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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O sono em adolescentes portugueses: Proposta de um modelo tridimensional?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Sleep is a basic need that influences, and is influenced simultaneously, by the diversity of life activities, roles and contexts, assuming particular importance in adolescents. A study was developed with 400 students in 9th and 11th school years, of two schools in the Lisbon, assessed by the Questionnaire about Sleep for Adolescents. The quantitative results focused on sleep habits, self-perceptions and knowledge. From the qualitative exploration of the factors cited by 100 adolescents as a reason of their self-perceptions, emerged the categories of quality, relevance and attitudes. Based on these results we propose a three-dimensional model about sleep that addresses sleep habits, personal factors and environmental factors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O sono em adolescentes portugueses: Proposta de um modelo tridimensional?</b></p>     <p><b>Teresa Rebelo Pinto<sup>1</sup>, Joana Carneiro Pinto<sup>2</sup>, Helena Rebelo-Pinto<sup>2</sup>, Teresa Paiva<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>CENC &ndash; Centro do Sono, Lisboa</p>     <p><sup>2</sup>Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O sono &eacute; uma necessidade b&aacute;sica que influencia e &eacute; simultaneamente influenciada pela diversidade de atividades,  pap&eacute;is e contextos de vida, assumindo particular import&acirc;ncia nos adolescentes. Apresenta-se um estudo com 400 alunos do 9&ordm; e  11&ordm; ano de escolaridade, de duas escolas da regi&atilde;o de Lisboa, avaliados atrav&eacute;s do Question&aacute;rio Sobre Sono para  Adolescentes &ndash; QSSA. Os resultados quantitativos da caracteriza&ccedil;&atilde;o do sono incidiram sobre h&aacute;bitos, auto  perce&ccedil;&otilde;es e conhecimentos. Da explora&ccedil;&atilde;o qualitativa dos fatores invocados por uma subamostra de 100 adolescentes como  fundamento das suas auto perce&ccedil;&otilde;es, emergiram as categorias de qualidade, import&acirc;ncia e atitudes. Com base nestes resultados,  prop&otilde;e-se um modelo tridimensional acerca do sono dos adolescentes que contempla h&aacute;bitos de sono, fatores pessoais e fatores  ambientais.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Sono, Adolescentes, H&aacute;bitos de sono, fatores pessoais, Fatores ambientais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Sleep is a basic need that influences, and is influenced simultaneously, by the diversity of life activities, roles and contexts, assuming  particular importance in adolescents. A study was developed with 400 students in 9<sup>th</sup> and 11<sup>th</sup> school years, of two schools in  the Lisbon, assessed by the Questionnaire about Sleep for Adolescents. The quantitative results focused on sleep habits, self-perceptions and  knowledge. From the qualitative exploration of the factors cited by 100 adolescents as a reason of their self-perceptions, emerged the categories  of quality, relevance and attitudes. Based on these results we propose a three-dimensional model about sleep that addresses sleep habits, personal  factors and environmental factors.</p>     <p><b>Key words</b>: Sleep, Adolescent, Sleep habits, Personal factors, Environmental factor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A adolesc&ecirc;ncia &eacute; um est&aacute;dio de transforma&ccedil;&otilde;es profundas e multifacetadas em termos biol&oacute;gicos,  psicol&oacute;gicos e sociais. O sono dos adolescentes tem caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias (Carskadon, 2002a) e &eacute; influenciado pelos  h&aacute;bitos de vida da sociedade moderna, que frequentemente perturbam um ritmo saud&aacute;vel de sono e vig&iacute;lia (Matos, Loureiro, &amp;  Veiga, 2009).</p>     <p>Dormir constitui uma necessidade homeost&aacute;tica, essencial &agrave; vida com sa&uacute;de e ao bom funcionamento org&acirc;nico, cognitivo  e emocional (Dement, 2002). No entanto, o sono &eacute; muitas vezes desvalorizado socialmente, em especial entre os jovens, para os quais os  problemas de sono assumem particular gravidade, pela influ&ecirc;ncia que t&ecirc;m na sua qualidade de vida e pelas consequ&ecirc;ncias que  acarretam para a sa&uacute;de e desenvolvimento (Carskadon, 2002b).</p>     <p>O sono modifica-se ao longo da vida, em particular na fase da adolesc&ecirc;ncia, em fun&ccedil;&atilde;o das transforma&ccedil;&otilde;es  biol&oacute;gicas e de influ&ecirc;ncias psicol&oacute;gicas, culturais e sociais. Nos padr&otilde;es de sono t&iacute;picos dos adolescentes,  verifica-se uma tend&ecirc;ncia para a priva&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica de sono, gerando uma d&iacute;vida de sono de grandes dimens&otilde;es  e um atraso na hora de dormir (Carskadon, 2011). Com efeito, no s&eacute;culo XXI sobra pouco tempo para os jovens dormirem, considerando as  exig&ecirc;ncias escolares, sociais e familiares a que est&atilde;o sujeitos (Wahlstrom, 2002; Wolfson, 2007).</p>     <p>A priva&ccedil;&atilde;o de sono na adolesc&ecirc;ncia tem sido relacionada com agressividade, ansiedade, viol&ecirc;ncia, acidentes, abuso de  subst&acirc;ncias e comportamentos de risco mais acentuados (Acebo &amp; Carskadon, 2002; Carskadon, 2002c; Dahl, 1999). O insucesso escolar e as  dificuldades cognitivas t&ecirc;m tamb&eacute;m sido associadas &agrave; priva&ccedil;&atilde;o de sono (e.g., Allen-Gomes, Tavares, &amp; Azevedo,  2011; Beebe, 2011; Paiva, Cunhal, &amp; Cunhal, 2008). No dom&iacute;nio das consequ&ecirc;ncias para a sa&uacute;de, destacam-se o aumento do  risco de acidentes e tamb&eacute;m o aumento de probabilidade de doen&ccedil;as como diabetes, hipertens&atilde;o, obesidade, depress&atilde;o ou  ins&oacute;nia, para al&eacute;m de varia&ccedil;&otilde;es de humor e aumento de sonol&ecirc;ncia diurna (Ferreira &amp; Paiva, 2014; Paiva et  al., 2008).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fatores de natureza fisiol&oacute;gica, mas tamb&eacute;m de natureza psicossocial t&ecirc;m sido invocados para explicar a crescente  priva&ccedil;&atilde;o de sono entre os jovens (Carskadon, 2002a; Worthman, 2011). As altera&ccedil;&otilde;es na produ&ccedil;&atilde;o de  melatonina que ocorrem durante a puberdade contribuem em parte para compreender a tend&ecirc;ncia para o atraso de fase nos adolescentes, que  sentem sono a horas mais tardias (Molina-Carballo et al., 2007). Por outro lado, as quest&otilde;es de ordem ambiental, como o acesso generalizado  &agrave;s novas tecnologias ou o excesso de atividades di&aacute;rias, implicam frequentemente prescindir de algumas horas de sono (Wolfson &amp;  Richards, 2011).</p>     <p>Por falta de interesse ou de conhecimentos sobre o assunto, &eacute; frequente que os jovens n&atilde;o o valorizem, agravando progressivamente  a sua d&iacute;vida de sono. Com efeito, e de acordo com Noland, Price, Dake e Tellojohann (2009), o essencial desta problem&aacute;tica nos  adolescentes centra-se nos comportamentos e atitudes que desenvolvem relativamente ao sono.</p>     <p>As investiga&ccedil;&otilde;es acerca dos problemas de sono dos adolescentes s&atilde;o recentes, focando-se sobretudo nas quest&otilde;es dos  maus h&aacute;bitos de sono. Para al&eacute;m da dimens&atilde;o comportamental e cognitiva, pouco estudos t&ecirc;m integrado vari&aacute;veis  psicol&oacute;gicas na an&aacute;lise dos padr&otilde;es de sono na adolesc&ecirc;ncia, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o de  qualidade do sono, inclu&iacute;da em algumas das investiga&ccedil;&otilde;es (e.g., Reid &amp; Baker, 2008).</p>     <p>A interven&ccedil;&atilde;o assume um papel primordial no caso dos adolescentes, pelas raz&otilde;es atr&aacute;s referidas, a que acresce o  risco de que as suas dificuldades em dormir possam evoluir para problem&aacute;ticas de sono de natureza cr&oacute;nica (Mindell, 2004). Apesar de  reconhecido este aspeto, e recordando os diversos fatores que afetam o sono, os modelos de interven&ccedil;&atilde;o descritos na literatura  revelam-se pouco integrativos, correspondendo mais a recomenda&ccedil;&otilde;es de boas pr&aacute;ticas. Daqui se conclui a necessidade de estudar  o sono dos adolescentes com maior profundidade e de forma mais abrangente, de modo a contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o de modelos  adequados &agrave;s caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas e problem&aacute;ticas deste grupo et&aacute;rio (Gruber, Cassoff, &amp; Knauper,  2011; Wolfson, 2007).</p>     <p>O estudo que se apresenta visa (i) a caracteriza&ccedil;&atilde;o do sono dos adolescentes em termos de h&aacute;bitos, auto  perce&ccedil;&otilde;es e conhecimentos, (ii) a explora&ccedil;&atilde;o dos fatores invocados pelos adolescentes como fundamento das suas auto  perce&ccedil;&otilde;es, e (iii) a conce&ccedil;&atilde;o de uma proposta de modelo para uma abordagem integrativa do sono como enquadramento de  futuras investiga&ccedil;&otilde;es e interven&ccedil;&otilde;es, nomeadamente no contexto cl&iacute;nico e educativo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram no estudo 400 adolescentes, 219 (54,8%) raparigas e 181 (45,3%) rapazes, com uma m&eacute;dia de idades de 15,33 anos  (<i>DP</i>=1,17; Min=13; Max=18), inscritos no 9&ordm; (<i>n</i>=185, 46,3%) e no 11&ordm; anos de escolaridade (<i>n</i>=215, 53,8%) em duas  escolas de Lisboa, selecionadas por conveni&ecirc;ncia. Foi abrangido um total de 17 turmas, selecionadas aleatoriamente em cada escola.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento</i></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos, dos conhecimentos e das auto perce&ccedil;&otilde;es dos adolescentes acerca do sono desenrolou-se  no quadro de um estudo explorat&oacute;rio, e foi realizada atrav&eacute;s da vers&atilde;o experimental do Question&aacute;rio Sobre Sono para  Adolescentes QSSA (Rebelo-Pinto, 2010). O QSSA tem uma sec&ccedil;&atilde;o relativa a dados pessoais, &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o do  contexto e &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es em que os adolescentes dormem, e est&aacute; organizado em tr&ecirc;s escalas: h&aacute;bitos e  rotinas de sono, auto perce&ccedil;&otilde;es e conhecimentos sobre o sono.</p>     <p>A primeira escala, H&aacute;bitos e Rotinas de Sono, engloba 18 quest&otilde;es de formato Likert (4 pontos de resposta) relativas a  vari&aacute;veis descritivas dos h&aacute;bitos de sono dos jovens e 6 quest&otilde;es de resposta aberta sobre a dura&ccedil;&atilde;o total do  sono e os padr&otilde;es de (ir)regularidade dos hor&aacute;rios de sono, durante a semana e no fim-de-semana. A escala inclui tamb&eacute;m 4  quest&otilde;es de escolha m&uacute;ltipla acerca dos motivos que levam os adolescentes a adotar esses hor&aacute;rios.</p>     <p>A segunda escala do instrumento, Auto perce&ccedil;&otilde;es sobre o Sono, integra 5 quest&otilde;es de formato Likert (5 pontos de resposta)  relativas a vari&aacute;veis de natureza subjetiva e afetiva: autoavalia&ccedil;&atilde;o da qualidade, import&acirc;ncia atribu&iacute;da,  dificuldades, preocupa&ccedil;&otilde;es e conhecimentos sobre o sono. Para cada uma destas quest&otilde;es, inclui-se uma pergunta aberta em que o  adolescente &eacute; convidado a justificar a sua resposta quantitativa.</p>     <p>A terceira escala, Conhecimentos sobre o Sono, inclui, nas 20 quest&otilde;es de resposta dicot&oacute;mica, um conjunto de vari&aacute;veis  cognitivas relativas a: consequ&ecirc;ncias da priva&ccedil;&atilde;o de sono, dura&ccedil;&atilde;o adequada, fisiologia, hor&aacute;rios e  ritmos, subst&acirc;ncias e atividades relacionadas com o sono.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos </i></p>     <p>Para a aplica&ccedil;&atilde;o do QSSA, foi solicitada autoriza&ccedil;&atilde;o &agrave; Dire&ccedil;&atilde;o das escolas participantes e  obtido o consentimento informado dos alunos e dos respetivos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, relativamente aos objetivos da  investiga&ccedil;&atilde;o, ao car&aacute;ter volunt&aacute;rio da sua participa&ccedil;&atilde;o, e &agrave; garantia de confidencialidade dos  dados recolhidos. O question&aacute;rio foi aplicado em contexto de sala de aula, de acordo com as instru&ccedil;&otilde;es nele inclu&iacute;das,  sendo o tempo m&eacute;dio de preenchimento de 20 minutos.</p>     <p>Os dados quantitativos recolhidos foram analisados com recurso ao <i>software </i>SPSS (vers&atilde;o 21.0, para Windows), tendo sido realizadas  an&aacute;lises de estat&iacute;stica descritiva, para a caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica da amostra, bem como dos resultados  obtidos relativamente &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos, auto perce&ccedil;&otilde;es e conhecimentos de sono dos  participantes. Os dados obtidos pelas respostas &agrave;s quest&otilde;es abertas dos question&aacute;rios de uma sub-amostra de 100  partcicipantes, equivalente &agrave; amostra total relativamente &agrave;s vari&aacute;veis idade, sexo e ano de escolaridade, foram objeto de uma  an&aacute;lise qualitativa atrav&eacute;s dos procedimentos de an&aacute;lise de conte&uacute;do (Bardin, 2006), contemplando as seguintes fases:  (i) pr&eacute;-an&aacute;lise, que incluiu uma primeira leitura flutuante, formula&ccedil;&atilde;o dos objetivos e quest&otilde;es, e  elabora&ccedil;&atilde;o dos indicadores que fundamentassem a interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados, (ii) explora&ccedil;&atilde;o do material, que  incluiu a codifica&ccedil;&atilde;o dos dados brutos, a escolha das unidades de conte&uacute;do e registo, as regras de contagem, e as  estrat&eacute;gias de categoriza&ccedil;&atilde;o, e (iii) tratamento dos resultados, a partir do desenvolvimento das categorias ou n&uacute;cleos  de sentido que permitissem a organiza&ccedil;&atilde;o das diversas unidades de registo, seguida de infer&ecirc;ncia e  interpreta&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>H&aacute;bitos, auto perce&ccedil;&otilde;es e conhecimentos: An&aacute;lise quantitativa</i></p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos h&aacute;bitos de sono, os resultados indicam que o grupo de adolescentes examinado se levanta, durante a semana,  em m&eacute;dia, pelas 7h24m, e se deita, em m&eacute;dia, &agrave;s 23h29m. No que respeita ao fim-de-semana, estes jovens levantam-se, em  m&eacute;dia, pelas 11h27m, e deitam-se, em m&eacute;dia, &agrave; 01h06m. O tempo total de sono durante a semana &eacute;, em m&eacute;dia, de  7h41m, e ao fim-de-semana &eacute; de 9h46m. Comparando os dados do fim-de-semana com os da semana, verifica-se uma acentuada irregularidade, quer  nos hor&aacute;rios de levantar (4h04m) e de deitar (2h18m), quer no tempo total de sono (2h06m), conforme consta da <a href="#t1">Tabela 1</a>.  Por sua vez, a leitura dos dados relativos aos m&iacute;nimos e m&aacute;ximos das distribui&ccedil;&otilde;es revela o agravamento dessa  irregularidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a01t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando se avaliam as auto perce&ccedil;&otilde;es dos adolescentes sobre o seu sono verifica-se que 60,8% considera n&atilde;o dormir o  suficiente, enquanto 39,0% considera ser adequada a dura&ccedil;&atilde;o do seu sono. Por outro lado, 32,5% dos participantes considera dormir  &ldquo;razoavelmente&rdquo;, 46,5% considera dormir &ldquo;bem&rdquo;, e 14,0% refere dormir &ldquo;muito bem&rdquo;. Apenas 7,1% dos adolescentes  indica dormir &ldquo;mal&rdquo; ou &ldquo;muito mal&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram analisadas as causas atribu&iacute;das pelos participantes &agrave; dura&ccedil;&atilde;o de sono insuficiente, durante a semana e o  fim-de-semana. Incluem-se na <a href="#t2">Tabela 2</a>, as respostas obtidas organizadas em tr&ecirc;s grupos: ambiente, emo&ccedil;&otilde;es e  atividades, por ordem decrescente de percentagem de resposta. As causas atribu&iacute;das pelos participantes para o sono insuficiente apresentam  uma ordena&ccedil;&atilde;o distinta nos dias de semana e aos fins-de-semana.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a01t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nos dias de semana as principais causas atribu&iacute;das para a insufici&ecirc;ncia de sono, a n&iacute;vel ambiental, s&atilde;o os  &ldquo;barulhos no quarto&rdquo; (43,4%) e &ldquo;ver televis&atilde;o at&eacute; tarde&rdquo; (41,6%), enquanto no fim-de-semana, se acentua a  percentagem de &ldquo;ver televis&atilde;o at&eacute; tarde&rdquo; (58,9%) e estar na &ldquo;internet at&eacute; tarde&rdquo; (53,4%). Os fatores  emocionais s&atilde;o os que apresentam percentagens mais elevadas no conjunto destes dados, mais acentuadas durante a semana, nomeadamente  &ldquo;pensar em problemas&rdquo; (61,3%), e &ldquo;preocupa&ccedil;&otilde;es com testes&rdquo; (60,6%). No dom&iacute;nio das atividades, as  percentagens mais elevadas surgem no fim-de-semana, com &ldquo;festas &agrave; noite&rdquo; (46,6%) e &ldquo;sa&iacute;das com amigos&rdquo;  (39,9%). Durante a semana, salienta-se o desporto &agrave; noite (18,2%), com a percentagem mais elevada deste grupo.</p>     <p>De igual modo, os dados obtidos sobre a origem das motiva&ccedil;&otilde;es dos participantes para levantar e deitar durante a semana e ao  fim-de-semana correspondem a ordena&ccedil;&otilde;es diferentes, traduzindo diferentes graus de autonomia do adolescente na  organiza&ccedil;&atilde;o do seu sono. Os dados inclu&iacute;dos na <a href="#t3">Tabela 3</a>, apresentam a ordena&ccedil;&atilde;o e as  percentagens de resposta &agrave;s seguintes alternativas propostas aos participantes: o pr&oacute;prio adolescente, a escola, a fam&iacute;lia e  as atividades de lazer. Durante a semana, os participantes identificam a escola (55,8%) como o principal motivo para levantar e a vontade do  pr&oacute;prio (51,0%) para deitar. Ao fim de semana, &eacute; a vontade do pr&oacute;prio adolescente que determina o hor&aacute;rio de levantar  (58,8%) e deitar (62,5%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a01t3.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Foram ainda analisados os h&aacute;bitos alimentares e consumo de subst&acirc;ncias pass&iacute;veis de interferir com as rotinas de sono. Os  participantes indicam maioritariamente &ldquo;nunca&rdquo; consumir bebidas com cafe&iacute;na (37,4%), ch&aacute; ou caf&eacute; (75,6%), ou  bebidas alco&oacute;licas (77,3%). Uma grande maioria dos adolescentes afirma &ldquo;nunca&rdquo; tomar medicamentos (73,6%), e ingerir  &ldquo;algumas vezes&rdquo; alimentos de dif&iacute;cil digest&atilde;o antes de ir dormir (54,1%).</p>     <p>A concluir a avalia&ccedil;&atilde;o das auto perce&ccedil;&otilde;es sobre o sono, os participantes foram inquiridos sobre a import&acirc;ncia  atribu&iacute;da ao sono. Os dados indicam que 47,8% dos jovens considera o tema &ldquo;bastante importante&rdquo;, 22,8% &ldquo;muito  importante&rdquo;, 22% &ldquo;medianamente importante&rdquo; e apenas 7,4% o consideram &ldquo;pouco importante&rdquo;.</p>     <p>Finalmente, no que se refere &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos sobre o sono recolheram-se dois tipos de  informa&ccedil;&atilde;o: a perce&ccedil;&atilde;o dos adolescentes sobre o n&iacute;vel dos seus conhecimentos sobre o sono, atrav&eacute;s de uma  escala Likert (5 pontos) e a avalia&ccedil;&atilde;o obtida dos seus conhecimentos atrav&eacute;s de 20 quest&otilde;es de &ldquo;verdadeiro&rdquo;  e &ldquo;falso&rdquo;, incidindo sobre fisiologia do sono, hor&aacute;rios e ritmos, higiene do sono, dura&ccedil;&atilde;o adequada e  consequ&ecirc;ncias da priva&ccedil;&atilde;o do sono. Relativamente &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o subjetiva, verifica-se que a maioria (73,3%)  considera ter conhecimentos &rdquo;m&eacute;dios&rdquo; (<i>n</i>=182, 45,5%), &ldquo;bons&rdquo; (<i>n</i>=92, 23,0%), ou &ldquo;muitos  bons&rdquo; (<i>n</i>=19, 4,8%). Apenas um n&uacute;mero reduzido se perceciona como detentor de conhecimentos &ldquo;fracos&rdquo; (<i>n</i>=80,  20,0%) ou &ldquo;muitos fracos&rdquo; (<i>n</i>=24, 6,0%). No mesmo sentido, a avalia&ccedil;&atilde;o objetiva revela uma percentagem m&eacute;dia  de respostas corretas de 69,1%, e uma m&eacute;dia de respostas corretas de 14,12 para o total dos 20 itens. De entre as diversas &aacute;reas  contempladas nas 20 quest&otilde;es, a percentagem mais baixa verifica-se para a &ldquo;dura&ccedil;&atilde;o adequada&rdquo; do sono em que apenas  50% dos adolescentes da amostra responderam corretamente.</p>     <p>Em s&iacute;ntese, os resultados obtidos com a an&aacute;lise quantitativa permitiram identificar e/ou confirmar conceitos chave relativos ao  sono dos adolescentes, a saber: a dura&ccedil;&atilde;o, regularidade e autonomia nos h&aacute;bitos de sono; a organiza&ccedil;&atilde;o e  funcionalidade do quarto e os h&aacute;bitos alimentares; e os fatores pessoais e de natureza cognitiva e emocional como conhecimentos e  preocupa&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Qualidade, import&acirc;ncia e atitudes: An&aacute;lise qualitativa</i></p>     <p>Esta an&aacute;lise incidiu sobre as respostas &agrave;s 5 quest&otilde;es abertas inclu&iacute;das no QSSA, onde era proposto aos participantes  que explorassem os motivos subjacentes &agrave;s suas auto perce&ccedil;&otilde;es relativas a qualidade, import&acirc;ncia, dificuldades,  preocupa&ccedil;&otilde;es e conhecimentos acerca do sono. Cada resposta foi analisada em termos da(s) ideia(s) contidas, procedendo-se &agrave;  sua aloca&ccedil;&atilde;o numa categoria, respetiva subcategoria espec&iacute;fica, e posterior contagem, na sequ&ecirc;ncia de acordo  interju&iacute;zes.</p>     <p>Na <a href="#t4">Tabela 4</a> apresentam-se os resultados deste estudo explorat&oacute;rio, realizado com a sub-amostra j&aacute; referida de  100 participantes selecionados aleatoriamente do grupo de 400 jovens que respondeu ao QSSA. Incluem-se as categorias e subcategorias decorrentes  desta an&aacute;lise, com indica&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de refer&ecirc;ncias, bem como exemplos ilustrativos das respostas dos  participantes, devidamente codificadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a01t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados da an&aacute;lise qualitativa levaram &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o das respostas dos participantes em tr&ecirc;s categorias  principais: (i) Qualidade do sono, (ii) Import&acirc;ncia do sono, e (iii) Atitudes sobre o sono.</p>     <p>A categoria Qualidade do sono (<i>n</i>=222) refere-se &agrave; perce&ccedil;&atilde;o objetiva e subjetiva das caracter&iacute;sticas ou da  organiza&ccedil;&atilde;o do sono. Dentro desta categoria foram distinguidas quatro subcategorias. A subcategoria Dura&ccedil;&atilde;o do sono  (<i>n</i>=43) diz respeito &agrave; perce&ccedil;&atilde;o objetiva e subjetiva acerca do n&uacute;mero de horas que se dorme. A subcategoria  Regularidade do sono (<i>n</i>=16) consiste na exist&ecirc;ncia ou aus&ecirc;ncia de um hor&aacute;rio padr&atilde;o para deitar e levantar. A  subcategoria Bem-estar relativo ao sono (<i>n</i>=78) refere-se &agrave; perce&ccedil;&atilde;o subjetiva de tranquilidade e conforto que os jovens  associam ao ato de dormir. A subcategoria Dificuldades e problemas no sono (<i>n</i>=85) refere-se &agrave; presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de  queixas relativas ao sono.</p>     <p>A categoria Import&acirc;ncia do sono (<i>n</i>=126) diz respeito &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o do sono em termos comportamentais e  emocionais, bem como ao impacto do sono na vida diurna quotidiana. Esta categoria integra tr&ecirc;s subcategorias. A subcategoria Atividades  di&aacute;rias (<i>n</i>=91) refere-se &agrave;s consequ&ecirc;ncias positivas ou negativas de uma boa ou m&aacute; noite de sono no desempenho  f&iacute;sico e intelectual. A subcategoria Sentimentos (<i>n</i>=13) diz respeito aos estados emocionais positivos ou negativos como  consequ&ecirc;ncia do ato de dormir. E a subcategoria Preocupa&ccedil;&otilde;es (<i>n</i>=22) refere-se &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es do  quotidiano geradoras de stresse e ansiedade que, por sua vez, interferem com o sono.</p>     <p>A categoria Atitudes (<i>n</i>=133) diz respeito ao grau de curiosidade e de valoriza&ccedil;&atilde;o que &eacute; atribu&iacute;do ao sono, e  engloba duas subcategorias. O Conhecimento (<i>n</i>=75), que corresponde &agrave; informa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica sobre o sono e os  sonhos, suas caracter&iacute;sticas e fun&ccedil;&otilde;es; e o Interesse (<i>n</i>=58), que engloba a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de desejo  de obter informa&ccedil;&atilde;o, de saber, de se instruir sobre o sono.</p>     <p>Examinando a <a href="#t4">Tabela 4</a>, verifica-se que, das tr&ecirc;s categorias identificadas, a Qualidade &eacute; a que obt&eacute;m maior  representa&ccedil;&atilde;o nas respostas dos participantes, indicando que estes t&ecirc;m uma perce&ccedil;&atilde;o do sono fundamentada, por um  lado na organiza&ccedil;&atilde;o do sono, expressa nas subcategorias Dura&ccedil;&atilde;o e Regularidade, mas sobretudo nas subcategorias  Dificuldades, problemas e Bem-estar, as mais frequentemente mencionadas. Esta situa&ccedil;&atilde;o evidencia que os participantes examinados  avaliam a qualidade do seu sono em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de queixas, bem como em fun&ccedil;&atilde;o da  perce&ccedil;&atilde;o subjetiva de tranquilidade e conforto. No que se refere &agrave; categoria Import&acirc;ncia, os adolescentes salientam  essencialmente a pertin&ecirc;ncia do sono em termos comportamentais, nomeadamente no que se refere &agrave;s consequ&ecirc;ncias positivas e  negativas associadas ao desempenho f&iacute;sico e intelectual em atividades diversas. Finalmente, no que se refere &agrave;s Atitudes, os  participantes mostram valorizar e ter curiosidade acerca do sono, sendo capazes de indicar informa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas que  gostariam de obter, no sentido de satisfazer o seu desejo de saber mais sobre esta tem&aacute;tica.</p>     <p>Em s&iacute;ntese, os dados obtidos com a an&aacute;lise qualitativa permitiram identificar e aprofundar conceitos-chave do sono dos  adolescentes, tamb&eacute;m referidos por outros investigadores em estudos sobre o tema (e.g., Carskadon, 2002a). No dom&iacute;nio dos fatores  ambientais sobressaem as atividades di&aacute;rias na sua rela&ccedil;&atilde;o com o sono, e no &acirc;mbito dos fatores pessoais, emergem os  conhecimentos e sentimentos de bem-estar ou dificuldades, e os problemas acerca do sono.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O percurso de investiga&ccedil;&atilde;o seguido possibilitou a colheita de dados de natureza quantitativa e qualitativa, pondo em relevo  conceitos fundamentais para a compreens&atilde;o das caracter&iacute;sticas do sono dos adolescentes, dos fatores de natureza diversa que favorecem  ou dificultam a qualidade desse sono, bem como para a identifica&ccedil;&atilde;o de dificuldades e problemas a ele associados. Considera-se  importante analisar e discutir os resultados espec&iacute;ficos decorrentes da an&aacute;lise quantitativa e qualitativa e dos seus contributos  para aprofundamento do estudo do tema. Por outro lado, reveste-se de particular interesse a identifica&ccedil;&atilde;o dos conceitos que se cruzam  nos dois referidos tipos de an&aacute;lise, constituindo por essa raz&atilde;o um n&uacute;cleo concetual coerente e consistente em que se possa  fundamentar a proposta de um modelo integrado de investiga&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio.</p>     <p>Os resultados obtidos do QSSA acerca da dura&ccedil;&atilde;o do sono mostram que o tempo total de sono dos adolescentes examinados (7h41m)  &eacute; inferior ao tempo de sono recomendado para este grupo et&aacute;rio, aproximadamente de 9h (Wahlstrom, 2002), e sem grande variabilidade  (Carskadon, 2002a). Identifica-se assim um d&eacute;fice de sono que os adolescentes parecem querer compensar ao fim-de-semana (Wolfson &amp;  Carskadon, 1998). Na an&aacute;lise qualitativa, a dura&ccedil;&atilde;o emerge como um crit&eacute;rio base indicado pelos adolescentes para a  avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade do seu sono. &Eacute; interessante verificar que os hor&aacute;rios de sono dos jovens revelam que estes  dormem bastante menos do que deveriam, durante a semana, e bastante mais do que o desej&aacute;vel, ao fim-de-semana. Em termos subjetivos,  atrav&eacute;s dos dados da sua auto perce&ccedil;&atilde;o, destaca-se a ideia de que uma grande percentagem de jovens reconhece tamb&eacute;m que  o seu sono n&atilde;o tem a dura&ccedil;&atilde;o adequada, o que pode comprometer o seu desenvolvimento saud&aacute;vel. De facto, nos dias de  hoje, cada vez mais os adolescentes adiam a hora de ir dormir, registando-se uma dura&ccedil;&atilde;o de sono muito inferior ao que &eacute;  recomendado para a sua idade (Rebelo-Pinto, 2014). Estes dados refor&ccedil;am a dura&ccedil;&atilde;o do sono como um elemento fundamental na  investiga&ccedil;&atilde;o e na interven&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio. Analisando estes resultados na &oacute;tica da sa&uacute;de  f&iacute;sica e mental dos adolescentes e do seu desenvolvimento, este resultado suscita alguma preocupa&ccedil;&atilde;o na medida em que os  riscos da priva&ccedil;&atilde;o de sono que est&atilde;o hoje devidamente identificados na literatura n&atilde;o parecem ser tomados em  considera&ccedil;&atilde;o (e.g., Loessl et al., 2008).</p>     <p>Na sequ&ecirc;ncia da discrep&acirc;ncia atr&aacute;s assinalada entre os hor&aacute;rios de sono ao fim-de-semana e durante a semana, os dados  quantitativos refor&ccedil;am o conceito de regularidade, tamb&eacute;m ele amplamente tratado na literatura sobre a mat&eacute;ria (e.g., Loessl  et al., 2008; Stores, 2001; Wolfson &amp; Carskadon, 1998). Com efeito, regista-se a exist&ecirc;ncia de uma irregularidade no tempo de sono  durante a semana e o fim-de-semana, tanto no hor&aacute;rio de levantar, que se aproxima das 4h de diferen&ccedil;a, como no hor&aacute;rio de  deitar, que se aproxima das 2h de diferen&ccedil;a. Na an&aacute;lise qualitativa, esta irregularidade &eacute; confirmada pela generalidade dos  adolescentes. Trata-se de um comportamento habitual tamb&eacute;m nos adolescentes de outros pa&iacute;ses europeus e norte-americanos (e.g.,  Giannotti &amp; Cortesi, 2002; Wolfson &amp; Carskadon, 1998). Para al&eacute;m da priva&ccedil;&atilde;o de sono, que os impede de suportar as  exig&ecirc;ncias do seu dia-a-dia, estes adolescentes organizam o seu sono sem ter em considera&ccedil;&atilde;o os ritmos circadianos,  fundamentais na arquitetura do sono.</p>     <p>Contrastando com os dados preocupantes de priva&ccedil;&atilde;o e de irregularidade do sono atr&aacute;s mencionados, a avalia&ccedil;&atilde;o  da import&acirc;ncia do sono, na an&aacute;lise quantitativa, revelou que os participantes parecem ter consci&ecirc;ncia da relev&acirc;ncia do  sono na sua vida, mau grado os comportamentos lesivos que adotam. Estes dados indiciam uma atitude geral positiva em rela&ccedil;&atilde;o ao sono,  e ao mesmo tempo algum desconhecimento ou despreocupa&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave;s consequ&ecirc;ncias desses comportamentos.  Relativamente ao conceito da import&acirc;ncia atribu&iacute;da ao sono, a an&aacute;lise qualitativa contribuiu para aprofundar e especificar a  valoriza&ccedil;&atilde;o do sono em termos comportamentais e emocionais, bem como o impacto das atividades quotidianas na qualidade do sono, de  acordo com a natureza bidirecional das rela&ccedil;&otilde;es entre sono e vig&iacute;lia. Os adolescentes t&ecirc;m a no&ccedil;&atilde;o da  import&acirc;ncia do sono no desempenho das suas atividades di&aacute;rias, bem como nos seus sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es, reconhecendo  tamb&eacute;m que este pode ser afetado pelas preocupa&ccedil;&otilde;es do dia-a-dia, como &eacute; reconhecido por diversos autores (e.g.,  Carskadon, 2002a).</p>     <p>Relativamente aos conhecimentos sobre o sono, o QSSA proporcionou resultados de natureza diferente que revelam tend&ecirc;ncias semelhantes. Com  efeito, na avalia&ccedil;&atilde;o da auto perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de conhecimentos, cerca de 70% dos adolescentes da amostra total  situa-se num n&iacute;vel m&eacute;dio, bom e muito bom, resultado que se aproxima do obtido no teste de conhecimentos sobre o tema, com uma  percentagem m&eacute;dia de respostas corretas de 69,1%. A an&aacute;lise qualitativa permitiu verificar que os adolescentes gostariam de obter  mais informa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente acerca da fisiologia e fun&ccedil;&otilde;es do sono e dos sonhos. Alguns autores referem que os  adolescentes desvalorizam as quest&otilde;es do sono, apoiados em cren&ccedil;as erradas acerca das suas diversas facetas, cuja  corre&ccedil;&atilde;o &eacute; importante para garantir a higiene do sono e reduzir a incid&ecirc;ncia de dist&uacute;rbios (Giannotti &amp;  Cortesi, 2002). O interesse aqui revelado por estes adolescentes portugueses no sentido de adquirir conhecimentos acerca do sono constitui uma  oportunidade favor&aacute;vel para uma interven&ccedil;&atilde;o educativa neste dom&iacute;nio.</p>     <p>A an&aacute;lise quantitativa permitiu ainda identificar e valorizar tr&ecirc;s novos conceitos relevantes no estudo do sono dos adolescentes: a  autonomia relativamente ao sono, a organiza&ccedil;&atilde;o do quarto e rotinas de sono, e os h&aacute;bitos alimentares e ingest&atilde;o de  subst&acirc;ncias.</p>     <p>Os dados relativos &agrave; autonomia fornecem informa&ccedil;&atilde;o sobre a origem das motiva&ccedil;&otilde;es dos adolescentes quanto  &agrave; hora de deitar e de levantar e sobre a import&acirc;ncia relativa atribu&iacute;da a esses motivos, durante a semana e nos fins-de-semana.  Registam-se, por um lado, crit&eacute;rios externos ao pr&oacute;prio adolescente, como os constrangimentos decorrentes do hor&aacute;rio das aulas  ou das regras impostas pelos pais e, por outro lado, emergem com relevo os crit&eacute;rios pessoais de autonomia nas decis&otilde;es dos tempos de  sono, nomeadamente relacionados com a op&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios e com o apelo da intera&ccedil;&atilde;o social. Alguns autores  t&ecirc;m abordado quest&otilde;es relativas &agrave; autonomia na organiza&ccedil;&atilde;o do sono com crian&ccedil;as em idades mais precoces,  nomeadamente no que se refere &agrave; resist&ecirc;ncia ao deitar (Carskadon, 2002a). Mas o conceito &eacute; tamb&eacute;m importante no estudo  do sono dos adolescentes, na medida em que remete para uma responsabiliza&ccedil;&atilde;o progressiva pelo pr&oacute;prio sono que deve ser  inclu&iacute;da em programas educativos. As refer&ecirc;ncias &agrave; autonomia aparecem no estudo qualitativo associadas a fatores ambientais e  de estilo de vida, considerados como obst&aacute;culos &agrave; qualidade de sono que os adolescentes gostariam de ter.</p>     <p>Entre estes fatores ambientais, emergem os relativos ao local de dormir, e &agrave;s suas condi&ccedil;&otilde;es em termos de luz, barulho,  temperatura, mas tamb&eacute;m das atividades a&iacute; realizadas. Destacam-se de entre estas as associadas ao uso de tecnologias &ldquo;pela  noite dentro&rdquo;, como televis&atilde;o, computador, telem&oacute;vel, etc. Trata-se de um tema frequente na literatura, em diversos  pa&iacute;ses (e.g., Menna-Barreto &amp; Wey, 2007; Mesquita &amp; Reim&atilde;o, 2007), mas que os estudos portugueses t&ecirc;m revelado como de  particular gravidade (Rebelo-Pinto, 2014). As incid&ecirc;ncias no sono s&atilde;o de natureza diversa, nomeadamente ao n&iacute;vel  neurofisiol&oacute;gico, cognitivo e emocional, relacionadas com os efeitos da luz, o excesso de informa&ccedil;&atilde;o e a intensidade dos  estados afetivos.</p>     <p>De entre os fatores ambientais analisados no estudo quantitativo, as quest&otilde;es relacionadas com a alimenta&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m uma  express&atilde;o reduzida, apenas relativa &agrave; ingest&atilde;o de subst&acirc;ncias e hor&aacute;rio de refei&ccedil;&otilde;es. No estudo  qualitativo o tema &eacute; omisso. Os adolescentes parecem desconhecer ou n&atilde;o valorizar a rela&ccedil;&atilde;o entre sono e  alimenta&ccedil;&atilde;o, que tem sido objeto de importantes estudos na &uacute;ltima d&eacute;cada (e.g., Carskadon, 2002a; Stores, 2001),  nomeadamente em Portugal (Padez, Fernandes, Mour&atilde;o, Moreira, &amp; Rosado, 2004).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo qualitativo foi particularmente rico no que se refere a fatores de natureza pessoal e emocional associados ao sono.</p>     <p>A dimens&atilde;o bem-estar, identificada como subcategoria no &acirc;mbito da qualidade do sono, &eacute; amplamente referida pelos  adolescentes, referindo-se &agrave; perce&ccedil;&atilde;o subjetiva de tranquilidade e conforto que associam ao ato de dormir. A ideia de que o  sono &eacute; tranquilo, repousante, e reconfortante parece ser determinante na avalia&ccedil;&atilde;o da sua qualidade. Em rela&ccedil;&atilde;o  aos sentimentos, os participantes referem-se ao humor positivo ou negativo como consequ&ecirc;ncia da boa ou m&aacute; qualidade do sono,  salientando a vertente negativa. Estes resultados s&atilde;o congruentes com outros estudos que salientam as varia&ccedil;&otilde;es no humor, a  impaci&ecirc;ncia e a agressividade como consequ&ecirc;ncias da d&iacute;vida de sono (Acebo &amp; Carskadon, 2002).</p>     <p>As dificuldades e problemas de sono, identificados na an&aacute;lise qualitativa, referem-se &agrave; presen&ccedil;a de queixas relativas ao  sono, como a sonol&ecirc;ncia diurna excessiva e a ins&oacute;nia. Esta &eacute; a subcategoria com a segunda maior frequ&ecirc;ncia na  an&aacute;lise qualitativa, indicando o peso que ela tem para estes adolescentes quando avaliam a qualidade do seu sono. &Eacute; importante  contrastar estes dados com os obtidos a n&iacute;vel quantitativo, em que apenas 7,1% dos adolescentes indicou dormir &ldquo;mal&rdquo; ou  &ldquo;muito mal&rdquo;. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es de sono, os adolescentes salientam que as  situa&ccedil;&otilde;es do quotidiano que geram determinados conte&uacute;dos emocionais negativos (como stresse, ansiedade, irritabilidade, medo)  s&atilde;o as que mais acentuam as suas dificuldades de adormecer ou manter o sono consolidado (Matos et al., 2009). Autores como Glovinsky e  Spielman (2006) refor&ccedil;am esta ideia afirmando que &eacute; importante para uma boa noite de sono a aus&ecirc;ncia de  preocupa&ccedil;&otilde;es e de pensamentos que aumentem o alerta cognitivo ou emocional.</p>     <p>A subcategoria Atividades di&aacute;rias, na categoria Import&acirc;ncia, &eacute; a mais salientada pelos adolescentes, traduzindo a  rela&ccedil;&atilde;o que estabelecem entre a vig&iacute;lia e o sono. Os jovens consideram que uma boa noite de sono &eacute; indispens&aacute;vel  para o bom funcionamento f&iacute;sico e intelectual nas suas atividades do dia-a-dia, reconhecendo que uma m&aacute; noite de sono p&otilde;e em  causa a qualidade do seu desempenho nas tarefas di&aacute;rias, a sua resist&ecirc;ncia ao cansa&ccedil;o, e a sua sa&uacute;de. Trata-se de dados  congruentes com os obtidos noutros estudos, indicando que os adolescentes consideram que dormir &eacute; essencial ao bom funcionamento  org&acirc;nico, cognitivo e emocional (Dement, 2002). Por outro lado, t&ecirc;m consci&ecirc;ncia de que a forma como o seu dia-a-dia se desenrola  interfere com a qualidade do seu sono.</p>     <p>Em s&iacute;ntese, o acervo de dados quantitativos e qualitativos obtidos e respetiva an&aacute;lise constitui um conjunto coerente e integrado,  quer do ponto de vista concetual quer em termos das suas implica&ccedil;&otilde;es para a investiga&ccedil;&atilde;o e para a  interven&ccedil;&atilde;o. Em primeiro lugar, a import&acirc;ncia atribu&iacute;da ao sono pelos adolescentes pode ser considerada um indicador da  sua recetividade a interven&ccedil;&otilde;es educativas neste &acirc;mbito. Em segundo lugar, foram identificados conceitos relevantes para a  compreens&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o do sono dos adolescentes, confirmados pelos dois percursos de an&aacute;lise, e convergentes com  diversos autores, como dura&ccedil;&atilde;o, regularidade e autonomia do sono, o ambiente do quarto e as suas funcionalidades, as atividades  di&aacute;rias e os h&aacute;bitos alimentares. Finalmente, foram explicitados e valorizados fatores pessoais de natureza cognitiva e emocional,  especialmente relevantes para o sono dos adolescentes como conhecimentos acerca do sono, sentimentos e problemas com ele relacionados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Proposta de um modelo tridimensional</i></p>     <p>Tratando-se embora de um estudo explorat&oacute;rio, o percurso de investiga&ccedil;&atilde;o seguido suscitou a possibilidade de integrar os  dados obtidos num esquema concetual organizador do conhecimento sobre o sono dos adolescentes e pass&iacute;vel de ser utilizado como uma matriz  geradora de objetivos para as interven&ccedil;&otilde;es educativas. A necessidade de enquadramento te&oacute;rico dos programas de  educa&ccedil;&atilde;o do sono, foi recentemente assinalada por Blunden, Champman e Rigney (2012) como um passo importante para melhorar a sua  consist&ecirc;ncia e efic&aacute;cia. Nesta linha, prop&otilde;e-se, como conclus&atilde;o deste estudo, um modelo estruturado dos conceitos-chave  identificados e reorganizados em tr&ecirc;s grandes dimens&otilde;es, conforme consta da <a href="#t5">Tabela 5</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t5"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a01t5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>    <p>A primeira dimens&atilde;o, designada &ldquo;h&aacute;bitos de sono&rdquo;, refere-se ao que o adolescente costuma fazer, em termos de  dura&ccedil;&atilde;o, ritmo e regula&ccedil;&atilde;o do sono. Contempla tr&ecirc;s subdimens&otilde;es: a &ldquo;dura&ccedil;&atilde;o&rdquo;,  tempo total de sono, a &ldquo;regularidade&rdquo;, correspondente aos hor&aacute;rios padr&atilde;o de sono, e a &ldquo;autonomia&rdquo;,  capacidade de regula&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio sono. A integra&ccedil;&atilde;o destas subdimens&otilde;es no modelo visa contribuir, ao  n&iacute;vel da interven&ccedil;&atilde;o, para a cria&ccedil;&atilde;o de objetivos e atividades que estimulem os jovens a ter um tempo total de  sono adequado &agrave; sua idade, a definir e a cumprir um hor&aacute;rio de sono organizado e regular, e a adquirir uma independ&ecirc;ncia  progressiva na prepara&ccedil;&atilde;o e na regula&ccedil;&atilde;o do dormir e do acordar.</p>     <p>A segunda dimens&atilde;o, designada por &ldquo;fatores ambientais&rdquo;, refere-se aos estilos de vida com impacto no sono e integra  tr&ecirc;s subcategorias: o &ldquo;quarto&rdquo;, que se refere &agrave;s caracter&iacute;sticas e funcionalidades do local de dormir, as  &ldquo;atividades&rdquo;, que contemplam a distribui&ccedil;&atilde;o das diferentes tarefas ao longo do dia, e a  &ldquo;alimenta&ccedil;&atilde;o&rdquo;, respeitante ao hor&aacute;rio, quantidade e qualidade de refei&ccedil;&otilde;es e ao consumo de  subst&acirc;ncias. Neste sentido, pretende-se que uma interven&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o do sono contribua para a  cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es ambientais favor&aacute;veis a um bom sono (e.g., temperatura, ru&iacute;do e luz no quarto),  promova uma gest&atilde;o equilibrada do dia-a-dia e um esquema alimentar adequado &agrave; idade e caracter&iacute;sticas dos  destinat&aacute;rios.</p>     <p>A terceira dimens&atilde;o do modelo, denominada &ldquo;fatores pessoais&rdquo;, refere-se a sentimentos, conhecimentos e problemas do  adolescente, relacionados com o sono, e engloba tr&ecirc;s subdimens&otilde;es: os &ldquo;conhecimentos&rdquo; relativos ao que o adolescente sabe  sobre o sono; os &ldquo;sentimentos&rdquo; que englobam as emo&ccedil;&otilde;es acerca do sono, e os &ldquo;problemas&rdquo; que correspondem  &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de dificuldades ou sofrimento experimentados em rela&ccedil;&atilde;o ao sono. As interven&ccedil;&otilde;es  educativas neste &acirc;mbito dever&atilde;o favorecer nos jovens o gosto por dormir, estimular o seu interesse pela aquisi&ccedil;&atilde;o de  conhecimentos b&aacute;sicos sobre o que se deve fazer para dormir bem, e possibilitar a identifica&ccedil;&atilde;o de eventuais problemas de sono  bem como de recursos especializados adequados ao seu tratamento.</p>     <p>Os resultados obtidos neste estudo, embora com as limita&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias da sua natureza explorat&oacute;ria, do recurso a  vers&otilde;es preliminares de instrumentos de colheita dados e da dimens&atilde;o reduzida das amostras examinadas, abre novas perspetivas para o  alargamento e aprofundamento das investiga&ccedil;&otilde;es no dom&iacute;nio do sono dos adolescentes. O desenvolvimento dessas  investiga&ccedil;&otilde;es permitiu j&aacute; aos seus autores a valida&ccedil;&atilde;o do modelo aqui apresentado, designadamente atrav&eacute;s  de an&aacute;lises fatoriais confirmat&oacute;rias com amostras mais alargadas e instrumentos validados para adolescentes portugueses  (Rebelo-Pinto, Pinto, Rebelo-Pinto, &amp; Paiva, 2014).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o quantitativa e qualitativa seguida neste estudo possibilitou a identifica&ccedil;&atilde;o e o aprofundamento de  conceitos-chave para a compreens&atilde;o do sono dos adolescentes. A organiza&ccedil;&atilde;o destes conceitos em tr&ecirc;s dimens&otilde;es e  nove subdimens&otilde;es proporciona um esquema concetual para a investiga&ccedil;&atilde;o e para a interven&ccedil;&atilde;o educativa neste  dom&iacute;nio. Os resultados obtidos mostram &iacute;ndices preocupantes de m&aacute; qualidade de sono desta amostra de adolescentes portugueses  o que refor&ccedil;a a necessidade dessa interven&ccedil;&atilde;o. O projeto de investiga&ccedil;&atilde;o tem sido alargado e aprofundado com a  valida&ccedil;&atilde;o do modelo apresentado, a constru&ccedil;&atilde;o de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o das suas dimens&otilde;es e a  aplica&ccedil;&atilde;o com diferentes grupos et&aacute;rios.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Acebo, C., &amp; Carskadon, M. (2002). Influence of irregular sleep patterns on waking behavior. In M. Carskadon (Ed.), <i>Adolescent sleep  patterns: Biological, social and psychological influences</i> (pp. 220-235). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024130&pid=S0870-8231201600040000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Allen-Gomes, A., Tavares, J., &amp; Azevedo, M. H. (2011). Sleep and academic performance in undergraduates: A multimeasure, multipredictor  approach. <i>Chronobiology International, 28</i>, 786-801.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024132&pid=S0870-8231201600040000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bardin, L. (2006). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024134&pid=S0870-8231201600040000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Beebe, D. (2011). Cognitive, behavioral, and functional consequences of inadequate sleep in children and adolescents. <i>Pediatric Sleep  Medicine Update &ndash; Pediatric Clinics of North America, 58</i>, 649-665.</p>     <!-- ref --><p>Blunden, S. L., Chapman, J., &amp; Rigneyu, G. A. (2012). Are sleep education programs successful?. The case for improved and consistent research  efforts. <i>Sleep Med Rev, 16</i>, 355-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024137&pid=S0870-8231201600040000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carskadon, M. (Ed.). (2002a). <i>Adolescent sleep patterns: Biological, social and psychological influences</i>. Cambridge: Cambridge University  Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024139&pid=S0870-8231201600040000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carskadon, M. (2002b). Factors influencing sleep patterns of adolescents. In M. Carskadon (Ed.), <i>Adolescent sleep patterns: Biological,  social and psychological influences</i> (pp. 4-26). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024141&pid=S0870-8231201600040000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carskadon, M. (2002c). Risks of driving while sleepy in adolescents and young adults. In M. Carskadon (Ed.), <i>Adolescent sleep patterns:  Biological, social and psychological influences</i> (pp. 148-158). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024143&pid=S0870-8231201600040000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Carskadon, M. (2011). Sleep in adolescents: The perfect storm. In J. Owens &amp; J. Mindell (Eds.), <i>Pediatric Sleep Medicine Update &ndash;  Pediatric Clinics of North America</i> (pp. 637-647). Philadelphia: Elsevier.</p>     <!-- ref --><p>Dahl, R. E. (1999). The consequences of insufficient sleep for adolescents. <i>Phi Delta Kappan, 80</i>, 354-359.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024146&pid=S0870-8231201600040000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dement, W. (2002). Foreword. In M. Carskadon (Ed.), <i>Adolescent sleep patterns: Biological, social and psychological influences</i>.  Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024148&pid=S0870-8231201600040000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreira, R., &amp; Paiva, T. (2014). Sleep in Children. In T. Paiva, M. Andersen, &amp; S. Tufik (Coords.), <i>O Sono e a medicina do sono</i>.  S&atilde;o Paulo: Editora Manole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024150&pid=S0870-8231201600040000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Giannotti, F., &amp; Cortesi, F. (2002). Sleep patterns and daytime function in adolescence: An epidemiological survey of an Italian high school  student sample. In M. Carskadon (Ed.), <i>Adolescent sleep patterns: Biological, social and psychological influences</i> (pp. 132-147). Cambridge:  Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024152&pid=S0870-8231201600040000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Glovinksy, P., &amp; Spielman, A. (2006). <i>The insomnia answer</i>. New York: Perigee.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024154&pid=S0870-8231201600040000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gruber, R., Cassoff, J., &amp; Knauper, B. (2011). Sleep health education in pediatric community settings: Rationale and practical suggestions  for incorporating healthy sleep education into pediatric practice. <i>Pediatric Sleep Medicine Update, 58</i>, 735-754.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024156&pid=S0870-8231201600040000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Loessl, B., Valeirus, G., Kopasz, M., Hornyak, M., Riemann, D., &amp; Voderholzer, U. (2008). Are adolescents chronically sleep-deprived?. An  investigation of sleep habits of adolescents in the Southwest of Germany. <i>Child: Care, Health and Development, 34</i>, 549-556.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024158&pid=S0870-8231201600040000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Matos, M. G., Loureiro, N., &amp; Veiga, G. (2009). O sono e o corpo. In M. G. Matos &amp; D. Sampaio (Coords.), <i>Jovens com sa&uacute;de  &ndash; Di&aacute;logo com uma gera&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Texto Editores.</p>     <p>Menna-Barreto, L., &amp; Wey, D. (2007). Ontog&ecirc;nese do sistema de temporiza&ccedil;&atilde;o &ndash; A constru&ccedil;&atilde;o e as  reformas dos ritmos biol&oacute;gicos ao longo da vida humana. <i>Psicologia USP, 18</i>, 133-153.</p>     <!-- ref --><p>Mesquita, G., &amp; Reim&atilde;o, R. (2007). Nightly use of computer by adolescents. Its effect on quality of sleep. <i>Arquivos de  Neupsiquiatria, 65</i>, 428-432.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024162&pid=S0870-8231201600040000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mindell, J. (2004). Services and programs proven effective in managing infant/child sleep disorders: Comments on Wiggs, Owens, France and  Blampied. In R. Tremblay, R. Barr, &amp; R. Peters (Eds.), <i>Encyclopedia on early childhood development</i> (consultado a 5 Janeiro 2014).  Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.child-encyclopedia.com/sleeping-behaviour/according-experts/services-and-programs-proven-effective-managing-infantchild"  target="_blank">http://www.child-encyclopedia.com/sleeping-behaviour/according-experts/services-and-programs-proven-effective-managing-infantchild</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024164&pid=S0870-8231201600040000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Molina-Carballo, A., Fernandez-Tard&aacute;quila, E., Uberos-Fern&aacute;ndez, J., Seiguer, I., Contreras-Chova, F., &amp; Mu&ntilde;oz-Hoyos,  A. (2007). Longitudinal study of the simultaneous secretion of melatonin and leptin during normal puberty. <i>Hormone Research, 68</i>, 11-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024165&pid=S0870-8231201600040000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Noland, H., Price, J., Dake, J., &amp; Tellojohann, S. (2009). Adolescents&rsquo; sleep behaviors and perceptions of sleep. <i>Journal of School  Health, 79</i>, 224-230.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Padez, C., Fernandes, T., Mour&atilde;o, I., Moreira, P., &amp; Rosado, V. (2004). Prevalence of overweight and obesity in 7-9-y old Portuguese  children. Trends in body mass index from 1972 to 2002. <i>American Journal of Human Biology, 16</i>, 670-678.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024168&pid=S0870-8231201600040000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Paiva, T., Cunhal, A., &amp; Cunhal, M. (2008). Sleep schedules and academic success in Technical University students. <i>Journal of Sleep  Research, 17</i>, 51-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024170&pid=S0870-8231201600040000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Rebelo-Pinto, T. (2010). <i>O sono em adolescentes portugueses &ndash; Estudo explorat&oacute;rio no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o para  a sa&uacute;de</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Rebelo-Pinto, T. (2014). H&aacute;bitos de sono em adolescentes. In T. Paiva, M. Andersen, &amp; S. Tufik (Eds.), <i>O sono e a medicina do  sono</i> (pp. 631-639). S&atilde;o Paulo: Manolo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024173&pid=S0870-8231201600040000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rebelo-Pinto, T., Pinto, J. C., Rebelo-Pinto, H., &amp; Paiva, T. (2014). Validation of a three-dimensional model about sleep: Habits, personal  factors and environmental factors. <i>Sleep Science, 7</i>, 197-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024175&pid=S0870-8231201600040000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Reid, A., &amp; Baker, F. (2008). Perceived sleep quality and sleepiness in South African university students. <i>South African Journal of  Psychology, 38</i>, 287-303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024177&pid=S0870-8231201600040000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stores, G. A. (2001). <i>Clinical guide to sleep disorders in children and adolescents</i>. New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024179&pid=S0870-8231201600040000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wahlstrom, K. (2002). Accomodating the sleep patterns of adolescents within current educational structures: An uncharted path. In M. Carskadon  (Ed.), <i>Adolescent sleep patterns: Biological, social and psychological influences</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024181&pid=S0870-8231201600040000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wolfson, A. (2007). Adolescent sleep update: Narrowing the gap between research and practice. <i>Sleep Medicine, 5</i>, 194-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024183&pid=S0870-8231201600040000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wolfson, A., &amp; Carskadon, M. (1998). Sleep schedules and daytime functioning in adolescents. <i>Child Development, 69</i>, 875-887.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024185&pid=S0870-8231201600040000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wolfson, A., &amp; Richards, M. (2011). Young adolescents: Struggles with Insufficient Sleep. In M. El-Sheikh (Ed.), <i>Sleep and  development</i>. New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024187&pid=S0870-8231201600040000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Worthman, C. M. (2011). Developmental cultural ecology of sleep. In M. El-Sheikh (Ed.), <i>Sleep and development</i>. New York: Oxford  University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024189&pid=S0870-8231201600040000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Teresa Rebelo Pinto, CENC &ndash; Centro do Sono, Rua Conde das  Antas, 5, 1070-068 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:trebelopinto@gmail.com">trebelopinto@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 09/01/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 07/02/2016</p>      ]]></body><back>
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