<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312016000400007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.1044</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aceitação e eficácia de um programa de intervenção psicoeducativa para pais de crianças com asma: Estudo exploratório]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cláudia Mendes da]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luísa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fátima]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade da Beira Interior Departamento de Psicologia e Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Psicologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>34</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>423</fpage>
<lpage>437</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312016000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312016000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312016000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Considerando a importância que a educação sobre a asma deve assumir no plano de gestão familiar da doença, e a falta de programas deste tipo em Portugal, construímos uma intervenção psicoeducativa breve para pais de crianças com asma entre os 7 e os 13 anos, visando a aquisição de atitudes mais positivas na gestão da doença. O estudo teve como objetivo avaliar a aceitação, eficácia e a satisfação relativa ao programa intervenção. Completaram a intervenção 10 mães, tendo participado nas 3 sessões de grupo e nos 3 momentos de avaliação (linha de base, final da intervenção e follow-up a 9 meses). Para além da recolha de informação sociodemográfica e clínica, aplicaram-se dois questionários, um de conhecimentos sobre a asma e outro de qualidade de vida da criança (DISABKIDS-37, versões pais e criança). Utilizou-se também uma entrevista sobre a gestão da asma pela família (FAMSS) na avaliação inicial e no follow-up. Os resultados evidenciaram uma melhoria moderada no conhecimento dos pais e nas práticas de gestão da asma, confirmando a utilidade de incluir a intervenção psicoeducativa nos cuidados às crianças com asma.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Based on the importance of asthma education on disease management by the family, and on the lack of such programs in Portugal, we built a brief psychoeducational intervention directed to parents of children with asthma between 7 and 13 years old, to promote the acquisition of more adaptive asthma management attitudes. This study aimed to evaluate its acceptability, efficacy and satisfaction with by parents. Ten mothers completed the intervention, by participating in 3 intervention group sessions and in the 3 assessments (at baseline, at the end of the intervention and at follow-up). In addition to socio-demographic and clinical data collection, it were applied two questionnaires, one assessing knowledge about asthma and other children’s quality of life (DISABKIDS-37, versions to parent and child). It was also used an interview about asthma management by the family (FAMSS) at baseline and at follow-up. From the results obtained, we highlight the moderate increase in mothers’ knowledge and in disease management practices. This study emphasizes the usefulness of psychoeducational interventions for parents of children with asthma.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Asma]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Intervenção psicológica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Gestão da doença]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Pais]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Asthma]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Psychological intervention]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Disease management]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Parents]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Aceita&ccedil;&atilde;o e efic&aacute;cia de um programa de interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa para pais de crian&ccedil;as com asma:  Estudo explorat&oacute;rio</b></p>     <p><b>Cl&aacute;udia Mendes da Silva<sup>1</sup>, Lu&iacute;sa Barros<sup>2</sup>, F&aacute;tima Sim&otilde;es<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento de Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade da Beira Interior</p>     <p><sup>2</sup>Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Considerando a import&acirc;ncia que a educa&ccedil;&atilde;o sobre a asma deve assumir no plano de gest&atilde;o familiar da doen&ccedil;a, e a  falta de programas deste tipo em Portugal, constru&iacute;mos uma interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa breve para pais de crian&ccedil;as com  asma entre os 7 e os 13 anos, visando a aquisi&ccedil;&atilde;o de atitudes mais positivas na gest&atilde;o da doen&ccedil;a. O estudo teve como  objetivo avaliar a aceita&ccedil;&atilde;o, efic&aacute;cia e a satisfa&ccedil;&atilde;o relativa ao programa interven&ccedil;&atilde;o.  Completaram a interven&ccedil;&atilde;o 10 m&atilde;es, tendo participado nas 3 sess&otilde;es de grupo e nos 3 momentos de  avalia&ccedil;&atilde;o (linha de base, final da interven&ccedil;&atilde;o e follow-up a 9 meses). Para al&eacute;m da recolha de  informa&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica e cl&iacute;nica, aplicaram-se dois question&aacute;rios, um de conhecimentos sobre a asma e outro  de qualidade de vida da crian&ccedil;a (DISABKIDS-37, vers&otilde;es pais e crian&ccedil;a). Utilizou-se tamb&eacute;m uma entrevista sobre a  gest&atilde;o da asma pela fam&iacute;lia (FAMSS) na avalia&ccedil;&atilde;o inicial e no follow-up. Os resultados evidenciaram uma melhoria  moderada no conhecimento dos pais e nas pr&aacute;ticas de gest&atilde;o da asma, confirmando a utilidade de incluir a interven&ccedil;&atilde;o  psicoeducativa nos cuidados &agrave;s crian&ccedil;as com asma.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Asma, Interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, Gest&atilde;o da doen&ccedil;a, Pais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Based on the importance of asthma education on disease management by the family, and on the lack of such programs in Portugal, we built a brief  psychoeducational intervention directed to parents of children with asthma between 7 and 13 years old, to promote the acquisition of more adaptive  asthma management attitudes. This study aimed to evaluate its acceptability, efficacy and satisfaction with by parents. Ten mothers completed the  intervention, by participating in 3 intervention group sessions and in the 3 assessments (at baseline, at the end of the intervention and at  follow-up). In addition to socio-demographic and clinical data collection, it were applied two questionnaires, one assessing knowledge about asthma  and other children&rsquo;s quality of life (DISABKIDS-37, versions to parent and child). It was also used an interview about asthma management by  the family (FAMSS) at baseline and at follow-up. From the results obtained, we highlight the moderate increase in mothers&rsquo; knowledge and in  disease management practices. This study emphasizes the usefulness of psychoeducational interventions for parents of children with asthma.</p>     <p><b>Key words</b>: Asthma, Psychological intervention, Disease management, Parents.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A asma &eacute; uma doen&ccedil;a inflamat&oacute;ria cr&oacute;nica do trato respirat&oacute;rio caracterizada por per&iacute;odos de aparente  acalmia interrompidos por per&iacute;odos de dificuldades respirat&oacute;rias severas (Kumar &amp; Gershwin, 2006). &Eacute; uma das  doen&ccedil;as cr&oacute;nicas mais comuns na inf&acirc;ncia e uma importante causa de utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de  urg&ecirc;ncia pedi&aacute;tricos e de internamento hospitalar (Gaspar, Almeida, &amp; Nunes, 2006), estando a sua preval&ecirc;ncia durante a vida  da crian&ccedil;a a aumentar em quase todos os pa&iacute;ses, segundo o <i>International Study of Asthma and Allergies in Childhood</i>  (Pearce et al., 2007). Os resultados da fase III deste estudo referentes a Portugal apresentam um aumento na percentagem de crian&ccedil;as da  faixa et&aacute;ria dos 13-14 anos que referem j&aacute; ter tido asma alguma vez (com valores a variar entre os 12% e os 16 %) (Pearce et al.,  2007).</p>     <p>Apesar dos progressos no conhecimento sobre esta doen&ccedil;a e no respetivo tratamento, a asma continua a ter um impacto significativo na vida  dos pacientes e os n&iacute;veis de controlo da doen&ccedil;a mant&ecirc;m-se muito abaixo das metas definidas pelas diretrizes internacionais  (Rabe et al., 2004).</p>     <p>Os objetivos do tratamento s&atilde;o atingir e manter o controlo cl&iacute;nico da asma [<i>Global Initiative for Asthma</i> (GINA), 2011],  diminuir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida dos doentes (Chang, 2006). Segundo as conclus&otilde;es do programa Practall (Bacharier et  al., 2008), a gest&atilde;o da asma implica o desenvolvimento de um plano de tratamento que inclua o evitamento de alerg&eacute;nios e irritantes  desencadeadores da asma, o tratamento farmacol&oacute;gico adequado e programas de educa&ccedil;&atilde;o para os doentes, os pais e outros  cuidadores. Com efeito, a educa&ccedil;&atilde;o sobre a asma destaca-se como uma parte essencial do plano de gest&atilde;o da doen&ccedil;a  (Chang, 2006; GINA, 2011).</p>     <p>Na asma pedi&aacute;trica, os pais s&atilde;o habitualmente respons&aacute;veis pela implementa&ccedil;&atilde;o das medidas de controlo e  gest&atilde;o da doen&ccedil;a, constituindo-se tamb&eacute;m como uma das influ&ecirc;ncias mais relevantes na adapta&ccedil;&atilde;o da  crian&ccedil;a &agrave; doen&ccedil;a. Deste modo, os pais devem receber informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; sobre o diagn&oacute;stico e  a medica&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m sobre a preven&ccedil;&atilde;o dos sintomas e das crises, os comportamentos a adotar quando detetam  sinais de agravamento, a monitoriza&ccedil;&atilde;o do controlo da asma e o recurso &agrave; ajuda m&eacute;dica (GINA, 2011). Considera-se,  assim, imprescind&iacute;vel a implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias ou programas de educa&ccedil;&atilde;o com o objetivo de aumentar  o conhecimento da doen&ccedil;a (altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas associadas &agrave;s dificuldades respirat&oacute;rias, sintomas,  fatores desencadeantes), diminuir os receios face &agrave; medica&ccedil;&atilde;o e melhorar a comunica&ccedil;&atilde;o entre a crian&ccedil;a,  os cuidadores e os profissionais de sa&uacute;de, contribuindo para a melhoria da autogest&atilde;o da asma (Kotses &amp; Creer, 2010). O  tratamento m&eacute;dico da asma, especialmente com agentes anti-inflamat&oacute;rios, assume um papel primordial no controlo da doen&ccedil;a,  implicando a ades&atilde;o regular, muitas vezes di&aacute;ria, a esta medica&ccedil;&atilde;o preventiva. O controlo total da asma pode ser  bastante dif&iacute;cil, nomeadamente devido &agrave; dificuldade em evitar todos os fatores desencadeantes das crises e &agrave; exig&ecirc;ncia  da adequa&ccedil;&atilde;o do tratamento &agrave; varia&ccedil;&atilde;o dos sintomas (Chang, 2006; GINA, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na asma pedi&aacute;trica os programas de educa&ccedil;&atilde;o podem ser dirigidos &agrave; crian&ccedil;a, aos cuidadores ou a ambos (Kotses  &amp; Creer, 2010). At&eacute; ao final da adolesc&ecirc;ncia, os pais t&ecirc;m a principal responsabilidade pelo tratamento e pela ades&atilde;o  &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es do m&eacute;dico, embora desde cedo as crian&ccedil;as devam ser um parceiro no tratamento (Barros, 2003;  Orrel-Valente, Jarlsberg, Hill, &amp; Cabana, 2008). Na revis&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es dirigidas &agrave; asma infantil, Bravata e  colaboradores (2009) verificaram que, tanto nas interven&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da autogest&atilde;o da asma, como nas de  educa&ccedil;&atilde;o sobre a doen&ccedil;a, aquelas que eram dirigidas aos pais ou cuidadores da crian&ccedil;a tinham maior probabilidade de  estar associadas a melhorias significativas nos resultados cl&iacute;nicos.</p>     <p>Os estudos que relatam interven&ccedil;&otilde;es dirigidas aos pais de crian&ccedil;as com asma evidenciam que as estrat&eacute;gias educativas  de fornecimento de informa&ccedil;&atilde;o acerca da doen&ccedil;a, da medica&ccedil;&atilde;o e do controlo dos sintomas, produzem resultados  positivos: (1) no conhecimento dos pais acerca da doen&ccedil;a (Bonner et al., 2002; Butz et al., 2005; Chiang, Huang, Yeh, &amp; Lu, 2004); (2)  na compet&ecirc;ncia percebida pelos pais para uma gest&atilde;o e controlo mais eficaz da asma (Bonner et al., 2002; Chiang et al., 2004; McCarthy  et al., 2002; Sockrider et al., 2006); (3) no n&iacute;vel da ades&atilde;o ao tratamento (Bonner et al., 2002; Boychuk et al., 2006; Bravata et  al., 2009; Guevara, Wolf, Grum &amp; Clark, 2003; Lemanek, Kamps, &amp; Chung, 2001; Teach, Crain, Quint, Hylan, &amp; Joseph, 2006); e (4) nos  resultados de sa&uacute;de (Bonner et al., 2002; Bravata et al., 2009; Guevara et al., 2003; Lemanek et al., 2001; Teach et al., 2006). No entanto,  a revis&atilde;o destes estudos mostrou uma grande diversidade de metodologias usadas pelos investigadores (dura&ccedil;&atilde;o, participantes,  formato, contexto de aplica&ccedil;&atilde;o), quer no tipo de estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o, quer na multiplicidade de medidas  de resultados, n&atilde;o permitindo retirar conclus&otilde;es claras sobre os componentes mais eficazes na melhoria da gest&atilde;o da asma pelos  pais. Por outro lado, n&atilde;o foi poss&iacute;vel encontrar estudos sobre interven&ccedil;&otilde;es psicoeducativas dirigidas aos cuidadores de  crian&ccedil;as com asma realizados em Portugal.</p>     <p>A melhoria da gest&atilde;o da doen&ccedil;a constitui-se, assim, como uma &aacute;rea de desenvolvimento de interven&ccedil;&otilde;es  psicol&oacute;gicas dirigidas principalmente aos pais. Neste contexto, foi constru&iacute;do um programa psicoeducativo breve dirigido a pais de  crian&ccedil;as com asma, com base na revis&atilde;o da literatura e na discuss&atilde;o com especialistas, assente no fornecimento de  informa&ccedil;&atilde;o sobre a doen&ccedil;a e na discuss&atilde;o de atitudes parentais sobre a sua gest&atilde;o pela fam&iacute;lia,  contribuindo para uma gest&atilde;o mais eficaz da asma da crian&ccedil;a, concretizado numa interven&ccedil;&atilde;o educativa em pequeno grupo.  Tendo em conta os custos associados a estas interven&ccedil;&otilde;es e a dificuldade de ades&atilde;o dos pais a programas psicoeducacionais  (e.g., Bonner et al., 2002; Kuijer, De Ridder, Colland, Schreurs, &amp; Sprangers, 2007), decidiu-se desenvolver um programa breve (Osman &amp;  Calder, 2004) e que pudesse ser avaliado pelos pais como &uacute;til e eficaz.</p>     <p>O presente estudo teve, assim, como objetivo avaliar a vers&atilde;o preliminar deste novo programa de interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa  para pais de crian&ccedil;as com asma, considerando: (1) a sua aceita&ccedil;&atilde;o pela popula&ccedil;&atilde;o-alvo, com base nas taxas de  ades&atilde;o e drop-out; (2) indicadores de efic&aacute;cia, averiguando a evolu&ccedil;&atilde;o no conhecimento dos pais acerca da asma, na  gest&atilde;o familiar da doen&ccedil;a e na qualidade de vida das crian&ccedil;as, desde o per&iacute;odo anterior &agrave;  interven&ccedil;&atilde;o (linha de base) at&eacute; ao per&iacute;odo p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o (1 m&ecirc;s ap&oacute;s a  interven&ccedil;&atilde;o) e ao follow-up (9 meses ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o); e (3) as perce&ccedil;&otilde;es de utilidade e  satisfa&ccedil;&atilde;o dos participantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o alvo foram os pais de pelo menos uma crian&ccedil;a com asma, com idade entre os 7 e os 13 anos de idade, acompanhados  num servi&ccedil;o hospitalar especializado de alergologia pedi&aacute;trica. Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o das crian&ccedil;as no estudo  foram: ter um diagn&oacute;stico cl&iacute;nico de asma persistente h&aacute; pelo menos 6 meses, fazer medica&ccedil;&atilde;o regularmente para a  asma, n&atilde;o ser a primeira consulta naquele servi&ccedil;o e ter entre os 7 e os 13 anos de idade. Foram exclu&iacute;das as crian&ccedil;as  que sofressem de outra doen&ccedil;a grave ou de atraso de desenvolvimento (confirmado com o cl&iacute;nico respons&aacute;vel). A amostra final  foi constitu&iacute;da por 10 m&atilde;es com idades entre os 32 e os 54 anos (<i>M</i>=41,80; <i>DP</i>=5,79), com escolaridade ao n&iacute;vel do  9&ordm; grau (<i>n</i>=3), do 12&ordm; grau (<i>n</i>=3) e do ensino superior (<i>n</i>=4). Todas eram casadas e nove estavam empregadas.</p>     <p>As crian&ccedil;as, equitativamente distribu&iacute;das por ambos os sexos, tinham idades entre os 7 e os 13 anos (<i>M</i>=11,03;  <i>DP</i>=2,08). No que se refere &agrave; faixa et&aacute;ria inclu&iacute;da, procurou-se garantir alguma homogeneidade, estabelecendo-se como  limite m&iacute;nimo os 7 anos para garantir que as crian&ccedil;as tivessem j&aacute; algum dom&iacute;nio sobre a leitura e compreendessem os  itens dos question&aacute;rios. N&atilde;o alarg&aacute;mos o limite superior de idade (13 anos) por considerar que na adolesc&ecirc;ncia os pais  deixam progressivamente de ter um papel t&atilde;o central na gest&atilde;o da asma dos filhos, que se tornam mais aut&oacute;nomos, o que poderia  influenciar grandemente a sua resposta aos question&aacute;rios e &agrave; entrevista. De acordo com o relato das m&atilde;es, a idade dos  primeiros sintomas da asma variava entre 1 e 12 anos (<i>M</i>=5,70; <i>DP</i>=3,88). Nove das crian&ccedil;as tinham prescri&ccedil;&atilde;o para  fazer medica&ccedil;&atilde;o preventiva para a asma diariamente e uma apenas medica&ccedil;&atilde;o de al&iacute;vio r&aacute;pido em  situa&ccedil;&atilde;o de exacerba&ccedil;&atilde;o. O tempo de seguimento no servi&ccedil;o de alergologia variava entre os 6 meses e os 9 anos, e  4 crian&ccedil;as j&aacute; tinham sido hospitalizadas pelo menos uma vez devido a uma crise de asma. Os m&eacute;dicos assistentes classificaram a  asma de 3 destas crian&ccedil;as como controlada, de 5 como parcialmente controlada e de 2 como n&atilde;o controlada (GINA, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Este programa foi aplicado no &acirc;mbito de um estudo mais alargado sobre conhecimentos, perce&ccedil;&atilde;o de sintomas e gravidade da  doen&ccedil;a e qualidade de vida de crian&ccedil;as com asma (Silva &amp; Barros, 2013, 2014). Trata-se de uma investiga&ccedil;&atilde;o  aplicada, isto &eacute;, centrada na aplicabilidade de um programa psicoeducativo breve sobre a gest&atilde;o da asma pedi&aacute;trica pelos pais.  Tem um car&aacute;ter longitudinal, com a recolha de informa&ccedil;&atilde;o quantitativa e qualitativa numa fase inicial, antes do programa (T0),  no final do programa (1 m&ecirc;s ap&oacute;s a &uacute;ltima sess&atilde;o) e no follow-up (9 meses depois).</p>     <p>Ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o das autoriza&ccedil;&otilde;es do Conselho de &Eacute;tica dos dois hospitais da regi&atilde;o centro onde  o estudo decorreu, os pais foram contactados no momento da admiss&atilde;o a uma consulta de seguimento no servi&ccedil;o de alergologia  pedi&aacute;trica, tendo sido entregue um folheto de divulga&ccedil;&atilde;o do programa e solicitada a sua colabora&ccedil;&atilde;o. A  participa&ccedil;&atilde;o foi volunt&aacute;ria e, ap&oacute;s a assinatura do consentimento informado, os participantes foram entrevistados  acerca da gest&atilde;o familiar da asma e preencheram um conjunto de question&aacute;rios de autorresposta destinados a avaliar as  caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas, o conhecimento acerca da asma e a qualidade de vida da crian&ccedil;a, antes de integrarem o  programa de interven&ccedil;&atilde;o (T0 &ndash; linha de base).</p>     <p>De seguida, as m&atilde;es das crian&ccedil;as foram divididas em 4 grupos (um composto por 2 participantes; e 3 compostos por 3 participantes),  de acordo com a sua disponibilidade temporal para frequentar o programa de interven&ccedil;&atilde;o. O programa de interven&ccedil;&atilde;o foi  aplicado no servi&ccedil;o hospitalar onde as crian&ccedil;as eram acompanhadas, em hor&aacute;rio p&oacute;s-laboral. As sess&otilde;es, bem como  toda a recolha de dados, foram realizadas pela investigadora, com forma&ccedil;&atilde;o em psicologia. Um m&ecirc;s ap&oacute;s a  interven&ccedil;&atilde;o (T1), as participantes preencheram novamente um conjunto de question&aacute;rios de autorresposta, presencialmente,  destinados a avaliar o conhecimento acerca da asma, a qualidade de vida da crian&ccedil;a e a perce&ccedil;&atilde;o de utilidade e  satisfa&ccedil;&atilde;o com a interven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Nove meses ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o (T2 &ndash; follow-up), as m&atilde;es e as crian&ccedil;as foram novamente entrevistadas  acerca da gest&atilde;o familiar da asma e preencheram os question&aacute;rios de autorresposta de avalia&ccedil;&atilde;o do conhecimento acerca  da asma (as m&atilde;es) e da qualidade de vida da crian&ccedil;a (crian&ccedil;as e m&atilde;es).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>Com vista &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra, recolheu-se informa&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica junto das m&atilde;es e  informa&ccedil;&atilde;o sobre a medica&ccedil;&atilde;o prescrita a cada crian&ccedil;a e sobre o grau de controlo da asma, de acordo com as  diretrizes internacionais (GINA, 2011), junto do m&eacute;dico especialista que acompanhava cada crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Question&aacute;rio de Conhecimentos Sobre a Asma (QCSA) </i>(<i>Asthma Knowledge Questionnaire</i>; Ho et al., 2003, vers&atilde;o  portuguesa de Lopes, Delgado, &amp; Ferreira, 2008). Foi aplicado &agrave;s m&atilde;es para avaliar o n&iacute;vel de conhecimentos sobre a asma  relevantes para a gest&atilde;o da doen&ccedil;a, incluindo conhecimento sobre os sintomas, os fatores desencadeantes e a  interven&ccedil;&atilde;o. O question&aacute;rio &eacute; composto por 25 afirma&ccedil;&otilde;es sobre a doen&ccedil;a, com tr&ecirc;s  alternativas de resposta: <i>verdadeiro</i>, <i>falso </i>ou <i>n&atilde;o sei</i>. A pontua&ccedil;&atilde;o da escala total &eacute; obtida  atrav&eacute;s da adi&ccedil;&atilde;o de todas as respostas corretas (i.e., indicando conhecimentos adequados sobre a asma), variando entre 0 e  25, com os resultados mais elevados a indicar um melhor conhecimento acerca da asma. Nos estudos de valida&ccedil;&atilde;o, o QCSA revelou uma  consist&ecirc;ncia interna adequada para um question&aacute;rio de conhecimentos, com um alfa de Cronbach de 0.69 no estudo original (Ho et al.,  2003) e de 0.71 no estudo de valida&ccedil;&atilde;o para Portugal (Lopes et al., 2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>DISABKIDS-37 &ndash; M&oacute;dulo Gen&eacute;rico do Question&aacute;rio de Qualidade de Vida para Crian&ccedil;as e Adolescentes com  Condi&ccedil;&otilde;es Cr&oacute;nicas de Sa&uacute;de </i>(<i>DISABKIDS Chronic Generic Module </i>&ndash; DCGM-37) para a crian&ccedil;a e para  o seu cuidador familiar. Trata-se de um question&aacute;rio destinado a crian&ccedil;as e adolescentes, entre os 8 e os 18 anos de idade com  condi&ccedil;&otilde;es cr&oacute;nicas de sa&uacute;de, adaptado para Portugal (Carona, Bullinger, &amp; Canavarro, 2011; Carona et al., 2013).  Tem uma vers&atilde;o para a crian&ccedil;a e outra equivalente para o cuidador, ambas compostas por 37 itens de resposta numa escala de Likert de  5 pontos (de <i>nunca </i>a <i>sempre</i>) e cujo referencial temporal s&atilde;o as &uacute;ltimas 4 semanas. Os itens organizam-se em 6 facetas  e 3 dom&iacute;nios: dom&iacute;nio f&iacute;sico (limita&ccedil;&atilde;o e tratamento); dom&iacute;nio psicol&oacute;gico (independ&ecirc;ncia e  emo&ccedil;&atilde;o) e dom&iacute;nio social (exclus&atilde;o social e inclus&atilde;o social). S&atilde;o calculados resultados para cada faceta  e um resultado global baseado em todas as respostas do question&aacute;rio. O DISABKIDS-37 revelou boa fidelidade no estudo de  valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, com uma elevada consist&ecirc;ncia interna para os resultados globais de QDV nas  duas vers&otilde;es (<i>&alpha;</i>=0.92 para ambas) (Carona et al., 2011). Considerou-se que, devido &agrave; simplicidade dos itens e ao  preenchimento presencial do question&aacute;rio, o limite inferior de passagem podia ser alargado para os 7 anos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Entrevista FAMSS </i>(<i>Family Asthma Management System Scale</i>; Klinnert &amp; McQuaid, 1997, 2005, vers&atilde;o portuguesa de Silva  &amp; Barros, 2014). A FAMSS &eacute; uma entrevista cl&iacute;nica semi-estruturada, com a crian&ccedil;a e o cuidador em simult&acirc;neo, que  avalia a gest&atilde;o da asma dentro do contexto familiar (Klinnert, McQuaid, &amp; Gavin, 1997). Este instrumento permite identificar os pontos  fortes e as fragilidades da fam&iacute;lia em v&aacute;rios dom&iacute;nios relevantes para a gest&atilde;o da asma, mais especificamente, o  conhecimento sobre a asma (e.g., <i>O que entende que &eacute; a asma?</i>), a avalia&ccedil;&atilde;o dos sintomas (e.g., <i>Como consegue  perceber que o seu filho est&aacute; a ter dificuldades em respirar?</i>), a resposta do cuidador e da crian&ccedil;a aos sintomas e  exacerba&ccedil;&otilde;es (e.g., <i>Diz-me o que &eacute; que acontece quando come&ccedil;as a ter sintomas de asma e est&aacute;s com a tua  fam&iacute;lia, o que fazes?</i>), o controlo ambiental (e.g., <i>Existem v&aacute;rias mudan&ccedil;as que pode fazer em casa para ajudar o seu  filho a ter menos problemas com a pieira ou tosse. Diga-me o que &eacute; que o m&eacute;dico lhe disse para mudar e o que &eacute; que  tentou?</i>), a ades&atilde;o &agrave; medica&ccedil;&atilde;o (e.g., <i>At&eacute; que ponto &eacute; f&aacute;cil para si manter o controlo sobre  o hor&aacute;rio da medica&ccedil;&atilde;o?</i>), a colabora&ccedil;&atilde;o com o profissional de sa&uacute;de (e.g., <i>Avalie o grau de  conforto que sente para fazer perguntas ao m&eacute;dico</i>) e a integra&ccedil;&atilde;o equilibrada da asma na vida familiar (e.g., <i>Avalie em  que grau est&aacute; a conseguir equilibrar a gest&atilde;o da asma com as outras obriga&ccedil;&otilde;es na sua vida</i>) (McQuaid, Walders,  Kopel, Fritz, &amp; Klinnert, 2005). Para cada dom&iacute;nio come&ccedil;a-se por questionar a crian&ccedil;a e depois complementa-se com as  perguntas aos pais. Cada subescala da FAMSS &eacute; cotada com o aux&iacute;lio do manual com crit&eacute;rios detalhados, numa escala de Likert  de 1 a 9, que indica a qualidade da gest&atilde;o adaptativa da asma em cada &aacute;rea (maiores valores correspondem a uma melhor gest&atilde;o),  sendo tamb&eacute;m calculado um resultado global atrav&eacute;s da m&eacute;dia das escalas. Os estudos de valida&ccedil;&atilde;o da FAMSS  t&ecirc;m revelado boas qualidades psicom&eacute;tricas, nomeadamente uma boa consist&ecirc;ncia interna (com o alfa de Cronbach a variar entre  0.91, 0.84 e 0.87) (Celano, Klinnert, Holsey, &amp; McQuaid, 2011; Klinnert et al., 1997; McQuaid et al., 2005). Esta entrevista foi usada na  avalia&ccedil;&atilde;o inicial e no follow-up, na medida em que cobre um per&iacute;odo temporal de cerca de um ano, n&atilde;o fazendo sentido  por isso aplic&aacute;-la no final da interven&ccedil;&atilde;o. No follow-up incluiu-se uma pergunta final sobre as mudan&ccedil;as sentidas pelos  pais na viv&ecirc;ncia da gest&atilde;o da asma.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o Qualitativa do Programa</i>: Na sess&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o no final do Programa  (p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o) foi aplicado &agrave;s m&atilde;es um question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o subjetiva da utilidade  e da satisfa&ccedil;&atilde;o com o Programa com 12 itens, constru&iacute;do pelas autoras, com resposta numa escala de Likert de 5 pontos (de  <i>totalmente em desacordo</i> a <i>totalmente de acordo</i>). Os primeiros tr&ecirc;s itens avaliavam o grau de conhecimento percebido sobre os  sintomas, os desencadeantes e a medica&ccedil;&atilde;o, 2 avaliavam a auto-efic&aacute;cia das m&atilde;es no controlo da doen&ccedil;a, outros 2  analisavam a ades&atilde;o &agrave; medica&ccedil;&atilde;o e os &uacute;ltimos cinco a utilidade e interesse do Programa. O question&aacute;rio  terminava com 2 quest&otilde;es abertas, uma sobre o que tinham considerado mais &uacute;til ou interessante no Programa e outra pedindo  sugest&otilde;es de altera&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Interven&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>A constru&ccedil;&atilde;o do programa baseou-se principalmente no &ldquo;Manual de boas pr&aacute;ticas na asma&rdquo; da Dire&ccedil;&atilde;o  Geral de Sa&uacute;de (2007) e no &ldquo;Manual educacional do doente: Asma br&ocirc;nquica&rdquo; da Sociedade Portuguesa de Alergologia e  Imunologia Cl&iacute;nica (2007). Esta informa&ccedil;&atilde;o foi complementada com informa&ccedil;&atilde;o de outras fontes (e.g., Bacharier et  al., 2008). O programa foi revisto por um m&eacute;dico especializado em alergologia e imunologia pedi&aacute;trica e por um especialista em  psicologia pedi&aacute;trica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O programa consistiu em 3 sess&otilde;es em pequeno grupo, de cerca de 50 minutos cada, com periocidade quinzenal, incluindo o fornecimento de  informa&ccedil;&atilde;o sobre a asma e a gest&atilde;o do tratamento, apoiado por uma apresenta&ccedil;&atilde;o audiovisual, e o debate e  partilha de experi&ecirc;ncias entre as m&atilde;es. A apresenta&ccedil;&atilde;o audiovisual teve como principal objetivo assegurar que todos os  participantes recebiam a mesma informa&ccedil;&atilde;o e serviu tamb&eacute;m para ilustrar alguns conte&uacute;dos, tornando-os mais concretos e  claros.</p>     <p>Cada sess&atilde;o come&ccedil;ou com a apresenta&ccedil;&atilde;o de 2 fichas &agrave;s m&atilde;es, uma de monitoriza&ccedil;&atilde;o da  gravidade dos sintomas da asma nas &uacute;ltimas duas semanas e da autoefic&aacute;cia percebida pelas m&atilde;es no enfrentamento desses  sintomas (<i>Como avalia a forma como lidou com a asma do seu filho(a) nas &uacute;ltimas duas semanas?</i>), e outra com exemplos de  significa&ccedil;&otilde;es sobre a doen&ccedil;a e o seu enfrentamento (e.g., <i>&ldquo;S&oacute; o m&eacute;dico pode controlar a asma, eu  n&atilde;o sou m&eacute;dica, n&atilde;o sei; tenho de fazer o que eles aqui mandarem!</i>&rdquo;). Estes exemplos de significa&ccedil;&otilde;es  maternas tinham como objetivo incentivar a reflex&atilde;o e discuss&atilde;o sobre essas significa&ccedil;&otilde;es e o seu papel de cuidadores,  atrav&eacute;s da identifica&ccedil;&atilde;o ou da rejei&ccedil;&atilde;o desses exemplos.</p>     <p>Na primeira sess&atilde;o definiu-se o que &eacute; a asma, apresentaram-se as principais caracter&iacute;sticas da doen&ccedil;a e sintomas, os  fatores desencadeantes de uma crise, medidas preventivas a tomar e sinais de alerta de uma exacerba&ccedil;&atilde;o. Refor&ccedil;ou-se o  car&aacute;ter cr&oacute;nico e control&aacute;vel da asma, isto &eacute;, que a asma est&aacute; presente mesmo quando os doentes est&atilde;o  assintom&aacute;ticos e que as crises podem ser prevenidas (McAndrew et al., 2008). A segunda sess&atilde;o come&ccedil;ou com o esclarecimento  sobre os tipos de medica&ccedil;&atilde;o para a asma e os seus mecanismos de a&ccedil;&atilde;o, a relev&acirc;ncia da ades&atilde;o &agrave;  medica&ccedil;&atilde;o e a discuss&atilde;o de significa&ccedil;&otilde;es desadequadas relativas &agrave; medica&ccedil;&atilde;o, nomeadamente  sobre os efeitos secund&aacute;rios e a necessidade de medica&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria. A terceira sess&atilde;o foi dedicada &agrave;  gest&atilde;o da asma pela fam&iacute;lia, come&ccedil;ando pela necessidade de cumprimento do plano terap&ecirc;utico, as medidas a adotar perante  uma exacerba&ccedil;&atilde;o, e uma abordagem das atitudes educativas dos pais e da influ&ecirc;ncia da ansiedade manifestada pelos pais no  comportamento da crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise estat&iacute;stica</i></p>     <p>Utilizaram-se an&aacute;lises descritivas (frequ&ecirc;ncia e percentagens, m&eacute;dia, desvio-padr&atilde;o) para proceder &agrave;  caracteriza&ccedil;&atilde;o da aceita&ccedil;&atilde;o do programa de interven&ccedil;&atilde;o, da gest&atilde;o familiar da asma e das  perce&ccedil;&otilde;es de utilidade e satisfa&ccedil;&atilde;o dos participantes. Devido ao pequeno tamanho da amostra, recorreu-se a testes  n&atilde;o-param&eacute;tricos. Assim, a efic&aacute;cia do programa foi avaliada com recurso ao teste n&atilde;o-param&eacute;trico de Wilcoxon  (gest&atilde;o familiar da asma) e da ANOVA de Friedman (conhecimento acerca da asma e qualidade de vida da crian&ccedil;a), seguida de  an&aacute;lises a posteriori de Wilcoxon na presen&ccedil;a de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas. Calculou-se tamb&eacute;m a  magnitude do efeito para as diferen&ccedil;as de m&eacute;dias. As an&aacute;lises foram efetuadas com recurso ao <i>SPSS Statistics</i> (v. 19,  IBM SPSS) para <i>p</i>=.05.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o da aceita&ccedil;&atilde;o do Programa</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um n&uacute;mero elevado de pais contactados no momento da consulta n&atilde;o aceitaram participar no estudo, invocando principalmente a falta  de tempo ou incompatibilidades de agenda para integrar os grupos de interven&ccedil;&atilde;o e a grande dist&acirc;ncia do local de  resid&ecirc;ncia ao hospital para se deslocarem quinzenalmente para as sess&otilde;es. Noutros casos, a n&atilde;o-aceita&ccedil;&atilde;o deveu-se  ao n&atilde;o reconhecimento da doen&ccedil;a da crian&ccedil;a como asma, apesar de todas as crian&ccedil;as terem sido referidas pelo  m&eacute;dico como tendo um diagn&oacute;stico de asma. Dezassete m&atilde;es demonstraram interesse e preencheram a ficha de  inscri&ccedil;&atilde;o no programa, das quais 6 (35%) n&atilde;o participaram no programa por dificuldades no agendamento das sess&otilde;es ou  porque desistiram antes do in&iacute;cio. Onze m&atilde;es (65%) iniciaram o Programa de interven&ccedil;&atilde;o e 10 (59%) cumpriram as 3  sess&otilde;es psicoeducativas (em grupo) e os 3 momentos de avalia&ccedil;&atilde;o individual.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia do Programa</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Efeitos no conhecimento sobre a doen&ccedil;a</i>. Ap&oacute;s a participa&ccedil;&atilde;o no programa verificou-se um aumento no  conhecimento das m&atilde;es sobre a asma, com o resultado mediano no QCSA a subir da linha-base (<i>Me=</i>15) para o  p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o (<i>Me=</i>19.5) e o follow-up (<i>Me=</i>19.5). Este aumento no conhecimento mostrou-se estatisticamente  significativo (<i>&chi;<sup>2</i></sup><i>F</i><sup>(2)</sup>=14.649, <i>p=</i>.000). Acompara&ccedil;&atilde;o das medianas do conhecimento entre  a linha de base e o follow-up confirma que o aumento do conhecimento se mantinha significativo 9 meses ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o,  podendo considerar-se moderado (<i>Z</i>=-2.83, <i>p=</i>.005, <i>r=</i>0.63).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Efeitos na Qualidade de Vida da crian&ccedil;a</i>. A compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias globais do DISABKIDS-37 na vers&atilde;o dos  pais nos tr&ecirc;s momentos de avalia&ccedil;&atilde;o (<i>M</i><sub>(T0)</sub>=4,20; <i>M</i><sub>(T1)</sub>=4,20; <i>M</i><sub>(T2)</sub>=4,14)  n&atilde;o revelou diferen&ccedil;as no n&iacute;vel de qualidade de vida das crian&ccedil;as (<i>&chi;<sup>2</i></sup><i>F</i><sup>(2)</sup>=0.667;  <i>p</i>=.814). A an&aacute;lise das diferen&ccedil;as entre os resultados nas diferentes facetas e no total entre a avalia&ccedil;&atilde;o  inicial e o follow-up tamb&eacute;m n&atilde;o revelou diferen&ccedil;as significativas, com a exce&ccedil;&atilde;o da faceta  limita&ccedil;&otilde;es onde o resultado se aproximou da signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (<i>Z</i>=-1.49; <i>p</i><sub>UD</sub>=.086,  <i>r</i>=0.33), com a m&eacute;dia nesta faceta a subir do momento inicial (<i>M</i>=22.11; <i>DP</i>=3.18) para o follow-up (<i>M</i>=23.78;  <i>DP</i>=2.82), revelando um pequeno aumento da qualidade de vida neste dom&iacute;nio.</p>     <p>Relativamente &agrave; vers&atilde;o crian&ccedil;a, tamb&eacute;m n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as no resultado total nos  tr&ecirc;s momentos de avalia&ccedil;&atilde;o (<i>M</i><sub>(T0)</sub>=4,25; <i>M</i><sub>(T1)</sub>=4,25; <i>M</i><sub>(T2)</sub>=4,25;  <i>&chi;<sup>2</i></sup><i>F</i><sup>(2)</sup>=0.286; <i>p</i>=.930). A compara&ccedil;&atilde;o dos resultados nas v&aacute;rias facetas  tamb&eacute;m n&atilde;o revelou diferen&ccedil;as significativas na qualidade de vida da crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Mudan&ccedil;as na gest&atilde;o da asma pela fam&iacute;lia</i>. Observou-se um aumento significativo da pontua&ccedil;&atilde;o  m&eacute;dia total e das pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias em quase todas as escalas da entrevista no follow-up (<a href="#t1">Tabela 1</a>),  revelando uma melhoria do conhecimento sobre a doen&ccedil;a, sobre os sintomas, na resposta aos sintomas e exacerba&ccedil;&otilde;es por parte da  fam&iacute;lia e da crian&ccedil;a e, ainda, da integra&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o da asma na vida familiar. Excetua-se as escalas do  controlo ambiental, da ades&atilde;o ao tratamento e da rela&ccedil;&atilde;o com os profissionais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a07t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise qualitativa das respostas das m&atilde;es na FAMSS, nos 2 momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, de acordo com o manual de  cota&ccedil;&atilde;o da entrevista, traduz uma evolu&ccedil;&atilde;o: (1) no conhecimento sobre o objetivo e o mecanismo de atua&ccedil;&atilde;o  dos medicamentos, no reconhecimento de que as exacerba&ccedil;&otilde;es est&atilde;o associadas a uma obstru&ccedil;&atilde;o das vias  a&eacute;reas (broncoconstri&ccedil;&atilde;o) e do car&aacute;ter cr&oacute;nico da asma; (2) no reconhecimento dos sintomas de  exacerba&ccedil;&atilde;o, em especial a tosse que era pouco valorizada; (3) no controlo eficaz das exacerba&ccedil;&otilde;es por parte das  m&atilde;es e das crian&ccedil;as; (4) na ades&atilde;o &agrave; medica&ccedil;&atilde;o, especialmente a administra&ccedil;&atilde;o atempada da  medica&ccedil;&atilde;o de al&iacute;vio r&aacute;pido de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es; e (5) na diminui&ccedil;&atilde;o das  consequ&ecirc;ncias psicol&oacute;gicas da doen&ccedil;a na vida da fam&iacute;lia.</p>     <p>Os resultados no controlo ambiental mostram poucas mudan&ccedil;as ao n&iacute;vel da exposi&ccedil;&atilde;o aos alerg&eacute;nios e irritantes  desencadeadores de sintomas de asma. Relativamente &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o ao fumo do tabaco o programa n&atilde;o teve qualquer efeito,  com quatro m&atilde;es a referirem que se continuava a fumar dentro de casa, embora evitando a presen&ccedil;a da crian&ccedil;a, e outras quatro a  referirem que o pai continuava a fumar, embora s&oacute; fora de casa. Apenas uma m&atilde;e relatou mudan&ccedil;as importantes neste  dom&iacute;nio da gest&atilde;o da doen&ccedil;a, embora noutras &aacute;reas (maiores cuidados com as roupas de cama da crian&ccedil;a e retirada  das aves do domic&iacute;lio familiar).</p>     <p>Relativamente &agrave; ades&atilde;o &agrave; medica&ccedil;&atilde;o, embora se tenha verificado uma ligeira melhoria, em tr&ecirc;s casos  continuou a haver muitos esquecimentos da medica&ccedil;&atilde;o preventiva (dois relacionados com as f&eacute;rias escolares e um devido &agrave;  pouca supervis&atilde;o familiar quando a m&atilde;e trabalha em hor&aacute;rio noturno).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o das perce&ccedil;&otilde;es de utilidade e satisfa&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>A an&aacute;lise das resposta aos itens do question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o do Programa mostrou que todas as m&atilde;es  responderem positivamente (4. <i>de acordo / 5. totalmente de acordo</i>) aos sete itens de avalia&ccedil;&atilde;o dos objetivos do programa,  sendo os valores mais elevados (5) obtidos na compreens&atilde;o do papel dos fatores desencadeantes de crises e no saber usar a  medica&ccedil;&atilde;o, e o mais baixo (4) no item sobre saber o que fazer perante uma exacerba&ccedil;&atilde;o. Relativamente ao n&iacute;vel de  satisfa&ccedil;&atilde;o geral, avaliado pelos &uacute;ltimos cinco itens, nove m&atilde;es referiram estar totalmente de acordo que o programa foi  &uacute;til, que as sess&otilde;es foram interessantes e que aprenderam coisas novas. Todas as m&atilde;es assinalaram acordo total nos itens  referentes a sentirem-se mais capazes de ajudarem o(a) filho(a) e a recomendarem o programa a outros pais de crian&ccedil;as com asma.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise do conte&uacute;do das respostas &agrave;s duas perguntas abertas do question&aacute;rio real&ccedil;aram como pontos fortes a  possibilidade de esclarecer d&uacute;vidas, aprender sobre as altera&ccedil;&otilde;es pulmonares durante uma exacerba&ccedil;&atilde;o da asma,  sobre a atua&ccedil;&atilde;o perante as crises e sobre a medica&ccedil;&atilde;o. A interven&ccedil;&atilde;o em pequeno grupo foi tamb&eacute;m  valorizada pelas m&atilde;es, pela oportunidade de discuss&atilde;o e de partilha de experi&ecirc;ncias com outras m&atilde;es de crian&ccedil;as  com asma. Na quest&atilde;o sobre poss&iacute;veis mudan&ccedil;as a introduzir no programa, nenhuma sugest&atilde;o foi registada.</p>     <p>No final da entrevista de follow-up introduziu-se uma pergunta sobre o que tinha mudado na viv&ecirc;ncia da asma depois do programa de  interven&ccedil;&atilde;o. As respostas de oito m&atilde;es evidenciam a aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e a melhoria na  compreens&atilde;o da asma:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>&ldquo;Entendi muito melhor a doen&ccedil;a&rdquo;</i> (A., m&atilde;e de uma crian&ccedil;a com 13 anos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>&ldquo;O conhecimento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma como se desencadeia uma crise de asma e o que provoca [&hellip;], as  mudan&ccedil;as ao n&iacute;vel do organismo. [&hellip;] N&atilde;o tinha consci&ecirc;ncia de que a asma pode estar, inclusivamente, anos sem se  manifestar e de um momento para o outro voltar exatamente como estava inicialmente&rdquo;</i> (I., m&atilde;e de uma crian&ccedil;a com 12  anos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>&ldquo;Aprendi que n&atilde;o &eacute; assim uma coisa t&atilde;o&hellip; bem controlada, consegue-se fazer uma vida normal&rdquo;</i> (A.,  m&atilde;e de uma crian&ccedil;a com 9 anos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>As respostas de quatro m&atilde;es atestam mudan&ccedil;as de comportamento, nomeadamente no controlo dos sintomas e na ades&atilde;o &agrave;  medica&ccedil;&atilde;o:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>&ldquo;Agora ele toma sempre o medicamento, nunca mais deixou de tomar o medicamento&rdquo;</i> (I., m&atilde;e de uma crian&ccedil;a com 12  anos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>&ldquo;&Eacute; que fazer a medica&ccedil;&atilde;o resulta, &eacute; a conclus&atilde;o que eu tiro. Eu tinha um bocado aquela ideia errada  de que o facto de ser todos os dias que seria uma sobrecarga grande&rdquo; </i>(F., m&atilde;e de uma crian&ccedil;a com 12 anos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Efeitos ao n&iacute;vel psicol&oacute;gico foram tamb&eacute;m mencionados por tr&ecirc;s m&atilde;es, com melhorias na autoconfian&ccedil;a e  diminui&ccedil;&atilde;o da ansiedade depois da interven&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>&ldquo;Sinto-me um bocado mais &agrave; vontade e mais confiante em a poder ajudar, do que h&aacute; um ano. [&hellip;] A gente come&ccedil;a  a criar um certo &agrave;-vontade, menos nervosismo&rdquo;</i> (P., m&atilde;e de uma crian&ccedil;a com 8 anos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>&ldquo;Acho que me mantenho mais calma, a gente ficou com mais uma no&ccedil;&atilde;o daquilo que era&rdquo;</i> (A., m&atilde;e de uma  crian&ccedil;a com 9 anos).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>&ldquo;Entendi muito melhor a doen&ccedil;a e todos os aspetos, como lidar, tanto com ele, como comigo mesma, ajudou-me bastante&rdquo;</i>  (A., m&atilde;e de uma crian&ccedil;a com 13 anos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O presente estudo teve como objetivo avaliar a aceita&ccedil;&atilde;o, a efic&aacute;cia e as perce&ccedil;&otilde;es de utilidade e  satisfa&ccedil;&atilde;o dos participantes de um novo programa de interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa para pais de crian&ccedil;as com asma  entre os 7 e os 13 anos. Os resultados fornecem algum suporte para a aceita&ccedil;&atilde;o e efic&aacute;cia deste programa de  interven&ccedil;&atilde;o, concretizado em tr&ecirc;s sess&otilde;es de grupo de fornecimento de informa&ccedil;&atilde;o acerca da asma e da sua  gest&atilde;o pela fam&iacute;lia, bem como para perce&ccedil;&otilde;es de elevada satisfa&ccedil;&atilde;o e utilidade do programa por parte dos  participantes.</p>     <p>No entanto, &eacute; necess&aacute;rio real&ccedil;ar a dificuldade em motivar os pais para participarem no programa, pois o n&atilde;o  reconhecimento da doen&ccedil;a da crian&ccedil;a como asma, a perce&ccedil;&atilde;o da asma como uma doen&ccedil;a comum e pouco grave e a  necessidade de se deslocar ao hospital para participar no programa em dias em que n&atilde;o havia consulta, constitu&iacute;ram tr&ecirc;s grandes  obst&aacute;culos &agrave; participa&ccedil;&atilde;o dos pais, bem como os hor&aacute;rios de trabalho prolongados e o facto de residirem longe do  hospital. Esta dificuldade de ades&atilde;o dos pais a programas psicoeducacionais tem sido referenciada por outros autores (e.g., Bonner et al.,  2002; Kuijer et al., 2007). Uma maior sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos pais para a import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o sobre a asma, por  parte dos profissionais de sa&uacute;de que acompanham a crian&ccedil;a, poder&aacute; ser fundamental para ultrapassar esta dificuldade na  mobiliza&ccedil;&atilde;o inicial dos cuidadores para a participa&ccedil;&atilde;o em programas de interven&ccedil;&atilde;o educativa. Por outro  lado, os obst&aacute;culos log&iacute;sticos (e.g., desloca&ccedil;&otilde;es extra ao hospital, concilia&ccedil;&atilde;o com os hor&aacute;rios  de trabalho) poder&atilde;o ser minimizados se o programa de interven&ccedil;&atilde;o for inclu&iacute;do no plano de consultas de seguimento. De  real&ccedil;ar, por&eacute;m, que a quase totalidade (91%) das m&atilde;es que iniciaram o Programa cumpriram-no na &iacute;ntegra, assim como a  avalia&ccedil;&atilde;o de follow-up, evidenciando uma muito boa taxa de ades&atilde;o.</p>     <p>Como previsto, o programa conduziu a um aumento do conhecimento sobre a asma que se manteve no follow-up a 9 meses. No mesmo sentido, estudos  anteriores tamb&eacute;m verificaram que as melhorias no conhecimento sobre a asma nos pais se mantinham 6 a 12 meses depois (Butz et al., 2005;  Chiang et al., 2004).</p>     <p>N&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as no n&iacute;vel de qualidade de vida das crian&ccedil;as relatado pelas m&atilde;es antes e depois  da interven&ccedil;&atilde;o, com exce&ccedil;&atilde;o da faceta limita&ccedil;&otilde;es onde se verificou uma ligeira melhoria da qualidade de  vida. Esta evolu&ccedil;&atilde;o positiva aconteceu na dimens&atilde;o em que as m&atilde;es relataram inicialmente menor qualidade de vida da  crian&ccedil;a, tendo o programa conduzido a uma mudan&ccedil;a positiva no impacto percebido da asma nas limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas  da crian&ccedil;a, o que poder&aacute; estar associado a um melhor controlo dos sintomas. Tamb&eacute;m n&atilde;o foram encontradas  diferen&ccedil;as significativas no n&iacute;vel de qualidade de vida relatado pela pr&oacute;pria crian&ccedil;a entre a avalia&ccedil;&atilde;o  inicial e o follow-up. Quase todas as crian&ccedil;as, exceto uma, avaliaram muito positivamente a sua qualidade de vida antes do in&iacute;cio da  interven&ccedil;&atilde;o, pelo que n&atilde;o se antecipavam grandes altera&ccedil;&otilde;es nesta dimens&atilde;o, corroborando os resultados da  investiga&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m confirmado que as crian&ccedil;as com asma e os seus pais tendem a percecionar a qualidade de vida da  crian&ccedil;a como boa (Silva, Barros, &amp; Sim&otilde;es, 2015) e que as interven&ccedil;&otilde;es na asma pedi&aacute;trica habitualmente  n&atilde;o mostram efeitos ao n&iacute;vel da qualidade de vida das crian&ccedil;as (Bravata et al., 2009; Butz et al., 2005).</p>     <p>Relativamente &agrave; gest&atilde;o da asma pela fam&iacute;lia, avaliada pela entrevista cl&iacute;nica FAMSS, constatou-se um aumento  significativo na pontua&ccedil;&atilde;o total obtida pelas m&atilde;es, entre a avalia&ccedil;&atilde;o inicial e o follow-up, com melhorias no  conhecimento da doen&ccedil;a e dos sintomas, na resposta aos sintomas e exacerba&ccedil;&otilde;es por parte das m&atilde;es e das crian&ccedil;as  e no equil&iacute;brio e integra&ccedil;&atilde;o da asma na vida familiar. Estudos anteriores de interven&ccedil;&atilde;o com pais t&ecirc;m  evidenciado um efeito positivo na efic&aacute;cia percebida pelos pais na gest&atilde;o e controlo da asma da crian&ccedil;a (Bonner et al., 2002;  Chiang et al., 2004; McCarthy et al., 2002; Sockrider et al., 2006). A partilha de experi&ecirc;ncias entre as m&atilde;es e a discuss&atilde;o de  significa&ccedil;&otilde;es durante as sess&otilde;es poder&aacute; ter facilitado a aprendizagem e refor&ccedil;ado a perce&ccedil;&atilde;o de  controlo das m&atilde;es (Barros, 2003). Neste sentido indicam tamb&eacute;m os resultados obtidos por McCarthy e colaboradores (2002) na  compara&ccedil;&atilde;o de uma interven&ccedil;&atilde;o centrada no fornecimento de informa&ccedil;&atilde;o sobre a asma, com outra que  associava um espa&ccedil;o de discuss&atilde;o em que os pais eram encorajados a discutir as suas preocupa&ccedil;&otilde;es e dificuldades,  concluindo que ambas conduziam a um aumento no conhecimento sobre a doen&ccedil;a, mas apenas a abordagem interativa levava a uma melhoria na  capacidade de tomar decis&otilde;es e de gerir a asma por parte dos pais.</p>     <p>A an&aacute;lise das respostas na entrevista de follow-up revela melhorias importantes no reconhecimento dos sintomas de  exacerba&ccedil;&atilde;o, fundamental para que sejam tomadas as medidas adequadas de controlo dos sintomas. A investiga&ccedil;&atilde;o tem  mostrado que a monitoriza&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o dos sintomas da asma &eacute; uma das grandes dificuldades reportadas pelos pais na  gest&atilde;o da asma (Boyle, Baker, &amp; Kemp, 2004), sendo esta uma &aacute;rea fundamental na interven&ccedil;&atilde;o com pais para melhorar  o controlo da doen&ccedil;a. Verificou-se tamb&eacute;m uma melhoria das medidas adotadas perante o agravamento dos sintomas, quer pelas  m&atilde;es, quer pelas crian&ccedil;as, que parecem tamb&eacute;m ter beneficiado com a interven&ccedil;&atilde;o, embora n&atilde;o tenham  participado nas sess&otilde;es informativas. A natureza transacional das intera&ccedil;&otilde;es pais-crian&ccedil;a pode ajudar a explicar como  as mudan&ccedil;as no comportamento dos pais conduziram a mudan&ccedil;as no comportamento da crian&ccedil;a (Barros, 2003; Sameroff &amp; Seifer,  1983).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta entrevista evidenciou, ainda, uma diminui&ccedil;&atilde;o do impacto psicol&oacute;gico negativo da doen&ccedil;a, com algumas m&atilde;es  a revelarem menor ansiedade e maior autoefic&aacute;cia perante uma crise. Estes resultados est&atilde;o de acordo com a investiga&ccedil;&atilde;o  sobre a evolu&ccedil;&atilde;o do processo de doen&ccedil;a da crian&ccedil;a, que tem revelado uma evolu&ccedil;&atilde;o no sentido de maior  normalidade e menor perturba&ccedil;&atilde;o emocional dos pais (Maltby, Kristjanson, &amp; Coleman, 2003; Santos, 2010; Sawyer et al., 2005). Por  outro lado, os cuidados associados ao plano de tratamento estavam melhor integrados e de forma mais equilibrada na vida das fam&iacute;lias. Um  resultado semelhante foi encontrado Maltby e colegas (2003) que verificaram que os pais v&atilde;o desenvolvendo estrat&eacute;gias para lidar com  a doen&ccedil;a que ajudam a manter uma vida familiar normal.</p>     <p>As melhorias nos comportamentos de ades&atilde;o n&atilde;o atingiram a signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, embora a magnitude do efeito  indique uma diferen&ccedil;a moderada entre os resultados nos dois momentos, revelando algum impacto, embora menor, do programa nesta  dimens&atilde;o da gest&atilde;o da asma. A an&aacute;lise qualitativa dos resultados mostra uma evolu&ccedil;&atilde;o positiva na  administra&ccedil;&atilde;o da medica&ccedil;&atilde;o de al&iacute;vio r&aacute;pido, com um maior n&uacute;mero de casos a tomar a  medica&ccedil;&atilde;o perante os primeiros sintomas de exacerba&ccedil;&atilde;o de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas,  associada a uma diminui&ccedil;&atilde;o do receio dos efeitos secund&aacute;rios destes medicamentos. A investiga&ccedil;&atilde;o tem confirmado  que as cren&ccedil;as acerca da medica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o o principal preditor das taxas de ades&atilde;o (Horne &amp; Weinman, 1999),  pelo que esta modifica&ccedil;&atilde;o parece traduzir uma mudan&ccedil;a nas cren&ccedil;as dos pais sobre os benef&iacute;cios desta  medica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A evolu&ccedil;&atilde;o na escala de controlo ambiental foi muito reduzida. O programa teve pouco efeito na ado&ccedil;&atilde;o de  comportamentos de evitamento dos fatores desencadeantes da asma, &aacute;rea em que as fam&iacute;lias evidenciaram uma pior gest&atilde;o da  doen&ccedil;a. A an&aacute;lise qualitativa das respostas &agrave; entrevista revela que, nomeadamente no caso do tabaco, as duas m&atilde;es que  fumavam, e os seis pais que eram fumadores e n&atilde;o participaram diretamente no programa, mantiveram este h&aacute;bito. Este resultado traduz  a dificuldade em produzir mudan&ccedil;as no comportamento dos pais relativo &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a ao fumo do tabaco.  Uma interven&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de motiva&ccedil;&atilde;o para a cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica dos pais fumadores seria  importante para reduzir a exposi&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as ao fumo do tabaco (Borrelli, McQuaid, Novak, &amp; Hammond, 2010; Hovell et  al., 2002).</p>     <p>As m&atilde;es que participaram demonstraram elevada satisfa&ccedil;&atilde;o com o formato e os conte&uacute;dos do programa, tendo  classificado muito favoravelmente a utilidade das sess&otilde;es na aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e o interesse do global do programa. A  possibilidade de esclarecer d&uacute;vidas e a partilha de experi&ecirc;ncias com outras m&atilde;es foram tamb&eacute;m real&ccedil;adas como  vantagens. A realiza&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es com apenas 2 ou 3 m&atilde;es contribuiu para uma maior adapta&ccedil;&atilde;o das  sess&otilde;es &agrave;s caracter&iacute;sticas de cada caso e &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es de cada m&atilde;e, o que parece ter  contribu&iacute;do para a sua satisfa&ccedil;&atilde;o, embora em contrapartida tenha restringido o debate entre as m&atilde;es. A  investiga&ccedil;&atilde;o indica que as oportunidades de aprendizagem interativa produzem melhores resultados do que outros tipos de  interven&ccedil;&otilde;es educativas sobre a asma (Coffman, Cabana, Halpin, &amp; Yelin, 2008). Os resultados relativos &agrave;  satisfa&ccedil;&atilde;o podem, no entanto, ter sido comprometidos por quest&otilde;es de desejabilidade social, em especial se tivermos em conta a  dimens&atilde;o dos grupos e o facto de a investigadora ter sido tamb&eacute;m a respons&aacute;vel pela condu&ccedil;&atilde;o das  sess&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Limita&ccedil;&otilde;es</i></p>     <p>O presente estudo n&atilde;o se encontra isento de limita&ccedil;&otilde;es que devem ser consideradas na interpreta&ccedil;&atilde;o dos  resultados obtidos. Em primeiro lugar, a aus&ecirc;ncia de um grupo de controlo. Esta falta impede a atribui&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as  nos resultados antes e depois da interven&ccedil;&atilde;o unicamente ao programa. Outros fatores, como poss&iacute;veis altera&ccedil;&otilde;es  no plano de tratamento, uma maior aceita&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a ou integra&ccedil;&atilde;o da asma na vida familiar com o passar do  tempo, podem ter contribu&iacute;do para as altera&ccedil;&otilde;es nas medidas de resultado. Em segundo lugar, o tamanho da amostra limita o  poder da an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados e dificulta a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados. Em terceiro lugar, a n&atilde;o  independ&ecirc;ncia do avaliador e do dinamizador do programa de interven&ccedil;&atilde;o, ou seja, o programa ter sido dinamizado pela pessoa que  recolheu os dados de avalia&ccedil;&atilde;o pode ter conduzido a algum enviesamento dos resultados. Por &uacute;ltimo, a baixa  aceita&ccedil;&atilde;o inicial do programa e o facto de as m&atilde;es que aceitaram entrar no programa poderem ser, de alguma forma, diferentes  das m&atilde;es que recusaram participar, pode ter introduzido tamb&eacute;m algum enviesamento nos resultados.</p>     <p>Por outro lado, o uso de uma abordagem multim&eacute;todos, multidom&iacute;nios e multi-informadores e o processo multif&aacute;sico de  desenvolvimento do novo programa de interven&ccedil;&atilde;o (e.g., revis&atilde;o da literatura, discuss&atilde;o com especialistas na  &aacute;rea, feedback dos participantes, privilegiando metodologias qualitativas) constituem-se como for&ccedil;as deste trabalho. A abordagem  longitudinal na medi&ccedil;&atilde;o dos efeitos do programa, assim como os resultados qualitativos evidenciados na FAMSS, refor&ccedil;am a  import&acirc;ncia dos resultados obtidos. A aplica&ccedil;&atilde;o do programa num contexto real de um servi&ccedil;o de ambulat&oacute;rio foi ao  mesmo tempo um desafio &agrave; aplicabilidade de um programa deste tipo, devido aos constrangimentos log&iacute;sticos encontrados, e,  paralelamente, uma vantagem para a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados, obtidos em dois servi&ccedil;os de alergologia pedi&aacute;trica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados deste estudo explorat&oacute;rio permitem-nos, pois, concluir pela aceita&ccedil;&atilde;o e efic&aacute;cia deste novo programa  de interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa com pais de crian&ccedil;as com asma, ultrapassando a falta de programas deste tipo para cuidadores de  crian&ccedil;as com asma em Portugal. As m&atilde;es que participaram no programa obtiveram resultados positivos e relevantes, nomeadamente  melhoria do conhecimento da doen&ccedil;a e da gest&atilde;o da doen&ccedil;a, revelando uma elevada satisfa&ccedil;&atilde;o com o mesmo. Um maior  conhecimento por parte dos cuidadores sobre a doen&ccedil;a poder&aacute;, por outro lado, facilitar a monitoriza&ccedil;&atilde;o dos sintomas da  asma e a sua comunica&ccedil;&atilde;o aos profissionais de sa&uacute;de que acompanham a crian&ccedil;a, dom&iacute;nios fundamentais para atingir  um bom controlo da doen&ccedil;a. O formato em pequeno grupo parece ter sido uma mais-valia para os resultados obtidos.</p>     <p>O facto de algumas m&atilde;es terem tido dificuldade em reconhecer a doen&ccedil;a do filho como asma poder&aacute; alertar para a necessidade  de uma comunica&ccedil;&atilde;o mais clara do m&eacute;dico sobre o diagn&oacute;stico, mas s&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos para  esclarecer este aspeto. Este estudo evidenciou tamb&eacute;m a necessidade de a&ccedil;&otilde;es diretas com o progenitor fumador para a  modifica&ccedil;&atilde;o desse comportamento.</p>     <p>Investiga&ccedil;&atilde;o futura nesta &aacute;rea &eacute; necess&aacute;ria para confirmar os resultados obtidos, por exemplo, atrav&eacute;s  de estudos randomizados controlados com amostras de maior dimens&atilde;o. Por outro lado, ser&aacute; importante organizar estudos que explorem os  fatores que influenciam a aceita&ccedil;&atilde;o dos programas de interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa. Assim, estudos futuros poder&atilde;o  avaliar se a integra&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias promotoras da motiva&ccedil;&atilde;o, ou a participa&ccedil;&atilde;o mais ativa da  equipa cl&iacute;nica e a estrutura&ccedil;&atilde;o desta a&ccedil;&atilde;o psicoeducativa como parte integrante da consulta de asma  pedi&aacute;trica, permitem ultrapassar esta dificuldade de ades&atilde;o inicial ao programa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Bacharier, L. B., Boner, A., Carlsen, K. H., Eigenmann, P. A., Frischer, T., G&ouml;tz, M., . . . The European Pediatric Asthma Group. (2008).  Diagnosis and treatment of asthma in childhood: A PRACTALL consensus report. <i>Allergy, 63</i>, 5-34. doi: 10.1111/j.1398-9995.2007.01586.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025491&pid=S0870-8231201600040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barros, L. (2003). <i>Psicologia pedi&aacute;trica: Perspectiva desenvolvimentista</i> (2&ordf; ed.). Lisboa: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025492&pid=S0870-8231201600040000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bonner, S., Zimmerman, B., Evans, D., Irigoyen, M., Resnick, D., &amp; Mellins, R. (2002). An individualized intervention to improve asthma  management among urban latino and african-american families. <i>Journal of Asthma, 39</i>, 167-179. doi: 10.1081/JAS-120002198&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025494&pid=S0870-8231201600040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Borrelli, B., McQuaid, E. L., Novak, S. P., &amp; Hammond, S. K. (2010). Motivating latino caregivers of children with asthma to quit smoking:  A randomized trial. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 78</i>, 34-43. doi: 10.1037/a0016932&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025495&pid=S0870-8231201600040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Boychuck, R., DeMesa, C., Kiyabu, K., Yamamoto, F., Yamamoto, L., Sanderson, R., . . . Chong, V. (2006). Change in approach and delivery of  medical care in children with asthma: Results from a multicenter emergency department educational asthma management program. <i>Pediatrics,  117</i>, S145-S151. doi: 10.1542/peds.2005-2000L&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025496&pid=S0870-8231201600040000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Boyle, J. S., Baker, R. R., &amp; Kemp, V. H. (2004). School-based asthma: A study in an African American elementary school. <i>Journal of  Transcultural Nursing, 15</i>, 195-206. doi: 10.1177/1043659604265112&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025497&pid=S0870-8231201600040000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bravata, D. M., Gienger, A. L., Holty, J. C., Sundaram, V., Khazeni, N., Wise, P. H., . . . Owens, D. K. (2009). Quality improvement strategies  for children with asthma: A systematic review. <i>Archives of Pediatric &amp; Adolescent Medicine, 163</i>, 572-581. doi:  10.1001/archpediatrics.2009.63&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025498&pid=S0870-8231201600040000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Butz, A., Pham, L., Lewis, L., Lewis, C., Hill, K., Walker, J., &amp; Winkelstein, M. (2005). Rural children with asthma: Impact of a parent  and child asthma education program. <i>Journal of Asthma, 42</i>, 813-821. doi: 10.1080/02770900500369850&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025499&pid=S0870-8231201600040000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carona, C., Bullinger, M., &amp; Canavarro, M. C. (2011). Assessing paediatric health-related quality of life within a cross-cultural  perspective: Semantic and pilot validation study of the Portuguese versions of DISABKIDS-37. <i>Vulnerable Children and Youth Studies, 6</i>,  144-156. doi: 10.1080/17450128.2011.564223&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025500&pid=S0870-8231201600040000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Celano, M., Klinnert, M. D., Holsey, C. N., &amp; McQuaid, E. L. (2011). Validity of the Family Asthma Management System Scale with an urban  African-American sample. <i>Journal of Pediatric Psychology, 36</i>, 576-585.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025501&pid=S0870-8231201600040000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Chang, C. (2006). Treatment of asthma in children. In M. E. Gershwin &amp; T. E. Albertson (Eds.), <i>Current clinical practice &ndash;  Bronchial asthma: A guide for practical understanding and treatment</i> (5<sup>th</sup> ed., pp. 65-111). New Jersey: Humana Press Inc.</p>     <!-- ref --><p>Chiang, L., Huang, J., Yeh, K., &amp; Lu, C. (2004). Effects of a self-management asthma educational program in Taiwan based on PRECEDE-PROCEED  model for parents with asthmatic children. <i>Journal of Asthma, 41</i>, 205-215. doi: 10.1081/JAS-120026078&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025504&pid=S0870-8231201600040000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Coffman, J. M., Cabana, M. D., Halpin, H. A., &amp; Yelin, E. H. (2008). Effects of asthma education on children&rsquo;s use of acute care  services: A meta-analysis. <i>Pediatrics, 121</i>, 575-586. doi: 10.1542/peds.2007-0113</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. (2007). <i>Manual de Boas Pr&aacute;ticas na Asma</i>. Lisboa: DGS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025506&pid=S0870-8231201600040000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Drotar, D. (2006). <i>Psychological interventions in childhood chronic illness</i>. Washington: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025508&pid=S0870-8231201600040000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gaspar, A., Almeida, M. M., &amp; Nunes, C. (2006). Epidemiologia da asma grave. <i>Revista Portuguesa de Imunoalergologia, 14</i> (Supl. 2),  27-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025510&pid=S0870-8231201600040000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Global Initiative for Asthma (GINA). (2011). <i>Global strategy for asthma management and prevention</i>. Available at  <a href="http://www.ginasthma.org/guidelines-gina-report-global-strategy-for-asthma.html"  target="_blank">http://www.ginasthma.org/guidelines-gina-report-global-strategy-for-asthma.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025512&pid=S0870-8231201600040000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Guevara, J. P., Wolf, F. M., Grum, C. M., &amp; Clark, N. M. (2003). Effects of educational interventions for self-management of asthma in  children and adolescent: systematic review and meta-analysis. <i>British Medical Journal, 326</i>. Retirado de  <a href="http://www.bmj.com"  target="_blank">http://www.bmj.com</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025513&pid=S0870-8231201600040000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Ho, J., Bender, B. G., Gavin, L. A., O&rsquo;Connor, S. L., Wamboldt, M. Z., &amp; Wamboldt, F. S. (2003). Relations among asthma knowledge,  treatment adherence, and outcome. <i>Journal of Allergy and Clinical Immunology, 111</i>, 498-502. doi: 10.1067/mai.2003.160</p>     <p>Horne, R., &amp; Weinman, J. (1999). Patients&rsquo; beliefs about prescribed medicines and their role in adherence to treatment in chronic  physical illness. <i>Journal of Psychosomatic Research, 47</i>, 555-567. doi: 10.1016/S0022-3999(99)00057-4</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hovell, M. F., Meltzer, S. B., Wahlgren, D. R., Matt, G. E., Hofstetter, C. R., Jones, J. A., . . . Pirkle, J. L. (2002). Asthma management and  environmental tobacco smoke exposure reduction in latino children: A controlled trial. <i>Pediatrics, 110</i>, 946-956. Retirado de  <a href="http://dx.doi.org/10.1542/peds.110.5.946"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1542/peds.110.5.946</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025516&pid=S0870-8231201600040000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Klinnert, M., McQuaid, E., &amp; Gavin, L. (1997). Assessing the family asthma management system. <i>Journal of Asthma, 34</i>, 77-88. doi:  10.3109/02770909709071206&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025517&pid=S0870-8231201600040000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kotses, H., &amp; Creer, T. L. (2010). Asthma self-management. In A. Harver &amp; H. Kotses (Eds.), <i>Asthma, health and society: A public  health perspective</i> (pp. 117-139). New York: Springer. doi: 10.1007/978-0-387-78285-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025518&pid=S0870-8231201600040000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kuijer, R. G., De Ridder, D. T., Colland, V. T., Schreurs, K. M., &amp; Sprangers, M. A. (2007). Effects of a short self-management  intervention for patients with asthma and diabetes: Evaluating health-related quality of life using then-test methodology. <i>Psychology &amp;  Health, 22</i>, 387-411. doi: 10.1080/14768320600843226&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025519&pid=S0870-8231201600040000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kumar, A., &amp; Gershwin, M. E. (2006). Self-management in asthma. In M. E. Gershwin &amp; T. E. Albertson (Eds.), <i>Current clinical  practice - Bronchial asthma: A guide for practical understanding and treatment</i> (5<sup>th</sup> ed.) (pp. 343-356). New Jersey: Humana Press  Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025520&pid=S0870-8231201600040000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lemanek, K. L., Kamps, J., &amp; Chung, N. (2001). Empirically supported treatments in pediatric psychology: Regimen adherence. <i>Journal of  Pediatric Psychology, 26</i>, 253-275. doi: 10.1093/jpepsy/26.5.253&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025522&pid=S0870-8231201600040000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lopes, I., Delgado, L., &amp; Ferreira, P. L. (2008). Asma br&ocirc;nquica pedi&aacute;trica. Conhecimentos do doente e fam&iacute;lia.  <i>Revista Portuguesa de Imunoalergologia, 16</i>, 241-262.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025523&pid=S0870-8231201600040000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maltby, H. J., Kristjanson, L., &amp; Coleman, M. E. (2003). The parenting competency framework: Learning to be a parent of a child with  asthma. <i>International Journal of Nursing Practice, 9</i>, 368-373. doi: 10.1046/j.1440-172X.2003.00445.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025525&pid=S0870-8231201600040000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McAndrew, L. M., Musumeci-Szab&oacute;, T. J., Mora, P. A., Vileikyte, L., Burns, E., Halm, E. A., . . . Leventhal, H. (2008). Using the common  sense model to design interventions for the prevention and management of chronic illness threats: From description to process. <i>British Journal  of Health Psychology, 13</i>, 195-204. doi: 10.1348/135910708X295604&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025526&pid=S0870-8231201600040000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McCarthy, M. J., Herbert, R., Brimacombe, M., Hansen, J., Wong, D., &amp; Zelman, M. (2002). Empowering parents through asthma education.  <i>Pediatric Nursing, 28</i>, 468-473.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025527&pid=S0870-8231201600040000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McQuaid, E. L., Walders, N., Kopel, S. J., Fritz, G. K., &amp; Klinnert, M. D. (2005). Pediatric asthma management in the family context: The  family asthma management system scale. <i>Journal of Pediatric Psychology, 30</i>, 492-502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025529&pid=S0870-8231201600040000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Orrell-Valente, J. K., Jarlsberg, L. G., Hill, L., &amp; Cabana, M. (2008). At what age do children start taking daily asthma medicines on  their own?. <i>Pediatrics</i>, 122, e1186-e1192. doi: 10.1542/peds.2008-0292&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025531&pid=S0870-8231201600040000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Osman, L. M., &amp; Calder, C. (2004). Implementing asthma education programmes in paediatric respiratory care: Settings, timing, people and  evaluation. <i>Paediatric Respiratory Reviews, 5</i>, 140-146. doi: 10.1016/j.prrv.2004.01.009&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025532&pid=S0870-8231201600040000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pearce, N., A&iuml;t-Khaled, N., Beasley, R., Mallol, J., Keil, U., Mitchell, E., . . . ISAAC Phase Three Study Group. (2007). Worldwide trends  in the prevalence of asthma symptoms: Phase III of the International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC). <i>Thorax, 62</i>,  758-766.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025533&pid=S0870-8231201600040000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rabe, K. F., Adachi, M., Lai, C. W., Soriano, J. B., Vermeire, P. A., Weiss, K. B., &amp; Weiss, S. T. (2004). Worldwide severity and control  of asthma in children and adults: The global asthma insights and reality surveys. <i>Journal of Allergy and Clinical Immunology, 114</i>, 40-47.  doi: 10.1016/j.jaci.2004.04.042&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025535&pid=S0870-8231201600040000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sameroff, A., &amp; Seifer, R. (1983). Familial risk and child competence. <i>Child Development, 54</i>, 1254-1268.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025536&pid=S0870-8231201600040000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, M. C. (2010). <i>Viv&ecirc;ncia parental da doen&ccedil;a cr&oacute;nica: Estudo sobre a experi&ecirc;ncia subjectiva da doen&ccedil;a  em m&atilde;es de crian&ccedil;as com fibrose qu&iacute;stica e com diabetes</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Colibri /  Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025538&pid=S0870-8231201600040000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sawyer, M. G., Reynolds, K., Couper, J., French, D., Kennedy, D., Martin, J., . . . Baghurst, P. A. (2005). A two-year prospective study of the  health-related quality of life of children with chronic illness &ndash; The parents&rsquo; perspective. <i>Quality of Life Research, 14</i>,  395-405. doi: 10.1007/s11136-004-0786-y</p>     <!-- ref --><p>Silva, C. M., &amp; Barros, L. (2013). Asthma knowledge, subjective assessment of severity and symptom perception in parents of children with  asthma. <i>Journal of Asthma, 50</i>, 1002-1009. doi: 10.3109/02770903.2013.822082&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025541&pid=S0870-8231201600040000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Silva, C. M., &amp; Barros, L. (2014). Pediatric asthma management: study of the family asthma management system scale with a Portuguese  sample. <i>Children&rsquo;s Health Care, 43</i>, 203-220. doi: 10.1080/02739615.2013.837822</p>     <p>Silva, C. M., Barros, L., &amp; Sim&otilde;es, F. (2015). Health-related quality of life in paediatric asthma: Children&rsquo;s and  parents&rsquo; perspectives. <i>Psychology, Health &amp; Medicine, 20</i>, 940-954. doi: 10.1080/13548506.2014.969745</p>     <!-- ref --><p>Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Cl&iacute;nica. (2007). <i>Manual educacional do doente: Asma br&ocirc;nquica</i>. Lisboa:  SPAIC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025544&pid=S0870-8231201600040000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sockrider, M., Abramson, S., Brooks, E., Caviness, A. C., Pilney, S., Koerner, C., &amp; Macias, C. (2006). Delivering tailored asthma family  education in a pediatric emergency department setting: A pilot study. <i>Pediatrics, 117</i>, S135-S144. doi: 10.1542/peds.2005-2000K&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025546&pid=S0870-8231201600040000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Teach, S., Crain, E., Quint, D., Hylan, M., &amp; Joseph, J. (2006). Improved asthma outcomes in a high-morbidity pediatric population.  <i>Archives of Pediatrics &amp; Adolescent Medicine, 160</i>, 535-541. doi: 10.1001/archpedi.160.5.535&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025547&pid=S0870-8231201600040000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Cl&aacute;udia Mendes da Silva, Departamento de Psicologia e  Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade da Beira Interior, R. Marqu&ecirc;s de &Aacute;vila e Bolama, 6201-001 Covilh&atilde;, Portugal.  E-mail: <a href="mailto:cmsilva@ubi.pt">cmsilva@ubi.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o foi parcialmente suportada por uma Bolsa de Doutoramento da Funda&ccedil;&atilde;o para Ci&ecirc;ncia e  Tecnologia (SFRH/BD/44757/2008) do primeiro autor</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 25/03/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 09/03/2016</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bacharier]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boner]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carlsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Eigenmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Frischer]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Götz]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>The European Pediatric Asthma Group</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Diagnosis and treatment of asthma in childhood: A PRACTALL consensus report]]></article-title>
<source><![CDATA[Allergy]]></source>
<year>2008</year>
<volume>63</volume>
<page-range>5-34</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia pediátrica: Perspectiva desenvolvimentista (2ª ed.)]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Climepsi]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bonner]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zimmerman]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Evans]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Irigoyen]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Resnick]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mellins]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An individualized intervention to improve asthma management among urban latino and african-american families]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Asthma]]></source>
<year>2002</year>
<volume>39</volume>
<page-range>167-179</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borrelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McQuaid]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Novak]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hammond]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Motivating latino caregivers of children with asthma to quit smoking: A randomized trial]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Consulting and Clinical Psychology]]></source>
<year>2010</year>
<volume>78</volume>
<page-range>34-43</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boychuck]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DeMesa]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kiyabu]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yamamoto]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yamamoto]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sanderson]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chong]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Change in approach and delivery of medical care in children with asthma: Results from a multicenter emergency department educational asthma management program]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2006</year>
<volume>117</volume>
<page-range>S145-S151</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boyle]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baker]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kemp]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[School-based asthma: A study in an African American elementary school]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Transcultural Nursing]]></source>
<year>2004</year>
<volume>15</volume>
<page-range>195-206</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bravata]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gienger]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Holty]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sundaram]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Khazeni]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wise]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Owens]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Quality improvement strategies for children with asthma: A systematic review]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Pediatric & Adolescent Medicine]]></source>
<year>2009</year>
<volume>163</volume>
<page-range>572-581</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Butz]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pham]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lewis]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lewis]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hill]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Walker]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Winkelstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Rural children with asthma: Impact of a parent and child asthma education program]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Asthma]]></source>
<year>2005</year>
<volume>42</volume>
<page-range>813-821</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carona]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bullinger]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessing paediatric health-related quality of life within a cross-cultural perspective: Semantic and pilot validation study of the Portuguese versions of DISABKIDS-37]]></article-title>
<source><![CDATA[Vulnerable Children and Youth Studies]]></source>
<year>2011</year>
<volume>6</volume>
<page-range>144-156</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Celano]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Klinnert]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Holsey]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McQuaid]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Validity of the Family Asthma Management System Scale with an urban African-American sample]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Pediatric Psychology]]></source>
<year>2011</year>
<volume>36</volume>
<page-range>576-585</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chang]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Treatment of asthma in children]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Gershwin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Albertson]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Current clinical practice - Bronchial asthma: A guide for practical understanding and treatment]]></source>
<year>2006</year>
<edition>5</edition>
<page-range>65-111</page-range><publisher-loc><![CDATA[New Jersey ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Humana Press Inc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chiang]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Huang]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yeh]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lu]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of a self-management asthma educational program in Taiwan based on PRECEDE-PROCEED model for parents with asthmatic children]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Asthma]]></source>
<year>2004</year>
<volume>41</volume>
<page-range>205-215</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coffman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cabana]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Halpin]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yelin]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of asthma education on children’s use of acute care services: A meta-analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2008</year>
<volume>121</volume>
<page-range>575-586</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Direcção-Geral da Saúde.</collab>
<source><![CDATA[Manual de Boas Práticas na Asma]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DGS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Drotar]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psychological interventions in childhood chronic illness]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Psychological Association]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gaspar]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Epidemiologia da asma grave]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Imunoalergologia]]></source>
<year>2006</year>
<volume>14</volume>
<numero>^s2</numero>
<issue>^s2</issue>
<supplement>2</supplement>
<page-range>27-41</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Global Initiative for Asthma</collab>
<source><![CDATA[Global strategy for asthma management and prevention]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guevara]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wolf]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grum]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clark]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of educational interventions for self-management of asthma in children and adolescent: systematic review and meta-analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[British Medical Journal]]></source>
<year>2003</year>
<volume>326</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ho]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bender]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gavin]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[O’Connor]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wamboldt]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. Z.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wamboldt]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relations among asthma knowledge, treatment adherence, and outcome]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Allergy and Clinical Immunology]]></source>
<year>2003</year>
<volume>111</volume>
<page-range>498-502</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Horne]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weinman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patients’ beliefs about prescribed medicines and their role in adherence to treatment in chronic physical illness]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Psychosomatic Research]]></source>
<year>1999</year>
<volume>47</volume>
<page-range>555-567</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hovell]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Meltzer]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wahlgren]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matt]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hofstetter]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jones]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pirkle]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Asthma management and environmental tobacco smoke exposure reduction in latino children: A controlled trial]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2002</year>
<volume>110</volume>
<page-range>946-956</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Klinnert]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McQuaid]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gavin]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessing the family asthma management system]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Asthma]]></source>
<year>1997</year>
<volume>34</volume>
<page-range>77-88</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kotses]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Creer]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Asthma self-management]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Harver]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kotses]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Asthma, health and society: A public health perspective]]></source>
<year>2010</year>
<page-range>117-139</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kuijer]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[De Ridder]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Colland]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schreurs]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sprangers]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of a short self-management intervention for patients with asthma and diabetes: Evaluating health-related quality of life using then-test methodology]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology & Health]]></source>
<year>2007</year>
<volume>22</volume>
<page-range>387-411</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kumar]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gershwin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-management in asthma]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Gershwin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Albertson]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Current clinical practice - Bronchial asthma: A guide for practical understanding and treatment]]></source>
<year>2006</year>
<edition>5</edition>
<page-range>343-356</page-range><publisher-loc><![CDATA[New Jersey ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Humana Press Inc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lemanek]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kamps]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chung]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Empirically supported treatments in pediatric psychology: Regimen adherence]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Pediatric Psychology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>26</volume>
<page-range>253-275</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Delgado]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Asma brônquica pediátrica]]></article-title>
<source><![CDATA[Conhecimentos do doente e família. Revista Portuguesa de Imunoalergologia]]></source>
<year>2008</year>
<volume>16</volume>
<page-range>241-262</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maltby]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kristjanson]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coleman]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The parenting competency framework: Learning to be a parent of a child with asthma]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Nursing Practice]]></source>
<year>2003</year>
<volume>9</volume>
<page-range>368-373</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McAndrew]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Musumeci-Szabó]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mora]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vileikyte]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burns]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Halm]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leventhal]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Using the common sense model to design interventions for the prevention and management of chronic illness threats: From description to process]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Health Psychology]]></source>
<year>2008</year>
<volume>13</volume>
<page-range>195-204</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McCarthy]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Herbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brimacombe]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hansen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wong]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zelman]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Empowering parents through asthma education]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatric Nursing]]></source>
<year>2002</year>
<volume>28</volume>
<page-range>468-473</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McQuaid]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Walders]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kopel]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fritz]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Klinnert]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pediatric asthma management in the family context: The family asthma management system scale]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Pediatric Psychology]]></source>
<year>2005</year>
<volume>30</volume>
<page-range>492-502</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Orrell-Valente]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jarlsberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hill]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cabana]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[At what age do children start taking daily asthma medicines on their own?]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2008</year>
<volume>122</volume>
<page-range>e1186-e1192</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Osman]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Calder]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Implementing asthma education programmes in paediatric respiratory care: Settings, timing, people and evaluation]]></article-title>
<source><![CDATA[Paediatric Respiratory Reviews]]></source>
<year>2004</year>
<volume>5</volume>
<page-range>140-146</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pearce]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aït-Khaled]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beasley]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mallol]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Keil]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mitchell]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>ISAAC Phase Three Study Group</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Worldwide trends in the prevalence of asthma symptoms: Phase III of the International Study of Asthma and Allergies in Childhood]]></article-title>
<source><![CDATA[Thorax]]></source>
<year>2007</year>
<volume>62</volume>
<page-range>758-766</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rabe]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Adachi]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lai]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Soriano]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vermeire]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weiss]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weiss]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Worldwide severity and control of asthma in children and adults: The global asthma insights and reality surveys]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Allergy and Clinical Immunology]]></source>
<year>2004</year>
<volume>114</volume>
<page-range>40-47</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sameroff]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seifer]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Familial risk and child competence]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1983</year>
<volume>54</volume>
<page-range>1254-1268</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Vivência parental da doença crónica: Estudo sobre a experiência subjectiva da doença em mães de crianças com fibrose quística e com diabetes]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Colibri / Instituto Politécnico de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sawyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reynolds]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Couper]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[French]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kennedy]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martin]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baghurst]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A two-year prospective study of the health-related quality of life of children with chronic illness - The parents’ perspective]]></article-title>
<source><![CDATA[Quality of Life Research]]></source>
<year>2005</year>
<volume>14</volume>
<page-range>395-405</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Asthma knowledge, subjective assessment of severity and symptom perception in parents of children with asthma]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Asthma]]></source>
<year>2013</year>
<volume>50</volume>
<page-range>1002-1009</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pediatric asthma management: study of the family asthma management system scale with a Portuguese sample]]></article-title>
<source><![CDATA[Children’s Health Care]]></source>
<year>2014</year>
<volume>43</volume>
<page-range>203-220</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Health-related quality of life in paediatric asthma: Children’s and parents’ perspectives]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology]]></source>
<year>2015</year>
<volume>Health & Medicine</volume>
<page-range>20, 940-954</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.</collab>
<source><![CDATA[Manual educacional do doente: Asma brônquica]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SPAIC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sockrider]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abramson]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brooks]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Caviness]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pilney]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koerner]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Macias]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Delivering tailored asthma family education in a pediatric emergency department setting: A pilot study]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2006</year>
<volume>117</volume>
<page-range>S135-S144</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teach]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crain]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quint]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hylan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Joseph]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Improved asthma outcomes in a high-morbidity pediatric population]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine]]></source>
<year>2006</year>
<volume>160</volume>
<page-range>535-541</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
