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<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap939</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Resposta coletiva compassiva: Impacto de estrutura e missão organizacional]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A compassionate collective capacity has clear implications on performance and well-being of individuals in the context of organizations (Lilius, Worline, Maitlis, Kanov, Dutton, & Frost, 2008). This study aims to describe how the combined effect of organizational and structural characteristics of flexibility practices contributes to the increase of compassionate collective responses (in organizations with pro-social mission vs. mission focused on productivity). This objective presupposes that regardless of their mission (prosocial vs. productive), all organizations may have the capacity to self-organize in a compassionate manner to minimize the suffering of employees, although they can do so through different mechanisms. This response may, however, be more facilitated in organizations with a flexible and humanized cultural values.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Resposta coletiva compassiva: Impacto de estrutura e miss&atilde;o organizacional</b></p>     <p><b>Maria Ara&uacute;jo<sup>1</sup>, Helena Marujo<sup>1</sup>, Miguel Lopes<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas da Universidade de Lisboa</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A capacidade coletiva compassiva tem claras implica&ccedil;&otilde;es no desempenho e no bem-estar dos indiv&iacute;duos no contexto  organizacional (Lilius, Worline, Maitlis, Kanov, Dutton, &amp; Frost, 2008). O presente estudo tem como objetivo descrever a forma como o efeito  combinado de pr&aacute;ticas e caracter&iacute;sticas de flexibiliza&ccedil;&atilde;o de estrutura organizacional contribuem para o aumento de  respostas coletivas compassivas (RCC) em organiza&ccedil;&otilde;es com miss&atilde;o pr&oacute;-social, quando comparadas com  organiza&ccedil;&otilde;es cuja miss&atilde;o &eacute; focada na produtividade. Este objetivo tem como pressuposto que todas as  organiza&ccedil;&otilde;es, independentemente da sua miss&atilde;o (pr&oacute;-social <i>vs.</i> produtiva), podem ter a capacidade de se  auto-organizar de forma compassiva para minimizar o sofrimento dos colaboradores, embora o possam fazer atrav&eacute;s de mecanismos diferentes.  Esta resposta poder&aacute;, contudo, ser mais facilitada nas organiza&ccedil;&otilde;es com uma estrutura flex&iacute;vel e com valores culturais  humanizados.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: &ldquo;Estrutura flex&iacute;vel&rdquo;, Miss&atilde;o, Pr&aacute;ticas organizacionais, Compaix&atilde;o coletiva.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>A compassionate collective capacity has clear implications on performance and well-being of individuals in the context of organizations  (Lilius, Worline, Maitlis, Kanov, Dutton, &amp; Frost, 2008). This study aims to describe how the combined effect of organizational and structural  characteristics of flexibility practices contributes to the increase of compassionate collective responses (in organizations with pro-social  mission <i>vs.</i> mission focused on productivity). This objective presupposes that regardless of their mission (prosocial <i>vs.</i> productive),  all organizations may have the capacity to self-organize in a compassionate manner to minimize the suffering of employees, although they can do so  through different mechanisms. This response may, however, be more facilitated in organizations with a flexible and humanized cultural values.</p>     <p><b>Key words</b>: &ldquo;Flexible structure&rdquo;, Mission, Organizational practices, Collective compassion.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O movimento te&oacute;rico dos Estudos Organizacionais Positivos (<i>Positive Organizational Scholarship &ndash;</i> EOP) permitiu o      desenvolvimento de um n&uacute;mero consider&aacute;vel de pesquisas focadas, inicialmente, nos aspetos positivos (e.g., virtudes humanas) ou seja,      naquilo que funciona nas institui&ccedil;&otilde;es (Cunha, Rego, &amp; Lopes, 2013; Lopes, Cunha, Kaiser, &amp; Muller-Seitz, 2009). De entre as      muitas virtudes estudadas, a este artigo interessa a compaix&atilde;o, que segue o movimento te&oacute;rico dos EOP (e.g., Cameron, Dutton, &amp;      Quinn, 2003). A compaix&atilde;o &eacute; definida como uma a&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica para aliviar a dor ou o sofrimento do outro (Frost,      ]]></body>
<body><![CDATA[Dutton, Worline, &amp; Wilson, 2000). O presente artigo pretendeu assim um contributo para a compreens&atilde;o da forma como as pr&aacute;ticas      organizacionais e as condi&ccedil;&otilde;es de estrutura organizacional podem afetar a organiza&ccedil;&atilde;o coletiva de respostas      compassivas. Enquanto institui&ccedil;&otilde;es humanas, as organiza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o locais onde inevitavelmente as      situa&ccedil;&otilde;es de sofrimento podem ocorrer. Destacam-se por exemplo as situa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a, perda de um familiar ou      colaborador, div&oacute;rcio, as mudan&ccedil;as organizacionais, tais como demiss&otilde;es ou restrutura&ccedil;&atilde;o, a que os      colaboradores, l&iacute;deres e cultura organizacional n&atilde;o podem ficar indiferentes (Dutton, Lilius, &amp; Kanov, 2007). Apesar de ser      considerado um aspeto significativo da vida organizacional, o sofrimento &eacute; muitas vezes esquecido na vida das organiza&ccedil;&otilde;es      (Frost, 2003). Sendo o local de trabalho o espa&ccedil;o onde as pessoas passam grande parte da sua vida, considera-se importante serem      desenvolvidas compet&ecirc;ncias de compaix&atilde;o, nomeadamente atrav&eacute;s da dinamiza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas coletivas, de      modo a ser poss&iacute;vel minimizar o sofrimento dos colaboradores. Segundo a perspetiva te&oacute;rica que estuda o fen&oacute;meno de      ]]></body>
<body><![CDATA[compaix&atilde;o, esta virtude humana &eacute; descrita de acordo com um processo tripartido (Kanov et al., 2004), com 3 subprocessos: (a) perceber      o sofrimento do outro; (b) expressar sentimentos que se assemelham &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica face a esse sofrimento; e (c)      agir (responder) de modo a minimizar esse sofrimento ao outro (Frost et al., 2000; Kanov et al., 2004). As pr&aacute;ticas organizacionais      (Orlikowski, 1992) referem-se aos padr&otilde;es de a&ccedil;&otilde;es repetidas e desenvolvidas pelas organiza&ccedil;&otilde;es que podem      facilitar o processo de compaix&atilde;o. Por exemplo, em contextos pouco caracterizados pela participa&ccedil;&atilde;o dos colaboradores, ou      quando est&atilde;o unicamente focados em regras, o processo de compaix&atilde;o poder&aacute; n&atilde;o ocorrer, pelo menos, na forma como esta      teoria pressup&otilde;e (Dutton, Worline, Frost, &amp; Lilius, 2006). A partir destes dados poder-se-&aacute; eventualmente admitir uma maior      probabilidade destes pressupostos te&oacute;ricos (Kanov et al., 2004) poderem ser mobilizados em contextos organizacionais em estruturas com      pol&iacute;ticas de organiza&ccedil;&atilde;o mais flex&iacute;veis. O ambiente complexo e din&acirc;mico que carateriza, atualmente, o contexto      laboral, com trocas constantes entre o ambiente externo e o interno, permite &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es desenvolver compet&ecirc;ncias      ]]></body>
<body><![CDATA[para conviver com esta turbul&ecirc;ncia e tirar partido dela de modo a evoluir (Olson &amp; Eoyang, 2001 e Seel, 2001, citados por Obadia, Vidal,      &amp; Melo, 2007) atrav&eacute;s da auto-organiza&ccedil;&atilde;o de novos padr&otilde;es de comportamento. Segundo Anselmo (2005, citado por      Gon&ccedil;alves et al., 2014), a auto-organiza&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea, &eacute; um tipo de propriedade emergente dos sistemas      adaptativos complexos, em que a organiza&ccedil;&atilde;o se organiza sem a interven&ccedil;&atilde;o de um controle central. Os mecanismos de      gest&atilde;o e de pr&aacute;ticas de estrutura flex&iacute;vel (e.g., de menor controlo) foram considerados com tendo maior      implica&ccedil;&atilde;o na facilita&ccedil;&atilde;o dos mecanismos de mudan&ccedil;a, de adapta&ccedil;&atilde;o e de      auto-organiza&ccedil;&atilde;o dos sistemas laborais bem como na capacidade de lidar com as incertezas (e.g., Neto, Rocha, Helal, &amp; Raimundo,      2006). Bernardo (2009) destaca as seguintes caracter&iacute;sticas de organiza&ccedil;&atilde;o flex&iacute;vel: qualidade de      intera&ccedil;&otilde;es, participa&ccedil;&atilde;o, trabalho em equipa, di&aacute;logo e comunica&ccedil;&atilde;o interna, autonomia,      criatividade, valoriza&ccedil;&atilde;o, confian&ccedil;a m&uacute;tua, coordena&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es, constru&ccedil;&atilde;o      ]]></body>
<body><![CDATA[de estrat&eacute;gias com objetivos claros com base num entendimento m&uacute;tuo, coopera&ccedil;&atilde;o profissional e qualidade do trabalho de      equipa. Em paralelo, no que se refere ao tipo de organiza&ccedil;&atilde;o se h&aacute; alguns estudos que referem que as      organiza&ccedil;&otilde;es humanit&aacute;rias, com estatuto n&atilde;o-governamental, s&atilde;o, &agrave; partida, mais competentes para a      organiza&ccedil;&atilde;o de uma resposta compassiva (Kanov et al., 2004), fundamentada pela sua miss&atilde;o institucional e pr&aacute;ticas de      suporte emocional e social (em locais como Hospitais, Escolas), outros trabalhos consideram que, s&oacute; por isso, este crit&eacute;rio      n&atilde;o &eacute; suficiente, admitindo que esta compet&ecirc;ncia depende, sobretudo, da capacidade de auto-organiza&ccedil;&atilde;o do      coletivo para a resposta compassiva (Madden, Duchon, Madden, &amp; Plowman, 2012). Poder&aacute; haver assim pr&aacute;ticas organizacionais que      limitam as condi&ccedil;&otilde;es de resposta compassiva de acordo com o tipo de organiza&ccedil;&otilde;es (Lilius, Worline, Dutton, Kanov, &amp;      Maitlis, 2011), como &eacute; por exemplo as rela&ccedil;&otilde;es difusas constatadas nas organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais      (Dutton et al., 2006) salientando-se, no entanto, a necessidade do desenvolvimento de mais estudos para conclus&otilde;es mais s&oacute;lidas.      ]]></body>
<body><![CDATA[N&atilde;o obstante, para melhorar o conhecimento das condi&ccedil;&otilde;es de organiza&ccedil;&atilde;o que podem influenciar a capacidade de      resposta compassiva, a atual literatura sugere o desenvolvimento de novos estudos, incluindo a an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o dos      efeitos combinados de pr&aacute;ticas contextuais di&aacute;rias e de caracter&iacute;sticas organizacionais, como por exemplo da estrutura      flex&iacute;vel e da miss&atilde;o organizacional (pr&oacute;-social <i>vs.</i> produtividade). Complementarmente, dado que a      investiga&ccedil;&atilde;o atual sobre compaix&atilde;o organizacional foca sobretudo uma an&aacute;lise de situa&ccedil;&otilde;es vividas de      compaix&atilde;o que decorrem face aos acontecimentos traum&aacute;ticos (Dutton et al., 2006), verifica-se a necessidade de aprofundar o      conhecimento de an&aacute;lise das pr&aacute;ticas contextuais e das condi&ccedil;&otilde;es de estrutura organizacional que influenciam a      capacidade coletiva compassiva (Lilius, Worline et al., 2011; Madden et al., 2012) sendo esperado refor&ccedil;ar a perspetiva de que a capacidade      organiza -cional compassiva pode ser mobilizada de forma n&atilde;o planeada e n&atilde;o formal, mediante a exist&ecirc;ncia de estruturas      flex&iacute;veis, a partir do momento em que se verifiquem algumas condi&ccedil;&otilde;es particulares. Espera-se que a aplica&ccedil;&atilde;o do      ]]></body>
<body><![CDATA[nosso modelo conceptual proposto ajude a explicar a influ&ecirc;ncia das pr&aacute;ticas e das caracter&iacute;sticas de      flexibiliza&ccedil;&atilde;o de estrutura e do tipo de miss&atilde;o organizacional, na mobiliza&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o de      recursos para a auto-organiza&ccedil;&atilde;o do coletivo para o aumento das respostas coletivas compassivas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Revis&atilde;o de literatura: Compaix&atilde;o organizacional</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estudos de compaix&atilde;o no contexto organizacional: Benef&iacute;cios e limita&ccedil;&otilde;es</i></p>     <p>Em consequ&ecirc;ncia da inclus&atilde;o de pesquisas sobre compaix&atilde;o nos contextos de gest&atilde;o organizacional foram evidenciados      v&aacute;rios benef&iacute;cios da compaix&atilde;o (e.g., Dutton et al., 2006; Lilius et al., 2008). Por exemplo, Rego, Ribeiro e Cunha (2010)      mostraram que a perce&ccedil;&atilde;o dos colaboradores em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s virtudes organizacionais foi proditora do seu bem-estar      ]]></body>
<body><![CDATA[e do seu desempenho. A pesquisa desenvolvida por Dutton e colaboradores (2006) evidenciou que a compaix&atilde;o, quando definida segundo um      processo din&acirc;mico tripartido (Kanov et al., 2004), permite a auto-organiza&ccedil;&atilde;o de forma coordenada, agilizando recursos,      especialmente quando acontece como resposta a acontecimentos de sofrimento traum&aacute;tico. Lilius e colaboradores (2008) tamb&eacute;m      encontraram uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a experi&ecirc;ncia de compaix&atilde;o no trabalho e o compromisso organizacional afetivo.      Os colaboradores que vivem a experi&ecirc;ncia de compaix&atilde;o no trabalho referiram sentir um compromisso afetivo profundo com a      organiza&ccedil;&atilde;o e experienciaram mais emo&ccedil;&otilde;es positivas como orgulho, gratid&atilde;o, inspira&ccedil;&atilde;o e      al&iacute;vio do sofrimento (Lilius et al., 2008). A partir de uma metodologia de an&aacute;lise do discurso de narrativas relativas a      viv&ecirc;ncias de compaix&atilde;o, foi evidenciado que as organiza&ccedil;&otilde;es que eram particularmente compassivas poderiam trazer, de      facto, benef&iacute;cios positivos tanto para os colaboradores (Madden et al., 2012), como para toda a organiza&ccedil;&atilde;o (Lilius, Kanov,      Dutton, Worline, &amp; Maitlis, 2011). Destaca-se que a lideran&ccedil;a compassiva pode facilitar a cura de situa&ccedil;&otilde;es de sofrimento,      ]]></body>
<body><![CDATA[o crescimento p&oacute;s-traum&aacute;tico (Dutton, Frost, Worline, Lilius, &amp; Kanov, 2002; Dutton et al., 2006; Frost et al., 2000; Lilius,      Kanov et al., 2011) e tamb&eacute;m alimenta emo&ccedil;&otilde;es positivas e o aumento dos n&iacute;veis de compromisso com os colegas de      trabalho e da organiza&ccedil;&atilde;o como um todo (Grant, Dutton, &amp; Rosso, 2008; Lilius et al., 2008). Segundo a teoria sociol&oacute;gica      das intera&ccedil;&otilde;es sociais, foi considerado importante analisar expetativas e perce&ccedil;&otilde;es de julgamento face &agrave;      legitimidade das respostas compassivas, tanto do ponto de vista do doador, como do recetor (Simpson, Stewart, &amp; Pitsis, 2013). A din&acirc;mica      de compaix&atilde;o come&ccedil;ou, neste sentido, a ser enquadrada segundo o processo de rela&ccedil;&otilde;es sociais, ideologias sociais e      valores e come&ccedil;am tamb&eacute;m, assim, a ser questionados os benef&iacute;cios da compaix&atilde;o nas organiza&ccedil;&otilde;es. A      integra&ccedil;&atilde;o dos diferentes pressupostos te&oacute;ricos, permite admitir que o conceito de compaix&atilde;o n&atilde;o pode ser      compreendido exclusivamente de acordo com o ponto de vista &eacute;tico, mas deve ser tamb&eacute;m entendido enquanto processo social, numa      l&oacute;gica de rela&ccedil;&otilde;es de poder, com base na an&aacute;lise das representa&ccedil;&otilde;es para legitimar a      ]]></body>
<body><![CDATA[aceita&ccedil;&atilde;o ou a recusa dos atos de compaix&atilde;o. Tendo em conta os benef&iacute;cios e as potenciais barreiras para a      express&atilde;o de compaix&atilde;o no contexto organizacional, considerou-se importante analisar efeitos das pr&aacute;ticas quotidianas e      caracter&iacute;sticas da organiza&ccedil;&atilde;o que facilitam as respostas compassivas nesses contextos: (a) indiretamente, atrav&eacute;s da      promo&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es em que o processo espont&acirc;neo de compaix&atilde;o &eacute; mais prov&aacute;vel de se      mobilizar; e (b) diretamente, atrav&eacute;s de tentativas expl&iacute;citas para incluir a compaix&atilde;o nas rotinas, por meio da      institucionaliza&ccedil;&atilde;o de processos de compaix&atilde;o. O primeiro estudo emp&iacute;rico de compaix&atilde;o organizacional foi uma      pesquisa realizada por Frost e colaboradores (2000) com base em narrativas de 22 acad&eacute;micos que descrevem uma ecologia organizacional de      compaix&atilde;o, onde as pol&iacute;ticas organizacionais, valores, lideran&ccedil;a e pr&aacute;ticas facilitam ou inibem as      rela&ccedil;&otilde;es de compaix&atilde;o. Dutton e colaboradores (2002) explicam que quando os l&iacute;deres reconhecem o sofrimento doloroso,      h&aacute; uma maior probabilidade de que essa consci&ecirc;ncia seja generalizada na organiza&ccedil;&atilde;o. Os l&iacute;deres podem facilitar a      ]]></body>
<body><![CDATA[cultivo de compaix&atilde;o dentro da organiza&ccedil;&atilde;o, reconhecendo e recompensando atos de compaix&atilde;o e contando hist&oacute;rias      para disseminar recursos relacionais, valores, comportamentos e cren&ccedil;as que geram comportamentos compassivos (Dutton et al., 2007). Num      outro trabalho (Dutton et al., 2006) realizado no Estado de Michigan, dedicado &agrave; an&aacute;lise da resposta compassiva da Universidade      &eacute; descrito que o coletivo da organiza&ccedil;&atilde;o se auto-organizou de forma coordenada para perceber, sentir e responder &agrave; dor      dos estudantes que foram alvo de um inc&ecirc;ndio no seu dormit&oacute;rio. Neste processo, as rotinas existentes e a qualidade das      intera&ccedil;&otilde;es relacionais constitu&iacute;ram caracter&iacute;sticas e pr&aacute;ticas que facilitaram a mobiliza&ccedil;&atilde;o de      partilha de informa&ccedil;&atilde;o sobre o acontecimento, a express&atilde;o de sentimentos e de empatia face aos lesados e a&ccedil;&otilde;es      concertadas para minimizar os danos. Este estudo revelou que as institui&ccedil;&otilde;es se podem mobilizar no sentido de se organizar para a      resposta compassiva, sem no entanto ser necess&aacute;rio uma orienta&ccedil;&atilde;o formal. Uma pesquisa desenvolvida por Lilius e colaboradores      (2008) em contexto hospitalar, que incluiu 239 funcion&aacute;rios, tamb&eacute;m demonstrou benef&iacute;cios positivos similares de      ]]></body>
<body><![CDATA[compaix&atilde;o organizacional, nomeadamente o refor&ccedil;o da identidade individual e o compromisso organizacional demonstrando ainda que as      a&ccedil;&otilde;es de compaix&atilde;o, como fornecer apoio emocional, tempo, flexibilidade e bens materiais para apoiar outros membros da      organiza&ccedil;&atilde;o, est&atilde;o associados a n&iacute;veis elevados de emo&ccedil;&otilde;es positivas. Os benef&iacute;cios de      compaix&atilde;o organizacional para os colaboradores, especialmente em tempos de crise econ&oacute;mica e social, incluem crescimento      p&oacute;s-traum&aacute;tico (Dutton et al., 2002), constru&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es positivas, como recursos (Dutton et al.,      2007) e refor&ccedil;o do compromisso dos funcion&aacute;rios com os colegas e com a organiza&ccedil;&atilde;o. Dutton e colaboradores (2006)      referem que a implementa&ccedil;&atilde;o de certas pr&aacute;ticas laborais como a realiza&ccedil;&atilde;o de reuni&otilde;es regulares      (arquitetura aberta), permitem que as pessoas tenham maior possibilidade de perceber sinais de sofrimento nos colegas (Kanov et al., 2004). Alguns      dos mecanismos para a compaix&atilde;o organizacional incluem o estabelecimento de uma rede de reconhecimento do dano e o estabelecimento de      pol&iacute;ticas, rotinas e sistemas de compaix&atilde;o (e.g., Dutton et al., 2007; Lilius et al., 2008), bem como os valores que refletem o      ]]></body>
<body><![CDATA[respeito pela humanidade (e.g., Dutton et al., 2006). Lawrence e Maitlis (2012), ao defenderem a ideia de &eacute;tica organizacional, sublinham a      import&acirc;ncia da necessidade da exist&ecirc;ncia de mecanismos e programas de cuidadores qualificados para o suporte e resposta compassiva face      aos demais. N&atilde;o obstante, o reconhecimento de que o efeito de rela&ccedil;&otilde;es de compaix&atilde;o n&atilde;o &eacute; necessariamente      positivo, foi um avan&ccedil;o importante. O estudo emp&iacute;rico desen volvido por Lilius, Worline et al. (2011) evidenciou que certas      pr&aacute;ticas organizacionais relacionadas com normas caracterizadas por limites mais perme&aacute;veis, facilitam o trabalho coletivo de      compaix&atilde;o, legitimando assim a express&atilde;o e partilha de informa&ccedil;&atilde;o acerca do sofrimento e de ajuda. Os autores      reconhecem a import&acirc;ncia das organiza&ccedil;&otilde;es promoverem pr&aacute;ticas promotoras da capacidade compassiva, embora sublinhem, por      outro lado, o potencial negativo dos efeitos da compaix&atilde;o. Resumindo, a n&iacute;vel de benef&iacute;cios, de acordo com a Teoria tripartida      de compaix&atilde;o (Kanov et al., 2004), a facilita&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o da resposta coletiva compassiva estar&atilde;o      associadas a caracte r&iacute;sticas de contexto organizacional caracterizadas pelas normas, pr&aacute;ticas compassivas, estrutura de qualidade      ]]></body>
<body><![CDATA[dos relacionamentos (Dutton et al., 2007; Lilius et al., 2008) partilha de valores compassivos e de respeito pela humanidade (Dutton et al., 2007)      assim como comportamentos de lideran&ccedil;a compassiva (Dutton et al., 2002). Estes aspetos s&atilde;o referidos como tendo repercuss&otilde;es      positivas no aumento de emo&ccedil;&otilde;es positivas, na auto-organiza&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o da RCC, no bem-estar e      desempenho, alimentando tamb&eacute;m emo&ccedil;&otilde;es positivas e o aumento dos n&iacute;veis de compromisso com a organiza&ccedil;&atilde;o      (e.g., Lilius et al., 2008). N&atilde;o obstante, &agrave; luz da teoria sociol&oacute;gica das intera&ccedil;&otilde;es sociais e das      rela&ccedil;&otilde;es de poder (Simpson et al., 2013) a legitima&ccedil;&atilde;o da aceita&ccedil;&atilde;o ou da recusa da resposta coletiva      compassiva est&aacute; dependente do tipo de julgamentos, de expetativas e de perce&ccedil;&otilde;es presentes no contexto relacional estabelecido      entre &ldquo;dador (ator de ajuda)-recetor&rdquo;(em sofrimento) no momento do epis&oacute;dio de sofrimento, assim como no tipo de      pol&iacute;ticas, cultura e estruturas caracterizadas que podem facilitar ou inibir as rela&ccedil;&otilde;es de compaix&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Caracter&iacute;sticas e pr&aacute;ticas organizacionais que influenciam a resposta coletiva compassiva</i></p>     <p>Kanov e colaboradores (2004) consideram a compaix&atilde;o organizacional como um processo relacional e prop&otilde;em um modelo te&oacute;rico      sociol&oacute;gico, para explicar o fen&oacute;meno de compaix&atilde;o organizacional, baseado em 3 subprocessos: (a) perce&ccedil;&atilde;o      individual do sofrimento de um colaborador, enquanto processo social, onde os membros de uma organiza&ccedil;&atilde;o tendem a apresentar um      reconhecimento coletivo de presen&ccedil;a da dor; (b) express&atilde;o e partilha da sua preocupa&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica; (c) resposta      ao sofrimento de forma coletiva e de modo coordenado atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es. Trata-se assim de um processo coletivo de      reconhecimento, express&atilde;o e resposta ao sofrimento do outro (e.g., Lilius et al., 2008). Estes tr&ecirc;s subprocessos representam as      condi&ccedil;&otilde;es que interagem e que fazem aumentar a capacidade de auto-organiza&ccedil;&atilde;o, que culmina na resposta coletiva para      minimizar o sofrimento dos colaboradores. A manifesta&ccedil;&atilde;o de sofrimento pode criar um desequil&iacute;brio na      organiza&ccedil;&atilde;o, o que leva &agrave; necessidade de reformula&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es dos colaboradores e &agrave;      ]]></body>
<body><![CDATA[mobiliza&ccedil;&atilde;o de novos padr&otilde;es de comportamento compassivo, que passam a fazer parte das cren&ccedil;as e dos valores da      organiza&ccedil;&atilde;o (Madden et al., 2012). No contexto das organiza&ccedil;&otilde;es, as pr&aacute;ticas institucionais est&atilde;o      enquadradas de forma insepar&aacute;vel com a estrutura, a miss&atilde;o e a cultura da organiza&ccedil;&atilde;o que define os valores      institucionais sobre os quais os colaboradores se devem reger (Wagner, Newell, &amp; Picooli, 2010). Com base nestes pressupostos, alguns estudos      (Dutton et al., 2006; Madden et al., 2012) t&ecirc;m destacado rela&ccedil;&otilde;es entre pr&aacute;ticas e caracter&iacute;sticas      organizacionais que contribuem para a capacidade dos colaboradores se auto-organizarem de modo a adotarem padr&otilde;es de resposta coletiva para      a minimiza&ccedil;&atilde;o do sofrimento humano. Esta quest&atilde;o de pesquisa refere-se &agrave; forma como as caracter&iacute;sticas      contextuais ou de arquitetura social da organiza&ccedil;&atilde;o possibilitam ou n&atilde;o a ativa&ccedil;&atilde;o e a mobiliza&ccedil;&atilde;o      coletiva de respostas compassivas. Dutton e colaboradores (2006) tentam dar &ecirc;nfase &agrave; forma como as caracter&iacute;sticas do contexto      organizacional se coordenam para ativar padr&otilde;es de resposta coletiva compassiva. Recursos como aten&ccedil;&atilde;o, emo&ccedil;&atilde;o,      ]]></body>
<body><![CDATA[confian&ccedil;a e julgamentos de legitimidade, n&atilde;o s&atilde;o fixos (Feldman, 2004) e s&atilde;o por isso alter&aacute;veis de acordo com a      din&acirc;mica da organiza&ccedil;&atilde;o. Assim, os sentimentos coletivos ser&atilde;o mais prov&aacute;veis de se encontrar nas      organiza&ccedil;&otilde;es onde os colaboradores podem expressar as suas emo&ccedil;&otilde;es. Neste sentido, as organiza&ccedil;&otilde;es variam      na sua capacidade de resposta coletiva, sendo que algumas reagem rapidamente no sentido de minimizar os traumas e o sofrimento dos colaboradores e      outras falham nessa capacidade (Dutton et al., 2002). As diferen&ccedil;as na capacidade compassiva resultam, assim, das diverg&ecirc;ncias de      caracter&iacute;sticas onde se incluem lideran&ccedil;a, estrutura, pr&aacute;ticas e regras das organiza&ccedil;&otilde;es. A compaix&atilde;o      pode, assim, ser definida e avaliada de acordo com as caracter&iacute;sticas organizacionais (Kanov et al., 2004). Por exemplo, McLelland (2010)      avalia a compaix&atilde;o de uma organiza&ccedil;&atilde;o de acordo com o grau em que as suas rotinas s&atilde;o sugest&iacute;veis de perceber,      sentir e responder ao sofrimento do outro. As respostas de compaix&atilde;o organizacionais s&atilde;o por isso legitimadas e coordenadas      atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de compaix&atilde;o, rotinas (Kanov et al., 2004) e valores de respeito pela      ]]></body>
<body><![CDATA[humanidade (Dutton et al., 2006, 2007). Exemplos de tais pr&aacute;ticas incluem o estabelecimento formal de programas de assist&ecirc;ncia aos      colaboradores (Lilius, Kanov et al., 2011). Da mesma forma, as rotinas relacionadas com o servi&ccedil;o comunit&aacute;rio existente, embora      n&atilde;o sejam consideradas a&ccedil;&otilde;es de compaix&atilde;o coletiva, podem ajudar a divulgar informa&ccedil;&otilde;es sobre a      aten&ccedil;&atilde;o a dar ao sofrimento dos demais. Simultaneamente, t&ecirc;m sido desenvolvidos estudos de an&aacute;lise das      condi&ccedil;&otilde;es contextuais e de estrutura das organiza&ccedil;&otilde;es, que procuram identificar as caracter&iacute;sticas do sistema,      pr&aacute;ticas e rotinas, que parecem ser influentes na emerg&ecirc;ncia da capacita&ccedil;&atilde;o de auto-organiza&ccedil;&atilde;o da      resposta coletiva compassiva (Chiles, Meyer, &amp; Hensch, 2004; Madden et al., 2012). Neste sentido, foi demonstrado que quanto maior a      diversidade de colaboradores no sistema organizacional, a n&iacute;vel dos recursos emocionais, cognitivos e sociais (Chiles et al., 2004), maior      &eacute; a probabilidade do sistema perceber, sentir e responder ao sofrimento dos outros. Adicionalmente, foi evidenciado que quanto maior for a      interdepend&ecirc;ncia de fun&ccedil;&otilde;es dos colaboradores e coordena&ccedil;&atilde;o associada (Benner, Tanner, &amp; Chesla, 1996) e a      ]]></body>
<body><![CDATA[qualidade de intera&ccedil;&otilde;es sociais, que s&atilde;o a base do comportamento de auto-organiza&ccedil;&atilde;o (Goldstein, Hazy, &amp;      Lichtenstein, 2010) maior &eacute; a probabilidade do coletivo responder de forma compassiva ao sofrimento dos demais com preocupa&ccedil;&atilde;o      emp&aacute;tica (Eisenberg, 2000). Por outro lado, as press&otilde;es para a produtividade e a efici&ecirc;ncia reduzem a probabilidade dos      funcion&aacute;rios reconhecerem o sofrimento, onde a comunica&ccedil;&atilde;o verbal e a intera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o substitu&iacute;das      pelas novas tecnologias (Hallowell, 1999). Estudos organizacionais recentes (Lilius, Worline et al., 2011; Madden et al., 2012) evidenciam efeitos      combinados de pr&aacute;ticas organizacionais e caracter&iacute;sticas de estrutura, valores, e de comportamento dos l&iacute;deres que contribuem      para a capacidade coletiva compassiva, legitimando a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo te&oacute;rico do processo de compaix&atilde;o (Kanov et      al., 2004), a saber: (a) caracter&iacute;sticas de qualidade de intera&ccedil;&otilde;es sociais e a exist&ecirc;ncia de interdepend&ecirc;ncia de      fun&ccedil;&otilde;es, permeabilidade de normas, diversidade de colaboradores e de um modelo de lideran&ccedil;a compassiva; (b) pr&aacute;ticas      di&aacute;rias de reconhecimento, resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, atribui&ccedil;&atilde;o de recompensas, partilha de sentimentos,      ]]></body>
<body><![CDATA[celebra&ccedil;&atilde;o e tomada de decis&atilde;o coletiva. Os resultados dos estudos desenvolvidos evidenciam, assim, a exist&ecirc;ncia de um      conjunto de pr&aacute;ticas e de caracter&iacute;sticas de estrutura organizacional com implica&ccedil;&atilde;o na facilita&ccedil;&atilde;o e      inibi&ccedil;&atilde;o da resposta de compaix&atilde;o a n&iacute;vel pessoal, relacional e organizacional (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a07t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Influ&ecirc;ncia da flexibiliza&ccedil;&atilde;o da estrutura na capacidade coletiva compassiva</i></p>     <p>Como vimos a qualidade de dete&ccedil;&atilde;o e resposta dada pelo coletivo para minimizar o sofrimento depende de caracter&iacute;sticas de      ]]></body>
<body><![CDATA[contexto das organiza&ccedil;&otilde;es. As limita&ccedil;&otilde;es criadas pelas configura&ccedil;&otilde;es institucionais de estrutura e pela      miss&atilde;o apelam ainda para a necessidade do desenvolvimento de pesquisas adicionais sobre compaix&atilde;o em organiza&ccedil;&otilde;es      focadas na produtividade (Madden et al., 2012). No que se refere, por exemplo, &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es e &agrave;s press&otilde;es para      a produtividade e a efici&ecirc;ncia, estas poder&atilde;o reduzir a probabilidade dos funcion&aacute;rios reconhecerem o sofrimento dos colegas e      diminuir a capacidade de conectar-se e estar presente para saber mais sobre os mesmos (Hallowell, 1999), adotando uma postura mais individualista.      Podemos assim admitir que os aspetos de formaliza&ccedil;&atilde;o, controlo e de burocracia nas institui&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o limitar      a auto-organiza&ccedil;&atilde;o da resposta compassiva, devido &agrave; pouca liberdade e &agrave; pouca autonomia dos colaboradores. Outros      estudos referem que as rela&ccedil;&otilde;es difusas de poder em organiza&ccedil;&otilde;es com miss&atilde;o pr&oacute;-social s&atilde;o uma      limita&ccedil;&atilde;o para o processo de compaix&atilde;o (Dutton et al., 2006). A perspetiva que sublinha que a compet&ecirc;ncia compassiva      pode ocorrer em qualquer tipo de estrutura organizacional tamb&eacute;m n&atilde;o est&aacute; ainda empiricamente comprovada. A      ]]></body>
<body><![CDATA[constata&ccedil;&atilde;o de diverg&ecirc;ncia de perspetiva levam-nos a colocar as seguintes quest&otilde;es: Q1. Ser&aacute; que a      condi&ccedil;&atilde;o de flexibiliza&ccedil;&atilde;o da estrutura organizacional poder&aacute; influenciar o processo de resposta coletiva      compassiva? Q2. Poder&aacute; o processo de resposta coletiva compassiva surgir em contextos laborais com estruturas organizacionais      r&iacute;gidas? Tendo em conta as evid&ecirc;ncias na literatura cient&iacute;fica sobre a influ&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas de estrutura      e pr&aacute;ticas do contexto organizacional sobre capacidade compassiva, legitimadas pela teoria de processo tripartido de compaix&atilde;o (Kanov      et al., 2004), no presente trabalho &eacute; tamb&eacute;m refor&ccedil;ada a necessidade de se analisar as caracter&iacute;sticas de      flexibiliza&ccedil;&atilde;o estrutural e o tipo de miss&atilde;o institucional (produtiva <i>vs.</i> pr&oacute;-social) associadas &agrave;s      pr&aacute;ticas contextuais (participa&ccedil;&atilde;o, autonomia, trabalho em equipa, coopera&ccedil;&atilde;o, inova&ccedil;&atilde;o),      contributivas para a capacidade de resposta coletiva compassiva. Em particular, &eacute; de referir que a partir da d&eacute;cada de 90      come&ccedil;ou a surgir uma mudan&ccedil;a de discurso no mundo do trabalho relacionada com a &aacute;rea de gest&atilde;o das empresas. Segundo      ]]></body>
<body><![CDATA[Bernardo (2009, p. 93) &ldquo;<i>o novo discurso de gest&atilde;o defendida destaca a no&ccedil;&atilde;o de flexibilidade organizacional como      contraponto aos modelos hier&aacute;rquicos r&iacute;gidos de controlo e de certeza anteriores e incorpora temas como participa&ccedil;&atilde;o,      trabalho em equipa e autonomia</i>&rdquo;. Est&atilde;o ainda associadas &agrave; flexibiliza&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o aspetos      como a aplica&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias, a inova&ccedil;&atilde;o, a m&atilde;o-de-obra qualificada, a autonomia (criatividade e      participa&ccedil;&atilde;o), valoriza&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o profissional e a qualidade do trabalho de equipa (Bernardo,      2009). Para sobreviver, as organiza&ccedil;&otilde;es precisam desenvolver a sua capacidade de antecipar, atualizar e de se adaptar. Em      simult&acirc;neo, pode considerar-se que a maioria das estruturas organizacionais e pr&aacute;ticas gerenciais n&atilde;o foram criadas para      responder a este ritmo de mudan&ccedil;a (Bernardo, 2009). A no&ccedil;&atilde;o do modelo flex&iacute;vel de organiza&ccedil;&atilde;o do      trabalho, que se aproxima do modelo denominado como <i>toyotismo</i>, mostra-se apropriada para marcar a mudan&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o      aos modelos r&iacute;gidos (<i>Taylorista-fordista</i>) que predominaram at&eacute; meados do s&eacute;culo XX&rdquo; (Bernardo, 2009, p. 95), em      ]]></body>
<body><![CDATA[que o trabalhador deve apenas executar tarefas simples concebidas por um departamento da organiza&ccedil;&atilde;o (Braverman, 1974/1977),      n&atilde;o sendo previsto integrar nenhum tipo de participa&ccedil;&atilde;o, autonomia ou trabalho em equipa por parte dos colaboradores. Neste      sentido, uma orienta&ccedil;&atilde;o de forte controlo organizacional burocr&aacute;tico &eacute; ant&iacute;doto &agrave; inova&ccedil;&atilde;o.      Segundo Blanch-Ribas e colaboradores (2003, citados por Bernardo, 2009, p. 96), &ldquo;<i>o principal objetivo dos modelos flex&iacute;veis de      gest&atilde;o do tipo toyotista, est&aacute; relacionado com as estrat&eacute;gias de maximiza&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios para o      capital e a minimiza&ccedil;&atilde;o dos custos com pessoal</i>&rdquo;. De acordo com esta perspetiva (Neto et al., 2006, p. 5), &ldquo;<i>nas      organiza&ccedil;&otilde;es flex&iacute;veis, os recursos humanos trabalham em equipas, que s&atilde;o intermitentes, e s&atilde;o dotados de maior      autonomia para tomar decis&otilde;es</i>&rdquo;. Neste sentido, a implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias e de pr&aacute;ticas      flex&iacute;veis pressup&otilde;e a descentraliza&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o e a capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais com      poder de participa&ccedil;&atilde;o e de decis&atilde;o para que estes possam lidar com as diversas expetativas dos clientes. Defende-se, neste      ]]></body>
<body><![CDATA[sentido, um novo discurso que tem em conta os interesses do capital humano, que integra ideias de humaniza&ccedil;&atilde;o no trabalho e de      valoriza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores. Conforme o ambiente de neg&oacute;cios se modifica, a organiza&ccedil;&atilde;o adapta-se e,      internamente, a estrutura organizacional precisa ganhar a fluidez para se adaptar e inovar. Neste sentido, ao contr&aacute;rio dos pressupostos do      modelo te&oacute;rico mecanicista, tradicional (causa-efeito), destaca-se um novo paradigma, que viabiliza a necessidade de mudan&ccedil;a das      organiza&ccedil;&otilde;es. Trata-se da teoria dos sistemas complexos din&acirc;micos (e.g., West, 1985, citado por Lichtenstein, 2000) que quando      aplicada &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es, constitui o melhor enfoque para a explica&ccedil;&atilde;o da sua necessidade constante de      altera&ccedil;&atilde;o (e.g., Pavard et al., 2007 e Seel, 2007, citados por Obadia et al., 2007). Considera-se, assim, que o ambiente complexo das      organiza&ccedil;&otilde;es atuais (West, 1985, citado por Lichtentein, 2000) n&atilde;o pode ser visto de forma est&aacute;vel a funcionar com      mecanismos control&aacute;veis, mas deve ser antes enquadrado num sistema organizacional perme&aacute;vel a trocas de informa&ccedil;&otilde;es      entre o ambiente interno e externo, cujos agentes s&atilde;o caracterizados tamb&eacute;m por uma natureza complexa, tendo em conta a sua      ]]></body>
<body><![CDATA[diversidade (Goldstein et al., 2010, citados por Madden et al., 2012). A imprevisibilidade dos sistemas significa a possibilidade de      inova&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua das organiza&ccedil;&otilde;es para a gera&ccedil;&atilde;o de novos produtos e      servi&ccedil;os (Gon&ccedil;alves, Martins, &amp; Vieira, 2014). S&atilde;o, tamb&eacute;m caracterizadas como organiza&ccedil;&otilde;es      &ldquo;dissipativas&rdquo;, na qual a sinergia entre seus colaboradores pode, a partir de uma determinado <i>ponto cr&iacute;tico</i> (conflito),      vir a produzir de forma aut&oacute;noma, respostas alternativas e inovadores (Bauer, 2000; West, 1985, citado por Lichtentein, 2000). O interior      das organiza&ccedil;&otilde;es complexas, &eacute; de facto, perme&aacute;vel &agrave;s constantes ruturas de ideias, desordens internas ou      desequil&iacute;brios (e.g., Goldstein et al., 2010, citados por Lichtentein, 2000), criados, em parte, por um <i>potencial de conflito</i> (e.g.,      que emerge do pr&oacute;prio contexto organizacional, de forma n&atilde;o proporcional; West, 1985, citado por Lichtenstein, 2000), o que      &eacute; considerado positivo para a emerg&ecirc;ncia de novas respostas (Lichtenstein, 2000) necess&aacute;rias para a evolu&ccedil;&atilde;o da      organiza&ccedil;&atilde;o (Bauer, 2000). Por exemplo, quando uma organiza&ccedil;&atilde;o introduz uma nova pr&aacute;tica para solucionar um      ]]></body>
<body><![CDATA[determinado problema, caso esta solu&ccedil;&atilde;o, proposta, funcione durante um certo per&iacute;odo de tempo, os colaboradores ter&atilde;o      tend&ecirc;ncia para legitim&aacute;-la e, como tal, passar&aacute; a fazer parte dos valores e cren&ccedil;as da organiza&ccedil;&atilde;o (Obadia      et al., 2007). De acordo com a perspetiva de sistema adaptativo complexo, com base numa estrutura organizacional informal, &eacute; facilitada a      auto-organiza&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de uma dada organiza&ccedil;&atilde;o (MacDaniel, 2007, citado por Madden et al., 2012). Segundo      esta perspetiva (Capra, 1996, citado por Lichtenstein, 2000) as organiza&ccedil;&otilde;es caracterizadas por maior flexibilidade de estrutura,      onde os membros t&ecirc;m qualidade de intera&ccedil;&otilde;es, maior autonomia, liberdade e capacidade para inventar novas estruturas, recursos e      regras sem ser necess&aacute;rio a exist&ecirc;ncia de uma instru&ccedil;&atilde;o formal (Capra, 1996, citado por Lichtenstein, 2000; Stacey,      2005, citado por Madden et al., 2012) os colaboradores v&atilde;o desenvolvendo formas mais eficazes para lidar com problemas, como o sofrimento,      influenciando a qualidade de dete&ccedil;&atilde;o e de resposta dada para minimizar o sofrimento. Tendo por base os pressupostos te&oacute;ricos      dos sistemas adaptativos complexos das organiza&ccedil;&otilde;es (Capra, 1996, citado por Lichtenstein, 2000), a explica&ccedil;&atilde;o da      ]]></body>
<body><![CDATA[emerg&ecirc;ncia da auto-organiza&ccedil;&atilde;o do comportamento coletivo de compaix&atilde;o em contexto laboral poder&aacute; ser enquadrada      na legitima&ccedil;&atilde;o deste tipo de comportamento pelo coletivo, de tal forma que este padr&atilde;o de comportamento corresponde a uma      resposta mais eficaz para a organiza&ccedil;&atilde;o resolver os problemas de sofrimento. Tais padr&otilde;es de comportamentos, quando incutidos      na rotina di&aacute;ria laboral encorajam outros recursos e influenciam a qualidade de dete&ccedil;&atilde;o e de resposta dada pelo coletivo para      minimizar o sofrimento (Madden et al., 2012). Tal como a cultura, as normas, as rotinas e as pr&aacute;ticas tamb&eacute;m mudam de modo a      incorporar comportamentos coletivos compassivos para diferentes tipos de sofrimento. Consideramos, que, neste sentido, ficam, assim, satisfeitas as      condi&ccedil;&otilde;es de estrutura flex&iacute;vel que permitem a resposta coletiva compassiva, formuladas de acordo com a teoria tripartida de      compaix&atilde;o (Kanov et al., 2004). Baseado neste tipo de quest&otilde;es, com base no modelo adaptativo dos sistemas complexos (e.g.,      Lichtenstein, 2000), colocamos a seguinte proposi&ccedil;&atilde;o: P1: Espera-se que uma maior flexibiliza&ccedil;&atilde;o da estrutura      organizacional facilite a coordena&ccedil;&atilde;o e a auto-organiza&ccedil;&atilde;o da resposta coletiva compassiva.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Influ&ecirc;ncia da miss&atilde;o organizacional na capacidade coletiva compassiva</i></p>     <p>A literatura cient&iacute;fica tem referido v&aacute;rias limita&ccedil;&otilde;es das organiza&ccedil;&otilde;es sem fins-lucrativos,      descrevendo-as como tendo maior ambiguidade e falta de m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o estandardizados para avaliar o desempenho (Lio      &amp; Hull, 2006). Estas organiza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tamb&eacute;m identificadas como tendo baixos sal&aacute;rios, poucos      benef&iacute;cios, pouca flexibilidade, constrangimentos devido &agrave; responsabilidade alargada e dispersa da rede de apoio (Lio &amp; Hull,      2006) pelo facto das suas pr&aacute;ticas serem influenciadas e controladas por aspetos pol&iacute;ticos e por financiamentos (Birdi, Patterson,      &amp; Wood, 2007), em que os empregados t&ecirc;m que desempenhar v&aacute;rios pap&eacute;is e fun&ccedil;&otilde;es (Mintzberg, 1979, citado por      Madden et al., 2012). De referir ainda que estas organiza&ccedil;&otilde;es (3&ordm; sector) s&atilde;o caracterizadas por terem pr&aacute;ticas de      rela&ccedil;&atilde;o difusa e uma estrutura complexa de responsabilidades de modo a poder responder &agrave;s necessidades de todos os      ]]></body>
<body><![CDATA[<i>stakeholders</i>. Estes aspetos poder&atilde;o constituir limita&ccedil;&otilde;es para a aplica&ccedil;&atilde;o da teoria de processo de      organiza&ccedil;&atilde;o compassiva (Dutton et al., 2006). Ao estabelecerem diferen&ccedil;as na descri&ccedil;&atilde;o de miss&atilde;o entre as      organiza&ccedil;&otilde;es com (2&ordm; sector) e sem fins-lucrativos (3&ordm; sector), alguns autores (Lio &amp; Hull, 2006) associam &agrave;s      primeiras um tipo de miss&atilde;o com objetivos e atividades orientados para a concretiza&ccedil;&atilde;o, rentabilidade e      maximiza&ccedil;&atilde;o do lucro financeiro e, &agrave;s segundas, um tipo de miss&atilde;o orientada para os objetivos estrat&eacute;gicos, para      a concretiza&ccedil;&atilde;o global da miss&atilde;o organizacional e para a mudan&ccedil;a social. Por outro lado, noutros estudos (Benz, 2005)      &eacute; referido que a motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca dos empregados, a perce&ccedil;&atilde;o de utilidade do seu trabalho e a      perce&ccedil;&atilde;o de suporte foi mais claramente associada &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es sem fins-lucrativos, enquanto a      perce&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia foi associada &agrave;s lucrativas (Mogilner, Vohs, &amp; Aaker, 2010). Nas organiza&ccedil;&otilde;es      sem fins-lucrativos os empregados parecem confiar mais nas pr&aacute;ticas dirigidas aos objetivos e t&ecirc;m maior autonomia e variedade nas      ]]></body>
<body><![CDATA[tarefas executadas (Mirvis &amp; Hacklett, 1983, citados por Benz, 2005). A constata&ccedil;&atilde;o deste conjunto de argumentos e a ambiguidade      dos dados evidenciados nos estudos leva-nos, em concomit&acirc;ncia, a colocar as quest&otilde;es: Q3: Ser&aacute; que as      organiza&ccedil;&otilde;es com fins lucrativos ter&atilde;o uma maior capacidade de auto-organiza&ccedil;&atilde;o de resposta coletiva compassiva,      em consequ&ecirc;ncia dos objetivos e das fun&ccedil;&otilde;es dos colaboradores parecerem estar melhor definidas? Q4: Ser&aacute; que as      organiza&ccedil;&otilde;es sem fins lucrativos, com um tipo de miss&atilde;o orientado para a mudan&ccedil;a social, estar&atilde;o mais      habilitadas para fazer emergir padr&otilde;es de resposta coletiva compassiva? A miss&atilde;o de uma organiza&ccedil;&atilde;o representa a      raz&atilde;o da sua exist&ecirc;ncia (Collins &amp; Porras, 1996). Para providenciar algumas orienta&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o      &agrave; conce&ccedil;&atilde;o de miss&atilde;o, os autores consideram que a mesma deve abranger: (a) o prop&oacute;sito b&aacute;sico da      organiza&ccedil;&atilde;o (objetivos); e (b) os valores estrat&eacute;gicos (metas) que a organiza&ccedil;&atilde;o pretende agregarem a elementos      que com ela interagem. De salientar ainda que na an&aacute;lise efetuada por Cristley (2013), &eacute; descrito que a integra&ccedil;&atilde;o da      ]]></body>
<body><![CDATA[cultura e pol&iacute;tica da miss&atilde;o de cuidar dos outros nas organiza&ccedil;&otilde;es sem fins lucrativos, requer uma      coordena&ccedil;&atilde;o alinhada das declara&ccedil;&otilde;es de miss&atilde;o estrat&eacute;gica, vis&atilde;o, valores, pr&aacute;ticas e      padr&otilde;es de comportamento organizacional de compaix&atilde;o que devem ser comunicadas de forma clara, partilhadas, defendidas e      identificadas pelos interesses dos <i>stakeholders</i>, devendo emergir, neste sentido, uma identidade cultural organizacional (Pearce &amp; David,      1987). Assim, quando os colaboradores percecionam uma miss&atilde;o organizacional (objetivos, metas) comum com valores reais e cred&iacute;veis,      desenvolvem maior confian&ccedil;a e comprometimento, dedica&ccedil;&atilde;o e desempenho com a organiza&ccedil;&atilde;o (Pendleton &amp; King,      2002, citados por Cristley, 2013). No mesmo sentido, Grant e Sumanth (2009) refor&ccedil;am que quando os colaboradores percecionam as      comunica&ccedil;&otilde;es sobre a miss&atilde;o organizacional por parte dos l&iacute;deres como mais confi&aacute;veis e cred&iacute;veis tendem      a atribuir maior significado e utilidade &agrave;s tarefas de cuidar e aumentam a sua motiva&ccedil;&atilde;o e desempenho pr&oacute;-social. No      que se refere &agrave; rela&ccedil;&atilde;o existente entre o tipo de miss&atilde;o organizacional e a capacidade de resposta compassiva, a      ]]></body>
<body><![CDATA[conclus&atilde;o dos estudos n&atilde;o &eacute; un&acirc;nime. Alguns estudos mais recentes admitem que o tipo de resposta compassiva pode      acontecer tanto nas organiza&ccedil;&otilde;es empresariais, focadas sobretudo no objetivo de produtividade, como nas n&atilde;o-governamentais,      considerando que todas as organiza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m capacidade de organiza&ccedil;&atilde;o da resposta compassiva. Neste sentido,      Madden e colaboradores (2012) defendem que os valores e as normas subjacentes &agrave; compaix&atilde;o possam requerer uma oportunidade para      emergir, admitindo, assim, que qualquer organiza&ccedil;&atilde;o poder&aacute; desenvolver este tipo de resposta de compaix&atilde;o. Ao      contr&aacute;rio, estudos anteriores referem que a capacidade de resposta de compaix&atilde;o organizacional pode ser mais facilmente aplicada em      organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais que prestam servi&ccedil;os comunit&aacute;rios, com objetivo pro-social (Kanov et al., 2004).      As estruturas organizacionais s&atilde;o fatores refletidos nas pr&aacute;ticas e valores, que ir&atilde;o influenciar a forma como a      organiza&ccedil;&atilde;o vai responder &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de sofrimento, sempre que estas ocorrerem (Nussbaum, 2001). Acreditamos,      assim, que quando uma organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; caracterizada por uma estrutura flex&iacute;vel com elevada qualidade de relacionamentos,      ]]></body>
<body><![CDATA[legitimada por valores e cren&ccedil;as de respeito pela humanidade (compassivos) &eacute; s&atilde;o nutridas uma variedade de rotinas e      pr&aacute;ticas de compaix&atilde;o (Kroth &amp; Keller, 2009, citados por Madden et al., 2012) que s&atilde;o incorporados nos comportamentos      pelas quais se regem os colaboradores e se dedicam aos objetivos ou metas organizacionais (Dutton, Workman, &amp; Hardin, 2014). Neste sentido a      forma como est&atilde;o definidos os comportamentos dos l&iacute;deres (com <i>vs.</i> sem atitudes compassivas), as normas (padr&otilde;es      normativos sobre o significado e o modo como a organiza&ccedil;&atilde;o pode expressar e agir face ao sofrimento) e valores estruturais (controlo      <i>vs.</i> express&atilde;o de sentimentos) a n&iacute;vel do contexto organizacional, no que refere ao sofrimento humano e compaix&atilde;o no      contexto laboral, ir&atilde;o influenciar de forma direta na facilita&ccedil;&atilde;o ou inibi&ccedil;&atilde;o da resposta de compaix&atilde;o na      organiza&ccedil;&atilde;o, bem como na forma como os colaboradores (Trice &amp; Beyer, 1993, citados por Madden et al., 2012) se mobilizam face ao      sofrimento e em rela&ccedil;&atilde;o aos objetivos ou metas organizacionais (natureza produtiva <i>vs.</i> social) que podem ser ou n&atilde;o      legitimados tamb&eacute;m pelo coletivo (Cristley, 2013), a n&iacute;vel do contexto social e relacional (Dutton et al., 2014). &Agrave; luz da      ]]></body>
<body><![CDATA[teoria dos sistemas adaptativos complexos (Capra, 1996, citado por Lechtenstein, 2000) podemos admitir que a auto-organiza&ccedil;&atilde;o para a      emerg&ecirc;ncia de comportamentos compassivos &eacute; mais facilitada em contextos laborais caracterizadas por um funcionamento ou gest&atilde;o      de estruturas com regras mais flex&iacute;veis (com menos controlo), perme&aacute;veis &agrave;s trocas e &agrave; mudan&ccedil;a, em que este      comportamento pode surgir sem orienta&ccedil;&atilde;o de l&iacute;der, com base numa cultura e identidade coletiva definida com valores humanos e      cren&ccedil;as caracterizadas pela qualidade de intera&ccedil;&otilde;es. Assim a n&iacute;vel do contexto organizacional os gestores precisam de      tratar de quest&otilde;es amb&iacute;guas, trazer as controv&eacute;rsias, promover a express&atilde;o de opini&otilde;es e comportamentos dos      colaboradores, deixar fluir os conflitos &agrave; superf&iacute;cie de modo a se gerar novas perspetivas (Lechtenstein, 1999 e West, 1985, citados      por Lechtenstein, 2000). Ao contr&aacute;rio do que se poderia esperar de que a resposta de compaix&atilde;o estaria sobretudo associada a um      contexto cuja orienta&ccedil;&atilde;o &eacute; cuidar e servir os outros (pr&oacute;-social), isso n&atilde;o &eacute; garantido, pois segundo a      teoria de mudan&ccedil;a dos sistemas adaptativos complexos (e.g., Stacey, 2005 e West, 1985, citados por Lichtenstein, 2000) a      ]]></body>
<body><![CDATA[auto-organiza&ccedil;&atilde;o do comportamento coletivo, n&atilde;o necessita de orienta&ccedil;&atilde;o superior formal e est&aacute; sobretudo      dependente do tipo de valores, lideran&ccedil;a, de cren&ccedil;as e de pr&aacute;ticas definidas na estrutura organizacional flex&iacute;vel      humanizada em que os objetivos da organiza&ccedil;&atilde;o, independentemente da sua natureza (produtiva <i>vs.</i> pr&oacute;-social) s&atilde;o      partilhados e legitimados pelo coletivo (e.g., Cristley, 2013) e sobre os quais os colaboradores se identificam. Baseado neste tipo de      quest&otilde;es, com base nos pressupostos subjacentes &agrave; teoria dos sistemas complexos (Lechtenstein, 2000), colocamos a seguinte      proposi&ccedil;&atilde;o: P2: A capacidade para a auto-organiza&ccedil;&atilde;o da resposta coletiva compassiva &eacute; influenciada diretamente      pela estrutura hier&aacute;rquica flex&iacute;vel e valores culturais humanistas que orientam a forma de atua&ccedil;&atilde;o dos colaboradores      para atingir os objetivos, independentemente da sua natureza. Chegamos assim &agrave; proposta de um novo modelo te&oacute;rico, que se deseja seja      testado empiricamente no futuro.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Modelo te&oacute;rico: Influ&ecirc;ncia de flexibiliza&ccedil;&atilde;o da estrutura e da miss&atilde;o organizacional na capacidade coletiva  compassiva</i></p>     <p>No presente artigo sugere-se que o estudo da an&aacute;lise de pr&aacute;ticas quotidianas contextuais &eacute; importante para explicar a forma  como determinadas caracter&iacute;sticas do sistema organizacional influenciam a capacita&ccedil;&atilde;o da resposta coletiva compassiva, sendo  esta associa&ccedil;&atilde;o entendida &agrave; luz da teoria das pr&aacute;ticas organizacionais (Orlikowski, 2002). As caracter&iacute;sticas  espec&iacute;ficas de maior flexibiliza&ccedil;&atilde;o organizacional, aqui refletidas, relacionadas com as pr&aacute;ticas quotidianas da  organiza&ccedil;&atilde;o perme&aacute;veis &agrave; mudan&ccedil;a (participa&ccedil;&atilde;o, trabalho de equipa, autonomia dos colaboradores e  inova&ccedil;&atilde;o) sem a necessidade de instru&ccedil;&atilde;o formal permitem aos trabalhadores perceber, expressar e responder &agrave;  minimiza&ccedil;&atilde;o do sofrimento dos demais. &Agrave; luz da teoria do sistema adaptativo complexo (Lichtenstein, 1999 e West, 1985, citados  por Lechtenstein, 2000), o processo de auto-organiza&ccedil;&atilde;o da resposta coletiva compassiva nas organiza&ccedil;&otilde;es  caracterizadas pela qualidade de intera&ccedil;&otilde;es sociais e interdepend&ecirc;ncia de fun&ccedil;&otilde;es, pode ser explicado da seguinte  forma: devido &agrave; aten&ccedil;&atilde;o dada a uma trag&eacute;dia pessoal ou epis&oacute;dio de sofrimento (desequil&iacute;brio) por parte  de um colaborador (ator de ajuda) a um colega (em sofrimento), o primeiro afasta-se das suas fun&ccedil;&otilde;es laborais habituais para  minimizar o sofrimento do segundo. As caracter&iacute;sticas de estrutura flex&iacute;vel informal, ao permitir uma maior facilita&ccedil;&atilde;o  da coordena&ccedil;&atilde;o para a auto-organiza&ccedil;&atilde;o de um comportamento coletivo de compaix&atilde;o facilitam, a sua  emerg&ecirc;ncia no tipo de resposta nas pr&aacute;ticas, valores e cultura da organiza&ccedil;&atilde;o (Madden et al., 2012), constituindo-se  como um novo padr&atilde;o de comportamento, mais adapt&aacute;vel para responder de forma a minimizar o sofrimento (Olson &amp; Eoyang, 2001,  citados por Obadia et al., 2007). Assim, com base na teoria dos sistemas complexos (Chiles et al., 2004, citados por Madden et al., 2012) as  condi&ccedil;&otilde;es de qualidade de processos sociais, o trabalho de equipa (e.g., intera&ccedil;&atilde;o e o m&uacute;tuo ajustamento de  regras e pap&eacute;is); a diversidade de agentes, e a criatividade (Holland, 1995 e Thompson, 1967, citados por Madden et al., 2012) podem  influenciar a auto-organiza&ccedil;&atilde;o da resposta compassiva, e por sua vez, a modifica&ccedil;&atilde;o de normas, valores e  pr&aacute;ticas de tal forma que a capacidade compassiva passar&aacute; a constituir um novo padr&atilde;o de comportamento social e relacional.  Neste sentido, considerando que todas as organiza&ccedil;&otilde;es possam ter a capacidade de se auto-organizar e desenvolver o modelo do processo  coletivo compassivo, independentemente do tipo de organiza&ccedil;&atilde;o (1&ordm;, 2&ordm; e 3&ordm; setor) ou de miss&atilde;o (produtividade  <i>vs.</i> pr&oacute;-ativo) desde que as condi&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas contextuais consideradas facilitadoras deste processo estejam  presentes na organiza&ccedil;&atilde;o, nomeadamente com estrutura flex&iacute;vel com permeabilidade a caracter&iacute;sticas de miss&atilde;o,  cultura, normas, pr&aacute;ticas e comporta mentos sociais (mutuamente dependentes) baseada em princ&iacute;pios de um sistema organizacional  din&acirc;mico, complexo e adaptativo (Capra, 1996 e West, 1985, citados por Lechtenstein, 2000). O modelo te&oacute;rico que propomos no presente  estudo &eacute; que a flexibiliza&ccedil;&atilde;o de estrutura das organiza&ccedil;&otilde;es, estando no atual estudo a serem analisados  especificamente as componentes de participa&ccedil;&atilde;o, autonomia, equipa de trabalho, inova&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o,  independentemente do objetivos ou metas da organiza&ccedil;&atilde;o (produtivos <i>vs.</i> social) permitem aumentar: (a) a perce&ccedil;&atilde;o  do sofrimento; (b) a atitude emp&aacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o ao sofrimento; (c) a resposta em rela&ccedil;&atilde;o ao sofrimento; (d) a  coordena&ccedil;&atilde;o de recursos e a capacita&ccedil;&atilde;o de auto-organiza&ccedil;&atilde;o. O nosso modelo te&oacute;rico, agora  proposto, exprime como as caracter&iacute;sticas de estrutura flex&iacute;vel, de cultura, bem como as pr&aacute;ticas contextuais e comportamentos  e objetivos se auto-organizam no coletivo e s&atilde;o capazes de efetuar mudan&ccedil;as no sistema para gerar compaix&atilde;o ao n&iacute;vel  organizacional, de tal forma que influenciam a qualidade de dete&ccedil;&atilde;o e resposta dada pelo coletivo para minimizar o sofrimento. De  acordo com o modelo te&oacute;rico proposto formulamos assim a seguinte proposi&ccedil;&atilde;o (<a href="#f1">Figura 1</a>): P3: Uma maior  flexibiliza&ccedil;&atilde;o da estrutura organizacional quando combinada com uma cultura organizacional onde s&atilde;o definidos valores humanos  (compassivos), facilita a auto-organiza&ccedil;&atilde;o da resposta coletiva compassiva e o tipo de comportamento dos colaboradores para  alcan&ccedil;arem os objetivos esperados pela organiza&ccedil;&atilde;o que constituem uma identidade cultural organizacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a07f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>O reconhecimento de que as situa&ccedil;&otilde;es de sofrimento dos colaboradores s&atilde;o aspetos significativos do contexto  organizacional (Frost, 2003), tem influenciado o crescente desenvolvimento de estudos cient&iacute;ficos sobre as emo&ccedil;&otilde;es em sistemas  laborais. A compaix&atilde;o que se enquadra no movimento te&oacute;rico de POS e tem sido enfatizada como fulcral para minimizar o sofrimento dos  colaboradores nas organiza&ccedil;&otilde;es (Dutton et al., 2007; Madden et al., 2012). A forma como o coletivo age no sentido de minimizar o  sofrimento dos colaboradores tem evidenciado in&uacute;meros benef&iacute;cios no desempenho e no bem-estar dos indiv&iacute;duos (e.g., Lilius et  al., 2008; Lilius, Kanov et al., 2011). Na tentativa de explicar o processo de compaix&atilde;o no coletivo organizacional, a literatura atual tem  evidenciado um forte suporte te&oacute;rico ao modelo tripartido da compaix&atilde;o organizacional (Kanov et al., 2004).Alguns estudos  emp&iacute;ricos t&ecirc;m possibilitado a explica&ccedil;&atilde;o do processo de compaix&atilde;o por parte do coletivo, atrav&eacute;s da  an&aacute;lise das narrativas dos colaboradores que vivenciam situa&ccedil;&otilde;es de compaix&atilde;o decorrentes de situa&ccedil;&otilde;es de  sofrimento experienciados nos contextos laborais (Lilius et al., 2008). Ao considerar que a compaix&atilde;o n&atilde;o &eacute; necessariamente  uma virtude e que deve ser entendida enquanto processo relacional e social complexo, que vai para al&eacute;m de noticiar e responder ao sofrimento  do outro, este fen&oacute;meno envolve tamb&eacute;m os julgamentos de legitimidade efetuados por parte de ambos os doadores e recetores em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; decis&atilde;o de aceitar ou de rejeitar os atos de compaix&atilde;o. Os estudos sobre a compaix&atilde;o  organizacional come&ccedil;aram assim a integrar ambos os aspetos: os seus benef&iacute;cios e as suas limita&ccedil;&otilde;es. Relativamente  &agrave;s pr&aacute;ticas e caracter&iacute;sticas organizacionais facilitadoras da resposta compassiva coletiva, apesar de algumas  evid&ecirc;ncias referidas na literatura recente (Lilius, Worline et al., 2011, Madden et al., 2012), tendo em conta a teoria dos sistemas  complexos e os princ&iacute;pios subjacentes &agrave; auto-organiza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos (Lichtenstein, 2000), considera-se que  ainda muito est&aacute; por estudar, a n&iacute;vel da rela&ccedil;&atilde;o entre pr&aacute;ticas, cultura, pol&iacute;ticas, valores, como do  tipo de estruturas organizacionais e de contexto relacional que facilitam a auto-organiza&ccedil;&atilde;o da resposta coletiva compassiva. No que  se refere aos aspetos de miss&atilde;o organizacional (objetivo), se por um lado h&aacute; estudos que defendem com maior convic&ccedil;&atilde;o  que a capacidade de organiza&ccedil;&atilde;o coletiva compassiva pode emergir seja qual for o tipo de miss&atilde;o organizacional (Madden et al.,  2012) outros, n&atilde;o obstante admitirem essa possibilidade, consideram que este processo te&oacute;rico tripartido de compaix&atilde;o  poder&aacute; ser mais facilitado nas organiza&ccedil;&otilde;es com miss&atilde;o di&aacute;ria orientada para a fun&ccedil;&atilde;o de minimizar  o sofrimento humano (Kanov et al., 2004). Relativamente aos aspetos de maior flexibiliza&ccedil;&atilde;o de estrutura organizacional, que  influencia a forma como os colaboradores se v&atilde;o comportar em rela&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos objetivos, apesar da  evid&ecirc;ncia de influ&ecirc;ncias positivas na resposta coletiva compassiva, quando presentes os componentes relacionados com as  pr&aacute;ticas quotidianas do funcionamento das equipas, como interdepend&ecirc;ncia de pap&eacute;is, diversidade de fun&ccedil;&otilde;es,  trabalho realizado em equipa, ou lideran&ccedil;a ela mesma compassiva, ainda falta estudar a rela&ccedil;&atilde;o de outros componentes  pr&aacute;ticos, a saber, autonomia, inova&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o. &Eacute; assim de igual modo  considerado imperiosa uma melhor compreens&atilde;o da influ&ecirc;ncia das condi&ccedil;&otilde;es de estrutura na organiza&ccedil;&atilde;o da  resposta coletiva compassiva. O presente estudo pretende tamb&eacute;m integrar a an&aacute;lise desta virtude humana no coletivo das  organiza&ccedil;&otilde;es com miss&atilde;o focada na produtividade tendo, neste sentido, um contributo cient&iacute;fico que se deseja inovador.  Considerando que todas as organiza&ccedil;&otilde;es possam ter a capacidade de se auto-organizar para desenvolver o processo coletivo compassivo  (embora o possam fazer atrav&eacute;s de mecanismos diferentes), o modelo te&oacute;rico que propomos no presente estudo &eacute; pressupor que os  modelos de flexibiliza&ccedil;&atilde;o na estrutura das organiza&ccedil;&otilde;es permitir&atilde;o o aumento da capacidade de compaix&atilde;o  organizacional e influenciam no tipo de comportamento dos colaboradores para alcan&ccedil;arem os objetivos, fundamentando assim o modelo  te&oacute;rico do processo tripartido de compaix&atilde;o (Kanov et al., 2004). A principal implica&ccedil;&atilde;o deste modelo reporta-se  &agrave; import&acirc;ncia da an&aacute;lise da influ&ecirc;ncia do efeito combinado de pr&aacute;ticas contextuais e de caracter&iacute;sticas de  flexibiliza&ccedil;&atilde;o de estrutura, cultura de valores humanos e de miss&atilde;o organizacional (produtiva <i>vs.</i> Pr&oacute;-social) na  auto-organiza&ccedil;&atilde;o do processo coletivo compassivo, &aacute;rea deficit&aacute;ria de estudos na literatura cient&iacute;fica, para que  futuramente as organiza&ccedil;&otilde;es possam integrar estas pr&aacute;ticas, e assim contribuir para a melhoria da qualidade da resposta  compassiva e, consequentemente, para o bem-estar dos colaboradores. Finalmente, &eacute; sugerido que os pressupostos te&oacute;ricos propostos  possam ser testados em futuros estudos emp&iacute;ricos, recorrendo &agrave; metodologia da <i>grounded theory</i> (Strauss &amp; Corbin, 1998)  atrav&eacute;s da an&aacute;lise de narrativas associadas &agrave; viv&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es de dor ou de sofrimento experienciadas  no contexto das institui&ccedil;&otilde;es (quer pr&oacute;-social, quer produtiva) e estudados atrav&eacute;s da descri&ccedil;&atilde;o e  an&aacute;lise da din&acirc;mica do processo compassivo decorrente de acontecimentos traum&aacute;ticos vivenciados pelos colaboradores. Tal  permitir&aacute; aprofundar as limita&ccedil;&otilde;es e os contributos deste constructo e da sua pr&aacute;tica nas organiza&ccedil;&otilde;es, e  compreender as condi&ccedil;&otilde;es que favorecem o bom desenvolvimento da compaix&atilde;o e das capacidades coletivas compassivas no  espa&ccedil;o laboral.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Bauer, R. (2000). Empresas Auto-organizantes. <i>EccoS Revista Cient&iacute;fica, 2</i>, 55-71. Retirado de  <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=71520107"  target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=71520107</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023353&pid=S0870-8231201600030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Benner, P., Tanner, C. A., &amp; Chesla, C. A. (1996). <i>Expertise in nursing practice: Caring, clinical judgment, and ethics</i>. New York:  Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023354&pid=S0870-8231201600030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benz, M. (2005). Not for profit, but for the satisfaction?. Evidence on worker well-being in non-profit firms. <i>Kyklos, 58</i>, 155-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023356&pid=S0870-8231201600030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bernardo, M. (2009). Flexibiliza&ccedil;&atilde;o do discurso de gest&atilde;o como estrat&eacute;gia para legitimar o poder empresarial na era  do toyotismo. Uma discuss&atilde;o a partir da viv&ecirc;ncia de trabalhadores. <i>Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, 12</i>, 93-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023358&pid=S0870-8231201600030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Birdi, K. S., Patterson, M. G., &amp; Wood, S. J. (2007). Learning to perform?. A comparison of learning practices and organizational  performance in profit and non-profit-making sectors in the UK. <i>International Journal of Training and Development, 11</i>, 265-281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023360&pid=S0870-8231201600030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Braverman, H. (1974/1977). <i>Trabalho e capital monopolista: A degrada&ccedil;&atilde;o do trabalho no s&eacute;culo XX</i>. Rio de Janeiro:  Zahar Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023362&pid=S0870-8231201600030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cameron, K. S., Dutton, J. E., &amp; Quinn, R. E. (2003). <i>Positive organizational scholarship: Foundations of a new discipline</i>  (1<sup>st</sup> ed.). San Francisco, CA: Berrett-Koehler.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023364&pid=S0870-8231201600030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Chiles, T., Meyer, A., &amp; Hench, T. (2004). Organizational emergence: The origin and transformation of Branson, Missouri&rsquo;s musical  theaters. <i>Organization Science, 15</i>, 499-519.</p>     <p>Collins, J. C., &amp; Porras, J. I. (1996). Building your company&rsquo;s vision. <i>Harvard Business Review, 74</i>, 65-77.</p>     <!-- ref --><p>Cristley, D. B. (2013). A critical analysis of compassion. <i>Science Policy and Practice, 28</i>(6), 46-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023368&pid=S0870-8231201600030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunha, M. C., Rego, A., &amp; Lopes, M. P. (2013). Comportamento organizacional positivo. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXXI</i>,  313-328.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023370&pid=S0870-8231201600030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dutton, J. E., Frost, P. J., Worline, M. C., Lilius, J. M., &amp; Kanov, J. M. (2002). Leading in times of trauma. <i>Harvard Business Review,  80</i>, 54-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023372&pid=S0870-8231201600030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dutton, J. E., Worline, M. C., Frost, P. J., &amp; Lilius, J. (2006). Explaining compassion organizing. <i>Administrative Science Quarterly,  51</i>, 59-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023374&pid=S0870-8231201600030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dutton, J. E., Lilius, J. M., &amp; Kanov, J. M. (2007). The transformative potential of compassion at work. In S. K. Piderit, R. E. Fry, &amp;  D. L. Cooperrider (Eds.), <i>Handbook of transformative cooperation: New designs and dynamics</i> (pp. 107-124). Stanford, CA: Stanford University  Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023376&pid=S0870-8231201600030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dutton, J. E., Workman, K. M., &amp; Hardin, A. E. (2014). Compassion at work. <i>Annual Review of Organizational Psychology and Organizational  Behavior, 1</i>, 277-304. doi: 10.1146/annurev-orgpy&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023378&pid=S0870-8231201600030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Eisenberg, N. (2000). Emotion, regulation, and moral development. <i>Annual Review of Psychology, 51</i>, 665-697.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023379&pid=S0870-8231201600030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Feldman, M. S. (2004). Resources in emerging structures and processes of change. <i>Organization Science, 15</i>, 295-309.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023381&pid=S0870-8231201600030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frost, P. J. (2003). <i>Toxic emotions at work: How compassionate managers handle pain and conflict</i>. Boston: Harvard Business School Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023383&pid=S0870-8231201600030000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frost, P. J., Dutton, J. E., Worline, M. C., &amp; Wilson, A. (2000). Narratives of compassion in organizations. In S. Fineman (Ed.),  <i>Emotion in organizations</i> (pp. 25-45). Thousand Oaks, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023385&pid=S0870-8231201600030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Golstein, J., Hazy, J. K., &amp; Lichtenstein, B. B. (2010). <i>Complexity and then nexus of leadership: Leveraging nonlinear science to create  ecologies of innovation</i>. New York: Palgrave Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023387&pid=S0870-8231201600030000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, C. A., Martins, H. C., &amp; Vieira, E. J. (2014). Aplicabilidade da teoria do caos a organiza&ccedil;&otilde;es. <i>Nucleus,  11</i>, 171-181. doi: 10.3738/1982.2278.1098&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023389&pid=S0870-8231201600030000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Grant, A. M., Dutton, J. E., &amp; Rosso, B. D. (2008). Giving commitment: Employee support programs and the prosocial sense making process.  <i>Academy of Management Journal, 51</i>, 898-918.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023390&pid=S0870-8231201600030000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Grant, A. M., &amp; Sumanth, J. J. (2009). Mission possible?. The performance of prosocially motivates employees depends on manager  trustworthiness. <i>American Psychological Association, 94</i>, 927-944.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023392&pid=S0870-8231201600030000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hallowell, E. M. (1999). The human moment at work. <i>Harvard Business Review, 77</i>, 58-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023394&pid=S0870-8231201600030000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kanov, J. M., Maitlis, S., Worline, M. C., Dutton, J. E., Frost, P., &amp; Lilius, J. M. (2004). Compassion in organizational life. <i>American  Behavioral Scientist, 47</i>, 808-827.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023396&pid=S0870-8231201600030000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kauffman, S. A. (1993). <i>The origins of order: Self-organization and selection in evolution</i>. Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023398&pid=S0870-8231201600030000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lawrence, T., &amp; Maitlis, S. (2012). Care and possibility: Enacting an ethic of care through narrative practice. <i>Academy of Management  Review, 37</i>, 641-663.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023400&pid=S0870-8231201600030000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lichstenstein, B. M. (2000). Emergence as a process of self-organizing new assumptions and insights from the study of non-linear dynamic  systems. <i>Journal of Organizational Change Management, 13</i>, 526-544.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023402&pid=S0870-8231201600030000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lilius, J. M., Kanov, J. M., Dutton, J. E., Worline, M. C., &amp; Maitlis, S. (2011). Compassion revealed: What we know about compassion at  work (and where we need to know more). In K. S. Cameron &amp; G. Spreitzer (Eds.), <i>The Oxford handbook of positive organizational  scholarship</i> (pp. 273-287). New York, NY: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023404&pid=S0870-8231201600030000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lilius, J. M., Worline, M. C., Dutton, J. E., Kanov, J. M., &amp; Maitlis, S. (2011). Understanding compassion capability. <i>Human  Relations, 64,</i> 873-899.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023406&pid=S0870-8231201600030000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lilius, J. M., Worline, M. C., Maitlis, S., Kanov, J. M., Dutton, J., &amp; Frost, P. (2008). The contours and consequences of compassion at  work. <i>Journal of Organizational Behavior, 29</i>, 193-218.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023408&pid=S0870-8231201600030000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lio, B. H., &amp; Hull, C. E. (2006). Innovation in non-profit and for-profit organizations: Visionary, strategic, and financial considerations.  <i>Journal of Change Management, 1</i>, 53-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023410&pid=S0870-8231201600030000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lopes, M. P., Cunha, M. P., Kaiser, S., &amp; Muller-Seitz, G. (2009). Positive organizational scholarship: Embodying a humanistic perspective  on business. In H. Spitzeck, W. Amann, M. Pirson, S. Khan, &amp; E. Kimakowitz (Eds.), <i>Humanism in business: State of the art</i> (pp. 278-298).  Cambridge, UK: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023412&pid=S0870-8231201600030000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Madden, L., Duchon, D., Madden, T., &amp; Plowman, D. A. (2012). Emergent organizational capacity for compassion. <i>Academy of Management  Review, 37</i>, 689-708.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023414&pid=S0870-8231201600030000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McLelland, L. (2010). <i>From compassion to client satisfaction: Examining the relationship between routines that facilitate compassion and  quality of service</i>. Working Paper, Emory University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023416&pid=S0870-8231201600030000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mogilner, C., Vohs, K. D., &amp; Aaker, J. (2010). Nonprofits are seen as warm and for-profit as competent: Firm stereotypes matter. <i>Journal  of Consumer Research, 37</i>, 224-237.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023418&pid=S0870-8231201600030000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Neto, D. M., Rocha, M., Helal, D. H., &amp; Raimundo, V. F. (2006). <i>Comunica&ccedil;&atilde;o e controle em organiza&ccedil;&otilde;es  flex&iacute;veis: Um estudo de caso</i>. Trabalho Sess&atilde;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Organizacional, rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas  e propaganda do Intercom j&uacute;nior, apresentado em setembro no Congresso Brasileiro de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Belo  Horizonte, Brasil.</p>     <!-- ref --><p>Nussbaum, M. C. 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The duality of technology: Rethinking the concept of technology in organizations. <i>Organization Science, 3</i>,  398-427.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023425&pid=S0870-8231201600030000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Orlikowski, W. J. (2002). Knowing in practice: Enacting a collective capability in distributed orga nizing. <i>Organization Science, 13</i>,  249-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023427&pid=S0870-8231201600030000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pearce, J. A., &amp; David, F. (1987). Multinationalization of the mission statement. <i>Advanced Management Journal, 53</i>, 39-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023429&pid=S0870-8231201600030000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Rego, A., Ribeiro, N., &amp; Cunha, M. P. (2010). &ldquo;Perceptions of organizational virtuousness and happiness as predictors of  organizational citizenship behaviors&rdquo;. <i>Journal of Business Ethics, 93</i>, 215-225.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Simpson, A., Stewart, C., &amp; Pitsis, T. (2013). Normal compassion: A framework for compassionate decision making. <i>Journal of Business  Ethics, 119</i>, 473-491.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023432&pid=S0870-8231201600030000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Strauss, A. L., &amp; Corbin, J. (1998). <i>Basics of qualitative research: Techniques and procedures for developing grounded theory</i>  (2<sup>nd</sup> ed). Thousand Oaks, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023434&pid=S0870-8231201600030000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wagner, E. L., Newell, S., &amp; Piccoli, G. (2010). Understanding project survival in an ES environment: A sociomaterial practive perspective.  <i>Journal of the Association for Information Systems, 11</i>, 276-297.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023436&pid=S0870-8231201600030000700046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Maria Ara&uacute;jo, Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais  e Pol&iacute;ticas da Universidade de Lisboa, Rua Almerindo Lessa, 1300-663 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:mmle@sapo.pt">mmle@sapo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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