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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cancro da mama vivido na relação mãe-filhos e na parentalidade]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The diagnosis of Breast Cancer (BC) causes a crises in patients and in their family system, leading to changes in its operating mode. This study aims to analyze the short and long-term changes in mother-child relationship and in parenting after the diagnosis of mother’s BC. Thus, 17 women were interviewed following a semi-structured interview. All these women are survivors of BC with dependent child at the time of diagnosis. The data was analyzed with Grounded Theory methodology. The results showed that this experience causes temporary and permanent changes in the patterns of family functioning. Faced with changes in children's behavior, mothers adopt new strategies, in order to promote well-being in their children. After the family has decentered from the disease, women are able to reflect on the contributions of this experience, of living with BC, in the mother-child relationship. Clinically, these results permit to acknowledge the needs of these mothers, and allow the elaboration of psychological intervention programs, capable to respond to those needs, specially systemic intervention, and interventions that allowing the emotional expression.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Cancro da mama vivido na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos e na parentalidade</b></p>     <p><b>Rita Tavares<sup>1</sup>, Paula Mena Matos<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O diagn&oacute;stico de Cancro da Mama (CM) desencadeia uma crise na doente e no seu sistema familiar, levando a mudan&ccedil;as no seu modo de  funcionamento. O presente estudo tem como objetivos analisar as mudan&ccedil;as percebidas, a curto e a longo prazo, na rela&ccedil;&atilde;o  m&atilde;e-filhos e na parentalidade na sequ&ecirc;ncia do diagn&oacute;stico de CM materno, bem como analisar de que forma &ldquo;ser  m&atilde;e&rdquo; influenciou o modo como as pacientes lidaram com o CM. Foram entrevistadas 17 mulheres sobreviventes de CM com filhos dependentes  no momento do diagn&oacute;stico atrav&eacute;s de uma entrevista semiestruturada. Os dados foram analisados segundo a Grounded Theory. Os  resultados demonstraram que esta experi&ecirc;ncia desencadeia mudan&ccedil;as, tempor&aacute;rias e permanentes, nos padr&otilde;es de  funcionamento familiar. Perante as mudan&ccedil;as nos comportamentos dos filhos, as m&atilde;es adotam novas estrat&eacute;gias para promover  bem-estar nos descendentes. Ap&oacute;s a fam&iacute;lia se conseguir descentrar da doen&ccedil;a, as mulheres conseguem refletir sobre os  contributos da viv&ecirc;ncia do CM na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos. Clinicamente, estes resultados permitem conhecer as necessidades  destas m&atilde;es e apoiar a elabora&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, capazes de responder a essas  necessidades, salientando a import&acirc;ncia de uma interven&ccedil;&atilde;o sist&eacute;mica e que potencie a express&atilde;o emocional.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Cancro da mama, Rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos, Parentalidade, Modelo duplo ABCX.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The diagnosis of Breast Cancer (BC) causes a crises in patients and in their family system, leading to changes in its operating mode. This study  aims to analyze the short and long-term changes in mother-child relationship and in parenting after the diagnosis of mother&rsquo;s BC. Thus, 17  women were interviewed following a semi-structured interview. All these women are survivors of BC with dependent child at the time of diagnosis.  The data was analyzed with Grounded Theory methodology. The results showed that this experience causes temporary and permanent changes in the  patterns of family functioning. Faced with changes in children's behavior, mothers adopt new strategies, in order to promote well-being in their  children. After the family has decentered from the disease, women are able to reflect on the contributions of this experience, of living with BC,  in the mother-child relationship. Clinically, these results permit to acknowledge the needs of these mothers, and allow the elaboration of  psychological intervention programs, capable to respond to those needs, specially systemic intervention, and interventions that allowing the  emotional expression.</p>     <p><b>Key words</b>: Breast cancer, Child-mother relationship, Parenting, Double ABCX model.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O diagn&oacute;stico de Cancro da Mama (CM) desencadeia uma crise na doente<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> e no seu  sistema familiar, levando a mudan&ccedil;as no seu modo de funcionamento (Billhult &amp; Segesten, 2003; Stiffler, Haase, Hosei, &amp; Barada,  2008). Segundo o <i>modelo duplo ABCX </i>(McCubbin &amp; Patterson, 1983), isto ocorre porque o CM &eacute; um stressor que destabiliza o  funcionamento familiar, caso a fam&iacute;lia desenvolva uma perce&ccedil;&atilde;o negativa sobre este evento e percecione que n&atilde;o tem  recursos suficientes para lidar com este stressor, desencadeando uma crise (McCubbin &amp; Patterson, 1983). Ap&oacute;s o per&iacute;odo agudo de  crise, a fam&iacute;lia esfor&ccedil;a-se para reestabelecer o seu equil&iacute;brio, tendo de lidar com todos os stressores acumulados, de ativar,  novamente, os recursos dispon&iacute;veis e de atribuir um novo significado &agrave; crise no seu todo. No fim deste processo, a fam&iacute;lia  pode conseguir adaptar-se, restabelecendo o equil&iacute;brio. Por&eacute;m, quando este estado de equil&iacute;brio n&atilde;o &eacute;  alcan&ccedil;ado, a adapta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; bem-sucedida, ocorrendo, por exemplo, deteriora&ccedil;&atilde;o na  integra&ccedil;&atilde;o familiar e no bem-estar do sistema (McCubbin &amp; Patterson, 1983).</p>     <p>Uma vez que, o processo de adapta&ccedil;&atilde;o familiar ao CM materno implica a intera&ccedil;&atilde;o entre diversas dimens&otilde;es  biopsicossociais e devido &agrave; centralidade do papel de m&atilde;e nas mulheres (McQuillan, Greil, Shreffler, &amp; Tichenor, 2008), o presente  estudo incidir&aacute; nas mudan&ccedil;as desencadeadas na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos e na parentalidade ap&oacute;s o  diagn&oacute;stico materno. Na sequ&ecirc;ncia deste diagn&oacute;stico, as pacientes mant&ecirc;m e intensificam a prioridade que atribuem  &agrave; fam&iacute;lia (Billhult &amp; Segesten, 2003; Helseth &amp; Ulfs&aelig;t, 2005; Kim, Ko, &amp; Jun, 2012; Mackenzie, 2014), aumentando a  preocupa&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m especialmente com os filhos (Stinesen-Kollberg, Wilder&auml;ng, M&ouml;ller, &amp; Steineck, 2014; Walsh,  Manuel, &amp; Avis, 2005). Apesar do aumento das preocupa&ccedil;&otilde;es maternas com os filhos, tamb&eacute;m se verifica que a maternidade  &eacute; um fator protetor desta viv&ecirc;ncia, na medida em que &eacute; uma fonte de motiva&ccedil;&atilde;o para m&atilde;es com CM enfrentarem  esta doen&ccedil;a (Billhult &amp; Segesten, 2003; Elmberger, Bolund, &amp; L&uuml;tz&eacute;n, 2000; Kravdal, 2003; Vickberg, 2003). Apesar de  estas m&atilde;es sentirem a sua sobreviv&ecirc;ncia amea&ccedil;ada pelo CM e do medo da recidiva ser maior do que em pacientes sem filhos  (Ar&egrave;s, Lebel, &amp; Bielajew, 2014), sentem que os filhos precisam dos seus cuidados, fazendo com que suprimam pensamentos negativos de  desist&ecirc;ncia e aumentando a motiva&ccedil;&atilde;o para lidar com o CM (Billhult &amp; Segesten, 2003; Kravdal, 2003; Vickberg, 2003).</p>     <p>Relativamente &agrave; parentalidade, os estudos centram-se em dimens&otilde;es distintas, nomeadamente, nas cren&ccedil;as sobre a capacidade  parental das m&atilde;es com CM (Helseth &amp; Ulfs&aelig;t, 2005; Ohl&eacute;n &amp; Holm, 2006; Walsh et al., 2005), na divis&atilde;o das  tarefas parentais (Helseth &amp; Ulfs&aelig;t, 2005; Mackenzie, 2014; Walsh et al., 2005) e nas estrat&eacute;gias parentais adotadas  preventivamente com o intuito de proteger os filhos (Asbury, Lalayiannis, &amp; Walshe, 2014; Barnes et al., 2002; Helseth &amp; Ulfs&aelig;t,  2005; Shands, Lewis, &amp; Zahlis, 2000). Independentemente das dimens&otilde;es analisadas, os estudos encontraram altera&ccedil;&otilde;es na  parentalidade ap&oacute;s o diagn&oacute;stico materno. Contudo, n&atilde;o existem estudos que analisem as estrat&eacute;gias adotadas pelas  m&atilde;es, quando se deparam com mudan&ccedil;as no funcionamento dos filhos e poucos s&atilde;o os estudos que exploram as regras parentais  durante esta viv&ecirc;ncia.</p>     <p>Em termos da rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos, alguns estudos apontam para uma melhoria neste relacionamento (Al-Zaben, Al-Amoudi,  El-deek, &amp; Koenig, 2014; Helseth &amp; Ulfs&aelig;t, 2005), inerente ao fornecimento de apoio instrumental e emocional dos filhos &agrave;s  m&atilde;es (Kim et al., 2012; Yoshida et al., 2010) e &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o dos momentos vivenciados em conjunto (Walsh et al.,  2005). Por&eacute;m, a literatura carece de informa&ccedil;&otilde;es sobre como os filhos s&atilde;o facilitadores desta experi&ecirc;ncia e  sobre os contributos da viv&ecirc;ncia do CM no relacionamento m&atilde;e-filhos atual. Quanto ao funcionamento familiar, n&atilde;o existem  investiga&ccedil;&otilde;es sobre o momento em que a fam&iacute;lia se consegue descentrar da doen&ccedil;a nem que demonstrem como ocorre o  processo de adapta&ccedil;&atilde;o desta rela&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a do CM, desde o diagn&oacute;stico at&eacute; ao presente.</p>     <p>Perante a confronta&ccedil;&atilde;o com a doen&ccedil;a da m&atilde;e, alguns filhos podem demonstrar sintomas internalizados e  externalizados, bem como preocupa&ccedil;&otilde;es acentuadas com a sobreviv&ecirc;ncia da sua m&atilde;e, receando tamb&eacute;m ter, no futuro,  CM (Walsh et al., 2005). Estas rea&ccedil;&otilde;es dos filhos podem variar consoante o seu g&eacute;nero (Brown et al., 2007; Edwards et al.,  2008), o funcionamento familiar (Edwards et al., 2008; Vannatta, Ramsey, Noll, &amp; Gerhardt, 2010) e a gravidade da doen&ccedil;a materna (Sigal,  Perry, Robbins, Gagn&eacute;, &amp; Nassif, 2003).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, considerando as lacunas referidas anteriormente e devido &agrave; import&acirc;ncia do papel de m&atilde;e nas mulheres (Billhult &amp;  Segesten, 2003; McQuillan et al., 2008), ao aumento do n&uacute;mero de sobreviventes com CM (Ferlay et al., 2013) e, segundo o nosso conhecimento,  devido &agrave; inexist&ecirc;ncia de estudos em Portugal sobre esta tem&aacute;tica em particular, o presente estudo tem como principal objetivo  compreender a viv&ecirc;ncia do CM na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos e na parentalidade. Assim, este estudo tem as seguintes  quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>1) De que forma a rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos se ajusta e se adapta &agrave; viv&ecirc;ncia de CM materno?</p>     <p>2) Quais as estrat&eacute;gias usadas pelas m&atilde;es perante as rea&ccedil;&otilde;es negativas dos filhos ao seu CM?</p>     <p>3) Quais os contributos do diagn&oacute;stico no funcionamento familiar a curto e a longo prazo?</p>     <p>4) Como os filhos ajudaram as m&atilde;es a ajustarem-se ao diagn&oacute;stico e &agrave;s suas implica&ccedil;&otilde;es?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra foi constitu&iacute;da por 17 mulheres sobreviventes de CM, com pelo menos um filho dependente no momento do diagn&oacute;stico e que  no presente n&atilde;o se encontravam a realizar tratamentos oncol&oacute;gicos, exceto a hormonoterapia. Trata-se de um estudo de car&aacute;cter  retrospetivo, que permite um maior distanciamento emocional do momento de crise por parte das participantes, podendo possibilitar uma  avalia&ccedil;&atilde;o mais pormenorizada de todo o processo de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente aos dados sociodemogr&aacute;ficos da amostra, no momento do diagn&oacute;stico verifica-se que a m&eacute;dia de idade das  participantes era de 41.59 (<i>DP</i>=5.591; intervalo 31-51); 88.2% das participantes encontravam-se casadas e 11.8% em uni&atilde;o de facto.  Atualmente duas participantes encontram-se vi&uacute;vas, sendo que as restantes mant&ecirc;m o seu estado civil. A m&eacute;dia do tempo decorrido  desde que receberam o diagn&oacute;stico &eacute; de 8.24 anos (<i>DP</i>=6.806; intervalo 1-29). Quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o  profissional, no momento da entrevista, 41.2% encontram-se a trabalhar, 11.8% est&atilde;o de baixa m&eacute;dica, 11.8% est&atilde;o  desempregadas, 17.6% est&atilde;o reformadas e 17.6% t&ecirc;m invalidez. Em termos da escolaridade, a maioria das participantes tem uma  escolaridade abaixo do ensino secund&aacute;rio (i.e., 1&ordm; ciclo &ndash; 23.5%; 2&ordm; ciclo &ndash; 5.9%; 3&ordm; ciclo &ndash; 23.5%), 35.3%  tem o 12&ordm; ano e 11.8% frequentaram o ensino superior ou uma p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. Relativamente aos filhos, a m&eacute;dia de  idade, no momento do diagn&oacute;stico, era de 11.22 anos (<i>DP</i>=6.925; moda=3; intervalo 2-28), sendo que a maioria &eacute; do sexo  masculino (74.07%). A maioria das participantes (58.82%) tem dois filhos e as restantes t&ecirc;m um.</p>     <p>Quanto aos dados cl&iacute;nicos, todas as participantes tiveram CM prim&aacute;rio. Em termos cir&uacute;rgicos, a maioria das participantes  realizou esvaziamento axilar (70.59%) e mastectomia unilateral (64.7%), 11.8% realizaram tumorectomia, 5.9% quadrantectomia e 17.6% mastectomia  bilateral. Quanto aos tratamentos n&atilde;o cir&uacute;rgicos, 52.9% realizaram quimioterapia, radioterapia e hormonoterapia, enquanto 35.3%  realizaram apenas dois tratamentos e 11.8% apenas um tratamento n&atilde;o cir&uacute;rgico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento</i></p>     <p>A recolha de dados foi executada atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de uma entrevista semiestruturada, predominantemente com  quest&otilde;es abertas, especificamente elaborada para o efeito (Tavares &amp; Matos, 2014), com o intuito de aceder &agrave;s  representa&ccedil;&otilde;es subjetivas da viv&ecirc;ncia do CM na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos e no exerc&iacute;cio da parentalidade.  A entrevista foi desenvolvida tendo por base a seguinte estrutura: hist&oacute;ria da doen&ccedil;a (i.e., diagn&oacute;stico, tratamentos e seus  efeitos secund&aacute;rios); din&acirc;mica e relacionamento familiar ap&oacute;s o diagn&oacute;stico materno (e.g., adapta&ccedil;&atilde;o  familiar &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e emocionais dos tratamentos); articula&ccedil;&atilde;o com a vida familiar antes do  diagn&oacute;stico; rela&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filho(s) ao longo do tempo desde o diagn&oacute;stico; apoio do  c&ocirc;njuge no processo de adapta&ccedil;&atilde;o dos filhos &agrave; doen&ccedil;a materna e, por fim, reflex&atilde;o sobre as aprendizagens e  as implica&ccedil;&otilde;es desta experi&ecirc;ncia no quotidiano atual das participantes. No final da entrevista, as participantes responderam  verbalmente a um question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico e de informa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>O procedimento de sele&ccedil;&atilde;o da amostra foi por conveni&ecirc;ncia com recurso ao m&eacute;todo &ldquo;bola de neve&rdquo;. Num  primeiro momento, foi realizado um contacto telef&oacute;nico com o objetivo de se explicar o estudo e definir o local e a data da  realiza&ccedil;&atilde;o da entrevista.</p>     <p>As entrevistas foram realizadas individualmente e em locais com condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e climat&eacute;ricas adequadas, sem  ru&iacute;dos de fundo e onde a possibilidade de interrup&ccedil;&otilde;es era reduzida. Em m&eacute;dia, a dura&ccedil;&atilde;o das entrevistas  foi de 85 minutos. Estas foram gravadas em &aacute;udio para aumentar a fidelidade da an&aacute;lise dos dados, ap&oacute;s a  obten&ccedil;&atilde;o do consentimento informado. No final da entrevista, eram recolhidas informa&ccedil;&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas e  cl&iacute;nicas. O estudo teve a aprova&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da  Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. Neste estudo foi utilizado o m&eacute;todo <i>Grounded Theory</i> (Strauss &amp; Corbin, 1998)  para analisar a viv&ecirc;ncia do CM materno na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos e no exerc&iacute;cio da parentalidade, com recurso ao  programa inform&aacute;tico <i>QSR NVivo 10</i>. Desta forma, todas as entrevistas foram transcritas e de seguida analisadas, atrav&eacute;s da  realiza&ccedil;&atilde;o das codifica&ccedil;&otilde;es aberta, axial e seletiva (Glaser &amp; Strauss, 1967; Strauss &amp; Corbin, 1998).  Relativamente &agrave; codifica&ccedil;&atilde;o das entrevistas, esta foi realizada pela investigadora principal e, posteriormente, foram  discutidas as categorias emergentes com a segunda investigadora, que tamb&eacute;m teve acesso &agrave;s transcri&ccedil;&otilde;es an&oacute;nimas  das entrevistas.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>Da an&aacute;lise dos resultados, tendo em conta os objetivos do presente estudo e as respetivas quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o,  emergiram tr&ecirc;s tem&aacute;ticas distintas, nomeadamente: <i>Preocupa&ccedil;&otilde;es com os filhos</i>; <i>Mudan&ccedil;as na  rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filho</i>, bem como, <i>Din&acirc;micas e rotinas familiares ap&oacute;s o diagn&oacute;stico</i>. A  <a href="#f1">Figura 1</a> apresenta o sistema de categorias, subcategorias e componentes provenientes da an&aacute;lise das entrevistas. Os  resultados ser&atilde;o apresentados e analisados a partir das quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a04f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>De que forma a rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos se ajusta e se adapta &agrave; viv&ecirc;ncia de CM materno?</i></p>     <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise das mudan&ccedil;as ocorridas na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos verifica-se que ambos ajustam as suas  a&ccedil;&otilde;es, de modo a facilitar a viv&ecirc;ncia desta crise. Por&eacute;m, ao contr&aacute;rio do que &eacute; postulado pelo <i>modelo  duplo ABCX</i> (McCubbin &amp; Patterson, 1983), os resultados deste estudo demonstraram que estas mudan&ccedil;as comportamentais, de modo a  atingir a adapta&ccedil;&atilde;o familiar, ocorrem a partir do per&iacute;odo de crise e n&atilde;o apenas no per&iacute;odo p&oacute;s-crise.</p>     <p>Perante o diagn&oacute;stico de CM, todas as participantes mencionaram que existiram <i>mudan&ccedil;as na intera&ccedil;&atilde;o que  estabeleciam com os seus filhos</i>, mesmo que ligeiras. Uma das mudan&ccedil;as, referida por 10 participantes, relaciona-se com a  <i>disponibilidade</i> que estas m&atilde;es t&ecirc;m para os filhos. Tal como descrito na literatura, algumas m&atilde;es relataram que a sua  disponibilidade aumentou (Helseth &amp; Ulfs&aelig;t, 2005; Shands et al., 2000), enquanto noutras diminuiu (Fisher &amp; O&rsquo;Connor, 2012;  Ohl&eacute;n &amp; Holm, 2006). A diminui&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria da <i>disponibilidade para as necessidades dos filhos</i> foi  consequ&ecirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o dos tratamentos e dos seus efeitos secund&aacute;rios (<i>Houve alturas em que eu n&atilde;o podia  estar muito tempo com eles, por causa at&eacute; das defesas</i> &ndash; E16). Em contrapartida, duas m&atilde;es indicaram que a sua  <i>disponibilidade aumentou</i> permanentemente, uma vez que deixaram de trabalhar, fazendo com que pudessem, por exemplo, orientar os filhos nos  trabalhos de casa e brincar mais com eles. Adicionalmente, uma m&atilde;e referiu que <i>manteve</i> a intera&ccedil;&atilde;o e a  <i>disponibilidade</i> para o filho, mas que diminuiu a realiza&ccedil;&atilde;o de atividades que exigiam esfor&ccedil;o f&iacute;sico, investindo  em programas sedent&aacute;rios (e.g., ver filmes).</p>     <p>Outra mudan&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos, identificada por todas as participantes, remete para a ado&ccedil;&atilde;o de  comportamentos que visavam <i>prevenir o impacto negativo do diagn&oacute;stico no funcionamento global dos filhos</i>. Neste sentido, verifica-se  a ado&ccedil;&atilde;o de algumas a&ccedil;&otilde;es equivalentes &agrave;s referidas na literatura (Helseth &amp; Ulfs&aelig;t, 2005; Shands et  al., 2000), nomeadamente, a tentativa de manter as rotinas e as intera&ccedil;&otilde;es com os filhos, e o envolvimento dos filhos na  viv&ecirc;ncia do CM (<i>&hellip; n&oacute;s fizemos o processo do cabelo juntos. Quando eu fui cortar a primeira vez o cabelo </i>(&hellip;)  <i>cortei eu, cortou o pai, cortou o T... </i>&ndash; E13). Relativamente &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o das rotinas e das  intera&ccedil;&otilde;es, as participantes mencionaram que tentaram que o seu problema de sa&uacute;de n&atilde;o interferisse com as rotinas  familiares, mesmo quando se sentiam muito debilitadas (Billhult &amp; Segesten, 2003; Mackenzie, 2014; Semple &amp; McCance, 2010; Stiffler et al.,  2008). Este esfor&ccedil;o refor&ccedil;a a preocupa&ccedil;&atilde;o que as m&atilde;es sentem com os filhos, neste per&iacute;odo de vida  (Billhult &amp; Segesten, 2003; Connell, Patterson, &amp; Newman, 2006; Helseth &amp; Ulfs&aelig;t, 2005; Mackenzie, 2014; Stiffler et al., 2008;  Stinesen-Kollberg et al., 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outras estrat&eacute;gias adotadas para <i>prevenir o impacto negativo da doen&ccedil;a nos filhos</i> foram: ocultar os efeitos adversos da  doen&ccedil;a e dos seus tratamentos, intensificar a prote&ccedil;&atilde;o dos filhos e adotar comportamentos compensat&oacute;rios e alternativos  (<i>Porque do lado que eu tirei o peito n&atilde;o posso pegar em mais que dois kg e pronto eu tive de lhe explicar</i> (&hellip;) <i>&ldquo;Se tu  quiseres vir ao colo da m&atilde;e, a m&atilde;e senta-se e tu sentas-te no colo da m&atilde;e e tu ficas aqui ao colo, porque a m&atilde;e  n&atilde;o pode pegar em ti.&rdquo;</i> &ndash; E3). O aumento da prote&ccedil;&atilde;o aos filhos passou pela elabora&ccedil;&atilde;o de planos,  que asseguravam o bem-estar dos mesmos, caso a m&atilde;e falecesse (Billhult &amp; Segesten, 2003; Coyne &amp; Borbasi, 2007; Fisher &amp;  O&rsquo;Connor, 2012). Por sua vez, os comportamentos de evitamento surgem em termos da transmiss&atilde;o de m&aacute;s not&iacute;cias, da  demonstra&ccedil;&atilde;o dos efeitos secund&aacute;rios dos tratamentos e do di&aacute;logo sobre preocupa&ccedil;&otilde;es e sentimentos de  ambos. Uma das estrat&eacute;gias mencionada na literatura refere-se &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o aberta sobre a doen&ccedil;a (Asbury et  al., 2014; Helseth &amp; Ulfs&aelig;t, 2005; Shands et al., 2000). Contudo, neste estudo, regra geral, as participantes n&atilde;o adotaram esta  estrat&eacute;gia. Ali&aacute;s, a maioria acredita que o seu diagn&oacute;stico n&atilde;o teve impacto nos filhos. Por&eacute;m, atrav&eacute;s  do recurso &agrave; mem&oacute;ria epis&oacute;dica referem momentos em que os filhos alteraram o seu modo de funcionamento (e.g., sintomatologia  depressiva), mesmo que temporariamente. Esta aparente aus&ecirc;ncia de tomada de consci&ecirc;ncia sobre a influ&ecirc;ncia do diagn&oacute;stico  materno nos filhos, pode ser resultante da dificuldade demonstrada pela maioria das participantes em falar sobre os sentimentos e/ou do facto de as  participantes estarem muito investidas na manuten&ccedil;&atilde;o da normalidade no funcionamento familiar, ignorando, inconscientemente, os  sinais que possam indicar disrup&ccedil;&otilde;es na vida idealizada e desejada por estas mulheres.</p>     <p>Por fim, 12 participantes tamb&eacute;m adotaram como estrat&eacute;gias de <i>coping</i> a supress&atilde;o emocional na presen&ccedil;a dos  descendentes (<i>eu quando estava sozinha s&oacute; chorava, mas quando estava com elas tentava que isso n&atilde;o viesse &agrave; minha  cabe&ccedil;a</i> (&hellip;) <i>porque n&atilde;o queria que ningu&eacute;m sentisse a minha tristeza&hellip; Tentava esconder o m&aacute;ximo  dela</i>... &ndash; E14). Embora se verifique que diversas m&atilde;es usaram a supress&atilde;o emocional como uma estrat&eacute;gia de  preven&ccedil;&atilde;o de disrup&ccedil;&otilde;es nos filhos, tamb&eacute;m s&atilde;o not&oacute;rios os efeitos negativos que esta atitude tem  no bem-estar emocional das participantes (Iwamitsu et al., 2005a,b), n&atilde;o se revelando uma estrat&eacute;gia eficaz. Al&eacute;m disso, como  ir&aacute; ser demonstrado, esta postura parece modelar os comportamentos dos filhos, uma vez que os pr&oacute;prios tamb&eacute;m suprimem as suas  emo&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Ap&oacute;s a confronta&ccedil;&atilde;o com a debilidade f&iacute;sica da m&atilde;e, os filhos tamb&eacute;m alteraram os seus  comportamentos. Perante acontecimentos adversos, os indiv&iacute;duos t&ecirc;m tend&ecirc;ncia em procurar a figura de vincula&ccedil;&atilde;o,  sendo que pelos relatos das m&atilde;es, pelo menos em sete filhos foi manifesta a ativa&ccedil;&atilde;o do sistema de vincula&ccedil;&atilde;o,  numa <i>procura de seguran&ccedil;a emocional</i>. Assim, esta procura revelou-se pelo aumento da necessidade em estar fisicamente pr&oacute;ximo  das figuras de vincula&ccedil;&atilde;o, estar mais presente e rezar pela m&atilde;e.</p>     <p>Paralelamente, sete m&atilde;es tamb&eacute;m referiram que, por vezes, os filhos faziam <i>quest&otilde;es</i> sobre a <i>doen&ccedil;a em  si</i> (4/7), os <i>tratamentos</i> (5/7) e sobre a <i>morte</i> (4/7). Esta &uacute;ltima tem&aacute;tica revelou-se dolorosa para as  participantes, fazendo com que recorressem ao c&ocirc;njuge para responder aos filhos. Ou seja, perante uma situa&ccedil;&atilde;o extremamente  exigente para as mulheres, existe a ativa&ccedil;&atilde;o dos recursos da fam&iacute;lia, tal como &eacute; preconizado pelo <i>modelo duplo  ABCX</i> (McCubbin &amp; Patterson, 1983). Esta dificuldade est&aacute; relacionada com a confronta&ccedil;&atilde;o com a mortalidade e com o  impacto que a sua morte ter&aacute; nos filhos, mas tamb&eacute;m devido &agrave; incerteza em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro, tal como referido  por Connell e colaboradores (2006). Em duas fam&iacute;lias, a partir do momento em que o diagn&oacute;stico foi partilhado com os filhos, as  m&atilde;es sentiram que estes come&ccedil;aram a <i>evitar o contacto f&iacute;sico</i> com elas (e.g., um filho desviava a cara para n&atilde;o  tocar na cabe&ccedil;a da m&atilde;e, quando esta o tentava cumprimentar).</p>     <p>Na tentativa de ajudarem a m&atilde;e a lidar com o CM, os filhos forneceram apoio instrumental e emocional &agrave;s cuidadoras (Kim et al.,  2012; Yoshida et al., 2010), bem como adotaram comportamentos que potenciassem o bem-estar nas m&atilde;es e que diminu&iacute;ssem as suas  preocupa&ccedil;&otilde;es (Mackenzie, 2014). O <i>apoio instrumental</i> (11/17) foi predominante nos filhos pr&eacute;-adolescentes e mais  velhos (maiores de 10 anos), tal como mencionado na literatura (Billhult &amp; Segesten, 2003). Este apoio correspondeu ao aumento da ajuda nas  tarefas dom&eacute;sticas, no levar a m&atilde;e &agrave;s consultas e na tentativa de inverter e mudar os pap&eacute;is. Esta invers&atilde;o dos  pap&eacute;is, tamb&eacute;m encontrada por Walsh e colaboradores (2005), corresponde ao facto de os filhos se tornarem tamb&eacute;m cuidadores da  m&atilde;e (e.g., auxiliar a m&atilde;e na sua higiene pessoal e fazer-lhe os curativos) e dos irm&atilde;os mais novos (<i>&hellip; ele [filho]  tinha 14 anos</i> (&hellip;)<i>, ele vinha e tomava o pequeno-almo&ccedil;o e ajudava a irm&atilde;. Se eu me pusesse a p&eacute;, eles n&atilde;o  deixavam&hellip; &ldquo;Oh m&atilde;e n&atilde;o tem nada que se p&ocirc;r a p&eacute;.&rdquo;; &ldquo;Oh tenho de ajudar a menina, de pentear o  cabelo da menina.&rdquo;; &ldquo;Eu penteio m&atilde;e.&rdquo;</i> &ndash; E10). Al&eacute;m disso, a maioria das participantes (15/17) mencionou  ter recebido <i>apoio emocional</i> dos filhos, principalmente atrav&eacute;s do fornecimento de conforto, por exemplo, atrav&eacute;s do aumento  de demonstra&ccedil;&otilde;es afetivas (<i>&hellip; ele muitas vezes chegava a casa e agarrava-se a mim&hellip; Maneiras dele falar comigo, de me  abra&ccedil;ar, de me dar beijos...</i> &ndash; E3).</p>     <p>Adicionalmente, 15 m&atilde;es identificaram que os filhos adotaram alguns comportamentos de forma a <i>diminuir as suas  preocupa&ccedil;&otilde;es</i>, nomeadamente: aumento da obedi&ecirc;ncia; melhoria na rela&ccedil;&atilde;o entre irm&atilde;os; recurso ao pai  como principal fonte de apoio e defender a m&atilde;e de coment&aacute;rios e a&ccedil;&otilde;es desagrad&aacute;veis de terceiros.  Complementarmente, algumas participantes tamb&eacute;m identificaram um aumento da preocupa&ccedil;&atilde;o dos filhos consigo (e.g., os filhos  passaram a fazer constantemente perguntas sobre o bem-estar da m&atilde;e) e verificaram que os seus filhos evitavam, por exemplo, falar sobre o  cancro, bem como evitavam expressar e partilhar os seus pensamentos e sentimentos perante a sua presen&ccedil;a. Relativamente &agrave;  supress&atilde;o emocional nos filhos, verifica-se que as m&atilde;es destes filhos (com a exce&ccedil;&atilde;o de uma) tamb&eacute;m adotavam  esta estrat&eacute;gia de <i>coping</i> emocional na intera&ccedil;&atilde;o com os filhos, podendo corresponder ao padr&atilde;o de funcionamento  familiar. Com este estudo parece ser evidente que perante uma situa&ccedil;&atilde;o de crise, como a possibilidade de perder a m&atilde;e, os  filhos, na intera&ccedil;&atilde;o com esta, adotam comportamentos que a protejam. Isto ocorre atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de  estrat&eacute;gias que potenciem emo&ccedil;&otilde;es positivas na m&atilde;e e que minimizem emo&ccedil;&otilde;es negativas, que possam colocar  em causa o seu bem-estar f&iacute;sico e/ou emocional. Por&eacute;m, tal como ocorre com as m&atilde;es, o apoio fornecido nunca passa por  proporcionar momentos de express&atilde;o de sentimentos negativos, permitindo um al&iacute;vio emocional.</p>     <p>O <i>modelo duplo ABCX</i> refere que a adapta&ccedil;&atilde;o eficaz da fam&iacute;lia ao stressor, pode desencadear mudan&ccedil;as  favor&aacute;veis no sistema (McCubbin &amp; Patterson, 1983). Assim, analisou-se os <i>contributos da viv&ecirc;ncia de CM na  rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos atual</i>, sendo que, 10 participantes mencionaram que o CM influenciou a rela&ccedil;&atilde;o que  estabelecem no presente com os filhos. Relativamente &agrave; qualidade desta rela&ccedil;&atilde;o, tal como referido na literatura (Al-Zaben et  al., 2014; Helseth &amp; Ulfs&aelig;t, 2005), h&aacute; uma melhoria nesta rela&ccedil;&atilde;o. Estas m&atilde;es mencionaram que ap&oacute;s o  seu diagn&oacute;stico at&eacute; ao momento, houve um <i>fortalecimento da rela&ccedil;&atilde;o </i>(e.g., intensifica&ccedil;&atilde;o da  aproxima&ccedil;&atilde;o afetiva) e tr&ecirc;s mencionaram <i>altera&ccedil;&otilde;es nas regras impostas</i>. As restantes sete participantes  consideraram que esta viv&ecirc;ncia <i>n&atilde;o interferiu </i>na rela&ccedil;&atilde;o estabelecida atualmente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Quais as estrat&eacute;gias usadas pelas m&atilde;es perante as rea&ccedil;&otilde;es negativas dos filhos ao seu CM?</i></p>     <p>Atualmente, ainda n&atilde;o existem estudos que analisem as estrat&eacute;gias de <i>coping</i> utilizadas pelas pacientes, quando identificam  altera&ccedil;&otilde;es no modo de funcionamento dos filhos, tais como, <i>sintomatologia depressiva</i> (11/13), <i>sintomatologia ansiosa</i>  (3/13), <i>diminui&ccedil;&atilde;o do rendimento escolar</i> (3/13) e <i>rea&ccedil;&otilde;es tardias</i> &agrave; viv&ecirc;ncia desta  experi&ecirc;ncia (e.g., ansiedade de separa&ccedil;&atilde;o; 3/13). Tal como se verifica na literatura, a presen&ccedil;a de sintomas  internalizados e externalizados ocorre com menor frequ&ecirc;ncia em fam&iacute;lias coesas (Edwards et al., 2008) e onde a parentalidade &eacute;  baseada na afetividade e no apoio (Vannatta et al., 2010). Assim, considerando que a maioria das m&atilde;es caracteriza a fam&iacute;lia como  coesa, as rea&ccedil;&otilde;es dos filhos ao diagn&oacute;stico podem ter sido modeladas pelo funcionamento familiar, sendo que perante outras  fam&iacute;lias, os resultados poder&atilde;o ser distintos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ap&oacute;s a confronta&ccedil;&atilde;o com as rea&ccedil;&otilde;es individuais negativas dos filhos, anteriormente mencionadas, 13  participantes revelaram utilizar diversas estrat&eacute;gias com o intuito de atenuar a influ&ecirc;ncia negativa do seu diagn&oacute;stico nos  descendentes. Assim, oito participantes <i>forneceram conforto</i> e tentaram <i>promover emo&ccedil;&otilde;es positivas</i> nos filhos,  atrav&eacute;s de m&uacute;ltiplas formas. Por exemplo, atrav&eacute;s do aumento da afetividade e da realiza&ccedil;&atilde;o de atividades de  lazer em conjunto (<i>&hellip; a gente tenta que ele se liberte um bocadinho fazendo as coisas que ele mais gosta </i>(&hellip;) e <i>eu ia, fazia  quest&atilde;o que era para eles sentirem que a m&atilde;e estava sempre presente </i>&ndash; E8). Quanto &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de  atividades de lazer, alguns estudos encontraram que esta estrat&eacute;gia era usada preventivamente (Helseth &amp; Ulfs&aelig;t, 2005; Shands et  al., 2000). Contudo, neste estudo surgiu como uma forma de melhorar o estado de humor dos filhos.</p>     <p>Outra estrat&eacute;gia, utilizada por 11 m&atilde;es, corresponde &agrave; <i>explora&ccedil;&atilde;o e relativiza&ccedil;&atilde;o</i> dos  motivos impl&iacute;citos &agrave;s mudan&ccedil;as no funcionamento dos filhos, atrav&eacute;s do di&aacute;logo e/ou do uso do humor  (&ldquo;<i>&Eacute; assim querida, isto j&aacute; est&aacute; a cair. Se eu puser a m&atilde;o j&aacute; sai completo e se quiseres puxar o cabelo  &agrave; m&atilde;e podes-te vingar, s&oacute; que n&atilde;o d&oacute;i. Ficas a&iacute; com a vingan&ccedil;a na m&atilde;o.&rdquo; E assim  aquelas brincadeiras e ent&atilde;o ela e o pai come&ccedil;aram a brincar e a puxar</i> &ndash; E7).</p>     <p>Adicionalmente, sete m&atilde;es <i>recorreram ao apoio de profissionais</i>, nomeadamente, de psic&oacute;logos e dos educadores, professores  ou a explicadores dos filhos. Esta a&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi referida por Stiffler e colaboradores (2008), demonstrando a  import&acirc;ncia da rede de apoio das pacientes e a necessidade de ser inclu&iacute;da na forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica dos professores  e educadores, a aprendizagem de estrat&eacute;gias para apoiarem os filhos de pais com doen&ccedil;as cr&oacute;nicas. Concomitantemente, estes  resultados demonstram que, apesar das m&atilde;es estarem a vivenciar um momento onde a sua sobreviv&ecirc;ncia est&aacute; amea&ccedil;ada,  continuam a fornecer cuidados aos filhos, revelando que o papel de m&atilde;e continua ativo, bem como a centralidade que este papel tem no  dia-a-dia das pacientes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Quais os contributos do diagn&oacute;stico no funcionamento familiar a curto e a longo prazo?</i></p>     <p>Al&eacute;m de mudan&ccedil;as na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos ap&oacute;s o diagn&oacute;stico materno, verificaram-se ajustamentos  nas din&acirc;micas e nas rotinas familiares, bem como no exerc&iacute;cio do papel parental. Assim, foram encontradas <i>mudan&ccedil;as devido  aos tratamentos</i> (15/17). Neste sentido, 11 participantes referiram uma maior <i>divis&atilde;o das tarefas dom&eacute;sticas</i> n&atilde;o  s&oacute; pelos filhos como tamb&eacute;m pelo c&ocirc;njuge e pela fam&iacute;lia alargada (e.g., refei&ccedil;&otilde;es em casa da cunhada).  Quatro m&atilde;es relataram, que apesar dos seus esfor&ccedil;os para manter a normalidade no quotidiano, algumas <i>rotinas dos filhos</i>  tiveram de ser ligeiramente alteradas (<i>O meu pequenino ainda sofreu um bocadinho em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; rotina</i>. (&hellip;) <i>O  meu pequenino come&ccedil;ou por eu o deixar no infant&aacute;rio. Passados uns dias a m&atilde;e deixou de o ir levar e de o ir buscar. Passou a  ir busc&aacute;-lo uma cunhada minha e passou a ficar com a minha sogra &ndash;</i> E16). Paralelamente, oito <i>obtiveram apoio dos familiares</i>  na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados aos filhos (e.g., cuidar deles durante o dia e ir busc&aacute;-los e lev&aacute;-los &agrave; escola),  especialmente quando estes eram menores, mas tamb&eacute;m &agrave; pr&oacute;pria doente. Para al&eacute;m do apoio solicitado pelas m&atilde;es,  por vezes, &eacute; a pr&oacute;pria rede de suporte que, espontaneamente, se disponibiliza para ajud&aacute;-las no que necessitam (Mackenzie,  2014). Esta ativa&ccedil;&atilde;o do apoio, fornecido pelos significativos das participantes, foi tamb&eacute;m encontrada neste estudo.  Anteriormente foi referido que para prevenir o impacto da doen&ccedil;a nos filhos, algumas m&atilde;es envolveram os descendentes na  viv&ecirc;ncia do CM. Por&eacute;m, em quatro fam&iacute;lias tamb&eacute;m foram inclu&iacute;dos os restantes elementos familiares, tal como o  c&ocirc;njuge.</p>     <p>Em termos da <i>manuten&ccedil;&atilde;o das rotinas</i>, espontaneamente 12 participantes referiram que as rotinas se mantiveram, mas com  recurso &agrave; mem&oacute;ria epis&oacute;dica constatou-se que apenas duas participantes n&atilde;o relataram altera&ccedil;&otilde;es no  funcionamento familiar. Este discurso pode ser influenciado pelo esfor&ccedil;o constante destas m&atilde;es em manter a normalidade familiar  (Asbury et al., 2014; Fisher &amp; O&rsquo;Connor, 2012; Mackenzie, 2014; Ohl&eacute;n &amp; Holm, 2006; Stiffler et al., 2008), num per&iacute;odo  onde as mudan&ccedil;as s&atilde;o inevit&aacute;veis (Ohl&eacute;n &amp; Holm, 2006).</p>     <p>Remetendo para as <i>tarefas parentais</i>, 14 participantes mencionaram mudan&ccedil;as no exerc&iacute;cio da parentalidade, nomeadamente, no  <i>papel parental do pai</i> (13/14), nas <i>aprendizagens proporcionadas</i> (2/14) e nas <i>regras familiares e parentais</i> (4/14). Em termos  do <i>papel parental do pai</i>, tal como referido na literatura (Helseth &amp; Ulfs&aelig;t, 2005; Walsh et al., 2005), em algumas fam&iacute;lias  (11/17), o pai tornou-se mais ativo na educa&ccedil;&atilde;o dos filhos, aumentando a sua disponibilidade e a responsividade para as necessidades  dos mesmos. Contudo, quatro participantes referiram que as responsabilidades parentais mantiveram-se, mencionando que a m&atilde;e continuou a ser  a principal figura cuidadora dos filhos ou que os parceiros j&aacute; tinham um papel ativo na educa&ccedil;&atilde;o dos dependentes. Nas  fam&iacute;lias onde a m&atilde;e continuou a ser a principal figura cuidadora dos filhos, existia uma clara divis&atilde;o nas  fun&ccedil;&otilde;es parentais: a m&atilde;e fica respons&aacute;vel pela educa&ccedil;&atilde;o dos filhos e o pai por sustentar financeiramente  a fam&iacute;lia. Esta an&aacute;lise demonstra a import&acirc;ncia da cultura no ajustamento da fam&iacute;lia a uma situa&ccedil;&atilde;o de  crise (McCubbin &amp; Patterson, 1983).</p>     <p>Com a viv&ecirc;ncia do CM materno, dois casais sentiram a necessidade de <i>promover aprendizagens nos filhos</i>, tornando este momento de  crise fonte de crescimento. Assim, tentaram promover perspetivas realistas nos filhos sobre a vida, mostrando a sua dicotomia (i.e., tanto tem  momentos alegres como triste) e a condi&ccedil;&atilde;o mortal do Homem. Adicionalmente, usaram esta experi&ecirc;ncia para incutir  responsabilidade nos filhos, consciencializando-os, por exemplo, para a import&acirc;ncia do cumprimento das regras.</p>     <p>Sigal e colaboradores (2003) verificaram que, quanto &agrave;s regras parentais, algumas m&atilde;es tornaram-se mais tolerantes com os filhos.  Neste estudo, apenas quatro participantes mencionaram <i>mudan&ccedil;as nas regras parentais e familiares</i> relativamente ao grau de  exig&ecirc;ncia/toler&acirc;ncia, existindo heterogeneidade nos resultados. Numas fam&iacute;lias, os pais tornaram-se mais tolerantes (e.g.,  h&aacute;bitos alimentares) e noutras mais exigentes (e.g., rendimento escolar). Adicionalmente, duas participantes definiram regras que  promovessem a autossufici&ecirc;ncia dos filhos, atrav&eacute;s da estimula&ccedil;&atilde;o da sua autonomia e do sentido de interajuda, tal como  referido por Kim e colaboradores (2012). Tamb&eacute;m nas aprendizagens encontra-se a exist&ecirc;ncia de aquisi&ccedil;&otilde;es, que potenciam  a capacidade futura de autossufici&ecirc;ncia nos filhos (e.g., aumento da responsabilidade).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando interrogadas sobre o <i>momento em que a fam&iacute;lia se descentrou do CM</i>, quatro m&atilde;es n&atilde;o conseguiram identificar  este momento e tr&ecirc;s relataram <i>dificuldades em se descentrar</i> da mesma. Neste &uacute;ltimo caso, as participantes revelaram  dificuldades em se descentrar de si e em refletir na interfer&ecirc;ncia do CM na fam&iacute;lia, uma vez que poder&atilde;o estar a viver num  <i>estado de emerg&ecirc;ncia</i> (i.e., o per&iacute;odo em que a fam&iacute;lia sente amea&ccedil;ada a sua integridade, tornando os  comportamentos familiares autom&aacute;ticos e focados no presente e na doen&ccedil;a). Por&eacute;m, 10 participantes conseguiram <i>identificar  um momento</i>, por exemplo, ap&oacute;s o fim dos tratamentos. Ap&oacute;s esta descentra&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, a fam&iacute;lia  come&ccedil;ou a tenta integrar esta viv&ecirc;ncia no seu ciclo de vida.</p>     <p>Sintetizando, verifica-se que, tal como referido pelo <i>modelo duplo ABCX</i> (McCubbin &amp; Patterson, 1983), perante o diagn&oacute;stico  de CM todo o sistema familiar ajusta os seus comportamentos, de modo a reagir e, posteriormente, a adaptar-se &agrave; viv&ecirc;ncia do CM  materno. Por&eacute;m, estas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o desencadeadas no per&iacute;odo de crise.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Como os filhos ajudaram as m&atilde;es a ajustarem-se ao diagn&oacute;stico e &agrave;s suas implica&ccedil;&otilde;es?</i></p>     <p>Todas as participantes mencionaram que sentiram <i>preocupa&ccedil;&otilde;es com os filhos</i>, relacionadas com a viv&ecirc;ncia de CM,  designadamente, preocupa&ccedil;&atilde;o com o <i>impacto do diagn&oacute;stico no funcionamento dos filhos</i> (15/17) e  <i>preocupa&ccedil;&otilde;es pessoais</i> (9/17). Estas preocupa&ccedil;&otilde;es surgem porque as participantes percecionam o cancro como uma  amea&ccedil;a ao bem-estar dos filhos, fazendo com que tentem colocar as necessidades destes em primeiro lugar, tal como &eacute; referido na  literatura (Billhult &amp; Segesten, 2003; Helseth &amp; Ulfs&aelig;t, 2005).</p>     <p>Embora os filhos constituam uma fonte de preocupa&ccedil;&atilde;o para estas m&atilde;es (Ar&egrave;s et al., 2014; Billhult &amp; Segesten,  2003; Connell et al., 2006; Fisher &amp; O&rsquo;Connor, 2012; Helseth &amp; Ulfs&aelig;t, 2005; Stiffler et al., 2008; Stinesen-Kollberg et al.,  2014), tamb&eacute;m se verifica que s&atilde;o <i>facilitadores do ajustamento das pacientes ao seu diagn&oacute;stico</i> (Billhult &amp;  Segesten, 2003; Elmberger et al., 2000; Kravdal, 2003; Mackenzie, 2014; Vickberg, 2003), correspondendo a um fator protetor desta viv&ecirc;ncia  (Billhult &amp; Segesten, 2003; Kravdal, 2003; Vickberg, 2003). Neste sentido, 13 m&atilde;es identificaram os filhos como <i>fonte de  liga&ccedil;&atilde;o &agrave; vida</i>, uma vez que aumentaram a sua vontade de viver, suprimindo os seus pensamentos negativos de  desist&ecirc;ncia e aumentando a motiva&ccedil;&atilde;o para lidarem com os efeitos adversos da doen&ccedil;a (<i>Gra&ccedil;as aos meus filhos  estou curada. Ajudaram-me imenso, a lutar ainda mais por ultrapassar esta parte&hellip;</i> &ndash; E7). Adicionalmente, algumas participantes  (7/17) identificaram como facilitadores o facto de os filhos <i>compreenderam e ajustarem-se &agrave; doen&ccedil;a materna e &agrave;s suas  implica&ccedil;&otilde;es</i>, bem como os <i>comportamentos </i>adotados por estes (12/17) por exemplo, o apoio fornecido.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Viv&ecirc;ncia do CM materno na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos e na parentalidade: Integra&ccedil;&atilde;o do modelo duplo  ABCX</i></p>     <p>Baseado nos resultados previamente expostos e discutidos, bem como nos pressupostos te&oacute;ricos do <i>modelo duplo ABCX</i>, o presente  estudo prop&otilde;e uma conceptualiza&ccedil;&atilde;o sobre a viv&ecirc;ncia do CM materno na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos e na  parentalidade. Sistematizando os resultados, estes indicam que o diagn&oacute;stico de CM interfere no funcionamento do sistema familiar, podendo  levar a uma crise, consoante a perce&ccedil;&atilde;o subjetiva que cada elemento da fam&iacute;lia tem sobre esta doen&ccedil;a e os recursos  familiares dispon&iacute;veis, tal como o <i>modelo duplo ABCX</i> postula (McCubbin &amp; Patterson, 1983). Quando a crise surge, este sistema  passa a viver no que designamos de um <i>estado de emerg&ecirc;ncia</i>. Neste per&iacute;odo, a fam&iacute;lia come&ccedil;a a tentar lidar com  este stressor, surgindo rea&ccedil;&otilde;es individuais de todos os elementos da fam&iacute;lia, os padr&otilde;es de funcionamento familiar  alteram-se para que este sistema se ajuste &agrave; doen&ccedil;a materna e h&aacute; a intensifica&ccedil;&atilde;o das preocupa&ccedil;&otilde;es  das m&atilde;es com os filhos. Estas tr&ecirc;s dimens&otilde;es s&atilde;o influenciadas pelos recursos da fam&iacute;lia e, em alguns sistemas,  por uma ressignifica&ccedil;&atilde;o do CM. O objetivo central da fam&iacute;lia torna-se a prote&ccedil;&atilde;o das figuras significativas,  levando a altera&ccedil;&otilde;es na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos e na parentalidade, &agrave; ativa&ccedil;&atilde;o das redes de  apoio formais e informais, e o pai torna-se mais ativo no exerc&iacute;cio do papel parental.</p>     <p>Quando a fam&iacute;lia se consegue descentrar da doen&ccedil;a, come&ccedil;a a atribuir um novo significado ao CM. Isto permite &agrave;s  participantes refletirem sobre os ganhos pessoais e relacionais desta experi&ecirc;ncia, por exemplo, na melhoria da rela&ccedil;&atilde;o que  atualmente estabelecem com os filhos. Assim, o sistema come&ccedil;a a tentar integrar o CM no seu ciclo de vida, atingindo a  adapta&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, neste processo pode surgir algum acontecimento (est&iacute;mulo reativador) que reavive mem&oacute;rias  desagrad&aacute;veis ou inseguran&ccedil;as, fazendo com que o sistema ou um dos seus subsistemas retornem ao momento de crise. Ou seja, o processo  de adapta&ccedil;&atilde;o ao CM n&atilde;o &eacute; linear nem sequencial. A presen&ccedil;a deste est&iacute;mulo foi encontrado no testemunho de  algumas participantes, que referiram, por vezes, existirem acontecimentos (e.g., conhecer hist&oacute;rias de mulheres que tiveram uma recidiva e  faleceram) que reavivam mem&oacute;rias, aumentando as suas preocupa&ccedil;&otilde;es e medos. Paralelamente, neste estudo, algumas participantes  relataram sintomas depressivos e/ou ansiosos perante este est&iacute;mulo, voltando a vivenciar um per&iacute;odo cr&iacute;tico, mesmo que de  menor intensidade. A viv&ecirc;ncia do CM na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos e na parentalidade pode ser esquematizada tal como se encontra  na <a href="#f2">Figura 2</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a04f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Analisando os resultados obtidos, foi poss&iacute;vel constatar que o processo de adapta&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, particularmente, da  parentalidade e da rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos, implica mudan&ccedil;as nos padr&otilde;es de funcionamento de todos os subsistemas  familiares. Este processo de adapta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; sequencial e a causalidade dos acontecimentos &eacute; circular. Assim,  por um lado, verifica-se que perante o diagn&oacute;stico materno a rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filhos passa a desenvolver-se sobre uma base  de prote&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua, a preocupa&ccedil;&atilde;o das m&atilde;es com os filhos aumenta e, na maioria das fam&iacute;lias, o pai  torna-se mais ativo na educa&ccedil;&atilde;o dos filhos. Por outro lado, &ldquo;ser m&atilde;e&rdquo; &eacute; um fator protetor desta  viv&ecirc;ncia e influencia o modo como a doen&ccedil;a &eacute; vivida.</p>     <p>Quanto &agrave;s potencialidades, este estudo permitiu conhecer as viv&ecirc;ncias de algumas mulheres sobreviventes de CM; obter diferentes  reflex&otilde;es sobre esta experi&ecirc;ncia devido &agrave; variabilidade quanto ao tempo decorrido desde o diagn&oacute;stico; fornece novos  conhecimentos que n&atilde;o foram contemplados em estudos anteriores e complementa os resultados j&aacute; existentes na literatura; prop&otilde;e  uma conceptualiza&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica desta viv&ecirc;ncia e teve benef&iacute;cios para as participantes, pois todas consideraram que  foi uma experi&ecirc;ncia enriquecedora (e.g., porque promoveu <i>insight</i>). Por fim, o presente estudo fornece resultados que permitem aumentar  o conhecimento sobre os ajustamentos dos filhos na intera&ccedil;&atilde;o com as m&atilde;es e os contributos desta viv&ecirc;ncia na  rela&ccedil;&atilde;o atual entre ambos, dados pouco explorados na literatura existente.</p>     <p>Quanto &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es, os resultados correspondem a um grupo espec&iacute;fico de mulheres, por todas referirem que a  fam&iacute;lia era coesa, por estarem satisfeitas, na sua maioria, com as rela&ccedil;&otilde;es familiares e por a maioria dos filhos serem  rapazes. O ponto de satura&ccedil;&atilde;o (i.e., momento em que as entrevistas passam a transmitir informa&ccedil;&otilde;es j&aacute; obtidas)  n&atilde;o foi atingido. Algumas senhoras tiveram dificuldades em compreender as quest&otilde;es por serem predominantemente abertas. Por fim, como  este estudo tem um car&aacute;cter retrospetivo, os conhecimentos sobre o momento de crise podem estar incompletos. Assim, em estudos futuros  ser&aacute; importante recorrer a metodologias que possam ser usadas no momento de crise (e.g., di&aacute;rios de bordo), integrar diversos  informantes de diferentes culturas e dos v&aacute;rios subsistemas familiares, realizar estudos com mulheres com CM metastizado e desenvolver-se  estudos quantitativos.</p>     <p>Quanto &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas deste estudo, o aumento do conhecimento sobre o objeto de estudo permitiu conhecer  as necessidades das participantes, no per&iacute;odo em que lutavam contra o cancro. Nesta medida, este estudo poder&aacute; servir de apoio  &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o futura de programas de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica (em grupo ou individuais) capazes de  responder &agrave;s necessidades destas mulheres. Adicionalmente, tamb&eacute;m poder&aacute; permitir o desenvolvimento de apoios sociais e  institucionais que permitam uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o de toda a fam&iacute;lia &agrave; presen&ccedil;a desta doen&ccedil;a  oncol&oacute;gica no seu dia-a-dia. Paralelamente, parece ser importante investir em programas de psicoeduca&ccedil;&atilde;o, que possibilitem o  aumento dos conhecimentos das pacientes relativamente &agrave; influ&ecirc;ncia do seu diagn&oacute;stico no funcionamento familiar, fornecendo  estrat&eacute;gias eficazes e adequadas perante as mudan&ccedil;as negativas no sistema. Nestes programas ser&aacute; pertinente, entre outros  aspetos, a discuss&atilde;o sobre o momento de partilha do diagn&oacute;stico, possibilitando &agrave;s mulheres a express&atilde;o dos seus medos  e inseguran&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o a este instante.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo em considera&ccedil;&atilde;o o recurso not&oacute;rio &agrave; supress&atilde;o emocional por parte destas m&atilde;es, bem como o  impacto negativo desta estrat&eacute;gia no bem-estar psicol&oacute;gico das mesmas, parece ser importante o desenvolvimento de programas de  interven&ccedil;&atilde;o, que possibilitem a express&atilde;o emocional destas mulheres no per&iacute;odo de crise.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Al-Zaben, F., Al-Amoudi, S. M., El-deek, B. S., &amp; Koenig, H. G. (2014). Impact of maternal breast cancer on school-aged children in Saudi  Arabia. <i>BMC Research Notes, 7</i>, 2-11. doi: 10.1186/1756-0500-7-261&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024711&pid=S0870-8231201600040000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>American Cancer Society. (2015). <i>Breast cancer facts &amp; figure. American Cancer Society</i>. Atlanta. Retrieved from  <a href="http://www.cancer.org/acs/groups/content/@research/documents/document/acspc-046381.pdf"  target="_blank">http://www.cancer.org/acs/groups/content/@research/documents/document/acspc-046381.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024712&pid=S0870-8231201600040000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ar&egrave;s, I., Lebel, S., &amp; Bielajew, C. (2014). The impact of motherhood on perceived stress, illness intrusiveness and fear of cancer  recurrence in young breast cancer survivors over time. <i>Psychology &amp; Health, 29</i>, 651-670. doi: 10.1080/08870446.2014.881998&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024713&pid=S0870-8231201600040000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Asbury, N., Lalayiannis, L., &amp; Walshe, A. (2014). How do I tell the children?. Women&rsquo;s experiences of sharing information about breast  cancer diagnosis and treatment. <i>European Journal of Oncology Nursing, 18</i>, 564-570. doi: 10.1016/j.ejon.2014.07.003</p>     <!-- ref --><p>Barnes, J., Kroll, L., Lee, J., Burke, O., Jones, A., &amp; Stein, A. (2002). Factors predicting communication about the diagnosis of maternal  breast cancer to children. <i>Journal of Psychosomatic Research, 52</i>, 209-214. doi: 10.1016/S0022-3999(02)00296-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024715&pid=S0870-8231201600040000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Billhult, A., &amp; Segesten, K. (2003). Strength of motherhood: Nonrecurrent breast cancer as experienced by mothers with dependent children.  <i>Scandinavian Journal of Caring Sciences, 17</i>, 122-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024716&pid=S0870-8231201600040000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Brown, R. T., Fuemmeler, B., Anderson, D., Jamieson, S., Simonian, S., Hall, R. K., &amp; Brescia, F. (2007). Adjustment of children and their  mothers with breast cancer. <i>Journal of Pediatric Psychology, 32</i>, 297-308. doi: 10-1093/jpepy/jsl015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024718&pid=S0870-8231201600040000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Connell, S., Patterson, C., &amp; Newman, B. (2006). Issues and concerns of young Australian women with breast cancer. <i>Supportive Care in  Cancer, 14</i>, 419-426. doi: 10.1007/s00520-005-0003-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024719&pid=S0870-8231201600040000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Coyne, E., &amp; Borbasi, S. (2007). Holding it all together: Breast cancer and its impact on life for younger women. <i>Contemporary Nurse,  23</i>, 157-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024720&pid=S0870-8231201600040000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Edwards, L., Watson, M., James-Roberts, I. St., Ashley, S., Tilney, C., Brougham, B., . . . Romer, G. (2008). Adolescent&rsquo;s stress responses  and psychological functioning when a parent has early breast cancer. <i>Psycho-Oncology, 17</i>, 1039-1047. doi: 10.1002/pon</p>     <!-- ref --><p>Elmberger, E., Bolund, C., &amp; L&uuml;tz&eacute;n, K. (2000). Transforming the exhausting to energizing process of being a good parent in the  face of cancer. <i>Health Care for Women International, 21</i>, 485-499.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024723&pid=S0870-8231201600040000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferlay, J., Steliarova-Foucher, E., Lortet-Tieulent, J., Rosso, S., Coebergh, J. W. W., Comber, H., . . . Bray, F. (2013). Cancer incidence and  mortality patterns in Europe: Estimates for 40 countries in 2012. <i>European Journal of Cancer, 49</i>, 1374-1403. doi: 10.1016/j.ejca.2012.12.027&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024725&pid=S0870-8231201600040000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Fisher, C., &amp; O&rsquo;Connor, M. (2012). &ldquo;Motherhood&rdquo; in the context of living with breast cancer. <i>Cancer Nursing, 35</i>,  157-163. doi: 10.1097/NCC.0b013e31821cadde</p>     <!-- ref --><p>Glaser, B. G., &amp; Strauss, A. L. (1967). <i>The discovery of gounded theory: Stategies for qualitative reserch</i>. New Brunswick: Aldine  Transaction.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024727&pid=S0870-8231201600040000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Helseth, S., &amp; Ulfs&aelig;t, N. (2005). Parenting experiences during cancer. <i>Journal of Advanced Nursing, 52</i>, 38-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024729&pid=S0870-8231201600040000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Iwamitsu, Y., Shimoda, K., Abe, H., Tani, T., Okawa, M., &amp; Buck, R. (2005a). Anxiety, emotional suppression, and psychological distress before  and after breast cancer diagnosis. <i>Psychosomatics, 46</i>, 19-24. doi: 10.1176/appi.psy.46.1.19&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024731&pid=S0870-8231201600040000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Iwamitsu, Y., Shimoda, K., Abe, H., Tani, T., Okawa, M., &amp; Buck, R. (2005b). The relation between negative emotional suppression and emotional  distress in breast cancer diagnosis and treatment. <i>Health Communication, 18</i>, 201-215. doi: 10.1207/s15327027hc1803&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024732&pid=S0870-8231201600040000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kim, S., Ko, Y. H., &amp; Jun, E. Y. (2012). The impact of breast cancer on mother-child relationships in Korea. <i>Psycho-Oncology, 21</i>,  640-646. doi: 10.1002/pon.1941&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024733&pid=S0870-8231201600040000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kravdal, &Oslash;. (2003). Children, family and cancer survival in Norway. <i>International Journal Of Cancer, 105</i>, 261-266. doi:  10.1002/ijc.11071&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024734&pid=S0870-8231201600040000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Mackenzie, C. R. (2014). &ldquo;It is hard for mums to put themselves first&rdquo;: How mothers diagnosed with breast cancer manage the  sociological boundaries between paid work, family and caring for the self. <i>Social Science &amp; Medicine, 117</i>, 96-106. doi:  10.1016/j.socscimed.2014.07.043</p>     <!-- ref --><p>McCubbin, H. I., &amp; Patterson, J. M. (1983). The family stress process: The double ABCX model of adjustment and adaptation. <i>Marriage &amp;  Family Review, 6</i>, 7-37. doi: 10.1300/J002v06n01&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024736&pid=S0870-8231201600040000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McQuillan, J., Greil, A. L., Shreffler, K. M., &amp; Tichenor, V. (2008). The importance of motherhood among women in the contemporary United  States. <i>Gender &amp; Society, 22</i>, 477-496. doi: 10.1177/0891243208319359&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024737&pid=S0870-8231201600040000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ohl&eacute;n, J., &amp; Holm, A.-K. (2006). Transforming desolation into consolation: Being a mother with life-threatening breast cancer.  <i>Health Care for Women International, 27</i>, 18-44. doi: 10.1080/07399330500377226&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024738&pid=S0870-8231201600040000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Semple, C. J., &amp; McCance, T. (2010). Parents&rsquo; experience of cancer who have young children: A literature review. <i>Cancer Nursing,  33</i>, 110-118.</p>     <p>Shands, M. E., Lewis, F. M., &amp; Zahlis, E. H. (2000). Mother and child interactions about the mother&rsquo;s breast cancer: An interview study.  <i>Oncology Nursing Forum, 27</i>, 77-85.</p>     <!-- ref --><p>Sigal, J. J., Perry, C., Robbins, J. M., Gagn&eacute;, M., &amp; Nassif, E. (2003). 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Parenting experiences with adolescent daughters when mothers have breast cancer.  <i>Oncology Nursing Forum, 35</i>, 113-120. doi: 10.1188/08.ONF.113-120&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024742&pid=S0870-8231201600040000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Stinesen-Kollberg, K., Wilder&auml;ng, U., M&ouml;ller, A., &amp; Steineck, G. (2014). Worrying about one&rsquo;s children after breast cancer  diagnosis: Desired timing of psychosocial intervention. <i>Supportive Care in Cancer, 22</i>, 2987-2995. doi: 10.1007/s00520-014-2307-z</p>     <!-- ref --><p>Strauss, A., &amp; Corbin, J. (1998). <i>Basics of qualitative research: Techniques and procedures for developing grounded theory</i>  (2<sup>nd</sup> ed.). Thousand Oaks: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024744&pid=S0870-8231201600040000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tavares, R., &amp; Matos, P. M. (2014). <i>Gui&atilde;o da entrevista semiestruturada: Cancro da mama vivido na rela&ccedil;&atilde;o  m&atilde;e-filhos e na parentalidade</i>. Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024746&pid=S0870-8231201600040000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vannatta, K., Ramsey, R., Noll, R. B., &amp; Gerhardt, C. A. (2010). Associations of child adjustment with parent and family functioning:  Comparison of families of women with and without breast cancer. <i>Journal of Developmental &amp; Behavioral Pediatrics, 31</i>, 9-16. doi:  10.1097/DBP.0b013e3181c82a44&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024748&pid=S0870-8231201600040000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Vickberg, S. M. J. (2003). Locating breast cancer in the context of women&rsquo;s lives. <i>Journal of Psychosocial Oncology, 21</i>, 69-88. doi:  10.1300/J077v21n02</p>     <p>Walsh, S. R., Manuel, J. C., &amp; Avis, N. E. (2005). The impact of breast cancer on younger women&rsquo;s relationships with their partner and  children. <i>Famlies, Systems, &amp; Health, 23</i>, 80-93. doi: 10.1037/1091-7527.23.1.80</p>     <!-- ref --><p>Yoshida, S., Otani, H., Hirai, K., Ogata, A., Mera, A., Okada, S., &amp; Oshima, A. (2010). A qualitative study of decision-making by breast  cancer patients about telling their children about their illness. <i>Supportive Care in Cancer, 18</i>, 439-447. doi: 10.1007/s00520-009-0682-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024751&pid=S0870-8231201600040000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Rita Tavares, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da  Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, R. Alfredo Allen 535, Porto, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:mipsi10110@fpce.up.pt">mipsi10110@fpce.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 28/01/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 20/06/2016</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>NOTES</p>     <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup> O recurso ao feminino deve-se ao facto de a incid&ecirc;ncia de CM nos homens ser m&iacute;nima comparativamente com a taxa de incid&ecirc;ncia  nas mulheres (American Cancer Society, 2015).</p>      ]]></body><back>
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