<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312018000100005</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.1354</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Funcionamento familiar e estratégias de resolução de conflitos na fratria]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joana Lopes de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Relva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Inês Carvalho]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Otília Monteiro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Vila Real ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Centro de Estudos Sociais ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Coimbra ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<volume>36</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>61</fpage>
<lpage>73</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312018000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312018000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312018000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Diferentes caraterísticas familiares podem influenciar as táticas usadas pelos irmãos para resolver conflitos. O presente estudo analisa a relação entre o funcionamento familiar (medido pelas Family Adaptability and Cohesion Scales - FACES IV) e as táticas de resolução de conflitos (avaliadas através das Revised Conflict Tactics Scales - Sibling Version; CTS2-SP). A amostra foi constituída por 353 sujeitos (entre os 12 e os 18 anos de idade). Os resultados indicaram que os rapazes são quem mais utiliza a agressão física sem sequelas. Relativamente à relação entre o funcionamento familiar e as táticas de resolução de conflitos, as dimensões equilibradas do funcionamento familiar encontram-se associadas positivamente às táticas de resolução de conflitos adequadas (a negociação), verificando-se o oposto para as dimensões desequilibradas do funcionamento familiar, que apresentam associações positivas com a agressão (física e/ou psicológica). Os resultados sugerem um efeito preditor da qualidade do funcionamento familiar nas táticas de resolução de conflitos utilizadas no contexto fraterno. Parece, pois, necessário trabalhar com as famílias, com o objetivo de incrementar as suas competências, e deste modo melhorar a gestão dos conflitos na fratria.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Different family characteristics can influence the tactics used by siblings to resolve conflicts. The present study analyzes the relationship between family functioning (measured by Family Adaptability and Cohesion Scales - FACES IV) and conflict resolution tactics (evaluated through the Revised Conflict Tactics Scales - Sibling Version). The sample consisted of 353 subjects (aged between 12 and 18 years old). The results indicated that male siblings make the most use of physical assault. With regard to the relationship between family functioning and conflict resolution tactics, the balanced dimensions of family functioning are positively associated with appropriate conflict resolution tactics (negotiation), with the opposite of the unbalanced dimensions of family functioning, which present positive associations with aggression (physical and/or psychological). The results suggest a predictive effect of the quality of family functioning in the conflict resolution tactics used in the fraternal context. Therefore, it seems necessary to work with families, with the aim of increasing their skills, and thus improve the management of conflicts in the fraternal context.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Funcionamento familiar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[FACES IV]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[CTS2-SP]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Violência na fratria]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Family functioning]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[FACES IV]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[CTS2-SP]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sibling violence]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Funcionamento familiar e estrat&eacute;gias de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos na fratria</b></p>     <p><b>Joana Lopes de Carvalho<sup>1</sup>, In&ecirc;s Carvalho Relva<sup>2</sup>, Ot&iacute;lia Monteiro Fernandes<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal / Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra,  Coimbra, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Diferentes carater&iacute;sticas familiares podem influenciar as t&aacute;ticas usadas pelos irm&atilde;os para resolver conflitos. O presente  estudo analisa a rela&ccedil;&atilde;o entre o funcionamento familiar (medido pelas <i>Family Adaptability and Cohesion Scales</i> &ndash; FACES  IV) e as t&aacute;ticas de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos (avaliadas atrav&eacute;s das <i>Revised Conflict Tactics Scales &ndash; Sibling  Version</i>; CTS2-SP). A amostra foi constitu&iacute;da por 353 sujeitos (entre os 12 e os 18 anos de idade). Os resultados indicaram que os  rapazes s&atilde;o quem mais utiliza a agress&atilde;o f&iacute;sica sem sequelas. Relativamente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre o  funcionamento familiar e as t&aacute;ticas de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos, as dimens&otilde;es equilibradas do funcionamento familiar  encontram-se associadas positivamente &agrave;s t&aacute;ticas de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos adequadas (a negocia&ccedil;&atilde;o),  verificando-se o oposto para as dimens&otilde;es desequilibradas do funcionamento familiar, que apresentam associa&ccedil;&otilde;es positivas com  a agress&atilde;o (f&iacute;sica e/ou psicol&oacute;gica). Os resultados sugerem um efeito preditor da qualidade do funcionamento familiar nas  t&aacute;ticas de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos utilizadas no contexto fraterno. Parece, pois, necess&aacute;rio trabalhar com as  fam&iacute;lias, com o objetivo de incrementar as suas compet&ecirc;ncias, e deste modo melhorar a gest&atilde;o dos conflitos na fratria.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Funcionamento familiar, FACES IV, CTS2-SP, Viol&ecirc;ncia na fratria.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Different family characteristics can influence the tactics used by siblings to resolve conflicts. The present study analyzes the relationship  between family functioning (measured by Family Adaptability and Cohesion Scales &ndash; FACES IV) and conflict resolution tactics (evaluated  through the Revised Conflict Tactics Scales &ndash; Sibling Version). The sample consisted of 353 subjects (aged between 12 and 18 years old). The  results indicated that male siblings make the most use of physical assault. With regard to the relationship between family functioning and conflict  resolution tactics, the balanced dimensions of family functioning are positively associated with appropriate conflict resolution tactics  (negotiation), with the opposite of the unbalanced dimensions of family functioning, which present positive associations with aggression (physical  and/or psychological). The results suggest a predictive effect of the quality of family functioning in the conflict resolution tactics used in the  fraternal context. Therefore, it seems necessary to work with families, with the aim of increasing their skills, and thus improve the management of  conflicts in the fraternal context.</p>     <p><b>Key words</b>: Family functioning, FACES IV, CTS2-SP, Sibling violence.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A fam&iacute;lia &eacute; um lugar de aprendizagem de dimens&otilde;es da intera&ccedil;&atilde;o e um espa&ccedil;o para viv&ecirc;ncia de  rela&ccedil;&otilde;es afetivas profundas (Alarc&atilde;o, 2000). &Eacute; neste contexto que o desenvolvimento humano se inicia, sendo que o lugar  que cada sujeito ocupa na sua fam&iacute;lia vai determinar as suas experi&ecirc;ncias e moldar a sua personalidade (Fernandes, Alarc&atilde;o,  &amp; Raposo, 2007; Toman, 1993).</p>     <p>A fam&iacute;lia e os seus subsistemas organizados hierarquicamente, possui limites que a separam e ligam ao meio que a rodeia, sendo que os  subsistemas que a comp&otilde;em s&atilde;o o subsistema parental, o conjugal e o fraternal (Minuchin, 1974). Este &uacute;ltimo &eacute; um lugar  de socializa&ccedil;&atilde;o no qual se experimentam e desenvolvem pap&eacute;is que ir&atilde;o posteriormente ser usados em outros contextos,  permitindo ainda o desenvolvimento de capacidade relacionais, como o apoio m&uacute;tuo, o conflito e a negocia&ccedil;&atilde;o (Alarc&atilde;o,  2000).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>O funcionamento familiar</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Minuchin (1974) prop&otilde;e um esquema conceptual do funcionamento familiar que considera a fam&iacute;lia como um sistema social aberto que  se encontra em constante transforma&ccedil;&atilde;o, e que passa por um conjunto de etapas que permitem que a fam&iacute;lia se desenvolva e  reestruture. A fam&iacute;lia dever&aacute;, pois, adaptar-se &agrave;s circunst&acirc;ncias mantendo a sua organiza&ccedil;&atilde;o e  continuidade e permitindo que os seus elementos cres&ccedil;am psicossocialmente.</p>     <p>Segundo Minuchin, Rosman e Baker (1978) o funcionamento familiar &eacute; caracterizado pela capacidade da fam&iacute;lia em trabalhar de forma  una e de se adaptar a diferentes situa&ccedil;&otilde;es, sobretudo as que s&atilde;o de maior stresse. A adaptabilidade, a coes&atilde;o, a  comunica&ccedil;&atilde;o e o suporte emocional s&atilde;o alguns aspetos que capacitam as fam&iacute;lias para lidar com o stresse  (Alarc&atilde;o, 2000).</p>     <p>O Modelo Circumplexo do Sistema Conjugal e Familiar (<i>Circumplex Model of Marital and Family Systems</i> &ndash; adiante designado como Modelo  Circumplexo), de Olson e colaboradores, perspetiva que a coes&atilde;o, a adaptabilidade, a comunica&ccedil;&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o  familiares s&atilde;o relevantes para compreender o funcionamento de um sistema familiar. A <i>coes&atilde;o</i> diz respeito &agrave;s  liga&ccedil;&otilde;es emocionais entre os membros de uma fam&iacute;lia e mede a proximidade e o distanciamento entre eles; a  <i>adaptabilidade</i> &eacute; definida como a capacidade de mudan&ccedil;a da fam&iacute;lia na lideran&ccedil;a, organiza&ccedil;&atilde;o,  pap&eacute;is e rela&ccedil;&otilde;es, focando-se na gest&atilde;o familiar da mudan&ccedil;a e da estabilidade; a  <i>comunica&ccedil;&atilde;o</i> &eacute; a dimens&atilde;o que facilita ou entrava as duas dimens&otilde;es anteriores (a coes&atilde;o e a  adaptabilidade), e refere-se a todos os comportamentos de intera&ccedil;&atilde;o entre os membros da fam&iacute;lia (Olson, 2000, 2011); e a  <i>satisfa&ccedil;&atilde;o</i> avalia o grau de contentamento dos membros da fam&iacute;lia com a coes&atilde;o e a adaptabilidade familiares  (Barnes &amp; Olson, 1985; Olson, 2000).</p>     <p>A hip&oacute;tese deste modelo &eacute; a de que as fam&iacute;lias com um funcionamento saud&aacute;vel apresentam n&iacute;veis ajustados de  coes&atilde;o e adaptabilidade, e fam&iacute;lias com um funcionamento problem&aacute;tico apresentam n&iacute;veis de coes&atilde;o e  adaptabilidade extremos (Olson, 2011). N&iacute;veis muito elevados e ou muito baixos de coes&atilde;o (coes&atilde;o emaranhada e desligada,  respetivamente) e n&iacute;veis de adaptabilidade muito elevada ou demasiado baixa (adaptabilidade ca&oacute;tica e r&iacute;gida, respetivamente)  acarretam problemas a longo prazo, quer para os indiv&iacute;duos quer para as suas rela&ccedil;&otilde;es (Olson &amp; Gorall, 2003).</p>     <p>Fam&iacute;lias com uma coes&atilde;o equilibrada s&atilde;o capazes de obter um equil&iacute;brio entre a separa&ccedil;&atilde;o e a  liga&ccedil;&atilde;o com os seus membros, s&atilde;o independentes e permanecem ligados &agrave;s suas fam&iacute;lias. Fam&iacute;lias com uma  adaptabilidade equilibrada tendem a conjugar a capacidade de mudar com a estabilidade (Olson, 2000). Fam&iacute;lias com uma coes&atilde;o  emaranhada apresentam rela&ccedil;&otilde;es demasiado pr&oacute;ximas e muita depend&ecirc;ncia entre os seus membros, existindo pouca  separa&ccedil;&atilde;o pessoal e pouca privacidade. Fam&iacute;lias com uma coes&atilde;o desligada apresentam rela&ccedil;&otilde;es muito  afastadas, pouco envolvimento e apoio m&uacute;tuo entre os seus membros (Olson &amp; Gorall, 2003). A adaptabilidade r&iacute;gida &eacute;  caracterizada pela exist&ecirc;ncia de um elemento da fam&iacute;lia respons&aacute;vel pela tomada das decis&otilde;es, pelos pap&eacute;is bem  definidos e pela n&atilde;o altera&ccedil;&atilde;o das regras estabelecidas; e as fam&iacute;lias com uma adaptabilidade ca&oacute;tica apresentam  uma lideran&ccedil;a limitada, pap&eacute;is pouco claros e a impulsividade na tomada de decis&atilde;o (idem).</p>     <p>Quanto &agrave;s dimens&otilde;es da comunica&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o familiares, a hip&oacute;tese &eacute; que quer uma  quer a outra sejam melhores quanto mais equilibradas forem as fam&iacute;lias (em coes&atilde;o e adaptabilidade). Por isso, estas duas  dimens&otilde;es apresentam correla&ccedil;&otilde;es positivas com as escalas equilibradas da FACES (a <i>Family Adaptability and Cohesion  Evaluation Scales</i> &eacute; o instrumento que operacionaliza o Modelo Circumplexo) e negativas com as escalas desequilibradas, verificando-se a  exist&ecirc;ncia de uma associa&ccedil;&atilde;o linear entre a comunica&ccedil;&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o familiares e as  dimens&otilde;es da adaptabilidade e coes&atilde;o (Barnes &amp; Olson, 1985). Na vers&atilde;o mais recente da FACES (a FACES IV), para  al&eacute;m das escalas da coes&atilde;o e da adaptabilidade, passou a incluir as duas escalas que avaliam a comunica&ccedil;&atilde;o familiar e a  satisfa&ccedil;&atilde;o familiares (Visani, 2014).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Fratria e viol&ecirc;ncia fraterna</i></p>     <p>A maioria dos estudos que se debru&ccedil;a sobre as rela&ccedil;&otilde;es familiares estuda a rela&ccedil;&atilde;o entre pais e filhos, sendo  poucos os que analisam as rela&ccedil;&otilde;es fraternas (Goldsmid &amp; F&eacute;res-Carneiro, 2011). Por&eacute;m, as rela&ccedil;&otilde;es  fraternas s&atilde;o &uacute;nicas e muito relevantes na constru&ccedil;&atilde;o do sujeito e do la&ccedil;o social (idem), podendo ser as  rela&ccedil;&otilde;es mais longas na vida dos sujeitos, sendo caracterizadas quer por emo&ccedil;&otilde;es positivas (amizade, solidariedade e  apoio), quer por emo&ccedil;&otilde;es negativas (como ci&uacute;me, rivalidade e viol&ecirc;ncia) (Dunn, 2007; Fernandes, 2005; Fernandes et al.,  2007).</p>     <p>Uma vez que as experi&ecirc;ncias relacionais iniciais influenciam, em parte, as rela&ccedil;&otilde;es posteriores dos sujeitos (Toman, 1993),  as fam&iacute;lias onde os irm&atilde;os mant&ecirc;m rela&ccedil;&otilde;es positivas e pr&oacute;ximas tendem a, mais tarde, estabelecer  rela&ccedil;&otilde;es amistosas com a fam&iacute;lia alargada (Goldsmid &amp; F&eacute;res-Carneiro, 2011) e com os outros de fora da  fam&iacute;lia. No lado oposto est&atilde;o as fam&iacute;lias caracterizadas pela viol&ecirc;ncia entre o casal, que est&atilde;o associadas  frequentemente &agrave; viol&ecirc;ncia dos pais para com os filhos (Gage &amp; Rice, 2010), e, muitas vezes, ligadas &agrave; viol&ecirc;ncia na  fratria (Relva, Fernandes, &amp; Mota, 2012) e a outras formas de viol&ecirc;ncia extrafamiliar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para Campione&#8208;Barr e Smetana (2010) as rela&ccedil;&otilde;es fraternas, devido ao longo historial de intera&ccedil;&otilde;es e ao  parentesco que lhe s&atilde;o caracter&iacute;sticos, s&atilde;o capazes de suportar conflitos sem que haja dissolu&ccedil;&atilde;o das  rela&ccedil;&otilde;es. As rela&ccedil;&otilde;es fraternas s&atilde;o geradoras de conflito (Siddiqui &amp; Ross, 1999), e os conflitos fraternos  s&atilde;o at&eacute; mais frequentes que os restantes conflitos familiares (os conjugais ou os parentais) (Widmer, 1999), mas embora alguns possam  acarretar consequ&ecirc;ncias negativas (Vandell &amp; Bailey, 1992), podem ser tamb&eacute;m relevantes para o desenvolvimento de capacidades  interpessoais e sociais das crian&ccedil;as (Faber &amp; Mazlish, 1995; Siddiqui &amp; Ross, 1999).</p>     <p>As <i>Revised Conflict Tactics Scales &ndash; Sibling Version</i> (CTS2-SP) permitem analisar as t&aacute;ticas que os irm&atilde;os utilizam  para solucionar conflitos entre si, avaliando desde t&aacute;ticas mais convencionais (como a negocia&ccedil;&atilde;o) at&eacute; comportamentos  mais coercivos (Relva, Fernandes, Alarc&atilde;o, &amp; Martins, 2014). A negocia&ccedil;&atilde;o, segundo Morley e Stephenson (2015), ocorre  quando as partes em conflito discutem a forma como ir&atilde;o proceder perante o mesmo, sem recorrer &agrave; viol&ecirc;ncia, procurando  encontrar uma resolu&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria para ambas (Monteiro, 2010). As t&aacute;ticas mais coercivas de resolu&ccedil;&atilde;o  de conflitos s&atilde;o, geralmente, aprendidas na pr&oacute;pria fam&iacute;lia e, por isso, consideradas como comportamentos adequados (Simons  &amp; Wurtele, 2010), e pass&iacute;veis de serem transferidos para contextos extrafamiliares (Hardy, Beers, Burgess, &amp; Taylor, 2010).</p>     <p>Finkelhor, Turner, e Ormrod (2006) sublinham o facto de a viol&ecirc;ncia entre crian&ccedil;as, especialmente entre as mais novas, ser vista  como diferente da viol&ecirc;ncia comum. A mesma a&ccedil;&atilde;o violenta, se for feita por (e contra) um adulto ser&aacute; considerada uma  agress&atilde;o, se for praticada por (e contra) uma crian&ccedil;a &eacute; entendida com briga, luta/disputa. A viol&ecirc;ncia no contexto  infantil tende, pois, a ser considerada espect&aacute;vel em termos desenvolvimentais e a ser normalizada, e as suas consequ&ecirc;ncias ignoradas  (Hardy et al., 2010; Khan &amp; Rogers, 2015). Por isso n&atilde;o se estranha que a viol&ecirc;ncia dentro da fratria seja a forma de  viol&ecirc;ncia mais comum no contexto familiar (Relva, 2015; Relva et al., 2014; Relva, Fernandes, &amp; Mota, 2012). Sendo bastante comum aos 13  anos de idade (Relva et al., 2014), os perpetradores e v&iacute;timas s&atilde;o, sobretudo, os rapazes (Relva, Fernandes, &amp; Mota, 2012).</p>     <p>Diferentes teorias tentaram apresentar uma explica&ccedil;&atilde;o para a viol&ecirc;ncia familiar: a teoria feminista, a do conflito e a da  aprendizagem social (Hoffman, Kiecolt, &amp; Edwards, 2005; Wallace, 2007). A <i>teoria feminista</i> usa os padr&otilde;es do poder paternal, e a  opress&atilde;o desses mesmos padr&otilde;es na sociedade e na fam&iacute;lia, como forma de explicar as rela&ccedil;&otilde;es fraternas, pois a  aceita&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia do homem contra a mulher poder&aacute; levar &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia no  contexto dom&eacute;stico, inclusive dentro da fratria, sendo os rapazes os principais abusadores. A <i>teoria do conflito</i> atribui a origem da  viol&ecirc;ncia na fratria ao favoritismo parental, &agrave;s tentativas de ganhar controlo sobre recursos, &agrave; partilha de interesses comuns,  &agrave; rivalidade, entre outros. Finalmente, <i>a teoria da aprendizagem social</i> prop&otilde;e que as crian&ccedil;as que presenciem e sofram  viol&ecirc;ncia t&ecirc;m maior probabilidade de utilizar este tipo de comportamentos com os irm&atilde;os, pois os comportamentos s&atilde;o  apreendidos pela imita&ccedil;&atilde;o e refor&ccedil;o.</p>     <p>Outra explica&ccedil;&atilde;o &eacute; a indisponibilidade parental, que pode aumentar a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia  na fratria (Relva, Fernandes, &amp; Alarc&atilde;o, 2012). Os progenitores ao n&atilde;o terem disponibilidade para todos os filhos podem recorrer  &agrave; viol&ecirc;ncia para com estes, o que por sua vez poder&aacute; levar a situa&ccedil;&otilde;es de agressividade entre os irm&atilde;os  (Straus, 2010), numa cadeia de viol&ecirc;ncia familiar impar&aacute;vel.</p>     <p>Embora a fratria desempenhe um papel muito relevante na constru&ccedil;&atilde;o do sujeito, s&atilde;o poucos os estudos que analisam a forma  como as rela&ccedil;&otilde;es fraternas violentas poder&atilde;o ser moldadas pelo contexto familiar, e como os constructos avaliados pela FACES  IV (coes&atilde;o, adaptabilidade, comunica&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o familiares) podem influenciar estas rela&ccedil;&otilde;es.  Assim os objetivos do presente estudo visam: (a) analisar a influ&ecirc;ncia do sexo dos irm&atilde;os nas diferentes t&aacute;ticas de  resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos; (b) verificar a forma como as vari&aacute;veis do funcionamento familiar se relacionam com as t&aacute;ticas  de resolu&ccedil;&atilde;o de conflito; e (c) analisar o efeito preditor do funcionamento familiar nas t&aacute;ticas de resolu&ccedil;&atilde;o de  conflito.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra foi recolhida de forma aleat&oacute;ria em diferentes turmas do 2&ordm; e 3&ordm; ciclos do ensino b&aacute;sico e do  secund&aacute;rio, sendo que a amostra final consistiu em 353 estudantes desses ciclos de estudos. O n&iacute;vel de escolaridade dos mesmos variou  entre o 7&ordm; e o 12&ordm; anos (23.5% do 7&ordm; ano, 35.4% do 8&ordm; ano, 15.9% do 9&ordm; ano, 7.9% do 10&ordm; ano, 9.3% do 11&ordm; ano e  7.9% do 12&ordm; ano). A idade da amostra variou entre os 12 e os 18 anos (<i>M</i>=14.02; <i>DP</i>=1.55), e 62% da amostra pertencia ao sexo  feminino e 38% ao sexo masculino. A maioria dos sujeitos analisados (74.1%) tem um irm&atilde;o, 17.6% tem dois irm&atilde;os, 6.1% tem 3  irm&atilde;os, 2% tem 4 irm&atilde;os e .3% tem 5 irm&atilde;os.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio Sociobiogr&aacute;fico</i> (QSB). Question&aacute;rio que objetiva recolher informa&ccedil;&atilde;o relativa ao sujeito,  da sua fam&iacute;lia e do seu subsistema fraternal, adaptado do <i>Social Environment Questionnaire</i> de Toman (1993).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Revised Conflict Tactics Scales &ndash; Sibling Version</i> (CTS2-SP) (Straus, Hamby, Finkelhor, Boney-McCoy, &amp; Sugarman, 1995; adaptada  para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Relva, Fernandes, &amp; Costa, 2013), tem como principal objetivo avaliar diferentes tipos de  conflito presentes nas fratrias. Constitu&iacute;da por 39 itens em duplicado, reunidos em 5 subescalas: negocia&ccedil;&atilde;o (6 itens),  agress&atilde;o psicol&oacute;gica (8 itens, 7 na vers&atilde;o portuguesa), agress&atilde;o f&iacute;sica sem sequelas (12), coer&ccedil;&atilde;o  sexual (7) e agress&atilde;o f&iacute;sica com sequelas (6). Cada item &eacute; apresentado duas vezes variando apenas o sujeito que pratica a  a&ccedil;&atilde;o (o sujeito que responde ao question&aacute;rio e a/o irm&atilde;/o em rela&ccedil;&atilde;o a quem est&aacute; a ser respondido,  que dever&aacute; ser a/o irm&atilde;/o mais pr&oacute;ximo em idade). A escala permite avaliar a frequ&ecirc;ncia dos comportamentos apresentados,  devendo ser respondida numa escala de <i>Likert</i> que varia de 1 a 8, na qual 1 corresponde a &ldquo;uma vez no ano&rdquo;, 2 corresponde a  &ldquo;duas vezes no ano&rdquo;, 3 a &ldquo;3 a 5 vezes no ano&rdquo;, 4 a &ldquo;6 a 10 vezes no ano&rdquo;, 5 corresponde a &ldquo;11 a 20 vezes  no ano&rdquo;, 6 corresponde a &ldquo;mais de 20 vezes do ano&rdquo;, 7 a &ldquo;n&atilde;o no ano passado, mas aconteceu antes ou depois&rdquo;, e  8 a &ldquo;isso nunca aconteceu&rdquo;. Neste estudo foram utilizadas apenas as subescalas da agress&atilde;o f&iacute;sica sem sequelas, da  negocia&ccedil;&atilde;o e da agress&atilde;o psicol&oacute;gica. Relativamente aos valores da confiabilidade as escalas de  perpetra&ccedil;&atilde;o apresentaram <i>alphas</i> de .82 para a escala de negocia&ccedil;&atilde;o, .84 para a escala de agress&atilde;o  psicol&oacute;gica e de .92 para a escala de agress&atilde;o f&iacute;sica sem sequelas. Para as escalas de vitimiza&ccedil;&atilde;o, a  negocia&ccedil;&atilde;o apresentou um <i>alpha</i> de .81, a agress&atilde;o psicol&oacute;gica apresentou um <i>alpha</i> de .83 e a  agress&atilde;o f&iacute;sica sem sequelas apresentou um <i>alpha</i> de .92. Relativamente &agrave; an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria o  ajustamento dos valores foi confirmado, sendo <i>&chi;<sup>2</i></sup>(21)=68.740; <i>p</i>=.000; <i>Ratio</i>=3.273; CFI=.98; RMR=.131 e  RMSEA=.08 para as escalas de perpetra&ccedil;&atilde;o e de <i>&chi;<sup>2</i></sup>(22)=86.454; <i>p</i>=.000; <i>Ratio</i>=3.930; CFI=.97;  RMR=.156 e RMSEA=.09 para as escalas de vitimiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A FACES IV (<i>Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scales IV</i>; Olson, 2011; Olson, Gorall, &amp; Tiesel, 2006; adaptada para a  popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Rebelo, 2008) objetiva avaliar a coes&atilde;o e adaptabilidade familiares. A FACES IV &eacute; composta por  42 itens agrupados em 6 escalas (cada uma composta por 7 itens), avaliando aspetos positivos (equilibrados) e negativos (desequilibrados) da  fam&iacute;lia. Duas das escalas s&atilde;o equilibradas (a coes&atilde;o equilibrada e a adaptabilidade equilibrada) e 4 s&atilde;o  desequilibradas (coes&atilde;o emaranhada, coes&atilde;o desligada, adaptabilidade ca&oacute;tica e adaptabilidade r&iacute;gida). As 6 escalas  s&atilde;o calculadas atrav&eacute;s da soma dos itens que as constituem (Olson, 2011).</p>     <p>Esta escala apresenta de uma forma geral uma boa consist&ecirc;ncia interna e validade, com exce&ccedil;&atilde;o de duas escalas (emaranhada e  r&iacute;gida) que apresentam uma validade preditiva baixa (Olson, 2011). No presente estudo fez-se apenas uso das 3 escalas da coes&atilde;o  (coes&atilde;o equilibrada, emaranhada e desligada). Relativamente &agrave; consist&ecirc;ncia interna das subescalas os valores de <i>alpha</i>  foram: .77 para a coes&atilde;o equilibrada; .75 para a desligada e de .67 para a emaranhada. No que concerne &agrave; an&aacute;lise fatorial  confirmat&oacute;ria o ajustamento dos valores foi confirmado, <i>&chi;<sup>2</i></sup>(22)=63.596; <i>p</i>=.000; <i>Ratio</i>=2.891; CFI=.95;  RMR=.033 e RMSEA=.07.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para al&eacute;m da utiliza&ccedil;&atilde;o da FACES IV (medida da coes&atilde;o e da adaptabilidade familiares), os autores do Modelo  Circumplexo recomendam que sejam utilizadas duas escalas adicionais: a Escala de Comunica&ccedil;&atilde;o Familiar e a Escala de  Satisfa&ccedil;&atilde;o Familiar. A Escala de Comunica&ccedil;&atilde;o Familiar (FCS; <i>The Family Communication Scale</i>; Olson &amp; Barnes,  2004; adaptada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Rebelo, 2008) objetiva avaliar a comunica&ccedil;&atilde;o na fam&iacute;lia, sendo  esta entendida como a comunica&ccedil;&atilde;o positiva que existe num sistema familiar (Olson, 2011). Composta por 10 itens, a escala deve ser  respondida numa escala de <i>Lickert</i> de 5 dimens&otilde;es (desde &ldquo;discordo&rdquo; a &ldquo;concordo fortemente&rdquo;). Fam&iacute;lias  com pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas apresentam uma comunica&ccedil;&atilde;o mais positiva. No que concerne &agrave; consist&ecirc;ncia  interna deste instrumento para a presente amostra o valor de <i>alpha</i> foi de .91. No que concerne &agrave; an&aacute;lise confirmat&oacute;ria  fatorial o ajustamento dos valores foi confirmado, sendo <i>&chi;<sup>2</i></sup>(35)=124.290; <i>p</i>=.000; <i>Ratio</i>=3.551; CFI=.95;  RMR=.029 e RMSEA=.09.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o Familiar (FSS; <i>Family Satisfaction Scale</i>; Olson, 2004; adaptada para a popula&ccedil;&atilde;o  portuguesa por Rebelo, 2008), objetiva analisar o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; coes&atilde;o e &agrave; adaptabilidade  familiares. A satisfa&ccedil;&atilde;o familiar pode ser definida como o grau em que os familiares se sentem felizes e realizados com os elementos  da fam&iacute;lia. A escala, composta por 10 itens, deve ser respondida atrav&eacute;s de uma escala de <i>Likert</i> com 5 n&iacute;veis distintos  que v&atilde;o do &ldquo;muito descontente&rdquo; ao &ldquo;muito satisfeito&rdquo;, sendo que quanto mais elevados os resultados da escala maior a  satisfa&ccedil;&atilde;o familiar. Na presente amostra a an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna deste instrumento apresentou um <i>alpha</i>  de .95. No que concerne &agrave; an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria o ajustamento dos valores foi confirmado, sendo  <i>&chi;<sup>2</i></sup>(31)=122.914; <i>p</i>=.000; <i>Ratio</i>=3.965; CFI=.97; RMR=.026 e RMSEA=.09.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Os dados foram recolhidos em escolas p&uacute;blicas na zona norte de Portugal. A participa&ccedil;&atilde;o dos sujeitos foi volunt&aacute;ria  e an&oacute;nima, sendo os protocolos respondidos de forma individual, no contexto de sala de aula. Ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o de  autoriza&ccedil;&atilde;o dos diretores dos estabelecimentos de ensino, foram entregues aos diretores de turma os consentimentos informados que  estes fizeram chegar aos alunos e respetivos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise de dados</i></p>     <p>Para se proceder ao tratamento dos dados foi constru&iacute;da uma base de dados no programa estat&iacute;stico <i>Statistical Package for the  Social Sciences &ndash; IBM SPSS</i>, vers&atilde;o 22. Foi ainda utilizado o programa <i>Structural Equation Modeling Software &ndash; EQS for  Windows</i>, vers&atilde;o 6.1, para avaliar as propriedades psicom&eacute;tricas dos instrumentos.</p>     <p>Numa fase inicial foi realizada a limpeza da amostra atrav&eacute;s da identifica&ccedil;&atilde;o de <i>missings</i>, <i>outliers</i>  (calculando os <i>Zscores</i> e da dist&acirc;ncia de <i>Mahalanobis</i>) e de poss&iacute;veis erros na inser&ccedil;&atilde;o de dados.  Realizou-se ainda o processo de infer&ecirc;ncia estat&iacute;stica da distribui&ccedil;&atilde;o normal ou de <i>Gauss</i> para analisar a  normalidade da amostra, sendo que, atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos valores de <i>Skeweness</i> e de <i>Kourtosis</i>, e uma vez que se aceita  a normalidade da amostra quando esta &eacute; composta por mais de 30 sujeitos (Mar&ocirc;co, 2007) foram utilizados testes param&eacute;tricos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita &agrave; an&aacute;lise de dados foram realizadas an&aacute;lises descritivas para as t&aacute;ticas de resolu&ccedil;&atilde;o  de conflitos, testes <i>t</i> para a compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias de amostras independentes; recorreu-se a an&aacute;lises de  vari&acirc;ncia multivariada (MANOVAS) com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5% (<i>p</i>&le;.05) com o objetivo de verificar a  influ&ecirc;ncia do sexo nas t&aacute;ticas de resolu&ccedil;&atilde;o de conflito. Efetuaram-se ainda correla&ccedil;&otilde;es de <i>Pearson</i>  intraescalares, com o objetivo de verificar a intera&ccedil;&atilde;o entre t&aacute;ticas de resolu&ccedil;&atilde;o de conflito e a coes&atilde;o  comunica&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o familiares e de uma regress&atilde;o m&uacute;ltipla hier&aacute;rquica, com o objetivo de  verificar o papel preditor do sexo e da coes&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o familiares nas t&aacute;ticas de  resolu&ccedil;&atilde;o de conflito entre irm&atilde;os.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>T&aacute;ticas de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos e efeito de g&eacute;nero</i></p>     <p>Para analisar a diferen&ccedil;a entre as t&aacute;ticas de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos em fun&ccedil;&atilde;o do sexo dos  adolescentes realizou-se um <i>t</i> teste. Os resultados obtidos atrav&eacute;s dessa an&aacute;lise estat&iacute;stica  (<a href="#t1">Tabela 1</a>) permitiram verificar que existem diferen&ccedil;as significativas nas t&aacute;ticas de resolu&ccedil;&atilde;o de  conflitos relativamente &agrave; perpetra&ccedil;&atilde;o de agress&atilde;o f&iacute;sica sem sequelas [<i>t</i>(238.668)=-2.040; <i>p</i>=.042],  sendo o sexo masculino (<i>M</i>=16.53; <i>DP</i>=19.21) o principal perpetrador comparativamente ao sexo feminino (<i>M</i>=12.47;  <i>DP</i>=15.91).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n1/36n1a05t1.jpg" width="576" height="229"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>T&aacute;ticas de Resolu&ccedil;&atilde;o de Conflitos, Coes&atilde;o, Comunica&ccedil;&atilde;o e Satisfa&ccedil;&atilde;o  Familiares</i></p>     <p>No que diz respeito &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es entre estas quatro vari&aacute;veis (<a href="#t2">Tabela 2</a>), verificaram-se  associa&ccedil;&otilde;es significativas positivas m&eacute;dias entre a comunica&ccedil;&atilde;o e a negocia&ccedil;&atilde;o perpetrada  (<i>r</i>=.309; <i>p</i>&le;.01), verificando-se o mesmo tipo de associa&ccedil;&otilde;es entre a satisfa&ccedil;&atilde;o familiar e a  vitimiza&ccedil;&atilde;o da negocia&ccedil;&atilde;o (<i>r</i>=.304; <i>p</i>&le;.01).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n1/36n1a05t2.jpg" width="576" height="193"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Papel preditor do sexo, da coes&atilde;o, da comunica&ccedil;&atilde;o e da satisfa&ccedil;&atilde;o familiares nas t&aacute;ticas de  resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos</i></p>     <p>Foi realizada uma regress&atilde;o hier&aacute;rquica m&uacute;ltipla para avaliar a capacidade preditiva das vari&aacute;veis do funcionamento  familiar (a coes&atilde;o, a comunica&ccedil;&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o familiares) nas t&aacute;ticas de resolu&ccedil;&atilde;o de  conflitos perpetradas (<a href="#t3">Tabela 3</a>). O bloco 1 correspondeu &agrave; vari&aacute;vel <i>dummy</i>, sexo (sendo 0 o sexo feminino e 1  o sexo masculino) e o bloco 2 correspondeu &agrave;s vari&aacute;veis da FACES IV, &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e &agrave;  satisfa&ccedil;&atilde;o familiares.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n1/36n1a05t3.jpg" width="576" height="397"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que diz respeito &agrave; escala de negocia&ccedil;&atilde;o perpetrada, o bloco 1 explica .8% da vari&acirc;ncia total na disciplina  indutiva da progenitora (<i>R<sup>2</i></sup>=.008), contribuindo individualmente com .8% da vari&acirc;ncia para o modelo (<i>R<sup>2</i></sup>  change=.008), n&atilde;o apresentando um contributo significativo [<i>F</i>(1,345)=2.608; <i>p</i>=.107]. O bloco 2 tem um contributo significativo [<i>F</i>(6,340)=8.147; <i>p</i>=.000] e explica 12.6% do total de vari&acirc;ncia (<i>R</i><sup><i>2</i></sup>=.126) contribuindo individualmente com 11.8% da vari&acirc;ncia para o modelo (<i>R</i><sup><i>2</i> </sup>change=.118). Analisando de forma individual o contributo de cada uma das vari&aacute;veis independentes dos blocos, verifica-se que nenhuma apresenta uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa (<i>p</i>&le;.05).</p>     <p>Relativamente &agrave; escala de agress&atilde;o psicol&oacute;gica perpetrada o bloco 1 explica .1% da vari&acirc;ncia total  (<i>R<sup>2</i></sup>=.001) e contribui individualmente com .1% da vari&acirc;ncia para o modelo (<i>R<sup>2</i></sup> change=.001) n&atilde;o  apresentando um contributo significativo [<i>F</i>(1,345)=.516; <i>p</i>=.473]. O bloco 2 apresenta um contributo significativo  [<i>F</i>(6,340)=3.957; <i>p</i>=.001], explica 6.5% do total de vari&acirc;ncia (<i>R<sup>2</i></sup>=.065) e contribui individualmente com 6.4%  da vari&acirc;ncia para o modelo (<i>R<sup>2</i> </sup>change=.064). Analisando de forma individual verifica-se que uma das vari&aacute;veis  independentes apresenta uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa (<i>p</i>&le;.05) e prediz a utiliza&ccedil;&atilde;o de agress&atilde;o  psicol&oacute;gica: a satisfa&ccedil;&atilde;o familiar prediz negativamente a utiliza&ccedil;&atilde;o deste tipo de t&aacute;tica de  resolu&ccedil;&atilde;o de conflito (<i>&beta;</i>=-.159).</p>     <p>Na vari&aacute;vel perpetra&ccedil;&atilde;o de agress&atilde;o f&iacute;sica sem sequelas, o bloco 1 explica 1.3% da vari&acirc;ncia total  (<i>R<sup>2</i></sup>=.013) contribuindo individualmente com 1.3% da vari&acirc;ncia para o modelo (<i>R<sup>2</i></sup> change=.013),  apresentando um contributo significativo [<i>F</i>(1,345)=4.549; <i>p</i>=.034]. O bloco 2 apresenta uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa  [<i>F</i>(6,340)=5.807; <i>p</i>=.000], explicando 9.3% do total de vari&acirc;ncia (<i>R<sup>2</i></sup>=.093) e de forma individual explica 8% da  vari&acirc;ncia para o modelo (<i>R<sup>2</i></sup> change=.080). No que diz respeito ao contributo de cada uma das vari&aacute;veis independentes  dos blocos, verifica-se que uma vari&aacute;vel apresenta uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa (<i>p&le;.</i>05) e prediz a  utiliza&ccedil;&atilde;o de agress&atilde;o f&iacute;sica sem sequelas positivamente sendo ela a coes&atilde;o emaranhada (<i>&beta;</i>=.124).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A viol&ecirc;ncia na fratria &eacute; um dos tipos de viol&ecirc;ncia mais comuns no contexto familiar sendo, apesar disso, um dos menos  estudados (Finkelhor et al., 2006; Relvas et al., 2014; Relva, Fernandes, &amp; Alarc&atilde;o, 2012; Relva, Fernandes, &amp; Mota, 2012). Os  estudos realizados no contexto portugu&ecirc;s sobre a tem&aacute;tica da viol&ecirc;ncia na fratria s&atilde;o ainda reduzidos, embora  recentemente tenham vindo a ser alvo de maior an&aacute;lise (Relva, 2015; Relvas et al., 2013, 2014; Relva, Fernandes, &amp; Alarc&atilde;o, 2012;  Relva, Fernandes, &amp; Mota, 2012). Este estudo visa, assim, contribuir para a literatura existente sobre a viol&ecirc;ncia nas  rela&ccedil;&otilde;es fraternas associando-a ao funcionamento familiar (coes&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o  familiares).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; diferen&ccedil;a entre o sexo dos sujeitos e as t&aacute;ticas de resolu&ccedil;&atilde;o de conflito utilizadas  verificou-se que existe uma maior perpetra&ccedil;&atilde;o de agress&atilde;o f&iacute;sica sem sequelas pelo sexo masculino quando comparado com  o sexo feminino, resultados que v&atilde;o ao encontro dos de outros estudos que apontam os rapazes como principais perpetradores no contexto da  fratria (Eriksen &amp; Jensen, 2006; Relva et al., 2014; Relva, Fernandes, &amp; Mota, 2012). Este padr&atilde;o pode estar associado &agrave;  aceita&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia do homem contra a mulher, o que poder&aacute; levar &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia  dentro da fratria, na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia (Hoffman et al., 2005; Wallace, 2007). Tendo em conta que os rapazes tendem a ser os  principais alvos de puni&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica por parte dos pais (Lansford et al., 2010; McKee et al., 2007; Straus &amp; Stewart, 1999)  &eacute; poss&iacute;vel que a viv&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia ou a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s mesmas, no  contexto familiar, leve a que estas sejam repetidas pelas crian&ccedil;as noutros contextos, sendo o fraterno um deles (Hoffman et al., 2005;  Wallace, 2007).</p>     <p>No que respeita &agrave;s associa&ccedil;&otilde;es entre as dimens&otilde;es do funcionamento familiar e as t&aacute;ticas de  resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos no subsistema fraterno, verificou-se uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a coes&atilde;o equilibrada,  a comunica&ccedil;&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o familiares e o recurso &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o enquanto estrat&eacute;gia de  resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos, e negativa com a agress&atilde;o psicol&oacute;gica e a agress&atilde;o f&iacute;sica sem sequelas, tanto das  v&iacute;timas como dos agressores. A coes&atilde;o desligada apresentou uma associa&ccedil;&atilde;o negativa com a negocia&ccedil;&atilde;o, e  positiva com a agress&atilde;o psicol&oacute;gica e a agress&atilde;o f&iacute;sica sem sequelas, tanto na escala de perpetra&ccedil;&atilde;o como  na da vitimiza&ccedil;&atilde;o. A escala da coes&atilde;o emaranhada apresentou uma associa&ccedil;&atilde;o positiva com a  perpetra&ccedil;&atilde;o da agress&atilde;o psicol&oacute;gica e com a perpetra&ccedil;&atilde;o e vitimiza&ccedil;&atilde;o da agress&atilde;o  f&iacute;sica sem sequelas. Alguns autores (Herron, Javier, McDonald-Gomez, &amp; Adlerstein, 1994; Hotaling &amp; Straus, 1980) apontam o tempo  que a fam&iacute;lia passa junta, a intensidade do envolvimento dos membros da fam&iacute;lia uns com os outros, a privacidade, o stresse, como  sendo alguns aspetos da organiza&ccedil;&atilde;o familiar que podem contribuir para a viol&ecirc;ncia no contexto da fam&iacute;lia. Assim,  poder&aacute; ser entendido, mediante os resultados obtidos no presente estudo, que as fam&iacute;lias que apresentam rela&ccedil;&otilde;es nos  dois polos extremos da coes&atilde;o (emaranhada e desligada) apresentam maior preval&ecirc;ncia do uso de t&aacute;ticas de  resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos abusivas (t&aacute;ticas f&iacute;sicas e/ou psicol&oacute;gicas), e menor utiliza&ccedil;&atilde;o de  t&aacute;ticas de negocia&ccedil;&atilde;o, ocorrendo o inverso em fam&iacute;lias mais equilibradas a n&iacute;vel de coes&atilde;o. No mesmo  sentido, constatou-se ainda uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre os n&iacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o  familiares com a negocia&ccedil;&atilde;o, o que seria de esperar, j&aacute; que a negocia&ccedil;&atilde;o &eacute; entendida como a  resolu&ccedil;&atilde;o do conflito atrav&eacute;s do di&aacute;logo (Straus, Hamby, Boney-McCoy, &amp; Sugarman, 1996) apresentando, assim, estas  fam&iacute;lias, uma maior comunica&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o no seu seio.</p>     <p>Verificou-se ainda que a satisfa&ccedil;&atilde;o familiar prediz negativamente o uso da agress&atilde;o psicol&oacute;gica. Em alguns estudos  (Martin, Anderson, Burant, &amp; Weber, 1997; Teven, Martin, &amp; Neupauer, 1998) registou-se a exist&ecirc;ncia de uma associa&ccedil;&atilde;o  negativa entre a agress&atilde;o verbal no contexto fraterno e a satisfa&ccedil;&atilde;o relacional com os irm&atilde;os, estando ainda este tipo  de agress&atilde;o verbal associada a uma pior comunica&ccedil;&atilde;o na fratria (Teven et al., 1998). Assim, &eacute; poss&iacute;vel que a  maior satisfa&ccedil;&atilde;o familiar dos sujeitos leve a uma menor utiliza&ccedil;&atilde;o destas t&eacute;cnicas abusivas de gest&atilde;o de  conflitos entre irm&atilde;os e a um n&iacute;vel de comunica&ccedil;&atilde;o mais positivo entre os elementos da fam&iacute;lia. Por  &uacute;ltimo, foi ainda observado que a coes&atilde;o emaranhada prediz positivamente a utiliza&ccedil;&atilde;o da agress&atilde;o f&iacute;sica  sem sequelas. Como referido anteriormente, o tempo que a fam&iacute;lia passa junta e a intensidade do envolvimento dos membros da fam&iacute;lia  uns com os outros, s&atilde;o alguns aspetos da organiza&ccedil;&atilde;o familiar que podem levar a que ocorra viol&ecirc;ncia no contexto  fraterno (Herron et al., 1994; Hotaling &amp; Straus, 1980). Ainda, a maior proximidade entre os membros de uma fam&iacute;lia e a menor  privacidade que ocorre nalgumas fam&iacute;lias devido a uma maior monitoriza&ccedil;&atilde;o dos pais (Robin, 1998) pode levar a que haja mais  conflitos neste subsistema familiar e que se recorra mais a pr&aacute;ticas agressivas na resolu&ccedil;&atilde;o dos mesmos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, limita&ccedil;&otilde;es e propostas para estudos futuros</i></p>     <p>O presente estudo procurou analisar a rela&ccedil;&atilde;o existente entre a coes&atilde;o, a comunica&ccedil;&atilde;o e a  satisfa&ccedil;&atilde;o familiares com as t&aacute;ticas de gest&atilde;o de conflito utilizadas por adolescentes em contexto fraterno. Importa  referir que n&atilde;o encontramos qualquer estudo, no contexto portugu&ecirc;s, que analisasse a forma como as t&aacute;ticas de gest&atilde;o de  conflito na fratria s&atilde;o influenciadas pelo funcionamento familiar. Deste modo, e tendo em conta os resultados obtidos, torna-se importante  que mais investiga&ccedil;&otilde;es sejam desenvolvidas no sentido de melhor compreender quais os processos que levam &agrave;  utiliza&ccedil;&atilde;o das t&aacute;ticas violentas na gest&atilde;o de conflitos fraternos e perceber como o funcionamento familiar pode  contribuir na amplifica&ccedil;&atilde;o ou minimiza&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o de tais pr&aacute;ticas. Assim, &eacute;  relevante que se desenvolvam a&ccedil;&otilde;es junto das comunidades (pais, profissionais de sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e adolescentes)  no sentido de sensibilizar, quer para a magnitude desta problem&aacute;tica, quer para as consequ&ecirc;ncias nefastas que pode acarretar para os  seus intervenientes diretos e indiretos. Tendo em conta as associa&ccedil;&otilde;es encontradas entre o conflito na fratria e o funcionamento  familiar poder&aacute; ser pertinente trabalhar com as fam&iacute;lias as compet&ecirc;ncias comunicacionais, e, deste modo, melhorar os  n&iacute;veis de coes&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o familiares.</p>     <p>O presente estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es, nomeadamente o tamanho da amostra, que n&atilde;o &eacute; representativa da  popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. O facto de a recolha se ter centrado na perspetiva de apenas um dos elementos da fratria tamb&eacute;m pode ser  uma das insufici&ecirc;ncias que conv&eacute;m colmatar em estudos futuros.</p>     <p>Em suma, para investiga&ccedil;&otilde;es futuras seria relevante aumentar o tamanho da amostra, analisar a perspetiva de mais do que um  elemento da fratria, avaliar quest&otilde;es relacionadas com a viol&ecirc;ncia a n&iacute;vel sexual e a agress&atilde;o f&iacute;sica com  sequelas e analisar quais as causas que podem estar associadas &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de um determinado tipo de t&aacute;tica de  resolu&ccedil;&atilde;o de conflito e n&atilde;o de outra. A inclus&atilde;o das restantes escalas da FACES poder&aacute; tamb&eacute;m revelar-se  uma mais-valia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Alarc&atilde;o, M. (2000). <i>(des)Equil&iacute;brios familiares.</i> Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036973&pid=S0870-8231201800010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barnes, H., &amp; Olson, M. (1985). Parent-adolescent communication and the circumplex model. <i>Journal of Child and Family Studies, 56</i>,  438-447.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036975&pid=S0870-8231201800010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Campione-Barr, N., &amp; Smetana, J. (2010). &ldquo;Who said you could wear my sweater?&rdquo; Adolescent siblings&rsquo; conflicts and  associations with relationship quality. <i>Child Development, 81</i>, 464-471. doi: 0009-3920/2010/8102-0004</p>     <!-- ref --><p>Dunn, J. (2007). Siblings and socialization. In J. Grusec &amp; P. Hastings (Eds.), <i>Handbook of socialization: Theory and research</i> (pp.  309-327). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036978&pid=S0870-8231201800010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eriksen, S., &amp; Jensen, V. (2006). All in the family? Family environment factors in sibling violence. <i>Journal of Family Violence, 21</i>,  497-507. doi: 10.1007/s10896-006-9048-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036980&pid=S0870-8231201800010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Faber, A., &amp; Mazlish, E. (1995). <i>Jalousies et rivalit&eacute;s entre fr&egrave;res et s&oelig;urs</i>. Paris: &Eacute;ditions Stock.  (Obra original publicada em 1987)</p>     <!-- ref --><p>Fernandes, O. M. (2005). <i>Ser &uacute;nico ou ser irm&atilde;o</i>. Cruz Quebrada: Oficina do Livro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036982&pid=S0870-8231201800010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fernandes, O. M., Alarc&atilde;o, M., &amp; Raposo, J. (2007). Posi&ccedil;&atilde;o na fratria e personalidade. <i>Estudos de Psicologia,  20</i>, 297-304. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2007000300001" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2007000300001</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036984&pid=S0870-8231201800010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Finkelhor, D., Turner, H., &amp; Ormrod, R. (2006). Kid&rsquo;s stuff: The nature and impact of peer and sibling violence on younger and older  children. <i>Child Abuse &amp; Neglect, 30</i>, 1401-1421. doi: 10.1016/j.chiabu.2006.06.006</p>     <!-- ref --><p>Gage, A., &amp; Rice, J. (2010). Maternal violence, victimization, and child physical punishment in Peru. <i>Child Abuse &amp; Neglect, 34</i>,  523-533. doi: 10.1016/j.chiabu.2009.12.004&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036986&pid=S0870-8231201800010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Goldsmid, R., &amp; F&eacute;res-Carneiro, T. (2011). Rela&ccedil;&atilde;o fraterna: Constitui&ccedil;&atilde;o dos sujeitos e  forma&ccedil;&atilde;o do la&ccedil;o social. <i>Psicologia USP, 22</i>, 771-787.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036987&pid=S0870-8231201800010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hardy, M., Beers, B., Burgess, C., &amp; Taylor, A. (2010). Personal experience and perceived acceptability of sibling aggression. <i>Journal of  Family Violence, 25</i>, 65-71. doi: 10.1007/s10896-009-9270-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036989&pid=S0870-8231201800010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Herron, W., Javier, R., McDonald-Gomez, M., &amp; Adlerstein, L. (1994). Sources of family violence. <i>Journal of Social Distress and the  Homeless, 3</i>, 213-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036990&pid=S0870-8231201800010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hoffman, K., Kiecolt, K., &amp; Edwards, J. (2005). Physical violence between siblings: A theoretical and empirical analysis. <i>Journal of  Family Issues, 26</i>, 1103-1130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036992&pid=S0870-8231201800010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hotaling, G., &amp; Straus, M. (1980). Culture, social organization and irony in the study of family violence. In M. Straus &amp; G. Hotaling  (Eds.), <i>The social causes of husband-wife violence</i> (pp. 3-22). Minneapolis: University of Minnesota Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036994&pid=S0870-8231201800010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Khan, R., &amp; Rogers, P. (2015). The normalization of sibling violence: Does gender and personal experience of violence influence perceptions  of physical assault against siblings?. <i>Journal of Interpersonal Violence, 30</i>, 437-458. doi: 10.1177/0886260514535095&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036996&pid=S0870-8231201800010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lansford, J., Alampay, L., Al-Hassan, S., Bacchini, D., Silvia Bombi, A., Bornstein, M., . . . Zelli, A. (2010). Corporal punishment  of children in nine countries as a function of child gender and parent gender. <i>International Journal of Pediatrics, 10</i>, 1-12. doi:  10.1155/2010/672780&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036997&pid=S0870-8231201800010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2007). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica: Com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS</i> (3&ordf; ed.). Lisboa:  Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=036998&pid=S0870-8231201800010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martin, M., Anderson, C., Burant, P., &amp; Weber, K. (1997). Verbal aggression in sibling relationships. <i>Communication Quarterly, 45</i>,  304-317.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037000&pid=S0870-8231201800010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McKee, L., Roland, E., Coffelt, N., Olson, A., Forehand, R., Massari, C., . . . Zens, M. (2007). Harsh discipline and child problem  behaviors: The roles of positive parenting and gender. <i>Journal of Family Violence, 22</i>, 187-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037002&pid=S0870-8231201800010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Minuchin, S. (1974). <i>Families &amp; family therapy</i>. Cambridge, MA: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037004&pid=S0870-8231201800010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Minuchin, S., Rosman, B., &amp; Baker, L. (1978). <i>Psychosomatic families: Anorexia nervosa in context</i>. Cambridge, MA: Harvard University  Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037006&pid=S0870-8231201800010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Monteiro, A. (2010). <i>Efic&aacute;cia negocial e caracter&iacute;sticas pessoais dos negociadores</i>. Tese de doutoramento n&atilde;o  publicada. Departamento de Psicolox&iacute;a Social, B&aacute;sica e Metodolox&iacute;a da Universidade de Santiago de Compostela, Santiago de  Compostela.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037008&pid=S0870-8231201800010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morley, I., &amp; Stephenson, G. (2015). <i>The social psychology of bargaining</i>. New York: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037010&pid=S0870-8231201800010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olson, D.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037012&pid=S0870-8231201800010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->, Gorall, D., &amp; Tiesel, J. (2006). <i>FACES IV: Development and validation</i>. Minneapolis: Life Innovations, Inc.</p>     <!-- ref --><p>Olson, D. (2000). Circumplex model of marital and family systems. <i>Journal of Family Therapy, 22</i>, 144-167.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037014&pid=S0870-8231201800010000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olson, D. (2004). <i>Family Satisfaction Scale (FSS)</i>. Minneapolis: Life Innovations, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037016&pid=S0870-8231201800010000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olson, D. (2011). Faces IV and the Circumplex Model: Validation study. <i>Journal of Marital and Family Therapy, 37</i>, 64-80. doi:  10.1111/j.1752-0606.2009.00175.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037018&pid=S0870-8231201800010000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Olson, D., &amp; Barnes, H. (2004). <i>Family communication</i>. Minneapolis: Life Innovations, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037019&pid=S0870-8231201800010000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olson, D., &amp; Gorall, D. (2003). Circumplex model of marital and family systems. In F. Walsh (Ed.), <i>Normal family processes</i> (3<sup>rd  </sup>ed.). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037021&pid=S0870-8231201800010000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rebelo, J. (2008). <i>Rela&ccedil;&otilde;es familiares e toxicodepend&ecirc;ncia</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado  n&atilde;o-publicada. Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra, Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037023&pid=S0870-8231201800010000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Relva, I. (2015). Viol&ecirc;ncia na fam&iacute;lia e viol&ecirc;ncia entre os filhos. In O. M. Fernandes &amp; C. Maia (Eds.), <i>A  fam&iacute;lia portuguesa no s&eacute;culo XXI</i> (pp. 245-252). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Parsifal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037025&pid=S0870-8231201800010000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Relva, I., Fernandes, O. M., &amp; Alarc&atilde;o, M. (2012). Viol&ecirc;ncia entre irm&atilde;os: Uma realidade desconhecida. <i>Revista  Interamericana de Psicologia, 46</i>, 205-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037027&pid=S0870-8231201800010000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Relva, I., Fernandes, O. M., Alarc&atilde;o, M., &amp; Martins, A. (2014). Estudo explorat&oacute;rio sobre a viol&ecirc;ncia entre  irm&atilde;os em Portugal. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 27</i>, 398-408. doi: 10.1590/1678-7153.201427221&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037029&pid=S0870-8231201800010000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Relva, I., Fernandes, O. M., &amp; Costa, R. (2013). Psychometric properties of the Revised Conflict Tactics Scales: Portuguese sibling version  (CTS2-SP). <i>Journal of Family Violence, 28</i>(5), 46-62. doi: 10.1007/s10896-013-9530-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037030&pid=S0870-8231201800010000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Relva, I., Fernandes, O. M., &amp; Mota, C. (2012). An exploration of sibling violence predictors. <i>Journal of Aggression, Conflict and Peace  Research, 5</i>, 46-62. doi: 10.1108/17596591311290740&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037031&pid=S0870-8231201800010000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Robin, A. (1998). <i>ADHD in adolescents: Diagnosis and treatment</i>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037032&pid=S0870-8231201800010000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Siddiqui, A., &amp; Ross, H. (1999). How do sibling conflicts end?. <i>Early Education and Development, 10</i>, 315-332.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037034&pid=S0870-8231201800010000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Simons, D., &amp; Wurtele, S. (2010). Relationships between parents&rsquo; use of corporal punishment and their children&rsquo;s endorsement of  spanking and hitting other children. <i>Child Abuse &amp; Neglect, 34</i>, 634-646. doi: 10.1016/j.chiabu.2010.01.012</p>     <!-- ref --><p>Straus, M. (2010). Prevalence, societal causes, and trends in corporal punishment by parents in world perspective. <i>Law and Contemporary  Problems, 73</i>(2), 1-30. Retrieved from  <a href="http://www.jstor.org/stable/25766385" target="_blank">http://www.jstor.org/stable/25766385</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037037&pid=S0870-8231201800010000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Straus, M., Hamby, S., Boney-McCoy, S., &amp; Sugarman, D. (1996). The Revised Conflict Tactics Scales (CTS2): Development and preliminary  psychometric data. <i>Journal of Family Issues, 17</i>, 283-316. doi: 10.1177/019251396017003001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037038&pid=S0870-8231201800010000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Straus, M., Hamby, S., Finkelhor, D., Boney-McCoy, S., &amp; Sugarman, D. (1995). Conflict Tactics Scales form: CTS2-SP. In M. Straus (Ed.),  <i>Handbook of Conflict Tactics Scales (CTS): Including revised versions of CTS2 and CTS2PC</i> (pp. 61-64). Durham, NH: Family Research  Laboratory, University of New Hampshire.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037039&pid=S0870-8231201800010000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Straus, M., &amp; Stewart, J. (1999). Corporal punishment by American parents: National data on prevalence, chronicity, severity, and duration,  in relation to child, and family characteristics. <i>Clinical Child and Family Psychology Review, 2</i>, 55-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037041&pid=S0870-8231201800010000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Teven, J., Martin, M., &amp; Neupauer, N. (1998). Sibling relationships: Verbally aggressive messages and their effect on relational  satisfaction. <i>Communication Reports, 11</i>, 179-186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037043&pid=S0870-8231201800010000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Toman, W. (1993). <i>Family constellation: Its effects on personality and social behavior.</i> New York: Springer Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037045&pid=S0870-8231201800010000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vandell, D. L., &amp; Bailey, M. D. (1992). Conflicts between siblings. In C. U. Shantz &amp; W. W. Hartup (Eds.), <i>Conflict in child and  adolescent development</i> (pp. 242-269). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037047&pid=S0870-8231201800010000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Visani, E. (2014). Il Faces IV e il modello circonflesso. In E. Visani, S. Di Nuovo, &amp; C. Loriedo (Eds.), <i>Il Faces IV. Il modello  circonflesso di Olson nella clinica e nella ricerca</i> (pp. 16-62). Italy: Franco Angeli.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037049&pid=S0870-8231201800010000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wallace, H. (2007). <i>Sibling abuse</i>. In N. Jackson (Ed.), Encyclopedia of domestic violence (pp. 636-638). New York: Taylor &amp; Francis  Group.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037051&pid=S0870-8231201800010000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Widmer, E. (1999). <i>Les relations fraternelles des adolescents</i>. Paris: Presses Universitaires de France.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=037053&pid=S0870-8231201800010000500049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Joana Lopes de Carvalho, Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes  e Alto Douro, Quinta de Prados, 5001-801 Vila Real, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:joana_1_4@live.com.pt">joana_1_4@live.com.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 10/12/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 22/03/2017</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alarcão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[(des)Equilíbrios familiares]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Quarteto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barnes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parent-adolescent communication and the circumplex model]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Child and Family Studies]]></source>
<year>1985</year>
<volume>56</volume>
<page-range>438-447</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Campione-Barr]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smetana]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[“Who said you could wear my sweater?” Adolescent siblings’ conflicts and associations with relationship quality]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>2010</year>
<volume>81</volume>
<page-range>464-471</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dunn]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Siblings and socialization]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Grusec]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hastings]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of socialization: Theory and research]]></source>
<year>2007</year>
<page-range>309-327</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Eriksen]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jensen]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[All in the family? Family environment factors in sibling violence]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Violence]]></source>
<year>2006</year>
<volume>21</volume>
<page-range>497-507</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Faber]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mazlish]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Jalousies et rivalités entre frères et sœurs]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Éditions Stock]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ser único ou ser irmão]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cruz Quebrada ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oficina do Livro]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alarcão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raposo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Posição na fratria e personalidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Psicologia]]></source>
<year>2007</year>
<volume>20</volume>
<page-range>297-304</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Finkelhor]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Turner]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ormrod]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Kid’s stuff: The nature and impact of peer and sibling violence on younger and older children]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Abuse & Neglect]]></source>
<year>2006</year>
<volume>30</volume>
<page-range>1401-1421</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gage]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rice]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Maternal violence, victimization, and child physical punishment in Peru]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Abuse & Neglect]]></source>
<year>2010</year>
<volume>34</volume>
<page-range>523-533</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goldsmid]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Féres-Carneiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relação fraterna: Constituição dos sujeitos e formação do laço social]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia USP]]></source>
<year>2011</year>
<volume>22</volume>
<page-range>771-787</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hardy]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beers]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burgess]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Personal experience and perceived acceptability of sibling aggression]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Violence]]></source>
<year>2010</year>
<volume>25</volume>
<page-range>65-71</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Herron]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Javier]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McDonald-Gomez]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Adlerstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sources of family violence]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Social Distress and the Homeless]]></source>
<year>1994</year>
<volume>3</volume>
<page-range>213-228</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hoffman]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kiecolt]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Edwards]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical violence between siblings: A theoretical and empirical analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Issues]]></source>
<year>2005</year>
<volume>26</volume>
<page-range>1103-1130</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hotaling]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Straus]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Straus]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hotaling]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The social causes of husband-wife violence]]></source>
<year>1980</year>
<page-range>3-22</page-range><publisher-loc><![CDATA[Minneapolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of Minnesota Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Khan]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rogers]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The normalization of sibling violence: Does gender and personal experience of violence influence perceptions of physical assault against siblings?]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Interpersonal Violence]]></source>
<year>2015</year>
<volume>30</volume>
<page-range>437-458</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lansford]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alampay]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Al-Hassan]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bacchini]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silvia Bombi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bornstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Corporal punishment of children in nine countries as a function of child gender and parent gender]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Pediatrics]]></source>
<year>2010</year>
<volume>10</volume>
<page-range>1-12</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marôco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise estatística: Com utilização do SPSS]]></source>
<year>2007</year>
<edition>3</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Sílabo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Anderson]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burant]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weber]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Verbal aggression in sibling relationships]]></article-title>
<source><![CDATA[Communication Quarterly]]></source>
<year>1997</year>
<volume>45</volume>
<page-range>304-317</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McKee]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roland]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coffelt]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Forehand]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Massari]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zens]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Harsh discipline and child problem behaviors: The roles of positive parenting and gender]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Violence]]></source>
<year>2007</year>
<volume>22</volume>
<page-range>187-196</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minuchin]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Families & family therapy]]></source>
<year>1974</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Harvard University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minuchin]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rosman]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baker]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psychosomatic families: Anorexia nervosa in context]]></source>
<year>1978</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge, MA ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Harvard University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Eficácia negocial e características pessoais dos negociadores]]></source>
<year>2010</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morley]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stephenson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The social psychology of bargaining]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Psychology Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circumplex model of marital and family systems]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Therapy]]></source>
<year>2000</year>
<volume>22</volume>
<page-range>144-167</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Family Satisfaction Scale]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Minneapolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Life Innovations, Inc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Faces IV and the Circumplex Model: Validation study]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Marital and Family Therapy]]></source>
<year>2011</year>
<volume>37</volume>
<page-range>64-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barnes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Family communication]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Minneapolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Life Innovations, Inc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gorall]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circumplex model of marital and family systems]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Walsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Normal family processes]]></source>
<year>2003</year>
<edition>3</edition>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rebelo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Relações familiares e toxicodependência]]></source>
<year>2008</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Relva]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Violência na família e violência entre os filhos]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maia]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A família portuguesa no século XXI]]></source>
<year>2015</year>
<page-range>245-252</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Parsifal]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Relva]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alarcão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Violência entre irmãos: Uma realidade desconhecida]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Interamericana de Psicologia]]></source>
<year>2012</year>
<volume>46</volume>
<page-range>205-214</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Relva]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alarcão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo exploratório sobre a violência entre irmãos em Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia: Reflexão e Crítica]]></source>
<year>2014</year>
<volume>27</volume>
<page-range>398-408</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Relva]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychometric properties of the Revised Conflict Tactics Scales: Portuguese sibling version (CTS2-SP)]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Violence]]></source>
<year>2013</year>
<volume>28(5)</volume>
<page-range>46-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Relva]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mota]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An exploration of sibling violence predictors]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Aggression]]></source>
<year>2012</year>
<volume>Conflict and Peace Research</volume>
<page-range>5, 46-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Robin]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[ADHD in adolescents: Diagnosis and treatment]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Siddiqui]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ross]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How do sibling conflicts end?]]></article-title>
<source><![CDATA[Early Education and Development]]></source>
<year>1999</year>
<volume>10</volume>
<page-range>315-332</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Simons]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wurtele]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relationships between parents’ use of corporal punishment and their children’s endorsement of spanking and hitting other children]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Abuse & Neglect]]></source>
<year>2010</year>
<volume>34</volume>
<page-range>634-646</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Straus]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence, societal causes, and trends in corporal punishment by parents in world perspective]]></article-title>
<source><![CDATA[Law and Contemporary Problems]]></source>
<year>2010</year>
<volume>73</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>1-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Straus]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hamby]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boney-McCoy]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sugarman]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Revised Conflict Tactics Scales: Development and preliminary psychometric data]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Issues]]></source>
<year>1996</year>
<volume>17</volume>
<page-range>283-316</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Straus]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hamby]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Finkelhor]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boney-McCoy]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sugarman]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Conflict Tactics Scales form: CTS2-SP]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Straus]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of Conflict Tactics Scales: Including revised versions of CTS2 and CTS2PC]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>61-64</page-range><publisher-loc><![CDATA[Durham ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Family Research Laboratory, University of New Hampshire]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Straus]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stewart]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Corporal punishment by American parents: National data on prevalence, chronicity, severity, and duration, in relation to child, and family characteristics]]></article-title>
<source><![CDATA[Clinical Child and Family Psychology Review]]></source>
<year>1999</year>
<volume>2</volume>
<page-range>55-70</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teven]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neupauer]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sibling relationships: Verbally aggressive messages and their effect on relational satisfaction]]></article-title>
<source><![CDATA[Communication Reports]]></source>
<year>1998</year>
<volume>11</volume>
<page-range>179-186</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Toman]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Family constellation: Its effects on personality and social behavior]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vandell]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bailey]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Conflicts between siblings]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Shantz]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. U.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hartup]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Conflict in child and adolescent development]]></source>
<year>1992</year>
<page-range>242-269</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Visani]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="it"><![CDATA[Il Faces IV e il modello circonflesso]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Visani]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Di Nuovo]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loriedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Il Faces IV. Il modello circonflesso di Olson nella clinica e nella ricerca]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>16-62</page-range><publisher-name><![CDATA[Franco Angeli]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wallace]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sibling abuse]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Jackson]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Encyclopedia of domestic violence]]></source>
<year>2007</year>
<page-range>636-638</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Taylor & Francis Group]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Widmer]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Les relations fraternelles des adolescents]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Presses Universitaires de France]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
