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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Expressividade emocional da criança e expressividade emocional atribuída às personagens nas narrativas das crianças maltratadas e não maltratadas]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims at analyzing emotional expressiveness in the narratives of maltreated and nonmaltreated children. A hundred children aged between 5 and 8 years old have participated in this study: 50 have been maltreated and were institutionalized, while the other 50 have not suffered maltreatment and lived with their biological families. Children were asked to complete a set of six story-stems. The intensity of the character’s emotional expressiveness, as well as the coherence between them, was analysed with Emotions Coding System in the Attachment Story Completation Task. Children’s verbal and nonverbal cognitive competence was also assessed. There was no significant effect of maltreatment on emotional expressiveness, but a statistical significant effect of the nonverbal cognitive competence on children’s negative emotional expression was observed. These results highlight the existence of similarities between the two groups of children and contribute to understand emotional development in children from risk populations.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Expressividade emocional]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Conhecimento emocional]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Maltreatment]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Expressividade emocional da crian&ccedil;a e expressividade emocional atribu&iacute;da &agrave;s personagens nas narrativas das  crian&ccedil;as maltratadas e n&atilde;o maltratadas</b></p>     <p><b>Mariana Lopes de Sousa<sup>1</sup>, Orlanda Rodrigues Cruz<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo tem como objetivo analisar a expressividade emocional nas narrativas das crian&ccedil;as maltratadas e n&atilde;o maltratadas.  Participaram, nesta investiga&ccedil;&atilde;o, 100 crian&ccedil;as, entre os 5 e os 8 anos. Destas, 50 sofreram experi&ecirc;ncias de mau-trato e  encontravam-se institucionalizadas, enquanto as restantes 50 n&atilde;o sofreram mau-trato e viviam com a fam&iacute;lia biol&oacute;gica. Foi  apresentado &agrave;s crian&ccedil;as um conjunto de seis in&iacute;cios de hist&oacute;rias, que lhes era pedido para completar. A intensidade da  expressividade emocional da crian&ccedil;a e da expressividade atribu&iacute;da &agrave;s personagens, bem como a coer&ecirc;ncia entre ambas, foi  analisada com base no Sistema para Codificar as Emo&ccedil;&otilde;es na Attachment Story Completation Task. Foram, tamb&eacute;m, avaliadas a  compet&ecirc;ncia cognitiva verbal e n&atilde;o-verbal das crian&ccedil;as. N&atilde;o foi observado um efeito do mau-trato na expressividade  emocional, mas foi observado um efeito estatisticamente significativo da compet&ecirc;ncia cognitiva n&atilde;o-verbal na expressividade emocional  negativa da crian&ccedil;a. Os resultados deste estudo apontam para a exist&ecirc;ncia de semelhan&ccedil;as entre os dois grupos de  crian&ccedil;as e contribuem para a compreens&atilde;o do desenvolvimento emocional de crian&ccedil;as provenientes de popula&ccedil;&otilde;es de  risco.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Expressividade emocional, Conhecimento emocional, Mau-trato.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study aims at analyzing emotional expressiveness in the narratives of maltreated and nonmaltreated children. A hundred children aged  between 5 and 8 years old have participated in this study: 50 have been maltreated and were institutionalized, while the other 50 have not suffered  maltreatment and lived with their biological families. Children were asked to complete a set of six story-stems. The intensity of the  character&rsquo;s emotional expressiveness, as well as the coherence between them, was analysed with Emotions Coding System in the Attachment Story  Completation Task. Children&rsquo;s verbal and nonverbal cognitive competence was also assessed. There was no significant effect of maltreatment on  emotional expressiveness, but a statistical significant effect of the nonverbal cognitive competence on children&rsquo;s negative emotional  expression was observed. These results highlight the existence of similarities between the two groups of children and contribute to understand  emotional development in children from risk populations.</p>     <p><b>Key words</b>: Emotional expressiveness, Emotional knowledge, Maltreatment.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A experi&ecirc;ncia de mau-trato potencia a estrutura&ccedil;&atilde;o de trajet&oacute;rias espec&iacute;ficas de desenvolvimento emocional  (Shipman &amp; Zeman, 2001). A literatura mostra que as crian&ccedil;as maltratadas expressam emo&ccedil;&otilde;es negativas mais precocemente  (Ayoub et al., 2006). Estas diferen&ccedil;as s&atilde;o j&aacute; identific&aacute;veis aos tr&ecirc;s meses de idade, quando as crian&ccedil;as  v&iacute;timas de abusos f&iacute;sicos apresentam express&otilde;es de medo, zanga e tristeza, na intera&ccedil;&atilde;o com a m&atilde;e  (Gaensbauer, Mrazek, &amp; Harmon, 1981), que, de acordo com os padr&otilde;es normativos, tendem a emergir entre os sete e os nove meses  (Gaensbauer &amp; Hiatt, 1984; Sroufe, 1997). Aos 30 meses, as crian&ccedil;as maltratadas s&atilde;o mais reativas &agrave;s express&otilde;es  faciais de zanga (Cicchetti &amp; Curtis, 2005). Na idade pr&eacute;-escolar, expressam n&iacute;veis mais elevados de zanga, durante tarefas  instrucionais (Erickson, Egeland, &amp; Pianta, 1989) e, na idade escolar, reconhecem a express&atilde;o facial de zanga com mais facilidade  (Pollak, Klorman, Thatcher, &amp; Cicchetti, 2001). Apresentam, assim, uma hipervigil&acirc;ncia aos est&iacute;mulos agressivos, o que as leva a  expressar mais agressividade (Ayoub et al., 2006). A investiga&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio baseia-se, preponderantemente, em  situa&ccedil;&otilde;es experimentais, em que s&atilde;o apresentados est&iacute;mulos imag&eacute;ticos que ilustram express&otilde;es faciais,  sendo a investiga&ccedil;&atilde;o com base em narrativas quase inexistente. Para colmatar esta lacuna, este estudo pretende analisar a  expressividade emocional de crian&ccedil;as maltratadas e n&atilde;o maltratadas, durante a constru&ccedil;&atilde;o de narrativas. Para tal, foram  apresentados &agrave;s crian&ccedil;as in&iacute;cios de hist&oacute;rias, que as confrontam com dilemas que implicam emo&ccedil;&otilde;es  conflituantes, sendo-lhes pedido que os completassem e, desta forma, resolvessem o conflito a eles associados.</p>     <p>Entre os instrumentos que utilizam in&iacute;cios de hist&oacute;rias como est&iacute;mulo elicitador para a constru&ccedil;&atilde;o de  narrativas, destaca-se a MacArthur Story Stem Battery (MSSB) (Bretherton, Oppenheim, Buchsbaum, Emde, &amp; MacArthur Transition Network Narrative  Group, 1990). A MSSB consiste num conjunto de dilemas sociomorais que &eacute; pedido &agrave; crian&ccedil;a para resolver. Cada in&iacute;cio de  hist&oacute;ria consiste numa situa&ccedil;&atilde;o de conflito, solicitando-se &agrave; crian&ccedil;a que o complete, resolvendo esse conflito.</p>     <p>A sele&ccedil;&atilde;o das hist&oacute;rias da MSSB &eacute; norteada pelas necessidades espec&iacute;ficas de cada investiga&ccedil;&atilde;o.  Este instrumento tem sido, prevalentemente, utilizado para analisar os modelos representacionais, as estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o  emocional e de resolu&ccedil;&atilde;o de dilemas sociomorais das crian&ccedil;as. Os sistemas de codifica&ccedil;&atilde;o existentes incidem, de  forma preponderante, sobre estas tr&ecirc;s dimens&otilde;es (e.g., Bretherton et al., 1990; Robinson, Mantz-Simmons, Macfie, Kelsay, &amp; the  MacArthur Narrative Working Group, 2001).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>As narrativas como ve&iacute;culo de acesso &agrave; expressividade emocional da crian&ccedil;a</i></p>     <p>As narrativas t&ecirc;m sido analisadas sob diferentes perspetivas, entre as quais se destacam a an&aacute;lise: (i) dos <i>scripts</i> da  crian&ccedil;a para responder a dilemas sociomorais, (ii) das representa&ccedil;&otilde;es sobre as figuras parentais e as din&acirc;micas que as  pautam e (iii) das estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional da crian&ccedil;a (Laible, Carlo, Torquati, &amp; Ontai, 2004). No  presente estudo, assumimos a expressividade emocional da crian&ccedil;a, durante a constru&ccedil;&atilde;o das narrativas, como estando associada  &agrave;s suas estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional, enquanto a expressividade emocional atribu&iacute;da &agrave;s personagens  parece refletir as representa&ccedil;&otilde;es mentais da crian&ccedil;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A expressividade emocional nas narrativas constru&iacute;das pela crian&ccedil;a pode ser analisada com base em tr&ecirc;s eixos. O primeiro  eixo refere-se &agrave; expressividade emocional da pr&oacute;pria crian&ccedil;a durante a constru&ccedil;&atilde;o da narrativa, que traduz a  forma como esta gere as emo&ccedil;&otilde;es quando &eacute; confrontada com conflito e enquanto o resolve. A expressividade emocional da  crian&ccedil;a est&aacute;, possivelmente, ligada &agrave; sua capacidade para regular as emo&ccedil;&otilde;es geradas pelo conflito. A literatura  oferece evid&ecirc;ncia sobre as diferen&ccedil;as entre crian&ccedil;as maltratadas e crian&ccedil;as n&atilde;o maltratadas. As crian&ccedil;as  maltratadas expressam mais afeto negativo (Gaensbauer, 1982), sobretudo zanga (Erickson et al., 1989), e s&atilde;o, tamb&eacute;m, mais reativas  &agrave;s express&otilde;es faciais de zanga (Cicchetti &amp; Curtis, 2005; Pollak et al., 2001). Apresentam mais dificuldade em descodificar as  emo&ccedil;&otilde;es negativas (Shipman &amp; Zeman, 2001), bem como uma hipervigil&acirc;ncia aos est&iacute;mulos agressivos, o que as leva a  expressar mais agressividade (Ayoub et al., 2006) e, por conseguinte, a evidenciar dificuldades na regula&ccedil;&atilde;o emocional. Desta forma,  a hostilidade, a inconsist&ecirc;ncia nas respostas emocionais e a neglig&ecirc;ncia que pautam a parentalidade maltratante parecem funcionar como  entrave ao desenvolvimento das compet&ecirc;ncias de regula&ccedil;&atilde;o emocional (Cicchetti &amp; Rogosch, 2001; Maughan &amp; Cicchetti,  2002; Shipman et al., 2007).</p>     <p>O segundo eixo diz respeito &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das pela crian&ccedil;a &agrave;s personagens e &agrave;s  intera&ccedil;&otilde;es que entre estas se tecem, no contexto da narrativa verbal e n&atilde;o-verbal que constr&oacute;i a partir de cada  in&iacute;cio de hist&oacute;ria. A narrativa verbal e n&atilde;o-verbal da crian&ccedil;a est&aacute; associada &agrave; sua capacidade para  descodificar o conflito inicial e atribuir emocionalidade &agrave;s personagens. A capacidade de descodificar conflitos e a emocionalidade por eles  despoletada &eacute; influenciada pelas representa&ccedil;&otilde;es mentais da crian&ccedil;a sobre si pr&oacute;pria e o outro, e tem, ao mesmo  tempo, impacto nestas representa&ccedil;&otilde;es (Oppenheim, 2006). A investiga&ccedil;&atilde;o mostra que as crian&ccedil;as maltratadas  t&ecirc;m mais dificuldade em descodificar as emo&ccedil;&otilde;es do outro (Koizumi &amp; Takagishi, 2014; Pears &amp; Fisher, 2005) e que  apresentam uma aten&ccedil;&atilde;o seletiva aos est&iacute;mulos negativos, o que restringe os seus recursos atencionais para processar os  est&iacute;mulos positivos (Pollak, Cicchetti, Hornung, &amp; Reed, 2000; Pollak, Cicchetii, &amp; Klorman, 1998). Com efeito, as crian&ccedil;as  v&iacute;timas de mau-trato f&iacute;sico, n&atilde;o s&oacute; reconhecem, com maior precis&atilde;o, as express&otilde;es de zanga, como tendem a  identificar esta emo&ccedil;&atilde;o, quando confrontadas com express&otilde;es amb&iacute;guas, em contextos em que n&atilde;o seria esperado que  ela surgisse (Pollak et al., 2001). Contudo, t&ecirc;m mais dificuldade em reconhecer as express&otilde;es de tristeza e de alegria do que as  crian&ccedil;as n&atilde;o maltratadas (Pollak &amp; Kistler, 2002; Pollak et al., 2001; Pollak &amp; Sinha, 2002). De notar que estes estudos se  centram na capacidade de reconhecer e nomear as emo&ccedil;&otilde;es em est&iacute;mulos imag&eacute;ticos discretos que ilustram  express&otilde;es faciais, em detrimento da capacidade de associar a emo&ccedil;&atilde;o ao contexto. Por contraposi&ccedil;&atilde;o, os  in&iacute;cios de hist&oacute;rias permitem avaliar a capacidade da crian&ccedil;a atribuir emo&ccedil;&otilde;es &agrave;s personagens no contexto  da narrativa. H&aacute;, por conseguinte, uma lacuna na investiga&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio, o que refor&ccedil;a a pertin&ecirc;ncia  do presente estudo.</p>     <p>O terceiro eixo reporta-se &agrave; coer&ecirc;ncia entre o primeiro e o segundo eixos, isto &eacute;, entre as emo&ccedil;&otilde;es expressas  pela crian&ccedil;a, enquanto narradora, e as emo&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das &agrave;s personagens, durante a constru&ccedil;&atilde;o da  narrativa. Considerando as dificuldades das crian&ccedil;as maltratadas no primeiro eixo, relativo &agrave; regula&ccedil;&atilde;o emocional  (Cicchetti &amp; Rogosch, 2001; Shipman et al., 2007), e no segundo eixo, relativo &agrave; descodifica&ccedil;&atilde;o emocional (Koizumi &amp;  Takagishi, 2014; Pears &amp; Fisher, 2005; Sullivan, Carmody &amp; Lewis, 2010), &eacute; expect&aacute;vel que estas crian&ccedil;as expressem  mais emo&ccedil;&otilde;es inconsistentes face &agrave; emocionalidade que atribuem &agrave;s a&ccedil;&otilde;es das personagens.</p>     <p>Numa tentativa de suprir as lacunas da investiga&ccedil;&atilde;o sobre a expressividade emocional, com recurso &agrave;s narrativas  constru&iacute;das por crian&ccedil;as v&iacute;timas de mau-trato, este estudo tem como objetivo analisar comparativamente a expressividade  emocional das crian&ccedil;as maltratadas e n&atilde;o maltratadas, com base na an&aacute;lise das narrativas por elas constru&iacute;das.  Pretende-se, assim, comparar as emo&ccedil;&otilde;es expressas pela crian&ccedil;a, as emo&ccedil;&otilde;es por ela atribu&iacute;das &agrave;s  personagens, e a coer&ecirc;ncia entre ambas. Considerando os estudos comparativos acima referidos, espera-se que, durante a  constru&ccedil;&atilde;o das suas narrativas, as crian&ccedil;as maltratadas: (1) expressem mais emo&ccedil;&otilde;es negativas e menos  emo&ccedil;&otilde;es positivas; (2) atribuam menos emo&ccedil;&otilde;es positivas e mais emo&ccedil;&otilde;es negativas &agrave;s personagens;  (3) expressem mais emo&ccedil;&otilde;es incoerentes face &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das &agrave;s personagens. A par destes  objetivos, este estudo visa, ainda, aferir a validade interna do sistema de codifica&ccedil;&atilde;o utilizado, na esteira dos estudos j&aacute;  realizados pelos autores deste sistema (e.g., Ferreira, Maia, Pinto, Santos, &amp; Fernandes, 2010).</p>     <p>Considerando que a expressividade emocional &eacute; resultado de um processo de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva (Lazarus, 1991), a capacidade  da crian&ccedil;a descodificar o conflito e a emocionalidade a ele subjacente implica, de forma estreita, a compet&ecirc;ncia cognitiva (Rhea,  Hernandez, Taylor, &amp; Johnson, 1996). Por este motivo, a compet&ecirc;ncia cognitiva verbal e n&atilde;o-verbal das crian&ccedil;as ser&aacute;  controlada neste estudo, como acontece na investiga&ccedil;&atilde;o baseada em narrativas (Rebelo, Verissimo, Mal&oacute;-Machado, &amp; Silva,  2013; Toth, Maughan, Manly, Spagnola, &amp; Cichetti, 2002). De modo an&aacute;logo, a literatura mostra que os pais de n&iacute;vel  socioecon&oacute;mico baixo tendem a utilizar um vocabul&aacute;rio menos diversificado e complexo, envolvendo-se, menos frequentemente, em  intera&ccedil;&otilde;es verbais com a crian&ccedil;a (Bradley &amp; Corwyn, 2002), o que pode funcionar como entrave &agrave; sua aprendizagem  emocional. Assim, o n&iacute;vel de escolaridade dospais ser&aacute; controlado na an&aacute;lise comparativa entre os grupos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram, neste estudo, 100 crian&ccedil;as, com idades compreendidas entre os 5 anos e 9 meses e os 8 anos e 11 meses (<i>M</i>=7.00;  <i>DP</i>=.95), sendo 52 do sexo feminino e 48 do masculino. Destas, 50 sofreram experi&ecirc;ncias de mau-trato e encontravam-se  institucionalizadas em Centros de Acolhimento Tempor&aacute;rios (CAT) e Lares de Inf&acirc;ncia e Juventude (LIJ), enquanto as restantes 50  n&atilde;o vivenciaram abusos e viviam com a fam&iacute;lia biol&oacute;gica. Os dois grupos de crian&ccedil;as apresentam caracter&iacute;sticas  semelhantes, no que respeita ao sexo e &agrave; idade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As crian&ccedil;as maltratadas foram recrutadas com base numa lista de CAT e LIJ do Instituto da Seguran&ccedil;a Social do Minist&eacute;rio da  Solidariedade e da Seguran&ccedil;a Social, enquanto as crian&ccedil;as n&atilde;o maltratadas foram recrutadas em agrupamentos de escolas do  distrito do Porto. Efetuou-se um contacto telef&oacute;nico com os diretores t&eacute;cnicos das institui&ccedil;&otilde;es e as equipas diretivas  dos agrupamentos, ap&oacute;s o qual foi enviado, por e-mail, o pedido formal de autoriza&ccedil;&atilde;o. Atrav&eacute;s da  media&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos das institui&ccedil;&otilde;es e dos professores titulares de turma, foram entregues aos pais as  declara&ccedil;&otilde;es de consentimento informado. Acresce que, antes do in&iacute;cio da observa&ccedil;&atilde;o, foi solicitada &agrave;  crian&ccedil;a a sua autoriza&ccedil;&atilde;o para a administra&ccedil;&atilde;o dos instrumentos e para a grava&ccedil;&atilde;o em  v&iacute;deo.</p>     <p>As crian&ccedil;as n&atilde;o maltratadas foram emparelhadas com as maltratadas, em fun&ccedil;&atilde;o do sexo e da idade. Procurou-se,  tamb&eacute;m, o emparelhamento quanto ao n&iacute;vel de escolaridade dos pais. Contudo, apesar do esfor&ccedil;o empreendido, as crian&ccedil;as  maltratadas (<i>M</i>=4.92, <i>DP</i>=2.83) e n&atilde;o maltratadas (<i>M</i>=7.54, <i>DP</i>=2.99) diferem significativamente no n&iacute;vel de  escolaridade do cuidador, <i>t</i>(98)=4.50, <i>p</i>=.00.</p>     <p>Relativamente &agrave;s crian&ccedil;as maltratadas, 66% das crian&ccedil;as residia na institui&ccedil;&atilde;o h&aacute; mais de um ano.  Quanto ao tipo de mau-trato sofrido, do total de 50 crian&ccedil;as maltratadas, tr&ecirc;s foram v&iacute;timas de mau-trato emocional (6%), 28 de  neglig&ecirc;ncia (56%), duas de mau-trato f&iacute;sico e emocional (4%), 11 de mau-trato f&iacute;sico e neglig&ecirc;ncia (22%) e seis de  mau-trato f&iacute;sico, emocional e neglig&ecirc;ncia (12%). Verifica-se, como esperado, uma sobreposi&ccedil;&atilde;o entre os diferentes tipos  de mau-trato, embora a neglig&ecirc;ncia seja o tipo de mau-trato dominante.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Medidas</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Dados sociodemogr&aacute;ficos</i>. Foi solicitado aos t&eacute;cnicos das institui&ccedil;&otilde;es e aos professores o preenchimento de um  question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico, para recolher os dados identificat&oacute;rios e familiares, que, no caso das crian&ccedil;as  maltratadas, inclu&iacute;a, ainda, quest&otilde;es referentes a quatro dimens&otilde;es: processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o, contacto  com a fam&iacute;lia biol&oacute;gica, rede de suporte social (formal e informal) e hist&oacute;ria m&eacute;dica (doen&ccedil;as/problemas  f&iacute;sicos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Compet&ecirc;ncia cognitiva n&atilde;o-verbal</i>. Foi administrada a vers&atilde;o aferida para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa das  Matrizes Progressivas Coloridas de Raven (MPCR; Sim&otilde;es, 2000). Este instrumento visa avaliar a capacidade intelectual n&atilde;o-verbal  (Raven, Court, &amp; Raven, 1986) em crian&ccedil;as entre os 5 e os 12 anos. Os resultados brutos foram situados em rela&ccedil;&atilde;o  &agrave;s normas para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (Sim&otilde;es, 2000), tendo sido obtidos os respetivos percentis. Estes percentis foram  transformados numa vari&aacute;vel intervalar com seis valores: (1) inferior ou igual ao percentil 5; (2) superior ao percentil 5 e inferior ou  igual ao percentil 25; (3) superior ao percentil 25 e inferior ou igual ao percentil 50; (4) superior ao percentil 50 e inferior ao percentil 75;  (5) igual ou superior ao percentil 75 e inferior ao percentil 95; (6) igual ou superior ao percentil 95.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Compet&ecirc;ncia cognitiva verbal</i>. Foi administrado o subteste de Vocabul&aacute;rio da vers&atilde;o aferida para a  popula&ccedil;&atilde;o portuguesa da Escala de Intelig&ecirc;ncia de Wechsler para Crian&ccedil;as &ndash; 3&ordf; edi&ccedil;&atilde;o (WISC-III;  Wechsler, 2003). Este instrumento dirige-se a crian&ccedil;as/jovens entre os 6 anos e os 16 anos e 6 meses e tem como objetivo avaliar o  funcionamento cognitivo. Foram utilizados os resultados padronizados, tendo-se observado um coeficiente alfa de .76, indicador de uma  consist&ecirc;ncia interna razo&aacute;vel.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Expressividade emocional</i>. A expressividade emocional da crian&ccedil;a e a expressividade emocional atribu&iacute;da &agrave;s  intera&ccedil;&otilde;es entre as personagens foram avaliadas durante o processo de constru&ccedil;&atilde;o das narrativas, a partir de seis  in&iacute;cios de hist&oacute;rias, cinco extra&iacute;das da MacArthur Story Stem Battery (MSSB; Bretherton et al., 1990) e uma do Family Stories  Completation Task (FAST; Shamir, Schudlich, &amp; Cummings, 2001). As hist&oacute;rias foram selecionadas, entre um leque existente na literatura,  com vista a confrontar a crian&ccedil;a com dilemas que permitem analisar a sua capacidade para descodificar conflitos e regular as  emo&ccedil;&otilde;es por eles despoletados. Ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o de uma hist&oacute;ria introdut&oacute;ria (Festa de anos),  que visa a familiariza&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a com o material e o procedimento requerido, foram administrados os seguintes  in&iacute;cios de hist&oacute;rias: (1) Dor de cabe&ccedil;a da m&atilde;e (empatia face &agrave; necessidade expressa pela figura materna  <i>versus</i> empatia face ao desejo expresso por um par), (2) Roubo do chocolate (evitamento <i>versus</i> responsabiliza&ccedil;&atilde;o face  &agrave;s consequ&ecirc;ncias da transgress&atilde;o), (3) Passeio no parque (evitamento <i>versus</i> confronto com um desafio), (4) Frasco das  Bolachas (lealdade para com a/o irm&atilde;(o) <i>versus</i> lealdade para com os pais) e (5) Cozinhado/Penso (resposta &agrave; necessidade de  presta&ccedil;&atilde;o de cuidados da crian&ccedil;a <i>versus</i> estabelecimento de limites face &agrave; infra&ccedil;&atilde;o).</p>     <p>A expressividade emocional foi cotada com recurso ao Sistema para Codificar as Emo&ccedil;&otilde;es na Attachment Story Completation Task  (Ferreira, Maia, Ver&iacute;ssimo, &amp; Santos, 2009). Este sistema incide sobre as emo&ccedil;&otilde;es expressas pela crian&ccedil;a, durante a  constru&ccedil;&atilde;o das narrativas, e as emo&ccedil;&otilde;es por ela atribu&iacute;das &agrave;s personagens, verbalmente ou atrav&eacute;s  da dramatiza&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o narrada. O processo de codifica&ccedil;&atilde;o implica o visionamento do v&iacute;deo da  administra&ccedil;&atilde;o, sendo a cota&ccedil;&atilde;o das narrativas efetuada para cada uma das hist&oacute;rias. A cota&ccedil;&atilde;o  baseia-se na observa&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o e gestualidade da crian&ccedil;a (i.e., postura corporal, forma de  manipula&ccedil;&atilde;o dos materiais, dramatiza&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o e/ou da emo&ccedil;&atilde;o narradas) e da forma como  esta dimens&atilde;o n&atilde;o-verbal se articula com o conte&uacute;do e a sequ&ecirc;ncia da narrativa. Tem em considera&ccedil;&atilde;o a  frequ&ecirc;ncia, intensidade, dura&ccedil;&atilde;o e clareza das emo&ccedil;&otilde;es expressas.</p>     <p>Na presente investiga&ccedil;&atilde;o, foram utilizadas as dimens&otilde;es Val&ecirc;ncia da Emo&ccedil;&atilde;o Expressa pela  Crian&ccedil;a, Val&ecirc;ncia da Emo&ccedil;&atilde;o Expressa pelas Personagens e Emo&ccedil;&otilde;es Inapropriadas. A Val&ecirc;ncia da  Emo&ccedil;&atilde;o Expressa pela Crian&ccedil;a abrange as categorias expressividade emocional positiva e expressividade emocional negativa da  crian&ccedil;a, enquanto a Val&ecirc;ncia da Emo&ccedil;&atilde;o Expressa pelas Personagens integra as categorias expressividade emocional  positiva e expressividade emocional negativa das personagens, avaliadas numa escala de sete pontos (1 &ndash; muito incarater&iacute;stico; 7  &ndash; muito carater&iacute;stico). A expressividade emocional positiva da crian&ccedil;a consiste em manifesta&ccedil;&otilde;es de alegria,  contentamento, prazer, cuidado e carinho, observ&aacute;veis no comportamento verbal, tom de voz, express&atilde;o facial e postura corporal. A  expressividade emocional negativa da crian&ccedil;a consiste em manifesta&ccedil;&otilde;es de tristeza, descontentamento, desprazer, nojo,  mau-trato ou agressividade, hostilidade, raiva, zanga e frustra&ccedil;&atilde;o, observ&aacute;veis no comportamento verbal, tom de voz,  express&atilde;o facial e postura corporal. Por seu turno, as Emo&ccedil;&otilde;es Inapropriadas dizem respeito ao grau de coer&ecirc;ncia entre  as emo&ccedil;&otilde;es expressas pela crian&ccedil;a e as emo&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das &agrave;s personagens, nomeadamente quando  durante a narra&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de val&ecirc;ncia emocional negativa, as crian&ccedil;as apresentam uma expressividade  emocional positiva. &Eacute; tamb&eacute;m avaliada numa escala de sete pontos. Para cada uma das categorias, foi calculada a m&eacute;dia das  frequ&ecirc;ncias das cinco hist&oacute;rias, tendo sido criadas cinco vari&aacute;veis, que apresentam n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna  bons ou razo&aacute;veis: expressividade emocional positiva na crian&ccedil;a (&alpha;=.93), expressividade emocional negativa na crian&ccedil;a  (&alpha;=.84), expressividade emocional positiva das personagens (&alpha;=.75), expressividade emocional negativa das personagens (&alpha;=.79) e  emo&ccedil;&otilde;es inapropriadas (&alpha;=.79).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>A administra&ccedil;&atilde;o das MCPR, do subteste de Vocabul&aacute;rio da WISC-III e dos in&iacute;cios de hist&oacute;rias foi realizada por  duas psic&oacute;logas com experi&ecirc;ncia na interven&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica com crian&ccedil;as, que receberam treino pr&eacute;vio  nos procedimentos de administra&ccedil;&atilde;o. A dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da observa&ccedil;&atilde;o rondou os 60 minutos, sendo 30  minutos despendidos na avalia&ccedil;&atilde;o do funcionamento cognitivo e os restantes 30 na administra&ccedil;&atilde;o dos in&iacute;cios de  hist&oacute;rias. As observa&ccedil;&otilde;es foram realizadas nas institui&ccedil;&otilde;es, no caso das crian&ccedil;as maltratadas, e no  contexto escolar, no caso das crian&ccedil;as n&atilde;o maltratadas.</p>     <p>A cota&ccedil;&atilde;o das narrativas foi realizada por dois investigadores, que desconheciam a hist&oacute;ria de vida da crian&ccedil;a e que  n&atilde;o tiveram qualquer contacto pr&eacute;vio com a mesma, sendo, por isso, cegos e independentes face &agrave; administra&ccedil;&atilde;o  dos in&iacute;cios de hist&oacute;rias e dos restantes instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica mobilizados. Durante o treino da  cota&ccedil;&atilde;o, cada investigador cotou as narrativas de 10 crian&ccedil;as, que n&atilde;o integravam a amostra, num total de 50  narrativas, tendo-se obtido uma m&eacute;dia nas correla&ccedil;&otilde;es de Pearson de .73. Para efeitos do c&aacute;lculo do acordo  intercodificador, os dois investigadores cotaram as narrativas de 19 crian&ccedil;as, num total de 95 narrativas. O acordo intercodificador varia  entre 65% e 79%, e as correla&ccedil;&otilde;es de Pearson entre .87 e .95. Os desacordos foram alvo de discuss&atilde;o e decis&atilde;o  conjunta.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Plano anal&iacute;tico</i></p>     <p>Foram calculadas as estat&iacute;sticas descritivas e correlacionais referentes &agrave;s vari&aacute;veis em estudo. Foram, tamb&eacute;m,  comparadas as m&eacute;dias dos dois grupos, com recurso ao teste <i>t</i> de Student para amostras independentes. Com vista a analisar o  efeito do mau-trato na expressividade emocional da crian&ccedil;a, na expressividade emocional atribu&iacute;da &agrave;s personagens e nas  emo&ccedil;&otilde;es inapropriadas, foram realizadas an&aacute;lises de covari&acirc;ncia (ANCOVA), em que a experi&ecirc;ncia de mau-trato  (0=grupo de crian&ccedil;as n&atilde;o maltratadas; 1=grupo de crian&ccedil;as maltratadas) foi introduzida como fator fixo. Por sua vez, as  vari&aacute;veis compet&ecirc;ncia cognitiva n&atilde;o-verbal, compet&ecirc;ncia cognitiva verbal e n&iacute;vel de escolaridade dos pais foram  inseridas como covari&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>No <a href="#q1">Quadro 1</a>, encontram-se sistematizadas as estat&iacute;sticas descritivas no grupo de crian&ccedil;as maltratadas e  n&atilde;o maltratadas. Os resultados mostram que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as entre os dois grupos, na expressividade emocional, e que as  crian&ccedil;as maltratadas tendem a ser menos competentes cognitivamente e a ter pais menos escolarizados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a05q1.jpg" width="575" height="181"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave; an&aacute;lise das correla&ccedil;&otilde;es da expressividade emocional com a compet&ecirc;ncia cognitiva  n&atilde;o-verbal e verbal, a idade da crian&ccedil;a, a escolaridade dos pais e o mau-trato (ver <a href="#q2">Quadro 2</a>), observou-se uma  associa&ccedil;&atilde;o negativa entre o mau-trato e a escolaridade dos pais, a compet&ecirc;ncia cognitiva verbal e a compet&ecirc;ncia cognitiva  n&atilde;o-verbal. De notar que n&atilde;o se observam associa&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas entre o mau-trato e a  expressividade emocional da crian&ccedil;a, a expressividade emocional atribu&iacute;da &agrave;s personagens e as emo&ccedil;&otilde;es  inapropriadas. Observa-se, contudo, uma associa&ccedil;&atilde;o positiva da expressividade emocional positiva da crian&ccedil;a com a  expressividade emocional positiva das personagens e com a expressividade emocional negativa das personagens, mostrando que as crian&ccedil;as que  expressam mais emo&ccedil;&otilde;es positivas, durante a constru&ccedil;&atilde;o das suas narrativas, tendem a atribuir uma maior expressividade  &agrave;s personagens. Verifica-se, ainda, que a expressividade emocional negativa da crian&ccedil;a est&aacute; negativamente associada &agrave;  expressividade emocional positiva das personagens e positivamente associada &agrave; expressividade emocional negativa das personagens. As  crian&ccedil;as que expressam mais emo&ccedil;&otilde;es negativas, durante a constru&ccedil;&atilde;o das suas narrativas, tendem a atribuir menos  emo&ccedil;&otilde;es positivas e mais emo&ccedil;&otilde;es negativas &agrave;s personagens. Acresce que as crian&ccedil;as mais competentes  verbalmente tendem a ser mais expressivas, durante a constru&ccedil;&atilde;o das suas narrativas. Al&eacute;m disso, as emo&ccedil;&otilde;es  inapropriadas est&atilde;o associadas positivamente &agrave;s restantes vari&aacute;veis de expressividade emocional, tendendo as crian&ccedil;as  mais expressivas e que atribuem maior emocionalidade &agrave;s personagens a apresentar mais express&otilde;es emocionais incoerentes face &agrave;  a&ccedil;&atilde;o narrada, isto &eacute;, aos eventos da narrativa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a05q2.jpg" width="574" height="177"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Atendendo &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es do mau-trato com o n&iacute;vel de escolaridade dos pais e a compet&ecirc;ncia cognitiva verbal e  n&atilde;o-verbal da crian&ccedil;a, estas vari&aacute;veis foram controladas na an&aacute;lise comparativa dos dois grupos. Os resultados da  ANCOVA mostram que, ap&oacute;s controlar a compet&ecirc;ncia verbal e n&atilde;o-verbal da crian&ccedil;a e o n&iacute;vel de escolaridade dos  pais, n&atilde;o se verifica um efeito estatisticamente significativo do mau-trato nas vari&aacute;veis da expressividade emocional, <i>F</i>(1,91)  entre .00 e 2.69, <i>p</i> entre .11 e .99. Contudo, observa-se um efeito marginalmente significativo da compet&ecirc;ncia cognitiva  n&atilde;o-verbal na expressividade emocional negativa da crian&ccedil;a, <i>F</i>(1,91)=3.55, <i>p</i>=.06.</p>     <p>Considerando as correla&ccedil;&otilde;es entre as categorias (expressividade emocional da crian&ccedil;a, expressividade emocional das  personagens e emo&ccedil;&otilde;es inapropriadas), no grupo de crian&ccedil;as maltratadas e n&atilde;o maltratadas (ver  <a href="#q3">Quadro 3</a>), foram observados padr&otilde;es semelhantes de associa&ccedil;&atilde;o nos dois grupos. Importa, todavia, referir  que, no grupo de crian&ccedil;as maltratadas, a intensidade da correla&ccedil;&atilde;o positiva observada entre a expressividade emocional  positiva da crian&ccedil;a e a expressividade emocional positiva das personagens &eacute; forte, enquanto, no grupo de crian&ccedil;as n&atilde;o  maltratadas, esta correla&ccedil;&atilde;o &eacute; fraca. Acresce que, no grupo de crian&ccedil;as maltratadas, n&atilde;o se observa uma  associa&ccedil;&atilde;o entre expressividade emocional positiva das personagens e as emo&ccedil;&otilde;es inapropriadas, contrariamente ao que  acontece no grupo de crian&ccedil;as n&atilde;o maltratadas e na amostra geral.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a05q3.jpg" width="577" height="199"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Este estudo teve como objetivo analisar comparativamente a expressividade emocional da crian&ccedil;a, a expressividade emocional  atribu&iacute;da &agrave;s personagens e as emo&ccedil;&otilde;es inapropriadas, nas narrativas constru&iacute;das pelas crian&ccedil;as  maltratadas e n&atilde;o maltratadas.</p>     <p>N&atilde;o se observou um efeito do mau-trato na expressividade emocional da crian&ccedil;a, na expressividade emocional atribu&iacute;da  &agrave;s personagens, nem nas emo&ccedil;&otilde;es inapropriadas, quando controlado o efeito da compet&ecirc;ncia cognitiva verbal e  n&atilde;o-verbal da crian&ccedil;a, e do n&iacute;vel de escolaridade dos pais. Estes resultados infirmam as predi&ccedil;&otilde;es deste estudo,  de acordo com as quais se esperava que as crian&ccedil;as maltratadas expressassem menos emo&ccedil;&otilde;es positivas e mais  emo&ccedil;&otilde;es negativas, durante a constru&ccedil;&atilde;o das narrativas, e que atribu&iacute;ssem menos emo&ccedil;&otilde;es positivas  e negativas &agrave;s personagens. Considerando os tr&ecirc;s eixos de an&aacute;lise da expressividade emocional nas narrativas constru&iacute;das  pelas crian&ccedil;as previamente definidos, estes resultados n&atilde;o suportam a assun&ccedil;&atilde;o de que as dificuldades de  regula&ccedil;&atilde;o emocional, frequentemente, observadas nas crian&ccedil;as maltratadas, condicionam a forma como descodificam e reagem  emocionalmente &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es associados aos conflitos subjacentes aos in&iacute;cios de hist&oacute;rias, e a coer&ecirc;ncia  entre a emo&ccedil;&atilde;o dominante na narrativa e a emo&ccedil;&atilde;o expressa. Contrariamente aos estudos atr&aacute;s referidos, estes  resultados mostram que as crian&ccedil;as maltratadas n&atilde;o tendem a expressar n&iacute;veis mais elevados de zanga (Erickson et al., 1989),  nem a evidenciar maior reatividade &agrave;s express&otilde;es faciais desta emo&ccedil;&atilde;o (Cicchetti &amp; Curtis, 2005; Pollak et al.,  2001) ou hipervigil&acirc;ncia aos est&iacute;mulos de val&ecirc;ncia emocional negativa (Ayoub et al., 2006). S&atilde;o, tamb&eacute;m,  dissonantes face &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o que mostra que as crian&ccedil;as maltratadas t&ecirc;m mais dificuldade na  descodifica&ccedil;&atilde;o emocional do que as crian&ccedil;as n&atilde;o maltratadas (Koizumi &amp; Takagishi, 2014; Pears &amp; Fisher, 2005;  Pollak et al., 2001), e que apresentam uma aten&ccedil;&atilde;o seletiva aos est&iacute;mulos negativos, em detrimento dos positivos (Pollak et  al., 1998).</p>     <p>A inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o do mau-trato, observada neste estudo, pode ser explicada, com base em  tr&ecirc;s argumentos. Primeiramente, n&atilde;o foram controlados alguns fatores associados &agrave; parentalidade. Por exemplo, o facto de as  crian&ccedil;as de ambos os grupos provirem de contextos familiares pautados pela precariedade econ&oacute;mica e pela reduzida  escolariza&ccedil;&atilde;o pode contribuir para diluir as diferen&ccedil;as entre os dois grupos. Esta assun&ccedil;&atilde;o &eacute;  parcialmente suportada pelo facto de, numa amostra normativa de crian&ccedil;as de n&iacute;vel socioecon&oacute;mico m&eacute;dio e  m&eacute;dio-alto, entre os 43 e os 91 meses, a m&eacute;dia da expressividade emocional negativa atribu&iacute;da &agrave;s personagens ser mais  baixa quase um valor (a m&eacute;dia foi de 2.77, enquanto, no presente estudo, &eacute; de 3.67 e 3.79, nos grupos de crian&ccedil;as maltratadas  e n&atilde;o maltratadas, respetivamente (Ferreira et al., 2010). Este desfasamento reflete, possivelmente, a import&acirc;ncia do n&iacute;vel  socioecon&oacute;mico das fam&iacute;lias na expressividade emocional das crian&ccedil;as. Acresce que, no presente estudo, n&atilde;o foram  controlados fatores de risco, como psicopatologia, consumo de estupefacientes ou &aacute;lcool, que podem funcionar como potenciais mecanismos  inibit&oacute;rios do desenvolvimento e da aprendizagem emocional da crian&ccedil;a (Conners et al., 2004). N&atilde;o foi, tamb&eacute;m,  recolhida informa&ccedil;&atilde;o sobre as pr&aacute;ticas educativas dos pais das crian&ccedil;as ou a qualidade do ambiente familiar, o que  inviabiliza a assun&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter normativo das intera&ccedil;&otilde;es familiares das crian&ccedil;as do grupo de  crian&ccedil;as n&atilde;o maltratadas. As crian&ccedil;as cujos pais adotam comportamentos excessivamente severos, mas n&atilde;o est&atilde;o  sinalizadas como sendo v&iacute;timas de mau-trato ou neglig&ecirc;ncia t&ecirc;m, porventura, dificuldades similares &agrave;s crian&ccedil;as  maltratadas (Sullivan et al., 2010).</p>     <p>Um segundo argumento prende-se com o facto de o tipo de mau-trato dominante no grupo de crian&ccedil;as maltratadas deste estudo ser a  neglig&ecirc;ncia. Nos estudos em que se observam diferen&ccedil;as na expressividade emocional de crian&ccedil;as maltratadas e n&atilde;o  maltratadas, as crian&ccedil;as maltratadas s&atilde;o v&iacute;timas de mau-trato f&iacute;sico, e n&atilde;o de neglig&ecirc;ncia (e.g., Pollak  et al., 1998; Pollak &amp; Kistler, 2002). &Eacute; poss&iacute;vel que nas crian&ccedil;as v&iacute;timas de neglig&ecirc;ncia, a punitividade, a  hostilidade e a express&atilde;o de afeto negativo surjam de forma mais atenuada e camuflada, n&atilde;o desenvolvendo estas crian&ccedil;as uma  reatividade ou vigil&acirc;ncia acrescida face aos est&iacute;mulos de val&ecirc;ncia emocional negativa, ao contr&aacute;rio do que parece  acontecer com as crian&ccedil;as v&iacute;timas de mau-trato f&iacute;sico (Pollak et al., 2000).</p>     <p>O terceiro argumento diz respeito ao potencial efeito protetor da institui&ccedil;&atilde;o de acolhimento no desenvolvimento da crian&ccedil;a,  considerando que o tempo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o da maioria das crian&ccedil;as desta amostra &eacute; superior a um ano. Com efeito,  a investiga&ccedil;&atilde;o mostra que o processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem, linearmente, um efeito negativo no  desenvolvimento e ajustamento socioemocional (Knorth, Harder, Zandberg, &amp; Kendrick, 2008). Embora a institucionaliza&ccedil;&atilde;o seja,  frequentemente, considerada como o &lsquo;&uacute;ltimo recurso&rsquo; e como tendo um efeito intrinsecamente negativo no desenvolvimento da  crian&ccedil;a, alguns estudos mostram que esta pode ser uma boa alternativa para algumas crian&ccedil;as e jovens, em momentos espec&iacute;ficos  da sua trajet&oacute;ria desenvolvimental (Anglin &amp; Knorth, 2004). A institucionaliza&ccedil;&atilde;o pode, pois, funcionar como fator de  prote&ccedil;&atilde;o na trajet&oacute;ria desenvolvimental, potenciando, entre outros aspetos, a redu&ccedil;&atilde;o da sintomatologia  associada a perturba&ccedil;&otilde;es emocionais (Leichtman, Leichtman, Barber, &amp; Neese, 2001).</p>     <p>A an&aacute;lise das covari&aacute;veis revelou um efeito tendencialmente significativo da compet&ecirc;ncia cognitiva n&atilde;o-verbal na  expressividade emocional negativa da crian&ccedil;a. Para identificar, entre v&aacute;rias alternativas, o segmento que completa os padr&otilde;es  geom&eacute;tricos correspondentes aos itens da MPCR a crian&ccedil;a tem de mobilizar compet&ecirc;ncias de regula&ccedil;&atilde;o atencional e  comportamental. &Eacute;, pois, poss&iacute;vel que as crian&ccedil;as com melhor desempenho nesta tarefa, isto &eacute;, mais competentes na  dimens&atilde;o cognitiva n&atilde;o-verbal, descodifiquem, com maior destreza, os conflitos, o que ampliar&aacute; a sua resson&acirc;ncia  emocional face aos mesmos. Estes dados corroboram tamb&eacute;m o pressuposto de que a emo&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo mediado  cognitivamente (Lazarus, 1991; Smith &amp; Kirby, 2009). As crian&ccedil;as mais h&aacute;beis na leitura dos conflitos associados aos  in&iacute;cios de hist&oacute;rias, t&ecirc;m porventura, rea&ccedil;&otilde;es emocionais negativas mais intensas.</p>     <p>A an&aacute;lise das associa&ccedil;&otilde;es entre as diversas categorias permite aprofundar a compreens&atilde;o dos constructos em estudo e  contribui para suportar a validade do sistema de codifica&ccedil;&atilde;o. Neste &acirc;mbito, destacam-se tr&ecirc;s aspetos. O primeiro tem a  ver com a associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a expressividade emocional positiva da crian&ccedil;a e a expressividade emocional positiva e  negativa atribu&iacute;da &agrave;s personagens. As crian&ccedil;as que exprimem mais emo&ccedil;&otilde;es positivas, durante a  constru&ccedil;&atilde;o das narrativas, tendem a atribuir mais emo&ccedil;&otilde;es, quer positivas, quer negativas, &agrave;s personagens. A  expressividade emocional positiva parece refletir o envolvimento da crian&ccedil;a no exerc&iacute;cio de constru&ccedil;&atilde;o das narrativas,  estando as crian&ccedil;as que percecionam esta tarefa como prazenteira mais dispon&iacute;veis para descodificar a emocionalidade das personagens.  O segundo refere-se &agrave; associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a expressividade emocional negativa da crian&ccedil;a e a expressividade  emocional negativa das personagens, bem como &agrave; associa&ccedil;&atilde;o negativa entre a expressividade emocional negativa da crian&ccedil;a  e a expressividade emocional positiva das personagens. A expressividade emocional negativa da crian&ccedil;a parece refletir uma maior reatividade  &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es negativas associadas ao conflito subjacente aos in&iacute;cios de hist&oacute;rias. Esta maior reatividade parece  induzir a crian&ccedil;a a ler mais a emocionalidade negativa e menos a positiva. O terceiro aspeto prende-se com a associa&ccedil;&atilde;o  positiva entre expressividade emocional e as emo&ccedil;&otilde;es inapropriadas. As crian&ccedil;as mais expressivas e que atribuem maior  expressividade &agrave;s personagens, expressam mais emo&ccedil;&otilde;es incoerentes face aos eventos da narrativa. Parece, assim, que a maior  intensidade da expressividade emocional est&aacute; associada a mais dificuldades em adequar a emo&ccedil;&atilde;o expressa ao enquadramento da  narrativa e, por conseguinte, ao contexto, uma vez que expressam mais emo&ccedil;&otilde;es positivas, quando est&atilde;o a descrever ou  dramatizar intera&ccedil;&otilde;es de val&ecirc;ncia emocional negativa. Este desfasamento entre a emo&ccedil;&atilde;o expressa e a  emo&ccedil;&atilde;o narrada reflete, porventura, um mecanismo de regula&ccedil;&atilde;o emocional, que visa atenuar o impacto da emocionalidade  negativa da narrativa na crian&ccedil;a, protegendo-a do confronto com a mesma.</p>     <p>Consideramos que este estudo tem um car&aacute;ter inovador, porque prop&otilde;e analisar a expressividade emocional das crian&ccedil;as  maltratadas e n&atilde;o maltratadas, com base nas narrativas constru&iacute;das pelas crian&ccedil;as. Todavia, apresenta dois tipos de  limita&ccedil;&otilde;es. A primeira consiste no reduzido n&uacute;mero de sujeitos em cada tipo de mau-trato, que constitui um constrangimento  &agrave; compara&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as maltratadas em fun&ccedil;&atilde;o desta vari&aacute;vel. Em estudos posteriores,  ser&aacute; importante alargar este n&uacute;mero e analisar as especificidades destes grupos e o impacto diferencial de cada tipo de mau-trato na  expressividade emocional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma segunda limita&ccedil;&atilde;o remete para a necessidade de recolher informa&ccedil;&atilde;o adicional sobre as carater&iacute;sticas das  crian&ccedil;as e das intera&ccedil;&otilde;es por elas estabelecidas com as figuras significativas de afeto, por forma a explicar as  especificidades do desenvolvimento emocional das crian&ccedil;as maltratadas, quando comparadas com as crian&ccedil;as n&atilde;o maltratadas.  Assim, em investiga&ccedil;&otilde;es futuras, ser&aacute; importante recolher indicadores adicionais sobre o comportamento expressivo e as  carater&iacute;sticas temperamentais das crian&ccedil;as, bem como sobre a responsividade das m&atilde;es e dos cuidadores na  intera&ccedil;&atilde;o com as crian&ccedil;as. O efeito da experi&ecirc;ncia de mau-trato no desenvolvimento e aprendizagem emocional das  crian&ccedil;as varia em fun&ccedil;&atilde;o da natureza da sua intera&ccedil;&atilde;o com os cuidadores, podendo as especificidades destas  intera&ccedil;&otilde;es introduzir <i>nuances</i> na forma como as crian&ccedil;as representam as figuras parentais. Por este motivo, a  utiliza&ccedil;&atilde;o de um sistema de codifica&ccedil;&atilde;o centrado na qualidade das representa&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a sobre  as rela&ccedil;&otilde;es com as figuras parentais poderia ser &uacute;til, na medida em que viabilizaria o confronto das  representa&ccedil;&otilde;es mentais da crian&ccedil;a com a sua capacidade para descodificar e regular emo&ccedil;&otilde;es. De modo  an&aacute;logo, afigura-se relevante analisar a qualidade das intera&ccedil;&otilde;es estabelecidas pelas crian&ccedil;as maltratadas na  institui&ccedil;&atilde;o, dado que a constru&ccedil;&atilde;o de uma rede relacional securizante neste contexto pode configurar uma  experi&ecirc;ncia desconfirmat&oacute;ria dos modelos representacionais internalizados na intera&ccedil;&atilde;o com os pais maltratantes ou  negligentes.</p>     <p>A terceira limita&ccedil;&atilde;o suscet&iacute;vel de apontar a este estudo prende-se com o facto de n&atilde;o terem sido analisadas as  diferen&ccedil;as na expressividade emocional, quanto &agrave; qualidade formal e aos temas emergentes nas narrativas. A inclus&atilde;o destes  aspetos na an&aacute;lise poderia permitir uma leitura mais integrada da expressividade emocional, ao consider&aacute;-la em  articula&ccedil;&atilde;o com os indicadores da estrutura e do conte&uacute;do das narrativas.</p>     <p>N&atilde;o obstante as limita&ccedil;&otilde;es elencadas e as quest&otilde;es levantadas pelos resultados, esta investiga&ccedil;&atilde;o  oferece um importante contributo para a compreens&atilde;o do desenvolvimento emocional de crian&ccedil;as provenientes de popula&ccedil;&otilde;es  de risco.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Anglin, J. P., &amp; Knorth, E. J. (Eds.). (2004). <i>International perspectives on rethinking residential care</i> [Special Issue]. New York:  Kluwer Academic/Human Sciences Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030852&pid=S0870-8231201700030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ayoub, C., O&rsquo;Connor, E., Rappolt-Schlichtmann, G., Fischer, K., Rogosh, F., Toth, S., &amp; Cicchetti, D. (2006). Cognitive and emotional  differences in young maltreated children: A translational application of dynamic skill theory. <i>Development and Psychopathology, 18</i>, 679-706.  doi: 10.10170S0954579406060342</p>     <!-- ref --><p>Bretherton, I., Oppenheim, D., Buchsbaum, H., Emde, R., &amp; MacArthur Transition Network Narrative Group. (1990). <i>MacArthur Story Stem  Battery</i>. Manual n&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030855&pid=S0870-8231201700030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bradley, R., &amp; Corwyn, R. (2002). Socioeconomic status and child development. <i>Annual Review of Psychology, 52</i>, 371-399. doi:  0084-6570/02/0201-0371$14.00&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030857&pid=S0870-8231201700030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cicchetti, D., &amp; Curtis, W. J. (2005). An Event-Related Potential (ERP) study of processing of affective facial expressions in young  children who have experienced maltreatment during the first year of life. <i>Development and Psychopathology, 17</i>, 641-677. doi:  10.1017/S0954579405050315&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030858&pid=S0870-8231201700030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cicchetti, D., &amp; Rogosch, F. (2001). The impact of child maltreatment and psychopathology upon neuroendocrine functioning. <i>Development  and Psychopathology, 13</i>, 783-804.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030859&pid=S0870-8231201700030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Conners, N. A., Bradley, R. H., Mansell, L. W., Liu, J. Y., Roberts, T. J., Burgdorf, K., &amp; Herrell, J. M. (2004). Children of mothers with  serious substance abuse problems. <i>American Journal of Drug and Alcohol Abuse, 29</i>, 743-758. doi: 10.1081/ADA-120029867&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030861&pid=S0870-8231201700030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Erickson, M., Egeland, B., &amp; Pianta, R. (1989). The effects of maltreatment on the development of young children. In D. Cicchetti &amp; V.  Carlson (Eds.), <i>Child maltreatment: Theory and research on the causes and consequences of child abuse and neglect</i> (pp. 647-684). Cambridge:  University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030862&pid=S0870-8231201700030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreira, B., Maia, J., Pinto, A., Santos, A. J., &amp; Fernandes, C. (2010, fevereiro). Qualidade dos modelos internos de  vincula&ccedil;&atilde;o e a expressividade emocional em crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar. In M. Ver&iacute;ssimo &amp; A. J. Santos  (Coords.), <i>A natureza das primeiras rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o e as suas implica&ccedil;&otilde;es para o  desenvolvimento social da crian&ccedil;a</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030864&pid=S0870-8231201700030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Simp&oacute;sio realizado no VII Simp&oacute;sio Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o em  Psicologia, Braga.</p>     <!-- ref --><p>Ferreira, B., Maia, J., Ver&iacute;ssimo, M., &amp; Santos, A. J. (2009). <i>Sistema de classifica&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o  emocional durante a prova ASCT</i>. Manual n&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030866&pid=S0870-8231201700030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gaensbauer, T. (1982). Regulation of emotional expression in infants from two contrasting caretaker environments. <i>Journal of American Child  and Adolescent Psychiatry, 21</i>, 163-171.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030868&pid=S0870-8231201700030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gaensbauer, T., &amp; Hiatt, S. (1984). Facial communication of emotion in early infancy. In N. A. Fox &amp; R. J. Davidson (Eds.), <i>The  psychopathology of affective development</i> (pp. 207-230). Hillsdale: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030870&pid=S0870-8231201700030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gaensbauer, T., Mrazek, D., &amp; Harmon, R. (1981). Behavioral observations of abused and/or neglected infants. In N. Frude (Ed.),  <i>Psychological approaches to the understanding and prevention of child abuse</i> (pp. 120-135). London: Concord Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030872&pid=S0870-8231201700030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Knorth, E., Harder, A., Zandberg, T., &amp; Kendrick, A. (2008). Under one roof: A review and selective meta-analysis on the outcomes of  residential child and youth care. <i>Children and Youth Services Review, 30</i>, 123-140. doi: 10.1016/j.childyouth.2007.09.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030874&pid=S0870-8231201700030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Koizumi, M., &amp; Takagishi, H. (2014). The relationship between child maltreatment and emotion recognition. <i>Plos One, 9</i>. doi:  0.1371/journal.pone.0086093</p>     <p>Laible, D., Carlo, G., Torquati, J., &amp; Ontai, L. (2004). Children&rsquo;s perceptions of family relationships as assessed in a doll story  completion task: Links to parenting, social competence, and externalizing behavior. <i>Social Development, 13</i>, 551-569. doi:  10.1111/j.1467-9507.2004.00283.x</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lazarus, R. S. (1991). <i>Emotion and adaptation</i>. New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030877&pid=S0870-8231201700030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leichtman, M., Leichtman, M. L., Barber, C. C., &amp; Neese, D. T. (2001). Effectiveness of intensive short-term residential treatment with  severely disturbed adolescents. <i>American Journal of Orthopsychiatry, 71</i>, 227-235. doi: 10.1037/0002-9432.71.2.227&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030879&pid=S0870-8231201700030000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Maughan, A., &amp; Cicchetti, D. (2002). Impact of child maltreatment and interadult violence on children&rsquo;s emotion regulation abilities  and socioemotional adjustment. <i>Child Development, 73</i>, 1525-1542. doi: 0009-3920/2002/7305-0014</p>     <!-- ref --><p>Oppenheim, D. (2006). Child, parent, and parent-child emotion narratives: Implications for developmental psychopathology. <i>Development and  Psychopathology, 18</i>, 771-790. doi: 10.10170S095457940606038X&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030881&pid=S0870-8231201700030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pears, K., &amp; Fisher, P. A. (2005). Emotion understanding and theory of mind among maltreated children in foster care: Evidence of deficits.  <i>Development and Psychopathology, 17</i>, 46-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030882&pid=S0870-8231201700030000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pollak, S., Cicchetti, D., Hornung, K., &amp; Reed, A. (2000). Recognizing emotion in faces: Developmental effects of child abuse and neglect.  <i>Developmental Psychology, 36</i>, 679-688. doi: 10.1037/0012-1649.36.5.679&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030884&pid=S0870-8231201700030000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pollak, S. D., Cicchetti, D., &amp; Klorman, R. (1998). Stress, memory, and emotion: Developmental considerations from the study of child  maltreatment. <i>Development and Psychopathology, 10</i>, 511-828.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030885&pid=S0870-8231201700030000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pollak, S. D., &amp; Kistler, D. J. (2002). Early experience is associated with the development of categorical representations for facial  expressions of emotion. <i>Proceedings of the National Academy of Sciences USA, 99</i>, 9072-9076. doi: 10.1073/pnas.142165999&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030887&pid=S0870-8231201700030000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pollak, S. D., Klorman, R., Thatcher, J. E., &amp; Cicchetti, D. (2001). P3b reflects maltreated children&rsquo;s reactions to facial displays  of emotion. <i>Psychophysiology, 38</i>, 267-274. doi: 10.1111/1469-8986.3820267</p>     <p>Pollak, S., &amp; Sinha, P. (2002). Effects of early experience on children&rsquo;s recognition of facial displays of emotion. <i>Developmental  Psychology, 38</i>, 784-791. doi: 10.1037/0012-1649.38.5.784</p>     <p>Raven, J., Court, J., &amp; Raven, J. (1986). <i>Manual for Raven&rsquo;s Progressive Matrices and Vocabulary Scales: General overview</i>.  London: H.K. Lewis.</p>     <!-- ref --><p>Rebelo, A., Ver&iacute;ssimo, M., Mal&oacute;-Machado, P., &amp; Silva, F. (2013). A seguran&ccedil;a dos modelos internos e o conhecimento  emocional nas crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar. <i>Psicologia, Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 26</i>, 591-598. doi:  10.1590/S0102-79722013000300019&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030891&pid=S0870-8231201700030000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rhea, P., Hernandez, R., Taylor, L., &amp; Johnson, K. (1996). Narrative development in late talkers: Early school age. <i>Journal of Speech  and Hearing Research, 39</i>, 1295-1303. doi: 0022-4685/96/3906-129&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030892&pid=S0870-8231201700030000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Robinson, J., Mantz-Simmons, L., Macfie, J., Kelsay, K., &amp; the MacArthur Narrative Working Group. (2001). <i>MacArthur Narrative Coding  Manual</i>. Unpublished manuscript.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030893&pid=S0870-8231201700030000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Shamir, H., Schudlich, T., &amp; Cummings, M. (2001). Marital conflict, parenting styles, and children&rsquo;s representations of family  relationships. <i>Parenting: Science and Pratice, 1</i>, 123-151. doi: 10.1080/15295192.2001.9681214</p>     <p>Shipman, K., Schneider, R., Fitzgerald, M., Sims, C., Swisher, L., &amp; Edwards, A. (2007). Maternal emotion socialization in maltreating and  nonmaltreating families: Implications for children&rsquo;s emotion regulation. <i>Social Development, 16</i>, 268-285. doi:  10.1111/j.1467-9507.2007.00384.x</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Shipman, K., &amp; Zeman, J. (2001). Socialization of children&rsquo;s emotion regulation in mother-child dyads: A developmental  psychopathology perspective. <i>Development and Psychopathology, 13</i>, 317-336.</p>     <!-- ref --><p>Sim&otilde;es, M. (2000). <i>Investiga&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da aferi&ccedil;&atilde;o nacional do teste das Matrizes Progressivas  Coloridas de Raven</i> (M.P.C.R). Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian &amp; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e  Tecnologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030898&pid=S0870-8231201700030000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Smith, C., &amp; Kirby, L. (2009). Putting appraisal in context: Toward a relational model of appraisal and emotion. <i>Cognition and Emotion,  23</i>, 1352-1372. doi: 10.1080/02699930902860386&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030900&pid=S0870-8231201700030000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sroufe, A. (1997). <i>Emotional development: The organization of emotional life in the early years</i>. New York: Cambridge University  Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030901&pid=S0870-8231201700030000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sullivan, M., Carmody, D., &amp; Lewis, M. (2010). How neglect and punitiveness influence emotion knowledge. <i>Child Psychiatry and Human  Development, 41</i>, 285-298. doi: 10.107/s10578-009-0168-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=030903&pid=S0870-8231201700030000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Toth, S., Maughan, A., Manly, J., Spagnola, M., &amp; Cichetti, D. (2002). The relative efficacy of two interventions in altering maltreated  preschool children&rsquo;s representational models: Implications for attachment theory. <i>Development and Psychopathology, 14</i>, 877-908. doi: 10.1017.S095457940200411X</p>     <p>Wechsler, D. (2003). <i>Escala de Intelig&ecirc;ncia de Wechsler para Crian&ccedil;as &ndash; Terceira Edi&ccedil;&atilde;o (WISC-III)</i>  [Manual]. Lisboa: Cegoc [Adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa M. Sim&otilde;es, A. Rocha, &amp; C. Ferreira; colabora&ccedil;&atilde;o de M. Santos,  C. Albuquerque, M. Pereira, &amp; L. Almeida].</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Mariana Lopes de Sousa, Faculdade de Psicologia e de  Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto Rua Alfredo Allen, 4200-135 Porto, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:marianals@netcabo.pt">marianals@netcabo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho &eacute; financiado pela FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (SFRH/BD/69129/2010).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 12/05/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 04/11/2016</p>      ]]></body><back>
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