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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study is to analyse the social representations of active ageing, in order to detect the impacts of the diferente conceptions by older women and men. We developed a cross-sectional cohort study and 123 older people were surveyed (M=76,84; SD=8.46). We accessed the evocations on active ageing through the Technique of Free Association of words. The representations that most frequently emerged were the “family”, “walk”, “living” and “health”. It was also possible to highlight differences in the social representation of active ageing from a gendered perspective. As exclusive evocations, the male prominente evocation anchors in "sport", while among females the “domestic activity” predominated. Interpersonal relationships, in particular those established with the family network, are central to various phases of life cycle. The model of social protection dominant during the dictatorship period (Estado Novo), pointing out the family as the central pillar of protection, seems crystallized throughout time. Both genders chose the “family” as prominent evocation as a social representation of active ageing. Although in Western society the social status of women has changed, women in our sample seem to assume that active ageing is associated with the execution of tasks they have always done, focusing many of its evocations in a family oriented content, where the role of caregivers stands out. This reflects the gender roles. Instrumental activities and those that are associated to private sphere, such as domestic tasks, are emerging more prominently. In the case of men, the family components also emerged, but at the same time as pleasurable leisure activities.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Envelhecimento ativo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Representa&ccedil;&otilde;es sociais do envelhecimento ativo num olhar genderizado</b></p>     <p><b>Fernanda Daniel<sup>1</sup>, Elsa Caetano<sup>2</sup>, Rosa Monteiro<sup>3</sup>, In&ecirc;s Amaral<sup>4</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>ISMT &ndash; Instituto Superior Miguel Torga / CEIS-UC &ndash; Centro de Estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de da  Universidade de Coimbra / CIES &ndash; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos de Sociologia &ndash; ISCTE-IUL</p>     <p><sup>2</sup>ISMT &ndash; Instituto Superior Miguel Torga</p>     <p><sup>3</sup>ISMT &ndash; Instituto Superior Miguel Torga / CES &ndash; Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra</p>     <p><sup>4</sup>ISMT &ndash; Instituto Superior Miguel Torga / UAL &ndash; Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa / CECS &ndash; Centro de Estudos de  Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade da Universidade do Minho</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo deste estudo &eacute; analisar as representa&ccedil;&otilde;es sociais do envelhecimento ativo, procurando detetar os impactos das  conce&ccedil;&otilde;es diferenciadas de homens e mulheres idosos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi desenvolvido um estudo de coorte transversal. Foram inquiridas 123 pessoas idosas (<i>M</i>=76,84; <i>DP</i>=8,46). Utiliz&aacute;mos para  aceder &agrave;s evoca&ccedil;&otilde;es sobre o envelhecimento ativo a T&eacute;cnica de Associa&ccedil;&atilde;o Livre de Palavras.</p>     <p>As representa&ccedil;&otilde;es que emergiram com maior frequ&ecirc;ncia foram a &ldquo;fam&iacute;lia&rdquo;, &ldquo;passeio&rdquo;,  &ldquo;conv&iacute;vio&rdquo; e &ldquo;sa&uacute;de&rdquo;. Foi poss&iacute;vel destacar diferen&ccedil;as na representa&ccedil;&atilde;o social do  envelhecimento ativo a partir de um olhar genderizado. Das evoca&ccedil;&otilde;es exclusivas do sexo masculino a evoca&ccedil;&atilde;o  proeminente ancora no &ldquo;desporto&rdquo;, enquanto no sexo feminino a &ldquo;atividade dom&eacute;stica&rdquo; predomina.</p>     <p>Ambos os sexos elegeram a &ldquo;fam&iacute;lia&rdquo; como evoca&ccedil;&atilde;o proeminente na representa&ccedil;&atilde;o social do  envelhecimento ativo. As mulheres, refletindo os pap&eacute;is que desempenharam ao longo da sua vida parecem assumir que um envelhecimento ativo  representa a execu&ccedil;&atilde;o das tarefas que sempre fizeram, centrando-se muitas das suas evoca&ccedil;&otilde;es em conte&uacute;dos de  cariz familista, onde o papel de cuidadoras se destaca. As atividades de car&aacute;cter instrumental e associadas &agrave; esfera privada, como as  tarefas dom&eacute;sticas emergem com maior proemin&ecirc;ncia. No caso dos homens, a componente familista &eacute; tamb&eacute;m evocada,  emergindo concomitantemente atividades de lazer.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Envelhecimento ativo, Representa&ccedil;&otilde;es sociais, G&eacute;nero.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of this study is to analyse the social representations of active ageing, in order to detect the impacts of the diferente  conceptions by older women and men.    <p>     <p>We developed a cross-sectional cohort study and 123 older people were surveyed (<i>M</i>=76,84; <i>SD</i>=8.46). We accessed the evocations on  active ageing through the Technique of Free Association of words.    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p>The representations that most frequently emerged were the &ldquo;family&rdquo;, &ldquo;walk&rdquo;, &ldquo;living&rdquo; and  &ldquo;health&rdquo;. It was also possible to highlight differences in the social representation of active ageing from a gendered perspective. As  exclusive evocations, the male prominente evocation anchors in &quot;sport&quot;, while among females the &ldquo;domestic activity&rdquo;  predominated.    <p>     <p>Interpersonal relationships, in particular those established with the family network, are central to various phases of life cycle. The model of  social protection dominant during the dictatorship period (Estado Novo), pointing out the family as the central pillar of protection, seems  crystallized throughout time.    <p>     <p>Both genders chose the &ldquo;family&rdquo; as prominent evocation as a social representation of active ageing. Although in Western society the  social status of women has changed, women in our sample seem to assume that active ageing is associated with the execution of tasks they have  always done, focusing many of its evocations in a family oriented content, where the role of caregivers stands out. This reflects the gender roles.  Instrumental activities and those that are associated to private sphere, such as domestic tasks, are emerging more prominently. In the case of men,  the family components also emerged, but at the same time as pleasurable leisure activities.</p>     <p><b>Key words</b>: Active ageing, Social representations, Gender.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A conquista da humanidade, contabilizada no maior n&uacute;mero de pessoas a chegarem a idades mais longevas, adv&eacute;m das melhores  condi&ccedil;&otilde;es de vida e do desenvolvimento da medicina e das suas &aacute;reas correlatas, com consequ&ecirc;ncias no aumento  significativo da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida. Concorre igualmente para o envelhecimento populacional a diminui&ccedil;&atilde;o  dr&aacute;stica da fecundidade, estimando-se que num futuro pr&oacute;ximo, 2047, o n&uacute;mero de pessoas mais velhas ultrapasse, pela primeira  vez, o n&uacute;mero de crian&ccedil;as e que, em 2050, o n&uacute;mero de pessoas idosas (60 anos ou mais), que em 2013 se situava nos 841  milh&otilde;es, ultrapasse os 2 bilh&otilde;es em 2050 (UN-DESA, 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O envelhecimento &eacute;, efetivamente, um dos principais desafios colocados &agrave;s sociedades contempor&acirc;neas. A sua dimens&atilde;o e  import&acirc;ncia social t&ecirc;m-no alavancado para o discurso pol&iacute;tico nacional e internacional tanto quanto para o dom&iacute;nio da  opini&atilde;o p&uacute;blica. Sendo resultado de uma constru&ccedil;&atilde;o social partilhada, verifica-se uma  &ldquo;requalifica&ccedil;&atilde;o&rdquo; discursiva do envelhecimento, associando-o a uma pluralidade terminol&oacute;gica que desconstr&oacute;i  a preval&ecirc;ncia de estere&oacute;tipos idadistas negativos que associam a velhice a depend&ecirc;ncia, falta de autonomia, doen&ccedil;a,  institucionaliza&ccedil;&atilde;o e uma desconsidera&ccedil;&atilde;o da sua heterogeneidade (de g&eacute;nero, por exemplo). Esta  revaloriza&ccedil;&atilde;o do envelhecimento surgiu com organiza&ccedil;&otilde;es como a ONU e a Uni&atilde;o Europeia que lan&ccedil;aram, desde  as d&eacute;cadas de 1980 e 1990 respetivamente, o conceito de &ldquo;Envelhecimento Ativo&rdquo;. Neste sentido, novas abordagens e  solu&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas t&ecirc;m alavancada esta no&ccedil;&atilde;o como uma representa&ccedil;&atilde;o social para os discursos  pol&iacute;tico e medi&aacute;tico, procurando combater a estereotipia produtora de idadismo negativo.</p>     <p>Os factos sociais resultam da constru&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas partilhadas pelos membros dos sistemas  sociais habitam um universo de sociabiliza&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fico (Durkheim, 1964). Concomitantemente, as representa&ccedil;&otilde;es  sociais decorrem dos processos de socializa&ccedil;&atilde;o e sociabiliza&ccedil;&atilde;o, estando diretamente associadas &agrave; identidade  coletiva. A forma como vemos o &ldquo;outro&rdquo; &eacute; uma conceitua&ccedil;&atilde;o formal (Moscovici, 1961) que traduz as  representa&ccedil;&otilde;es sociais validadas pela sociedade. Neste sentido, enquanto constru&ccedil;&atilde;o social partilhada, as  representa&ccedil;&otilde;es sociais classificam e categorizam fen&oacute;menos. A objetiva&ccedil;&atilde;o do envelhecimento como uma  problem&aacute;tica societ&aacute;ria associada a adjetiva&ccedil;&atilde;o negativa est&aacute; ancorada em representa&ccedil;&otilde;es sociais  negativas. Daqui decorre que as pessoas tendem a associar representa&ccedil;&otilde;es negativas tanto &agrave; &uacute;ltima etapa da vida como ao  processo do envelhecimento (Daniel, Antunes, &amp; Amaral, 2015). As novas narrativas pretendem, por isso, ultrapassar os estere&oacute;tipos  tradicionais de incapacidade e de decrepitude associados &agrave; velhice empurrando-os para outras idades: a quarta-idade.</p>     <p>A nova ret&oacute;rica que visa ultrapassar os estere&oacute;tipos tradicionais de incapacidade e de decrepitude associados &agrave; velhice  necessita de uma legitima&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es sociais que amplie novas significa&ccedil;&otilde;es associados  &agrave; terminologia do envelhecimento ativo. Neste sentido, este trabalho visa analisar as representa&ccedil;&otilde;es sociais do envelhecimento  ativo, procurando detetar os impactos das conce&ccedil;&otilde;es diferenciadas de homens e mulheres idosos.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Representa&ccedil;&otilde;es sociais e envelhecimento ativo</b></p>     <P>O estudo das representa&ccedil;&otilde;es sociais tem procurado compreender a rela&ccedil;&atilde;o entre significados sociais mais amplos e o  modo como os indiv&iacute;duos pensam e expressam as realidades e vis&otilde;es do mundo. Moscovici foi o psic&oacute;logo social ao qual se deve o  maior impulso ao estudo das representa&ccedil;&otilde;es sociais, propondo atrav&eacute;s do conceito a an&aacute;lise dos processos por meio dos  quais os indiv&iacute;duos, em intera&ccedil;&atilde;o social, constroem teorias sobre os objetos sociais, que tornam vi&aacute;veis a  comunica&ccedil;&atilde;o e a organiza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos (Moscovici, 1981, 1984). As representa&ccedil;&otilde;es sociais  t&ecirc;m sido entendidas e tratadas como uma modalidade de conhecimento, socialmente elaborada e partilhada, com um objetivo pr&aacute;tico e que  contribui para a constru&ccedil;&atilde;o de uma realidade comum a um conjunto social. Jodelet (1986) afirma, por isso, que o conceito de  representa&ccedil;&atilde;o social congrega uma dupla fun&ccedil;&atilde;o no estudo das ci&ecirc;ncias sociais. Por um lado, as  representa&ccedil;&otilde;es sociais constituem-se como formas de conhecimento pr&aacute;tico orientadas para a compreens&atilde;o do mundo e para  a comunica&ccedil;&atilde;o, em segundo, elas surgem como constru&ccedil;&otilde;es de sujeitos sociais a prop&oacute;sito de objetos socialmente  valorizados.</p>     <p>O processo de constru&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es sociais &eacute; social porque acontece num contexto social determinado  e determinante, composto de ideologias, valores e sistemas de categoriza&ccedil;&atilde;o social partilhados, atrav&eacute;s da  comunica&ccedil;&atilde;o e da intera&ccedil;&atilde;o social; e porque produz e traduz as rela&ccedil;&otilde;es sociais (Vala &amp; Monteiro,  2000). Por esse motivo, as representa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sociais e n&atilde;o apenas pelo facto de serem partilhadas por um conjunto de  pessoas. Com efeito, elas alimentamse n&atilde;o s&oacute; das teorias cient&iacute;ficas, mas tamb&eacute;m dos grandes eixos ideol&oacute;gicos,  das experi&ecirc;ncias e comunica&ccedil;&otilde;es quotidianas. Moscovici (1981) prop&otilde;e que as representa&ccedil;&otilde;es sociais  s&atilde;o o equivalente, na nossa sociedade, aos mitos e sistemas de cren&ccedil;as das sociedades tradicionais. Elas s&atilde;o a vers&atilde;o  contempor&acirc;nea do senso comum.</p>     <p>A sua relev&acirc;ncia social adv&eacute;m do sua funcionalidade ao permitirem resolver problemas, dar forma &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es  sociais, oferecerem um instrumento de orienta&ccedil;&atilde;o dos comportamentos. S&atilde;o, assim, consideradas um saber pr&aacute;tico,  coletiva e socialmente produzido num determinado contexto sociocultural, que organiza as cogni&ccedil;&otilde;es dos sujeitos sobre um determinado  objeto ou tema social, como &eacute; o caso neste estudo do envelhecimento ativo, e que determina os comportamentos e op&ccedil;&otilde;es dos  sujeitos perante esses objetos. Interessou por isso, nesta pesquisa, equacionar o que se pensa e como se pensa socialmente, no tempo presente,  acerca do envelhecimento ativo.</p>     <p>Em face das diferentes mudan&ccedil;as societ&aacute;rias, o envelhecimento ativo emerge assumidamente como uma estrat&eacute;gia  pol&iacute;tica, global, de resposta aos desafios multidimensionais que o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o acarreta. Parafraseando Walker,  &ldquo;o envelhecimento ativo serve de abrigo conveniente para uma grande variedade de discursos pol&iacute;ticos e iniciativas relativas &agrave;s  altera&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas&rdquo; (2009, p. 75).</p>     <p>Atividade, autonomia, independ&ecirc;ncia, qualidade de vida, esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida saud&aacute;vel s&atilde;o express&otilde;es  que aparecem hoje, com maior frequ&ecirc;ncia, associadas &agrave; narrativa do envelhecimento. A utiliza&ccedil;&atilde;o destas express&otilde;es, na linguagem quotidiana, s&atilde;o reveladoras do novo discurso do envelhecimento tido, cada vez mais, como uma fase de oportunidade, uma experi&ecirc;ncia positiva ligada ao ciclo de vida (La Caixa, 2010, p. 10). Este discurso emerge de um novo &ldquo;paradigma&rdquo; que se verifica &ldquo;tanto no campo da pesquisa sobre envelhecimento e em um sentido amplo na ci&ecirc;ncia da gerontologia: a vis&atilde;o positiva&rdquo; (Fern&aacute;ndez-Ballesteros, Robine, Walker, &amp; Kalache, 2013, p. 1).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em torno do fen&oacute;meno do envelhecimento populacional tem emergido uma diversidade de variantes terminol&oacute;gicas indutoras de viragens  nas representa&ccedil;&otilde;es sociais e nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas sobre o fen&oacute;meno. A referida diversidade foi analisada por  Bowling e Dieppe (2005), por exemplo, que fizeram uma revis&atilde;o de 170 artigos sobre &ldquo;envelhecimento bem-sucedido&rdquo; e apontaram a  estreita articula&ccedil;&atilde;o do conceito &agrave;s disciplinas cient&iacute;ficas que o tratam, sejam as teorias biom&eacute;dicas,  psicossociais e do direito; denunciaram tamb&eacute;m a sua normatividade, elitismo e tend&ecirc;ncia a homogeneizar as experi&ecirc;ncias de  velhice associando-as a fardo e decl&iacute;nio, numa vis&atilde;o hegem&oacute;nica e implicitamente valorativa. A mesma tend&ecirc;ncia normativa  &eacute; recenseada por Almeida (2007) nos diversos estudos nacionais e internacionais que elenca, e nos quais prevalece uma  defini&ccedil;&atilde;o de &ldquo;envelhecimento saud&aacute;vel&rdquo; ou &ldquo;bem-sucedido&rdquo; como algo que se tem ou n&atilde;o e  n&atilde;o como um <i>continuum</i>, percepcionado de forma diferenciada pelos pr&oacute;prios indiv&iacute;duos. A autora refere-se inclusivamente  ao reduzido n&uacute;mero de estudos que se centrem na perspetiva dos pr&oacute;prios idosos (Almeida, 2007). Walker (2009) destaca a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais que representam as pessoas idosas quer na investiga&ccedil;&atilde;o quer na produ&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de envelhecimento que enfatizem os direitos, a participa&ccedil;&atilde;o e a inclus&atilde;o social.</p>     <p>Um dos trabalhos mais interessantes sobre o discurso europeu do envelhecimento &eacute; o de Walker, que distingue entre uma fase inicial em que o discurso prevalecente era o que ele designa de &ldquo;<i>deserving or compassionate mode</i>&rdquo;, do momento de viragem em 1999, quando a Uni&atilde;o Europeia come&ccedil;ou a focar-se apenas num aspeto do envelhecimento: o emprego, designadamente o aumento das taxas de emprego das pessoas mais velhas e o adiamento da entrada na reforma (2009). Desde o Tratado de Lisboa que, segundo Walker, duas perspetivas marcam o discurso da UE: um mais produtivista centrado no emprego e outro mais &ldquo;compreensivo&rdquo;, centrada na diversidade, heterogeneidade e no bem-estar e sa&uacute;de ao longo do curso de vida. A aten&ccedil;&atilde;o &agrave; heterogeneidade da situa&ccedil;&atilde;o e viv&ecirc;ncias das pessoas idosas e &agrave; forma como as diferen&ccedil;as (et&aacute;rias, sexuais e socioecon&oacute;micas) tornam as experi&ecirc;ncias de envelhecimento muito distintas &eacute; uma das principais chamadas de aten&ccedil;&atilde;o da literatura cient&iacute;fica cr&iacute;tica aos agentes pol&iacute;ticos (Walker, 2009). Tais preocupa&ccedil;&otilde;es podem combinar-se com den&uacute;ncias anteriores que apontavam, por exemplo, a invisibiliza&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o de g&eacute;nero nos estudos e discursos p&uacute;blicos sobre envelhecimento, at&eacute; das pr&oacute;prias an&aacute;lises feministas (CEDAW, 2010; Goldani, 1999; Miller &amp; Simeth, 2007; Wheeler, 1997). Em Portugal, Nazareth (2009) prop&ocirc;s uma nova classifica&ccedil;&atilde;o das faixas et&aacute;rias, defendendo a heterogeneidade da categoria.</p>     <p>A evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica reconhece que o contexto e a cultura condiciona a forma como os indiv&iacute;duos envelhecem. Identifica igualmente que existem varia&ccedil;&otilde;es no modo como os homens e as mulheres experimentam o seu processo de envelhecimento (Arber &amp; Ginn, 1996; OMS, 2005).</p>     <p>Tendo em conta o pano de fundo sociocultural acerca do envelhecimento e da velhice, o objetivo deste estudo &eacute; analisar comparativamente as representa&ccedil;&otilde;es sociais do envelhecimento ativo numa perspetiva de g&eacute;nero, junto de uma amostra de pessoas idosas de ambos os sexos. Partindo da hip&oacute;tese de trabalho de que se encontrar&atilde;o associa&ccedil;&otilde;es representacionais entre envelhecimento e atividade, procur&aacute;mos perceber a nuance de g&eacute;nero desta associa&ccedil;&atilde;o, analisando os conte&uacute;dos avan&ccedil;ados pelas pessoas respondentes &agrave;s concep&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero que determinam os pap&eacute;is sexuais convencionais e que associam o masculino ao p&uacute;blico e &agrave; atividade, e o feminino &agrave; domesticidade, ao privado e aos afetos (Acker, 1992; Am&acirc;ncio, 1994; Monteiro, 2005).</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <P>O presente estudo, norteado pelo eixo te&oacute;rico das Representa&ccedil;&otilde;es Sociais (Moscovici, 1961, 1981, 1984; Jodelet, 1986),  recorre a uma amostragem n&atilde;o-probabil&iacute;stica de indiv&iacute;duos com idades iguais ou superiores a 65 anos utentes da resposta social  centro de conv&iacute;vio e centro de dia e frequentadores de um gin&aacute;sio do concelho de Pombal. A participa&ccedil;&atilde;o foi  volunt&aacute;ria e os participantes preencheram e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. No caso das/os participantes n&atilde;o  alfabetizadas, a recolha dos dados foi feita sob a forma de entrevista individual.</p>     <p>Para captar as representa&ccedil;&otilde;es sociais do envelhecimento ativo utiliz&aacute;mos a t&eacute;cnica de associa&ccedil;&atilde;o livre  de palavras (TALP). Desenvolvida originalmente por Jung na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, foi adaptada ao campo da Psicologia Social por Di Giacomo (1981) e tem sido utilizado, frequentemente, no estudo das representa&ccedil;&otilde;es sociais. A utiliza&ccedil;&atilde;o da TALP permite um tipo de investiga&ccedil;&atilde;o aberta, que se estrutura atrav&eacute;s da evoca&ccedil;&atilde;o de respostas dadas a partir de um ou mais est&iacute;mulos indutores. Esses est&iacute;mulos indutores devem ser previamente definidos em fun&ccedil;&atilde;o do objeto a ser pesquisado ou do objeto da representa&ccedil;&atilde;o, levando-se tamb&eacute;m em considera&ccedil;&atilde;o as caracter&iacute;sticas da amostra ou os sujeitos da pesquisa (Vieira &amp; Coutinho, 2008). Assumindo a Teoria das Representa&ccedil;&otilde;es Sociais de Moscovici (1961) como quadro anal&iacute;tico e recordando a perspetiva de Durkheim (1964) de que os factos sociais resultam da constru&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas partilhadas pelos membros de sistemas sociais, procur&aacute;mos atrav&eacute;s desta metodologia identificar quais as conceitua&ccedil;&otilde;es formais que expressam as representa&ccedil;&otilde;es sociais do envelhecimento ativo.</p>     <p>O est&iacute;mulo indutor utilizado para esta pesquisa foi &ldquo;Envelhecimento ativo faz-lhe lembrar...&rdquo;. Importa referir que os/as  respondentes associaram 4 palavras ou 4 pequenas express&otilde;es ao est&iacute;mulo. As palavras mencionadas foram posteriormente organizadas por  campos sem&acirc;nticos e as evoca&ccedil;&otilde;es que emergiram foram convertidas em substantivos flexionados no singular. Para a an&aacute;lise  dos dados obtidos, listaram-se e organizaram-se os dicion&aacute;rios de evoca&ccedil;&otilde;es numa base de dados. O software Excel foi utilizado  para registar as evoca&ccedil;&otilde;es e proceder a esta primeira organiza&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s esta organiza&ccedil;&atilde;o inicial,  exportaram-se os dados para o software SPSS, no sentido de realizar o tratamento descritivo (elabora&ccedil;&atilde;o de tabelas de  frequ&ecirc;ncias e de conting&ecirc;ncia).</p>     <p>No que diz respeito &agrave; carateriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica dos participantes observa-se uma feminiza&ccedil;&atilde;o  &ndash; 85 mulheres (69,1%) <i>vs.</i> 38 homens (30,9%). A percentagem maiorit&aacute;ria de elementos do sexo feminino est&aacute; de acordo com  os resultados apresentados nos Censos. A idade m&eacute;dia dos inquiridos &eacute; de 76,84 anos (<i>DP</i>=8,46). No que concerne ao estado civil  os inquiridos, na sua maioria, s&atilde;o casados (48%), seguindo-se os vi&uacute;vos, com uma diferen&ccedil;a m&iacute;nima (43,9%). Quanto  &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, verifica-se que os participantes na sua maioria frequentaram a escola apesar de terem como  habilita&ccedil;&otilde;es, maioritariamente, a 4&ordf; classe (1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, com 46,3%), seguindo-se as pessoas que  n&atilde;o sabem ler nem escrever (19,5%). Este facto vai ao encontro dos dados apresentados pela PORDATA que d&atilde;o conta que &eacute; na  popula&ccedil;&atilde;o idosa que encontramos maior n&uacute;mero de pessoas com baixa escolaridade. Considerando a import&acirc;ncia da  auto-categoriza&ccedil;&atilde;o no contexto das representa&ccedil;&otilde;es sociais, que n&atilde;o anulam a individualidade, sublinhamos a  import&acirc;ncia de compreender a constru&ccedil;&atilde;o social partilhada do fen&oacute;meno do envelhecimento ativo junto de uma amostra  maioritariamente composta por pessoas idosas. &Eacute; ainda neste sentido que se pretende compreender se a perspetiva de g&eacute;nero, sendo  amplamente difundida nos discursos coletivos de vincula&ccedil;&atilde;o, influencia diretamente as representa&ccedil;&otilde;es sociais do  fen&oacute;meno.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <P>Em seguida apresentamos os resultados obtidos a partir da an&aacute;lise do question&aacute;rio e do teste de associa&ccedil;&atilde;o livre de  palavras.</p>     <p>Na <a href="#t1">Tabela 1</a> podemos observar as evoca&ccedil;&otilde;es acerca do envelhecimento ativo. As representa&ccedil;&otilde;es que  emergiram com maior frequ&ecirc;ncia s&atilde;o &ldquo;fam&iacute;lia&rdquo; (9,33%), &ldquo;passeio&rdquo; (8,38%), &ldquo;conv&iacute;vio&rdquo;  (7,62%) e &ldquo;sa&uacute;de&rdquo; (6,48%).</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a02t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <P>Podemos observar que as evoca&ccedil;&otilde;es est&atilde;o maioritariamente associadas a conte&uacute;dos valorativos de &acirc;mbito  positivo. Apesar da coexist&ecirc;ncia de diversas narrativas sobre o envelhecimento, o envelhecimento ativo parece permeado por uma imagem  positiva.</p>     <p>No estudo, a evoca&ccedil;&atilde;o &ldquo;fam&iacute;lia&rdquo; surge com a mais saliente &ndash; 49 evoca&ccedil;&otilde;es. As  rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, nomeadamente as estabelecidas com a rede familiar, s&atilde;o centrais em v&aacute;rias fases do curso da  vida, assumindo nas idades avan&ccedil;adas um papel de destaque. Estudos reportam que a qualidade de vida e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida  parecem estar associadas &agrave;s boas rela&ccedil;&otilde;es familiares (Resende, Bones, Souza, &amp; Guimar&atilde;es, 2005; Vecchia, Ruiz,  Bocchi, &amp; Corrente, 2005).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O facto de a evoca&ccedil;&atilde;o &ldquo;fam&iacute;lia&rdquo; emergir a partir do est&iacute;mulo &ldquo;envelhecimento ativo faz-lhe  lembrar...&rdquo; pode relacionar-se, n&atilde;o s&oacute; com o facto de esta ser considerada uma estrutura de satisfa&ccedil;&atilde;o  ontol&oacute;gica e existencial, com efeitos na sa&uacute;de mental, mas tamb&eacute;m com a sua associa&ccedil;&atilde;o &agrave;  presta&ccedil;&atilde;o dos &ldquo;cuidadores familiares&rdquo;, quer seja no sentido da pessoa idosa para os seus familiares, como vice-versa.  A &ldquo;fam&iacute;lia&rdquo; enquanto representa&ccedil;&atilde;o social de envelhecimento ativo remete para uma perpetua&ccedil;&atilde;o da  conceptualiza&ccedil;&atilde;o de envelhecimento, ao mesmo tempo que traduz os tempos modernos.</p>     <p>As duas evoca&ccedil;&otilde;es que se seguem, &ldquo;passeio&rdquo; (44=8,38%) e &ldquo;conv&iacute;vio&rdquo; (40=7,62%), parecem pressupor  que o envelhecimento ativo se associa a um tempo de intensifica&ccedil;&atilde;o dos relacionamentos numa fase onde se retomam sociabilidades  perdidas ou se tecem novas. Daqui decorre uma objetiva&ccedil;&atilde;o e ancoragem de representa&ccedil;&otilde;es sociais que ultrapassam a  tradicional significa&ccedil;&atilde;o de trabalho &uacute;nico objetivo de vida. Estas evoca&ccedil;&otilde;es parecem contrariar a teoria do  desligamento que postula que, aquando do envelhecimento, o indiv&iacute;duo se retira progressivamente dos seus pap&eacute;is sociais, centrando-se  cada vez menos no meio e cada vez mais em si pr&oacute;prio. Como postulavam Cumming e Henry (1961), as pessoas quando chegam a idades  avan&ccedil;adas tendem a retirar-se gradualmente da vida em sociedade e alteram as suas rela&ccedil;&otilde;es sociais, tanto em quantidade como  em qualidade. Ora o que se verifica, nos resultados do estudo aqui apresentado &eacute; que estas pessoas quando reagrupam ideias e representam o  envelhecimento ativo como a frui&ccedil;&atilde;o (&ldquo;passeio&rdquo;) com outros/as (&ldquo;conv&iacute;vio&rdquo;) e n&atilde;o a retirada ou  isolamento. Daqui emerge que envelhecer ativamente parece assumir uma nova significa&ccedil;&atilde;o que nasce de um novo contexto e traduz  disponibilidade para conviver e passear, estar com outras pessoas e, concomitantemente, socializar. Este resultado materializa aquilo que postula a  teoria que mais contestou a tese do desligamento, a teoria da atividade. Esta entende que um envelhecimento harmonioso se relaciona com a  manuten&ccedil;&atilde;o das atividades sociais por parte da pessoa idosa (Lima, Silva, &amp; Galhardoni, 2008), o que refor&ccedil;a a  satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, associada &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is familiares, sociais e laborais. De acordo com  esta teoria, o sucesso no envelhecimento est&aacute; relacionado com o agir e com a preserva&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es e  intera&ccedil;&otilde;es dos sujeitos.</p>     <p>O &ldquo;conv&iacute;vio&rdquo;, o &ldquo;passeio&rdquo;, a &ldquo;amizade&rdquo; (10&ordf; evoca&ccedil;&atilde;o) s&atilde;o  evoca&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; sociabilidade, ao fortalecimento de v&iacute;nculos, contrariando, deste modo, o isolamento social. O  conv&iacute;vio estimula tamb&eacute;m o exerc&iacute;cio de cidadania e a participa&ccedil;&atilde;o social.</p>     <p>A quarta evoca&ccedil;&atilde;o que emerge com maior frequ&ecirc;ncia &eacute; a &ldquo;sa&uacute;de&rdquo;. Lembremos que a sa&uacute;de, real  ou percebida, assume um papel central nas idades avan&ccedil;adas. &ldquo;Se a sa&uacute;de f&iacute;sica n&atilde;o &eacute;, por si s&oacute;,  condi&ccedil;&atilde;o de felicidade, a sua aus&ecirc;ncia provoca sofrimento e quebra no bem-estar, atrav&eacute;s de intera&ccedil;&otilde;es  complexas, directas e indirectas com outros factores da qualidade de vida&rdquo; (Pa&uacute;l, 2005, p. 37). A sa&uacute;de quando uma  representa&ccedil;&atilde;o do envelhecimento ativo aparece como elemento potenciador das capacidades/possibilidades elencadas com maior  relev&acirc;ncia anteriormente &ndash; a fam&iacute;lia, passeio e o conv&iacute;vio.</p>     <p>&ldquo;Atividade dom&eacute;stica&rdquo; e &ldquo;atividade&rdquo; surgem, tamb&eacute;m, como evoca&ccedil;&otilde;es com alguma  relev&acirc;ncia. Interpretamos estas representa&ccedil;&otilde;es como s&iacute;mbolo da rejei&ccedil;&atilde;o, por parte dos sujeitos, dos  tra&ccedil;os &ldquo;depend&ecirc;ncia&rdquo; e &ldquo;inatividade&rdquo; vinculados aos estere&oacute;tipos idadistas, o que nos remete para novas  representa&ccedil;&otilde;es sociais diretamente associadas &agrave; ret&oacute;rica que tem vindo a ser veiculada pelos discursos pol&iacute;ticos  e medi&aacute;ticos. Manter a atividade, n&atilde;o ser dependente, manter-se ativo s&atilde;o corol&aacute;rios de um processo visto pela  positiva, requalificando a ideia de envelhecimento, contrariando o seu lado mais temido. Nesta linha, poder-se-&atilde;o colocar tamb&eacute;m as  evoca&ccedil;&otilde;es &ldquo;jardinagem&rdquo; (8&ordf; evoca&ccedil;&atilde;o) e &ldquo;caminhadas&rdquo; (11&ordf;).</p>     <p>A evoca&ccedil;&atilde;o &ldquo;Reforma&rdquo; (7&ordf;) associada ao envelhecimento ativo poder&aacute; suportar-se no facto do acontecimento  de vida que &eacute; a &ldquo;reforma&rdquo; poder ser perspetivado como positivo, associado &agrave; liberdade de uso do tempo, de n&atilde;o  obedi&ecirc;ncia a hor&aacute;rios, num padr&atilde;o que Fonseca denomina de Abertura-Ganhos &ldquo;o qual exprime uma atitude positiva face  &agrave; vida e uma atitude de abertura face ao espa&ccedil;o exterior, aos outros e ao aproveitamento das potencialidades pessoais&rdquo;  (Fonseca, 2009, p. 158).</p>     <p>Em 9&ordf; posi&ccedil;&atilde;o surge a evoca&ccedil;&atilde;o &ldquo;vida&rdquo; de conte&uacute;do tribut&aacute;rio de uma positividade  ambivalente, simultaneamente de trajet&oacute;ria, realiza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m de fardo ou mesmo fado/destino (Daniel,  Sim&otilde;es, &amp; Monteiro, 2012).</p>     <p>Duas evoca&ccedil;&otilde;es que surgem com menor frequ&ecirc;ncia, mas que consideramos de destaque o seu mero surgimento s&atilde;o  &ldquo;velhice&rdquo; (2,1%) e o &ldquo;trabalho&rdquo; (1,9%).</p>     <p>Surpreendentemente, a evoca&ccedil;&atilde;o &ldquo;velhice&rdquo; surgiu enquanto representa&ccedil;&atilde;o do envelhecimento ativo. Importa  contudo assumir que a surpresa desta evoca&ccedil;&atilde;o reside no facto de se associar, comummente, a representa&ccedil;&atilde;o da velhice a  aspetos negativos &ndash; a perdas e a incapacidades &ndash; ao contr&aacute;rio do envelhecimento ativo que aparece permeado por uma narrativa  positiva. Poder&aacute; concorrer para a representa&ccedil;&atilde;o do envelhecimento ativo associado &agrave; &ldquo;velhice&rdquo; a  variabilidade nos envelhecimentos, nem todos conseguem envelhecer da mesma forma. O envelhecimento, para determinadas pessoas, est&aacute;  associado a perdas tanto ao n&iacute;vel da rede familiar e social como a perdas da sa&uacute;de f&iacute;sica que podem, concomitantemente,  interferir na sa&uacute;de mental logo com a pr&oacute;pria representa&ccedil;&atilde;o do envelhecimento ativo.</p>     <p>Concorrem para esta vis&atilde;o determinadas teorias explicativas do envelhecimento. Recordemos que as teorias do desligamento e da atividade,  apesar das suas diferen&ccedil;as, possuem ambas problemas ao n&atilde;o terem em conta a multidireccionalidade do desenvolvimento resultado das  diferen&ccedil;as tanto ao n&iacute;vel da personalidade como nas hist&oacute;rias de vida dos sujeitos. Existe uma certa  mistifica&ccedil;&atilde;o baseada na normativamente no ato de envelhecer. &ldquo;Ambas tendem a conceber a adapta&ccedil;&atilde;o ao  envelhecimento como um processo linear, como um sentido &uacute;nico e obrigat&oacute;rio para todos os indiv&iacute;duos&rdquo; (Fonseca, 2005, p.  126). Os seus pressupostos e assun&ccedil;&otilde;es generalizam para todos os sujeitos, n&atilde;o atendendo &agrave; heterogeneidade social e  individual. Apesar de a sua abordagem ser considerada demasiado idealista, a rela&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica entre a atividade e o bem-estar  na velhice, estabelecido por esta escola, continua a ser o pressuposto pelo qual se estruturam programas de envelhecimento ativo. Coloca, contudo,  expectativas irreais sobre os indiv&iacute;duos, esquecendo que muitos idosos se defrontam tanto com limita&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas  como com inibi&ccedil;&otilde;es ou mesmo impedimentos por parte das estruturas econ&oacute;micas, pol&iacute;ticas e sociais da sociedade para  permanecerem ativos (Walker, 2002).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A evoca&ccedil;&atilde;o &ldquo;trabalho&rdquo; &eacute;, do nosso ponto de vista, uma representa&ccedil;&atilde;o social ambivalente e  consequente de diferentes contextos e sistemas sociais, porque o trabalho entre as pessoas idosas pode assumir v&aacute;rias dimens&otilde;es: os  que trabalham por &ldquo;necessidade&rdquo; de se sustentar a si e &agrave;s suas fam&iacute;lias, e aqueles que trabalham porque o trabalho  &eacute; uma fonte de gratifica&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria, de estatuto e de recursos. Noutra linha, o &ldquo;trabalho&rdquo; proporciona  recursos financeiros e ganhos como a amizade, poder e a &ldquo;independ&ecirc;ncia&rdquo; financeira. Para al&eacute;m disso a identidade, nesta  fase da sua vida, n&atilde;o est&aacute; associada &agrave; imagem dos reformados mas &agrave; de uma pessoa que ainda permanece no mundo do  trabalho. Recordemos que a literatura afirma que os fluxos de apoio intergeracional se consubstanciam n&atilde;o s&oacute; mas tamb&eacute;m, no  caso das pessoas idosas, no aux&iacute;lio financeiro aos seus filhos e netos (Attias-Donfut, 1995; Kohli, K&uuml;nemund, Motel, &amp; Szydlik,  2000).</p>     <p>Na <a href="#t2">Tabela 2</a> &eacute; poss&iacute;vel verificar que &eacute; o sexo feminino que representa de forma mais diversificada o  envelhecimento ativo. Enquanto o sexo masculino apresenta apenas cinco evoca&ccedil;&otilde;es exclusivas, o sexo feminino evoca vinte e  tr&ecirc;s.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a02t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise das evoca&ccedil;&otilde;es obtidas por uns e por outras permite-nos, desde logo, verificar que nelas se espelham os  pap&eacute;is de g&eacute;nero e as representa&ccedil;&otilde;es de masculino e feminino, que t&ecirc;m perpetuado assimetrias e desigualdades, bem  como acentua&ccedil;&otilde;es identit&aacute;rias maioritariamente genderizadas. Com efeito, para muitas das mulheres o envelhecimento ativo  significa manter as suas atividades e responsabilidades no dom&iacute;nio dom&eacute;stico e familiar &ndash; &ldquo;cozinha&rdquo;,  &ldquo;neto&rdquo;, &ldquo;ajuda&rdquo;. Manter-se ativa &eacute; conseguir realizar as tarefas dom&eacute;sticas, para 18 das mulheres inquiridas.  Emerge tamb&eacute;m a dimens&atilde;o da pr&aacute;tica religiosa, no &ldquo;ir &agrave; missa&rdquo;, como elemento de manuten&ccedil;&atilde;o  de si como pessoa ativa no envelhecimento. J&aacute; os homens elegem o jogo e o desporto como elemento de preserva&ccedil;&atilde;o da atividade,  o ser independente (no sentido de n&atilde;o carecer dos cuidados de terceiros/as), a frui&ccedil;&atilde;o (na &ldquo;comida&rdquo;) e o  &ldquo;trabalho intelectual&rdquo;. Um sublinhar das atividades do fruir que, provavelmente, j&aacute; desenvolvem antes do envelhecer, mas  assumindo-se mais como &ldquo;senhores de si&rdquo; e menos &ldquo;voltados para os outros&rdquo; como no caso das mulheres.</p>     <p>Fatores hist&oacute;ricos e de matriz cultural da nossa sociedade que, ao determinarem uma constru&ccedil;&atilde;o social de pap&eacute;is e  atributos de g&eacute;nero em fun&ccedil;&atilde;o do sexo biol&oacute;gico, conduzem a representa&ccedil;&otilde;es sociais do masculino e do  feminino diferenciadas e hierarquizadas em termos de import&acirc;ncia (Acker, 1992; Am&acirc;ncio, 1994; Monteiro, 2005).</p>     <p>Oakley (1972) prop&ocirc;s o termo g&eacute;nero para se referir ao car&aacute;ter socialmente constru&iacute;do das diferen&ccedil;as entre  homens e mulheres, recusando dessa forma as explica&ccedil;&otilde;es naturalizadoras e essencialistas para a desigualdade (Monteiro, 2005).  S&atilde;o criadas diferentes representa&ccedil;&otilde;es sociais sobre os atributos e caracter&iacute;sticas pessoais, compet&ecirc;ncias,  interesses e motiva&ccedil;&otilde;es dos homens e das mulheres, no &acirc;mbito do trabalho e da fam&iacute;lia, que se traduzem em  pr&aacute;ticas sociais consent&acirc;neas com essas representa&ccedil;&otilde;es (Am&acirc;ncio, 1994). Assim, tradicionalmente, atribuem-se ao  homem pap&eacute;is e responsabilidades no dom&iacute;nio p&uacute;blico, de sustento, e de orienta&ccedil;&atilde;o para resultados, de  competitividade, independ&ecirc;ncia e for&ccedil;a, e &agrave; mulher pap&eacute;is no dom&iacute;nio privado, do cuidado de outros/as, de  domesticidade, com base em caracter&iacute;sticas mais emocionais, relacionais e est&eacute;ticas.</p>     <p>As representa&ccedil;&otilde;es sociais de g&eacute;nero determinam &ldquo;quem faz o qu&ecirc;&rdquo; com base no &ldquo;como s&atilde;o as  mulheres&rdquo; e &ldquo;como s&atilde;o os homens&rdquo;, s&atilde;o normativas e imp&otilde;em-se na defini&ccedil;&atilde;o e  imposi&ccedil;&atilde;o de capacidades, pap&eacute;is e fun&ccedil;&otilde;es diferentes entre mulheres e homens (Monteiro, 2005). Para  Am&acirc;ncio, &ldquo;os pap&eacute;is n&atilde;o constituem uma realidade independente dos estere&oacute;tipos, antes constituem uma  dimens&atilde;o da estrutura&ccedil;&atilde;o da ideologiza&ccedil;&atilde;o dos seres masculino e feminino&rdquo; (1994, p. 70). De acordo com  estes pap&eacute;is sexuais e com os estere&oacute;tipos, o grupo masculino, considerado grupo dominante n&atilde;o se restringe a um s&oacute;  papel ou fun&ccedil;&atilde;o como acontece com as mulheres. Estas s&atilde;o vistas como seres dependentes e submissas cujas  caracter&iacute;sticas as remetem para o campo familiar e dom&eacute;stico (Am&acirc;ncio, 1994). Estas representa&ccedil;&otilde;es v&atilde;o  refletir-se nos pap&eacute;is desempenhados por homens e por mulheres nas v&aacute;rias esferas, assim como nas expectativas dos seus  comportamentos, das institui&ccedil;&otilde;es e das organiza&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes resultados ilustram o facto de a gera&ccedil;&atilde;o mais velha ter experimentado por mais tempo rela&ccedil;&otilde;es e assimetrias de  g&eacute;nero, que naturalizou de forma mais intensa. Como refere Fernandes (2009), aqueles que hoje se inscrevem na categoria da terceira idade  vivenciaram assimetrias de g&eacute;nero e relacionais que podem influenciar, tamb&eacute;m de modo diferencial, o modo de perceberem,  representarem e vivenciarem a sua velhice, conforme a marca da sua identidade de g&eacute;nero. A variabilidade na forma de envelhecer pode, do  nosso ponto de vista, justificar evoca&ccedil;&otilde;es negativas do envelhecimento ativo.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <P>Esta investiga&ccedil;&atilde;o apresentou como objetivo apreender as representa&ccedil;&otilde;es sociais do envelhecimento ativo junto das  pessoas que s&atilde;o/ser&atilde;o suas protagonistas. As representa&ccedil;&otilde;es que emergiram com maior frequ&ecirc;ncia s&atilde;o a  &ldquo;fam&iacute;lia&rdquo;, &ldquo;passeio&rdquo;, &ldquo;conv&iacute;vio&rdquo; e &ldquo;sa&uacute;de&rdquo;. Confirma-se que as  preval&ecirc;ncias est&atilde;o associadas a conte&uacute;dos valorativos de &acirc;mbito positivo. O envelhecimento ativo, contrariando a imagem  do envelhecimento, parece estar permeado por uma imagem positiva. &Eacute; consabido que a fam&iacute;lia no mundo contempor&acirc;neo est&aacute;  em profunda mudan&ccedil;a. A organiza&ccedil;&atilde;o familiar tem desde o s&eacute;culo XX sofrido reconfigura&ccedil;&otilde;es devido  &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es verificadas no papel social da mulher. O tradicional modelo de ganha-p&atilde;o masculino perdeu a  pujan&ccedil;a que o caracterizava (Aboim, 2010). Podemos referir que se tem verificado algumas mudan&ccedil;as na atribui&ccedil;&atilde;o de  pap&eacute;is os homens e para as mulheres dentro e fora da fam&iacute;lia. Contudo, a amostra que inquirimos possui caracter&iacute;sticas que nos  rementem para o passado. Enquanto hoje a figura da mulher dom&eacute;stica constitui uma raridade, a coorte geracional que inquirimos cresceu e  forjou-se a partir do modelo de fam&iacute;lia parsoniana, ligada ao modelo do ganha-p&atilde;o masculino e das mulheres cuidadoras do  espa&ccedil;o dom&eacute;stico.</p>     <p>Foi, ainda, poss&iacute;vel destacar diferen&ccedil;as na representa&ccedil;&atilde;o do envelhecimento ativo a partir de um olhar genderizado.  A evoca&ccedil;&atilde;o proeminente no sexo masculino ancora no desporto enquanto a evoca&ccedil;&atilde;o exclusiva do sexo feminino centra-se  nas atividades dom&eacute;sticas. As mulheres da nossa amostra, refletindo os pap&eacute;is que assumiram ao longo da sua vida, representam o  envelhecimento positivo associado &agrave; execu&ccedil;&atilde;o das tarefas que sempre fizeram, centrando-se muitas das suas  evoca&ccedil;&otilde;es em conte&uacute;dos de cariz familialista, onde o papel de cuidadoras se destaca. No caso dos homens, a componente  familialista &eacute; tamb&eacute;m evocada emergindo concomitantemente atividades de lazer prazerosas.</p>     <p>Em s&iacute;ntese, conclu&iacute;mos que o envelhecimento pode ser experienciado por muitas das pessoas de idade avan&ccedil;ada com prazer e  com qualidade. No entanto, se partilharmos das elucubra&ccedil;&otilde;es do psic&oacute;logo Baltes (1939-2006) que teoriza que o desenvolvimento  se faz ao longo da vida (<i>lifespan</i>) e que existem diferentes padr&otilde;es de envelhecimento &ldquo;orquestrados por influ&ecirc;ncias  gen&eacute;tico-biol&oacute;gicas e s&oacute;cio-culturais de natureza normativa e n&atilde;o-normativa, marcado por ganhos e perdas concorrentes e  por interatividade indiv&iacute;duo-cultura e entre os n&iacute;veis e tempos das influ&ecirc;ncias&rdquo; (Neri, 2006, p. 17), dificilmente  poderemos esquecer as dram&aacute;ticas consequ&ecirc;ncias de uma problematiza&ccedil;&atilde;o do envelhecimento ativo que escamoteia os  mecanismos e processos que convergem para a percep&ccedil;&atilde;o de problemas sociais como problemas individuais, veiculando uma tendencial  representa&ccedil;&atilde;o social do envelhecimento como uma conceitua&ccedil;&atilde;o formal que traduz significa&ccedil;&otilde;es ancoradas no  passado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Aboim, S. (2010). G&eacute;nero, fam&iacute;lia e mudan&ccedil;a em Portugal. In K. Wall, S. Aboim, &amp; V. Cunha (Orgs.), <i>A vida familiar  no masculino: Negociando velhas e novas masculinidades</i> (pp. 39-66). Lisboa: CITE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024322&pid=S0870-8231201600040000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Acker, J. (1992). Gendering organizational theory. In A. J. Mills &amp; P. Tancred (Orgs.), <i>Gendering organizational analysis</i> (pp.  248-260). Newbury Park, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024324&pid=S0870-8231201600040000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Almeida, M. (2007). Envelhecimento: Ativo? Bem sucedido? Saud&aacute;vel? Poss&iacute;veis coordenadas de an&aacute;lise. <i>F&oacute;rum  Sociol&oacute;gico, 17</i>, 17-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024326&pid=S0870-8231201600040000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Am&acirc;ncio, L. (1994). <i>Masculino e feminino: A constru&ccedil;&atilde;o social da diferen&ccedil;a</i>. Porto: Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024328&pid=S0870-8231201600040000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Attias-Donfut, C. (1995). <i>Les solidarit&eacute;s entre g&eacute;n&eacute;rations. Vieillesse, famille, &eacute;tat</i>. Paris: Nathan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024330&pid=S0870-8231201600040000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arber, S., &amp; Ginn, J. (1996). <i>Relaci&oacute;n entre g&eacute;nero y envejecimiento: Enfoque sociol&oacute;gico</i>. Madrid: Narcea.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024332&pid=S0870-8231201600040000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bowling, A., &amp; Dieppe, P. (2005). What is successful ageing and who should define it?. <i>BMJ, 331</i>(7531), 1548-1551. Retrieved from  <a href="http://dx.doi.org/10.1136/bmj.331.7531.1548" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1136/bmj.331.7531.1548</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024334&pid=S0870-8231201600040000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CEDAW. (2010). <i>General recommendation No. 27 on older women and protection of their human rights</i>. Sess&atilde;o 27, 4-22 Outubro de  2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024335&pid=S0870-8231201600040000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cumming, E., &amp; Henry, W. (1961). <i>Growing old: The process of disengagement</i>. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024337&pid=S0870-8231201600040000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Daniel, F., Antunes, A., &amp; Amaral, I. (2015). Representa&ccedil;&otilde;es sociais da velhice. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica,  XXXIII</i>, 291-301. doi: 10.14417/ap.972&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024339&pid=S0870-8231201600040000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Daniel, F., Sim&otilde;es, T., &amp; Monteiro, R. (2012). Representa&ccedil;&otilde;es sociais do &ldquo;envelhecer no masculino&rdquo; e do  &ldquo;envelhecer no feminino&rdquo;. <i>Ex aequo, 26</i>, 13-26.</p>     <p>Di Giacomo, J. P. (1981). Aspects m&eacute;thodologiques de l&rsquo;analyse des repr&eacute;sentations sociales. <i>Cahier Psychologie  Cognitive, 1</i>, 397-422.</p>     <!-- ref --><p>Durkheim, &Eacute;. (1964). <i>The rules of sociological method</i>. New York: The Free Press of Glenco.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024342&pid=S0870-8231201600040000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fernandes, M. G. (2009). Pap&eacute;is sociais de g&ecirc;nero na velhice: O olhar de si e do outro. <i>Revista Brasileira de Enfermagem,  62</i>, 705-710. Retirado de <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672009000500009"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672009000500009</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024344&pid=S0870-8231201600040000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fern&aacute;ndez-Ballesteros, R., Robine, J. M., Walker, A., &amp; Kalache, A. (2013). Active aging: A global goal. <i>Current Gerontology and  Geriatrics Research, 2013</i>(article ID 298012), 1-4. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1155/2013/298012"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1155/2013/298012</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024345&pid=S0870-8231201600040000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fonseca, A. M. (2005). <i>Desenvolvimento humano e envelhecimento</i>. Lisboa: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024346&pid=S0870-8231201600040000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fonseca, A. M. (2009). Que vida depois da reforma?. In Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian (Org.), <i>O Tempo da Vida: F&oacute;rum  Gulbenkian de Sa&uacute;de Sobre o Envelhecimento 2008/2009</i> (pp. 151-159). Cascais: Princ&iacute;pia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024348&pid=S0870-8231201600040000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Goldani, M. G. (1999). Mulheres e envelhecimento: Desafios para novos contratos intergeracionais e de g&ecirc;nero. In A. A. Camarano (Ed.),  <i>Muito al&eacute;m dos 60: Os novos idosos brasileiros</i> (pp. 75-115). Rio de Janeiro, RJ: Instituto de Pesquisa Aplicada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024350&pid=S0870-8231201600040000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jodelet, D. (1986). La representaci&oacute;n social: Fen&oacute;menos, concepto y teoria. In S. Moscovici (Ed.), <i>Pensamiento y vida  social</i> (pp. 469-494). Barcelona, Espa&ntilde;a: Paid&oacute;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024352&pid=S0870-8231201600040000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kohli, M., K&uuml;nemund, H., Motel, A., &amp; Szydlik, M. (2000). Families apart?. Intergenerational transfers in East and West Germany. In S.  Arber &amp; C. Attias-Donfut (Eds.), <i>The myth of generational conflict: The family and state in ageing societies</i>. London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024354&pid=S0870-8231201600040000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>La Caixa. (2010). <i>Vive el envejecimiento activo. Memoria y otros retos cotidianos</i>. Barcelona: Obra Social Fundaci&oacute;n &ldquo;la  Caixa&rdquo;.</p>     <p>Lima, &Acirc;. M. M., Silva, H. S., &amp; Galhardoni, R. (2008). Envelhecimento bem-sucedido: Trajet&oacute;rias de um constructo e novas  fronteiras. <i>Interface &ndash; Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o, 12</i>, 795-807.</p>     <!-- ref --><p>Miller, A., &amp; Simeth, A. (2007). Combating invisibility: Older women stereotypes revised. <i>Oshkosh Scholar, 2</i>, 49-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024358&pid=S0870-8231201600040000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Monteiro, R. (2005). <i>O que dizem as m&atilde;es</i>. Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024360&pid=S0870-8231201600040000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moscovici, S. (1961). <i>La psychanalyse, son image et son public: &Eacute;tude sur la repr&eacute;sentation sociale de la psychanalyse</i>.  Paris: Presses Universitaires de France.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024362&pid=S0870-8231201600040000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Moscovici, S. (1981). <i>Social cognition: Perspetives on everyday understanding</i>. Londres: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024364&pid=S0870-8231201600040000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moscovici, S. (1984). <i>The phenomenon of social representations: Social representations</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024366&pid=S0870-8231201600040000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nazareth, J. M. (2009). Crescer e envelhecer: Constrangimentos e oportunidades do envelhecimento demogr&aacute;fico. Lisboa: Presen&ccedil;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024368&pid=S0870-8231201600040000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Neri, A. L. (2006). O legado de Paul B. Baltes &agrave; Psicologia do Desenvolvimento e do Envelhecimento. <i>Temas em Psicologia, 14</i>,  17-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024370&pid=S0870-8231201600040000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oakley, A. (1972). <i>Sex, gender and society</i>. New York: Harper Colophon Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024372&pid=S0870-8231201600040000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>OMS. (2005). <i>Envelhecimento activo: Uma pol&iacute;tica de sa&uacute;de</i>. Bras&iacute;lia: OPAS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024374&pid=S0870-8231201600040000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pa&uacute;l, C. (2005). A constru&ccedil;&atilde;o de um modelo de envelhecimento humano. In Constan&ccedil;a Pa&uacute;l &amp; Ant&oacute;nio  da Fonseca (Orgs.), <i>Envelhecer em Portugal, psicologia sa&uacute;de e presta&ccedil;&atilde;o de cuidados</i>. Lisboa: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024376&pid=S0870-8231201600040000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Resende, M. C., Bones, V. M., Souza, I. S., &amp; Guimar&atilde;es, N. K. (2005). Bem-estar subjetivo e rede de rela&ccedil;&otilde;es sociais  na vida adulta e velhice. <i>Revista Eletr&ocirc;nica da Sociedade de Psicologia do Tri&acirc;ngulo Mineiro, 9</i>, 9-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024378&pid=S0870-8231201600040000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>United Nations, Department of Economic and Social Affairs, Population Division: UN-DESA. (2013). <i>World Population Ageing 2013</i>.  ST/ESA/SER.A/348.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024380&pid=S0870-8231201600040000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vala, J., &amp; Monteiro, M. B. (2000). <i>Psicologia social</i> (4&ordf; ed.). Lisboa: Servi&ccedil;o de Educa&ccedil;&atilde;o  Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024382&pid=S0870-8231201600040000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vecchia, R. D., Ruiz, T., Bocchi, S. C. M., &amp; Corrente, J. E. (2005). Qualidade de vida na terceira idade: Um conceito subjetivo. <i>Revista  Brasileira de Epidemiologia, 8</i>, 246-252. Retirado de <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2005000300006"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2005000300006</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024384&pid=S0870-8231201600040000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vieira, K. F. L., &amp; Coutinho, M. P. L. (2008). Representa&ccedil;&otilde;es sociais da depress&atilde;o e do suic&iacute;dio elaboradas por  estudantes de psicologia. <i>Psicologia: Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o, 28</i>, 714-727. Retirado de  <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932008000400005" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932008000400005</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024385&pid=S0870-8231201600040000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Walker, A. (2002). A strategy for active ageing. <i>International Social Security Review, 55</i>, 121-139. doi: 10.1111/1468-246X.00118&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024386&pid=S0870-8231201600040000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Walker, A. (2009). Commentary: The emergence and application of active aging in Europe. <i>Journal of Aging &amp; Social Policy, 21</i>, 75-93.  doi: 10.1080/08959420802529986&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024387&pid=S0870-8231201600040000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wheeler, H. R. (1997). <i>Women &amp; aging: A guide to the literature</i>. Boulder: Lynne Rienner Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024388&pid=S0870-8231201600040000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Fernanda Daniel, Instituto Superior Miguel Torga, Largo da Cruz  de Celas, 1, 3000-132 Coimbra, Portugal. E-mail: <a href="mailto:fernanda-daniel@ismt.pt">fernanda-daniel@ismt.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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