g., &ldquo;Penso que terei mais  prazer com o meu beb&eacute; quando ele for mais crescido&rdquo;); (5) Sentimentos Respeitantes &agrave; Gravidez, Trabalho de parto e parto em si,  que na vers&atilde;o de Pimentel (1997), ao contr&aacute;rio da original, se foca apenas nos sentimentos respeitantes unicamente &agrave; gravidez  (e.g., &ldquo;Desde o parto fiquei muito mais nervosa&rdquo;). Os &iacute;ndices de consist&ecirc;ncia interna para as cinco dimens&otilde;es  s&atilde;o: .76, .61, .73, .41 e .44, respetivamente. Tendo em conta os valores do alfa de Cronbach n&atilde;o satisfat&oacute;rios obtidos nas  dimens&otilde;es Rela&ccedil;&atilde;o Esperada com o Beb&eacute; e Sentimentos Respeitantes &agrave; Gravidez, Trabalho de parto e parto em si  (&lt;.60), estas n&atilde;o ser&atilde;o utilizadas nas an&aacute;lises.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>O estudo foi conduzido numa &uacute;nica maternidade da &aacute;rea da Grande Lisboa, ap&oacute;s autoriza&ccedil;&atilde;o do conselho de  administra&ccedil;&atilde;o da Institui&ccedil;&atilde;o e o consentimento informado das m&atilde;es. Os dados foram recolhidos no per&iacute;odo  de p&oacute;s-parto, na Unidade de Neonatalogia, sendo que os beb&eacute;s tinham entre os zero e os dois dias (28%), os 3 e os 15 dias (30%) e  entre os 16 e os 30 dias (42%). Os question&aacute;rios foram preenchidos na Maternidade e devolvidos em envelope fechado ao assistente de  investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados foram depois introduzidos no <i>software</i> estat&iacute;stico Statistical Package of Social Sciences (SPSS), vers&atilde;o 20. Num  primeiro momento foi feita uma an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis. Por forma a analisar diferen&ccedil;as entre os dois grupos de  m&atilde;es participantes (m&atilde;es prim&iacute;paras <i>vs.</i> m&atilde;es mult&iacute;paras) nas vari&aacute;veis em quest&atilde;o  (<i>Bonding</i>, Estado Psicoemocional e Auto-estima materna), recorreu-se a testes n&atilde;o param&eacute;tricos (Mann- Whitney). Para responder  ao objetivo da presente pesquisa &ndash; em que medida o estado Psicoemocional materno e a Autoestima de m&atilde;es com beb&eacute;s prematuros e  as suas associa&ccedil;&otilde;es com o <i>Bonding</i> materno difere em m&atilde;es prim&iacute;paras e mult&iacute;paras &ndash; foram  tamb&eacute;m calculadas correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis, para cada grupo de m&atilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lises descritivas</i></p>     <p>Como se pode observar na <a href="#t1">Tabela 1</a>, e considerando valores indicativos por escala descritos pelos autores, em m&eacute;dia, os  Sentimentos Depressivos relatados pelas m&atilde;es mult&iacute;paras de beb&eacute;s prematuros, apresentam um valor que corresponde a uma  altera&ccedil;&atilde;o moderada do estado Psico-emocional dado situarem-se no intervalo 3-5 (Sousa &amp; Leal, 2010). Os restantes valores  m&eacute;dios das dimens&otilde;es Ansiedade e Preocupa&ccedil;&atilde;o, em m&atilde;es prim&iacute;paras e mult&iacute;paras, e Sentimentos  Depressivos das m&atilde;es prim&iacute;paras, s&atilde;o indicadores de aus&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es Psicoemocionais (Sousa &amp;  Leal, 2010). Relativamente &agrave; Autoestima Materna, a Aceita&ccedil;&atilde;o do Beb&eacute; &eacute; a dimens&atilde;o na qual a  pontua&ccedil;&atilde;o &eacute; mais baixa; nas dimens&otilde;es Capacidade para Tratar do Beb&eacute; e Capacidade e Prepara&ccedil;&atilde;o  Geral para a Fun&ccedil;&atilde;o Materna, a pontua&ccedil;&atilde;o corresponde a sentimentos positivos (Pimentel, 1997). O Envolvimento Emocional  destas m&atilde;es com os seus beb&eacute;s prematuros (i.e., <i>bonding</i>) &eacute; moderado, dado situar-se entre 5 a 7 (Figueiredo et al.,  2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a05t1.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Testes de U Mann-Whitney indicam que existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre as m&atilde;es prim&iacute;paras  (<i>n</i>=27) e as m&atilde;es mult&iacute;paras (<i>n</i>=23) ao n&iacute;vel da percep&ccedil;&atilde;o de Sentimentos Depressivos  (<i>Mdn</i><Sub>prim&iacute;paras</Sub>=20.8; <i>Mdn</i><Sub>mult&iacute;paras</Sub>=31.0) (<i>U</i>=184.0; <i>W</i>=562.0, <i>p</i>=.01) e na  Capacidade e Prepara&ccedil;&atilde;o Geral para a fun&ccedil;&atilde;o materna (<i>Mdn</i><Sub>prim&iacute;paras</Sub>=21.2;  <i>Mdn</i><Sub>mult&iacute;paras</Sub>=30.5) (<i>U</i>=195.5; <i>W</i>=573.5, <i>p</i>=.02), sendo as m&atilde;es mult&iacute;paras as que  apresentam mais Sentimentos Depressivos e, simultaneamente, expressam ter uma maior Capacidade e Prepara&ccedil;&atilde;o Geral para a  Fun&ccedil;&atilde;o Materna.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Bem-estar Psicol&oacute;gico e Emocional, Autoestima e o Bonding materno</i></p>     <p>Calcularam-se correla&ccedil;&otilde;es de <i>Spearman</i> entre as dimens&otilde;es dos Estados Psicoemocionais, da Autoestima Materna e do  <i>Bonding</i> considerando a paridade das m&atilde;es (prim&iacute;paras <i>vs.</i> mult&iacute;paras). Os valores s&atilde;o apresentados nas  <a href="#t2">Tabela 2</a> e <a href="#t3">3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a05t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a05t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados indicam uma correla&ccedil;&atilde;o positiva e significativa entre as diferentes dimens&otilde;es do Estado Psicoemocional  independentemente da paridade. Relativamente &agrave; Autoestima Materna: a Aceita&ccedil;&atilde;o do Beb&eacute; encontra-se associada positiva e  significativamente com a Capacidade para Tratar do Beb&eacute; e a Capacidade e Prepara&ccedil;&atilde;o Geral para a Fun&ccedil;&atilde;o Materna  em ambos os grupos de m&atilde;es. Por seu lado, a Capacidade para Tratar do Beb&eacute; aparece apenas associada de forma positiva e significativa  &agrave; Capacidade e Prepara&ccedil;&atilde;o geral para a Fun&ccedil;&atilde;o Materna nas m&atilde;es prim&iacute;paras. Relativamente &agrave;s  correla&ccedil;&otilde;es encontradas entre Estado Psicoemocional e Autoestima maternas verifica-se uma associa&ccedil;&atilde;o significativamente  negativa entre as dimens&otilde;es Ansiedade e a Aceita&ccedil;&atilde;o do Beb&eacute; para as m&atilde;es prim&iacute;paras e para as  mult&iacute;paras. Para as m&atilde;es mult&iacute;paras a Capacidade Geral para Tratar do Beb&eacute; aparece associada &agrave;s diversas  dimens&otilde;es do Estado Psicoemocional, de forma significativamente negativa, e ao <i>Bonding</i> de forma significativamente positiva, o que  n&atilde;o acontece para as m&atilde;es prim&iacute;paras. A correla&ccedil;&atilde;o negativa entre <i>Bonding</i> e as dimens&otilde;es do  Estados Psicoemocionais &eacute; significativa para os dois grupos de m&atilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O presente estudo teve como objetivo analisar, em fun&ccedil;&atilde;o da paridade materna (prim&iacute;paras <i>vs.</i> mult&iacute;paras) em  que medida a viv&ecirc;ncia do nascimento de um beb&eacute; prematuro se encontra relacionada com o Bem-estar Psicoemocional das m&atilde;es, a sua  Autoestima materna, assim como, com o seu envolvimento emocional com o beb&eacute; (<i>Bonding</i>). Os resultados indicam que, independentemente  da paridade das m&atilde;es, a Aceita&ccedil;&atilde;o de um beb&eacute; prematuro encontra-se associada negativamente com a ansiedade que as  mesmas vivenciam nesse momento. Alguns estudos t&ecirc;m verificado que a ansiedade, em particular, se encontra associada &agrave; viv&ecirc;ncia  do nascimento de um beb&eacute; prematuro (Misund et al., 2014) e, sobretudo, no per&iacute;odo do p&oacute;s-parto, comparativamente com os meses  seguintes de vida do beb&eacute; (e.g., Gennaro, 1988; Padovani et al., 2004). O desafio do cuidado de um beb&eacute; prematuro, associado muitas  vezes &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o pela sua sobreviv&ecirc;ncia, agravado pela perda do beb&eacute; imaginado poder&aacute; gerar sentimentos  mais negativos, de culpa, ansiedade e fracasso (Padovani et al., 2004), e que nesta amostra, tal como noutras pesquisas, n&atilde;o variam em  fun&ccedil;&atilde;o da paridade das m&atilde;es (e.g., Brooten et al., 1988).</p>     <p>Os resultados encontrados apontam, ainda, para o facto do Estado Psicoemocional da m&atilde;e (ansiedade, depress&atilde;o e  preocupa&ccedil;&atilde;o) se encontrar associado de forma negativa com o <i>Bonding</i>, para ambos os grupos de m&atilde;es (prim&iacute;paras  <i>vs.</i> mult&iacute;paras). Tal vai ao encontro de estudos anteriores, onde se salienta a import&acirc;ncia dos primeiros contactos  m&atilde;e-beb&eacute; para o estabelecimento de uma liga&ccedil;&atilde;o afetiva entre ambos (e.g., Coppola &amp; Cassibba, 2010; Figueiredo,  2003). Na prematuridade estes momentos iniciais s&atilde;o interrompidos, podendo interferir negativamente nos sentimentos maternos, conduzindo a  maiores n&iacute;veis de stresse, ansiedade e depress&atilde;o (ver Flacking et al., 2012).</p>     <p>No presente trabalho, verificou-se que para as m&atilde;es prim&iacute;paras, a Capacidade para Tratar o seu beb&eacute; prematuro, encontra-se  associada, de forma positiva, com a Capacidade Geral para a Fun&ccedil;&atilde;o Materna. Para as m&atilde;es (assim como para os pais), o  nascimento do primeiro filho constitui-se como um momento crucial no ciclo de vida das fam&iacute;lias, que implica um conjunto de novos desafios  e, mais concretamente, o comprometimento com novos pap&eacute;is sobretudo ao n&iacute;vel dos cuidados (Pereira &amp; Canavarro, 2011). Nas  m&atilde;es mult&iacute;paras de beb&eacute;s prematuros da presente amostra verifica-se uma associa&ccedil;&atilde;o negativa entre o seu Estado  Psicoemocional (ansiedade, preocupa&ccedil;&atilde;o, depress&atilde;o) e a Capacidade para Tratar do seu beb&eacute;. Estes resultados sugerem que  para estas m&atilde;es o nascimento de um beb&eacute; prematuro pode agravar a necess&aacute;ria reorganiza&ccedil;&atilde;o familiar que mais do  que um filho implica (Menezes &amp; Lopes, 2007). O fato do parto n&atilde;o ter decorrido conforme previsto, ou do beb&eacute; ser menos  saud&aacute;vel do que o idealizado (Barros, 2001), poder&aacute; gerar sentimentos de stresse pass&iacute;veis de interferir na qualidade dos  cuidados ao beb&eacute;. Neste sentido, refira-se que um n&uacute;mero elevado de estudos tem encontrado n&iacute;veis de depress&atilde;o mais  expressivos em m&atilde;es mult&iacute;paras, do que em m&atilde;es prim&iacute;paras (e.g., Brooten et al., 1988).</p>     <p>Grande parte da literatura, relativa &agrave; prematuridade, analisa m&atilde;es prim&iacute;paras comparativamente com m&atilde;es de  beb&eacute;s de termo (e.g., Gennaro, 1988), assim o presente estudo constitui-se como uma mais-valia ao considerar a paridade das m&atilde;es  (prim&iacute;paras <i>vs.</i> mult&iacute;paras) e no modo como estas vivenciam a prematuridade. Parte dos resultados do presente estudo sugere que  o impacto emocional de um beb&eacute; prematuro n&atilde;o difere em fun&ccedil;&atilde;o da paridade das m&atilde;es sendo, por si s&oacute;,  um momento gerador de stresse para a figura materna, tendo em conta a fragilidade do rec&eacute;m-nascido e os cuidados especiais que este  habitualmente requer (Bener, 2013). Este resultado &eacute; de particular relev&acirc;ncia para a interven&ccedil;&atilde;o precoce com estas  d&iacute;ades (fam&iacute;lias), n&atilde;o s&oacute; prim&iacute;paras, como mult&iacute;paras. Apesar de existir um investimento crescente nos  cuidados prestados aos prematuros e na humaniza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de modo a aproximar progenitores e beb&eacute;s (e.g., Coppola  &amp; Cassibba, 2010) existem, ainda, desafios e especificidades no trabalho com as m&atilde;es, pensando nas semelhan&ccedil;as e especificidades  de cada d&iacute;ade, ou mesmo com as fam&iacute;lias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em estudos futuros, e de acordo com a literatura, vari&aacute;veis relacionadas com o beb&eacute; dever&atilde;o ser integradas nesta  an&aacute;lise, a referir: o tempo de gesta&ccedil;&atilde;o, peso ao nascimento, ou o &iacute;ndice de <i>Apgar</i> (e.g., Gennaro, York, &amp;  Brooten, 1990; Gennaro, Zukowsky, Brooten, Lowell, &amp; Visco, 1990). Coppola, Cassibba e Constantitni (2010) salientam, ainda, aspetos  relacionados com a m&atilde;e, nomeadamente, a qualidade das representa&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o maternas (Modelos  Din&acirc;micos Internos) e o seu impacto na sensibilidade aos sinais e comportamentos do beb&eacute;. Seria, ainda, interessante aumentar a  percentagem de m&atilde;es com hist&oacute;ria de prematuridade, dado que no presente estudo apenas 10% apresentar essa caracter&iacute;stica,  n&atilde;o permitindo controlar esta vari&aacute;vel, de modo a discriminar potenciais caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas, ou mais  salientes, destas m&atilde;es. Na linha de outras pesquisas (e.g., Coppola, Cassibba, Bosco, &amp; Papagna, 2013; Pedro, 2007) a viv&ecirc;ncia da  prematuridade dever&aacute; ser analisada considerando tamb&eacute;m a figura paterna, para al&eacute;m do seu papel de suporte &agrave;  m&atilde;e, focando-se nas especificidades da intera&ccedil;&atilde;o pai/beb&eacute; (Rapoport &amp; Piccinini, 2006). Por &uacute;ltimo, a rede  de apoio social aparece como uma vari&aacute;vel a considerar (Campos, 2000; Coppola et al., 2013).Viegas, Silva, Cecchini, Felipe, Otta e Bussab  (2008) por exemplo, verificaram a exist&ecirc;ncia de n&iacute;veis mais elevados de depress&atilde;o p&oacute;s-parto em m&atilde;es  mult&iacute;paras (comparativamente com as prim&iacute;paras) considerando a aus&ecirc;ncia de suporte social como uma vari&aacute;vel explicativa  para esta diferen&ccedil;a.</p>     <p>Face ao exposto, a an&aacute;lise dos desafios que a prematuridade coloca &agrave;s m&atilde;es deve, por isso, merecer uma  aten&ccedil;&atilde;o continuada, pelo seu impacto no desenvolvimento da crian&ccedil;a e tamb&eacute;m nas pr&oacute;prias m&atilde;es e no seu  sistema familiar. Tal como referido, a necessidade de acompanhar e intervir nestas m&atilde;es deve ser, por isso, uma prioridade ao n&iacute;vel  dos cuidados maternos, acompanhando a gesta&ccedil;&atilde;o do beb&eacute; e o p&oacute;s-parto, dado existirem evid&ecirc;ncias que apontam no  sentido de que interven&ccedil;&otilde;es com ambos (pais-beb&eacute;) parecem ser mais eficazes (Bakermans-Kranenburg, Van Ijzendoorn, &amp;  Juffer, 2003).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Bakermans-Kranenburg, M. J., Van Ijzendoorn, M. H., &amp; Juffer, F. (2003). Less is more: Meta-analyses of sensitivity and attachment  interventions in early childhood. <i>Psychological Bulletin, 129</i>, 195-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022596&pid=S0870-8231201600030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barros, L. (2001). O beb&eacute; nascido em situa&ccedil;&atilde;o de risco. In M. C. Canavarro (Eds.), <i>Psicologia da gravidez e da  maternidade</i> (pp. 235-254). Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022598&pid=S0870-8231201600030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bener, A. (2013). Psychological distress among postpartum mothers of preterm infants and associated factors: A neglected public health problem.  <i>Revista Brasileira de Psiquiatria, 35</i>, 231-236. Retrieved May 27, 2015, from  <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1516-44462013000300231&amp;lng=en&amp;tlng=en"  target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1516-44462013000300231&amp;lng=en&amp;tlng=en</a>. doi:  10.1590/1516-4446-2012-0821&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022600&pid=S0870-8231201600030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Bowlby, J. (1998). <i>Attachment and Loss: Vol. 2. Separation, anxiety, and anger</i>. London: Pimlico. (Obra original publicada em 1973)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bozzette, M. (2007). A review of research on premature infant-mother interaction. <i>Newborn and Infant Nursing Reviews</i> (Online)<i>, 7</i>,  49-55. Dispon&iacute;vel em <a href="http://dx.doi.org/10.1053/j.nainr.2006.12.002"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1053/j.nainr.2006.12.002</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022602&pid=S0870-8231201600030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brazelton, T. B. (1988). <i>O desenvolvimento do apego: Uma fam&iacute;lia em forma&ccedil;&atilde;o</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022603&pid=S0870-8231201600030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bretherton, I. (1985). Attachment theory: Retrospect and prospect. In I. Bretherthon &amp; E. Waters (Eds.), Growing points of attachment theory  and research. <i>Monographs of the Society for Research in Child Development, 50</i>, 3-35. doi: 10.2307/3333824</p>     <!-- ref --><p>Brooten, D., Gennaro, S., Brown, L., Butts, P., Gibbons, A., Bakewell-Sachs, S., &amp; Kumar, S. (1988). Maternal anxiety,  depression and hostility in mothers of preterm infants<i>. Nursing Research, 37</i>, 213-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022606&pid=S0870-8231201600030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Campos, R. C. (2000). Processo grav&iacute;dico, parto e prematuridade: Uma discuss&atilde;o te&oacute;rica do ponto de vista do  psic&oacute;logo. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XVIII</i>, 15-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022608&pid=S0870-8231201600030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cassidy, J. (2000). The complexity of de caregiving system: A perspective from attachment theory. <i>Psychological Inquiry, 11</i>, 86-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022610&pid=S0870-8231201600030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Chatwin, S. L., &amp; Macarthur, B. A. (1993). Maternal perceptions of the preterm infant. <i>Early Child Development and Care</i> (Online)<i>,  87</i>, 69-82. Dispon&iacute;vel em <a href="http://dx.doi.org/10.1080/0300443930870107"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/0300443930870107</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022612&pid=S0870-8231201600030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Coppola, G., &amp; Cassibba, R. (2010). Mothers&rsquo; social behaviours in the NICU during newborns&rsquo; hospitalisation: An observational  approach. <i>Journal of Reproductive and Infant Psychology, 28</i>, 200-211.</p>     <p>Coppola, G., Cassibba, R., Bosco, A., &amp; Papagna, S. (2013). In search of social support in the NICU: Features, benefits, and antecedents of  parent&rsquo;s tendency to share with others the premature birth of their baby. <i>Journal of Maternal Fetal Neonatal Medicine, 26</i>, 1737-1741.</p>     <!-- ref --><p>Davis, L., Edwards, H., Mohay, H., &amp; Wollin, J. (2003). The impact of very premature birth on the psychological health of mother. <i>Early  Human Development, 73</i>, 61-70. doi: 10.1016/S0378-3782(03)00073-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022615&pid=S0870-8231201600030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ferreira, M. E. P. T. V. (2005). <i>Contributo para o estudo do processo de transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade: O caso da  prematuridade</i>. Tese de Doutoramento em Psicologia, Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022616&pid=S0870-8231201600030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Figueiredo, B. (2003). Vincula&ccedil;&atilde;o materna: Contributo para a compreens&atilde;o das dimens&otilde;es envolvidas no processo  inicial de vincula&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e ao beb&eacute;. <i>Revista Internacional de Psicolog&iacute;a Cl&iacute;nica y de la Salud</i>  (Online)<i>, 3</i>, 521-539.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022618&pid=S0870-8231201600030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Dispon&iacute;vel em <a href="http://hdl.handle.net/1822/3696"  target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/3696</a></p>     <p>Figueiredo, B., &amp; Costa, R. (2009). Mother&rsquo;s stress, mood and emotional involvement with the Infant: 3 months before and 3 months  after childbirth. <i>Archives of Women&rsquo;s Mental Health, 12</i>, 143-153.</p>     <!-- ref --><p>Figueiredo, B., Costa, R., Pacheco, A., &amp; Pais, A. (2009). Mother-to-infant emotional involvement at birth. <i>Matern Child Health  Journal</i> (Online)<i>, 13</i>, 539-549. Dispon&iacute;vel em <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s10995-008-0312-x"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/s10995-008-0312-x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022621&pid=S0870-8231201600030000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Figueiredo, B., Marques, A., Costa, R., Pacheco, A., &amp; Pais, A. (2005). Bonding: Escala para avaliar o envolvimento emocional dos pais com o  beb&eacute;. <i>Psychologica, 40</i>, 133-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022622&pid=S0870-8231201600030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Flacking, R., Lehtonen, L., Thomson, G., Axelin, A., Ahlqvist, S., Moran, V. H., . . . the SCENE group. (2012). Closeness and separation in  neonatal intensive care. <i>Acta Pedi&aacute;trica &ndash; Nurturing the Child, 101</i>, 1032-1037. doi: 10.1111/j.1651-2227.2012.02787.x</p>     <!-- ref --><p>Forcada-Guex, M., Borghini, A., Pierrehumbert, B., Ansermet, F., &amp; Muller-Nix, C. (2011). Prematurity, maternal posttraumatic stress and  consequences on the mother-infant relationship. <i>Early Human Development</i> (Online)<i>, 87</i>, 21-26. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.earlhumdev.2010.09.006"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.earlhumdev.2010.09.006</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022625&pid=S0870-8231201600030000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Forcada-Guex, M., Pierrehumbert, B., Borghini, A., Moessinger, A., &amp; Muller-Nix, C. (2006). Early dyadic patterns of mother-infant  interactions and outcomes of prematurity at 18 months. <i>Pediatrics</i> (Online)<i>, 118</i>, 107-114. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://dx.doi.org/10.1542/peds.2005-1145"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1542/peds.2005-1145</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022626&pid=S0870-8231201600030000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Franco, C. (2012). <i>Prematuridade, um come&ccedil;o diferente?. Uma amostra com m&atilde;es prim&iacute;paras e mult&iacute;paras</i>.  Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia Comunit&aacute;ria e Prote&ccedil;&atilde;o de Menores, ISCTE &ndash; Instituto  Universit&aacute;rio de Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Gennaro, S (1988). Postpartal anxiety and depression in mothers of term ad preterm infants. <i>Nursing Research, 37</i>, 82-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022628&pid=S0870-8231201600030000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gennaro, S., York, R., &amp; Brooten, D. (1990). Anxiety and depression in mothers of low birthweight and very low birthweight infants: Birth  through 5 months. <i>Issues in Comprehensive Pediatric Nursing, 13</i>, 97-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022630&pid=S0870-8231201600030000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gennaro, S., Zukowsky, K., Brooten, D., Lowell, L., &amp; Visco, A. (1990). Concerns of mothers of low birthweight infants. <i>Pediatric  Nursing, 16</i>, 459-462.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022632&pid=S0870-8231201600030000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>George, C., &amp; Solomon, J. (1999). The development of caregiving: A comparison of attachment theory and psychoanalytic approaches to  mothering. <i>Psychoanalytic Inquiry: A Topical Journal for Mental Health Professional, 19</i>, 618-646. doi: 10.1080/07351699909534268&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022634&pid=S0870-8231201600030000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>George, C., &amp; Solomon, J. (2008). The caregiving system: A behavioral systems approach to parenting. In J. Cassidy &amp; P. R. Shaver  (Eds.), <i>Handbook of attachment: Theory, research and clinical applications</i> (2<sup>nd</sup> ed., pp. 833-850). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022635&pid=S0870-8231201600030000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Goldenberg, R. L., Culhane, J. F., Iams, J. D., &amp; Romero, R. (2008). Epidemiology and causes of preterm birth. <i>The Lancet, 371</i>(9606),  75-84. doi: 10.1016/S0140-6736(08)60074-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022637&pid=S0870-8231201600030000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Holditch-Davis, D., Schwartz, T., Black, B., &amp; Scher, M. (2007). Correlates of mother-premature infant interactions. <i>Research in Nursing  &amp; Health, 30</i>, 333-346.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022638&pid=S0870-8231201600030000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE). (Ed.). (2013). <i>Estat&iacute;sticas demogr&aacute;ficas 2012.</i> Lisboa: Instituto Nacional  de Estat&iacute;stica, I. P.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022640&pid=S0870-8231201600030000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Klaus, M. H., &amp; Kennell, J. H. (1976). <i>Maternal-infant bonding</i>. St. Louis, MO: Mosby.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022642&pid=S0870-8231201600030000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Korja, R., Latva, R., &amp; Lehtonen, L. (2012). The effects of preterm birth on mother-infant interaction and attachment during the  infant&rsquo;s first two years. <i>Acta Obstet Gynecol Scand, 91</i>, 164-173.</p>     <!-- ref --><p>Marson, A. P. (2008). Narcisismo materno: Quando meu beb&ecirc; n&atilde;o vai para casa... <i>Rev. SBPH</i> (Online), <i>11</i>, 161-169.  Dispon&iacute;vel em <a href="http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rsbph/v11n1/v11n1a12.pdf"  target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rsbph/v11n1/v11n1a12.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022645&pid=S0870-8231201600030000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McFarland-Piazza, L., Hazen, N., Jacobvitz, D., &amp; Boyd-Soisson, E. (2012). The development of father-child attachment: Associations between  adult attachment representations, recollections of childhood experiences and caregiving. <i>Early Child Development and Care, 182</i>, 701-721.  doi: 10.1080/03004430.2011.573071&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022646&pid=S0870-8231201600030000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Menezes, C. C., &amp; Lopes, R. C. S. (2007). Rela&ccedil;&atilde;o conjugal na transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade:  Gesta&ccedil;&atilde;o at&eacute; dezoito meses do beb&ecirc;. <i>PsicoUSF, 12</i>, 83-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022647&pid=S0870-8231201600030000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Mercer, R. T., &amp; Ferketich, S. L. (1995). Experienced and inexperienced mothers&rsquo; maternal competence during infancy. <i>Nursing &amp;  Health, 18</i>, 333-343. doi: 10.1002/nur.4770180407</p>     <!-- ref --><p>Misund, A. R., Nerdrum, P., &amp; Diseth, T. H. (2014). Mental health in women experiencing preterm birth. <i>BMC Pregnancy and Childbirth,  14</i>, 263-271. doi: 10.1186/1471-2393-14-263&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022650&pid=S0870-8231201600030000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Moura-Ramos, M., &amp; Canavarro, M. C. (2007). Adapta&ccedil;&atilde;o parental ao nascimento de um filho: Compara&ccedil;&atilde;o da  reactividade emocional e psicossintomatologia entre pais e m&atilde;es nos primeiros dias ap&oacute;s o parto e 8 meses ap&oacute;s o parto.  <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXV</i>, 399-413.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022651&pid=S0870-8231201600030000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morawski Mew, A., Holditch-Davis, D., Belyea, M., Shandor, M., &amp; Fishel, A. (2003). Correlates of depressive symptoms in mothers of preterm  infants. <i>Neonatal Network, 5</i>, 51-60. Dispon&iacute;vel em <a href="http://dx.doi.org/10.1891/0730-0832.22.5.51"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1891/0730-0832.22.5.51</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022653&pid=S0870-8231201600030000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Padovani, F. H. P., Linhares, M. B. M., Carvalho, A. E. V., Duarte, G., &amp; Martinez, F. E. (2004). Avalia&ccedil;&atilde;o de sintomas de  ansiedade e depress&atilde;o em m&atilde;es de neonatos pr&eacute;-termo durante e ap&oacute;s hospitaliza&ccedil;&atilde;o em UTI-Neonatal.  <i>Revista Brasileira de Psiquiatria</i> (Online)<i>, 26</i>, 251-254. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.scielo.br/pdf/rbp/v26n4/a09v26n4.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/rbp/v26n4/a09v26n4.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022654&pid=S0870-8231201600030000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pederson, D., Bento, S., Chance, G., Evans, B., &amp; Fox, A. (1987). Maternal emotional responses to preterm birth. <i>American Journal of  Orthopsychiatry, 57</i>, 15-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022655&pid=S0870-8231201600030000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pedro, S. I. F. (2007). <i>Envolvimento parental numa UCIN. Necessidades emergentes</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia da  Gravidez e da Parentalidade, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Lisboa. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://hdl.handle.net/10400.12/771" target="_blank">http://hdl.handle.net/10400.12/771</a></p>     <p>Pereira, M., &amp; Canavarro, M. C. (2011). Influ&ecirc;ncia da paridade na adapta&ccedil;&atilde;o na transi&ccedil;&atilde;o para a  maternidade em gr&aacute;vidas infectadas pelo VIH e gr&aacute;vidas sem condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica associada. <i>An&aacute;lise  Psicol&oacute;gica, 3</i>, 425-438.</p>     <!-- ref --><p>Pierrehumbert, B., &amp; Nicole, A. (2003). Parental post-traumatic reactions after premature birth: Implications for sleeping and eating  problems in the infant. <i>Archives of Disease in Childhood. Fetal and Neonatal Edition, 88</i>, 400-404.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022659&pid=S0870-8231201600030000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pimentel, J. Z. S. (1997). <i>Um beb&eacute; diferente: Da individualidade da intera&ccedil;&atilde;o &agrave; especificidade da  interven&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: SNRIPD.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022661&pid=S0870-8231201600030000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Quintas, J. M. L. (2002). <i>&laquo;Olhar a maternidade&raquo;. Depress&atilde;o p&oacute;s-parto, autoestima materna e intera&ccedil;&atilde;o  m&atilde;e-beb&eacute;</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicopatologia e Psicologia Cl&iacute;nica, ISPA &ndash; Instituto  Universit&aacute;rio, Lisboa. Dispon&iacute;vel em <a href="http://hdl.handle.net/10400.12/827"  target="_blank">http://hdl.handle.net/10400.12/827</a></p>     <!-- ref --><p>Rand, K., &amp; Lahav, A. (2014). Maternal sounds elicit lower heart rate in preterm newborns in the first month of life. <i>Early Human  Development, 90</i>, 679-683.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022664&pid=S0870-8231201600030000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rapoport, A., &amp; Piccinini, C. A. (2006). Apoio social e experi&ecirc;ncia da maternidade. <i>Revista Brasileira de Crescimento e  Desenvolvimento Humano</i> (Online)<i>, 16</i>, 85-96. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-12822006000100009&amp;lng=pt&amp;nrm=iso"  target="_blank">http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-12822006000100009&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022666&pid=S0870-8231201600030000500049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Robson, K. S., &amp; Kumar, R. (1980). Delayed onset of maternal affection after childbirth. <i>British Journal of Psychiatry</i> (Online)<i>,  136</i>, 347-353. Dispon&iacute;vel em <a href="http://dx.doi.org/10.1192/bjp.136.4.347"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1192/bjp.136.4.347</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022667&pid=S0870-8231201600030000500050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Samorinha, C., Figueiredo, B., &amp; Cruz, J. M. (2009). Vincula&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal e ansiedade em m&atilde;es e pais: Impacto da  ecografia do 1&ordm; trimestre de gesta&ccedil;&atilde;o. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 10</i>, 17-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022668&pid=S0870-8231201600030000500051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, L. M., Oliveira, I. L., Santana, R. C., Oliveira, V. M., &amp; Goes, E. S. O. (2013). Viv&ecirc;ncias de m&atilde;es de  rec&eacute;m-nascidos prematuros na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. <i>Revista da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras, 13</i>,  73-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022670&pid=S0870-8231201600030000500052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Shea, E. A., &amp; Tronick, E. Z. (1988). Maternal Self-Report Inventory. In H. E. Fitzgerald, B. M. Lester, &amp; M. H. Yogman (Eds.), <i>Theory  and research in behavioral pediatrics</i> (Vol. 4, pp.101-139). New York: Springer Publishers.</p>     <!-- ref --><p>Sousa, E. V., &amp; Leal, I. (2010). Escala de avalia&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es psicoemocionais do puerp&eacute;rio. In I.  Leal &amp; J. Maroco (Eds.), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o em sexualidade e parentalidade</i> (pp. 103-115). Porto: Legis Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022673&pid=S0870-8231201600030000500054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stern, D. N. (2002). <i>The first relationship infant and mother</i>. Harvard: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022675&pid=S0870-8231201600030000500055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Taylor, A., Atkins, R., Kumar, R., Adams, D., &amp; Glover, V. (2005). A new mother-to-infant bonding scale: Links with early maternal mood.  <i>Archives on Women&rsquo;s Mental Health, 8</i>, 45-51.</p>     <!-- ref --><p>Teixeira, I., &amp; Leal, I. P. (1995). Expectativas e atitudes de m&atilde;es prim&iacute;paras com filhos prematuros. <i>An&aacute;lise  Psicol&oacute;gica</i> (Online)<i>, XIII</i>, 191-194. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.isabel-leal.com/portals/1/pdfs/1995_12_191.pdf"  target="_blank">http://www.isabel-leal.com/portals/1/pdfs/1995_12_191.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022678&pid=S0870-8231201600030000500057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Udry-J&oslash;rgensen, L., Pierrehumbert, B., Borghini, A., Habersaat, S., Forcada-Guex, M., Ansermet, F., &amp; Muller-Nix, C. (2011). Quality  of attachment, perinatal risk, and mother-infant interaction in a high-risk. Premature sample. <i>Infant Mental Health Journal</i> (Online)<i>,  32</i>, 305-318. Dispon&iacute;vel em <a href="http://dx.doi.org/10.1002/imhj.20298" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1002/imhj.20298</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022679&pid=S0870-8231201600030000500058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Viegas, L. M., Silva, G. A., Cecchini, M., Felipe, R., Otta, E., &amp; Bussab, V. S. R. (2008). Depress&atilde;o p&oacute;s-parto,  hist&oacute;rico reprodutivo materno e apoio social. <i>Boletim do Instituto de Sa&uacute;de, 46</i>, 9-11 (ISSN 1518-1812).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022680&pid=S0870-8231201600030000500059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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