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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Como podem as organizações gerir paradoxos?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Organizations participate in environments that are not only complex, but also replete with ambiguity and contradictory demands. The capacity to work with paradox is necessary to respond to environmental complexity itself. This article discusses how that challenge may be handled. First, it establishes the difference between processes that are often confused because they all involve an element of contradiction, namely dilemmas, paradoxes and dialectics. Then, it discusses different ways/responses to handle paradoxical situations. Finally, it discusses how those ways/responses may result in virtuous versus vicious circles.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Como podem as organiza&ccedil;&otilde;es gerir paradoxos?</b></p>     <p><b>Miguel Pina e Cunha<sup>1</sup>, Arm&eacute;nio Rego<sup>2</sup>, Milton Sousa<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Nova School of Business and Economics, Universidade Nova de Lisboa</p>     <p><sup>2</sup>DEEI &ndash; Universidade de Aveiro</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As organiza&ccedil;&otilde;es participam em ambientes que, al&eacute;m de complexos, s&atilde;o repletos de ambiguidade e de exig&ecirc;ncias  contradit&oacute;rias. A capacidade de trabalhar com os paradoxos &eacute; necess&aacute;ria para responder a essa complexidade ambiental. Este  artigo discute como esse desafio pode ser levado a cabo. Come&ccedil;a por esclarecer a diferen&ccedil;a entre processos por vezes equiparados a  paradoxos por envolverem contradi&ccedil;&otilde;es, nomeadamente dilemas e dial&eacute;ticas. Trata, depois, de diferentes possibilidades de  resposta &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es paradoxais. Discute, finalmente, como dessas respostas podem resultar c&iacute;rculos viciosos  <i>versus</i> virtuosos.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Paradoxos, C&iacute;rculos virtuosos, C&iacute;rculos viciosos, Espirais organizacionais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Organizations participate in environments that are not only complex, but also replete with ambiguity and contradictory demands. The capacity  to work with paradox is necessary to respond to environmental complexity itself. This article discusses how that challenge may be handled. First,  it establishes the difference between processes that are often confused because they all involve an element of contradiction, namely dilemmas,  paradoxes and dialectics. Then, it discusses different ways/responses to handle paradoxical situations. Finally, it discusses how those  ways/responses may result in virtuous versus vicious circles.</p>     <p><b>Key words</b>: Paradox, Virtuous circles, Vicious circles, Organizational spirals.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>&ldquo;Afinal de contas, estamos a falar de seres humanos, e os seres humanos s&atilde;o t&atilde;o ricos, t&atilde;o contradit&oacute;rios,  que escapam a qualquer regra de aproxima&ccedil;&atilde;o.&rdquo;</i></p>     <p>David Grossman, escritor (<i>in</i> Melo, 2015, p. 26)</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A teoria organizacional cl&aacute;ssica era um projeto movido por um sonho: a identifica&ccedil;&atilde;o da &ldquo;melhor maneira&rdquo;  (Taylor, 1911/2011). Aos organizadores cabia a tarefa de identificar a forma adequada e mais eficiente de estruturar processos, de tal modo que a  organiza&ccedil;&atilde;o viesse a atingir uma esp&eacute;cie de nirvana organizacional: uma exist&ecirc;ncia plenamente organizada, com cada coisa  &ldquo;no seu lugar&rdquo;. Na d&eacute;cada de 1960, todavia, a possibilidade de aceder &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de plenitude anterior foi  contestada. Compreendeu-se que as organiza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m que fazer escolhas e que a &ldquo;melhor maneira&rdquo; para uma  organiza&ccedil;&atilde;o num determinado momento n&atilde;o &eacute; necessariamente a melhor solu&ccedil;&atilde;o para outra  organiza&ccedil;&atilde;o ou para a mesma organiza&ccedil;&atilde;o noutro momento (<i>vide</i> Cunha, Rego, &amp; Cabral-Cardoso, 2007,  particularmente o cap&iacute;tulo dedicado &agrave;s teorias contingenciais). Ou seja, argumentou-se que diferentes condi&ccedil;&otilde;es  ambientais requerem diferentes formas organizacionais &ndash; tanto para diferentes organiza&ccedil;&otilde;es como para uma mesma  organiza&ccedil;&atilde;o. Mais recentemente, alguns autores defendem que essa op&ccedil;&atilde;o pela adaptabilidade &agrave;s  conting&ecirc;ncias ambientais &eacute; desafiada pela necessidade de integrar de forma harmoniosa exig&ecirc;ncias normalmente tidas como  contr&aacute;rias ou mesmo incompat&iacute;veis (Smith &amp; Lewis, 2011). Argumenta-se, ent&atilde;o, que o sucesso organizacional  decorrer&aacute; n&atilde;o da capacidade de fazer as &ldquo;escolhas certas&rdquo;, mas antes da capacidade de articular escolhas paradoxais. Este  texto procura contribuir para responder &agrave; quest&atilde;o: como podem as organiza&ccedil;&otilde;es gerir paradoxos? F&aacute;-lo com a  inten&ccedil;&atilde;o de contribuir para mapear as possibilidades concetuais e aplicadas associadas a uma leitura das organiza&ccedil;&otilde;es  como fen&oacute;menos paradoxais.</p>     <p>A import&acirc;ncia dos paradoxos torna-se mais transparente quando se analisa a organiza&ccedil;&atilde;o como processo e n&atilde;o como  entidade (Chia, 2015) e quando se constata que a evolu&ccedil;&atilde;o das envolventes organizacionais gera exig&ecirc;ncias  contradit&oacute;rias. Por exemplo, perante envolventes crescentemente integradas &agrave; escala global, as organiza&ccedil;&otilde;es procuram  manter v&iacute;nculos locais sem se tornarem paroquiais; &agrave; medida que as envolventes se tornam hipercompetitivas, as empresas procuram  aprender a fazer depressa e bem (Cunha, 1998); perante exig&ecirc;ncias distintas provindas de diferentes <i>stakeholders</i>, torna-se  necess&aacute;rio equilibrar as exig&ecirc;ncias sociais com as do neg&oacute;cio (Besharov &amp; Smith, 2014); o reconhecimento de que as  organiza&ccedil;&otilde;es devem proporcionar aos seus membros trabalho com um sentido de prop&oacute;sito pode desviar a aten&ccedil;&atilde;o das  prioridades competitivas e instalar um idealismo improdutivo (vide Cunha, Rego, &amp; Castanheira, 2016); a crescente sensibilidade para as  quest&otilde;es da sustentabilidade obriga a uma articula&ccedil;&atilde;o de diferentes horizontes temporais: o curto prazo e o longo prazo (Hahn,  Preuss, Pinkse, &amp; Figge, 2014). O resultado de todos estes processos &eacute; que as organiza&ccedil;&otilde;es se veem crescentemente  enredadas numa teia de exig&ecirc;ncias contradit&oacute;rias que, com alguma facilidade, se tornam confusas quando n&atilde;o mesmo paralisantes.</p>     <p>Adicionalmente, &agrave; medida que as organiza&ccedil;&otilde;es se procuram ajustar a um contexto com estas carater&iacute;sticas, o  pr&oacute;prio contexto altera-se. A organiza&ccedil;&atilde;o precisa de mudar com ele. Um resultado plaus&iacute;vel desta complexa e paradoxal  teia &eacute; que, ao tentar resolver um problema (e.g., adotar uma l&oacute;gica global), a organiza&ccedil;&atilde;o arrisca-se a criar outro no  polo oposto (e.g., perda de apoio na sua base de perten&ccedil;a local). E mesmo a tentativa de introduzir uma mudan&ccedil;a positiva pode  produzir inesperadas consequ&ecirc;ncias negativas (Linsdsley, Brass, &amp; Thomas, 1995).</p>     <p>Eis exemplos ilustrativos do que acaba de ser exposto. Primeiro: para acomodar as especificidades de um caso, a organiza&ccedil;&atilde;o abre  uma exce&ccedil;&atilde;o. T&atilde;o depressa o faz, logo outros casos reivindicam semelhante tratamento, pois eles pr&oacute;prios comportam  especificidades. Segundo exemplo: a organiza&ccedil;&atilde;o pressiona os seus membros para aceitarem as indica&ccedil;&otilde;es culturais, vindo  a constatar mais tarde que, no processo, perdeu a vitalidade proveniente da diferen&ccedil;a. Terceiro: o l&iacute;der de um projeto exige  esp&iacute;rito de equipa. &Agrave; sua maneira, entende que ser bom &ldquo;jogador de equipa&rdquo; implica n&atilde;o expressar qualquer forma de  discord&acirc;ncia (Silva et al., 2014). Assim priva a equipa da sua energia e vitalidade &ndash; e o almejado esp&iacute;rito de equipa pode  acabar por se transformar numa esp&eacute;cie de &ldquo;paz podre&rdquo;. Finalmente: a organiza&ccedil;&atilde;o habitua-se, de tal modo, a  resolver os seus problemas atrav&eacute;s da improvisa&ccedil;&atilde;o que acaba a negligenciar o necess&aacute;rio planeamento. Ou,  simetricamente, institui um planeamento t&atilde;o rigoroso que acaba por inibir a capacidade de rea&ccedil;&atilde;o dos seus membros, levando-os  a seguir o planeado mesmo quando ele n&atilde;o deve ser aplicado (Cunha, Miner, &amp; Antonacopolou, 2016). Ou seja, o mundo organizacional  est&aacute; repleto de escolhas que, al&eacute;m de dif&iacute;ceis, podem ser paradoxais. As carater&iacute;sticas pr&oacute;prias introduzidas  por estas contradi&ccedil;&otilde;es implicam formas de pensamento complexas (Song, Zhao, Arend, &amp; Im, no prelo).</p>     <p>Em suma: muitas organiza&ccedil;&otilde;es tornaram-se demasiado complexas para poderem ignorar as contradi&ccedil;&otilde;es que lhes  s&atilde;o inerentes, exigindo m&eacute;todos de gest&atilde;o capazes de usar as contradi&ccedil;&otilde;es sinergisticamente (e.g., Thompson,  1998). Como tal, importa que reflitam sobre a forma como abordam e tratam os paradoxos que as confrontam. Os parodoxos podem ser desafiantes,  irritantes e inconvenientes, mas garantem que a vida de um gestor nunca &eacute; aborrecida (Farjoun, 2016). Este artigo trata desse tema. Antes de  prosseguir, &eacute; todavia necess&aacute;rio distinguir paradoxos de dois conceitos pr&oacute;ximos, dilemas e dial&eacute;ticas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Dilemas, paradoxos, dial&eacute;ticas</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>&ldquo;A consist&ecirc;ncia &eacute; o passatempo das mentes obtusas.&rdquo;</i></p>     <p>Harari (2011, p. 204)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A gest&atilde;o envolve a articula&ccedil;&atilde;o de exig&ecirc;ncias contradit&oacute;rias, principalmente nos contextos atuais de elevada  complexidade. Tais exig&ecirc;ncias encontram express&atilde;o em no&ccedil;&otilde;es como, entre outras, as de risco seguro (Gephart, 2001), fogo  amigo (Snook, 2002), amor duro (Fineman, 1997), humildade e ambi&ccedil;&atilde;o, i.e., humbi&ccedil;&atilde;o (Taylor, 2011), impossibilidades  poss&iacute;veis (Sitkin, See, Miller, Lawless &amp; Carton, 2011) ou lideran&ccedil;a servidora (Greenleaf, 1996). Em que medida uma tens&atilde;o  constitui um paradoxo? Recorremos &agrave; literatura organizacional para procedermos, em nome da clareza concetual, &agrave;  distin&ccedil;&atilde;o entre dilemas, paradoxos e dial&eacute;ticas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Dilema</i></p>     <p>Yoichi Masuzoe, governador de T&oacute;quio, confrontava-se em 2015 com um dilema relacionado com a defini&ccedil;&atilde;o de prioridades:  criar uma infraestrutura &agrave; prova de desastres, melhorar os cuidados de uma popula&ccedil;&atilde;o crescentemente envelhecida, ou decidir  sobre o uso da energia nuclear (Wilson, 2015). O caso ilustra as dificuldades associadas &agrave; gest&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es  dilem&aacute;ticas: como estabelecer prioridades quando est&atilde;o em confronto tr&ecirc;s mat&eacute;rias t&atilde;o igualmente relevantes? Esta  escolha tem as carater&iacute;sticas de um dilema: envolve alternativas dif&iacute;ceis mas independentes. Os dilemas, incluindo os de natureza  &eacute;tica, s&atilde;o desde h&aacute; muito uma presen&ccedil;a reconhecida na gest&atilde;o (e.g., Rittel &amp; Webber, 1973).</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o das vantagens e desvantagens de cada possibilidade pode ser aferida com alguma clareza, ap&oacute;s o que &eacute;  poss&iacute;vel decidir. Smith e Lewis (2011) apresentam o cl&aacute;ssico dilema de fazer internamente <i>versus</i> comprar externamente como  ilustra&ccedil;&atilde;o deste tipo. Escolhida uma op&ccedil;&atilde;o (fazer <i>versus</i> comprar), ela pode ser perseguida independentemente da  outra possibilidade &ndash; mesmo que a escolha se venha a revelar errada e que uma nova alternativa acabe por emergir como mais adequada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Paradoxo</i></p>     <p>Schad, Lewis, Raisch e Smith (2015) definiram paradoxos como contradi&ccedil;&otilde;es persistentes entre elementos interdependentes. De acordo  com esta defini&ccedil;&atilde;o, um paradoxo cont&eacute;m tr&ecirc;s ingredientes: tens&atilde;o, interdepend&ecirc;ncia e persist&ecirc;ncia. Em  primeiro lugar, um paradoxo envolve a tens&atilde;o, uma contradi&ccedil;&atilde;o entre dois elementos. Segundo: diferentemente do que sucede num  dilema, a contradi&ccedil;&atilde;o entre os dois elementos &eacute; interdependente. Isto &eacute;, uma decis&atilde;o sobre uma mat&eacute;ria  tem implica&ccedil;&otilde;es para uma mat&eacute;ria situada num polo oposto. Por outras palavras, a tens&atilde;o comporta uma dimens&atilde;o de  interdepend&ecirc;ncia. Os dois polos formam uma dualidade. Por exemplo, a escolha de mais controlo comporta implica&ccedil;&otilde;es no  dom&iacute;nio da autonomia &ndash; ou vice-versa. Finalmente: a contradi&ccedil;&atilde;o persiste no tempo. N&atilde;o se elimina, n&atilde;o  &eacute; tempor&aacute;ria. Exige aten&ccedil;&atilde;o permanente e pode eventualmente ser entendida como um &ldquo;problema tramado&rdquo;  (<i>wicked</i>; <i>vide</i> Fyke &amp; Buzzanell, 2013). Os paradoxos podem ser generativos ou degenerativos. Se a rela&ccedil;&atilde;o entre a  tens&atilde;o for usada como fonte de sinergia, o paradoxo pode tornar-se uma janela aberta sobre novas possibilidades. Eis uma  ilustra&ccedil;&atilde;o: uma organiza&ccedil;&atilde;o pode, paradoxalmente, reduzir custos e melhorar qualidade (Abdallah, Denis, &amp; Langley,  2011). Mas os paradoxos podem gerar confus&atilde;o e paralisia. Tornam-se, ent&atilde;o, uma fonte de escolhas debilitantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Dial&eacute;tica</i></p>     <p>O paradoxo n&atilde;o &eacute;, necessariamente, uma teia da qual &eacute; imposs&iacute;vel sair. Em alguns casos, pode ser transcendido por  via da obten&ccedil;&atilde;o de uma s&iacute;ntese entre as anteriores tese e ant&iacute;tese. A s&iacute;ntese integra, de forma  hol&iacute;stica, as anteriores oposi&ccedil;&otilde;es &ndash; criando uma nova for&ccedil;a que se torna, ela mesma, uma tese, geradora de uma  nova ant&iacute;tese. Nesta perspetiva, as organiza&ccedil;&otilde;es evoluem porque esta tens&atilde;o entre opostos &eacute; permanente: cada  solu&ccedil;&atilde;o suscita um novo problema numa sequ&ecirc;ncia sem fim (Clegg, Cunha, &amp; Cunha, 2002; Greiner, 1972). As  organiza&ccedil;&otilde;es, numa perspetiva dial&eacute;tica, podem transformar-se quando s&atilde;o capazes de enquadrar opostos como partes de um  todo maior.</p>     <p>Holisticamente, as oposi&ccedil;&otilde;es podem implicar-se mutuamente. Os opostos implicam-se e interpenetram-se. As  organiza&ccedil;&otilde;es precisam de estruturas capazes de conferir coordena&ccedil;&atilde;o e controlo, mas a coordena&ccedil;&atilde;o e o  controlo fazem-se habitualmente &agrave; custa do outro polo, isto &eacute; autonomia e liberdade. Dialeticamente, a introdu&ccedil;&atilde;o de  estruturas simples (Sull &amp; Eisenhardt, 2015) transcende a oposi&ccedil;&atilde;o, criando um desenho organizacional que sintetiza ambos os  polos de uma forma que a ambos muda qualitativamente. Uma nova s&iacute;ntese poderia assim ser: a organiza&ccedil;&atilde;o de estrutura simples  atinge coordena&ccedil;&atilde;o e controlo pela sua capacidade de se auto-organizar, atrav&eacute;s de indiv&iacute;duos que sendo livres,  autonomamente se coordenam e controlam entre si no &acirc;mbito de regras capacitadoras. Esta opera&ccedil;&atilde;o de s&iacute;ntese significa  que a dial&eacute;tica n&atilde;o implica a carater&iacute;stica da persist&ecirc;ncia, definidora dos paradoxos. Numa perspetiva dial&eacute;tica,  a tens&atilde;o &eacute; um estado tempor&aacute;rio at&eacute; se encontrar uma nova possibilidade de s&iacute;ntese (Clegg &amp; Cunha, 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Respondendo aos paradoxos</b></p>     <p>Tal como antes se referiu, as contradi&ccedil;&otilde;es fazem parte das paisagens competitivas contempor&acirc;neas, sendo crescente a  aceita&ccedil;&atilde;o de que os paradoxos n&atilde;o s&atilde;o anomalias a evitar ou a eliminar, mas antes uma decorr&ecirc;ncia do  pr&oacute;prio processo organizacional. As contradi&ccedil;&otilde;es, por outras palavras, n&atilde;o s&atilde;o interrup&ccedil;&otilde;es  &agrave; ordem organizacional, mas parte dessa mesma ordem.</p>     <p>A forma como s&atilde;o entendidas influencia o modo como s&atilde;o abordadas. Esta sec&ccedil;&atilde;o recorre ao trabalho publicado (Smith  &amp; Lewis, 2011; Van de Ven &amp; Poole, 1995) para estruturar as diferentes respostas organizacionais ao paradoxo, sendo em particular devedora  de Putnam (2015). Seguimos o trabalho desta autora para, de acordo com as suas orienta&ccedil;&otilde;es, distinguirmos tr&ecirc;s grandes tipos de  respostas: &ldquo;ou ou&rdquo;, &ldquo;e e&rdquo; e &ldquo;mais que&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Abordagens disjuntivas (&ldquo;Ou ou&rdquo;)</i></p>     <p>Um primeiro tipo de resposta a situa&ccedil;&otilde;es contradit&oacute;rias consiste em escolher um polo ou o outro. A tens&atilde;o &eacute;  assim removida das preocupa&ccedil;&otilde;es &ndash; o que n&atilde;o significa que tenha desaparecido da realidade e se tenha desvanecido. As  tens&otilde;es s&atilde;o tratadas como independentes. Putnam considera quatro tipos de abordagens disjuntivas: mecanismos defensivos, evitamento,  sele&ccedil;&atilde;o ou separa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Mecanismos defensivos.</i> Os membros da organiza&ccedil;&atilde;o podem recorrer a diferentes estrat&eacute;gias, frequentemente de forma  inconsciente e n&atilde;o deliberada<i>.</i> A primeira &eacute; a s<i>epara&ccedil;&atilde;o</i>, ou corte, dos elementos para acentuar as  diferen&ccedil;as entre eles. Ao faz&ecirc;-lo, diminuem a possibilidade de serem integrados, tamanha &eacute; a diferen&ccedil;a que supostamente  os separa. Por exemplo, se se assumir que <i>exploration</i> e <i>exploitation</i> s&atilde;o processos antag&oacute;nicos baseados em  l&oacute;gicas distintas e incompat&iacute;veis, ent&atilde;o a organiza&ccedil;&atilde;o tem de escolher uma via <i>ou</i> a outra. Se esta for a  l&oacute;gica seguida, ser&atilde;o negligenciadas possibilidades de articula&ccedil;&atilde;o, como aquela que defende que as pr&aacute;ticas de  <i>exploitation</i> que ultrapassam a mera repeti&ccedil;&atilde;o, podem produzir melhorias incrementais que, por acumula&ccedil;&atilde;o,  transformam a organiza&ccedil;&atilde;o (Piao &amp; Zajac, no prelo).</p>     <p>Os paradoxos podem ainda gerar respostas <i>projetivas</i>: a tens&atilde;o que em mim &eacute; gerada pela contradi&ccedil;&atilde;o &eacute;  t&atilde;o desconfort&aacute;vel que a atribuo a uma terceira parte. Desta forma, a organiza&ccedil;&atilde;o resolve o problema atrav&eacute;s da  proje&ccedil;&atilde;o, como uma quest&atilde;o particular e n&atilde;o com um problema organizacional relevante. Por exemplo, o empregado que  defende vigorosamente e de forma honesta a necessidade de revitaliza&ccedil;&atilde;o numa organiza&ccedil;&atilde;o conservadora, pode ser visto  como uma &ldquo;ovelha negra&rdquo; mais do que como um genu&iacute;no cidad&atilde;o organizacional. Logo, o problema deixa de ser o problema e a  pessoa passa a ser, ilusoriamente, o problema.</p>     <p>Uma terceira estrat&eacute;gia &eacute; a da <i>regress&atilde;o</i>: a organiza&ccedil;&atilde;o &ldquo;resolve&rdquo; a  contradi&ccedil;&atilde;o assumindo uma posi&ccedil;&atilde;o que funcionou adequadamente no passado &ndash; no processo ignorando as  possibilidades do polo oposto e as mudan&ccedil;as entretanto ocorridas. A regress&atilde;o pode ser vista como a incapacidade da  organiza&ccedil;&atilde;o em aprender de forma frontal sobre os seus erros, desafiando pressupostos e tentando novas solu&ccedil;&otilde;es; aquilo  que Argyris (1977) designou por <i>double loop learning.</i></p>     <p>A quarta possibilidade &eacute; a <i>repress&atilde;o</i>: a oposi&ccedil;&atilde;o &eacute; ignorada/reprimida. Os problemas s&atilde;o  ignorados de uma forma esfor&ccedil;ada, mesmo que inconsciente. S&atilde;o invocados argumentos de impossibilidade: &ldquo;n&atilde;o h&aacute;  alternativas&rdquo;. O mundo &eacute; suficientemente aberto para haver sempre alternativas &ndash; mesmo que piores. Abundam os casos de empresas  que reprimem por exemplo amea&ccedil;as concretas ao seu posicionamento de mercado atrav&eacute;s de produtos inovadores, como forma de negar o  problema. O exemplo talvez mais paradigm&aacute;tico ser&aacute; o da fotografia digital, inventado pela pr&oacute;pria Kodak nos anos 70 e que  foi, propositadamente, internamente reprimida pela amea&ccedil;a &agrave; posi&ccedil;&atilde;o dominante da empresa nos rolos fotogr&aacute;ficos  (os executivos de ent&atilde;o ter&atilde;o dito ao inventor algo como: &ldquo;Giro, mas n&atilde;o diga a ningu&eacute;m&rdquo;). Tivessem os  executivos da Kodak abordado o paradoxo de outra forma e teria sido provavelmente muito diferente o destino da empresa, evitando o seu  decl&iacute;nio abrupto nos anos 90.</p>     <p>Finalmente, pode ser abordado um paradoxo pela via da forma&ccedil;&atilde;o de <i>rea&ccedil;&atilde;o</i>, na qual a rea&ccedil;&atilde;o e a  ader&ecirc;ncia a um polo se tornam uma escolha cultivada e assumida. A organiza&ccedil;&atilde;o reage a outras possibilidades porque elas, por  exemplo, n&atilde;o se enquadram na sua identidade. Por isso s&atilde;o imediatamente desconsideradas e toda a proposta que as inclui gera uma  resposta reativa. O foco na inova&ccedil;&atilde;o e no lado org&acirc;nico da organiza&ccedil;&atilde;o pode ser apresentado como a base da  identidade da organiza&ccedil;&atilde;o que, dessa forma, pode escolher a via da neglig&ecirc;ncia face ao outro polo. A YDreams, que se assumiu  como uma empresa de engenheiros orientada para a inova&ccedil;&atilde;o (Bonif&aacute;cio, 2015), no processo secundarizando a cultura da  gest&atilde;o, pode ter feito uso deste tipo de abordagem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Evitamento.</i> Putnam (2015) considera os mecanismos de evitamento como um caso extremo de repress&atilde;o ou de nega&ccedil;&atilde;o.  Nesta situa&ccedil;&atilde;o, a organiza&ccedil;&atilde;o ou os seus membros decidem furtar-se f&iacute;sica ou psicologicamente &agrave;  tens&atilde;o. Por exemplo, um funcion&aacute;rio estatal tem por obriga&ccedil;&atilde;o servir o cidad&atilde;o. Deve faz&ecirc;-lo seguindo os  procedimentos burocr&aacute;ticos devidos. Mas os procedimentos burocr&aacute;ticos s&atilde;o, por vezes, t&atilde;o minuciosos e r&iacute;gidos  que impedem o funcion&aacute;rio de servir decididamente o cidad&atilde;o. Ao fim de algum tempo, o funcion&aacute;rio pode assumir que o seu papel  &eacute; o de fazer cumprir a lei. Servir o cidad&atilde;o deixa de ser uma preocupa&ccedil;&atilde;o e o problema (a tens&atilde;o) estar&aacute;  resolvido. Assim se explica, em parte, a indiferen&ccedil;a burocr&aacute;tica colocada em pr&aacute;tica por funcion&aacute;rios psicologicamente  ausentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sele&ccedil;&atilde;o.</i> Neste modo, um polo &eacute; escolhido, expl&iacute;cita e conscientemente. As interpreta&ccedil;&otilde;es  anteriores podem ser inconscientes e n&atilde;o articuladas. Ou seja: em vez de escapar psicologicamente, a tens&atilde;o &eacute; resolvida  atrav&eacute;s da op&ccedil;&atilde;o por um dos lados. Por exemplo, um guarda prisional deve ser simultaneamente rigoroso <i>e</i>  pedag&oacute;gico. Todavia, os dois pap&eacute;is s&atilde;o dif&iacute;ceis de articular e geram ansiedade. Como consequ&ecirc;ncia, um  indiv&iacute;duo pode optar pelo polo que considera mais importante ou mais conveniente. Feita a escolha, a disson&acirc;ncia fica resolvida  &ndash; o que n&atilde;o significa a aus&ecirc;ncia de problema. Note-se que a sele&ccedil;&atilde;o se distingue da rea&ccedil;&atilde;o no modo  defensivo (acima explicada), no sentido em que &eacute; circunstancial e vista de forma conveniente (e n&atilde;o como uma posi&ccedil;&atilde;o  definidora de uma certa identidade). Retomando o nosso exemplo, o guarda prisional poder&aacute; assim assumir rigor ou pedagogia em  fun&ccedil;&atilde;o daquilo que lhe for mais conveniente no momento (isto &eacute;, aquilo que lhe causar menos ansiedade na circunst&acirc;ncia  espec&iacute;fica).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Separa&ccedil;&atilde;o.</i> Se um guarda prisional adotar o papel de &ldquo;bom pol&iacute;cia&rdquo; e outro o de &ldquo;mau  pol&iacute;cia&rdquo;, os dois resolvem o seu problema n&atilde;o deixando responsabilidade alguma por cumprir. Assim se resolvem as necessidades  de uma forma clarificadora para cada um dos funcion&aacute;rios prisionais (Tracy, 2004). De forma similar, para gerir as press&otilde;es  provenientes do poder, um m&eacute;dico pode escolher o valor &ldquo;efici&ecirc;ncia&rdquo; em detrimento do valor &ldquo;cuidado&rdquo;,  explicando a escolha com a necessidade de preservar a sustentabilidade do sistema, sob pena de um dia poder n&atilde;o haver cuidados para  ningu&eacute;m. No processo, explica a si mesmo a sua falha na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados desej&aacute;veis &agrave;  popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Resumo.</i> Todos os anteriores modos de abordagem das tens&otilde;es t&ecirc;m em comum o facto de negarem ou evitarem o paradoxo e de  tomarem as duas for&ccedil;as antag&oacute;nicas como independentes. &Eacute; aquilo a que comummente se diz &ldquo;estar em  nega&ccedil;&atilde;o&rdquo;, perante o que outros podem tomar como uma evid&ecirc;ncia. As tens&otilde;es s&atilde;o abordadas atrav&eacute;s da  escolha de um lado, &agrave; custa de menor aten&ccedil;&atilde;o ao outro lado. As limita&ccedil;&otilde;es desta abordagem s&atilde;o  &oacute;bvias: o facto de um polo ser ignorado n&atilde;o significa que o seu poder tenha sido neutralizado. Logo, as organiza&ccedil;&otilde;es  ignoram um dos polos por sua pr&oacute;pria conta e risco.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Abordagens conjuntivas (&ldquo;e e&rdquo;)</i></p>     <p>Um segundo tipo de abordagens assume que as organiza&ccedil;&otilde;es necessitam de dar resposta &agrave;s tens&otilde;es de uma forma  equilibrada. Em vez de escolher uma coisa ou a outra, a organiza&ccedil;&atilde;o procura obter uma coisa <i>e</i> a outra. As duas for&ccedil;as  em tens&atilde;o s&atilde;o tratadas como interdependentes. A necessidade de as relacionar construtivamente &eacute; reconhecida e as abordagens  anteriores s&atilde;o interpretadas como aproxima&ccedil;&otilde;es pobres &agrave; natureza contradit&oacute;ria da realidade. A realidade  &eacute; interpretada sob o prisma da dualidade (composta de for&ccedil;as interpendentes e mutuamente implicadas; <i>vide</i> Farjoun [2010]) e  n&atilde;o do dualismo (for&ccedil;as opostas e independentes em estado de tens&atilde;o; <i>vide</i> Jackson, 1999). Putnam considera tr&ecirc;s  abordagens do tipo conjuntivo: pensamento paradoxal, vacila&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o equilibrada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Pensamento paradoxal.</i> Consiste no desenvolvimento de formas de pensar capazes de articular paradoxos de forma sinerg&iacute;stica. Uma  ilustra&ccedil;&atilde;o habitual desta abordagem foi consagrada por F. Scott Fitzgerald (2011, p. 11) em <i>The Crack Up</i>: &ldquo;A prova de  uma intelig&ecirc;ncia de primeira grandeza &eacute; a capacidade de manter no esp&iacute;rito, ao mesmo tempo, duas ideias opostas, conservado  tamb&eacute;m a capacidade de funcionar&rdquo;. Os atores organizacionais pensam <i>com</i> os paradoxos e n&atilde;o <i>apesar</i> deles ou  <i>contra</i> eles. Os gestores mais sofisticados s&atilde;o ex&iacute;mios na capacidade de pensar a realidade paradoxalmente. Ferr&aacute;n  Adri&aacute;, famoso <i>chef</i>, assumiu que precisava de trabalhar com paix&atilde;o &ndash; mas, acrescentava, paix&atilde;o fria.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Vacila&ccedil;&atilde;o.</i> Os gestores escolhem ora um polo ora o outro. Por perceberem que nenhum dos polos deve ser ignorado, d&atilde;o  prioridade ora a um, ora a outro. Vacilar n&atilde;o significa hesitar: signi -fica transitar de uma prioridade para a outra. As diferen&ccedil;as  s&atilde;o ora acentuadas ora aproximadas. A organiza&ccedil;&atilde;o pode, num per&iacute;odo, privilegiar a mudan&ccedil;a e noutro a  estabilidade. Este &eacute;, naturalmente, um exerc&iacute;cio delicado, pois a organiza&ccedil;&atilde;o ou os seus executivos podem descobrir que  se sentem mais confort&aacute;veis ou proficientes num polo do que no outro. Nesse caso, a organiza&ccedil;&atilde;o pode propender para um polo,  eventualmente ignorando o outro. Quando maior for a profici&ecirc;ncia num dos polos, maior pode ser a tenta&ccedil;&atilde;o de ignorar o outro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Integra&ccedil;&atilde;o equilibrada.</i> Esta abordagem implica a escolha deliberada da l&oacute;gica &ldquo;meio da rua&rdquo;. &Eacute;  politicamente exemplificada pela ideia da terceira via (Giddens, 2013), entre a direita e a esquerda. Os defensores desta abordagem dir&atilde;o  que ela colhe o melhor de dois mundos; os seus detratores considerar&atilde;o que &ldquo;n&atilde;o &eacute; carne nem &eacute; peixe&rdquo;.  Naturalmente, tamb&eacute;m a integra&ccedil;&atilde;o &eacute; vulner&aacute;vel &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o de escolher um dos polos. As  empresas &ldquo;h&iacute;bridas&rdquo; (Pache &amp; Santos, 2010), orientadas para as miss&otilde;es empresarial e social, podem descobrir que este  caminho do meio &eacute; dif&iacute;cil de manter. Alguns membros podem suportar o lado empresarial (&ldquo;sem dinheiro n&atilde;o se cumpre  miss&atilde;o alguma&rdquo;), ao passo que os defensores da miss&atilde;o social podem criticar o mercan tilismo da ala empresarial (&ldquo;a  empresa vendeu a alma ao vil metal e perdeu de vista a nobreza da sua miss&atilde;o&rdquo;). Muhammad Yunus, para muitos, o pai do  micro-cr&eacute;dito, reconciliou os fatores capital e social por uma integra&ccedil;&atilde;o equilibrada, naquilo que designou &ldquo;capitalismo  social&rdquo;. Nas empresas com base neste princ&iacute;pio, uma vez recuperado o investimento inicial pelo acionista, o lucro mant&eacute;m-se na  empresa para financiar o seu objeto puramente social (<i>for profit/no-dividend</i>). A Grameen-Danone, que vende iogurte a  popula&ccedil;&otilde;es subnutridas no Bangladesh &eacute; um exemplo deste tipo de empresas. Importa salientar que uma das  explica&ccedil;&otilde;es para a dificuldade de gerir paradoxalmente &eacute; esta: os equil&iacute;brios s&atilde;o inst&aacute;veis e todas as  solu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tempor&aacute;rias. As integra&ccedil;&otilde;es equilibradas podem desequilibrar-se.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Resumo.</i> As solu&ccedil;&otilde;es conjuntivas s&atilde;o mais ricas que as disjuntivas. Aceitam a presen&ccedil;a da tens&atilde;o e  procuram usar a sua for&ccedil;a de uma forma construtiva e sinerg&iacute;stica. Exigem, todavia, grande dose de disciplina e de consci&ecirc;ncia,  de modo a evitar que a dualidade se metamorfoseie num dualismo em que os polos s&atilde;o apartados e tomados como antag&oacute;nicos. Como tal, as  solu&ccedil;&otilde;es deste tipo encerram o risco de um idealismo potencial: aceitando-se que as sinergias s&atilde;o as melhores  solu&ccedil;&otilde;es e que, por isso, poder&atilde;o ser mantidas por serem &ldquo;naturalmente&rdquo; superiores, pode-se perder a  vigil&acirc;ncia e ignorar os perigos das jornadas paradoxais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Abordagens transcendentais (&ldquo;mais que&rdquo;)</i></p>     <p>Os decisores na linha &ldquo;mais que&rdquo; desenvolvem um pensamento genuinamente janusiano. A capacidade de integrar tend&ecirc;ncias permite  criar s&iacute;nteses que ultrapassam/transcendem as anteriores oposi&ccedil;&otilde;es. As express&otilde;es deste terceiro tipo de abordagem  incluem: enquadramento por transcend&ecirc;ncia, di&aacute;logo e pr&aacute;tica reflexiva.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Transcend&ecirc;ncia.</i> A transcend&ecirc;ncia implica que as tens&otilde;es s&atilde;o enquadradas de tal forma que s&atilde;o vistas como  componentes de um todo maior. Esta vis&atilde;o hol&iacute;stica confere um novo significado &agrave; realidade. Por exemplo, a dualidade  predador/presa &eacute; diferente do dualismo predador/presa. No primeiro caso, o bom funcionamento ecol&oacute;gico exige ambos; no segundo, um  deve ser protegido contra o outro. Numa perspetiva organizacional, uma organiza&ccedil;&atilde;o compete com a organiza&ccedil;&atilde;o  concorrente. A um n&iacute;vel superior, todavia, o concorrente de uma dada organiza&ccedil;&atilde;o pode ser parte de um ecossistema competitivo  que torna essa mesma organiza&ccedil;&atilde;o mais forte precisamente pela sua exist&ecirc;ncia. Nessa l&oacute;gica, pode inclusive ser vantajoso  identificar oportunidades de colabora&ccedil;&atilde;o com o concorrente (Chen &amp; Miller, 2015). A no&ccedil;&atilde;o de  coopeti&ccedil;&atilde;o procura responder a esta tens&atilde;o (Tsai, 2002). Exemplos desta coopeti&ccedil;&atilde;o entre empresas s&atilde;o  v&aacute;rios, desde o desenvolvimento de <i>standards</i> de comunica&ccedil;&atilde;o como o <i>Univeral Serial Bus</i> (USB), a partilha da  manufatura nas plataformas de produ&ccedil;&atilde;o autom&oacute;vel, as <i>wafer fabs</i> conjuntas da NXP e ST Microelectronics nos  semicondutores ou a partilha da rede de fibra &oacute;tica entre a Vodafone e a MEO em Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A s&iacute;ntese dial&eacute;tica &eacute; porventura a mais conhecida de todas as formas de transcend&ecirc;ncia, ao transportar a  interpreta&ccedil;&atilde;o da realidade para um n&iacute;vel superior. Note-se, todavia, que a s&iacute;ntese n&atilde;o conduz ao nirvana  organizacional. N&atilde;o proporciona panaceias. As suas solu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tempor&aacute;rias. Toda a s&iacute;ntese se transforma  numa nova tese que suscitar&aacute; a sua pr&oacute;pria ant&iacute;tese, num processo infindo (Clegg &amp; Cunha, 2016). Toda a  solu&ccedil;&atilde;o torna-se um problema e a resposta amig&aacute;vel de hoje &eacute; a <i>nemesis</i> organizacional de amanh&atilde;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Di&aacute;logo.</i> A abordagem dial&oacute;gica privilegia o papel da comunica&ccedil;&atilde;o. O di&aacute;logo, uma atividade conjunta  entre parceiros, numa sequ&ecirc;ncia de trocas com o objetivo de alcan&ccedil;ar um resultado coletivo (Tsoukas, 2009), cria espa&ccedil;os  dial&oacute;gicos nos quais os paradoxos podem ser trabalhados de forma mais aut&ecirc;ntica. Estes espa&ccedil;os conectivos podem permitir trazer  os paradoxos &agrave; superf&iacute;cie de uma forma que permite trabalh&aacute;-los construtivamente. A diferen&ccedil;a torna-se um recurso  organizacional positivo. A no&ccedil;&atilde;o de polifonia ajuda a compreender esta abordagem (Kornberger, Clegg, &amp; Carter, 2006). A harmonia  polif&oacute;nica n&atilde;o resulta do facto de todos cantarem da mesma maneira, mas de todos cantarem de formas diferentes, embora conscientes da  presen&ccedil;a das outras vozes e do motivo coletivo que a todas essas vozes guia (Bartunek, 2015). Uma organiza&ccedil;&atilde;o que se toma a si  mesma como um coro polif&oacute;nico preza genuinamente a diferen&ccedil;a, por via de uma comunica&ccedil;&atilde;o aberta e segura: todas as  vozes s&atilde;o bem-vindas e, das contradi&ccedil;&otilde;es, pode extrair-se harmonia. Como tal, o di&aacute;logo rico ajuda a incorporar a  diferen&ccedil;a no pensamento organizacional. Esta forma de pensar a realidade gera porventura maior conforto com a contradi&ccedil;&atilde;o e  com a tens&atilde;o do que outras formas de abordagem. A polifonia evita o conforto ilus&oacute;rio, perigoso e totalit&aacute;rio do pensamento  grupal (Janis, 1982) e de outras formas de press&atilde;o para a conformidade. Um exemplo do esfor&ccedil;o de reconcilia&ccedil;&atilde;o pelo  di&aacute;logo ser&aacute; evidente na forma como a Greenpeace alterou a dada altura a sua estrat&eacute;gia de confronto permanente com as grandes  multinacionais para um esfor&ccedil;o de envolvimento, em que todos s&atilde;o parte da solu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Pr&aacute;tica reflexiva.</i> Segundo Putnam (2015), esta &eacute; uma vers&atilde;o pr&oacute;xima da anterior mas menos enfaticamente  comunicacional. A capacidade de refletir sobre as contradi&ccedil;&otilde;es da realidade e as contradi&ccedil;&otilde;es de cada um de n&oacute;s  ajuda, porventura, a desenvolver modos de pensamento mais flex&iacute;veis mas n&atilde;o incongruentes. Num mundo contradit&oacute;rio, a  aus&ecirc;ncia de d&uacute;vidas e de contradi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; necessariamente uma virtude. Alguns dos mais admir&aacute;veis  l&iacute;deres foram figuras altamente contradit&oacute;rias mas capazes de usar as contradi&ccedil;&otilde;es do modo certo para alavancar a  mudan&ccedil;a. Winston Churchill mudou v&aacute;rias vezes de partido; Lincoln foi um homem honesto que pelo menos uma vez recorreu a meios  eticamente question&aacute;veis para alcan&ccedil;ar nobres finalidades, como por exemplo a aboli&ccedil;&atilde;o da escravatura. Refletir sobre  as contradi&ccedil;&otilde;es com que somos confrontados ajuda a edificar melhores organiza&ccedil;&otilde;es do que seguir, com a  convic&ccedil;&atilde;o dos fundamentalistas, a mesma receita, ainda que ela conduza ao desastre, em nome da preserva&ccedil;&atilde;o da  consist&ecirc;ncia. Algumas empresas demonstram j&aacute; uma capacidade de reflexiva superior. A Philips repensou toda a sua estrat&eacute;gia de  forma a conciliar os interesses dos <i>shareholders</i> e <i>stakeholders.</i> Esta reconcilia&ccedil;&atilde;o reflete-se num efeito de  multiplica&ccedil;&atilde;o que transcende um compromisso. Assim, ao passar a inovar sempre no sentido de criar impacto sustent&aacute;vel no  ambiente e no &iacute;ndice de desenvolvimento humano, a Philips estimula o processo criativo, motiva os colaboradores, satisfaz os  <i>stakeholders</i> p&uacute;blicos e sociais, aumenta o prest&iacute;gio e valor da marca, e d&aacute; resposta a necessidade concretas de  mercado. O todo &eacute; muito superior &agrave; soma das partes, e emerge daquilo que &eacute; aparentemente paradoxal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Resumo.</i> Estas abordagens abrem significados e interpreta&ccedil;&otilde;es &ndash; em vez de os fecharem. Assumem a ambiguidade, em vez  de a neutralizarem. Obrigam a entender a organiza&ccedil;&atilde;o como um sistema em constante movimento, em resultado de jogos de  equil&iacute;brio entre for&ccedil;as opostas. Nesta perspetiva, uma boa organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; aquela que escolhe o lado  certo, mas a que compreende que certo &eacute; muitas vezes n&atilde;o ter que escolher um dos lados, quando o outro tamb&eacute;m &eacute;  inerente ao bom funcionamento de um sistema.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Consequ&ecirc;ncias: Espirais e c&iacute;rculos viciosos</b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>A Gr&eacute;cia encontra-se &ldquo;num c&iacute;rculo vicioso e no impasse da austeridade.&rdquo;</i></p>     <p>Alexis Tsipras, Primeiro-Ministro da Gr&eacute;cia (Fernandes, 2015, p. 22)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A forma como as organiza&ccedil;&otilde;es respondem aos paradoxos define as espirais que criam. As espirais podem ser definidas como  <i>loops</i> amplificadores de desvios, por a&ccedil;&atilde;o de ciclos sucessivos de <i>feedback</i> que se autorrefor&ccedil;am. A  no&ccedil;&atilde;o de espiral remete para a exist&ecirc;ncia de processos que se encadeiam com outros processos. As organiza&ccedil;&otilde;es  podem criar espirais positivas sustent&aacute;veis e auto-reguladas (c&iacute;rculos virtuosos), ou espirais negativas auto-amplificativas e  descontroladas (c&iacute;rculos viciosos), tal como ilustrado na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a08f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>C&iacute;rculos viciosos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os c&iacute;rculos viciosos podem ser entendidos como espirais amplificativas prolongadas no tempo. Podem ser ascendentes ou descendentes.  Aquilo que os carateriza n&atilde;o &eacute; o facto de serem bons (e.g., crescentes ou reveladores de abund&acirc;ncia) ou maus (e.g.,  decrescentes, reveladores de escassez), mas a amplifica&ccedil;&atilde;o descontrolada de efeitos ascendentes ou descendentes. No sentido  ascendente, um c&iacute;rculo vicioso significa que o sucesso da organiza&ccedil;&atilde;o cria uma perce&ccedil;&atilde;o de invulnerabilidade que  origina menor sensibilidade ao <i>feedback</i> corretivo, suscita aprendizagem supersticiosa e outros processos que constroem uma confian&ccedil;a  excessiva. Geram as famosas &ldquo;bolhas&rdquo; (Abolafia &amp; Kilduff, 1988) &ndash; que acabam por rebentar. Se a explos&atilde;o for  relativamente benigna, ao c&iacute;rculo vicioso ascendente, segue-se um descendente, que pode ajudar a corrigir os excessos anteriores.</p>     <p>A perda de tr&ecirc;s trili&otilde;es de d&oacute;lares nas bolsas de Xangai e Shenzhen, entre 12 de junho e 4 de julho de 2015, a  explos&atilde;o da bolha <i>dotcom</i>, ou a febre das tulipas na Holanda do s&eacute;culo XVIII, exemplificam esta irracionalidade exuberante,  marcada por &ldquo;oscila&ccedil;&otilde;es bruscas&rdquo; e &ldquo;flutua&ccedil;&otilde;es misteriosas&rdquo; (Gaspar, 2015, p. 26). Numa empresa  privada, a probabilidade de fal&ecirc;ncia &eacute; alta; no Estado, os custos de c&iacute;rculos viciosos ascendentes s&atilde;o percebidos  diferidamente no tempo, quando o c&iacute;rculo ascendente se torna descendente e escasseiam os recursos consumidos em excesso na fase anterior  (Masuch, 1985).</p>     <p>Os c&iacute;rculos viciosos descendentes ocorrem quando o sistema se considera fechado num regime de fracasso ao qual n&atilde;o consegue  escapar. Para resolver um problema, o sistema, paradoxalmente, refor&ccedil;a o uso de solu&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o resultaram  anteriormente. Metaforicamente, os decisores continuam a cavar apesar de j&aacute; estarem enterrados num buraco organizacional. Quando organismos  estatais aumentam o controlo de processos j&aacute; excessivamente controlados, desvirtuam a prossecu&ccedil;&atilde;o da sua miss&atilde;o,  exasperam os alvos dos seus controlos e n&atilde;o cumprem nenhuma fun&ccedil;&atilde;o produtiva (Cunha &amp; Tsoukas, 2015). A sua  improdutividade gera mais improdutividade a jusante mas o controlo serve prop&oacute;sitos defensivos apaziguadores para os burocratas (Vince &amp;  Broussine, 1996).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>C&iacute;rculos virtuosos</i></p>     <p>Os c&iacute;rculos virtuosos comportam elementos de auto-regula&ccedil;&atilde;o. Os sistemas onde esses c&iacute;rculos emergem t&ecirc;m  sensibilidade e intelig&ecirc;ncia (nos v&aacute;rios sentidos da palavra, como informa&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica, discernimento, riqueza  no processamento e interpreta&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o) para se dotarem de mecanismos que impedem tanto a euforia do  crescimento desenfreado, como a espiral depressiva que transforma uma crise noutra ainda maior. Estas organiza&ccedil;&otilde;es funcionam de  acordo com o preceito consagrado na filosofia taoista: os extremos devem ser evitados e o equil&iacute;brio entre sinais opostos &eacute;  cr&iacute;tico para a preserva&ccedil;&atilde;o do sistema (Rego &amp; Cunha, 2007). Estas organiza&ccedil;&otilde;es desconfiam do sucesso  repentino e inexplic&aacute;vel, e procuram aprender com o insucesso, buscando sinais de perigo no bom tempo e ind&iacute;cios de esperan&ccedil;a  no mau tempo. Tornam-se assim &ldquo;organiza&ccedil;&otilde;es aprendentes&rdquo;. Um certo equil&iacute;brio emocional cultivado no bom e no mau  tempo, impede quer o embandeiramento em arco nos tempos bons quer o sentido de desamparo nos maus.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Implica&ccedil;&otilde;es para a teoria e a pr&aacute;tica</b></p>     <p>C&iacute;rculos virtuosos e viciosos s&atilde;o dif&iacute;ceis de identificar, dada a complexidade, a ambiguidade causal e a  proje&ccedil;&atilde;o temporal que os carateriza. Ou seja, a presen&ccedil;a de um c&iacute;rculo vicioso ou virtuoso deteta-se sobretudo nas suas  consequ&ecirc;ncias a prazo, um processo t&iacute;pico dos sistemas complexos, nos quais a sequ&ecirc;ncia de eventos s&oacute; se torna  l&oacute;gica em retrospetiva (Stacey, Griffin, &amp; Shaw, 2000). Por complexidade entende-se aqui o paradigma cient&iacute;fico que aborda um  conjunto amplo de problemas carater&iacute;sticos de sistemas compostos por m&uacute;ltiplos agentes, &uacute;nicos e parcialmente  conectactos&rdquo; (Eisenhardt &amp; Bhatia, 2002, p. 443). A intera&ccedil;&atilde;o entre esses agentes tem impacto ao n&iacute;vel do sistema e  os sistemas expressam propriedades como a n&atilde;o-linearidade, a imprevisibilidade e a emerg&ecirc;ncia &ndash; entendida como a impossibilidade  &uacute;ltima de controlo. Estas carater&iacute;sticas afastam o funcionamento sist&eacute;mico dos tradicionais modelos mecanicistas e  aproximam-no do funcionamento de sistemas cientificamente descritos cono ca&oacute;ticos (Brown &amp; Eisenhardt, 1997). Aquela que num dado  momento parece uma decis&atilde;o racional, pode ser entendida <i>a posteriori</i> como mais um passo numa escalada ascendente. Comportamentos  funcionais <i>per se</i>, podem, com o tempo, expressar a aus&ecirc;ncia da contraparte. Por exemplo, modelos de governan&ccedil;a baseados na  colabora&ccedil;&atilde;o fazem sentido. Mas o tempo pode revelar o lado pernicioso de uma l&oacute;gica excessivamente colaborativa (e.g.,  pensamento grupal; Janis, 1982), podendo conduzir ao descontrolo. Se a organiza&ccedil;&atilde;o, pelo contr&aacute;rio, escolher o controlo como a  base da sua governan&ccedil;a pode vir a concluir, com pesar, que lhe faltaram a confian&ccedil;a e a colabora&ccedil;&atilde;o. Paradoxalmente, o  excesso de uma coisa boa pode redundar numa coisa m&aacute; (Sundaramurthy &amp; Lewis, 2003; Pierce &amp; Aguinis, 2013), e potencialmente levar  ao um c&iacute;rculo vicioso, se os efeitos negativos excessivos n&atilde;o forem devidamente detetados e ajustados.</p>     <p>O que podem as organiza&ccedil;&otilde;es fazer para gerir fen&oacute;menos circulares amplificativos? Em primeiro lugar, devem procurar  cautelosamente evitar os c&iacute;rculos viciosos. A literatura &eacute; perent&oacute;ria neste ponto: a melhor forma de gerir um c&iacute;rculo  vicioso consiste em prevenir a sua forma&ccedil;&atilde;o. Uma vez instalado, torna-se dif&iacute;cil de contrariar. Nesse caso, choques externos  s&atilde;o possivelmente necess&aacute;rios (Sundaramurthy &amp; Lewis, 2003), como a interven&ccedil;&atilde;o da Troika no sul da Europa ou a & ldquo;corre&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida e furiosa&rdquo; (Gaspar, 2015, p. 26) do Governo chin&ecirc;s na crise bolsista do Ver&atilde;o de  2015. Uma combina&ccedil;&atilde;o de choques externos com vontade interna, pequenos ganhos (Weick, 1984) de curto prazo para sustentar a  consist&ecirc;ncia na orienta&ccedil;&atilde;o para o longo prazo, s&atilde;o necess&aacute;rios para &ldquo;descongelar&rdquo; o <i>statu quo</i>.  A paci&ecirc;ncia &eacute; igualmente necess&aacute;ria: a tenta&ccedil;&atilde;o dos dirigentes durante uma fase cr&iacute;tica consiste em mudar  aquilo que s&oacute; pode ter estado mal. Todavia, a sucess&atilde;o de mudan&ccedil;as pode, paradoxalmente, impedir a verdadeira mudan&ccedil;a  (Cunha &amp; Rego, 2015). A ilus&atilde;o de mudan&ccedil;a (&agrave; superf&iacute;cie) n&atilde;o promove verdadeira mudan&ccedil;a (na  profundidade institucional).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para evitar um c&iacute;rculo vicioso, as organiza&ccedil;&otilde;es podem adotar diversas medidas. Em primeiro lugar, podem procurar  <i>feedback</i> rico. Em vez de procurarem refor&ccedil;ar as suas convic&ccedil;&otilde;es, podem buscar informa&ccedil;&atilde;o que ponha em  causa o seu conhecimento e, sobretudo, os seus pressupostos &ndash; i.e., <i>double loop learning</i>, Argyris (1977). Estes podem estar  desatualizados ou ser simplesmente errados. Cultivar a d&uacute;vida e estar recetivo &agrave; mudan&ccedil;a s&atilde;o duas formas de evitar  certezas perigosas. As organiza&ccedil;&otilde;es devem, tamb&eacute;m, evitar cuidadosamente processos de escalada de comprometimento. Devem  estimular os seus executivos de topo a desempenharem regularmente o papel de advogados do diabo. Dessa forma, impedem-nos de se sentirem demasiado  apegados &agrave;s suas decis&otilde;es. Como, por <i>design</i>, j&aacute; defenderam uma coisa e o seu contr&aacute;rio, n&atilde;o cristalizam a  ideia de que &ldquo;voltar atr&aacute;s&rdquo; ou &ldquo;dar parte de fraco&rdquo; s&atilde;o posi&ccedil;&otilde;es a evitar. O comprometimento  deve incidir sobre uma <i>boa</i> decis&atilde;o e n&atilde;o sobre uma decis&atilde;o <i>anterior</i>. Aqui importa que este processo de  aprendizagem organizacional, acima da decis&atilde;o, seja valorizado e aceite por todos como pr&aacute;tica de aprendizagem e desempenho da  empresa.</p>     <p>As organiza&ccedil;&otilde;es podem, ainda, estimular uma cultura de voz (Detert &amp; Edmonson, 2011). As informa&ccedil;&otilde;es relevantes  devem ser capazes de fazer o seu caminho dentro da organiza&ccedil;&atilde;o. Os gestores seniores devem estar dispon&iacute;veis para acolher os  assuntos que lhes s&atilde;o trazidos (Dutton, Ashford, O&rsquo;Neill, Hayes, &amp; Wierba, 1997), mesmo que n&atilde;o constem das respetivas  agendas. Para evitar o que se designa pela doen&ccedil;a do CEO (Byrne, Symonds, &amp; Silver, 1994; Goleman, Boyatzis, &amp; McKee, 2001), em que  o l&iacute;der se isola da realidade e se faz rodear apenas por aqueles que confirmam as suas convic&ccedil;&otilde;es, os mensageiros das  m&aacute;s not&iacute;cias n&atilde;o devem ser abatidos. Finalmente as organiza&ccedil;&otilde;es podem treinar os seus l&iacute;deres em formas  de pensamento paradoxais. Tal como discutimos, &eacute; frequentemente tentador simplificar a realidade cortando-a em fatias (digamos, polos) e  n&atilde;o relacionar essas &ldquo;fatias&rdquo;. Mas o custo pode ser elevado. Formar l&iacute;deres de forma sist&eacute;mica e atenta aos  paradoxos pode ajud&aacute;-los a tomar decis&otilde;es mais sofisticadas e menos cegas &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es nefastas dessas  decis&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Este artigo discutiu as organiza&ccedil;&otilde;es como realidades multifacetadas e plurais, palcos para diversas formas de conflito e  tens&atilde;o (Farjoun, 2016). Deixa um conjunto de pistas relevantes. Em primeiro lugar, sugere a necessidade de compreender o modo como os  paradoxos se articulam, se relacionam e se cruzam a diferentes n&iacute;veis, dando eventualmente origem a espirais e a processos circulares. A  investiga&ccedil;&atilde;o explicitamente dedicada &agrave; rela&ccedil;&atilde;o ente contradi&ccedil;&otilde;es, paradoxos, espirais e  c&iacute;rculos &eacute; surpreendentemente escassa, pelo que este estudo convida os investigadores a explorarem quest&otilde;es de v&aacute;rios  tipos: (a) como se transformam algumas contradi&ccedil;&otilde;es em paradoxos? (a) como alguns paradoxos d&atilde;o origem a espirais? (c) como se  transformam essas espirais em c&iacute;rculos virtuosos ou viciosos? (d) como se transforma c&iacute;rculos viciosos em virtuosos e vice-versa? (e)  como sustentar c&iacute;rculos virtuosos, impedindo-os de darem origem a c&iacute;rculos viciosos? (f) quais os sinais de alarme de um  c&iacute;rculo vicioso? Como se v&ecirc;, a agenda &eacute; vasta e prometedora, quer do ponto de vista te&oacute;rico quer aplicado.</p>     <p>Processos como paradoxos, espirais e ambival&ecirc;ncias, mais que exce&ccedil;&otilde;es ou anomalias, est&atilde;o a tornar-se comuns na  linguagem e na pr&aacute;tica das organiza&ccedil;&otilde;es (Eisenhardt, 2000). Existem vantagens claras em abordar as organiza&ccedil;&otilde;es  considerando o seu potencial para estimularem paradoxos. Esses paradoxos podem, por sua vez, resultar em processos circulares, virtuosos ou  viciosos, dependendo do modo como s&atilde;o abordados. Uma abordagem generativa dos paradoxos pode fazer dos mesmos uma fonte de energia e de  sofistica&ccedil;&atilde;o organizacional. Se forem encarados como simples fontes de tens&atilde;o e de confus&atilde;o, os paradoxos podem  tornar-se debilitantes e paralisantes. A capacidade de usar os paradoxos como for&ccedil;as positivas, e de evitar o seu lado destrutivo, pode  fazer a diferen&ccedil;a entre prosperar num mundo repleto de exig&ecirc;ncias contradit&oacute;rias <i>versus</i> ser engolido por essas  contradi&ccedil;&otilde;es, na sequ&ecirc;ncia de escolhas simples e inequ&iacute;vocas mas erradas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Abdallah, C., Denis, J. L., &amp; Langley, A. (2011). Having your cake and eating it too: Discourses of transcendence and their role in  organizational change dynamics. <i>Journal of Organizational Change Management, 24</i>, 333-348.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023611&pid=S0870-8231201600030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Abolafia, M. Y., &amp; Kilduff, M. (1988). Enacting market crisis: The social construction of a speculative bubble. <i>Administrative Science  Quarterly, 33</i>, 177-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023613&pid=S0870-8231201600030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Argyris, C. (1977). Double loop learning in organizations. <i>Harvard business review, 55</i>(5), 115-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023615&pid=S0870-8231201600030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bartunek, J. (2015). <i>Comunica&ccedil;&atilde;o pessoal aos participantes numa das mesas redondas do subtema 52</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023617&pid=S0870-8231201600030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Col&oacute;quio anual do  EGOS, Atenas, 2-4 de julho.</p>     <!-- ref --><p>Besharov, M. L., &amp; Smith, W. K. (2014). Multiple institutional logics in organizations: Explaining their varied nature and implications.  <i>Academy of Management Review, 39</i>, 364-381.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023619&pid=S0870-8231201600030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bonif&aacute;cio, J. (2015). YDreams, a queda de um mito. <i>S&aacute;bado</i>, 23 de abril, 74-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023621&pid=S0870-8231201600030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Brown, S. L., &amp; Eisenhardt, K. M. (1997). The art of continuous change: Linking complexity theory and time-paced evolution in relentlessly  shifting organizations. <i>Administrative Science Quarterly, 42</i>(1), 1-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023623&pid=S0870-8231201600030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Byrne, J. A., Symonds, W. C., &amp; Silver, J. F. (1994). <i>CEO disease. The Training and Development Sourcebook</i>, 263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023625&pid=S0870-8231201600030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chen, M. J., &amp; Miller, D. (2015). Reconceptualizing competitive dynamics: A multidimensional framework. <i>Strategic Management Journal,  36</i>, 758-777.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023627&pid=S0870-8231201600030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chia, R. (2015). <i>Examining and theorizing organization/organized lives: Back to the rough ground</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023629&pid=S0870-8231201600030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada no  31&ordm; col&oacute;quio anual do EGOS, Atenas, 2-4 de julho.</p>     <!-- ref --><p>Clegg, S., &amp; Cunha, M. P. (2016). Organizational dialectics. In M. W. Lewis, W. K. Smith, P. Jarzabkowski, &amp; A. Langley (Eds.), <i>The  Oxford handbook of organizational paradox: Approaches to plurality, tensions, and contradictions</i>. New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023631&pid=S0870-8231201600030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Clegg, S., Cunha, J. V., &amp; Cunha, M. P. (2002). Management paradoxes: A relational view. <i>Human Relations, 55</i>, 483-503.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023633&pid=S0870-8231201600030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunha, M. P. (1998). Depressa e bem: Modelos de inova&ccedil;&atilde;o de produtos em envolventes turbulentas. <i>Revista Portuguesa de  Marketing, 6</i>, 81-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023635&pid=S0870-8231201600030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunha, M. P., Miner, A. S., &amp; Antonacopolou, E. (2016). Improvisation processes in organizations. In H. Tsoukas &amp; A. Langley (Eds.),  <i>The Sage handbook of process organization studies</i>. London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023637&pid=S0870-8231201600030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cunha, M. P., &amp; Rego, A. (2015). Mais mudan&ccedil;a com menos mudan&ccedil;as: Notas sobre a reforma do Estado e o paradoxo da  mudan&ccedil;a. In V. S. Marques &amp; P. T. Pereira (Eds.), <i>Afirmar o futuro: Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para Portugal</i> (Vol. 1, pp.  114-144). Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.</p>     <!-- ref --><p>Cunha, M. P., Rego, A., &amp; Cabral-Cardoso, C. (2007). <i>Tempos modernos: Uma hist&oacute;ria das organiza&ccedil;&otilde;es e da  gest&atilde;o</i>. Lisboa: S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023640&pid=S0870-8231201600030000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunha, M. P., Rego, A., &amp; Castanheira, F. (2016). <i>Prop&oacute;sito: Estrat&eacute;gias para trabalhar ligado</i>. Lisboa: Editora RH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023642&pid=S0870-8231201600030000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunha, M. P., &amp; Tsoukas, H. (2015). Reforming the State: Understanding the vicious circles of reform. <i>European Management Journal,  33</i>, 225-229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023644&pid=S0870-8231201600030000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Detert, J. R., &amp; Edmondson, A. C. (2011). Leadership behaviors and employee voice: Taken-for-granted rules of self-censorship at work.  <i>Academy of Management Journal, 54</i>, 461-488.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023646&pid=S0870-8231201600030000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Dutton, J. E., Ashford, S. J., O&rsquo;Neill, R. M., Hayes, E., &amp; Wierba, E. E. (1997). Reading the wind: How middle managers assess the  context for selling issues to top managers. <i>Strategic Management Journal, 18</i>, 407-423.</p>     <!-- ref --><p>Eisenhardt, K. M. (2000). Paradox, spirals, ambivalence: The new language of change and pluralism. <i>Academy of Management Review, 25</i>,  703-705.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023649&pid=S0870-8231201600030000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eisenhardt, K. M., &amp; Bhatia, M. M. (2002). Organizational complexity and computation. In J. A. C. Baum (Ed.), <i>The Blackwell companion to  organizations</i> (pp. 442-466). London: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023651&pid=S0870-8231201600030000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Farjoun, M. (2010). Beyond dualism: Stability and change as duality. <i>Academy of Management Review, 35</i>, 202-225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023653&pid=S0870-8231201600030000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Farjoun, M. (2016). Contradictions, dialectics and paradoxes. In A. Langley &amp; H. Tsoukas (Eds.), <i>The Sage handbook of process  organization studies</i>. London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023655&pid=S0870-8231201600030000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fernandes, J. A. (2015). Tsipras lan&ccedil;a em Estrasburgo o &uacute;ltimo apelo antes da cimeira de domingo. <i>P&uacute;blico</i>, 9 de  julho, 22-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023657&pid=S0870-8231201600030000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fineman, S. (1997). Emotion and management learning. <i>Management Learning, 28</i>, 13-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023659&pid=S0870-8231201600030000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Fitzgerald, F. S. (2011). <i>The crack up e outros escritos</i>. Lisboa: Rel&oacute;gio d&rsquo;&Aacute;gua.</p>     <!-- ref --><p>Fyke, J. P., &amp; Buzzanell, P. M. (2013). The ethics of conscious capitalism: Wicked problems in leading change and changing leaders.  <i>Human Relations, 66</i>, 1619-1643.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023662&pid=S0870-8231201600030000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gaspar, C. (2015). A linha vermelha da China. <i>P&uacute;blico</i>, 22 de julho, 26-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023664&pid=S0870-8231201600030000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gephart, R. P. (2001). Safe risk in Las Vegas. <i>M@n@gement, 4</i>, 141-156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023666&pid=S0870-8231201600030000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Giddens, A. (2013). <i>The third way: The renewal of social democracy</i>. New York: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023668&pid=S0870-8231201600030000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Goleman, D., Boyatzis, R., &amp; McKee, A. (2001). Primal leadership: The hidden driver of great performance. <i>Harvard Business Review,  79</i>(11), 42-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023670&pid=S0870-8231201600030000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Greenleaf, R. K. (1996). <i>On becoming a servant leader</i>. San Francisco, CA: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023672&pid=S0870-8231201600030000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Greiner, L. E. (1972). Evolution and revolution as organizations grow. <i>Harvard Business Review, 50</i>(4), 37-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023674&pid=S0870-8231201600030000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hahn, T., Preuss, L., Pinkse, J., &amp; Figge, F. (2014). Cognitive frames in corporate sustainability: Managerial sensemaking with paradoxical  business case frames. <i>Academy of Management Review, 39</i>, 463-487.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023676&pid=S0870-8231201600030000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Harari, Y. N. (2011). <i>Sapiens</i>. London: Vintage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023678&pid=S0870-8231201600030000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jackson, W. A. (1999). Dualism, duality and the complexity of economic institutions. <i>International Journal of Social Economics, 26</i>,  545-558.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023680&pid=S0870-8231201600030000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Janis, I. (1982). <i>Groupthink</i>. Boston: Houghton Mifflin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023682&pid=S0870-8231201600030000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kornberger, M., Clegg, S. R., &amp; Carter, C. (2006). Rethinking the polyphonic organization: Managing as discursive practice. <i>Scandinavian  Journal of Management, 22</i>, 3-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023684&pid=S0870-8231201600030000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Linsdsley, D. H., Brass, D. J., &amp; Thomas, J. B. (1995). Efficacy-performance spirals: A multilevel perspective. <i>Academy of Management  Review, 20</i>, 645-678.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023686&pid=S0870-8231201600030000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Masuch, M. (1985). Vicious circles in organizations. <i>Administrative Science Quarterly, 30</i>, 14-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023688&pid=S0870-8231201600030000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Melo, F. (2015). &ldquo;Estaremos viciados na guerra?&rdquo;. [Entrevista com David Grossman]. <i>Sol</i>, 24 de julho, 26-27.</p>     <!-- ref --><p>Pache, A. C., &amp; Santos, F. (2010). When worlds collide: The internal dynamics of organizational responses to conflicting institutional  demands. <i>Academy of Management Review, 35</i>, 455-476.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023691&pid=S0870-8231201600030000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Piao, M., &amp; Zajac, E. J. (no prelo). How exploitation impedes and impels exploration: Theory and evidence. <i>Strategic Management  Journal</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023693&pid=S0870-8231201600030000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pierce, J. R., &amp; Aguinis, H. (2013). The too-much-of-a-good-thing-effect in management. <i>Journal of Management, 39</i>, 313-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023695&pid=S0870-8231201600030000800045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Putnam, L. L. (2015). <i>Moving beyond &lsquo;both-and&rsquo; approaches: Alternative strategies for managing paradoxical tensions</i>. Trabalho  apresentado no Col&oacute;quio Anual do EGOS, Atenas, 2-4 de julho.</p>     <!-- ref --><p>Rego, A., &amp; Cunha, M. P. (2007). <i>O tao da efic&aacute;cia organizacional. 18,5 li&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o inspiradas no velho  mestre</i>. Lisboa: S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023698&pid=S0870-8231201600030000800047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rittel, H. W. J., &amp; Webber, M. M. (1973). Dilemmas in a general theory of planning. <i>Policy Sciences, 4</i>, 155-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023700&pid=S0870-8231201600030000800048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schad, J., Lewis, M., Raisch, S., &amp; Smith, W. K. (2015). <i>Paradox research in management science: The first 25 years and the next 25  years</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023702&pid=S0870-8231201600030000800049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Trabalho apresentado no Col&oacute;quio Anual do EGOS, Atenas, 2-4 de julho.</p>     <!-- ref --><p>Silva, T., Cunha, M. P., Clegg, S., Neves, P., Rego, A., &amp; Rodrigues, R. (2014). Smells like team spirit: Opening a paradoxical black box.  <i>Human Relations, 67</i>, 287-310.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023704&pid=S0870-8231201600030000800050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sitkin, S. B., See, K. E., Miller, C. C., Lawless, M. W., &amp; Carton, A. M. (2011). The paradox of stretch goals: Organizations in pursuit of  the seemingly impossible. <i>Academy of Management Review, 36</i>, 544-566.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023706&pid=S0870-8231201600030000800051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Smith, W. K., &amp; Lewis, M. W. (2011). Toward a theory of paradox: A dynamic equilibrium model of organizing. <i>Academy of Management  Review, 36</i>, 381-403.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023708&pid=S0870-8231201600030000800052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Snook, S. A. (2002). <i>Friendly fire: The accidental shootdown of US Black Hawks over northern Iraq</i>. Princeton, NJ: Princeton University  Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023710&pid=S0870-8231201600030000800053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Song, M., Zhao, Y. L., Arend, R. J., &amp; Im, S. (no prelo). Strategic planning as a complex and enabling managerial tool. <i>Strategic  Management Journal</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023712&pid=S0870-8231201600030000800054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stacey, R. D., Griffin, D., &amp; Shaw, P. (2000). <i>Complexity and management: Fad or radical challenge to systems thinking?</i>. New York:  Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023714&pid=S0870-8231201600030000800055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sull, D., &amp; Eisenhardt, K. M. (2015). <i>Simple rules</i>. New York: Houghton-Mifflin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023716&pid=S0870-8231201600030000800056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sundaramurthy, C., &amp; Lewis, M. (2003). Control and collaboration: Paradoxes of governance. <i>Academy of Management Review, 28</i>,  397-415.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023718&pid=S0870-8231201600030000800057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Taylor, W. C. (2011). Are you &ldquo;humbitious&rdquo; enough to lead?. <i>Leader to Leader, 61</i>, 23-28.</p>     <!-- ref --><p>Taylor, F. W. (1911/2011). <i>Os princ&iacute;pios da gest&atilde;o cient&iacute;fica</i>. Lisboa: S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023721&pid=S0870-8231201600030000800059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Thompson, K. R. (1998). Confronting the paradoxes in a total quality environment. <i>Organizational Dynamics</i>, Winter, 62-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023723&pid=S0870-8231201600030000800060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tracy, S. J. (2004). Dialectic, contradiction, or double bind?. Analyzing and theorizing employee reactions to organizational tension.  <i>Journal of Applied Communication Research, 32</i>, 119-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023725&pid=S0870-8231201600030000800061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Tsai, W. (2002). Social structure of &lsquo;coopetition&rsquo; within a multiunit organization: Coordination, competition, and  intraorganizational knowledge sharing. <i>Organization Science, 13</i>, 179-190.</p>     <!-- ref --><p>Tsoukas, H. (2009). A dialogical approach to the creation of new knowledge in organizations. <i>Organization Science, 20</i>, 941-957.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023728&pid=S0870-8231201600030000800063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Van de Ven, A. H., &amp; Poole, M. S. (1995). Explaining development and change in organizations. <i>Academy of Management Review, 20</i>,  510-540.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023730&pid=S0870-8231201600030000800064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vince, R., &amp; Broussine, M. (1996). Paradox, defense and attachment: Accessing and working with emotions and relations underlying  organizational change. <i>Organization Studies, 17</i>, 1-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023732&pid=S0870-8231201600030000800065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Weick, K. E. (1984). Small wins: Redefining the scale of social problems. <i>American Psychologist, 39</i>, 40-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023734&pid=S0870-8231201600030000800066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wilson, F. (2015). Yoichi Masuzoe. <i>Monocle, 79</i>, 40-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023736&pid=S0870-8231201600030000800067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Maria Ara&uacute;jo, Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais  e Pol&iacute;ticas da Universidade de Lisboa, Rua Almerindo Lessa, 1300-663 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:mmle@sapo.pt">mmle@sapo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Agradecemos as sugest&otilde;es recebidas que nos permitiram melhorar o texto. Quaisquer erros que possam ter permanecido s&atilde;o da  nossa exclusiva responsabilidade.A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Miguel Pina e Cunha, Nova School of  Business and Economics, Universidade Nova de Lisboa, Campus de Campolide, 1099-032 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:mpc@novasbe.pt">mpc@novasbe.pt</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 16/12/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 14/01/2016</p>      ]]></body><back>
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