<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312016000400005</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.912</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Porque é que pais e mães fumadores fumam dentro de casa?]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Precioso]]></surname>
<given-names><![CDATA[José]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Carolina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Samorinha]]></surname>
<given-names><![CDATA[Catarina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Correia]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cláudia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade do Minho Instituto de Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Braga ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Instituto de Saúde Pública ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>34</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>391</fpage>
<lpage>402</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312016000400005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312016000400005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312016000400005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Este estudo pretende identificar os fatores que influenciam os pais fumadores a fumar ou não dentro de casa. Realizaram-se, por telefone, entrevistas semiestruturadas a 10 pais e 10 mães, de crianças do 4º ano de escolaridade, fumadores que fumavam em casa, e a 10 pais e 10 mães fumadores, mas que não o faziam em casa. A análise de conteúdo mostrou que a preocupação com a saúde dos filhos e o mau cheiro foram os principais motivos mencionados pelos progenitores para não fumarem no domicílio. A comodidade e as condições meteorológicas foram as principais razões dos progenitores para fumarem no domicílio. Os pais fumadores que não fumam em casa parecem ter maior consciência dos riscos de fumar no domicílio para a saúde dos filhos, enquanto que os pais que fumam no domicílio fazem-no essencialmente por comodismo e desconhecimento aparente das consequências negativas desse comportamento. Deverá ser prioridade da educação para a saúde melhorar o conhecimento dos pais sobre as consequências da exposição ao fumo passivo. É indispensável que os profissionais de saúde das várias especialidades se envolvam no tratamento da dependência tabágica, promovendo a cessação tabágica dos pais, sendo esta a via mais segura para garantir casas livres de fumo.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to identify the factors influencing smoking parents to smoke or not to smoke at home. Semi-structured interviews were held by phone with parents of children in the 4th grade: 10 smoking fathers and 10 mothers who smoked at home, and 10 smoking fathers and 10 mothers who did not smoke at home. The content analysis revealed that concern about the health of children and the bad smell were the main reasons mentioned by parents not to smoke at home. The comfort and weather conditions were the main reported reasons to smoke at home. Smoking parents who smoke at home seem to have greater awareness of the risks of smoking indoors to the health of children while parents who smoke at home do it mainly for comfort and apparent ignorance of the negative consequences of that behavior. The improvement of parental knowledge about the consequences of exposure to secondhand smoke should be a priority of health education. It is essential that health professionals of different specialties are involved in the treatment of tobacco dependence, promoting smoking cessation among parents, which is the safest way to ensure the creation of smoke-free homes.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Consumo de tabaco no domicílio]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Determinantes]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Prevenção]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Smoking at home]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Determinants]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Prevention]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Porque &eacute; que pais e m&atilde;es fumadores fumam dentro de casa?</b></p>     <p><b>Jos&eacute; Precioso<sup>1</sup>, Ana Carolina Ara&uacute;jo<sup>1</sup>, Catarina Samorinha<sup>2</sup>, Cl&aacute;udia  Correia<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Minho, Braga</p>     <p><sup>2</sup>Instituto de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade do Porto, Porto</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo pretende identificar os fatores que influenciam os pais fumadores a fumar ou n&atilde;o dentro de casa. Realizaram-se, por telefone,  entrevistas semiestruturadas a 10 pais e 10 m&atilde;es, de crian&ccedil;as do 4&ordm; ano de escolaridade, fumadores que fumavam em casa, e a 10  pais e 10 m&atilde;es fumadores, mas que n&atilde;o o faziam em casa. A an&aacute;lise de conte&uacute;do mostrou que a preocupa&ccedil;&atilde;o  com a sa&uacute;de dos filhos e o mau cheiro foram os principais motivos mencionados pelos progenitores para n&atilde;o fumarem no  domic&iacute;lio. A comodidade e as condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas foram as principais raz&otilde;es dos progenitores para fumarem  no domic&iacute;lio. Os pais fumadores que n&atilde;o fumam em casa parecem ter maior consci&ecirc;ncia dos riscos de fumar no domic&iacute;lio  para a sa&uacute;de dos filhos, enquanto que os pais que fumam no domic&iacute;lio fazem-no essencialmente por comodismo e desconhecimento aparente  das consequ&ecirc;ncias negativas desse comportamento. Dever&aacute; ser prioridade da educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de melhorar o  conhecimento dos pais sobre as consequ&ecirc;ncias da exposi&ccedil;&atilde;o ao fumo passivo. &Eacute; indispens&aacute;vel que os profissionais  de sa&uacute;de das v&aacute;rias especialidades se envolvam no tratamento da depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica, promovendo a  cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica dos pais, sendo esta a via mais segura para garantir casas livres de fumo.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Consumo de tabaco no domic&iacute;lio, Determinantes, Preven&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study aims to identify the factors influencing smoking parents to smoke or not to smoke at home. Semi-structured interviews were held by  phone with parents of children in the 4th grade: 10 smoking fathers and 10 mothers who smoked at home, and 10 smoking fathers and 10 mothers who  did not smoke at home. The content analysis revealed that concern about the health of children and the bad smell were the main reasons mentioned by  parents not to smoke at home. The comfort and weather conditions were the main reported reasons to smoke at home. Smoking parents who smoke at home  seem to have greater awareness of the risks of smoking indoors to the health of children while parents who smoke at home do it mainly for comfort  and apparent ignorance of the negative consequences of that behavior. The improvement of parental knowledge about the consequences of exposure to  secondhand smoke should be a priority of health education. It is essential that health professionals of different specialties are involved in the  treatment of tobacco dependence, promoting smoking cessation among parents, which is the safest way to ensure the creation of smoke-free homes.</p>     <p><b>Key words</b>: Smoking at home, Determinants, Prevention.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A exposi&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as ao Fumo Ambiental do Tabaco (FAT) est&aacute; associada a graves problemas para a sua  sa&uacute;de, tais como: maior risco de infe&ccedil;&otilde;es agudas das vias a&eacute;reas inferiores; maior probabilidade de terem  infe&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias de repeti&ccedil;&atilde;o; risco acrescido de infe&ccedil;&otilde;es nos ouvidos;  indu&ccedil;&atilde;o e exacerba&ccedil;&atilde;o de asma e enfisema pulmonar (American Academy of Otolaryngology, 2011; IARC, 2002; USDHHS, 2014;  WHO, 2007).</p>     <p>Apesar das mensagens de sa&uacute;de p&uacute;blica e da consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre os riscos da exposi&ccedil;&atilde;o ao FAT para  a sa&uacute;de, estas n&atilde;o t&ecirc;m resultado necessariamente em redu&ccedil;&atilde;o do tabagismo em casa (Blackburn, Spencer, Bonas, Coe,  Dolan, &amp; Moy, 2003; Priest et al., 2008). Constata-se que a exposi&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as ao FAT no domic&iacute;lio e nos carros  continua a ser um problema muito prevalente (Precioso et al., 2013). A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) estima que cerca de  40% das crian&ccedil;as existentes no Mundo (700 milh&otilde;es) respirem ar contaminado pelo fumo do tabaco (WHO, 2009), especialmente nas suas  casas (Winickoff et al., 2009). Tal como noutros pa&iacute;ses, em Portugal o consumo de tabaco no domic&iacute;lio e no carro &eacute; um  comportamento muito prevalente (Precioso et al., 2010; Precioso et al., 2013). Num estudo realizado em Braga em 2010 por Precioso e colaboradores,  com alunos do 1&ordm; ciclo (m&eacute;dia de idade: 9,2 anos; <i>DP</i>: 0,5 anos), constatou-se que 27,5% das crian&ccedil;as participantes  estavam expostas di&aacute;ria ou ocasionalmente ao FAT, pelo facto de pelo menos um dos membros do n&uacute;cleo familiar (pai ou m&atilde;e ou  irm&atilde;o ou outro convivente) fumar em casa. No mesmo estudo realizado em Braga, os alunos percecionavam que 69,8% das m&atilde;es fumadoras e  56,8% dos pais fumadores fumavam dentro de casa. Os pais, que deviam zelar pela sa&uacute;de e seguran&ccedil;a das crian&ccedil;as, s&atilde;o na  verdade os principais respons&aacute;veis pela exposi&ccedil;&atilde;o dos filhos ao Fumo Ambiental de Tabaco (FAT) (Precioso, Macedo, &amp;  Rebelo, 2007; Precioso et al., 2010; Precioso et al., 2013).</p>     <p>Para se desenhar interven&ccedil;&otilde;es mais eficazes, com vista &agrave; preven&ccedil;&atilde;o do consumo de tabaco pelos pais no  interior das casas e com vista &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de domic&iacute;lios livres de fumo (<i>Smoke Free Homes)</i> &eacute;  necess&aacute;rio compreender quando, onde e porque &eacute; que os pais fumadores optam por fumar ou n&atilde;o dentro de casa.</p>     <p>Num estudo realizado por Graham (2003), verificou-se que, muitas vezes, os pais afirmam que fumar proporciona al&iacute;vio do stresse. A falta  de um espa&ccedil;o adequado para fumar fora de casa parece constituir um motivo para as m&atilde;es, que vivem, por exemplo, em apartamentos sem  acesso ao espa&ccedil;o exterior (como uma varanda) e n&atilde;o podem deixar as crian&ccedil;as ao cuidado de outras pessoas, fumarem dentro de  casa (Robinson &amp; Kirkcaldy, 2007a). Os pais que moram nas condi&ccedil;&otilde;es descritas podem adotar outras estrat&eacute;gias, que  consideram pr&aacute;ticas, para tentar reduzir a exposi&ccedil;&atilde;o ao FAT, tais como o abrir de janelas, fumar em salas separadas das  crian&ccedil;as, fumar numa sala com um ventilador ou segurar o cigarro fora da janela (Hill, Farquharson, &amp; Borland, 2003). Outro estudo  revelou que os pais que fumam no interior da casa est&atilde;o menos convencidos dos efeitos negativos que a exposi&ccedil;&atilde;o ao FAT provoca  na sa&uacute;de do que os pais que n&atilde;o fumam ou dos que fumam ao ar livre (Johansson, Hermansson, &amp; Ludvigsson, 2004), o que revela que  o consumo de tabaco em casa est&aacute; de alguma forma relacionado com a atitude dos pais em rela&ccedil;&atilde;o ao FAT. Robinson e Kirkcaldy  (2007b) verificaram que m&atilde;es que fumam em casa podem estar conscientes de alguns riscos do fumo passivo, mas, no entanto, n&atilde;o  associam fumar dentro de casa a consequ&ecirc;ncias graves para as crian&ccedil;as. Neste estudo foi evidenciado que as m&atilde;es tendem a  percecionar a sa&uacute;de dos seus filhos, comparando-a com a sa&uacute;de das crian&ccedil;as que vivem na sua proximidade, utilizando a  observa&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia pessoal em detrimento de informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre os riscos do fumo passivo na  sa&uacute;de das crian&ccedil;as. Podem assim subestimar o valor dos riscos da exposi&ccedil;&atilde;o ao FAT utilizando basicamente quatro fontes  de conhecimento: a observa&ccedil;&atilde;o dos seus pr&oacute;prios filhos; a observa&ccedil;&atilde;o dos filhos de outras pessoas; as  reflex&otilde;es sobre a sua pr&oacute;pria sa&uacute;de enquanto filhos de pais fumadores e as informa&ccedil;&otilde;es a partir de outros  familiares. O facto de n&atilde;o visualizarem efeitos imediatos da exposi&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as ao FAT parece levar alguns pais a  subestimar os verdadeiros riscos da exposi&ccedil;&atilde;o. Num estudo realizado por Phillips, Amos, Ritchie, Cunningham-Burley e Martin (2007),  verificou-se que os pais/m&atilde;es fumadores com restri&ccedil;&otilde;es de fumar em casa referiram o (mau) cheiro do tabaco, a sa&uacute;de  (particularmente em torno da sa&uacute;de das crian&ccedil;as), a press&atilde;o mais ou menos ativa, para n&atilde;o fumar exercida por outros  membros da fam&iacute;lia, e as preocupa&ccedil;&otilde;es com o efeito de modelagem (ser mau exemplo para as crian&ccedil;as) como as  raz&otilde;es mais comuns para n&atilde;o fumar em casa. Al&eacute;m da influ&ecirc;ncia do valor atribu&iacute;do ao risco da  exposi&ccedil;&atilde;o ao FAT, parece existir uma maior motiva&ccedil;&atilde;o para deixar de fumar entre os pais que reportaram n&atilde;o fumar  em casa, comparativamente aos que fumam dentro de casa (Winkelstein, Tazian, &amp; Wood, 1997). Da mesma forma, e tendo em conta que um  n&iacute;vel de depend&ecirc;ncia de tabaco mais elevado est&aacute; associado a uma maior dificuldade em cessar o comportamento tab&aacute;gico  (USDHHS, 2010), importa avaliar estas dimens&otilde;es e a sua poss&iacute;vel associa&ccedil;&atilde;o com o comportamento tab&aacute;gico dos  pais em casa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o pretende identificar e descrever os fatores associados ao consumo de tabaco no domic&iacute;lio, por pais  fumadores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra total &eacute; constitu&iacute;da por 40 fumadores, pais e m&atilde;es de alunos do 4&ordm; ano de escolaridade a frequentar escolas  do concelho de Braga (Portugal), distribu&iacute;dos por quatro grupos: m&atilde;es fumadoras que fumam dentro de casa (<i>N</i>=10); m&atilde;es  fumadoras que n&atilde;o fumam no domic&iacute;lio (<i>N</i>=10); pais fumadores que fumam dentro de casa (<i>N</i>=10) e pais fumadores que  n&atilde;o fumam no domic&iacute;lio (<i>N</i>=10). Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o da amostra consistiam em ser pai ou m&atilde;e  fumador/a, com filhos a frequentar o 4&ordm; ano de escolaridade em escolas de Braga.</p>     <p>A m&eacute;dia de idades do grupo dos pais fumadores, que fumam dentro de casa (<i>N</i>=10) &eacute; de 43,3 anos (<i>DP</i>=8,68,  M&iacute;nimo=31 e M&aacute;ximo=61), sendo de 41,4 anos (<i>DP</i>=4,65, M&iacute;nimo=35 e M&aacute;ximo=49) no grupo de pais que n&atilde;o  fumam dentro de casa (<i>N</i>=10). Relativamente &agrave;s m&atilde;es fumadoras, a m&eacute;dia de idades &eacute; mais baixa, sendo de 36,6 anos  (<i>DP</i>=3,92, M&iacute;nimo=28 e M&aacute;ximo=41) nas fumadoras que fumam dentro de casa (<i>N</i>=10) e de 37,5 anos (<i>DP</i>=7,75,  M&iacute;nimo=24 e M&aacute;ximo=49) nas m&atilde;es que n&atilde;o fumam dentro de casa (<i>N</i>=10).</p>     <p>Relativamente &agrave; escolaridade, a mais frequente no grupo de pais fumadores foi o 9&ordm; ano de escolaridade, tendo sido referenciada por  5 dos 20 pais entrevistados. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s m&atilde;es, a categoria mais frequente foi o 12&ordm; ano de escolaridade, sendo  mencionada por 8 das 20 m&atilde;es entrevistadas.</p>     <p>As profiss&otilde;es mais prevalentes nos pais fumadores que fumam dentro de casa e que n&atilde;o fumam dentro do domic&iacute;lio s&atilde;o,  respetivamente, as de eletricista e de carpinteiro. Estar desempregada &eacute; uma das situa&ccedil;&otilde;es profissionais mais frequentes quer  nas m&atilde;es fumadoras que fumam dentro de casa, quer nas m&atilde;es fumadoras que n&atilde;o fumam dentro de casa. As profiss&otilde;es mais  prevalentes nas m&atilde;es fumadoras que fumam dentro de casa e que n&atilde;o fumam dentro do domic&iacute;lio s&atilde;o, respetivamente, as de  funcion&aacute;ria administrativa e de empregada de balc&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Material</i></p>     <p>Tendo em conta os objetivos do estudo foi elaborado um gui&atilde;o semiestruturado (<a href="#t1">Tabela 1</a>) com quest&otilde;es  espec&iacute;ficas para pais e m&atilde;es fumadores/as, que fumam e que n&atilde;o fumam dentro do domic&iacute;lio. O gui&atilde;o &eacute;  formado por quest&otilde;es abertas (exemplo: <i>Como reagiria se o seu filho lhe pedisse para deixar de fumar?</i>) &ndash; para os t&oacute;picos  onde se pretendia explorar as perce&ccedil;&otilde;es e opini&otilde;es dos participantes, e aceder ao historial e caracteriza&ccedil;&atilde;o do  comportamento de fumar no interior do domic&iacute;lio &ndash; e quest&otilde;es fechadas (exemplo: <i>Fuma dentro de casa?</i>) &ndash; de forma a  obter dados mais concretos das suas experi&ecirc;ncias nomeadamente dados sociodemogr&aacute;ficos dos participantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a05t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em seguida procedeu-se &agrave; valida&ccedil;&atilde;o dos gui&otilde;es. Para isso, foram revistos e aprovados pela equipa de  investiga&ccedil;&atilde;o do projeto em que este estudo se insere. Seguidamente procedeu-se &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da entrevista a uma  fumadora que n&atilde;o fuma dentro de casa e a um fumador que fuma dentro do seu domic&iacute;lio.</p>     <p>Foi tamb&eacute;m utilizado um question&aacute;rio constitu&iacute;do pela escala de <i>Richmond</i> e pela escala de <i>Fagerstr&ouml;m</i>  para determinar, respetivamente, o grau de motiva&ccedil;&atilde;o para deixar de fumar e o grau de depend&ecirc;ncia ao tabaco. A escala de  <i>Richmond</i> &eacute; constitu&iacute;da por 4 quest&otilde;es de escolha m&uacute;ltipla, com os seguintes pontos de corte (Richmond, Kehoe,  &amp; Webster, 1993): motiva&ccedil;&atilde;o baixa (de 0 a 6 pontos), motiva&ccedil;&atilde;o moderada (de 0 a 9 pontos) e motiva&ccedil;&atilde;o  elevada (10 pontos) &ndash; ver <a href="#t1">Tabela 1</a>. Na nossa amostra, apresentou uma boa consist&ecirc;ncia interna (&alpha;=0,760).</p>     <p>No entanto, &eacute; de salientar que este teste psicom&eacute;trico n&atilde;o est&aacute; validado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa  (Costa, 2006). A escala de <i>Fagerstr&ouml;m, </i>adaptada e validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, &eacute; formada por um conjunto  de 6 quest&otilde;es de escolha m&uacute;ltipla (Ferreira, Quintal, Lopes, &amp; Taveira, 2009). A pontua&ccedil;&atilde;o das respostas oscila  entre 0 e os 10 pontos (grau de depend&ecirc;ncia baixo: 0-3; grau de depend&ecirc;ncia moderado: 4-6 e grau de depend&ecirc;ncia elevado: 7-10). O  valor total de cada escala foi calculado atrav&eacute;s da soma dos c&oacute;digos das respostas, sendo a cota&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da  como demostrado na <a href="#t2">Tabela 2</a>. A escala apresentou uma boa consist&ecirc;ncia interna (&alpha;=0,660).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a05t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Este estudo utiliza metodologias quantitativas (question&aacute;rios) e qualitativas, recorrendo a entrevistas semiestruturadas realizadas a  pais e m&atilde;es fumadores, que o fazem dentro ou fora do domic&iacute;lio.</p>     <p>A realiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo foi divulgada, junto dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, numa reuni&atilde;o realizada em  escolas do 1&ordm; ciclo do concelho de Braga, pelos professores dessas escolas. Concomitantemente foram solicitadas informa&ccedil;&otilde;es de  contato aos pais que manifestaram interesse em participar no mesmo, procedendo-se, posteriormente, ao recrutamento de m&atilde;es e pais fumadores  dentro e fora do domic&iacute;lio.</p>     <p>Uma vez que esta via de recrutamento n&atilde;o foi suficiente para saturar a amostra, optou-se por convidar encarregados de  educa&ccedil;&atilde;o que tinham participado num estudo quantitativo inserido no mesmo projeto que abarca a presente investiga&ccedil;&atilde;o,  que haviam cedido o seu contacto. O recrutamento da amostra terminou quando se considerou que existia um n&uacute;mero adequado de  indiv&iacute;duos para formar cada um dos grupos.</p>     <p>Os participantes foram informados, por telefone, sobre os objetivos do estudo, a colabora&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria e an&oacute;nima  (consentimento informado), a dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da entrevista (cerca de 15 minutos) e o procedimento de grava&ccedil;&atilde;o.  Depois de aceitarem participar neste estudo, a entrevista foi efetuada e gravada, via telefone, no decorrer do mesmo contacto telef&oacute;nico ou  agendada para outro momento, consoante a disponibilidade de cada participante.</p>     <p>O conte&uacute;do das entrevistas realizadas foi gravado de forma a evitar a perda de informa&ccedil;&atilde;o e minimizar  distor&ccedil;&otilde;es. Embora a via escolhida (telefone) impossibilite a perce&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-verbal  dos entrevistados, possibilita uma maior rapidez do processo de entrevistas e facilita o acesso aos entrevistados.</p>     <p>As entrevistas foram parcialmente transcritas. O seu conte&uacute;do foi codificado de acordo com categorias dos fatores associados a fumar ou  n&atilde;o fumar dentro de casa, estabelecidas <i>a priori </i>(tendo por base a revis&atilde;o da literatura) e tendo sido acrescentadas novas  categorias, sempre que surgiam ao longo da an&aacute;lise. Os dados foram, assim, alvo de uma an&aacute;lise de conte&uacute;do (Bardin, 2007):  foram organizados, primeiro, de acordo com a categoriza&ccedil;&atilde;o estabelecida, anotando-se a presen&ccedil;a/aus&ecirc;ncia de cada  categoria e registando-se exemplos ilustrativos de cada uma.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Motivos associados ao consumo de tabaco no domic&iacute;lio</i></p>     <p>Considerando as m&atilde;es fumadoras, que fumam dentro de casa, verificamos que o motivo mais frequentemente referido para fumar dentro de casa  &eacute; a comodidade (&ldquo;<i>estar em casa e estar vestida &agrave; vontade&rdquo;; &ldquo;por estar confort&aacute;vel&rdquo;; &ldquo;A  cozinha &eacute; onde fa&ccedil;o a minha vida diariamente... estamos acolhidos na cozinha&rdquo;; &ldquo;... pela pregui&ccedil;a&rdquo;;  &ldquo;dar mais jeito&rdquo;; &ldquo;eu moro num apartamento... tinha que estar a descer &agrave; rua...&rdquo;; &ldquo;passar muito tempo em  casa&rdquo;</i>), sendo referido por 8 das 10 m&atilde;es fumadoras (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Outros motivos referidos por alguns dos  entrevistados s&atilde;o: a ventila&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o (<i>&ldquo;Pela cozinha ser bastante arejada&rdquo;; &ldquo;... pela cozinha  ter exaustor&rdquo;; &ldquo;... a marquise ser arejada&rdquo;</i>); as condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas  (<i>&ldquo;agora no Inverno...&rdquo;</i>); a privacidade (<i>&ldquo;N&atilde;o gosto de fumar na via p&uacute;blica&rdquo;; &ldquo;&eacute; algo  psicol&oacute;gico... s&oacute; me d&aacute; para fazer isso quando estou em casa... porque fora de casa eu n&atilde;o o fa&ccedil;o!&rdquo;</i>);  a satisfa&ccedil;&atilde;o de impulso (<i>&ldquo;... n&atilde;o sei... &eacute; ter aquela vontade de querer fumar um cigarro&rdquo;</i>); o  contexto de conv&iacute;vio social (<i>&ldquo;Jantar de amigos... sem a presen&ccedil;a das crian&ccedil;as&rdquo;</i>) e a rapidez associada ao  comportamento de fumar (<i>&ldquo;... &eacute; uma coisa r&aacute;pida&rdquo;</i>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a05t3.jpg" width="578" height="203"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente aos pais fumadores em casa, as condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas (<i>&ldquo;por estar frio... e pela chuva&rdquo;)</i>,  a comodidade (<i>&ldquo;uma quest&atilde;o de comodidade...&rdquo;; &ldquo;quando estamos em casa, que &eacute; mais acolhedor, e j&aacute;  n&atilde;o tencionamos sair...&rdquo;; &ldquo;quando estamos a ver um filme, e d&aacute; intervalo, aproveita-se e fuma-se um cigarro&rdquo;;  &ldquo;... moro num apartamento... para n&atilde;o ter que estar a subir e a descer escadas&rdquo;</i>) e fumar em espa&ccedil;os amplos  (<i>&ldquo;tenho uma casa enorme... e a meu ver n&atilde;o afeta as crian&ccedil;as em nada&rdquo;</i>) foram os motivos referenciados para  justificar a conduta de fumar dentro de casa (<a href="#t3">Tabela 3</a>). O motivo mais frequente foi as condi&ccedil;&otilde;es  meteorol&oacute;gicas, sendo referido por 6 dos 10 pais fumadores dentro de casa. Tamb&eacute;m a comodidade foi das categorias mais frequentemente  mencionadas, tendo sido referenciada por 5 dos 10 pais fumadores dentro de casa.</p>     <p>A cozinha foi o compartimento da casa mais referenciado pelos entrevistados para fumar (<a href="#t4">Tabela 4</a>). No entanto,  encontr&aacute;mos diferen&ccedil;as entre os pais e as m&atilde;es que referenciaram a cozinha como compartimento para fumar &ndash; 3 dos 4 pais  e 3 das 7 m&atilde;es referiram que fumam na cozinha com o exaustor ligado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a05t4.jpg" width="576" height="198"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Motivos associados ao n&atilde;o consumo de tabaco no domic&iacute;lio</i></p>     <p>A maioria das m&atilde;es e dos pais fumadores, que n&atilde;o fumam dentro de casa, referiram n&atilde;o permitir exce&ccedil;&otilde;es no que  respeita &agrave; impossibilidade de se fumar dentro de casa. Apenas uma das dez m&atilde;es entrevistadas e dois dos dez pais entrevistados  admitem fumar e permitir que se fume, em situa&ccedil;&otilde;es de conv&iacute;vio social (<i>&ldquo;num jantar ou num almo&ccedil;o... se alguma  visita quiser fumar deixo!&rdquo;; &ldquo;se tiver companhia que fume&rdquo;; &ldquo;se algum familiar quiser fumar&rdquo;</i>).</p>     <p>Considerando as m&atilde;es e os pais fumadores que n&atilde;o fumam dentro de casa, verificamos que os motivos mencionados para n&atilde;o  fumarem dentro do domic&iacute;lio s&atilde;o (<a href="#t5">Tabela 5</a>): a sa&uacute;de dos filhos (<i>&ldquo;... tenho consci&ecirc;ncia que  faz mal ao meu filho...&rdquo;; &ldquo;... tenho um filho de 10 anos e n&atilde;o tem culpa dos pais serem fumadores e de levar com o fumo de  tabaco...&rdquo;</i>), o cheiro (<i>&ldquo;... pelo mau cheiro&rdquo;; &ldquo;... sou fumadora mas n&atilde;o gosto do cheiro&rdquo;</i>), o  c&ocirc;njuge (<i>&ldquo;o marido n&atilde;o gosta&rdquo;; &ldquo;o meu marido n&atilde;o fuma&rdquo;; &ldquo;a minha mulher n&atilde;o  fuma&rdquo;</i>) e os malef&iacute;cios para a sa&uacute;de (&ldquo;<i>n&atilde;o &eacute; bom</i>&rdquo;; <i>&ldquo;faz mal&rdquo;</i>). Os  familiares (<i>&ldquo;sou contra os familiares inalarem o fumo de tabaco...&rdquo; ;&ldquo;... &eacute; chato as outras pessoas apanharem com o  fumo&rdquo;</i>) e alguns h&aacute;bitos tab&aacute;gicos (<i>&ldquo;fui sempre habituado a n&atilde;o fumar em s&iacute;tios  fechados...&rdquo;</i>), tamb&eacute;m foram mencionados por alguns pais fumadores que n&atilde;o fumam dentro de casa. Os motivos mais  frequentemente mencionados foram a sa&uacute;de dos filhos (referido por 7 dos 10 pais fumadores que n&atilde;o fumam dentro de casa e por 4 das  10 m&atilde;es) e o cheiro do tabaco (mencionado por 5 dos 10 pais fumadores que n&atilde;o fumam dentro de casa e por 4 das 10 m&atilde;es).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t5"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a05t5.jpg" width="576" height="172"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Grau de motiva&ccedil;&atilde;o para deixar de fumar e grau de depend&ecirc;ncia de nicotina</i></p>     <p>Com a aplica&ccedil;&atilde;o da escala de Richmond verificou-se que a maioria das m&atilde;es fumadoras que fumam dentro de casa (<i>n</i>=8)  t&ecirc;m uma baixa motiva&ccedil;&atilde;o para deixar de fumar, enquanto que nas que n&atilde;o fumam dentro de casa, a maioria apresenta uma  motiva&ccedil;&atilde;o moderada para cessar o consumo (<i>n</i>=7) (<a href="#t6">Tabela 6</a>). J&aacute; nos pais, a maioria dos que fumam  dentro de casa (<i>n</i>=6) t&ecirc;m uma motiva&ccedil;&atilde;o moderada para deixar de fumar, mas os que n&atilde;o fumam t&ecirc;m  maioritariamente uma baixa motiva&ccedil;&atilde;o para cessar o consumo (<i>n</i>=7).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t6"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a05t6.jpg" width="577" height="240"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Grau de depend&ecirc;ncia ao tabaco e grau de motiva&ccedil;&atilde;o para deixar de fumar</i></p>     <p>Considerando a escala de <i>Fagerstr&ouml;m</i>, verificamos que a maior parte dos pais e m&atilde;es entrevistados (13 dos 20 pais e 17 das 20  m&atilde;es) apresentou um n&iacute;vel de depend&ecirc;ncia de nicotina baixo (valores inferiores ou iguais &agrave; pontua&ccedil;&atilde;o 3).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o e conclus&otilde;es</b></p>     <p>Este estudo permitiu identificar e descrever fatores associados ao consumo de tabaco no domic&iacute;lio, por progenitores fumadores. A  comodidade e as condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas do Inverno est&atilde;o entre os principais fatores relacionadas com o comportamento  de fumar em casa pelos pais e m&atilde;es fumadores no domic&iacute;lio. A comodidade foi o fator mais referido pelas m&atilde;es, enquanto as  condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas do Inverno foi o mais mencionado pelos pais. Estes dados refor&ccedil;am a ideia que o conforto  &eacute; um dos principais motivos que os pais invocam para fumar em ambientes fechados (Robinson &amp; Kirkcaldy, 2007a,b). Fumar fora de casa  parece n&atilde;o ser t&atilde;o relaxante e &ldquo;consolador&rdquo; como fumar dentro, principalmente durante os meses de Inverno.</p>     <p>Neste estudo, constata-se que a preocupa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de dos filhos e o mau cheiro foram os principais motivos mencionados  pelos pais e m&atilde;es fumadores para n&atilde;o fumarem dentro de casa. Estes dados s&atilde;o concordantes com outros estudos (Phillips et al.,  2007) que revelaram que o (mau) cheiro do tabaco, a sa&uacute;de (particularmente as preocupa&ccedil;&otilde;es em torno da sa&uacute;de das  crian&ccedil;as), a press&atilde;o mais ou menos ativa, para n&atilde;o fumar exercida por outros membros da fam&iacute;lia, e as  preocupa&ccedil;&otilde;es sobre o efeito de modelagem foram as raz&otilde;es mais comuns para a que os fumadores convocam para n&atilde;o fumar em  casa. No presente estudo, alguns dos entrevistados referiram a press&atilde;o exercida por outros familiares (c&ocirc;njuges), mas nenhum referiu o  efeito da modelagem (rela&ccedil;&atilde;o entre o consumo de tabaco dos pais e o dos filhos). Parece que os pais fumadores que n&atilde;o fumam em  casa t&ecirc;m maior consci&ecirc;ncia dos riscos para a sa&uacute;de dos filhos e que alguns pais que fumam em casa, apesar de estarem conscientes  dos riscos para a sa&uacute;de da exposi&ccedil;&atilde;o ao FAT, podem subestimar o valor dessas mensagens (Robinson &amp; Kirkcaldy, 2007b). O  facto de n&atilde;o visualizarem efeitos imediatos pode levar os pais a subestimar os verdadeiros riscos do fumo passivo.</p>     <p>Verificamos que a maioria dos entrevistados tem um grau de depend&ecirc;ncia &agrave; nicotina baixo. Por sua vez, o grau de  motiva&ccedil;&atilde;o para deixar de fumar &eacute; moderado na maioria das m&atilde;es fumadoras que n&atilde;o fumam dentro de casa e dos pais  fumadores que fumam dentro de casa e baixo na maioria das m&atilde;es fumadoras que fumam dentro de casa e dos pais fumadores que n&atilde;o fumam  dentro de casa. Segundo um estudo espanhol realizado por C&oacute;rdoba e colaboradores (2000), o teste de Richmond e o teste de Fagerstr&ouml;m  t&ecirc;m valor preditivo positivo para a cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica, sendo consequentemente recomendados para os cuidados de  sa&uacute;de prim&aacute;rios.</p>     <p>Phillips e colaboradores (2007) evidenciaram que a principal motiva&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a de comportamentos de fumar em casa  era de natureza est&eacute;tica (a decora&ccedil;&atilde;o e o cheiro). Os riscos para a sa&uacute;de das crian&ccedil;as, resultante da  exposi&ccedil;&atilde;o ao FAT, e o risco de as crian&ccedil;as se tornarem fumadoras s&atilde;o apontados por alguns pais fumadores como fatores  importantes para parar de fumar. Estes autores sugerem que o fornecimento de evid&ecirc;ncia demonstr&aacute;vel sobre o impacto negativo do  tabagismo na sa&uacute;de das crian&ccedil;as seria uma forma eficaz de instigar e motivar mudan&ccedil;as de comportamento.</p>     <p>Numa interven&ccedil;&atilde;o implementada na escola, em que as crian&ccedil;as escreveram cartas para os seus pais pararem de fumar, Zhang e  Qui (1993, citado por Priest et al., 2008) obtiveram uma redu&ccedil;&atilde;o nas taxas de pais fumadores relatados no grupo de  interven&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o houve altera&ccedil;&atilde;o no grupo de controlo, oito meses ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o.  Em Portugal, o Programa Domic&iacute;lios Sem fumo (Precioso et al., 2010) &eacute; promissor no que respeita &agrave; prote&ccedil;&atilde;o das  crian&ccedil;as no domic&iacute;lio. Tratando-se de um programa simples, f&aacute;cil de implementar, deve ser melhorado, com vista a uma  implementa&ccedil;&atilde;o generalizada e mais eficaz. Constatou-se, contudo, que o programa ter&aacute; promovido uma ligeira  modifica&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos tab&aacute;gicos das m&atilde;es no domic&iacute;lio, ou seja, parece que muitas m&atilde;es evitaram  fumar em casa, passando de fumadoras di&aacute;rias para fumadoras ocasionais (Precioso et al., 2010). Verificou-se que foi eficaz em prevenir o  consumo dos pais e outros conviventes em casa, tendo contribu&iacute;do para reduzir a preval&ecirc;ncia de crian&ccedil;as exposta ao fumo  ambiental em cerca de 10 pontos percentuais.</p>     <p>A melhor forma de proteger as crian&ccedil;as da exposi&ccedil;&atilde;o &eacute; promover a cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica pelos  conviventes, em particular pelos pais (Hill, Farquharson, &amp; Borland, 2003). Sendo o tabagismo dos pais o maior fator de exposi&ccedil;&atilde;o  ao FAT das crian&ccedil;as em casa e no carro, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) refor&ccedil;a a necessidade de reduzir o  tabagismo dos pais como um elemento-chave de a&ccedil;&atilde;o para promover a sa&uacute;de das crian&ccedil;as (WHO, 2009), devendo ser, por isso, o &ldquo;alvo&rdquo; principal das a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento do tabagismo. Ao contribuir para o refor&ccedil;o da import&acirc;ncia do papel dos pais/educadores e outros conviventes, na redu&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as ao fumo passivo, este estudo chama a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade de abordagens multidisciplinares no desenvolvimento de programas de preven&ccedil;&atilde;o do consumo de tabaco em casa, pelos pais (WHO, 2009). Ainda que mais estudos, com amostras representativas da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, sejam necess&aacute;rios, real&ccedil;a-se a import&acirc;ncia de os profissionais de sa&uacute;de de v&aacute;rias especialidades (m&eacute;dicos de fam&iacute;lia, de sa&uacute;de ocupacional, psic&oacute;logos, cardiologistas, pneumologistas, obstetras, pediatras, enfermeiros, entre outros) se envolverem no tratamento da depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica, como j&aacute; o fazem relativamente ao controlo de outros fatores de risco para a sa&uacute;de (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2002). Tamb&eacute;m os professores e educadores, pelo contacto que t&ecirc;m com pais e os filhos, podem ter um papel importante na preven&ccedil;&atilde;o do consumo de tabaco em casa, recomendando aos pais que &eacute; desej&aacute;vel que n&atilde;o fumem ou pelo menos que n&atilde;o o fa&ccedil;am em casa, transformando os domic&iacute;lios em locais 100% livres de fumo. Para tal, h&aacute; a necessidade de implementar interven&ccedil;&otilde;es preventivas eficazes que diminuam a preval&ecirc;ncia de crian&ccedil;as expostas ao FAT.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo em conta os riscos para a sa&uacute;de das crian&ccedil;as relacionados com a exposi&ccedil;&atilde;o passiva ao fumo do tabaco e &agrave;  elevada preval&ecirc;ncia de crian&ccedil;as expostas em todo o mundo e em Portugal, continua a ser necess&aacute;rio tomar medidas de sa&uacute;de  p&uacute;blica para a prote&ccedil;&atilde;o desta popula&ccedil;&atilde;o vulner&aacute;vel, nomeadamente a proibi&ccedil;&atilde;o do ato de  fumar no interior de um autom&oacute;vel pessoal, sobretudo se forem crian&ccedil;as a bordo, tal como acontece nos transportes p&uacute;blicos  (Precioso et al., 2010).</p>     <p>Para que medidas de preven&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as ao FAT sejam estabelecidas e implementadas eficazmente  no nosso pa&iacute;s, &eacute; fundamental conhecer, para al&eacute;m da preval&ecirc;ncia de crian&ccedil;as portuguesas expostas ao FAT (no  domic&iacute;lio e no meio de transporte privado), os h&aacute;bitos tab&aacute;gicos dos principais respons&aacute;veis por esta  exposi&ccedil;&atilde;o, as regras de fumar nos ambientes fechados privados e as causas do consumo de tabaco no domic&iacute;lio e no carro. Este  estudo pretendeu dar um contributo para a compreens&atilde;o de algumas quest&otilde;es relacionadas com o consumo de tabaco dos pais em casa  podendo ser inspirador para interven&ccedil;&otilde;es preventivas, algumas delas j&aacute; sugeridas neste artigo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Limita&ccedil;&otilde;es do estudo</b></p>     <p>A dimens&atilde;o da amostra n&atilde;o permite a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos, mas possibilitou a  explora&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;veis diferen&ccedil;as entre pais que fumam dentro de casa vs que n&atilde;o fumam dentro de casa, no que  respeita aos motivos subjacentes ao seu comportamento, mas que carecem de replica&ccedil;&atilde;o em amostras maiores, em estudos quantitativos.</p>     <p>No presente estudo, os participantes revelaram baixo grau de depend&ecirc;ncia de nicotina e um grau de motiva&ccedil;&atilde;o moderado para  deixar de fumar. Futuros estudos dever&atilde;o investigar se as raz&otilde;es evocadas pelos pais para fumarem ou n&atilde;o fumarem dentro de  casa s&atilde;o semelhantes em pais com elevado grau de depend&ecirc;ncia do tabaco e baixa motiva&ccedil;&atilde;o para deixar de fumar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>American Academy of Otolaryngology &ndash; Head and Neck Surgey. (2011). <i>El humo del tabaco ambiental y los ni&ntilde;os</i>. Retrieved from  <a href="http://www.entnet.org/HealthInformation/espTabacoNinos.cfm"  target="_blank">http://www.entnet.org/HealthInformation/espTabacoNinos.cfm</a></p>     <!-- ref --><p>Bardin, L. (2007). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Setenta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024897&pid=S0870-8231201600040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blackburn, C., Spencer, N., Bonas, S., Coe, C., Dolan, A., &amp; Moy, R. (2003). Effect of strategies to reduce exposure of infants to  environmental tobacco smoke in the home: Cross sectional survey. <i>British Medical Journal, 327</i>(7409), 257. Retrieved from  <a href="http://www.bmj.com/content/327/7409/257.pdf%2Bhtml" target="_blank">http://www.bmj.com/content/327/7409/257.pdf%2Bhtml</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024899&pid=S0870-8231201600040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>C&oacute;rdoba, R., Mart&iacute;n, C., Casas, R., Barber&aacute;, C., Botaya, M., Hern&aacute;ndez, A., &amp; Jan&eacute;, C. (2000). Valor de  los cuestionarios breves en la predicci&oacute;n del abandono del tabaco en atenci&oacute;n primaria. <i>Atenci&oacute;n Primaria, 25</i>,  32-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024900&pid=S0870-8231201600040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, A. (2006). Tabagismo em m&eacute;dicos e enfermeiros da cidade do Porto. Motiva&ccedil;&atilde;o para deixar de fumar e grau de  depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica. <i>Rev Port Clin Geral, 22</i>, 27-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024902&pid=S0870-8231201600040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreira, P., Quintal, C., Lopes, I., &amp; Taveira, N. (2009). Teste de depend&ecirc;ncia &agrave; nicotina: Valida&ccedil;&atilde;o  lingu&iacute;stica e psicom&eacute;trica do teste de Fagerstr&ouml;m. <i>Revista Portuguesa de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 27</i>, 37-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024904&pid=S0870-8231201600040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Graham, H. (2003). Disadvantaged lives and women&rsquo;s smoking: Patterns and policy levers. <i>MIDIRS Midwifery Digest, 13</i>, 152-156.</p>     <!-- ref --><p>Hill, L., Farquharson, K., &amp; Borland, R. (2003). Blowing smoke: Strategies smokers use to protect non-smokers from environmental tobaccos  smoke in the home. <i>Health Promotion Journal of Australia, 14</i>, 196-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024907&pid=S0870-8231201600040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>IARC. (2002). <i>IARC monographs on the evaluation of carcinogenic risks to humans</i>. Retrieved from  <a href="http://monographs.iarc.fr/ENG/Monographs/vol83/volume83.pdf"  target="_blank">http://monographs.iarc.fr/ENG/Monographs/vol83/volume83.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024909&pid=S0870-8231201600040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Johansson, A., Hermansson, G., &amp; Ludvigsson, J. (2004). Parents&rsquo; attitudes to children&rsquo;s tobacco smoke exposure and how the  issue is handled in health care. <i>Journal of Pediatric Health Care, 18</i>, 228-235. doi: 10.1016/j.pedhc.2004.03.006</p>     <!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. (2002). <i>Tratamento do uso e da depend&ecirc;ncia do tabaco: Normas de actua&ccedil;&atilde;o  cl&iacute;nica</i>. Lisboa: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024911&pid=S0870-8231201600040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Phillips, R., Amos, A., Ritchie, D., Cunningham-Burley, S., &amp; Martin, C. (2007). Smoking in the home after the smoke-free legislation in  Scotland: Qualitative study. <i>BMJ, 335</i>, 553-557. Retrieved from <a href="http://www.ataca.ru/upload/iblock/209/smok1.pdf"  target="_blank">http://www.ataca.ru/upload/iblock/209/smok1.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024913&pid=S0870-8231201600040000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Precioso, J., Ara&uacute;jo, A. C., Machado, J. C., Samorinha, C., Beco&ntilde;a, E., Ravara, S. B., . . . Antunes, H. (2013). A  educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de na prote&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as da exposi&ccedil;&atilde;o ao fumo ambiental de tabaco.  <i>Educa&ccedil;&atilde;o Sociedade &amp; Culturas, 38</i>, 13-29. Retirado de  <a href="http://www.fpce.up.pt/ciie/sites/default/files/03.JosePedrosoetal.pdf"  target="_blank">http://www.fpce.up.pt/ciie/sites/default/files/03.JosePedrosoetal.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024914&pid=S0870-8231201600040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Precioso, J., Macedo, M., &amp; Rebelo, L. (2007). Rela&ccedil;&atilde;o entre o tabagismo dos pais e o consumo de tabaco dos filhos:  Implica&ccedil;&otilde;es para a preven&ccedil;&atilde;o. <i>Revista Portuguesa de Cl&iacute;nica Geral, 23</i>, 259-266. Retirado de  <a href="http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/5643/1/Tabagismo_pais_filhos.pdf"  target="_blank">http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/5643/1/Tabagismo_pais_filhos.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024915&pid=S0870-8231201600040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Precioso, J., Samorinha, C., Calheiros, J. M., Macedo, M., Antunes, H., &amp; Campos, H. (2010). Exposi&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as ao  fumo ambiental do tabaco (FAT). Avalia&ccedil;&atilde;o de uma interven&ccedil;&atilde;o preventiva. <i>Rev Port Pneumol, 16</i>, 57-72, PMID:  20054508. Retirado de <a href="http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S0873-21592010000100003&amp;script=sci_arttext"  target="_blank">http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S0873-21592010000100003&amp;script=sci_arttext</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024916&pid=S0870-8231201600040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Priest, N., Roseby, R., Waters, E., Polnay, A., Campbell, R., Spencer, N., . . . Ferguson-Thorne, G. (2008). Family and carer smoking control  programmes for reducing children&rsquo;s exposure to environmental tobacco smoke. <i>Cochrane Database of Systematic Reviews, 4</i>, Art. No.:  CD001746. doi: 10.1002/14651858.CD001746.pub2; Retrieved from  <a href="http://www.thecochranelibrary.com/userfiles/ccoch/file/World%20No%20Tobacco%20Day/CD001746.pdf"  target="_blank">http://www.thecochranelibrary.com/userfiles/ccoch/file/World%20No%20Tobacco%20Day/CD001746.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Richmond, R., Kehoe, L., &amp; Webster, I. (1993). Multivariate models for predicting abstention following intervention to stop smoking by  general practioners. <i>Addiction, 88</i>, 1127-1135.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024918&pid=S0870-8231201600040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Robinson, J., &amp; Kirkcaldy, A. (2007a). Disadvantaged mothers, young children and smoking in the home: Mothers&rsquo; use of space within  their homes. <i>Heatlh Place</i>. doi: 10.1016/j.heatlhplace.2007.03.001; Retrieved from  <a href="http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1353829207000287#"  target="_blank">http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1353829207000287#</a></p>     <p>Robinson, J., &amp; Kirkcaldy, A. (2007b). You think that I&rsquo;m smoking and they&rsquo;re not: Why mothers still smoke in the home.  <i>Social Science and Medicine</i>. doi: 10.1016/j.socscimed.2007.03.048; Retrieved from  <a href="http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0277953607001657#"  target="_blank">http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0277953607001657#</a></p>     <p>USDHHS. (2010). <i>How tobacco smoke causes disease &ndash; The biology and behavioral basis for smoking-attributable disease: A report of the  surgeon general</i>. Atlanta, GA: U.S. Department of Health and Human Services, Centers for Disease Control and Prevention, National Center for Chronic  Disease Prevention and Health Promotion, Office on Smoking and Health. Acedido janeiro 21, 2014, em  <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK53017/" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK53017/</a></p>     <p>USDHHS. (2014). <i>The health consequences of smoking &ndash; 50 years of progress: A report of the surgeon general</i>. Atlanta, GA: U.S.  Department of Health and Human Services, Centers for Disease Control and Prevention, National Center for Chronic Disease Prevention and Health  Promotion, Office on Smoking and Health. Acedido janeiro 22, 2014, em  <a href="http://www.surgeongeneral.gov/library/reports/50-years-of-progress/exec-summary.pdf"  target="_blank">http://www.surgeongeneral.gov/library/reports/50-years-of-progress/exec-summary.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>WHO. (2007). <i>Second hand tobacco smoke</i>. Geneva: World Health Organization. Acedido julho 9, 2007, em  <a href="http://www.who.int/tobacco/research/secondhand_smoke/en/"  target="_blank">http://www.who.int/tobacco/research/secondhand_smoke/en/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024924&pid=S0870-8231201600040000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>WHO. (2009). <i>Report on the global tobacco epidemic: Implementing smoke-free environments</i>. Geneva: World Health Organization. Acedido  janeiro 22, 2014, em <a href="http://whqlibdoc.who.int/publications/2009/9789241563918_eng_full.pdf?ua=1"  target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/publications/2009/9789241563918_eng_full.pdf?ua=1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024925&pid=S0870-8231201600040000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Winickoff, J. P., Friebely, J., Tanski, S. E., Sherrod, C., Matt, G. E., Hovell, M. F., &amp; McMillen, R. C. (2009). Beliefs about the  health effects of &ldquo;thirdhand&rdquo; smoke and home smoking bans. <i>Pediatrics, 123</i>, e74-e79. doi: 10.1542/peds.2008-2184; Retrieved from  <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3784302/pdf/nihms510281.pdf"  target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3784302/pdf/nihms510281.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Winkelstein, M. L., Tarzian, A., &amp; Wood, R. A. (1997). Motivation, social support, and knowledge of parents who smoke and who have children  with asthma. <i>Journal of Pediatric Nursing, 23</i>, 576-581.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=024927&pid=S0870-8231201600040000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Jos&eacute; Precioso, Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o da  Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal. E-mail: <a href="mailto:precioso@ie.uminho.pt">precioso@ie.uminho.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este estudo foi financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia e Programa Operacional Tem&aacute;tico Factores de  Competitividade (COMPETE), comparticipado pelo fundo comunit&aacute;rio europeu FEDER (FCOMP-01-0124-FEDER-009117).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 30/06/2014 Aceita&ccedil;&atilde;o: 23/10/2015</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>American Academy of Otolaryngology - Head and Neck Surgey</collab>
<source><![CDATA[El humo del tabaco ambiental y los niños]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bardin]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise de conteúdo]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Setenta]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Blackburn]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spencer]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bonas]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coe]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dolan]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moy]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effect of strategies to reduce exposure of infants to environmental tobacco smoke in the home: Cross sectional survey]]></article-title>
<source><![CDATA[British Medical Journal]]></source>
<year>2003</year>
<volume>327</volume>
<numero>7409</numero>
<issue>7409</issue>
<page-range>257</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Córdoba]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martín]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Casas]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barberá]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Botaya]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hernández]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jané]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Valor de los cuestionarios breves en la predicción del abandono del tabaco en atención primaria]]></article-title>
<source><![CDATA[Atención Primaria]]></source>
<year>2000</year>
<volume>25</volume>
<page-range>32-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Tabagismo em médicos e enfermeiros da cidade do Porto. Motivação para deixar de fumar e grau de dependência tabágica]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></source>
<year>2006</year>
<volume>22</volume>
<page-range>27-38</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quintal]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Taveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Teste de dependência à nicotina: Validação linguística e psicométrica do teste de Fagerström]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></source>
<year>2009</year>
<volume>27</volume>
<page-range>37-56</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Graham]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Disadvantaged lives and women’s smoking: Patterns and policy levers]]></article-title>
<source><![CDATA[MIDIRS Midwifery Digest]]></source>
<year>2003</year>
<volume>13</volume>
<page-range>152-156</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hill]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Farquharson]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Borland]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Blowing smoke: Strategies smokers use to protect non-smokers from environmental tobaccos smoke in the home]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Promotion Journal of Australia]]></source>
<year>2003</year>
<volume>14</volume>
<page-range>196-201</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>IARC</collab>
<source><![CDATA[IARC monographs on the evaluation of carcinogenic risks to humans]]></source>
<year>2002</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Johansson]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hermansson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ludvigsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parents’ attitudes to children’s tobacco smoke exposure and how the issue is handled in health care]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Pediatric Health Care]]></source>
<year>2004</year>
<volume>18</volume>
<page-range>228-235</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde.</collab>
<source><![CDATA[Tratamento do uso e da dependência do tabaco: Normas de actuação clínica]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Phillips]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Amos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ritchie]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunningham-Burley]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martin]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Smoking in the home after the smoke-free legislation in Scotland: Qualitative study]]></article-title>
<source><![CDATA[BMJ]]></source>
<year>2007</year>
<volume>335</volume>
<page-range>553-557</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Precioso]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Samorinha]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Becoña]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ravara]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Antunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A educação para a saúde na proteção das crianças da exposição ao fumo ambiental de tabaco]]></article-title>
<source><![CDATA[Educação Sociedade & Culturas]]></source>
<year>2013</year>
<volume>38</volume>
<page-range>13-29</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Precioso]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Macedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rebelo]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relação entre o tabagismo dos pais e o consumo de tabaco dos filhos: Implicações para a prevenção]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Clínica Geral]]></source>
<year>2007</year>
<volume>23</volume>
<page-range>259-266</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Precioso]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Samorinha]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Calheiros]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Macedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Antunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Exposição das crianças ao fumo ambiental do tabaco (FAT)]]></article-title>
<source><![CDATA[Avaliação de uma intervenção preventiva. Rev Port Pneumol]]></source>
<year>2010</year>
<volume>16</volume>
<page-range>57-72</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Priest]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roseby]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waters]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Polnay]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campbell]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spencer]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferguson-Thorne]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Family and carer smoking control programmes for reducing children’s exposure to environmental tobacco smoke]]></article-title>
<source><![CDATA[Cochrane Database of Systematic Reviews]]></source>
<year>2008</year>
<volume>4</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Richmond]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kehoe]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Webster]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Multivariate models for predicting abstention following intervention to stop smoking by general practioners]]></article-title>
<source><![CDATA[Addiction]]></source>
<year>1993</year>
<volume>88</volume>
<page-range>1127-1135</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Robinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kirkcaldy]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Disadvantaged mothers, young children and smoking in the home: Mothers’ use of space within their homes]]></article-title>
<source><![CDATA[Heatlh Place]]></source>
<year>2007</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Robinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kirkcaldy]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[You think that I’m smoking and they’re not: Why mothers still smoke in the home]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Science and Medicine]]></source>
<year>2007</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>USDHHS</collab>
<source><![CDATA[How tobacco smoke causes disease - The biology and behavioral basis for smoking-attributable disease: A report of the surgeon general]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Atlanta ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[U.S. Department of Health and Human Services, Centers for Disease Control and Prevention, National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion, Office on Smoking and Health]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>USDHHS</collab>
<source><![CDATA[The health consequences of smoking - 50 years of progress: A report of the surgeon general]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Atlanta ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[U.S. Department of Health and Human Services, Centers for Disease Control and Prevention, National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion, Office on Smoking and Health]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO.</collab>
<source><![CDATA[Second hand tobacco smoke]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO.</collab>
<source><![CDATA[Report on the global tobacco epidemic: Implementing smoke-free environments]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Winickoff]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Friebely]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tanski]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sherrod]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matt]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hovell]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McMillen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Beliefs about the health effects of “thirdhand” smoke and home smoking bans]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2009</year>
<volume>123</volume>
<page-range>e74-e79</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Winkelstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tarzian]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wood]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Motivation, social support, and knowledge of parents who smoke and who have children with asthma]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Pediatric Nursing]]></source>
<year>1997</year>
<volume>23</volume>
<page-range>576-581</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
