<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312016000400009</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.1100</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Versão Portuguesa da Escala de Perceção da Criança sobre os Conflitos Interparentais - Versão para crianças dos 7 aos 9 anos]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Isabel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[Telma Catarina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Fernando Pessoa FCHS Departamento de Ciências Humanas e Sociais]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Instituto Superior Ciências da Saúde Egas Moniz  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>34</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>457</fpage>
<lpage>468</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312016000400009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312016000400009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312016000400009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[As perceções da criança acerca dos conflitos interparentais constituem um importante fator mediador do impacto que estes têm no seu desenvolvimento, pelo que se torna crucial uma adequada avaliação. Neste artigo apresentamos a versão portuguesa da Escala de Perceção da Criança dos Conflitos Interparentais (EPCCI-C), cujo original designado por Children’s Perception of Interparental Conflict Scale for Young Children (CPIC-Y) foi desenvolvido por Grych em 2000. Esta escala de autorrelato tem como objetivo avaliar as perceções produzidas pelas crianças entre os sete e os nove anos de idade acerca dos conflitos entre os pais, tais como as características dos incidentes, a perceção de ameaça, de culpa e a representação sobre a relação pais-criança. Esta versão foi testada em contexto escolar com uma amostra de crianças do 1º ciclo de ensino básico e revelou boas qualidades psicométricas. Estas propriedades e outros elementos caracterizadores do instrumento são discutidos neste artigo.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The perception of children about interparental conflicts are an important mediator of the impact of those conflicts in their development, therefore an appropriate assessment is essential. In this paper we present the Portuguese version of Children’s Perception of Interparental Conflict Scale for Young Children (CPIC-Y) originally introduced by Grych in 2000 - Escala de Perceção da Criança dos Conflitos Interparentais (EPCCI-C). The objective of this self-report scale is to assess the perception of children between seven and nine years old about interparental conflicts, namely the properties of the conflicts (frequency, intensity, resolution), threat, guilt, and parent-child relationship. This version was tested with a sample of children from primary education schools, revealing good psychometric qualities. These proprieties and the characteristics of the scale are discussed in more detail in this paper.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Criança]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Conflitos interparentais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Children]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Interparental conflict]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Assessment]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Vers&atilde;o Portuguesa da Escala de Perce&ccedil;&atilde;o da Crian&ccedil;a sobre os Conflitos Interparentais &ndash; Vers&atilde;o para  crian&ccedil;as dos 7 aos 9 anos (EPCCI-C)</b></p>     <p><b>Ana Isabel Sani<sup>1</sup>, Telma Catarina Almeida<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, FCHS da Universidade Fernando Pessoa</p>     <p><sup>2</sup>Instituto Superior Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de Egas Moniz</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As perce&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a acerca dos conflitos interparentais constituem um importante fator mediador do impacto que estes  t&ecirc;m no seu desenvolvimento, pelo que se torna crucial uma adequada avalia&ccedil;&atilde;o. Neste artigo apresentamos a vers&atilde;o  portuguesa da Escala de Perce&ccedil;&atilde;o da Crian&ccedil;a dos Conflitos Interparentais (EPCCI-C), cujo original designado por  Children&rsquo;s Perception of Interparental Conflict Scale for Young Children (CPIC-Y) foi desenvolvido por Grych em 2000. Esta escala de  autorrelato tem como objetivo avaliar as perce&ccedil;&otilde;es produzidas pelas crian&ccedil;as entre os sete e os nove anos de idade acerca dos  conflitos entre os pais, tais como as caracter&iacute;sticas dos incidentes, a perce&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a, de culpa e a  representa&ccedil;&atilde;o sobre a rela&ccedil;&atilde;o pais-crian&ccedil;a. Esta vers&atilde;o foi testada em contexto escolar com uma amostra  de crian&ccedil;as do 1&ordm; ciclo de ensino b&aacute;sico e revelou boas qualidades psicom&eacute;tricas. Estas propriedades e outros elementos  caracterizadores do instrumento s&atilde;o discutidos neste artigo.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Crian&ccedil;a, Conflitos interparentais, Avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The perception of children about interparental conflicts are an important mediator of the impact of those conflicts in their development,  therefore an appropriate assessment is essential. In this paper we present the Portuguese version of Children&rsquo;s Perception of Interparental  Conflict Scale for Young Children (CPIC-Y) originally introduced by Grych in 2000 &ndash; <i>Escala de Perce&ccedil;&atilde;o da Crian&ccedil;a dos  Conflitos Interparentais</i> (EPCCI-C). The objective of this self-report scale is to assess the perception of children between seven and nine  years old about interparental conflicts, namely the properties of the conflicts (frequency, intensity, resolution), threat, guilt, and parent-child  relationship. This version was tested with a sample of children from primary education schools, revealing good psychometric qualities. These  proprieties and the characteristics of the scale are discussed in more detail in this paper.</p>     <p><b>Key words</b>: Children, Interparental conflict, Assessment.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A exposi&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as &agrave; viol&ecirc;ncia entre os pais &eacute; um problema social de dimens&atilde;o  p&uacute;blica (Chaves &amp; Sani, 2014; Sani, 2015; Sani &amp; Almeida, 2011a), cuja visibilidade social surge atrav&eacute;s da  investiga&ccedil;&atilde;o que se tem vindo a desenvolver nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas (e.g., Carlson, 1984; Louren&ccedil;o &amp; Lisboa,  1992; Sani, 2011) e da evid&ecirc;ncia comprovada por muitos dos profissionais do terreno, que nos dom&iacute;nios p&uacute;blico e privado da sua  interven&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m alertado para o crescente n&uacute;mero de casos de crian&ccedil;as que entram em contacto com diversos  servi&ccedil;os (cf. APAV, 2014; SSI, 2015). Estes dados tornam evidente a pertin&ecirc;ncia de se avaliar este fen&oacute;meno de  vitima&ccedil;&atilde;o infantil e o seu o impacto, real&ccedil;ando a import&acirc;ncia de, em termos metodol&oacute;gicos, partirmos da  crian&ccedil;a e da an&aacute;lise das perce&ccedil;&otilde;es constru&iacute;das por ela em torno destas experi&ecirc;ncias (Rooij, Schuur,  Steketee, Mak, &amp; Pels, 2015).</p>     <p>Existem diversos contextos, nos quais avaliar o impacto da vitima&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as se tem revelado de enorme  import&acirc;ncia. Al&eacute;m da escola e dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, outro dos grandes contextos de contacto com crian&ccedil;as em  situa&ccedil;&atilde;o de risco por exposi&ccedil;&atilde;o viol&ecirc;ncia interparental &eacute; o sistema de justi&ccedil;a, surgindo aqui a  avalia&ccedil;&atilde;o como primordial para auxiliar os magistrados na melhor decis&atilde;o que vise a promo&ccedil;&atilde;o e  prote&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a (Gon&ccedil;alves &amp; Sani, 2015). A sua participa&ccedil;&atilde;o na justi&ccedil;a &eacute;  conseguida, em muito, mediante a audi&ccedil;&atilde;o da mesma (Melo &amp; Sani, 2015) e da avalia&ccedil;&atilde;o a que por vezes esta  est&aacute; sujeita, atrav&eacute;s do envolvimento de peritos na realiza&ccedil;&atilde;o relat&oacute;rios forenses (Katz, 2014; Sani &amp;  Almeida, 2011b). Assim, h&aacute; em determinados contextos uma necessidade de instrumentos que auxiliem na avalia&ccedil;&atilde;o do impacto de  certos fen&oacute;menos de vitima&ccedil;&atilde;o infantil.</p>     <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno da exposi&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a aos conflitos interparentais h&aacute; que ter em  conta diversos fatores considerados mediadores do impacto (Overbeek, Schipper, Willemen, Lamers-Winkelman, &amp; Schuengel, 2015; Sani, 2006a), que  permitem perceber a variabilidade experiencial destas crian&ccedil;as, a qual se traduz em consequ&ecirc;ncias diversas a curto m&eacute;dio e  longo prazos (Almeida &amp; Sani, 2014; Bedi &amp; Goddard, 2007; Grasso et al., 2015; Sani, 2007). Entre estes fatores est&atilde;o  vari&aacute;veis que apelam &agrave;s constru&ccedil;&otilde;es cognitivas que cada crian&ccedil;a elabora acerca dos conflitos violentos entre os  pais (Grych &amp; Fincham, 1990; Grych, Seid &amp; Fincham, 1992; Jouriles, McDonald, Mueller, &amp; Grych, 2013; Mendes &amp; Sani, 2014, 2015) e  que influenciam o seu ajustamento global.</p>     <p>Os estudos em Portugal sobre a viol&ecirc;ncia interparental s&atilde;o ainda recentes, sendo escassa a investiga&ccedil;&atilde;o com  popula&ccedil;&otilde;es dos sete aos nove anos de idade. Assim, atendendo &agrave; falta de instrumentos nacionais que avaliem o impacto dessa  viol&ecirc;ncia em crian&ccedil;as dos sete aos nove anos, tornou-se importante validar uma escala que permitisse avaliar a perce&ccedil;&otilde;es  destas crian&ccedil;as face ao conflito entre estes cuidadores prim&aacute;rios. Neste sentido, neste artigo &eacute; apresentado o processo de  valida&ccedil;&atilde;o de um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, destinado a crian&ccedil;as do 1&ordm; ciclo do ensino  b&aacute;sico, que tenham experienciado conflitos violentos entre os pais. Este instrumento tem por base um modelo te&oacute;rico de  refer&ecirc;ncia, segundo qual a compreens&atilde;o do impacto dessa experi&ecirc;ncia por parte da crian&ccedil;a, passa por considerar as  avalia&ccedil;&otilde;es que a crian&ccedil;a faz baseadas na cogni&ccedil;&atilde;o e no afeto associados ao significado do stressor para o seu  bem-estar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Fundamenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica</b></p>     <p>A Escala de Perce&ccedil;&atilde;o da Crian&ccedil;a dos Conflitos Interparentais (EPCCI-C) &eacute; um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o  psicol&oacute;gica, cuja origem te&oacute;rica se fundamenta no modelo cognitivo-contextual de Grych e Fincham (1990), segundo o qual o impacto  sofrido pela exposi&ccedil;&atilde;o aos conflitos interparentais &eacute; influenciado pelo modo como esses conflitos se expressam e pelas  interpreta&ccedil;&otilde;es que a crian&ccedil;a elabora acerca dos mesmos. Perante os conflitos, a crian&ccedil;a tende a interpretar os sinais  espec&iacute;ficos dos epis&oacute;dios desagrad&aacute;veis, desencadeando atrav&eacute;s dessa significa&ccedil;&atilde;o, respostas emocionais e  cognitivas. A crian&ccedil;a elabora a partir dessa interpreta&ccedil;&atilde;o uma resposta de <i>coping</i> subjacente, quer &agrave; sua  resposta afetiva, quer ao seu esfor&ccedil;o cognitivo na perce&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia entre os pais. Deste modo, as suas  emo&ccedil;&otilde;es e as cogni&ccedil;&otilde;es encontram-se em processo din&acirc;mico, potenciando uma resposta por parte da crian&ccedil;a  (Grych &amp; Cardoza-Fernandes, 2001).</p>     <p>Segundo este modelo (cf. <a href="#f1">Figura 1</a>), perante a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia interparental, a  crian&ccedil;a come&ccedil;a por avaliar o n&iacute;vel de amea&ccedil;a ocasionado pelo conflito (processamento prim&aacute;rio), depois procura  compreender a raz&atilde;o da sua ocorr&ecirc;ncia (processamento secund&aacute;rio) e decide como responder ao evento (<i>coping</i>) (Grych,  1998; Grych &amp; Fincham, 1990). O processamento prim&aacute;rio &eacute; influenciado pelas caracter&iacute;sticas do conflito (frequ&ecirc;ncia,  intensidade, conte&uacute;do e resolu&ccedil;&atilde;o). Se os conflitos familiares forem frequentes, intensos, n&atilde;o resolvidos e centrados  na crian&ccedil;a, poder&atilde;o ocasionar efeitos mais negativos (Iraurgi, Mart&iacute;nez-Pampliega, Iriarte, &amp; Sanz, 2011) e maior  perce&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a (Grych &amp; Fincham, 1990). Na fase do processamento secund&aacute;rio, a crian&ccedil;a forma  significados referentes &agrave; culpa, &agrave; estabilidade da causa e &agrave; efic&aacute;cia das estrat&eacute;gias de <i>coping</i>. A  perce&ccedil;&atilde;o de culpa por parte da crian&ccedil;a remete para a sua responsabiliza&ccedil;&atilde;o face ao epis&oacute;dio de conflito  entre os pais, sendo tanto maior se os conte&uacute;dos dos conflitos estiverem relacionados com a crian&ccedil;a, aumentando assim, a sua  perce&ccedil;&atilde;o de vergonha. A perce&ccedil;&atilde;o de estabilidade causal por parte da crian&ccedil;a, remete para a causalidade do  epis&oacute;dio de conflito, que percebido como est&aacute;vel, poder&aacute; proporcionar-lhe n&iacute;veis de maior stress negativo, na medida em  que a estabilidade do processo levanta a possibilidade dos conflitos n&atilde;o cessarem. A perce&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a face &agrave;s  suas estrat&eacute;gias de <i>coping</i> pode apoiar a cren&ccedil;a desta ser ou n&atilde;o capaz de lidar eficazmente com os conflitos entre os  progenitores (Grych &amp; Fincham, 1990). A avalia&ccedil;&atilde;o efetuada pela crian&ccedil;a pode ainda perdurar ap&oacute;s a  cessa&ccedil;&atilde;o do conflito entre os pais, uma vez que os pensamentos sobre o evento tendem a permanecer, produzindo uma nova  compreens&atilde;o acerca do epis&oacute;dio de conflito (Grych &amp; Cardoza-Fernandes, 2001).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a09f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A EPCCI-C &eacute; uma das escalas que tem por base o modelo apresentado, o qual tem sido testado em v&aacute;rios estudos (e.g., Grych,  Fincham, Jouriles, &amp; McDonald, 2000; Grych, Seid, &amp; Fincham, 1992; Iraurgi et al., 2011; McDonald &amp; Grych, 2006) e fundamentado a  constru&ccedil;&atilde;o de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o (e.g., CPIC, CPIC-Y), que auxiliam na avalia&ccedil;&atilde;o do impacto da  exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia interparental ao considerar diversas vari&aacute;veis mediadoras. No estudo de Grych, Seid e  Fincham (1992) os autores mostram como as interpreta&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a sobre os conflitos entre os progenitores s&atilde;o  importantes para a compreens&atilde;o do seu impacto. A representa&ccedil;&atilde;o constru&iacute;da acerca das causas dos conflitos pode ser  adaptativa, aumentando a sua capacidade em prever novos epis&oacute;dios, antecipar comportamentos e responder de forma eficaz aos mesmos. No  entanto, outro tipo de atribui&ccedil;&otilde;es podem contribuir para os seus n&iacute;veis de stress. Por exemplo, devido a  interpreta&ccedil;&otilde;es cognitivas constru&iacute;das no decurso do processo de vitima&ccedil;&atilde;o (Grych &amp; Fincham, 1990; Grych,  Fincham, Jouriles, &amp; McDonald, 2000), a crian&ccedil;a pode desenvolver um sentimento de responsabiliza&ccedil;&atilde;o, que lhe induz  elevados n&iacute;veis de culpa e amea&ccedil;a, que podem traduzir-se em sintomatologia depressiva, de ansiedade e baixa autoestima (Grych et al.,  1992). Por sua vez, a resolu&ccedil;&atilde;o construtiva dos conflitos por parte dos progenitores pode funcionar como uma experi&ecirc;ncia  positiva para a crian&ccedil;a, criando em si a expetativa de resolu&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria dos conflitos interpessoais (Grych,  1998).</p>     <p>A EPCCI-C resulta da tradu&ccedil;&atilde;o da <i>Children&rsquo;s Perception of Interparental Conflict Scale for Young Children</i> (CPIC-Y)  que foi constru&iacute;da para avaliar como as crian&ccedil;as mais novas entre os 7 e os 9 anos percecionam os conflitos entre os pais (McDonald  &amp; Grych, 2006), dado n&atilde;o existir nenhum instrumentos para esta faixa et&aacute;ria e se considerar que a idade &eacute; das  vari&aacute;veis mais citadas na literatura como podendo explicar algumas das diferen&ccedil;as individuais encontradas ao n&iacute;vel do impacto  (Cummings &amp; Davies, 1994; Grych, 1998; Jouriles, Spiller, Stephens, McDonald, &amp; Swank, 2000). Refere a literatura que, atendendo &agrave;s  quest&otilde;es desenvolvimentais, as crian&ccedil;as mais novas tendem a perceber os conflitos de forma diferente das crian&ccedil;as mais velhas,  podendo estas diferen&ccedil;as dever-se ao modo como compreendem aspetos mais complexos (Miller &amp; Aloise, 1989 as cited in Grych, 1998) e que  influenciam as suas interpreta&ccedil;&otilde;es sobre os conflitos interparentais e a forma como os resolvem (Grych, 1998). Segundo Grych e  Fincham (1990) as crian&ccedil;as mais novas n&atilde;o t&ecirc;m, ainda, estruturados os processos cognitivos sofisticados que lhes permitam  utilizar uma avalia&ccedil;&atilde;o eficaz das estrat&eacute;gias de <i>coping</i>. O comportamento das crian&ccedil;as mais novas &eacute; mais  influenciado por processos prim&aacute;rios (identifica&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a), dando por isso lugar a respostas menos eficazes. As  crian&ccedil;as mais novas fazem uma maior autoatribui&ccedil;&atilde;o de culpa (evidenciam mais egocentrismo) e exibem maior  perce&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a face a situa&ccedil;&otilde;es de adversidade (utilizam mais a ideia da cat&aacute;strofe), criando  cogni&ccedil;&otilde;es mais disfuncionais comparativamente com as crian&ccedil;as mais velhas (Grych, 1998; Jouriles et al., 2000). Por sua vez,  as crian&ccedil;as mais velhas utilizam mais processos de resposta secund&aacute;rios (avalia&ccedil;&atilde;o dos acontecimentos) utilizando  respostas tendencionalmente mais elaboradas e eficazes (Grych &amp; Fincham, 1990) e evidenciando tamb&eacute;m maior capacidade de  regula&ccedil;&atilde;o emocional (Margolin &amp; Gordis, 2000).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A EPCCI-C surge assim da adapta&ccedil;&atilde;o da <i>Children&rsquo;s Perceptions of Interparental Conflict</i>  (CPIC<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>) que foi o primeiro instrumento constru&iacute;do por Grych, Seid e Fincham em 1992. Na  vers&atilde;o original a CPIC-Y apresenta um tamanho mais reduzido que a CPIC, com apenas 22 itens, aos quais foram acrescentados 12 referentes  &agrave; rela&ccedil;&atilde;o pais-filhos, de modo a ampliar-se as quest&otilde;es de foco e tornar a medida menos redundante ou mon&oacute;tona  quando fosse preenchida por crian&ccedil;as mais novas (McDonald &amp; Grych, 2006). Importa referir que estes 12 itens n&atilde;o foram usados na  valida&ccedil;&atilde;o do instrumento, uma vez que n&atilde;o podem ser concebidos como indicadores das perce&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a  sobre os conflitos interparentais.</p>     <p>Para esta nova vers&atilde;o, os autores procederam ainda a uma simplifica&ccedil;&atilde;o da linguagem utilizada na primeira vers&atilde;o do  instrumento (encurtando frases e o n&uacute;mero de palavras multisil&aacute;bicas, enfatizando a voz ativa e n&atilde;o a passiva e eliminando a  dupla negativa), e alteraram tamb&eacute;m o estilo de resposta (passando de uma escala de <i>likert</i> para uma escala de resposta  dicot&oacute;mica) (McDonald &amp; Grych, 2006).</p>     <p>Passemos ent&atilde;o &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o do estudo portugu&ecirc;s que pretendeu a valida&ccedil;&atilde;o da Escala de  Perce&ccedil;&atilde;o da Crian&ccedil;a sobre os Conflitos Interparentais (EPCCI-C). A vers&atilde;o original da CPIC-Y foi validada com uma  amostra de 179 crian&ccedil;as entre os 7 os 9 anos de idade, tendo revelado um n&iacute;vel de consist&ecirc;ncia interna satisfat&oacute;rio e a  determina&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s subescalas (propriedades do conflito, amea&ccedil;a e culpa) e uma outra dimens&atilde;o referente  &agrave; rela&ccedil;&atilde;o pais-filhos que n&atilde;o entrou para a an&aacute;lise fatorial da escala original (McDonald &amp; Grych, 2006).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>ESTUDO PORTUGU&Ecirc;S DE VALIDA&Ccedil;&Atilde;O DA EPCCI-C</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Neste estudo de valida&ccedil;&atilde;o com uma amostra portuguesa, participaram apenas crian&ccedil;as que em algum momento das suas vidas  tivessem vivido com ambas as figuras parentais, assegurando a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o entre pais e filhos. Assim, a amostra  constituiu 765 crian&ccedil;as do 1&ordm; ciclo de escolas p&uacute;blicas (73%) e privadas (27%) do norte e centro do pa&iacute;s, das quais 395  eram do sexo masculino e 370 do sexo feminino. Desta amostra, 197 crian&ccedil;as tinham 7 anos de idade (25.8%), 263 crian&ccedil;as tinham 8  (34.4%) e 305 tinham 9 anos (39.9%) (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a09t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Da an&aacute;lise da <a href="#t1">Tabela 1</a> verifica-se que os valores se encontram aproximados em termos de frequ&ecirc;ncia para as  vari&aacute;veis sexo e ano de escolaridade. Verifica-se ainda, que a maior parte das crian&ccedil;as desta amostra tem irm&atilde;os (80.8%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento</i></p>     <p>A EPCCI-C (vers&atilde;o portuguesa) resultou de um trabalho pr&eacute;vio de tradu&ccedil;&atilde;o e retrovers&atilde;o, que respeitou quer a  estrutura quer a ordem dos itens. Primeiramente foi realizada a tradu&ccedil;&atilde;o por um dos investigadores bilingue e posteriormente, a  retrovers&atilde;o foi feita por um elemento externo &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m bilingue e com conhecimentos na &aacute;rea  da psicologia. Comparadas as duas vers&otilde;es chegou-se &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma vers&atilde;o final para  investiga&ccedil;&atilde;o, tendo-se avan&ccedil;ado para a realiza&ccedil;&atilde;o de um pr&eacute;-teste do instrumento.</p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o do instrumento pode ser efetuada em grupo ou de forma individual. &Eacute; importante enfatizar junto das  crian&ccedil;as a n&atilde;o exist&ecirc;ncia de respostas certas ou erradas. Uma vez que a escala visa uma administra&ccedil;&atilde;o em  crian&ccedil;as muito novas, &eacute; aconselh&aacute;vel a leitura em voz alta por parte do investigador, &agrave; medida que estas v&atilde;o  respondendo. Este procedimento pretende assegurar o esclarecimento de d&uacute;vidas no imediato.</p>     <p>A administra&ccedil;&atilde;o demora cerca de 45 minutos para os casos de aplica&ccedil;&atilde;o em grupo, uma vez que o eventual  esclarecimento de d&uacute;vidas pode tornar este processo mais demorado e cerca de 20 minutos para os casos de administra&ccedil;&atilde;o  individual. O sistema de cota&ccedil;&atilde;o &eacute; efetuado pontuando com 0 para cada resposta negativa (&ldquo;N&atilde;o&rdquo;) e pontuando  com 1 cada resposta positiva (&ldquo;Sim&rdquo;), &agrave; exce&ccedil;&atilde;o dos itens 1, 6 e 34 (vers&atilde;o original) cuja  cota&ccedil;&atilde;o &eacute; invertida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i> </P     <p>Obtida a autoriza&ccedil;&atilde;o por parte dos autores da escala e constru&iacute;da a vers&atilde;o para investiga&ccedil;&atilde;o,  procedeu-se ao contacto com institui&ccedil;&otilde;es de ensino (agrupamentos e escolas do 1&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico) com o objetivo  de termos a autoriza&ccedil;&atilde;o das mesmas para a participa&ccedil;&atilde;o de alunos neste estudo. Ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o da  autoriza&ccedil;&atilde;o dos agrupamentos e das escolas e do consentimento dos progenitores e das crian&ccedil;as, procedeu-se &agrave;  administra&ccedil;&atilde;o do instrumento, o qual foi realizado em grupo no contexto de sala de aula. A aplica&ccedil;&atilde;o demorou cerca de  45 minutos, uma vez que houve esclarecimento de d&uacute;vidas.</p>     <p>Importa ainda referir que n&atilde;o houve qualquer compensa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica aos participantes desta  investiga&ccedil;&atilde;o, sendo estes informados acerca do car&aacute;ter an&oacute;nimo, confidencial e volunt&aacute;rio da sua  participa&ccedil;&atilde;o. O per&iacute;odo de administra&ccedil;&atilde;o da escala decorreu entre outubro de 2008 e maio de 2009, tendo o  processo sido conclu&iacute;do em 2010/11.</p>     <p>Os instrumentos foram minuciosamente cotados, de forma a garantir a validade dos resultados. De modo a proceder &agrave;  adapta&ccedil;&atilde;o do instrumento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa foram realizadas an&aacute;lises quantitativas e qualitativas  aos itens da escala. As primeiras an&aacute;lises, com vista &agrave; averigua&ccedil;&atilde;o das qualidades psicom&eacute;tricas da escala foram  efetuadas por meio do programa inform&aacute;tico <i>Statistical Package from Social Sciences</i> (SPSS).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>As an&aacute;lises quantitativas do instrumento permitiram concluir que a vers&atilde;o portuguesa da escala constitui, no geral, itens com  qualidades psicom&eacute;tricas satisfat&oacute;rias. Assim, e em termos da an&aacute;lise da precis&atilde;o da EPCCI-C, recorreu-se ao  c&aacute;lculo da consist&ecirc;ncia interna atrav&eacute;s do coeficiente <i>alpha de Cronbach</i>, valor obtido a partir da m&eacute;dia das  intercorrela&ccedil;&otilde;es entre os itens da escala. Os resultados obtidos usando os 22 itens da escala referentes &agrave;s  aprecia&ccedil;&otilde;es que a crian&ccedil;a faz dos conflitos entre os pais apontam para um valor de <i>alpha</i> de .79, que &eacute;  considerado aceit&aacute;vel (Maroco &amp; Garcia-Marques, 2006) (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a09t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na an&aacute;lise do poder discriminativo considerando os 22 itens, verificou-se que &agrave; semelhan&ccedil;a do estudo original, o item 23  cotou com um valor muito baixo e negativo de -.096 (<i>alpha de Cronbach</i>=0.786). A retirada do item 23 conduz a mudan&ccedil;as  consider&aacute;veis no valor do coeficiente <i>alfa</i> de <i>Cronbach</i>. Neste sentido procedeu-se &agrave; retirada do item 23 (&ldquo;Os  desentendimentos dos meus pais s&atilde;o sobre problemas de adultos.&rdquo;) obtendo-se um valor final do <i>alfa de Cronbach</i> de .80 para 21  itens.</p>     <p>Para apurar a validade de constructo foi verificado o coeficiente <i>Kaiser-Mayer-Olkin</i> (KMO), que compara correla&ccedil;&otilde;es  simples com correla&ccedil;&otilde;es parciais observadas nas vari&aacute;veis, o qual apontou um valor de .83. O teste de esfericidade de  <i>Bartlett</i> apresentou um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia inferior a <i>p</i>&lt;.001, apontando para a exist&ecirc;ncia de  correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis e o valor do teste de qui-quadrado de 3901.498 (<i>df</i>=210; <i>p</i>=.000). Tendo por base  estes resultados avan&ccedil;ou-se para uma an&aacute;lise fatorial.</p>     <p>Perante a necessidade de aprofundar o estudo das propriedades psicom&eacute;tricas do instrumento, recorreu-se &agrave; An&aacute;lise Fatorial  Confirmat&oacute;ria dos 21 itens para testar tr&ecirc;s poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es: A. Um modelo de base que sugere itens n&atilde;o  correlacionados; B. Uma solu&ccedil;&atilde;o fatorial que indique que a crian&ccedil;a n&atilde;o consegue distinguir as suas  rea&ccedil;&otilde;es subjetivas ao conflito interparental da natureza do conflito em si; C. Uma solu&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s fatores  semelhantes &agrave;s dimens&otilde;es encontradas no fator de an&aacute;lises do CPIC original. Os itens s&atilde;o especificados como  vari&aacute;veis dicot&oacute;micas e utilizou-se um procedimento de estima&ccedil;&atilde;o dos m&iacute;nimos quadrados usando uma matriz de peso  diagonal com erros padr&atilde;o robustos e estat&iacute;stica qui-quadrado significado e ajustou-vari&acirc;ncia, utilizando <i>software</i> AMOS  IBM SPSS (vers&atilde;o 23).</p>     <p>Para testar a solu&ccedil;&atilde;o A de um s&oacute; fator, especificou-se cada item como um indicador de um &uacute;nico fator. Por&eacute;m,  o modelo de base sugere a exist&ecirc;ncia de alguma estrutura subjacente &chi;<sup><i>2</i></sup>=1366,261 (<i>df210</i>; <i>n</i>=765);  <i>p</i>=0.000. A rela&ccedil;&atilde;o entre os graus de liberdade e o qui-quadrado (<i>&chi;<sup>2</sup>/df</i>=6.506) n&atilde;o &eacute;  a desej&aacute;vel (&gt;5). Este modelo n&atilde;o &eacute; considerado aceit&aacute;vel dado que o &iacute;ndice de qualidade do ajustamento (GFI)  &eacute; de 0.853. Embora com a raiz quadrada m&eacute;dia residual RMR seja de 0.048 (<i>p</i>&lt;.05), a raiz da m&eacute;dia dos quadrados dos  erros de aproxima&ccedil;&atilde;o RMSEA &eacute; de 0.079 (<i>p</i>&gt;.05), o que coloca em causa a bondade do modelo na popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A an&aacute;lise de acordo com a solu&ccedil;&atilde;o B que considera quatro fatores, dado que inclui os itens referentes ao relacionamento da  crian&ccedil;a com o pai e com a m&atilde;e, n&atilde;o foi considerado um modelo aceit&aacute;vel (RMR=.0691).</p>     <p>Para testar a solu&ccedil;&atilde;o C de tr&ecirc;s fatores foi utilizada a estrutura fatorial original da CPIC, tal como no estudo de  valida&ccedil;&atilde;o da CPIC-Y (McDonald &amp; Grych, 2006). Assim, os itens derivados da escala CPIC &ldquo;Propriedades conflito&rdquo;  original foram especificados como indicadores do primeiro fator, os itens derivados da escala original &ldquo;Amea&ccedil;a&rdquo; foram  especificados como indicadores do segundo fator, e os itens derivados da escala de &ldquo;Culpa/culpabiliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; original foram  especificados como indicadores da terceiro fator. O modelo surge como aceit&aacute;vel, apresentando os seguintes valores:  <i>&chi;<sup>2</i></sup>=572.797 (<i>df</i> 186; <i>n</i>=765); <i>p</i>=0.000. A rela&ccedil;&atilde;o entre os graus de liberdade e o  qui-quadrado (<i>&chi;<sup>2</sup>/df</i>=3.080 &eacute; aceit&aacute;vel. O GFI=0.938, a RMR=0.012 e a RMSEA=0.048 apresentam ambas um valor  considerado &oacute;timo.</p>     <p>O modelo de medida do CPIC-Y submetido &agrave; an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria (cf. <a href="#f1">Figura 2</a>) &eacute;  id&ecirc;ntico ao modelo de medida proposto pelos autores da vers&atilde;o original do instrumento (McDonald &amp; Grych, 2006), ou seja,  requereu-se a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s fatores (F1 &ndash; Propriedades do conflito, F2 &ndash; Amea&ccedil;a e F3 &ndash;  Culpabiliza&ccedil;&atilde;o), constitu&iacute;do cada um pelos seguintes itens: F1 &ndash; itens 1, 3, 4, 6, 8, 12, 14, 18, 21, 26 e 34; F2  &ndash; itens 11, 15, 20, 29, 32 e 34; e F3 &ndash; itens 9, 17, 23, 27 e 31).</p>     <p><a name="f2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a09f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria revelou um bom ajustamento do modelo de medida constitu&iacute;do pelos tr&ecirc;s fatores, cujos  pesos de regress&atilde;o estandardizados podem ser observados na <a href="#t3">Tabela 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a09t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As covari&acirc;ncias entre os fatores latentes t&ecirc;m um <i>p</i>-value a 1% (Propriedades do conflito &ndash; amea&ccedil;a .020; conflito  &ndash; culpabiliza&ccedil;&atilde;o .015; amea&ccedil;a &ndash; culpabiliza&ccedil;&atilde;o .013).</p>     <p>Os resultados apresentados foram baseados numa &uacute;nica amostra (isto &eacute;, n&atilde;o h&aacute; amostras de replica&ccedil;&atilde;o  ou de valida&ccedil;&atilde;o cruzada). A an&aacute;lise de fatores indica claramente que as crian&ccedil;as de 7 a 9 anos de idade fazem as mesmas  distin&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas tal como as crian&ccedil;as mais velhas (do estudo original com a CPIC) na forma como expressam o conflito,  a experi&ecirc;ncia de amea&ccedil;a e as perce&ccedil;&otilde;es de culpabiliza&ccedil;&atilde;o quando observam conflitos entre os progenitores.</p>     <p>Como referido previamente, o &iacute;ndice de fidelidade da EPCCI-C &eacute; de 80% para 21 itens. A an&aacute;lise dos &iacute;ndices de  dificuldade da EPCCI-C em estudo mostra que as subescalas apresentam um grau de dificuldade entre 0.79 e 0.70, tal como se verifica na  <a href="#t4">Tabela 4</a>. A dificuldade m&eacute;dia dos itens nas tr&ecirc;s dimens&otilde;es foi, respetivamente de 0.788, 0.793 e 0.704.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n4/34n4a09t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A EPCCI-C apresenta assim fatores de cota&ccedil;&atilde;o individual, n&atilde;o existindo nesta escala um score total. Deste modo, cada  subescala pode ser administrada de forma independente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os itens da EPCCI-C encontram-se distribu&iacute;dos por quatro dimens&otilde;es: propriedades do conflito (11 itens), amea&ccedil;a (6 itens),  culpabiliza&ccedil;&atilde;o (4 itens) e rela&ccedil;&atilde;o pais-filho (12 itens), tendo sido mantidas ap&oacute;s an&aacute;lises realizadas as  denomina&ccedil;&otilde;es apresentadas na vers&atilde;o original (McDonald &amp; Grych, 2006). Neste sentido, a cota&ccedil;&atilde;o do fator  propriedades do conflito tem como valor m&aacute;ximo &ldquo;11&rdquo;, a cota&ccedil;&atilde;o do fator amea&ccedil;a tem como  pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima o valor &ldquo;6&rdquo;, do fator culpabiliza&ccedil;&atilde;o tem como valor m&aacute;ximo &ldquo;4&rdquo; e  a do fator rela&ccedil;&atilde;o pais-filhos tem como valor m&aacute;ximo &ldquo;12&rdquo;, permitindo ainda a distin&ccedil;&atilde;o entre  rela&ccedil;&atilde;o pai-filho e m&atilde;e-filho.</p>     <p>Uma pontua&ccedil;&atilde;o elevada nos fatores propriedades do conflito, amea&ccedil;a e culpa pressup&otilde;e exist&ecirc;ncia de  problem&aacute;tica e uma pontua&ccedil;&atilde;o elevada no fator rela&ccedil;&atilde;o pais-filhos significa exist&ecirc;ncia de fatores  protetores.</p>     <p>Para al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o quantitativa, a escala pode ser ainda utilizada como forma de avalia&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m  qualitativa, identificando problem&aacute;ticas associadas &agrave; perce&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a face aos conflitos interparentais. A  escala n&atilde;o possui normas, podendo no entanto, utilizar pontos interm&eacute;dios do valor total poss&iacute;vel para cada um dos fatores  avaliados no instrumento. Deste modo, poder&aacute; aferir-se acerca da perce&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a face &agrave;s propriedades dos  conflitos interparentais, de amea&ccedil;a, culpa e rela&ccedil;&atilde;o mantida com cada um dos progenitores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A literatura revela que a perce&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as aos conflitos interparentais pode estar na base do desenvolvimento de  problemas de internaliza&ccedil;&atilde;o e de externaliza&ccedil;&atilde;o destas (Sani, 2007; Shen, 2009). O modelo cognitivo-contextual de Grych  e Fincham (1990), que fundamenta teoricamente este instrumento, conceptualiza a import&acirc;ncia das perce&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a  acerca dos conflitos interparentais como um fator crucial para o impacto que estes t&ecirc;m no seu desenvolvimento. Neste sentido, a  constru&ccedil;&atilde;o da EPCCI-C, tendo por base esta linha te&oacute;rica, vem destacar a perce&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as aos  conflitos interparentais como um importante agente para o desenvolvimento do menor. A EPCCI-C fornece informa&ccedil;&atilde;o sobre a  perce&ccedil;&atilde;o de culpa face aos conflitos interparentais por parte da crian&ccedil;a, a sua perce&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a e  tamb&eacute;m da sua perce&ccedil;&atilde;o face &agrave; rela&ccedil;&atilde;o que a esta mant&eacute;m com cada um dos progenitores.</p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o da EPCCI-C permite a avalia&ccedil;&atilde;o quantitativa da problem&aacute;tica em crian&ccedil;as em idade escolar  mais novas, compreendendo a sua perce&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel dos conflitos entre os pais, a sua perce&ccedil;&atilde;o de culpa e  amea&ccedil;a nos mesmos e da rela&ccedil;&atilde;o entre pais e filhos. Faculta deste modo, uma ampla vis&atilde;o do sistema familiar, sob o  ponto de vista de crian&ccedil;as dos 7 anos 9 anos de idade. Esta &eacute; uma escala de f&aacute;cil administra&ccedil;&atilde;o, mostrando-se  bastante &uacute;til na utiliza&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as em idade escolar. Adicionalmente, a EPCCI-C apresenta qualidades  psicom&eacute;tricas satisfat&oacute;rias.</p>     <p>Quanto &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es, h&aacute; desde logo um constrangimento neste instrumento que se prende com a aus&ecirc;ncia de  normas que permitam uma avalia&ccedil;&atilde;o mais rigorosa dos resultados, nomeadamente, a falta de ponto de corte em cada um dos fatores.  Apesar da faixa et&aacute;ria testada para este estudo ter sido com idades muito pr&oacute;ximas, a literatura refere a exist&ecirc;ncia de  diferen&ccedil;as nas perce&ccedil;&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o da idade e outras vari&aacute;veis como o sexo, que poder&atilde;o ser  tamb&eacute;m analisadas para efeitos de obten&ccedil;&atilde;o de normas.</p>     <p>Outra das limita&ccedil;&otilde;es &eacute; o facto de a escala n&atilde;o medir a intensidade e a frequ&ecirc;ncia dos conflitos entre os  pais, fatores relevantes para a avalia&ccedil;&atilde;o do impacto, mas de dif&iacute;cil operacionaliza&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as muito  novas. Tal implicaria abandonar o formato dicot&oacute;mico, que embora permita uma f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o, sugere sempre  exist&ecirc;ncia de uma resposta com valores extremos e n&atilde;o permite estimar uma certa varia&ccedil;&atilde;o nas respostas dos sujeitos.</p>     <p>A tem&aacute;tica abordada pela EPCCI-C toca em aspetos algo sens&iacute;veis, impondo por isso especiais cuidados na  concretiza&ccedil;&atilde;o dos estudos, designadamente pela idade muito jovem dos participantes. Importa ainda, basear a recolha no uso  complementar de outras t&eacute;cnicas, aquando da aplica&ccedil;&atilde;o do instrumento, como seja a da observa&ccedil;&atilde;o, tanto mais, que  estando as crian&ccedil;as pouco habituadas a participa&ccedil;&otilde;es do g&eacute;nero, possam facilmente saturar da tarefa. Neste sentido e  referindo-nos tamb&eacute;m ao gui&atilde;o do instrumento, apesar deste se mostrar capaz de explorar o que &eacute; pretendido, o mesmo evidencia  ser extenso para crian&ccedil;as destas idades.</p>     <p>Em suma, n&atilde;o obstante o esfor&ccedil;o que se reflete em todo o trabalho para obten&ccedil;&atilde;o de uma vers&atilde;o portuguesa da  CPIC-Y (original), sugere-se para estudos futuros com a EPCCI-C que possa considerar-se os v&aacute;rios aspetos discutidos neste artigo, entre  eles proceder-se a uma identifica&ccedil;&atilde;o do ponto de corte para cada um dos fatores avaliados pelo instrumento, permitindo assim, uma  avalia&ccedil;&atilde;o mais rigorosa dos resultados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Almeida, T., &amp; Sani, A. (2014). Viol&ecirc;ncia entre pais: Efeitos e transmiss&atilde;o entre gera&ccedil;&otilde;es. In F. Almeida &amp;  M. Paulino (Coords.), <i>Psicologia, Justi&ccedil;a e Ci&ecirc;ncias Forenses</i> (pp. 135-150) Lisboa: Pactor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025968&pid=S0870-8231201600040000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Apoio &agrave; V&iacute;tima (APAV). (2014). <i>Estat&iacute;sticas APAV: Relat&oacute;rio anual</i>.  Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Apoio &agrave; V&iacute;tima. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.apav.pt/apav_v2/images/pdf/Estatisticas_APAV_Relatorio_Anual_2014.pdf"  target="_blank">http://www.apav.pt/apav_v2/images/pdf/Estatisticas_APAV_Relatorio_Anual_2014.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025970&pid=S0870-8231201600040000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bedi, G., &amp; Goddard, C. (2007). Intimate Partner Violence: What are the impacts on children?. <i>Australian Psychologist, 42</i>, 66-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025971&pid=S0870-8231201600040000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Carlson, B. E. (1984). Children&rsquo;s observations of interparental violence. In A. R. Edwards (Ed.), <i>Battered women and their  families</i> (pp. 147-167). New York: Springer.</p>     <!-- ref --><p>Chaves, E., &amp; Sani, A. (2014). Viol&ecirc;ncia familiar: Da viol&ecirc;ncia conjugal &agrave; viol&ecirc;ncia sobre a crian&ccedil;a.  <i>Revista Eletr&oacute;nica de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, 1</i>, 1-10. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://edupsi.utad.pt/images/PDF/revistaN2/Violencia_Familiar_Da_Violencia_Conjugal_a_Violencia_Sobre_A_Crianca.pdf"  target="_blank">http://edupsi.utad.pt/images/PDF/revistaN2/Violencia_Familiar_Da_Violencia_Conjugal_a_Violencia_Sobre_A_Crianca.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025974&pid=S0870-8231201600040000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Cummings, E. M., &amp; Davies, P. (1994). <i>Children and marital conflict: The impact of family dispute and resolution</i>. New York: Guilford  Press Children&rsquo;s.</p>     <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, M., &amp; Sani, A. (2015). A participa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a na justi&ccedil;a: Estudo com crian&ccedil;as  expostas &agrave; viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. <i>Revista Psicologia da Crian&ccedil;a e do Adolescente, 6</i>, 157-169. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/1978/2095"  target="_blank">http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/1978/2095</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025976&pid=S0870-8231201600040000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Grasso, D. J., Henry, D., Kestler, J., Nieto, R., Wakschlag, L. S., &amp; Briggs-Gowan, M. J. (2015). Harsh parenting as a potential mediator  of the association between intimate partner violence and child disruptive behavior in families with young children. <i>Journal of Interpersonal  Violence, 26</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025977&pid=S0870-8231201600040000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Grych, J. H. (1998). Children&rsquo;s appraisals of interparental conflict: Situational and contextual influences. <i>Journal of Family  Psychology, 12</i>, 1-17.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Grych, J. H. (2000). <i>The Children&rsquo;s Perception of Interparental Conflict Scale for Young Children (CPIC-Y)</i>. Unpublished document.</p>     <!-- ref --><p>Grych, J. H., &amp; Cardoza-Fernandes, S. (2001). Understanding the impact of interparental conflict on children. In J. H. Grych &amp; F. D.  Fincham (Eds.), <i>Interparental conflict and child development</i> (pp. 157-187). Cambridge: Cambridge Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025981&pid=S0870-8231201600040000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Grych, J. H., &amp; Fincham, F. D. (1990). Marital conflict and children&rsquo;s adjustment: A cognitive-contextual framework. <i>Psychological  Bulletin, 108</i>, 267-290.</p>     <!-- ref --><p>Grych, J. H., Fincham, E. N., Jouriles, E. N., &amp; McDonald, R. (2000). Interparental conflict and child adjustment: Testing the meditational  role of appraisals in the cognitive-contextual framework. <i>Child development, 71</i>, 1648-1661.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025984&pid=S0870-8231201600040000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Grych, J. H., Seid, M., &amp; Fincham, F. D. (1992). Assessing marital conflict from child&rsquo;s perspective: The children&rsquo;s  perceptions of interparental conflict scale. <i>Child Development, 63</i>, 558-572.</p>     <!-- ref --><p>Iraurgi, I., Mart&iacute;nez-Pampliega, A., Iriarte, L., &amp; Sanz, M. (2011). Modelo cognitivo-contextual del conflicto interparental y la  adaptaci&oacute;n de los hijos. <i>Anales de Psicolog&iacute;a, 27</i>, 562-573.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025987&pid=S0870-8231201600040000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jouriles, E. N., McDonald, R., Mueller, V., &amp; Grych, J. H. (2013). Youth experiences of family violence and teen dating violence  perpetration: Cognitive and emotional mediators. <i>Clinical Child and Family Psychology Review, 15</i>, 58-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025989&pid=S0870-8231201600040000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jouriles, E. N., Spiller, L. C., Stephens, N., McDonald, R., &amp; Swank, P. (2000). Variability in adjustment of children of battered women:  The role of child appraisals of interparental conflict. <i>Cognitive Therapy and Research, 24</i>, 233-249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025991&pid=S0870-8231201600040000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Katz, C. (2014). The dead end of domestic violence: Spotlight on children&rsquo;s narratives during forensic investigations following domestic  homicide. <i>Child Abuse &amp; Neglect, 38</i>, 1976-1984.</p>     <!-- ref --><p>Louren&ccedil;o, N., &amp; Lisboa, M. (1992). <i>Representa&ccedil;&otilde;es da viol&ecirc;ncia</i>. Lisboa: Centro de Estudos  Judici&aacute;rios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025994&pid=S0870-8231201600040000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Margolin, G., &amp; Gordis, E. B. (2000). The effect of family and community violence on children. <i>Annual Review of Psychology, 51</i>,  445-479.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025996&pid=S0870-8231201600040000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maroco, J., &amp; Garcia-Marques, T. (2006). Qual a fiabilidade do alfa de Cronbach?. Quest&otilde;es antigas e solu&ccedil;&otilde;es  modernas. <i>Laborat&oacute;rio de Psicologia, 4</i>, 65-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=025998&pid=S0870-8231201600040000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>McDonald, R., &amp; Grych, J. H. (2006). Young children&rsquo;s appraisals of interparental conflict: Measurement and links with adjustment  problems. <i>Journal of Family Psychology, 20</i>, 88-99.</p>     <!-- ref --><p>Melo, M. F., &amp; Sani, A. (2015). A audi&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a na tomada de decis&atilde;o dos magistrados. <i>Revista  Psicolog&iacute;a do Chile, 24</i>, 1-19. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.revistas.uchile.cl/index.php/RDP/article/viewFile/37067/38652"  target="_blank">http://www.revistas.uchile.cl/index.php/RDP/article/viewFile/37067/38652</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026001&pid=S0870-8231201600040000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Mendes, T., &amp; Sani, A. (2014). As representa&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as expostas &agrave; viol&ecirc;ncia interparental acerca  das figuras parentais: Relacionamentos, pr&aacute;ticas educativas e cuidados. In M. Calheiros &amp; M. Garrido (Eds.), <i>Crian&ccedil;as em risco  e perigo: Contextos, investiga&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o</i> (Vol. IV, pp. 149-170) Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.</p>     <!-- ref --><p>Mendes, T., &amp; Sani, A. (2015). Representa&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as expostas &agrave; viol&ecirc;ncia interparental  atrav&eacute;s de provas projetivas. <i>Revista Psicologia da Crian&ccedil;a e do Adolescente, 6</i>, 171-192. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/1978/2095"  target="_blank">http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/1978/2095</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026003&pid=S0870-8231201600040000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Overbeek, M. M., Schipper, J. C., Willemen, A. M., Lamers-Winkelman, F., &amp; Schuengel, C. (2015). Mediators and treatment factors in  intervention for children exposed to interparental violence. <i>Journal of Clinical Child &amp; Adolescent Psychology, 9</i>, 1-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026004&pid=S0870-8231201600040000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sani, A. I. (2006a). As vari&aacute;veis mediadoras do impacto na crian&ccedil;a da exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia  interparental. <i>Psicologia: Teoria, investiga&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica, 11</i>, 111-133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026006&pid=S0870-8231201600040000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sani, A. I. (2006b). Escala de percep&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a sobre os conflitos interparentais. In C. Machado, L. S. Almeida, M.  Gon&ccedil;alves, &amp; V. Ramalho (Orgs.), <i>Actas XI Confer&ecirc;ncia Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Formas e  contextos</i> (pp. 577-588). Braga: Psiquilibrios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026008&pid=S0870-8231201600040000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sani, A. I. (2007). Las consecuencias de la violencia interparental en la infancia. In R. Arce, F. Fari&ntilde;a, E. Alfaro, C. Civera, &amp;  F. Tortosa (Eds.), <i>Psicolog&iacute;a Jur&iacute;dica Violencia y Victimas</i> (pp. 13-21). Valencia: Sociedad Espa&ntilde;ola de  Psicolog&iacute;a y Ley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026010&pid=S0870-8231201600040000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sani, A. I. (2011). <i>Crian&ccedil;as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia: Representa&ccedil;&otilde;es e impacto do fen&oacute;meno.</i> Porto:  Edi&ccedil;&otilde;es UFP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026012&pid=S0870-8231201600040000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sani, A. I. (2015). Victimizaci&oacute;n indirecta de ni&ntilde;os en contexto familiar. In H. Marchiori (Ed.), <i>Victimolog&iacute;a.  Visibilizaci&oacute;n de la violencia</i> (S&eacute;rie Victimolog&iacute;a, 17, pp. 37-57). Argentina: Editorial Brujas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026014&pid=S0870-8231201600040000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sani, A., &amp; Almeida, T. (2011a). Viol&ecirc;ncia interparental: A vitima&ccedil;&atilde;o indirecta de crian&ccedil;as. In A. I. Sani  (Coord.), <i>Temas de Vitimologia: Realidades emergentes e respostas sociais</i> (pp. 11-31) Coimbra: Editora Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026016&pid=S0870-8231201600040000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sani, A., &amp; Almeida, T. (2011b). Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica de crian&ccedil;as expostas &agrave; viol&ecirc;ncia  interparental. In M. Matos, R. A. Gon&ccedil;alves, &amp; C. Machado (Coords.), <i>Manual de Psicologia Forense: Contextos, pr&aacute;ticas e  desafios</i> (pp. 159-173). Braga: Psiquilibrios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026018&pid=S0870-8231201600040000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sistema de Seguran&ccedil;a Interna (SSI). (2015). <i>Relat&oacute;rio Anual de Seguran&ccedil;a Interna &ndash; Ano 2014</i>. Lisboa:  Minist&eacute;rio da Administra&ccedil;&atilde;o Interna. Dispon&iacute;vel em  <a href="https://www.parlamento.pt/Documents/XIILEG/Abril_2015/relatorioseginterna2014.pdf"  target="_blank">https://www.parlamento.pt/Documents/XIILEG/Abril_2015/relatorioseginterna2014.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Shen, A. C. (2009). Long-term effects of interparental violence and child physical maltreatment experiences on PTSD and behavior problems: A  national survey of Taiwanese college students. <i>Child Abuse and Neglect, 33</i>, 128-160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026021&pid=S0870-8231201600040000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Van Rooij, F. B., van der Schuur, W. A., Steketee, M., Mak, J., &amp; Pels, T. (2015). Interparental violence: Similarities and discrepancies  between narratives of mothers and their children. <i>Journal of Child Family Study, 24</i>, 3350-3362. doi: 10.1007/s10826-015-0137-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026023&pid=S0870-8231201600040000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Isabel Sani, Departamento de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais,  FCHS da Universidade Fernando Pessoa, Pra&ccedil;a 9 de Abril, 349 4249-004 Porto Portugal. E-mail:  <a href="mailto:anasani@ufp.edu.pt">anasani@ufp.edu.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho foi promovido no &acirc;mbito Projeto de Doutoramento intitulado: &ldquo;A percep&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as em sobre os  conflitos interparentais: Impacto no desenvolvimento em idade escolar&rdquo;, com bolsa concedida pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia  e a Tecnologia, com a refer&ecirc;ncia SFRH/BD/38391/2007</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Submiss&atilde;o: 04/07/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 18/03/2016</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>NOTES</p>     <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup> A CPIC &eacute; uma escala de autorrelato, que pretende avaliar a perce&ccedil;&atilde;o dos  conflitos entre os pais em crian&ccedil;as a partir dos 10 anos de idade, sendo a mesma composta por 48 itens. Esta escala foi traduzida e validada  para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Sani em 2003 (cf. Sani, 2006b).</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Violência entre pais: Efeitos e transmissão entre gerações]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paulino]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia, Justiça e Ciências Forenses]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>135-150</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pactor]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Associação Portuguesa de Apoio à Vítima</collab>
<source><![CDATA[Estatísticas APAV: Relatório anual]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Apoio à Vítima]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bedi]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Goddard]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Intimate Partner Violence: What are the impacts on children?]]></article-title>
<source><![CDATA[Australian Psychologist]]></source>
<year>2007</year>
<volume>42</volume>
<page-range>66-77</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carlson]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children’s observations of interparental violence]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Edwards]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Battered women and their families]]></source>
<year>1984</year>
<page-range>147-167</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chaves]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Violência familiar: Da violência conjugal à violência sobre a criança]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Eletrónica de Educação e Psicologia]]></source>
<year>2014</year>
<volume>1</volume>
<page-range>1-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cummings]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Davies]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Children and marital conflict: The impact of family dispute and resolution]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford Press Children’s]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A participação da criança na justiça: Estudo com crianças expostas à violência doméstica]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Psicologia da Criança e do Adolescente]]></source>
<year>2015</year>
<volume>6</volume>
<page-range>157-169</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grasso]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Henry]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kestler]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nieto]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wakschlag]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Briggs-Gowan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Harsh parenting as a potential mediator of the association between intimate partner violence and child disruptive behavior in families with young children]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Interpersonal Violence]]></source>
<year>2015</year>
<volume>26</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grych]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children’s appraisals of interparental conflict: Situational and contextual influences]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Psychology]]></source>
<year>1998</year>
<volume>12</volume>
<page-range>1-17</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grych]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Children’s Perception of Interparental Conflict Scale for Young Children]]></source>
<year>2000</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grych]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cardoza-Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Understanding the impact of interparental conflict on children]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Grych]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fincham]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Interparental conflict and child development]]></source>
<year>2001</year>
<page-range>157-187</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grych]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fincham]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Marital conflict and children’s adjustment: A cognitive-contextual framework]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Bulletin]]></source>
<year>1990</year>
<volume>108</volume>
<page-range>267-290</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grych]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fincham]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jouriles]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McDonald]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Interparental conflict and child adjustment: Testing the meditational role of appraisals in the cognitive-contextual framework]]></article-title>
<source><![CDATA[Child development]]></source>
<year>2000</year>
<volume>71</volume>
<page-range>1648-1661</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grych]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seid]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fincham]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessing marital conflict from child’s perspective: The children’s perceptions of interparental conflict scale]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1992</year>
<volume>63</volume>
<page-range>558-572</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Iraurgi]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martínez-Pampliega]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Iriarte]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sanz]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Modelo cognitivo-contextual del conflicto interparental y la adaptación de los hijos]]></article-title>
<source><![CDATA[Anales de Psicología]]></source>
<year>2011</year>
<volume>27</volume>
<page-range>562-573</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jouriles]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McDonald]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mueller]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grych]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Youth experiences of family violence and teen dating violence perpetration: Cognitive and emotional mediators]]></article-title>
<source><![CDATA[Clinical Child and Family Psychology Review]]></source>
<year>2013</year>
<volume>15</volume>
<page-range>58-68</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jouriles]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spiller]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stephens]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McDonald]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Swank]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Variability in adjustment of children of battered women: The role of child appraisals of interparental conflict]]></article-title>
<source><![CDATA[Cognitive Therapy and Research]]></source>
<year>2000</year>
<volume>24</volume>
<page-range>233-249</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Katz]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The dead end of domestic violence: Spotlight on children’s narratives during forensic investigations following domestic homicide]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Abuse & Neglect]]></source>
<year>2014</year>
<volume>38</volume>
<page-range>1976-1984</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lourenço]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lisboa]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Representações da violência]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos Judiciários]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Margolin]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gordis]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effect of family and community violence on children]]></article-title>
<source><![CDATA[Annual Review of Psychology]]></source>
<year>2000</year>
<volume>51</volume>
<page-range>445-479</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maroco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garcia-Marques]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qual a fiabilidade do alfa de Cronbach?]]></article-title>
<source><![CDATA[Questões antigas e soluções modernas. Laboratório de Psicologia]]></source>
<year>2006</year>
<volume>4</volume>
<page-range>65-90</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McDonald]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grych]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Young children’s appraisals of interparental conflict: Measurement and links with adjustment problems]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Psychology]]></source>
<year>2006</year>
<volume>20</volume>
<page-range>88-99</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Melo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A audição da criança na tomada de decisão dos magistrados]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Psicología do Chile]]></source>
<year>2015</year>
<volume>24</volume>
<page-range>1-19</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As representações de crianças expostas à violência interparental acerca das figuras parentais: Relacionamentos, práticas educativas e cuidados]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Calheiros]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garrido]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Crianças em risco e perigo: Contextos, investigação e intervenção]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>149-170</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Sílabo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Representações de crianças expostas à violência interparental através de provas projetivas]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Psicologia da Criança e do Adolescente]]></source>
<year>2015</year>
<volume>6</volume>
<page-range>171-192</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Overbeek]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schipper]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Willemen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lamers-Winkelman]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schuengel]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mediators and treatment factors in intervention for children exposed to interparental violence]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical Child & Adolescent Psychology]]></source>
<year>2015</year>
<volume>9</volume>
<page-range>1-17</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As variáveis mediadoras do impacto na criança da exposição à violência interparental]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia: Teoria, investigação e prática]]></source>
<year>2006</year>
<volume>11</volume>
<page-range>111-133</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escala de percepções da criança sobre os conflitos interparentais]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ramalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Actas XI Conferência Internacional de Avaliação Psicológica: Formas e contextos]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>577-588</page-range><publisher-loc><![CDATA[Braga ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Psiquilibrios]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Las consecuencias de la violencia interparental en la infancia]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Arce]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fariña]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alfaro]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Civera]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tortosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicología Jurídica Violencia y Victimas]]></source>
<year>2007</year>
<page-range>13-21</page-range><publisher-loc><![CDATA[Valencia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sociedad Española de Psicología y Ley]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Crianças vítimas de violência: Representações e impacto do fenómeno]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições UFP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Victimización indirecta de niños en contexto familiar]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Marchiori]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Victimología. Visibilización de la violencia]]></source>
<year>2015</year>
<page-range>37-57</page-range><publisher-name><![CDATA[Editorial Brujas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Violência interparental: A vitimação indirecta de crianças]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Temas de Vitimologia: Realidades emergentes e respostas sociais]]></source>
<year>2011</year>
<page-range>11-31</page-range><publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Almedina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação psicológica de crianças expostas à violência interparental]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual de Psicologia Forense: Contextos, práticas e desafios]]></source>
<year>2011</year>
<page-range>159-173</page-range><publisher-loc><![CDATA[Braga ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Psiquilibrios]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Sistema de Segurança Interna</collab>
<source><![CDATA[Relatório Anual de Segurança Interna - Ano 2014]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Administração Interna]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Long-term effects of interparental violence and child physical maltreatment experiences on PTSD and behavior problems: A national survey of Taiwanese college students]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Abuse and Neglect]]></source>
<year>2009</year>
<volume>33</volume>
<page-range>128-160</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Van Rooij]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van der Schuur]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Steketee]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mak]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pels]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Interparental violence: Similarities and discrepancies between narratives of mothers and their children]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Child Family Study]]></source>
<year>2015</year>
<volume>24</volume>
<page-range>3350-3362</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
