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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O suporte social e a personalidade são significativos para os objetivos de vida de adolescentes de diferentes configurações familiares?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Social support has been shown in the literature as relevance with respect to the planning and establishment of young adolescent life goals. Adverse emotional experiences within the family, including significant losses and transitions may, however, limit this process. This research aims to analyze the role of social support in the development of life goals of young people from different family configurations (traditional families and young people in residential care), still being tested the mediating role of personality in the previous association. The sample was composed by 350 young Portuguese adolescents of both genders, aged between 13 and 18 years, from traditional families and residential care. For data collection was used the Social Support Appraisals (SSA), Purpose in Life Test (PIL-R) and The Five Factors Personality Inventory (NEO-FFI-20). Mediation models were tested for different family configurations, and the results suggested that social support has a significant positive association with the life goals, and personality plays a mediational effect in the previous association. The results will be discussed in light of attachment theory, considering the importance of social support in personality development and construction of life projects.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Acolhimento residencial]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O suporte social e a personalidade s&atilde;o significativos para os objetivos de vida de adolescentes de diferentes  configura&ccedil;&otilde;es familiares?</b></p>     <p><b>Catarina Pinheiro Mota<sup>1</sup>, In&ecirc;s Oliveira<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro &ndash; UTAD / Membro  do Centro de Psicologia da Universidade do Porto</p>     <p><sup>2</sup>Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro &ndash; UTAD</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O suporte social tem vindo a ser evidenciado na literatura pela sua relev&acirc;ncia no que concerne &agrave; planifica&ccedil;&atilde;o e  estabelecimento de objetivos de vida de jovens adolescentes. Viv&ecirc;ncias emocionais adversas no contexto familiar, nomeadamente perdas  significativas e transi&ccedil;&otilde;es podem, todavia, condicionar este processo. A presente investiga&ccedil;&atilde;o objetiva analisar o  papel do suporte social no desenvolvimento de objetivos de vida de jovens de diferentes configura&ccedil;&otilde;es familiares (fam&iacute;lias  tradicionais e jovens em acolhimento residencial), sendo ainda testado o papel mediador da personalidade na associa&ccedil;&atilde;o anterior. A  amostra foi constitu&iacute;da por 350 jovens adolescentes portugueses de ambos os g&eacute;neros, com idades compreendidas entre 13 e os 18 anos,  provenientes de fam&iacute;lias tradicionais e em regime de acolhimento residencial. Para recolha de dados foi utilizado o Social Support  Appraisals (SSA), Purpose in Life Test (PIL-R) e o Invent&aacute;rio de Personalidade dos Cinco Fatores (NEO-FFI-20). Foram testados modelos de  media&ccedil;&atilde;o para as diferentes configura&ccedil;&otilde;es familiares, sendo que os resultados sugeriram que o suporte social apresenta  uma associa&ccedil;&atilde;o positiva significativa com os objetivos de vida, e a personalidade desempenha um efeito mediador na  associa&ccedil;&atilde;o anterior. Os resultados foram discutidos &agrave; luz da teoria da vincula&ccedil;&atilde;o, considerando a  relev&acirc;ncia do suporte social no desenvolvimento da personalidade e constru&ccedil;&atilde;o dos projetos de vida.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Acolhimento residencial, Suporte social, Objetivos de vida, Personalidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Social support has been shown in the literature as relevance with respect to the planning and establishment of young adolescent life goals.  Adverse emotional experiences within the family, including significant losses and transitions may, however, limit this process. This research aims  to analyze the role of social support in the development of life goals of young people from different family configurations (traditional families  and young people in residential care), still being tested the mediating role of personality in the previous association. The sample was composed by  350 young Portuguese adolescents of both genders, aged between 13 and 18 years, from traditional families and residential care. For data collection  was used the Social Support Appraisals (SSA), Purpose in Life Test (PIL-R) and The Five Factors Personality Inventory (NEO-FFI-20). Mediation  models were tested for different family configurations, and the results suggested that social support has a significant positive association with  the life goals, and personality plays a mediational effect in the previous association. The results will be discussed in light of attachment  theory, considering the importance of social support in personality development and construction of life projects.</p>     <p><b>Key words</b>: Residential care, Social support, Life goals, Personality.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A literatura tem vindo a apontar que as rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas com as figuras significativas s&atilde;o relevantes para a  defini&ccedil;&atilde;o de objetivos de vida (e.g., Chu, Saucier, &amp; Hafner, 2010; Samp, Parker, &amp; Duvall, 2006; Schnittker, 2007;  Tom&eacute;, Camacho, Matos, &amp; Diniz, 2011). Nesta perspetiva, parece pertinente remontar &agrave; teoria da vincula&ccedil;&atilde;o, onde se  compreende que o ser humano acarreta uma predisposi&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca para o estabelecimento de la&ccedil;os de afetividade que  tendem a prolongar-se ao longo do tempo. Assim sendo, a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o que se estabelece com as figuras primordiais de cuidado,  onde est&atilde;o patentes caracter&iacute;sticas de procura de proximidade, podem ocasionar bases seguras (Ainsworth, 1989; Bowlby, 1988).</p>     <p>&Eacute; atrav&eacute;s desta base segura que se despoletam sentimentos de seguran&ccedil;a e confian&ccedil;a que permitem uma maior  predisposi&ccedil;&atilde;o para as crian&ccedil;as se descobrirem a si mesmas e estabelecerem rela&ccedil;&otilde;es com os outros. Para  al&eacute;m disso, &eacute; na rela&ccedil;&atilde;o obtida com as figuras primordiais de cuidado que se tendem a interiorizar as  caracter&iacute;sticas inerentes &agrave; mesma, orientando a elabora&ccedil;&atilde;o de modelos internos din&acirc;micos, que permitem orientar e  interpretar os seus comportamentos e os dos outros, bem como elaborar as suas escolhas face ao futuro (Ainsworth, 1989; Bowlby, 1988). Ao longo do  ciclo desenvolvimental as rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas com outras figuras significativas ganham relev&acirc;ncia na viv&ecirc;ncia dos  jovens e tendem a modificar-se e a expandir-se do contexto familiar para um contexto social mais alargado e variado (Antunes &amp; Fontaine, 2005;  Hill, Ramirez, &amp; Dumka, 2003; Pratta &amp; Santos, 2007). Este tipo de rela&ccedil;&otilde;es podem ser estabelecidas com figuras inerentes ao  contexto escolar (e.g., professores, funcion&aacute;rios da escola), laboral (e.g., colegas de trabalho), com os grupos de pares (amigos), par  rom&acirc;ntico ou, eventualmente ao contexto institucional (e.g., monitores, funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o). Deste modo, a  qualidade das rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas parece constituir um elemento determinante para desenvolvimento pessoal e social dos jovens,  facilitando-os na explora&ccedil;&atilde;o do mundo exterior e na constru&ccedil;&atilde;o da sua autonomia e identidade (Antunes &amp; Fontaine,  2005; Costa &amp; Mota, 2012; Gula&ccedil;ti, 2010; Mota, Costa, &amp; Matos, 2016; Mota &amp; Matos, 2008; Pratta &amp; Santos, 2007; Santos,  2005).</p>     <p>Tendo por base as rela&ccedil;&otilde;es afetivas de proximidade com as figuras significativas, torna-se pass&iacute;vel afirmar que o suporte  social se constitui como parte integrante do contexto por excel&ecirc;ncia para o desenvolvimento e ajustamento social dos indiv&iacute;duos,  surgindo assim como uma vari&aacute;vel influente nos planos, interesses e orienta&ccedil;&otilde;es futuras dos jovens adolescentes (Nurmi, 1991;  Silva, Melo, &amp; Mota, 2016; Vietze, 2011). Alguns autores definem suporte social como a exist&ecirc;ncia e disponibilidade dos sujeitos para  demonstrar a sua confian&ccedil;a, preocupa&ccedil;&atilde;o, valora&ccedil;&atilde;o, aprova&ccedil;&atilde;o e amor para com os outros (e.g.,  Dunbar, Ford, &amp; Hunt, 1998; Sarason, Levine, Basham, &amp; Sarason, 1983). A perce&ccedil;&atilde;o que se tem do suporte social tende a ir de  encontro ao grau de satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades b&aacute;sicas (e.g., perten&ccedil;a, seguran&ccedil;a, identidade e  afilia&ccedil;&atilde;o), que resultam da intera&ccedil;&atilde;o com os outros (Antunes &amp; Fontaine, 1994, 2005; Sarason et al., 1983).</p>     <p>Uma rutura nos relacionamentos sociais parece resultar numa desorganiza&ccedil;&atilde;o nas viv&ecirc;ncias dos jovens, deixando-os mais  vulner&aacute;veis e suscet&iacute;veis de problemas de foro emocional (Sarason &amp; Sarason, 2009). Esta quest&atilde;o &eacute; particularmente  relevante nas transi&ccedil;&otilde;es familiares como &eacute; o caso do acolhimento residencial, o qual pode condicionar a rede de apoio dos  jovens adolescentes (Siqueira, Betts, &amp; Dell&rsquo;Aglio, 2006; Siqueira &amp; Dell&rsquo;Aglio, 2006; Wekerle, Waechter, Leung, &amp; Leonard,  2007). A literatura tem vindo a evidenciar que a institucionaliza&ccedil;&atilde;o de jovens adolescentes, &agrave; luz da teoria da  vincula&ccedil;&atilde;o, tende a despoletar sentimentos de perda significativa, solid&atilde;o e abandono, que por vezes podem causar um impacto  emocional negativo e falta de interesse pela vida (e.g., Boada, 2006; Fante &amp; Cassab, 2007; Simsek, Erol, &Ouml;ztop, &amp; M&uuml;nir, 2007;  Siqueira et al., 2006). Por&eacute;m, apesar de este processo gerar dificuldades nas viv&ecirc;ncias dos jovens, n&atilde;o &eacute;  irrevers&iacute;vel sob o ponto de vista da reorganiza&ccedil;&atilde;o dos modelos internos din&acirc;micos. Alguns autores apontam ainda para o  facto do processo de acolhimento residencial surgir como facilitador do desenvolvimento humano (Fante &amp; Cassab, 2007), na medida em que parece  contribuir para o restabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es afetivas com outras figuras de refer&ecirc;ncia (Mota et al., 2016; Mota &amp; Matos,  2010, 2015; Siqueira et al., 2006). Perante esta realidade, a reorganiza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es afetivas parece apontar para a  possibilidade dos jovens ultrapassarem esta situa&ccedil;&atilde;o de maior fragilidade, resultado da manuten&ccedil;&atilde;o das  liga&ccedil;&otilde;es com outras figuras alternativas dentro da pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o. Assim sendo, a qualidade das  liga&ccedil;&otilde;es estabelecidas dentro da institui&ccedil;&atilde;o tendem a contribuir para a reorganiza&ccedil;&atilde;o dos modelos  internos din&acirc;micos dos jovens e para o potenciar de um maior sentimento de perten&ccedil;a e confian&ccedil;a (Mota &amp; Matos, 2008, 2014,  2015). Por sua vez, o restabelecimento destas rela&ccedil;&otilde;es facilita um desenvolvimento mais resiliente e adaptativo (Mota et al., 2016;  Mota &amp; Matos, 2010, 2014) e parece estar relacionado com uma melhoria na satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e na reformula&ccedil;&atilde;o  dos pr&oacute;prios objetivos de vida (Fante &amp; Cassab, 2007; Frankl, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora escassas, evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas t&ecirc;m vindo a denotar a relev&acirc;ncia do suporte social no estabelecimento de  objetivos de vida de jovens adolescentes (e.g., Massey, Gebhardt, &amp; Garnefsky, 2008; Salmela-Aro, 2009). Nesta medida, tem sido enfatizado o  papel da fam&iacute;lia, dos pares e dos amigos, sugerindo que os jovens adolescentes pertencentes ao mesmo grupo tendem a compartilhar os seus  objetivos de vida, denotando similitude nas viv&ecirc;ncias (Salmela-Aro, 2009). Para al&eacute;m disso, tamb&eacute;m se tem constatado que  fatores como sendo os antecedentes familiares compartilhados pelos jovens adolescentes tendem a influenciar o delineamento de objetivos de vida.  Assim sendo, &eacute; pass&iacute;vel averiguar que os jovens que n&atilde;o prov&ecirc;m de uma fam&iacute;lia tradicional denotam uma maior  suscetibilidade em termos de orienta&ccedil;&atilde;o e planifica&ccedil;&atilde;o de objetivos de vida (Amado, Ribeiro, Lim&atilde;o, &amp;  Pacheco, 2003; Creed, Tilbury, Buys, &amp; Crawford, 2011; Salmela-Aro, 2009). De igual modo, Henriques (2008) realizou um estudo que visa analisar  os objetivos de vida de jovens adolescentes em regime institucional, evidenciando que os jovens que denotaram uma menor perce&ccedil;&atilde;o do  seu suporte social apresentaram expectativas do futuro muito reduzidas, pouco otimistas e menos estruturadas, o que contribui para uma maior  desesperan&ccedil;a e suscetibilidade na defini&ccedil;&atilde;o dos seus objetivos de vida.</p>     <p>De acordo com o exposto, torna-se pertinente salientar que os jovens adolescentes parecem mover-se no sentido de estabelecer objetivos de vida,  quer sejam de natureza familiar ou profissional (Frankl, 2007; Massey et al., 2008). Segundo Peralta e Silva (2003) os objetivos de vida integram  duas dimens&otilde;es, objetivos e sentido de vida. Os objetivos de vida prendem-se com a experi&ecirc;ncia afetiva do ser humano, nomeadamente  face aos prop&oacute;sitos e aspira&ccedil;&otilde;es que d&atilde;o sentido &agrave; sua vida. Por sua vez, o sentido de vida, relaciona-se com a  vertente cognitiva e a consci&ecirc;ncia que o indiv&iacute;duo tem acerca do significado e sentido que atribui &agrave; sua vida. Neste sentido,  parece que os jovens adolescentes tendem a delinear os seus objetivos de acordo com as suas caracter&iacute;sticas pessoais, as experi&ecirc;ncias  de aprendizagem vivenciadas anteriormente e as oportunidades e limita&ccedil;&otilde;es percecionadas pelo ambiente em que se encontram (Massey et  al., 2008; Nurmi, 1991; Nurmi, Salmela-Aro, &amp; Aunola, 2009).</p>     <p>Nesta medida, para al&eacute;m do suporte social, outros fatores t&ecirc;m sido apontados como relevantes no que concerne ao estabelecimento de  objetivos de vida de jovens adolescentes, nomeadamente a personalidade (Massey et al., 2008; Nurmi et al., 2009; P&aacute;ramo, Straniero,  Garc&iacute;a, Torrecilla, &amp; G&oacute;mez, 2012). McCrae e Costa (2008) apontam a personalidade como uma das principais fontes que contribui  para as diferen&ccedil;as individuais no que confere ao estabelecimento de objetivos de vida. Alguns autores referem-se ainda aos objetivos  pessoais como o reflexo de tra&ccedil;os da personalidade de cada indiv&iacute;duo (e.g., Emmons, 1986; Reisz, Boudreaux, &amp; Ozer, 2013).  Entenda-se por tra&ccedil;os de personalidade os padr&otilde;es que perduram ao longo do tempo, os quais envolvem pensamentos, sentimentos e  comportamentos que caracterizam a forma t&iacute;pica como os indiv&iacute;duos tendem a responder em diferentes situa&ccedil;&otilde;es (Roberts,  2009).</p>     <p>Os tra&ccedil;os de personalidade t&ecirc;m vindo a ser apontados como um dos principais preditores do comportamento humano, associando-se ao  esfor&ccedil;o que os indiv&iacute;duos t&ecirc;m para alcan&ccedil;ar projetos de vida, o qual envolve as suas cren&ccedil;as,  motiva&ccedil;&otilde;es, valores e desejos (e.g., Cantor et al., 1991; Emmons, 1986; Trautwein, Ludke, Roberts, Schnyder, &amp; Niggli, 2009).  Estudos realizados por McCabe, Yperen, Elliot e Verbraak (2013) e Vasalampi et al. (2014) corroboraram esta ideia, enfatizando uma  rela&ccedil;&atilde;o estreita entre tra&ccedil;os da personalidade e a planifica&ccedil;&atilde;o e busca de objetivos de vida. Para al&eacute;m  disso, &eacute; pertinente verificar que embora escassa, a literatura sugere os tra&ccedil;os de personalidade como um dos principais fatores  influentes na perce&ccedil;&atilde;o do suporte social (e.g., Rogers, Creed, &amp;Glendon, 2008; Swickert, 2009; Swickert, Hittner, &amp; Foster,  2010).</p>     <p>Embora a literatura denote lacunas no que concerne ao estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre o suporte social, a personalidade e os objetivos de  vida, parece expect&aacute;vel que as caracter&iacute;sticas pessoais dos indiv&iacute;duos possam evidenciar um efeito mediador na  associa&ccedil;&atilde;o entre o suporte social e o desenvolvimento de objetivos de vida.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Objetivos</b></p>     <p>O presente estudo visa analisar o papel do suporte social no desenvolvimento dos objetivos de vida de jovens de diferentes  configura&ccedil;&otilde;es familiares, sendo ainda testado o papel mediador da personalidade na associa&ccedil;&atilde;o anterior. Tendo em  considera&ccedil;&atilde;o os objetivos espec&iacute;ficos, pretende-se, em primeira inst&acirc;ncia, testar a associa&ccedil;&atilde;o entre o  suporte social, a personalidade e os objetivos de vida. Pretende-se de igual modo analisar em que medida a personalidade pode exercer um efeito  mediador na associa&ccedil;&atilde;o entre o suporte social e o desenvolvimento de objetivos de vida.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>No estudo participaram 350 jovens adolescentes portugueses, 125 a residir em acolhimento residencial (35.7%) e 225 de fam&iacute;lias  tradicionais (64.3%). A institucionaliza&ccedil;&atilde;o dos jovens deve-se a motivos de abandono ou neglig&ecirc;ncia parental, tendo sido  exclu&iacute;dos adolescentes cujas raz&otilde;es se prenderam com comportamentos de cariz desviante. Os jovens compreendem idades entre os 13 e os  18 anos (<i>M</i>=15.00; <i>DP</i>=1.61), respeitando 178 ao g&eacute;nero feminino (50.9%) e 172 (49.1%) ao g&eacute;nero masculino.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico</i>, teve como prop&oacute;sito a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es individuais  dos participantes, sendo aplicado em conjunto com o protocolo de instrumentos. O question&aacute;rio continha dados tais como: o g&eacute;nero, a  idade e o tipo de configura&ccedil;&atilde;o familiar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Social Support Appraisals</i> (Vaux, 1986; adapta&ccedil;&atilde;o de Antunes &amp; Fontaine, 1994) para avaliar a perce&ccedil;&atilde;o do  suporte social. Trata-se de um instrumento composto por 30 itens, com 4 quatro dimens&otilde;es, nomeadamente a perce&ccedil;&atilde;o do apoio  face &agrave; <i>fam&iacute;lia</i> (7 itens; &ldquo;A minha fam&iacute;lia estima-me muito&rdquo;), <i>amigos</i> (8 itens; &ldquo;Os meus amigos  respeitam-me&rdquo;), <i>professores</i> (7 itens; &ldquo;Os meus professores estimam-me&rdquo;) e &agrave; <i>generalidade</i> (8 itens;  &ldquo;Sinto que as pessoas me d&atilde;o valor&rdquo;). Cada item encontra-se disposto por uma escala de tipo Likert, com seis alternativas de  resposta, que variam entre &ldquo;Discordo totalmente e Concordo totalmente&rdquo;. Importa referir que alguns itens encontram-se apresentados de  forma invertida (4, 11,18, 22, 28, 29 e 30). A consist&ecirc;ncia interna do instrumento foi medida atrav&eacute;s do alfa de <i>Cronbach</i>,  apresentando respetivamente: <i>apoio fam&iacute;lia</i>=.89, <i>apoio amigos</i>=.84, <i>apoio professores</i>=.81, <i>apoio em geral</i>=.82.  Efetuou-se uma an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria de primeira ordem, sendo que se reportaram adequados valores dos &iacute;ndices de  ajustamento <i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(44)=204.26; <i>&chi;<Sup>2</i></Sup>/gl=4.64; CFI=.94; SRMR=.04 e RMSEA=.09.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Invent&aacute;rio de Personalidade dos Cinco Fatores</i> (NEO-FFI-20) adaptado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Bertoquini e  Pais-Ribeiro (2006), a partir da <i>Revised NEO Personality Inventory</i> (McCrae &amp; Costa, 2004). Diz respeito a um instrumento que visa  avaliar a personalidade em jovens e adultos, atrav&eacute;s de 20 itens distribu&iacute;dos por 5 fatores, nomeadamente o <i>neuroticismo</i> (4  itens; &ldquo;houve alturas em que experimentei ressentimento e amargura&rdquo;), <i>extrovers&atilde;o</i> (4 itens; &ldquo;Sou uma pessoa alegre  e bem-disposta&rdquo;), <i>abertura &agrave; experi&ecirc;ncia</i> (4 itens; &ldquo;N&atilde;o dou grande import&acirc;ncia &agrave;s coisas da  arte e da beleza), <i>amabilidade</i> (4 itens; &ldquo;Tendo a pensar o melhor acerca das pessoas&rdquo;) e <i>conscienciosidade</i> (4 itens;  &ldquo;Esfor&ccedil;o-me por ser excelente em tudo o que fa&ccedil;o&rdquo;). No caso deste instrumento, este n&atilde;o foi utilizado na sua  &iacute;ntegra, sendo que apenas se considerou pertinente incluir as dimens&otilde;es que foram mais significativas, nomeadamente o neuroticismo,  extrovers&atilde;o e conscienciosidade. Neste sentido, a consist&ecirc;ncia interna do instrumento foi medida atrav&eacute;s do alfa de  <i>Cronbach</i>, denotando respetivamente: <i>neuroticismo</i>=.51, <i>extrovers&atilde;o</i>=.72 e <i>conscienciosidade</i>=.78. Os itens  est&atilde;o distribu&iacute;dos num escala de tipo <i>Likert</i> com quatro alternativas de resposta que variam entre &ldquo;discordo fortemente e  concordo fortemente&rdquo;. Importa referir que alguns itens encontram-se apresentados de forma invertida (1, 3, 11, 13, 14, 18 e 19).  Relativamente aos resultados da an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria na presente amostra confirma-se o ajustamento dos valores  <i>&chi;<sup>2</i></sup>(77)=193.73, <i>p</i>=.001; <i>&chi;<sup>2</i></sup>/gl=2.52, CFI=.90, SRMR=.06 e RMSEA=.07.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Purpose in Life Test (PIL-R)</i> (Crumbaugh &amp; Maholick, 1969) traduzido e adaptado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Peralta  e Silva (2003). Este &eacute; um instrumento de autorrelato que visa avaliar os objetivos, ambi&ccedil;&otilde;es, metas e aspira&ccedil;&otilde;es  que d&atilde;o sentido e significado pessoal &agrave; vida, em adolescentes e adultos. O instrumento original remete para 3 partes, sendo apenas  utilizada a primeira parte que apresenta 20 itens, que se distribuem por dois fatores, nomeadamente a <i>componente afetiva</i> (dimens&atilde;o  vivencial) e a <i>componente cognitiva</i> (dimens&atilde;o existencial). Importa referir que o instrumento n&atilde;o foi utilizado na sua  inteireza, sendo apenas empregadas as vari&aacute;veis mais significativas, nomeadamente: a <i>satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida</i> (inerente  &agrave; dimens&atilde;o vivencial com 5 itens; &ldquo;A minha vida &eacute; vazia e cheia de desespero&rdquo;), o <i>modo como o indiv&iacute;duo  avalia os seus objetivos, ambi&ccedil;&otilde;es, metas e progressos alcan&ccedil;ados</i> (inerente &agrave; dimens&atilde;o existencial com 4  itens; &ldquo;A minha exist&ecirc;ncia pessoal n&atilde;o tem qualquer sentido nem objetivo&rdquo;) e a <i>avalia&ccedil;&atilde;o da  coer&ecirc;ncia das convic&ccedil;&otilde;es, valores e escolhas consideradas pelo indiv&iacute;duo como fundamentais para dar um sentido &agrave;  vida</i> (inerente &agrave; dimens&atilde;o existencial com 4 itens; &ldquo;Enfrentar as minhas tarefas do dia-a-dia &eacute; uma fonte de prazer e  satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo;). Os itens est&atilde;o dispostos numa escala do tipo <i>Likert</i> com sete alternativas de resposta que variam de  &ldquo;discordo totalmente&rdquo; a &ldquo;concordo totalmente&rdquo;. De mencionar ainda que o instrumento denota alguns itens na forma invertida  (1, 3, 4, 5, 6, 8, 9, 11, 13, 16 e 20). A consist&ecirc;ncia interna do instrumento foi medida atrav&eacute;s do alfa de <i>Cronbach</i>,  respetivamente: <i>satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida</i>=.84, modo como o indiv&iacute;duo avalia os seus <i>objetivos, ambi&ccedil;&otilde;es,  metas e progressos alcan&ccedil;ados</i>=.76 e a <i>avalia&ccedil;&atilde;o da coer&ecirc;ncia das convic&ccedil;&otilde;es, valores e escolhas  consideradas pelo indiv&iacute;duo como fundamentais para dar um sentido &agrave; vida</i>=.68. No que concerne aos resultados da an&aacute;lise  fatorial confirmat&oacute;ria na presente amostra confirma-se o ajustamento dos valores <i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(24)=67.48, <i>p</i>=.001;  <i>&chi;<Sup>2</i></Sup>/gl=2.81, CFI=.96, SRMR=.04 e RMSEA=.07.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento e estrat&eacute;gia de an&aacute;lise de dados</i></p>     <p>A recolha dos dados foi realizada num s&oacute; momento em institui&ccedil;&otilde;es da zona Norte e Centro e Sul de Portugal de forma  aleat&oacute;ria, sendo realizado um pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;vio junto das direc&ccedil;&otilde;es de agrupamentos de escolas  e ainda de institui&ccedil;&otilde;es de acolhimento, onde foi apresentado o projeto e os seus objetivos. Aquando da administra&ccedil;&atilde;o,  foram apresentados os objetivos gerais do estudo, pelo que, tratando-se de uma administra&ccedil;&atilde;o coletiva, foram dadas  instru&ccedil;&otilde;es estandardizadas de esclarecimento no que diz respeito ao preenchimento dos question&aacute;rios de autorrelato, sendo  garantidos todos os procedimentos &eacute;ticos, nomeadamente o car&aacute;cter sigiloso e confidencial da informa&ccedil;&atilde;o inerente aos  question&aacute;rios, assim como a &iacute;ndole volunt&aacute;ria da participa&ccedil;&atilde;o no estudo, pelo que todos os participantes  acederam &agrave; participa&ccedil;&atilde;o no estudo.</p>     <p>O tratamento foi realizado considerando uma pr&eacute;via limpeza da base de dados, atrav&eacute;s da exclus&atilde;o de <i>missings</i> e  <i>outliers</i>. De modo a verificar os pressupostos de normalidade dos dados efetuou-se o c&aacute;lculo dos valores de assimetria (<i>skeweness</i>)  e achatamento (<i>kurtosis</i>). Ainda de modo a explorar a normalidade dos dados recorreu-se &agrave; an&aacute;lise do teste  <i>Kolmogorov-Smirnov</i>, histograma e <i>Q-Q plots</i> (Pallant, 2002). Procedeu-se &agrave; an&aacute;lise dos dados, atrav&eacute;s de  an&aacute;lises correlacionais, m&eacute;dias e desvio padr&atilde;o das vari&aacute;veis propostas em estudo, recorrendo ao programa  estat&iacute;stico SPSS (<i>Statistical Package for Social Sciences</i>), vers&atilde;o 20.0. Posteriormente, de modo a verificar o efeito mediador  da personalidade na associa&ccedil;&atilde;o entre o suporte social e objetivos de vida em jovens provenientes de fam&iacute;lias tradicionais e em  acolhimento residencial, fez-se recurso aos modelos de equa&ccedil;&otilde;es estruturais, atrav&eacute;s do programa EQS 6.1. De mencionar que os  modelos de equa&ccedil;&otilde;es estruturais fazem recurso ao Teste de Sobel, o que permite averiguar o efeito indireto que a vari&aacute;vel  independente (suporte social) acarreta na vari&aacute;vel dependente (objetivos de vida), atrav&eacute;s da vari&aacute;vel mediadora  (personalidade) (Baron &amp; Kenny, 1986). O modelo hipotetizado que explica a media&ccedil;&atilde;o anteriormente supracitada encontra-se exposto  na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n4/35n4a02f1.jpg" width="580" height="225"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Associa&ccedil;&atilde;o entre o suporte social, personalidade e objetivos de vida dos jovens</i></p>     <p>Os resultados indicam, tal como esperado, que existem correla&ccedil;&otilde;es significativas entre todas as vari&aacute;veis  (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Constata-se uma associa&ccedil;&atilde;o positiva e significativa, de magnitude moderada, entre o suporte social  e os objetivos de vida (<i>r</i>=.206 at&eacute; <i>r</i>=.514, <i>p</i>&lt;.01). O mesmo se verifica na associa&ccedil;&atilde;o entre o suporte  social e as vari&aacute;veis da personalidade, verificando-se correla&ccedil;&otilde;es moderadas e significativas no sentido positivo com as  vari&aacute;veis extrovers&atilde;o e conscienciosidade (<i>r</i>=.230 at&eacute; <i>r</i>=.510, <i>p</i>&lt;.01) e, no sentido negativo, entre o  suporte social e a vari&aacute;vel neuroticismo (<i>r</i>=-.159 at&eacute; <i>r</i>=-.415, <i>p</i>&lt;.01).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n4/35n4a02t1.jpg" width="575" height="382"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por &uacute;ltimo, evidenciam-se, de igual modo, correla&ccedil;&otilde;es moderadas e significativas entre as dimens&otilde;es da personalidade  e objetivos de vida, sendo esta verificada no sentido positivo entre os objetivos de vida e as dimens&otilde;es da personalidade extrovers&atilde;o  e conscienciosidade (<i>r</i>=.134 at&eacute; <i>r</i>=.649) e, no sentido negativo, no que concerne &agrave; associa&ccedil;&atilde;o com a  vari&aacute;vel neuroticismo (<i>r</i>=-.349 at&eacute; <i>r</i>=-.519, <i>p</i>&lt;.01).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>O suporte social e objetivos de vida de jovens provenientes de fam&iacute;lias tradicionais e em acolhimento residencial: Efeito mediador da  personalidade</i></p>     <p>Foi testado o efeito preditor do suporte social no desenvolvimento dos objetivos de vida dos jovens, constatando-se uma valor significativo e  positivo na equa&ccedil;&atilde;o inicial (<i>&beta;</i>=.85<Sup>*</Sup>). Posteriormente foi realizada a testagem da media&ccedil;&atilde;o da  personalidade de acordo com o teste de Sobel para os jovens provenientes de fam&iacute;lias tradicionais. De acordo com o previsto, a  an&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais permitiu observar um efeito inicial do suporte social no desenvolvimento de objetivos de vida  (<i>&beta;</i>=.85*). De igual modo, foi pass&iacute;vel verificar que o suporte social denota tamb&eacute;m uma predi&ccedil;&atilde;o  significativa e positiva na personalidade (<i>&beta;</i>=.77<Sup>*</Sup>), assim como se verifica um efeito positivo e significativo da  personalidade no desenvolvimento de objetivos de vida (<i>&beta;</i>=.91<Sup>*</Sup>).</p>     <p>No modelo final, ap&oacute;s introduzida a personalidade enquanto mediadora, atestou-se que o efeito inicial direto do suporte social nos  objetivos de vida (<i>&beta;</i>=.85<Sup>*</Sup>) diminuiu (<i>&beta;</i>=.003<Sup>*</Sup>), perdendo magnitude de efeito, observando-se deste modo  uma media&ccedil;&atilde;o parcial atrav&eacute;s da personalidade (Sobel test <i>z</i>=.77, <i>SE</i>=.44, <i>p</i>&lt;.001, <i>&beta;</i>=.75)  (<a href="#t2">Tabela 2</a>). No que concerne aos &iacute;ndices de ajustamento do modelo, estes encontram-se adequados  (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(31)=131.52, <i>p</i>=.001; <i>CFI</i>=.93; <i>SRMR</i>= .06; <i>RMSEA</i>=.10) (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n4/35n4a02t2.jpg" width="577" height="177"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n4/35n4a02f2.jpg" width="577" height="393"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que concerne aos jovens em acolhimento residencial, o modelo de equa&ccedil;&otilde;es estruturais, denotou a exist&ecirc;ncia de um valor  inicial significativo, embora de baixa magnitude, no efeito do suporte social nos objetivos de vida (<i>&beta;</i>=.17<Sup>*</Sup>). Na  sequ&ecirc;ncia da testagem do papel mediador da personalidade na associa&ccedil;&atilde;o anterior, analisou-se o efeito do suporte social na  personalidade, onde foi pass&iacute;vel verificar a exist&ecirc;ncia de uma predi&ccedil;&atilde;o significativa (<i>&beta;</i>=.83<Sup>*</Sup>).  Num terceiro passo, analisou-se o efeito da personalidade nos objetivos de vida, pelo que se verificou a inexist&ecirc;ncia de um efeito  significativo entre as vari&aacute;veis (<i>&beta;</i>=.19). Dada a inexist&ecirc;ncia de um efeito significativo entre a personalidade e os  objetivos de vida, n&atilde;o foi pass&iacute;vel reunir todas as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para efetivar a testagem da  media&ccedil;&atilde;o de acordo com o teste de Sobel. Neste sentido, o modelo de equa&ccedil;&otilde;es estruturais aponta para que exista um  efeito direto significativo do suporte social para os objetivos de vida e ainda, no desenvolvimento da personalidade, sendo que neste caso a  hip&oacute;tese do efeito mediador da personalidade n&atilde;o se verificou.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O presente estudo visa analisar o papel do suporte social no desenvolvimento dos objetivos de vida de jovens de diferentes  configura&ccedil;&otilde;es familiares, sendo ainda testado o papel mediador da personalidade na associa&ccedil;&atilde;o anterior. Para  al&eacute;m disso, pretendeu-se ainda testar as associa&ccedil;&otilde;es entre o suporte social, a personalidade e os objetivos de vida.</p>     <p>No que concerne &agrave; associa&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es das vari&aacute;veis em investiga&ccedil;&atilde;o, verificou-se que  todas se associam de forma positiva, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o neuroticismo, que revela uma associa&ccedil;&atilde;o  negativa com todas as dimens&otilde;es das vari&aacute;veis. Embora a literatura encontre algumas lacunas ao n&iacute;vel da liga&ccedil;&atilde;o  entre as vari&aacute;veis em estudo, &eacute; pass&iacute;vel assumir que os jovens adolescentes com maior perce&ccedil;&atilde;o do seu <i>suporte  social</i> tendem a apresentar um maior investimento e interesse no estabelecimento dos seus <i>objetivos de vida</i> (Hill, Ramirez, &amp; Dumka,  2003; Nurmi, 1991; Samp, Parker, &amp; Duvall, 2006). Evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas sugerem que as rela&ccedil;&otilde;es pessoais mantidas com  as figuras de suporte social (como sendo a fam&iacute;lia, os amigos e os pares) constituem um conjunto de experi&ecirc;ncias que promovem nos  jovens uma autoavalia&ccedil;&atilde;o positiva, motiva&ccedil;&atilde;o, e autoconfian&ccedil;a nas suas capacidades, o que se torna significativo  para a realiza&ccedil;&atilde;o dos seus objetivos (e.g., Massey et al., 2008; Salmela-Aro, 2009). Assim sendo, tal como esperado, os jovens  adolescentes com uma maior perce&ccedil;&atilde;o do apoio da fam&iacute;lia, dos amigos e dos professores, denotaram uma vis&atilde;o positiva de  si e uma maior motiva&ccedil;&atilde;o e expetativa nas suas capacidades para alcan&ccedil;ar objetivos de vida. Por sua vez, os resultados  auferiram ainda que o <i>suporte social</i> se encontra associado positivamente &agrave;s dimens&otilde;es da <i>personalidade</i>  conscienciosidade e extrovers&atilde;o ainda que, negativamente ao neuroticismo dos jovens adolescentes. Nesta medida, &eacute; poss&iacute;vel  aduzir que a perce&ccedil;&atilde;o que os jovens t&ecirc;m do suporte social, parece contribuir para o desenvolvimento de determinados  tra&ccedil;os de personalidade, nomeadamente pela perce&ccedil;&atilde;o de aceita&ccedil;&atilde;o e abertura nas rela&ccedil;&otilde;es, que  v&atilde;o moldando a forma como cada sujeito se desenvolve. No que concerne &agrave; associa&ccedil;&atilde;o entre o suporte social e o  neuroticismo, os resultados corroboram a literatura, na medida em que uma baixa perce&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de apoio social se  encontra fortemente associada com altos n&iacute;veis de neuroticismo (e.g., Swickert, 2009). Swickert et al.(2010) acrescentam ainda que maiores  n&iacute;veis de suporte social se encontram associados a elevados n&iacute;veis de extrovers&atilde;o e conscienciosidade. Assim, torna-se  relevante equacionar que os jovens adolescentes com uma maior perce&ccedil;&atilde;o do seu suporte social tendem a denotar um maior  c&iacute;rculo de amigos, podendo potenciar um cariz de maior extrovers&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o do meio, assim como n&iacute;veis  inferiores de desajuste psicol&oacute;gico.</p>     <p>Os resultados apontaram ainda que a <i>personalidade</i> denota uma associa&ccedil;&atilde;o com todas as vari&aacute;veis dos <i>objetivos de  vida</i>. Assim, a conscienciosidade e a extrovers&atilde;o revelam uma associa&ccedil;&atilde;o positiva, ao inv&eacute;s do neuroticismo que  apresentou um contributo negativo em todas as vari&aacute;veis dos objetivos de vida. Estes resultados corroboram os estudos que t&ecirc;m vindo a  demonstrar que disposi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de personalidade dos adolescentes tendem a estar significativamente relacionadas com o  envolvimento nos objetivos de vida (e.g., Rogers et al., 2008). Um estudo realizado por Vasalampi e colaboradores (2014) com uma amostra de 4133  jovens adolescentes com o objetivo de analisar a associa&ccedil;&atilde;o entre a personalidade, a motiva&ccedil;&atilde;o e o estabelecimento de  objetivos de vida, corrobora as conclus&otilde;es da presente investiga&ccedil;&atilde;o, sendo que os tra&ccedil;os de personalidade denotam um  efeito significativo no esfor&ccedil;o para delinear objetivos de vida.</p>     <p>Ao encontro do que tem vindo a ser discutido, os resultados sugerem o <i>papel mediador da personalidade</i> na associa&ccedil;&atilde;o entre o  suporte social e o estabelecimento de objetivos de vida, ressaltando que este resultado apenas se verifica em jovens de fam&iacute;lias  tradicionais. Assim sendo, os resultados permitem observar um efeito preditor do suporte social face ao desenvolvimento dos objetivos de vida,  sendo facilitados pela personalidade dos jovens. Deste modo, um suporte social percebido de forma positiva pelos jovens de fam&iacute;lias  tradicionais parece exercer um papel relevante no desenvolvimento da personalidade, fomentando o desenvolvimento dos objetivos de vida dos  jovens.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todavia, foi poss&iacute;vel averiguar que o mesmo n&atilde;o acontece nos jovens em acolhimento residencial. De acordo com este resultado,  parece pertinente inferir que o suporte social nos jovens provenientes de institui&ccedil;&otilde;es parece ser significativo na  predi&ccedil;&atilde;o dos objetivos de vida, assim como no desenvolvimento da personalidade. Por&eacute;m, o papel mediador da personalidade  n&atilde;o se verifica, pelo que se sugere na presente amostra a poss&iacute;vel exist&ecirc;ncia de outros fatores de maior signific&acirc;ncia  para os jovens em acolhimento residencial, para al&eacute;m da personalidade, como sendo a qualidade dos fatores relacionais. Ainda assim, &eacute;  pass&iacute;vel verificar que o suporte social assume relev&acirc;ncia na constru&ccedil;&atilde;o da personalidade destes jovens.</p>     <p>A literatura sugere que os jovens adolescentes tendem a delinear os seus objetivos de acordo com as suas caracter&iacute;sticas pessoais, as  experi&ecirc;ncias de aprendizagem vivenciadas anteriormente e as oportunidades e limita&ccedil;&otilde;es percecionadas pelo ambiente em que se  encontram (e.g., Massey et al., 2008; Nurmi, 1991; Nurmi et al., 2009). Salmela-Aro (2009) aponta ainda que os jovens tendem a ajustar os seus  objetivos pessoais com base nos eventos de vida e transi&ccedil;&otilde;es desenvolvimentais que patenteiam ao longo do seu desenvolvimento. Assim,  tendo em conta o contexto de acolhimento residencial, parece pass&iacute;vel inferir que os resultados da presente investiga&ccedil;&atilde;o eram  expect&aacute;veis, denotando-se nos jovens em acolhimento residencial uma magnitude de efeito inferior no que concerne &agrave;  predi&ccedil;&atilde;o do suporte social no desenvolvimento dos objetivos de vida. Este resultado pode ser fundamentado por toda a  exposi&ccedil;&atilde;o a viv&ecirc;ncias emocionais adversas que estes jovens estiveram expostos e para a menor disponibilidade pessoal e  perce&ccedil;&atilde;o de suporte por parte dos demais, o que parece contribuir para um comprometimento do modo como tendem a avaliar as suas  expetativas face ao futuro.</p>     <p>Amado e colaboradores (2003) e Creed et al. (2011) refor&ccedil;am esta ideia sugerindo que os jovens em acolhimento residencial tendem a  apresentar expetativas face ao futuro pouco otimistas e pouco estruturadas, comparativamente com jovens de outras configura&ccedil;&otilde;es  familiares. Os estudos s&atilde;o escassos no que confere a esta associa&ccedil;&atilde;o, inclusive em contexto de acolhimento residencial, pelo  que se torna uma limita&ccedil;&atilde;o para fazer o paralelo entre estes jovens e os que prov&eacute;m de fam&iacute;lias tradicionais. Todavia  os resultados seriam expet&aacute;veis face &agrave; pr&oacute;pria transi&ccedil;&atilde;o para a institui&ccedil;&atilde;o, pautada por  descontinuidades e um significativo sentimento de inseguran&ccedil;a, a qual parece despoletar dificuldades emocionais nos jovens adolescentes  conduzindo-os a uma maior internaliza&ccedil;&atilde;o (Sarason &amp; Sarason, 2009; Siqueira et al., 2006). Para al&eacute;m disso, estes  resultados podem ainda ser justificados pelo facto dos jovens em acolhimento residencial integrarem um grupo com maior exposi&ccedil;&atilde;o a  fatores de risco pela perce&ccedil;&atilde;o de menor suporte social, comparativamente com os jovens provenientes de fam&iacute;lias tradicionais,  podendo condicionar a associa&ccedil;&atilde;o entre a sua personalidade e os objetivos de vida futuros (Attlar-Schwartz, 2008).</p>     <p>Este resultado destaca a relev&acirc;ncia da reorganiza&ccedil;&atilde;o e (re)estabelecimento dos seus modelos internos din&acirc;micos com  outras figuras significativas de afeto, para al&eacute;m do suporte familiar, dentro e fora da institui&ccedil;&atilde;o (Mota &amp; Matos, 2008,  2014; Mota et al., 2016; Nurmi, 1991).</p>     <p>Deste modo, o presente estudo permite acrescentar conhecimento &agrave; literatura em Portugal, na medida em que destaca o papel da  personalidade na associa&ccedil;&atilde;o entre o suporte social e os objetivos de vida de jovens de diferentes configura&ccedil;&otilde;es  familiares, destacando-se uma diferen&ccedil;a numa popula&ccedil;&atilde;o ainda escassamente abordada sob este ponto de vista, como s&atilde;o os  jovens em acolhimento residencial. Por&eacute;m, fica claro o papel da personalidade enquanto facilitador do desenvolvimento de objetivos de vida,  embora apenas em jovens provenientes de fam&iacute;lias tradicionais, sendo relevante aprofundar a import&acirc;ncia de outros fatores no  estabelecimento de objetivos de vida em jovens em acolhimento residencial, como sendo os de ordem relacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, limita&ccedil;&otilde;es e pistas futuras</i></p>     <p>Com a presente investiga&ccedil;&atilde;o pretendeu-se contribuir para o avan&ccedil;o do conhecimento no que concerne &agrave;  associa&ccedil;&atilde;o entre o suporte social, personalidade e objetivos de vida em adolescentes de diferentes configura&ccedil;&otilde;es  familiares. Acresce a esta quest&atilde;o as lacunas inerentes a evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas em Portugal, que tenham como alvo jovens em  acolhimento residencial, nomeadamente no que concerne &agrave; associa&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis em estudo. Esta  investiga&ccedil;&atilde;o torna-se por isso relevante para a abordagem de aspetos do foro emocional dos jovens e implica&ccedil;&otilde;es do  suporte social no desenvolvimento de expectativas futuras. Ainda assim, pretende-se alertar para o papel relevante das institui&ccedil;&otilde;es  como elo de liga&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento emocional destes jovens. Neste sentido, a presente investiga&ccedil;&atilde;o surge como uma  mais-valia para a desmistifica&ccedil;&atilde;o das conce&ccedil;&otilde;es negativas que se tendem a atribuir &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es  de acolhimento. Para tal, real&ccedil;a-se a import&acirc;ncia que o papel das rela&ccedil;&otilde;es afetivas acarretam no (re)estabelecimento  adaptativo dos jovens. Por sua vez, espera-se que este estudo sirva como um est&iacute;mulo para o desenvolvimento de projetos que poder&atilde;o  ser implementados nas institui&ccedil;&otilde;es de acolhimento, de modo a incentivar os jovens adolescentes para o desenvolvimento de objetivos de  vida.</p>     <p>Por&eacute;m, n&atilde;o podem deixar de ser apresentadas algumas limita&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; presente  investiga&ccedil;&atilde;o. Assim, a dimens&atilde;o da amostra parece ser uma limita&ccedil;&atilde;o, dada a dificuldade em aceder &agrave;s  institui&ccedil;&otilde;es de acolhimento, limitando tamb&eacute;m a representatividade desta popula&ccedil;&atilde;o em Portugal. Trata-se de um  estudo de cariz transversal, o qual n&atilde;o permite a estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o temporal entre as vari&aacute;veis, tornando-se  dif&iacute;cil verificar causualidade entre as mesmas. Destaca-se ainda o recurso a instrumentos de autorrelato, pass&iacute;vel de enviesamento  das respostas. Para finalizar, dado o ponto de partida que este estudo acarreta, torna-se pertinente enfatizar algumas pistas futuras que coadunam  o seu posterior seguimento. Assim sendo, seria pertinente recorrer a estudos longitudinais, no sentido de avaliar a evolu&ccedil;&atilde;o e as  transforma&ccedil;&otilde;es evidenciadas ao longo do desenvolvimento dos jovens, sendo pass&iacute;vel verificar causualidade entre as  vari&aacute;veis. Para al&eacute;m disso, seria ainda pertinente complementar os dados recolhidos com o recurso a entrevistas realizadas com as  figuras de afeto, nomeadamente, pais, amigos, professores e funcion&aacute;rios das institui&ccedil;&otilde;es, de modo a perceber as  implica&ccedil;&otilde;es do desenvolvimento relacional e a personalidade dos jovens, permitindo controlar ainda fatores externos na  predi&ccedil;&atilde;o dos objetivos de vida.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Ainsworth, M. (1989). Attachments beyond infancy. <i>American Psychologist, 44</i>, 709-716.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032794&pid=S0870-8231201700040000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Amado, J., Ribeiro, F., Lim&atilde;o, I., &amp; Pacheco, V. (2003). <i>A escola e os alunos institucionalizados</i>. Lisboa: Grafis CRL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032796&pid=S0870-8231201700040000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Antunes, C. F., &amp; Fontaine, A. M. (1994). Diferen&ccedil;as na percep&ccedil;&atilde;o de apoio social na adolesc&ecirc;ncia:  Adapta&ccedil;&atilde;o de uma escala, o Social Support Appraisals (SSA) de Vaux et al. (1980). <i>Cadernos de Consulta Psicol&oacute;gica, 10</i>,  115-127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032798&pid=S0870-8231201700040000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Antunes, C., &amp; Fontaine, A. M. (2005). Percep&ccedil;&atilde;o de apoio social na adolesc&ecirc;ncia: An&aacute;lise factorial  confirmat&oacute;ria da escala social support appraisals. <i>Paid&eacute;ia, 15</i>(32), 355-366.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032800&pid=S0870-8231201700040000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Attlar-Schwartz, S. (2008). Emotional, behavioral and social problems among Israeli children in residential care: A multi-level analysis.  <i>Children and Youth Services Review, 30</i>, 229-248.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032802&pid=S0870-8231201700040000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baron, R. M., &amp; Kenny, D. A. (1986). The moderator-mediator variable distinction in social psychological research: Conceptual, strategic  and statistical considerations. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 51</i>, 1173-1182. doi: 10.1037/0022-3514.51.6.1173&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032804&pid=S0870-8231201700040000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bertoquini, V., &amp; Pais-Ribeiro, J. L. (2006). Estudo de formas muito reduzidas do Modelo dos Cinco Fatores da Personalidade.  <i>Psychologica, 43</i>, 193-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032805&pid=S0870-8231201700040000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boada, C. M. (2006). Acogimiento en fam&iacute;lia extensa: Un est&uacute;dio desde la perspectiva de los acogedores, de los ninos y ninas  acogidos y de los profesionales que intervienen. <i>Revista de Intervenci&oacute;n Psicosocial, 15</i>, 203-221. doi:  10.4321/S1132-05592006000200006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032807&pid=S0870-8231201700040000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bowlby, J. (1988). <i>A secure base: Parent-child attachment and healty human development</i>. London: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032808&pid=S0870-8231201700040000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cantor, N., Norem, J., Langston, C., Zirkel, S., Fleeson, W., &amp; Cook-Flanagan, C. (1991). Life tasks and daily life experience. <i>Journal  of Personality, 59</i>, 425-451. doi: 10.1111/j.1467-6494.1991.tb00255.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032810&pid=S0870-8231201700040000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chu, P., Saucier, D., &amp; Hafner, E. (2010). Meta-analysis of the relationships between social support and well-being in children and  adolescents. <i>Journal of Social &amp; Clinical Psychology, 29</i>, 624-645. doi: 10.1521/jscp.2010.29.6.624&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032811&pid=S0870-8231201700040000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Costa, M., &amp; Mota, C. P (2012). Configura&ccedil;&atilde;o familiar, g&eacute;nero e coping em adolescentes: Papel dos pares. <i>Psicologia  em Estudo, 17</i>, 567-575. doi: 10.1590/S1413-73722012000400003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032812&pid=S0870-8231201700040000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Creed, P., Tilbury, C., Buys, N., &amp; Crawford, M. (2011). The career aspirations and action behaviors of Australian adolescents in  out-of-home-care. <i>Children and Youth Services Review, 33</i>, 1720-1729. doi: 10.1016/j.childyouth.2011.04.033&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032813&pid=S0870-8231201700040000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dunbar, M., Ford, G., &amp; Hunt, K. (1998). Why is the receipt social support associated with increased psychosocial distress? An examination  of three hypotheses. <i>Psychology and Health, 13</i>, 527-544. doi: 10.1080/08870449808407308&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032814&pid=S0870-8231201700040000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Emmons, R. A. (1986). Personal strivings: An approach to personality and subjective well-being. <i>Journal of Personality and Social  Psychology, 51</i>, 1058-1068.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032815&pid=S0870-8231201700040000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fante, A. P., &amp; Cassab, L. A. (2007). Conviv&ecirc;ncia familiar: Um direito &agrave; crian&ccedil;a e ao adolescente instituciona lizado.  <i>Revista Textos &amp; Contextos, 6</i>, 154-174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032817&pid=S0870-8231201700040000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frankl, V. E. (2007). <i>Em busca de sentido</i>. Petr&oacute;polis: Sinodal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032819&pid=S0870-8231201700040000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gula&ccedil;ti, F. (2010). The effect of perceived social support on subjective well-being. <i>Procedia Social and Behavioral Sciences, 2</i>,  3844-3849. doi: 10.1016/j.sbspro.2010.03.602&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032821&pid=S0870-8231201700040000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Henriques, S. (2008). <i>Os objetivos de vida de adolescentes institucionalizados e n&atilde;o institucionalizados</i>.  Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado n&atilde;o publicada. Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais da Universidade Fernando Pessoa, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032822&pid=S0870-8231201700040000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hill, N. E., Ramirez, C., &amp; Dumka, L. E. (2003). Early adolescents career aspirations: A qualitative study of perceived barriers and family  support among low-income, ethnically diverse adolescents. <i>Journal of Family Issues, 24</i>, 934-959.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032824&pid=S0870-8231201700040000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> doi: 10.1177/0192513X03254517</p>     <!-- ref --><p>Massey, E. K., Gebhardt, W. A., &amp; Garnefski, N. (2008). Adolescent goal content and pursuit: A review of the literature from the past 16  years. <i>Review of Development, 28</i>, 421-460. doi: 10.1016/j.dr.2008.03.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032826&pid=S0870-8231201700040000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McCabe, K. O., Yperen, N. W. V., Elliot, A. J., &amp; Verbraak, M. (2013). Big five personality profiles of context-specific achievement goals.  <i>Journal of Research in Personality, 47</i>, 698-707. doi: 10.1016/j.jrp.2013.06.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032827&pid=S0870-8231201700040000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McCrae, R. R., &amp; Costa, P. (2008). The five-factor theory of personality. In L. Pervin &amp; O. John (Eds.), <i>Handbook of personality:  Theory and research</i>. New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032828&pid=S0870-8231201700040000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mota, C. P., Costa, M., &amp; Matos, P. M. (2016). Resilience and deviant behavior among institutionalized adolescents: The relationship with  significant adults. <i>Child and Adolescent Social Work Journal, 33</i>, 313-325. doi: 10.1007/s10560-015-0429-x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032830&pid=S0870-8231201700040000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mota, C. P., &amp; Matos, P. M. (2008). Adolesc&ecirc;ncia e institucionaliza&ccedil;&atilde;o numa perspectiva de vincula&ccedil;&atilde;o.  <i>Psicologia &amp; Sociedade, 20</i>, 367-377.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032831&pid=S0870-8231201700040000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mota, C. P., &amp; Matos, P. M. (2010). Adolescentes institucionalizados: O papel das figuras significativas na predi&ccedil;&atilde;o da  assertividade, empatia e autocontrolo. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXVIII</i>, 245-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032833&pid=S0870-8231201700040000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mota, C. P., &amp; Matos, P. M. (2014). Padres, profesores y pares: Contribuciones para la autoestima y <i>coping</i> en los adolescentes.  <i>Anales de Psicologia, 30</i>, 656-666. doi: 10.6018/analesps.30.2.161521&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032835&pid=S0870-8231201700040000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mota, C. P., &amp; Matos, P. M. (2015). Adolescents in institutional care: Significant adults, resilience and well-being. <i>Child and Youth  Care Forum, 44</i>, 209-224. doi: 10.1007/s10566-014-9278-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032836&pid=S0870-8231201700040000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nurmi, J. (1991). How do adolescents see their future? A review of the developement of future orientation and planning. <i>Developmental  Review, 11</i>, 1-59. doi: 10.1016/0273-2297(91)90002-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032837&pid=S0870-8231201700040000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nurmi, J. E., Salmela-Aro, K., &amp; Aunola, K. (2009). Personal goal appraisals vary across both individuals and goal contents. <i>Personality  and Individual Differences, 47</i>, 498-503. doi: 10.1016/j.paid.2009.04.028&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032838&pid=S0870-8231201700040000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pallant, J. (2002). <i>SPSS survival manual: A step by step guide to data analysis using SPSS</i> (2<sup>nd</sup> ed.). Austr&aacute;lia:  Copyright.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032839&pid=S0870-8231201700040000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>P&aacute;ramo, M. A., Straniero, C. M., Garc&iacute;a, C. S., Torrecilla, N. M., &amp; G&oacute;mez, E. E. (2012). Bienestar  psicol&oacute;gico, estilos de personalidade y objetivos de vida en estudantes universit&aacute;rios. <i>Pensamiento Psicol&oacute;gico, 10</i>,  7-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032841&pid=S0870-8231201700040000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Peralta, E., &amp; Silva, M. (2003). Teste dos Objetivos de Vida (PIL-R). In M. Gon&ccedil;alves, M. Sim&otilde;es, L. E. Almeida, &amp; C.  Machado (Coords.), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Instrumentos validados para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa</i>. Coimbra:  Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032843&pid=S0870-8231201700040000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pratta, E., &amp; Santos, M. (2007). Fam&iacute;lia e adolesc&ecirc;ncia: A influ&ecirc;ncia do contexto familiar no desenvolvimento  psicol&oacute;gico dos seus membros. <i>Psicologia em Estudo, 12</i>, 247-256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032845&pid=S0870-8231201700040000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Reisz, Z. R., Boudreaux, M. J., &amp; Ozer, D. J. (2013). Personality traits and the prediction of personal goals. <i>Personality and  Individual Differences, 55</i>, 699-704. doi: 10.1016/j.paid.2013.05.023&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032847&pid=S0870-8231201700040000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Roberts, B. W. (2009). Back to the future: Personality and assessment and personality development. <i>Journal of Research in Personality,  43</i>, 137-145. doi: 10.1016/j.jrp.2008.12.015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032848&pid=S0870-8231201700040000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rogers, M. E., Creed, P. A., &amp; Glendon, A. L. (2008). The role of personality in adolescent career planning and exploration: A social  cognitive perspective. <i>Journal of Vocational Behavior, 73</i>, 132-142. doi: 10.1016/j.jvb.2008.02.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032849&pid=S0870-8231201700040000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Salmela-Aro, K. (2009). Personal goals and well-being during critical life transitions: The four C&rsquo;s &ndash; Channelling, choice,  co-agency and compensation. <i>Advances in Life Course Research, 14</i>, 63-73. doi: 10.1016/j.alcr.2009.03.003</p>     <!-- ref --><p>Samp, J. A., Parker, K. A., &amp; Duvall, H. (2006). Adolescents communicative goals for problematic events: Defining content and examining the  influence of identity processing orientations. <i>Communication Studies, 57</i>, 455-475. doi: 10.1080/10510970600946384&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032851&pid=S0870-8231201700040000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Santos, L. M. M. (2005). O papel da fam&iacute;lia e dos pares na escolha profissional. <i>Psicologia em Estudo, 10</i>, 57-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032852&pid=S0870-8231201700040000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sarason, I. G., &amp; Sarason, B. R. (2009). Social support: Mapping the construct. <i>Journal of Social and Personal Relationships, 26</i>,  113-120. doi: 10.1177/0265407509105526&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032854&pid=S0870-8231201700040000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sarason, I., Levine, H., Basham, R., &amp; Sarason, B. (1983). Assessing social support: The social support questionnaire. <i>Journal of  Personality and Social Psychology, 44</i>, 127-139. doi: 10.1037/0022-3514.44.1.127&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032855&pid=S0870-8231201700040000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schnittker, J. (2007). Look (closely) at all the lonely people age and the social psychology of social support. <i>Journal Aging Health,  19</i>, 659-682. doi: 10.1177/0898264307301178&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032856&pid=S0870-8231201700040000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, A. R., Melo, O., &amp; Mota, C. P. (2016). Suporte social e individua&ccedil;&atilde;o em jovens de diferentes  configura&ccedil;&otilde;es familiares. <i>Temas em Psicologia, 24</i>, 1311-1327. doi: 10.9788/TP2016.4-07&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032857&pid=S0870-8231201700040000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Simsek, Z., Erol, N., &Ouml;ztop, D., &amp; M&uuml;nir, K. (2007). Prevalence and predictors of emotional and behavioral problems reported by  teachers among institutionally reared children and adolescents in Turkish orphanages compared with community controls. <i>Children and Youth  Services Review, 29</i>, 883-899. doi: 10.1016/j.childyouth.2007.01.004&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032858&pid=S0870-8231201700040000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Siqueira, A. C., &amp; Dell&rsquo;Aglio, D. D. (2006). O impacto da institucionaliza&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia e na  adolesc&ecirc;ncia: Uma revis&atilde;o de literatura. <i>Psicologia &amp; Sociedade, 18</i>, 71-80.</p>     <p>Siqueira, A. C., Betts, M. K., &amp; Dell&rsquo;Aglio, D. D. (2006). Rede de apoio social e afetivo de adolescentes institucionalizados.  <i>Interamerican Journal of Psychology, 40</i>, 149-158.</p>     <!-- ref --><p>Swickert, R. J. (2009). Personality and social support. In P. Corr &amp; G. Matthews (Eds.), <i>Cambridge handbook of personality</i> (pp.  524-540). Cambridge, England: University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032861&pid=S0870-8231201700040000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Swickert, R. J., Hittner, J. B., &amp; Foster, A. (2010). Big Five traits interact to predict perceived social support. <i>Personality and  Individual Differences, 48</i>, 736-741. doi: 10.1016/j.paid.2010.01.018&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032863&pid=S0870-8231201700040000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tom&eacute;, G., Camacho, I., Matos, M. G., &amp; Diniz, J. A. (2011). A influ&ecirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia e  grupo de pares no bem-estar e nos comportamentos de risco nos adolescentes portugueses. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 24</i>,  747-756.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032864&pid=S0870-8231201700040000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Trautwein, U., Ludtke, O., Roberts, B. W., Schnyder, I., &amp; Niggli, A. (2009). Different forces, same consequence: Conscientiousness and  competence beliefs are independent predictors of academic effort and achievement. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 97</i>,  1115-1128. doi: 10.1037/a0017048&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032866&pid=S0870-8231201700040000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vasalampi, K., Parker, P., Tolvanen, A., Ludtke, O., Salmela-Aro, K., &amp; Trautwein, U. (2014). Integration of personality constructs: The  role of traits and motivation in the willingness to exert effort in academic and social life domains. <i>Journal of Research in Personality,  48</i>, 98-106. doi: 10.1016/j.jrp.2013.11.004&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032867&pid=S0870-8231201700040000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vietze, D. L. (2011). Social support. <i>Encyclopedia of Adolescence</i>. NY: Elsevier Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032868&pid=S0870-8231201700040000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wekerle, C., Waechter, R., Leung, E., &amp; Leonard, M. (2007). Adolescence: A window of opportunity for positive change in mental health.  <i>First Peoples Child &amp; Family Review, 3</i>, 8-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=032870&pid=S0870-8231201700040000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Catarina Pinheiro Mota, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e  Psicologia da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro &ndash; UTAD, Quinta dos Prados, Edif&iacute;cio da Escola de Ci&ecirc;ncias  Humanas e Socais &ndash; Polo I, 5000-801 Vila Real, Portugal. E-mail: <a href="mailto:catppmota@utad.pt">catppmota@utad.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este estudo foi parcialmente financiado pela FCT no &acirc;mbito do projeto PEst-C/PSI/UI0050/2011 e FEDER atrav&eacute;s do programa COMPETE  no &acirc;mbito do projeto FCOMP-01-0124-FEDER-022714.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 22/08/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 02/01/2017</p>      ]]></body><back>
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