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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do bem-estar subjetivo em adolescentes: Relações com sexo e faixa etária]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Subjective well-being evalution in adolescents: Relationships with sex and age]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Adolescents wellbeing study is justified by the importance of promotion of positive aspects in this period of development. Gender and age are associated to variation in life satisfaction and positive and negative affects. This work has the objective to evaluate the level of adolescents’ wellbeing, from a index which agrupate positive and negative affects and life satisfaction, observing gender and age group. A Multidimensional Scale of Life Satisfaction and a Positive and Negative Affect Scale were applied collectively in 426 adolescents (M=14.91 years old; SD=1.65) from public schools of Porto Alegre. Results pointed highest average between boys in family satisfaction, self-efficacy and well-being. Girls presented more friendship satisfaction, more negative affect and less life satisfaction. These data indicate the need of interventions that promote positive aspects between girls.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Bem-estar subjetivo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o do bem-estar subjetivo em adolescentes: Rela&ccedil;&otilde;es com sexo e faixa et&aacute;ria</b></p>     <p><b>Subjective well-being evalution in adolescents: Relationships with sex and age</b></p>     <p><b>Doral&uacute;cia Gil da Silva<sup>1</sup>, D&eacute;bora Dalbosco Dell&rsquo;Aglio<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil / Universidade LaSalle, Canoas, RS, Brasil</p>     <p><sup>2</sup>Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil / Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS,  Brasil</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O estudo do bem-estar subjetivo com adolescentes justifica-se pela import&acirc;ncia da identifica&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de  aspectos positivos nesse per&iacute;odo do desenvolvimento. O sexo e a faixa et&aacute;ria t&ecirc;m sido associados &agrave;  varia&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o de vida e afetos positivos e negativos. Assim, este trabalho teve por objetivo avaliar o  n&iacute;vel de BES de adolescentes, a partir de um &iacute;ndice que engloba a avalia&ccedil;&atilde;o de afetos positivos e negativos e a  satisfa&ccedil;&atilde;o dos adolescentes com rela&ccedil;&atilde;o aos dom&iacute;nios espec&iacute;ficos de suas vidas, observando a  associa&ccedil;&atilde;o com sexo e faixa et&aacute;ria. Foram aplicadas a Escala Multidimensional de Satisfa&ccedil;&atilde;o de Vida e a Escala  de Afetos Positivos e Negativos para Adolescentes em 426 estudantes (m&eacute;dia de idade 14.91 anos; <i>DP</i>=1.65) de escolas p&uacute;blicas  de Porto Alegre. Foram observadas m&eacute;dias mais altas entre os meninos nas dimens&otilde;es satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia,  autoefic&aacute;cia e bem-estar. As meninas apresentaram maior satisfa&ccedil;&atilde;o com as amizades, maiores n&iacute;veis de afetos negativos  e menor satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. Tais dados indicam a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es que promovam aspectos positivos entre  as adolescentes.    <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Bem-estar subjetivo, Adolesc&ecirc;ncia, Sexo, Faixa et&aacute;ria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Adolescents wellbeing study is justified by the importance of promotion of positive aspects in this period of development. Gender and age are  associated to variation in life satisfaction and positive and negative affects. This work has the objective to evaluate the level of  adolescents&rsquo; wellbeing, from a index which agrupate positive and negative affects and life satisfaction, observing gender and age group. A  Multidimensional Scale of Life Satisfaction and a Positive and Negative Affect Scale were applied collectively in 426 adolescents (<i>M</i>=14.91  years old; <i>SD</i>=1.65) from public schools of Porto Alegre. Results pointed highest average between boys in family satisfaction, self-efficacy  and well-being. Girls presented more friendship satisfaction, more negative affect and less life satisfaction. These data indicate the need of  interventions that promote positive aspects between girls.</p>     <p><b>Key words</b>: Subjective wellbeing, Adolescence, Gender, Age group.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O bem-estar subjetivo (BES), entendido a partir da perspectiva hed&ocirc;nica, &eacute; entendido como uma avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva e  emocional a respeito da pr&oacute;pria vida. O componente cognitivo corresponde ao conceito de satisfa&ccedil;&atilde;o de vida (SV) (Diener,  1984). A avalia&ccedil;&atilde;o pode ser feita a respeito da vida de forma global, ou seja, a percep&ccedil;&atilde;o que a pessoa tem de sua vida  como um todo, ou considerando os diferentes dom&iacute;nios dela, de forma que o indiv&iacute;duo informa o quanto est&aacute; satisfeito com a  vida que leva (Diener, 2006). A avalia&ccedil;&atilde;o pode referir-se ainda a aspectos mais espec&iacute;ficos, como relacionamentos,  fam&iacute;lia, trabalho, escola (Diener, Suh, Lucas, &amp; Smith, 1999). Assim, os determinantes para a satisfa&ccedil;&atilde;o de vida podem ser  provenientes de condi&ccedil;&otilde;es externas e de fatores internos. Diener (1984) considera mais adequado avaliar a satisfa&ccedil;&atilde;o de  vida a partir dos par&acirc;metros ou dom&iacute;nios selecionados pelos pr&oacute;prios indiv&iacute;duos como importantes para afetar o seu  bem-estar. O fator afetivo abrange os afetos positivos (AP) e negativos (AN) (Diener, 1984). O afeto positivo &eacute; definido como o quanto um  indiv&iacute;duo se sente ativo e entusiasmado, enquanto o afeto negativo corresponde ao quanto uma pessoa sente estados de humor aversivos como  culpa ou raiva (Diener, 1984).</p>     <p>Priorizar o estudo de elementos positivos do ser humano est&aacute; de acordo com a tend&ecirc;ncia de pesquisas atrelada &agrave; Psicologia  Positiva. Seligman e Csikszentmihalyi (2000) no artigo de revis&atilde;o que oficialmente inaugurou essa nova perspectiva dentro da psicologia,  colocam que o novo enfoque deveria ser identificar aspectos intraps&iacute;quicos e sociais das pessoas que possibilitam um desenvolvimento  saud&aacute;vel, ou ainda verificar como as pessoas &ldquo;sobrevivem&rdquo; apesar de situa&ccedil;&otilde;es estressantes pelas quais passam.  Essa abordagem tamb&eacute;m mant&eacute;m interesse em conhecer quais os elementos est&atilde;o implicados no fortalecimento e na  constru&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias dos indiv&iacute;duos (Seligman &amp; Csikszentmihalyi, 2000). Tal &aacute;rea tem como temas  investigados alguns eixos norteadores como emo&ccedil;&otilde;es e afetos positivos, for&ccedil;as, institui&ccedil;&otilde;es positivas (Passareli  &amp; Silva, 2007). Dessa forma, a &ecirc;nfase dos estudos deixa de ser sobre quest&otilde;es de sofrimento ps&iacute;quico e psicopatologias e  passa a avan&ccedil;ar no sentido de uma perspectiva sobre o ser humano mais integrada. Nela s&atilde;o considerados os aspectos de  compreens&atilde;o, diagn&oacute;stico e t&eacute;cnicas de interven&ccedil;&otilde;es para situa&ccedil;&otilde;es de pessoas em sofrimento  aliados &agrave; vis&atilde;o dos aspectos positivos delas, de forma a desenvolver condi&ccedil;&otilde;es e capacidades associadas ao  desenvolvimento saud&aacute;vel.</p>     <p>Com efeito, estudos que investigam o bem-estar enfocam um aspecto positivo do desenvolvimento (Segabinazi, Giacomoni, Dias, Teixeira, &amp;  Moraes, 2010; Suldo &amp; Huebner, 2006), o que configura o construto como inserido na &aacute;rea de preven&ccedil;&atilde;o e  promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de (Diener, 2000). Considerando essa inser&ccedil;&atilde;o, justifica-se entender e descrever quais  vari&aacute;veis est&atilde;o implicadas nos n&iacute;veis de BES e, por conseguinte, promov&ecirc;-lo j&aacute; em per&iacute;odos iniciais do  desenvolvimento, especialmente, em uma das etapas cruciais como a adolesc&ecirc;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na adolesc&ecirc;ncia ocorrem concomitantes transforma&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas, psicol&oacute;gicas e sociais. O jovem  come&ccedil;a a vislumbrar a possibilidade de controle e poder sobre sua vida atrav&eacute;s das v&aacute;rias transforma&ccedil;&otilde;es pelas  quais est&aacute; passando, buscando exercer sua autonomia livremente voltando-se para o meio social (Pessalacia, Menezes, &amp; Massuia, 2010).  Nesse sentido, altos n&iacute;veis de bem-estar na adolesc&ecirc;ncia facilitam o desenvolvimento frente a intensas transforma&ccedil;&otilde;es do  per&iacute;odo, fazendo com que perceba sua vida de maneira mais positiva. Com isso, torna-se importante definir o bem-estar para os adolescentes e  suas dimens&otilde;es.</p>     <p>Ao tentar responder tal quest&atilde;o, os estudos brasileiros e internacionais mostram algumas caracter&iacute;sticas que parecem se aproximar  do que &eacute; considerado bem-estar pelos jovens. Uma das vari&aacute;veis consideradas como importante para a sua defini&ccedil;&atilde;o  &eacute; o sexo, sobre o qual ainda n&atilde;o h&aacute; consenso. De maneira geral, parece que as meninas consideram aspectos diferentes para  avaliar e relatar seu bem-estar em rela&ccedil;&atilde;o aos aspectos que os meninos consideram. Um estudo europeu com uma amostra de 2400  adolescentes encontrou diferen&ccedil;as relevantes de satisfa&ccedil;&atilde;o de vida entre os sexos. Os meninos apresentaram mais autoestima e  satisfa&ccedil;&atilde;o de vida, que se mantiveram ao longo da adolesc&ecirc;ncia enquanto nas meninas foi observado um decl&iacute;nio dessas  vari&aacute;veis conforme o aumento da idade (Reina, Oliva, &amp; Parra, 2010). Por&eacute;m, estudos latinoamericanos n&atilde;o encontraram tais  diferen&ccedil;as (Benatuil, 2004; Sarriera et al., 2012). Em outro estudo realizado com 271 adolescentes argentinos n&atilde;o foram encontradas  diferen&ccedil;as significativas por sexo e idade. No entanto, outras vari&aacute;veis como os v&iacute;nculos pessoais e a aceita&ccedil;&atilde;o  de si mesmo foram capazes de diferenciar jovens com maiores ou menores n&iacute;veis de bem-estar (Benatuil, 2004).</p>     <p>No contexto do sul do Brasil, em amostra com 188 alunos de escolas p&uacute;blicas, a diferen&ccedil;a dos n&iacute;veis de bem-estar entre os  sexos tamb&eacute;m n&atilde;o foi identificada (Strelhow, Bueno, &amp; C&acirc;mara, 2010). No entanto, no estudo de Serafini e Bandeira (2011),  realizado com 502 adolescentes de escolas p&uacute;blicas de Porto Alegre, foi observado que as meninas se mostraram mais satisfeitas com a  rela&ccedil;&atilde;o com os amigos, com as atividades escolares e com a rela&ccedil;&atilde;o com os colegas e professores do que os meninos. Para  os meninos, a satisfa&ccedil;&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o com o pai e intimidade com ele foi significativamente maior em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s meninas.</p>     <p>Em um estudo qualitativo, diferen&ccedil;as sobre o bem-estar entre os sexos tamb&eacute;m apareceram. Para investigar o que &eacute; felicidade  sob a perspectiva dos jovens, Camargo, Abaid e Giacomoni (2011) realizaram estudo com entrevista semiestruturada do qual participaram 95  adolescentes. Os resultados demonstraram que sentir-se bem consigo e com os outros s&atilde;o fatores relevantes para a felicidade. A  fam&iacute;lia apareceu como um componente importante, tendo em vista que, apesar do distanciamento que ocorre entre os jovens e as figuras  parentais durante a adolesc&ecirc;ncia, ainda pode ser considerada a primeira rede de apoio dos jovens. Outras categorias foram amizade e  relacionamentos, refor&ccedil;ando a ideia de a adolesc&ecirc;ncia ser um per&iacute;odo em que o jovem se volta para o seu meio social em busca de  autonomia e novas rela&ccedil;&otilde;es. Em rela&ccedil;&atilde;o a diferen&ccedil;as por sexo, a categoria fam&iacute;lia apareceu como mais  importante para as meninas. As autoras compreendem que o comportamento de conversar e dividir experi&ecirc;ncias e sentimentos &eacute; mais comum  entre meninas. Ao mesmo tempo, a categoria mais citada pelos meninos foi sentimentos, mostrando que eles tamb&eacute;m se preocupam com  quest&otilde;es emocionais pr&oacute;prias e dos outros e as consideram importantes para a felicidade. Em contrapartida, n&atilde;o foi observada  diferen&ccedil;a entre os sexos em rela&ccedil;&atilde;o ao que &eacute; estar feliz. Ainda no estudo de Camargo, Abaid e Giacomoni (2011), outra  categoria que ganhou destaque entre os meninos foi a satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades e desejos, associando felicidade &agrave;  obten&ccedil;&atilde;o de bens materiais, seguran&ccedil;a, morar bem, boas condi&ccedil;&otilde;es de vida.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos afetos, as diferen&ccedil;as por sexo oscilam. Alguns estudos mostram que os meninos experienciam menos afetos  negativos e mais afetos positivos do que as meninas (Segabinazi et al., 2012; Vera et al., 2008) e outros demonstram a associa&ccedil;&atilde;o  inversa (Nolen-Hoeksema &amp; Girgus,1994). Alguns autores sugerem que na verdade as diferen&ccedil;as nos afetos se devem mais a papeis diferentes  esperados socialmente e desempenhados por meninos e meninas. &Agrave;s meninas caberia expressar e falar mais sobre sentimentos, tanto os positivos  como os negativos, enquanto os meninos n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o estimulados nesse sentido (Fujita, Diener, &amp; Sandvik, 1991). Ou ainda  h&aacute; a possibilidade de que a experimenta&ccedil;&atilde;o dos afetos esteja relacionada com as atividades desempenhadas e tipos de interesses  profissionais. Em pesquisa realizada com 529 estudantes brasileiros de ensino m&eacute;dio, atividades burocr&aacute;ticas mostraram  rela&ccedil;&atilde;o tanto com afetos agrad&aacute;veis como desagrad&aacute;veis. Atividades relacionadas com interesses por ci&ecirc;ncias  exatas mostraram associa&ccedil;&atilde;o com afetos negativos (Noronha &amp; Mans&atilde;o, 2012).</p>     <p>Outros elementos relativos a aspectos sociais e de intera&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m v&ecirc;m sendo relacionados ao bem-estar. A  satisfa&ccedil;&atilde;o com atividades de tempo livre relacionadas &agrave; intera&ccedil;&atilde;o social (conviv&ecirc;ncia com a fam&iacute;lia  e amigos), com a pr&aacute;tica de esportes e de atividades intelectuais se mostrou associada com o bem-estar (Sarriera et al., 2013). No mesmo  estudo, realizado no sul do Brasil, foi observado que a organiza&ccedil;&atilde;o do tempo e a percep&ccedil;&atilde;o de seu aproveitamento  influenciam o bem-estar, tendo em vista a import&acirc;ncia da autonomia para os jovens em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escolha das atividades e  do gerenciamento delas.</p>     <p>O estudo de Segabinazi et al. (2010) identificou dimens&otilde;es condizentes com a satisfa&ccedil;&atilde;o de vida em adolescentes  brasileiros, a saber: Fam&iacute;lia, <i>Self</i>, Escola, <i>Self</i> comparado, N&atilde;o-viol&ecirc;ncia, Autoefic&aacute;cia e Amizade. Foi  destacado o papel da dimens&atilde;o <i>Self</i> comparado, que indica as avalia&ccedil;&otilde;es comparativas que os adolescentes fazem em  rela&ccedil;&atilde;o a seus pares. A autoefic&aacute;cia demonstrou a import&acirc;ncia da percep&ccedil;&atilde;o de sucesso em tarefas ou  habilidades dos adolescentes para avaliarem sua satisfa&ccedil;&atilde;o de vida, enquanto que a dimens&atilde;o fam&iacute;lia demonstrou  relev&acirc;ncia, especialmente ao servir como fonte de apoio social. A amizade tamb&eacute;m foi destacada, indicando que o relacionamento com  outros adolescentes &eacute; igualmente um componente para a satisfa&ccedil;&atilde;o de vida. Com efeito, conviver com amigos tem se mostrado um  preditor de bem-estar na adolesc&ecirc;ncia, n&atilde;o havendo diferen&ccedil;as nesse aspecto entre sexos e idades (Sarriera et al., 2013;  Serafini &amp; Bandeira, 2011).</p>     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a do estudo de Segabinazi et al. (2010), Huebner, Drane e Valois (2000) em pesquisa feita com 5545 estudantes de Ensino  M&eacute;dio estadunidenses, apontaram que a satisfa&ccedil;&atilde;o de vida em adolescentes poderia ser avaliada de forma global e tamb&eacute;m  em cinco dimens&otilde;es: fam&iacute;lia, amigos, escola, <i>Self</i> e ambiente onde vivem. Nesse estudo n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as  significativas para sexo, ra&ccedil;a, s&eacute;rie e idade na avalia&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o de vida global. Por&eacute;m,  encontraram que as meninas tiveram mais satisfa&ccedil;&atilde;o com as experi&ecirc;ncias escolares e com as amizades entre os pares.</p>     <p>Como pode ser observado nos resultados das pesquisas, a idade &eacute; outra vari&aacute;vel que parece estar associada a um maior ou menor  bem-estar nos adolescentes. Um estudo realizado em cinco pa&iacute;ses de diferentes continentes revelou uma redu&ccedil;&atilde;o dos  n&iacute;veis de bem-estar com o avan&ccedil;o da adolesc&ecirc;ncia (Coenders, Casas, Figuer, &amp; Gonz&aacute;lez, 2005). No mesmo sentido, a  pesquisa de Sarriera et al. (2012), com 640 adolescentes argentinos e brasileiros apontou que dos 13 aos 16 anos h&aacute; uma  diminui&ccedil;&atilde;o progressiva do bem-estar. Alguns estudos n&atilde;o encontram diferen&ccedil;as entre faixas et&aacute;rias (Segabinazi et  al., 2012). No entanto, h&aacute; discuss&atilde;o de que pode haver uma diminui&ccedil;&atilde;o do afeto positivo em si e do aspecto positivo do  bem-estar com o avan&ccedil;o da adolesc&ecirc;ncia, em raz&atilde;o de nesse per&iacute;odo o jovem deparar-se com situa&ccedil;&otilde;es  potencialmente estressantes, como o ingresso na universidade ou no mercado de trabalho (Sarriera et al., 2012; Segabinazi et al., 2012).</p>     <p>Contudo, ainda que n&atilde;o haja consenso a respeito da associa&ccedil;&atilde;o entre sexo e idade e afetos positivos e negativos, estudos  indicam que os afetos e o bem-estar podem favorecer ou desfavorecer a maneira como uma pessoa percebe a si, aos outros e exerce influ&ecirc;ncia  nas rela&ccedil;&otilde;es com os pares (Passareli &amp; Silva, 2007). Tais rela&ccedil;&otilde;es, por sua vez, t&ecirc;m se mostrado como um  fator importante para melhores n&iacute;veis de bem-estar (Diener &amp; Seligman, 2004).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir da revis&atilde;o de estudos que investigam o BES, pode-se observar que, em geral, os afetos positivos, negativos e  satisfa&ccedil;&atilde;o de vida t&ecirc;m sido avaliados e discutidos de forma isolada. Contudo, ressalta-se que, a fim de haver um melhor  entendimento do fen&ocirc;meno, &eacute; importante avaliar o BES como um todo, considerando seus componentes de forma integrada, em  conson&acirc;ncia com o modelo te&oacute;rico proposto (Diener, 1984).</p>     <p>Dessa forma, frente &agrave;s contribui&ccedil;&otilde;es das pesquisas apresentadas, este estudo teve por objetivo avaliar o n&iacute;vel de  BES de adolescentes, a partir de um &iacute;ndice integrado que engloba a avalia&ccedil;&atilde;o de afetos positivos e negativos e a  satisfa&ccedil;&atilde;o dos adolescentes com rela&ccedil;&atilde;o aos dom&iacute;nios espec&iacute;ficos de suas vidas, observando a  associa&ccedil;&atilde;o com sexo e faixa et&aacute;ria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram deste estudo 426 adolescentes com idades entre 12 e 18 anos (<i>M</i>=14,91; <i>DP</i>=1,65) (faixa et&aacute;ria 1: 12 a 15 anos,  <i>n</i>=255; faixa et&aacute;ria 2: 16 a 18 anos, <i>n</i>=170), de ambos os sexos (sendo 62% do sexo feminino). Os participantes estudavam desde  o sexto ano do Ensino Fundamental ao terceiro ano do Ensino M&eacute;dio de escolas da rede p&uacute;blica de Porto Alegre/ RS, Brasil, sendo que  uma parte deles (9,9%) tamb&eacute;m relatou que trabalha. A maioria era solteiro (98,8%) e apenas 1,1% referiu viver com companheiro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Ficha de Dados Sociodemogr&aacute;ficos</i>: investiga dados como idade, sexo, s&eacute;rie escolar, informa&ccedil;&otilde;es sobre  trabalho, configura&ccedil;&atilde;o familiar, repet&ecirc;ncia escolar, entre outros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala Multidimensional de Satisfa&ccedil;&atilde;o de Vida para Adolescentes (EMSVA)</i> (Segabinazi et al., 2010): escala composta por 52  itens que avaliam sete dimens&otilde;es da satisfa&ccedil;&atilde;o de vida de adolescentes: fam&iacute;lia, <i>self</i>, escola, <i>self</i>  comparado, n&atilde;o viol&ecirc;ncia, autoefic&aacute;cia, e amizade. As respostas s&atilde;o em escala <i>Likert</i> de cinco pontos, variando de  1 (nem um pouco) a 5 (muit&iacute;ssimo). No estudo original (Segabinazi et al., 2010) foi encontrada uma adequada consist&ecirc;ncia interna da  escala (&alpha;=0.93).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Afetos Positivos e Negativos para Adolescentes (EAPNA)</i> (Segabinazi et al., 2012): a escala constitui-se de 32 adjetivos  descritores de estados afetivos subjetivos, com op&ccedil;&otilde;es de resposta em escala <i>Likert</i> de cinco pontos, variando de &ldquo;nem um  pouco&rdquo; a &ldquo;muit&iacute;ssimo&rdquo;. O estudo (Segabinazi et al., 2012) demonstrou &iacute;ndices de consist&ecirc;ncia interna  adequados avaliados por meio do alfa de <i>Cronbach</i> (0.88 para AP e para AN).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos e considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</i></p>     <p>Quanto aos aspectos &eacute;ticos, o estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Instituto de Psicologia da UFRGS, sob  protocolo n&ordm; 557.202. Foi realizado contato com a dire&ccedil;&atilde;o das escolas selecionadas por conveni&ecirc;ncia de diferentes  regi&otilde;es da cidade, as quais assinaram o Termo de Concord&acirc;ncia da Institui&ccedil;&atilde;o. Aos pais dos adolescentes participantes da  pesquisa foi solicitada a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), assim como a assinatura de Termo de Assentimento por  parte dos jovens. A aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios se deu forma coletiva nas escolas, com dura&ccedil;&atilde;o de  aproximadamente 45 minutos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para identificar os n&iacute;veis de AP, AN, SV total e das dimens&otilde;es de SV, foram somados os itens de AP e AN em separado. Para SV total  foram somados os itens da escala, invertendo-se aqueles que pesam negativamente para a satisfa&ccedil;&atilde;o de vida, a exemplo do item 11  &ldquo;Brigo muito com meus amigos&rdquo; e do item 20 &ldquo;&Eacute; dif&iacute;cil conseguir o que quero&rdquo;. Da mesma forma, para  identificar os n&iacute;veis de cada dimens&atilde;o da escala, os itens das dimens&otilde;es foram somados.</p>     <p>Para verificar os n&iacute;veis de bem-estar foi constru&iacute;do um &Iacute;ndice de Bem-estar (IBE), utilizando os escores padronizados da  Escala Multidimensional de Satisfa&ccedil;&atilde;o de Vida para Adolescentes (EMSVA) somados aos escores padronizados da Escala de Afetos  Positivos e Negativos para Adolescentes (EAPNA), sendo os itens de afetos negativos invertidos para o c&aacute;lculo. Para construir o IBE foi  feita uma An&aacute;lise dos Componentes Principais, pois esta permite criar um &iacute;ndice a partir das val&ecirc;ncias emp&iacute;ricas de seus  componentes, ou seja, provenientes dos pr&oacute;prios dados (Field, 2009). Os componentes usados para criar o IBE s&atilde;o provenientes do  modelo te&oacute;rico proposto por Diener (1984) e Diener et al. (1999), no qual entram a satisfa&ccedil;&atilde;o de vida, afetos positivos e  afetos negativos. Al&eacute;m disso, utilizar a EAPNA e a EMSVA em conjunto, as quais foram constru&iacute;das para adolescentes, representa um  avan&ccedil;o na avalia&ccedil;&atilde;o do bem-estar subjetivo (Segabinazi et al., 2012). A <a href="#t1">Tabela 1</a> mostra os escores brutos e  padronizados m&iacute;nimo e m&aacute;ximo do IBE, assim como a consist&ecirc;ncia interna observada em cada uma das escalas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a01t1.jpg" width="575" height="251"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foi realizada uma an&aacute;lise multivariada de vari&acirc;ncia (MANOVA), com corre&ccedil;&atilde;o de Bonferroni, para verificar  diferen&ccedil;as de AP, AN, SV total, as dimens&otilde;es de SV e IBE por sexo e faixa et&aacute;ria (faixa 1=12 a 15 anos; faixa 2=16 a 18 anos).  A an&aacute;lise demonstrou a presen&ccedil;a de efeitos significativos em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo [Lambda de Wilks=0.91;  <i>F</i>(9,413)=4.51; <i>p</i>&lt;0.001], mas n&atilde;o para a faixa et&aacute;ria [Lambda de Wilks=0.97; <i>F</i>(9,413)=4.51; <i>p</i>=0.33] e  igualmente n&atilde;o demonstrou diferen&ccedil;a para a intera&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis [Lambda de Wilks=0.97;  <i>F</i>(9,413)=4.51; <i>p</i>=0.40].</p>     <p>Tendo sido procedida a an&aacute;lise multivariada, foram realizados testes <i>t de Student</i> para verificar diferen&ccedil;as de  m&eacute;dias de AP, AN, SV total, das dimens&otilde;es de SV e IBE pelas faixas et&aacute;rias e sexo. Foi calculado o tamanho do efeito  atrav&eacute;s do c&aacute;lculo de <i>d de Cohen</i>. A an&aacute;lise por faixas et&aacute;rias n&atilde;o revelou diferen&ccedil;as  estatisticamente significativas. A <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta as m&eacute;dias e desvios-padr&atilde;o de cada vari&aacute;vel e os  resultados do teste <i>t</i> em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, al&eacute;m do c&aacute;lculo de <i>d</i> de Cohen.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a01t2.jpg" width="580" height="452"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O primeiro ponto que merece destaque neste trabalho diz respeito &agrave; forma como o bem-estar subjetivo foi avaliado. &Eacute; importante  ressaltar que foi utilizada uma medida integrada de bem-estar (&Iacute;ndice de Bem-estar) na qual foram inclu&iacute;das a  satisfa&ccedil;&atilde;o de vida e os afetos, segundo o modelo te&oacute;rico do bem-estar subjetivo (Diener, 1984; Diener et al., 1999), e  n&atilde;o as vari&aacute;veis avaliadas de forma isolada. Dessa forma, indica-se que o entendimento a avalia&ccedil;&atilde;o do construto dessa  maneira representa um avan&ccedil;o nos estudos dessa &aacute;rea (Segabinazi et al., 2012). De modo que, a partir dessa forma de  avalia&ccedil;&atilde;o do bem-estar e seus componentes, ser&atilde;o discutidos os principais resultados encontrados.</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s an&aacute;lises de diferen&ccedil;as por faixas et&aacute;rias, os resultados n&atilde;o revelaram  diferen&ccedil;as estatisticamente significativas. Esse dado est&aacute; de acordo com os de outro estudo (Segabinazi et al., 2012). Por&eacute;m  alguns autores discutem que o decl&iacute;nio do bem-estar ao longo da adolesc&ecirc;ncia pode estar associado a desafios pr&oacute;prios da  adolesc&ecirc;ncia final, como entrar no mercado de trabalho ou na universidade (Coenders et al., 2005; Sarriera et al., 2012). Tal dado pode  n&atilde;o ter sido encontrado nesse estudo em raz&atilde;o de que a m&eacute;dia de idade da amostra foi de 14,91 anos, de maneira que a maioria  ainda n&atilde;o se encontrava nesse per&iacute;odo estressor de transi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As an&aacute;lises realizadas para verificar diferen&ccedil;as nas vari&aacute;veis entre os sexos mostraram resultados importantes, com  diferen&ccedil;as significativas, embora com tamanho de efeito baixos. Os meninos tiveram m&eacute;dias mais altas nos escores em  satisfa&ccedil;&atilde;o de vida total, satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia, e nas dimens&otilde;es autoefic&aacute;cia, n&atilde;o  viol&ecirc;ncia e bem-estar. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; maior satisfa&ccedil;&atilde;o de vida entre os meninos, esse resultado est&aacute;  de acordo com estudo que tamb&eacute;m encontrou maiores n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o de vida e de autoefic&aacute;cia entre o sexo  masculino (Reina et al., 2010). A satisfa&ccedil;&atilde;o com a autoefic&aacute;cia refor&ccedil;a a import&acirc;ncia de o adolescente perceber  que consegue realizar tarefas ou habilidades relevantes para sentir-se satisfeito com sua vida (Segabinazi et al., 2012).</p>     <p>A maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia, que foi observada entre os meninos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s meninas, mostrou-se  como um dado interessante. As pesquisas v&ecirc;m discutindo a ideia de que para as meninas os relacionamentos interpessoais pr&oacute;ximos, como  os familiares, s&atilde;o mais importantes do que para os meninos. Essa diferen&ccedil;a pode estar relacionada ao fato de que as meninas  s&atilde;o socialmente mais estimuladas para o conv&iacute;vio social e para compartilhar experi&ecirc;ncias afetivas (Camargo et al., 2011).  Por&eacute;m, o resultado de maior valoriza&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia pode estar indicando que, independentemente do sexo, a  fam&iacute;lia aparece como relevante para os adolescentes, o que salienta o seu papel como primeira fonte de apoio social na adolesc&ecirc;ncia  (Camargo et al., 2011; Segabinazi, 2012). Al&eacute;m disso, as meninas relataram sentirem-se satisfeitas com as amizades, o que vai ao encontro da  ideia de que elas valorizam mais os relacionamentos interpessoais. A quest&atilde;o das amizades tamb&eacute;m pode ser relacionada &agrave;  valoriza&ccedil;&atilde;o do grupo de pares na adolesc&ecirc;ncia, aspecto caracter&iacute;stico dessa etapa do ciclo vital (Huebner et al., 2000;  Sarriera et al., 2013; Serafini &amp; Bandeira, 2011).</p>     <p>A menor satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia, observada entre as meninas, pode estar associada ao maior n&iacute;vel de afetos  negativos, tamb&eacute;m identificado neste estudo. Isso porque a sobreposi&ccedil;&atilde;o dos afetos negativos em rela&ccedil;&atilde;o aos  positivos, no qual o adolescente experimenta mais sentimentos aversivos, pode enviesar a avalia&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o de  vida, conforme Diener e Seligman (2004). Dessa forma, a maior experimenta&ccedil;&atilde;o de afetos negativos pelas meninas pode estar  inversamente relacionada &agrave;s m&eacute;dias mais baixas na percep&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia, satisfa&ccedil;&atilde;o com a  fam&iacute;lia e bem-estar.</p>     <p>Maiores &iacute;ndices de afetos negativos entre as meninas tamb&eacute;m foram observados em estudos anteriores (Segabinazi et al., 2012; Vera  et al., 2008). No entanto, n&atilde;o h&aacute; consenso na literatura sobre diferen&ccedil;as de express&atilde;o de afetos entre os sexos, pois  algumas pesquisas (como em NolenHoeksema &amp; Girgus, 1994) tamb&eacute;m mostram que as meninas apresentam maiores n&iacute;veis de afetos  positivos do que os meninos, contrariando resultados deste estudo. Esses resultados encontrados podem indicar, conforme outros autores v&ecirc;m  discutindo (Fujita et al., 1991; Poletto &amp; Koller, 2011), que, da mesma forma como as meninas experienciam afetos negativos de modo intenso, o  fazem em rela&ccedil;&atilde;o aos sentimentos positivos, tendo em vista que, em geral, pessoas que vivem emo&ccedil;&otilde;es positivas  fortemente s&atilde;o as mesmas que experienciam emo&ccedil;&otilde;es negativas fortes. Ainda deve-se considerar que meninas tendem a ser mais  criteriosas e darem mais aten&ccedil;&atilde;o a estados internos &ndash; ainda mais se forem negativos &ndash; do que os meninos (Fujita et al.,  1991; Poletto &amp; Koller, 2011), al&eacute;m do maior incentivo culturalmente dado a elas no sentido de se preocuparem e falarem sobre  sentimentos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por sua vez, os adolescentes do sexo masculino apresentaram m&eacute;dias mais altas na dimens&atilde;o n&atilde;o-viol&ecirc;ncia em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s meninas, com um tamanho do efeito considerado moderado (0.42). Tal constata&ccedil;&atilde;o surpreende na medida  em que os levantamentos mostram que os meninos s&atilde;o os mais envolvidos em situa&ccedil;&otilde;es violentas, especialmente no contexto  comunit&aacute;rio (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Brasil, 2010). Al&eacute;m disso, estudos indicam que jovens do sexo masculino apresentam  mais comportamentos agressivos do que as meninas (Benetti, Pizetta, Schwartz, Hass, &amp; Melo, 2010). No entanto, a m&eacute;dia mais alta na  dimens&atilde;o n&atilde;o-viol&ecirc;ncia entre os adolescentes do sexo masculino pode estar relacionada ao fato de eles tamb&eacute;m terem  relatado maiores n&iacute;veis de bem-estar, o que os favorece no sentido de perceberem sua vida de maneira mais positiva e preferirem ambientes  harm&ocirc;nicos e sem brigas (Diener &amp; Seligman, 2004) e assim n&atilde;o considerarem situa&ccedil;&otilde;es estressoras como as de  viol&ecirc;ncia ao avaliar seu bem-estar.</p>     <p>Por outro lado, devido aos meninos serem mais expostos &agrave; viol&ecirc;ncia fora de casa, atualmente tem sido dada aten&ccedil;&atilde;o a  essa quest&atilde;o atrav&eacute;s de estudos que apontam no sentido de conscientiza&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o contra a  viol&ecirc;ncia, principalmente no contexto escolar (Freire &amp; Aires, 2012; Lima &amp; Ardig&oacute;, 2011). Assim, justamente em raz&atilde;o  dessa orienta&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria &agrave; viol&ecirc;ncia, os adolescentes meninos podem ter respondido aos instrumentos deste  estudo dizendo que n&atilde;o gostam ou que n&atilde;o envolvem-se em tais epis&oacute;dios, levando em considera&ccedil;&atilde;o a desejabilidade  social do comportamento n&atilde;o violento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>Este estudo teve por objetivo avaliar o n&iacute;vel de BES de adolescentes, a partir de um &iacute;ndice que engloba a avalia&ccedil;&atilde;o  de afetos positivos e negativos e a satisfa&ccedil;&atilde;o dos adolescentes com rela&ccedil;&atilde;o aos dom&iacute;nios espec&iacute;ficos de  suas vidas, observando a associa&ccedil;&atilde;o com sexo e faixa et&aacute;ria. As an&aacute;lises realizadas n&atilde;o revelaram  diferen&ccedil;as significativas entre as faixas et&aacute;rias. Por outro lado, os resultados quanto ao sexo apontaram maiores n&iacute;veis de  satisfa&ccedil;&atilde;o de vida total, satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia, e nas dimens&otilde;es autoefic&aacute;cia e de bem-estar  entre os meninos. As meninas relataram maior satisfa&ccedil;&atilde;o com as amizades, assim como maiores n&iacute;veis de afetos negativos. Tais  dados apontam para uma maior fragiliza&ccedil;&atilde;o das meninas quanto ao modo como avaliam seu bem-estar.</p>     <p>Destaca-se que altos n&iacute;veis de bem-estar na adolesc&ecirc;ncia facilitam a passagem do jovem em meio a um per&iacute;odo de intensas  transforma&ccedil;&otilde;es, sendo que neste estudo a satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia, com as amizades, com a autoefic&aacute;cia e  com a n&atilde;o viol&ecirc;ncia foram identificados como fatores mais importantes do bem-estar para os adolescentes da amostra. Assim, entende-se  que a promo&ccedil;&atilde;o desses aspectos contribui para o incremento do bem-estar nessa popula&ccedil;&atilde;o. Dessa forma,  interven&ccedil;&otilde;es com jovens, tanto no &acirc;mbito da sa&uacute;de como da educa&ccedil;&atilde;o, devem enfatizar os relacionamentos  familiares e entre o grupo de pares com o intuito de melhorar a satisfa&ccedil;&atilde;o dos jovens nessas rela&ccedil;&otilde;es, as quais  est&atilde;o relacionadas com a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. Ainda se faz importante a implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es  direcionadas a comportamentos de n&atilde;o-viol&ecirc;ncia, bem como de interven&ccedil;&otilde;es individuais que auxiliem a  percep&ccedil;&atilde;o da autoefic&aacute;cia. Nesse sentido podem ser priorizados aspectos intraps&iacute;quicos e sociais favor&aacute;veis ao  desenvolvimento e relacionados ao bem-estar (Seligman &amp; Csikszentmihalyi, 2000).</p>     <p>Tendo em vista os achados deste estudo, observa-se que pode ser identificada uma maior fragiliza&ccedil;&atilde;o dos aspectos positivos nas  meninas, tendo em vista que elas experimentam mais afetos negativos, menos afetos positivos e est&atilde;o menos satisfeitas com suas vidas,  especialmente nas suas rela&ccedil;&otilde;es com a fam&iacute;lia. Por conseguinte, esse trabalho sinaliza a necessidade de  interven&ccedil;&otilde;es na promo&ccedil;&atilde;o de aspectos positivos entre as meninas, retomando, portanto, a import&acirc;ncia da  contribui&ccedil;&atilde;o dos estudos sobre bem-estar na &aacute;rea de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de (Diener, 2000). De acordo com os  dados encontrados, os fatores alvo de interven&ccedil;&atilde;o seriam o fortalecimento das rela&ccedil;&otilde;es com as amizades, as quais podem  incrementar a satisfa&ccedil;&atilde;o de vida das meninas; o investimento em t&eacute;cnicas que desenvolvam a satisfa&ccedil;&atilde;o com as  outras dimens&otilde;es que n&atilde;o foram relatadas como importantes para a satisfa&ccedil;&atilde;o de vida por elas, como a  satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia e com a autoefic&aacute;cia; e ainda estrat&eacute;gias que promovam a experimenta&ccedil;&atilde;o  de mais afetos positivos em detrimento da experi&ecirc;ncia de afetos negativos.</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es deste estudo, cabe ressaltar que &eacute; importante que novos estudos sobre o tema  do BES sejam realizados com a mesma forma integrada de avalia&ccedil;&atilde;o, a fim de que sejam obtidas mais evid&ecirc;ncias de sua  consist&ecirc;ncia e fidedignidade. Salienta-se que neste trabalho de delineamento transversal, o BES foi medido uma &uacute;nica vez no tempo.  Assim, a fim de compreender melhor a estabilidade do fen&ocirc;meno, estudos longitudinais, que possibilitem a observa&ccedil;&atilde;o  sistem&aacute;tica das varia&ccedil;&otilde;es do bem-estar na adolesc&ecirc;ncia, podem trazer contribui&ccedil;&otilde;es importantes para a  compreens&atilde;o desse construto. Esta estrat&eacute;gia metodol&oacute;gica, aliada a avalia&ccedil;&otilde;es quantitativas integradas, como a  apresentada neste trabalho, e avalia&ccedil;&otilde;es qualitativas que captem sutilezas do construto poderiam auxiliar a compreender quais fatores  impactam em aumento ou decl&iacute;nio do BES no desenvolvimento dos adolescentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Benatuil, D. (2004). El bienestar psicol&oacute;gico en adolescentes desde una perspectiva cualitativa. <i>Psicodebate: Psicologia, Cultura y  Sociedad, 3</i>, 43-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038024&pid=S0870-8231201800020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benetti, S. P. C., Pizetta, A., Schwartz, C. B., Hass, R. A., &amp; Melo, V. L. (2010). Problemas de sa&uacute;de mental na adolesc&ecirc;ncia:  Caracter&iacute;sticas familiares, eventos traum&aacute;ticos e viol&ecirc;ncia. <i>Psico-USF, 15</i>, 321-332.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038026&pid=S0870-8231201800020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Camargo, S. P. H., Abaid, J. L. W., &amp; Giacomoni, C. H. (2011). Do que eles precisam para serem felizes? A felicidade na vis&atilde;o de  adolescentes. <i>Revista Semestral da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, 15</i>, 241-250.  <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1413-85572011000200006" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1413-85572011000200006</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038028&pid=S0870-8231201800020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Coenders, G., Casas, F., Figuer, C., &amp; Gonz&aacute;lez, M. (2005). Relationships between parents&rsquo; and children&rsquo;s salient values  for future and children&rsquo;s overall satisfaction. A comparison across countries. <i>Social Indicators Research, 73</i>, 141-177.  <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s11205-004-3233-0" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/s11205-004-3233-0</a></p>     <!-- ref --><p>Diener, E. (2000). Subjective well-being: The science of happiness and a proposal for a national index. <i>American Psychologist, 55</i>,  34-43. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0003-066X.55.1.34" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0003-066X.55.1.34</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038030&pid=S0870-8231201800020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Diener, E. (1984). Subjective well-being. <i>Psychological Bulletin, 95</i>, 542-575.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038031&pid=S0870-8231201800020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Diener, E. (2006). Guidelines for national indicators of subjective well-being and ill-being. <i>Applied Research in Quality of Life, 1</i>,  151-157. <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s11482-006-9007-x" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/s11482-006-9007-x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038033&pid=S0870-8231201800020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Diener, E., &amp; Seligman, M. E. P. (2004). Beyond money: Toward an economy of well-being. <i>Psychological Science in the Public Interest,  5</i>, 1-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038034&pid=S0870-8231201800020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Diener, E., Suh, E., &amp; Oishi, S. (1997). Recent findings on subjective well being. <i>Indian Journal of Clinical Psychology, 24</i>,  25-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038036&pid=S0870-8231201800020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Diener, E., Suh, E. M., Lucas, R. E., &amp; Smith, H. L. (1999). Subjective well being: Three decades of progress<i>. Psychological Bulletin,  125</i>, 276-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038038&pid=S0870-8231201800020000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Field, A. (2009). An&aacute;lise de fatores explorat&oacute;ria. In A. Field (Ed.), <i>Descobrindo a estat&iacute;stica usando o SPSS</i> (pp.  553-605). Porto Alegre, RS: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038040&pid=S0870-8231201800020000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freire, A. N., &amp; Aires, J. S. (2012). A contribui&ccedil;&atilde;o da psicologia escolar na preven&ccedil;&atilde;o e no enfrentamento do  <i>bullying</i>. <i>Revista Semestral da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, 16</i>, 55-60.  <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1413-85572012000100006" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1413-85572012000100006</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038042&pid=S0870-8231201800020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fujita, F., Diener, E., &amp; Sandvik, E. (1991). Gender differences in negative affect and well-being: The case for emotional intensity.  <i>Journal of Personality and Social Psychology, 61</i>, 427-434. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0022-3514.61.3.427"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0022-3514.61.3.427</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038043&pid=S0870-8231201800020000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Huebner, E. S., Drane, W., &amp; Valois, R. F. (2000). Levels and demographic correlates of adolescent life satisfaction reports. <i>School  Psychology International, 21</i>, 281-292.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038044&pid=S0870-8231201800020000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lima, R. O., &amp; Ardig&oacute;, M. I. F. (2011). Bullying: Preven&ccedil;&atilde;o, puni&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.  <i>&Acirc;mbito Jur&iacute;dico, Rio Grande, XIV</i>, 95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038046&pid=S0870-8231201800020000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  <a href="http://www.ambitojuridico.com.br/site/?artigo_id=10937&amp;n_link=revista_artigos_leitura"  target="_blank">http://www.ambitojuridico.com.br/site/?artigo_id=10937&amp;n_link=revista_artigos_leitura</a></p>     <!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Brasil. (2010). <i>Viva: Vigil&acirc;ncia de viol&ecirc;ncias e acidentes, 2008 e 2009</i>. Bras&iacute;lia:  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Departamento de an&aacute;lise de situa&ccedil;&atilde;o de  sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038048&pid=S0870-8231201800020000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nolen-Hoeksema, S., &amp; Girgus, J. S. (1994). The emergence of gender differences in depression during adolescence. <i>Psychological Bulletin,  115,</i> 424-443.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038050&pid=S0870-8231201800020000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Noronha, A. P. P., &amp; Mans&atilde;o, C. S. M. (2012). Interesses profissionais e afetos positivos e negativos: Estudo explorat&oacute;rio  com estudantes de ensino m&eacute;dio. <i>Psico-USF Bragan&ccedil;a Paulista, 17</i>, 323-331.  <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1413-82712012000200016" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1413-82712012000200016</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038052&pid=S0870-8231201800020000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Passareli, P. M., &amp; Silva, J. A. (2007). Psicologia positiva e o estudo do bem-estar subjetivo. <i>Estudos de Psicologia (Campinas),  24</i>, 513-517. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2007000400010"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2007000400010</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038053&pid=S0870-8231201800020000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pessalacia, J. D. R., Menezes, E. S. M., &amp; Massuia, D. (2010). A vulnerabilidade do adolescente numa perspectiva das pol&iacute;ticas de  sa&uacute;de p&uacute;blica. <i>Bioethikos, 4</i>, 423-430.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038054&pid=S0870-8231201800020000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Poletto, M., &amp; Koller, S. H. (2011). Subjective well-being in socially vulnerable children and adolescents<i>. Psicologia: Reflex&atilde;o  e Cr&iacute;tica, 24</i>, 12-25. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722011000300008"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722011000300008</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038056&pid=S0870-8231201800020000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Reina, M. C., Oliva, A., &amp; Parra, A. (2010). Percepciones de autoevaluaci&oacute;n: Autoestima, autoeficacia y satisfacci&oacute;n vital en  la adolescencia. <i>Psychology, Society, &amp; Education, 2</i>, 55-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038057&pid=S0870-8231201800020000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sarriera, J. C., Saforcada, E., Tonon, G., Vega, L. R. L., Mozobancyk, S., &amp; Bedin, L. (2012). Bienestar subjetivo de los adolescentes: Un  estudio comparativo entre Argentina y Brasil. <i>Psychosocial Intervention, 21</i>, 273-280.  <a href="http://dx.doi.org/10.5093/in2012a24" target="_blank">http://dx.doi.org/10.5093/in2012a24</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038059&pid=S0870-8231201800020000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sarriera, J. C., Paradiso, A. C., Abs, D., Soares, D. H., Silva, C. L. E., &amp; Fiuza, P. J. (2013). O bem-estar pessoal dos adolescentes  atrav&eacute;s do seu tempo livre. <i>Estudos de Psicologia, 18</i>, 285-295.  <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1413-294X2013000200014" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1413-294X2013000200014</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038060&pid=S0870-8231201800020000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Segabinazi, J. D., Giacomoni, C. H., Dias, A. C. G, Teixeira, M. A. P., &amp; Moraes, D. A. O. (2010). Desenvolvimento e  valida&ccedil;&atilde;o preliminar de uma escala multidimensional de satisfa&ccedil;&atilde;o de vida para adolescentes. <i>Psicologia: Teoria e  Pesquisa, 26</i>, 653-659.  <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722010000400009" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722010000400009</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038061&pid=S0870-8231201800020000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Segabinazi, J. D., Zortea, M., Zanon, C., Bandeira, D. R., Giacomoni, C. H., &amp; Hutz, C. S. (2012). Escala de afetos positivos e negativos  para adolescentes: Adapta&ccedil;&atilde;o, normatiza&ccedil;&atilde;o e evid&ecirc;ncias de validade. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o  Psicol&oacute;gica, 11</i>, 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038062&pid=S0870-8231201800020000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Seligman, M. E. P., &amp; Csikszentmihalyi, M. (2000). Positive psychology: An introduction. <i>American Psychologist, 55</i>, 5-14. doi:  10.1037/0003-066X55.1.5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038064&pid=S0870-8231201800020000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Serafini, A. J., &amp; Bandeira, D. N. (2011). A influ&ecirc;ncia da rede de rela&ccedil;&otilde;es, do <i>coping</i> e do neuroticismo na  satisfa&ccedil;&atilde;o de jovens estudantes. <i>Estudos de Psicologia, 28</i>, 15-25.  <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2011000100002" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2011000100002</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038065&pid=S0870-8231201800020000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Strelhow, M. R. W., Bueno, C. B. O., &amp; C&acirc;mara, S. G. (2010). Percep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e satisfa&ccedil;&atilde;o com a  vida em adolescentes: Diferen&ccedil;as entre sexos. <i>Revista Psicologia e Sa&uacute;de, 2</i>, 42-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038066&pid=S0870-8231201800020000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Suldo, S. M., &amp; Huebner, E. S. (2006). Is extremely high life satisfaction during adolescence advantageous?. <i>Social Indicators Research,  78</i>, 179-203. doi: 10.1007/s11205-005-8208-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038068&pid=S0870-8231201800020000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vera, E., Thakral, C., Gonzales, R., Morgan, M., Conner, W., Caskey, E., . . . Clark, S. (2008). Subjective well-being in urban adolescents of  color. <i>Cultural Diversity &amp; Ethnic Minority Psychology, 14</i>, 224-233.  <a href="http://dx.doi.org/10.1037/1099-9809.14.3.224" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/1099-9809.14.3.224</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038069&pid=S0870-8231201800020000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Doral&uacute;cia Gil da Silva, Instituto de Psicologia, Programa  de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia, UFRGS, Rua Ramiro Barcelos, 2600, Sala 124, 90035-003 Porto Alegre, RS, Brasil. E-mail:  <a href="mailto:doralu.gil@gmail.com">doralu.gil@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Submiss&atilde;o: 19/01/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 16/04/2017</p>      ]]></body><back>
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