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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this paper we present the results of two pretests of the perceived truth of statements about different topics. The goal of this work is to find statements that are considered ambiguous in regard to truth-value, showing the relevance of this kind of stimuli to study biases in the perception of truth. The statements were pretested with two Portuguese samples and had two different criteria to define ambiguity. In the first pretest, a set of true statements were evaluated in a scale of truth probability and these evaluations were contrasted with those of the false version of the same statements (by altering a small detail in the true statement). Here, ambiguity was defined by both versions of a statement being evaluated as equally true/false. In the second pretest, statements were categorized in a “true/false” dichotomy and evaluated only in their true or false version. Here, ambiguity was defined equal proportions of participants that considered a statement true and participants that considered it false. Some of the ambiguous statements were pretested regarding the degree of “amusement” they promote, to control for the possible interference of affective reactions in their judgments.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Verdadeiro ou Falso? A ambiguidade de uma lista de frases permite o estudo de processos de atribui&ccedil;&atilde;o de verdade</b></p>     <p><b>Teresa Garcia-Marques<sup>1</sup>, Rita R. Silva<sup>2</sup>, Joana Mello<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>William James Center for Research, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio</p>     <p><sup>2</sup>University of Cologne, Germany</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste artigo apresentamos os dados de dois pr&eacute;-testes do grau de &ldquo;verdade percebida&rdquo; de afirma&ccedil;&otilde;es sobre  diferentes t&oacute;picos. O objectivo destes pr&eacute;-testes salienta a necessidade de encontrar afirma&ccedil;&otilde;es consideradas  amb&iacute;guas no seu grau de veracidade e a sua relev&acirc;ncia para a investiga&ccedil;&atilde;o de enviesamentos de percep&ccedil;&atilde;o de  verdade. As afirma&ccedil;&otilde;es foram pr&eacute;-testadas junto de amostras da popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa aplicando dois  crit&eacute;rios diferentes. No primeiro pr&eacute;-teste um conjunto de afirma&ccedil;&otilde;es verdadeiras foi avaliada numa escala de  probabilidade de veracidade. Estas avalia&ccedil;&otilde;es foram contrastadas com as avalia&ccedil;&otilde;es das vers&otilde;es falsas das mesmas  afirma&ccedil;&otilde;es (por altera&ccedil;&atilde;o de um pequeno detalhe). Neste pr&eacute;-teste, ambiguidade foi definida por ambas as  vers&otilde;es da mesma frase serem consideradas igualmente verdadeiras/falsas. No segundo pr&eacute;-teste, as afirma&ccedil;&otilde;es foram  avaliadas dicotomicamente como verdadeiras ou falsas e apenas na sua vers&atilde;o verdadeira ou falsa. Aqui, a ambiguidade foi definida por uma  igual propor&ccedil;&atilde;o de participantes que consideraram uma frase &ldquo;verdadeira&rdquo; e aqueles que a consideraram  &ldquo;falsa&rdquo;. Algumas das afirma&ccedil;&otilde;es amb&iacute;guas foram testadas relativamente ao grau de &ldquo;divertimento&rdquo; que  promovem, permitindo o controlo de efeitos afectivos nos seus julgamentos.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Pr&eacute;-teste, Verdade, Falsidade, Ambiguidade, Divertimento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In this paper we present the results of two pretests of the perceived truth of statements about different topics. The goal of this work is to  find statements that are considered ambiguous in regard to truth-value, showing the relevance of this kind of stimuli to study biases in the  perception of truth. The statements were pretested with two Portuguese samples and had two different criteria to define ambiguity. In the first  pretest, a set of true statements were evaluated in a scale of truth probability and these evaluations were contrasted with those of the false  version of the same statements (by altering a small detail in the true statement). Here, ambiguity was defined by both versions of a statement  being evaluated as equally true/false. In the second pretest, statements were categorized in a &ldquo;true/false&rdquo; dichotomy and evaluated  only in their true or false version. Here, ambiguity was defined equal proportions of participants that considered a statement true and  participants that considered it false. Some of the ambiguous statements were pretested regarding the degree of &ldquo;amusement&rdquo; they  promote, to control for the possible interference of affective reactions in their judgments.</p>     <p><b>Key words</b>: Pre-test of statements, Perceived truth, Perceived funny, Statement ambiguity.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>&Eacute; verdadeiro ou &eacute; falso? M&uacute;ltiplos processos cognitivos parecem contribuir para conseguirmos como seres humanos responder a  esta quest&atilde;o (ver por exemplo, Reber &amp; Unkelbach, 2010; Unkelbach &amp; Stahl, 2009), tornando-nos mais ou menos suscept&iacute;veis a  diferentes tipos de enviesamentos. Por exemplo, um dos crit&eacute;rios que podemos usar para determinar a veracidade da informa&ccedil;&atilde;o  com que nos deparamos &eacute; o conhecimento que detemos sobre ela (crit&eacute;rio no&eacute;tico). Mas o facto de a informa&ccedil;&atilde;o  sobre a qual temos conhecimento ser sentida como familiar e f&aacute;cil de processar leva a que experiencias de familiaridade e de flu&ecirc;ncia  de processamento promovidas por outros meios que n&atilde;o o conhecimento sejam poderosas a criar enviesamentos. Um dos enviesamentos mais  estudados nos julgamentos de verdade &eacute; o promovido pela mera repeti&ccedil;&atilde;o de uma afirma&ccedil;&atilde;o e ficou conhecido como o  &ldquo;efeito de ilus&atilde;o de verdade&rdquo; (e.g., Begg, Anas, &amp; Farinacci, 1992; ver meta-an&aacute;lise de Dech&ecirc;ne, Stahl, Hansen,  &amp; W&auml;nke, 2009).</p>     <p>Desde a identifica&ccedil;&atilde;o do efeito de ilus&atilde;o de verdade (Hasher, Goldstein, &amp; Toppino, 1977) que v&aacute;rios estudos  t&ecirc;m procurado identificar os mecanismos que d&atilde;o conta deste enviesamento. O mecanismo inicialmente pensado, por estar diretamente  associado ao conhecimento, &eacute; o mn&eacute;sico. Porque nos lembramos de dada afirma&ccedil;&atilde;o achamos que deve ser verdadeira, e se  n&atilde;o nos lembramos ent&atilde;o deve ser falsa (Bacon, 1979; Begg &amp; Armour, 1991). Dando suporte a este mecanismo, v&aacute;rios autores  encontraram evid&ecirc;ncia de que afirma&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o reconhecidas de um momento anterior s&atilde;o tamb&eacute;m avaliadas  como tendo maior probabilidade de ser verdadeiras (e.g., Arkes, Bohem &amp; Xu, 1991; Arkes, Hackett, &amp; Boehm, 1989; Bacon, 1979; Begg &amp;  Armour, 1991). No entanto, outros mecanismos cognitivos que contribuem para a percep&ccedil;&atilde;o de verdade podem estar na origem deste mesmo  enviesamento (ver Unkelbach &amp; Stahl, 2009). Por exemplo, a simples experi&ecirc;ncia de facilidade em processar uma afirma&ccedil;&atilde;o  promovida pelas suas caracter&iacute;sticas perceptivas e conceptuais (flu&ecirc;ncia de processamento; ver Alter &amp; Oppenheimer, 2009), pode  incrementar o valor de verdade que lhe &eacute; atribu&iacute;do. Dando suporte a esta explica&ccedil;&atilde;o, estudos t&ecirc;m demonstrado que  tal como acontece com um facto repetido, um facto apresentado com caracter&iacute;sticas perceptivas que facilitam a sua leitura tende a ser  julgado como mais verdadeiro do que um facto perceptivamente dif&iacute;cil de ler (e.g., Reber &amp; Schwarz, 1999; Silva, Garcia-Marques, &amp;  Mello, 2015; Unkelbach, 2007). Para algumas das abordagens que focam a experi&ecirc;ncia de flu&ecirc;ncia de processamento, o mecanismo que  suporta as ilus&otilde;es de verdade &eacute; a aprendizagem de uma associa&ccedil;&atilde;o entre flu&ecirc;ncia de processamento e verdade (e.g.,  Unkelbach, 2007; Unkelbach &amp; Greifeneder, 2013).</p>     <p>Para estudar estes processos, o paradigma experimental mais utilizado pede aos participantes para reportar a veracidade percebida de um conjunto  de curtas frases (ver a revis&atilde;o de Silva, Figueira, &amp; Garcia-Marques, 2012). Porque visa o estudo de enviesamentos de verdade, uma  caracter&iacute;stica do paradigma &eacute; o de controlar a ativa&ccedil;&atilde;o dos mecanismos que nos permitem aceder de imediato &agrave;  natureza verdadeira ou falsa de afirma&ccedil;&otilde;es, como o conhecimento expl&iacute;cito sobre os factos que s&atilde;o apresentados. Na  realidade, se os participantes t&ecirc;m conhecimento factual sobre as afirma&ccedil;&otilde;es a serem avaliadas, torna-se dif&iacute;cil perceber  os efeitos das manipula&ccedil;&otilde;es em estudo. Quando tal acontece, as respostas dos participantes ser&atilde;o baseadas no conhecimento que  det&ecirc;m sobre os factos, que se sobrepor-se-&aacute; aos efeitos promovidos pela experi&ecirc;ncia de flu&ecirc;ncia induzida quer pela  repeti&ccedil;&atilde;o quer por outras manipula&ccedil;&otilde;es (Dech&ecirc;ne et al., 2010; Unkelbach, 2007). &Eacute; assim necess&aacute;rio  garantir <i>a priori</i> que os materiais experimentais utilizados s&atilde;o amb&iacute;guos relativamente ao seu valor de verdade para a  generalidade da popula&ccedil;&atilde;o (i.e., os participantes n&atilde;o t&ecirc;m um conhecimento claro sobre se as afirma&ccedil;&otilde;es  s&atilde;o verdadeiras ou falsas). Isto &eacute;, h&aacute; que garantir em estudos pr&eacute;vios que as afirma&ccedil;&otilde;es apresentadas aos  participantes n&atilde;o s&atilde;o percebidas <i>a priori</i> como claramente verdadeiras ou falsas. Apenas frases amb&iacute;guas da  dimens&atilde;o de validade nos fornece as condi&ccedil;&otilde;es para identificar os efeitos das manipula&ccedil;&otilde;es realizadas nestes  estudos visto ser muito dif&iacute;cil o controlo do conhecimento individualizados dos participantes <i>a posteori</i>. Adicionalmente o  conhecimento pr&eacute;vio do estatuto de verdade das frases e capacidade dos participantes o identificarem fornece bases para a sua  manipula&ccedil;&atilde;o em futuros estudos.</p>     <p>Ao longo de alguns anos temos vindo a publicar alguns estudos que procuraram aprofundar os mecanismos subjacentes &agrave;s ilus&otilde;es de  verdade (e.g., Garcia-Marques, 1999; Garcia-Marques, Silva, &amp; Mello, 2016; Garcia-Marques, Silva, Reber, &amp; Unkelback, 2015; Silva, 2014;  Silva et al., 2015). A realiza&ccedil;&atilde;o desses estudos implicou a realiza&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;-testes para garantir a ambiguidade  de um largo conjunto de afirma&ccedil;&otilde;es relativamente ao seu estatuto de verdade. No entanto, em nenhum dos nossos trabalhos anteriores  foram publicados os resultados desses pr&eacute;-testes. Assim, neste artigo visamos apresentar esses dados com vista a permitir o acesso e  utiliza&ccedil;&atilde;o por outros investigadores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Os pr&eacute;-testes realizados</b></p>     <p>No primeiro pr&eacute;-teste aqui reportado v&aacute;rias frases na sua vers&atilde;o verdadeira e numa vers&atilde;o falsa foram apresentadas  aos participantes para serem avaliadas no seu grau de validade (verdade) percebida. A utiliza&ccedil;&atilde;o das duas vers&otilde;es teve como  objectivo obter uma defini&ccedil;&atilde;o operacional de um item ser: (a) verdadeiro, i.e., percebido como verdadeiro e a sua vers&atilde;o  alternativa como falsa; (b) neutro ou amb&iacute;guo, i.e., percebido como tendo igual probabilidade de ser verdadeiro ou falso em qualquer uma  dessas duas vers&otilde;es; e (c) falso, i.e., percebido como falso e a sua vers&atilde;o alternativa como verdadeira. Assim, se a frase &rdquo;Os  crocodilos dormem de olhos fechados&rdquo; for maioritariamente percebida como verdadeira e simultaneamente a sua vers&atilde;o alternativa  &ldquo;Os crocodilos dormem de olhos abertos&rdquo; for maioritariamente percebida como falsa, o item &eacute; considerado n&atilde;o  amb&iacute;guo relativamente &agrave; percep&ccedil;&atilde;o que os participantes sobre a sua veracidade. No entanto, se ambas as vers&otilde;es  da frase forem percebidas como verdadeiras (ou falsas), os participantes est&atilde;o a demonstrar um total desconhecimento e impossibilidade de  usar o seu conhecimento para fazer as avalia&ccedil;&otilde;es. Desta forma, esta frase &eacute; considerada amb&iacute;gua. Este duplo  crit&eacute;rio utilizado por Bacon (1989) garante que que o conhecimento pr&eacute;vio n&atilde;o ir&aacute; determinar o julgamento de verdade,  sendo por tal o item suscept&iacute;vel a manipula&ccedil;&otilde;es em futuros estudos.</p>     <p>Num segundo pr&eacute;-teste, um outro conjunto frases foram testadas apenas na sua vers&atilde;o verdadeira ou na sua vers&atilde;o falsa,  sendo pedido aos participantes que as categorizassem como verdadeiras ou falsas. Frases cuja categoriza&ccedil;&atilde;o ronda os 50% de respostas  &ldquo;verdadeira&rdquo; e 50% de respostas &ldquo;falsa&rdquo; s&atilde;o definidas como amb&iacute;guas, na medida em que n&atilde;o se manifesta  qualquer tend&ecirc;ncia dos participantes para as avaliarem como verdadeiras ou falsas.</p>     <p>Um pequeno conjunto das frases pr&eacute;-testadas e determinadas como amb&iacute;guas foi subsequentemente estudado no que diz respeito  &agrave; sua capacidade de induzir um afecto positivo. A motiva&ccedil;&atilde;o para este pr&eacute;-teste deve-se ao facto de  investiga&ccedil;&atilde;o ter determinado que a experi&ecirc;ncia de flu&ecirc;ncia de processamento &eacute; uma experi&ecirc;ncia afectivamente  positiva (Garcia-Marques, 1999; Garcia-Marques, Mackie, Claypool, &amp; Garcia-Marques, 2010; Harmon-Jones &amp; Allen, 2001; Winkielman &amp;  Cacioppo, 2001; Winkielman, Schwarz, Fazendeiro, &amp; Reber, 2003), que tem impacto no divertimento percebido (Topolinski, 2014) e que o afecto  positivo promove enviesamentos consistentes com os esperados pela flu&ecirc;ncia (ver por exemplo, Topolinski &amp; Strack, 2009; Unkelbach, Bayer,  Alves, Koch, &amp; Stahl, 2011). Assim, torna-se relevante garantir que o conjunto de frases pr&eacute;-testado para verdade n&atilde;o promove  <i>per si</i> este tipo de enviesamento afectivos. Deste modo, para uma parte dos itens aqui apresentados os investigadores ter&atilde;o acesso  tamb&eacute;m &agrave; sua avalia&ccedil;&atilde;o na dimens&atilde;o de &ldquo;grau de divertimento da frase&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Pr&eacute;-teste 1</b></p>     <p>O pr&eacute; teste apresentado &eacute; definido pelo conjunto de frases a ser avaliado. Numa primeira fase todas as frases foram avaliadas na  dimens&atilde;o de verdade. Na segunda fase apenas as frases que seguiram o crit&eacute;rio definido para operacionalizar uma frase com  amb&iacute;gua, foram pr&eacute;-testadas para o seu grau de &ldquo;divertimento&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Fase 1: M&eacute;todo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Amostra</i></p>     <p>Na primeira fase deste pr&eacute;-teste participaram 100 estudantes universit&aacute;rios de diferentes cursos da Universidade de Lisboa (Idades  entre [18-30]; 82% mulheres.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Neste primeiro pr&eacute;-teste foram utilizadas as vers&otilde;es verdadeiras e falsas de 200 frases (resultando num total de 400 frases) que  teriam <i>a priori</i> um valor de verdade desconhecido para os participantes. Este conjunto de frases foi constitu&iacute;do pela  tradu&ccedil;&atilde;o para L&iacute;ngua Portuguesa de 89 das frases seleccionadas por Begg e colaboradores (1985; Begg &amp; Armour 1991) para os  seus estudos a partir do material original de Bacon (1979). As restantes 111 frases foram constru&iacute;das atrav&eacute;s da  utiliza&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o factual retirada de enciclop&eacute;dias, mantendo equivalente a estrutura utilizada. Para  cada uma destas frases foi criada uma vers&atilde;o falsa com a altera&ccedil;&atilde;o de apenas um detalhe, assegurando desta forma que sendo uma  das vers&otilde;es verdadeiras, a outra seria necessariamente falsa. Por exemplo, a frase verdadeira &ldquo;<i>Um beb&eacute; elefante chucha com a  sua tromba e n&atilde;o com a boca</i>&rdquo; teve como vers&atilde;o falsa &ldquo;<i>Um beb&eacute; elefante chucha com a sua boca e n&atilde;o  com a tromba</i>&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>As vers&otilde;es verdadeiras e falsas das 200 frases foram agrupadas em 4 conjuntos de 100, apresentadas numa coluna. A cada frase foi  associada a escala de avalia&ccedil;&atilde;o de verdade percebida numa segunda coluna. Cada conjunto de frases foi apresentado entre 16 a 20  participantes aos quais foi pedido que avaliassem a probabilidade de cada frase ser verdadeira ou falsa (os participantes avaliaram as frases  apenas numa das suas vers&otilde;es). Para realizarem esta tarefa, os participantes foram instru&iacute;dos a colocar um c&iacute;rculo &agrave;  volta do n&uacute;mero que melhor representasse a sua resposta numa escala de 7 pontos, sendo que 1 representava &ldquo;de certeza falso&rdquo;,  4 &ldquo;completamento incerto&rdquo; e 7 &ldquo;de certeza verdadeiro&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>Para cada frase foi calculada a m&eacute;dia dos julgamentos de verdade dos 16 a 20 ju&iacute;zes e a propor&ccedil;&atilde;o de  indiv&iacute;duos que avaliaram a frase como claramente verdadeira (avalia&ccedil;&otilde;es de 7 e 6 pontos) ou claramente falsa  (avalia&ccedil;&otilde;es de 1 e 2 pontos). Estes resultados s&atilde;o apresentados no <a href="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a05a1.jpg">Anexo 1</a>, que coloca a frase alvo e a sua  vers&atilde;o falsa lado a lado. Todas as frases que satisfizeram o crit&eacute;rio de neutralidade/ambiguidade, i.e., frases avaliadas de forma  id&ecirc;ntica na sua vers&atilde;o verdadeira e vers&atilde;o falsa, encontram-se salientadas em negrito. As restantes frases s&atilde;o  apresentadas de forma a permitir a qualquer investigador fazer uso dos seus dados para manipula&ccedil;&otilde;es outras das que necessitam da  ambiguidade pr&eacute;via de frases.</p>      
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Fase 2: M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Amostra</i></p>     <p>Um total de 60 estudantes universit&aacute;rios de cursos da Universidade de Lisboa (Idades entre [18; 28]; 76% mulheres) foi associado a quatro  listas de frases a serem avaliadas (15 participante por lista).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Os pares falsos e verdadeiros das afirma&ccedil;&otilde;es avaliadas como amb&iacute;guas na primeira fase de pr&eacute;-teste foram organizadas  em dois conjuntos, A e B. Para cada conjunto foram constru&iacute;das duas listas com metade de frases na sua vers&atilde;o verdadeira e metade de  frases na sua vers&atilde;o falsa (A1, A2, B1 e B2). As frases de cada uma destas listas foram organizadas aleatoriamente numa coluna de uma tabela  em que na segunda coluna apresentada uma escala de sete pontos que estava associada a cada uma das frases.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Os question&aacute;rios com as quatro listas foram organizados por ordem intercalar e distribu&iacute;dos aleatoriamente em contexto de sala de  aula. Quer atrav&eacute;s de instru&ccedil;&otilde;es orais quer na primeira p&aacute;gina do question&aacute;rio foi pedido aos participantes que  lessem cada frase e que decidissem o qu&atilde;o divertida a consideravam, circulando o n&uacute;mero que melhor representava a sua ideia numa  escala de 7 pontos apresentada &agrave; frente da frase, em que 1 representava &ldquo;nada divertida&rdquo; e 7 &ldquo;muito divertida&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>As m&eacute;dias das avalia&ccedil;&otilde;es de divertimento realizadas pelos 15 participantes s&atilde;o apresentadas no  <a href="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a05a2.jpg">Anexo 2</a> conjuntamente com os seus desvios padr&otilde;es. No seu geral as frases consideradas amb&iacute;guas no pr&eacute;-teste  1, foram consideradas como n&atilde;o divertidas, tendo avalia&ccedil;&otilde;es abaixo de 4 (o ponto m&eacute;dio da escala). Mas tal como  previsto algumas frases suscitaram divertimento nos participantes. Tal acontece por exemplo com a frase &ldquo;uma ervilha n&atilde;o mastigada  encontrar-se-&aacute; inteira nas fezes&rdquo; (<i>M</i>=5.25, <i>SD</i>=1.26), cujo conte&uacute;do pode ser visto como estranho ou bizarro.  Sugerindo que ao n&iacute;vel de agrega&ccedil;&atilde;o dos dados por frases, o n&iacute;vel m&eacute;dio de divertimento atribu&iacute;do  n&atilde;o afecta a sua percep&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de validade, a correla&ccedil;&atilde;o entre as m&eacute;dias do divertimento  percebido das frases e da sua avalia&ccedil;&atilde;o de verdade &eacute; nula: para vers&atilde;o verdadeira da frase <i>r</i>=-.085, e para  vers&atilde;o falsa das frases <i>r</i>=.175. Apesar deste pr&eacute;-teste demonstrar ser infundada a nossa preocupa&ccedil;&atilde;o com o grau  de divertimento das frases na sua capacidade de interferir com os processos estudados com este material, apresentamos estes dados neste artigo por  prevermos poderem ter interesse para algum investigador.</p>     
<p>&nbsp;</p>      <p><b>Pr&eacute;-teste 2</b></p>     <p>Um segundo pr&eacute;-teste foi desenvolvido de forma a validar um novo conjunto de frases para aumentar o n&uacute;mero de materiais  dispon&iacute;veis. Este pr&eacute;-teste seguiu um procedimento distinto do primeiro, tendo apresentado as frases isoladas em ecr&atilde;s de  computador e pedindo aos participantes que realizassem uma tarefa de classifica&ccedil;&atilde;o dicot&oacute;mica das frases como verdadeiras ou  falsas. Adicionalmente, apenas uma vers&atilde;o, a verdadeira ou a falsa, de cada frase foi testada.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fase 1: M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Amostra</i></p>     <p>Neste segundo pr&eacute;-teste participaram um total de 49 estudantes (63% mulheres; <i>M<sub>idade</sub></i>=19.10 anos, <i>SD</i>=4.57), dos  quais 37 eram alunos do 12&ordm; ano do Ensino Secund&aacute;rio e os restantes 12 eram alunos do 1&ordm; ano do curso de Psicologia, todos  oriundos de institui&ccedil;&otilde;es de ensino da cidade de Lisboa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Este pr&eacute;-teste incluiu a avalia&ccedil;&atilde;o de 60 frases, 30 verdadeiras e 30 falsas. Tal como no primeiro pr&eacute;-teste, as  frases verdadeiras foram constru&iacute;das utilizando a informa&ccedil;&atilde;o recolhida em enciclop&eacute;dias, livros e sites com cruzamento  diverso da informa&ccedil;&atilde;o para averiguar da sua veracidade. As frases falsas foram criadas atrav&eacute;s da altera&ccedil;&atilde;o de  um detalhe de metade das frases que reflectiam a informa&ccedil;&atilde;o recolhida. Todas as frases foram organizadas numa &uacute;nica lista.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>A recolha de dados deste pr&eacute;-teste foi feita atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de computadores para apresenta&ccedil;&atilde;o  das frases e registo das respostas dos participantes. Os participantes foram informados que iriam ler um conjunto de frases, algumas verdadeiras e  algumas falsas, e que a sua tarefa era indicar quais dessas frases consideravam verdadeiras e quais consideravam falsas. Todas as 30 frases falsas  e as 30 verdadeiras foram apresentadas uma a uma no centro do ecr&atilde; do computador (numa ordem aleat&oacute;ria para cada participante),  escritas a preto em letra Arial de 18 pontos contra um fundo branco. Cada frase permaneceu no ecr&atilde; do computador at&eacute; que os  participantes indicassem se a consideravam verdadeira ou falsa (escolha dicot&oacute;mica), pressionando a tecla S ou a tecla L do teclado,  respectivamente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>Para cada uma das frases foi calculada a propor&ccedil;&atilde;o de respostas &ldquo;verdadeira&rdquo; e &ldquo;falsa&rdquo;  (<a href="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a05a3.jpg">Anexo 3</a>). Com o objectivo de concluir sobre a ambiguidade das frases, procedeu-se &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de testes  inferenciais, de compara&ccedil;&atilde;o destas propor&ccedil;&otilde;es com a hip&oacute;tese de uma diferen&ccedil;a nula do ponto 0.5  (indicativo de que metade da amostra considera uma frase verdadeira e a outra metade a considera falsa). Todas as frases para as quais n&atilde;o  foram encontradas diferen&ccedil;as entre as propor&ccedil;&otilde;es de respostas &ldquo;verdadeiro&rdquo; (ou &ldquo;falso&rdquo;) e a  hip&oacute;tese de 0.5 foram consideradas amb&iacute;guas, na medida em que n&atilde;o existe uma tend&ecirc;ncia clara nas respostas dos  participantes, encontrando-se salientadas a negrito no <a href="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a05a3.jpg">Anexo 3</a>.</p>      
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o geral</b></p>     <p>Os pr&eacute;-testes aqui apresentados disponibilizam um conjunto de frases sobre as quais os participantes manifestam desconhecer o estatuto de  verdade/falsidade. Os dados destes pr&eacute;-testes encontram-se sumariados em tabelas, com vista a dar suporte a futura  investiga&ccedil;&atilde;o. Este tipo de frases amb&iacute;guas quanto ao seu estatuto de veracidade tem especial relev&acirc;ncia para o estudo  dos processos e dos enviesamentos que ocorrem em julgamentos de verdade. Isto porque apenas frases sobre as quais os participantes n&atilde;o  det&ecirc;m conhecimento relativamente ao seu grau de verdade ou falsidade podem sofrer os efeitos de manipula&ccedil;&otilde;es experimentais  nesses mesmos julgamentos (pois se os indiv&iacute;duos tiverem conhecimento sobre os factos que est&atilde;o a ler, os seus julgamentos de verdade  basear-se-&atilde;o nesse conhecimento que se sobrepor-se-&aacute; aos efeitos da experi&ecirc;ncia de flu&ecirc;ncia; e.g., Unkelbach, 2007).</p>     <p>Nestes pr&eacute;-testes, os dois conjuntos de frases foram avaliadas por diferentes m&eacute;todos, e o crit&eacute;rio do que define a  ambiguidade de uma frase foi diferente em cada um deles. Na presente investiga&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se estudou a validade convergente de  ambos os crit&eacute;rios, pelo que o investigador que utilizar uma lista poder&aacute; pr&eacute;-testar cada um dos conjuntos pelo  crit&eacute;rio utilizado no outro pr&eacute;-teste para concluir da sua converg&ecirc;ncia. Poder&aacute; ainda ser aconselh&aacute;vel proceder a  uma reconfirma&ccedil;&atilde;o da ambiguidade deste material sempre que a popula&ccedil;&atilde;o a quem for apresentado tenha  caracter&iacute;sticas muito diferentes da popula&ccedil;&atilde;o dos presentes pr&eacute;-testes. N&atilde;o se trata de repetir o presente  trabalho, pois essa verifica&ccedil;&atilde;o apenas ser&aacute; executada sobre as frases que j&aacute; obedecem aos crit&eacute;rio de estudo e  ter&aacute; elevada a probabilidade de confirma&ccedil;&atilde;o o seu estatuto de &ldquo;frase amb&iacute;gua&rdquo;. Trata-se apenas de  possibilitar a exclus&atilde;o de uma ou outra frase que pode perder o seu estatuto de ambiguidade. Isto porque os conhecimentos s&atilde;o  diferentes em diferentes universidades e em diferentes per&iacute;odos de tempo, e o que antes era um facto desconhecido pode facilmente vir a ser  divulgado amplamente num blog, rede social ou em conversas de caf&eacute; num dado momento do tempo, quem sabe at&eacute; por terem participado num  estudo que usou estas frases.</p>     <p>Para al&eacute;m de dar suporte a estudos de enviesamentos de verdade, este material poder&aacute; tamb&eacute;m suportar todos os estudos que  pretendam estudar efeitos de congru&ecirc;ncia de verdade com outra vari&aacute;vel, como por exemplo a peritagem. Por exemplo, frases falsas podem  induzir uma avalia&ccedil;&atilde;o mais negativa se forem referidas por um perito do que se forem apresentadas por um n&atilde;o perito.  Tamb&eacute;m o tempo de leitura de uma frase falsa poder&aacute; hipoteticamente ser reduzido se esta for proferida por uma pessoa pouco  confi&aacute;vel (<i>vs.</i> muito confi&aacute;vel) tendo subjacente processos de inibi&ccedil;&atilde;o ou facilita&ccedil;&atilde;o.  Adicionalmente, a selec&ccedil;&atilde;o das frases poder&aacute; dar suporte a estudos que queiram simplesmente controlar a validade percebida das  frases com o objectivo de apresentar um conjunto de frases ora mais homog&eacute;neas ou mais heterog&eacute;neas.</p>     <p>Por ultimo, o presente artigo fornece ainda informa&ccedil;&atilde;o sobre o grau de divertimento percebido de um conjunto de frases  amb&iacute;guas relativamente ao seu valor de verdade. Este material poder&aacute; assim servir estudos que tenham o prop&oacute;sito de manipular  ou controlar esta caracter&iacute;stica do material.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Alter, A. L., &amp; Oppenheimer, D. M. (2009). Uniting the tribes of fluency to form a metacognitive nation. <i>Personality and Social  Psychology Review, 13</i>, 219-235.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028881&pid=S0870-8231201700020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arkes, H. R., Boehm, L. E., &amp; Xu, G. (1991). Determinants of judged validity. <i>Journal of Experimental Social Psychology, 27</i>,  576-605.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028883&pid=S0870-8231201700020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arkes, H., Hacket, C., &amp; Boehm, L. (1989). The generality of the relation between familiarity and judged validity. <i>Journal of Behavioral  Decision Making, 2</i>, 81-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028885&pid=S0870-8231201700020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bacon, F. (1979). Credibility of repeated statements: Memory for trivia. <i>Journal of Experimental Psychology: Human Learning and Memory,  5</i>, 241-252.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028887&pid=S0870-8231201700020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Begg, I., Anas, A., &amp; Farinacci, S. (1992). Dissociation of processes in belief: Source recollection, statement familiarity, and the  illusion of truth<i>. Journal of Experimental Psychology: General, 121</i>, 446-458.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028889&pid=S0870-8231201700020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Begg, I., &amp; Armour, V. (1991). Repetition and the ring of truth: Biasing comments. <i>Canadian Journal of Behavioural Science, 23</i>,  195-213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028891&pid=S0870-8231201700020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dech&ecirc;ne, A., Stahl, C., Hansen, J., &amp; W&auml;nke, M. (2010). The truth about the truth: A meta-analytic review of the truth effect.  <i>Personality and Social Psychology Review, 14</i>, 238-257.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028893&pid=S0870-8231201700020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Garcia-Marques, T. (1999). <i>The mind needs the heart. The mood-as-regulation-mechanism hypothesis</i>. Unpublished doctoral dissertation.  Universidade de Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028895&pid=S0870-8231201700020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Garcia-Marques, T., Silva, R. R., &amp; Mello, J. (2016). Judging the truth-value of a statement in and out of a deep processing context.  <i>Social Cognition, 34</i>, 40-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028897&pid=S0870-8231201700020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Garcia-Marques, T., Silva, R. R., Reber, R., &amp; Unkelbach, C. (2015). Hearing a statement now and believing the opposite later. <i>Journal of  Experimental Social Psychology, 56</i>, 126-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028899&pid=S0870-8231201700020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Harmon-Jones, E., &amp; Allen, J. J. (2001). The role of affect in the mere exposure effect: Evidence from psychophysiological and individual  differences approaches. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, 27</i>, 889-898.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028901&pid=S0870-8231201700020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hasher, L., Goldstein, D., &amp; Toppino, T. (1977). Frequency and the conference of referential validity. <i>Journal of Verbal Learning and  Verbal Behavior, 16</i>, 107-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028903&pid=S0870-8231201700020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Reber, R., &amp; Schwarz, N. (1999). Effects of perceptual fluency on judgments of truth. <i>Consciousness &amp; Cognition, 8</i>, 338-342.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028905&pid=S0870-8231201700020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Reber, R., &amp; Unkelbach, C. (2010). The epistemic status of processing fluency as source for judgments of truth. <i>Review of philosophy and  psychology, 1</i>, 563-581.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028907&pid=S0870-8231201700020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Silva, R. R. (2014). <i>&ldquo;The truth is never pure and rarely simple&rdquo;: Understanding the role of repetition and processing fluency on the  illusion of truth effect</i>. Unpublished doctoral dissertation. ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Silva, R., Figueira, P., &amp; Garcia-Marques, T. (2012). Paradigma associado ao estudo da ilus&atilde;o de verdade. <i>Laborat&oacute;rio de  Psicologia, 10</i>, 223-233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028910&pid=S0870-8231201700020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, R. R., Garcia-Marques, T., &amp; Mello, J. (2015). The differential effects of fluency due to repetition and fluency due to color  contrast on judgments of truth. <i>Psychological Research, 80</i>, 821-837.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028912&pid=S0870-8231201700020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Topolinski, S. (2014). A processing fluency-account of funniness: Running gags and spoiling punchlines. <i>Cognition &amp; emotion, 28</i>,  811-820.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028914&pid=S0870-8231201700020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Topolinski, S., &amp; Strack, F. (2009). The architecture of intuition: Fluency and affect determine intuitive judgments of semantic and visual  coherence and judgments of grammaticality in artificial grammar learning. <i>Journal of Experimental Psychology: General, 138</i>, 39-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028916&pid=S0870-8231201700020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Unkelbach, C., Bayer, M., Alves, H., Koch, A., &amp; Stahl, C. (2011). Fluency and positivity as possible causes of the truth effect.  <i>Consciousness and cognition, 20</i>, 594-602.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028918&pid=S0870-8231201700020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Unkelbach, C., &amp; Stahl, C. (2009). A multinomial modeling approach to dissociate different components of the truth effect. <i>Consciousness  and cognition, 18</i>, 22-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028920&pid=S0870-8231201700020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Winkielman, P., &amp; Cacioppo, J. T. (2001). Mind at ease puts a smile on the face: Psychophysiological evidence that processing facilitation  elicits positive affect. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 81</i>, 989-1000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028922&pid=S0870-8231201700020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Winkielman, P., Schwarz, N., Fazendeiro, T., &amp; Reber, R. (2003). The hedonic marking of processing fluency: Implications for evaluative  judgment. In J. Musch &amp; K. C. Klauer (Eds.), <i>The psychology of evaluation: Affective processes in cognition and emotion</i> (pp. 189-217).  Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=028924&pid=S0870-8231201700020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Teresa Garcia-Marques, ISPA &ndash; Instituto  Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:gmarques@ispa.pt">gmarques@ispa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A escrita deste artigo foi suportado pelo projecto financiado de Investiga&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento PTDC/PSI-PCO/121916/2010,  atribu&iacute;do a Teresa Garcia-Marques pela Funda&ccedil;&atilde;o da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia.</p>     <p>William James Center for Research, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio: Financiado pela FCT Grant No. UID/PSI/04810/2013</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 30/11/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 08/05/2016</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>ANEXOS</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a05a1.jpg">Anexo 1</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a05a2.jpg">Anexo 2</a></p>     
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a05a3.jpg">Anexo 3</a></p>     
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