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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cinismo organizacional: Estudo preliminar de adaptação de uma escala de medida para o contexto português]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Organizational cynicism, understood as an attitude of disbelief towards the organization and its management, resulting from the lack of coherence of management practices and translated by negative feelings and behaviors, is a construct that has recently been subjected to several studies. For the measurement of this construct two questionnaires have been used, although none of them has been studied for the Portuguese context. Thus, the present study consisted in the adaptation of the measurement scale of organizational cynicism proposed by Brandes, Dharwadkar and Dean (1999) for the portuguese context. The results follow the proposal of the authors, pointing to the three-dimensional character of the construct, although not rejecting the possibility of its uni-dimensionality. The results suggest an instrument with good properties of measurement. The implications of these results are discussed.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cinismo organizacional]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Dimensões do cinismo organizacional]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Escala de medida]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Cinismo organizacional: Estudo preliminar de adapta&ccedil;&atilde;o de uma escala de medida para o contexto portugu&ecirc;s</b></p>     <p><b>Dirce Monteiro Assis<sup>1</sup>, Jos&eacute; Lu&iacute;s Nascimento<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas da Universidade de Lisboa</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O cinismo organizacional, entendido como uma atitude de descren&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o e &agrave;  sua gest&atilde;o, resultante da falta de congru&ecirc;ncia das pr&aacute;ticas de gest&atilde;o e traduzida por sentimentos e comportamentos  negativos, &eacute; um constructo que tem vindo a ser recentemente sujeito a diversos estudos. Para a medi&ccedil;&atilde;o deste constructo  t&ecirc;m sido utilizados dois question&aacute;rios, sendo que nenhum dos quais est&aacute; estudado para o contexto portugu&ecirc;s. Assim, o  presente estudo consistiu na adapta&ccedil;&atilde;o da escala de medida do cinismo organizacional proposta por Brandes, Dharwadkar e Dean (1999)  para o contexto portugu&ecirc;s. Os resultados obtidos seguem na linha da proposta dos autores, apontando para o car&aacute;ter tridimensional do  constructo, embora n&atilde;o permitam rejeitar a possibilidade de este ser unidimensional. Os resultados sugerem um instrumento com boas  propriedades de medida. Foram discutidas as implica&ccedil;&otilde;es destes resultados.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Cinismo organizacional, Dimens&otilde;es do cinismo organizacional, Escala de medida.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Organizational cynicism, understood as an attitude of disbelief towards the organization and its management, resulting from the lack of  coherence of management practices and translated by negative feelings and behaviors, is a construct that has recently been subjected to several  studies. For the measurement of this construct two questionnaires have been used, although none of them has been studied for the Portuguese  context. Thus, the present study consisted in the adaptation of the measurement scale of organizational cynicism proposed by Brandes, Dharwadkar  and Dean (1999) for the portuguese context. The results follow the proposal of the authors, pointing to the three-dimensional character of the  construct, although not rejecting the possibility of its uni-dimensionality. The results suggest an instrument with good properties of  measurement. The implications of these results are discussed.</p>     <p><b>Key words</b>: Organizational cynicism, Dimensions of organizational cynicism, Scale of measurement.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Segundo Beer, Spector, Lawrence, Mills e Walton (1984) ou Beer, Boselie e Brewster, (2015) h&aacute; quatro grandes quest&otilde;es que devem  ser endere&ccedil;adas diretamente pela Gest&atilde;o de Recursos Humanos, sendo que uma delas refere-se &agrave;s quest&otilde;es da  congru&ecirc;ncia de gest&atilde;o. Esta quest&atilde;o &eacute; particularmente sens&iacute;vel, independentemente do contexto e do tipo de  organiza&ccedil;&atilde;o, em situa&ccedil;&otilde;es de mudan&ccedil;a, quer do contexto, quer da organiza&ccedil;&atilde;o,  situa&ccedil;&otilde;es em que &eacute; potenciada a perce&ccedil;&atilde;o de aus&ecirc;ncia de congru&ecirc;ncia das pr&aacute;ticas de  gest&atilde;o (Beer et al., 1984; Bilhim, 2009).</p>     <p>As transforma&ccedil;&otilde;es a que se tem assistido, quer no contexto externo, quer nas organiza&ccedil;&otilde;es, t&ecirc;m vindo a  influenciar a forma de gest&atilde;o, nomeadamente dos recursos humanos, focando-se na obten&ccedil;&atilde;o de resultados imediatos e de curto  prazo, muitas vezes sem se ter em linha de conta os colaboradores (Kanter, 2009; Kochan, 2012).</p>     <p>Esta nova realidade gestion&aacute;ria, nem sempre &eacute; percecionada positivamente pelos trabalhadores/colaboradores, podendo originar  atitudes e comportamentos negativos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o e &agrave; sua gest&atilde;o, potenciado pela  incongru&ecirc;ncia, por um lado, entre os valores pessoais e os organizacionais e, por outro, entre os valores organizacionais explicitados pela  gest&atilde;o e a pr&oacute;pria pr&aacute;tica dessa mesma gest&atilde;o. S&atilde;o estas incoer&ecirc;ncias que originam o cinismo  organizacional (Abraham, 2000; Brown &amp; Cregan, 2008). O cinismo organizacional refere-se a uma forma de autodefesa, que comporta pensamentos e  sentimentos negativos e descr&eacute;dito em rela&ccedil;&atilde;o, quer &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o em si, quer em rela&ccedil;&atilde;o  aos que nela t&ecirc;m poder de decis&atilde;o (Naus, Iterson, &amp; Roe, 2007). Consiste numa atitude negativa do indiv&iacute;duo em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o para a qual trabalha, compreendendo uma dimens&atilde;o cognitiva, afetiva e  comportamental (Abraham, 2000; Brandes, Dharwadkar, &amp; Dean 1999; Dean, Brandes, &amp; Dharwadkar, 1998).</p>     <p>O conceito de cinismo organizacional tem vindo a assumir algum relevo no decurso dos &uacute;ltimos anos, existindo estudos que abordam esta  tem&aacute;tica, apesar de ainda serem escassos (Chiaburu, Peng, Oh, Banks, &amp; Lomeli, 2013). Esta tend&ecirc;ncia &eacute; tamb&eacute;m  acompanhada em Portugal, verificando-se a publica&ccedil;&atilde;o de estudos que abordam este constructo (Dias, 2011; Neves, 2012), nomeadamente  em termos da sua conceptualiza&ccedil;&atilde;o e de valida&ccedil;&atilde;o de instrumentos propostos para a sua medi&ccedil;&atilde;o (Assis  &amp; Nascimento, 2014).</p>     <p>&Eacute; de referir que Naus e colaboradores (2007) consideram o cinismo como uma estrat&eacute;gia comportamental inserida no modelo EVLN  proposto por Rusbult, Zembrodt e Gunn (1982). Assim, o cinismo apresenta um foco mais pessoal e comportamental, isto &eacute;, os empregados  s&atilde;o c&iacute;nicos, estando-se por isso perante uma estrat&eacute;gia comportamental. Assim, perde-se a perspetiva organizacional resultante  da perce&ccedil;&atilde;o da aus&ecirc;ncia de congru&ecirc;ncia de gest&atilde;o (Beer et al., 1984), sendo o sujeito c&iacute;nico n&atilde;o a  pessoa, mas a organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Importa ainda referir que foi identificado um estudo em Portugal (Dias, 2011) que utilizou o modelo EVLNC (Naus, 2007). No entanto, os  resultados sugerem a possibilidade de haver limita&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; adaptabilidade desta escala &agrave; realidade portuguesa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Face ao exposto anteriormente optou-se por utilizar a escala de Brandes e colaboradores (1999) que perspetiva o cinismo organizacional como uma  atitude global em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o, resultante da perce&ccedil;&atilde;o da aus&ecirc;ncia de  congru&ecirc;ncia e com uma componente afetiva, cognitiva e comportamental.</p>     <p>N&atilde;o tendo sido encontrados estudos em Portugal que tivessem adaptado e validado esta escala, o presente trabalho apresenta uma proposta  de adapta&ccedil;&atilde;o da mesma para o contexto portugu&ecirc;s. Desta forma pretende-se disponibilizar &agrave; comunidade cient&iacute;fica a  escala de medida do Cinismo Organizacional proposta por Brandes e colaboradores (1999), adaptada &agrave; realidade portuguesa, contribuindo desta  forma para a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos futuros desenvolvidos em Portugal e em portugu&ecirc;s. Nesta linha refere-se o estudo de Neves  (2012), apesar de este n&atilde;o se focar especificamente na adaptabilidade da escala do cinismo organizacional para Portugal.</p>     <p>Como refere Neves (2012), o foco da literatura existente est&aacute; na compreens&atilde;o dos antecedentes e das consequ&ecirc;ncias do  cinismo. Contudo, para uma avalia&ccedil;&atilde;o correta dessas consequ&ecirc;ncias &eacute; imperativo avaliar o grau de cinismo existente nas  organiza&ccedil;&otilde;es, tornando-se por isso relevante a exist&ecirc;ncia de um instrumento de medida adaptado ao contexto portugu&ecirc;s.</p>     <p>A exist&ecirc;ncia de tal instrumento poder&aacute; constituir um contributo para que a comunidade cient&iacute;fica possa estudar este  fen&oacute;meno crescente nas organiza&ccedil;&otilde;es ocidentais contempor&acirc;neas (Andersson, 1996), e assim mitigar a inexist&ecirc;ncia de  estudos sobre o impacto do cinismo organizacional nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e, consequentemente, no funcionamento das  organiza&ccedil;&otilde;es (Neves, 2012).</p>     <p>Mais ainda, Neves (2012) refere que seria interessante verificar se a associa&ccedil;&atilde;o de um conjunto de caracter&iacute;sticas, tais  como a personalidade ou o desempenho, tamb&eacute;m se altera em fun&ccedil;&atilde;o de diferentes n&iacute;veis de cinismo organizacional. Ora,  para que seja poss&iacute;vel a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos dessa natureza a exist&ecirc;ncia de um instrumento de medida adequado ao e  para o contexto portugu&ecirc;s &eacute; imperativa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Definindo uma medida de cinismo organizacional</i></p>     <p>As primeiras conceptualiza&ccedil;&otilde;es do cinismo organizacional perspetivaram-no como um fen&oacute;meno multifacetado, de natureza  atitudinal, resultante de uma resposta adaptativa do indiv&iacute;duo a incongru&ecirc;ncias das pr&aacute;ticas de gest&atilde;o, podendo ser  percecionado quer positiva, quer negativamente (Andersson, 1996; Andersson &amp; Bateman, 1997; Bateman, Sakano, &amp; Fugita, 1992; Brandes et  al., 1999).</p>     <p>Os desenvolvimentos posteriores seguem esta linha, real&ccedil;ando a falta de congru&ecirc;ncia na rela&ccedil;&atilde;o existente entre a  organiza&ccedil;&atilde;o e o indiv&iacute;duo, gerando a cren&ccedil;a de que as organiza&ccedil;&otilde;es e os seus gestores n&atilde;o  t&ecirc;m escr&uacute;pulos nem integridade, atuando unicamente com uma orienta&ccedil;&atilde;o para os interesses e objetivos organizacionais,  bem como dos seus pr&oacute;prios interesses, em detrimento de todos os outros colaboradores. Nesta linha, o cinismo organizacional traduz-se em  coment&aacute;rios e sentimentos negativos, nomeadamente atrav&eacute;s da nega&ccedil;&atilde;o de um impacto positivo dos valores da  organiza&ccedil;&atilde;o na tomada de decis&atilde;o (Abraham, 2000; Chiaburu et al., 2013; Davis &amp; Gardner, 2004; Johnson &amp;  O&rsquo;Leary-Kelly, 2003; Stanley, Meyer, &amp; Topolnytsky, 2005; Turner &amp; Velentine, 2001; Valentine &amp; Elias, 2005).</p>     <p>De acordo com o quadro te&oacute;rico estabelecido (Andersson, 1996; Brandes et al., 1999; Dean et al., 1998; Johnson &amp; O&rsquo;Leary-Kelly,  2003; Naus et al., 2007; Turner &amp; Valentine, 2001; Urbany, 2005) o cinismo organizacional compreende uma dimens&atilde;o cognitiva, outra  afetiva e uma terceira comportamental. A componente cognitiva reflete a cren&ccedil;a de que a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute;  &iacute;ntegra com os seus trabalhadores, bem como com os restantes <i>stakeholders</i> e com a sociedade em geral. A componente afetiva traduz-se  por sentimentos de frustra&ccedil;&atilde;o, desilus&atilde;o e desconfian&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o e  &agrave; sua gest&atilde;o, chegando mesmo a ser referida por O&rsquo;Leary (2003) como uma narrativa de injusti&ccedil;a. A componente  comportamental tem a ver com a tend&ecirc;ncia para a assun&ccedil;&atilde;o de comportamentos depreciativos e cr&iacute;ticos em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o que est&atilde;o alinhados com as cren&ccedil;as (cogni&ccedil;&atilde;o) e os  sentimentos (afetos) do indiv&iacute;duo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na sequ&ecirc;ncia da conceptualiza&ccedil;&atilde;o do cinismo organizacional, Brandes e colaboradores (1999), propuseram uma escala de medida  deste constructo que apresenta um forte alinhamento com desenvolvimentos posteriores na abordagem ao cinismo organizacional. Estes autores  propuseram uma escala de medida do cinismo organizacional constitu&iacute;da por tr&ecirc;s subescalas, que medem cada uma das dimens&otilde;es do  cinismo organizacional, nomeadamente a dimens&atilde;o cognitiva, a afetiva e a comportamental. A subescala cognitiva &eacute; constitu&iacute;da  por seis itens (e.g., &ldquo;<i>I see little similarity between what [organization] says it will do and what it actually does&rdquo; e  &ldquo;[Organization]&rsquo;s policies, goals, and practices seem to have little in common</i>&rdquo;) e as subescalas afetiva e comportamental por  quatro itens, que incluem &ldquo;<i>How often do you experience irritation when you think about [organization]?</i>&rdquo;, &ldquo;<i>How often do  you experience anxiety when you think about [organization]?</i>&rdquo; e &ldquo;<i>I often talk to others about the ways things are run at  [organization]</i>&rdquo;, &ldquo;<i>I complain about how things happen at [organization] to friends outside the organization</i>&rdquo;,  respetivamente.</p>     <p>Numa outra abordagem Johnson e O&rsquo;Leary-Kelly (2003) propuseram uma escala, constitu&iacute;da por duas subescalas para medir  respetivamente a dimens&atilde;o afetiva e cognitiva do cinismo organizacional. Para a dimens&atilde;o afetiva os autores propuseram uma escala de  nove pontos de diferencia&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica, constitu&iacute;da por cinco itens, em concreto &ldquo;<i>Cynical-Hopeful</i>&rdquo;,  &ldquo;<i>Satisfied-Aggravated</i>&rdquo;, &ldquo;<i>Tense-Calm</i>&rdquo;, &ldquo;<i>Anxious-Reassured</i>&rdquo; e &ldquo;<i>Fed  up-Inspired</i>&rdquo;, tendo apresentado um coeficiente <i>Alpha</i> de <i>Cronbach</i> de .95. J&aacute; a subescala proposta para medir o  cinismo organizacional cognitivo era constitu&iacute;da por cinco itens, como por exemplo &ldquo;<i>I believe that [the organization] always does  what it says it will do</i>&rdquo;, &ldquo;<i>When [the organization] says it&rsquo;s going to do something, I know that it will really  happen</i>&rdquo;, apresentando um coeficiente <i>Alpha</i> de <i>Cronbach</i> de .89.</p>     <p>No estudo realizado por Neves (2012) foi utilizada a escala do cinismo organizacional tendo apresentado para uma amostra portuguesa um  coeficiente <i>Alpha</i> de <i>Cronbach</i> de .77.</p>     <p>Na abordagem de Naus e colaboradores (2007) o cinismo organizacional &eacute; tido como um constructo unidimensional, sendo considerado como um  quinto comportamento do modelo EVLN (Exit, Voice, Loyalty e Neglect) de Hirshman (1970) e desenvolvido por Rusbult e colaboradores (1982). Nesta  linha, Naus e colaboradores (2007) propuseram cinco subescalas para medir cada um destes comportamentos, sendo uma delas a do cinismo,  constitu&iacute;da por seis itens, entre os quais, &ldquo;<i>Express the feeling that you are not taken seriously by the organization</i>&rdquo;,  &ldquo;<i>Talk to your colleagues about your management&rsquo;s incompetence</i>&rdquo;. Esta escala foi utilizada por Dias (2011) tendo  apresentado um coeficiente <i>Alpha</i> de <i>Cronbach</i> de .62 para uma amostra portuguesa.</p>     <p>Num estudo inicial, com a escala de Naus e colaboradores (2007), utilizando uma pequena amostra de 81 indiv&iacute;duos, em que se pretendia  verificar a tradu&ccedil;&atilde;o desta escala, tendo-se obtido um coeficiente <i>Alpha</i> de <i>Cronbach</i> de .50 sugerindo este resultado uma  fiabilidade n&atilde;o aceit&aacute;vel.</p>     <p>Na medida em que o modelo de cinismo organizacional de Brandes e colaboradores (1999) tem uma maior complexidade, por apresentar o cinismo numa  dimens&atilde;o cognitiva, afetiva e comportamental, optou-se por utilizar a escala associada a este modelo (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a10t1.jpg" width="576" height="554"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo pretende adaptar a escala de Brandes e colaboradores (1999) ao contexto portugu&ecirc;s e identificar a suas principais  caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>Foram utilizados os crit&eacute;rios definidos por Brislin (1986), para a adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o do instrumento de  medida.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 153 sujeitos, todos eles trabalhadores de organiza&ccedil;&otilde;es de diversos setores de atividade,  p&uacute;blico e privado, sendo 63.5% do sexo feminino e 34.7% do sexo masculino. A amostra apresenta uma m&eacute;dia de idades de 32.7 anos,  com um desvio padr&atilde;o de 9.92 anos, estando a idade compreendida entre os 20 e os 62 anos. Relativamente &agrave; antiguidade na  profiss&atilde;o a m&eacute;dia &eacute; de 10.1 anos, com um desvio padr&atilde;o de 9.04, sendo a antiguidade m&iacute;nima inferior a 1 ano e a  m&aacute;xima de 40 anos. No que diz respeito &agrave; antiguidade nas organiza&ccedil;&otilde;es onde trabalham o m&iacute;nimo &eacute; inferior  a 1 ano e o m&aacute;ximo 32 anos, o que corresponde a uma m&eacute;dia de 8.2 anos, com um desvio padr&atilde;o de 7.99. No que concerne &agrave;  antiguidade na categoria profissional atual a m&eacute;dia &eacute; de 6.2 anos, com um desvio padr&atilde;o de 6.3 variando entre menos de 1 ano e  40 anos.</p>     <p>O question&aacute;rio foi aplicado atrav&eacute;s do processo de &ldquo;papel e l&aacute;pis&rdquo; a alunos de diversos cursos em regime  p&oacute;s-laboral de uma escola integrada na Universidade de Lisboa. Dos alunos respondentes, foram exclu&iacute;dos os que n&atilde;o preencheram  na totalidade o question&aacute;rio referente ao Cinismo Organizacional, bem como que n&atilde;o tinham uma atividade profissional. Assim, os 153  sujeitos que constituem a amostra corresponde unicamente a trabalhadores estudantes. Atrav&eacute;s deste processo obteve-se um r&aacute;cio  sujeito/item de 10.3 o que &eacute; aceit&aacute;vel para o presente estudo (Hill &amp; Hill, 2012; Mar&ocirc;co, 2014).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi utilizado o question&aacute;rio de Cinismo Organizacional de Brandes e colaboradores (1999). Este question&aacute;rio &eacute; composto por  catorze afirma&ccedil;&otilde;es, seis respeitantes &agrave; componente cognitiva, quatro relativas &agrave; componente afetiva e quatro &agrave;  componente comportamental (<a href="#t2">Tabela 2</a>), sendo a resposta dada numa escala de tipo Likert de sete pontos em que &ldquo;1&rdquo;  corresponde a &ldquo;Discordo Totalmente&rdquo; e &ldquo;7&rdquo; corresponde a &ldquo;Concordo Totalmente&rdquo;. Foi tamb&eacute;m  inclu&iacute;do um question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico, no sentido de se caracterizar a amostra utilizada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a10t2.jpg" width="575" height="381"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>O question&aacute;rio de Cinismo Organizacional de Brandes e colaboradores foi traduzido para portugu&ecirc;s atrav&eacute;s do m&eacute;todo de  tradu&ccedil;&atilde;o-retradu&ccedil;&atilde;o (Brislin, 1986; Hill &amp; Hill, 2012). Posteriormente a escala foi apresentada e discutida por um  grupo de cinco gestores de recursos humanos de forma a obter-se uma vers&atilde;o mais adaptada aos condicionalismos portugueses. Optou-se por uma  reda&ccedil;&atilde;o que reduzisse a componente pessoal atrav&eacute;s de uma maior enfase nos empregados enquanto coletivo e manter a estrutura  proposta pelos autores. Considerou-se como finalizada a tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o deste question&aacute;rio para  portugu&ecirc;s quando se obteve um consenso entre os cinco elementos externos na aprecia&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Sensibilidade e fiabilidade</i></p>     <p>Utilizou-se o valor da curtose e da simetria para medir a sensibilidade e o coeficiente <i>Alpha de Cronbach</i> para medir a fiabilidade das  tr&ecirc;s subescalas (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a10t3.jpg" width="577" height="135"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os valores obtidos sugerem estar-se perante uma distribui&ccedil;&atilde;o normal (entre o intervalo de .5 e -.5) com uma boa sensibilidade  (entre 2 e -2) e uma fiabilidade aceit&aacute;vel (superiores a .6) (Hair, Black, Babin, &amp; Anderson, 2010; Mar&ocirc;co, 2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise fatorial</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para testar a validade do modelo de medida do Cinismo Organizacional de Brandes e colaboradores (1999) foram utilizadas t&eacute;cnicas de  an&aacute;lise fatorial por serem as que melhor medem a vari&acirc;ncia explicada das vari&aacute;veis latentes atrav&eacute;s de cada item da  escada de medida (vari&aacute;veis manifestas) (Hair, Black, Babin, &amp; Anderson, 2010; Hill &amp; Hill, 2012; Maroco, 2014; Salgueiro, 2007).</p>     <p>Realizou-se inicialmente uma an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria atrav&eacute;s do m&eacute;todo <i>Robust Maximum Likelihood</i> e  numa solu&ccedil;&atilde;o completamente estandardizada (Hair et al., 2010; Salgueiro, 2007). A solu&ccedil;&atilde;o encontrada  (<a href="#f1">Figura 1</a>) apresentou uma bondade-de-ajustamento considerada como aceit&aacute;vel (<i>&chi;<Sup>2</Sup></i>=121.77;  <i>df</i>=74; RMSEA=.067; CFI=.83; CN=123.68; IFI=.98; CFI=.98; <i>&chi;<Sup>2</Sup></i>/<i>df</i>=1.63; Modelo AIC=183.77). Verifica-se  tamb&eacute;m uma boa validade convergente, com um <i>factor loading</i> mais baixo de .45 (item B2_Af da subescala da dimens&atilde;o Afetiva) e  .49 (item B7_Cm da subescala referente &agrave; dimens&atilde;o Comportamental) e uma Vari&acirc;ncia Extra&iacute;da (VE) de .50 e uma Fiabilidade  de Constructo (CR) de .93 (Hair et al., 2010; Salgueiro, 2007). No entanto, face &agrave; bondade-de-ajustamento do modelo de medida e da validade  convergente obtida, decidiu-se n&atilde;o re-especificar o modelo atrav&eacute;s da elimina&ccedil;&atilde;o destes dois itens.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a10f1.jpg" width="579" height="312"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>H&aacute;, tamb&eacute;m, a assinalar a elevada correla&ccedil;&atilde;o entre as tr&ecirc;s dimens&otilde;es. Este resultado sugere que as  mesmas n&atilde;o sejam vari&aacute;veis latentes espec&iacute;ficas, mas uma &uacute;nica vari&aacute;vel pois, como Hair e colaboradores (2010)  ou Salgueiro (2007) salientaram, correla&ccedil;&otilde;es superiores a .70 indicia estar-se perante uma mesma vari&aacute;vel. Assim, no sentido  de se verificar o peso de cada uma das tr&ecirc;s dimens&otilde;es na forma&ccedil;&atilde;o do Cinismo Organizacional decidiu-se efetuar uma  an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria de segunda ordem.</p>     <p>Tamb&eacute;m o modelo de segunda ordem do Cinismo Organizacional (<a href="#f2">Figura 2</a>) revelou uma bondade-de-ajustamento  aceit&aacute;vel (<i>&chi;<Sup>2</Sup></i>=121.77; <i>df</i>=74; RMSEA=.067; CFI=.83; CN=123.69; IFI=.98; CFI=.98;  <i>&chi;<Sup>2</Sup></i>/<i>df</i>=1.65; Modelo AIC=183.77).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a10f2.jpg" width="580" height="332"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tamb&eacute;m este modelo apresenta uma validade convergente aceit&aacute;vel (VE=.5; CR=.93) com <i>Factors Loadings</i> de primeira ordem  superiores a .47. No entanto a unidimensionalidade do constructo Cinismo Organizacional torna-se ainda mais patente com <i>Factors Loadings</i> de  segunda ordem excessivamente elevados (de .93 para a Cognitiva, de .92 para a Afetiva e de 1.00 para a Comportamental). Verificou-se tamb&eacute;m  que os dois itens com <i>Factors Loadings</i> inferiores a .50 eram os mesmos do modelo inicial.</p>     <p>A unidimensionalidade do constructo Cinismo Organizacional sugerida pelos resultados &eacute; suportada teoricamente (e.g., Johnson &amp;  O&rsquo;Leary-Kelly, 2003; Neves, 2012), testou-se tamb&eacute;m uma solu&ccedil;&atilde;o unidimensional, tendo-se eliminado os itens,  anteriormente, apresentaram <i>Factors Loadings</i> inferiores a .50, em concreto o item B2_Af &ldquo;De uma forma geral, os colaboradores trocam  &ldquo;olhares&rdquo; c&uacute;mplices com os colegas de trabalho&rdquo; e o item B7_Cm &ldquo;De uma forma geral, os colaboradores costumam  comentar com outras pessoas a forma como as coisas s&atilde;o geridas na organiza&ccedil;&atilde;o&rdquo;.</p>     <p>Este terceiro modelo, que considera o Cinismo Organizacional como um constructo unidimensional (<a href="#f3">Figura 3</a>), apresentou  tamb&eacute;m uma bondade-de-ajustamento aceit&aacute;vel (<i>&chi;<Sup>2</Sup></i>=143.66; <i>df</i>=77; RMSEA=0.078; CFI=0.81; CN=108.52;  IFI=0.98; CFI=0.98; <i>&chi;<Sup>2</Sup></i>/<i>df</i>=1.87; Modelo AIC=199.66).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a10f3.jpg" width="580" height="322"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto &agrave; validade convergente, apesar da fiabilidade de constructo apresentar um valor considerado como aceit&aacute;vel (CR=.92) o mesmo  j&aacute; n&atilde;o acontece com a vari&acirc;ncia extra&iacute;da (VE=.47) que apresenta um valor inferior a .50 (Hair et al., 2010; Salgueiro,  2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Comparando os valores das medidas de bondade-de-ajustamento dos tr&ecirc;s modelos testados, verificou-se serem todos adequados, acontecendo o  mesmo &agrave; sua validade convergente. Considerando que &ldquo;Ter&aacute; melhor ajustamento o modelo que tiver menor AIC.&rdquo; (Salgueiro,  2007,</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>No presente estudo testou-se a escala do cinismo organizacional proposta por Brandes e colaboradores (1999), no sentido da sua  adapta&ccedil;&atilde;o para o contexto portugu&ecirc;s. O processo de valida&ccedil;&atilde;o, mais do que um simples estudo, &eacute; um processo  cont&iacute;nuo de utiliza&ccedil;&atilde;o em diferentes estudos, realizados em diferentes contextos de um determinado instrumento. Assim,  n&atilde;o se pode considerar o presente estudo como uma valida&ccedil;&atilde;o, mas sim como sendo a proposta de uma escala de medida adaptada  para a realidade portuguesa.</p>     <p>Nesta linha, seria importante proceder &agrave; confirma&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos, atrav&eacute;s de estudos que utilizassem  outras amostras, nomeadamente de maiores dimens&otilde;es e diferentes contextos. Sugere-se mesmo, a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos que  utilizem amostras independentes, obtidas de diferentes organiza&ccedil;&otilde;es/empresas, a fim de se poder confirmar ou infirmar os resultados  agora obtidos, nomeadamente em termos da validade nomol&oacute;gica do constructo.</p>     <p>Os resultados obtidos v&atilde;o na linha da tridimensionalidade do constructo estabelecida no quadro te&oacute;rico (e.g., Brandes et al.,  1999; Dean et al., 1998, Urbany, 2005). No entanto, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel rejeitar a possibilidade deste constructo ser  unidimensional. Na realidade as elevadas correla&ccedil;&otilde;es entre as tr&ecirc;s dimens&otilde;es, bem como os valores dos <i>factor  loadings</i> de segunda ordem v&atilde;o no sentido da unidimensionalidade deste constructo, tal como Neves (2012) utilizou no seu estudo, com a  escala de Johnson e O&rsquo;Leary-Kelly (2003), ou Dias (2011), com a escala de Naus e colaboradores (2007).</p>     <p>&Eacute; de salientar que a escala inicial proposta pelos autores apresenta uma bondade-de-ajustamento que vai no sentido da  confirma&ccedil;&atilde;o da sua validade convergente (Hair et al., 2010). No entanto, a elevada correla&ccedil;&atilde;o entre as tr&ecirc;s  dimens&otilde;es leva a questionar a tridimensionalidade deste modelo, confirmada tamb&eacute;m pela an&aacute;lise fatorial de segunda ordem. Com  correla&ccedil;&otilde;es t&atilde;o elevadas n&atilde;o podem ser consideradas como vari&aacute;veis distintas umas das outras, sendo esta  posi&ccedil;&atilde;o suportada por Mar&ocirc;co (2014), bem como por Hair e colaboradores (2010), que sugerem que correla&ccedil;&otilde;es  superiores a .7 indiciam estar-se perante a mesma vari&aacute;vel. Assim, particularmente a proposta de Johnson e O&rsquo;Leary-Kelly (2003)  utilizada por Neves (2011) poder&aacute; ser uma alternativa &agrave; presente escala. Tal facto leva &agrave; necessidade de estudos comparativos  entre as duas escalas, realizados em contexto portugu&ecirc;s.</p>     <p>Os resultados obtidos podem estar associados a quest&otilde;es de natureza cultural e social espec&iacute;ficas ao contexto portugu&ecirc;s  pois, conforme referido por Neves (2012), embora Portugal esteja localizado na Europa Ocidental, as pr&aacute;ticas das organiza&ccedil;&otilde;es  portuguesas est&atilde;o mais associadas a outros pa&iacute;ses que fazem parte do grupo da Europa Latina, como It&aacute;lia, Espanha ou  Fran&ccedil;a.</p>     <p>A possibilidade do cinismo organizacional ser influenciado por elementos contextuais, quer sociais, quer organizacionais, poder&aacute;  corresponder a uma linha de investiga&ccedil;&atilde;o que d&ecirc; coer&ecirc;ncia e integre estudos que tenham em considera&ccedil;&atilde;o  aspetos contingenciais, tais como os valores, a cultura, e at&eacute; mesmo as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&oacute;micas do contexto.</p>     <p>Por fim, para al&eacute;m da relev&acirc;ncia aplicacional, o presente estudo chama a aten&ccedil;&atilde;o para a exist&ecirc;ncia de um  importante fen&oacute;meno conduzindo &agrave; necessidade da gest&atilde;o repensar a forma de atuar, podendo o n&iacute;vel de cinismo  organizacional sentido pelos colaboradores levar a essa reflex&atilde;o. Esta problem&aacute;tica &eacute; particularmente relevante quando se  perspetiva uma situa&ccedil;&atilde;o de crise, mais estrutural do que contingencial.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Cinismo Organizacional n&atilde;o &eacute; um conceito consensual, quer na sua conceptualiza&ccedil;&atilde;o, medi&ccedil;&atilde;o e  aplica&ccedil;&atilde;o gestion&aacute;ria. Este trabalho, por ser preliminar, pretende unicamente contribuir para uma maior discuss&atilde;o deste  constructo, nomeadamente atrav&eacute;s de estudos emp&iacute;ricos que permitam uma melhor compreens&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; do seu  conte&uacute;do, mas tamb&eacute;m do seu papel na din&acirc;mica organizacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Abraham, R. (2000). Organizational cynicism: Bases and consequences. <i>Genetic, Social, and General Psychology Monographs, 126</i>, 269-292.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032072&pid=S0870-8231201700030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Andersson, L. M. (1996). Employee cynicism: An examination using a contract violation framework. <i>Human Relations, 49</i>, 1395-1418.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032074&pid=S0870-8231201700030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Andersson, L.M., &amp; Bateman, T. S. (1997). Cynicism in the workplace: Some causes and effects. <i>Journal of Organizational Behavior,  18</i>, 449-469.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032076&pid=S0870-8231201700030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Assis, D. M., &amp; Nascimento, J. L. (2014, Fevereiro). <i>O papel do comprometimento profissional na rela&ccedil;&atilde;o entre o cinismo e  o comprometimento organizacional: Um modelo conceptual</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032078&pid=S0870-8231201700030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada nas XXIV Jornadas Luso-Espanholas de  Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, Leiria.</p>     <!-- ref --><p>Bateman, T. S., Sakano, T., &amp; Fujita, M. (1992). Roger, me, and my attitude: Film propaganda and cynicism toward corporate leadership.  <i>Journal of Applied Psychology, 77</i>, 768-771.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032080&pid=S0870-8231201700030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beer, M., Boselie, P., &amp; Brewster, C. (2015). Back to the future: Implications for the field of HRM of the multistakholder perspective  proposed 30 years ago. <i>Human Resource Management, 54</i>, 427-438.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032082&pid=S0870-8231201700030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beer, M., Spector, B., Lawrence, P. R., Mills, D. Q., &amp; Walton, R. E. (1984). <i>Managing human assets</i>. New York: The Free Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032084&pid=S0870-8231201700030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bilhim, J. (2009). <i>Gest&atilde;o estrat&eacute;gica de recursos humanos</i>. Lisboa: ISCSP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032086&pid=S0870-8231201700030001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brandes, P., Dharwadkar, R., &amp; Dean, J. (1999). Does organizational cynicism matter? Employee and supervisor perspectives on work  outcomes. In Eastern Academy of Management (Ed.), <i>Eastern Academy of Management Proceedings</i> (pp. 150-153). Philadelphia, PA: Editor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032088&pid=S0870-8231201700030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brislin, R. W. (1986). The wording and translation of research instrument. In W. J. Lonner &amp; J. W. Berry (Eds.), <i>Field methods in  cross-cultural research</i> (pp. 137-164). Beverly Hills: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032090&pid=S0870-8231201700030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brown, M., &amp; Cregan, C. (2008). Organizational change cynicism: The role of employee involvement. <i>Human Resource Management, 47</i>,  667-686.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032092&pid=S0870-8231201700030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chiaburu, D. S., Peng, A. C., Oh, I.-S., Banks, G. C., &amp; Lomeli, L. C. (2013). Antecedents and consequences of employee organizational  cynicism: A meta-analysis. <i>Journal of Vocational Behavior, 83</i>, 181-197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032094&pid=S0870-8231201700030001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Davis, W. D., &amp; Gardner, W. L. (2004). Perceptions of politics and organizational cynicism: An attributional and leader-member exchange  perspective. <i>The Leadership Quarterly, 5</i>, 439-465.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032096&pid=S0870-8231201700030001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dean, J. W., Brandes, P., &amp; Dharwadkar, R. (1998). Organizational cynicism. <i>Academy of Management Review, 23</i>, 341-352.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032098&pid=S0870-8231201700030001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dias, M. I. (2011). <i>Cinismo organizacional</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o publicada, Mestrado em Psicologia do  Trabalho em Contextos Internacionais e Interculturais. Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias, Faculdade de Psicologia, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032100&pid=S0870-8231201700030001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hair, J., Black, W., Babin, B., &amp; Anderson, R. (2010). <i>Multivariate data analysis: A global perspective</i>. New Jersey: Pearson  Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032102&pid=S0870-8231201700030001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hill, M. M., &amp; Hill, A. (2012). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o por question&aacute;rio</i> (2&ordf; ed.). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es  S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032104&pid=S0870-8231201700030001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hirschman, A. O. (1970). <i>Exit, voice, and loyalty: Responses to decline in firms, organizations and states</i>. Cambridge, Massachusetts,  USA: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032106&pid=S0870-8231201700030001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Johnson, J. L., &amp; O&rsquo;Leary-Kelly, A. M. (2003). The effects of psychological contract breach and organizational cynicism: not all  social exchange violations are created equal. <i>Journal of Organizational Behavior, 24</i>, 627-647.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kanter, R. M. (2009). What would Peter say. <i>Harvard Business Review, 87</i>, 65-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032109&pid=S0870-8231201700030001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Kochan, T. A. (2012). A job compact for America&rsquo;s future. <i>Harvard Business Review, 90</i>, 64-72.</p>     <!-- ref --><p>Maroco, J. (2014). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com o SPSS Statistics</i> (6&ordf; ed.). Lisboa, Portugal: Report Number.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032112&pid=S0870-8231201700030001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Naus, A. (2007). <i>Organizational cynicism on the nature, antecedents, and consequences of employee cynicism toward the employing  organization.</i> Tese de Doutoramento n&atilde;o publicada. Universidade de Maastricht, Holanda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032114&pid=S0870-8231201700030001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Naus, F., Iterson, A., &amp; Roe, R. (2007). Organizational cynicism: Extending the exit, voice, loyalty, and neglect model of employees  responses to adverse conditions in the workplace. <i>Human Relations, 60</i>, 683-718.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032116&pid=S0870-8231201700030001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Neves, P. (2012). Organizational cynicism: Spillover effects on supervisor-subordinate relationships and performance. <i>The Leadership  Quarterly, 23</i>, 965-976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032118&pid=S0870-8231201700030001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>O&rsquo;Leary, M. (2003). From paternalism to cynicism: Narratives of a newspaper company. <i>Human Relations, 56</i>, 685-704.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032120&pid=S0870-8231201700030001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rusbult, C., Zembrodt, I., &amp; Gunn, L. (1982). Exit, voice, loyalty and neglect: Responses to dissatisfaction in romantic involvements.  <i>Journal of Personality and Social Psychology, 43</i>, 1230-1242.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032122&pid=S0870-8231201700030001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Salgueiro, M. (2007). <i>Modelos de equa&ccedil;&otilde;es estruturais: Aplica&ccedil;&otilde;es com LISREL</i>. Lisboa: ISCTE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032124&pid=S0870-8231201700030001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stanley, D. J., Meyer, J. P., &amp; Topolnytsky, L. (2005). Employee cynicism and resistance to organizational change. <i>Journal of Business  &amp; Psychology, 19</i>, 429-459.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032126&pid=S0870-8231201700030001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Turner, J. H., &amp; Valentine, S. R. (2001). Cynicism as a fundamental dimension of moral decision-making: A scale development. <i>Journal of  Business Ethics, 34</i>, 123-136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032128&pid=S0870-8231201700030001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Urbany, J. E. (2005). 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Perceived corporate ethical values and individual cynicism of working students. <i>Psychological  Reports, 97</i>, 932-934.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032132&pid=S0870-8231201700030001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Dirce Monteiro Assis, Rua Almerindo Lessa, 1300-663 Lisboa,  Portugal. E-mail: <a href="mailto:dmonteiro@ciencias.ulisboa.pt">dmonteiro@ciencias.ulisboa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 12/05/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 29/12/2016</p>     ]]></body>
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