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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estabilidade gráfica das produções escritas e conceptualizações infantis sobre a linguagem escrita: Escrita cursiva e escrita a computador]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,ISPA - Instituto Universitário Centro de Investigação em Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The goal of this study was to analyze the relationship between children’s conceptualizations on written language and the graphic stability of written productions of preschool children. We also intend to evaluate to what extent the use of the computer can increase the number of letters correctly mobilized compared to the use of cursive writing. We selected 90 children from four kindergartens in Lisbon. Children were equivalent in age, intelligence, and number of letters they knew and differed at the conceptual level about writing. Three experimental groups (n=30) were defined according to the conceptual level (Alves Martins, 1996): syllabic with phonetic, syllabic-alphabetic and alphabetical. Participants wrote the same list of words in consecutive moments (handwriting and computer) and compared the pairs of words produced and the number of letters correctly mobilized in the writing of words at each moment. The syllabic children with phonetypes and alphabetic letters presented the highest number of pairs of words written with total identity (pairs whose words are produced in two moments of writing). The pairs of productions written with graphonomic-phonetic alternation (pairs whose similarity between the words produced in the two moments of writing is close, that is, there are letters that repeat in the two moments of production, although there are variations in the mobilization of at least a relevant letter among the peers) were more frequent in participants at the syllabic-alphabetical conceptual level. The results indicate that the number of letters correctly mobilized in children’s writings is superior when writing is done in the computer and that the pairs with graphological-phonetic alternations question the idea of a linear development in the children’s appropriation of the alphabetical logic underlying the codification writing.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Conceptualizações sobre a linguagem escrita]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Estabilidade gráfica]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Children’s conceptualizations on written language]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[The graphic stability of written productions]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Preschool Children]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Estabilidade gr&aacute;fica das produ&ccedil;&otilde;es escritas e conceptualiza&ccedil;&otilde;es infantis sobre a linguagem escrita: Escrita  cursiva e escrita a computador</b></p>     <p><b>Tiago Almeida<sup>1</sup>, Ana Cristina Silva<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o / Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em  Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio</p>     <p><sup>2</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo deste estudo foi analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre as conceptualiza&ccedil;&otilde;es infantis sobre a linguagem escrita e a  estabilidade gr&aacute;fica das produ&ccedil;&otilde;es escritas de crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar em dois momentos consecutivos.  Tamb&eacute;m pretendemos avaliar em que medida a utiliza&ccedil;&atilde;o do computador pode aumentar o n&uacute;mero de letras corretamente  mobilizadas comparativamente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de escrita cursiva. Participaram 90 crian&ccedil;as de quatro  jardins-de-inf&acirc;ncia de Lisboa. As crian&ccedil;as eram equivalentes quanto &agrave; idade, intelig&ecirc;ncia e n&uacute;mero de letras que  conheciam e diferiam no n&iacute;vel conceptual sobre a escrita. Foram criados 3 grupos experimentais (<i>n</i>=30) definidos em  fun&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel conceptual (Alves Martins, 1996): sil&aacute;bico com fonetiza&ccedil;&atilde;o,  sil&aacute;bico-alfab&eacute;tico e alfab&eacute;tico. Os participantes escreveram uma mesma lista de palavras em momentos consecutivos (cursiva e  computador) e compararam-se os pares de palavras produzidos e o n&uacute;mero de letras corretamente mobilizadas na escrita das palavras em cada um  dos momentos. As crian&ccedil;as sil&aacute;bicas com fonetiza&ccedil;&atilde;o e alfab&eacute;ticas apresentaram maior n&uacute;mero de pares de  palavras escritas com identidade total (pares cuja semelhan&ccedil;a entre as palavras produzidas em dois momentos de escrita &eacute; total). Os  pares de produ&ccedil;&otilde;es escritas com altern&acirc;ncia grafo-fon&eacute;tica (pares cuja a semelhan&ccedil;a entre as palavras produzidas  nos dois momentos de escrita &eacute; pr&oacute;xima, ou seja, existem letras que se repetem nos dois momentos de produ&ccedil;&atilde;o, embora se  verifiquem varia&ccedil;&otilde;es na mobiliza&ccedil;&atilde;o de pelo menos uma letra pertinente entre os pares) foram mais frequentes nos  participantes do n&iacute;vel conceptual sil&aacute;bico-alfab&eacute;tico. Os resultados indicam que o n&uacute;mero de letras corretamente  mobilizadas nas escritas infantis &eacute; superior quando a escrita &eacute; realizada no computador e que os pares com altern&acirc;ncias  grafo-fon&eacute;ticas questionam a ideia de um desenvolvimento linear na apropria&ccedil;&atilde;o por parte das crian&ccedil;as da l&oacute;gica  alfab&eacute;tica subjacente &agrave; codifica&ccedil;&atilde;o escrita.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Conceptualiza&ccedil;&otilde;es sobre a linguagem escrita, Estabilidade gr&aacute;fica, Pr&eacute;-escolar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The goal of this study was to analyze the relationship between children&rsquo;s conceptualizations on written language and the graphic  stability of written productions of preschool children. We also intend to evaluate to what extent the use of the computer can increase the number  of letters correctly mobilized compared to the use of cursive writing. We selected 90 children from four kindergartens in Lisbon. Children were  equivalent in age, intelligence, and number of letters they knew and differed at the conceptual level about writing. Three experimental groups  (<i>n</i>=30) were defined according to the conceptual level (Alves Martins, 1996): syllabic with phonetic, syllabic-alphabetic and alphabetical.  Participants wrote the same list of words in consecutive moments (handwriting and computer) and compared the pairs of words produced and the number  of letters correctly mobilized in the writing of words at each moment. The syllabic children with phonetypes and alphabetic letters presented the  highest number of pairs of words written with total identity (pairs whose words are produced in two moments of writing). The pairs of productions  written with graphonomic-phonetic alternation (pairs whose similarity between the words produced in the two moments of writing is close, that is,  there are letters that repeat in the two moments of production, although there are variations in the mobilization of at least a relevant letter  among the peers) were more frequent in participants at the syllabic-alphabetical conceptual level. The results indicate that the number of letters  correctly mobilized in children&rsquo;s writings is superior when writing is done in the computer and that the pairs with graphological-phonetic  alternations question the idea of a linear development in the children&rsquo;s appropriation of the alphabetical logic underlying the codification  writing.</p>     <p><b>Key words</b>: Children&rsquo;s conceptualizations on written language, The graphic stability of written productions, Preschool Children.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Antes do in&iacute;cio da aprendizagem formal as crian&ccedil;as colocam hip&oacute;teses conceptuais sobre a linguagem escrita. Estas  hip&oacute;teses refletem as ideias infantis sobre as rela&ccedil;&otilde;es entre a linguagem escrita e a linguagem oral e ainda sobre as suas  fun&ccedil;&otilde;es e propriedades.</p>     <p>As produ&ccedil;&otilde;es escritas de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar s&atilde;o um dos instrumentos dispon&iacute;veis para  analisar e estudar as suas hip&oacute;teses sobre as propriedades da linguagem escrita e das rela&ccedil;&otilde;es entre escrita e oralidade.  Desde os trabalhos pioneiros de Ferreiro e Teberosky (1979) e Ferreiro (1988), os estudos sobre as produ&ccedil;&otilde;es escritas de  crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar t&ecirc;m evidenciado que as suas conceptualiza&ccedil;&otilde;es sobre a linguagem escrita evoluem ao  longo de um processo durante o qual as crian&ccedil;as v&atilde;o reformulando o seu pensamento acerca da linguagem escrita. Este percurso  evolutivo tem sido estudado em v&aacute;rias l&iacute;nguas, como a l&iacute;ngua portuguesa (Alves Martins, 1996), a l&iacute;ngua francesa  (Besse, 1995), a l&iacute;ngua grega (Tantaros, 2007), a l&iacute;ngua inglesa (Sulzby, 1989), a l&iacute;ngua hebraica (Tolchinsky, 1995;  Tolchinsky &amp; Teberosky, 1998) e a l&iacute;ngua italiana (Pontecorvo &amp; Orsolini, 1996).</p>     <p>O ponto de partida come&ccedil;a com a distin&ccedil;&atilde;o entre desenho e escrita e evolui no sentido em que as crian&ccedil;as consideram  a utiliza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias letras, variando em quantidade e qualidade para diferenciarem as palavras que se prop&otilde;em  escrever sem estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o entre a oralidade e a escrita. As primeiras rela&ccedil;&otilde;es entre a escrita e a oralidade  estabelecem-se, usualmente, com a hip&oacute;tese sil&aacute;bica onde as crian&ccedil;as procuram fazer corresponder a cada s&iacute;laba uma  letra espec&iacute;fica que representa as propriedades sonoras desse segmento. Progressivamente, a an&aacute;lise ultrapassa o n&iacute;vel da  s&iacute;laba e as crian&ccedil;as come&ccedil;am a representar em uma ou outra s&iacute;laba os v&aacute;rios fonemas, culminando esta  evolu&ccedil;&atilde;o na escrita alfab&eacute;tica em que as crian&ccedil;as selecionam as letras adequadas para representar todos os fonemas  (Alves Martins, Mata, &amp; Silva, 2014).</p>     <p>No entanto, esta evolu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; linear uma vez que uma mesma crian&ccedil;a em diferentes momentos pode realizar  produ&ccedil;&otilde;es escritas que n&atilde;o se enquadram no mesmo n&iacute;vel conceptual, dependendo de factores como a natureza da palavra ou  o contexto (Ferreiro, 2004; Salvador, Albuquerque, &amp; Alves Martins, 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro aspecto associado &agrave;s conceptualiza&ccedil;&otilde;es infantis sobre a linguagem escrita &eacute; a estabilidade gr&aacute;fica das  produ&ccedil;&otilde;es escritas. A estabilidade gr&aacute;fica das produ&ccedil;&otilde;es escritas define-se pela mobiliza&ccedil;&atilde;o das  mesmas letras para representar os mesmos fonemas para uma mesma palavra escrita em diferentes momentos (Molinari &amp; Ferreiro, 2007). Para  Molinari e Ferreiro (op. cit.) o problema da estabilidade gr&aacute;fica das produ&ccedil;&otilde;es escritas coloca-se, por exemplo, quando uma  mesma crian&ccedil;a pode representar de maneira diferente o mesmo fonema para uma mesma palavra escrita em momentos consecutivos. Do ponto de  vista te&oacute;rico, poder&aacute; considerar-se que a estabilidade gr&aacute;fica, tal como &eacute; entendida, tender&aacute; a estar plenamente  adquirida no momento que se d&aacute; a apropria&ccedil;&atilde;o do principio alfab&eacute;tico e a estabiliza&ccedil;&atilde;o ortogr&aacute;fica  da escrita.</p>     <p>O problema da estabilidade gr&aacute;fica foi primeiro estudado do ponto de vista hist&oacute;rico, isto &eacute;, como foi que o processo de  estabiliza&ccedil;&atilde;o da escrita evoluiu ao longo da hist&oacute;ria da humanidade. Diversos estudos (Catach, 1996; Desbordes, 1995) sugerem  a exist&ecirc;ncia de uma progressiva evolu&ccedil;&atilde;o nos sistemas de escrita at&eacute; &agrave; defini&ccedil;&atilde;o dum padr&atilde;o  de estabilidade gr&aacute;fica e fon&eacute;tica dos diferentes c&oacute;digos.</p>     <p>Evoluindo para a dimens&atilde;o ontogen&eacute;tica, o estudo de Molinari e Ferreiro (2007) avan&ccedil;a uma an&aacute;lise pioneira da  evolu&ccedil;&atilde;o da estabilidade gr&aacute;fica das produ&ccedil;&otilde;es escritas de crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar que  t&ecirc;m como l&iacute;ngua materna o espanhol. O seu objetivo foi analisar, pormenorizadamente, as letras usadas na produ&ccedil;&atilde;o de  pares de palavras (primeiro na escrita manual e, posteriormente, escritas a computador), identificando e classificando diferentes modos de  produ&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; estabilidade gr&aacute;fica dos pares produzidos.</p>     <p>Para o efeito, Molinari e Ferreiro (2007) trabalharam com 25 crian&ccedil;as de 5 anos, tendo solicitado &agrave;s mesmas que escrevessem  consecutivamente duas listas de palavras. Imediatamente a seguir a escreverem uma primeira lista de palavras com escrita cursiva, escreviam a mesma  lista a computador. Para al&eacute;m da quest&atilde;o da estabilidade gr&aacute;fica (op. cit.) a utiliza&ccedil;&atilde;o do computador  permitiria analisar de que forma esta ferramenta pode influenciar a qualidade das produ&ccedil;&otilde;es escritas das crian&ccedil;as de idade  pr&eacute;-escolar, nomeadamente, por apresentarem no teclado todas as letras poss&iacute;veis para representar as letras.</p>     <p>Para analisar a estabilidade gr&aacute;fica das produ&ccedil;&otilde;es escritas, Molinari e Ferreiro (2007) prop&otilde;em quatro tipos de  identidade gr&aacute;fica que podem surgir nas produ&ccedil;&otilde;es escritas dos pares de palavras das crian&ccedil;as de idade  pr&eacute;-escolar. S&atilde;o eles:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; <i>Sem identidade</i>: pares cuja semelhan&ccedil;a entre as palavras produzidas nos dois momentos de escrita &eacute; nula, ou seja,  n&atilde;o existe qualquer proximidade entre os dois momentos de produ&ccedil;&atilde;o. Este tipo de escrita aparece com maior frequ&ecirc;ncia  nas produ&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as pr&eacute;-sil&aacute;bicas ou sil&aacute;bicas sem fonetiza&ccedil;&atilde;o [por exemplo na  palavra PATO, a crian&ccedil;a escreve numa primeira produ&ccedil;&atilde;o I (pa), Y (to) e numa segunda produ&ccedil;&atilde;o O (pa), E  (to)];</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; <i>Identidade parcial</i>: pares cuja semelhan&ccedil;a entre as palavras produzidas nos dois momentos de escrita &eacute;  pr&oacute;xima, ou seja, existem letras que se repetem nos dois momentos de produ&ccedil;&atilde;o. Contudo, as diferen&ccedil;as verificadas entre  os pares n&atilde;o podem ser nas letras pertinentes, apenas nas outras [por exemplo na palavra PATO, a crian&ccedil;a escreve numa primeira  produ&ccedil;&atilde;o P (pa), Y (to) e numa segunda produ&ccedil;&atilde;o P (pa), E (to)];</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash; <i>Identidade total</i>: pares cuja semelhan&ccedil;a entre as palavras produzidas nos dois momentos de escrita &eacute; total, ou seja,  existem total concord&acirc;ncia nas letras mobilizadas nos dois momentos de produ&ccedil;&atilde;o [por exemplo na palavra PATO, a crian&ccedil;a  escreve numa primeira produ&ccedil;&atilde;o P (pa), T (to) e numa segunda produ&ccedil;&atilde;o P (pa), T (to)];</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; <i>Altern&acirc;ncia grafo-fon&eacute;tica</i>: pares cuja a semelhan&ccedil;a entre as palavras produzidas nos dois momentos de escrita  &eacute; pr&oacute;xima, ou seja, existem letras que se repetem nos dois momentos de produ&ccedil;&atilde;o, embora se verifiquem  varia&ccedil;&otilde;es na mobiliza&ccedil;&atilde;o de pelo menos uma letra pertinente entre os pares [por exemplo na palavra PATO, a  crian&ccedil;a escreve numa primeira produ&ccedil;&atilde;o P (pa), T (to) e numa segunda produ&ccedil;&atilde;o A (pa), T (to)].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A unidade an&aacute;lise de Molinari e Ferreiro (op. cit) foram os pares de palavras e a escrita da mesma lista de palavras em dois momentos  imediatamente consecutivos permitiu analisar o problema da estabilidade gr&aacute;fica.</p>     <p>Os resultados de Molinari e Ferreiro (2007) indicam que os precursores da estabilidade, na produ&ccedil;&atilde;o escrita de nomes comuns,  est&atilde;o relacionados com os n&iacute;veis conceptuais e que tal estabilidade se verifica a partir do n&iacute;vel sil&aacute;bico com  fonetiza&ccedil;&atilde;o, obtendo-se uma quase total estabilidade gr&aacute;fica no in&iacute;cio do per&iacute;odo alfab&eacute;tico.</p>     <p>Molinari e Ferreiro (2007) consideram que a evolu&ccedil;&atilde;o da estabilidade gr&aacute;fica nas produ&ccedil;&otilde;es escritas de  crian&ccedil;as com idade pr&eacute;-escolar segue um desenvolvimento n&atilde;o linear e que os tipos de identidade gr&aacute;fica evidenciam as  diferen&ccedil;as na forma como as crian&ccedil;as constroem o seu conhecimento sobre a escrita.</p>     <p>Entre os v&aacute;rios tipos de identidade descritos, as altern&acirc;ncias grafo-fon&eacute;ticas s&atilde;o as mais interessantes na medida  que revelam como a mesma crian&ccedil;a consegue mobilizar a totalidade das letras necess&aacute;rias para codificar uma mesma palavra,  representando correctamente todos os fonemas da palavra, mas em diferentes momentos.</p>     <p>No contexto destes estudos, importa mencionar a utiliza&ccedil;&atilde;o e o impacto de novas tecnologias e, especificamente, do computador com  crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar (Haugland, 1992) e, em concreto nas suas tentativas de explora&ccedil;&atilde;o da escrita. O uso do  computador por parte de crian&ccedil;as destas idades tem sido estudado por diversos autores (Ferreiro, 2006, 2013; Haugland, 1992; Piazza &amp;  Riggs, 1984; Shilling, 1997). No geral considera-se que as novas tecnologias obrigam a repensar a forma como as crian&ccedil;as se relacionam com a  linguagem escrita e a maneira como as utilizam para produzir os seus enunciados e pensar as rela&ccedil;&otilde;es entre a oralidade e a escrita  (Ferreiro, 2013).</p>     <p>Um dos estudos pioneiros &eacute; o de Piazza e Riggs (1984), autores que estudaram o impacto da explora&ccedil;&atilde;o de um processador de  textos no desenvolvimento da linguagem escrita em crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar e escolar. Os resultados obtidos sugerem que a  explora&ccedil;&atilde;o do processador de textos facilita a descoberta das rela&ccedil;&otilde;es entre os grafemas e os fonemas. No mesmo  sentido, Shilling (1997) evidenciou que a intera&ccedil;&atilde;o precoce das crian&ccedil;as com o processador de textos possibilita o  desenvolvimento da linguagem escrita, avan&ccedil;ando, no entanto, tal como Masterson, Apel e Wood (2002) que o impacto da  utiliza&ccedil;&atilde;o do teclado e do processador de textos s&oacute; acontece quando as crian&ccedil;as j&aacute; tem algum automatismo em  teclar e quando reconhecem a maioria das fun&ccedil;&otilde;es do teclado. A este prop&oacute;sito, Molinari e Ferreiro (2007) referem que o  teclado e o processador de textos possibilitam &agrave;s crian&ccedil;as a oportunidade de interagirem com todas as letras, dando-lhes um amplo  espa&ccedil;o de decis&atilde;o sobre quais as letras a mobilizar nas suas produ&ccedil;&otilde;es escritas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Reconhecendo que existem algumas refer&ecirc;ncias &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do teclado e processador de textos, os trabalhos realizados  n&atilde;o permitem confirmar de forma definitiva que a utiliza&ccedil;&atilde;o do computador e do processador de textos traz vantagens na  apropria&ccedil;&atilde;o do c&oacute;digo escrito e que estas s&atilde;o semelhantes &agrave;s vantagens que as escritas inventadas produzidas de  forma cursiva trazem para as crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares. No mesmo sentido, garantida a familiaridade das crian&ccedil;as na  utiliza&ccedil;&atilde;o do teclado e processador de textos, n&atilde;o existem evid&ecirc;ncias que a utiliza&ccedil;&atilde;o destes instrumentos  sejam um obst&aacute;culo para as crian&ccedil;as interagirem com o c&oacute;digo escrito. Por outro lado, apesar de existirem estudos que avaliam  a estabilidade gr&aacute;fica em espanhol, estes tipos de estudos s&atilde;o inexistentes para a l&iacute;ngua portuguesa que apresenta um conjunto  de especificidades, nomeadamente no que respeita aos diferentes valores fon&eacute;ticos das vogais. De acordo com Defior, Martos e Cary (2002) a  l&iacute;ngua Portuguesa tem 9 vogais orais e 5 vogais nasais as quais s&atilde;o representadas apenas com 5 valores (<i>a, e, i, o, u</i>); no  caso do <i>i</i> e do <i>u</i> o nome da letra corresponde ao fonema que representam; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s letras <i>a, e</i>, e  <i>o</i>, estas podem ter diferentes valores fon&eacute;ticos. As especificidades da l&iacute;ngua Portuguesa em rela&ccedil;&atilde;o ao valor  sonoro das vogais justifica a replica&ccedil;&atilde;o do estudo.</p>     <p>Por outro lado, embora Molinari e Ferreiro (2007) tenham j&aacute; estabelecido uma rela&ccedil;&atilde;o entre a estabilidade e os  n&iacute;veis conceptuais, referem ainda no seu estudo a necessidade de uma an&aacute;lise mais aprofundada dos pares com altern&acirc;ncia  grafo-fon&eacute;tica, nomeadamente por parte de crian&ccedil;as de n&iacute;veis conceptuais sil&aacute;bico e sil&aacute;bico-alfab&eacute;tico.</p>     <p>Desta forma, os objetivos deste estudo s&atilde;o estudar o processo de constru&ccedil;&atilde;o da estabilidade gr&aacute;fica na  produ&ccedil;&atilde;o escrita de nomes comuns na l&iacute;ngua portuguesa, mais concretamente, analisando a estabilidade gr&aacute;fica das  produ&ccedil;&otilde;es infantis em fun&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel conceptual das crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar sobre a  linguagem escrita e explorando o impacto da utiliza&ccedil;&atilde;o do computador na quantidade de letras corretamente fonetizadas nas escritas  inventadas.</p>     <p>Definiram-se, em linha com o estudo de Molinari e Ferreiro (2007), as seguintes quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; Ser&aacute; que a estabilidade gr&aacute;fica das produ&ccedil;&otilde;es escritas das crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar  difere em fun&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis conceptuais sobre a escrita?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; Ser&aacute; que o n&uacute;mero de letras corretamente mobilizadas varia em fun&ccedil;&atilde;o da modalidade de produ&ccedil;&atilde;o  escrita (escrita manual vs. escrita atrav&eacute;s do computador)?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Design</i></p>     <p>A situa&ccedil;&atilde;o foi delineada com base nos estudos de Molinari e Ferreiro (2007). Trata-se de um estudo explorat&oacute;rio em que foi  proposto que as crian&ccedil;as escrevessem uma lista de nomes comuns (lista de compras) em dois momentos sucessivos sem consulta, primeiro em  escrita cursiva, utilizando l&aacute;pis, papel e borracha e, logo de seguida, recorrendo a um teclado e a um processador de texto em computador.  Pretendeu-se analisar de que forma as produ&ccedil;&otilde;es escritas de uma lista de palavras igual (analisadas como pares), realizadas em duas  modalidades de escrita (por computador / ou em letra cursiva), diferiam entre si.</p>     <p>A recolha dos dados foi realizada nos meses de Maio e Junho; cada crian&ccedil;a participou numa sess&atilde;o individual de 10 a 15 minutos com  o investigador, numa sala com ambiente tranquilo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram neste estudo 90 crian&ccedil;as de idades compreendidas entre os 5 e os 6 anos, com m&eacute;dia de idades de 65.84 meses e 3.65  meses de desvio padr&atilde;o a frequentarem a sala de 5 anos em 4 jardins-de-inf&acirc;ncia dos concelhos de Lisboa, Cascais e Sintra. Todos  falavam Portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua materna e n&atilde;o sabiam ler nem escrever segundo indica&ccedil;&otilde;es das educadoras. Os 90  participantes foram selecionados a partir dum total de 179 crian&ccedil;as.</p>     <p>De forma a selecionar os participantes, pass&aacute;mos um teste de conhecimento de letras, tendo selecionado crian&ccedil;as que conheciam  pelo menos as vogais (A, E, I, O e U) e seis consoantes (B, C, F, P, R, S e V), letras que entravam na constitui&ccedil;&atilde;o das palavras  usadas no pr&eacute; e p&oacute;s-testes ao n&iacute;vel da leitura e escrita. Utiliz&aacute;mos tamb&eacute;m uma prova de ditado de forma a  selecionar crian&ccedil;as dos seguintes n&iacute;veis conceptuais: sil&aacute;bico com fonetiza&ccedil;&atilde;o,  sil&aacute;bico-alfab&eacute;ticas e alfab&eacute;tico. Deste modo form&aacute;mos grupos com 30 crian&ccedil;as de cada n&iacute;vel conceptual,  sendo equivalentes (<i>p</i>&gt;.05) quanto &agrave; idade, n&iacute;vel intelectual, n&uacute;mero de letras que conheciam e identificavam  (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Para esta an&aacute;lise recorremos a uma ANOVA one-way para cada uma das vari&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n4/35n4a03t1.jpg" width="580" height="172"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tarefas e procedimentos</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sele&ccedil;&atilde;o dos participantes</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o da escrita inventada</i>. Pediu-se &agrave;s crian&ccedil;as que escrevessem, o melhor que conseguissem seis palavras  e uma frase que lhe foram ditadas. As palavras eram comuns (animais) e consistiam em monoss&iacute;labos, diss&iacute;labos e triss&iacute;labos de  estrutura simples (gato, gata, gatinho, rato, cavalo, boi e o &ldquo;gato viu o rato&rdquo;). Foram selecionados apenas as crian&ccedil;as cuja  escrita era sil&aacute;bica, sil&aacute;bico-alfab&eacute;tica ou alfab&eacute;tica (Alves Martins, 1996).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash; <i>Escritas sil&aacute;bicas com fonetiza&ccedil;&atilde;o</i>: escritas em que a correspond&ecirc;ncia entre a linguagem oral e a  linguagem escrita &eacute; baseada em unidades sil&aacute;bicas, fazendo uma an&aacute;lise das palavras ditadas de forma a selecionarem uma letra  pertinente para representarem os sons que eles identificam. Estas crian&ccedil;as leem o que escrevem de forma sil&aacute;bica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; <i>Escritas sil&aacute;bico-alfab&eacute;ticas</i>: s&atilde;o produ&ccedil;&otilde;es escritas em que as crian&ccedil;as utilizam  letras convencionais pertinentes para representarem quase todos os fonemas das s&iacute;labas. Em algumas s&iacute;labas s&oacute; conseguem  identificar um dos sons e noutras todos os sons constituintes, utilizando, respetivamente, uma letra ou duas para a representa&ccedil;&atilde;o  gr&aacute;fica das palavras ditadas. A leitura por vezes ainda &eacute; realizada de forma sil&aacute;bica, embora na maioria das palavras  j&aacute; seja de forma global.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; <i>Escritas alfab&eacute;ticas</i>: s&atilde;o escritas em que as crian&ccedil;as identificam e escrevem corretamente todos os sons das  palavras. Existe uma correspond&ecirc;ncia entre a linguagem oral e a linguagem escrita total. A estrutura fon&eacute;tica &eacute; totalmente  codificada, embora n&atilde;o se apliquem todas as regras ortogr&aacute;ficas convencionais. Tamb&eacute;m neste caso as crian&ccedil;as recorrem a  letras convencionais pertinentes para representarem os sons. As palavras s&atilde;o lidas globalmente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; Para alocar os participantes aos diferentes grupos foi definido um ponto de corte. Era necess&aacute;rio que a crian&ccedil;a produzisse  pelo menos 85% das produ&ccedil;&otilde;es no ditado de determinado n&iacute;vel conceptual para que fosse classificada nesse n&iacute;vel. O Alfa  de Cronbach no pr&eacute;-teste foi &alpha;=0.91.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade para utilizar o computador</i>. Pediu-se que as crian&ccedil;as escrevessem em computador um conjunto  de palavras, escolhidas por elas, para verificar se utilizavam de forma adequada as fun&ccedil;&otilde;es de teclar, apagar e mudar de linha  recorrendo &agrave; tecla enter. Caso as crian&ccedil;as desconhecessem alguma destas fun&ccedil;&otilde;es, o investigador mostrava como se fazia  e solicitava que repetissem nas palavras seguintes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o do conhecimento das letras</i>. Para determinar quantas e quais as letras que as crian&ccedil;as conheciam,  identificando o seu nome e reproduzindo o seu som, foram apresentados um conjunto de cart&otilde;es com as letras do alfabeto em mai&uacute;sculas  (tendo-se exclu&iacute;do o W, K e o Y), os quais eram apresentados de forma alternada para garantir que as crian&ccedil;as n&atilde;o reproduziam  apenas o alfabeto. As crian&ccedil;as eram convidadas a nomear o nome de cada letra e o respetivo som, sendo atribu&iacute;do um ponto por cada  letra correta, podendo a pontua&ccedil;&atilde;o variar de 0 a 23. O Alfa de Cronbach demonstrou uma boa consist&ecirc;ncia interna (&alpha;=.91).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o da intelig&ecirc;ncia</i>. O desempenho cognitivo foi avaliado atrav&eacute;s das matrizes progressivas coloridas de  Raven (Raven, Raven, &amp; Court, 1998) por se tratar duma prova pouco dependente dos aspetos verbais. Foi atribu&iacute;do um ponto por cada  resposta correta, fazendo a pontua&ccedil;&atilde;o variar entre 0 e 36 pontos. Alfa de Cronbach foi de &alpha;=.90).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Atividade proposta</i></p>     <p>Foi ditada uma lista de nomes comuns (lista de compras) &agrave;s crian&ccedil;as em dois momentos imediatamente sucessivos  (produ&ccedil;&atilde;o cursiva primeiro e com processador de texto) e sem consulta entre as vers&otilde;es.</p>     <p>A produ&ccedil;&atilde;o cursiva foi efetuada com l&aacute;pis e papel a partir de uma lista de palavras. O material utilizado foi cedido pelo  investigador, ou seja, quando o participante iniciava a tarefa de escrita tinha &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o dois l&aacute;pis (para o  caso do bico de um se partisse), uma borracha e uma folha A<Sub>4 </Sub>dividida horizontalmente com 6 linhas (uma para cada palavra ditada).</p>     <p>A produ&ccedil;&atilde;o em computador da mesma lista de palavras foi realizada logo depois da escrita cursiva, com fonte verdana, tamanho  dezasseis, &ldquo;zoom&rdquo; cem por cento, teclado bloqueado em letra mai&uacute;scula. A lista de palavra escritas anteriormente escrita  n&atilde;o estava ao alcance dos participantes.</p>     <p>Nos dois momentos propusemos &agrave;s crian&ccedil;as que escrevessem da melhor maneira poss&iacute;vel um conjunto de palavras apresentadas  oralmente. As palavras foram ditadas uma a uma e com tempo suficiente para que as crian&ccedil;as conseguissem escrever. Por vezes, as  crian&ccedil;as solicitavam informa&ccedil;&otilde;es sobre as letras a escrever e nunca foi prestada qualquer resposta expl&iacute;cita sobre o  nome ou o som das letras. O investigador teve sempre o cuidado de fazer com que as crian&ccedil;as resolvessem a tarefa sozinhas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No momento de escrita a computador, sempre que a crian&ccedil;a conclu&iacute;a uma palavra, solicitava-se a utiliza&ccedil;&atilde;o da tecla  <i>enter</i> para que as palavras pudessem ficar ordenadas em lista. Em todos os casos procur&aacute;mos manter no campo visual das crian&ccedil;as  a totalidade das palavras produzidas, dando-lhes a possibilidade de considerar as palavras anteriores antes de decidirem uma nova escrita.</p>     <p>Selecion&aacute;mos um conjunto de substantivos comuns pertencentes ao mesmo campo tem&aacute;tico (lista de compras para realizar num  hipermercado) sem refer&ecirc;ncia a modelos externos, ou seja, todas as palavras escolhidas nunca foram ensinadas previamente, nem mostradas por  escrito nas situa&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As palavras tinham um n&uacute;mero vari&aacute;vel de s&iacute;labas (entre 2 a 4 s&iacute;labas), com predom&iacute;nio de palavras  dissil&aacute;bicas e trissil&aacute;bicas e algumas eram desconhecidas das crian&ccedil;as, com s&iacute;labas complexas. As palavras foram  ditadas &agrave;s crian&ccedil;as pela seguinte ordem:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; SALAME (triss&iacute;labo com s&iacute;labas CV);</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; VINHO (dissil&aacute;bico com estrutura CV e d&iacute;grafo na segunda s&iacute;laba);</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; CARNE (diss&iacute;labo com estrutura CV na segunda s&iacute;laba e estrutura CVC na primeira);</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash; POLENTA (triss&iacute;labo com estrutura CV na primeira e terceira s&iacute;laba e estrutura CVC na segunda s&iacute;laba com vogal  nasal);</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; RAVIOLI (poliss&iacute;labo com estrutura CV na primeira, segunda e quarta s&iacute;labas e estrutura V na terceira s&iacute;laba);</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; FRUTA (diss&iacute;labo com estrutura CCV na primeira s&iacute;laba e estrutura CV na segunda s&iacute;laba);</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; BR&Oacute;COLOS (triss&iacute;labo com estrutura CCV na segunda s&iacute;laba, estrutura CV na segunda s&iacute;laba, e estrutura CVC na  terceira s&iacute;laba);</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; CADERNO (triss&iacute;labo com estrutura CV na primeira e terceira s&iacute;labas e estrutura CVC na segunda s&iacute;laba.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As palavras seleccionadas fazem parte dum estudo comparativo entre participantes de l&iacute;ngua portuguesa, espanhola e italiana. No entanto,  a compara&ccedil;&atilde;o entre os participantes dos diferentes pa&iacute;ses est&aacute; fora do &acirc;mbito deste artigo e n&atilde;o foi  considerada para a an&aacute;lise dos resultados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Crit&eacute;rios de an&aacute;lise das produ&ccedil;&otilde;es escritas</i></p>     <p>Os pares de palavras escritas (240 em cada grupo experimental, 720 no total) foram analisados de acordo com a proposta de Molinari e Ferreiro  (2007), referida na introdu&ccedil;&atilde;o. Assim consider&aacute;mos: pares com identidade parcial, pares com identidade total e, pares com  altern&acirc;ncia grafo-fon&eacute;tica (Molinari e Ferreiro, 2007). N&atilde;o existiram pares sem identidade.</p>     <p>Os seguintes exemplos ilustram como foram cotados os pares de palavras. A negrito aparecem as letras que foram escritas nos dois momentos de  produ&ccedil;&atilde;o (cursiva e a computador). Para facilitar a compress&atilde;o do procedimento utilizado, ilustraremos todos os exemplos com a  palavras RAVIOLI:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; Pares com identidade parcial: <b>R</b>-F-O-<b>I</b> (cursiva) e b>R</b>-H-U-<b>I</b> (computador);</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; Pares com identidade total: <b>R</b>-<b>I</b>-<b>O</b>-<b>L</b> (cursiva) e <b>R</b>-<b>I</b>-<b>O</b>-<b>L</b> (computador);</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash; Pares com altern&acirc;ncia grafo-fon&eacute;tica: R-I-<b>O</b>-L (cursiva) e A-V-<b>O</b>-I (computador).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Os pares de palavras foram avaliados por dois investigadores cujo grau de concord&acirc;ncia foi de .93.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Para analisar se existiam diferen&ccedil;as entre os grupos experimentais relativamente &agrave; estabilidade gr&aacute;fica das  produ&ccedil;&otilde;es escritas realizaram-se tr&ecirc;s ANOVA one-way, j&aacute; que os pressupostos da sua aplica&ccedil;&atilde;o estavam  satisfeitos (distribui&ccedil;&atilde;o normal calculada com o teste Kolmogorov-Smirnov e Homogeneidade de vari&acirc;ncias calculada com a  Estat&iacute;stica de Levene) onde foram comparados as frequ&ecirc;ncias dos diferentes tipos de identidade na lista de vari&aacute;veis  dependentes e os grupos como fator (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n4/35n4a03t2.jpg" width="580" height="219"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente aos pares com identidade total, verifica-se que existem diferen&ccedil;as significativas entres os grupos <i>F</i>(2,87)=162.3,  <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<Sup>2</i></Sup>=.71; <i>&pi;</i>=1.00. Os resultados obtidos sugerem que a dimens&atilde;o do efeito &eacute; muito  elevada para a identidade total e que a pot&ecirc;ncia do teste &eacute; elevada, indicando que os dados obtidos s&atilde;o robustos. Uma  an&aacute;lise <i>post hoc</i> de Tuckey detalhada permite verificar que essas diferen&ccedil;as s&atilde;o significativas entre os participantes  de todos os grupos. Neste sentido, os participantes do grupo com produ&ccedil;&otilde;es escritas alfab&eacute;ticas tiveram mais pares com  identidade total do que os participantes com produ&ccedil;&otilde;es sil&aacute;bico-alfab&eacute;tica (<i>p</i>=.001) e sil&aacute;bicas  (<i>p</i>=.001). Tamb&eacute;m os participantes com produ&ccedil;&otilde;es sil&aacute;bicas escreveram mais pares com identidade total dos que os  participantes com escritas sil&aacute;bicas-alfab&eacute;ticas (<i>p</i>=.001).</p>     <p>Considerando os pares com identidade parcial, tamb&eacute;m se verificam diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos  <i>F</i>(2,87)=5.98, <i>p</i>=.04, <i>&eta;</i><Sup><i>2</i></Sup>=.12; <i>&pi;</i>=.87. Os resultados obtidos sugerem que a dimens&atilde;o do  efeito &eacute; m&eacute;dia para a identidade parcial e que a pot&ecirc;ncia do teste &eacute; elevada, indicando que os dados obtidos s&atilde;o  robustos. O <i>post hoc</i> de Tuckey realizado indica que o grupo com produ&ccedil;&otilde;es alfab&eacute;ticas escreveu menos pares com  identidade parcial do que os grupos com produ&ccedil;&otilde;es sil&aacute;bicas (<i>p</i>=0.04) e sil&aacute;bico-alfab&eacute;ticas  (<i>p</i>=.004). Entre os grupos com produ&ccedil;&otilde;es sil&aacute;bicas e sil&aacute;bico-alfab&eacute;ticas n&atilde;o se verificam  diferen&ccedil;as estatisticamente significativas (<i>p=.67)</i>.</p>     <p>Quanto aos pares com altern&acirc;ncia grafo-fon&eacute;tica, voltam a encontrar-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os  grupos <i>F</i>(2,87)=113.08, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<Sup>2</i></Sup>=.72; <i>&pi;</i>=1.00. Os resultados obtidos sugerem que a dimens&atilde;o  do efeito &eacute; muito elevada para a altern&acirc;ncia grafo-fon&eacute;tica e que a pot&ecirc;ncia do teste &eacute; elevada, indicando que os  dados obtidos s&atilde;o robustos. Estas diferen&ccedil;as verificam-se entre todos os grupos, sendo que os participantes com n&iacute;vel  conceptual sil&aacute;bico-alfab&eacute;tico produziram significativamente mais pares deste tipo quando comparados com os participantes dos  n&iacute;veis conceptuais sil&aacute;bico (<i>p&lt;</i>.001) e alfab&eacute;tico (<i>p</i>=.001). Tamb&eacute;m os participantes do grupo  sil&aacute;bico efetuaram significativamente mais pares com altern&acirc;ncia grafo-fon&eacute;tica do que os participantes de n&iacute;vel  conceptual alfab&eacute;tico (<i>p</i>=.001).</p>     <p>Em todos os grupos o n&uacute;mero de letras corretamente mobilizadas a computador &eacute; superior ao n&uacute;mero de letras corretamente  mobilizadas na escrita cursiva. Com um teste-<i>T</i> de amostras emparelhadas, comparando o n&uacute;mero total de letras corretamente mobilizadas  na escrita cursiva com o n&uacute;mero total de letras corretamente mobilizadas na escrita a computador, verifica-se que as diferen&ccedil;as s &atilde;o estatisticamente significativas <i>t</i>(89)=-6.62, <i>p</i>&lt;.001, <i>d</i>=.37. Ou seja, os participantes mobilizaram  significativamente mais letras corretas na escrita a computador do que na escrita cursiva, sendo a dimens&atilde;o do efeito m&eacute;dia  (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v35n4/35n4a03t3.jpg" width="580" height="210"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Estes resultados v&ecirc;m refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia da estabilidade gr&aacute;fica da escrita enquanto um &iacute;ndice de  avalia&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos infantis sobre a linguagem escrita na medida que representam a tomada de consci&ecirc;ncia por parte da  crian&ccedil;a de que a mesma sequ&ecirc;ncia de letras codifica os mesmos sons no contexto da mesma palavra.</p>     <p>Relativamente &agrave;s quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o, os resultados obtidos sugerem que o tipo de identidade gr&aacute;fica  nas produ&ccedil;&otilde;es escritas infantis parece variar em fun&ccedil;&atilde;o no n&iacute;vel conceptual das crian&ccedil;as.  Especificamente, ao analisar-se os pares com identidade total sobressai que os participantes com escritas alfab&eacute;ticas s&atilde;o aqueles que  produzem mais pares deste tipo, seguindo-se os participantes com produ&ccedil;&otilde;es sil&aacute;bicas e, finalmente, os participantes com  produ&ccedil;&otilde;es sil&aacute;bico-alfab&eacute;ticas. Estes resultados s&atilde;o semelhantes aos obtidos por Molinari e Ferreiro (2007)  suportando a ideia que os pares de escrita com altern&acirc;ncia grafo-fon&eacute;tica s&atilde;o indicadores relevantes sobre o pensamento  infantil em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; linguagem escrita.</p>     <p>Neste sentido, quando se compara o desempenho dos participantes com escritas sil&aacute;bicas com o desempenho dos participantes com escritas  sil&aacute;bico-alfab&eacute;ticas verifica-se que os primeiros t&ecirc;m maior estabilidade gr&aacute;fica nas suas produ&ccedil;&otilde;es que os  segundos. Verifica-se tamb&eacute;m que uma vez adquiridas as compet&ecirc;ncias de literacia necess&aacute;rias para que as crian&ccedil;as de  idade pr&eacute;-escolar come&ccedil;arem a escrever palavras de forma alfab&eacute;tica (ou seja, mobilizando letras adequadas para representar  todos os fonemas das palavras, ainda que n&atilde;o respeitando algumas conven&ccedil;&otilde;es ortogr&aacute;ficas), o n&uacute;mero de pares com  identidade total volta a aumentar. Estes dados parecem evidenciar que tanto as produ&ccedil;&otilde;es alfab&eacute;ticas, como as  produ&ccedil;&otilde;es sil&aacute;bicas s&atilde;o mais est&aacute;veis (Molinari &amp; Ferreiro, 2007) do que as produ&ccedil;&otilde;es  sil&aacute;bico-alfab&eacute;ticas. Parece assim que nos n&iacute;veis conceptuais sil&aacute;bico com fonetiza&ccedil;&atilde;o e  alfab&eacute;tico as crian&ccedil;as adquiriram um esquema est&aacute;vel sobre as rela&ccedil;&otilde;es entre oralidade e escrita que reproduzem,  centrando-se e mobilizando as mesmas letras para os mesmos fonemas nos dois momentos de escrita.</p>     <p>Analisando as diferen&ccedil;as no n&uacute;mero de pares com identidade total entre as crian&ccedil;as com escritas alfab&eacute;ticas e as  crian&ccedil;as com sil&aacute;bico-alfab&eacute;ticas pode-se pensar que por tr&aacute;s da instabilidade verificada nos pares por parte de  crian&ccedil;as de n&iacute;vel sil&aacute;bico-alfab&eacute;tico est&aacute; a dificuldade em articular e coordenar a an&aacute;lise  metalingu&iacute;stica das palavras em rela&ccedil;&atilde;o a todos os seus fonemas constituintes com as letras a mobilizar. Isto &eacute;, as  crian&ccedil;as conhecem as letras, identificam os fonemas a mobilizar, mas no momento de coordenarem estes dois n&iacute;veis perdem-se no  processo, e em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mesma palavra, em alguns casos centram-se nas consoantes e outras nas vogais, conduzindo assim a um  maior n&uacute;mero de pares com altern&acirc;ncia grafo-fon&eacute;tico. Veja-se o exemplo de R. que no momento de escrita cursiva reproduziu  RAVIOLI com as letras AVIOI e no momento de escrita a computador reproduziu a mesma palavra com as letras RVIOL. Note-se que no exemplo de R. foram  mobilizadas, somando os dois momentos de escrita, a totalidade das letras necess&aacute;rias para escrever RAVIOLI de forma alfab&eacute;tica. No  entanto, nos diferentes momentos de escrita, a coordena&ccedil;&atilde;o das letras identificadas e mobilizadas n&atilde;o permitiu a escrita da  palavra de forma alfab&eacute;tica. Este tipo de produ&ccedil;&otilde;es escritas com altern&acirc;ncia grafo-fon&eacute;ticas assumem particular  relevo para a compreens&atilde;o da aquisi&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico, uma vez que fazem sobressair as dificuldades  infantis em coordenar as habilidades metalingu&iacute;sticas com as letras a mobilizar. Este tipo de produ&ccedil;&otilde;es parece assumir um  papel explorat&oacute;rio nas representa&ccedil;&otilde;es gr&aacute;ficas dos componentes consonantais e voc&aacute;licos das unidades  sil&aacute;bicas pertinentes. Em rela&ccedil;&atilde;o ao caso das crian&ccedil;as de n&iacute;vel sil&aacute;bico, o facto de tenderem a  representar uma letra por s&iacute;laba e onde as letras selecionadas representam os sons que lhes parecem mais salientes proporciona-lhe  igualmente um esquema de codifica&ccedil;&atilde;o da escrita relativamente s&oacute;lido e, portanto, menos suscet&iacute;vel a  oscila&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma de escrita da mesma palavra nos dois momentos, quando as comparamos com as  crian&ccedil;as de n&iacute;vel conceptual sil&aacute;bico-alfab&eacute;tico.</p>     <p>Estes resultados respondem &agrave; primeira quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o, sugerindo que a estabilidade da escrita de nomes  comuns est&aacute; relacionada com os n&iacute;veis conceptuais de escrita, ainda que n&atilde;o de uma forma linear, dado que as crian&ccedil;as  de n&iacute;vel sil&aacute;bico-alfab&eacute;tico tem um menor n&uacute;mero de pares com identidade total do que os seus pares de n&iacute;vel  sil&aacute;bico, ainda que os primeiros tenham um racioc&iacute;nio sobre a escrita mais evolu&iacute;do. Resumindo, os dados obtidos indicam que a  estabilidade gr&aacute;fica (ou seja, o n&uacute;mero de pares com identidade total) n&atilde;o decorre necessariamente de um n&iacute;vel  conceptual mais evolu&iacute;do, j&aacute; que a estabilidade gr&aacute;fica &eacute; maior nas crian&ccedil;as com escritas sil&aacute;bicas do  que crian&ccedil;as com escritas sil&aacute;bico-alfab&eacute;ticas, sendo, no entanto, mais elevado crian&ccedil;as com escritas  alfab&eacute;ticas quando comparadas com as escritas das crian&ccedil;as dos outros dois grupos.</p>     <p>Neste sentido, os resultados sugerem que as hip&oacute;teses infantis sobre a linguagem escrita n&atilde;o evoluem pelo simples acr&eacute;scimo  de letras convencionais na produ&ccedil;&atilde;o escrita de palavras, corroborando o ponto de vista de Ferreiro (2004), quando ela sugere que,  mais importante do que a capacidade da crian&ccedil;a em mobilizar as letras pertinentes para as palavras que tenta escrever, &eacute; a forma como  esta relaciona estes dois sistemas aut&oacute;nomos (linguagem escrita e linguagem oral).</p>     <p>Estes resultados est&atilde;o igualmente em linha com a perspectiva de Alves-Martins, Mata e Silva (2014), na qual defendem a  &ldquo;heterogeneidade e irregularidade nos percursos individuais de escrita&rdquo; (p. 2), questionando assim a ideia de um desenvolvimento linear  na apropria&ccedil;&atilde;o por parte das crian&ccedil;as da l&oacute;gica alfab&eacute;tica subjacente &agrave; codifica&ccedil;&atilde;o  escrita. De facto, os pares de palavras com altern&acirc;ncias grafo-fon&eacute;ticas reflectem a explora&ccedil;&atilde;o que as crian&ccedil;as  fazem da linguagem escrita no ato de escrever.</p>     <p>Por &uacute;ltimo os dados sugerem que a utiliza&ccedil;&atilde;o do computador e a presen&ccedil;a do teclado parecem favorecer a  mobiliza&ccedil;&atilde;o por parte das crian&ccedil;as de mais letras pertinentes do que atrav&eacute;s de escrita cursiva. Tais dados n&atilde;o  implicam a substitui&ccedil;&atilde;o da escrita cursiva pela escrita a computador, mas constitui um indicador de que a presen&ccedil;a do teclado  e a possibilidade de visualiza&ccedil;&atilde;o das letras favorece o pr&oacute;prio processo de explora&ccedil;&atilde;o da linguagem escrita, por  diminuir, tal como Ferreiro (2013) sugere, a componente mn&eacute;sica exigida. Por exemplo, &eacute; diferente decidir sobre quantas e quais as  letras a teclar diante dum conjunto de teclas onde se encontram &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o todas as letras s&atilde;o diferentes e  decidir as letras a utilizar quando as mesmas t&ecirc;m de ser evocadas de mem&oacute;ria na produ&ccedil;&atilde;o manual sobre o papel (Ferreiro,  2013).</p>     <p>Neste sentido, os resultados refor&ccedil;am a import&acirc;ncia do computador e a relev&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o do teclado na  explora&ccedil;&atilde;o da linguagem escrita por parte de crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar na linha do que outros autores j&aacute;  haviam demonstrado (Haugland, 1992; Piazza &amp; Riggs, 1984; Shilling, 1997), embora se reconhe&ccedil;a que a dimens&atilde;o do efeito seja  m&eacute;dia, pelo que o recurso a uma amostra maior &eacute; importante para clarificar a tend&ecirc;ncia encontrada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro dado importante e que se assume como limita&ccedil;&atilde;o do estudo &eacute; que todas as crian&ccedil;as escreveram primeiro de forma  cursiva e s&oacute; depois a computador, introduzindo um poss&iacute;vel enviesamento nas poss&iacute;veis conclus&otilde;es decorrentes da  utiliza&ccedil;&atilde;o do computador. Para controlar este efeito seria importante ter contrabalan&ccedil;ado a ordem de  apresenta&ccedil;&atilde;o das tarefas.</p>     <p>Outro aspecto importante a considerar &eacute; que algumas palavras escolhidas para o estudo, por serem inclu&iacute;das num estudo comparativo  com o espanhol e italiano (embora essa compara&ccedil;&atilde;o esteja fora do &acirc;mbito do presente artigo), podem representar uma dificuldade  acrescida para os participantes. No entanto, o facto de todos os participantes terem sido expostos aos mesmos est&iacute;mulos coloca-os em  situa&ccedil;&atilde;o de igualdade no que respeita &agrave;s compara&ccedil;&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel conceptual,  objectivo do estudo. Outra limita&ccedil;&atilde;o foi a impossibilidade de avaliar a equival&ecirc;ncia da experi&ecirc;ncia dos sujeitos dos  diferentes grupos no uso de teclados.</p>     <p>Podemos concluir que este trabalho real&ccedil;a a import&acirc;ncia do computador em contextos de educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar e  coloca em evid&ecirc;ncia o percurso de crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar na coordena&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel oral e escrito  at&eacute; &agrave; compreens&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico e de como a altern&acirc;ncia grafo-fon&eacute;tica faz parte desse  percurso, refor&ccedil;ando a n&atilde;o linearidade do processo de aquisi&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Alves Martins, M. (1996). <i>Pr&eacute;-hist&oacute;ria da aprendizagem da leitura</i>. Lisboa: ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio.</p>     <!-- ref --><p>Alves Martins, M., Mata, L., &amp; Silva, C. (2014). Conceptualiza&ccedil;&otilde;es sobre a linguagem escrita. Percursos de  Investiga&ccedil;&atilde;o. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXXII</i>, 135-143. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://dx.doi.org/10.14417/ap.841" target="_blank">http://dx.doi.org/10.14417/ap.841</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033093&pid=S0870-8231201700040000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Besse, J.-M. (1995)<i>. L&rsquo;&eacute;crit, l&rsquo;&eacute;cole et l&rsquo;illettrisme</i>. Paris: Magnard.</p>     <!-- ref --><p>Catach, N. (1996). <i>Hacia uma teoria de la lengua escrita</i>. M&eacute;xico: Gedisa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033095&pid=S0870-8231201700040000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Defior, S., Martos, F., &amp; Cary, L. (2002). Differences in reading acquisition development in two shallow orthographies: Portuguese and  Spanish. <i>Applied Psycholinguistics, 23</i>, 136-148. doi: 10.1017.S0142716402000073&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033097&pid=S0870-8231201700040000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Desbordes, F. (1995). <i>Concep&ccedil;&otilde;es sobre a escrita na Roma antiga</i>. S&atilde;o Paulo: &Aacute;tica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033098&pid=S0870-8231201700040000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ferreiro, E. (1988). L&rsquo;&eacute;criture avant la lettre [Writing before the letter]. In H. Sinclair (Ed.), <i>La prodution des notations  chez le jeune enfant [The production of notations in young children]</i> (pp. 18-69). Paris: Presses Universitaires de France.</p>     <!-- ref --><p>Ferreiro, E. (2004). Entre a s&iacute;laba oral e a palavra escrita. In E. Ferreiro (Ed.), <i>O ingresso na escrita e nas culturas do  escrito</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033101&pid=S0870-8231201700040000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreiro, E. (2006). Nuevas tecnologias y escritura. <i>Docencia, 30</i>, 46-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033103&pid=S0870-8231201700040000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreiro, E. (2013). Acerca de rupturas ou continuidade na leitura e escrita. In E. Ferreiro (Ed.), <i>Alfabetiza&ccedil;&atilde;o em  processo</i> (pp. 423-443). S&atilde;o Paulo: Cortez Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033105&pid=S0870-8231201700040000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ferreiro, E., &amp; Teberosky, A. (1979). <i>Los sistemas de escritura en el desarrollo del ni&ntilde;o</i>. M&eacute;xico: Siglo XXI.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033107&pid=S0870-8231201700040000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Haugland, S. W. (1992). The effect of computer software on preschool children&rsquo;s developmental gains. <i>Journal of Computing in Childhood  Education, 3</i>, 15-30.</p>     <!-- ref --><p>Masterson, J. J., Apel, K., &amp; Wood, L. A. (2002). Technology and literacy: Decisions for the new millennium. In K. G. Butler &amp; E. R.  Silliman (Eds.), <i>Speaking, reading and writing in children with language learning disabilities</i> (pp. 273-293). Mahway, NJ: Laurence Erlbaum  Associates Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033110&pid=S0870-8231201700040000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Molinari, M. C., &amp; Ferreiro, E. (2007). Identidades e diferencias en la escritura en papel y en computadora en las primeras etapas del  processo de alfabetizaci&oacute;n. <i>Revista Latino Americana de Lectura [Lectura y Vida], 4</i>, 18-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033112&pid=S0870-8231201700040000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Piazza, C. L., &amp; Riggs, S. (1984). Writing with a computer. An invitation to play. <i>Early Child Developmental and Care, 17</i>, 63-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033114&pid=S0870-8231201700040000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pontecorvo, C., &amp; Orsolini, M. (1996). Writing and written language in children&rsquo;s development. In C. Pontecorvo, M. Orsolini, B.  Burge, &amp; L. Resnick (Eds.), <i>Children&rsquo;s early text construction</i> (pp. 219-230). New Jersey: Lawrence Erlbaum.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Raven, J., Raven, J. C., &amp; Court, J. H. (1998). <i>Manual for Raven&rsquo;s progressive matrices and vocabulary scale. Section I. General  overview</i>. Oxford: Oxford Psychologists Press.</p>     <p>Salvador, L., Albuquerque, A., &amp; Alves Martins, M. (2012). An&aacute;lise qualitativa dos efeitos de um programa de  interven&ccedil;&atilde;o de escrita inventada na evolu&ccedil;&atilde;o da escrita de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar.  In L. Mata, F. Peixoto, J. Morgado, J. Castro Silva, &amp; V. Monteiro (Eds.), <i>Actas do 12&ordm; Col&oacute;quio Internacional de Psicologia e  Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; Educa&ccedil;&atilde;o, aprendizagem e desenvolvimento: Olhares contempor&acirc;neos atrav&eacute;s da  investiga&ccedil;&atilde;o e da pr&aacute;tica</i> (pp. 17-32). Lisboa: ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio.</p>     <!-- ref --><p>Shilling, W. A. (1997). Young children using computers to make discoveries about written language. <i>Early Childhood Education Journal, 24</i>,  253-259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033119&pid=S0870-8231201700040000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sulzby, E. (1989). Assessment of emergent writing and children&rsquo;s language while writing. In L. Morrow &amp; J. Smith (Eds.), <i>Writing in  real time: Modelling production processes</i> (pp. 83-109). New York: Longman.</p>     <p>Tantaros, S. (2007). Invented spelling in the Greek context. <i>L1 &ndash; Educational Studies in Language and Literature, 7</i>, 31-62.</p>     <!-- ref --><p>Tolchinsky, L. (1995). Desenvolvimento da alfabetiza&ccedil;&atilde;o e suas implica&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas: Evid&ecirc;ncias do  sistema hebraico de escrita. In Y. Goodman (Ed.), <i>Como as crian&ccedil;as constroem a leitura e a escrita</i> (pp. 36-53). Porto Alegre: Artes  M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033123&pid=S0870-8231201700040000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tolschinsky, L. L., &amp; Teberosky, A. (1998). The development of word segmentation and writing in two scripts. <i>Cognitive development,  13</i>, 1-24. doi: 10.1016/S0885-2014(98)90018-1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=033125&pid=S0870-8231201700040000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Tiago Almeida, Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, Escola  Superior de Educa&ccedil;&atilde;o, Campus de Benfica do IPL, 1549-003 Lisboa, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:tiagoa@eselx.ipl.pt">tiagoa@eselx.ipl.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho &eacute; financiado por Fundos Nacionais atrav&eacute;s da FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia  no &acirc;mbito do projeto UID/CED/04853/2016.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 12/10/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 31/01/2017</p>      ]]></body><back>
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