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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Validação de um instrumento de avaliação dos fatores promotores da motivação para o trabalho: Um estudo com profissionais de saúde oncológica portugueses]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Concerning the provision of health services, especially in the oncological context, the study of motivation for work becomes relevant. Starting from the instrument of motivation for work developed by Paleologou, Kontodimopoulos, Stamoli, Aletras and Niakas (2006), this study intends to evaluate the psychometric quality of the Portuguese version, its factorial structure, reliability and validity, in a sample of health professionals from a Portuguese cancer hospital. An exploratory factor analysis, using principal components method, and a confirmatory factorial analysis, using the maximum likelihood method, were conducted. The results point to a model with three factors and 13 items, differently from the authors, whose structure is composed of four factors and 19 items. Considering the confirmatory nature of this research, we anticipate that it will be a stimulus for the development of new studies on motivation for work, in particular, of health professionals and especially in the oncological context.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Motivação para o trabalho]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Valida&ccedil;&atilde;o de um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o dos fatores promotores da motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho: Um  estudo com profissionais de sa&uacute;de oncol&oacute;gica portugueses</b></p>     <p><b>Diana Dias<sup>1</sup>, &Acirc;ngela Leite<sup>1</sup>, Ana Ramires<sup>2</sup>, Paula Bicho<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Europeia, Laureate International Universities</p>     <p><sup>2</sup>Universidade Europeia, Laureate International Universities / Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Governan&ccedil;a,  Competitividade e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas (GOVCOPP), Universidade de Aveiro</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>No &acirc;mbito da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, especialmente em contexto oncol&oacute;gico, o estudo da  motiva&ccedil;&atilde;o torna-se relevante. Partindo do instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho  desenvolvido por Paleologou, Kontodimopoulos, Stamoli, Aletras e Niakas (2006), este estudo pretende avaliar a qualidade psicom&eacute;trica da sua  vers&atilde;o portuguesa, a estrutura fatorial, confiabilidade e validade numa amostra de profissionais de sa&uacute;de de um hospital  oncol&oacute;gico portugu&ecirc;s. Foram realizados os procedimentos de an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria, atrav&eacute;s do  m&eacute;todo de componentes principais, e de an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria, atrav&eacute;s do m&eacute;todo de  estima&ccedil;&atilde;o de m&aacute;xima verosimilhan&ccedil;a. Os resultados apontam para um modelo com tr&ecirc;s fatores e 13 itens,  diferentemente dos autores, cuja estrutura &eacute; composta por quatro fatores e 19 itens. Tendo em conta o car&aacute;ter confirmat&oacute;rio  desta investiga&ccedil;&atilde;o, antecipamos que constitua um est&iacute;mulo para o desenvolvimento de novos estudos sobre a  motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho, em particular, dos profissionais de sa&uacute;de e sobretudo em contexto oncol&oacute;gico.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho, Profissionais de sa&uacute;de em hospital oncol&oacute;gico, Estudos  psicom&eacute;tricos, Valida&ccedil;&atilde;o de instrumento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Concerning the provision of health services, especially in the oncological context, the study of motivation for work becomes relevant. Starting  from the instrument of motivation for work developed by Paleologou, Kontodimopoulos, Stamoli, Aletras and Niakas (2006), this study intends to  evaluate the psychometric quality of the Portuguese version, its factorial structure, reliability and validity, in a sample of health  professionals from a Portuguese cancer hospital. An exploratory factor analysis, using principal components method, and a confirmatory factorial  analysis, using the maximum likelihood method, were conducted. The results point to a model with three factors and 13 items, differently from the  authors, whose structure is composed of four factors and 19 items.</p>     <p>Considering the confirmatory nature of this research, we anticipate that it will be a stimulus for the development of new studies on motivation  for work, in particular, of health professionals and especially in the oncological context.</p>     <p><b>Key words</b>: Motivation for work, Health professionals in oncology hospital, Psychometric studies, Instrument validation.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>As problem&aacute;ticas e experi&ecirc;ncias de sofrimento vivenciadas no quotidiano pelos profissionais de sa&uacute;de em contexto  oncol&oacute;gico acarretam riscos acrescidos de stresse profissional, <i>burnout</i> e doen&ccedil;a mental (Bowden et al., 2015). A  motiva&ccedil;&atilde;o destes profissionais &eacute; significativa e negativamente afetada por altos n&iacute;veis de exaust&atilde;o emocional  (Janssen, De Jonge, &amp; Bakker, 1999). Importa, como tal, compreender que fatores s&atilde;o suscet&iacute;veis de promoverem maiores  n&iacute;veis de motiva&ccedil;&atilde;o e de envolvimento profissional, de forma a, por um lado, potenciar uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o e um  maior compromisso com o trabalho e, por outro lado, diminuir o risco de stresse laboral nestes profissionais. Torna-se, por isso, pertinente a  valida&ccedil;&atilde;o de um instrumento que identifique os principais fatores motivacionais para o trabalho dos profissionais de sa&uacute;de  portugueses. AAmerican Society of Clinical Oncology (ASCO) considera que s&atilde;o v&aacute;rios os desafios colocados aos profissionais de  sa&uacute;de em contexto oncol&oacute;gico, nomeadamente, a necessidade de ter uma educa&ccedil;&atilde;o oncol&oacute;gica abrangente e, dentro  desta, uma especialidade espec&iacute;fica, bem como a amplitude do papel destes profissionais (desde as consultas aos diferentes tipos de  tratamentos, incluindo a cirurgia) (Reckling, 2014). Van den Eertwegh et al. (2015) consideram que a comunica&ccedil;&atilde;o e a qualidade das  informa&ccedil;&otilde;es trocadas com os pacientes sobre o cancro &eacute; outro desafio que se coloca a estes profissionais de sa&uacute;de.</p>     <p>A motiva&ccedil;&atilde;o, definida enquanto constela&ccedil;&atilde;o de dimens&otilde;es cognitivas, afetivas e comportamentais, sustenta a  a&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo, justificando a sua perman&ecirc;ncia numa determinada tarefa e o retorno afetivo face aos resultados  alcan&ccedil;ados. De acordo com Nevid (2013), o termo motiva&ccedil;&atilde;o refere-se a fatores que ativam, dirigem e mant&ecirc;m o  comportamento orientado para objetivos, sendo os motivos os &ldquo;porqu&ecirc;s&rdquo; do comportamento. A motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho  consiste na disposi&ccedil;&atilde;o para exercer altos n&iacute;veis de esfor&ccedil;o em dire&ccedil;&atilde;o a objetivos organizacionais, tendo  subjacente a satisfa&ccedil;&atilde;o de alguma necessidade individual (Robbins, 2004). No contexto profissional, esta vari&aacute;vel assume  relev&acirc;ncia, funcionando como um catalisador para a melhoria cont&iacute;nua do desempenho dos colaboradores, incentivando-os a desenvolver  compet&ecirc;ncias para um melhor trabalho (Sekhar, Patwardhan, &amp; Singh, 2013), e, simultaneamente, contribuir para o crescimento,  desenvolvimento e sobreviv&ecirc;ncia da pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o da qual fazem parte (Smith, 1994).</p>     <p>Na hierarquia de necessidades, apresentada no seu trabalho &ldquo;Uma Teoria da Motiva&ccedil;&atilde;o Humana&rdquo; (1943), Maslow teorizou  que as pessoas t&ecirc;m cinco tipos de necessidades (fisiol&oacute;gicas, de seguran&ccedil;a, sociais, de auto-estima e de  auto-realiza&ccedil;&atilde;o) que s&atilde;o activadas de forma hier&aacute;rquica, isto &eacute;, uma necessidade menor (por exemplo,  fisiol&oacute;gica ou de seguran&ccedil;a) deve ser cumprida antes de uma necessidade de ordem superior (por exemplo,  auto-realiza&ccedil;&atilde;o). Na sua aplica&ccedil;&atilde;o ao contexto organizacional, &eacute; sugerido que os empregados auto-realizados  estejam mais motivados para o trabalho (Greenberg &amp; Baron, 2003). A teoria de dois fatores de Herzberg (1964) distingue entre motivadores ou  fatores intr&iacute;nsecos &ndash; a realiza&ccedil;&atilde;o, o reconhecimento, o trabalho em si, a responsabilidade, o avan&ccedil;o e o  crescimento &ndash;, e fatores de higiene ou fatores extr&iacute;nsecos &ndash; pol&iacute;tica da empresa, de supervis&atilde;o, de relacionamento  com o chefe, condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, sal&aacute;rio e de relacionamento com os pares. Segundo Herzberg (1964), os fatores  intr&iacute;nsecos est&atilde;o positivamente relacionados com a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho e os extr&iacute;nsecos est&atilde;o  negativamente associados &agrave; insatisfa&ccedil;&atilde;o com o trabalho. Motivar os colaboradores &eacute;, por si s&oacute;, uma tarefa  desafiante, podendo envolver a aplica&ccedil;&atilde;o de motivadores extr&iacute;nsecos (e.g., melhorando as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e  a remunera&ccedil;&atilde;o) e/ou intr&iacute;nsecos (e.g., desenvolvimento de um sentimento de perten&ccedil;a e reconheci mento de um trabalho  bem feito) (DiPietro, Kline, &amp; Nierop, 2014). A rela&ccedil;&atilde;o entre motiva&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho tem  sido enfatizada em diversos estudos (Christen, Iyer, &amp; Soberman, 2006; MacIntosh &amp; Doherty, 2010; Stringer, Didham, &amp;  Theivananthampillai, 2011). O destaque dado &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho, entre outras vari&aacute;veis associadas &agrave;  motiva&ccedil;&atilde;o, prende-se sobretudo com o facto de a motiva&ccedil;&atilde;o no trabalho predizer a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho  (Lam &amp; Gurland, 2008). Segundo Devadass (2011), as caracter&iacute;sticas organizacionais como, por exemplo, as pol&iacute;ticas e os  procedimentos, os estilos de lideran&ccedil;a e os fatores contextuais do ambiente, t&ecirc;m um efeito significativo na forma como os profissionais  percebem um ambiente de trabalho motivador e satisfat&oacute;rio.</p>     <p>Em Portugal, diversos estudos de adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios para avaliar a  motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho t&ecirc;m sido desenvolvidos. Rego (2000), Rego e Carvalho (2002), Rego e Jesu&iacute;no (2002), Rego,  Tavares, Cunha e Cardoso (2005) adaptaram uma vers&atilde;o modificada do <i>Question&aacute;rio de medida das necessidades manifestas</i> de  Steers e Braunstein (1976) para a popu la&ccedil;&atilde;o portuguesa. Posteriormente, em 2006, Ferreira, Diogo, Ferreira e Valente desenvolveram e  validaram a <i>Escala multifatorial de motiva&ccedil;&atilde;o no trabalho, para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa</i>. Pese embora a  relev&acirc;ncia dos referidos trabalhos, nenhum dos instrumentos mencionados se destina especificamente a uma popula&ccedil;&atilde;o de  profissionais de sa&uacute;de. Em 2010, Gaspar, Jesus e Cruz adaptaram um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o para o  trabalho, para a especialidade de Medicina Geral e Familiar, numa popula&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dicos internos da especialidade em  quest&atilde;o. N&atilde;o obstante a sali&ecirc;ncia deste trabalho, a verdade &eacute; que o conte&uacute;do dos itens do referido instrumento  &eacute; muito espec&iacute;fico da especialidade m&eacute;dica em causa, n&atilde;o se aplicando, por isso mesmo, adequadamente &agrave;  especificidade do contexto de trabalho dos profissionais de sa&uacute;de em geral. Face ao exposto, consideramos pertinente adaptar e validar um  instrumento que avalia o n&iacute;vel de import&acirc;ncia de v&aacute;rios fatores potencialmente promotores da motiva&ccedil;&atilde;o para o  trabalho, da autoria de Paleologou, Kontodimopoulos, Stamouli, Aletras e Niakas (2006), para esta popula&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o dos fatores promotores da motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho de Paleologou et al. (2006)</i></p>     <p>Na sequ&ecirc;ncia de uma extensa revis&atilde;o da literatura sobre motiva&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho, estes  autores identificaram oito estudos sobre instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o dos fatores motivacionais referidos para popula&ccedil;&otilde;es  heterog&eacute;neas e dez para popula&ccedil;&otilde;es especificamente do setor da sa&uacute;de. Estes instrumentos serviram de base &agrave;  constru&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio de Paleologou et al. (2006), o qual &eacute; composto por 48 itens, que foram traduzidos e  adaptados ao contexto cultural grego (Paleologou et al., 2006). Os autores constru&iacute;ram este instrumento para &ldquo;que servisse para medir  a motiva&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores do sector dos cuidados de sa&uacute;de&rdquo; e &ldquo;determinar as suas qualidades  psicom&eacute;tricas b&aacute;sicas, nomeadamente a confiabilidade e a validade atrav&eacute;s da sua administra&ccedil;&atilde;o a uma amostra  representativa de trabalhadores do sistema de sa&uacute;de grego&rdquo; (Paleologou et al., 2006, p. 2). Para a constru&ccedil;&atilde;o do  referido instrumento, os autores procederam a uma sele&ccedil;&atilde;o de itens com base nas principais teorias da motiva&ccedil;&atilde;o,  nomeadamente, a teoria das necessidades de Maslow (1943, 1970) e a teoria de dois fatores de Herzberg (1964). Os autores identificaram quatro  componentes referentes &agrave;s necessidades individuais intr&iacute;nsecas e aos aspetos externos relacionados com o trabalho:  <i>remunera&ccedil;&atilde;o, colegas de trabalho, atributos do trabalho e realiza&ccedil;&atilde;o</i>, que explicaram cerca de 60% da  variabilidade total. A vers&atilde;o final do instrumento tem 19 itens agrupados nos fatores: <i>remunera&ccedil;&atilde;o</i> que respeita a  sal&aacute;rio, ambiente de trabalho, reforma e absentismo (&alpha;=.82); <i>realiza&ccedil;&atilde;o</i> que inclui o significado do trabalho,  respeito e rela&ccedil;&otilde;es interpessoais (&alpha;=.78); <i>colegas de trabalho</i> que incorpora o trabalho de equipa, orgulho no trabalho,  apre&ccedil;o, supervis&atilde;o e justi&ccedil;a (&alpha;=.83); e <i>atributos do trabalho</i> que refere a autoridade, objetivos, criatividade,  deveres claros, controlo, explora&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias e participa&ccedil;&atilde;o em decis&otilde;es (&alpha;=.90). Os  n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna, de fiabilidade e de validade de conte&uacute;do encontrados pelos autores garantiram a sua  adequabilidade para aplica&ccedil;&atilde;o do instrumento em larga escala num hospital estatal.</p>     <p>Para al&eacute;m do estudo original, este instrumento foi posteriormente utilizado por Kontodimopoulos, Paleologou e Niakas (2009) para  identificar os fatores motivadores, especificamente, em profissionais da sa&uacute;de gregos. Os autores verificaram que eram utilizados incentivos  quer monet&aacute;rios quer n&atilde;o monet&aacute;rios para motivar os profissionais de sa&uacute;de e constataram que os fatores  intr&iacute;nsecos eram particularmente importantes na motiva&ccedil;&atilde;o eficaz dos profissionais de sa&uacute;de. Os mesmos resultados foram  encontrados por Lambrou, Kontodimopoulos e Niakas (2010) que estudaram a motiva&ccedil;&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o com o trabalho em  m&eacute;dicos e enfermeiros de um hospital geral p&uacute;blico no Chipre. Estes autores encontraram elevados valores de alfa de Cronbach para os  fatores estudados: .84 para <i>remunera&ccedil;&atilde;o</i>, .78 para <i>realiza&ccedil;&atilde;o</i>, .85 para <i>colegas de trabalho</i> e .90  para <i>atributos de trabalho</i>. Posteriormente, Grammatikopoulos et al. (2013) conduziram um estudo sobre fatores motivacionais para o trabalho  e incentivos de desempenho, como ferramentas de gest&atilde;o, numa amostra de profissionais de sa&uacute;de mental. As conclus&otilde;es a que  chegaram s&atilde;o sobrepon&iacute;veis &agrave;s de Kontodimopoulos et al. (2009) e &agrave;s de Lambrou et al. (2010). Mais recentemente,  Purohit, Maneskar e Saxena (2016) adaptaram este instrumento para avaliar a motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho de profissionais de  sa&uacute;de do sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de indiano, tendo obtido resultados que sugerem boas qualidades psicom&eacute;tricas para a  totalidade dos itens que comp&otilde;em o instrumento (<i>&alpha;</i>=.81).</p>     <p>Por conseguinte, os resultados obtidos por diversos autores, em v&aacute;rios estudos, levam-nos a concluir tratar-se de um instrumento  promissor para administrar em contexto hospitalar, permitindo identificar os principais fatores motivadores para o trabalho dos profissionais de  sa&uacute;de em Portugal. Sendo a motiva&ccedil;&atilde;o afetada por variados fatores como a exaust&atilde;o emocional (Janssen et al., 1999), a  possibilidade de relacionar estes dados com outras dimens&otilde;es associadas ao desempenho no trabalho (Eberendu &amp; Kenneth-Okere, 2015), como  a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho (Griffeth, Hom, &amp; Gaertner, 2000; Paleologou et al., 2006), o stresse e o <i>burnout</i> (Bowden et al.,  2015) de profissionais de sa&uacute;de do contexto oncol&oacute;gico confere, ainda, maior relev&acirc;ncia e pertin&ecirc;ncia &agrave;  aplica&ccedil;&atilde;o desta tipologia de instrumentos nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de portugueses. Os resultados que poder&atilde;o advir  deste tipo de estudo sugerir&atilde;o novas estrat&eacute;gias motivacionais, tendo em vista a melhoria da qualidade do trabalho destes  profissionais de sa&uacute;de.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>O objetivo do presente estudo &eacute; adaptar e validar, para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa de profissionais de sa&uacute;de em contexto  oncol&oacute;gico, o instrumento desenvolvido por Paleologou et al. (2006), atrav&eacute;s da an&aacute;lise das suas propriedades  psicom&eacute;tricas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na valida&ccedil;&atilde;o deste instrumento foram utilizadas duas subamostras resultantes da divis&atilde;o aleat&oacute;ria em partes iguais  da amostra total. Esta &eacute; composta por 400 profissionais de sa&uacute;de de um hospital oncol&oacute;gico portugu&ecirc;s, nomeadamente,  assistentes operacionais (43%), t&eacute;cnicos administrativos (11%), t&eacute;cnicos de sa&uacute;de (5%), enfermeiros (33%) e m&eacute;dicos  (9%). A maioria dos participantes &eacute; do g&eacute;nero masculino (59%), inclusive em todos os subgrupos da amostra definidos de acordo com a  categoria profissional. O grupo et&aacute;rio mais representado situa-se entre os 36 e os 45 anos (55%) e a licenciatura &eacute; o grau  acad&eacute;mico predominante (44%). Apenas quatro participantes s&atilde;o respons&aacute;veis pela gest&atilde;o de outros profissionais de  sa&uacute;de e a grande maioria est&aacute; contratada a termo fixo (70%) e trabalha na institui&ccedil;&atilde;o h&aacute; 11 a 30 anos (76%)  (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a09t1.jpg" width="576" height="557"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento</i></p>     <p>O instrumento de Paleologou et al. (2006) foi traduzido do ingl&ecirc;s para o portugu&ecirc;s e retro-traduzido por dois psic&oacute;logos, um  dos quais bilingue, tendo-se procurado preservar o conte&uacute;do e o significado psicol&oacute;gico dos itens e, ao mesmo tempo, assegurar a  especificidade da l&iacute;ngua portuguesa, tornando acess&iacute;vel a sua compreens&atilde;o. Foi realizado um pr&eacute;-teste do instrumento em  termos de conte&uacute;do e forma com quatro profissionais de sa&uacute;de, com o objetivo de aferir a clareza do question&aacute;rio. Em seguida,  procedeu-se a uma reflex&atilde;o-falada com o mesmo grupo, tendo esta revelado que o question&aacute;rio n&atilde;o apresentava qualquer tipo de  dificuldades na sua compreens&atilde;o e preenchimento.</p>     <p>O question&aacute;rio utilizado integra uma sec&ccedil;&atilde;o destinada aos dados sociodemogr&aacute;ficos (g&eacute;nero, idade e  escolaridade) e ao trabalho (categoria profissional, tipo de contrato, lugares de gest&atilde;o e tempo no servi&ccedil;o). A  informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho &eacute; recolhida atrav&eacute;s do instrumento de Paleologou  et al. (2006); cada item &eacute; precedido da quest&atilde;o: &ldquo;Em que medida cada um dos seguintes fatores o motiva para fazer um bom  trabalho&rdquo;, sendo as respostas fornecidas numa escala de cinco pontos, em que 1 corresponde a <i>nada</i> e 5 a <i>extremamente</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Procedimentos</i></p>     <p>O estudo foi conduzido num hospital oncol&oacute;gico portugu&ecirc;s em 2015. Este hospital tem 1760 trabalhadores efetivos e um n&uacute;mero  n&atilde;o revelado de trabalhadores com contrato a termo certo. Ao longo de um per&iacute;odo de tr&ecirc;s semanas, os question&aacute;rios foram  distribu&iacute;dos aleatoriamente (em diferentes servi&ccedil;os do hospital, ao cuidado da respetiva dire&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os);  os participantes foram convidados a responder no pr&oacute;prio question&aacute;rio, no hospital e individualmente; e, por fim, foram recolhidos  415 question&aacute;rios dos quais resultaram 400 v&aacute;lidos: os restantes 15 n&atilde;o estavam respondidos cabalmente, tendo sido  exclu&iacute;dos. Todos os procedimentos seguidos estiveram de acordo com as orienta&ccedil;&otilde;es do comit&eacute; de &eacute;tica  institucional e com a declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia de 1975, revista em 2000. Foi obtido o consentimento informado para a  participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria no estudo e garantida a confidencialidade dos dados e o anonimato dos participantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A exist&ecirc;ncia de estudos psicom&eacute;tricos do instrumento para outras popula&ccedil;&otilde;es poderia ter conduzido diretamente  &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria. Por&eacute;m, dada a sua inexist&ecirc;ncia e o subsequente  desconhecimento da estrutura prevista da escala para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, foi primeiramente realizada uma an&aacute;lise fatorial  explorat&oacute;ria (AFE) e, em seguida, uma an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria (AFC) onde se testou a adequa&ccedil;&atilde;o da  estrutura que emergiu da AFE. Cada procedimento foi aplicado a uma subamostra resultante da divis&atilde;o aleat&oacute;ria da amostra total em  partes iguais. A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi levada a cabo com recurso ao programa IBM SPSS e AMOS 24.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>An&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria</b></p>     <p>A maioria dos respondentes desta amostra &eacute; do g&eacute;nero masculino (60%), tem idades compreendidas entre os 36 e os 45 anos (54%),  &eacute; licenciada (46%), est&aacute; contratada a termo fixo (70%) e trabalha na institui&ccedil;&atilde;o h&aacute; 11-30 anos (75%). Inclui  apenas um participante respons&aacute;vel pela gest&atilde;o de outros profissionais de sa&uacute;de (ver subamostra 1 na  <a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>Os itens originais do <i>Instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o dos fatores promotores da motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho</i> foram  submetidos a um conjunto de procedimentos estat&iacute;sticos. Para o estudo da normalidade, examinou-se os valores de assimetria e de curtose  univariada e multivariada (|<i>sk</i>|&lt;3 e |<i>ku</i>|&lt;3; Hair, Black, Babin, &amp; Anderson, 2014). A aplica&ccedil;&atilde;o do  procedimento de AFE com extra&ccedil;&atilde;o dos componentes principais e rota&ccedil;&atilde;o ortogonal <i>varimax</i> pretendeu determinar a  estrutura latente do instrumento. A adequabilidade da amostra foi avaliada atrav&eacute;s da estat&iacute;stica Kaiser-Meyer-Olkin (.70 a .80  aceit&aacute;vel e &gt; a .80 meritosa) e do teste de esfericidade de Bartlett (<i>p</i>&lt;.05); a validade fatorial e a discriminante dos itens  por meio dos pesos fatoriais (pesos fatoriais elevados num &uacute;nico fator e superiores a .50); e a consist&ecirc;ncia interna de cada fator,  pelo coeficiente alfa de Cronbach (.60 a .70 aceit&aacute;veis e &gt;.70 recomendados) (Hair et al., 2014). A fiabilidade do instrumento de medida  foi avaliada atrav&eacute;s do grau de homogeneidade das respostas aos itens: a partir da matriz de correla&ccedil;&otilde;es inter-itens (&gt;.30)  e do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o item-total de Pearson (&gt;.50) (Hair et al., 2014).</p>     <p>Os 19 itens do instrumento n&atilde;o apresentaram viola&ccedil;&otilde;es severas de normalidade univariada e multivariada  (ver <a href="#t2">Tabela 2</a>). O procedimento de AFE aplicado aos 19 itens comprovou a adequabilidade da amostra &agrave; an&aacute;lise  (KMO=.95; <i>&chi;<sup>2</sup></i>=7489.93; <i>p</i>&lt;.001) e a solu&ccedil;&atilde;o resultante da aplica&ccedil;&atilde;o da regra de Kaiser  identificou tr&ecirc;s fatores que explicavam cerca de 90% da vari&acirc;ncia total. Por&eacute;m, a presen&ccedil;a de itens com cargas fatoriais  similares em dois fatores conduziu &agrave; remo&ccedil;&atilde;o dos itens 5 e 12. A aplica&ccedil;&atilde;o de novo procedimento de AFE aos 17  itens restantes indicou a adequa&ccedil;&atilde;o dos dados a um modelo composto por tr&ecirc;s fatores (KMO=.94; <i>&chi;<sup>2</sup></i>=6530.83;  <i>p</i>&lt;.001) que explicavam cerca de 91% da vari&acirc;ncia total. Todos os itens exibiram pesos fatoriais elevados (&gt;.70), evidenciando  uma estrutura fatorial bem definida (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a09t2.jpg" width="575" height="352"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a09t3.jpg" width="579" height="316"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O n&uacute;mero de fatores deste modelo n&atilde;o se mant&eacute;m face &agrave; vers&atilde;o original, havendo algumas  altera&ccedil;&otilde;es na sua estrutura. A solu&ccedil;&atilde;o encontrada aponta para a exist&ecirc;ncia de apenas tr&ecirc;s fatores. Os  fatores 2 e 3 mant&ecirc;m a designa&ccedil;&atilde;o original (<i>colegas de trabalho</i> e <i>remunera&ccedil;&atilde;o</i>, respetivamente) e  mant&ecirc;m ainda os itens dos fatores originais, exceto no que diz respeito ao item relacionado com as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais que  transitou do fator <i>realiza&ccedil;&atilde;o</i> para o fator <i>colegas de trabalho</i>, sem que os autores tenham considerado essa  transi&ccedil;&atilde;o problem&aacute;tica. Contudo, no que diz respeito aos fatores originais <i>atributos do trabalho</i> e  <i>realiza&ccedil;&atilde;o</i>, os itens originais agrupam-se numa s&oacute; dimens&atilde;o, tendo sido exclu&iacute;dos os itens 5  (&ldquo;Realizar um trabalho com significado&rdquo;) e 12 (&ldquo;Exercer autoridade&rdquo;) que pertenciam aos fatores  <i>realiza&ccedil;&atilde;o</i> e <i>atributos do trabalho</i>, respetivamente. Os restantes originam um s&oacute; fator que designamos doravante  por <i>atributos do trabalho</i>, sendo que os autores consideram este fator as &ldquo;caracter&iacute;sticas particulares do trabalho tais como  participa&ccedil;&atilde;o em tomadas de decis&atilde;o, criatividade e desenvolvimento de compet&ecirc;ncias&rdquo; (Paleologou et al., 2006, p.  8); e o fator <i>realiza&ccedil;&atilde;o</i> &eacute; entendido como um motivador intr&iacute;nseco, expresso atrav&eacute;s de construtos como o  orgulho, a aprecia&ccedil;&atilde;o, o respeito e a aceita&ccedil;&atilde;o social (Paleologou et al., 2006). Ambos s&atilde;o motivadores  intr&iacute;nsecos, raz&atilde;o pela qual a sua jun&ccedil;&atilde;o num s&oacute; fator &eacute; aceite.</p>     <p>Os tr&ecirc;s fatores apresentaram boa consist&ecirc;ncia interna (alfa de Cronbach entre .96 e .98) e boa homogeneidade  (correla&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias elevadas entre itens de .85 a .87). As correla&ccedil;&otilde;es entre os fatores foram todas positivas,  elevadas (entre .76 e .78) e significativas (<i>p</i>&lt;.01) (ver <a href="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a09t4.jpg">Tabela 4</a>).</p>       
]]></body>
<body><![CDATA[<p>A fiabilidade do conjunto dos 17 itens do instrumento foi avaliada. Na matriz de correla&ccedil;&atilde;o entre os itens, constatou-se que todas  as correla&ccedil;&otilde;es s&atilde;o positivas (de .60 a .90) e estatisticamente significativas (<i>p</i>&lt;.01), e os coeficientes de  correla&ccedil;&atilde;o de Pearson item-total revelaram correla&ccedil;&otilde;es elevadas (de .83 a .89) e significativas (<i>p</i>&lt;.01) para  a totalidade dos itens, o que justificou a sua reten&ccedil;&atilde;o na escala (ver <a href="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a09t5.jpg">Tabela 5</a>).</p>      
<p>&nbsp;</p>     <p><b>An&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria</b></p>     <p>A subamostra utilizada no procedimento de AFC apresenta, tal como a subamostra utilizada no procedimento de AFE, caracter&iacute;sticas  semelhantes &agrave;s da amostra total. A maioria dos indiv&iacute;duos &eacute; do g&eacute;nero masculino (60%), apresenta idades entre os 36 e  os 45 anos (57%), &eacute; licenciada (43%), est&aacute; contratada a termo fixo (71%) e trabalha na institui&ccedil;&atilde;o h&aacute; 11-30 anos  (77%) (ver subamostra 2 na <a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>Os pressupostos de normalidade univariada e multivariada dos itens foram avaliados por observa&ccedil;&atilde;o dos valores dos coeficientes de  assimetria (<i>sk</i>) e de curtose (<i>ku</i>). Foi aplicado o procedimento de AFC ao modelo de primeira ordem resultante da  aplica&ccedil;&atilde;o da AFE, com o m&eacute;todo de m&aacute;xima verosimilhan&ccedil;a. Para determinar a qualidade do ajustamento do modelo,  al&eacute;m do <i>Relative &chi;<sup>2</sup></i> (<i>&chi;<sup>2</sup></i>/<i>df</i>&lt;3, aceit&aacute;vel; Kline, 2005), observou-se o  cumprimento dos valores de refer&ecirc;ncia indicativos de boa qualidade do ajustamento nos &iacute;ndices (Hu &amp; Bentler, 1999):  <i>Standardized root mean residual</i> (SRMR&lt;.09), <i>Comparative Fit index</i> (CFI&gt;.96) e <i>Root mean square error of approximation</i>  (RMSEA&lt;.06). Para o refinamento do modelo, consideraram-se os &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o (MI) de trajet&oacute;rias e/ou  correla&ccedil;&otilde;es com evid&ecirc;ncias de varia&ccedil;&otilde;es significativas na qualidade do modelo, isto &eacute;, com multiplicadores  de Lagrange superiores a 11 (<i>p</i>&lt;.001) e o conte&uacute;do te&oacute;rico de cada item (Mar&ocirc;co, 2010). Para avaliar a  parcim&oacute;nia dos modelos, usou-se o &iacute;ndice de ajustamento comparativo <i>Modified Expected Cross-Validation Index</i> (MECVI) e o teste  da diferen&ccedil;a de ajustamento do qui-quadrado (Mar&ocirc;co, 2010).</p>     <p>A fiabilidade de cada escala foi avaliada atrav&eacute;s da fiabilidade comp&oacute;sita (CR&ge;.70, boa; Hair et al., 2014). A validade do  instrumento de medida foi analisada atrav&eacute;s de (Hair et al., 2014): de conte&uacute;do, por meio da revis&atilde;o de literatura; fatorial,  pelos valores dos pesos normalizados (idealmente &lambda;&ge;.70) e pela fiabilidade individual (<i>R<sup>2</sup></i>&ge;.25); convergente,  atrav&eacute;s do valor da vari&acirc;ncia m&eacute;dia extra&iacute;da pelos fatores (AVE&ge;.50). Por &uacute;ltimo, a validade discriminante dos  fatores avaliou-se por compara&ccedil;&atilde;o dos valores AVE com as correla&ccedil;&otilde;es entre os fatores  (AVE&ge;correla&ccedil;&otilde;es<sup>2</sup>; Fornell &amp; Larker, 1981).</p>     <p>Os 17 itens do instrumento n&atilde;o apresentaram viola&ccedil;&otilde;es severas da normalidade univariada (|<i>sk</i>|&lt;.57 e  |<i>ku</i>|&lt;.95), por&eacute;m apresentaram de multivariada (<i>ku</i>=104.04, <i>p</i>&lt;.001). Foi testada a estrutura multifatorial do  modelo de primeira ordem com 17 itens e tr&ecirc;s fatores resultante do procedimento de AFE. Na <a href="#f1">Figura 1</a>, apresenta-se o modelo  com os pesos fatoriais dos par&acirc;metros estimados na solu&ccedil;&atilde;o estandardizada. O modelo revelou um ajustamento global n&atilde;o  aceit&aacute;vel (<i>&chi;<sup>2</sup></i>(116)=1173.67, <i>p&lt;</i>.001; <i>&chi;<sup>2</sup></i>/<i>df</i>=10.12; RMSEA=.21 e IC90%=[.20; .23];  CFI=.85; SRMR=.05; MECVI=6.31). Os valores dos MI sugeriram a introdu&ccedil;&atilde;o, justificada teoricamente pelo conte&uacute;do, de  covari&acirc;ncias entre os erros de medida de itens (1 e 2, 14 e 15, 14 e 16, 15 e 16, 16 e 18, e 19 e 18). Os valores dos MI para os pesos  fatoriais apontaram para uma forte associa&ccedil;&atilde;o entre os itens 6, 7 e 8 e o fator remunera&ccedil;&atilde;o e o item 13 e o fator  <i>colegas de trabalho</i>, o que, dada a aus&ecirc;ncia de suporte te&oacute;rico, levou &agrave; sua exclus&atilde;o. O modelo reespecificado,  definido por tr&ecirc;s fatores, 13 itens e seis covari&acirc;ncias entre erros de medida, representado na <a href="#f2">Figura 2</a>, apresentou  melhor ajustamento aos dados: os &iacute;ndices SRMR e CFI indicaram bom ajustamento e o <i>&chi;<sup>2</sup></i>/<i>df</i> e o RMSEA ajustamento  aceit&aacute;vel (<i>&chi;<sup>2</sup></i>(61)=143.33, <i>p&lt;</i>.001; <i>&chi;<sup>2</sup></i>/<i>df</i>=2.35; RMSEA=.08 e IC90%=[.06; .10];  CFI=.98; SRMR=.05, MECVI=1.05). O &iacute;ndice de ajustamento comparativo apresentou valores indicativos de maior parcim&oacute;nia do  &uacute;ltimo modelo relativamente ao inicial, e o teste do qui-quadrado da diferen&ccedil;a foi significativo, indicando melhor qualidade de  ajustamento (<i>&delta;&chi;<sup>2</sup></i>(55)=1030.34, <i>p</i>&lt;.001).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a09f1.jpg" width="547" height="578"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a09f2.jpg" width="577" height="519"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No modelo, todos os itens apresentaram boa validade fatorial (.84&le;&lambda;&le;.99) e boa fiabilidade individual  (<i>R<sup>2</sup></i>&ge;.70). Os tr&ecirc;s fatores apresentaram boa consist&ecirc;ncia interna, fiabilidade comp&oacute;sita e validade  convergente e descriminante (ver <a href="#t6">Tabela 6</a>). O modelo apresentou o valor global alfa de Cronbach de .98, cumprindo os valores de  refer&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t6"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n2/35n2a09t6.jpg" width="576" height="150"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O objetivo deste estudo foi adaptar e validar, para a popula&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de oncol&oacute;gica portugueses, o  &ldquo;Instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o dos fatores promotores da motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho&rdquo; desenvolvido por Paleologou  et al., em 2006, atrav&eacute;s da an&aacute;lise das suas propriedades psicom&eacute;tricas. N&atilde;o tendo sido encontrados, at&eacute;  &agrave; data, estudos relativos &agrave; validade deste instrumento em Portugal, foi realizada uma AFE em componentes principais seguida de uma  AFC atrav&eacute;s do m&eacute;todo de estima&ccedil;&atilde;o de m&aacute;xima verosimilhan&ccedil;a.</p>     <p>No procedimento de AFE, foram eliminados dois itens do instrumento original (5 e 12) que pertenciam aos fatores <i>realiza&ccedil;&atilde;o</i>  e <i>atributos do trabalho</i>, tendo resultado uma solu&ccedil;&atilde;o composta por tr&ecirc;s fatores e 17 itens: um fator que aglutina os  fatores originais <i>atributos do trabalho</i> e <i>realiza&ccedil;&atilde;o</i> e os fatores <i>colegas de trabalho</i> e  <i>remunera&ccedil;&atilde;o</i>. A estrutura fatorial apresentou uma boa adequa&ccedil;&atilde;o aos dados correlacionais (e ao construto  te&oacute;rico subjacente &agrave; escala) e ofereceu garantias de fiabilidade e validade. A consist&ecirc;ncia interna do instrumento foi avaliada  atrav&eacute;s do grau de homogeneidade das respostas aos itens, tendo os resultados refor&ccedil;ado a sua pertin&ecirc;ncia no instrumento.  Verificou-se aus&ecirc;ncia de similitude e estabilidade estrutural entre a solu&ccedil;&atilde;o fatorial original (19 itens em 4 fatores) e a  resultante da aplica&ccedil;&atilde;o do procedimento AFE.</p>     <p>O procedimento de AFC descartou quatro itens (6, 7, 8 e 13) do instrumento original. Relativamente aos fatores mantidos neste estudo  (<i>remunera&ccedil;&atilde;o</i> e <i>colegas de trabalho</i>), os itens permaneceram nos fatores, exceto o item 8 do fator <i>colegas de  trabalho</i> que foi exclu&iacute;do e o item 14 que transitou para o fator <i>atributos do trabalho</i>. Em rela&ccedil;&atilde;o aos outros dois  fatores originais (<i>realiza&ccedil;&atilde;o</i> e <i>atributos do trabalho</i>), que inclu&iacute;am os itens 5, 6 e 7, e 12, 13, 15, 16, 17, 18  e 19, respetivamente, foram exclu&iacute;dos os itens 5, 6 e 7 que constitu&iacute;am o fator original <i>realiza&ccedil;&atilde;o</i> e os itens  12 e 13 que pertenciam ao fator original <i>atributos do trabalho</i>. Assim, restou um terceiro fator &ndash; <i>atributos do trabalho</i>, que  junta 5 dos 7 itens iniciais e o item 14 (do fator <i>colegas de trabalho</i>). O item 14, que diz respeito a sentir-se tratado com justi&ccedil;a,  n&atilde;o suscita nos autores d&uacute;vidas acerca da sua adequabilidade a um novo construto (<i>atributos do trabalho</i>), n&atilde;o s&oacute;  de um ponto de vista psicom&eacute;trico, como do ponto de vista conceptual. De acordo com os autores do instrumento, &ldquo;job attributes  [&hellip;] addresses motivators linked to particular job characteristics such as participation in decision-making, creativity and skill  exploitation. These are intrinsic motivators, i.e. they address self-needs generated from individual internal values that must be satisfied before  experiencing true job satisfaction&rdquo; (Paleologou et al., 2006, p. 8). A necessidade de se sentir tratado com justi&ccedil;a &eacute; uma  necessidade interna pessoal, raz&atilde;o pela qual o item 14 &eacute; adequado ao construto atributos do trabalho. O modelo resultante da AFC,  definido por tr&ecirc;s fatores, 13 itens e seis covari&acirc;ncias entre erros de medida apresentou uma qualidade de ajustamento entre  aceit&aacute;vel e boa, todos os itens apresentaram boa validade fatorial e fiabilidade individual e os tr&ecirc;s fatores apresentaram boa  consist&ecirc;ncia interna, fiabilidade comp&oacute;sita e validade convergente e discriminante.</p>     <p>O instrumento resultante da valida&ccedil;&atilde;o, constitu&iacute;do por 13 itens e tr&ecirc;s fatores, apresenta boas qualidades  psicom&eacute;tricas que nos garantem seguran&ccedil;a na sua utiliza&ccedil;&atilde;o. A sua estrutura pequena e simples ser&aacute; certamente  uma mais valia para a ades&atilde;o ao seu preenchimento de forma aut&ecirc;ntica. A identifica&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s fatores  <i>atributos do trabalho</i>, <i>colegas de trabalho</i> e <i>remunera&ccedil;&atilde;o</i>, e a exclus&atilde;o do fator  <i>realiza&ccedil;&atilde;o</i> sugere que aqueles tr&ecirc;s fatores motivacionais s&atilde;o os mais importantes nestes profissionais de  sa&uacute;de oncol&oacute;gica portuguesa.</p>     <p>Os fatores resultantes da AFE, <i>colegas de trabalho, remunera&ccedil;&atilde;o</i> e <i>atributos do trabalho</i>, s&atilde;o confirmados  atrav&eacute;s da AFC, utilizando para o efeito uma subamostra diferente, o que confere grande validade a esta estrutura. As diferen&ccedil;as  encontradas na compara&ccedil;&atilde;o entre a estrutura original de Paleologou e colegas (2006) e a final aqui apresentada podem ser explicadas  pela especificidade procedimental e pelas caracter&iacute;sticas da amostra. O estudo original utilizou uma amostra representativa da  popula&ccedil;&atilde;o em estudo que inclu&iacute;a m&eacute;dicos, enfermeiros e pessoal administrativo; a nossa amostra ao incluir tamb&eacute;m  t&eacute;cnicos de sa&uacute;de e assistentes operacionais revela-se mais heterog&eacute;nea, mas, por isso mesmo, mais abrangente da  popula&ccedil;&atilde;o estudada. O elevado n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e especializada bem como as especificidades  profissionais muito diversificadas associadas a cada um dos cargos dos participantes do estudo pode justificar as diferen&ccedil;as encontradas.  Adimens&atilde;o <i>realiza&ccedil;&atilde;o</i>, encontrada no estudo original, n&atilde;o pertence &agrave; estrutura final, o que pode ser  explicado pela realidade contextual portuguesa que, vivia, &agrave; altura desta investiga&ccedil;&atilde;o, um momento socio econ&oacute;mico  cr&iacute;tico com impacto na motiva&ccedil;&atilde;o subjacente &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o e &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o do posto de  trabalho; estas preocupa&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o ter-se sobreposto &agrave;s quest&otilde;es relacionadas com outros objetivos laborais,  nomeadamente, a <i>realiza&ccedil;&atilde;o</i>.</p>     <p>Devido ao car&aacute;ter confirmat&oacute;rio desta investiga&ccedil;&atilde;o, antecipamos que constitua um est&iacute;mulo para o  desenvolvimento de novos estudos sobre a motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho, em particular, dos profissionais de sa&uacute;de, em contexto  oncol&oacute;gico. A investiga&ccedil;&atilde;o nesta tem&aacute;tica possibilita leituras mais compreensivas das dimens&otilde;es que geram a  motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho, com impacto na qualidade dos cuidados prestados aos pacientes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bowden, M. J., Mukherjee, S., Williams, L. K., Degraves, S., Jackson, M., &amp; McCarthy, M. C. (2015). Work-related stress and reward: An  Australian study of multidisciplinary pediatric oncology healthcare providers. <i>Psycho-Oncology, 24</i>, 1432-1438. doi: 10.1002/pon.3810&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029718&pid=S0870-8231201700020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Christen, M., Iyer, G., &amp; Soberman, D. (2006). Job satisfaction, job performance, and effort: A reexamination using agency theory.  <i>Journal of Marketing, 70</i>, 137-150. doi: 10.1509/jmkg.2006.70.1.137&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029719&pid=S0870-8231201700020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Devadass, R. (2011). Employees&rsquo; motivation in organizations: An integrative literature review. In <i>Proceedings of the International  Conference on Sociality and Economics Development</i> (IPEDR, Vol. 10, pp. 566-570). Singapore: IACSIT Press.</p>     <!-- ref --><p>DiPietro, R. B., Kline, S. F., &amp; Nierop, T. (2014). Motivation and satisfaction of lodging employees: An exploratory study of Aruba.  <i>Journal of Human Resources in Hospitality &amp; Tourism, 13</i>, 253-276. doi: 10.1080/15332845.2014.866466&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029721&pid=S0870-8231201700020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Eberendu, A. C., &amp; Kenneth-Okere, R. (2015). An empirical review of motivation as a constituent to employees&rsquo; retention.  <i>International Journal of Engineering and Science, 5</i>, 6-15.</p>     <!-- ref --><p>Ferreira, A., Diogo, C., Ferreira, M., &amp; Valente, A. C. (2006). Constru&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o de uma escala  multi-fatorial de motiva&ccedil;&atilde;o no trabalho (Multi-Moti). <i>Comportamento Organizacional e Gest&atilde;o, 12</i>, 187-198.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029723&pid=S0870-8231201700020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fornell, C., &amp; Larcker, D. F. (1981). Structural equation models with unobservable variables and measurement error: Algebra and statistics.  <i>Journal of Marketing Research, 18</i>, 382-388. doi: 10.2307/3150980&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029725&pid=S0870-8231201700020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gaspar, D., Jesus, S. N., &amp; Cruz, J. P. (2010). Motiva&ccedil;&atilde;o profissional de m&eacute;dicos internos de Medicina Geral e  Familiar, em Portugal. Estudo de adapta&ccedil;&atilde;o de um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o. <i>Revista portuguesa de Sa&uacute;de  Publica, 28</i>, 67-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029726&pid=S0870-8231201700020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Grammatikopoulos, I. A, Koupidis, S. A., Moralis, D., Sadrazamis, A., Athinaiou, D., &amp; Giouzepas, I. (2013). Job motivation fators and  performance incentives as efficient management tools: A study among mental health professionals. <i>Archives of Hellenic Medicine, 30</i>,  46-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029728&pid=S0870-8231201700020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Greenberg, J., &amp; Baron, R. A. (2003). <i>Behavior in organizations: Understanding and managing the human side of work</i>. Upper Saddle, NJ:  Pearson Prentice Hall.</p>     <!-- ref --><p>Griffeth, R. W., Hom, P. W., &amp; Gaertner, S. (2000). A meta-analysis of antecedents and correlates of employee turnover: Update, moderator  tests, and research implications for the millennium. <i>Journal Manage, 26</i>, 463-488. doi: 10.1016/S0149-2063(00)00043-X&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029731&pid=S0870-8231201700020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Hair, J. F., Black, W. C., Babin, B. J., &amp; Anderson, R. E. (2014). <i>Multivariate data analysis</i> (6<sup>th</sup> ed.). Upper Saddle  River, New York: Pearson Prentice Hall.</p>     <!-- ref --><p>Herzberg, F. (1964). The motivation-hygiene concept and problems of manpower. <i>Personnel Administration, 27</i>, 3-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029733&pid=S0870-8231201700020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hu, L., &amp; Bentler, P. M. (1999). Cutoff criteria for fit indexes in covariance structure analysis: Conventional criteria versus new  alternatives. <i>Structural Equation Modeling: A Multidisciplinary Journal, 6</i>, 1-55. doi: 10.1080/10705519909540118&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029735&pid=S0870-8231201700020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Janssen, P., De Jonge, J., &amp; Bakker, A. (1999). Specific determinants of intrinsic work motivation, burnout, and turnover intentions: A  study among nurses. <i>Journal of Advanced Nursing, 296</i>, 1360-1369.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029736&pid=S0870-8231201700020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kline, R. B. (2005). <i>Principles and practice of structural equation modeling</i> (2<sup>nd</sup> ed.). New York: The Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029738&pid=S0870-8231201700020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kontodimopoulos, N. Paleologou, V., &amp; Niakas, D. (2009). Identifying important motivational fators for professionals in Greek Hospitals.  <i>BMC Health Services Research, 9</i>(164), 1-11. doi: 10.1186/1472-6963-9-164&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029740&pid=S0870-8231201700020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lam, C. F., &amp; Gurland, S. T. (2008). Self-determined work motivation predicts job outcomes, but what predicts self-determined work  motivation?. <i>Journal of Research in Personality, 42</i>, 1109-1115. doi: 10.1016/j.jrp.2008.02.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029741&pid=S0870-8231201700020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lambrou, P., Kontodimopoulos, N., &amp; Niakas, D. (2010). Motivation and job satisfaction among medical and nursing staff in a Cyprus public  general hospital. <i>Human Resources Health, 8</i>, 26. doi: 10.1186/1478-4491-8-26&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029742&pid=S0870-8231201700020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>MacIntosh, E. W., &amp; Doherty, A. (2010). The influence of organizational culture on job satisfaction and intention to leave. <i>Sport  Management Review, 13</i>, 106-117. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.smr.2009.04.006"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.smr.2009.04.006</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029743&pid=S0870-8231201700020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2010). <i>An&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais: Fundamentos te&oacute;ricos, software &amp;  aplica&ccedil;&otilde;es</i>. P&ecirc;ro Pinheiro: Report Number.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029744&pid=S0870-8231201700020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maslow, A. H. (1943). A theory of human motivation. <i>Psychological Review, 50</i>, 370-396. doi: 10.1037/h0054346&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029746&pid=S0870-8231201700020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maslow, A. H. (1970). <i>Motivation and personality</i>. New York: Harper &amp; Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029747&pid=S0870-8231201700020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nevid, J. (2013). <i>Psychology: Concepts and applications</i>. Belmont, CA: Wadworth.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029749&pid=S0870-8231201700020000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Paleologou, V., Kontodimopoulos, N., Stamouli, A., Aletras, V., &amp; Niakas, D. (2006). Developing and testing an instrument for identifying  performance incentives in the Greek health care sector. <i>BMC Health Services Research, 6</i>, 118. doi: 10.1186/1472-6963-6-118&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029751&pid=S0870-8231201700020000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Purohit, B., Maneskar, A., &amp; Saxena, D. (2016). Developing a tool to assess motivation among health service providers working with public  health system in India. <i>Human Resources Health, 14</i>, 14-15. doi: 10.1186/s12960-016-0111-1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029752&pid=S0870-8231201700020000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Reckling, S. (2014). Advanced practitioners in oncology: Diverse experiences, shared challenges. <i>Journal of the Advanced Practitioner in  Oncology, 5</i>, 96-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029753&pid=S0870-8231201700020000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rego, A. (2000). Os motivos de sucesso, afilia&ccedil;&atilde;o e poder desenvolvimento e valida&ccedil;&atilde;o de um instrumento de medida.  <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XVIII</i>, 335-344.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029755&pid=S0870-8231201700020000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rego, A., &amp; Carvalho, T. (2002). Os motivos de sucesso, afilia&ccedil;&atilde;o e poder: Evid&ecirc;ncia confirmat&oacute;ria do constructo.  <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 18</i>, 17-26. doi: 10.1590/S0102-37722002000100003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029757&pid=S0870-8231201700020000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rego, A., &amp; Jesu&iacute;no, J. C. (2002). Estilos de gest&atilde;o do conflito e padr&otilde;es motivacionais - Um estudo  explorat&oacute;rio. <i>Comportamento Organizacional e Gest&atilde;o, 8</i>, 83-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029758&pid=S0870-8231201700020000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rego, A., Tavares, A. I., Cunha, M. P., &amp; Cardoso, C. C. (2005). Os motivos de sucesso, afilia&ccedil;&atilde;o e poder: Perfis  motivacionais de estudantes de gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e sua rela&ccedil;&atilde;o com n&iacute;veis  remunerat&oacute;rios. <i>Psicologia Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 18</i>, 225-236. doi: 10.1590/S0102-79722005000200011&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029760&pid=S0870-8231201700020000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Robbins, S. P. (2004). <i>Organizational behavior &ndash; Concepts, controversies, applications</i> (4<sup>th</sup> ed.). New York: Prentice  Hall.</p>     <!-- ref --><p>Sekhar, C., Patwardhan, M., &amp; Singh, R. K. (2013). 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A behaviorally-based measure of manifest needs in work settings. <i>Journal of Vocational  Behavior, 9</i>, 251-266. doi: 10.1016/0001-8791(76)90083-X&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029765&pid=S0870-8231201700020000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Stringer, C., Didham, J., &amp; Theivananthampillai, P. (2011). Motivation, pay satisfaction, and job satisfaction of front-line employees.  <i>Qualitative Research in Accounting &amp; Management, 8</i>, 161-179. doi: 10.1108/ 11766091111137564&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=029766&pid=S0870-8231201700020000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Van den Eertwegh, V., van der Vleuten, C., Stalmeijer, R., van Dalen, J., Scherpbier, A., &amp; van Dulmen, S. (2015). Exploring  residents&rsquo; communication learning process in the workplace: A five-phase model. <i>PLoS ONE, 10</i>(5), e0125958. doi:  10.1371/journal.pone.0125958</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Diana Dias, Universidade Europeia, Laureate International  Universities, Quinta do Bom Nome, Estrada da Correia, n&ordm;53, 1500-210 Lisboa, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:diana.dias@universidadeeuropeia.pt">diana.dias@universidadeeuropeia.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 27/09/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 30/11/2016</p>      ]]></body><back>
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