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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Práticas de literacia familiar, competências linguísticas e desempenho em leitura no primeiro ano de escolaridade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Our aim was to analyze how family literacy practices as well as psycholinguistic variables are related to reading acquisition in two different moments - in the beginning of the first grade and at the end -, ascertaining which practices and/or variables are its best predictors. Participants were 74 first grade children of three schools in the Lisbon region. Data on phonological awareness, letter knowledge, initial reading of words and family literacy practices were collected at the end of the 1st period and final reading of words at the end of the school year. We performed hierarchical regression analysis and the results obtained show that: (a) literacy knowledge, phonemic awareness and parental entertainment literacy practices predict initial reading; (b) initial reading and letter knowledge are the variables that best predict final reading. These results allow us to determine not only which abilities have greater impact on reading acquisition, but also understand that there is great complexity in the relationship between reading acquisition and, simultaneously, psycholinguistic variables and type of parental involvement.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Pr&aacute;ticas de literacia familiar, compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas e desempenho em leitura no primeiro ano de escolaridade</b></p>     <p><b>Liliana Salvador<sup>1</sup>, Margarida Alves Martins<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Pretendemos com este estudo analisar de que modo as pr&aacute;ticas de literacia familiar bem como vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas se  relacionam com a aprendizagem da leitura em dois momentos, numa fase inicial da aprendizagem e no final do 1&ordm; ano, averiguando quais as  pr&aacute;ticas e/ou vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas que melhor predizem a sua aprendizagem. Participaram neste estudo 74 crian&ccedil;as  a frequentar o 1&ordm; ano do Ensino B&aacute;sico de v&aacute;rias escolas da regi&atilde;o de Lisboa. Os dados relativos a consci&ecirc;ncia  fonol&oacute;gica, conhecimento das letras, leitura inicial de palavras e pr&aacute;ticas de literacia familiar foram recolhidos no final do  1&ordm; per&iacute;odo e no final do ano foi realizado novo teste de leitura de palavras. Realiz&aacute;mos an&aacute;lises de regress&atilde;o  hier&aacute;rquica e os resultados obtidos mostram que: (a) o conhecimento das letras, a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica e as pr&aacute;ticas  parentais de literacia de entretenimento predizem a leitura inicial; (b) a leitura inicial e o conhecimento das letras s&atilde;o as  vari&aacute;veis que melhor predizem a leitura final. Estes resultados permitem-nos determinar quais as compet&ecirc;ncias com maior impacto ao  n&iacute;vel da aquisi&ccedil;&atilde;o da leitura, mas tamb&eacute;m perceber que existem rela&ccedil;&otilde;es mais complexas entre a  aquisi&ccedil;&atilde;o da leitura e, simultaneamente, as vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas e o tipo de envolvimento parental.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Literacia familiar, Leitura, Compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas, 1&ordm; ano.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Our aim was to analyze how family literacy practices as well as psycholinguistic variables are related to reading acquisition in two different  moments &ndash; in the beginning of the first grade and at the end &ndash;, ascertaining which practices and/or variables are its best predictors.  Participants were 74 first grade children of three schools in the Lisbon region. Data on phonological awareness, letter knowledge, initial reading  of words and family literacy practices were collected at the end of the 1<sup>st</sup> period and final reading of words at the end of the school year. We  performed hierarchical regression analysis and the results obtained show that: (a) literacy knowledge, phonemic awareness and parental  entertainment literacy practices predict initial reading; (b) initial reading and letter knowledge are the variables that best predict final  reading. These results allow us to determine not only which abilities have greater impact on reading acquisition, but also understand that there  is great complexity in the relationship between reading acquisition and, simultaneously, psycholinguistic variables and type of parental  involvement.</p>     <p><b>Key words</b>: Family literacy practices, Reading, Psycholinguistic abilities, First grade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Aprender um sistema de escrita e domin&aacute;-lo eficazmente &eacute; uma compet&ecirc;ncia b&aacute;sica que afeta, de modo crucial, o sucesso  noutras &aacute;reas da vida das crian&ccedil;as. O reconhecimento de que as crian&ccedil;as possuem j&aacute; um longo percurso de descoberta e  explora&ccedil;&atilde;o desta forma de linguagem antes mesmo do seu ensino sistem&aacute;tico (Alves Martins, 2000; Pontecorvo &amp; Fabretti,  2003) &eacute; fundamental uma vez que o in&iacute;cio do ensino formal n&atilde;o deve envolver uma &ldquo;descontinuidade artificial&rdquo; em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s aprendizagens pr&eacute;vias das crian&ccedil;as, mas deve, antes, explor&aacute;-las e sublinh&aacute;-las  (Richgels, 1986). Neste sentido, &ldquo;apesar da cren&ccedil;a generalizada de que as crian&ccedil;as iniciam a aprendizagem da leitura na escola,  &eacute; prov&aacute;vel que as suas experi&ecirc;ncias extra-escolares exer&ccedil;am igual ou maior influ&ecirc;ncia neste processo.&rdquo;  (Downing, 1987, p. 182).</p>     <p>Partindo do princ&iacute;pio que muitas experi&ecirc;ncias informais que permitem desde logo &agrave; crian&ccedil;a adquirir compet&ecirc;ncias  associadas &agrave; leitura e escrita est&atilde;o relacionadas com os contextos de literacia familiar importa perceber o tipo de pr&aacute;ticas  utilizadas, as suas caracter&iacute;sticas, frequ&ecirc;ncia com que ocorrem e o seu impacto nas posteriores aprendizagens das crian&ccedil;as  (S&eacute;n&eacute;chal, LeFevre, Thomas, &amp; Daley, 1998). O conceito de literacia familiar pode ser definido como as pr&aacute;ticas  quotidianas de literacia dos pais, crian&ccedil;as e familiares, quer em casa, quer na comunidade. S&atilde;o diversificadas, de cariz social (na  medida em que ocorrem no contexto social da fam&iacute;lia) e espec&iacute;ficas da cultura familiar (Homer, 2008). Diversos estudos t&ecirc;m  mostrado que estas pr&aacute;ticas t&ecirc;m um impacto relevante no desenvolvimento de algumas compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas das  crian&ccedil;as (e.g., vocabul&aacute;rio, Hammer, Farkas, &amp; Maczuga, 2010; correspond&ecirc;ncias grafo-fon&eacute;ticas, Melhuish, Phan  Sylva, Sammons, Siraj-Blatchford, &amp; Taggart, 2008) bem como na pr&oacute;pria aquisi&ccedil;&atilde;o da leitura e escrita (Hannon, 1999).</p>     <p>Com o intuito de caracterizar as pr&aacute;ticas de literacia familiar, Mata e Pacheco (2009) desenvolveram um instrumento destinado a pais de  crian&ccedil;as do pr&eacute;-escolar, onde estas surgiam organizadas segundo tr&ecirc;s tipos: entretenimento, dia-a-dia e treino. Por  pr&aacute;ticas de entretenimento entendem-se as atividades de cariz l&uacute;dico desenvolvidas em momentos de lazer ou tempos-livres, como a  leitura de hist&oacute;rias. Pr&aacute;ticas do dia-a-dia concernem &agrave;s rotinas di&aacute;rias e consistem em atividades como escrever ou ler  uma lista de compras, uma carta ou uma receita. J&aacute; as pr&aacute;ticas de treino dizem respeito a atividades de ensino e treino de  compet&ecirc;ncias. De acordo com as autoras, as pr&aacute;ticas que os pais reportam como ocorrendo mais frequentemente s&atilde;o as de treino,  seguidas pelas de entretenimento e, por fim, as de dia-a-dia (Mata &amp; Pacheco, 2009) sendo que as pr&aacute;ticas ligadas &agrave;s rotinas e ao  entretenimento estavam positiva e significativamente associadas a indicadores de literacia emergente, ao contr&aacute;rio das pr&aacute;ticas de  treino para as quais n&atilde;o foi encontrada uma associa&ccedil;&atilde;o significativa em rela&ccedil;&atilde;o a esses indicadores. Estes  resultados diferem dos reportados por S&eacute;nechal e LeF&egrave;vre (2001), que referem a exist&ecirc;ncia de uma associa&ccedil;&atilde;o entre  as atividades de treino de compet&ecirc;ncias e as medidas de literacia emergente utilizadas, nomeadamente, conhecimento das letras do alfabeto,  descodifica&ccedil;&atilde;o de palavras simples e escrita inventada.</p>     <p>Num estudo que pretendia analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre duas experi&ecirc;ncias de literacia familiar &ndash; leitura de  hist&oacute;rias e ensino de compet&ecirc;ncias de leitura e escrita &ndash; S&eacute;n&eacute;chal e colaboradores (1998) procuraram avaliar  at&eacute; que ponto estas experi&ecirc;ncias prediziam o desenvolvimento das compet&ecirc;ncias associadas &agrave; linguagem oral e escrita nas  crian&ccedil;as antes de saberem ler, assim como se tinham influ&ecirc;ncia na posterior capacidade de leitura de palavras no 1&ordm; ano o Ensino  B&aacute;sico. Neste estudo, a linguagem oral e a linguagem escrita foram tratadas como construtos relacionados, mas separados. As autoras  recorreram ao m&eacute;todo de an&aacute;lise de regress&atilde;o hier&aacute;rquica para saber se a leitura de hist&oacute;rias e as  pr&aacute;ticas de ensino dos pais tinham diferentes padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o com as compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas orais  e escritas e com o desempenho em leitura no final do 1&ordm; ano, tendo conclu&iacute;do que a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; leitura &eacute;  preditora da linguagem oral, ao passo que as pr&aacute;ticas de ensino dos pais predizem a linguagem escrita. No que se refere a saber se as  experi&ecirc;ncias de literacia medidas no in&iacute;cio do ano contribu&iacute;am para a leitura final das crian&ccedil;as foi poss&iacute;vel  observar que estas explicaram 20% da vari&acirc;ncia da leitura de palavras, ao passo que as pr&aacute;ticas de ensino dos pais e a leitura de  hist&oacute;rias n&atilde;o explicaram mais vari&acirc;ncia com significado estat&iacute;stico adicional. De acordo com os resultados deste estudo,  a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; leitura de hist&oacute;rias pode ajudar a desenvolver as capacidades relativas &agrave; linguagem oral sendo que  poder&aacute; ser necess&aacute;rio um suporte adicional que recorra &agrave;s pr&aacute;ticas de ensino como forma de desenvolver as  compet&ecirc;ncias associadas &agrave; linguagem escrita. Para al&eacute;m disso, estes resultados parecem sugerir a exist&ecirc;ncia de uma  associa&ccedil;&atilde;o entre as experi&ecirc;ncias de literacia familiar e a aquisi&ccedil;&atilde;o de leitura, mediadas pelas  compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas orais e escritas das crian&ccedil;as. Num estudo longitudinal posterior acerca do envolvimento parental no  desenvolvimento das capacidades de leitura das crian&ccedil;as, S&eacute;n&eacute;chal e LeFevre (2002) conclu&iacute;ram que as atividades de  ensino levadas a cabo pelos pais relativas &agrave; leitura e escrita de palavras estava associada ao desenvolvimento de capacidades de literacia  emergente e que estas capacidades emergentes prediziam diretamente a leitura de palavras no final do 1&ordm; ano.</p>     <p>No que se refere a estudos de interven&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da literacia familiar, S&eacute;n&eacute;chal (2006), desenvolveu um  estudo de &ldquo;revis&atilde;o meta-anal&iacute;tica&rdquo; acerca do envolvimento parental na aquisi&ccedil;&atilde;o da leitura desde o  jardim-de-inf&acirc;ncia at&eacute; ao 3&ordm; ano de escolaridade isolando, para tal, 14 estudos de interven&ccedil;&atilde;o (1174  fam&iacute;lias) onde o envolvimento parental (atividades de leitura) teve um impacto positivo na aquisi&ccedil;&atilde;o da leitura por parte das  crian&ccedil;as (tamanho do efeito m&eacute;dio de .68). Os tr&ecirc;s tipos de envolvimento parental, nomeadamente, &ldquo;pais leem para as  crian&ccedil;as&rdquo;, &ldquo;pais ouvem as suas crian&ccedil;as a ler&rdquo;, &ldquo;pais ensinam-lhes compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas de  leitura&rdquo; tiveram efeitos diferentes sendo que as pr&aacute;ticas de ensino de compet&ecirc;ncias de leitura foram duas vezes mais eficazes do  que as relativas aos pais ouvirem os filhos a ler e seis vezes mais eficazes do que as de leitura dos pais para as crian&ccedil;as. Deste modo, o  impacto do envolvimento parental na aquisi&ccedil;&atilde;o da leitura foi positivo desde o jardim-de-inf&acirc;ncia at&eacute; ao 3&ordm; ano a as  interven&ccedil;&otilde;es mostraram-se simultaneamente eficazes para crian&ccedil;as com dificuldades ao n&iacute;vel da leitura ou para  crian&ccedil;as que n&atilde;o experimentassem qualquer dificuldade. O estatuto socioecon&oacute;mico dos pais n&atilde;o interferiu no impacto  positivo das interven&ccedil;&otilde;es. O impacto positivo do envolvimento dos pais em atividades de leitura com os seus filhos parece, pois,  variar de acordo com o tipo de atividades utilizado pelo que compete aos educadores pesar as vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de  interven&ccedil;&atilde;o equacionando os recursos necess&aacute;rios para os implementar (S&eacute;n&eacute;chal, 2006).</p>     <p>Assim como o envolvimento parental no desenvolvimento das aprendizagens das crian&ccedil;as pode influenciar positivamente o seu desempenho  escolar, tamb&eacute;m as compet&ecirc;ncias psicolingu&iacute;sticas emergentes como a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica ou o conhecimento do  alfabeto &agrave; entrada para a escola parecem ser determinantes para aprendizagens futuras complexas, como &eacute; o caso da leitura  (S&eacute;n&eacute;chal &amp; LeFevre, 2002). Estas duas compet&ecirc;ncias s&atilde;o vistas como requisitos fundamentais na aprendizagem da  leitura e da escrita, que tem por base o dom&iacute;nio do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico, isto &eacute;, a ideia de que as letras presentes na  escrita de palavras representam os sons da fala de modo mais ou menos regular (Adams, 1998). Se, por um lado, a consci&ecirc;ncia  fonol&oacute;gica, enquanto &ldquo;conhecimento expl&iacute;cito das unidades fon&eacute;ticas da fala&rdquo; (Silva, 2003, p. 106), remete para  processos mais gerais de desenvolvimento metalingu&iacute;stico, isto &eacute;, para uma reflex&atilde;o que tem como base a linguagem, surgindo  como a capacidade para refletir sobre as caracter&iacute;sticas formais da linguagem, nomeadamente, ao n&iacute;vel dos segmentos  fonol&oacute;gicos, j&aacute; o conhecimento do alfabeto remete para o conhecimento do nome das letras, do som das letras e a capacidade de as  reconhecer rapidamente e sem esfor&ccedil;o (Goswami &amp; Bryant, 1990; Treiman, 2004). No que diz respeito &agrave; consci&ecirc;ncia  fonol&oacute;gica, &eacute; por volta dos 4 ou 5 anos que as crian&ccedil;as, embora com dificuldade, come&ccedil;am a compreender que &eacute;  poss&iacute;vel decompor uma s&iacute;laba em unidades menores, sendo que a consci&ecirc;ncia dos fonemas parece s&oacute; se desenvolver  ap&oacute;s o in&iacute;cio da escolaridade e, portanto, no momento em que se come&ccedil;a a apreender de forma mais sistem&aacute;tica a  linguagem escrita (Kamii &amp; Manning, 2002).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; recorrente a investiga&ccedil;&atilde;o que tem demonstrado que a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica de crian&ccedil;as do  pr&eacute;-escolar e &agrave; entrada para a escola &eacute; preditora da posterior capacidade de leitura de palavras, sendo que alguns desses  estudos t&ecirc;m procurado apurar n&atilde;o s&oacute; a que n&iacute;vel ocorre (s&iacute;laba, ataque-rima, fonema) e mediante que  condi&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m se existem diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s diversas ortografias (Bowey, 2005;  Caravolas, Lerv&aring;g, Mousikou, Efrim, &amp; Litavsky, 2012). Na verdade, o valor preditivo de vari&aacute;veis como a consci&ecirc;ncia  fonol&oacute;gica poder&aacute; depender da adequa&ccedil;&atilde;o das medidas usadas, pelo que se deve ter em conta na sua  avalia&ccedil;&atilde;o as caracter&iacute;sticas desenvolvimentais da crian&ccedil;a, nomeadamente idade e exposi&ccedil;&atilde;o ao ensino da  leitura (Cunningham &amp; Carroll, 2011). Da&iacute; que, quando os estudos preditivos s&atilde;o realizados com crian&ccedil;as &agrave; entrada  para a escola, como &eacute; o caso do presente estudo, e na medida em que estas j&aacute; possuem alguns conhecimentos no que respeita ao  princ&iacute;pio alfab&eacute;tico ou que j&aacute; possuem algumas capacidades de leitura, &eacute; a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica que  ter&aacute; maior probabilidade de predizer a leitura em momentos posteriores (Bowey, 2005).</p>     <p>Do mesmo modo que a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, tamb&eacute;m o conhecimento do nome das letras est&aacute; intimamente relacionado com  o desenvolvimento inicial das crian&ccedil;as em leitura e em escrita (Alves Martins, 2000; Bowey, 2005; Cardoso-Martins &amp; Batista, 2005) por  duas raz&otilde;es principais: por um lado, no nome da letra est&aacute; contido um dos sons que a letra representa, o que permite &agrave;  crian&ccedil;a corresponder, com maior facilidade, as letras aos sons, aprendendo deste modo a relacion&aacute;-los por recodifica&ccedil;&atilde;o  fonol&oacute;gica (e.g., apesar da letra A possuir diversos valores sonoros, na palavra &ldquo;m<u>&aacute;</u>gico&rdquo; o seu som &eacute; /a/,  o mesmo do nome da letra, o mesmo j&aacute; n&atilde;o sucedendo na palavra &ldquo;cama&rdquo;); por outro, os nomes das letras, frequentemente,  s&atilde;o ouvidos quando se pronunciam certas palavras (Cardoso-Martins, Resende, &amp; Rodrigues, 2002). Por exemplo, na palavra  &ldquo;Pedro&rdquo;, o som da primeira s&iacute;laba (Pe) corresponde &agrave; letra P e &eacute; facilmente identific&aacute;vel quando se  pronuncia a palavra.</p>     <p>Caravolas e colaboradores (2012), num estudo longitudinal que pretendia perceber quais os preditores do desenvolvimento da literacia em  diferentes sistemas de escrita alfab&eacute;ticos, conclu&iacute;ram que a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica, o conhecimento das letras e a  nomea&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida se constitu&iacute;am como fortes preditores de posterior desempenho em leitura em diferentes ortografias.  Estudos recentes apontam mesmo para a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o de causalidade entre o conhecimento do som das letras e a  consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias de literacia emergente (Hulme, Bowyer-Crane, Carroll Duff, &amp;  Snowling, 2012). Pode, pois, afirmar-se que o conhecimento das letras e a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica co-determinam a  aquisi&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico e o desenvolvimento da capacidade de leitura (Bowey, 2005).</p>     <p>Dada a inexist&ecirc;ncia de estudos realizados em Portugal que tenham simultaneamente analisado os contributos das pr&aacute;ticas de literacia  familiares e de vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas para a aprendizagem da leitura, pareceu-nos pertinente realizar este estudo em que  coloc&aacute;mos as seguintes quest&otilde;es:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; De que modo as pr&aacute;ticas de literacia familiar, o conhecimento do alfabeto e a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica predizem os  resultados em leitura numa fase inicial da aprendizagem?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; De que modo as pr&aacute;ticas de literacia familiar, o conhecimento do alfabeto, a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica e os resultados em  leitura numa fase inicial de aprendizagem, predizem os resultados em leitura no final do 1&ordm; ano?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram do estudo 74 crian&ccedil;as (33 do sexo feminino e 41 do sexo masculino) que frequentavam o 1&ordm; ano do Ensino B&aacute;sico,  de seis turmas de tr&ecirc;s escolas p&uacute;blicas da regi&atilde;o de Lisboa, provenientes de meios socioecon&oacute;micos  m&eacute;dio/m&eacute;dio-alto, sendo a sua m&eacute;dia de idades de aproximadamente 6 anos e 7 meses (desvio-padr&atilde;o 3.86). A maioria dos  pais (47%) possu&iacute;a uma licenciatura e apenas 11% n&atilde;o havia conclu&iacute;do o secund&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos e procedimentos</i></p>     <p>Para caracterizar o tipo de pr&aacute;ticas de literacia familiar foi utilizado uma adapta&ccedil;&atilde;o (Salgado, Mata, Cardoso, Ferreira,  Patr&atilde;o, &amp; Dur&atilde;o, 2011) para o 1&ordm; ciclo do <i>Question&aacute;rio de Pr&aacute;ticas de Literacia Familiar</i> de Mata e  Pacheco (2009) originalmente destinado a pais de crian&ccedil;as do pr&eacute;-escolar. Nele constam tr&ecirc;s dimens&otilde;es: Pr&aacute;ticas  de Leitura e Escrita de Treino (11 quest&otilde;es de resposta fechada e 1 de resposta aberta opcional relativas a atividades de ensino e/ou  treino), Pr&aacute;ticas de Leitura e Escrita de Rotina (10 quest&otilde;es de resposta fechada e 1 de resposta aberta relativas a atividades  realizadas nas rotinas di&aacute;rias) e Pr&aacute;ticas de Leitura e Escrita de Entretenimento (10 quest&otilde;es de resposta fechada e 1 de  resposta aberta opcional relativas a momentos de tempos livres). Este question&aacute;rio tem por base uma escala de 5 pontos, sendo que os pais se  devem posicionar em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; frequ&ecirc;ncia com que ocorre o comportamento/atividade (com muita frequ&ecirc;ncia/com  frequ&ecirc;ncia/algumas vezes/raramente/nunca).</p>     <p>Para avaliar o n&iacute;vel de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica foi utilizado o Subteste 6 dos testes de Avalia&ccedil;&atilde;o da Linguagem  Oral de Sim-Sim (2006), nomeadamente Bloco B e Bloco D, que avaliam compet&ecirc;ncias de segmenta&ccedil;&atilde;o e reconstru&ccedil;&atilde;o  fon&eacute;mica. Assim, na tarefa de reconstru&ccedil;&atilde;o fon&eacute;mica (Bloco B), &eacute; pedido &agrave; crian&ccedil;a que reconstrua  uma palavra segmentada em fonemas ao passo que na tarefa de segmenta&ccedil;&atilde;o fon&eacute;mica se pede &agrave; crian&ccedil;a que seja ela  a segmentar as palavras nas unidades m&iacute;nimas de som. Cada bloco &eacute; constitu&iacute;do por 2 itens de treino e 10 itens de resposta,  sendo a cota&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de cada um de 10 pontos na medida em que &eacute; atribu&iacute;do 1 ponto por cada resposta correta e  0 pontos a cada resposta errada.</p>     <p>Para avaliar o conhecimento que as crian&ccedil;as possuem ao n&iacute;vel da leitura e escrita de letras foram utilizados o Teste 4 e Teste 8  da ALEPE (Bateria de Avalia&ccedil;&atilde;o de Leitura em Portugu&ecirc;s Europeu; A. Sucena &amp; S. L. Castro, 2011). O Teste 4, Leitura de  Letras, encontra-se dividido em duas partes &ndash; leitura de mai&uacute;sculas e leitura de min&uacute;sculas &ndash; e nele &eacute; pedido  &agrave; crian&ccedil;a que leia uma lista de letras apresentada sequencialmente no computador. No Teste 8, Escrita de Letras Min&uacute;sculas,  &eacute; pedido &agrave; crian&ccedil;a que escreva em min&uacute;sculas um conjunto de letras ditadas pelo adulto. A pontua&ccedil;&atilde;o  m&aacute;xima em cada um dos testes &eacute; de 23 pontos. Apesar do alfabeto portugu&ecirc;s ter atualmente 26 letras estes testes excluem as  letras K, W, Y.</p>     <p>Para avaliar o desempenho das crian&ccedil;as em leitura foi utilizado o Teste 2, Lista A (adequada a crian&ccedil;as do 1&ordm; ano) da ALEPE  (Bateria de Avalia&ccedil;&atilde;o de Leitura em Portugu&ecirc;s Europeu; A. Sucena &amp; S. L. Castro, 2011), consistindo num teste  estandardizado de leitura de palavras isoladas, que variam em termos de complexidade ortogr&aacute;fica: palavras simples, em que as  correspond&ecirc;ncias grafema-fonema s&atilde;o fixas e biun&iacute;vocas; palavras consistentes, de baixo n&iacute;vel de complexidade que  incluem grafemas complexos e regularidades contextuais; palavras inconsistentes, de elevado n&iacute;vel de complexidade e que implicam  conhecimento lexical e/ou morfol&oacute;gico. Este teste &eacute; composto por 4 itens de treino e 18 itens de leitura obrigat&oacute;ria, dos  quais 9 s&atilde;o palavras simples, 6 palavras consistentes e 3 palavras inconsistentes. Pede-se &agrave; crian&ccedil;a que, sucessivamente, leia  cada uma das palavras o mais depressa e corretamente que possa. A pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima &eacute; de 18 pontos sendo cotado 1 ponto  por cada leitura correta e 0 pontos quando a palavra &eacute; lida com incorre&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Os dados foram recolhidos em dois momentos diferentes: Momento 1 (M1), entre Novembro e Dezembro, recolheram-se os dados relativos &agrave;s  compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas (consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, conhecimento do alfabeto e leitura inicial de palavras) e  pr&aacute;ticas parentais (preenchimento do Question&aacute;rio de Pr&aacute;ticas de Literacia por parte dos pais); Momento 2 (M2), em Maio,  realizou-se o teste de leitura final de palavras, com recurso ao mesmo teste utilizado no M1.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Os resultados ser&atilde;o apresentados tendo em conta as quest&otilde;es previamente formuladas. Assim, num primeiro momento apresentaremos os  dados relativos &agrave;s estat&iacute;sticas descritivas de todas as vari&aacute;veis em estudo, nomeadamente, as tr&ecirc;s medidas de  pr&aacute;ticas de literacia familiar, as vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas assim como o desempenho em leitura medido em dois momentos  diferentes: numa fase ainda inicial da aprendizagem da leitura (M1) e no final do ano letivo (M2). Numa segunda fase apresentaremos os dados  relativos &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis acima referidas e &agrave; capacidade preditiva das mesmas no desempenho em  leitura inicial (M1). Por fim, ser&atilde;o apresentados os dados correlacionais verificados entre a leitura final e as pr&aacute;ticas de  literacia familiar, as vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas e os resultados em leitura no M1, seguidos dos dados relativos ao valor preditivo  destas vari&aacute;veis nos resultados de leitura no final do ano (M2).</p>     <p>Apresentamos na <a href="#t1">Tabela 1</a> as estat&iacute;sticas descritivas referentes &agrave;s pr&aacute;ticas de leitura e escrita de  treino, pr&aacute;ticas de leitura e escrita de entretenimento e pr&aacute;ticas de leitura e escrita de rotina, conhecimento das letras,  consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica e resultados em leitura medidos no final do primeiro per&iacute;odo (M1) e no final do ano letivo (M2).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n1/35n1a01t1.jpg" width="576" height="218"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Como podemos observar pela <a href="#t1">Tabela 1</a>, no que se refere &agrave;s pr&aacute;ticas de literacia familiar, a pr&aacute;tica mais  utilizada pelos pais &eacute; a que concerne &agrave;s pr&aacute;ticas de treino/ensino, seguindo-se-lhe a de entretenimento e, finalmente, a  relacionada com as rotinas di&aacute;rias, embora estas duas &uacute;ltimas ocorram consideravelmente com menor frequ&ecirc;ncia que a primeira.  Tratando-se de uma escala de 5 pontos e sabendo que o seu ponto m&eacute;dio &eacute; 2,5 &eacute; de notar que a m&eacute;dia associada &agrave;s  pr&aacute;ticas de treino/ensino se encontra substancialmente acima deste ponto.</p>     <p>Tendo em conta as vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas (<a href="#t1">Tabela 1</a>) &eacute; poss&iacute;vel observar que as  crian&ccedil;as conhecem em m&eacute;dia 18 das 23 letras do alfabeto consideradas e realizam com sucesso metade dos itens das tarefas de  consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica. J&aacute; no desempenho na prova de leitura de palavras que, notamos, media a efic&aacute;cia da leitura,  podemos constatar que as crian&ccedil;as conseguiram ler com corre&ccedil;&atilde;o aproximadamente 8 palavras de um total de 18 no primeiro  momento (M1) tendo havido um incremento de 5 palavras corretamente descodificadas no final do ano letivo elevando o resultado para aproximadamente  13 palavras.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para perceber as rela&ccedil;&otilde;es existentes entre os tipos de pr&aacute;ticas parentais desenvolvidas, as vari&aacute;veis  psicolingu&iacute;sticas e o desempenho em leitura medido inicialmente (M1) procedemos a uma an&aacute;lise de correla&ccedil;&otilde;es, conforme  a <a href="#t2">Tabela 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n1/35n1a01t2.jpg" width="576" height="207"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel constatar (<a href="#t2">Tabela 2</a>) que foram encontradas fortes e significativas associa&ccedil;&otilde;es entre o  desempenho em leitura no M1 e as duas vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas (conhecimento das letras e consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica) e uma  moderada e significativa associa&ccedil;&atilde;o com as pr&aacute;ticas de entretenimento. &Eacute; de notar que se verificaram tamb&eacute;m  correla&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas entre as vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas (consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica e o  conhecimento das letras), entre o conhecimento das letras e as tr&ecirc;s pr&aacute;ticas de literacia familiar e entre as pr&aacute;ticas de  rotinas e a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica. Houve tamb&eacute;m associa&ccedil;&otilde;es significativas entre todas as pr&aacute;ticas de  literacia familiar.</p>     <p>No que diz respeito a saber de que modo as pr&aacute;ticas de literacia familiar, o conhecimento das letras e a consci&ecirc;ncia  fon&eacute;mica predizem os resultados em leitura numa fase inicial da aprendizagem (M1), realiz&aacute;mos uma an&aacute;lise de regress&atilde;o  hier&aacute;rquica de dois passos, tendo adicionado no primeiro passo as medidas relacionadas com as pr&aacute;ticas de literacia familiar e num  segundo passo a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica e o conhecimento das letras, tendo-se obtido os resultados que apresentamos na  <a href="#t3">Tabela 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n1/35n1a01t3.jpg" width="576" height="244"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com a <a href="#t3">Tabela 3</a>, o segundo modelo explica 69% da vari&acirc;ncia dos resultados no desempenho em leitura medida num  primeiro momento (M1) enquanto o primeiro modelo explicava apenas 4% desses resultados, o que significa um incremento de 65% de vari&acirc;ncia  explicada com a introdu&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis lingu&iacute;sticas no modelo. Uma vez observadas individualmente as vari&aacute;veis  constatamos que as que predizem de modo estatisticamente significativo a leitura M1 s&atilde;o, em primeiro lugar o conhecimento das letras,  seguido da consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica e, por fim, as pr&aacute;ticas de entretenimento. Os valores dos coeficientes demonstram, pois, que o  aumento dos resultados quer das vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas quer das pr&aacute;ticas de entretenimento, est&aacute; associado a um  aumento dos resultados em leitura numa fase inicial da sua aprendizagem (M1).</p>     <p>Para averiguar a exist&ecirc;ncia de associa&ccedil;&otilde;es entre os resultados em leitura do final do ano letivo (M2) e vari&aacute;veis  como as tr&ecirc;s pr&aacute;ticas de literacia familiar, as vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas e o desempenho em leitura medido num  primeiro momento (M1), foi novamente realizada uma an&aacute;lise de correla&ccedil;&otilde;es que apresentamos na <a href="#t4">Tabela 4</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n1/35n1a01t4.jpg" width="578" height="136"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Como podemos verificar, as vari&aacute;veis lingu&iacute;sticas (conhecimento das letras e consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica) juntamente com o  desempenho em leitura no M1 est&atilde;o significativa e positivamente associadas ao desempenho em leitura no final do ano. A  associa&ccedil;&atilde;o mais forte pode, assim, ser verificada ao n&iacute;vel da leitura inicial de palavras (M1), seguindo-se os conhecimentos  das crian&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s letras e os resultados em consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica. No que diz respeito &agrave;s  pr&aacute;ticas de literacia familiar encontrou-se uma associa&ccedil;&atilde;o significativa moderada das pr&aacute;ticas de rotina e de  entretenimento com a leitura final (M2), sendo as pr&aacute;ticas de entretenimento a vari&aacute;vel onde se encontra maior  associa&ccedil;&atilde;o. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas de leitura e escrita de treino houve uma associa&ccedil;&atilde;o  ainda que fraca e n&atilde;o estatisticamente significativa.</p>     <p>Com o objetivo de analisar a capacidade preditiva das diferentes vari&aacute;veis lingu&iacute;sticas, da leitura inicial (M1) e das  pr&aacute;ticas de literacia familiar no desempenho em leitura no final do ano (M2), procedeu-se a nova an&aacute;lise de regress&atilde;o  hier&aacute;rquica, desta vez de tr&ecirc;s passos, sendo que num primeiro passo foram adicionadas as tr&ecirc;s dimens&otilde;es das  pr&aacute;ticas de literacia familiar, no segundo a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica e o conhecimento das letras e, por fim, num terceiro passo  foi adicionada a vari&aacute;vel relativa aos resultados de leitura inicial (M1), tendo-se obtido os resultados que apresentamos na  <a href="#t5">Tabela 5</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t5"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n1/35n1a01t5.jpg" width="575" height="332"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tendo em conta os dados constantes na <a href="#t5">Tabela 5</a>, o modelo que melhor prediz o desempenho final em leitura (M2) &eacute; o  terceiro modelo. Este modelo, ao qual foi adicionada, para al&eacute;m das vari&aacute;veis lingu&iacute;sticas e das pr&aacute;ticas de literacia  familiar, a leitura inicial (M1) explica 69.3% da vari&acirc;ncia dos resultados no desempenho final em leitura (M2). &Eacute; de notar,  por&eacute;m, que o segundo modelo explicava j&aacute; 60.7% da vari&acirc;ncia o que significa que houve um incremento de apenas 8.6% com a  adi&ccedil;&atilde;o da leitura inicial ao modelo final ao passo que do primeiro para o segundo modelo, isto &eacute;, depois de terem sido  adicionadas as vari&aacute;veis lingu&iacute;sticas &agrave;s pr&aacute;ticas de literacia familiar, o aumento de vari&acirc;ncia explicada foi de  52.6%. No modelo final, as vari&aacute;veis que possuem maior valor preditivo e as &uacute;nicas com valor estatisticamente significativo  s&atilde;o a leitura inicial (M1) e o conhecimento das letras, sendo que a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica possu&iacute;a um valor de  signific&acirc;ncia marginal no segundo modelo (<i>p</i>=.07) que se diluiu totalmente no modelo final.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Com o presente estudo procur&aacute;mos analisar as rela&ccedil;&otilde;es que se estabelecem entre os diversos tipos de pr&aacute;ticas de  literacia familiar, vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas como a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica e o conhecimento das letras e a  aquisi&ccedil;&atilde;o da leitura em crian&ccedil;as a frequentar o 1&ordm; ano de escolaridade, quer numa fase inicial da aprendizagem da  leitura (final do 1&ordm; per&iacute;odo) quer no final desse mesmo ano letivo. Foram, portanto, colocadas duas quest&otilde;es &agrave;s quais  procur&aacute;mos dar resposta: por um lado, saber se as pr&aacute;ticas de literacia familiar, o conhecimento do alfabeto e a consci&ecirc;ncia  fon&eacute;mica eram preditoras dos resultados em leitura numa fase inicial da aprendizagem; por outro, perceber como &eacute; que essas  pr&aacute;ticas, assim como as compet&ecirc;ncias psicolingu&iacute;sticas e os resultados em leitura numa fase inicial de aprendizagem, prediziam  os resultados em leitura no final do 1&ordm; ano.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; primeira quest&atilde;o, as vari&aacute;veis que melhor predizem de modo significativo a leitura em fases  iniciais da aprendizagem s&atilde;o as vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas (conhecimento das letras seguido da consci&ecirc;ncia  fon&eacute;mica) e as pr&aacute;ticas de entretenimento, entre as quais se destaca a leitura de hist&oacute;rias. Estes resultados est&atilde;o  parcialmente em linha com os reportados por S&eacute;n&eacute;chal e colaboradores (1998) que conclu&iacute;ram que compet&ecirc;ncias de literacia  da linguagem oral, como a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica, e da linguagem escrita, como o conhecimento das letras, explicavam significativamente  a vari&acirc;ncia da leitura de palavras. N&atilde;o encontraram, por&eacute;m, rela&ccedil;&otilde;es de valor preditivo entre a  exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; leitura (inclu&iacute;da nas nossas pr&aacute;ticas de entretenimento) e a leitura de palavras.</p>     <p>No que respeita &agrave; segunda quest&atilde;o, os dados permitem-nos concluir que as vari&aacute;veis com maior capacidade preditiva da  leitura no final do ano letivo consistem na leitura inicial e no conhecimento das letras, sendo certo que nem a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica,  nem nenhuma das pr&aacute;ticas de literacia, predizem esse desempenho de forma significativa no modelo final. &Agrave; semelhan&ccedil;a do nosso  estudo, tamb&eacute;m S&eacute;nechal e LeFevre (2002) verificaram que as capacidades de literacia emergentes (nas quais estavam inclu&iacute;das o  conhecimento das letras e a descodifica&ccedil;&atilde;o de palavras simples &ndash; estrutura consoante, vogal, consoante, frequentes no  ingl&ecirc;s) eram preditoras da leitura de palavras no final do 1&ordm; ano e que as atividades de ensino desenvolvidas pelos pais estavam  associadas a essas capacidades de literacia emergente. A consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, medida separadamente, era tamb&eacute;m preditora da  leitura final, no entanto, enquanto a literacia emergente explicava 48% da vari&acirc;ncia no modelo a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica  explicava somente 3% dessa vari&acirc;ncia.</p>     <p>&Eacute; de notar, por&eacute;m, que a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica, no estudo que aqui apresentamos, possui tamb&eacute;m ela valor  preditivo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; leitura final, valor preditivo esse que tendencialmente desapareceu com a inclus&atilde;o da leitura  inicial no modelo. N&atilde;o obstante, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel afirmar que a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica n&atilde;o  exer&ccedil;a qualquer influ&ecirc;ncia no que &agrave; leitura final diz respeito. Na verdade, existe uma forte correla&ccedil;&atilde;o entre  ambas na medida em que o conhecimento das letras est&aacute; tamb&eacute;m associado &agrave; consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica, pelo que o seu  efeito enquanto vari&aacute;vel preditora tender&aacute; a desaparecer (Bowey, 2005). Assim, o desenvolvimento do conhecimento das letras e a  consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica &ldquo;parecem estar intimamente ligados, sendo que ambos influenciam fortemente o desenvolvimento da leitura  de palavras [...]. Parece ser mais &uacute;til considerar o conhecimento das letras e a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica como  <i>co-determinantes</i> do desenvolvimento inicial da leitura do que tentar determinar qual dos dois desempenha um papel mais forte.&rdquo;  (Bowey, 2005, p. 168). Existe ainda um outro facto a ter em conta quando se fala do pouco impacto que a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica parece  ter tido no desempenho em leitura do final do ano, sendo que esse impacto existia e era significativo na leitura inicial. No estudo de Lepola,  Niemi, Mira e Minna (2005) que examinava as contribui&ccedil;&otilde;es motivacionais e de compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas e cognitivas na  aprendizagem da leitura, os autores conclu&iacute;ram que a capacidade de leitura de palavras anterior &agrave; aprendizagem formal explicava a  rela&ccedil;&atilde;o entre a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica e a leitura posterior. Os autores referem que, apesar de a literatura referir que  a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica avaliada no 1&ordm; ano se constitui como um preditor da posterior precis&atilde;o na leitura de palavras, o  que parece suceder &eacute; que a consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica pode ser um componente ou constituinte da fase inicial da aprendizagem da  leitura e n&atilde;o tanto um percursor dessa aprendizagem (Lepola et al., 2005). &Agrave; semelhan&ccedil;a deste estudo, a vari&aacute;vel  leitura inicial inclu&iacute;da no modelo final do nosso estudo pode explicar por si a rela&ccedil;&atilde;o entre a consci&ecirc;ncia  fon&eacute;mica e o desempenho em leitura final, diminuindo significativamente o seu valor preditivo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas de literacia familiar consideramos de extrema import&acirc;ncia discutir alguns dos dados  obtidos e que podem trazer alguma luz sobre a import&acirc;ncia do envolvimento parental na aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias de  literacia dos seus filhos. Assim, foi poss&iacute;vel constatar como a maioria dos pais se envolve com maior frequ&ecirc;ncia em atividades de  ensino de leitura e escrita de letras, nomes, palavras, frases, treino de ortografia, realiza&ccedil;&atilde;o de trabalhos de casa, entre outras,  do que em atividades relacionadas com momentos de lazer e tempo livre (como fazer jogos variados que envolvam palavras, leitura e escrita de  hist&oacute;rias, rimas, etc.) ou atividades ligadas ao dia-a-dia (ler e escrever cartas, receitas, listas de compras, ler cartazes  publicit&aacute;rios, r&oacute;tulos). No entanto, as pr&aacute;ticas em que os pais mais se envolvem s&atilde;o, na verdade, as que parecem estar  menos associadas &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias de leitura, contrariamente &agrave;s de entretenimento (nas quais se insere  a leitura de hist&oacute;rias) que parecem possuir um papel de relevo no desenvolvimento das capacidades de leitura das crian&ccedil;as de 1&ordm;  ano. Estes dados v&atilde;o de encontro aos reportados por Mata e Pacheco (2009) mas contrariam o estudo de S&eacute;n&eacute;chal e LeFevre (2001)  que refere existir uma associa&ccedil;&atilde;o entre atividade de ensino de leitura e escrita e as medidas de literacia emergente como sejam o  conhecimento das letras e a descodifica&ccedil;&atilde;o de palavras. Tamb&eacute;m numa revis&atilde;o de literatura acerca do efeito de programas  de interven&ccedil;&atilde;o de envolvimento parental na aquisi&ccedil;&atilde;o da leitura S&eacute;n&eacute;chal (2006) refere a primazia da  efic&aacute;cia das pr&aacute;ticas de ensino de compet&ecirc;ncias de leitura sobre atividades de leitura de hist&oacute;rias, o que pode ser  relevante em termos de orienta&ccedil;&atilde;o na constru&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o de diferentes tipos de  interven&ccedil;&atilde;o em literacia familiar.</p>     <p>Concluindo, parece existir uma rede de rela&ccedil;&otilde;es complexas entre a aquisi&ccedil;&atilde;o da leitura e, simultaneamente, as  vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas e o tipo de envolvimento parental. Se, por um lado, o conhecimento das letras, a consci&ecirc;ncia  fon&eacute;mica e as pr&aacute;ticas parentais de leitura e escrita de entretenimento predizem a leitura numa fase inicial da aprendizagem, por  outro, &eacute; a leitura inicial que melhor prediz a leitura no final do ano. Estes dados n&atilde;o nos permitem afirmar, por&eacute;m, que as  pr&aacute;ticas de literacia familiar, apesar de n&atilde;o predizerem substancialmente a aquisi&ccedil;&atilde;o posterior da leitura, n&atilde;o  tenham rela&ccedil;&atilde;o com o sucesso ou insucesso da sua aquisi&ccedil;&atilde;o at&eacute; porque est&atilde;o relacionadas com as  vari&aacute;veis psicolingu&iacute;sticas. Neste sentido, se &eacute; verdade que este estudo pode ajudar-nos a determinar quais as  compet&ecirc;ncias com maior impacto ao n&iacute;vel da aquisi&ccedil;&atilde;o da leitura, n&atilde;o se pode, por&eacute;m, descurar o facto de  muitos outros processos estarem envolvidos no desenvolvimento das capacidades de leitura, e que n&atilde;o foram objeto de estudo. Recomenda-se,  por isso, estudos futuros que envolvam uma amostra maior, mais diversificada (diferentes n&iacute;veis socio-econ&oacute;micos e diferentes  regi&otilde;es) e que tenha em conta, vari&aacute;veis como a escrita, a compreens&atilde;o leitora, o vocabul&aacute;rio, o conhecimento das  fun&ccedil;&otilde;es da escrita entre outras, que muitos estudos t&ecirc;m demonstrado ser, simultaneamente, influenciadas pelas pr&aacute;ticas  de literacia familiar e influenciar a aprendizagem da leitura.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Adams, M. (1998). <i>Beginning to read: Thinking and learning about print</i> (2<sup>nd</sup> ed.). Cambridge, MA: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026159&pid=S0870-8231201700010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Alves Martins, M. (2000). <i>Pr&eacute;-hist&oacute;ria da aprendizagem da leitura e da escrita</i> (2&ordf; ed.). Lisboa: ISPA &ndash;  Instituto Universit&aacute;rio.</p>     <!-- ref --><p>Bowey, J. A. (2005). Predicting individual differences in learning to read. In M. J. Snowling &amp; C. Hulme (Eds.), <i>The science of reading: A  handbook</i> (pp. 155-172). Oxford, UK: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026162&pid=S0870-8231201700010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Caravolas, M., Lerv&aring;g, A., Mousikou, P., Efrim, C., &amp; Litavsky, M. (2012). Common patterns of prediction of litteracy development in  different alphabetic ortographies. <i>Psychological Science, 23</i>, 678-686.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026164&pid=S0870-8231201700010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cardoso-Martins, C., &amp; Batista, A. (2005). O conhecimento do nome das letras e o desenvolvimento da escrita: Evid&ecirc;ncia de  crian&ccedil;as falantes do portugu&ecirc;s. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 18</i>, 330-336.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026166&pid=S0870-8231201700010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cardoso-Martins, C., Resende, S., &amp; Rodrigues, L. (2002). Letter name knowledge and the ability to learn to read by processing  letter-phoneme relations in words: Evidence from Brazilian Portuguese-speaking children. <i>Reading and Writing, 15</i>, 409-432.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026168&pid=S0870-8231201700010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunningham, A., &amp; Carroll, J. M. (2011). Reading-related skills in earlier and later schooled children. <i>Scientific Studies of Reading,  15</i>, 244-266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026170&pid=S0870-8231201700010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Downing, J. (1987). A influ&ecirc;ncia da escola na aprendizagem da leitura. In E. Ferreiro (Ed.), <i>Os processos de leitura e escrita</i> (pp.  182-194). Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026172&pid=S0870-8231201700010000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Goswami, U., &amp; Bryant, P. (1990). <i>Phonological skills and learning to read</i>. Hove: Lawrence Erlbaum Associates Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026174&pid=S0870-8231201700010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hammer, C. S., Farkas, G., &amp; Maczuga, S. (2010). The language and literacy development of head start children: A study using the family and  child experiences survey database. <i>Language, Speech, and Hearing Services in Schools, 41</i>, 70-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026176&pid=S0870-8231201700010000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hannon, P. (1999). Rhetoric and research in family literacy. <i>British Educational Research Journal, 26</i>, 121-138.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026178&pid=S0870-8231201700010000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Homer, L. (2008). <i>A review of the literature on family literacy</i>. Fredericton, New Brunswick: Literacy Coalition of New Brunswick.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026180&pid=S0870-8231201700010000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hulme, C., Bowyer-Crane, C., Carroll, J. M., Duff, F., &amp; Snowling, M. J. (2012). The causal role of phoneme awareness and letter-sound  knowledge in learning to read: Combining intervention studies with mediation analyses. <i>Psychological Science, 23</i>, 572-577.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026182&pid=S0870-8231201700010000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kamii, C., &amp; Manning, M. (2002). Phonemic awareness and beginning reading and writing. <i>Journal of Research in Childhood Education,  17</i>, 38-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026184&pid=S0870-8231201700010000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lepola, J., Niemi, P., Mira, K., &amp; Minna, H. (2005). Cognitive-linguistic skills and motivation as longitudinal predictors of reading and  arithmetic achievement: A follow-up study from kindergarden to grade 2. <i>International Journal of Educational Research, 43</i>, 250-271.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026186&pid=S0870-8231201700010000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mata, L., &amp; Pacheco, P. (2009). Caracteriza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas de literacia familiar. In B. Silva, L. Almeida, A. Lozano,  &amp; M. Uzquiano (Eds.), <i>Actas do X Congresso Galaico Portugu&ecirc;s de Psicopedagogia</i> (pp. 1741-1753). Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026188&pid=S0870-8231201700010000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Melhuish, E. C., Phan, M. B., Sylva, K., Sammons, P., Siraj-Blatchford, I., &amp; Taggart, B. (2008). Effects of the home learning environment  and preschool center experience upon literacy and numeracy development in early primary school. <i>Journal of Social Issues, 64</i>, 95-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026190&pid=S0870-8231201700010000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pontecorvo, C., &amp; Fabretti, D. (2003). Aprender un sistema de escritura, aprender una lengua. In C. Pontecorvo (Coord.), <i>Manual de  psicolog&iacute;a de la education</i> (pp. 160-203). Madrid: Editorial Popular.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026192&pid=S0870-8231201700010000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Richgels, D. (1986). Beginning first graders&rsquo; &ldquo;invented spelling&rdquo; ability and their performance in functional classroom  writing activities. <i>Early Childhood Research Quarterly, 1</i>, 85-97.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Salgado, L., Mata, L., Cardoso, C., Ferreira, J., Patr&atilde;o, C., &amp; Dur&atilde;o, A. (2011). <i>O aumento das compet&ecirc;ncias  educativas das fam&iacute;lias: Um efeitos dos Centros Novas Oportunidades</i>. Lisboa: ANQ &ndash; Ag&ecirc;ncia Nacional para a  Qualifica&ccedil;&atilde;o, IP.</p>     <p>S&eacute;n&eacute;chal, M. (2006). <i>The effect of family literacy interventions on children&rsquo;s acquisition of reading from kindergarten  to grade 3: A meta-analytic review</i>. Report reviewed and approved by the Institute for Education Sciences, US Department of Education.</p>     <p>S&eacute;n&eacute;chal, M., &amp; LeFevre, J. (2001). Storybook reading and parent teaching: Links to language and literacy development. In P.  Britto &amp; J. Brooks-Gunn (Eds.), <i>New directions for child and adolescent development. The role of family literacy environments in  promoting young children&rsquo;s emerging literacy skills</i> (Vol. 92, pp. 39-52). San Francisco: Jossey Bass.</p>     <p>S&eacute;n&eacute;chal, M., &amp; LeFevre, J. (2002). Parental involvement in the development of children&rsquo;s reading skill: A five-year  longitudinal study. <i>Child Development, 73</i>, 445-460.</p>     <!-- ref --><p>S&eacute;n&eacute;chal, M., LeFevre, J., Thomas, E., &amp; Daley, K. (1998). Defferential effects of home literacy experiences on the  development of oral and written language. <i>Reading Research Quarterly, 32</i>, 96-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026199&pid=S0870-8231201700010000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, C. (2003). <i>At&eacute; &agrave; descoberta do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste  Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026201&pid=S0870-8231201700010000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sim-Sim, I. (2006). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o da linguagem oral: Um contributo para o conhecimento do desenvolvimento lingu&iacute;stico das  crian&ccedil;as portuguesas</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026203&pid=S0870-8231201700010000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sucena, A., &amp; Castro, S. L. (2011). <i>ALEPE: Bateria de avalia&ccedil;&atilde;o da leitura em portugu&ecirc;s europeu</i>. Lisboa:  CEGOC-TEA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=026205&pid=S0870-8231201700010000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Treiman, R. (2004). Phonology and spelling. In T. Nunes &amp; P. Bryant (Eds.), <i>Handbook of children&rsquo;s literacy</i> (pp. 31-42).  Dordrecht: Kluwer Academic Publishers.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Liliana Salvador, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em  Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:lsalvador@ispa.pt">lsalvador@ispa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho foi financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (SFRH/BD/90452/2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 29/09/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 09/03/2016</p>     ]]></body>
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