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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Julgar quem mata: A decisão judicial em processos-crime de homicídio]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[What is appreciated by judges in a homicide process in Portugal still has a long investigative course to pursue in the field of psychology. This exploratory research aims to analyze differences in the extent of the penalty applied according to the elements identified in the judgments. It also seeks to know if there are any differences between decisions in the first and second instances. The following results are noted: judges tend to apply higher penalties when the victims gender is female; they sentencing offenders to higher penalties when they use the right to remain silence, consubstantiating these two factors, extralegal factors. It was also found that the measure of the penalty is less when the offender shown regret. It was verified that no variable related to the characteristics of the offender was statistically significant. The results are discussed, and the participation of extralegal factors in the judicial decision-making are highlighted.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Julgar quem mata: A decis&atilde;o judicial em processos-crime de homic&iacute;dio</b></p>     <p><b>M&oacute;nica Botelho<sup>1</sup>, Rui Abrunhosa Gon&ccedil;alves<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Escola de Psicologia da Universidade do Minho, Braga, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O que &eacute; apreciado pelos ju&iacute;zes num processo crime de homic&iacute;dio em Portugal ainda carece de um longo percurso investigativo  no &acirc;mbito da psicologia da justi&ccedil;a. A presente investiga&ccedil;&atilde;o de car&aacute;cter explorat&oacute;rio objetiva analisar  diferen&ccedil;as na medida da pena aplicada em fun&ccedil;&atilde;o de elementos identificados nos ac&oacute;rd&atilde;os. Procura igualmente  conhecer se existem diferen&ccedil;as decis&oacute;rias entre a primeira e a segunda inst&acirc;ncias. Salientam-se os seguintes resultados: os  ju&iacute;zes tendem a aplicar penas mais elevadas quando as v&iacute;timas s&atilde;o do sexo feminino; sentenciam os agentes a penas superiores  quando estes se remetem ao sil&ecirc;ncio, consubstanciando estes dois fatores, elementos extralegais. Constatou-se igualmente que a medida da pena  &eacute; inferior quando o ofensor se diz arrependido. Verifica-se que nenhuma vari&aacute;vel relativa &agrave;s caracter&iacute;sticas do ofensor  resultou estatisticamente significativa. Os resultados s&atilde;o discutidos, salientando-se a participa&ccedil;&atilde;o de fatores extralegais na  decis&atilde;o judicial.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Decis&atilde;o judicial, Homic&iacute;dio, Ju&iacute;zes, Extralegal.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>What is appreciated by judges in a homicide process in Portugal still has a long investigative course to pursue in the field of psychology. This  exploratory research aims to analyze differences in the extent of the penalty applied according to the elements identified in the judgments. It  also seeks to know if there are any differences between decisions in the first and second instances. The following results are noted: judges tend  to apply higher penalties when the victims gender is female; they sentencing offenders to higher penalties when they use the right to remain  silence, consubstantiating these two factors, extralegal factors. It was also found that the measure of the penalty is less when the offender shown  regret. It was verified that no variable related to the characteristics of the offender was statistically significant. The results are discussed,  and the participation of extralegal factors in the judicial decision-making are highlighted.</p>     <p><b>Key words</b>: Judicial decision-making, Homicide, Judges, Extralegal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Cabe &agrave; psicologia, nomeadamente &agrave; psicologia da justi&ccedil;a, estudar as caracter&iacute;sticas, din&acirc;micas e limites da  decis&atilde;o judicial, permitindo auxiliar os magistrados a decidir mais sustentadamente (Braman, 2010). Com efeito, investiga&ccedil;&otilde;es  internacionais acerca dos processos decisionais t&ecirc;m vindo a contribuir para importantes revis&otilde;es na rela&ccedil;&atilde;o  cidad&atilde;o-justi&ccedil;a e em altera&ccedil;&otilde;es de procedimentos e leis (Sacau &amp; Castro-Rodrigues, 2011).</p>     <P>O que &eacute; apreciado pelos magistrados num processo crime de homic&iacute;dio em Portugal carece de um longo percurso investigativo no  &acirc;mbito da psicologia da justi&ccedil;a. Internacionalmente, a investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; relativamente recente (Auerhahn, 2007a,b;  Curry, Lee, &amp; Rodriguez, 2004), sendo ainda incipiente o estudo sobre o que interv&eacute;m no processo decis&oacute;rio neste tipo de crime.  Os estudos incidem sobretudo sobre o evento em si e, com poucas exce&ccedil;&otilde;es, sobre a tomada de decis&atilde;o judicial (Auerhahn, 2007a;  Curry et al., 2004; Johnson, Van Wingerden, &amp; Nieuwbeerta, 2010).</p>     <P>A realidade judicial portuguesa &eacute; marcadamente distinta da anglo-sax&oacute;nica, de onde prov&ecirc;m a maioria das  investiga&ccedil;&otilde;es nesta &aacute;rea na decis&atilde;o judicial. Iniciar um percurso investigativo sobre como os magistrados julgam quem  mata, surge pois como fundamental. Atendendo ainda &agrave; reduzida investiga&ccedil;&atilde;o produzida sobre esta tem&aacute;tica em Portugal,  optou-se por realizar um estudo explorat&oacute;rio, que visa analisar diferen&ccedil;as na medida da pena aplicada, em primeira inst&acirc;ncia,  em fun&ccedil;&atilde;o de elementos identificados no ac&oacute;rd&atilde;o; e verificar diferen&ccedil;as decis&oacute;rias relativas &agrave;  medida da pena entre os tribunais de primeira e segunda inst&acirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Homic&iacute;dio em Portugal: Enquadramento legal</b></p>     <p>No ordenamento jur&iacute;dico portugu&ecirc;s, como na generalidade dos pa&iacute;ses, a vida humana est&aacute; determinada como o valor  principal no &acirc;mbito da Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos do Homem, bem como um direito fundamental em sede da  Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa. O c&oacute;digo penal (CP) determina o crime de homic&iacute;dio como resultado de uma  a&ccedil;&atilde;o por neglig&ecirc;ncia ou com dolo, capaz de produzir a morte de uma vida humana j&aacute; nascida, estando igualmente previsto  que existe conduta criminosa quando o agente pratica atos de execu&ccedil;&atilde;o de um crime contra a vida, sem que este chegue a consumar-se  &ndash; homic&iacute;dio sob a forma tentada (Garcia &amp; Castela-Rio, 2014). Neste tipo de homic&iacute;dio, a moldura penal oscila entre os dois  anos e os dezasseis anos e seis meses consoante a severidade do caso (Garcia &amp; Castela-Rio, 2014). J&aacute; a pena de pris&atilde;o pela morte  intencional de outrem &eacute; n&atilde;o inferior a oito anos e n&atilde;o superior a dezasseis anos (art.&ordm; 131 do CP, S&aacute;-Pereira  &amp; Lafayette, 2011), sendo aumentada no caso de homic&iacute;dio qualificado, passando a traduzir-se num intervalo de doze a vinte e cinco anos  (art.&ordm; 132 do CP, S&aacute;-Pereira &amp; Lafayette, 2011). A determina&ccedil;&atilde;o da medida da pena &eacute; feita em  fun&ccedil;&atilde;o da culpa e das exig&ecirc;ncias de preven&ccedil;&atilde;o (art.&ordm; 70 do CPS&aacute;-Pereira &amp; Lafayette, 2011),  optando-se pela ado&ccedil;&atilde;o de medidas de seguran&ccedil;a para os agentes inimput&aacute;veis por anomalia ps&iacute;quica projetada na  perigosidade e fundada no receio de repeti&ccedil;&atilde;o ofensiva do mesmo bem jur&iacute;dico (art.&ordm; 91 do CPS&aacute;-Pereira &amp;  Lafayette, 2011). Em caso de culpa do agente, o art.&ordm; 71, n&ordm; 2 do CP (S&aacute;-Pereira &amp; Lafayette, 2011) refere que na  determina&ccedil;&atilde;o da dosimetria da pena concorrem todas as circunst&acirc;ncias que, n&atilde;o fazendo parte do crime depuserem a favor  do agente ou contra ele, isto &eacute;, atenuantes ou agravantes da pena (Garcia &amp; Castela-Rio, 2014). Da senten&ccedil;a, quer seja  condenat&oacute;ria quer seja absolut&oacute;ria, admite-se recurso para tribunal superior, se uma ou ambas as partes n&atilde;o se conformarem com  o seu resultado. O recurso n&atilde;o se destina a realizar um novo julgamento, mas constitu&iacute; apenas um &ldquo;rem&eacute;dio  jur&iacute;dico&rdquo; do julgamento realizado em primeira inst&acirc;ncia (Po&ccedil;as, 2010, p. 22).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>A decis&atilde;o judicial: Fatores extralegais e legais</b></p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o tem vindo a debru&ccedil;ar-se sobre as especificidades da decis&atilde;o judicial, real&ccedil;ando as  particularidades que a distinguem de outro tipo de decis&atilde;o humana (Baum, 2010; Braman, 2012). Dhami, Hastie, Koehler e Wiener (2007)  sublinham algumas das suas especificidades, ao mencionarem que este tipo de decis&atilde;o &eacute; tomada por indiv&iacute;duos altamente  qualificados, que aju&iacute;zam sem ter acesso a toda a informa&ccedil;&atilde;o, acedendo apenas &agrave; prova produzida, n&atilde;o  obt&ecirc;m <i>feedback</i> nem s&atilde;o responsabilizados pelas decis&otilde;es tomadas.</p>     <p>Assente na tradi&ccedil;&atilde;o continental (germ&acirc;nica), o sistema de justi&ccedil;a portugu&ecirc;s goza de independ&ecirc;ncia  judicial, assumindo-se como despolitizado, insubmisso a recompensas/san&ccedil;&otilde;es por autoridades burocr&aacute;ticas, imparcial e neutro  na an&aacute;lise dos factos julgados e ideologicamente independente (Magalh&atilde;es, 1995). O exposto, assente nas estruturas cl&aacute;ssicas  do formalismo, parece factualizar uma justi&ccedil;a impoluta, imune a influ&ecirc;ncias, radicando no pressuposto da neutralidade, da  racionalidade da justi&ccedil;a, considerando que a mesma funciona distanciada da emocionalidade, da integra&ccedil;&atilde;o das  experi&ecirc;ncias de vida (Mack &amp; Anleu, 2011) e do contexto hist&oacute;rico, pol&iacute;tico e social vivido. Distante deste posicionamento,  Hastie (2001) referencia que a decis&atilde;o no judici&aacute;rio envolve tamb&eacute;m a combina&ccedil;&atilde;o de desejos (e.g., utilidade,  valores pessoais e objetivos), cren&ccedil;as (e.g., expectativas, conhecimentos e significados) e intui&ccedil;&otilde;es pessoais que concorrem  no ato de decidir. Assume, portanto, a psicologia, no &acirc;mbito da justi&ccedil;a, um papel importante, uma vez que promove a compreens&atilde;o  do que &eacute; julgar, salientando a varia&ccedil;&atilde;o das formas como os ju&iacute;zes o fazem (Baum, 2012) e podendo constituir-se um  auxiliar na forma&ccedil;&atilde;o dos magistrados. O tempo e o espa&ccedil;o v&atilde;o adquirindo novos significados, dando origem a novas  quest&otilde;es, necessidades, rea&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es interpessoais. Por consequ&ecirc;ncia, a praxis do direito exige  novos conhecimentos, abrindo-se espa&ccedil;os de interdisciplinaridade, onde a psicologia da justi&ccedil;a tamb&eacute;m se inscreve.</p>     <p>Partindo da impossibilidade das decis&otilde;es judiciais assentarem apenas na racionalidade, alvitra-se a exist&ecirc;ncia de processos  subjetivos que conduzem a enviesamentos e erros, constituindo-se a utiliza&ccedil;&atilde;o de heur&iacute;sticas como uma das  viola&ccedil;&otilde;es mais comuns &agrave; racionalidade. Trata-se de atalhos cognitivos, n&atilde;o conscientes, que se traduzem em  estrat&eacute;gias economizadoras e facilitadoras do processo decis&oacute;rio (Arce, Fari&ntilde;a, &amp; Novo, 2004). Este estilo funcional  permite a reinterpreta&ccedil;&atilde;o dos fatores legais e a valora&ccedil;&atilde;o de elementos extralegais, que em termos conceptuais  n&atilde;o s&atilde;o mais do que perce&ccedil;&otilde;es e aprecia&ccedil;&otilde;es externas ao direito que, consciente e inconsciente,  s&atilde;o capazes de influir de forma mais ou menos decisiva na capacidade de julgar (Arce et al., 2004). Talvez o legislador portugu&ecirc;s  tenha previsto a impossibilidade de imprimir ao judici&aacute;rio uma total racionalidade, redigindo o art.&ordm; 127 do CP (princ&iacute;pio da  livre aprecia&ccedil;&atilde;o da prova) (S&aacute;-Pereira &amp; Lafayette, 2011), e permitindo ao juiz fazer aprecia&ccedil;&otilde;es distintas  ao peso atribu&iacute;do a cada elemento probat&oacute;rio segundo as regras da experi&ecirc;ncia e da livre convic&ccedil;&atilde;o, salvo a lei  dispuser diferentemente. Esta margem que o art.&ordm; 127 do CP (S&aacute;-Pereira &amp; Lafayette, 2011)confere ao magistrado possibilita que o  mesmo tipo de fatores assuma um entendimento distinto consoante o juiz que aprecia um determinado processo-crime.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Valora&ccedil;&atilde;o de fatores extralegais e legais na decis&atilde;o judicial</i></p>     <p>Por fator extralegal entende-se qualquer elemento associado ao ofensor, &agrave; v&iacute;tima, ao juiz, ao crime ou &agrave;s  circunst&acirc;ncias em que foi cometido, assim como, &agrave;s suas consequ&ecirc;ncias diretas ou indiretas que, inconscientemente, afetam a  perce&ccedil;&atilde;o do crime e, por consequ&ecirc;ncia, geram disparidades na decis&atilde;o judicial (Sporer &amp; Goodman-Delunhunty, 2009).  Aos fatores legais, respeita o que descrevem os c&oacute;digos, e que s&atilde;o pass&iacute;veis de poderem atenuar ou agravar a medida da pena.  Deste modo, seguidamente, descrevem-se extralegais e legais &ndash; referentes ao ofensor e &agrave; v&iacute;tima, descritos na literatura,  atendendo que s&atilde;o os elementos pass&iacute;veis de aceder nos ac&oacute;rd&atilde;os.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Fatores associados ao ofensor</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A investiga&ccedil;&atilde;o aponta que a mulher ofensora &eacute; condenada a penas menos severas que os homens (Auerhahn, 2007b; Daly,  1989a,b; Steffensmeier &amp; Demuth, 2006). Como explica&ccedil;&atilde;o do exposto, aponta-se, por exemplo, que os ju&iacute;zes tendem a adotar  uma postura paternalista em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s ofensoras do sexo feminino, justificando-se o homic&iacute;dio num cen&aacute;rio de  viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica (Auerhahn, 2007b; Daly, 1987, 1989a; Dawson, 2004). Parece subsistir a conce&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica,  associada ao g&eacute;nero feminino, como sendo pac&iacute;fico e maternal, explicando-se o comportamento criminal como um modo de p&ocirc;r termo  a um ciclo de vitima&ccedil;&atilde;o (Auerhahn, 2007b). Esta forma de paternalismo e condescend&ecirc;ncia s&oacute; se verifica, se a ofensora  obedecer ao conceito preestabelecido de fragilidade (Stubbs &amp; Tolmie, 2008). As mulheres que apresentam caracter&iacute;sticas de  assertividade, fazem consumos de &aacute;lcool ou s&atilde;o menos femininas s&atilde;o punidas com maior severidade, sugerindo a exist&ecirc;ncia  de um estere&oacute;tipo em torno da v&iacute;tima de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica (Thapar-Bj&ouml;rkert &amp; Morgan, 2010). Uma outra  explica&ccedil;&atilde;o para a redu&ccedil;&atilde;o de pena para as ofensoras do sexo feminino &eacute; avan&ccedil;ada por Daly (1989a,b) e  Castro-Rodrigues e Sacau (2012), ao mencionarem que os ju&iacute;zes tendem a n&atilde;o aplicar penas longas a mulheres com filhos, procurando  proteger a crian&ccedil;a de uma institucionaliza&ccedil;&atilde;o prolongada.</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o de Kruttschuitt e Savolaimed (2009) aponta que, independentemente do sexo do ofensor, os ju&iacute;zes procuram  proteger a institui&ccedil;&atilde;o fam&iacute;lia, aplicando penas menos severas a ofensores com filhos menores. Na mesma linha, Wooldredge  (2012) indica que os ofensores casados t&ecirc;m menor probabilidade de serem condenados a penas efetivas de pris&atilde;o. No entanto, outras  investiga&ccedil;&otilde;es (e.g., Griffin &amp; Wooldredge, 2006; Wu &amp; Spohn, 2010) referem que o estado civil do ofensor n&atilde;o interfere  na senten&ccedil;a. Ainda acerca das quest&otilde;es da fam&iacute;lia, Bond e Jeffries (2012) constataram que os ofensores com uma retaguarda  familiar positiva tendem a ser senten ciados a penas mais curtas, fundado na maior probabilidade de reabilita&ccedil;&atilde;o e  inser&ccedil;&atilde;o social ap&oacute;s liberta&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, fatores como disfuncionalidade familiar e  exposi&ccedil;&atilde;o a experi&ecirc;ncias de abuso e/ou neglig&ecirc;ncia parental constituem elementos que, com alguma frequ&ecirc;ncia,  s&atilde;o pondera dos pelos ju&iacute;zes quando decidem, aplicando penas menos severas, desculpabilizando o comportamento delitivo (Cadwell,  2011).</p>     <p>Por outro lado, h&aacute; estudos que mencionam que o efeito da ra&ccedil;a/etnia do ofensor enquanto elemento discriminador negativo,  n&atilde;o se faz sentir de forma direta na senten&ccedil;a, mas sim combinado com outros fatores, como o desemprego, registo criminal ou consumo  de estupefacientes (Demuth &amp; Steffensmeier, 2004; Spohn &amp; Holleran, 2000), com o tipo de crime perpetrado (Steffensmeier, Ulmer, &amp;  Kramer, 1998) ou ainda em fun&ccedil;&atilde;o do contexto social em que se insere o tribunal (Wang &amp; Mears, 2010). O n&iacute;vel  socioecon&oacute;mico (NSE) produz um efeito pronunciado na senten&ccedil;a (Wooldredge, 2012), verificando-se que os ofensores com NSE mais  desfavorecido s&atilde;o condenados a penas mais elevadas, fundado no facto, que esta condi&ccedil;&atilde;o potencia o risco de  reincid&ecirc;ncia (Siegel &amp; Bartolas, 2011; Steffensmeier). Outras investiga&ccedil;&otilde;es apontam o inverso (D&rsquo;Alessio,  Stolzenberg, &amp; Eitle, 2013; Farrell &amp; Swiget, 1978), sustentando a justifica&ccedil;&atilde;o para a toler&acirc;ncia dos ju&iacute;zes, na  cren&ccedil;a que os sujeitos com baixo NSE, se deparam com maiores barreiras na procura e manuten&ccedil;&atilde;o do emprego, e ao provirem,  tamb&eacute;m, de fam&iacute;lias disfuncionais, det&ecirc;m menores recursos psicossociais (Ulmer &amp; Bradley, 2006).</p>     <p>A idade do ofensor, enquanto fator modificativo da pena, parece n&atilde;o reunir consenso investigativo. Se por um lado, alguns estudos  demonstram que os ofensores mais velhos obt&ecirc;m penas mais longas (e.g., Curry, Lee, &amp; Rodriguez, 2004), em outros, a idade n&atilde;o  produz um efeito significativo (e.g., Johnson, 2006; Wooldrege, 2007). Steffensmeier e Demuth (2000) conclu&iacute;ram que o efeito da idade  n&atilde;o &eacute; linear, uma vez que os ofensores da faixa dos 30 anos eram sentenciados com penas ligeiramente superiores quando comparados com  os sujeitos mais novos da amostra; e substancialmente mais longas relativamente aos mais velhos. Fatores como a disfuncionalidade familiar e  exposi&ccedil;&atilde;o a experi&ecirc;ncias de abuso e/ou neglig&ecirc;ncia parental constituem elementos que, com alguma frequ&ecirc;ncia,  s&atilde;o ponderados pelos magistrados quando decidem, aplicando penas menos severas (Cadwell, 2011). A investiga&ccedil;&atilde;o em torno da  forma como os ju&iacute;zes ponderam o consumo de subst&acirc;ncias psicoativas est&aacute; longe de ser consensual. Se por um lado, existe uma  tend&ecirc;ncia a aplicar penas mais severas (e.g., Camffman et al., 2007; Spohn &amp; Belenko, 2013) outros estudos (e.g., Bond &amp; Jeffrins,  2012) apontam que pode funcionar como um desculpabilizador da conduta il&iacute;cita.</p>     <p>Relativamente aos motivos legais que influenciam a senten&ccedil;a, a literatura internacional refere ser a hist&oacute;ria criminal do ofensor  o fator agravante que produz mais efeito no aumento da medida da pena (Sacks &amp; Ackerman, 2014; Spohn &amp; Holleran, 2000; Steffensmeier &amp;  Demuth, 2006), independentemente do crime praticado (Roberts, 1997). Considera-se que os sujeitos com registo criminal apresentam maior  probabilidade de reincidir ou de se envolverem noutros crimes (Neuilly, Zgoba, Tita, &amp; Lee, 2011; Roberts, 1997, 2008). Outros fatores legais  t&ecirc;m vindo a ser estudados, como a exist&ecirc;ncia de concurso de crimes conexos com o homic&iacute;dio e a produ&ccedil;&atilde;o de  m&uacute;ltiplas v&iacute;timas, repercutindo-se ambos na agrava&ccedil;&atilde;o da medida da pena (Johnson et al., 2010). O tipo de arma  utilizado da pr&aacute;tica do crime, com especial enfoque para a arma de fogo, constitui outro elemento legal ponderado como agravante (Johnson et  al., 2010).</p>     <p>Admiss&atilde;o da culpabilidade e a demonstra&ccedil;&atilde;o de arrependimento (Ashworth, 2012; Bornstein, Rung, &amp; Miler, 2002; Corwin,  Cramer, Desiree, &amp; Brodsky, 2012) funcionam como importantes atenuantes da dosimetria da pena. Outros fatores, como crimes envolvendo  emo&ccedil;&atilde;o violenta, podem levar os ju&iacute;zes a entender que o dolo &eacute; mais reduzido ou que n&atilde;o existiu  premedita&ccedil;&atilde;o (Dawson, 2004).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Fatores associados &agrave; v&iacute;tima</i></p>     <p>Um n&uacute;mero substancial de estudos internacionais demonstra que elementos associados &agrave; v&iacute;tima ou ao seu comportamento induzem  varia&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas na decis&atilde;o judicial (Goodman-Delahunty &amp; Sporer, 2010). No estudo  explorat&oacute;rio conduzido por Zaykowski, Kleinstuber e McDough (2014), constatou-se que os ju&iacute;zes consideram existir v&iacute;timas mais  merecedoras de justi&ccedil;a do que outras. A &ldquo;v&iacute;tima ideal&rdquo; seria socialmente respeit&aacute;vel, com boa  reputa&ccedil;&atilde;o, advinda de uma fam&iacute;lia funcional, sem registo criminal e comportamentos aditivos e do sexo feminino. &Agrave;  &ldquo;v&iacute;tima desviante&rdquo; corresponderiam as caracter&iacute;sticas opostas. Glaeser e Sacerdote (2003) verificaram que quando as  v&iacute;timas s&atilde;o do sexo masculino, as penas tendem a ser mais baixas, suportado na d&uacute;vida de a v&iacute;tima ter iniciado ou  precipitado a contenda. Por seu turno, v&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es apontam que os crimes perpetrados contra mulheres s&atilde;o mais  severamente punidos (e.g., Baumer, Messner, &amp; Felson, 2000; Curry, 2010; Curry et al., 2004; Gillespie, Laughran, Smith, Fogel, &amp;  Bjerregaard, 2014; Glaeser &amp; Sacerdote, 2003; Johnson et al., 2010), nomeadamente no caso de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica (Ferraro, 2006).  No entanto, quando as mulheres vitimadas exibem caracter&iacute;sticas estigmatizantes (e.g., prostitui&ccedil;&atilde;o, consumo de  subst&acirc;ncias psicoativas, desemprego) s&atilde;o aplicadas penas mais brandas (Baumer et al., 2000; Gillespie et al., 2014). Sempre que os  magistrados partilham do estere&oacute;tipo que os crimes de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica resultam tamb&eacute;m da provoca&ccedil;&atilde;o da  v&iacute;tima ou que de alguma forma partilham de culpabilidade no evento, as penas aplicadas tendem a ser menores (Dawson, 2004; Hessick, 2007).  Dawson (2004) aponta que, o grau de intimidade entre v&iacute;tima e ofensor conduz a um maior grau de emocionalidade, o que pode reduzir a  culpabilidade do ofensor. Wolfgang (1957) conduziu uma importante investiga&ccedil;&atilde;o concluindo que a v&iacute;tima pode funcionar como  fator precipitador do homic&iacute;dio em situa&ccedil;&otilde;es em que envolvem o consumo de &aacute;lcool, alterca&ccedil;&otilde;es e nas  rela&ccedil;&otilde;es de intimidade. Mais tarde outras investiga&ccedil;&otilde;es vieram corroborar o exposto e demonstrar inclusivamente que os  ju&iacute;zes tendem a aplicar penas menos severas nesses casos (e.g., Forsyth &amp; Evans, 2000; Muftic &amp; Hunt, 2012). As  investiga&ccedil;&otilde;es em torno do impacto da ra&ccedil;a e/ou etnia da v&iacute;tima na decis&atilde;o judicial n&atilde;o apontam para  resultados concordantes. Se por um lado, existem estudos que referem que a vitima&ccedil;&atilde;o de sujeitos caucasianos conduz &agrave;  aplica&ccedil;&atilde;o de penas mais severas (Baldus, Grosso, Woodworth, &amp; Newell, 2012; Curry, 2010), outras investiga&ccedil;&otilde;es  constatam que n&atilde;o se pode estabelecer uma casualidade linear, sendo necess&aacute;rio atender &agrave; intera&ccedil;&atilde;o do  n&uacute;mero de agravantes ou se a preceder o homic&iacute;dio foi cometido um crime contra a liberdade e autodetermina&ccedil;&atilde;o sexual  (e.g., Stauffer, Smith Cochran, Fogel, &amp; Bjerregaard, 2006).</p>     <p>De um ponto de vista de consist&ecirc;ncia nas senten&ccedil;as, cabe aos magistrados analisar os factos e aplicar a lei, ponderando, em casos  similares, elementos processuais semelhantes, e produzir resultados an&aacute;logos (Kranostein &amp; Freiberg, 2013). No entanto, conforme  descrito anteriormente, a investiga&ccedil;&atilde;o aponta para diversos tipos de disparidades, fundando a necessidade conhecer e compreender,  visando uma justi&ccedil;a mais justa, consciente da impossibilidade de uma decis&atilde;o assente apenas na racionalidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Objetivos</i></p>     <p>O presente estudo pretende contribuir para a emergente investiga&ccedil;&atilde;o em Portugal acerca da decis&atilde;o judicial, no caso  espec&iacute;fico do homic&iacute;dio intencional. Uma vez que as op&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas s&atilde;o interdependentes dos  objetivos do estudo, estas foram determinadas pelas quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o, que se apontam: (i) existem diferen&ccedil;as na  dosimetria da pena entre o tribunal judicial de primeira inst&acirc;ncia e o tribunal da rela&ccedil;&atilde;o? (ii) que fatores mencionados nos  ac&oacute;rd&atilde;os s&atilde;o ponderados pelos magistrados em primeira inst&acirc;ncia e se refletem na medida da pena?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Os dados utilizados neste estudo foram recolhidos num tribunal da rela&ccedil;&atilde;o do norte do pa&iacute;s. Foram consultados, ap&oacute;s  as devidas autoriza&ccedil;&otilde;es, todos os ac&oacute;rd&atilde;os, referenciados pelos servi&ccedil;os inform&aacute;ticos, transitados em  julgado, de homic&iacute;dio intencional, consumados e tentados, cujo autor foi considerado imput&aacute;vel. Constatou-se que nesta base de dados  n&atilde;o est&atilde;o inseridos todos os ac&oacute;rd&atilde;os de homic&iacute;dio intencional arquivados no tribunal em causa, desconhecendo-se  os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o, ou se existe varia&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do tempo ou inerente ao indiv&iacute;duo  respons&aacute;vel pela tarefa de inser&ccedil;&atilde;o de dados. Foram consultados ac&oacute;rd&atilde;os relativos a homic&iacute;dios com dolo,  perpetrados entre 2006 e 2011, e julgados em primeira inst&acirc;ncia ap&oacute;s a reforma penal de setembro de 2007 at&eacute; mar&ccedil;o de  2012, tratando-se assim de uma amostra de conveni&ecirc;ncia. Para a recolha de dados foi propositadamente constru&iacute;da uma grelha para  levantamento da informa&ccedil;&atilde;o documentada nos ac&oacute;rd&atilde;os consultados. O racional para a constru&ccedil;&atilde;o da grelha,  teve em considera&ccedil;&atilde;o as quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o, a consulta pr&eacute;via de tr&ecirc;s ac&oacute;rd&atilde;os  de homic&iacute;dio, o c&oacute;digo penal e a revis&atilde;o da literatura (e.g., Auerhahan, 2007a,b; Baumer et al., 2000; Curry et al., 2004;  Johnson et al., 2010; Steffensmeier et al., 1998). A grelha de recolha de dados foi organizada segundo vari&aacute;veis relativas ao ofensor,  situacionais e legais. As vari&aacute;veis relativas ao ofensor reportam informa&ccedil;&atilde;o como a idade, sexo, estado civil, n&iacute;vel  socioecon&oacute;mico (NSE), exist&ecirc;ncia de disfuncionalidade familiar na inf&acirc;ncia e qualidade da retaguarda familiar do arguido. As  vari&aacute;veis situacionais incluem as caracter&iacute;sticas da v&iacute;tima, o motivo determinante do crime, o tipo de arma utilizada, o tipo  de rela&ccedil;&atilde;o entre v&iacute;tima e ofensor, a exist&ecirc;ncia de consumos de subst&acirc;ncias psicoativas aquando do crime e se o  crime foi resultante da de provoca&ccedil;&atilde;o pela v&iacute;tima. As vari&aacute;veis legais incluem a hist&oacute;ria criminal do agente, a  exist&ecirc;ncia de outros crimes associados, a exist&ecirc;ncia de arrependimento, prestar ou n&atilde;o declara&ccedil;&otilde;es e o resultado  da senten&ccedil;a. Alguns elementos expressos na literatura e patentes nos ac&oacute;rd&atilde;os, foram omitidas da an&aacute;lise  estat&iacute;stica, devido a uma baixa frequ&ecirc;ncia ou n&uacute;mero muito elevado de casos omissos (e.g., sexo, ra&ccedil;a e etnia do ofensor  e da v&iacute;tima, idade e NSE da v&iacute;tima).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Descri&ccedil;&atilde;o da amostra</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dos 86 ac&oacute;rd&atilde;os consultados verificou-se que 25.6% correspondiam a homic&iacute;dios qualificados, 11.7% a homic&iacute;dios  simples, 37.2% a homic&iacute;dios simples na forma tentada e 25.5% a homic&iacute;dios qualificados tamb&eacute;m na forma tentada. Quase a  totalidade dos ofensores s&atilde;o do sexo masculino (98.8%), nacionais (97.7%) e caucasianos (96.5%); situando-se o escal&atilde;o et&aacute;rio  mais frequente entre 22 e os 30 anos de idade (31.3%). Mais de metade dos ofensores pertencem ao NSE baixo (54.3%), n&iacute;vel educacional baixo  (56.5%), estavam empregados (72.6%) e haviam pertencido a uma fam&iacute;lia disfuncional na inf&acirc;ncia (56.5%). Constatou-se que, &agrave;  data da elabora&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio social, a maior parte dos ofensores, apresentava uma retaguarda familiar descrita como  positiva (73.9%), mas tamb&eacute;m se averiguou que 46.5% detinham inscri&ccedil;&otilde;es no registo criminal anteriores &agrave;  perpreta&ccedil;&atilde;o do homic&iacute;dio. No que diz respeito &agrave;s v&iacute;timas, todas s&atilde;o caucasianas, maioritariamente de  nacionalidade portuguesa (97.7%) e predominantemente do sexo masculino (69.8%). Verificou-se que 4.7% das v&iacute;timas tinham antecedentes  criminais e em 16.7% dos casos exibiram comportamento provocador aquando do crime.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Os dados recolhidos foram submetidos a an&aacute;lise estat&iacute;stica com recurso ao programa inform&aacute;tico <i>Statistical Package for  Social Sciences</i> (SPSS), vers&atilde;o 23 para Mac. Foi realizada primeiramente uma an&aacute;lise de frequ&ecirc;ncias para todas as  vari&aacute;veis, a que se seguiram testes de diferen&ccedil;as e an&aacute;lises de vari&acirc;ncia. Os resultados s&atilde;o apresentados em  quatro momentos: decis&atilde;o judicial de primeira e segunda inst&acirc;ncia; fatores relativos ao ofensor; fatores situacionais; fatores  legais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Decis&atilde;o judicial de primeira e segunda inst&acirc;ncia</i></p>     <p>Dos 86 ac&oacute;rd&atilde;os consultados, 32 (47.3%) correspondem a homic&iacute;dios consumados e 54 (52.7%) a homic&iacute;dios na forma  tentada. Foram aplicadas penas de pris&atilde;o efetiva a 67 ofensores (77.9%), pena suspensa em 14 casos (16.3%) e absolvidos 5 ofensores (5.8%).  No caso do homic&iacute;dio qualificado a dosimetria da pena, em primeira inst&acirc;ncia, oscila entre os 0 e os 300 meses, com um valor  m&eacute;dio de 233.00 (<i>DP</i>=67.52). As penas aplicadas aos crimes de homic&iacute;dio simples oscilam entre os 0 e os 174 meses, com  m&eacute;dia de 120.78 (<i>DP</i>=69.48). Relativamente ao homic&iacute;dio qualificado na forma tentada, a medida da pena varia entre os 0 e os  180 meses, com m&eacute;dia de 91.18 (<i>DP</i>=40.25). A dosimetria da pena em primeira inst&acirc;ncia aplicada aos homic&iacute;dios simples  n&atilde;o consumados encontra-se entre os 0 e os 180 meses, com m&eacute;dia de 41.25 (<i>DP</i>=40.07). Da an&aacute;lise dos valores da  dosimetria da pena de primeira e segunda inst&acirc;ncia, verificou-se diferen&ccedil;as significativas, <i>t</i>(85)=3.07, <i>p</i>=.003,  constatando-se que a medida da pena tende a descer ap&oacute;s decis&atilde;o do tribunal recorrido.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Fatores relativos ao ofensor</i></p>     <p>Os fatores extralegais idade [<i>F</i>(5.77)=.333, <i>ns</i>], n&iacute;vel educacional [<i>F</i>(3.78)=1.200, <i>ns</i>], estado civil  [<i>t</i>(82)=.210, <i>ns</i>] e exist&ecirc;ncia de filhos menores [<i>t</i>(80)=.281, <i>ns</i>] n&atilde;o se traduzem em diferen&ccedil;as  significativas. Considerando o NSE e situa&ccedil;&atilde;o profissional, que configuram condi&ccedil;&otilde;es especiais do agente (art.&ordm;  71, n&ordm; 2 do CP, S&aacute;-Pereira &amp; Lafayette, 2011), n&atilde;o se observam diferen&ccedil;as significativas [<i>F</i>(2.78)=0.19,  <i>ns</i>; <i>t</i>(82)=.551, <i>ns</i>], ocorrendo o mesmo no caso da exist&ecirc;ncia de disfuncionalidade familiar na inf&acirc;ncia  [<i>t</i>(44)=1.581, <i>ns</i>].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Fatores situacionais</i></p>     <p>Existem diferen&ccedil;as marginalmente significativas entre a medida da pena aplicada a ofensores que vitimaram mulheres e aqueles que  vitimaram homens, <i>t</i>(84)=-1.17, <i>p=</i>.09, sendo que as senten&ccedil;as aplicadas &agrave;queles que vitimaram mulheres tendem a ser mais  elevadas (cf. <a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n1/36n1a02t1.jpg" width="576" height="694"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O facto de a v&iacute;tima deter registo criminal n&atilde;o produziu diferen&ccedil;as significativas na medida da pena,  <i>t</i>(84)=-9.06, <i>ns</i>. J&aacute; quando partilha de culpabilidade no evento criminal, isto &eacute;, quando exibe um comportamento  provocat&oacute;rio, foram encontradas diferen&ccedil;as significativas entre a medida da pena aplicada a ofensores que de alguma forma foram  provocados pelas v&iacute;timas e aqueles em o mesmo n&atilde;o aconteceu, <i>t</i>(82)=-3.78, <i>p</i>=.000, sendo que os primeiros foram  sentenciados a medidas da pena menos elevadas (cf. <a href="#t1">Tabela 1</a>). Verificou-se existem diferen&ccedil;as significativas entre a  medida da pena aplicada aos ofensores que vitimaram familiares e os que vitimaram conhecidos e desconhecidos, <i>F</i>(2.83)=3.94, <i>p</i>=.023.  Os ofensores que vitimaram familiares obtiverem penas mais elevadas (cf. <a href="#t1">Tabela 1</a>). Relativamente ao motivo que determinou o  crime, verificaram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre as medidas das penas aplicadas, <i>F</i>(5.80)=6.11, <i>p</i>=.000. O  teste Post-Hosc de Gabriel revelou que aos crimes gerados por viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica s&atilde;o aplicadas penas superiores relativamente  aos motivados por alterca&ccedil;&otilde;es; da mesma forma os homic&iacute;dios cometidos por vingan&ccedil;a foram punidos com maior severidade  do que os cometidos por alterca&ccedil;&atilde;o ou emo&ccedil;&atilde;o violenta (cf. <a href="#t1">Tabela 1</a>). Quanto ao modo de  execu&ccedil;&atilde;o do ato, existem diferen&ccedil;as significativas nas senten&ccedil;as aplicadas em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de arma  utilizada, <i>F</i>(2.83)=6.97, <i>p</i>=.002. Os testes Post-Hoc de Gabriel revelaram que os ofensores que recorreram a armas de fogo foram  punidos com penas mais elevadas do que aqueles que utilizaram objetos corto-perfurantes ou outras armas (cf. <a href="#t1">Tabela 1</a>). O facto  de um homic&iacute;dio ter sido perpetrado sobre o efeito de &aacute;lcool ou de estupefacientes, n&atilde;o produziu diferen&ccedil;as  significativas entre a medida da pena aplicada, <i>t</i>(84)=.312, <i>ns</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Fatores legais</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conforme apresentado na <a href="#t1">Tabela 1</a>, observa-se que os ofensores com inscri&ccedil;&otilde;es no registo criminal foram  sentenciados a penas superiores aos ofensores sem registo criminal, <i>t</i>(84)=2.56, <i>p</i>=.012. Os ofensores que em sede de audi&ecirc;ncia  de tribunal demonstraram estar arrependidos do crime praticado, foram sentenciados significativamente a penas inferiores aos que n&atilde;o o  fizeram, <i>t</i>(84)=-3.53, <i>p</i>=.001. Verificou-se, igualmente, existirem diferen&ccedil;as significativas em fun&ccedil;&atilde;o da  confiss&atilde;o, <i>F</i>(2.83)=8.23, <i>p</i>=.001. O teste Post-Hoc de Gabriel revelou que os arguidos que confessaram integralmente o crime  perpetrado obtiveram medidas da pena menos severas do que os que confessaram parcialmente e do que os n&atilde;o confessaram (cf.  <a href="#t1">Tabela 1</a>). Os ofensores que se remeteram ao sil&ecirc;ncio foram punidos com penas mais elevados do que aqueles que prestaram  declara&ccedil;&otilde;es em sede de audi&ecirc;ncia em tribunal, <i>t</i>(84)=-3.49, <i>p</i>=.001 (cf. <a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Relativamente &agrave; dosimetria da pena aplicada em cada qualifica&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica de homic&iacute;dio, verificou-se que os  resultados obtidos foram muito similares ao estudo conduzido por Agra, Quintas, Sousa e Leite (2015), acerca da decis&atilde;o judicial no caso do  homic&iacute;dio conjugal. Apesar de a presente amostra englobar ac&oacute;rd&atilde;os de homic&iacute;dios desencadeados por outros motivos,  poder&aacute; evidenciar uma tend&ecirc;ncia dos magistrados em aplicar uma dosimetria da pena em fun&ccedil;&atilde;o da  qualifica&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica do homic&iacute;dio.</p>     <p>A aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas em todos os fatores associados ao ofensor (e.g., NSE, idade, estado civil) poder&aacute;  demonstrar ainda uma falta de abertura/sensibilidade dos magistrados em ponderar fatores de ordem social, que poder&atilde;o ter-se  constitu&iacute;do desorganizadores do desenvolvimento e de inclus&atilde;o social; como tamb&eacute;m em ponderar elementos considerados  protetores e promotores de uma futura integra&ccedil;&atilde;o na sociedade. Por outro lado, a investiga&ccedil;&atilde;o internacional aponta para  resultados contradit&oacute;rios (e.g., Cadwell, 2011; D&rsquo;Alessio et al., 2013; Siegel &amp; Bartolas, 2011), o que de alguma forma  poder&aacute; espelhar a falta de consenso relativamente &agrave; forma como estes fatores s&atilde;o ponderados.</p>     <p>Apesar do resultado marginalmente significativo obtido, surge como importante referenciar este fator: o sexo da v&iacute;tima enquanto elemento  extralegal. Concordantemente com o divulgado pela investiga&ccedil;&atilde;o internacional (Curry, 2010; Gillespie et al., 2014) a decis&atilde;o  dos magistrados portugueses tende a ser fundada em estere&oacute;tipos de fragilidade associados &agrave; figura feminina.</p>     <p>Relativamente ao facto de a v&iacute;tima ter registo criminal, a literatura aponta que as senten&ccedil;as tendem a ser menos elevadas (e.g.,  Forsyth &amp; Evans, 2000), no entanto, na presente investiga&ccedil;&atilde;o este fator n&atilde;o produziu diferen&ccedil;as significativas na  medida da pena. Ainda na l&oacute;gica da partilha da culpabilidade do evento por parte da v&iacute;tima, verificou-se que a  provoca&ccedil;&atilde;o &eacute; tomada pelos magistrados como uma circunst&acirc;ncia atenuante, corroborando investiga&ccedil;&otilde;es como as  de Dawson (2004) e Hessick (2007).</p>     <p>No c&oacute;digo penal portugu&ecirc;s al&iacute;neas a) e b) do n&ordm; 2, art.&ordm; 132 (S&aacute;-Pereira &amp; Lafayette, 2011) est&aacute;  previsto a qualifica&ccedil;&atilde;o do crime de homic&iacute;dio a quem provocar ou tentar a morte de um familiar direto, constando-se que os  crimes que vitimaram familiares foram punidos mais severamente. Relativamente ao motivo que determinou o crime, os homic&iacute;dios gerados por  viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica obtiveram as penas mais elevadas, conforme disp&otilde;e o CP. Por outro lado, poder&atilde;o espelhar o  reconhecimento social do fen&oacute;meno e do impacto do mesmo (Matos, Machado, Santos, &amp; Machado, 2012). Outra explica&ccedil;&atilde;o,  poder&aacute; assentar-se no facto dos ofensores do sexo masculino serem sentenciados a penas mais elevadas quando vitimam as suas companheiras  (Curry, 2010; Johnson et al., 2010). Quanto ao modo de execu&ccedil;&atilde;o do ato, os ofensores que recorreram a armas de fogo foram punidos com  penas mais elevadas do que aqueles que utilizaram objetos corto perfurantes ou outras armas. Estes resultados s&atilde;o consonantes com os  divulgados pela literatura (e.g., Johnson et al., 2010), podendo ser justificados pelo facto de alguns destes crimes estarem associados a  deten&ccedil;&atilde;o de arma proibida (art.&ordm; 86 n&ordm; 1 al&iacute;nea c e n&ordm; 2 do CP, S&aacute;-Pereira &amp; Lafayette, 2011) ou por  as armas de fogo por si s&oacute; se constitu&iacute;rem um fator de risco (Siegel, Ross, &amp; King, 2013). O facto do ofensor, no momento do  crime, se encontrar sobre o efeito de subst&acirc;ncias psicoativas n&atilde;o produziu resultados significativos na medida da pena aplicada. De  facto, existe falta de consenso entre os magistrados sobre a forma como este fator &eacute; ponderado, isto &eacute;, para uns agrava a ilicitude  da conduta para outros desculpabiliza-a (Bond &amp; Jeffrins, 2012; Camffman et al., 2007).</p>     <p>No ordenamento jur&iacute;dico portugu&ecirc;s, est&aacute; previsto como agravante a exist&ecirc;ncia de registo criminal (S&aacute;-Pereira  &amp; Lafayette, 2014), o que poder&aacute; ser explicativo do facto dos ofensores nestas condi&ccedil;&otilde;es serem mais severamente  sentenciados. Por outro lado, estes resultados s&atilde;o concordantes com o divulgado na literatura internacional (Ashworth, 2012; Corwin et al.,  2012), uma vez que os magistrados consideram que estes ofensores det&ecirc;m maiores probabilidade de reincidir (Neuilly et al., 2011). O  arrependimento consubstancia uma circunst&acirc;ncia atenuativa conforme o preconizado nos estudos internacionais (Ashworth, 2012; Corwin et al.,  2012) e no CP (S&aacute;-Pereira &amp; Lafayette, 2014).</p>     <p>Garantido no n&ordm; 1 do art.&ordm; 32 da constitui&ccedil;&atilde;o da rep&uacute;blica portuguesa e concretizado na al&iacute;nea d) do  art.&ordm; 61 do c&oacute;digo de processo penal, o direito ao sil&ecirc;ncio do arguido n&atilde;o pode ser valorado negativamente e utilizado  contra quem dele se socorrer (Ristori, 2007). No entanto, os resultados obtidos apontam na dire&ccedil;&atilde;o oposta, isto &eacute;, os  ofensores que se remeteram ao sil&ecirc;ncio foram punidos com penas mais elevados. Apesar de n&atilde;o estar expresso em qualquer dos 86  ac&oacute;rd&atilde;os consultados esta penaliza&ccedil;&atilde;o, o facto &eacute;, que o uso do direito ao sil&ecirc;ncio funcionou como uma  agravante extralegal, questionando-se o peso dos fatores externos ao direito na decis&atilde;o de quem julga.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A decis&atilde;o judicial n&atilde;o deixa de se constituir um artefacto social, produto historicamente situado, composto por interc&acirc;mbios  entre as pessoas que interpretam e aplicam a lei e aqueles que a infringem. Os ju&iacute;zes, como qualquer grupo social, constroem  representa&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas acerca dos processos e dos elementos que os comp&otilde;em, sendo atrav&eacute;s dessas  constru&ccedil;&otilde;es discursivas, que os magistrados decidem. A demonstra&ccedil;&atilde;o de arrependimento poder&aacute; ser exemplificativa  do mesmo. Os resultados demonstraram o papel atenuativo deste fator. Questiona-se como os magistrados o aferem. Como &eacute; valorada a sua  veracidade?</p>     <p>O direito ao sil&ecirc;ncio surge nesta investiga&ccedil;&atilde;o enquanto vari&aacute;vel extralegal uma vez que, em termos legais, s&oacute;  poderia ser valorado de uma s&oacute; forma, o que n&atilde;o sucedeu. Uma vez que os resultados obtidos apontam que, apesar do definido pelo  direito, os magistrados n&atilde;o decidem apenas em fun&ccedil;&atilde;o do mesmo, urge repensar certos dogmas, ainda assentes numa vis&atilde;o  mec&acirc;nica e positivista, geradores de discricionariedade. O sexo da v&iacute;tima surge igualmente como elemento extralegal, isto &eacute;, os  ofensores que vitimam mulheres tendem a ver a suas penas agravadas, patenteando estere&oacute;tipos de fragilidade associados ao sexo feminino.  Atendendo a estes resultados, abrem-se portas para investiga&ccedil;&otilde;es de car&aacute;cter qualitativo, que permitam aceder ao discurso dos  magistrados. Ressalva-se igualmente a aus&ecirc;ncia de resultados significativos no que respeita aos fatores associados ao ofensor, poder&aacute;  espelhar ainda uma tend&ecirc;ncia de cariz retributiva e n&atilde;o preventiva, ao n&atilde;o contemplar fatores tidos como protetores e  facilitadores da integra&ccedil;&atilde;o social do agente sa&iacute;do.</p>     <p>Quanto &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es deste estudo explorat&oacute;rio, o facto de a amostra ter sido recolhida num tribunal do norte do  pa&iacute;s, onde residem menos sujeitos imigrantes (Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, 2012) ou de outra etnia/ra&ccedil;a, n&atilde;o  permitiu reunir informa&ccedil;&atilde;o sobre a medida da pena aplicadas a estes sujeitos, e impossibilitou a an&aacute;lise comparativa nacionais  <i>vs</i> estrangeiros e caucasianos <i>vs</i> outra etnia/ra&ccedil;a. A realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo com caracter&iacute;sticas  semelhantes na zona centro do pa&iacute;s, nomeadamente na grande Lisboa, poderia constituir um contributo interessante para a  investiga&ccedil;&atilde;o nacional. Por outro lado, a exist&ecirc;ncia de apenas de um ac&oacute;rd&atilde;o de homic&iacute;dio perpetrado por  uma mulher, n&atilde;o possibilitou explorar se existiam diferen&ccedil;as na aplica&ccedil;&atilde;o da medida da pena entre sexos, &agrave;  semelhan&ccedil;a do descrito na literatura internacional, carecendo de uma futura investiga&ccedil;&atilde;o com uma amostra contra balanceada. O  estudo das diferen&ccedil;as decis&oacute;rias entre sexos no caso do homic&iacute;dio no conjugal reveste-se de particular interesse, uma vez que  quando as mulheres cometem homic&iacute;dio fazem-no no contexto da fam&iacute;lia (Pais, 2010).</p>     <p>O direito em Portugal, ainda de cariz formalista, e de discurso erudito e muito t&eacute;cnico, carece de reflex&atilde;o e  adequa&ccedil;&atilde;o ao contexto hist&oacute;rico e social presente. &Eacute; necess&aacute;rio que a forma&ccedil;&atilde;o dos magistrados,  tanto a inicial como a permanente, responda &agrave;s novas fun&ccedil;&otilde;es e necessidades do sistema judici&aacute;rio, decorrentes de  transforma&ccedil;&otilde;es como: o retrocesso econ&oacute;mico, o aumento das desigualdades sociais, a globaliza&ccedil;&atilde;o e novas  fronteiras do direito, novas formas de criminalidade, mediatiza&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a, a crescente tens&atilde;o entre o poder  pol&iacute;tico e o judicial, s&atilde;o fatores, entre outros, que obrigam a profundas mudan&ccedil;as no perfil da cultura judici&aacute;ria  (Santos, 2004, 2011). Os magistrados n&atilde;o podem ter uma cultura de fechamento &agrave; sociedade, cuja forma&ccedil;&atilde;o se centra  sobretudo em mat&eacute;rias jur&iacute;dicas (Santos, 2004, 2011). A abertura a outros saberes/ci&ecirc;ncias, nomeadamente &agrave; psicologia da  justi&ccedil;a surge como fundamental, uma vez que se julgam e sentenciam comportamentos, sendo essencial o seu conhecimento/compreens&atilde;o.  Ser&aacute; importante que os magistrados sejam capazes de compreender a realidade humana e social que habita nos processos, mas que n&atilde;o se  esgota neles (Santos, 2011). Por outro lado, a consciencializa&ccedil;&atilde;o que os <i>apports</i> dos magistrados s&atilde;o elementos  participativos na decis&atilde;o judicial, constitu&iacute; o ponto de partida para a elabora&ccedil;&atilde;o de uma senten&ccedil;a  respons&aacute;vel, com qualidade e equidade. Por fim, no campo investigativo, a divulga&ccedil;&atilde;o dos estudos realizados em torno da  decis&atilde;o judicial devem conduzir &agrave; reflex&atilde;o, convertendo-se em agentes de mudan&ccedil;a, geradoras uma &ldquo;justi&ccedil;a  mais justa&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Agra, C., Quintas, J., Sousa, P., &amp; Leite, A. L. (2015). <i>Homic&iacute;dios conjugais. Estudo avaliativo das decis&otilde;es  judiciais</i>. Lisboa: Comiss&atilde;o para a Cidadania e Igualdade de G&eacute;nero.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036292&pid=S0870-8231201800010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Arce, R., Farina, F., &amp; Novo, M. (2004). Contrastive analysis of verdicts cognitive activity, reasoning and information-processing in  judicial judgments. In R. Abrunhosa (Ed.), <i>Victims and offenders</i> (pp. 251-262). Bruxelas: Politeia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036294&pid=S0870-8231201800010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ashworth, A. (2012). Re-evaluating the justifications for aggravation and mitigation at sentencing. In J. V. Roberts (Ed.), <i>Mitigation and  aggravation at sentencing</i> (pp. 21-39). Cambridge, UK: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036296&pid=S0870-8231201800010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Auerhahn, K. (2007a). Just another crime? Examining disparity in homicide sentencing. <i>The Sociological Quartely, 48</i>, 277-313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036298&pid=S0870-8231201800010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Auerhahn, K. (2007b). Adjudication outcomes in intimate and non-intimate homicide. <i>Homicide Studies, 11</i>, 213-230.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036300&pid=S0870-8231201800010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baldus, D. C., Grosso, C. M., Woodworth, G., &amp; Newell, R. (2012). Racial discrimination in the administration of the death penalty: The  experience of the United States Armed Forces (1984-2005). <i>Journal of Criminology, 101</i>, 1227-1335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036302&pid=S0870-8231201800010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Baum, L. (2010). Motivation and judicial behavior: Expanding the scope of inquiry. In D. E. Klein &amp; G. Mitchell (Eds.), <i>The psychology of  judicial decision-making</i>. Oxford, UK: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036304&pid=S0870-8231201800010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baum, L. (2012). Cognitive behavior. <i>Law &amp; Courts. Newsletter of Law &amp; Courts, 2</i>, 11-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036306&pid=S0870-8231201800010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baumer, E. P., Messner, S. T., &amp; Felson, R. B. (2000). The role of victim characteristics in the disposition of murder cases. <i>Justice  Quarterly, 17</i>, 281-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036308&pid=S0870-8231201800010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bond, C. E. W., &amp; Jeffries, S. (2012). Harsher sentences? Indigeneity and prison sentence length in Western Australia&rsquo;s higher courts.  <i>Journal of Sociology, 48</i>, 266-286.</p>     <p>Bornstein, B. H., Rung, L. M., &amp; Miller, M. B. A. (2002). The effects of defendant&rsquo;s remorse on mock juror decision in a malpractice  case. <i>Behavior Sciences and The Law, 20</i>, 393-409.</p>     <!-- ref --><p>Braman, E. (2010). Searching for constraint in legal decision making. In D. Klein &amp; G. Mitchell (Eds.), <i>The psychology of judicial  decision making</i> (pp. 203-217). New York, NY: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036312&pid=S0870-8231201800010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Braman, E. (2012). Embracing complexity in law courts: A psychological approach. <i>Law and Courts, 22</i>, 18-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036314&pid=S0870-8231201800010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cadwell, B. (2011). Appealing to empathy counsel&rsquo;s obligation to present mitigating evidence for juveniles in adult court. <i>Maine Law  Review, 64</i>, 391-423.</p>     <!-- ref --><p>Camffman, E., Piquero, A. R., Kimonis, E., Steinberg, L., Chassin, L., &amp; Fagan, J. (2007). Legal, individual, and enviromental predictors of  court disposition in a sample of seriuos adolescente offenders. <i>Law and Human Behavior, 31</i>, 519-535.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036317&pid=S0870-8231201800010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castro-Rodrigues, A., &amp; Sacau, A. (2012). La influencia del g&eacute;nero en las decisiones de los tribunales: Del paternalismo judicial a  los papeles familiares. <i>Revista de Estudos Feministas, 20</i>, 119-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036319&pid=S0870-8231201800010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Corwin, E. P., Cramer, R. J., Desiree, A. G., &amp; Brodsky, S. L. (2012). 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Does victim gender increase sentence severity? Further exploration of gender dynamics and  sentencing outcomes. <i>Crime and Delinquency, 50</i>, 319-343.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036325&pid=S0870-8231201800010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>D&rsquo;Alessio, S. J., Stolzenberg, L., &amp; Eitle, D. (2013). &ldquo;Last hired, first fired&rdquo;: The effect of the unemployment rate on  the probability of repeat offending. <i>American Journal of Criminal Justice, 39</i>, 77-93.</p>     <!-- ref --><p>Daly, K. (1987). Discrimination in the criminal courts: Family, gender, and the problem of equal treatment. <i>Social Forces, 66</i>, 152-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036328&pid=S0870-8231201800010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Daly, K. (1989a). Neither conflict nor labelling nor paternalism will suffice: Interactions of race, ethnicity, gender, and family in criminal  court decisions. <i>Crime and Delinquency, 35</i>, 136-168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036330&pid=S0870-8231201800010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Daly, K. (1989b). Rethinking judicial paternalism. Gender, work family relations, and sentencing. <i>Gender and Society, 3</i>, 9-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036332&pid=S0870-8231201800010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dawson, M. (2004). Rethinking the boundaries of intimacy at the end of the century: The role of victim-defendant relationship criminal justice  decision making over time. <i>Law &amp; Society Review, 38</i>, 105-138.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036334&pid=S0870-8231201800010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Demuth, S., &amp; Steffensmeier, D. (2004). Ethnicity effects on sentencing outcomes in large urban courts: Comparisons among white, black and  hispanic defendants. <i>Social Science Quarterly, 84</i>, 994-1011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036336&pid=S0870-8231201800010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dhami, M., Hastie, R., Koehler, J. J., &amp; Wiener, R. L. (2007). Introdution to the special issue: Decision making and the law. <i>Journal of  Behavioral Decision Making, 20</i>, 453-454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036338&pid=S0870-8231201800010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Farrell, R., &amp; Swigert, V. (1978). Prior offense as self-fulfilling prophecy. <i>Law &amp; Society Review, 12</i>, 437-453.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036340&pid=S0870-8231201800010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferraro, K. (2006). <i>Neither angels nor demons: Women, crime and victimization</i>. Boston, MA: Northeastern University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036342&pid=S0870-8231201800010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Forsyth, C. J., &amp; Evans, R. D. (2000). Homicide as a sociological transaction: The use of victim precipitation at a criminal trial. <i>Free  Inquiry in Creative Sociology, 28</i>, 17-26. Retrieved from <a href="http://ojs.library.okstate.edu/osu/index.php/FICS/"  target="_blank">http://ojs.library.okstate.edu/osu/index.php/FICS/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036344&pid=S0870-8231201800010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Garcia, M. M., &amp; Castela Rio, J. M. (2014). <i>C&oacute;digo Penal Anotado &ndash; Parte geral e especial, com notas e  coment&aacute;rios</i>. Coimbra: Almedina.</p>     <!-- ref --><p>Gillespie, L. K., Laughran, T. A., Smith, M. D., Fogel, S. J., &amp; Bjerregaard, B. (2014). Exploring the role of victim sex, victim conduct,  and victim-defendant relationship in capital punishment sentencing. <i>Homicide Studies, 18</i>, 175-195.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036346&pid=S0870-8231201800010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Glaeser, E., &amp; Sacerdote, B. I. (2003). Sentencing in homicide cases and the role of vengeance. <i>The Journal of Legal Studies, 32</i>,  363-382.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036348&pid=S0870-8231201800010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Goodman-Delunhunty, J., &amp; Sporer, S. L. (2010). Unconscious influences in sentencing decision: A research review of psychological sources of  disparity. <i>Australian Journal of Forensic Sciences, 42</i>, 9-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036350&pid=S0870-8231201800010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hastie, R. (2001). Problems for judgment and decision making. <i>Annual Review of Psychology, 52</i>, 653-683.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036352&pid=S0870-8231201800010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hessick, C. B. (2007). Violence between lovers strangers and friends. <i>Washington Law Review, 85</i>, 344-402.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036354&pid=S0870-8231201800010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. (2012). <i>Censos 2011. Resultados definitivos</i>. Lisboa: INE, I.P. Dispon&iacute;vel em  <a href="https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_publicacoes&amp;PUBLICACOESpub_boui=73212469 &amp;PUBLICACOESmodo=2"  target="_blank">https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_publicacoes&amp;PUBLICACOESpub_boui=73212469 &amp;PUBLICACOESmodo=2</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036356&pid=S0870-8231201800010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Johnson, B. D. (2006). The multilevel context of criminal sentencing: Integrating judge and county-level influences. <i>Criminology, 44</i>,  259-298.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036357&pid=S0870-8231201800010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Johnson, B. D., Van Wingenden, S., &amp; Nieuwbeerta, P. (2010). Sentencing homicide offenders in the Netherlands: Offender, victim, and  situational influences in criminal punishment. <i>Criminology, 48</i>, 981-1018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036359&pid=S0870-8231201800010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Kranostein, S., &amp; Freiberg, A. (2013). Pursuing consistency in an individualistic sentencing framework: If you know where you&rsquo;re  going, how do you know you&rsquo;ve got there?. <i>Law and Contemporary Problems, 76</i>, 265-288.</p>     <!-- ref --><p>Kruttschuitt, C., &amp; Savoloimen, J. (2009). Ages of chivalry places of paternalism: Gender and criminal sentencing in Finland. <i>European  Journal of Criminology, 6</i>, 225-247.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036362&pid=S0870-8231201800010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mack, K., &amp; Anleu, S. R. (2011). Opportunities for new approaches to judging in a conventional context: Attitudes, skills and practices.  <i>Monash University Law Review, 37</i>, 187-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036364&pid=S0870-8231201800010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Magalh&atilde;es, P. (1995). Democratiza&ccedil;&atilde;o e independ&ecirc;ncia judicial em Portugal. <i>An&aacute;lise Social, 30</i>(130),  51-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036366&pid=S0870-8231201800010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matos, M., Machado, A., Santos, A., &amp; Machado, C. (2012). Interven&ccedil;&atilde;o em grupo com v&iacute;tima de viol&ecirc;ncia  dom&eacute;stica: Uma reuni&atilde;o da sua efic&aacute;cia. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXX</i>, 79-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036368&pid=S0870-8231201800010000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Muftic, L. R., &amp; Hunt, D. E. (2012). Victim precipitation: Further understanding the linkage between victmization and offending in homicide.  <i>Homicide Studies, 17</i>, 239-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036370&pid=S0870-8231201800010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Neuilly, M. A., Zgoba, K. M., Tita, G. E., &amp; Lee, S. S. (2011). Predicting recidivism in homicide offenders using classification tree  analysis. <i>Homicide Studies, 15</i>, 154-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036372&pid=S0870-8231201800010000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pais, E. (2010). <i>Homic&iacute;dio conjugal em Portugal. Rupturas violentas da conjugalidade</i> (2&ordf; ed.). Lisboa: Imprensa Nacional  &ndash; Casa da Moeda.</p>     <!-- ref --><p>Po&ccedil;as, S. G. (2010). Processo penal. Quando o recurso reside sobre a decis&atilde;o da mat&eacute;ria de facto. <i>Julgar, 10</i>,  21-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036375&pid=S0870-8231201800010000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ristori, A. (2007). <i>Sobre o sil&ecirc;ncio do arguido no interrogat&oacute;rio no processo penal portugu&ecirc;s</i>. Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036377&pid=S0870-8231201800010000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Roberts, J. V. (1997). The role of criminal record in the sentencing process. <i>Crime and Justice, 22</i>, 303-362.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036379&pid=S0870-8231201800010000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Roberts, J. V. (2008). Punishing persistence. Explaining the enduring appeal of recidivist sentencing premium. <i>British Journal of  Criminology, 48</i>, 468-481.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036381&pid=S0870-8231201800010000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sacau, A., &amp; Castro-Rodrigues, A. (2011). A cidadania e a (des)identifica&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os com a justi&ccedil;a &ndash;  Um contributo da psicologia. <i>Antropol&oacute;gica, 12</i>, 32-37.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sacks, M., &amp; Ackerman, A. R. (2014). Bail and sentencing. Does pretrial detention lead to harsher punishment? <i>Criminal Justice Policy  Review, 25</i>, 59-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036384&pid=S0870-8231201800010000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, B. S. (2004). <i>A forma&ccedil;&atilde;o dos magistrados em Portugal. Que renova&ccedil;&atilde;o?</i> Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.ces.uc.pt/bss/documentos/FormacaodemagistradosJunho2004.pdf"  target="_blank">http://www.ces.uc.pt/bss/documentos/FormacaodemagistradosJunho2004.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036386&pid=S0870-8231201800010000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Santos, B. S. (2011). <i>Portugal. Ensaio contra a autoflagela&ccedil;&atilde;o</i>. Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036387&pid=S0870-8231201800010000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>S&aacute;-Pereira, V., &amp; Lafayette, A. (2014). <i>C&oacute;digo penal anotado e comentado. Legisla&ccedil;&atilde;o conexa e  complementar</i>. Coimbra: Quid Juris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036389&pid=S0870-8231201800010000200055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Siegel, L. J., &amp; Bartolas, C. (2011). <i>Corrections today</i>. Belmont, CA: Wodswoth, Centage Learning.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036391&pid=S0870-8231201800010000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Siegel, M., Ross, C. S., &amp; King, C. (2013). The relationship between gun ownership and firearm homicide rates in the United States,  1981-2010. <i>American Journal of Public Health, 103</i>, 2098-2105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036393&pid=S0870-8231201800010000200057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Spohn, C. C., &amp; Holleran, D. (2000). The imprisonment penalty paid by young unemployed black and hispanic male offenders. <i>Criminology,  38</i>, 281-306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036395&pid=S0870-8231201800010000200058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Spohn, C., &amp; Belenko, S. (2013). Do drugs do the time? The effect of drug abuse on sentences imposed on drug offenders in three US District  Courts. <i>Criminal Justice and Behavior, 40</i>, 646-670.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036397&pid=S0870-8231201800010000200059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sporer, S. 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The interaction between victim race and gender on  sentencing outcomes in capital murder trials. <i>Homicide Studies, 10</i>, 98-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036401&pid=S0870-8231201800010000200061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Steffensmeier, D., &amp; Demuth, S. (2000). Ethnicity and sentencing outcomes in US federal courts. 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<body><![CDATA[<p>Zaykowski, H., Kleinstuber, R., &amp; McDough, C. (2014). Judicial narratives of ideal and deviant victims in judges&rsquo; capital sentencing  decisions. <i>American Journal of Criminal Justice, 39</i>, 716-731.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: M&oacute;nica Botelho, Escola de Psicologia da Universidade do  Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:monica6botelho@gmail.com">monica6botelho@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 20/10/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 31/01/2017</p>      ]]></body><back>
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