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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeitos individuais e familiares em crimes: Abuso sexual, violência conjugal e homicídio]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Amongst the various explanations for a delinquent career, the family occupies a place of choice. Despite literature indicating to us that the family plays a crucial role, there are other authors, who show us The General Theory of crime, that claims to explain that self-control is a central variable in delinquent behavior. In addition, other researchers show that the failure to learn an adequate emotional repertoire, namely emotional intelligence, can, sometimes, be associated with the origin of delinquent behaviour. The objective of this work is to analyse the relationship between the functioning of the family (total ratio, cohesion, flexibility and comunication), the self-control and emotional intelligence in subjects who have been condemned for crimes of sexual abuse, domestic violence and homicide. 92 male inmate subjects, aged between 20 and 73 participated. By means of the results, we established that the subjects have a similar perception as to how their families are organised, except in communication, where the sexual abusers showed inferior communication indicators. At the level of emotional expression and the capacity to deal with emotions, significant differences were also found, with the sexual abusers showing greater emotional deficits. With self-control, it was likewise the sexual abusers who showed the highest levels of self-control. Limitations and practical and theoretical implications of this study are discussed based on literature.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Funcionamento familiar]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Efeitos individuais e familiares em crimes: Abuso sexual, viol&ecirc;ncia conjugal e homic&iacute;dio</b></p>     <p><b>Rita Freire Lopes<sup>1</sup>, Maria Gouveia-Pereira<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio</p>     <p><sup>2</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Univers&aacute;rio</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Entre as diversas explica&ccedil;&otilde;es sobre o crime e a delinqu&ecirc;ncia a fam&iacute;lia ocupa um lugar de elei&ccedil;&atilde;o. Para  al&eacute;m da literatura demonstrar que a fam&iacute;lia assume um papel crucial, existem outros autores que nos d&atilde;o conhecimento da Teoria  Geral do Crime, que pretende explicar que o autocontrolo &eacute; a vari&aacute;vel central na delinqu&ecirc;ncia e no comportamento criminal em  geral. Ainda, outros investigadores evidenciam tamb&eacute;m que a falta de aprendizagem de um repert&oacute;rio emocional adequado, nomeadamente a  intelig&ecirc;ncia emocional, pode estar associada &agrave; origem do comportamento criminal. Assim, este trabalho tem como objetivo analisar se  existem diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel do funcionamento familiar (r&aacute;cio total, coes&atilde;o, flexibilidade e comunica&ccedil;&atilde;o),  do autocontrolo e da intelig&ecirc;ncia emocional em fun&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s crimes: abuso sexual, viol&ecirc;ncia conjugal e  homic&iacute;dio. Participaram 92 sujeitos, reclusos, do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 20 e os 73 anos de idade. Os resultados  mostram que os participantes, independentemente do tipo de crime, t&ecirc;m uma perce&ccedil;&atilde;o semelhante sobre o funcionamento familiar,  ou seja, n&atilde;o existem diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel da coes&atilde;o e da flexibilidade. Contudo, no que se refere &agrave;  comunica&ccedil;&atilde;o na fam&iacute;lia, os abusadores sexuais apresentam indicadores comunicativos inferiores. Relativamente &agrave;  express&atilde;o emocional e &agrave; capacidade para lidar com as emo&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m foram os abusadores sexuais que apresentaram  maiores d&eacute;fices emocionais. Foram igualmente os abusadores sexuais que apresentaram maiores n&iacute;veis de autocontrolo.  Limita&ccedil;&otilde;es e implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas e te&oacute;ricas deste estudo s&atilde;o discutidas com base na literatura.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Funcionamento familiar, Teoria geral do crime, Intelig&ecirc;ncia emocional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Amongst the various explanations for a delinquent career, the family occupies a place of choice. Despite literature indicating to us that the  family plays a crucial role, there are other authors, who show us The General Theory of crime, that claims to explain that self-control is a  central variable in delinquent behavior. In addition, other researchers show that the failure to learn an adequate emotional repertoire, namely  emotional intelligence, can, sometimes, be associated with the origin of delinquent behaviour. The objective of this work is to analyse the  relationship between the functioning of the family (total ratio, cohesion, flexibility and comunication), the self-control and emotional  intelligence in subjects who have been condemned for crimes of sexual abuse, domestic violence and homicide. 92 male inmate subjects, aged between  20 and 73 participated. By means of the results, we established that the subjects have a similar perception as to how their families are organised,  except in communication, where the sexual abusers showed inferior communication indicators. At the level of emotional expression and the capacity  to deal with emotions, significant differences were also found, with the sexual abusers showing greater emotional deficits. With self-control, it  was likewise the sexual abusers who showed the highest levels of self-control. Limitations and practical and theoretical implications of this study  are discussed based on literature.</p>     <p><b>Key words</b>: General theory of crime, Family functioning, Emotional intelligence.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, t&ecirc;m surgido v&aacute;rias teorias explicativas sobre os crimes, procurando enumerar algumas  das causas que se encontram na origem do comportamento criminal.</p>     <p>Uma das teorias tem sido a Teoria Geral do Crime (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990), que tem procurado demonstrar o papel central que o  autocontrolo assume no comportamento delinquente. De facto, &eacute; vasta a evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica relativamente ao impacto do baixo  autocontrolo no comportamento delinquente (e.g., Arneklev, Elis, &amp; Medlicott, 2006; Longshore, Turner, &amp; Stein, 1996; Pauwels, Weerman,  Bruinsma, &amp; Bernasco, 2011; Vazsonyi &amp; Huang, 2010). Al&eacute;m disso, a Teoria Geral do Crime (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990) mostra  tamb&eacute;m a relev&acirc;ncia da fam&iacute;lia na explica&ccedil;&atilde;o destes comportamentos. No entanto, a an&aacute;lise do funcionamento  familiar de acordo com o Modelo Circumplexo de Olson (2000, 2011) &eacute; escassa nos crimes de abuso sexual, viol&ecirc;ncia conjugal e  homic&iacute;dio. Este modelo aborda aspetos fundamentais do funcionamento familiar: a coes&atilde;o, a flexibilidade familiar e a  comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Pareceu ainda pertinente relacionar-se a intelig&ecirc;ncia emocional com o comportamento criminal, uma vez que Mayer e Salovey (1997) mostram  que problemas de ajustamento no comportamento dos indiv&iacute;duos podem estar relacionados com d&eacute;fices ou dificuldades ao n&iacute;vel da  intelig&ecirc;ncia emocional.</p>     <p>Assim, o objetivo do presente estudo consiste em analisar se existe influ&ecirc;ncia no funcionamento familiar, no autocontrolo e na  intelig&ecirc;ncia emocional em fun&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s tipos de crime.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Abuso sexual de menores, viol&ecirc;ncia conjugal e homic&iacute;dio</i></p>     <p>Come&ccedil;a-se por afirmar que cada tipo de crime tem as suas especificidades e idiossincrasias. Contudo, sem pretender aprofundar essas  especificidades, considera-se importante dar algumas defini&ccedil;&otilde;es sobre o que se entende por abuso sexual de menores, viol&ecirc;ncia  conjugal e homic&iacute;dio.</p>     <p>Nos crimes sexuais, a literatura categoriza a populac&atilde;o criminosa em agressores sexuais, onde est&atilde;o inclu&iacute;dos os abusadores  sexuais e agressores violentos n&atilde;o sexuais. Ambos os grupos incluem variados tipos de crimes, o que torna dif&iacute;cil ter certezas da  homogeneidade destes grupos, sendo prov&aacute;vel que os sujeitos possam ter cometido outro tipo de crime, sem ser apenas aquele pelo qual  est&atilde;o condenados (Blaske, Borduin, Mann, &amp; Henggeler, 1989).</p>     <p>No abuso sexual &eacute; importante referir que o comportamento dos abusadores sexuais de menores n&atilde;o se reduz a uma simples e  &uacute;nica defini&ccedil;&atilde;o, existindo na literatura diversas defini&ccedil;&otilde;es referentes a esta problem&aacute;tica (Alberto,  2010). Assim, no C&oacute;digo Penal, &eacute; condenado por abuso sexual de menores, &ldquo;aquele que praticar ato sexual de relevo, com menor de  14 anos, ou o levar a praticar com outra pessoa e se o ato sexual de relevo consistir em c&oacute;pula, coito anal, coito oral ou  introdu&ccedil;&atilde;o vaginal ou anal de partes do corpo ou objetos&rdquo;.</p>     <p>Para Freitas (2003) subsiste a ideia de que o abuso sexual se restringe a pr&aacute;ticas que pressup&otilde;em contactos f&iacute;sicos,  nomeadamente coito vaginal, anal e oral ou a sua tentativa, ou ainda segundo Finkelhor (1990) atrav&eacute;s do uso da for&ccedil;a, amea&ccedil;a,  ou dolo. Kaufman et al. (1998) e Marshall e Christie (1981) referem que existem abusadores sexuais de menores que utilizam outro tipo de  estrat&eacute;gias com as suas v&iacute;timas, i.e., em vez de optarem por meios f&iacute;sicos, planeiam os seus atos, premeditando as  rela&ccedil;&otilde;es com a v&iacute;tima, utilizando estrat&eacute;gias de sedu&ccedil;&atilde;o (e.g., oferecer presentes).</p>     <p>No que respeita &agrave; viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, esta investiga&ccedil;&atilde;o debru&ccedil;ar-se-&aacute; sobre a viol&ecirc;ncia  conjugal. Este tipo de viol&ecirc;ncia &eacute; descrita no C&oacute;digo Penal como &ldquo;infringir maus tratos f&iacute;sicos ou  ps&iacute;quicos, incluindo castigos corporais, priva&ccedil;&otilde;es de liberdade e ofensas sexuais ao c&ocirc;njuge, ex-c&ocirc;njuge, pessoa  de outro ou do mesmo sexo com quem o agente mantenha ou tenha mantido uma rela&ccedil;&atilde;o an&aacute;loga &agrave; dos c&ocirc;njuges, ainda  que sem coabita&ccedil;&atilde;o (...). De acordo com Hoff (1994, p. 9), a viol&ecirc;ncia conjugal pode ser definida como o  &ldquo;exerc&iacute;cio de for&ccedil;a e do poder sobre outro, normalmente com o objetivo de controlar, retirar poder e/ou agredir, que ocorre nos  relacionamentos de intimidade, parentesco, depend&ecirc;ncia ou confian&ccedil;a&rdquo;.</p>     <p>Por &uacute;ltimo, o crime de homic&iacute;dio &eacute; definido pelo C&oacute;digo Penal como a a&ccedil;&atilde;o de matar um ser humano  (Cusson, Beaulieu, &amp; Cusson, 2008). De acordo com Botelho e Gon&ccedil;alves (2016), a literatura que se debru&ccedil;a sobre o  homic&iacute;dio &eacute; muito vasta, mas ao mesmo tempo contradit&oacute;ria. Contudo, este tipo de crime traduz-se numa viol&ecirc;ncia extrema  e ocorre quando uma pessoa morre como resultado das a&ccedil;&otilde;es de um ou mais terceiros, podendo ser intencional ou, pelo contr&aacute;rio,  involunt&aacute;rio (Alba, Sol&iacute;s, &amp; Buen, 2012). Este tipo de crime n&atilde;o resulta apenas de fatores biol&oacute;gicos, sendo antes  a intera&ccedil;&atilde;o de diferentes fatores, nomeadamente o ambiente onde o indiv&iacute;duo nasceu e cresceu.</p>     <p>Apesar das especificidades, estes tr&ecirc;s tipos de crime t&ecirc;m em comum a enorme viol&ecirc;ncia introduzida nas v&iacute;timas.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Din&acirc;micas familiares e comportamentos criminosos</i></p>     <p>Diversos autores afirmam que apesar das causas da delinqu&ecirc;ncia serem multifatoriais, frequentemente, estes comportamentos adv&ecirc;m da  intera&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis individuais e vari&aacute;veis familiares (e.g., Born, 2005; Fonseca, 2002b). Contudo, a fam&iacute;lia  ocupa um lugar de elei&ccedil;&atilde;o na explica&ccedil;&atilde;o da carreira de um indiv&iacute;duo com comportamentos de delinqu&ecirc;ncia e  criminais. Neste sentido, Nye (1958), atribui &agrave; fam&iacute;lia um papel central na aprendizagem e nos mecanismos de controlo. Tamb&eacute;m  Hirschi (2004), refere que vincula&ccedil;&otilde;es fracas, nomeadamente &agrave; fam&iacute;lia, podem conduzir &agrave; delinqu&ecirc;ncia e ao  crime.</p>     <p>Born (2005), Konvalina-Simas (2012) e Gottfredson e Hirschi (1990), afirmam que mais prejudicial do que n&atilde;o ter apoio familiar, &eacute;  ter uma fam&iacute;lia disfuncional que promove condutas incongruentes e anti-sociais e onde a supervis&atilde;o parental &eacute; inexistente ou  inadequada e, muitas vezes, as recompensas ou puni&ccedil;&otilde;es s&atilde;o confusas e inconsistentes.</p>     <p>Neste trabalho, optou-se por analisar o funcionamento familiar atrav&eacute;s do Modelo Circumplexo proposto por Olson (2000, 2011). Este modelo  &eacute; considerado particularmente &uacute;til para o diagn&oacute;stico do funcionamento familiar e conjugal, integrando duas dimens&otilde;es  repetidamente referidas como relevantes na compreens&atilde;o das din&acirc;micas familiares: a coes&atilde;o e a flexibilidade familiar.</p>     <p>A coes&atilde;o familiar &eacute; definida por Olson (2000) e Olson e Gorall (2003) como o la&ccedil;o emocional que os membros familiares  estabelecem entre si e diz respeito igualmente &agrave; forma como as fam&iacute;lias se organizam entre dois extremos, desde a total  separa&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; extrema uni&atilde;o/coes&atilde;o. A flexibilidade familiar refere-se ao modo como os sistemas  familiares variam entre os extremos da estabilidade e da mudan&ccedil;a, sendo igualmente definida pela quantidade de mudan&ccedil;a na  lideran&ccedil;a, nos pap&eacute;is e regras relacionais (Olson, 2000; Olson &amp; Gorall, 2003).</p>     <p>Para al&eacute;m destas duas dimens&otilde;es consideradas pelo modelo circumplexo &eacute; igualmente relevante considerar a  comunica&ccedil;&atilde;o familiar, na medida em que esta dimens&atilde;o assume um papel facilitador das altera&ccedil;&otilde;es e  adapta&ccedil;&otilde;es nas duas dimens&otilde;es acabadas de referir (Olson &amp; Gorall, 2003).</p>     <p>No contexto portugu&ecirc;s, Gomes e Gouveia-Pereira (2014) demonstraram que existe uma rela&ccedil;&atilde;o negativa entre o funcionamento  familiar e os comportamentos de delinqu&ecirc;ncia na adolesc&ecirc;ncia.</p>     <p>Neste trabalho pretende-se, assim, analisar as tr&ecirc;s dimens&otilde;es familiares &ndash; coes&atilde;o, flexibilidade e  comunica&ccedil;&atilde;o familiar &ndash; em fun&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s tipos de crimes mobilizados neste estudo.</p>     <p>Relativamente aos crimes sexuais, Smallbone e Dadds (2000) afirmam que, quer investiga&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas quer  observa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas t&ecirc;m demonstrado que rela&ccedil;&otilde;es disfuncionais ou disruptivas na fam&iacute;lia fazem  parte das hist&oacute;rias de vida dos abusadores sexuais. De igual modo, Bischof, Stith e Wilson (1992), Monastersky e Smith (1985), mostram que a  flexibilidade familiar dos abusadores sexuais &eacute; descrita como r&iacute;gida ou ca&oacute;tica e com uma confusa distribui&ccedil;&atilde;o  de pap&eacute;is entre os elementos familiares. No que respeita &agrave; coes&atilde;o, os autores verificam igualmente n&iacute;veis muito baixos  de coes&atilde;o e pouca express&atilde;o emocional (Monastersky &amp; Smith, 1985).</p>     <p>Ainda, Stith e Bischof (1996) ao estudarem os padr&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o em fam&iacute;lias de abusadores sexuais verificaram  que os seus estilos comunicativos diferiam de outras fam&iacute;lias com outro tipo de crimes, bem como de fam&iacute;lias normativas, apresentando  maiores dificuldades nas suas capacidades de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que concerne &agrave; viol&ecirc;ncia conjugal, existem diversos estudos (e.g., Antoni, Barone, &amp; Koller, 2007) que mostram que o abuso  f&iacute;sico pode decorrer de diversos fatores intrafamiliares e extrafamiliares. As caracter&iacute;sticas pessoais do agressor e daquele que  &eacute; agredido fisicamente, bem como a din&acirc;mica relacional estabelecida entre agressor e v&iacute;tima contribuem para a exist&ecirc;ncia  de intera&ccedil;&otilde;es marcadas pela viol&ecirc;ncia, hostilidade e rigidez afetiva. Tamb&eacute;m segundo Antoni e colaboradores (2007) a  presen&ccedil;a do abuso f&iacute;sico intrafamiliar mostra a fragilidade das v&iacute;timas e do agressor, bem como os indiv&iacute;duos que vivem  e crescem nesta din&acirc;mica de viol&ecirc;ncia, revelam dificuldades de vincula&ccedil;&atilde;o e baixa coes&atilde;o entre os elementos  familiares.</p>     <p>No que respeita ao homic&iacute;dio, alguns estudos (e.g., Darby, Allan, Kashani, Hartke, &amp; Reid, 1998), revelam que os jovens que cometeram  homic&iacute;dio prov&ecirc;m de fam&iacute;lias disfuncionais. Para Botelho e Gon&ccedil;alves (2016), os indiv&iacute;duos que incorrem neste  tipo de crime t&ecirc;m fam&iacute;lias que falharam nas suas compet&ecirc;ncias, nomeadamente na qualidade e seguran&ccedil;a das suas  rela&ccedil;&otilde;es prim&aacute;rias. Konvalina-Simas (2012), remete para a defici&ecirc;ncia relacional da inf&acirc;ncia nas  rela&ccedil;&otilde;es prim&aacute;rias, desenvolvendo um padr&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o inseguro, demonstrando incapacidade destes  sujeitos em mostrar empatia com os outros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Autocontrolo, intelig&ecirc;ncia emocional e crime</i></p>     <p>Como j&aacute; foi referido, a Teoria Geral do Crime (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990) e uma vasta literatura emp&iacute;rica mostram o impacto  do baixo autocontrolo na delinqu&ecirc;ncia (e.g., Arneklev et al., 2006; Gomes &amp; Gouveia-Pereira, 2014; Longshore et al., 1996; Pauwels et  al., 2011; Pratt &amp; Cullen, 2000; Vazsonyi &amp; Huang, 2010).</p>     <p>Concorda-se contudo, com Gottfredson e Hirschi (1990) quando afirmam que: &ldquo;a falta de auto controlo n&atilde;o conduz necessariamente ao  crime, podendo ser contrabalan&ccedil;ada pelas circunst&acirc;ncias e por outras caracter&iacute;sticas do indiv&iacute;duo&rdquo; (p. 89),  verificando-se efetivamente que muitos adolescentes com baixo autocontrolo n&atilde;o &ldquo;optam&rdquo; pela delinqu&ecirc;ncia.</p>     <p>Relativamente &agrave; intelig&ecirc;ncia emocional, Mayer e Salovey (1990), definiram-na como a capacidade do sujeito em perceber  emo&ccedil;&otilde;es, reconhec&ecirc;-las, compreend&ecirc;-las e regulando-as de modo reflexivo, promovendo assim o desenvolvimento intelectual e  emocional. Os autores conclu&iacute;ram que para se conseguir compreender e interpretar as emo&ccedil;&otilde;es nas outras pessoas &eacute;  essencial que estas fa&ccedil;am parte do nosso repert&oacute;rio emocional.</p>     <p>Segundo Goleman (1999), &eacute; desde cedo que as crian&ccedil;as aprendem a gerir e a controlar de forma adequada as suas  emo&ccedil;&otilde;es, sendo os pais os principais respons&aacute;veis pela transmiss&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es adequadas aos filhos. De  acordo com Martin e Boeck (1997), as crian&ccedil;as que foram v&iacute;timas de experi&ecirc;ncias violentas e traumatizantes na inf&acirc;ncia  tendem, mais tarde, a adotar o uso de viol&ecirc;ncia. Estas crian&ccedil;as, ao presenciarem comportamentos de viol&ecirc;ncia, aprendem e  interiorizam esta forma de funcionamento repetindo mais tarde este report&oacute;rio comportamental. Esta falha emocional faz com que estas  crian&ccedil;as desenvolvam uma emotividade inst&aacute;vel e uma imagem negativa de si pr&oacute;prias, que ir&aacute; prevalecer e que pode estar  potencialmente associada &agrave; delinqu&ecirc;ncia.</p>     <p>Al&eacute;m disso, alguns estudos (e.g., Blaske et al., 1989; Hudson et al., 1993) demonstram que indiv&iacute;duos delinquentes expressam mais  dificuldade na regula&ccedil;&atilde;o das suas emo&ccedil;&otilde;es, o que por sua vez dificulta o seu processamento emocional, tendo como  consequ&ecirc;ncia comportamentos externalizantes.</p>     <p>Nesta linha, Winters, Clift e Dutton (2004), mostram que a viol&ecirc;ncia conjugal pode ser vista como uma forma grave de  disfun&ccedil;&atilde;o relacional, estando a intelig&ecirc;ncia emocional negativamente relacionada com esta problem&aacute;tica, bem como os  agressores expressam maior incapacidade em verbalizar de forma construtiva sentimentos, pensamentos e emo&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tamb&eacute;m no campo do abuso sexual, Howells, Day e Wright (2004) evidenciam que os estados emocionais e afetivos dos abusadores assumem um  papel importante, nomeadamente como antecedente deste tipo de agress&otilde;es. Diversos autores referem os abusadores sexuais como sujeitos  incapazes de reconhecer e identificar emo&ccedil;&otilde;es em si e nos outros (Gillespie, Mitchell, Fisher, &amp; Beech, 2012; Hudson et al.,  1993; Marshall, Hudson, Jones, &amp; Fernandez, 1995; Moriarty, Stough, Tidmarsh, Eger, &amp; Dennison, 2001; Puglia, Stough, Carter, &amp; Joseph,  2005; Savitsky &amp; Czyzewsky, 1978).</p>     <p>Contudo, Puglia et al. (2005) sugerem que os abusadores sexuais em geral s&atilde;o capazes de percecionar as emo&ccedil;&otilde;es e t&ecirc;m  capacidade emp&aacute;tica, manifestando-se d&eacute;fices de empatia e perce&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es apenas com as suas  v&iacute;timas.</p>     <p>Literatura que relacione as emo&ccedil;&otilde;es com o homic&iacute;dio parece ser escassa e no que respeita ao abuso sexual e viol&ecirc;ncia  conjugal, o papel das emo&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; consistente. Assim, neste trabalho ir&aacute; analisar-se se as dimens&otilde;es da  intelig&ecirc;ncia emocional variam em fun&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s tipos de crimes.</p>     <p>De acordo com o que se acabou de enunciar, coloca-se uma primeira hip&oacute;tese: &ldquo;existem diferen&ccedil;as significativas na  coes&atilde;o, na flexibilidade familiar e no r&aacute;cio total do funcionamento familiar entre os sujeitos condenados pelos tr&ecirc;s tipos de  crimes&rdquo;. No que diz respeito &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a comunica&ccedil;&atilde;o familiar e o tipo de crime, coloca-se uma  segunda hip&oacute;tese: &ldquo;espera-se que existam diferen&ccedil;as significativas na comunica&ccedil;&atilde;o entre os sujeitos condenados  pelos crimes de abuso sexual, viol&ecirc;ncia conjugal e homic&iacute;dio&rdquo;. Espera-se que a comunica&ccedil;&atilde;o familiar seja menor nos  sujeitos condenados por abuso sexual em compara&ccedil;&atilde;o com os outros dois tipos de crime. Relativamente ao autocontrolo e ao tipo de  crime, prop&otilde;e-se uma terceira hip&oacute;tese: &ldquo;espera-se que existam diferen&ccedil;as significativas no autocontrolo entre os  sujeitos condenados pelos crimes de abuso sexual, viol&ecirc;ncia conjugal e homic&iacute;dio. Espera-se que o autocontrolo seja mais elevado nos  sujeitos condenados por abuso sexual&rdquo;. Por fim, no que diz respeito &agrave; intelig&ecirc;ncia emocional e ao tipo de crime, coloca-se a  quarta hip&oacute;tese: &ldquo;existem diferen&ccedil;as significativas na intelig&ecirc;ncia emocional entre os sujeitos condenados pelos crimes  de abuso sexual, viol&ecirc;ncia conjugal e homic&iacute;dio. Espera-se que a intelig&ecirc;ncia emocional seja menor nos sujeitos condenados por  abuso sexual&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>O estudo &eacute; constitu&iacute;do por 92 participantes, do sexo masculino e com idades compreendidas entre os 20 e os 73 anos  (<i>M</i>=39.82; <i>DP</i>=11.204). Os participantes s&atilde;o reclusos num Estabelecimento Prisional pertencente ao distrito judicial de Lisboa e  distribu&iacute;ram-se por 3 grupos de sujeitos condenados pelo tipo de crime: abuso sexual de menores (<i>N</i>=30); viol&ecirc;ncia conjugal  (<i>N</i>=32) e homic&iacute;dio (<i>N</i>=30). A percentagem de sujeitos condenados por abuso sexual de menores &eacute; de 32.6%, a percentagem  de sujeitos condenados por viol&ecirc;ncia conjugal &eacute; de 34.8% (todos os partici -pantes foram condenados por agress&otilde;es &agrave;  esposa, companheira ou namorada) e a percentagem de sujeitos condenados por homic&iacute;dio &eacute; de 32.6% (todos os participantes foram  condenados por homic&iacute;dio volunt&aacute;rio).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao estado civil dos participantes, pode observar-se que a maioria dos sujeitos apresenta como estado civil solteiro  (47.8%), seguidos de 15.2% casados, 14.1% em uni&atilde;o de facto, 21.7% divorciados/separados e por fim, 1.1% vi&uacute;vo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <a href="#t1">Tabela 1</a> permite observar que as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos participantes nos tr&ecirc;s tipos de  crimes variam maioritariamente entre o 4&ordm; e o 9&ordm; ano de escolaridade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a06t1.jpg" width="580" height="185"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <P>Quanto &agrave;s profiss&otilde;es, segundo a Classifica&ccedil;&atilde;o Nacional das Profiss&otilde;es (CNP), 28.3% pertencem &agrave;  categoria de oper&aacute;rios, art&iacute;fices e trabalhadores similares, 22.8% s&atilde;o trabalhadores n&atilde;o qualificados, 13% s&atilde;o  pessoal de servi&ccedil;os e vendedores, 9.8% s&atilde;o estudantes, 7.6% s&atilde;o estudantes, 4.3% s&atilde;o pessoal administrativo e  similares, 3.3% s&atilde;o operadores de instala&ccedil;&otilde;es e m&aacute;quinas e trabalhadores de montagem, 3.3% s&atilde;o agricultores e  trabalhadores qualificados da agricultura e pesca, 3.3% s&atilde;o t&eacute;cnicos e profissionais de n&iacute;vel interm&eacute;dio, 3.3%  s&atilde;o especialistas das profiss&otilde;es intelectuais e cient&iacute;ficas, e por fim, 1.1% pertencem aos quadros superiores da  administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, dirigentes e quadros superiores de empresas.</p>     <p>Tendo em conta o enorme intervalo de idades entre os sujeitos considerou-se pertinente dividir os participantes em tr&ecirc;s grupos  et&aacute;rios (um primeiro grupo at&eacute; aos 30 anos, um segundo grupo entre os 30 e os 40 anos e um terceiro grupo dos 40 aos 73 anos), com o  objectivo de analisar se existiam diferen&ccedil;as significativas entre estes 3 grupos relativamente &agrave;s vari&aacute;veis em an&aacute;lise  (funcionamento familiar, autocontrolo e as dimens&otilde;es da intelig&ecirc;ncia emocional). Para tal, realizou-se Anovas One Way e n&atilde;o  foram observadas diferen&ccedil;as significativas entre os 3 grupos et&aacute;rios em nenhuma das vari&aacute;veis analisadas.</p>     <p>Na an&aacute;lise dos tr&ecirc;s tipos de crimes importa referir que todos eles englobam tanto os contextos intra-familiares como  extra-familiares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Funcionamento Familiar (FACES IV)</i>. O objetivo desta escala &eacute; estudar os tipos de funcionamento familiar, dentro de  quatro componentes: coes&atilde;o, flexibilidade, comunica&ccedil;&atilde;o (Olson, 2000, 2011). Esta escala encontra-se em fase de  valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Gomes, Peixoto e Gouveia-Pereira (in press). A escala &eacute;  constitu&iacute;da por 52 itens, sendo que 42 destes itens dizem respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es da coes&atilde;o  familiar (e.g.,&ldquo;Os membros da minha fam&iacute;lia sentem-se muito pr&oacute;ximos uns dos outros.&rdquo;) e da flexibilidade familiar (e.g.,  &ldquo;&Eacute; dif&iacute;cil saber quem &eacute; o l&iacute;der da nossa fam&iacute;lia.&rdquo;). Para al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o do  Modelo Circumplexo analisamos igualmente a dimens&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o (e.g., &ldquo;Os membros da minha fam&iacute;lia s&atilde;o  muito bons ouvintes.&rdquo;).</p>     <p>Numa an&aacute;lise das qualidades psicom&eacute;tricas, no r&aacute;cio de coes&atilde;o familiar (<i>M</i>=1.54; <i>DP</i>=.43) encontrou-se  um alfa de Cronbach=.95, ou seja bastante elevado. No r&aacute;cio da flexibilidade familiar obteve.se <i>M</i>=1.38; <i>DP</i>=.34 e um alfa de  Cronbach=.97 tamb&eacute;m muito elevado. Por fim, para o r&aacute;cio total de funcionamento familiar obteve-se <i>M</i>=1.53; <i>DP</i>=.36 e um  alfa de Cronbach=.83. Na dimens&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o (<i>M</i>=3.84; <i>DP</i>=.71), verificou-se um alfa de Cronbach=.94.</p>     <p>Olson (2011) apresenta v&aacute;rias formas de codificar os dados obtidos atrav&eacute;s da escala FACES IV sugerindo a  transforma&ccedil;&atilde;o dos dados em valores de percentil ou em r&aacute;cios. Neste trabalho optou-se pela an&aacute;lise atrav&eacute;s dos  r&aacute;cios. Assim, torna-se poss&iacute;vel a obten&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s r&aacute;cios (r&aacute;cio de coes&atilde;o familiar,  r&aacute;cio de flexibilidade familiar e r&aacute;cio de funcionamento familiar), atrav&eacute;s das f&oacute;rmulas apresentadas na  <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a06f1.jpg" width="579" height="136"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Neste estudo, os participantes responderam relativamente &agrave; sua fam&iacute;lia atual.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Escala de Autocontrolo</i>. Esta escala foi originalmente desenvolvida por Gottfredson e Hirschi (1990), no &acirc;mbito da Teoria Geral do  Crime e a sua valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa foi realizada por Fonseca (2002a). &Eacute; constitu&iacute;da por  24 itens (e.g., &ldquo;Evito coisas que s&atilde;o dif&iacute;ceis&rdquo;), em que valores mais elevados correspondem a n&iacute;veis/capacidades  de autocontrolo mais baixos e vice-versa. De forma a fornecer uma melhor interpreta&ccedil;&atilde;o, a presente escala foi invertida, onde valores  mais elevados remetem para a presen&ccedil;a de maiores n&iacute;veis de autocontrolo. A escala demonstra um bom n&iacute;vel de consist&ecirc;ncia  interna (alfa de Cronbach=.87) e <i>M</i>=50.18 e o <i>DP</i>=10.348.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio de Compet&ecirc;ncias Emocionais</i>. Este question&aacute;rio foi desenvolvido por Taksic (2000) e adaptado ao contexto  portugu&ecirc;s por Santos e Faria (2005). Foi realizado a partir do original <i>Emotional Skills and Competence Questionnaire</i> (ESCQ) e tem por  base o modelo te&oacute;rico de Mayer e Salovey (1997). O question&aacute;rio &eacute; constitu&iacute;do por 45 itens, sendo composto por  tr&ecirc;s dimens&otilde;es ou subescalas: <i>Percep&ccedil;&atilde;o Emocional</i> (15 itens) (e.g., &ldquo;Quando algu&eacute;m me elogia,  trabalho com maior entusiasmo&rdquo;), obtendo-se <i>M</i>=3.71; <i>DP</i>=.52 e um alfa de Cronbach=.80; <i>Express&atilde;o Emocional</i> (14  itens) (ex.: &ldquo;Consigo exprimir os meus sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es em palavras&rdquo;) e obteve-se <i>M</i>=3.73; <i>DP</i>=.57 e um  alfa de Cronbach=.85 e <i>Capacidade para lidar com a Emo&ccedil;&atilde;o</i> (16 itens) (ex.: &ldquo;Quando vejo como algu&eacute;m se sente,  geralmente sei o que lhe aconteceu&rdquo;) (<i>M</i>=3.51; <i>DP</i>=.57), obtendo-se um alfa de Cronbach=.85.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Uma vez que os dados foram recolhidos em contexto prisional obtivemos autoriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via pela Dire&ccedil;&atilde;o Geral  de Reinser&ccedil;&atilde;o e Servi&ccedil;os Prisionais. Recorreu-se a uma sele&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos condenados pelas tipologias  de crimes: abuso sexual de menores, viol&ecirc;ncia conjugal e homic&iacute;dio. Seguidamente obteve-se o consentimento informado por parte dos  sujeitos.</p>     <p>A recolha de dados foi feita pelos investigadores e realizada em contexto de gabinete e individualmente.</p>     <p>Os participantes foram esclarecidos acerca do facto da participa&ccedil;&atilde;o ser totalmente an&oacute;nima e confidencial, bem como tinham  a op&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o participar ou mesmo de desistir.</p>     <p>O preenchimento das escalas levou aproximadamente 30/45 minutos. No final foram esclarecidas as d&uacute;vidas que possam ter surgido e  agradeceu-se a disponibilidade e participa&ccedil;&atilde;o no estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Funcionamento familiar e tipo de crime</i></p>     <p>Relativamente &agrave; primeira hip&oacute;tese foram realizadas Anovas One-way, para os r&aacute;cios da coes&atilde;o, flexibilidade e  funcionamento familiar. Em rela&ccedil;&atilde;o ao tipo de crime, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas  no r&aacute;cio total do funcionamento familiar (F<sub>(2:92)</sub>=1.242; <i>p</i>=<i>ns</i>), no r&aacute;cio da coes&atilde;o familiar  (<i>F</i><sub>(2:92)</sub>=.675; <i>p=ns</i>) e no r&aacute;cio da flexibilidade familiar (<i>F</i><sub>(2:92)</sub>=1.820; <i>p</i>=<i>ns</i>).  Assim, o funcionamento familiar n&atilde;o varia em fun&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s tipo de crime.</p>     <p>No que respeita &agrave; segunda hip&oacute;tese, constatou-se que relativamente &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o familiar foram observadas  diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os tr&ecirc;s tipos de crime (<i>F</i><sub>(2,92)</sub>=3.72; <i>p</i>=.028).</p>     <p>Seguidamente, realizou-se o teste Post-hoc Tukey e os resultados mostram que existem apenas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas  entre os sujeitos que praticaram o crime de abuso sexual (<i>p</i>=.036) e os sujeitos que praticaram o crime de homic&iacute;dio. Os sujeitos que  cometeram o crime de abuso sexual t&ecirc;m a perce&ccedil;&atilde;o de que a qualidade da comunica&ccedil;&atilde;o nas suas fam&iacute;lias  &eacute; inferior &agrave; perce&ccedil;&atilde;o dos sujeitos condenados pelo crime de homic&iacute;dio (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a06f2.jpg" width="578" height="354"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Autocontrolo e tipo de crime</i></p>     <p>Relativamente &agrave; terceira hip&oacute;tese sobre o autocontrolo verificaram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas em  un&ccedil;&atilde;o do tipo de crimes (<i>F</i><sub>(2:92)</sub>=10.545, <i>p</i>&lt;.001). O teste Post-hoc Tukey permitiu observar que existem  diferen&ccedil;as no autocontrolo entre os sujeitos que praticaram o crime de abuso sexual (<i>M</i>=53.80; <i>DP</i>=7.81; <i>p</i>&lt;.001) e os  sujeitos que praticaram o crime de homic&iacute;dio (<i>M</i>=43.73, <i>DP</i>=11.60), bem como entre os sujeitos que praticaram o crime de  viol&ecirc;ncia conjugal (<i>M</i>=52.84; <i>DP</i>=8.44; <i>p</i>=.001) (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a06f3.jpg" width="580" height="378"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Assim, os sujeitos que cometeram o crime de abuso sexual apresentam maiores n&iacute;veis de autocontrolo em compara&ccedil;&atilde;o com os  sujeitos que cometeram o crime de homic&iacute;dio e viol&ecirc;ncia conjugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Intelig&ecirc;ncia emocional e tipo de crime</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para responder &agrave; quarta hip&oacute;tese realizou-se igualmente uma Anova One-way, no sentido de verificar se existem diferen&ccedil;as  significativas para cada dimens&atilde;o da intelig&ecirc;ncia emocional em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de crime.</p>     <p>Os resultados mostram que existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas a n&iacute;vel da express&atilde;o emocional  (<i>F</i><sub>(2:92)</sub>=3.312; <i>p</i>=.041) e da capacidade para lidar com a emo&ccedil;&atilde;o (<i>F</i><sub>(2:92)</sub>=4.722;  <i>p</i>=.011). No entanto, relativamente &agrave; dimens&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o emocional n&atilde;o se verificam diferen&ccedil;as  estatisticamente significativas (<i>F</i><sub>(2:92)</sub>=.679; <i>p</i>=<i>ns</i>) nos tr&ecirc;s tipos de crime.</p>     <p>De modo a verificar-se em que tipo de crimes existem as diferen&ccedil;as foi realizado o teste Post-hoc Tukey. Relativamente &agrave;  dimens&atilde;o da express&atilde;o emocional foram encontradas diferen&ccedil;as significativas entre os sujeitos condenados por abuso sexual  (<i>M</i>=3.52; <i>DP</i>=.62; <i>p</i>=.047) e os sujeitos condenados por viol&ecirc;ncia conjugal (<i>M</i>=3.86; <i>DP</i>=.54)  (<a href="#f4">Figura 4</a>). Assim, observou-se que os abusadores sexuais s&atilde;o aqueles com menor express&atilde;o emocional, ao  contr&aacute;rio dos homicidas que apresentam os valores mais elevados nesta dimens&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a06f4.jpg" width="578" height="372"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que diz respeito &agrave; dimens&atilde;o capacidade para lidar com a emo&ccedil;&atilde;o, observou-se diferen&ccedil;as estatisticamente  significativas entre os sujeitos que cometeram o crime de abuso sexual (<i>M</i>=3.26; <i>DP</i>=.64; <i>p</i>=.014) e os sujeitos que cometeram o  crime de viol&ecirc;ncia conjugal (<i>M</i>=3.66; <i>DP</i>=.48) e entre os sujeitos que cometeram o crime de abuso sexual e os sujeitos que  cometeram o crime de homic&iacute;dio (<i>M</i>=3.60; <i>DP</i>=.50; <i>p</i>=.05) (<a href="#f5">Figura 5</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f5"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a06f5.jpg" width="577" height="332"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Verificou-se que os participantes condenados por abuso sexual s&atilde;o aqueles com menor capacidade para lidar com as emo&ccedil;&otilde;es,  ao contr&aacute;rio dos condenados por viol&ecirc;ncia conjugal que s&atilde;o os que possuem mais esta capacidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Funcionamento e comunica&ccedil;&atilde;o familiar e tipo de crime</i></p>     <p>Apesar do modelo Circumplexo tamb&eacute;m avaliar o funcionamento marital/conjugal, neste estudo analisou-se apenas o funcionamento dos  sistemas familiares.</p>     <p>Os presentes resultados mostram que os participantes dos 3 tipos de crimes n&atilde;o percecionam diferen&ccedil;as no r&aacute;cio do  funcionamento familiar, na coes&atilde;o e na flexibilidade familiar, tal como foi operacionalizada por Olson (2011). Assim, na coes&atilde;o  familiar, os resultados n&atilde;o s&atilde;o concordantes com os de Bishof et al. (1992), no sentido em que estes autores encontraram maior  coes&atilde;o nas fam&iacute;lias de abusadores sexuais quando comparadas com as fam&iacute;lias de agressores n&atilde;o sexuais. Ora, os  resultados mostram que os abusadores sexuais n&atilde;o percecionam mais coes&atilde;o familiar quando comparados com os outros dois grupos de  participantes (agressores n&atilde;o sexuais).</p>     <p>No que respeita &agrave; dimens&atilde;o da flexibilidade familiar, os resultados v&atilde;o ao encontro do estudo de Bishof, Stith e Whitney  (1995), uma vez que os autores tamb&eacute;m n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as na flexibilidade familiar entre as fam&iacute;lias de  abusadores sexuais e as fam&iacute;lias de agressores n&atilde;o sexuais. Contudo, estes resultados s&atilde;o discordantes dos resultados de  Monastersky e Smith (1985), uma vez que encontraram diferen&ccedil;as nas fam&iacute;lias de abusadores sexuais, sendo estas descritas como  r&iacute;gidas e ca&oacute;ticas, quando comparadas com fam&iacute;lias de agressores n&atilde;o sexuais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de se saber que a falta de la&ccedil;os emocionais familiares e a falta de compet&ecirc;ncias educativas dos pais pode conduzir a  d&eacute;fices no processo de socializa&ccedil;&atilde;o (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990; Hirschi, 2004), bem como a disfuncionalidade familiar  ser um preditor do comportamento criminoso e de delinqu&ecirc;ncia (Glueck &amp; Glueck, 1950; Laub &amp; Sampson, 1993), uma hip&oacute;tese  explicativa para a discrep&acirc;ncia dos resultados deste estudo, pode ser devido ao facto dos participantes se encontrarem privados da sua  liberdade e estarem condenados por crimes de elevada gravidade. Estes s&atilde;o fatores que podem ter introduzido mudan&ccedil;as nas  din&acirc;micas familiares, bem como diminu&iacute;do os contactos com a fam&iacute;lia e que poder&atilde;o ter alterado a percep&ccedil;&atilde;o  sobre o seu funcionamento familiar.</p>     <p>Al&eacute;m disso, &eacute; igualmente importante referir que a literatura, que relaciona os sistemas familiares e o crime, compara  popula&ccedil;&otilde;es de jovens agressores sexuais com popula&ccedil;&otilde;es de jovens agressores n&atilde;o sexuais (e.g., homic&iacute;dio,  roubos, assalto agravado) (e.g., Bischof et al., 1992; Bischof et al., 1995; Stith &amp; Bischof, 1996), existindo escassez de estudos que se  centrem na popula&ccedil;&atilde;o adulta, tal como no nosso estudo. Assim, a primeira hip&oacute;tese n&atilde;o se confirmou.</p>     <p>No que respeita &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o familiar observou-se que os sujeitos condenados por abuso sexual percepcionaram a qualidade  da comunica&ccedil;&atilde;o nas suas fam&iacute;lias (escuta ativa, considera&ccedil;&atilde;o e o respeito entre os v&aacute;rios membros da  fam&iacute;lia) mais baixa do que os sujeitos que cometeram o homic&iacute;dio. Os resultados v&atilde;o ao encontro de diversos estudos (e.g.,  Walsh, Beyer, &amp; Petee, 1987, citados por Blaske et al., 1989; Stith &amp; Bishof, 1996), em que conclu&iacute;ram que as fam&iacute;lias de  abusadores sexuais apresentavam baixos n&iacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o. A segunda hip&oacute;tese foi assim confirmada.</p>     <p>Importa ainda ressalvar, que por n&atilde;o ter sido poss&iacute;vel reunir informa&ccedil;&atilde;o que diz respeito &agrave;  diferencia&ccedil;&atilde;o dos dois tipos de abusadores sexuais (intrafamiliar e extrafamiliar), os resultados e as suas incongru&ecirc;ncias  podem ter sido condicionados, na medida em que os ambientes de atua&ccedil;&atilde;o s&atilde;o diferentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Autocontrolo e tipo de crime</i></p>     <p>Os resultados sobre o autocontrolo e os tr&ecirc;s tipos de crimes mostraram tamb&eacute;m que os abusadores sexuais apresentaram maiores  n&iacute;veis de autocontrolo que os restantes agressores. Estes resultados parecem apontar para que os abusadores sexuais sejam menos impulsivos  do que os restantes agressores (n&atilde;o sexuais). Assim, podem ser explicados &agrave; luz da teoria do autocontrolo (Hirschi &amp; Gottfredson,  2003), i.e., os indiv&iacute;duos n&atilde;o agem impulsivamente, confirmando o que Kaufman et al. (1998) e Marshall e Christie (1981) referem, no  sentido de que alguns abusadores sexuais utilizam estrat&eacute;gias de sedu&ccedil;&atilde;o com as v&iacute;timas, tendo como objetivo  pseudo-constru&iacute;rem rela&ccedil;&otilde;es de confian&ccedil;a e de afeto. De facto, o ciclo do abuso sexual, muitas vezes, passa por uma  fase de planeamento e prepara&ccedil;&atilde;o, podendo mesmo n&atilde;o cometer o crime (Fisher, 2003), significando deste modo que estes  agressores s&atilde;o capazes de adiar a gratifica&ccedil;&atilde;o imediata, revelando capacidade de autocontrolo (Gottfredson &amp; Hirschi,  1990; Hirschi, 2004).</p>     <p>Al&eacute;m disso, os resultados do estudo apontam na mesma dire&ccedil;&atilde;o dos pressupostos de alguns autores (e.g., Hanson, Scott, &amp;  Steffy, 1995; Kruttschnitt, Uggen, &amp; Shelton, 2000; Woodworth &amp; Porter, 2002), em que defendem que as motiva&ccedil;&otilde;es para cometer  o crime s&atilde;o diferentes nos abusadores sexuais quando comparados com os restantes agressores (n&atilde;o sexuais). No entanto, os resultados  do presente estudo contradizem os de Cleary (2004) uma vez que n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as significativas a n&iacute;vel do  autocontrolo em abusadores sexuais e agressores n&atilde;o sexuais. Deste modo, a terceira hip&oacute;tese foi assim confirmada.</p>     <p>De facto, a maioria das investiga&ccedil;&otilde;es sugere que os abusadores sexuais, distinguem-se do resto da popula&ccedil;&atilde;o  criminal, na medida em que s&atilde;o descritos, muitas vezes, como passivos e n&atilde;o violentos com as suas v&iacute;timas (West, 1983). Estes  estilos inibit&oacute;rios s&atilde;o discordantes do estilo agressivo associado a outros crimes pelas teorias da criminalidade (e.g., Gottfredson  &amp; Hirschi, 1990). Os resultados do presente estudo, ao mostrarem que os abusadores sexuais apresentam o autocontrolo mais elevado que os  participantes que cometeram o homic&iacute;dio e a viol&ecirc;ncia conjugal, questionam de alguma maneira o pressuposto de que a estreita  rela&ccedil;&atilde;o entre o baixo autocontrolo e as oportunidades para se cometer o crime, possam constituir a chave para a sua ocorr&ecirc;ncia  (Kruttschnitt et al., 2000).</p>     <p>Pode-se assim afirmar, que apesar do papel central do autocontrolo na ocorr&ecirc;ncia dos crimes (Gottfredson &amp; Hirschi, 1990), estes  crimes t&ecirc;m sempre subjacente a intera&ccedil;&atilde;o de factores individuais, relacionais e sociais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Intelig&ecirc;ncia emocional e tipo de crime</i></p>     <p>Os resultados sobre a intelig&ecirc;ncia emocional e os tipos de crimes, mostraram que os participantes condenados por abuso sexual s&atilde;o  aqueles que apresentam menor intelig&ecirc;ncia emocional e maiores dificuldades na express&atilde;o emocional em compara&ccedil;&atilde;o com os  participantes que cometeram a viol&ecirc;ncia conjugal, bem como na capacidade para lidar com as emo&ccedil;&otilde;es quando comparados com os  homicidas e com os agressores de viol&ecirc;ncia conjugal. Corrobora-se assim a quarta e &uacute;ltima hip&oacute;tese.</p>     <p>No geral, os resultados confirmam os resultados dos estudos realizados por Gillespie et al. (2012), Hudson et al. (1993), Moriarty et al.  (2001), Ross e Fontao (2006) e Savitsky e Czyzewsky (1978), na medida em que existem diferen&ccedil;as no funcionamento e regula&ccedil;&atilde;o  emocional entre criminosos sexuais e criminosos n&atilde;o sexuais. Os abusadores sexuais demonstram, no geral, uma intelig&ecirc;ncia emocional  mais reduzida e apresentam menos capacidade para moderar os seus estados de humor negativos e prolongar os positivos.</p>     <p>Tamb&eacute;m relativamente &agrave; express&atilde;o emocional, os resultados evidenciam que os abusadores sexuais possuem menor  express&atilde;o emocional que os outros dois grupos de crimes.</p>     <p>Verificaram-se igualmente diferen&ccedil;as significativas entre os tr&ecirc;s tipos de crimes no modo como faziam a sua gest&atilde;o  emocional, sendo os abusadores sexuais aqueles que apresentaram menor capacidade para lidar com as emo&ccedil;&otilde;es. Estas evid&ecirc;ncias  s&atilde;o discordantes com o estudo de Puglia et al. (2005), em que verificaram que os agressores sexuais e os agressores n&atilde;o sexuais  n&atilde;o apresentavam diferen&ccedil;as na gest&atilde;o emocional.</p>     <p>Contudo, relativamente &agrave; perce&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es os resultados deste estudo n&atilde;o evidenciaram  diferen&ccedil;as entre os tr&ecirc;s tipos de crimes analisados neste trabalho. Estes resultados s&atilde;o discordantes, quer dos resultados do  estudo de Hudson et al. (1993) que verificaram que os abusadores sexuais tinham mais dificuldade no reconhecimento das emo&ccedil;&otilde;es, quer  com os resultados de Puglia et al. (2005), em que os abusadores sexuais exibiram maior percep&ccedil;&atilde;o emocional quando comparados com  outros agressores (n&atilde;o sexuais). A discrep&acirc;ncia de resultados entre as emo&ccedil;&otilde;es e os comportamentos criminosos  pressup&otilde;e a pertin&ecirc;ncia de se continuarem investiga&ccedil;&otilde;es que permitam tornar mais claro e rela&ccedil;&atilde;o entre o  campo emocional e os crimes.</p>     <p>Em jeito de conclus&atilde;o, releva-se a import&acirc;ncia deste estudo ter sido realizado com agressores adultos e em contexto prisional, ao  contr&aacute;rio da maioria dos estudos. Por outro lado, e apesar das especificidades e idiossincrasias do tipo de crime, parece importante o  desenvolvimento de estudos emp&iacute;ricos que permitam a compara&ccedil;&atilde;o de algumas vari&aacute;veis e mais do que um tipo de crime.  Al&eacute;m disso, releva-se igualmente a an&aacute;lise de vari&aacute;veis individuais e relacionais, na medida em que se acredita que a  intera&ccedil;&atilde;o destas vari&aacute;veis pode contribuir para uma melhor compreens&atilde;o deste tipo de crimes e, deste modo, encontrar  melhores solu&ccedil;&otilde;es no sentido da sua preven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Acrescenta-se ainda que relativamente aos tr&ecirc;s tipos de crimes os abusadores sexuais s&atilde;o aqueles que apresentam um padr&atilde;o de  resultados mais diferenciador quando comparado com os crimes de homic&iacute;dio e de viol&ecirc;ncia conjugal. Os abusadores sexuais apresentaram  maiores d&eacute;fices na comunica&ccedil;&atilde;o familiar e na intelig&ecirc;ncia emocional em rela&ccedil;&atilde;o aos outros sujeitos, e por  outro lado, s&atilde;o aqueles com um maior autocontrolo nos seus comportamentos, ao contr&aacute;rio dos criminosos por homic&iacute;dio e de  viol&ecirc;ncia conjugal, mostrando que o d&eacute;fice de autocontrolo n&atilde;o tem o mesmo impacto em qualquer crime.</p>     <p>Assim, quando se fala de crimes &eacute; fundamental ter em considera&ccedil;&atilde;o a sua m&uacute;ltipla variedade de causas e  consequ&ecirc;ncias, n&atilde;o s&oacute; ao n&iacute;vel das v&iacute;timas, como tamb&eacute;m &eacute; igualmente importante a an&aacute;lise do  ponto de vista dos agressores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sugere-se que em estudos futuros se analise se os criminosos t&ecirc;m condena&ccedil;&otilde;es anteriores e se estas influenciam a  realiza&ccedil;&atilde;o do crime.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Alba, L. R., Sol&iacute;s, L., &amp; Buen, N. (2012). <i>Indicadores de v&iacute;ctimas visibles e invisibles de homicidio</i>.  M&eacute;xico: M&eacute;xico Eval&uacute;a, Centro de An&aacute;lisis de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas, A.C.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031109&pid=S0870-8231201700030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Alberto, I. (2010). <i>Maltrato e trauma na inf&acirc;ncia</i>. Coimbra: Edi&ccedil;&otilde;es Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031111&pid=S0870-8231201700030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Antoni, C., Barone, L., &amp; Koller, S. (2007). Indicadores de risco e de prote&ccedil;&atilde;o em fam&iacute;lias fisicamente abusivas.  <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 23</i>, 125-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031113&pid=S0870-8231201700030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Arneklev, B., Elis, L., &amp; Medlicott, S. (2006). Testing the general theory of crime: Comparing the effects of &ldquo;imprudent  behavior&rdquo; and an attitudinal indicator of &ldquo;low self-control&rdquo;. <i>Western Criminology Review, 7</i>(3), 41-55.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bischof, G., Stith, S., &amp; Wilson, S. (1992). A comparison of the family systems of adolescent sexual offenders and nonsexual offending  delinquents. <i>Family Relations, 41</i>, 318-323.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031116&pid=S0870-8231201700030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bischof, G., Stith, S., &amp; Whitney, M. (1995). Family environments of adolescent sex offenders and other juvenile delinquents.  <i>Adolescence, 30</i>(117), 157-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031118&pid=S0870-8231201700030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blaske, D., Borduin, C., Mann, B., &amp; Henggeler, S. (1989). Individual, family and peer characteristics of adolescent sex offenders and  assaultive offenders. <i>Developmental Psychology, 25</i>, 846-855.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031120&pid=S0870-8231201700030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Born, M. (2005). <i>Psicologia da delinqu&ecirc;ncia</i>. Lisboa: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031122&pid=S0870-8231201700030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Botelho, M., &amp; Gon&ccedil;alves, R. (2016). Why do people kill? A critical review of the literature on factors associated with homicide.  <i>Agression and violent behavior, 26</i>, 9-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031124&pid=S0870-8231201700030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cleary, S. (2004). <i>Sex-offenders and self-control. Explaining sexual violence</i>. New York: LFB Scholarly Publishing LLC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031126&pid=S0870-8231201700030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>C&oacute;digo Penal e C&oacute;digo de Processo Penal. Porto: Almeida e Leit&atilde;o, Lda.</p>     <!-- ref --><p>Cusson, M., Beaulieu, F., &amp; Cusson, F. (2008). Os homic&iacute;dios. In M. Le Blanc, M. Quimet, &amp; D. Szabo (Eds.), <i>Tratado de  criminologia emp&iacute;rica</i> (1&ordf; ed., pp. 229-267). Lisboa: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031129&pid=S0870-8231201700030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Darby, P., Allan, W., Kashani, J., Hartke, K., &amp; Reid, J. (1998). Analysis of 112 juveniles who committed homicide: Characteristics and a  closer look at family abuse. <i>Journal of family violence, 13</i>, 365-375.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031131&pid=S0870-8231201700030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Finkelhor, D. (1990). <i>Sourcebook on child sexual abuse</i>. Thousand Oaks, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031133&pid=S0870-8231201700030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fisher, D. (2003). Adult sex offenders. Who are they? Why and how do they do it?. In T. Morrison, M. Erooga, &amp; R. Beckett (Eds.),  <i>Sexual offending against children. Assessment and treatment of male abusers</i> (pp. 1-24). London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031135&pid=S0870-8231201700030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fonseca, A. (2002a). Uma escala de autocontrolo: Dados preliminares para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. <i>Psychologica, 30</i>,  193-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031137&pid=S0870-8231201700030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fonseca, A. (2002b). <i>Comportamento anti-social e fam&iacute;lia. Uma abordagem cient&iacute;fica</i>. Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031139&pid=S0870-8231201700030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Freitas, F. (2003). Abuso sexual de menores. In L. Fonseca, C. Soares, &amp; J. M. Vaz (Eds.), <i>A sexologia. Perspetiva multidisciplinar  II</i> (pp. 229-242). Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031141&pid=S0870-8231201700030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gillespie, S., Mitchell, I., Fisher, D., &amp; Beech, A. (2012). Treating disturbed emotional regulation in sexual offenders: The potential  applications of mindful self-regulation and controlled breathing techniques. <i>Aggression and Violent Behavior, 17</i>, 333-343.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031143&pid=S0870-8231201700030000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Glueck, S., &amp; Glueck, E. (1950). <i>Unraveling juvenile delinquence</i>. Cambridge, Mass: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031145&pid=S0870-8231201700030000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Goleman, D. (1999). <i>Intelig&ecirc;ncia emocional</i>. Lisboa: Temas e Debates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031147&pid=S0870-8231201700030000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomes, H., &amp; Gouveia-Pereira, M. (2014). Funcionamento familiar e delinqu&ecirc;ncia juvenil: A media&ccedil;&atilde;o do autocontrolo.  <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXXII</i>, 439-451. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://dx.doi.org/10.14417/ap.958" target="_blank">http://dx.doi.org/10.14417/ap.958</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031149&pid=S0870-8231201700030000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gomes, H., Peixoto, F., &amp; Gouveia-Pereira, M. (in press). Portuguese validation of the Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale  &ndash; FACES IV. <i>Journal of Family Therapy</i>.</p>     <!-- ref --><p>Gottfredson, M., &amp; Hirschi, T. (1990). <i>A general theory of crime</i>. Stanford: Stanford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031151&pid=S0870-8231201700030000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hanson, R. K., Scott, H., &amp; Steffy, R. A. (1995). A comparison of child molesters and nonsexual criminals: Risk predictors and long-term  recidivism. <i>Journal of Research in Crime and Delinquency, 32</i>, 325-337.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031153&pid=S0870-8231201700030000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hirschi, T. (2004). Self-control and crime. In R. Baumeister &amp; K. Vohs (Eds.), <i>Handbook of self-regulation: Research, theory and  applications</i> (pp. 537-552). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031155&pid=S0870-8231201700030000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hirschi, T., &amp; Gottfredson, M. (2003). The Generality of deviance. In E. McLaughlin, J. Muncie, &amp; G. Hughes (Eds.), <i>Criminological  perspectives, essential readings</i> (pp. 151-159). London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031157&pid=S0870-8231201700030000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hoff, L. A. (1994). <i>Violence issues. An interdisciplinary curriculum guide for professionals</i>. Ottawa: Health Canada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031159&pid=S0870-8231201700030000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Howells, K., Day, A., &amp; Wright, S. (2004). Affect, emotions and sex offending. <i>Psychology, Crime &amp; Law, 10</i>, 179-195.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031161&pid=S0870-8231201700030000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hudson, S. M., Marshall, W. L., Wales, D., Mcdonald, E., Bakker, L.W., &amp; McLean, A. (1993). Emotional recognition skills of sex  offenders. <i>Annals of Sex Research, 6</i>, 199-211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031163&pid=S0870-8231201700030000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kaufman, K. L., Holmberg, J. K., Orts, K. A., McCrady, F. E., Rotzien, A. L., Daleiden, E. L., &amp; Hilliker, D. R. (1998). Factors  influencing sexual offenders modus operandi: An examination of victim-offender relatedness and age. <i>Child Maltreatment, 3</i>, 349-361.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031165&pid=S0870-8231201700030000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Konvalina-Simas, T. (2012). <i>Profiling criminal. Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise comportamental no contexto  investigativo</i>. Lisboa: Rei dos Livros.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031167&pid=S0870-8231201700030000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kruttschnitt, C., Uggen, C., &amp; Shelton, K. (2000). Predictors of desistance among sex offenders: The interaction of formal and informal  social controls. <i>Justice Quarterly, 17</i>, 61-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031169&pid=S0870-8231201700030000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Laub, J., &amp; Sampson, R. (1993). Turning points in the life course: Why change matters to the study of crime. <i>Criminology, 31</i>,  301-325.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031171&pid=S0870-8231201700030000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Longshore, D., Turner, S., &amp; Stein, J. (1996). Self-control in a criminal sample: An examination of construct validity. <i>Criminology,  34</i>, 209-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031173&pid=S0870-8231201700030000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marshall, W. L., &amp; Christie, M. (1981). Pedophilia and agression. <i>Criminal Justice and Behavior, 8</i>, 145-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031175&pid=S0870-8231201700030000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marshall, W. L., Hudson, S. M., Jones, R., &amp; Fernandez, Y. M. (1995). Empathy in sex offenders. <i>Clinical Psychology Review, 5</i>,  99-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031177&pid=S0870-8231201700030000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martin, D., &amp; Boeck, K. (1997). <i>QE: O que &eacute; a intelig&ecirc;ncia emocional</i>. Lisboa: Pergaminho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031179&pid=S0870-8231201700030000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mayer, J. D., &amp; Salovey, P. (1990). Emotional intelligence. <i>Imagination, Cognition and Personality, 9</i>, 185-211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031181&pid=S0870-8231201700030000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mayer, J. D., &amp; Salovey, P. (1997). What is emotional intelligence?. In P. Salovey &amp; D. J. Sluyter (Eds.), <i>Emotional development and  emotional intelligence</i>. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031183&pid=S0870-8231201700030000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Monastersky, C., &amp; Smith, W. (1985). Juvenile sexual offenders: A family systems paradigm. In E. M. Otey &amp; G. D. Ryan (Eds.),  <i>Adolescent sexual offenders. Issues in research and treatment</i> (pp. 164-175). Rockville: MD:USDHHS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031185&pid=S0870-8231201700030000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moriarty, N., Sough, C., Tidmarsh, P., Eger, D., &amp; Dennison, S. (2001). Deficits in emotional intelligence underlying adolescent sex  offending. <i>Journal of Adolescence, 24</i>, 743-751.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031187&pid=S0870-8231201700030000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nye, F. I. (1958). <i>Family relationships and delinquent behavior</i>. New York: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031189&pid=S0870-8231201700030000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olson, D. (2000). Circumplex model of marital and family systems. <i>Journal of Family Therapy, 22</i>, 144-167.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031191&pid=S0870-8231201700030000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olson, D. (2011). FACES IV and the circumplex model: Validation study. <i>Journal of Marital &amp; Family Therapy, 3</i>, 64-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031193&pid=S0870-8231201700030000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olson, D., &amp; Gorall, D. (2003). Circumplex model of marital and family systems. In F. Walsh (Ed.), <i>Normal family processes: Growing  diversity and complexity</i> (3<sup>rd</sup> ed., pp. 514-548). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031195&pid=S0870-8231201700030000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pauwels, L., Weerman, F., Bruinsma, G., &amp; Bernasco, W. (2011). Perceived sanction risk, individual propensity and adolescent offending:  Assessing key findings from the deterrence literature in a Dutch sample. <i>European Journal of Criminology, 8</i>, 386-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031197&pid=S0870-8231201700030000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pratt, T., &amp; Cullen, F. (2000). The empirical status of Gottfredson and Hirschi&rsquo;s general theory of crime: A metaanalysis.  <i>Criminology, 38</i>, 931-964.</p>     <!-- ref --><p>Puglia, M., Stough, C., Carter, J. D., &amp; Joseph, M. (2005). The emotional intelligence of adult sex offenders: Ability based IE assessment.  <i>Journal of sexual aggression, 11</i>, 249-258.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031200&pid=S0870-8231201700030000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ross, T., &amp; Fontao, M. (2006). Self-regulation and emotional experience: Preliminary findings in non-sexual and sexual offenders. <i>Sexual  Offender Treatment, 2</i>(1). Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.sexual-offender-treatment.org/41.html" target="_blank">http://www.sexual-offender-treatment.org/41.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031202&pid=S0870-8231201700030000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Santos, N., &amp; Faria, L. (2005). Intelig&ecirc;ncia emocional: Adapta&ccedil;&atilde;o do Emotional Skills and Competence Questionnaire  (ESCQ) ao contexto portugu&ecirc;s. <i>Revista da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais da UFP, 2</i>, 275-289.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031203&pid=S0870-8231201700030000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Savitsky, J., &amp; Czyzewski, D. (1978). 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Emotional intelligence. <i>Imagination, Cognition and Personality, 9</i>, 185-211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031209&pid=S0870-8231201700030000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stith, S., &amp; Bischof, G. (1996). Communication patterns in families of adolescent sex offenders. In D. D. Cahn &amp; S. A. Lloyd (Eds.),  <i>Family violence from a communication perspective</i> (pp. 108-126). New York: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031211&pid=S0870-8231201700030000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Tak&scaron;ic, V. (2000). <i>Emotional Skills and Competence Questionnaire</i>. Rijeca, Croatia: Edi&ccedil;&atilde;o de Autor.</p>     <!-- ref --><p>Vazsonyi, A., &amp; Huang, L. (2010). Where self-control comes from: On the development of self-control and its relationship to deviance over  time. <i>Developmental Psychology, 46</i>, 245-257.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031214&pid=S0870-8231201700030000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>West, D. J. (1983). Sex offenses and offending. <i>Crime and Justice: An annual review of Research, 5</i>, 183-233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031216&pid=S0870-8231201700030000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Winters, J., Clift, R., &amp; Dutton, D. (2004). An exploratory study of emotional intelligence and domestic abuse. <i>Journal of Family  Violence, 19</i>, 255-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031218&pid=S0870-8231201700030000600058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Woodworth, M., &amp; Porter, S. (2002). In cold blood: Characteristics of criminal homicides as a function of psychopathy. <i>Journal of  Abnormal Psychology, 111</i>, 436-445.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031220&pid=S0870-8231201700030000600059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Maria Gouveia Pereira, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o  em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:mpereira@ispa.pt">mpereira@ispa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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