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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Preditores das atitudes negativas face ao envelhecimento e face à sexualidade na terceira idade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study analyzed the differences between young and old people in terms of attitudes and knowledge in relation to aging and towards sexuality in old age, the relationship between the study variables, the predictors of negative attitudes towards aging and negative attitudes towards sexuality in old age. One hundred and fifty-three university students and 42 elderly participated in the study. The results indicated that young people have a lower level of knowledge about sexuality in old age than older people, and older people have more negative attitudes towards aging and less permissive attitudes about sexuality in old age than young people. We also found that the higher the negative attitude towards aging, the greater the negative attitudes towards sexuality in old age. Predictors of ageism (negative attitude towards aging) were older age and less daily contact with seniors. Predictors of negative attitudes towards sexuality in old age were the highest age and the negative attitudes towards aging. It is important to intervene with the population at the level of knowledge and negative attitudes towards aging to change the negative attitudes towards sexuality in old age.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Preditores das atitudes negativas face ao envelhecimento e face &agrave; sexualidade na terceira idade</b></p>     <p><b>Diane Pereira<sup>1</sup>, Filomena Ponte<sup>1</sup>, Eleonora Costa<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Braga, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo analisou as diferen&ccedil;as entre jovens e idosos ao n&iacute;vel das atitudes e dos conhecimentos face ao envelhecimento e face  &agrave; sexualidade na terceira idade, a rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis em estudo, e os preditores das atitudes negativas face ao  envelhecimento e das atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade. Cento e cinquenta e tr&ecirc;s jovens universit&aacute;rios e  42 idosos participaram no estudo. Os resultados indicaram que os jovens apresentam um menor n&iacute;vel de conhecimentos acerca da sexualidade na  terceira idade do que os idosos e os idosos possuem atitudes mais negativas face ao envelhecimento e atitudes menos permissivas acerca da  sexualidade na terceira idade do que os jovens. Verificou-se que quanto maior a atitude negativa face ao envelhecimento, maiores s&atilde;o as  atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade. Os preditores do idadismo (atitude negativa face ao envelhecimento) foram a idade  mais elevada e o menor contacto di&aacute;rio com idosos. Os preditores das atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade foram a  idade mais elevada e as atitudes negativas face ao envelhecimento. &Eacute; importante intervir junto da popula&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel  dos conhecimentos e das atitudes negativas face ao envelhecimento para modificar as atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Envelhecimento, Atitudes sexuais, Conhecimentos sexuais, Diferen&ccedil;as et&aacute;rias.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study analyzed the differences between young and old people in terms of attitudes and knowledge in relation to aging and towards sexuality  in old age, the relationship between the study variables, the predictors of negative attitudes towards aging and negative attitudes towards  sexuality in old age. One hundred and fifty-three university students and 42 elderly participated in the study. The results indicated that young  people have a lower level of knowledge about sexuality in old age than older people, and older people have more negative attitudes towards aging  and less permissive attitudes about sexuality in old age than young people. We also found that the higher the negative attitude towards aging, the  greater the negative attitudes towards sexuality in old age. Predictors of ageism (negative attitude towards aging) were older age and less daily  contact with seniors. Predictors of negative attitudes towards sexuality in old age were the highest age and the negative attitudes towards aging.  It is important to intervene with the population at the level of knowledge and negative attitudes towards aging to change the negative attitudes  towards sexuality in old age.</p>     <p><b>Key words</b>: Aging, Sexual attitudes, Sexual knowledge, Age differences.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS, 2015), a quantidade de idosos no mundo vai duplicar at&eacute; 2050, passando  dos 12.3% da popula&ccedil;&atilde;o mundial total para os 21.5%. As Na&ccedil;&otilde;es Unidas (United Nations, 2015) apresentam as seis  economias mais envelhecidas do mundo, onde Portugal &eacute; colocado em 4&ordm; lugar, &agrave; frente da Gr&eacute;cia e It&aacute;lia e depois  do Jap&atilde;o, Coreia do Sul e Espanha. Em compara&ccedil;&atilde;o com a Uni&atilde;o Europeia, Portugal mant&eacute;m o 4&ordm; lugar, sendo um  dos pa&iacute;ses que possui uma das estruturas et&aacute;rias mais envelhecidas. Por exemplo, em 2015 havia j&aacute; 146 idosos por cada 100  jovens em Portugal (INE, 2016). O envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o torna-se um problema quando a sociedade n&atilde;o est&aacute;  preparada para o seu pr&oacute;prio envelhecimento, apresentando atitudes negativas face a esta fase da vida. Assim, importa estudar o preconceito  contra os idosos, ou idadismo, e dentro dos estere&oacute;tipos inerentes, a sexualidade na terceira idade, pelo facto de ser o menos abordado na  investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</p>     <p>Nas sociedades mais antigas os idosos eram considerados por todos como s&aacute;bios, a quem a experi&ecirc;ncia de vida tinha ensinado os  truques da vida e a quem se podia recorrer para crescer em sabedoria (Pereira, 2012). Hoje a sociedade menospreza os idosos, tratando-os como um  problema, encarando o envelhecimento como o caminho derradeiro para a morte, onde j&aacute; nada importa, nada interessa. Este desprezo da  sociedade para com os idosos, deve-se em parte &agrave; falta de conhecimento sobre o processo de envelhecimento. Esta falta de conhecimentos  leva-nos a desenvolver preconceitos que depois se traduzem em estere&oacute;tipos e atitudes depreciativas para com os idosos. Nuevo, Wetherell,  Montoria, Ruiz e Cabrera (2009) estudaram a rela&ccedil;&atilde;o entre o conhecimento sobre o envelhecimento e a preocupa&ccedil;&atilde;o em  envelhecer em idosos, e sugerem que um bom conhecimento do processo de envelhecimento pode ajudar a diminuir a preocupa&ccedil;&atilde;o em  envelhecer, diminuindo, por conseguinte, a ansiedade. Suh, Choi, Lee, Cha e Jo (2012) chegaram &agrave; mesma conclus&atilde;o e referem que se  conhecermos o processo de envelhecimento n&atilde;o teremos raz&otilde;es para ficarmos ansiosos e podemos ent&atilde;o preparar o nosso  envelhecimento. Com maior conhecimento, compreendemos que o envelhecimento n&atilde;o se resume apenas a aspetos negativos. Ory, Hoffman, Hawkins,  Sanner e Mockenhaupt (2003), num estudo sobre os estere&oacute;tipos idadistas presentes na sociedade dos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA),  explicam que estes s&atilde;o prejudiciais para o bem-estar psicol&oacute;gico, para o funcionamento f&iacute;sico e cognitivo e para a  sobreviv&ecirc;ncia dos idosos, propondo estrat&eacute;gias para a sociedade americana combater esta discrimina&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria. O  problema &eacute; que a falta de conhecimentos e os preconceitos associados ao envelhecimento n&atilde;o olham a caracter&iacute;sticas individuais  e estereotipam o grupo dos idosos em si. A este fen&oacute;meno d&aacute;-se o nome de idadismo, tradu&ccedil;&atilde;o do termo ingl&ecirc;s  &ldquo;ageism&rdquo;. O termo &ldquo;ageism&rdquo; surgiu em 1969, introduzido por Robert Butter, psic&oacute;logo norte americano. De acordo com  Marques (2011, p. 18), &ldquo;... o idadismo refere-se &agrave;s atitudes e pr&aacute;ticas negativas generalizadas em rela&ccedil;&atilde;o aos  indiv&iacute;duos baseadas somente numa caracter&iacute;stica &ndash; a sua idade&rdquo;. Diminuir estas perce&ccedil;&otilde;es negativas em  rela&ccedil;&atilde;o ao envelhecimento &eacute; poss&iacute;vel atrav&eacute;s de interven&ccedil;&otilde;es que ativem perce&ccedil;&otilde;es  positivas do processo de envelhecimento e atitudes alvo da sociedade por meio de mudan&ccedil;a nas pol&iacute;ticas, campanhas p&uacute;blicas e  programas de educa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, diminuindo assim a ansiedade entre os idosos (Freeman et al., 2016).</p>     <p>A literatura indica que os estere&oacute;tipos (positivos e negativos) podem ter efeitos sobre as a&ccedil;&otilde;es, o desempenho, as  decis&otilde;es, as atitudes e ainda sobre a sa&uacute;de do idoso (Dionigi, 2015). Segundo Palmore (2001), os estere&oacute;tipos que mais  frequentemente s&atilde;o atribu&iacute;dos aos idosos s&atilde;o nove: a doen&ccedil;a, a impot&ecirc;ncia sexual, a lealdade, o decl&iacute;nio  mental, a doen&ccedil;a mental, a inutilidade, o isolamento, a pobreza/marginaliza&ccedil;&atilde;o e a depress&atilde;o. Estes estere&oacute;tipos  s&atilde;o, segundo a sociedade, transversais a todos os idosos, ignorando as caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias de cada um, a maneira como  encara e vive o envelhecimento e a sua pr&oacute;pria personalidade e estilo de vida, fomentando a cria&ccedil;&atilde;o de imagens  predominantemente negativas acerca do envelhecimento (Martins, 2013). Um idoso que veja o envelhecimento como uma fase do ciclo de vida e se adapte  bem a um novo estilo de vida tem mais probabilidades de viver mais e melhor. A esta conclus&atilde;o chegaram Levy, Slade, KunKel e Kasl (2002) num  estudo sobre a longevidade e a autoperce&ccedil;&atilde;o positiva do envelhecimento, onde conclu&iacute;ram que pessoas mais velhas com a  autoperce&ccedil;&atilde;o mais positiva do envelhecimento viviam 7.5 anos mais do que aqueles com autoperce&ccedil;&atilde;o menos positiva do  envelhecimento. Neste dom&iacute;nio, Harrison, Blozis e Stuifbergen (2008) tamb&eacute;m constataram que h&aacute; de facto evid&ecirc;ncias de  que as vis&otilde;es negativas do envelhecimento podem ter consequ&ecirc;ncias a longo prazo ao n&iacute;vel sa&uacute;de, influenciando  tamb&eacute;m a qualidade de vida, n&atilde;o devendo por isso ser ignoradas.</p>     <p>No dom&iacute;nio das atitudes negativas face ao envelhecimento por parte dos mais jovens, Allan e Johnson (2008) desenvolveram um estudo em  estudantes universit&aacute;rios sobre atitudes dos graduados em rela&ccedil;&atilde;o ao idoso, onde avaliaram o papel do conhecimento, do  contacto e da ansiedade. Constataram que o conhecimento e o contacto com idosos afetam o preconceito de idade, estando tamb&eacute;m relacionados  com a ansiedade de envelhecer. Um estudo mais recente de Kishita, Fisher e Laidlaw (2015), refere que fatores sociodemogr&aacute;ficos como a  idade, o sexo e a varia&ccedil;&atilde;o &eacute;tnica t&ecirc;m sido vistos como preditores importantes a considerar no que diz respeito a  atitudes em rela&ccedil;&atilde;o ao envelhecimento. Os autores conclu&iacute;ram que: (1) as atitudes face ao envelhecimento s&atilde;o afetadas  mais por perce&ccedil;&otilde;es, avalia&ccedil;&otilde;es idiossincr&aacute;ticas e emo&ccedil;&otilde;es do que pela gravidade dos sintomas  f&iacute;sicos e de problemas associados &agrave; idade; (2) os profissionais de sa&uacute;de que expressam elevados n&iacute;veis de  confian&ccedil;a em trabalhar terapeuticamente com os clientes mais velhos e que t&ecirc;m contactos sociais mais frequentes com os idosos  saud&aacute;veis apresentam atitudes mais positivas para com o envelhecimento; (3) combater a ansiedade do envelhecimento em  popula&ccedil;&otilde;es de estudantes pode ser poss&iacute;vel atrav&eacute;s do aumento do conhecimento face ao envelhecimento, facilitando  intera&ccedil;&otilde;es positivas entre jovens e idosos. Outros estudos indicam como preditores significativos das atitudes negativas face ao  envelhecimento, o medo do envelhecimento, o preconceito em rela&ccedil;&atilde;o ao processo de envelhecer, o idadismo e tamb&eacute;m algumas  caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas como o contacto com idosos e o sexo (Chonody, Webb, Ranzijn, &amp; Bryan, 2014). Em suma, quanto  mais conhecimentos sobre o envelhecimento e mais contacto com os idosos, menor o preconceito face ao envelhecimento e menor a ansiedade de  envelhecer.</p>     <p>Desde que nascemos vamos adaptando a forma como vivemos a sexualidade. Quando chegados &agrave; terceira idade, as experi&ecirc;ncias sexuais  podem suscitar ang&uacute;stia e desconforto, o que n&atilde;o quer dizer que envelhecer seja sin&oacute;nimo de ficar assexuado (Catapan, Brito,  Cavalcanti, Pereira, &amp; Torres, 2014). Para uma sociedade onde prevalece o ideal de juventude, a sexualidade aparece inevitavelmente associada  apenas ao belo da faixa et&aacute;ria mais jovem e adulta, nunca ao corpo enrugado e envelhecido, n&atilde;o dando espa&ccedil;o para  relacionamentos f&iacute;sicos e amorosos na terceira idade (Fonseca, 2011). Um estudo realizado por Lindau et al. (2007) sobre a sexualidade e a  sa&uacute;de de idosos nos EUA concluiu que muitos idosos s&atilde;o sexualmente ativos, muito embora as taxas de preval&ecirc;ncia diminuam com a  idade devido ao aparecimento de patologias. Outro estudo sobre a atividade sexual na terceira idade de Wang, Lu, Chen e Yu (2008), realizado na  Tail&acirc;ndia concluiu que a atividade sexual na terceira idade est&aacute; associada a maior qualidade de vida. Referem tamb&eacute;m que  aumentar o conhecimento e melhorar as atitudes face &agrave; sexualidade pode ajudar as pessoas mais velhas a construir relacionamentos  saud&aacute;veis, melhorando a sa&uacute;de e a qualidade de vida. Por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; s&oacute; a sociedade que tem de mudar de  atitude, os idosos de hoje foram alvo de uma educa&ccedil;&atilde;o muito r&iacute;gida onde a sexualidade era apenas um meio para a  procria&ccedil;&atilde;o e tudo que fosse para al&eacute;m disso era indecente e pecaminoso. Os pr&oacute;prios idosos retraem as suas necessidades  e a sua felicidade em detrimento do que os outros possam pensar ou criticar (Almeida &amp; Louren&ccedil;o, 2009). Como refere Levy (2003, p.  204): &ldquo;Quando as pessoas chegam &agrave; terceira idade, os estere&oacute;tipos de envelhecimento incutidos na inf&acirc;ncia, e depois  refor&ccedil;ados por d&eacute;cadas, tornam-se auto-estere&oacute;tipos&rdquo;. Verificam-se assim um conjunto de fatores s&oacute;cio-culturais  que influenciam a sexualidade dos idosos e que determinam a pr&oacute;pria viv&ecirc;ncia da sexualidade (Alencar, Marques, Leal, &amp; Vieira,  2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A influ&ecirc;ncia dos fatores s&oacute;cio-culturais na sexualidade dos idosos tem sido alvo de estudo, verificando-se que existem preconceitos  e tabus sociais e culturais que limitam a viv&ecirc;ncia da sexualidade na terceira idade (Uch&ocirc;a et al., 2016). No dom&iacute;nio da  percep&ccedil;&atilde;o que a sociedade possui sobre a sexualidade na terceira idade, constata-se uma predomin&acirc;ncia da assexualidade, ou  seja, existe a cren&ccedil;a de que a pessoa quando alcan&ccedil;a a fase da velhice deixa de ser sexual (Alencar et al., 2014). A aus&ecirc;ncia  de informa&ccedil;&atilde;o, para al&eacute;m das barreiras sociais e f&iacute;sicas, e a cren&ccedil;a de que a sexualidade se restringe &agrave;  genitalidade, preconizada do ponto de vista s&oacute;cio-cultural, dificultam a aceita&ccedil;&atilde;o da sexualidade na terceira idade (Nash,  Willis, Tales, &amp; Cryer, 2015). Uch&ocirc;a e colaboradores, num estudo sobre a percep&ccedil;&atilde;o da sexualidade por parte da pessoa  idosa, verificaram que para al&eacute;m do acesso limitado &agrave; informa&ccedil;&atilde;o desde a juventude at&eacute; a atualidade, as  altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas do pr&oacute;prio envelhecimento, os preceitos religiosos e a opress&atilde;o familiar s&atilde;o  fatores importantes que contribuem para o mito de que os idosos s&atilde;o assexuados. Neste sentido, s&atilde;o necess&aacute;rios programas de  educa&ccedil;&atilde;o sexual que permitam a modifica&ccedil;&atilde;o da concep&ccedil;&atilde;o de assexualidade na velhice, tanto nos idosos  como nos jovens (Alencar et al., 2014). No geral, a press&atilde;o que a sociedade coloca na pessoa idosa faz com que esta se sinta inibida para  exprimir a sua identidade sexual, acabando por agir de acordo com as expetativas sociais e exercendo pap&eacute;is sociais determinados por  padr&otilde;es verificados na sociedade sexista (Fernandes, 2009; Uch&ocirc;a et al., 2016).</p>     <p>As atitudes negativas face &agrave; sexualidade na velhice verificam-se por se acreditar que a fase de viv&ecirc;ncia da sexualidade est&aacute;  reservada aos mais jovens, apesar de diversos estudos mostrarem que a sexualidade &eacute; um fator importante para o envelhecimento e que  influencia a qualidade de vida dos idosos (Biasus, Demantova, &amp; Camargo, 2011). Em suma, a cultura da assexualidade e o preconceito social face  &agrave; terceira idade fomentam atitudes negativas face &agrave; sexualidade nos idosos, tal como a concep&ccedil;&atilde;o de que a sexualidade  &eacute; um apan&aacute;gio dos mais jovens. A educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de deve incluir a dimens&atilde;o da sexualidade ao longo da  vida, envolvendo idosos e n&atilde;o idosos.</p>     <p>Estudos sobre os preditores das atitudes face &agrave; sexualidade na terceira idade revelam que possuir mais conhecimentos sobre o  envelhecimento e sobre a sexualidade na terceira idade s&atilde;o preditores de atitudes mais tolerantes e positivas face &agrave; sexualidade na  terceira idade (Adana et al., 2015). Por exemplo, Bouman, Arcelus e Benbow (2007) estudaram as atitudes face &agrave; sexualidade na terceira idade  de cuidadores e enfermeiros em lares de terceira idade e verificaram que a idade jovem e menos de cinco anos de experi&ecirc;ncia de trabalho com  idosos, foram preditores de atitudes mais negativas e restritivas face &agrave; sexualidade na terceira idade. Em suma, menores n&iacute;veis de  conhecimentos e menor contacto com a popula&ccedil;&atilde;o idosa, s&atilde;o preditores das atitudes negativas face &agrave; sexualidade na  terceira idade.</p>     <p>Com base na revis&atilde;o da literatura sobre os determinantes das atitudes negativas face ao envelhecimento e face &agrave; sexualidade na  terceira idade, que indica a influ&ecirc;ncia de vari&aacute;veis s&oacute;cio demogr&aacute;ficas (e.g., idade, contacto com idosos), dos  conhecimentos sobre o envelhecimento e das atitudes face ao envelhecimento e face &agrave; sexualidade na terceira idade, o presente estudo tem  como objetivos (1) comparar as atitudes e os conhecimentos dos jovens e de idosos, face ao envelhecimento e &agrave; sexualidade na terceira  idade, (2) estudar a rela&ccedil;&atilde;o entre as atitudes face ao envelhecimento e as atitudes face &agrave; sexualidade na terceira idade, 3)  analisar os preditores das atitudes negativas face ao envelhecimento e das atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade. Neste  sentido, (1) esperamos encontrar diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre jovens e idosos, ao n&iacute;vel das atitudes e dos  conhecimentos face ao envelhecimento e face &agrave; sexualidade na terceira idade, (2) esperamos encontrar uma rela&ccedil;&atilde;o positiva  significativa entre as atitudes negativas face ao envelhecimento e as atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade, (3) esperamos  que as vari&aacute;veis s&oacute;cio demogr&aacute;ficas (idade, g&eacute;nero, &aacute;rea de resid&ecirc;ncia, religi&atilde;o e contacto  di&aacute;rio com idosos), os conhecimentos e as atitudes face &agrave; sexualidade na terceira idade, contribuam de forma independente para as  atitudes negativas face ao envelhecimento e, por fim, (4) esperamos que as vari&aacute;veis s&oacute;cio demogr&aacute;ficas (idade, g&eacute;nero,  &aacute;rea de resid&ecirc;ncia, religi&atilde;o e contacto di&aacute;rio com idosos), os conhecimentos e as atitudes face ao envelhecimento  contribuam de forma independente para as atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Os participantes deste estudo est&atilde;o divididos por duas amostras. A primeira amostra &eacute; constitu&iacute;da por 153 jovens  universit&aacute;rios, alunos das licenciaturas de Servi&ccedil;o Social e Psicologia, da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Centro Regional  de Braga, Faculdade de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Sociais. A segunda amostra &eacute; constitu&iacute;da por 42 idosos dos quais 11 s&atilde;o  alunos da Universidade do Saber, seis utentes do Lar Vila Gera&ccedil;&otilde;es e seis utentes do Lar Soares Pereira, tr&ecirc;s val&ecirc;ncias  da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Arcos de Valdevez. Participaram ainda sete utentes da Universidade S&eacute;nior Diogo Bernardes,  val&ecirc;ncia da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Ponte da Barca, e 12 utentes do Lar da Irmandade de Santa Cruz, pertencente &agrave; cidade  de Braga. Os idosos foram selecionados tendo em considera&ccedil;&atilde;o alguns crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o.  Definiram-se para crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: possuir alguma autonomia (e.g., andar, sentar) e possuir escolaridade m&iacute;nima ao  n&iacute;vel o ensino b&aacute;sico que permita a compreens&atilde;o das quest&otilde;es, ou na inexist&ecirc;ncia de escolaridade possuir  capacidade de compreens&atilde;o das quest&otilde;es que s&atilde;o colocadas. Para crit&eacute;rios de exclus&atilde;o foram definidos: n&atilde;o  ter diagn&oacute;stico cl&iacute;nico de dem&ecirc;ncia ou outra doen&ccedil;a grave que inviabilize a capacidade de resposta aos  question&aacute;rios, total depend&ecirc;ncia nas atividades b&aacute;sicas de vida di&aacute;ria e n&atilde;o ser capaz de falar/conversar. Em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, esta foi avaliada aquando da selec&ccedil;&atilde;o da amostra de idosos  atrav&eacute;s do crit&eacute;rio de exclus&atilde;o indicado (n&atilde;o ter diagn&oacute;stico cl&iacute;nico de dem&ecirc;ncia ou outra  doen&ccedil;a grave que inviabilize a capacidade de resposta aos question&aacute;rios) mas n&atilde;o foi administrada qualquer medida  espec&iacute;fica neste dom&iacute;nio.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Para obter autoriza&ccedil;&atilde;o de recolha de dados para a amostra jovem, foram apresentados os objetivos deste estudo &agrave;  dire&ccedil;&atilde;o da Faculdade de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Sociais, que autorizou posteriormente a recolha. Seguidamente, foram contatados os  coordenadores das respetivas licenciaturas, e por &uacute;ltimo os docentes indicados pelos coordenadores. A recolha de dados decorreu nos  primeiros 30 minutos das aulas, mediante acordo com os docentes.</p>     <p>Para a amostra de idosos, foi efetuado o pedido formal de autoriza&ccedil;&atilde;o de recolha de dados por carta ao Provedor da Santa Casa da  Miseric&oacute;rdia de Arcos de Valdevez, que autorizou a recolha. Relativamente &agrave; Universidade S&eacute;nior, os instrumentos de  avalia&ccedil;&atilde;o foram entregues aos alunos pela coordenadora da val&ecirc;ncia no decorrer das aulas. No que respeita ao Lar Vila  Gera&ccedil;&otilde;es e ao Lar Soares Pereira, os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o foram aplicados a cada utente pela investigadora em  encontros previamente marcados. No caso do Lar Irmandade de Santa Cruz, o pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o para a recolha de dados foi efetuado  via e-mail dirigido ao Provedor da Institui&ccedil;&atilde;o, tendo sido aprovado. Posteriormente, foram agendadas duas datas para a recolha de  dados. Os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o foram aplicados a cada utente pela investigadora. Por &uacute;ltimo, as dilig&ecirc;ncias com a  Universidade S&eacute;nior de Ponte da Barca consistiram na entrega por carta do pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o para a recolha dos dados. Uma  vez aceite, foram entregues os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o para que pudessem ser distribu&iacute;dos e recolhidos, durante as aulas. Em  todos os casos, os participantes foram esclarecidos sobre os objetivos da sua colabora&ccedil;&atilde;o e foi enfatizado que a sua  participa&ccedil;&atilde;o era volunt&aacute;ria e assegurada a confidencialidade dos dados. Para tal, os participantes assinaram uma  declara&ccedil;&atilde;o de consentimento informado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio s&oacute;cio demogr&aacute;fico</i> &ndash; constitu&iacute;do por quest&otilde;es de escolha m&uacute;ltipla, que nos  deram resposta &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o do jovem (g&eacute;nero, idade, curso que frequenta, ano que est&aacute; matriculado, unidade  curricular de envelhecimento, &aacute;rea de resid&ecirc;ncia, agregado familiar, religi&atilde;o, contacto di&aacute;rio com idosos) ou do idoso  (g&eacute;nero, idade, escolaridade, profiss&atilde;o, estado civil, &aacute;rea de resid&ecirc;ncia, agregado familiar, religi&atilde;o, contacto  di&aacute;rio com idosos). Este question&aacute;rio foi elaborado para o presente estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Idadismo</i> &ndash; Para avaliar as atitudes face ao envelhecimento, mais concretamente a componente afetiva da atitude,  utilizou-se a Escala de Idadismo de Fraboni (Fraboni, Saltstone, &amp; Hughes, 1990). A escala de Idadismo de Fraboni foi adaptada para a  popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por F&eacute;lix Neto (2004), que alterou a vers&atilde;o original de 29 itens para uma escala de 25 itens  (e.g., &ldquo;&Agrave; maior parte das pessoas idosas n&atilde;o deveria ser permitido renovar a sua carta de condu&ccedil;&atilde;o.&rdquo;;  &ldquo;As pessoas idosas queixam-se mais que outras pessoas.&rdquo;). &Eacute; uma escala de tipo Likert (1=totalmente em desacordo, 7=totalmente  de acordo), sendo que os scores 10, 11, 15, 16 e 17 devem ser invertidos, obtendo uma pontua&ccedil;&atilde;o correspondente de 1=totalmente de  acordo e 7=totalmente em desacordo (Neto, 2009; Oliveira, 2012). Os scores variam entre 25 e 175 e qaundo elevados significam atitudes  idadistas/preconceituosas em rela&ccedil;&atilde;o ao envelhecimento (Neto &amp; Ferreira, 2012). Esta escala apresenta uma boa consist&ecirc;ncia  interna, visto ter um coeficiente alfa de <i>Cronbach</i> de .81 (Neto, 2009). Neste estudo obteve-se um coeficiente alfa de <i>Cronbach</i> de  .70.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Aging Sexual Knowledge and Attitudes Scale</i> &ndash; Esta escala &eacute; da autoria de White (1982) e tem como objetivo medir os  conhecimentos e as atitudes acerca da sexualidade na terceira idade. A escala ASKAS foi traduzida para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por  Senra (2013). &Eacute; constitu&iacute;da por 61 itens dos quais 35 tem como objetivo medir o conhecimento acerca da sexualidade na terceira idade,  com resposta de verdadeiro-falso ou &ldquo;n&atilde;o sei&rdquo; (e.g., &ldquo;A atividade sexual nos idosos &eacute;, frequentemente, perigosa  para a sa&uacute;de.&rdquo;). Estas respostas t&ecirc;m a seguinte pontua&ccedil;&atilde;o: 1 ponto para as respostas verdadeiras; 2 ponto para as  falsas; e 3 pontos para as respostas &ldquo;n&atilde;o sei&rdquo;. Com exce&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es 1, 9, 10, 14, 17, 20, 30 e 31, que  apresentam os scores invertidos (verdadeiras=2 pontos; falsas=1 ponto). Os scores variam entre 35 e 105, sendo que scores baixos indicam elevados  n&iacute;veis de conhecimentos. Os outros 26 itens permitem conhecer as atitudes permissivas ou n&atilde;o, percebendo se concordam ou n&atilde;o  com as afirma&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o organizadas num formato de escala de Likert (e.g., &Eacute; imoral que os idosos pratiquem sexo  casual/sem compromisso&rdquo;). Nestas o score &eacute; calculado atrav&eacute;s do somat&oacute;rio da pontua&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da  pelos participantes, com exce&ccedil;&atilde;o dos itens 44, 47, 50-55, 57 e 59, que apresentam os scores invertidos (1=7; 7=1; 6=2; 2=6; 3=5; 5=3;  4=4). Os scores podem variar entre 26 e 182, sabendo que scores baixos indicam atitudes permissivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sexualidade  na terceira idade (Senra, 2013; Viana, 2008; Viana, Guirardello, &amp; Madruga, 2010). Esta escala ainda n&atilde;o foi validada para a  popula&ccedil;&atilde;o portuguesa mas na tradu&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o para portugu&ecirc;s do Brasil obteve o valor de alfa de  <i>Cronbach</i> para o constructo atitude de .87 e para o constructo conhecimento de .93, apresentando assim uma consist&ecirc;ncia interna elevada  (Viana, 2008; Viana, Madruga, Guirardello, &amp; Silva, 2012). Neste estudo obteve-se o coeficiente alfa de <i>Cronbach</i> para o construto  atitude de .50 e para o constructo conhecimentos .86. A escolha desta escala prendeu-se por ser a que melhor correspondia aos objetivos deste  estudo pois as outras escalas referem h&aacute;bitos sexuais individuais e o objetivo deste estudo &eacute; verificar as atitudes e os  conhecimentos acerca da sexualidade na terceira idade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise de dados</i></p>     <p>Recorreu-se ao programa IBM&reg; SPSS&reg; vers&atilde;o 23.0 para realizar as an&aacute;lises estat&iacute;sticas. No sentido de se testarem as  hip&oacute;teses de investiga&ccedil;&atilde;o e determinar os testes a usar, procedeu-se &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da normalidade das  distribui&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s do teste Kolmogorov &ndash; Smirnov. Segundo Pestana e Gageiro (2014), &ldquo;o &uacute;nico pressuposto  requerido pelos testes <i>t</i> de Student, ocorre em amostras com dimens&atilde;o menor ou igual a 30, exigindo que a distribui&ccedil;&atilde;o  da vari&aacute;vel m&eacute;trica seja normal ou pelo menos sim&eacute;trica&rdquo;. Sendo a amostra superior a 30 (<i>n</i>=195), &ldquo;pelo  teorema do limite central (&hellip;) a distribui&ccedil;&atilde;o dos testes <i>t</i> de Student aproxima-se da normal: <i>t</i> &#7749;N  (0,1)&rdquo; (Field, 2009). Assim, quando os corol&aacute;rios para a utiliza&ccedil;&atilde;o de testes param&eacute;tricos estavam presentes,  recorreu-se &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Foi igualmente testada a presen&ccedil;a de multicolinearidade sendo que o valor de VIF foi  aceit&aacute;vel em todas as vari&aacute;veis (inferior a 2) (Pestana &amp; Gageiro, 2014). Para analisar as diferen&ccedil;as entre jovens e  idosos ao n&iacute;vel das atitudes e conhecimentos face ao envelhecimento e face &agrave; sexualidade na terceira idade (H1), utilizou-se o teste  <i>t</i> para amostras independentes. O teste de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson foi usado para estudar a rela&ccedil;&atilde;o entre as  atitudes negativas face ao envelhecimento e as atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade (H2). Para a H3 (preditores do  idadismo) foi efetuada uma an&aacute;lise de regress&atilde;o linear hier&aacute;rquica (m&eacute;todo <i>enter</i>). No bloco 1 foram introduzidas  as vari&aacute;veis s&oacute;cio demogr&aacute;ficas (idade, g&eacute;nero, &aacute;rea de resid&ecirc;ncia, religi&atilde;o e contacto  di&aacute;rio com idosos) e no bloco 2 introduziram-se as vari&aacute;veis de conhecimentos e de atitudes negativas face &agrave; sexualidade na  terceira idade. Por fim, para analisar a H4 (preditores das atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade) utilizou-se  tamb&eacute;m o teste de regress&atilde;o linear hier&aacute;rquico (m&eacute;todo <i>enter</i>). No bloco 1 foram introduzidas as vari&aacute;veis  s&oacute;cio demogr&aacute;ficas (idade, g&eacute;nero, &aacute;rea de resid&ecirc;ncia, religi&atilde;o e contacto di&aacute;rio com idosos) e no  bloco 2 introduziram-se as vari&aacute;veis de conhecimentos e de idadismo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Descri&ccedil;&atilde;o da amostra</i></p>     <p>A amostra consiste em 195 participantes, sendo que destes 153 s&atilde;o jovens e 42 s&atilde;o idosos. A m&eacute;dia das idades &eacute; de  22.05 anos (<i>DP</i>=5.62) para o grupo jovem e de 77.52 anos (<i>DP</i>=9.51) para o grupo idoso. Do total da amostra, 83.1% dos participantes  s&atilde;o do g&eacute;nero feminino. No que respeita &agrave; &aacute;rea de resid&ecirc;ncia 20% residem na vila, 35.4% na aldeia e 44.6% na  cidade. Cerca de 92.3% dos participantes s&atilde;o cat&oacute;licos e 7.7% n&atilde;o cat&oacute;licos, no que &agrave; religi&atilde;o diz  respeito. Relativamente ao contacto di&aacute;rio com idosos, 77.4% do total da amostra mant&eacute;m contacto di&aacute;rio com idosos.</p>     <p>Caracterizando a amostra jovem, verifica-se que dos 153 participantes, 29.4% frequentam a licenciatura de Servi&ccedil;o Social e 70.6% a  licenciatura de Psicologia. Destes 153, 28.8% frequentam o 1&ordm; ano curricular, 28.8% o 2&ordm; ano, 33.3% o 3&ordm; ano e 9.2% o 4&ordm; ano  (no caso da licenciatura de Servi&ccedil;o Social). Cerca de 50.3% dos jovens diz ter frequentado alguma unidade curricular que abordasse  tem&aacute;ticas sobre envelhecimento, enquanto 49.7% diz n&atilde;o o ter feito. No que concerne ao agregado familiar dos jovens, 11.8% vive com  idosos e 88.2% n&atilde;o vive com idosos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; amostra de 42 idosos, constatou-se a n&iacute;vel de escolaridade que 9.5% s&atilde;o analfabetos, 38.1% frequentam o  1&ordm; ciclo, 9.5% o 2&ordm; ciclo, 7.1% o 3&ordm; ciclo, 23.8% o ensino secund&aacute;rio e 11.9% conclu&iacute;ram o ensino superior. Isto  verifica-se nas suas profiss&otilde;es, ou seja, 35.7% desempenhou profiss&otilde;es n&atilde;o qualificadas, 21.4% profiss&otilde;es  semi-qualificadas, 4.8% profiss&otilde;es qualificados (produ&ccedil;&atilde;o) e 38.1% pertenceram a quadros superiores (Minist&eacute;rio da  Solidariedade Emprego e Seguran&ccedil;a Social, 2011). Da amostra de idosos, 7.1% s&atilde;o solteiros, 40.5% s&atilde;o casados, 50%  vi&uacute;vos e 2.4% divorciados. Por fim, o agregado familiar destes idosos traduz-se em 54.8% de idosos institucionalizados e 45.2% de idosos  ainda nas suas habita&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Para analisar a ASKAS (<i>Aging Sexual Knowledge and Attitudes Scale</i>) (Senra, 2013), tivemos de analisar separadamente as suas duas  subescalas, nomeadamente a <i>Escala de conhecimentos acerca da sexualidade na terceira idade</i> e a <i>Escala de atitudes sexuais em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sexualidade na terceira idade</i>. Perante a estat&iacute;stica descritiva destas duas subescalas podemos concluir  que a escala de conhecimentos, deve variar entre um m&iacute;nimo de 35 e um m&aacute;ximo de 105, tendo obtido um m&iacute;nimo de 46 e  m&aacute;ximo de 105, encontrando-se dentro dos valores esperados. O mesmo sucedeu com a subescala atitudes, que se encontra dentro dos valores  esperados (m&iacute;nimo=26; m&aacute;ximo=182), obtendo um m&iacute;nimo=54 e um m&aacute;ximo=149 (Senra, 2013). A Escala de Idadismo  tamb&eacute;m se encontra dentro dos valores esperados (m&iacute;nimo=0; m&aacute;ximo=175), tendo como m&iacute;nimo=57 e m&aacute;ximo=125  (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n1/36n1a03t1.jpg" width="580" height="861"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Atitudes e conhecimentos face ao envelhecimento e face &agrave; sexualidade em jovens e idosos</i></p>     <p>Verificam-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas na subescala de atitudes face &agrave; sexualidade na terceira idade nos jovens e  nos idosos. Os jovens apresentam um menor n&iacute;vel de conhecimentos acerca da sexualidade na terceira idade (<i>M</i>=71.42) do que os idosos  (<i>M</i>=67.88), considerando que a interpreta&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio indica que quanto maior a pontua&ccedil;&atilde;o menores  os conhecimentos (Senra, 2013). Verificou-se tamb&eacute;m que os idosos (<i>M=</i>97.98) apresentam atitudes menos permissivas acerca da  sexualidade na terceira idade do que os jovens (<i>M</i>=89.92), considerando que quanto mais baixa for a pontua&ccedil;&atilde;o mais atitudes  permissivas se tem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sexualidade na terceira idade (Senra, 2013). Por &uacute;ltimo, verificou-se que os idosos  apresentam mais atitudes idadistas em rela&ccedil;&atilde;o ao envelhecimento (<i>M</i>=94.64) do que os jovens (<i>M</i>=83.74), pois quanto maior  a pontua&ccedil;&atilde;o, esta indica mais atitudes idadistas (Neto, 2009) (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n1/36n1a03t2.jpg" width="575" height="144"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Rela&ccedil;&atilde;o entre as atitudes negativas face ao envelhecimento e as atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira  idade</i></p>     <p>O teste de Correla&ccedil;&atilde;o de Pearson (<i>r</i>) aponta para uma associa&ccedil;&atilde;o significativa positiva entre a subescala de  atitudes acerca da sexualidade na terceira idade e a escala de idadismo (<i>r=</i>.275, <i>p=</i>.000). Isto significa que quanto maior a atitude  negativa face ao envelhecimento, maiores s&atilde;o as atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade. Verifica-se adicionalmente  outro coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o que embora n&atilde;o seja significativo se aproxima da signific&acirc;ncia, indicando uma  associa&ccedil;&atilde;o negativa entre a subescala de conhecimentos acerca da sexualidade na terceira idade e a subescala de atitudes acerca da  sexualidade na terceira idade (<i>r=</i>-.139, <i>p=</i>.053) (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n1/36n1a03t3.jpg" width="575" height="123"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Predictores do idadismo</i></p>     <p>As vari&aacute;veis s&oacute;cio demogr&aacute;ficas no bloco 1 explicaram 12.4% da vari&acirc;ncia e foram significativas  [<i>F</i>(5,189)=6.482, <i>p</i>&lt;.001]. Mais concretamente, ser idoso encontra-se positivamente associado com o idadismo (<i>&beta;</i>=.379,  <i>t</i>=5.451, <i>p</i>&lt;.001), revelando que ser idoso contribui de forma independente para as atitudes idadistas. Menor contacto di&aacute;rio  com os idosos (1=sim e 2=n&atilde;o) tamb&eacute;m se encontra positivamente associado com as atitudes idadistas (<i>&beta;=</i>.156,  <i>t</i>=2.254, <i>p</i>=.025), pelo que menor contacto di&aacute;rio com os idosos aumenta as atitudes preconceituosas e discriminat&oacute;rias  face ao envelhecimento. O bloco 2, no qual foram adicionadas as vari&aacute;veis de conhecimentos e de atitudes face &agrave; sexualidade na  terceira idade, explicou significativamente mais vari&acirc;ncia [<i>R<Sup>2</Sup></i> change=.041,  <i>F</i>(2,187)=4.684, <i>p</i>&lt;.05]. Especificamente, para al&eacute;m de ser idoso e do menor contacto com os idosos, as atitudes negativas  face &agrave; sexualidade na terceira idade encontram-se positivamente associadas com o idadismo (<i>&beta;</i>=.203, <i>t</i>=2.961,  <i>p</i>=.003). O modelo explica 15.7% da vari&acirc;ncia do idadismo (Adjusted <i>R<Sup>2</Sup></i>=.157) e foi  significativo [<i>F</i>(7,187)=6.149, <i>p</i>&lt;.001] (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n1/36n1a03t4.jpg" width="580" height="336"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Preditores das atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade</i></p>     <p>As vari&aacute;veis s&oacute;cio demogr&aacute;ficas no bloco 1 explicaram 4.2% da vari&acirc;ncia e foram significativas  [<i>F</i>(5,189)=2.700, <i>p</i>&lt;.05]. Mais concretamente, ser idoso encontra-se positivamente associado com as atitudes negativas face &agrave;  sexualidade na terceira idade (<i>&beta;=</i>.245, <i>t=</i>3.370, <i>p=</i>.001), pelo que ser idoso contribui de forma independente para as  atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade. O bloco 2, no qual foram adicionadas as vari&aacute;veis de conhecimento e de  idadismo, explicou significativamente mais vari&acirc;ncia [<i>R<Sup>2</Sup></i> change=.053, <i>F</i>(2,187)=5.633, <i>p</i>&lt;.01].  Especificamente, para al&eacute;m do ser idoso (<i>&beta;</i>=.150, <i>t</i>=1.962, <i>p</i>=.051), o idadismo encontra-se positivamente associado  com as atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade (<i>&beta;</i>=.220, <i>t</i>=2961, <i>p</i>=.003), indicando que quanto mais  atitudes preconceituosas e discriminat&oacute;rias face ao envelhecimento mais negativas s&atilde;o as atitudes face &agrave; sexualidade na  terceira idade. O modelo explica 8.7% da vari&acirc;ncia nas atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade (Adjusted  <i>R<Sup>2</Sup></i>=.087) e foi significativo [<i>F</i>(7,187)=3.632, <i>p</i>&lt;.01] (<a href="#t5">Tabela 5</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n1/36n1a03t5.jpg" width="575" height="329"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre jovens e idosos ao n&iacute;vel das atitudes e dos conhecimentos face  ao envelhecimento e face &agrave; sexualidade na terceira idade. Os jovens apresentam um menor n&iacute;vel de conhecimentos acerca da sexualidade  na terceira idade do que os idosos e os idosos possuem atitudes menos permissivas acerca da sexualidade na terceira idade do que os jovens. Estes  resultados coincidem com a literatura (Hillman &amp; Stricker, 1996; Neto &amp; Ferreira, 2012; Wang et al., 2008). Por exemplo, Neto e Ferreira  (2012) compararam grupos de idosos, adultos, jovens adultos e adolescentes e conclu&iacute;ram que o grupo dos idosos &eacute; o mais  preconceituoso em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sexualidade, sendo os adolescentes e os adultos jovens os menos preconceituosos. Adicionalmente,  Hillman e Stricker (1996) realizaram um estudo sobre preditores de conhecimentos e atitudes acerca da sexualidade na terceira idade em estudantes  universit&aacute;rios e verificaram que quanto mais velhos os indiv&iacute;duos mais conhecimentos tinham sobre a sexualidade nos idosos e o maior  conhecimento foi associado a atitudes mais permissivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sexualidade no idoso. &Eacute; importante aumentar o  conhecimento e melhorar as atitudes sobre a sexualidade para ajudar a construir relacionamentos saud&aacute;veis nos idosos, melhorando a qualidade  de vida (Wang et al., 2008). Os resultados obtidos neste estudo de certo modo coincidem com a literatura. Os jovens t&ecirc;m menos conhecimentos  acerca da sexualidade na terceira idade, mas ainda assim tem atitudes menos preconceituosas do que os idosos. Por outro lado, apesar de os idosos  terem mais conhecimentos, estes possuem atitudes menos permissivas do que os jovens. Este fen&oacute;meno pode dever-se ao facto de os idosos terem  tido uma educa&ccedil;&atilde;o muito r&iacute;gida, onde a fun&ccedil;&atilde;o da sexualidade era associada apenas &agrave;  procria&ccedil;&atilde;o (Almeida &amp; Louren&ccedil;o, 2009). Contudo, o conhecimento dos idosos pode n&atilde;o ser suficiente para que se  libertem dos preconceitos, tal como acontece no presente estudo e apesar de a literatura indicar uma rela&ccedil;&atilde;o entre o conhecimento  sobre o envelhecimento e menor preocupa&ccedil;&atilde;o/ansiedade e menores atitudes negativas face ao envelhecimento (Nuevo et al., 2009).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao envelhecimento, verificou-se que os idosos apresentam mais atitudes idadistas do que os jovens. Este resultado  n&atilde;o era esperado pois a literatura indica o contr&aacute;rio quando versa sobre uma sociedade voltada para o belo e para o ideal de  juventude (Fonseca, 2011), apontando estere&oacute;tipos comuns a todos os idosos (Martins, 2013). Por&eacute;m n&atilde;o nos podemos esquecer dos  &ldquo;auto-estere&oacute;tipos&rdquo; incutidos na inf&acirc;ncia e refor&ccedil;ados durante d&eacute;cadas (Levy, 2003). Se formos  interiorizando ao longo da vida que ser idoso &eacute; incorporar tra&ccedil;os positivos mas sobretudo negativos, ent&atilde;o quando chegamos a  velhos apenas assumimos como realidade esse pensamento, fazendo com que tenhamos atitudes mais idadistas (negativas) sobre n&oacute;s  pr&oacute;prios.</p>     <p>Os resultados encontrados no presente estudo tamb&eacute;m revelam que quanto maior a presen&ccedil;a de atitudes negativas face ao  envelhecimento, mais frequentes s&atilde;o as atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade e vice-versa. Este resultado &eacute;  apoiado por diversos estudos que estudaram esta rela&ccedil;&atilde;o (Bouman et al., 2007; Uch&ocirc;a et al., 2016). Adana et al. (2015) referem  que maior conhecimento acerca da sexualidade na terceira idade se encontra associado com mais atitudes permissivas face &agrave; sexualidade nesta  fase da vida. Se associamos o conhecimento &agrave;s atitudes podemos ter a confirma&ccedil;&atilde;o deste resultado, ou seja, a falta de  conhecimento do processo de envelhecimento leva a atitudes negativas face ao envelhecimento, da mesma forma que falta de conhecimentos acerca da  sexualidade na terceira idade leva a atitudes menos permissivas (Allan &amp; Johnson, 2008). Se n&atilde;o houver conhecimento sobre o  envelhecimento, dificilmente haver&aacute; conhecimento sobre sexualidade na terceira idade. Esta ordem de ideias poder&aacute; explicar a  rela&ccedil;&atilde;o positiva encontrada entre atitudes negativas face ao envelhecimento e atitudes negativas face &agrave; sexualidade na  terceira idade.</p>     <p>Este estudo revelou que existem vari&aacute;veis s&oacute;cio demogr&aacute;ficas, nomeadamente a idade e o contacto di&aacute;rio com idosos,  que contribuem de forma independente para o idadismo e para as atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade. Mais concretamente,  os resultados obtidos demonstram que ser idoso contribui para as atitudes idadistas face ao envelhecimento e face &agrave; sexualidade na terceira  idade e quanto menor contacto di&aacute;rio com idosos mais presentes est&atilde;o as atitudes idadistas face ao envelhecimento. Sobre estes  preditores s&oacute;cio demogr&aacute;ficos encontramos alguns estudos que nos ajudam a explicar estes resultados e que referem a idade e o  contacto com idosos como preditores das atitudes face ao envelhecimento e face &agrave; sexualidade na terceira idade (Allan &amp; Johnson, 2008;  Bouman et al., 2007). De facto, os estudos mostram que menor contacto com idosos est&aacute; associado com menor conhecimento sobre o  envelhecimento, o que conduz posteriormente a mais atitudes idadistas face ao envelhecimento; pelo contr&aacute;rio, maior contacto di&aacute;rio  com idosos est&aacute; associado com uma aprendizagem quotidiana sobre o idoso e sobre o processo de envelhecimento que ajuda a eliminar alguns  preconceitos e estere&oacute;tipos existentes (Chonody, Webb, Ranzijn, &amp; Bryan, 2014). Outras vari&aacute;veis s&oacute;cio demogr&aacute;ficas  como o g&eacute;nero, a &aacute;rea de resid&ecirc;ncia e a religi&atilde;o n&atilde;o se revelaram preditores significativos das atitudes  negativas face ao envelhecimento ou face &agrave; sexualidade na terceira idade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es que devem ser tidas em conta. Os resultados deste estudo foram condicionados pelo  g&eacute;nero dos indiv&iacute;duos, uma vez que a amostra &eacute; composta maioritariamente por mulheres. Adicionalmente, a amostra de idosos  &eacute; bastante pequena e que o poder estat&iacute;stico para detectar rela&ccedil;&otilde;es significativas no grupo idoso ficou limitado. A  inexist&ecirc;ncia de uma medida espec&iacute;fica que avalie a dimens&atilde;o do estado de sa&uacute;de/condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica  &eacute; tamb&eacute;m uma limita&ccedil;&atilde;o do estudo, considerando que o estado de sa&uacute;de pode influenciar as atitudes face ao  envelhecimento e face &agrave; sexualidade na terceira idade. Estudos futuros devem estudar o efeito da ansiedade de envelhecer nas atitudes  idadistas e nas atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade e devem incluir nos modelos de regress&atilde;o uma vari&aacute;vel  s&oacute;cio demogr&aacute;fica &ldquo;ter&rdquo; ou &ldquo;n&atilde;o ter&rdquo; patologia associada ao envelhecimento, de forma a poderem  optimizar a percentagem de vari&acirc;ncia explicada pelos modelos de regress&atilde;o.</p>     <p>Este estudo contribui para o conhecimento sobre as atitudes face ao envelhecimento e face &agrave; sexualidade na terceira idade pois permitiu  verificar que os jovens apresentam um menor n&iacute;vel de conhecimentos sobre a sexualidade na terceira idade do que os idosos e que os idosos  apresentam atitudes menos permissivas sobre a sexualidade na terceira idade e atitudes mais idadistas do que os jovens. Adicionalmente, proporciona  suporte adicional para a rela&ccedil;&atilde;o positiva entre as atitudes negativas face ao envelhecimento e as atitudes negativas face &agrave;  sexualidade na terceira idade. Por fim, o presente estudo verificou a contribui&ccedil;&atilde;o independente do ser idoso, do contacto  di&aacute;rio com idosos e das atitudes negativas face &agrave; sexualidade na terceira idade para a explica&ccedil;&atilde;o do idadismo, tal como  a contribui&ccedil;&atilde;o do ser idoso e do idadismo para a explica&ccedil;&atilde;o das atitudes negativas face &agrave; sexualidade na  terceira idade. Estes resultados possuem implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica, nomeadamente indicam a pertin&ecirc;ncia de dar  forma&ccedil;&atilde;o aos jovens sobre o processo de envelhecimento e sobre a sexualidade na terceira idade, proporcionando-lhes tamb&eacute;m  mais intera&ccedil;&atilde;o com os idosos j&aacute; que o menor contacto com esta popula&ccedil;&atilde;o &eacute; um dos preditores de atitudes  negativas face ao envelhecimento. Contudo, a forma&ccedil;&atilde;o sobre o envelhecimento deve ser realizada ao longo da vida pois  permitir&aacute; diminuir os preconceitos existentes na popula&ccedil;&atilde;o idosa, que apresenta mais atitudes negativas face ao envelhecimento  e face &agrave; sexualidade na terceira idade no presente estudo. Dado que a falta de conhecimentos &eacute; um dos aspetos que influencia a  viv&ecirc;ncia da sexualidade, &eacute; necess&aacute;rio intervir junto dos idosos no sentido de modificar as atitudes negativas para aumentar a  qualidade de vida desta popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Adana, F., Arslantas., H., Abactgil, F., &Ccedil;abuk, M., &Ccedil;etinkaya, S., &amp; Demir, &Ouml;. (2015). Knowledge and attitudes of a group  of university students toward sexuality in aged people. <i>Journal Medical Brasovean, 1</i>, 38-40. Retrieved from  <a href="http://webbut.unitbv.ro/jmb/JMB%202015%20nr%201/02_04_original_Students%20toward%20sexuality.pdf"  target="_blank">http://webbut.unitbv.ro/jmb/JMB%202015%20nr%201/02_04_original_Students%20toward%20sexuality.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036601&pid=S0870-8231201800010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Alencar, D. L., Marques, A. P. O., Leal, M. C. C., &amp; Vieira, J. C. M. (2014). Fatores que interferem na sexualidade de idosos: Uma  revis&atilde;o integrativa. <i>Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva, 19</i>, 3533-3542. doi: 10.1590/1413-81232014198.12092013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036602&pid=S0870-8231201800010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Allan, L. J., &amp; Johnson, J. A. (2008). Undergraduate attitudes toward the elderly: The role of knowledge, contact and aging anxiety.  <i>Educational Gerontology, 35</i>, 114. doi: 10.1080/03601270802299780&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036603&pid=S0870-8231201800010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Almeida, T., &amp; Louren&ccedil;o, M. L. (2009). Reflex&otilde;es: Conceitos, estere&oacute;tipos e mitos acerca da velhice.  <i>Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias do Envelhecimento Humano, 6</i>, 233-244. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://seer.upf.br/index.php/rbceh/article/viewFile/171/793"  target="_blank">http://seer.upf.br/index.php/rbceh/article/viewFile/171/793</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036604&pid=S0870-8231201800010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Biasus, F., Demantova, A., &amp; Camargo, B. V. (2011). Representa&ccedil;&otilde;es sociais do envelhecimento e da sexualidade para pessoas com  mais de 50 anos. <i>Temas em Psicologia, 19</i>, 319-336.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036605&pid=S0870-8231201800010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bouman, W. P., Arcelus, J., &amp; Benbow, S. M. (2007). Nottingham study of sexuality and ageing (NoSSA II). Attitudes of care staff regarding  sexuality and residents: A study in residential and nursing homes. <i>Sexual and Relationship Therapy, 22</i>, 45-61. doi:  10.1080/14681990600637630&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036607&pid=S0870-8231201800010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Catapan, N. da R., Brito, R. S., Cavalcanti, P. P., Pereira, D. L., &amp; Torres, N. (2014). Compreendendo a senesc&ecirc;ncia na &oacute;tica  da sexualidade feminina<i>. Revista Ci&ecirc;ncia et Praxis, 7</i>(14), 19-24. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.edifesp.fespmg.edu.br/index.php/scientae/article/download/93/104"  target="_blank">http://www.edifesp.fespmg.edu.br/index.php/scientae/article/download/93/104</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036608&pid=S0870-8231201800010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chonody, J. M., Webb, S. N., Ranzijn, R., &amp; Bryan, J. (2014). Working with older adults: Predictors of attitudes towards ageing in  psychology and social work students, faculty, and practitioners. <i>Australian Psychologist, 49</i>, 374-383. doi: 10.1111/ap.12056&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036609&pid=S0870-8231201800010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dionigi, R. A. (2015). Stereotypes of aging: Their effects on the health of older adults. <i>Australia: Journal of Geriatrics</i>, 1-9. doi:  10.1155/2015/954027&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036610&pid=S0870-8231201800010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fernades, M. G. M. (2009). Pap&eacute;is sociais de g&ecirc;nero na velhice: O olhar de si e do outro. <i>Revista Brasileira de Enfermagem,  62</i>, 705-710.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036611&pid=S0870-8231201800010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Field, A. P. (2009). <i>Discovering statistics using SPSS</i>. London, England: SAGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036613&pid=S0870-8231201800010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fonseca, A. M. (2011). Sexualidade e envelhecimento: Uma revis&atilde;o de perspetiva. Porto<i>: Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa e  UNIFAI</i>. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/11686/1/Sexualidade%20e%20envelhecimento%20-%20uma%20revis%C3%A3o%20de%20perspectivas.pdf"  target="_blank">http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/11686/1/Sexualidade%20e%20envelhecimento%20-%20uma%20revis%C3%A3o%20de%20perspectivas.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036615&pid=S0870-8231201800010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fraboni, M., Saltstone, R., &amp; Hughes, S. (1990). The Fraboni Scale of Ageism (FSA): An attempt at a more precise measure of ageism.  <i>Canadian Journal on Aging, 9</i>, 56-66. doi: 10.1017/S0714980800016093&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036616&pid=S0870-8231201800010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Freeman, A. T., Santini, Z. I., Tyrovolas, S., Rummel-Kluge, C., Haro, J. M., &amp; Koyanagi, A. (2016). Negative perceptions of ageing preditc  the onset and persistence of depression and anxiety: Findings from a prospective analysis of the Irish Longitudinal Study on Ageing (TILDA).  <i>Journal of Affective Disorders, 199</i>, 132-138. doi: 10.1016/j.jad.2016.03.042&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036617&pid=S0870-8231201800010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Harrison, T., Blozis, S., &amp; Stuifbergen, A. (2008). Longitudinal predictors of attitudes toward aging among women with multiple  sclerosis<i>. Psychology and Aging, 23</i>, 823-832. doi: 10.1037/a0013802&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036618&pid=S0870-8231201800010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Hillman, J. L., &amp; Stricker, G. (1996). Predictors of college students&rsquo; knowledge of and attitudes toward elderly sexuality: The  relevance of grandparental contact. <i>Educational Gerontology, 22</i>, 539-555. doi: 10.1080/0360127960220603</p>     <p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica [INE]. (2016). <i>&Iacute;ndice de envelhecimento (N.&ordm;) por sexo; Anual &ndash; INE, Estimativas  anuais da popula&ccedil;&atilde;o residente</i>. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">http://www.ine.pt</a></p>     <!-- ref --><p>Kishita, N., Fisher, P., &amp; Laidlaw, K. (2015). <i>What are the attitudes of different age groups towards contributing and benefitting from  the wider society and how are these experienced by individuals in those age groups? Looking forward to 2025 and 2040, how might these evolve?</i>  (Foresight, Government Office for Science). Retrieved from  <a href="https://www.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/454795/gs-15-16-future-ageing-attitudes-psychological-er07.pdf"  target="_blank">https://www.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/454795/gs-15-16-future-ageing-attitudes-psychological-er07.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036621&pid=S0870-8231201800010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Levy, B. R. (2003). Mind matters: Cognitive and physical effects of aging self stereotypes<i>. The Journal of Gerontology. Series B.  Psychological Sciences and Social Sciences, 58</i>, 203-211. Retrieved from  <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12878645" target="_blank">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12878645</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036622&pid=S0870-8231201800010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Levy, B. R., Slade, M. D., Kunkel, S. R., &amp; Kasl, S. V. (2002). Longevity increased by positive self-perceptions of aging<i>. Journal of  Personality and Social Psychology, 83</i>, 261-270. doi: 10.1037/0022-3514.83.2.261&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036623&pid=S0870-8231201800010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Lindau, S. T., Schumm, L. P., Laumann, E. O., Levinson, W., O&rsquo;Muircheartaigh, C. A., &amp; Waite, L. J. (2007). A study of sexuality and  health among older adults in the United States<i>. The New England Journal of Medicine, 357</i>, 762-774. doi: 10.1056/NEJMoa067423</p>     <!-- ref --><p>Marques, S. (2011). <i>Discrimina&ccedil;&atilde;o da terceira idade</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036625&pid=S0870-8231201800010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Martins, E. C. (2013). <i>Gerontologia/gerontagogia &ndash; Anima&ccedil;&atilde;o sociocultural em idosos</i>. Lisboa: Editorial  C&aacute;ritas.</p>     <!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Solidariedade Emprego e Seguran&ccedil;a Social. (2011). <i>Boletim do Trabalho e Emprego, n&ordm;30</i>, 15/8/2011.  Dispon&iacute;vel em <a href="http://bte.gep.msess.gov.pt/completos/2011/bte30_2011.pdf"  target="_blank">http://bte.gep.msess.gov.pt/completos/2011/bte30_2011.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036628&pid=S0870-8231201800010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nash, P., Willis, P., Tales, A., &amp; Cryer, T. (2015). Sexual health and sexual activity in later life. <i>Reviews in Clinical Gerontology,  25</i>, 22-30. doi: 10.1017/S0959259815000015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036629&pid=S0870-8231201800010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Neto, F. (2004). Idadismo. In M. Lima &amp; M. Pereira (Eds.), <i>Estere&oacute;tipos, preconceitos e discrimina&ccedil;&atilde;o</i> (pp.  279-300). Salvador: Editora UFBA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036630&pid=S0870-8231201800010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Neto, F. (2009). 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Knowledge about aging and worry in older adults: Testing the  mediating role of intolerance of uncertainty. <i>Aging &amp; Mental Health, 13</i>, 135-141. doi: 10.1080/13607860802591088&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036634&pid=S0870-8231201800010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliveira, L. S. P. (2012). <i>Atitudes sexuais e idadismo na terceira idade</i>. Porto: Faculdade de Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o da  Universidade do Porto. 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Dispon&iacute;vel em <a href="http://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2015/10/OMSENVELHECIMENTO-2015-port.pdf"  target="_blank">http://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2015/10/OMSENVELHECIMENTO-2015-port.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036636&pid=S0870-8231201800010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ory, M., Hoffman, M. K., Hawkins, M., Sanner, B., &amp; Mockenhaupt, R. (2003). Challenging aging stereotypes: Strategies for creating a more  active society. <i>American Journal of Preventive Medicine, 25</i>, 164-171. doi: 10.1016/S07493797(03)00181-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036637&pid=S0870-8231201800010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Palmore, E. (2001). The ageism survey: First findings. <i>The Gerontologist Society of America, 41</i>, 572-575. doi:  10.1093/geront/41.5.572&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036638&pid=S0870-8231201800010000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pereira, F. (2012). <i>Teoria e pr&aacute;tica da gerontologia &ndash; Um guia para cuidadores de idosos.</i> Viseu: PsicoSoma.</p>     <p>Pestana, M. H., &amp; Gageiro, J. N. (2014). <i>An&aacute;lise de dados para as ci&ecirc;ncias sociais &ndash; A complementaridade do SPSS</i>  (6&ordf; ed.). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.</p>     <!-- ref --><p>Senra, A. M. M. (2013). <i>A sexualidade na terceira idade: Conhecimentos e atitudes de cuidadores formais de pessoas idosas</i>. Castelo  Branco: Instituto Polit&eacute;cnico de Castelo Branco. 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Association between knowledge and attitude about aging and life satisfaction among  older Koreans. <i>Asian Nursing Research, 6</i>, 96-101. doi: 10.1016/j.anr.2012.07.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036642&pid=S0870-8231201800010000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Uch&ocirc;a, Y. S., Costa, D. C. A., Silva J&uacute;nior, I. A. P., Silva, S. T. S. E., Freitas, W. M. T. M., &amp; Soares, S. C. S. (2016). 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Retrieved from  <a href="https://esa.un.org/unpd/wpp/publications/files/key_findings_wpp_2015.pdf"  target="_blank">https://esa.un.org/unpd/wpp/publications/files/key_findings_wpp_2015.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036644&pid=S0870-8231201800010000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Viana, H. B. (2008). <i>Adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o da ASKAS &ndash; Aging Sexual Knowledage and Attiyudes Scale em idosos  brasileiros</i>. Campinas: Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica da Universidade Estadual de Campinas. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000442330"  target="_blank">http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000442330</a></p>     <p>Viana, H. B., Guirardello, E. B., &amp; Madruga, V. A. (2010). Tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o cultural da escala ASKAS &ndash;  Aging Sexual Knowledge and Attitudes Scale em idosos brasileiros. <i>Texto e Contexto &ndash; Enfermagem, 19</i>, 238-245. doi:  10.1590/S0104-07072010000200004</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Viana, H. B., Madruga, V. A., Guirardello, E. B., &amp; Silva, D. (2012). Adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o da ASKAS &ndash;  Aging Sexual Knowledge and Attitudes Scale em idosos brasileiros. <i>Revista Kair&oacute;s Gerontologia, 15</i>(8), 99-125. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/viewFile/12636/12676"  target="_blank">http://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/viewFile/12636/12676</a></p>     <!-- ref --><p>Wang, T., Lu, C., Chen, I., &amp; Yu, S. (2008). Sexual knowledge, attitudes and activity of older people in Taipei, Taiwan. <i>Journal of  Clinical Nursing, 17</i>, 443-450. doi: 10.1111/j.1365-2702.2007.02003.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036648&pid=S0870-8231201800010000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>White, C. (1982). A scale for the assessment of attitudes and knowledge regarding sexuality in the aged. <i>Archives of Sexual Behavior, 11</i>,  491-502. doi: 10.1007/BF01542474&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036649&pid=S0870-8231201800010000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Diane Pereira, Faculdade de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Sociais,  Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Pra&ccedil;a da Faculdade de Filosofia 1, 4710-297 Braga, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:diane.pereira9@hotmail.com">diane.pereira9@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 04/11/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 29/02/2017</p>      ]]></body><back>
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