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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Compreensão de textos: Diferenças em função da modalidade de apresentação da tarefa, tipo de texto e tipo de pergunta]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Several factors that can influence the difficulty of the text comprehension tasks, and therefore the performance of the individuals, have been discussed in the literature. The goal of this study is to investigate if the difficulty of the text comprehension tasks varies as a function of the modality of the assessment task (oral versus written), the type of text (narrative versus informative) and the type of comprehension assessed by the questions (literal versus inferential). Three hundred students of the fourth grade were assessed using four text comprehension measures: Test of Listening Comprehension of Narrative Texts, Test of Listening Comprehension of Informative Texts, Test of Reading Comprehension of Narrative Texts, and Test of Reading Comprehension of Informative Texts. The results indicated the inexistence of statistically significant differences in the mean difficulty of listening and reading comprehension questions, as well as between the mean difficulty of questions related to narrative and informative texts and literal and inferential questions. No interaction effects were observed. The implications of these results are discussed considering their importance for the selection of the material to be used in the assessment and intervention in the text comprehension area. Some limitations of the study are also highlighted.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Compreens&atilde;o de textos: Diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o da modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o da tarefa, tipo de texto  e tipo de pergunta</b></p>     <p><b>Irene Cadime<sup>1</sup>, Sandra Santos<sup>2</sup>, Teresa Leal<sup>3</sup>, Fernanda Leopoldina Viana<sup>4</sup>,  Bruna Rodrigues<sup>2</sup>, Maria do C&eacute;u Cosme<sup>2</sup>, Iolanda Ribeiro<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Estudos da Crian&ccedil;a, Universidade do Minho</p>     <p><sup>2</sup>Escola de Psicologia, Universidade do Minho</p>     <p><sup>3</sup>Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto</p>     <p><sup>4</sup>Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Minho</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Na literatura t&ecirc;m sido discutidos diversos fatores que podem influenciar a dificuldade das tarefas de compreens&atilde;o de textos e,  consequentemente, o desempenho dos sujeitos na avalia&ccedil;&atilde;o. O objetivo deste estudo &eacute; perceber se a dificuldade das tarefas de  avalia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o de textos varia em fun&ccedil;&atilde;o da modalidade da tarefa de avalia&ccedil;&atilde;o (oral  <i>versus</i> escrita), do tipo de texto (narrativo <i>versus</i> informativo) e do tipo de compreens&atilde;o avaliado pelas perguntas apresentadas (literal  <i>versus</i> inferencial). Avaliaram-se 300 alunos do quarto ano de escolaridade, administrando quatro testes de compreens&atilde;o de textos: Teste de  compreens&atilde;o de textos na modalidade oral-narrativo, Teste de compreens&atilde;o de textos na modalidade oral-informativo, Teste de  compreens&atilde;o de textos na modalidade de leitura-narrativo, Teste de compreens&atilde;o de textos na modalidade de leitura-informativo. Os  resultados mostraram a inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas na m&eacute;dia da dificuldade das perguntas de  compreens&atilde;o oral e de compreens&atilde;o da leitura, entre a dificuldade m&eacute;dia das perguntas relativas a texto narrativo e  informativo e entre a m&eacute;dia da dificuldade das perguntas de compreens&atilde;o literal e inferencial. N&atilde;o foram observados efeitos de  intera&ccedil;&atilde;o. Discutem-se as implica&ccedil;&otilde;es destes resultados para a avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o no  dom&iacute;nio da compreens&atilde;o de textos, tendo em conta algumas limita&ccedil;&otilde;es deste estudo.    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Compreens&atilde;o da leitura, Compreens&atilde;o oral, Texto narrativo e informativo, Compreens&atilde;o literal,  Compreens&atilde;o inferencial.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Several factors that can influence the difficulty of the text comprehension tasks, and therefore the performance of the individuals, have  been discussed in the literature. The goal of this study is to investigate if the difficulty of the text comprehension tasks varies as a function  of the modality of the assessment task (oral <i>versus</i> written), the type of text (narrative <i>versus</i> informative) and the type of  comprehension assessed by the questions (literal <i>versus</i> inferential). Three hundred students of the fourth grade were assessed using four  text comprehension measures: Test of Listening Comprehension of Narrative Texts, Test of Listening Comprehension of Informative Texts, Test of  Reading Comprehension of Narrative Texts, and Test of Reading Comprehension of Informative Texts. The results indicated the inexistence of  statistically significant differences in the mean difficulty of listening and reading comprehension questions, as well as between the mean  difficulty of questions related to narrative and informative texts and literal and inferential questions. No interaction effects were observed. The  implications of these results are discussed considering their importance for the selection of the material to be used in the assessment and  intervention in the text comprehension area. Some limitations of the study are also highlighted.</p>     <p><b>Key words</b>: Reading comprehension, Listening comprehension, Narrative and informative text, Literal comprehension, Inferential  comprehension.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A compreens&atilde;o de textos, que pode ser obtida quer a partir de textos apresentados oralmente, quer apresentados de forma escrita,  traduz-se pela constru&ccedil;&atilde;o de uma representa&ccedil;&atilde;o ou modelo mental coerente da mensagem veiculada, envolvendo n&atilde;o  s&oacute; a integra&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o impl&iacute;cita e expl&iacute;cita no texto, como tamb&eacute;m  informa&ccedil;&atilde;o que integra o conhecimento geral do indiv&iacute;duo e as condi&ccedil;&otilde;es contextuais em que a compreens&atilde;o  ocorre. Por conseguinte, a compreens&atilde;o de textos tem sido amplamente definida como uma constru&ccedil;&atilde;o de significados resultante  da intera&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis associadas ao indiv&iacute;duo, ao texto e ao contexto (RAND Reading Study Group, 2002). Esta  complexidade do conceito permite depreender que o desempenho dos alunos em medidas de avalia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o de textos  depender&aacute; de um elevado n&uacute;mero de vari&aacute;veis n&atilde;o s&oacute; associadas ao pr&oacute;prio leitor, como tamb&eacute;m  &agrave;s caracter&iacute;sticas da medida utilizada. Neste estudo, examinam-se tr&ecirc;s destas vari&aacute;veis: modalidade da tarefa de  avalia&ccedil;&atilde;o, tipo de texto e tipo de compreens&atilde;o avaliado pelas perguntas apresentadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Modalidade da tarefa de avalia&ccedil;&atilde;o: Oral versus leitura</i></p>     <p>Um primeiro fator que pode afetar o desempenho na compreens&atilde;o de textos diz respeito &agrave; modalidade da tarefa de  avalia&ccedil;&atilde;o, i.e., se esta &eacute; centrada na compreens&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o apresentada oralmente  (compreens&atilde;o oral) ou de informa&ccedil;&atilde;o apresentada por escrito (compreens&atilde;o da leitura).</p>     <p>A compreens&atilde;o oral tem um papel proeminente em v&aacute;rios modelos de compreens&atilde;o da leitura, sendo geralmente descrita como um  dos melhores preditores do n&iacute;vel de compreens&atilde;o da leitura (Berninger &amp; Abbott, 2010).</p>     <p>No entanto, a rela&ccedil;&atilde;o entre ambas &eacute; ainda mais estreita dado que parecem depender de um mesmo processo geral de  compreens&atilde;o (Sticht, Beck, Hauke, Kleinman, &amp; James, 1974). Uma grande parte dos processos envolvidos na compreens&atilde;o da leitura  j&aacute; est&aacute; dispon&iacute;vel e &eacute; regularmente usada na compreens&atilde;o oral (Fayol, 1992).</p>     <p>Esta hip&oacute;tese &eacute; suportada n&atilde;o s&oacute; pela investiga&ccedil;&atilde;o que mostra a exist&ecirc;ncia de uma  correla&ccedil;&atilde;o entre ambas as compet&ecirc;ncias, mas tamb&eacute;m pela constata&ccedil;&atilde;o de que, em geral,  interven&ccedil;&otilde;es que promovem a compreens&atilde;o oral t&ecirc;m tamb&eacute;m efeitos positivos sobre a compreens&atilde;o da leitura  (Fayol &amp; Morais, 2004; Hulme &amp; Snowling, 2011) e que interven&ccedil;&otilde;es nas compet&ecirc;ncias metacognitivas em tarefas de leitura  parecem exercer um efeito de transfer&ecirc;ncia para a compreens&atilde;o oral (Carretti, Caldarola, Tencati, &amp; Cornoldi, 2014; Fayol &amp;  Morais, 2004). Esta mesma hip&oacute;tese foi suportada por estudos que contrastavam o desempenho em tarefas de compreens&atilde;o oral e em  compreens&atilde;o da leitura em alunos com distintos n&iacute;veis de realiza&ccedil;&atilde;o. Por um lado, os resultados em testes de  compreens&atilde;o oral mostraram ser melhores preditores do desempenho em compreens&atilde;o da leitura quando analisadas amostras de alunos com  boas compet&ecirc;ncias de leitura, do que quando se avaliavam amostras de alunos com baixas compet&ecirc;ncias de leitura (Goff, Pratt, &amp; Ong,  2005). Por outro lado, outros estudos mostraram que os n&iacute;veis de compreens&atilde;o da leitura e de compreens&atilde;o oral eram semelhantes  em crian&ccedil;as com boas compet&ecirc;ncias de leitura, mas d&iacute;spares em grande parte das crian&ccedil;as com dificuldades na leitura  (Megherbi, Seigneuric, &amp; Ehrlich, 2006). Estes resultados s&atilde;o congruentes com a ideia de que os indiv&iacute;duos possuem recursos  cognitivos limitados que se repartem entre os processos de descodifica&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o (Fayol, 2003) e, por conseguinte,  sugerem que os processos de compreens&atilde;o oral n&atilde;o se tornam totalmente operativos na leitura enquanto o aluno n&atilde;o adquirir as  compet&ecirc;ncias b&aacute;sicas de reconhecimento de palavras e flu&ecirc;ncia na leitura que lhe permitam aceder ao significado da linguagem  escrita e, a partir da&iacute;, compreender textos que de outra forma seriam compreendidos se apresentados na oralidade (Ribeiro, Cadime, Freitas,  &amp; Viana, 2016). Por conseguinte, as correla&ccedil;&otilde;es entre compreens&atilde;o oral e compreens&atilde;o da leitura parecem sofrer um  efeito desenvolvimental: s&atilde;o geralmente baixas no in&iacute;cio da escolaridade, mas aumentam &agrave; medida que a escolaridade  avan&ccedil;a, atingindo o seu m&aacute;ximo pr&oacute;ximo do in&iacute;cio do ensino secund&aacute;rio (Oakhill &amp; Cain, 2007).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Tipo de texto: Narrativo versus informativo</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Um segundo fator que pode influenciar os desempenhos dos alunos nas medidas de compreens&atilde;o diz respeito ao tipo de texto utilizado.  &Eacute; corrente na literatura a men&ccedil;&atilde;o de que o tipo de texto utilizado nos testes de avalia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o  produz diferentes desempenhos, sendo geralmente apontado que os textos de cariz informativo colocam uma dificuldade superior aos alunos  comparativamente com o texto narrativo (Mullis, Martin, Foy, &amp; Drucker, 2012). Este efeito tem sido geralmente explicado pelas  diferen&ccedil;as que textos narrativos e informativos apresentam em termos de estrutura (Best, Floyd, &amp; Mcnamara, 2008), do tipo de  vocabul&aacute;rio contido (Cain &amp; Oakhill, 2006) e dos conhecimentos pr&eacute;vios necess&aacute;rios para a elabora&ccedil;&atilde;o de  infer&ecirc;ncias (Wolfe &amp; Woodwyk, 2010).</p>     <p>Os textos narrativos possuem, em geral, uma estrutura-tipo: uma introdu&ccedil;&atilde;o com informa&ccedil;&atilde;o sobre as personagens e o  contexto da narrativa, seguida de uma sequ&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es, problemas ou perip&eacute;cias que as personagens vivenciam,  concluindo com o desfecho ou resolu&ccedil;&atilde;o do problema (Duke, Pressley, &amp; Hilden, 2004). Assim sendo, a estrutura dos textos  narrativos &eacute; relativamente previs&iacute;vel, permitindo a formula&ccedil;&atilde;o de antecipa&ccedil;&otilde;es/previs&otilde;es sobre o  conte&uacute;do do texto ao longo da leitura, o que, por sua vez, facilita a compreens&atilde;o das ideias principais (Colomer &amp; Camps, 2002).  No entanto, tal n&atilde;o acontece com os textos informativos que podem assumir diferentes estruturas, entre as quais descri&ccedil;&otilde;es,  sequ&ecirc;ncias, compara&ccedil;&otilde;es e contrastes, causas e efeitos ou problemas e solu&ccedil;&otilde;es (Goldman &amp; Rakestraw, 2000).  Al&eacute;m disso alguns autores t&ecirc;m apontado que nos primeiros anos de escolaridade os alunos s&atilde;o pouco expostos a textos  informativos, o que parece resultar numa menor familiaridade com as estruturas deste tipo de textos, comparativamente com os narrativos (Moss,  2004).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O vocabul&aacute;rio que integra os textos informativos &eacute;, geralmente, mais t&eacute;cnico ou cient&iacute;fico, o que coloca  dificuldades acrescidas na sua compreens&atilde;o (Van den Broek, Virtue, Everson, Tzeng, &amp; Sung, 2002). O mesmo ocorre com os conhecimentos  pr&eacute;vios necess&aacute;rios &agrave; sua compreens&atilde;o. Quando os leitores n&atilde;o possuem qualquer conhecimento sobre um determinado  tema n&atilde;o poder&atilde;o relacionar a leitura com nenhum esquema conceptual pr&eacute;vio, impedindo, desse modo, a constru&ccedil;&atilde;o  de um modelo mental coerente do texto, preenchido por infer&ecirc;ncias (Colomer &amp; Camps, 2002). Por conseguinte, se a leitura de um texto  informativo tiver por objetivo a aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos sobre um tema novo, o n&iacute;vel de conhecimentos pr&eacute;vios que o  leitor possuir sobre esse dom&iacute;nio particular ir&aacute;, inevitavelmente, influenciar o n&iacute;vel de compreens&atilde;o que este  ser&aacute; capaz de atingir.</p>     <p>Apesar de a literatura ser extensa na discuss&atilde;o das diferen&ccedil;as entre as exig&ecirc;ncias colocadas pela compreens&atilde;o de  textos narrativos e informativos, os resultados da investiga&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m sido incongruentes, demonstrando quer a exist&ecirc;ncia de  desempenhos superiores em medidas que utilizam texto narrativo (e.g., Best et al., 2008), quer o resultado oposto (e.g., Cervetti, Bravo, Hiebert,  Pearson, &amp; Jaynes, 2009). Esta dualidade de resultados tem tamb&eacute;m sido especialmente observada em estudos de literacia em larga escala  realizados com a participa&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios pa&iacute;ses. O PIRLS &ndash; <i>Progress in International Reading Literacy Study</i>  &eacute; um estudo conduzido a n&iacute;vel internacional pela <i>International Association for the Evaluation of Educational Achievement</i> para  avaliar as compet&ecirc;ncias de literacia dos alunos do quarto ano de escolaridade, sendo que Portugal participou apenas na &uacute;ltima  avalia&ccedil;&atilde;o realizada em 2011. Embora no PIRLS n&atilde;o sejam referidas tipologias textuais, s&atilde;o avaliadas as  compet&ecirc;ncias de leitura tendo por base duas finalidades distintas: (1) liter&aacute;ria &ndash; ler como experi&ecirc;ncia liter&aacute;ria;  e (2) informativa &ndash; ler para adquirir e utilizar informa&ccedil;&atilde;o. Estas finalidades t&ecirc;m uma ampla correspond&ecirc;ncia com a  leitura de texto narrativo e informativo, respetivamente. Os resultados do PIRLS realizado em 2011 mostraram que, na generalidade, a tarefa de  avalia&ccedil;&atilde;o cuja finalidade era informativa era mais dif&iacute;cil para os alunos, do que a tarefa cuja finalidade era  liter&aacute;ria (Mullis et al., 2012). No entanto, este padr&atilde;o era o mais comum mas n&atilde;o foi o observado para todos os pa&iacute;ses  participantes, entre os quais Portugal. Os alunos Portugueses obtiveram um desempenho significativamente acima da m&eacute;dia global nacional  quando a finalidade de leitura era informativa e abaixo dessa m&eacute;dia quando a finalidade era liter&aacute;ria (International Association for  The Evaluation of Educational Achievement &amp; Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia, 2011).</p>     <p>Uma quest&atilde;o relacionada deriva das diferen&ccedil;as no tempo de exposi&ccedil;&atilde;o a diferentes tipologias textuais nas modalidades  oral e escrita. &Eacute; reconhecido que a exposi&ccedil;&atilde;o a discurso oral de tipo informativo (por exemplo, palestras ou  document&aacute;rios) &eacute; muito menos frequente do que a exposi&ccedil;&atilde;o a discurso narrativo oral (o mais frequente nas  intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias). Poucos estudos t&ecirc;m, no entanto, estudado a exist&ecirc;ncia de efeitos de intera&ccedil;&atilde;o  entre a modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o e o tipo de texto utilizado. Uma dessas exce&ccedil;&otilde;es &eacute; o estudo de Diakidoy,  Stylianou, Karefillidou e Papageorgiou (2005), conduzido com alunos do segundo, quarto, sexto e oitavo anos de escolaridade, cujos objetivos foram  perceber se existiam diferen&ccedil;as no desempenho em compreens&atilde;o oral e da leitura nos diferentes anos de escolaridade e se existia um  efeito do tipo de texto nos n&iacute;veis de compreens&atilde;o oral e da leitura que os alunos demonstravam. Os investigadores utilizaram um  <i>design</i> intra-sujeitos, com contrabalanceamento, no qual cada subgrupo em que a amostra foi dividida ouviu dois textos (um narrativo e um  expositivo) e leu outros dois textos (um narrativo e um expositivo), contrabalanceando-se o modo de apresenta&ccedil;&atilde;o e tipo de texto  entre subgrupos. Os resultados indicaram que, no quarto e no sexto ano de escolaridade n&atilde;o existiam diferen&ccedil;as na compreens&atilde;o  de textos em fun&ccedil;&atilde;o da modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o (oral ou escrita). Todavia, no segundo ano o desempenho em  compreens&atilde;o de textos apresentados oralmente era superior ao do desempenho em compreens&atilde;o da leitura, enquanto no oitavo ano se  observava o efeito oposto. Para al&eacute;m disso, a rela&ccedil;&atilde;o entre compreens&atilde;o oral e da leitura aumentava ap&oacute;s o  segundo ano de escolaridade. Estes resultados s&atilde;o congruentes com a hip&oacute;tese de que a diferen&ccedil;a entre compreens&atilde;o oral  e da leitura diminui com a exposi&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua ao material impresso e com a progressiva mestria das compet&ecirc;ncias  b&aacute;sicas de reconhecimento de palavras e flu&ecirc;ncia que ocorre tamb&eacute;m com o avan&ccedil;ar da escolaridade (Sticht et al., 1974).  No que respeita ao segundo objetivo, Diakidoy e colaboradores (2005) partiram da premissa de que o avan&ccedil;o na escolaridade e o consequente  contacto progressivo com as diferentes tipologias textuais diminuiria as diferen&ccedil;as no desempenho em testes que utilizavam quer texto  narrativo, quer texto informativo. Os seus resultados mostraram que, na generalidade e independentemente da modalidade de  apresenta&ccedil;&atilde;o, a compreens&atilde;o de textos informativos era inferior &agrave; compreens&atilde;o de textos narrativos, n&atilde;o  existindo por isso um efeito significativo de intera&ccedil;&atilde;o entre modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o e tipo de texto. Este  resultado ocorria em praticamente todos os anos de escolaridade, exceto no segundo ano, onde a compreens&atilde;o da leitura de textos informativos  era semelhante &agrave; de textos narrativos. Os autores atribu&iacute;ram esta inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as ao facto de as  compet&ecirc;ncias b&aacute;sicas de reconhecimento de palavras estarem ainda numa fase incipiente neste ano de escolaridade, estendendo-se  eventuais dificuldades de compreens&atilde;o da&iacute; decorrentes a ambos os tipos de texto. Deste modo, os resultados deste estudo conduzem  &agrave; conclus&atilde;o geral de que a apresenta&ccedil;&atilde;o oral de texto informativo n&atilde;o oferece vantagem comparativamente com a  sua apresenta&ccedil;&atilde;o escrita, em qualquer dos anos de escolaridade analisados, e que as vantagens da apresenta&ccedil;&atilde;o oral de  textos est&atilde;o confinadas ao texto narrativo e a anos de escolaridade iniciais.</p>     <p>Um outro estudo, realizado por Yildirim, Yildiz, Ates e Rasinsky (2010), procurou tamb&eacute;m testar se os desempenhos na compreens&atilde;o  de textos narrativos e informativos variavam consoante o formato de apresenta&ccedil;&atilde;o dos mesmos, utilizando uma amostra de 180 alunos  turcos a frequentarem o quinto ano de escolaridade do Ensino B&aacute;sico. Os investigadores utilizaram um <i>design</i> inter-sujeitos, no qual  um dos grupos foi avaliado com perguntas sobre um texto narrativo e um texto informativo lidos oralmente, uma &uacute;nica vez, pelo investigador,  sendo o outro grupo de alunos avaliado com o mesmo material de teste mas com solicita&ccedil;&atilde;o de leitura independente dos textos (i.e.,  foram os pr&oacute;prios alunos a efetuar a leitura silenciosamente). Os resultados mostraram que os alunos obtinham melhores n&iacute;veis de  compreens&atilde;o em texto narrativo quando este lhes era apresentado oralmente, do que quando eram os pr&oacute;prios a efetuar a leitura. No  entanto, este efeito n&atilde;o foi verificado quando se tratava de texto informativo &ndash; nesta condi&ccedil;&atilde;o, os desempenhos dos  alunos n&atilde;o se diferenciavam em fun&ccedil;&atilde;o da modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o do texto (oralmente ou leitura  independente). Embora estes resultados v&atilde;o ao encontro dos obtidos por Diakidoy e colaboradores (2005), o desempenho superior obtido pelos  alunos na condi&ccedil;&atilde;o de apresenta&ccedil;&atilde;o oral de textos narrativos, comparativamente com o obtido na  apresenta&ccedil;&atilde;o escrita do mesmo tipo de texto, surge numa amostra de alunos mais velhos (quinto ano), sugerindo que os  benef&iacute;cios da apresenta&ccedil;&atilde;o na modalidade oral neste tipo de textos pode n&atilde;o se limitar aos anos iniciais de  escolaridade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Tipo de compreens&atilde;o: Literal versus inferencial</i></p>     <p>Um terceiro fator que pode exercer efeitos na dificuldade das medidas de avalia&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, no desempenho dos alunos,  &eacute; o tipo ou n&iacute;vel de compreens&atilde;o avaliado pelas perguntas. A partir dos anos 50 do s&eacute;culo XX surgiram diversas  taxonomias de n&iacute;veis de compreens&atilde;o (Herber, 1978; Pearson &amp; Johnson, 1978; Smith &amp; Barrett, 1979) que categorizavam os  n&iacute;veis de intera&ccedil;&atilde;o com o texto e o tipo de informa&ccedil;&atilde;o que os leitores devem fornecer em resposta &agrave;s  perguntas apresentadas nos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o: a informa&ccedil;&atilde;o a fornecer na resposta &agrave;s perguntas de  compreens&atilde;o pode estar totalmente expl&iacute;cita no texto, exigir a sele&ccedil;&atilde;o e a integra&ccedil;&atilde;o de  informa&ccedil;&atilde;o dispersa pelo mesmo ou o recurso a conhecimentos exteriores (Alonzo, Basaraba, Tindal, &amp; Carriveau, 2009). Uma das  taxonomias mais influentes foi enunciada por Smith e Barrett (1979), sendo esta composta por cinco n&iacute;veis: (a) Compreens&atilde;o literal  &ndash; requer a localiza&ccedil;&atilde;o ou a identifica&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o ou de situa&ccedil;&otilde;es  expl&iacute;citas; (b) Compreens&atilde;o inferencial &ndash; implica n&atilde;o s&oacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o  expl&iacute;cita no texto, mas tamb&eacute;m a mobiliza&ccedil;&atilde;o de conhecimentos pr&eacute;vios e da experi&ecirc;ncia pessoal, como base  para formular conjeturas e hip&oacute;teses; (c) Reorganiza&ccedil;&atilde;o &ndash; implica que o leitor analise, sintetize e/ou organize ideias  ou informa&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita no texto, sendo estes processos requeridos em tarefas de classifica&ccedil;&atilde;o,  esquematiza&ccedil;&atilde;o, sumariza&ccedil;&atilde;o e sintetiza&ccedil;&atilde;o; (d) Avalia&ccedil;&atilde;o &ndash; requer que o leitor  efetue julgamentos sobre o conte&uacute;do de um texto e pode incluir julgamentos de realidade/fantasia, de factos/opini&otilde;es, de  adequabilidade e validade, desejabilidade ou aceitabilidade; (e) Aprecia&ccedil;&atilde;o &ndash; relaciona-se com o impacto est&eacute;tico e  psicol&oacute;gico que o texto produz no leitor.</p>     <p>Na literatura sobre estas taxonomias parece estar subentendida uma no&ccedil;&atilde;o de hierarquia entre os diferentes tipos ou n&iacute;veis  de compreens&atilde;o (Carnine, Silbert, Kame&rsquo;enui, &amp; Tarver, 2010; Herber, 1978). Esta ideia tem subjacente a exist&ecirc;ncia de um  <i>continuum</i> de compreens&atilde;o no qual um aluno deve adquirir n&iacute;veis satisfat&oacute;rios de mestria em tarefas de  compreens&atilde;o literal, para que seja capaz de se envolver em n&iacute;veis de intera&ccedil;&atilde;o mais profundos com o texto, tais como os  evocados pela compreens&atilde;o inferencial. Os processos inferenciais s&atilde;o cr&iacute;ticos para a constru&ccedil;&atilde;o de um modelo  mental coerente do texto (Fayol, 2003). O estudo de Basaraba, Yovanoff, Alonzo e Tindal (2013) foi inovador ao investigar a exist&ecirc;ncia de uma  distin&ccedil;&atilde;o clara entre n&iacute;veis de compreens&atilde;o da leitura, incluindo a testagem de diferen&ccedil;as na dificuldade de  itens de avalia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o literal e inferencial. Para tal, utilizaram uma amostra de 2427 alunos americanos do quinto  ano de escolaridade, que foi avaliada com uma medida baseada no curr&iacute;culo para avalia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o da leitura em  tr&ecirc;s momentos, correspondentes sensivelmente ao in&iacute;cio do primeiro, segundo e terceiro per&iacute;odo no calend&aacute;rio escolar.  Esta medida era composta por textos narrativos e perguntas de escolha m&uacute;ltipla que avaliavam compreens&atilde;o literal, inferencial e  avaliativa. Com recurso a um modelo de Teoria de Resposta ao Item &ndash; o modelo Rasch &ndash; a dificuldade dos itens foi estimada, sendo  posteriormente comparada a dificuldade m&eacute;dia de cada tipo de compreens&atilde;o. Os resultados deste estudo indicaram que, em termos  m&eacute;dios, as perguntas de compreens&atilde;o inferencial e avaliativa eram mais exigentes do que as de compreens&atilde;o literal. Note-se,  ainda assim, que esta diferen&ccedil;a de valores m&eacute;dios n&atilde;o foi significativa na medi&ccedil;&atilde;o efetuada no primeiro  per&iacute;odo do ano escolar. Os resultados indicaram tamb&eacute;m que a rela&ccedil;&atilde;o entre os tr&ecirc;s n&iacute;veis de  compreens&atilde;o n&atilde;o era linear: ao longo dos tr&ecirc;s momentos de avalia&ccedil;&atilde;o observaram-se valores de dificuldade  sobrepostos nos tr&ecirc;s tipos de perguntas de compreens&atilde;o, o que sugere que, em alguns casos, os itens de compreens&atilde;o inferencial  eram mais f&aacute;ceis do que os de compreens&atilde;o literal, e que noutros os de compreens&atilde;o avaliativa eram mais f&aacute;ceis do que  os de compreens&atilde;o literal. Esta evid&ecirc;ncia parece, assim, sugerir que a rela&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis de  compreens&atilde;o na leitura n&atilde;o &eacute; hier&aacute;rquica. No entanto, o estudo de Basaraba e colaboradores (2013) limitou-se a um ano  de escolaridade e utilizou uma &uacute;nica medida de compreens&atilde;o da leitura de textos narrativos. N&atilde;o &eacute; assim claro se  resultados id&ecirc;nticos seriam obtidos com medidas que avaliassem compreens&atilde;o oral e que inclu&iacute;ssem outras tipologias textuais.</p>     <p>Em suma, a modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o (oral <i>versus</i> leitura), o tipo de texto (narrativo <i>versus</i> informativo) e o tipo  de compreens&atilde;o avaliado (literal <i>versus</i> inferencial) s&atilde;o alguns dos fatores que podem afetar o desempenho dos alunos na  compreens&atilde;o de textos. Al&eacute;m de a literatura n&atilde;o ser totalmente conclusiva sobre os efeitos diretos de todas estas  vari&aacute;veis sobre a compreens&atilde;o de textos, s&atilde;o inexistentes os estudos que examinem a exist&ecirc;ncia de efeitos de  intera&ccedil;&atilde;o entre as tr&ecirc;s vari&aacute;veis, quer no contexto Portugu&ecirc;s, quer no contexto internacional. No que respeita aos  tipos de compreens&atilde;o, a grande maioria da investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da compreens&atilde;o de textos centra-se apenas nos  n&iacute;veis de compreens&atilde;o inferencial e literal (e.g., Diakidoy et al., 2005; van Kleeck, 2008). Tal facto deriva, sobretudo, do amplo  consenso entre os investigadores e agentes educativos sobre a distin&ccedil;&atilde;o entre estes dois n&iacute;veis de compreens&atilde;o, o que  n&atilde;o se verifica nos restantes n&iacute;veis, havendo, inclusivamente, alguma discuss&atilde;o sobre se, por exemplo, a  reorganiza&ccedil;&atilde;o ou a avalia&ccedil;&atilde;o diferem de alguma forma do n&iacute;vel de compreens&atilde;o inferencial, visto que  parecem exigir igualmente a produ&ccedil;&atilde;o de infer&ecirc;ncias (Basaraba et al., 2013). Por conseguinte, optou-se por considerar apenas  os dois primeiros n&iacute;veis de compreens&atilde;o no presente estudo. Deste modo, os objetivos deste estudo foram: (1) investigar se a  dificuldade dos itens de compreens&atilde;o varia em fun&ccedil;&atilde;o da modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o dos itens e do texto que os  suporta (escrita ou oral); (2) testar se a dificuldade dos itens de compreens&atilde;o varia em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de texto: narrativo ou  informativo; (3) verificar se a dificuldade dos itens de compreens&atilde;o varia em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de compreens&atilde;o avaliado:  compreens&atilde;o inferencial ou literal; (4) verificar a exist&ecirc;ncia de efeitos de intera&ccedil;&atilde;o entre o tipo de  compreens&atilde;o avaliado, o tipo de texto e a modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o do material de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra deste estudo &eacute; constitu&iacute;da por 300 alunos do 4.&ordm; ano de escolaridade do Ensino B&aacute;sico, com idades  compreendidas entre os 8 e os 12 anos de idade (M&eacute;dia=9.5; Desvio-padr&atilde;o=0.58), provenientes de 11 escolas dos distritos de Braga e  Porto. A maioria dos participantes frequentava escolas do ensino p&uacute;blico (84.0%) e eram provenientes de um meio rural (60.7%). A  distribui&ccedil;&atilde;o da amostra por sexo era equitativa, com 50.3% de rapazes e 49.7% de raparigas. Apenas 3 participantes (1% da amostra)  tinham outra nacionalidade que n&atilde;o a Portuguesa, embora tivessem o Portugu&ecirc;s como primeira l&iacute;ngua. No que respeita ao  n&iacute;vel socioecon&oacute;mico das fam&iacute;lias, 32.3% dos participantes beneficiavam de apoios no &acirc;mbito da a&ccedil;&atilde;o social  escolar no momento em que o estudo foi realizado. As habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias das m&atilde;es dos participantes eram  tamb&eacute;m diversificadas: 5% conclu&iacute;ram o 1&ordm; ciclo do Ensino B&aacute;sico, 24% o 2&ordm; ciclo do Ensino B&aacute;sico, 25% o  3&ordm; ciclo do Ensino B&aacute;sico, 18% o Ensino Secund&aacute;rio e 19.7% conclu&iacute;ram o Ensino Superior (sem informa&ccedil;&atilde;o  para 8.3% da amostra). N&atilde;o foram inclu&iacute;dos na amostra alunos com necessidades educativas especiais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>Neste estudo foram utilizados quatro dos subtestes que integram a BAL &ndash; Bateria de Avalia&ccedil;&atilde;o da Leitura (Ribeiro &amp;  Viana, 2014). Todos apresentam formas de teste espec&iacute;ficas para os quatro anos de escolaridade que constituem o ensino b&aacute;sico, mas  neste estudo utilizaram-se apenas as destinadas ao quarto ano de escolaridade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Teste de compreens&atilde;o de textos na modalidade oral-narrativo &ndash; 4&ordm; ano (TCTMO-n-4)</i> e <i>Teste de compreens&atilde;o de  textos na modalidade oral-informativo &ndash; 4&ordm; ano (TCTMO-i-4).</i> O TCTMO-n-4 &eacute; um teste de avalia&ccedil;&atilde;o da  compreens&atilde;o oral, composto por quatro textos narrativos: <i>Um anjo na cozinha</i> (581 palavras), <i>F&eacute;rias na aldeia</i> (856  palavras), <i>Um gato com poderes especiais</i> (667 palavras) e <i>O filho do pirata</i> (706 palavras). O TCTMO-i-4 inclui quatro textos  informativos: <i>Borboletas e lagartas</i> (498 palavras), <i>Ai que solzinho!</i> (690 palavras), <i>Ratinhos com asas</i> (755 palavras),  <i>Bugalhos e bolotas</i> (638 palavras). Em ambos os testes, os textos s&atilde;o segmentados em pequenos excertos que variam entre 40 e 195  palavras, sendo os itens apresentados entre cada excerto. Cada forma de teste integra 30 itens de escolha m&uacute;ltipla com tr&ecirc;s  op&ccedil;&otilde;es de resposta, das quais apenas uma &eacute; correta. O TCTMO-n-4 integra oito perguntas de compreens&atilde;o literal, 15 de  compreens&atilde;o inferencial, quatro de reorganiza&ccedil;&atilde;o e tr&ecirc;s de compreens&atilde;o cr&iacute;tica e o TCTMO-i-4 possui 14  perguntas de compreens&atilde;o literal, 10 de compreens&atilde;o inferencial, duas de reorganiza&ccedil;&atilde;o e quatro de compreens&atilde;o  cr&iacute;tica. Os testes s&atilde;o apresentados num formato digital e o aluno deve ouvir os textos e os itens que s&atilde;o apresentados sem  qualquer suporte escrito e apresentar a sua resposta oralmente. A audi&ccedil;&atilde;o de cada excerto do texto e cada pergunta s&oacute; pode ser  feita uma vez, n&atilde;o sendo permitido ao aluno retroceder no teste durante a sua aplica&ccedil;&atilde;o. Os coeficientes de fidelidade dos  testes s&atilde;o muito altos, variando entre .70 e .98 (Santos et al., 2015)<i>.</i> As pontua&ccedil;&otilde;es nas formas de teste encontram-se  significativamente correlacionadas com as avalia&ccedil;&otilde;es n&atilde;o formais das compet&ecirc;ncias de leitura e oralidade efetuadas em  contexto escolar, e com resultados obtidos em provas de vocabul&aacute;rio e mem&oacute;ria de trabalho, fornecendo assim evid&ecirc;ncia de  validade para o teste (Viana et al., 2015).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Teste de compreens&atilde;o de textos na modalidade de leitura-narrativo &ndash; 4&ordm; ano (TCTML-n-4)</i> e <i>Teste de compreens&atilde;o  de textos na modalidade leitura-informativo &ndash; 4&ordm; ano (TCTML-i-4).</i> Ambos os testes s&atilde;o apresentados num formato de papel e  l&aacute;pis, compostos por um caderno de textos e uma folha de respostas. O TCTML-n-4 cont&eacute;m os textos narrativos <i>Rita e Bruno</i> (904  palavras), <i>Os animais</i> (774 palavras), <i>P&atilde;o Perdido</i> (654 palavras) e <i>Dois g&eacute;meos quase quase iguais</i> (495  palavras), bem como seis itens de compreens&atilde;o literal, 15 de compreens&atilde;o inferencial, dois de reorganiza&ccedil;&atilde;o e quatro de  compreens&atilde;o cr&iacute;tica. O TCTML-i-4 &eacute; constitu&iacute;do pelos textos informativos <i>Noites dos Pirilampos</i> (928 palavras),  <i>As caravelas</i> (834 palavras), <i>Observar aves no estu&aacute;rio</i> (707 palavras) e <i>D. Sebasti&atilde;o</i> (697 palavras) e integra  oito itens de compreens&atilde;o literal, 15 de compreens&atilde;o inferencial, sete de reorganiza&ccedil;&atilde;o e tr&ecirc;s de  compreens&atilde;o cr&iacute;tica. Cada item possui tr&ecirc;s alternativas de resposta (uma correta). Os alunos devem ler o texto silenciosamente  e selecionar na folha de respostas a resposta correta para cada pergunta. Os coeficientes de fidelidade das diferentes formas de teste s&atilde;o  elevados, variando entre .72 e .95. No que respeita a evid&ecirc;ncia de validade, as pontua&ccedil;&otilde;es obtidas nestes testes  correlacionam-se significativamente com os resultados obtidos noutras medidas de compreens&atilde;o da leitura, flu&ecirc;ncia, mem&oacute;ria de  trabalho e vocabul&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Antes de iniciar a recolha de dados solicitou-se autoriza&ccedil;&atilde;o &agrave; Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Educa&ccedil;&atilde;o para  que a mesma fosse realizada em contexto escolar. Seguidamente, solicitou-se a colabora&ccedil;&atilde;o aos diretores dos Agrupamentos de Escolas e  da escola privada que colaboraram no estudo. Posteriormente foi enviado um consentimento informado a todos os encarregados de  educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Os alunos foram informados dos objetivos do estudo, garantindo-se que a participa&ccedil;&atilde;o era volunt&aacute;ria e assegurando-se a  confidencialidade da informa&ccedil;&atilde;o. A recolha de dados foi realizada por alunas de doutoramento em Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o  nos dois &uacute;ltimos meses do ano letivo. Todos os alunos realizaram os quatro testes, que foram aplicados coletivamente na sala de aula, sem  limite de tempo e seguindo as instru&ccedil;&otilde;es presentes nos manuais dos testes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise de dados.</i> Na an&aacute;lise de dados consideraram-se apenas os itens que avaliavam compreens&atilde;o literal e  inferencial em cada um dos quatro testes, num total de 91 itens.</p>     <p>Para efetuar a compara&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de dificuldade de cada tipo de itens, &eacute; necess&aacute;rio que estes se  encontrem calibrados numa escala comum. A utiliza&ccedil;&atilde;o de modelos de Teoria de Resposta ao Item permite a obten&ccedil;&atilde;o desta  escala e a realiza&ccedil;&atilde;o de an&aacute;lises diferenciais posteriores. Entre os modelos de Teoria de Resposta ao Item, o modelo Rasch  &eacute; particularmente adequado para responder aos objetivos deste estudo, visto que permite a compara&ccedil;&atilde;o direta da dificuldade de  diferentes tipos de itens, independentemente do n&iacute;vel de compet&ecirc;ncia dos alunos, o que n&atilde;o acontece com as  propor&ccedil;&otilde;es de respostas corretas, utilizadas tradicionalmente no quadro da Teoria Cl&aacute;ssica dos Testes como medida de  dificuldade dos itens. Uma descri&ccedil;&atilde;o mais detalhada das vantagens do modelo Rasch para a estima&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros  pode ser consultada em Cadime, Ribeiro, Viana, Santos e Prieto (2014). Por conseguinte, a fim de obter os par&acirc;metros de dificul dade para  cada item estimados numa escala comum, come&ccedil;ou-se por efetuar a calibra&ccedil;&atilde;o dos mesmos utilizando estimativas do modelo Rasch.  Os dados foram calibrados com recurso ao <i>software</i> WINSTEPS (Wright &amp; Linacre, 1998). Para a defini&ccedil;&atilde;o da escala de medida,  o ponto de refer&ecirc;ncia mais utilizado consiste em estabelecer a m&eacute;dia da dificuldade dos itens em zero (Wright &amp; Linacre, 1998),  pelo que se manteve esta op&ccedil;&atilde;o na calibra&ccedil;&atilde;o dos dados. No modelo Rasch, valores mais elevados indicam maior  dificuldade do item e vice-versa. Avaliou-se ainda o ajustamento dos dados ao modelo, recorrendo-se aos indicadores de ajustamento baseados em  an&aacute;lises de res&iacute;duos do modelo Rasch &ndash; MNSQ <i>infit</i> e <i>outfit</i> (Bond &amp; Fox, 2007). Estes dois indicadores  fornecem informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave;s discrep&acirc;ncias nas respostas, consoante o seu afastamento dos par&acirc;metros estimados.  Valores de 1.00 nestes indicadores representam um ajustamento perfeito ao modelo, sendo recomend&aacute;vel que estes se situem entre 0.5 e 1.5,  n&atilde;o devendo ser superiores a 2.00, sob pena de haver distor&ccedil;&atilde;o e degradamento das medidas (Linacre, 2002). Embora os valores  de refer&ecirc;ncia sejam indicados para ambos os indicadores, deve ressalvar-se que o MNSQ <i>outfit</i> &eacute; altamente afetado pela  presen&ccedil;a de <i>outliers</i> ou respostas extremamente aberrantes, o que no modelo Rasch se traduz pela presen&ccedil;a de respostas  incorretas a itens muito f&aacute;ceis por parte de sujeitos com aptid&atilde;o muito elevada ou por respostas corretas a itens extremamente  dif&iacute;ceis por parte de sujeitos com muito baixo n&iacute;vel de aptid&atilde;o (de Ayala, 2009).</p>     <p>Seguidamente transferiram-se os dados resultantes da calibra&ccedil;&atilde;o para uma nova matriz de dados, na qual as unidades de  an&aacute;lise s&atilde;o os par&acirc;metros observados para os itens e n&atilde;o os resultados individuais brutos dos sujeitos. Para testar o  efeito do tipo de compreens&atilde;o, tipo de texto e modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o do teste na dificuldade dos itens de  compreens&atilde;o, realizou-se uma an&aacute;lise de vari&acirc;ncia (ANOVA) fatorial 2 (modalidade: oral; leitura) x 2 (texto: narrativo;  informativo) x 2 (compreens&atilde;o: literal; inferencial) sobre as estimativas de dificuldade do modelo Rasch. Nesta an&aacute;lise de  vari&acirc;ncia, os n&iacute;veis de dificuldade dos itens estimados atrav&eacute;s do modelo Rasch (<i>b</i><sub>i</sub>) foram tomados como  vari&aacute;vel dependente. Para este segundo grupo de an&aacute;lises recorreu-se ao <i>software</i> IBM SPSS vers&atilde;o 23. O n&iacute;vel de  signific&acirc;ncia utilizado foi de 5%.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>Em termos de ajustamento, o valor de MNSQ <i>infit</i> dos itens variou entre 0.86 e 1.32 (m&eacute;dia=1.00). Por sua vez, o valor de MNSQ  <i>outfit</i> variou entre 0.68 e 1.58 (m&eacute;dia=0.99). Embora o item 64 tenha excedido o valor de refer&ecirc;ncia de 1.50 em termos de MNSQ  <i>outfit</i> (1.58), o seu valor de MNSQ <i>infit</i> encontra-se abaixo do mesmo limiar (1.16). Tendo em conta que os coeficientes de MNSQ outfit  s&atilde;o muito sens&iacute;veis a valores extremos e respostas aberrantes, optou-se por n&atilde;o excluir o item referido das an&aacute;lises  subsequentes.</p>     <p>Os coeficientes Rasch de dificuldade dos itens variaram entre -1.92 e 3.28 para os diferentes itens (m&eacute;dia=0.00). Na <a href="#f1">Figura  1</a> apresenta-se o mapa de Wright onde se encontram representados os n&iacute;veis de dificuldade dos itens (lado direito do mapa) e o  n&iacute;vel de compet&ecirc;ncia dos sujeitos em compreens&atilde;o (lado esquerdo do mapa). Pode verificar-se que os dois itens com valores mais  elevados, i.e., os dois mais dif&iacute;ceis &ndash; itens 56 e 64 &ndash; prov&ecirc;m da modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o oral, com texto  narrativo e avaliam compreens&atilde;o inferencial. No extremo oposto, os dois itens com menor exig&ecirc;ncia para os alunos &ndash; itens 88 e 70  &ndash; prov&ecirc;m igualmente da modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o oral, mas com texto informativo e avaliam quer compreens&atilde;o  inferencial (item 88), quer literal (item 70). Observando a <a href="#f1">Figura 1</a>, parece haver particular sobreposi&ccedil;&atilde;o dos  n&iacute;veis de dificuldade dos itens nos n&iacute;veis interm&eacute;dios de desempenho, independentemente da modalidade da  avalia&ccedil;&atilde;o, tipo de texto ou tipo de compreens&atilde;o. Nos n&iacute;veis inferiores de dificuldade surgem tamb&eacute;m itens de  compreens&atilde;o inferencial e literal, respeitantes aos dois tipos de texto e apresentados em ambas as modalidades.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a08f1.jpg" width="580" height="508"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No <a href="#q1">Quadro 1</a> apresenta-se a m&eacute;dia e desvio-padr&atilde;o do n&iacute;vel de dificuldade de cada tipo de itens, em  fun&ccedil;&atilde;o da modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o, tipo de texto e tipo de compreens&atilde;o avaliado. Embora com algumas  varia&ccedil;&otilde;es, na generalidade os valores m&eacute;dios para as diferentes condi&ccedil;&otilde;es encontram-se muito pr&oacute;ximos do  valor m&eacute;dio da escala (0.00).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a08q1.jpg" width="579" height="427"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No <a href="#q2">Quadro 2</a> apresentam-se os resultados da ANOVA para testar o efeito da modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o de texto e  itens (leitura <i>versus</i> oral), do tipo de texto (narrativo <i>versus</i> informativo) e do tipo de compreens&atilde;o (literal <i>versus</i>  inferencial) na dificuldade dos itens. O conjunto das tr&ecirc;s vari&aacute;veis explica apenas cerca de 7% da vari&acirc;ncia observada na  vari&aacute;vel dependente. Da observa&ccedil;&atilde;o dos resultados apresentados no <a href="#q2">Quadro 2</a> pode concluir-se que nenhuma das  vari&aacute;veis independentes analisadas apresenta um efeito estatisticamente significativo sobre a dificuldade dos itens. Do mesmo modo,  n&atilde;o se verificaram quaisquer efeitos de intera&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a08q2.jpg" width="575" height="177"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o e conclus&otilde;es</b></p>     <p>Os objetivos deste estudo foram perceber se a modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o do material de avalia&ccedil;&atilde;o da  compreens&atilde;o, tipo de texto utilizado e tipo ou n&iacute;vel de compreens&atilde;o avaliado exercem algum efeito sobre a dificuldade das  tarefas de avalia&ccedil;&atilde;o, conduzindo a desempenhos diferenciados por parte dos avaliados, e se os tr&ecirc;s fatores citados interagem  entre si. Os resultados obtidos indicam a inexist&ecirc;ncia quer de efeitos &uacute;nicos, quer de efeitos de intera&ccedil;&atilde;o das  vari&aacute;veis testadas sobre a dificuldade das tarefas de avalia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o de textos apresentadas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita &agrave; n&atilde;o observa&ccedil;&atilde;o de diferen&ccedil;as na dificuldade m&eacute;dia do material de teste apresentado  oralmente ou por escrito, os resultados obtidos neste estudo s&atilde;o congruentes com os obtidos por Diakidoy e colaboradores (2005) para a sua  amostra do quarto ano de escolaridade. Deste modo, este resultado parece refor&ccedil;ar a ideia de que tamb&eacute;m no contexto portugu&ecirc;s  os alunos deste ano de escolaridade parecem na generalidade ter j&aacute; adquirido um certo n&iacute;vel de mestria nos processos b&aacute;sicos  de reconhecimento de palavras e flu&ecirc;ncia na leitura (Ribeiro et al., 2016), o que lhes pode permitir obter um rendimento sensivelmente  equivalente em tarefas de compreens&atilde;o oral e compreens&atilde;o da leitura. Por conseguinte, este resultado pode n&atilde;o ser  generaliz&aacute;vel a outros anos de escolaridade e a amostras de alunos com dificuldades de aprendizagem da leitura, visto que neste grupo de  alunos &eacute; esperada uma maior discrep&acirc;ncia entre os n&iacute;veis de desempenho em compreens&atilde;o oral e da leitura.</p>     <p>Relativamente &agrave; aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre itens referidos a texto narrativo e a texto informativo, a n&atilde;o  observa&ccedil;&atilde;o de diferen&ccedil;as contraria, por um lado, os resultados obtidos no PIRLS 2011 pela amostra Portuguesa com desempenhos  superiores em texto informativo, e por outro lado a literatura que refere as maiores exig&ecirc;ncias do texto informativo que podem levar a piores  desempenhos (e.g., Best et al., 2008). Esta enorme variabilidade de resultados obtidos nos diferentes estudos pode conduzir a duas  conclus&otilde;es distintas: (a) o desempenho depende da exposi&ccedil;&atilde;o dos alunos a diferentes tipologias textuais; ou (b) a tipologia  textual n&atilde;o determina a dificuldade da tarefa de avalia&ccedil;&atilde;o <i>per se</i>. De facto, o tempo de exposi&ccedil;&atilde;o a  distintas tipologias textuais e o tipo de pr&aacute;ticas de ensino neste dom&iacute;nio podem variar grandemente entre contextos educativos, o que  poder&aacute;, em parte, tamb&eacute;m explicar a grande variabilidade de resultados observada entre pa&iacute;ses no PIRLS 2011. Em 2009 foi  realizado em Portugal um estudo que procurou perceber quais os tipos de texto utilizados nos manuais escolares mais adoptados para o quarto ano de  escolaridade do ensino b&aacute;sico (Ara&uacute;jo, Folgado, &amp; Pocinho, 2009). Os resultados deste estudo indicaram que, apesar de o texto  narrativo continuar a ser o mais frequente, os manuais escolares analisados inclu&iacute;am uma elevada percentagem de texto informativo  (Ara&uacute;jo et al., 2009). &Eacute; por isso, poss&iacute;vel que nos &uacute;ltimos anos se tenha assistido no nosso pa&iacute;s a uma  progressiva mudan&ccedil;a das pr&aacute;ticas educativas, levando a que no ensino da compreens&atilde;o sejam utilizadas tipologias textuais mais  variadas. No entanto, &eacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel que textos da mesma tipologia coloquem diferentes exig&ecirc;ncias em termos de  compreens&atilde;o devido ao vocabul&aacute;rio ou &agrave; complexidade das estruturas sint&aacute;ticas que encerram. Por conseguinte, a  sele&ccedil;&atilde;o de textos para avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o na compreens&atilde;o, quer seja feita na pr&aacute;tica  em contextos educativos ou na investiga&ccedil;&atilde;o, dever&aacute; ser acompanhada por uma an&aacute;lise da complexidade dos textos tendo em  conta outras caracter&iacute;sticas do texto independentemente da tipologia.</p>     <p>A n&atilde;o observa&ccedil;&atilde;o de efeitos de intera&ccedil;&atilde;o entre modalidade de apresenta&ccedil;&atilde;o da tarefa e tipo de  texto merece ainda uma considera&ccedil;&atilde;o adicional. A metodologia utilizada neste estudo, incluindo a utiliza&ccedil;&atilde;o de  estimativas do modelo Rasch, &eacute; semelhante &agrave; aplicada por Basaraba e colaboradores (2013) e &agrave; usada nos estudos internacionais  como o PIRLS. Todavia, grande parte dos estudos que testaram previamente as diferen&ccedil;as de desempenho em medidas de avalia&ccedil;&atilde;o  da compreens&atilde;o com diferentes tipologias textuais e modalidades de avalia&ccedil;&atilde;o utilizam metodologias distintas: quer  <i>designs</i> intrasujeitos com contrabalanceamento (e.g., Diakidoy et al., 2005), quer <i>designs</i> intersujeitos nos quais se procura utilizar  textos com caracter&iacute;sticas psicolingu&iacute;sticas semelhantes, comparando posteriormente as pontua&ccedil;&otilde;es brutas obtidas por  grupos diferentes que s&atilde;o avaliados nas diferentes condi&ccedil;&otilde;es em estudo (e.g., Yildirim et al., 2010). Por conseguinte, a  utiliza&ccedil;&atilde;o de metodologias distintas pode eventualmente explicar em parte a aus&ecirc;ncia de efeitos de intera&ccedil;&atilde;o  observada.</p>     <p>No que respeita ao tipo de compreens&atilde;o avaliado pelos itens, os resultados observados na calibra&ccedil;&atilde;o dos dados deste estudo  s&atilde;o semelhantes aos obtidos por Basaraba e colaboradores (2013): quando analisados os resultados dos itens individualmente parece haver uma  dispers&atilde;o dos n&iacute;veis de dificuldade dos itens de compreens&atilde;o ao longo do <i>continuum,</i> alguma sobreposi&ccedil;&atilde;o  entre itens de compreens&atilde;o literal e inferencial com n&iacute;veis semelhantes de dificuldade nos n&iacute;veis interm&eacute;dios de  desempenho, sem haver necessariamente uma concentra&ccedil;&atilde;o de itens de compreens&atilde;o literal nos n&iacute;veis inferiores de  dificuldade. A inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as m&eacute;dias na dificuldade de itens de compreens&atilde;o literal e inferencial &eacute;  comprovada pelos resultados da an&aacute;lise de vari&acirc;ncia. Esta diferen&ccedil;a nos resultados m&eacute;dios foi todavia observada no  estudo de Basaraba e colaboradores (2013) em dois dos seus momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, embora n&atilde;o tenha sido observada num  terceiro.</p>     <p>A obten&ccedil;&atilde;o de resultados distintos entre ambos os estudos pode estar relacionada com a aus&ecirc;ncia de controlo do tipo de  infer&ecirc;ncias solicitadas em cada um dos estudos. De facto, a elabora&ccedil;&atilde;o de infer&ecirc;ncias pode envolver o simples  estabelecimento da coer&ecirc;ncia textual ao permitir ao indiv&iacute;duo efetuar a liga&ccedil;&atilde;o entre as premissas do texto, ou pode  passar por um n&iacute;vel de constru&ccedil;&atilde;o que envolve maior complexidade ao exigir a integra&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de  conhecimentos pr&eacute;vios (van Kleeck, 2008). Alguns autores t&ecirc;m por isso distinguido entre infer&ecirc;ncias de coer&ecirc;ncia &ndash;  essenciais para a compreens&atilde;o e baseadas maioritariamente na informa&ccedil;&atilde;o presente no texto &ndash; e infer&ecirc;ncias  elaborativas &ndash; nem sempre essenciais para a compreens&atilde;o mas que permitem obter uma representa&ccedil;&atilde;o mental do texto mais  completa (Cain, Oakhill, Barnes, &amp; Bryant, 2001). As crian&ccedil;as dos primeiros anos de escolaridade parecem usar mais frequentemente  infer&ecirc;ncias de estabelecimento da coer&ecirc;ncia do texto (Singer, 1994) e parecem ter mais dificuldade em perceber qual a  informa&ccedil;&atilde;o a utilizar na constru&ccedil;&atilde;o das segundas, evocando frequentemente premissas erradas no texto para a  formula&ccedil;&atilde;o de infer&ecirc;ncias elaborativas (Cain et al., 2001). Por conseguinte, &eacute; plaus&iacute;vel supor que as perguntas  de compreens&atilde;o inferencial podem colocar diferentes magnitudes de exig&ecirc;ncia aos leitores em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de  infer&ecirc;ncia avaliado. Consideremos um dos itens com menor grau de dificuldade, o item 31 (ver <a href="#a1">Anexo 1</a>, exemplo 1),  apresentado na modalidade de leitura, referente a texto informativo e que avalia compreens&atilde;o inferencial. Neste exemplo, o leitor  dever&aacute; realizar uma infer&ecirc;ncia baseada em larga medida no conte&uacute;do presente no texto, embora esta envolva tamb&eacute;m a  mobiliza&ccedil;&atilde;o de alguns conhecimentos pr&eacute;vios, nomeadamente de tipo lexical. Para al&eacute;m desta passagem, ao longo do texto  eram dadas v&aacute;rias pistas que ajudavam identifica&ccedil;&atilde;o da infer&ecirc;ncia proposta numa das alternativas. A  utiliza&ccedil;&atilde;o de perguntas com resposta de escolha m&uacute;ltipla pode ser tamb&eacute;m de certo modo facilitadora, na medida em que a  tarefa &eacute; apenas de identifica&ccedil;&atilde;o de uma infer&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="a1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a08a1.jpg" width="560" height="582"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por oposi&ccedil;&atilde;o, considere-se o item 4 (ver <a href="#a1">Anexo 1</a>, exemplo 2) &ndash; de compreens&atilde;o literal e referente a  texto narrativo &ndash; que apresentou um &iacute;ndice de dificuldade relativamente elevado face a outros de compreens&atilde;o inferencial (ver  <a href="#f1">Figura 1</a>). Neste caso, a resposta estava explicitamente referida na passagem &ldquo;[...] pedia ela &agrave; minha m&atilde;e, ou  &agrave; minha tia, ou &agrave; minha irm&atilde; do meio, que tinha o h&aacute;bito de lhes rondar as saias&rdquo;. Apesar de se tratar de uma  pergunta de compreens&atilde;o literal, o pronome relativo &ldquo;que&rdquo; introduzido na sequ&ecirc;ncia de uma enumera&ccedil;&atilde;o pode  ter inibido a identifica&ccedil;&atilde;o do referente (ali&aacute;s imediatamente anterior).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A possibilidade de generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados deste estudo &eacute; limitada pelo facto de este ter sido conduzido com alunos de  um ano de escolaridade e de a amostra ter sido avaliada apenas no final do ano escolar. Estudos futuros dever&atilde;o considerar a possibilidade  de ampliar o n&uacute;mero de momentos de recolha e os anos de escolaridade avaliados. Embora o n&uacute;mero e a extens&atilde;o dos textos nos  testes de avalia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o oral e da leitura seja semelhante, a extens&atilde;o dos excertos &eacute; inferior nos  textos apresentados oralmente, de forma a evitar a sobrecarga da mem&oacute;ria de trabalho. Al&eacute;m disso, nos testes de  avalia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o da leitura foi permitido aos alunos retroceder na leitura nos textos e consult&aacute;-los sem  limita&ccedil;&otilde;es, enquanto nos testes de avalia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o oral os textos s&oacute; puderam ser ouvidos uma  &uacute;nica vez por cada aluno, n&atilde;o sendo permitido retroceder na audi&ccedil;&atilde;o destes. A n&atilde;o homogeneiza&ccedil;&atilde;o  destas condi&ccedil;&otilde;es apresenta-se tamb&eacute;m como uma limita&ccedil;&atilde;o deste estudo que deve ser considerada em estudos  futuros. Outra limita&ccedil;&atilde;o relaciona-se com o facto de as medidas utilizadas serem compostas por perguntas de escolha m&uacute;ltipla,  com tr&ecirc;s alternativas de resposta. Embora tal garanta a uniformiza&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es da avalia&ccedil;&atilde;o,  estudos futuros dever&atilde;o considerar incluir adicionalmente outras medidas que incluam outros tipos de perguntas (por exemplo, perguntas de  resposta aberta), a fim de perceber se o formato da pergunta exerce tamb&eacute;m algum efeito sobre a exig&ecirc;ncia dos testes de  avalia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o de textos. Estudos futuros dever&atilde;o tamb&eacute;m explorar a exist&ecirc;ncia de  diferen&ccedil;as de dificuldade entre perguntas que remetem para diferentes tipos de infer&ecirc;ncias, dentro do n&iacute;vel de  compreens&atilde;o inferencial, e poder&atilde;o considerar a possibilidade de estudarem ainda o efeito de outros n&iacute;veis de  compreens&atilde;o como a reorganiza&ccedil;&atilde;o ou a compreens&atilde;o cr&iacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Alonzo, J., Basaraba, D., Tindal, G., &amp; Carriveau, R. S. (2009). They read, but how well do they understand?. <i>Assessment for Effective  Intervention, 35</i>, 34-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031613&pid=S0870-8231201700030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ara&uacute;jo, L., Folgado, C., &amp; Pocinho, M. (2009). Reading comprehension in primary school: Textbooks, curriculum, and assessment.  <i>L1-Educational Studies in Language and Literature, 9</i>(4), 27-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031615&pid=S0870-8231201700030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Basaraba, D., Yovanoff, P., Alonzo, J., &amp; Tindal, G. (2013). Examining the structure of reading comprehension: do literal, inferential, and  evaluative comprehension truly exist?. <i>Reading and Writing, 26</i>, 349-379.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031617&pid=S0870-8231201700030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Berninger, V. W., &amp; Abbott, R. D. (2010). Listening comprehension, oral expression, reading comprehension, and written expression: Related  yet unique language systems in grades 1, 3, 5, and 7. <i>Journal of Educational Psychology, 102</i>, 635-651.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031619&pid=S0870-8231201700030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Best, R. M., Floyd, R. G., &amp; Mcnamara, D. S. (2008). Differential competencies contributing to children&rsquo;s comprehension of narrative  and expository texts. <i>Reading Psychology, 29</i>, 137-164. doi: 10.1080/02702710801963951</p>     <!-- ref --><p>Bond, T. G., &amp; Fox, C. M. (2007). <i>Applying the Rasch model: Fundamental measurement in the human sciences</i> (2<sup>nd</sup> ed.).  Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031622&pid=S0870-8231201700030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cadime, I., Ribeiro, I., Viana, F. L., Santos, S., &amp; Prieto, G. (2014). Calibration of a reading comprehension test for Portuguese students.  <i>Anales de Psicolog&iacute;a, 30</i>, 1025-1034. doi: 10.6018/analesps.30.3.172611&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031624&pid=S0870-8231201700030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cain, K., &amp; Oakhill, J. (2006). Profiles of children with specific reading comprehension difficulties. <i>The British Journal of Educational  Psychology, 76</i>, 683-696. doi: 10.1348/0007099056x67610&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031625&pid=S0870-8231201700030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cain, K., Oakhill, J., Barnes, M. A., &amp; Bryant, P. E. (2001). Comprehension skill, inference-making ability, and their relation to  knowledge. <i>Memory &amp; Cognition, 29</i>, 850-859.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031626&pid=S0870-8231201700030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Carnine, D. W., Silbert, J., Kame&rsquo;enui, E. J., &amp; Tarver, S. G. (2010). <i>Direct instruction reading</i> (5<sup>th</sup> ed.). Upper  Saddle River, NJ: Prentice Hall.</p>     <!-- ref --><p>Carretti, B., Caldarola, N., Tencati, C., &amp; Cornoldi, C. (2014). Improving reading comprehension in reading and listening settings: The  effect of two training programmes focusing on metacognition and working memory. <i>The British Journal of Educational Psychology, 84</i>, 194-210.  doi: 10.1111/bjep.12022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031629&pid=S0870-8231201700030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cervetti, G. N., Bravo, M. A., Hiebert, E. H., Pearson, P. D., &amp; Jaynes, C. A. (2009). Text genre and science content: Ease of reading,  comprehension, and reader preference. <i>Reading Psychology, 30</i>, 487-511.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031630&pid=S0870-8231201700030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Colomer, T., &amp; Camps, A. (2002). <i>Ensinar a ler, ensinar a compreender</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031632&pid=S0870-8231201700030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>de Ayala, R. J. (2009). <i>The theory and practice of item response theory</i>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031634&pid=S0870-8231201700030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Diakidoy, I.-A., Stylianou, P., Karefillidou, C., &amp; Papageorgiou, P. (2005). The relationship between listening and reading comprehension of  different types of text at increasing grade levels. <i>Reading Psychology, 26</i>, 55-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031636&pid=S0870-8231201700030000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Duke, N., Pressley, M., &amp; Hilden, K. (2004). Difficulties with reading comprehension. In C. A. Stone, E. R. Silliman, B. J. Ehren, &amp; K.  Apel (Eds.), <i>Handbook of language and literacy: Development and disorders</i> (pp. 501-520). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031638&pid=S0870-8231201700030000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fayol, M. (1992). Comprendre ce qu&rsquo;on lit: De l&rsquo;automatisme au controle. In M. Fayol, J. E. Gombert, P. Lecoq, L. Sprenger-Charoles,  &amp; D. Zagar (Eds.), <i>Psychologie cognitive de la lecture</i> (pp. 73-105). Paris: Presses Universitaires de France.</p>     <!-- ref --><p>Fayol, M. (2003). <i>La compr&eacute;hension: Evaluation, difficult&eacute;s et interventions</i>. Retrieved from  <a href="http://www.cndp.fr/bienlire/01-actualite/document/fayol.pdf"  target="_blank">http://www.cndp.fr/bienlire/01-actualite/document/fayol.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031641&pid=S0870-8231201700030000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Fayol, M., &amp; Morais, J. (2004). La lecture et son apprentissage. In Observatoire National de la Lecture (Ed.), <i>L&rsquo;&eacute;volution  de l&rsquo;enseignement de la lecture en France, depuis dix ans</i> (pp. 13-60). Paris: Minist&egrave;re de l&rsquo;&Eacute;ducation Nationale, de  l&rsquo;Enseignement Sup&eacute;rieur et de la Recherche.</p>     <p>Goff, D., Pratt, C., &amp; Ong, B. (2005). The relations between children&rsquo;s reading comprehension, working memory, language skills and  components of reading decoding in a normal sample. <i>Reading and Writing, 18</i>, 583-616. doi: 10.1007/s11145-004-7109-0</p>     <!-- ref --><p>Goldman, S. R., &amp; Rakestraw, J. A. (2000). Structural aspects of constructing meaning from text. In M. Kamil, P. B. Mosenthal, P. D.  Pearson, &amp; R. Barr (Eds.), <i>Handbook of reading research</i> (Vol. III, pp. 311-336). Mahwah, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031644&pid=S0870-8231201700030000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Herber, H. (1978). <i>Teaching reading in content areas</i> (2<sup>nd</sup> ed.). Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031646&pid=S0870-8231201700030000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hulme, C., &amp; Snowling, M. (2011). 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pearson, P. D., &amp; Johnson, D. D. (1978). <i>Teaching reading comprehension</i>. New York: Holt, Rinehart and Winston.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031660&pid=S0870-8231201700030000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RAND Reading Study Group. (2002). <i>Reading for understanding toward an R &amp; D program in reading comprehension</i>. 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New York:  Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031667&pid=S0870-8231201700030000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Smith, R. J., &amp; Barrett, T. C. (1979). <i>Teaching reading in the middle grades</i> (2<sup>nd</sup> ed.). Reading, MA:  Addison-Wesley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031669&pid=S0870-8231201700030000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sticht, T. G., Beck, L. J., Hauke, R. N., Kleinman, G. M., &amp; James, J. H. (1974). <i>Auding and reading: A developmental model</i>.  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L., Santos, S., Ribeiro, I., Chaves-Sousa, S., Brand&atilde;o, S., Cadime, I., &amp; Maia, J. (2015). Listening comprehension  assessment: Validity studies of two vertically scaled tests for Portuguese students. <i>Universitas Psychologica, 14</i>, 345-354. doi:  10.11144/Javeriana.upsy14-1.lcav&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=031676&pid=S0870-8231201700030000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wolfe, M. B. W., &amp; Woodwyk, J. M. (2010). 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<body><![CDATA[<p>Yildirim, K., Yildiz, M., Ates, S., &amp; Rasinski, T. (2010). Fifth-Grade Turkish elementary school students&rsquo; listening and reading  comprehension levels with regard to text types. <i>Educational Sciences: Theory &amp; Practice, 10</i>, 1879-1891.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Irene Cadime, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Estudos da  Crian&ccedil;a, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:irenecadime@ie.uminho.pt ">irenecadime@ie.uminho.pt </a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este estudo foi realizado em parte no Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia (UID/PSI/01662/2013), Universidade do Minho, e foi  financeiramente suportado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia e pelo Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e  Ensino Superior, atrav&eacute;s de fundos nacionais, e co-financiado pelo FEDER, atrav&eacute;s do COMPETE2020, no &acirc;mbito do acordo Portugal  2020 (POCI-01-0145-FEDER-007653).</p>      <p>As duas primeiras autoras s&atilde;o ainda apoiadas por bolsas da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (refer&ecirc;ncias  SFRH/BPD/102549/2014 e SFRH/BD/94763/2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 19/02/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 08/07/2016</p>      ]]></body><back>
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