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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação da Escala de Pensamentos Automáticos Negativos Pós-Parto para a população portuguesa: Estudos psicométricos]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Negative automatic thoughts play an important role in depressive symptoms, namely in the postpartum period. This study aimed to adapt the Postnatal Negative Thoughts Questionnaire (PNTQ) for the Portuguese population, which was developed to assess the frequency of negative thoughts in postpartum period, and to examine its psychometric properties. The sample consisted of 387 postpartum women who answer to a cross-sectional survey. Confirmatory factor analysis suggests that the Portuguese version had a two-dimensional structure: (1) Appraisals of Cognitions, Emotions and Situations (ACES), and (2) Baby-Related and Motherhood Negative Thoughts (BRMNT). Internal consistency is .90 and .75 for the ACES and BRMNT factors, respectively. EPANP correlates positively with depressive symptoms and negative thoughts, and negatively with self-compassion and positive automatic thoughts. Finally, the EPANP scores were found to be different as a function of the presence/absence of depressive symptomatology and the presence/absence of depressive history. The PNTQ presents good indicators of convergent and known-groups validity and good reliability.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Escala de Pensamentos Automáticos Negativos Pós-Parto]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Adapta&ccedil;&atilde;o da Escala de Pensamentos Autom&aacute;ticos Negativos P&oacute;s-Parto para a popula&ccedil;&atilde;o  portuguesa: Estudos psicom&eacute;tricos</b></p>     <p><b>Sofia Rodrigues<sup>1</sup>, Ana Catarina Costa<sup>1</sup>, Maria Cristina Canavarro<sup>2</sup>, Ana Fonseca<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra</p>     <p><sup>2</sup>CINEICC &ndash; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o do N&uacute;cleo de Estudos e Interven&ccedil;&atilde;o Cognitivo-Comportamental da  Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os pensamentos autom&aacute;ticos negativos t&ecirc;m um papel relevante na sintomatologia depressiva, nomeadamente no per&iacute;odo do  p&oacute;s-parto. O presente estudo teve como objetivo a valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa da Escala de Pensamentos  Autom&aacute;ticos Negativos P&oacute;s-Parto (EPANP), que foi desenvolvida para avaliar a frequ&ecirc;ncia de pensamentos negativos no  per&iacute;odo p&oacute;s-parto. A amostra foi constitu&iacute;da por 387 mulheres no p&oacute;s-parto que responderam a um protocolo de  avalia&ccedil;&atilde;o, num &uacute;nico momento de avalia&ccedil;&atilde;o. A an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria sugere que a  vers&atilde;o portuguesa apresenta uma estrutura bidimensional: (1) Avalia&ccedil;&atilde;o de Cogni&ccedil;&otilde;es, Emo&ccedil;&otilde;es e  Situa&ccedil;&otilde;es (ACES) e, (2) Pensamentos Negativos Relacionados com o Beb&eacute; e com a Maternidade (PNRBM). A consist&ecirc;ncia  interna &eacute; de .90 para o fator ACES e .75 para o fator PNRBM. A EPANP correlaciona-se de forma positiva com a sintomatologia depressiva e com  os pensamentos negativos gerais, e de forma negativa com a autocompaix&atilde;o e com a subescala de pensamentos autom&aacute;ticos positivos. Por  fim, as pontua&ccedil;&otilde;es da EPANP revelam-se diferentes em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a/aus&ecirc;ncia de sintomatologia  depressiva e da presen&ccedil;a/aus&ecirc;ncia de antecedentes depressivos. Assim, a EPANP apresenta bons indicadores de validade de construto,  validade convergente, validade de crit&eacute;rio e de fidelidade.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Escala de Pensamentos Autom&aacute;ticos Negativos P&oacute;s-Parto, Pensamentos autom&aacute;ticos negativos,  Propriedades psicom&eacute;tricas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Negative automatic thoughts play an important role in depressive symptoms, namely in the postpartum period. This study aimed to adapt  the Postnatal Negative Thoughts Questionnaire (PNTQ) for the Portuguese population, which was developed to assess the frequency of negative  thoughts in postpartum period, and to examine its psychometric properties. The sample consisted of 387 postpartum women who answer to a  cross-sectional survey. Confirmatory factor analysis suggests that the Portuguese version had a two-dimensional structure: (1) Appraisals of  Cognitions, Emotions and Situations (ACES), and (2) Baby-Related and Motherhood Negative Thoughts (BRMNT). Internal consistency is .90 and .75 for  the ACES and BRMNT factors, respectively. EPANP correlates positively with depressive symptoms and negative thoughts, and negatively with  self-compassion and positive automatic thoughts. Finally, the EPANP scores were found to be different as a function of the presence/absence of  depressive symptomatology and the presence/absence of depressive history. The PNTQ presents good indicators of convergent and known-groups  validity and good reliability.</p>     <p><b>Key words</b>: Automatic negative thoughts, Postnatal Negative Thoughts Questionnaire, Psychometric properties.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>No per&iacute;odo p&oacute;s-parto encontra-se patente uma maior vulnerabilidade para a doen&ccedil;a mental, nomeadamente para a  Depress&atilde;o P&oacute;s-Parto (DPP), que tem uma preval&ecirc;ncia na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa de cerca de 13% (Augusto, Kumar,  Calheiros, Matos, &amp; Figueiredo, 1996) e consequ&ecirc;ncias adversas para a m&atilde;e e para o beb&eacute; (O&rsquo;Hara &amp; McCabe, 2013).  Apesar de a investiga&ccedil;&atilde;o ter dado mais destaque &agrave; componente emocional e comportamental da DPP, &eacute; importante melhor  conhecer a componente cognitiva desta perturba&ccedil;&atilde;o, nomeadamente os pensamentos autom&aacute;ticos negativos, visto que estes  t&ecirc;m um papel importante na sua manuten&ccedil;&atilde;o e s&atilde;o fatores possivelmente modific&aacute;veis atrav&eacute;s da  interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica (Milgrom, Martin, &amp; Negri, 1999).</p>     <p>No per&iacute;odo p&oacute;s-parto, a ocorr&ecirc;ncia de pensamentos negativos e intrusivos relacionados com o beb&eacute; &eacute; comum  &agrave; maioria das mulheres, mesmo na aus&ecirc;ncia de sintomatologia depressiva, sugerindo a continuidade entre o normal e o patol&oacute;gico  no que se refere &agrave; presen&ccedil;a de pensamentos autom&aacute;ticos negativos no per&iacute;odo p&oacute;s-parto (Hall &amp; Wittkowski,  2006). No entanto, comparativamente com mulheres no p&oacute;s-parto sem depress&atilde;o, as mulheres com sintomatologia depressiva apresentam  pensamentos negativos mais intensos, frequentemente relacionados com a incapacidade de cuidar do beb&eacute; e com o medo de ficarem sozinhas com  ele (Jennings, Ross, Popper, &amp; Elmore, 1999). De forma congruente, Cantilino (2009) verificou uma associa&ccedil;&atilde;o entre pensa mentos  negativos disfuncionais e a DPP.</p>     <p>Apesar de existirem alguns question&aacute;rios que se focam na avalia&ccedil;&atilde;o de cogni&ccedil;&otilde;es negativas (e.g., o Automatic  Thoughts Questionnaire-Revised, ATQ-R; Kendall, Howard, &amp; Hays, 1989), estes n&atilde;o atendem &agrave;s especificidades do per&iacute;odo  p&oacute;s-parto. Por outro lado, os question&aacute;rios existentes para avaliar cogni&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo p&oacute;s-parto  enfrentam algumas limita&ccedil;&otilde;es, nomeadamente restringirem-se &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de um tipo de pensamentos  espec&iacute;ficos, como pensamentos obsessivos (Child Thoughts Inventory; Humenik &amp; Fingerhut, 2007), pensamentos psic&oacute;ticos (Unusual  Thoughts Questionnaire; Calame, 2015), ou pensamentos suicid&aacute;rios (Postpartum Depression Screening Scale; Beck &amp; Gable, 2000),  n&atilde;o permitindo capturar a generalidade dos pensamentos autom&aacute;ticos negativos relacionados com o beb&eacute; e com a maternidade.</p>     <p>Na tentativa de colmatar a lacuna existente na avalia&ccedil;&atilde;o dos pensamentos autom&aacute;ticos negativos no p&oacute;s-parto, Hall e  Papageorgiou (2005) desenvolveram o Postnatal Negative Thoughts Questionnaire (PNTQ), uma medida de autorrelato que tem como objetivo avaliar a  frequ&ecirc;ncia de cogni&ccedil;&otilde;es negativas neste per&iacute;odo. O desenvolvimento da escala edificou-se em duas etapas. Numa primeira  etapa, de natureza qualitativa, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com dez mulheres com diagn&oacute;stico de DPP, gerando-se os 54  itens que constitu&iacute;ram a vers&atilde;o preliminar do question&aacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na segunda fase do estudo, procedeu-se ao desenvolvimento da vers&atilde;o final do instrumento e ao estudo das suas caracter&iacute;sticas  psicom&eacute;tricas. Para o efeito, utilizou-se uma amostra composta por 181 mulheres prim&iacute;paras no per&iacute;odo p&oacute;s-parto (0-7  meses). A vers&atilde;o preliminar de 54 itens foi sujeita a uma an&aacute;lise de componentes principais, ficando a vers&atilde;o final do  question&aacute;rio composta por 17 itens, organizados em dois fatores: (1) Avalia&ccedil;&atilde;o de Cogni&ccedil;&otilde;es,  Emo&ccedil;&otilde;es e Situa&ccedil;&otilde;es (ACES), que corresponde &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o que &eacute; feita em  rela&ccedil;&atilde;o aos pensamentos negativos (metacogni&ccedil;&atilde;o), constitu&iacute;do por 9 itens; e (2) Pensamentos Negativos  Relacionados com o Beb&eacute; e com a Maternidade (PNRBM), respeitante ao conte&uacute;do dos pensamentos autom&aacute;ticos negativos,  constitu&iacute;do por 8 itens.</p>     <p>No que respeita &agrave;s caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas, a vers&atilde;o original do PNTQ apresentou bons n&iacute;veis de  fidelidade (valor de alfa de Cronbach de .83 para a dimens&atilde;o ACES e de .78 para a dimens&atilde;o PNRBM). Al&eacute;m disso, verificou-se  uma elevada associa&ccedil;&atilde;o entre a primeira e a segunda avalia&ccedil;&atilde;o, realizadas com um m&ecirc;s de intervalo, para ambos os  fatores, o que atesta a estabilidade temporal do instrumento. Ao n&iacute;vel da validade convergente, verificou-se uma correla&ccedil;&atilde;o  positiva significativa entre os dois fatores do PNTQ e a liga&ccedil;&atilde;o ao beb&eacute; (avaliada atrav&eacute;s do Postpartum Bonding  Instrument; Brockington et al., 2001) e os pensamentos autom&aacute;ticos negativos (avaliados atrav&eacute;s do Automatic Thoughts Questionnaire;  Kendall et al., 1989), sugerindo que uma pontua&ccedil;&atilde;o mais elevada nas duas dimens&otilde;es do PNTQ est&aacute; associada a uma pior  liga&ccedil;&atilde;o ao beb&eacute; e a mais pensamentos autom&aacute;ticos negativos. Adicionalmente, verificou-se uma correla&ccedil;&atilde;o  positiva significativa entre os dois fatores do PNTQ e a sintomatologia depressiva (avaliada atrav&eacute;s do Edinburgh Postnatal Depression  Scale; Cox, Holden &amp; Sagovsky, 1987). As pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias nos dois fatores do PNQT foram significativamente superiores  nas mulheres com sintomatologia clinicamente significativa.</p>     <p>Refor&ccedil;ando a validade convergente do instrumento, num outro estudo com a vers&atilde;o original do PNTQ utilizando a mesma amostra, Hall  e Holden (2008) verificam que a frequ&ecirc;ncia de pensamentos relacionados com a avalia&ccedil;&atilde;o dos pensamentos, emo&ccedil;&otilde;es e  situa&ccedil;&otilde;es (fator ACES) se correlaciona de forma negativa com a quantidade e satisfa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao  apoio recebido.</p>     <p>Do nosso conhecimento, n&atilde;o existem estudos de valida&ccedil;&atilde;o do PNTQ para outras popula&ccedil;&otilde;es, &agrave;  exce&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, tendo sido conduzido um estudo de adapta&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica do PNTQ,  numa amostra de 400 pu&eacute;rperas (Cantilino, 2009). No que se refere &agrave; fidelidade, o valor de alfa de Cronbach para a escala total foi  de 0.88 e o teste-reteste mostrou que a concord&acirc;ncia de resposta aos itens nas duas avalia&ccedil;&otilde;es varia entre 61.5% e 96.2%. No  que se refere &agrave; validade concorrente, foram encontradas diferen&ccedil;as significativas em todos os itens, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o  de 1, entre mulheres com diagn&oacute;stico de depress&atilde;o e sem depress&atilde;o. Por&eacute;m, este estudo n&atilde;o oferece quaisquer  indicadores de validade de constructo, nem de validade convergente (Cantilino, 2009).</p>     <p>Finalmente, Hildebrandt (2013) conduziu um estudo no qual utilizou a vers&atilde;o de portugu&ecirc;s do Brasil do PNTQ com uma amostra de  mulheres (<i>n</i>=219) no per&iacute;odo p&oacute;s-parto. Apesar de n&atilde;o ter como objetivo examinar as caracter&iacute;sticas  psicom&eacute;tricas do instrumento, os resultados do estudo deram alguma informa&ccedil;&atilde;o acerca da validade concorrente do instrumento,  tendo-se verificado que os itens do fator ACES se encontram mais associados &agrave; presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva. Estes resultados  s&atilde;o congruentes com os resultados de Cantilino (2009), salientando a import&acirc;ncia da componente metacognitiva na DPP.</p>     <p>De forma geral, a vers&atilde;o original do PNTQ apresenta caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas robustas e satisfat&oacute;rias,  constituindo-se como uma boa medida de avalia&ccedil;&atilde;o de pensamentos negativos no per&iacute;odo p&oacute;s-parto. Demonstra-se, deste  modo, a relev&acirc;ncia da sua valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, devido &agrave; lacuna que existe na  investiga&ccedil;&atilde;o sobre os pensamentos autom&aacute;ticos negativos no per&iacute;odo do p&oacute;s-parto e ao facto de a DPP ser  frequente na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Assim, este estudo tem como principal objetivo a adapta&ccedil;&atilde;o do PNTQ (em  portugu&ecirc;s, Escala de Pensamentos Autom&aacute;ticos Negativos P&oacute;s-Parto) para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa e o estudo das  suas propriedades psicom&eacute;tricas. Estudos recentes apontam para uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre pensamentos autom&aacute;ticos  negativos no p&oacute;s-parto e sintomatologia depressiva (Hildebrant, 2013) e pensamentos autom&aacute;ticos negativos gerais (Hall &amp;  Papageorgiou, 2005), bem como uma correla&ccedil;&atilde;o negativa com a autocompaix&atilde;o (Arimitsu &amp; Hofmann, 2015), pelo que a  associa&ccedil;&atilde;o com estas vari&aacute;veis foi tamb&eacute;m investigada no contexto do estudo das propriedades psicom&eacute;tricas da  escala.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra foi constitu&iacute;da por 387 mulheres no per&iacute;odo p&oacute;s-parto, com uma idade m&eacute;dia de 32.30 anos (<i>DP</i>=4.23).  A maioria das mulheres eram casadas/viviam em uni&atilde;o de facto (<i>n</i>=346, 89.4%), com habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias ao  n&iacute;vel da licenciatura (<i>n</i>=192, 49.6%) e ensino secund&aacute;rio (<i>n</i>=103, 26.6%), atualmente empregadas (<i>n</i>=308, 81.1%),  pertencentes a um n&iacute;vel socioecon&oacute;mico m&eacute;dio (<i>n</i>=335, 86.6%) e residentes em meio urbano (<i>n</i>=279, 72.1%). Em  termos m&eacute;dios os beb&eacute;s tinham 3.95 meses (<i>DP</i>=3.25), sendo a maioria do sexo feminino (<i>n</i>=213, 55.0%). No que se refere  &agrave; hist&oacute;ria pr&eacute;via de dificuldades emocionais, 62.3% (<i>n</i>=241) revelaram n&atilde;o ter antecedentes depressivos, em  contraponto com 37.7% (<i>n</i>=146) que afirmam ter antecedentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Ficha de dados sociodemogr&aacute;ficos e cl&iacute;nicos</i>. Ficha que avalia as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas (e.g.,  idade, estado civil, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, meio de resid&ecirc;ncia, rendimento mensal do agregado familiar) e  cl&iacute;nicas (e.g., meses do beb&eacute;, paridade, hist&oacute;ria pr&eacute;via de psicopatologia) das participantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Pensamentos Autom&aacute;ticos Negativos P&oacute;s-Parto</i> (EPANP; Hall &amp; Papageorgiou, 2005). A EPANP &eacute; um  question&aacute;rio de autorresposta que avalia cogni&ccedil;&otilde;es negativas espec&iacute;ficas no p&oacute;s-parto. O question&aacute;rio  tem 17 itens, com quatro alternativas de resposta numa escala de 0 (<i>Nunca</i>) a 3 (<i>Quase sempre</i>). Quanto mais elevadas forem as  pontua&ccedil;&otilde;es, maior &eacute; a frequ&ecirc;ncia de pensamentos autom&aacute;ticos negativos experienciados. As caracter&iacute;sticas  deste question&aacute;rio foram anteriormente descritas. Para obter a vers&atilde;o portuguesa da EPANP, procedeu-se &agrave;  tradu&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o original do PNTQ, de forma independente por duas pessoas fluentes em l&iacute;ngua inglesa, procedendo-se  de seguida &agrave; retrovers&atilde;o da vers&atilde;o traduzida, por uma terceira pessoa. Por fim, compararam-se as duas vers&otilde;es (original  e traduzida) e analisaram-se as diverg&ecirc;ncias, chegando-se &agrave; vers&atilde;o final do instrumento. No <a href="#q1">Quadro 1</a>,  apresentam-se os itens da vers&atilde;o portuguesa do instrumento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a11q1.jpg" width="537" height="571"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Edinburgh Postnatal Depression Scale</i> (EPDS; Areias, Kumar, Barros, &amp; Figueiredo, 1996; Cox et al., 1987; Figueiredo, 1997). O EPDS  &eacute; um question&aacute;rio de autorresposta constitu&iacute;do por 10 itens que avalia a presen&ccedil;a e a intensidade de sintomas  depressivos. Os itens s&atilde;o avaliados numa escala de 3 pontos (0 a 3) de acordo com a presen&ccedil;a e intensidade dos sintomas; resultados  acima de 9 s&atilde;o indicativos de sintomatologia depressiva clinicamente significativa (Figueiredo, 1997). Na nossa amostra, o valor de alfa de  Cronbach foi de .88.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Automatic Thoughts Questionnaire-Revised</i> (ATQ-R; Kendall, Haward, &amp; Hays, 1989; Pereira, Matos, &amp; Azevedo, 2014). O ATQ-R avalia  a frequ&ecirc;ncia com que ocorrem os pensamentos autom&aacute;ticos na depress&atilde;o, numa escala de Likert de 5 pontos, que varia entre 0  (<i>Nunca</i>) e 4 (<i>Sempre</i>). O question&aacute;rio &eacute; constitu&iacute;do por duas subescalas, uma de Pensamentos Autom&aacute;ticos  Negativos (constitu&iacute;da por 27 itens e organizada em dois fatores: (1) Autoconceito Baixo/Negativo e Expectativas Negativas e (2)  Mau-ajustamento Pessoal e Desejo de Mudan&ccedil;a), e outra de Pensamento Autom&aacute;ticos Positivos, constitu&iacute;da por 9 itens.  Pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas indicam maior frequ&ecirc;ncia de pensamentos autom&aacute;ticos. Os valores de alfa de Cronbach para a  nossa amostra foram de .93 (Autoconceito Baixo/Negativo e Expectativas Negativas e Pensamentos Autom&aacute;ticos Positivos) e .94 (Mau-ajustamento  Pessoal e Desejo de Mudan&ccedil;a).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Self-Compassion Scale</i> (SCS; Castilho &amp; Pinto-Gouveia, 2011; Neff, 2003). &Eacute; uma escala de autorresposta utilizada para avaliar  a autocompaix&atilde;o, composta por seis subescalas que avaliam: Calor/compreens&atilde;o, Auto-Cr&iacute;tica, Condi&ccedil;&atilde;o Humana,  Isolamento, Mindfulness e Sobre-identifica&ccedil;&atilde;o. No total, a escala tem 26 itens que s&atilde;o cotados numa escala de Likert de 5  pontos, podendo variar de 1 (<i>Quase nunca</i>) a 5 (<i>Quase sempre</i>). Pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas s&atilde;o indicativas de  n&iacute;veis de compaix&atilde;o mais elevados. Na nossa amostra, os valores de alfa de Cronbach variaram entre .78  (Sobre-identifica&ccedil;&atilde;o) e .89 (Calor/ Compreens&atilde;o).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi realizado um estudo quantitativo, aprovado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da  Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra e pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do Centro Hospitalar e Universit&aacute;rio de Coimbra,  EPE. O estudo teve como crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: (i) mulheres que se encontravam no per&iacute;odo p&oacute;s-natal (at&eacute; 12  meses ap&oacute;s o parto); (ii) idade superior a 18 anos; (iii) n&iacute;vel de compreens&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa que lhes permitisse  preencher o protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o. A recolha da amostra realizou-se entre dezembro de 2015 e mar&ccedil;o de 2016. Os dados foram  recolhidos <i>online</i> (atrav&eacute;s da plataforma Limesurvey), em apenas um momento de avalia&ccedil;&atilde;o, sendo que o processo de  recrutamento das participantes ocorreu sob duas formas: presencial e <i>online</i>. No formato presencial, as mulheres foram contactadas pela  equipa de investiga&ccedil;&atilde;o no puerp&eacute;rio da Maternidade Daniel de Matos (Centro Hospitalar e Universit&aacute;rio de Coimbra, EPE),  tendo-lhes sido posteriormente enviado o <i>link</i> dos question&aacute;rios atrav&eacute;s do contacto de <i>email</i> que disponibilizaram. No  formato <i>online</i>, as mulheres tiveram conhecimento do estudo atrav&eacute;s da publicita&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o nas  redes sociais e em <i>websites</i> dedicados &agrave; tem&aacute;tica da maternidade. Em ambos os casos, ap&oacute;s aceder ao <i>link</i> do  question&aacute;rio, foi dada informa&ccedil;&atilde;o sobre os objetivos do estudo, papel dos investigadores e participantes, seguindo-se o  consentimento informado dos participantes (com a pergunta &ldquo;Aceita participar neste estudo?&rdquo;). Ap&oacute;s o seu consentimento, as  participantes eram direcionadas para o protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Para a an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados foram utilizados o <i>software Statistical Package for the Social Sciences</i> (SPSS,  vers&atilde;o 22) e o <i>software Analysis of Moment Structures</i> (AMOS, vers&atilde;o 22).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Caracter&iacute;sticas distribucionais dos itens</i></p>     <p>No que respeita &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o distribucional dos itens, de acordo com o <a href="#q1">Quadro 1</a>, podemos observar  que para todos os itens, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do item 17, existe pelo menos uma respondente a selecionar cada uma das  op&ccedil;&otilde;es de resposta, e que a maioria das respondentes selecionou op&ccedil;&otilde;es de resposta mais pr&oacute;ximas do extremo  inferior da escala.</p>     <p>Para al&eacute;m disso, verifica-se que os valores de assimetria e curtose da maioria dos itens se encontram fora do intervalo [&plusmn;1]  considerado como caracterizador de uma distribui&ccedil;&atilde;o normal (Meyers, Gamst, &amp; Guarino, 2006), sendo que alguns desses itens (itens  6, 15 e 16) apresentam valores de assimetria e curtose cujos valores indicam a viola&ccedil;&atilde;o do pressuposto de normalidade, de acordo com  Mar&ocirc;co (2010).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Validade de construto</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Procedeu-se &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria (AFC), para avaliar o ajustamento do modelo  te&oacute;rico proposto pelos autores da vers&atilde;o original do instrumento (estrutura bidimensional), comparando-o com o ajustamento de um  modelo unidimensional. Com vista a reduzir a n&atilde;o-normalidade (uma vez que alguns itens apresentavam valores de assimetria &gt;3, valores de  curtose &gt;10, indicando viola&ccedil;&atilde;o do pressuposto de normalidade), e melhorar o ajustamento dos modelos foi utilizado o parcelamento  dos itens (agrega&ccedil;&atilde;o de itens individuais em parcelas), reduzindo o n&uacute;mero de vari&aacute;veis no modelo (Bandalos, 2002;  Little, Cunningham, Shahar, &amp; Widaman, 2002). Para o efeito, foram criadas tr&ecirc;s parcelas por fator utilizando o algoritmo fatorial (os  itens foram distribu&iacute;dos tendo em conta a satura&ccedil;&atilde;o que apresentaram em rela&ccedil;&atilde;o ao fator na vers&atilde;o  original; especificamente, a primeira parcela do fator 1 &eacute; constitu&iacute;da pelo primeiro, quarto e s&eacute;timo itens com maior  satura&ccedil;&atilde;o, e assim sucessivamente; Matsunaga, 2008). Para avaliar o ajustamento dos modelos, para al&eacute;m do teste de ajustamento  de <i>&chi;<sup>2</sup></i> (que testa o ajustamento entre o modelo te&oacute;rico e o modelo emp&iacute;rico, devendo ser n&atilde;o  estatisticamente significativo, <i>p</i>&gt;.05), que &eacute; muito sens&iacute;vel &agrave; dimens&atilde;o da amostra (Mar&ocirc;co, 2010),  foram considerados os seguintes &iacute;ndices: o &iacute;ndice de ajustamento absoluto <i>&chi;<sup>2</sup></i>/g.l., o <i>Comparative Fit  Index</i> (CFI) e o <i>Goodness of Fit Index</i> (GFI), cujo valor recomendado deve ser superior a 0.90, e o <i>Standardized Root Mean Sqaure  Residual</i> (SRMR), cujo valor recomendado deve ser &lt;.10, de acordo com as indica&ccedil;&otilde;es de Mar&ocirc;co (2010). Para comparar o  modelo original (bidimensional) com o modelo unidimensional foi ainda calculado: (a) o Aikake&rsquo;s Information Criteria (AIC), sendo que o  modelo com o valor mais baixo de AIC &eacute; o modelo que apresenta o melhor ajustamento; e (b) o valor de &#8710; <i>&chi;<sup>2</sup></i>  (diferen&ccedil;a entre os valores de <i>&chi;<sup>2</sup></i> de dois modelos) e o valor de signific&acirc;ncia estat&iacute;stica que lhe  est&aacute; associado (Kline, 2011).</p>     <p>O modelo bidimensional apresentou um bom ajustamento de acordo com os indicadores utilizados [<i>&chi;<sup>2</sup></i><sub>(8)</sub>=50.82,  <i>p</i>&lt;.001; <i>&chi;<sup>2</sup></i>/g.l.=6.35; <i>CFI</i>=.97; <i>GFI</i>=.96; <i>SRMR=</i>.039, AIC=76.82], tal como o modelo  unidimensional [<i>&chi;<sup>2</sup></i><sub>(9)</sub>=70.63, <i>p</i>&lt;.001; <i>&chi;<sup>2</sup></i>/g.l.=7.85; <i>CFI</i>=.95; <i>GFI</i>=.94;  <i>SRMR=</i>.051, AIC=94.63]. No entanto, o modelo bidimensional apresenta um valor de AIC mais baixo e o &#8710;<i>&chi;<sup>2</sup></i> entre os  dois modelos &eacute; significativo (&#8710;<i>&chi;<sup>2</sup></i><sub>(1)</sub>=19.81, <i>p</i>&lt;.001), sugerindo que o modelo bidimensional  constitui uma aproxima&ccedil;&atilde;o significativamente melhor entre as matrizes estimadas e observadas (Kline, 2011).</p>     <p>A representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica do modelo bidimensional e a constitui&ccedil;&atilde;o das parcelas s&atilde;o apresentadas na  <a href="#f1">Figura 1</a>. Constat&aacute;mos ainda que as parcelas apresentaram satura&ccedil;&otilde;es elevadas no respetivo fator (&gt;.59), o  que demonstra que representam o construto que pretendem avaliar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a11f1.jpg" width="5777" height="457"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Deste modo, atrav&eacute;s da AFC, podemos corroborar as dimens&otilde;es fatoriais da EPANP (Fator 1: Avalia&ccedil;&atilde;o de  Cogni&ccedil;&otilde;es, Emo&ccedil;&otilde;es e Situa&ccedil;&otilde;es [ACES], composto por 9 itens, e Fator 2: Pensamentos Negativos  Relacionados com o Beb&eacute; e com a Maternidade [PNRBM], composto por 8 itens) e apoiar a sua validade de construto (Almeida &amp; Freire,  2007).</p>     <p>Para al&eacute;m disso, as correla&ccedil;&otilde;es de <i>Pearson</i> evidenciaram que os dois fatores da EPANP se encontravam positiva e  fortemente relacionados entre si (<i>r</i>=.71, <i>p&lt;</i>.01), bem como com a pontua&ccedil;&atilde;o total do instrumento (<i>r</i>=.96,  <i>p</i>&lt;.01 para o fator ACES e <i>r</i>=.88, <i>p</i>&lt;.01 para o fator PNRBM).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Fidelidade</i></p>     <p>Para avaliar a fidelidade do instrumento, foram calculados o alfa de Cronbach, para as dimens&otilde;es e para a escala total, os valores de  alfa de Cronbach excluindo o item e as correla&ccedil;&otilde;es item-total corrigidas (cf. <a href="#q2">Quadro 2</a>). A EPANP apresenta bons  indicadores de consist&ecirc;ncia interna, quer para a escala total (&alpha;=.91), quer para as suas dimens&otilde;es (Fator ACES: &alpha;=.90;  Fator PNRBM: &alpha;=.75). Ademais, verificamos que todos os itens apresentam uma correla&ccedil;&atilde;o item-total estatisticamente  significativa com o respetivo fator, sendo que todos apresentam valores superiores a .30, tal como recomendado por Field (2009), o que demonstra  que representam o construto que o fator pretende medir. Al&eacute;m disso, todos os valores de alfa de Cronbach excluindo o item se situaram  ligeiramente abaixo ou corresponderam exatamente ao valor do alfa de Cronbach do respetivo fator, o que atesta o contributo dos itens para a  consist&ecirc;ncia interna da escala (cf. <a href="#q2">Quadro 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a11q2.jpg" width="576" height="348"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Validade convergente</i></P     <p>Para avaliar a validade convergente da EPANP foram calculadas correla&ccedil;&otilde;es de <i>Pearson</i> entre os fatores da escala e outras  vari&aacute;veis, nomeadamente o ATQ-R, a EPDS e a SCS. Foi encontrada uma correla&ccedil;&atilde;o positiva significativa entre as  dimens&otilde;es da EPANP e o EPDS, bem como as subescalas do ATQ-R (Autoconceito Baixo/Negativo e Expectativas Negativas e Mau-ajustamento Pessoal  e Desejo de Mudan&ccedil;a; cf. <a href="#q3">Quadro 3</a>). Adicionalmente, verificou-se uma correla&ccedil;&atilde;o negativa significativa entre  todas as escalas da SCS e as duas dimens&otilde;es do EPANP e entre estas e a subescala Pensamentos Autom&aacute;ticos Positivos do ATQ-R. Assim,  mulheres com mais pensamentos negativos no p&oacute;s-parto t&ecirc;m mais pensamentos negativos (gerais), mais sintomatologia depressiva, menos  autocompaix&atilde;o e menos pensamentos autom&aacute;ticos positivos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="q3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a11q3.jpg" width="577" height="259"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Validade de crit&eacute;rio</i></p>     <p>No que respeita &agrave; validade em rela&ccedil;&atilde;o a um crit&eacute;rio externo, realizou-se a an&aacute;lise comparativa das mulheres  com sintomatologia depressiva clinicamente significativa (pontua&ccedil;&otilde;es EPDS &gt;9; <i>n</i>=113, 29.2%) e sem sintomatologia  clinicamente significativa (<i>n</i>=274, 70.8%). Constatou-se um efeito multivariado significativo (Tra&ccedil;o de Pillai=.27, <i>F</i>=71.55,  <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sup>2</sup></i>=.271). Como se verifica no Quadro 4, denota-se a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as univariadas para  ambos os fatores, com as mulheres com sintomatologia clinicamente significativa a apresentarem pontua&ccedil;&otilde;es superiores no fator ACES e  no fator PNRBM. Al&eacute;m disso, foi encontrado um efeito multivariado significativo (Tra&ccedil;o de Pillai=.03, <i>F</i>=6.02, <i>p</i>=.003,  <i>&eta;<sup>2</sup></i>=.030) em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de antecedentes depressivos: as mulheres com antecedentes depressivos  apresentam pontua&ccedil;&otilde;es superiores nos dois factores (cf. <a href="#q4">Quadro 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n3/35n3a11q4.jpg" width="576" height="212"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Este estudo pretendeu validar a EPANP para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa atrav&eacute;s do estudo das suas caracter&iacute;sticas  psicom&eacute;tricas. Os resultados deste estudo atestam, de forma geral, a validade e relev&acirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o desta medida,  possibilitando a investiga&ccedil;&atilde;o adicional sobre este constructo &ndash; os pensamentos autom&aacute;ticos negativos no p&oacute;s-parto  &ndash; na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. A avalia&ccedil;&atilde;o dos pensamentos autom&aacute;ticos evidencia-se relevante tendo em conta  que, tal como &eacute; preconizado por alguns autores (Beck, Rush, Shaw, &amp; Emergy, 1987; Milgrom et al., 1999), a componente cognitiva tem um  papel fundamental na manuten&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o.</p>     <p>De forma geral, os resultados deste estudo salientam as boas propriedades psicom&eacute;tricas do instrumento. No que diz respeito &agrave;  validade de constructo, a an&aacute;lise fatorial da EPANP indicou que a estrutura fatorial da vers&atilde;o portuguesa da escala coincide com a da  escala original. O estudo de fidelidade demonstra bons n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna da EPANP, com alfa de Cronbach elevados, quer  para as dimens&otilde;es da escala, quer para a pontua&ccedil;&atilde;o total da EPANP. No que concerne &agrave; validade convergente, os  resultados encontram-se de acordo com o esperado, com correla&ccedil;&otilde;es positivas significativas entre a EPANP e o EPDS e a subescala de  Pensamentos Autom&aacute;ticos Negativos do ATQ-R e correla&ccedil;&otilde;es negativas significativas negativas com a SCS e a subescala de  Pensamentos Autom&aacute;ticos Positivos do ATQ-R. Por fim, o estudo da validade crit&eacute;rio evidencia a capacidade discriminativa do  instrumento, que distingue entre mulheres com e sem sintomatologia depressiva e entre mulheres com e sem antecedentes depressivos.</p>     <p>Do nosso conhecimento este &eacute; o primeiro estudo a confirmar a estrutura fatorial do instrumento noutra popula&ccedil;&atilde;o. Assim,  tal como na sua vers&atilde;o original, a EPANP &eacute; constitu&iacute;da por dois fatores, nomeadamente o fator Avalia&ccedil;&atilde;o de  Cogni&ccedil;&otilde;es, Emo&ccedil;&otilde;es e Situa&ccedil;&otilde;es (ACES) que engloba itens relacionados com o dom&iacute;nio da  metacogni&ccedil;&atilde;o, ou seja, a avalia&ccedil;&atilde;o que o indiv&iacute;duo faz dos pensamentos negativos, e o fator Pensamentos  Negativos Relacionados com o Beb&eacute; e com a Maternidade (PNRBM) que remete para o conte&uacute;do espec&iacute;fico destes mesmos pensamentos.  Adicionalmente, e de forma congruente com os estudos realizados com a vers&atilde;o original da escala (Hall &amp; Papageorgiou, 2005), a EPANP  apresenta bons indicadores de fidelidade. Al&eacute;m disso, os resultados referentes &agrave;s caracter&iacute;sticas distribucionais dos itens  sugerem um enviesamento para respostas do extremo inferior da escala, n&atilde;o seguindo a distribui&ccedil;&atilde;o normal. Estes resultados  n&atilde;o s&atilde;o, contudo, inesperados, tendo em conta o constructo que a EPANP pretende avaliar (pensamentos autom&aacute;ticos negativos) e  o facto de termos procedido &agrave; valida&ccedil;&atilde;o do instrumento com uma amostra comunit&aacute;ria de mulheres no per&iacute;odo  perinatal, e n&atilde;o com uma amostra cl&iacute;nica (mulheres com sintomatologia depressiva). O facto de termos optado por uma amostra  comunit&aacute;ria, e n&atilde;o apenas por uma amostra cl&iacute;nica, deveu-se &agrave; evid&ecirc;ncia de que estes pensamentos tamb&eacute;m  est&atilde;o presentes na popula&ccedil;&atilde;o sem sintomatologia clinicamente significativa, embora com menor frequ&ecirc;ncia e intensidade  (Hall &amp; Wittkowsky, 2006).</p>     <p>Os resultados da validade convergente s&atilde;o congruentes com o esperado e merecem tamb&eacute;m reflex&atilde;o. Por um lado, verificou-se  que a maior frequ&ecirc;ncia de pensamentos autom&aacute;ticos negativos se associa a n&iacute;veis mais elevados de isolamento,  sobreidentifica&ccedil;&atilde;o e autocritica (avaliados pela escala SCS). De facto, apesar de, do nosso conhecimento, n&atilde;o existirem  estudos sobre este t&oacute;pico com a popula&ccedil;&atilde;o perinatal, os estudos com a popula&ccedil;&atilde;o geral demonstram que existe uma  associa&ccedil;&atilde;o negativa entre a autocompaix&atilde;o e pensamentos autom&aacute;ticos negativos (Arimitsu &amp; Hofmann, 2015) e que,  concordantemente, n&iacute;veis mais elevados de autocompaix&atilde;o se refletem na diminui&ccedil;&atilde;o dos pensamentos negativos (Stuntzner,  2014). Tamb&eacute;m as correla&ccedil;&otilde;es positivas encontradas entre a EPANP, os pensamentos autom&aacute;ticos negativos gerais e a  sintomatologia depressiva se evidenciam congruentes com o esperado e com os resultados encontrados noutros estudos (e.g., Hall &amp; Papageorgiou,  2005).</p>     <p>Adicionalmente, os resultados do nosso estudo demonstraram que as pontua&ccedil;&otilde;es da EPANP s&atilde;o significativamente superiores  nas mulheres com sintomatologia depressiva clinicamente significativa e com antecedentes depressivos, particularmente no fator  Avalia&ccedil;&atilde;o de Cogni&ccedil;&otilde;es, Emo&ccedil;&otilde;es e Situa&ccedil;&otilde;es, evidenciando o poder discriminativo da EPANP.  Estes resultados apontam para a relev&acirc;ncia dos aspetos cognitivos na DPP: mais do que o conte&uacute;do dos pensamentos, &eacute; a  avalia&ccedil;&atilde;o que as mulheres fazem destes pensamentos negativos que est&aacute; mais fortemente relacionada com os n&iacute;veis de  sintomatologia depressiva. Estes resultados parecem ser congruentes com resultados de outros estudos (Cantilino, 2009; Hall &amp; Papageorgiou,  2005; Hildebrant, 2013).</p>     <p>&Eacute; importante ressaltar a import&acirc;ncia deste instrumento ao n&iacute;vel cl&iacute;nico, quer para a avalia&ccedil;&atilde;o inicial  dos pensamentos autom&aacute;ticos negativos no p&oacute;s-parto e poss&iacute;vel discrimina&ccedil;&atilde;o entre a presen&ccedil;a e  aus&ecirc;ncia de sintomatologia depressiva, como para o acompanhamento da evolu&ccedil;&atilde;o do processo psicoterap&ecirc;utico. A EPANP  parece ser relevante por contribuir para o estabelecimento do diagn&oacute;stico da DPP, uma vez que a presen&ccedil;a de sintomas f&iacute;sicos  caracter&iacute;sticos do p&oacute;s-parto pode ser confundente com a sintomatologia depressiva (Cantilino, 2009; Hall &amp; Papageorgiou, 2005).  Al&eacute;m do mais, as cogni&ccedil;&otilde;es s&atilde;o pass&iacute;veis de ser modificadas e podem ser alvo de interven&ccedil;&atilde;o  (Gotlib &amp; Joormann, 2010). Isto permite ao cl&iacute;nico a identifica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de pensamentos autom&aacute;ticos  negativos e a implementa&ccedil;&atilde;o de abordagens preventivas e interventivas que incidam tamb&eacute;m sobre a componente cognitiva da  sintomatologia depressiva.</p>     <p>Por fim, este estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es, que devem ser salientadas. Em primeiro lugar, a representatividade da  popula&ccedil;&atilde;o, tendo em conta que a nossa amostra &eacute; constitu&iacute;da maioritariamente por mulheres com  habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias equivalentes a ensino secund&aacute;rio e licenciatura. Em segundo lugar, o facto de parte da amostra  ter sido recrutada <i>online</i> (i.e., atrav&eacute;s da divulga&ccedil;&atilde;o em <i>websites</i> e redes sociais), na medida em que pode  contribuir para a n&atilde;o-representatividade da popula&ccedil;&atilde;o, sendo que &eacute; uma amostra auto-seleccionada. Em terceiro lugar, a  n&atilde;o avalia&ccedil;&atilde;o da estabilidade temporal do instrumento. Por &uacute;ltimo, a utiliza&ccedil;&atilde;o exclusiva de  question&aacute;rios, que impossibilitou a avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade discriminativa do instrumento em rela&ccedil;&atilde;o a  <i>outcomes</i> cl&iacute;nicos relevantes (por exemplo, o diagn&oacute;stico de depress&atilde;o). Apesar de as limita&ccedil;&otilde;es  supracitadas n&atilde;o colocarem em causa os principais resultados obtidos quanto &agrave; validade e fidelidade do instrumento, estudos futuros  dever&atilde;o considerar outras amostras (e.g., popula&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica) e incluir medidas que se espera que apresentem  correla&ccedil;&otilde;es diferenciadas com os dois fatores do instrumento, de forma a proporcionar evid&ecirc;ncia adicional da validade da  escala. Para al&eacute;m disso seria importante estudar este construto em outras popula&ccedil;&otilde;es para avaliar a sua frequ&ecirc;ncia  (e.g., m&atilde;es com filhos com diagn&oacute;stico de anomalias, m&atilde;es de beb&eacute;s prematuros, gr&aacute;vidas adolescentes).</p>     <p>Em s&iacute;ntese, a EPANP apresenta boas caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas, o que possibilita a sua utiliza&ccedil;&atilde;o, tanto  na investiga&ccedil;&atilde;o como na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. A sua disponibiliza&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa  constitui uma mais-valia do presente estudo por permitir a avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e interven&ccedil;&atilde;o junto das pacientes  no que se refere &agrave; presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de pensamentos autom&aacute;ticos negativos no per&iacute;odo do p&oacute;s-parto e,  revela-se ainda &uacute;til no contexto de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Almeida, L. S., &amp; Freire, T. (2007). <i>Metodologia da investiga&ccedil;&atilde;o em psicologia e educa&ccedil;&atilde;o</i>  (4&ordf; ed.). Braga: Psiquil&iacute;brios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032277&pid=S0870-8231201700030001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Areias, M., Kumar, R., Barros, H., &amp; Figueiredo, E. (1996). Comparative incidence of depression in women and men, during pregnancy and  after childbirth: Validation of the Edinburgh Postnatal Depression Scale in Portuguese mothers. <i>The British Journal of Psychiatry, 169</i>,  30-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032279&pid=S0870-8231201700030001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arimitsu, K., &amp; Hofmann, S. (2015). Cognitions as mediators in the relationship between self-compassion and affect. <i>Personality and  Individual Differences, 74</i>, 41-48. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.paid.2014.10.008"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.paid.2014.10.008</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032281&pid=S0870-8231201700030001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Augusto, A., Kumar, R., Calheiros, J. M., Matos, E., &amp; Figueiredo, E. (1996). Post-natal depression in an urban area of Portugal:  Comparision of childbearing women and matches controls. <i>Psychological Medicine, 26</i>, 135-141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032282&pid=S0870-8231201700030001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bandalos, D. (2002). The effects of item parceling on goodness-of-fit and parameter estimate bias in structural equation modeling.  <i>Structural Equation Modeling, 9</i>, 78-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032284&pid=S0870-8231201700030001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beck, A. T., Rush, A. J., Shaw, B. F., &amp; Emergy, G. (1987). <i>Cognitive therapy of depression</i>. New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032286&pid=S0870-8231201700030001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beck, C. T., &amp; Gable, R. K. (2000). Postpartum Depression Screening Scale: Development and psychometric testing. <i>Nursing Research,  49</i>, 272-282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032288&pid=S0870-8231201700030001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Brockington, I. F., Oates, J., George, S., Turner, D., Vostanis, P., Sullivan, M., . . . Murdoch, C. (2001). A screening  questionnaire for mother-infant bonding disorders. <i>Archives of Womens&rsquo;s Mental Health, 3</i>, 133-140. doi: 10.1007/s007370170010</p>     <!-- ref --><p>Calame, S. (2015). <i>An exploration into the occurrence of unusual thoughts after childbirth</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento  n&atilde;o publicada. Universidade de Lee, Cleveland, Estados Unidos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032291&pid=S0870-8231201700030001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cantilino, A. (2009). <i>Depress&atilde;o p&oacute;s-parto: Preval&ecirc;ncia, pensamentos disfuncionais e comorbilidade com transtornos  ansiosos</i>. Tese de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o n&atilde;o publicada. Universidade de Pernanbuco, Recife, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032293&pid=S0870-8231201700030001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Castilho, P., &amp; Pinto-Gouveia, J. (2011). Auto-compaix&atilde;o: Estudo de valida&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o portuguesa da Escala  da Auto-Compaix&atilde;o e da sua rela&ccedil;&atilde;o com as experi&ecirc;ncias adversas na inf&acirc;ncia, a compara&ccedil;&atilde;o social e  a psicopatologia. <i>Psychologica, 54</i>, 203-230.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032295&pid=S0870-8231201700030001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cox, J. L., Holden, J. M., &amp; Sagovsky, R. (1987). Detection of postnatal depression. Development of the 10-item Edinburgh Postnatal  Depression Scale. <i>British Journal of Psychiatry, 150</i>, 782-786. 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(1997). <i>Depress&atilde;o p&oacute;s-parto, intera&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&ecirc; e desenvolvimento infantil</i>.  Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento n&atilde;o publicada. Universidade do Minho, Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032300&pid=S0870-8231201700030001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gotlib, I., &amp; Joormann, J. (2010). Cognition and depression: Current status and future directions. <i>Annual Review of Clinical  Psychology, 6</i>, 285-312. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1146/annurev.clinpsy.121208.131305"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1146/annurev.clinpsy.121208.131305</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032302&pid=S0870-8231201700030001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hall, P. L., &amp; Holden, S. (2008). Association of psychosocial and demographics factors with postpartum negative thoughts and appraisals.  <i>Journal of Perinatal &amp; Neonatal Nursing, 22</i>, 275-281. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1097/01.JPN.0000341357.53069.ae"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1097/01.JPN.0000341357.53069.ae</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032303&pid=S0870-8231201700030001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hall, P. L., &amp; Papageorgiou, C. (2005). Negative thoughts after childbirth: Development and preliminary validation of a self-report scale.  <i>Depression and Anxiety, 22</i>, 232-129. doi: 10.1002/da.20119&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032304&pid=S0870-8231201700030001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hall, P. L., &amp; Wittkowski, A. (2006). An exploration of negative thoughts as a normal phenomenon after childbrith. <i>Journal of Midwifery  &amp; Womens Health, 51</i>, 321-330. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.jmwh.2006.03.007"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.jmwh.2006.03.007</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032305&pid=S0870-8231201700030001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hildebrandt, F. (2013). <i>Depress&atilde;o p&oacute;s-parto: Aspectos epidemiol&oacute;gicos e proposta de tratamento  cognitivo-comportamental</i>. Tese de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o n&atilde;o publicada. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de  Janeiro, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032306&pid=S0870-8231201700030001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Humenik, A. L. F., &amp; Fingerhut, R. (2007). A pilot study assessing the relationship between child harming thoughts and postpartum  depression. <i>Journal of Clinical Psychology in Medical Settings, 14</i>, 360-366. doi: 10.1007/s10880-007-9082-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032308&pid=S0870-8231201700030001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jennings, K., Ross, S., Popper, S., &amp; Elmore, M. (1999). Thoughts of harming infants in depressed and nondepressed mothers. <i>Journal of  Affective Disorders, 54</i>, 21-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032309&pid=S0870-8231201700030001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kendall, P. C., Howard, B. L., &amp; Hays, R. C. (1989). Self-referent speech and psychopathology: The balance of positive and negative  thinking. <i>Cognitive Therapy and Research, 13</i>, 583-598. doi: 10.1007/BF01176069&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032311&pid=S0870-8231201700030001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kline, R. (2011). <i>Principles and practices of structural equation modeling</i>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032312&pid=S0870-8231201700030001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Little, T., Cunningham, W. A., Shahar, G., &amp; Widaman, K. (2002). To parcel or not to parcel: Exploring the question, weighing the merits.  <i>Structural Equation Modeling, 9</i>, 151-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032314&pid=S0870-8231201700030001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matsunaga, M. (2008). Item parceling in structural equation modeling: A primer. Communication. <i>Methods and Measures, 2</i>, 260-293.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032316&pid=S0870-8231201700030001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> doi:  10.1080/19312450802458935</p>     <!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2010). <i>An&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais: Fundamentos te&oacute;ricos, softwares e  aplica&ccedil;&otilde;es.</i> P&ecirc;ro Pinheiro: ReportNumber, Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032318&pid=S0870-8231201700030001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meyers, L. S., Gamst, G., &amp; Guarino, A. J. (2006). <i>Applied multivariate research: Design and interpretation</i>. Thousand Oaks, CA:  Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032320&pid=S0870-8231201700030001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Milgrom, J., Martin, P., &amp; Negri, L. (1999). <i>Treating postnatal depression: A psychological approach for health care practitioners</i>.  England: John Wiley &amp; Sons Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032322&pid=S0870-8231201700030001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Neff, K. D. (2003). The development and validation of a scale to measure self-compassion. <i>Self and Identity, 2</i>, 223-250. doi:  10.1080/15298860390209035&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032324&pid=S0870-8231201700030001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>O&rsquo;Hara, M., &amp; McCabe, J. E. (2013). Postpartum depression: Current status and future directions. <i>Annual Review of Clinical  Psychology,</i> 9, 379-407. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1146/annurev-clinpsy-050212-185612"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1146/annurev-clinpsy-050212-185612</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032325&pid=S0870-8231201700030001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pereira, I. M., Matos, A. P., &amp; Azevedo, A. (2014). Vers&atilde;o Portuguesa do Question&aacute;rio de Pensamentos  Autom&aacute;ticos-Revisto: Rela&ccedil;&atilde;o com sintomatologia depressiva em adolescentes. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp;  Doen&ccedil;as, 15</i>, 36-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032326&pid=S0870-8231201700030001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stuntzner, S. (2014). Compassion &amp; self-compassion: Exploration of utility as potencial components of the rehabilitation counseling  profession. <i>Journal of Applied Rehabilittion Counseling, 45</i>, 37-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032328&pid=S0870-8231201700030001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Fonseca, Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da  Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra, R. Col&eacute;gio Novo 10A, 3001-802 Coimbra, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:anadfonseca@fpce.uc.pt">anadfonseca@fpce.uc.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Trabalho financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia; Ana Fonseca &eacute; apoiada por uma bolsa de  p&oacute;s doutoramento da FCT (SFRH/BPD/93996/2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 26/09/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 13/01/2017</p>      ]]></body><back>
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<year>2007</year>
<edition>4</edition>
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