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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escala de Avaliação das Estratégias Sociais: Um estudo de validação com crianças em idade pré-escolar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Social Strategies Rating Scale (Aguiar, 2007) was designed to measure the specific social strategies that preschool-aged children use in the social tasks of peer group entry, maintaining play, and resolving conflicts. In this study, we investigate the psychometric characteristics of the scores obtained with Social Strategies Rating Scale and Social Skills Rating System (SSRS; Gresham & Elliott, 1990) in 349 Portuguese preschoolers. Internally consistent, correlated with a widespread measure of social competence, and with some variations as a function of children’s sex and age, the social strategies of Maintaining play, Harmonious initiation, Active initiation, and Conflict resolution may prove useful in future research on peer relations.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Competência social]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das Estrat&eacute;gias Sociais: Um estudo de valida&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as em idade  pr&eacute;-escolar</b></p>     <p><b>Margarida Fialho<sup>1</sup>, Cec&iacute;lia Aguiar<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>ISCTE &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, CIS-IUL</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das Estrat&eacute;gias Sociais (EAES; Aguiar, 2007) destina-se a avaliar as estrat&eacute;gias sociais  espec&iacute;ficas que as crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar utilizam nas tarefas sociais de entrada no grupo de pares,  manuten&ccedil;&atilde;o do jogo e resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos. Neste estudo, avaliamos as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas dos  dados obtidos com a EAES e com o Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o das Compet&ecirc;ncias Sociais (SACS; Aguiar, 2007) em 349 crian&ccedil;as  Portuguesas em idade pr&eacute;-escolar. Internamente consistentes, correlacionadas com uma medida estabelecida de compet&ecirc;ncia social, e com  algumas varia&ccedil;&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o do sexo e idade das crian&ccedil;as, as estrat&eacute;gias sociais de  Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo, Inicia&ccedil;&atilde;o harmoniosa, Inicia&ccedil;&atilde;o ativa e Resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos  poder&atilde;o relevar-se &uacute;teis para a investiga&ccedil;&atilde;o sobre rela&ccedil;&otilde;es entre pares.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Compet&ecirc;ncia social, Estrat&eacute;gias sociais, Problemas de comportamento, Pr&eacute;-escolar.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The Social Strategies Rating Scale (Aguiar, 2007) was designed to measure the specific social strategies that preschool-aged children use in  the social tasks of peer group entry, maintaining play, and resolving conflicts. In this study, we investigate the psychometric characteristics of  the scores obtained with Social Strategies Rating Scale and Social Skills Rating System (SSRS; Gresham &amp; Elliott, 1990) in 349 Portuguese  preschoolers. Internally consistent, correlated with a widespread measure of social competence, and with some variations as a function of  children&rsquo;s sex and age, the social strategies of Maintaining play, Harmonious initiation, Active initiation, and Conflict resolution may  prove useful in future research on peer relations.</p>     <p><b>Key words</b>: Social competence, Social strategies, Behavior problems, Preschool.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Os anos pr&eacute;-escolares constituem um per&iacute;odo de r&aacute;pido desenvolvimento no dom&iacute;nio das rela&ccedil;&otilde;es entre  pares (Guralnick, Hammond, Connor, &amp; Neville, 2006). Trata-se de um per&iacute;odo em que muitas crian&ccedil;as s&atilde;o expostas, pela  primeira vez, a um elevado n&uacute;mero de pares, fora do contexto familiar, em que &eacute; estabelecido um maior n&uacute;mero de  din&acirc;micas sociais complexas e em que as crian&ccedil;as passam de um jogo solit&aacute;rio para um jogo interativo e rec&iacute;proco que  exige compet&ecirc;ncias como a coopera&ccedil;&atilde;o e a partilha (Fabes, Martin, &amp; Hanish, 2009). Durante estes anos, o jogo constitui um  importante contexto para as crian&ccedil;as adquirirem, implementarem e dominarem uma variedade de compet&ecirc;ncias que contribuem para as  intera&ccedil;&otilde;es sociais positivas com pares (Coplan &amp; Arbeau, 2009).</p>     <p>O jogo com pares exige, contudo, que as crian&ccedil;as desempenhem tr&ecirc;s tarefas sociais de alguma complexidade: conquistar a entrada no  jogo (i.e., para o grupo de pares), manter o jogo e resolver quaisquer conflitos que possam emergir nesse contexto social (Guralnick, 1992a). As  estrat&eacute;gias eficazes de entrada para o grupo de pares s&atilde;o tipicamente caracterizadas pelo estabelecimento de um quadro de  refer&ecirc;ncia com crian&ccedil;as que j&aacute; est&atilde;o envolvidas no jogo, exibindo intera&ccedil;&otilde;es sociais relevantes e  sincronizadas (i.e., comportamentos harmoniosos); as estrat&eacute;gias eficazes para a manuten&ccedil;&atilde;o do jogo envolvem comportamentos  sociais que sustentam a fun&ccedil;&atilde;o e a estrutura do jogo; e as estrat&eacute;gias eficazes de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos  requerem uma variedade de trocas sociais conciliat&oacute;rias (Guralnick, 1993).</p>     <p>Segundo Guralnick (1992b), a compet&ecirc;ncia social no contexto de pares &eacute; reflexo direto da efic&aacute;cia e adequa&ccedil;&atilde;o  destas estrat&eacute;gias sociais. Uma das tarefas mais dif&iacute;ceis e importantes que as crian&ccedil;as enfrentam &eacute; descobrir como  envolver-se com os pares numa atividade de jogo em curso: cerca de 50% das tentativas s&atilde;o rejeitadas ou ignoradas (Guralnick, 1992a), sendo  esta tarefa altamente preditiva da sua compet&ecirc;ncia social (Guralnick, 1992b). As crian&ccedil;as que persistem, selecionam uma s&eacute;rie  de estrat&eacute;gias para convencer os seus companheiros a permitirem a sua participa&ccedil;&atilde;o nas atividades, o que cria, em muitos  momentos, conflitos, exigindo assim que as crian&ccedil;as sejam competentes na resolu&ccedil;&atilde;o dos conflitos, ou seja, que negoceiem, que  fa&ccedil;am sugest&otilde;es alternativas (Guralnick, 1992a).</p>     <p>Para a crian&ccedil;a entrar num grupo, primeiro tem de perceber os temas espec&iacute;ficos do jogo, ou seja, atrav&eacute;s da  observa&ccedil;&atilde;o da atividade de jogo em curso, tem de perceber o quadro de refer&ecirc;ncia do grupo (Guralnick, 1992a). As  crian&ccedil;as que s&atilde;o normalmente bem-sucedidas seguem as suas observa&ccedil;&otilde;es da situa&ccedil;&atilde;o e adotam comportamentos  semelhantes ao grupo (i.e., comportamentos harmoniosos) (Guralnick, 1992b). Normalmente, as estrat&eacute;gias escolhidas dever&atilde;o ser  n&atilde;o-intrusivas, particularmente comportamentos n&atilde;o-verbais (e.g., imitar aspetos do jogo). Se a estrat&eacute;gia da crian&ccedil;a  estiver a funcionar, estrat&eacute;gias mais diretivas podem ser eficazmente utilizadas (Guralnick, 1992a).</p>     <p>A capacidade da crian&ccedil;a para manter o jogo com os pares &eacute; considerada o teste mais rigoroso &agrave; compet&ecirc;ncia social.  Efetivamente, a manuten&ccedil;&atilde;o do jogo requer que as crian&ccedil;as compreendam e adiram aos temas do jogo e &agrave; estrutura da  atividade e lidem com mudan&ccedil;as dos padr&otilde;es de jogo, com as exig&ecirc;ncias dos parceiros de jogo e com uma s&eacute;rie de outras  tarefas sociais, como a resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos (Guralnick, 1992b). As crian&ccedil;as que s&atilde;o bem-sucedidas conseguem lidar  com estas press&otilde;es, sem permitir que a intera&ccedil;&atilde;o se desintegre (Guralnick, 1992b).</p>     <p>A maioria das medidas de compet&ecirc;ncia social dispon&iacute;veis foca-se nos resultados dos comportamentos sociais das crian&ccedil;as  (e.g., Cook &amp; Oliver, 2011), sem captar as estrat&eacute;gias sociais especificamente utilizadas para atingir esses resultados. Assim, no  sentido de colmatar esta lacuna, desenvolvemos a Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das Estrat&eacute;gias Sociais (EAES; Aguiar, 2007) com o  objetivo de avaliar as estrat&eacute;gias sociais (i.e., os comportamentos espec&iacute;ficos) que as crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar  utilizam para desempenhar as tarefas sociais necess&aacute;rias para serem bem sucedidas no jogo com pares: entrada para o grupo,  manuten&ccedil;&atilde;o do jogo e resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos. A EAES foca, assim, o processo de prossecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos  sociais das crian&ccedil;as, considerando-se que informa&ccedil;&otilde;es detalhadas sobre os comportamentos espec&iacute;ficos que as  crian&ccedil;as usam para desempenharem estas tarefas sociais podem ser &uacute;teis para efeitos de investiga&ccedil;&atilde;o e de  interven&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sem publica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, a EAES constitui uma medida de heterorrelato, que capta as perce&ccedil;&otilde;es dos educadores  de inf&acirc;ncia, tendo sido desenvolvida tendo por base o instrumento Assessment of Peer Relations (APR; Guralnick, 1992b; Soares, Serrano, &amp;  Guralnick, 2013) e o Play Tools for Learning (Bruder &amp; Chen, 2007) e fundamentando-se, conceptualmente, no modelo hier&aacute;rquico de  Guralnick (1992a, 1999). Este modelo permite compreender os fatores que influenciam a compet&ecirc;ncia social das crian&ccedil;as, entendida como  a capacidade das crian&ccedil;as para, com sucesso e de forma adequada, selecionarem e atingirem os seus objetivos interpessoais (Guralnick, 1990).  Segundo Guralnick (2010), a manifesta&ccedil;&atilde;o de um comportamento socialmente competente numa determinada tarefa social requer a  integra&ccedil;&atilde;o sincr&oacute;nica e harmoniosa dos processos de regula&ccedil;&atilde;o emocional e compreens&atilde;o partilhada, dos  processos sociocognitivos e dos processos de ordem superior. Por exemplo, uma poss&iacute;vel falha na codifica&ccedil;&atilde;o de  informa&ccedil;&atilde;o dificultar&aacute; a interpreta&ccedil;&atilde;o do comportamento do par, o que poder&aacute; levar a uma escolha  inadequada e ineficaz da estrat&eacute;gia social; da mesma forma, a incapacidade para regular as emo&ccedil;&otilde;es, especialmente durante  conflitos, poder&aacute; alterar aspetos do processamento sociocognitivo e influenciar processos de ordem superior, levando a uma menor  adequa&ccedil;&atilde;o na sele&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias sociais (Guralnick, 2010).</p>     <p>No presente trabalho, &eacute; nosso objetivo estudar as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas dos dados obtidos com a EAES numa amostra  de crian&ccedil;as Portuguesas em idade pr&eacute;-escolar. Em particular, propomo-nos investigar a validade de constructo, convergente e  discriminante da EAES bem como a sua consist&ecirc;ncia interna. Opt&aacute;mos por examinar a validade convergente da EAES em fun&ccedil;&atilde;o  das suas correla&ccedil;&otilde;es com a vers&atilde;o pr&eacute;-escolar do Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o das Compet&ecirc;ncias Sociais  (SACS; Aguiar, 2007), tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa do Social Skills Rating System (SSRS; Gresham &amp; Elliott, 1990), por se tratar de uma  medida reconhecida de compet&ecirc;ncia social, amplamente utilizada em investiga&ccedil;&otilde;es internacionais e nacionais (e.g., Aguiar,  Moiteiro, &amp; Pimentel, 2010; Fantuzzo, Manz, &amp; McDermott, 1998; Rich, Shepherd, &amp; Nangle, 2008). Contudo, por se tratar de uma medida  sem valida&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa em idade pr&eacute;-escolar, &eacute; nosso prop&oacute;sito  avan&ccedil;ar, igualmente, com o estudo psicom&eacute;trico desta medida de compet&ecirc;ncia social.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram neste estudo 73 educadores de inf&acirc;ncia que exerciam a sua atividade profissional em 26 institui&ccedil;&otilde;es de  educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia (19 p&uacute;blicas, 5 privadas com fins lucrativos e 2 privadas de solidariedade social),  predominantemente de meios urbanos do distrito de Lisboa. As suas idades variavam entre os 26 e os 56 anos (<i>M</i>=42.00, <i>DP</i>=8.96). Apenas  um educador era do sexo masculino. A experi&ecirc;ncia profissional na &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia variou entre os 3  anos e os 33 anos (<i>M</i>=17.02, <i>DP</i>=8.88). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica dos educadores de  inf&acirc;ncia, 4.6% tinham bacharelato, 66.2% tinham licenciatura, 24.9% tinham p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e 3.2% tinham mestrado. Estes  educadores eram respons&aacute;veis por grupos, na maioria, heterog&eacute;neos (43.8%), incluindo crian&ccedil;as de 3, 4 e 5 anos de idade. O  tamanho dos grupos variou entre 9 e 27 crian&ccedil;as (<i>M</i>=19.89, <i>DP</i>=4.64).</p>     <p>Os educadores participantes avaliaram as compet&ecirc;ncias e estrat&eacute;gias sociais de 349 crian&ccedil;as com desenvolvimento  t&iacute;pico (50.9% do sexo feminino e 49.1% do sexo masculino, tendo-se verificado 1,4% de casos com valores omissos), tendo sido  exclu&iacute;das crian&ccedil;as que recebiam servi&ccedil;os de educa&ccedil;&atilde;o especial ou de interven&ccedil;&atilde;o precoce ao abrigo  dos Decretos-Lei n.&ordm; 3/2008 e n.&ordm; 281/2009, respetivamente. A idade cronol&oacute;gica das crian&ccedil;as variou entre os 35 e os 75  meses (<i>M</i>=54.67, <i>DP</i>=10.69).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das Estrat&eacute;gias Sociais</i>. A avalia&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias sociais utilizadas  pelas crian&ccedil;as no decurso de determinadas tarefas sociais foi efetuada atrav&eacute;s da Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das  Estrat&eacute;gias Sociais (EAES), constru&iacute;da por Aguiar (2007) com base no <i>Assessment of Peer Relations</i> (APR) &ndash; <i>Section  II</i> (Guralnick, 1992a) e no <i>Play Tools for Learning</i> (Bruder &amp; Chen, 2007). A vers&atilde;o apresentada aos participantes reunia  estrat&eacute;gias sociais pass&iacute;veis de serem utilizadas no contexto de tr&ecirc;s tarefas sociais: (a) inicia&ccedil;&atilde;o e  envolvimento no grupo de pares (12 itens), (b) manuten&ccedil;&atilde;o do jogo (13 itens) e (c) resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos (6 itens). Os  itens s&atilde;o avaliados numa escala ordinal de 5 n&iacute;veis (1=<i>Nunca</i>, 3=<i>Metade do tempo</i>, 5=<i>Quase sempre</i>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o das Compet&ecirc;ncias Sociais</i>. A avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias sociais das  crian&ccedil;as foi efetuada com base na vers&atilde;o pr&eacute;-escolar, dirigida aos educadores, do Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o das  Compet&ecirc;ncias Sociais (SACS), tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa do <i>Social Skills Rating System</i> (Gresham &amp; Elliott, 1990, 2007).  Este instrumento inclui uma escala de compet&ecirc;ncias sociais e uma escala de problemas de comportamento.</p>     <p>A an&aacute;lise fatorial realizada por Gresham e Elliott (1990) permitiu obter tr&ecirc;s subescalas de compet&ecirc;ncias sociais, cada uma  com 10 itens: coopera&ccedil;&atilde;o (e.g., ajudar os outros, partilhar materiais e respeitar regras), assertividade (e.g., perguntar  informa&ccedil;&otilde;es a outros, apresentar-se a si pr&oacute;prio e responder &agrave; a&ccedil;&atilde;o dos outros) e autocontrolo (e.g.,  resposta apropriada a situa&ccedil;&otilde;es de tens&atilde;o e em situa&ccedil;&otilde;es de n&atilde;o conflito, como dar a vez e chegar a um  acordo). Gresham e Elliott identificaram ainda duas subescalas de problemas de comportamento: comportamentos de externaliza&ccedil;&atilde;o (i.e.,  comportamentos inapropriados que envolvem agress&atilde;o verbal ou f&iacute;sica e baixo controlo do temperamento) (6 itens) e comportamentos de  internaliza&ccedil;&atilde;o (i.e., comportamentos que indicam ansiedade, tristeza, solid&atilde;o e baixa autoestima) (4 itens). Os itens  s&atilde;o avaliados numa escala ordinal de 3 n&iacute;veis (0=<i>Nunca</i>, 1=<i>Algumas vezes</i>, 2=<i>Muitas vezes</i>). Gresham e Elliott  verificaram que a consist&ecirc;ncia interna da escala de compet&ecirc;ncias sociais, da escala de problemas de comportamento e das respetivas  subescalas era elevada (&alpha; entre .74 e .94).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Ap&oacute;s obten&ccedil;&atilde;o da autoriza&ccedil;&atilde;o da Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o, deu-se in&iacute;cio  ao processo de recrutamento e sele&ccedil;&atilde;o dos participantes. Num primeiro momento, foram enviados convites &agrave;s  dire&ccedil;&otilde;es dos agrupamentos de escolas p&uacute;blicas do concelho de Lisboa. No entanto, o n&uacute;mero de respostas n&atilde;o foi  suficiente (aceitaram participar 10 agrupamentos) e, assim, numa segunda fase, foram enviados convites a institui&ccedil;&otilde;es privadas,  selecionadas por conveni&ecirc;ncia.</p>     <p>Cada educador de inf&acirc;ncia foi convidado a preencher cinco question&aacute;rios, relativos a cinco crian&ccedil;as com desenvolvimento  t&iacute;pico. Contudo, dependendo das suas prefer&ecirc;ncias e disponibilidade, cada educador preencheu um n&uacute;mero superior ou inferior de  question&aacute;rios (M&iacute;n.=1, M&aacute;x.=10, <i>M</i>=4.78).</p>     <p>Em cada sala, as crian&ccedil;as foram aleatoriamente selecionadas pela equipa de investiga&ccedil;&atilde;o. Para cada crian&ccedil;a, o  procedimento de recolha de dados implicou a utiliza&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio preenchido pelo educador do ensino regular, com o  objetivo de recolher as seguintes informa&ccedil;&otilde;es: (1) idade, sexo, anos de servi&ccedil;o e forma&ccedil;&atilde;o do educador; (2)  caracter&iacute;sticas do grupo de crian&ccedil;as; (3) data de nascimento e sexo das crian&ccedil;as-alvo; (4) frequ&ecirc;ncia com que as  crian&ccedil;as-alvo utilizavam um conjunto determinado de estrat&eacute;gias sociais durante as intera&ccedil;&otilde;es com outras  crian&ccedil;as no decurso das tarefas de inicia&ccedil;&atilde;o e envolvimento no grupo de pares, manuten&ccedil;&atilde;o do jogo e  resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos; e (5) frequ&ecirc;ncia com que as crian&ccedil;as apresentavam determinadas compet&ecirc;ncias sociais e  problemas de comportamento. A percentagem m&aacute;xima de valores omissos n&atilde;o ultrapassou os 2.6% em nenhum item das escalas em estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cada educador foi informado que o preenchimento do question&aacute;rio era volunt&aacute;rio, que a recusa em participar n&atilde;o implicaria  qualquer preju&iacute;zo de car&aacute;cter pessoal ou profissional e que os dados recolhidos eram an&oacute;nimos e confidenciais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das Estrat&eacute;gias Sociais</i></p>     <p>Para o estudo da validade de constructo da EAES, submeteu-se a totalidade dos itens da escala (31 itens) a uma an&aacute;lise de componentes  principais (explorat&oacute;ria), seguida de uma rota&ccedil;&atilde;o obl&iacute;qua <i>Direct oblimin</i> (KMO=.95, Teste de Esfericidade de  Bartlett, <i>&chi;<sup>2</sup></i>(465)=9042.46, <i>p&lt;</i>.001). Por n&atilde;o influenciarem de forma significativa os resultados, foram  considerados os <i>outliers</i> e os casos com valores omissos (com recurso &agrave; op&ccedil;&atilde;o <i>exclude cases pairwise</i>). A  an&aacute;lise de componentes principais revelou a presen&ccedil;a de cinco componentes com valor pr&oacute;prio superior a 1, que explicavam,  respetivamente, 47.89%, 10.30%, 5.93%, 3.98% e 3.45% da vari&acirc;ncia total. De acordo com os resultados obtidos na an&aacute;lise paralela  (Horn, 1965; Watkins, 2000) e com base na an&aacute;lise do <i>screeplot</i>, dever&iacute;amos for&ccedil;ar a extra&ccedil;&atilde;o a tr&ecirc;s  componentes; no entanto, a estrutura com esta solu&ccedil;&atilde;o demonstrou ser dif&iacute;cil de interpretar, para al&eacute;m de uma das  componentes ficar apenas com dois itens (itens 2 e 3). Deste modo, mantivemos a estrutura inicial (sem for&ccedil;ar a extra&ccedil;&atilde;o). Nos  passos subsequentes foram eliminados oito itens, por saturarem em duas componentes acima de .40 ou por n&atilde;o saturarem acima de .40 em nenhuma  componente.</p>     <p>Submetemos os 23 itens que se mantiveram a uma nova an&aacute;lise de componentes principais (KMO=.94), que resultou na extra&ccedil;&atilde;o  de quatro componentes que explicavam, respetivamente, 50.28%, 13.14%, 5.91% e 5.09% da vari&acirc;ncia. No total, as quatro componentes explicaram  74.41% da vari&acirc;ncia total. A primeira componente, constitu&iacute;da por itens que pertenciam &agrave; sec&ccedil;&atilde;o  Estrat&eacute;gias de manuten&ccedil;&atilde;o do jogo da vers&atilde;o original da escala foi designada por Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo  (&alpha;=.95). A segunda componente, constitu&iacute;da por estrat&eacute;gias sociais em que a crian&ccedil;a procura comportar-se de maneira  semelhante &agrave;s crian&ccedil;as que j&aacute; est&atilde;o envolvidas no jogo (comportamentos harmoniosos), sem interagir diretamente com as  mesmas, foi designada Inicia&ccedil;&atilde;o harmoniosa (&alpha;=.88). A terceira componente &eacute; constitu&iacute;da por estrat&eacute;gias  sociais que refletem a postura ativa da crian&ccedil;a na inicia&ccedil;&atilde;o do jogo e, portanto, foi denominada Inicia&ccedil;&atilde;o  ativa (&alpha;=.89). Finalmente, a quarta componente &eacute; constitu&iacute;da por itens que pertencem &agrave; sec&ccedil;&atilde;o  Estrat&eacute;gias de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos da vers&atilde;o original da escala e designa-se Resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos  (&alpha;=.93). Na <a href="#t1">Tabela 1</a> s&atilde;o apresentados os resultados finais da an&aacute;lise de componentes principais da EAES.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n1/35n1a09t1.jpg" width="578" height="564"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados obtidos nas quatro componentes sugerem que as crian&ccedil;as utilizam com mais frequ&ecirc;ncia estrat&eacute;gias de  Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo e Inicia&ccedil;&atilde;o ativa, seguindo-se as estrat&eacute;gias de Inicia&ccedil;&atilde;o harmoniosa e, por  &uacute;ltimo, as estrat&eacute;gias de Resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos (<a href="#t2">Tabela 2</a>). O pressuposto da normalidade n&atilde;o  se confirmou para as quatro novas vari&aacute;veis, tendo sido identificados <i>outliers</i> moderados (ver Pallant, 2010) para a  Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo e a Inicia&ccedil;&atilde;o ativa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n1/35n1a09t2.jpg" width="576" height="295"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>SACS: Escala de Compet&ecirc;ncias Sociais</i></p>     <p>Os itens da escala de compet&ecirc;ncias sociais foram submetidos a uma an&aacute;lise de componentes principais (explorat&oacute;ria), seguida  de uma rota&ccedil;&atilde;o obl&iacute;qua <i>Direct oblimin</i> [KMO=.94, Teste de Esfericidade de Bartlett,  <i>&chi;<sup>2</sup></i>(435)=5366.55, <i>p</i>&lt;.001]. Por n&atilde;o influenciarem de forma significativa os resultados, foram considerados os  <i>outliers</i> e os casos com valores omissos. A an&aacute;lise de componentes principais revelou a presen&ccedil;a de cinco componentes com valor  pr&oacute;prio superior a 1. No entanto, de acordo com a an&aacute;lise do <i>screeplot</i>, com os resultados da an&aacute;lise paralela e  considerando a estrutura original da escala for&ccedil;&aacute;mos a extra&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s componentes. Com esta  solu&ccedil;&atilde;o, foi necess&aacute;rio eliminar tr&ecirc;s itens por n&atilde;o saturarem acima de .40 em nenhuma componente.</p>     <p>De seguida, submetemos os 27 itens a uma nova an&aacute;lise de componentes principais (KMO=.93). A primeira componente explicava 38.47% da  vari&acirc;ncia total, a segunda 9.33% e a terceira 5.67%. No total, as tr&ecirc;s componentes explicavam 53.47% da vari&acirc;ncia total.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A primeira componente, designada Coopera&ccedil;&atilde;o/Participa&ccedil;&atilde;o, &eacute; composta por sete itens da subescala original  Coopera&ccedil;&atilde;o, seis itens da subescala original Assertividade, dois dos quais remetem para a disponibilidade em ajudar os outros  (cooperar) e tr&ecirc;s para a participa&ccedil;&atilde;o, e um item da subescala original Autocontrolo, que se enquadra conceptualmente nesta  componente (&alpha;=.91). A segunda componente, designada Autocontrolo &eacute; constitu&iacute;da por nove itens da subescala original  Autocontrolo e um item da subescala original Coopera&ccedil;&atilde;o, que remete para o controlo do comportamento e, deste modo, adequa-se  conceptualmente a esta componente (&alpha;=.88). Na terceira componente, denominada Assertividade/Iniciativa, surgem dois itens da subescala  original Assertividade e um item da subescala original Coopera&ccedil;&atilde;o, que se adequa teoricamente a esta componente (&alpha;=.76).  Na <a href="#t3">Tabela 3</a> s&atilde;o apresentados os resultados finais da an&aacute;lise de componentes principais a que foram submetidos os  itens da Escala de Compet&ecirc;ncias Sociais do SACS.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n1/35n1a09t3.jpg" width="578" height="670"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados descritivos das tr&ecirc;s componentes sugerem que as crian&ccedil;as utilizavam, em m&eacute;dia, mais comportamentos de  Coopera&ccedil;&atilde;o/participa&ccedil;&atilde;o, seguindo-se os comportamentos de Autocontrolo e, por fim, os comportamentos de  Assertividade/iniciativa (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Ou seja, h&aacute; uma tend&ecirc;ncia para as crian&ccedil;as utilizarem com mais  frequ&ecirc;ncia comportamentos de ajuda, de participa&ccedil;&atilde;o e seguimento de regras; de seguida, os comportamentos que surgem em  situa&ccedil;&otilde;es de conflito (e.g., respostas apropriadas a situa&ccedil;&otilde;es de tens&atilde;o); e, com menos frequ&ecirc;ncia, os  comporta mentos de afirma&ccedil;&atilde;o (e.g., apresentar-se, questionar). An&aacute;lises explorat&oacute;rias revelaram a  viola&ccedil;&atilde;o do pressuposto da normalidade nos dados relativos &agrave; Coopera&ccedil;&atilde;o/participa&ccedil;&atilde;o, Autocontrolo  e Assertividade/iniciativa bem como <i>outliers</i> moderados nas vari&aacute;veis Coopera&ccedil;&atilde;o/participa&ccedil;&atilde;o e  Autocontrolo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>SACS: Escala de Problemas de Comportamento</i></p>     <p>Os itens da escala foram submetidos a uma an&aacute;lise de componentes principais (explorat&oacute;ria), seguida de uma rota&ccedil;&atilde;o  obl&iacute;qua <i>Direct oblimin</i>. Os dados revelaram ser adequados para prosseguir a an&aacute;lise (KMO=.86, Teste de Esfericidade de  Bartlett, <i>&chi;<sup>2</sup></i>(45)=1488.24, <i>p&lt;</i>.001). Por n&atilde;o influenciarem de forma significativa os resultados, foram  considerados os <i>outliers</i> e os casos com valores omissos. A an&aacute;lise de componentes principais revelou a exist&ecirc;ncia de duas  componentes, com valor pr&oacute;prio superior a 1, que explicam 62.97% da vari&acirc;ncia total. A primeira componente &eacute; respons&aacute;vel  por 42.15% da vari&acirc;ncia total, enquanto a segunda explica 20.83%. A an&aacute;lise do <i>screeplot</i>, os resultados da an&aacute;lise  paralela e a estrutura da vers&atilde;o original da escala refor&ccedil;aram a solu&ccedil;&atilde;o com duas componentes. Com esta  solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se eliminou nenhum item, mantendo-se intacta a estrutura original da escala. A primeira componente foi designada  Externaliza&ccedil;&atilde;o (&alpha;=.88) e a segunda componente foi designada Internaliza&ccedil;&atilde;o (&alpha;=.79).</p>     <p>Os resultados finais da an&aacute;lise de componentes principais a que foram submetidos os itens da Escala de Problemas de Comportamento do  SACS s&atilde;o apresentados na <a href="#t4">Tabela 4</a>. An&aacute;lise explorat&oacute;rias permitiram confirmar a viola&ccedil;&atilde;o do  pressuposto da normalidade da distribui&ccedil;&atilde;o bem como a identifica&ccedil;&atilde;o de <i>outliers</i> moderados nas duas subescalas  <i>Associa&ccedil;&otilde;es entre Estrat&eacute;gias Sociais, Compet&ecirc;ncias Sociais</i> e <i>Problemas de Comportamento</i>.</P     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n1/35n1a09t4.jpg" width="577" height="263"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#t5">Tabela 5</a>, s&atilde;o apresentados os coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o rho de Spearman entre as vari&aacute;veis em  estudo. A op&ccedil;&atilde;o por este teste decorre da viola&ccedil;&atilde;o do pressuposto da normalidade nas distribui&ccedil;&otilde;es,  avaliado atrav&eacute;s do Teste de Kolmogorov-Smirnov. O significado pr&aacute;tico das correla&ccedil;&otilde;es foi interpretado de acordo com  as conven&ccedil;&otilde;es de Cohen (1992). Assim, destacam-se as correla&ccedil;&otilde;es positivas moderadas a fortes entre os quatro tipos de  estrat&eacute;gias sociais e as subescalas de compet&ecirc;ncias sociais, verificando-se, contudo, associa&ccedil;&otilde;es de menor magnitude  entre as estrat&eacute;gias de Inicia&ccedil;&atilde;o harmoniosa e a Coopera&ccedil;&atilde;o/participa&ccedil;&atilde;o, o Autocontrolo e a  Assertividade/iniciativa. Os problemas de comportamento, quer de Internaliza&ccedil;&atilde;o, quer de Externaliza&ccedil;&atilde;o encontram-se  negativamente relacionados com as tr&ecirc;s subescalas de compet&ecirc;ncias sociais e com todas as subescalas de estrat&eacute;gias sociais,  exceto a Inicia&ccedil;&atilde;o harmoniosa. Contudo, a magnitude destas associa&ccedil;&otilde;es apresenta alguma variabilidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n1/35n1a09t5.jpg" width="577" height="369"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que diz respeito &agrave; idade, verific&aacute;mos associa&ccedil;&otilde;es positivas fracas com a Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo, a  Inicia&ccedil;&atilde;o ativa, a Resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos, a Coopera&ccedil;&atilde;o/participa&ccedil;&atilde;o, o Autocontrolo e a  Assertividade/iniciativa. Verificou-se, igualmente, que o sexo masculino estava associado a n&iacute;veis mais reduzidos de estrat&eacute;gias de  Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo, Inicia&ccedil;&atilde;o ativa, Coopera&ccedil;&atilde;o/participa&ccedil;&atilde;o e Autocontrolo e a mais  problemas de Externaliza&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o do sexo e da idade</i></p>     <p>Com o objetivo de avaliar se o sexo e a idade influenciam significativamente as vari&aacute;veis em estudo, procedeu-se a uma MANOVA n&atilde;o  param&eacute;trica como descrito em Mar&ocirc;co (2011), uma vez que, segundo o teste <i>M</i> de Box, o pressuposto da homogeneidade de  covari&acirc;ncias n&atilde;o era v&aacute;lido [respetivamente, <i>M</i> de Box=64.42, <i>F</i>(45, 383287.90)=1.39, <i>p</i>=.042 e <i>M</i> de  Box=134.12, <i>F</i>(90, 5607.69)=3.03, <i>p</i>=.006]. Para identificar em que vari&aacute;veis ocorreram as diferen&ccedil;as significativas,  recorreu-se ao teste de Wilcoxon-Mann-Whitney, no que diz respeito &agrave; vari&aacute;vel independente Sexo, e ao teste de Kruskal-Wallis,  seguido de compara&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas de m&eacute;dias das ordens, com corre&ccedil;&atilde;o de Bonferroni, no que se refere  &agrave; vari&aacute;vel independente Idade.</p>     <p>Os resultados descritivos obtidos para as estrat&eacute;gias sociais, para as compet&ecirc;ncias sociais e para os problemas de comportamento  em fun&ccedil;&atilde;o do sexo e da idade das crian&ccedil;as s&atilde;o apresentados na <a href="#t6">Tabela 6</a>. O sexo teve um efeito  estatisticamente significativo sobre as vari&aacute;veis em estudo (<i>&chi;<sup>2</sup></i>(9)=30.87, <i>p</i>&lt;.001,  <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</sub></i>=.09). As crian&ccedil;as do sexo feminino utilizaram mais estrat&eacute;gias sociais de  Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo e de Inicia&ccedil;&atilde;o ativa e apresentaram n&iacute;veis mais elevados de  Coopera&ccedil;&atilde;o/participa&ccedil;&atilde;o e Autocontrolo do que as crian&ccedil;as do sexo masculino,  <i>U<sub>Manuten&ccedil;&atilde;o</sub></i>=12477.50, <i>p</i>=.012, <i>d</i>=0.27; <i>U<sub>Inicia&ccedil;&atilde;o Ativa</sub></i>=12505.50,  <i>p</i>=.013, <i>d</i>=0.24; <i>U<sub>Coopera&ccedil;&atilde;o/participa&ccedil;&atilde;o</i></sub>=10952.50, <i>p</i>&lt;.001, <i>d</i>=0.38;  <i>U<sub>Autocontrolo</sub></i>=12368, <i>p</i>=.009, <i>d</i>=0.29. Por outro lado, as crian&ccedil;as do sexo masculino apresentaram mais  problemas de Externaliza&ccedil;&atilde;o do que as crian&ccedil;as do sexo feminino, sendo as diferen&ccedil;as observadas estatisticamente  significativas (<i>U</i>=17773, <i>p</i>=.001<i>, d</i>=0.38).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t6"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n1/35n1a09t6.jpg" width="578" height="359"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que diz respeito &agrave; idade, existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre as distribui&ccedil;&otilde;es  (<i>&chi;<sup>2</sup></i>(18)=60.84, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</sub></i>=.09). De acordo com o teste Kruskal-Wallis, a idade  teve um efeito estatisticamente significativo na Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo (<i>&chi;<sup>2</sup><sub>kw</sub></i>=30.32, <i>p</i>&lt;.001,  <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</sub></i>=.08), na Inicia&ccedil;&atilde;o ativa (<i>&chi;<sup>2</sup><sub>kw</sub></i>=17.37, <i>p&lt;</i>.001,  <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</sub></i>=.06), na Resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos (<i>&chi;<sup>2</sup><sub>kw</sub></i>=23.23, <i>p</i>&lt;.001,  <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</sub></i>=.07) e na Assertividade (<i>&chi;<sup>2</sup><sub>kw</sub></i>=19.23, <i>p</i>&lt;.001,  <i>&eta;<sup>2</sup><sub>p</sub></i>=.06). Por fim, a compara&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla das m&eacute;dias das ordens, com  corre&ccedil;&atilde;o de Bonferroni, revelou, nas vari&aacute;veis referidas anteriormente, diferen&ccedil;as estatisticamente significativas  entre os 3 anos e os 4 anos (respetivamente, <i>p</i>&lt;.001, <i>p</i>=.002, <i>p&lt;</i>.001, <i>p</i>=.015) e entre os 3 anos e 5 anos de idade  (<i>p</i>&lt;.001), sugerindo uma tend&ecirc;ncia para as crian&ccedil;as utilizarem mais estrat&eacute;gias de Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo,  de Inicia&ccedil;&atilde;o ativa e de Resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos, bem como exibirem n&iacute;veis mais elevados de Assertividade,  &agrave; medida que ficam mais velhas.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Este estudo tinha como objetivo principal estudar as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas da EAES, uma medida especificamente desenhada  para avaliar as estrat&eacute;gias sociais que as crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar utilizam para aceder ao jogo dos pares, manter esse  jogo e resolver os conflitos que emergem nesse contexto. Sem publica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, a EAES constitui uma medida de heterorrelato,  que capta as perce&ccedil;&otilde;es dos educadores de inf&acirc;ncia acerca da forma como as crian&ccedil;as resolvem as tarefas centrais  associadas ao jogo com os pares, em contexto de jardim de inf&acirc;ncia.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; validade de constructo, os resultados obtidos indicaram a exist&ecirc;ncia de quatro componentes,  Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo, Inicia&ccedil;&atilde;o harmoniosa, Inicia&ccedil;&atilde;o ativa e Resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos. Estas  componentes s&atilde;o consistentes com a literatura (e.g., Bruder &amp; Chen, 2007; Guralnick, 1992b, 1993), correspondendo &agrave;s tipologias  de estrat&eacute;gias sociais identificadas no decurso do processo de desenvolvimento da medida.</p>     <p>Em termos de fidelidade, a consist&ecirc;ncia interna dos dados foi elevada, sugerindo que os resultados de cada componente podem ser  utilizados como medidas consistentes das estrat&eacute;gias sociais. A dispers&atilde;o dos dados ao n&iacute;vel dos itens e das quatro  componentes sugere a sua sensibilidade psicom&eacute;trica (Pestana &amp; Gageiro, 2008).</p>     <p>A validade convergente desta medida foi analisada em fun&ccedil;&atilde;o das suas correla&ccedil;&otilde;es com a vers&atilde;o  pr&eacute;-escolar do SACS, uma medida de avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias sociais amplamente utilizada na literatura internacional  (e.g., Lemos &amp; Meneses, 2002; Van der Oord et al., 2005), mas sem valida&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via para a popula&ccedil;&atilde;o  portuguesa desta faixa et&aacute;ria, raz&atilde;o pela qual optamos por avan&ccedil;ar com um estudo psicom&eacute;trico paralelo para esta  medida. Neste estudo, os resultados obtidos para o SACS indicaram a presen&ccedil;a de cinco componentes internamente consistentes, conceptualmente  relevantes e convergentes com a literatura pr&eacute;via (e.g., Gresham &amp; Elliott, 1990; Lemos &amp; Meneses, 2002):  Coopera&ccedil;&atilde;o/Participa&ccedil;&atilde;o, Autocontrolo, Assertividade/Iniciativa, Problemas de internaliza&ccedil;&atilde;o e Problemas  de externaliza&ccedil;&atilde;o. Apesar da coer&ecirc;ncia te&oacute;rica da estrutura apurada para o SACS, apuraram-se diferen&ccedil;as  n&atilde;o negligenci&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; estrutura original (Gresham &amp; Elliott, 1990), com potenciais  implica&ccedil;&otilde;es para a eventual comparabilidade das componentes obtidas neste trabalho com as componentes relatadas noutros trabalhos  baseados na vers&atilde;o original desta medida. Contudo, as componentes apuradas neste estudo replicam, de forma muito pr&oacute;xima, a estrutura  fatorial relatada por Fantuzzo et al. (1998) e replicada por Rich et al. (2008).</p>     <p>Tal como previmos, as estrat&eacute;gias sociais de Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo, Inicia&ccedil;&atilde;o harmoniosa,  Inicia&ccedil;&atilde;o ativa e Resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos est&atilde;o positivamente associadas &agrave;  Coopera&ccedil;&atilde;o/participa&ccedil;&atilde;o, ao Autocontrolo e &agrave; Assertividade/iniciativa. Ou seja, tal como refere Guralnick  (1999), &agrave; medida que a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias sociais adequadas e eficazes aumenta, os n&iacute;veis de  compet&ecirc;ncia social tamb&eacute;m aumentam. As correla&ccedil;&otilde;es apuradas s&atilde;o moderadas a fortes para todas as componentes das  estrat&eacute;gias sociais, exceto no que diz respeito &agrave; Inicia&ccedil;&atilde;o harmoniosa, que evidencia associa&ccedil;&otilde;es  moderadas com as restantes componentes da EAES e associa&ccedil;&otilde;es de fraca magnitude com as subescalas de compet&ecirc;ncias sociais do  SACS. Paralelamente, verificaram-se associa&ccedil;&otilde;es negativas entre os problemas de comportamento, tanto de Externaliza&ccedil;&atilde;o  como de Internaliza&ccedil;&atilde;o, e a Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo, a Inicia&ccedil;&atilde;o ativa, a Resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos  e ainda a Coopera&ccedil;&atilde;o/participa&ccedil;&atilde;o, o Autocontrolo e a Assertividade/iniciativa. No entanto, n&atilde;o se verificaram  associa&ccedil;&otilde;es entre os problemas de comportamento e a Inicia&ccedil;&atilde;o harmoniosa. A dire&ccedil;&atilde;o destas  associa&ccedil;&otilde;es era esperada porque, tal como sugerem Odom, McConnell e Brown (2008), as crian&ccedil;as com baixa compet&ecirc;ncia  social tendem a apresentar mais comportamentos agressivos e disruptivos e mais comportamentos depressivos e de isolamento.</p>     <p>A compara&ccedil;&atilde;o das diferentes estrat&eacute;gias sociais em fun&ccedil;&atilde;o do sexo e da idade forneceu  informa&ccedil;&atilde;o adicional acerca da validade discriminante da EAES e, paralelamente, do SACS. As crian&ccedil;as do sexo feminino  utilizaram mais estrat&eacute;gias sociais de Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo e de Inicia&ccedil;&atilde;o ativa e apresentaram n&iacute;veis mais  elevados de Coopera&ccedil;&atilde;o/participa&ccedil;&atilde;o e Autocontrolo do que as crian&ccedil;as do sexo masculino. Por outro lado, as  crian&ccedil;as do sexo masculino apresentaram mais problemas de Externaliza&ccedil;&atilde;o do que as crian&ccedil;as do sexo feminino. Estes  resultados corroboram a literatura, na medida em que tamb&eacute;m Walker, Irving e Berthelsen (2002) verificaram que as raparigas tendem a ter  mais sucesso na utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de entrada para o grupo de pares e a revelar mais compet&ecirc;ncias sociais do que  os rapazes. Por outro lado, Altay e G&uuml;re (2012) averiguaram que os rapazes tendem a exibir mais viol&ecirc;ncia f&iacute;sica e verbal com os  seus pares do que as raparigas. Estas diferen&ccedil;as podem ser explicadas tanto pelas diferen&ccedil;as de sexo como pelas diferentes  expetativas da sociedade (Odom et al., 2008). No entanto, na maior parte dos estudos observacionais n&atilde;o s&atilde;o mencionadas  diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o do sexo das crian&ccedil;as (Hay, Caplan, &amp; Nash, 2009).</p>     <p>No que diz respeito &agrave; idade, verific&aacute;mos que existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os 3 e os 4 anos e  entre os 3 e os 5 anos de idade na Manuten&ccedil;&atilde;o do jogo, na Inicia&ccedil;&atilde;o ativa, na Resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos e na  Assertividade/Iniciativa. Estes resultados podem ser explicados pelo facto de as crian&ccedil;as entre os 3 e os 4 anos come&ccedil;arem a  envolver-se em atividades de jogo em que cooperam, retribuem e partilham objetivos comuns (i.e., jogo cooperativo) (Parten, 1932). A partir dos 3  anos, as crian&ccedil;as est&atilde;o mais propensas a brincar acompanhadas em formas mais complexas e sociais e a gostar menos de observar ou  jogar ao lado do outro (i.e., jogo paralelo) (Parke &amp; Clarke-Stewart, 2011).</p>     <p>Correlacionadas com uma medida estabelecida de compet&ecirc;ncia social e com potencial para discriminar as perce&ccedil;&otilde;es dos  educadores de inf&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estrat&eacute;gias sociais utilizadas por raparigas e rapazes e crian&ccedil;as  entre os 3 e os 4/5 anos de idade, as componentes encontradas para a Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das Estrat&eacute;gias Sociais  poder&atilde;o fornecer dados &uacute;teis sobre as estrat&eacute;gias comportamentais que as crian&ccedil;as com desenvolvimento t&iacute;pico em  idade pr&eacute;-escolar utilizam para resolver tarefas sociais relevantes para o jogo com pares. Assinala-se, contudo, o caso particular da  componente de Inicia&ccedil;&atilde;o harmoniosa, claramente mais problem&aacute;tica, com indicadores de validade convergente mais fr&aacute;geis  e sem evid&ecirc;ncias de validade discriminante.</p>     <p>No presente estudo, investig&aacute;mos indicadores de validade de constructo, convergente e discriminante dos resultados mas n&atilde;o nos  debru&ccedil;&aacute;mos, por exemplo, sobre a validade preditiva ou a estabilidade temporal da EAES, atrav&eacute;s da fidelidade teste-reteste.  Outras limita&ccedil;&otilde;es devem ser consideradas na an&aacute;lise e discuss&atilde;o dos nossos resultados, nomeadamente a eventual pouca  representatividade da amostra, composta, essencialmente, por crian&ccedil;as de meios urbanos do distrito de Lisboa e o facto de cada educador ter  respondido a mais do que um question&aacute;rio, com implica&ccedil;&otilde;es em termos da independ&ecirc;ncia dos dados, que poderiam justificar  o recurso a an&aacute;lises multin&iacute;vel. Outra limita&ccedil;&atilde;o importante reside no facto de a EAES captar as perce&ccedil;&otilde;es  dos educadores de inf&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estrat&eacute;gias sociais utilizadas pelas crian&ccedil;as e n&atilde;o os  comportamentos das crian&ccedil;as propriamente ditos. Apesar de estes profissionais habitualmente serem considerados bons informantes (e.g.,  Winsler &amp; Walhace, 2002), dadas as oportunidades repetidas de que usufruem para observar o comportamento das crian&ccedil;as em contexto  natural (e.g., Sabol &amp; Pianta, 2012), &eacute; poss&iacute;vel que diferentes educadores de inf&acirc;ncia apreciem de forma diferente os  comportamentos das crian&ccedil;as (i.e., fidelidade interobservadores) ou, ainda, que as crian&ccedil;as utilizem estrat&eacute;gias distintas em  fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a/aus&ecirc;ncia do educador de inf&acirc;ncia. Est&atilde;o em causa limita&ccedil;&otilde;es comuns a  outras medidas de heterrorelato; contudo, devem ser examinadas com cuidado, n&atilde;o esquecendo que o recurso a outras fontes de  informa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente pais e observadores independentes, pode resultar numa compreens&atilde;o mais aprofundada das  estrat&eacute;gias sociais que as crian&ccedil;as utilizam no jogo com pares em diferentes contextos (Major &amp; Seabra-Santos, 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudos posteriores que incluam indicadores de validade preditiva bem como indicadores de validade convergente apurados com base em fontes  independentes (e.g., &iacute;ndices de aceita&ccedil;&atilde;o social com base no relato dos pares), permitir&atilde;o estabelecer, com maior  seguran&ccedil;a, o potencial da EAES para fornecer dados relevantes para a investiga&ccedil;&atilde;o e para a interven&ccedil;&atilde;o no  dom&iacute;nio da compet&ecirc;ncia social. Contudo, o contributo espec&iacute;fico da EAES &eacute; &uacute;nico: enquanto medidas de  compet&ecirc;ncia social como o SACS fornecem dados sobre a efic&aacute;cia das crian&ccedil;as nas intera&ccedil;&otilde;es com pares e adultos,  focando o resultado essas intera&ccedil;&otilde;es, os dados recolhidos com base na EAES permitem compreender que comportamentos explicam o sucesso  das crian&ccedil;as na resolu&ccedil;&atilde;o das principais tarefas envolvidas no jogo com pares, focando o processo de prossecu&ccedil;&atilde;o  dos objetivos sociais das crian&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Aguiar, C. (2007). <i>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das Estrat&eacute;gias Sociais</i>. Instrumento n&atilde;o publicado. UIPCDE, ISPA  &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Lisboa, Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Aguiar, C., Moiteiro, A. R., &amp; Pimentel, J. S. (2010). Classroom quality and social acceptance of preschoolers with disabilities.  <i>Infants &amp; Young Children, 23</i>, 34-41. doi: 10.1097/IYC.0b013e3181c9766e&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027899&pid=S0870-8231201700010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Altay, F. B., &amp; G&uuml;re, A. (2012). Relationship among the parenting styles and the social competence and prosocial behaviors of the children who are attending to state and private preschools. <i>Educational Sciences: Theory &amp; Practice, 12</i>, 2712-2718.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027900&pid=S0870-8231201700010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bruder, M. B., &amp; Chen, L. (2007). Measuring social competence in toddlers: Play tools for learning. <i>Early Childhood Services, 1</i>, 49-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027902&pid=S0870-8231201700010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cohen, J. (1992). Quantitative methods in psychology: A power primer. <i>Psychological Bulletin, 112</i>, 155-159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027904&pid=S0870-8231201700010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cook, F., &amp; Oliver, C. (2011). A review of defining and measuring sociability in children with intellectual disabilities. <i>Research in  Developmental Disabilities, 32</i>, 11-24. doi: 10.1016/j.ridd.2010.09.021&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027906&pid=S0870-8231201700010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Coplan, R. J., &amp; Arbeau, K. A. (2009). Peer interactions and play in early childhood. In K. H. Rubin, W. M. Bukowski, &amp; B. Laursen  (Eds.), <i>Handbook of peer interactions, relationships and groups</i> (pp. 143-161). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027907&pid=S0870-8231201700010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Fabes, R. A., Martin, C. L., &amp; Hanish, L. D. (2009). Children&rsquo;s behaviors and interactions with peers. In K. H. Rubin, W. M.  Bukowski, &amp; B. Laursen (Eds.), <i>Handbook of peer interactions, relationships and groups</i> (pp. 45-62). New York, NY: Guilford Press.</p>     <!-- ref --><p>Fantuzzo, J., Manz, P. H., &amp; McDermott, P. (1998). Preschool version of the social skills rating system: An empirical analysis of its use  with low-income children. <i>Journal of School Psychology, 36</i>, 199-214. doi: 10.1016/S0022-4405(98)00005-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027910&pid=S0870-8231201700010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gresham, F. M., &amp; Elliott, S. N. (1990). <i>Social skills rating system</i>. Circle Pines, MN: American Guidance Services.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027911&pid=S0870-8231201700010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gresham, F. M., &amp; Elliott, S. N. (2007). <i>Sistema de avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias sociais [Social skills rating  system]</i> (C. Aguiar, Trad.). UIPCDE, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Lisboa, Portugal. (Trabalho original publicado em 1990)</p>     <!-- ref --><p>Guralnick, M. J. (1990). Social competence and early intervention. <i>Journal of Early Intervention, 14</i>, 3-14. doi:  10.1177/105381519001400101&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027914&pid=S0870-8231201700010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Guralnick, M. J. (1992a). A hierarchical model for understanding children&rsquo;s peer-related social competence. In S. L. Odom, S. R.  McConnell, &amp; M. A. McEvoy (Eds.), <i>Social competence of young children with disabilities</i> (pp. 37-64). Baltimore, MD: Paul H. Brookes.</p>     <!-- ref --><p>Guralnick, M. J. (1992b). <i>Assessment of peer relations.</i> Seattle, WA: Child Development and Mental Retardation Center, University of  Washington.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027916&pid=S0870-8231201700010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Guralnick, M. J. (1993). Developmentally appropriate practice in the assessment and intervention of children&rsquo;s peer relations. <i>Topics  in Early Childhood Special Education, 13</i>, 344-371. doi: 10.1177/027112149301300310</p>     <!-- ref --><p>Guralnick, M. J. (1999). Family and child influences on the peer-related social competence of young children with developmental delays.  <i>Mental Retardation and Developmental Disabilities Research Reviews, 5</i>, 21-29. doi: 10.1002/(SICI)1098-2779&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027919&pid=S0870-8231201700010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Guralnick, M. J. (2001). Social competence with peers and early childhood inclusion: Need for alternative approaches. In M. J. Guralnick (Ed.),  <i>Early childhood inclusion: Focus on change</i> (pp. 481-502). Baltimore, MD: Paul H. Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027920&pid=S0870-8231201700010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Guralnick, M. J. (2010). Early intervention approaches to enhance the peer-related social competence of young children with developmental  delays: A historical perspective. <i>Infants &amp; Young Children, 23</i>, 73-83. doi: 10.1097/IYC.0b013e3181d22e14&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027922&pid=S0870-8231201700010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Guralnick, M. J., Hammond, M. A., Connor, R. T., &amp; Neville, B. (2006). Stability, change, and correlates of the peer relationships of young  children with mild developmental delays. <i>Child Development, 77</i>, 312-324. doi: 10.1111/j.1467-8624.2006.00872.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027923&pid=S0870-8231201700010000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hay, D. F., Caplan, M., &amp; Nash, A. (2009). The beginnings of peer relations. In K. H. Rubin, W. M. Bukowski, &amp; B. Laursen (Eds.),  <i>Handbook of peer interactions, relationships and groups</i> (pp. 121-142). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027924&pid=S0870-8231201700010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Horn, J. L. (1965). A rationale and test for the number of factors in factor analysis. <i>Psychometrika, 30</i>, 179-185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027926&pid=S0870-8231201700010000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lemos, M. S., &amp; Meneses, H. I. (2002). A avalia&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia social: Vers&atilde;o portuguesa da forma para  professores do SSRS. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 18</i>, 267-274. Recuperado a partir de  <a href="http://www.scielo.br/pdf/ptp/v18n3/a05v18n3.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/ptp/v18n3/a05v18n3.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027928&pid=S0870-8231201700010000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Major, S., &amp; Seabra-Santos, M. J. (2014). Pais e/ou professores? Acordo entre informadores na avalia&ccedil;&atilde;o socioemocional de  pr&eacute;-escolares. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 30</i>, 373-383. Recuperado a partir de  <a href="http://www.scielo.br/pdf/ptp/v30n4/v30n4a02.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/ptp/v30n4/v30n4a02.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027929&pid=S0870-8231201700010000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2011). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com o SPSS statistics</i> (5&ordf; ed.). P&ecirc;ro Pinheiro, Portugal:  ReportNumber.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027930&pid=S0870-8231201700010000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Odom, S. L., McConnell, S. R., &amp; Brown, W. H. (2008). Social competence of young children: Conceptualization, assessment, and influences.  In W. H. Brown, S. L. Odom, &amp; S. R. McConnell (Eds.), <i>Social competence of young children: Risk, disability &amp; intervention</i>  (pp. 3-29). Baltimore, MD: Paul H. Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027932&pid=S0870-8231201700010000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pallant, J. (2010). <i>SPSS survival manual: A step by step guide to data analysis using the SPSS program.</i> Maidenhead, UK: Open University  Press/McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027934&pid=S0870-8231201700010000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Parke, R. D., &amp; Clarke-Stewart, A. (2011). <i>Social development</i>. Hoboken, NJ: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027936&pid=S0870-8231201700010000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Parten, M. B. (1932). Social participation among pre-school children. <i>Journal of Abnormal and Social Psychology, 27</i>, 243-269. doi:  10.1037/h0074524&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027938&pid=S0870-8231201700010000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pestana, M. H., &amp; Gageiro, J. N. (2008). <i>An&aacute;lise de dados para ci&ecirc;ncias sociais: A complementaridade do SPSS</i>. Lisboa,  Portugal: S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027939&pid=S0870-8231201700010000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rich, E., Shepherd, E., &amp; Nangle, D. (2008). Validation of the SSRS-T, preschool level as a measure of positive social behavior and conduct  problems. <i>Education and Treatment of Children, 31</i>, 183-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=027941&pid=S0870-8231201700010000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sabol, T. J., &amp; Pianta, R. C. (2012). 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