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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Autoestima, narcisismo e dimensões de delinquência juvenil: Que relação?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study aimed to analyze the predictive capacity of self-esteem and narcissism of two dimensions of juvenile delinquency: crime seriousness and age of criminal onset. With a total sample of 261 youths from the juvenile justice system, an ordinal regression model was estimated with crime seriousness as the dependent variable, and a linear regression model was estimated with age of crime onset as the dependent variable. The results showed that narcissism predicts crimes seriousness and has a marginally significant effect on age of crime onset, revealing its importance as a risk factor for both dimensions of delinquency and supporting its inclusion in intervention programs for delinquency. On the other hand, the results revealed that self-esteem did not predict neither crime seriousness nor age of criminal onset. Future studies should continue to explore the role of self-esteem in predicting delinquency in order to better clarify this relationship.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Autoestima, narcisismo e dimens&otilde;es de delinqu&ecirc;ncia juvenil: Que rela&ccedil;&atilde;o?</b></p>     <p><b>Self-esteem, narcissism, and dimensions of juvenile delinquency: Clarifying the relation</b></p>     <p><b>Teresa Braga<sup>1</sup>, Pedro Pechorro<sup>1</sup>, Saul Neves Jesus<sup>2</sup>, Rui Abrunhosa Gon&ccedil;alves<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia, Escola de Psicologia, Universidade do Minho, Braga, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o sobre o Espa&ccedil;o e as Organiza&ccedil;&otilde;es, Universidade do Algarve, Algarve,  Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente estudo teve como objetivo analisar a capacidade preditiva dos constructos de autoestima e de narcisismo em duas dimens&otilde;es da  delinqu&ecirc;ncia juvenil: a gravidade de crimes cometidos e a idade de in&iacute;cio na atividade criminal. Para tal, recorreu-se a uma amostra  de 261 jovens recolhidos em centros tutelares educativos e elaborou-se um modelo de regress&atilde;o ordinal para a gravidade de crimes e um modelo  de regress&atilde;o linear para a idade de in&iacute;cio na atividade criminal. Os resultados evidenciaram que o narcisismo prediz a gravidade dos  crimes e, de forma marginalmente significativa, o in&iacute;cio da atividade criminal, o que revela a sua preponder&acirc;ncia enquanto fator de  risco para as duas dimens&otilde;es de delinqu&ecirc;ncia e sustenta a sua inclus&atilde;o em programas de interven&ccedil;&atilde;o na  delinqu&ecirc;ncia. Por outro lado, demonstraram que a autoestima n&atilde;o prediz nem a gravidade dos crimes nem o in&iacute;cio da atividade  criminal. Estudos futuros devem continuar a explorar o papel da autoestima na predi&ccedil;&atilde;o da delinqu&ecirc;ncia, no sentido de melhor  clarificar esta rela&ccedil;&atilde;o.    <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Autoestima, Narcisismo, Delinqu&ecirc;ncia juvenil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The present study aimed to analyze the predictive capacity of self-esteem and narcissism of two dimensions of juvenile delinquency: crime  seriousness and age of criminal onset. With a total sample of 261 youths from the juvenile justice system, an ordinal regression model was  estimated with crime seriousness as the dependent variable, and a linear regression model was estimated with age of crime onset as the dependent  variable. The results showed that narcissism predicts crimes seriousness and has a marginally significant effect on age of crime onset, revealing  its importance as a risk factor for both dimensions of delinquency and supporting its inclusion in intervention programs for delinquency. On the  other hand, the results revealed that self-esteem did not predict neither crime seriousness nor age of criminal onset. Future studies should  continue to explore the role of self-esteem in predicting delinquency in order to better clarify this relationship.</p>     <p><b>Key words</b>: Narcissism, Self-esteem, Juvenile delinquency.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre a autoestima e os comportamentos antissociais tem sido, durante v&aacute;rios anos, foco de aten&ccedil;&atilde;o  de diferentes &aacute;reas de estudo como a psicologia, a sociologia e a criminologia (Caldwell, Beutler, Ross, &amp; Silver, 2006; Mason, 2001).  Contudo, a natureza desta rela&ccedil;&atilde;o continua a ser alvo de debate e tem vindo a acumular evid&ecirc;ncias contradit&oacute;rias (ver  Ostrowsky, 2010, para uma revis&atilde;o). Assim, alguns investigadores t&ecirc;m argumentado que a baixa autoestima se encontra associada com os  comportamentos antissociais (e.g., Donnellan, Trzesniewski, Robins, Moffitt, &amp; Caspi, 2005), outros t&ecirc;m conclu&iacute;do pela  aus&ecirc;ncia desta rela&ccedil;&atilde;o (e.g., Bushman &amp; Baumeister, 1998) e outros estudos, por seu turno, t&ecirc;m-se centrado na  rela&ccedil;&atilde;o entre a elevada autoestima e a pr&aacute;tica de atos antissociais (e.g., Bushman et al., 2009). Importa assinalar que estes  estudos t&ecirc;m-se focado quer nos comportamentos antissociais em geral, caracterizados pela viola&ccedil;&atilde;o de normas ou expetativas  sociais, podendo ou n&atilde;o incluir atos criminais, quer na delinqu&ecirc;ncia em particular, definida por crit&eacute;rios  jur&iacute;dico-penais (Negreiros, 2008).</p>     <p>No que respeita o conceito de baixa autoestima, Fong, Vogel e Vogel (2008), por exemplo, verificaram que os jovens com problemas de  comportamentos apresentavam pontua&ccedil;&otilde;es inferiores numa escala de autoestima comparativamente &agrave;queles que n&atilde;o exibiam  problemas desta natureza. Tamb&eacute;m Sutherland e Shepherd (2002), junto de uma amostra de 13,650 estudantes ingleses, conclu&iacute;ram que a  baixa autoestima se afigurou um preditor particularmente robusto da agressividade. J&aacute; D&rsquo;Zurilla, Chang e Sanna (2003) na sua  an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre a baixa autoestima e hostilidade revelaram um efeito significativo, ainda que parcialmente mediado  pelo estilo de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas dos jovens.</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre a baixa autoestima e a antissocialidade tem sido tamb&eacute;m encontrada em estudos longitudinais. Parker,  Morten, Lingefelt e Johnson (2005) seguiram 132 jovens delinquentes ao longo de um per&iacute;odo de 3 anos, tendo conclu&iacute;do que a baixa  autoestima, as mudan&ccedil;as superficiais de emo&ccedil;&otilde;es, o fraco controlo emocional e de impulsos e a elevada ansiedade melhor  prediziam as ofensas violentas no per&iacute;odo de <i>follow-up</i> do que a pr&aacute;tica de crimes violentos no passado. J&aacute; no que  concerne as ofensas n&atilde;o violentas, o melhor preditor constitui os antecedentes criminais de atos dessa natureza. Tamb&eacute;m Boden,  Fergusson e Horwood (2007) constataram que n&iacute;veis mais baixos de autoestima aos 15 anos de idade se encontravam associados a maior risco de  envolvimento em delitos violentos aos 18, 21 e 25 anos de idade. Contudo, quando controlaram o efeito de vari&aacute;veis familiares e contextuais,  comummente associadas &agrave; agressividade, a magnitude da rela&ccedil;&atilde;o entre a baixa autoestima e os crimes violentos diminuiu.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>T&ecirc;m sido apresentadas diversas hip&oacute;teses explicativas em torno da rela&ccedil;&atilde;o entre a baixa autoestima e os  comportamentos antissociais e violentos (Ostrowsky, 2010). Por exemplo, &eacute; poss&iacute;vel que os indiv&iacute;duos com baixa autoestima  externalizem para terceiros a culpa pelos seus problemas, de modo a minimizarem os seus sentimentos de inadequa&ccedil;&atilde;o, inferioridade e  vergonha, o que conduz, por sua vez, &agrave; agress&atilde;o e viol&ecirc;ncia contra os outros. Em alternativa, os indiv&iacute;duos com baixa  autoestima podem adotar comportamentos antissociais para chamar &agrave; aten&ccedil;&atilde;o, porventura face &agrave; sua maior probabilidade de  serem rejeitados pelos pares (Barnow, Lucht, &amp; Freyberger, 2005), e potenciar o aumento da sua autoestima. Adicionalmente, os indiv&iacute;duos  com baixa autoestima podem recorrer &agrave; viol&ecirc;ncia para aumentar os seus sentimentos de poder e independ&ecirc;ncia. Nesta linha, Toch  (1993) e Baumeister, Smart e Boden (1996) consideram que a viol&ecirc;ncia pode conduzir ao aumento da autoestima quando o agressor se foca em  v&iacute;timas mais fracas ou desprotegidas e consequentemente com menores probabilidades de retalia&ccedil;&atilde;o. J&aacute; autores como  McCarthy e Hoge (1984) sugeriram que a baixa autoestima enfraquece os la&ccedil;os sociais e a conformidade &agrave;s normas sociais, o que conduz  a um aumento da delinqu&ecirc;ncia.</p>     <p>Ainda que alguns estudos, bem como hip&oacute;teses explicativas, t&ecirc;m sustentado a rela&ccedil;&atilde;o entre a baixa autoestima e os  comportamentos antissociais, outros n&atilde;o t&ecirc;m encontrado evid&ecirc;ncias de tal rela&ccedil;&atilde;o. Bushman e Baumeister (1998), com  recurso a duas amostras de estudantes norte-americanos, conclu&iacute;ram que a baixa autoestima n&atilde;o contribu&iacute;a para a agressividade.  Do mesmo modo, Walker e Gudjonsson (2006) constaram que a baixa autoestima n&atilde;o se relacionou nem com a viol&ecirc;ncia nem com atos  delinquentes de outra natureza. Mais recentemente, Jankauskiene, Kardelis, Sukys e Kardeliene (2008) verificaram que a baixa autoestima se associou  com a vitima&ccedil;&atilde;o por <i>bullying</i>, mas n&atilde;o com a sua perpetra&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Walker e Bright (2009) realizaram uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica de estudos sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre a autoestima e a  viol&ecirc;ncia. Estes autores conclu&iacute;ram que a maioria dos estudos inclu&iacute;dos, especificamente 12 de um total de 19, encontrou  evid&ecirc;ncia de que a baixa autoestima se relaciona com a pr&aacute;tica de atos violentos. Contudo, conclu&iacute;ram igualmente que esta  rela&ccedil;&atilde;o &eacute; menos robusta em amostras forenses comparativamente a amostras comunit&aacute;rias. Especificamente, menos estudos  t&ecirc;m analisado esta rela&ccedil;&atilde;o em popula&ccedil;&otilde;es forenses e os que examinaram utilizaram amostras consideravelmente  menores e nem sempre revelaram a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o positiva e significativa entre a autoestima e a viol&ecirc;ncia.  Tendo em conta que a maioria dos sujeitos que chegam ao sistema de justi&ccedil;a s&atilde;o aqueles com uma atividade delinquente mais severa  (Macleod, Grove, &amp; Farrington, 2012), este &uacute;ltimo resultado pode colocar em causa o papel da baixa autoestima enquanto fator de risco  para a delinqu&ecirc;ncia mais grave.</p>     <p>Uma outra linha de investiga&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a autoestima e os comportamentos antissociais  tem-se focado na elevada autoestima, que parece igualmente associar-se &agrave; pr&aacute;tica de comportamentos agressivos e violentos (e.g.,  Bushman et al., 2009; Gillespie, 2005). Contudo, alguns estudos t&ecirc;m vindo a evidenciar que apenas a elevada autoestima inst&aacute;vel,  aquela que &eacute; contingente &agrave;s circunst&acirc;ncias contextuais (e n&atilde;o a elevada autoestima est&aacute;vel), se relaciona com  agressividade (Boden et al., 2007) e os seus antecedentes, raiva e hostilidade (Kernis, Grannemann, &amp; Barclay, 1989).</p>     <p>Taylor, Davis-Kean e Malanchuk (2007) alertam que para compreender a rela&ccedil;&atilde;o entre a auto-estima e os comportamentos  antissociais, &eacute; importante considerar conceitos relacionados, tal como o narcisismo. Contudo, as diferen&ccedil;as e semelhan&ccedil;as  entre a autoestima e o narcisismo continuam a ser debatidas. O narcisismo tem sido conceptualizado como uma faceta espec&iacute;fica da elevada  autoestima, sendo ora uma forma altamente inst&aacute;vel ora uma forma extremamente exagerada desta (cf. Donnellan et al., 2005). Outros autores,  por sua vez, t&ecirc;m apresentado defini&ccedil;&otilde;es distintas da autoestima e do narcisismo. Por exemplo, Rosenberg (1989) defende que a  autoestima se refere ao facto de o individuo se considerar ou n&atilde;o adequado, pelo que um sujeito pode ter elevada autoestima sem ser  patologicamente narc&iacute;sico. Mais recentemente, Taylor et al. (2007) descreveram a autoestima como uma avalia&ccedil;&atilde;o global do valor  de si pr&oacute;prio e o narcisismo se refere ao sentido de direito e superioridade. Assim, um indiv&iacute;duo com elevada autoestima se  concetualiza como bom, enquanto um indiv&iacute;duo narc&iacute;sico se considera superior. No que respeita as evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas,  estas parecem igualmente sugerir que estes constructos s&atilde;o independentes, tal como passaremos a detalhar.</p>     <p>Locke (2009) encontrou que autoestima e o narcisismo tinham efeitos opostos na agressividade, estando a primeira negativamente e o segundo  positivamente associado &agrave; agress&atilde;o. J&aacute; Webster (2006) evidenciou as mesmas dire&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es,  negativa entre a autoestima e a agressividade e positiva entre o narcisismo e o <i>outcome</i> agressivo, mantendo-se significativas mesmo quando  controlados os efeitos de cada constructo num &uacute;nico modelo.</p>     <p>Utilizando metodologias transversais e longitudinais com avalia&ccedil;&atilde;o multim&eacute;todo de crian&ccedil;as norte-americanas e  neo-zelandesas, Donnellan et al. (2005) exploraram a rela&ccedil;&atilde;o entre a autoestima global e problemas de externaliza&ccedil;&atilde;o  como agress&atilde;o, comportamento antissocial e delinqu&ecirc;ncia. Os autores demonstraram que existe uma rela&ccedil;&atilde;o robusta entre a  baixa autoestima e os problemas de comportamento. Adicionalmente, conclu&iacute;ram que o efeito da autoestima era independente do narcisismo e  estes se correlacionavam de forma fraca. O narcisismo tamb&eacute;m apresentou um efeito independente nos problemas de comportamento.</p>     <p>Barry, Frick e Killian (2003) analisaram a rela&ccedil;&atilde;o entre autoestima e narcisismo com os problemas de comportamento em  crian&ccedil;as, tendo verificado que o narcisismo predizia os problemas de comportamento, tendo a autoestima um efeito moderador. Especificamente,  as crian&ccedil;as com n&iacute;veis elevados de narcisismo e baixos de autoestima eram as que demonstravam mais crit&eacute;rios de problemas de  comportamento. Assim, os autores conclu&iacute;ram que a autoestima e o narcisismo s&atilde;o constructos independentes estabelecendo, cada um  deles, associa&ccedil;&otilde;es &uacute;nicas com os problemas de comportamento. Golmaryami e Barry (2010) tamb&eacute;m salientaram o papel  moderador da autoestima na rela&ccedil;&atilde;o entre o narcisismo e um <i>outcome</i> antissocial, nomeadamente a agressividade relacional. O  narcisismo estava associado &agrave; agressividade relacional particularmente entre os jovens com baixa autoestima.</p>     <p>Em contraste, Barry, Grafeman, Adler e Pickard (2007) n&atilde;o encontraram qualquer efeito de intera&ccedil;&atilde;o entre a autoestima e o  narcisismo na predi&ccedil;&atilde;o da delinqu&ecirc;ncia, agressividade aberta ou agressividade relacional entre 372 jovens com idades  compreendidas entre os 16 e os 18 anos. O narcisismo afigurou-se um preditor robusto e consistente dos v&aacute;rios tipos de antissocialidade,  enquanto a baixa estima contribui de forma bastante modesta e n&atilde;o estatisticamente significativa para alguns dos tipos.</p>     <p>Podemos concluir que os estudos emp&iacute;ricos demonstram existir independ&ecirc;ncia entre os constructos de autoestima e narcisismo e  revelam a preponder&acirc;ncia do narcisismo para os comportamentos antissociais em geral, tanto mais que este &eacute; atualmente conceptualizado  como sendo uma das dimens&otilde;es do constructo da psicopatia (Pechorro, Jim&eacute;nez, Nunes, &amp; Hidalgo, 2016). Todavia, continua a  n&atilde;o existir consenso quanto &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a autoestima e os comportamentos antissociais, particularmente em amostras  forenses. Adicionalmente, ainda que as evid&ecirc;ncias contradit&oacute;rias possam estar relacionadas com a maior gravidade dos atos cometidos  por popula&ccedil;&otilde;es forenses, desconhecemos estudos que t&ecirc;m analisado a rela&ccedil;&atilde;o entre a autoestima e a gravidade da  delinqu&ecirc;ncia. Assim, no presente estudo pretende-se contribuir para a compreens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre a autoestima, o  narcisismo e os comportamentos delinquentes definidos por crit&eacute;rios jur&iacute;dico-penais, considerando precisamente uma amostra de jovens  do contexto forense e a gravidade dos crimes cometidos. Especificamente, pretendemos analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre os constructos de  autoestima e narcisismo e o efeito preditivo independente destes constructos em duas dimens&otilde;es da delinqu&ecirc;ncia: a gravidade dos crimes  e idade de in&iacute;cio da atividade criminal. Opt&aacute;mos por incluir a idade de in&iacute;cio uma vez que &eacute; um dos melhores preditores  da gravidade das ofensas (e.g., Loeber &amp; Le Blanc, 1990; Piquero, Farrington, &amp; Blumstein, 2003).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes e procedimentos de recolha</i></p>     <p>A amostra foi constitu&iacute;da por 261 participantes com idades compreendidas entre os 13 e os 20 anos (<i>M</i>=15.83 anos; <i>SD</i>=1.30  anos) provenientes de Centros Educativos. A maioria dos participantes era do sexo masculino (83.1%) e de nacionalidade Portuguesa (80.8%). No que  respeita a etnia, 50.2% eram brancos e os restantes pertenciam a minorias &eacute;tnicas. No que diz respeito &agrave; proveni&ecirc;ncia Rural  <i>versus</i> Urbana, a esmagadora maioria (96.9%) era proveniente de zonas urbanas/semiurbanas.</p>     <p>Ap&oacute;s se ter obtido autoriza&ccedil;&atilde;o por parte da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Reinser&ccedil;&atilde;o e Servi&ccedil;os  Prisionais (DGRSP), Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, aplicaram-se os question&aacute;rios individualmente em todos os Centros Educativos  existentes a n&iacute;vel nacional &agrave; data de recolha de dados. Previamente &agrave; administra&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios,  foi aplicado um termo de consentimento informado aos jovens em que lhes era dado conhecimento do car&aacute;cter volunt&aacute;rio e confidencial  de participa&ccedil;&atilde;o na investiga&ccedil;&atilde;o. A taxa de participa&ccedil;&atilde;o foi de cerca de 90%, sendo que a n&atilde;o  participa&ccedil;&atilde;o incluiu a recusa em participar, a impossibilidade de participar devido a n&atilde;o entendimento da l&iacute;ngua  portuguesa e devido a quest&otilde;es de seguran&ccedil;a. Todos os question&aacute;rios dos jovens que participaram foram considerados  v&aacute;lidos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Medidas</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A <i>Escala de Auto-Estima de Rosenberg</i> (<i>Rosenberg Self-Esteem Scale</i> &ndash; RSES; Rosenberg, 1979, 1989) foi originalmente  desenvolvida a partir das pontua&ccedil;&otilde;es de 5024 participantes de ambos os sexos, incluindo estudantes universit&aacute;rios e pessoas  adultas provenientes de meios sociais diferentes e grupos &eacute;tnicos diversificados. A RSES &eacute; cotada somando os itens tipo <i>Likert</i>  de 4 pontos (Discordo fortemente=0, Discordo=1, Concordo=2, Concordo fortemente=3), ap&oacute;s a revers&atilde;o dos itens 2, 5, 6, 8 e 9. A  pontua&ccedil;&atilde;o total da escala varia entre 0 e 30, sendo que pontua&ccedil;&otilde;es elevadas na escala indicam elevada autoestima e  vice-versa. Na presente investiga&ccedil;&atilde;o utilizou-se uma valida&ccedil;&atilde;o portuguesa (Pechorro, Mar&ocirc;co, Poiares, &amp;  Vieira, 2011) com uma consist&ecirc;ncia interna medida pelo Alfa de <i>Cronbach</i> de .78.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O <i>Dispositivo de Despiste de Processo Antissocial</i> (<i>Antisocial Process Screening Device</i> &ndash; APSD; Frick &amp; Hare, 2001;  Mu&ntilde;oz &amp; Frick, 2007) &eacute; uma medida psicom&eacute;trica multidimensional projetada para avaliar tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos  em crian&ccedil;as e adolescentes. Originalmente designada <i>Psychopathy Screening Device</i> (PSD), foi modelado a partir da <i>Psychopathy  Checklist</i> (Forth, Kosson, &amp; 2013; Hare, 2003; Pechorro, Barroso, Mar&ocirc;co, Vieira, &amp; Gon&ccedil;alves, 2015), tendo por base grupos  cl&iacute;nicas e comunit&aacute;rias. O APSD &eacute; composto por 20 itens tipo <i>Likert</i> de 3 pontos (Nunca=0, Algumas vezes=1,  Frequentemente=2), sendo que pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas indicam a eleva&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a dos tra&ccedil;os em  quest&atilde;o. Na presente investiga&ccedil;&atilde;o utilizou-se a dimens&atilde;o Narcisismo da valida&ccedil;&atilde;o portuguesa da  vers&atilde;o de autorresposta (Pechorro, Hidalgo, Nunes, &amp; Jim&eacute;nez, 2016; Pechorro, Mar&ocirc;co, Poiares, &amp; Vieira, 2013) com uma  consist&ecirc;ncia interna avaliada pelo Alfa de <i>Cronbach</i> de .71.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A <i>Escala de Delinqu&ecirc;ncia Autorrelatada Adaptada</i> (<i>Adapted Self-Report Delinquency Scale</i> &ndash; ASRDS; Carroll, Durkin,  Houghton, &amp; Hattie, 1996) &eacute; uma adapta&ccedil;&atilde;o do instrumento originalmente concebido por Mak (1993), que mede o envolvimento  dos adolescentes em atividades ilegais e antissociais. No presente estudo foi utilizada a valida&ccedil;&atilde;o portuguesa (Pechorro, Vieira,  Mar&ocirc;co, Barroso, &amp; Gon&ccedil;alves, 2015), composta por itens ordinais tipo Likert de 3 pontos (Nunca=0, Algumas vezes=1,  Frequentemente=2). Pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas indicam maior envolvimento em atividade criminal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O <i>&Iacute;ndice de Gravidade de Crimes</i> (<i>Index of Crime Severity</i> &ndash; ICS; Wolfgang, Figlio, Tracy, &amp; Singer, 1985) serviu  para classificar a gravidade dos crimes cometidos. No ICS o n&iacute;vel 0 representa delinqu&ecirc;ncia ausente; o n&iacute;vel 1 consistiu em  delinqu&ecirc;ncia menor cometida no seu agregado familiar (e.g., roubar pequenas quantidades de dinheiro em casa); o n&iacute;vel 2 consistiu em  delinqu&ecirc;ncia menor fora de casa, incluindo roubar algo de valor inferior a 5 euros, vandalismo e pequena fraude (e.g., n&atilde;o pagar o  bilhete de autocarro); o n&iacute;vel 3 consistiu em delinqu&ecirc;ncia moderada a grave como roubar algo de valor superior a 5 euros, envolvimento  em gangues, porte de armas e apropria&ccedil;&atilde;o de carro para divertimento (<i>joyriding</i>); o n&iacute;vel 4 consistiu em  delinqu&ecirc;ncia grave, tal como roubo de carro e arrombamento e invas&atilde;o de domic&iacute;lio; o n&iacute;vel 5 consistiu em ter praticado  pelo menos dois dos comportamentos descritos no n&iacute;vel anterior ou ter praticado crimes violentos contra pessoas (e.g.,  viola&ccedil;&atilde;o, tentativa de homic&iacute;dio).</p>     <p>Foi tamb&eacute;m administrado um question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico para descrever as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas  dos participantes. Este question&aacute;rio incluiu quest&otilde;es como a idade, nacionalidade, grupo &eacute;tnico, sexo, proveni&ecirc;ncia  rural <i>versus</i> urbana, anos de escolaridade completados, n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e estado civil dos pais e idade de in&iacute;cio  na atividade criminal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos de an&aacute;lise</i></p>     <p>Os dados relativos aos question&aacute;rios foram inseridos e tratados em SPSS v21 (IBM SPSS, 2012). Relativamente aos procedimentos  estat&iacute;sticos, analisou-se desde logo as associa&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis do presente estudo, nomeadamente as  vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas idade, sexo, etnia (branco <i>versus</i> outra), nacionalidade (portuguesa <i>versus</i> outra),  proveni&ecirc;ncia rural <i>versus</i> urbana e as vari&aacute;veis narcisismo, autoestima, idade de in&iacute;cio de atividade criminal e  gravidade de crimes cometidos. Utilizaram-se testes de qui-quadrado para analisar as associa&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis nominais e  entre estas e vari&aacute;veis ordinais, testes de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman para associa&ccedil;&otilde;es com vari&aacute;veis  ordinais, testes de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson para vari&aacute;veis intervalares e correla&ccedil;&otilde;es ponto-bisseriais para  analisar as associa&ccedil;&otilde;es entre vari&aacute;veis dicot&oacute;micas e intervalares.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi efetuada uma an&aacute;lise de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla para analisar as vari&aacute;veis autoestima e narcisismo na  predi&ccedil;&atilde;o da idade de in&iacute;cio da atividade criminal. Utilizaram-se a Toler&acirc;ncia e o VIF para comprovar a  inexist&ecirc;ncia de multicolinearidade, tendo sido encontrados valores a exceder .40 e inferiores a 3.0, respetivamente. As  observa&ccedil;&otilde;es caracterizaram-se pela independ&ecirc;ncia, com valores de Durbin-Watson de aproximadamente 2, e concluiu-se pela  aus&ecirc;ncia de <i>outliers</i>.</p>     <p>Foi tamb&eacute;m efetuada uma an&aacute;lise de regress&atilde;o ordinal com fun&ccedil;&atilde;o <i>Link Log-log</i> negativa para testar o  efeito preditivo das vari&aacute;veis autoestima e narcisismo na gravidade dos crimes cometidos. O pressuposto do modelo da homogeneidade dos  declives foi testado atrav&eacute;s do teste de linhas paralelas, encontrando-se validado [<i>&chi;<sup>2</sup><sub>LP</i></sub>(8)=4.16;  <i>p</i>=.84].</p>     <p>Os resultados foram considerados significativos se <i>p</i>&le;.05 e marginalmente significativos se <i>p</i>&le;.10.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A <a href="#t1">Tabela 1</a> apresenta as correla&ccedil;&otilde;es entre as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas dos participantes,  as pontua&ccedil;&otilde;es de autoestima e narcisismo, a gravidade dos crimes cometidos e a idade de in&iacute;cio de envolvimento em atividades  criminais. No que respeita as associa&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, verific&aacute;mos uma  associa&ccedil;&atilde;o significativa entre o sexo e a nacionalidade [<i>&chi;<sup>2</i></sup>(1)=5.48, <i>p</i>=.019], sendo que  propor&ccedil;&otilde;es significativamente superiores de rapazes eram de outra nacionalidade (72%) comparativamente a raparigas (28%). A  nacionalidade estabeleceu igualmente uma associa&ccedil;&atilde;o significativa com a etnia [<i>&chi;<sup>2</i></sup>(1)=44.04, <i>p</i>&le;.001].  As vari&aacute;veis idade de in&iacute;cio da atividade criminal e a gravidade dos crimes cometidos associaram-se significativamente ao sexo  [<i>r</i>=-.21, <i>p&le;</i>.001 e <i>&chi;<sup>2</i></sup>(5)=15.20, <i>p</i>=.010, respetivamente], nomeadamente ser do sexo masculino. Estas  mesmas vari&aacute;veis estabeleceram uma associa&ccedil;&atilde;o negativa e significativa entre si (<i>r<sub>sp</i></sub>=-.52,  <i>p&le;</i>.001). A gravidade dos crimes estabeleceu ainda uma rela&ccedil;&atilde;o significativa positiva com a idade dos participantes  (<i>r<sub>sp</i></sub>=.15, <i>p</i>=.016). Quanto &agrave; vari&aacute;vel narcisismo, esta associou-se de forma significativa e positiva com a  nacionalidade (<i>r<sub>pb</i></sub>=.13, <i>p</i>=.036) e a gravidade de crimes (<i>r<sub>sp</i></sub>=.36, <i>p</i>&le;.001). A autoestima, por  sua vez, associou-se significativamente &agrave; idade, etnia e &agrave; nacionalidade (<i>r</i>=.14, <i>p</i>=.022; <i>r<sub>pb</i></sub>=.24,  <i>p</i>&le;.001; <i>r<sub>pb</i></sub>=.29, <i>p</i>&le;.001, respetivamente), sendo que os jovens mais velhos, de etnias minorit&aacute;rias e de  outras nacionalidades tinham n&iacute;veis superiores de autoestima. Interessa assinalar que a correla&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis  autoestima e narcisismo foi de <i>r</i>=-.04 <i>p</i>=.560.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a02t1.jpg" width="580" height="229"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Observando os resultados relativos ao efeito preditivo das vari&aacute;veis autoestima e narcisismo na idade de in&iacute;cio da atividade  criminal (ver <a href="#t2">Tabela 2</a>), foi poss&iacute;vel constatar que a combina&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis n&atilde;o predizia  significativamente a idade de in&iacute;cio na atividade criminal [<i>F</i>(2,258)=1.73; <i>p</i>=.180]. O valor do <i>R<sup>2</i></sup> foi de  .01, o que indica que .01% da vari&acirc;ncia da idade de in&iacute;cio foi explicada pelo modelo, sendo que tal corresponde a uma dimens&atilde;o  de efeito baixa (Mar&ocirc;co, 2011). O peso dos coeficientes estandardizados (<i>&beta;</i>) foi mais elevado na vari&aacute;vel narcisismo  [<i>&beta;</i>=-.11; <i>t</i>(258)=-1.81; <i>p</i>=.072], sendo marginalmente significativo, e menor e n&atilde;o significativo na vari&aacute;vel  autoestima [<i>&beta;</i>=.02; <i>t</i>(258)=0.37; <i>p</i>=.716].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a02t2.jpg" width="575" height="152"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#t3">Tabela 3</a> s&atilde;o apresentados os resultados da regress&atilde;o ordinal para a gravidade dos crimes cometidos. O modelo  das vari&aacute;veis autoestima e narcisismo foi estatisticamente significativo [<i>G<sup>2</i></sup>(2)=42.14; <i>p</i>&le;.001], ainda que a  dimens&atilde;o do efeito se tenha revelado reduzida (<i>R<sup>2</sup><sub>MF</i></sub>=.05; <i>R<sup>2</sup><sub>N</i></sub>=.15;  <i>R<sup>2</sup><sub>CS</i></sub>=.15). O narcisismo estabeleceu uma rela&ccedil;&atilde;o positiva e estatisticamente significativa com a  gravidade dos crimes cometidos [<i>b</i>=0.17; <i>&chi;<sup>2</sup><sub>Wald</i></sub>(1)=43.72; <i>p</i>&le;.001]. J&aacute; a autoestima  n&atilde;o contribuiu de forma estatisticamente significativa para predizer a gravidade dos crimes cometidos [<i>b</i>=0.01;  <i>&chi;<sup>2</sup><sub>Wald</i></sub>(1)=0.89; <i>p</i>=.346].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n2/36n2a02t3.jpg" width="580" height="212"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O presente estudo teve como principal objetivo analisar o efeito preditivo independente dos constructos de autoestima e narcisismo na gravidade  dos crimes e idade de in&iacute;cio da atividade criminal junto de uma amostra forense, de modo a contribuir para a compreens&atilde;o destas  rela&ccedil;&otilde;es particularmente junto de uma popula&ccedil;&atilde;o em que as evid&ecirc;ncias carecem robustez. No modelo de  regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla, efetuada a combina&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis narcisismo e autoestima, n&atilde;o foi  encontrado um efeito preditivo significativo da idade de in&iacute;cio na atividade criminal. Observando, no entanto, a contribui&ccedil;&atilde;o  individual de cada vari&aacute;vel, verific&aacute;mos que o narcisismo foi a &uacute;nica que contribuiu, de forma marginalmente significativa,  para predizer a idade de in&iacute;cio da atividade criminal. Especificamente, os jovens com n&iacute;veis superiores de tra&ccedil;os  narc&iacute;sicos iniciavam a sua carreira criminal mais precocemente do que aqueles com n&iacute;veis inferiores. O modelo de regress&atilde;o  ordinal permitiu constatar que a combina&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis narcisismo e autoestima foi capaz de predizer significativamente a  gravidade dos crimes cometidos pelos jovens. O narcisismo estabeleceu uma rela&ccedil;&atilde;o positiva e foi a &uacute;nica vari&aacute;vel que  manteve um efeito significativo na predi&ccedil;&atilde;o da gravidade dos crimes.</p>     <p>De um modo geral, os nossos resultados demonstram que a autoestima n&atilde;o prediz nem a gravidade dos crimes nem o in&iacute;cio da atividade  criminal. A aus&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o significativa entre a autoestima e dimens&otilde;es de delinqu&ecirc;ncia vai ao encontro  do revelado por Walker e Bright (2009) na sua revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura, que demonstrou que a rela&ccedil;&atilde;o entre a  autoestima e uma forma particular de delinqu&ecirc;ncia, a viol&ecirc;ncia, nem sempre se assume positiva e estatisticamente significativa junto de  amostras forenses. No mesmo sentido, Barry et al. (2007) conclu&iacute;ram que a baixa autoestima n&atilde;o &eacute; um preditor robusto de  comportamentos antissociais, n&atilde;o se associa de forma consistente a diferentes comportamentos desta natureza. Embora estes autores n&atilde;o  tenham recorrido a uma amostra do contexto forense, os jovens que participaram no seu estudo foram sinalizados por abandono escolar, pelo que foram  considerados jovens em risco. Os nossos resultados, a par dos revelados por estudos anteriores, sugerem assim que se deve repensar o papel da  autoestima como fator de risco para a delinqu&ecirc;ncia, particularmente aquela mais grave que n&atilde;o raras vezes caracteriza o  report&oacute;rio de jovens em risco e/ou com contacto com o sistema de justi&ccedil;a juvenil, e consequentemente a sua inclus&atilde;o em  programas de interven&ccedil;&atilde;o em delinqu&ecirc;ncia juvenil.</p>     <p>Por outro lado, os resultados do presente estudo evidenciam a preponder&acirc;ncia do narcisismo enquanto fator de risco para duas  dimens&otilde;es de delinqu&ecirc;ncia. Estes dados corroboram aqueles encontrados pela literatura. Por exemplo, quer Locke (2009) quer Webster  (2006) evidenciaram uma rela&ccedil;&atilde;o positiva e significativa entre o narcisismo e a agressividade. J&aacute; Barry et al. (2003)  conclu&iacute;ram que o narcisismo predizia problemas de comportamento em crian&ccedil;as. De resto, outros estudos t&ecirc;m salientado a  rela&ccedil;&atilde;o entre tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos, nos quais se inclui a dimens&atilde;o de narcisismo, quer com a idade de  in&iacute;cio na atividade criminal (e.g., Brandt, Kennedy, Patrick, &amp; Curtin, 1997; Vincent, Vitacco, Grisso, &amp; Corrado, 2003) quer com a  gravidade dos crimes (e.g., Loeber et al., 2001; Pechorro, Mar&ocirc;co, Gon&ccedil;alves, Nunes, &amp; Jesus, 2014). Alguns autores t&ecirc;m  argumentando que a amea&ccedil;a e a consequente defesa da vis&atilde;o inflacionada de si mesmo poder&atilde;o estar subjacentes &agrave;  rela&ccedil;&atilde;o entre o narcisismo e o envolvimento em comportamentos antissociais (Bushman &amp; Baumeister, 1998; cf. Ostrowsky, 2010),  salientando assim a faceta de grandiosidade do constructo de narcisismo. Estudos mais recentes revelaram que o constructo de narcisismo n&atilde;o  &eacute; unidimensional, mas &eacute; constitu&iacute;do por tr&ecirc;s facetas: lideran&ccedil;a/autoridade, explora&ccedil;&atilde;o/titularidade  e grandiosidade/exibicionismo (Ackerman et al., 2011). A primeira &eacute; considerada a faceta mais adaptativa do narcisismo, estando associada a  positivamente &agrave; elevada autoestima (e.g., Trzesniewski, Donnellan, &amp; Robins, 2008), enquanto as restantes t&ecirc;m-se mostrado  associadas a caracter&iacute;sticas n&atilde;o adaptativas, tal como o comportamento antissocial e delinquente (Ackerman et al., 2011; Gentile et  al., 2013). Neste &acirc;mbito, t&ecirc;m sido encontradas maiores evid&ecirc;ncias em torno da faceta explora&ccedil;&atilde;o/titularidade do  constructo de narcisismo enquanto mecanismo subjacente &agrave; perpetra&ccedil;&atilde;o de crimes (e.g., Ackerman et al., 2011; Gentile et al.,  2013; Hepper, Hart, Meek, Cisek, &amp; Sedikides, 2014). Assim, os jovens com maiores n&iacute;veis de narcisismo poder&atilde;o ter mais  probabilidade de perpetrar crimes por se sentirem superiores a terceiros e estarem mais dispostos a explorar os outros.</p>     <p>A disparidade encontrada entre a contribui&ccedil;&atilde;o do narcisismo e da autoestima na predi&ccedil;&atilde;o das duas dimens&otilde;es da  atividade criminal analisadas sugere que estes podem efetivamente ser constructos distintos. No mesmo sentido, o facto de termos conclu&iacute;do  pela aus&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre o narcisismo e a autoestima refor&ccedil;a essa  conclus&atilde;o. A concetualiza&ccedil;&atilde;o distinta da autoestima e narcisismo tem sido, de resto, defendida e evidenciada em outros  estudos (e.g., Donnellan et al., 2005; Locke, 2009).</p>     <p>Em termos de limita&ccedil;&otilde;es no nosso estudo, referimos o recurso a uma avalia&ccedil;&atilde;o retrospetiva da idade de in&iacute;cio.  A investiga&ccedil;&atilde;o tem real&ccedil;ado o vi&eacute;s de mem&oacute;ria na recorda&ccedil;&atilde;o de acontecimentos passados (e.g.,  Henry, Moffitt, Caspi, Langley, &amp; Silva, 1994), vi&eacute;s igualmente evidente na recorda&ccedil;&atilde;o da idade de in&iacute;cio de  atividades criminais (e.g., Jolliffe et al., 2003; Kazemian &amp; Farrington, 2005). Esta limita&ccedil;&atilde;o pode ter influenciado os  resultados da regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla, n&atilde;o se tendo revelado um efeito global estatisticamente significativo.  Adicionalmente, teria sido conveniente utilizar uma medida espec&iacute;fica de narcisismo em vez da dimens&atilde;o de uma escala maior. Todavia,  na medida do nosso conhecimento, &agrave; data da presente investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o existia qualquer medida de narcisismo validada  para adolescentes portugueses. Por outro lado, tem sido argumentado que a autoestima inclui diferentes tipos, a autoestima segura e a autoestima  defensiva por exemplo, e a compreens&atilde;o da sua rela&ccedil;&atilde;o com os comportamentos antissociais deve comtemplar estas facetas (e.g.,  Sandstrom &amp; Jordan, 2008). Ainda assim, para atender a estes subtipos seria necess&aacute;ria uma medida espec&iacute;fica e validada para a  popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, igualmente inexistente, do que temos conhecimento, &agrave; data da realiza&ccedil;&atilde;o da presente  investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Apesar das limita&ccedil;&otilde;es supra descritas, consideramos que o presente estudo vem contribuir para a conceptualiza&ccedil;&atilde;o  independente dos constructos de autoestima e narcisismo, bem como para a import&acirc;ncia do narcisismo enquanto fator de risco para o  envolvimento na delinqu&ecirc;ncia juvenil. Este constructo deve ser tido em conta em programas de interven&ccedil;&atilde;o na delinqu&ecirc;ncia  juvenil no sistema de justi&ccedil;a juvenil. A autoestima, por seu turno, n&atilde;o estabeleceu uma rela&ccedil;&atilde;o significativa quer com  a idade de in&iacute;cio na atividade criminal quer com a gravidade dos crimes cometidos. Estudos futuros devem continuar a explorar o papel da  autoestima na predi&ccedil;&atilde;o da delinqu&ecirc;ncia, utilizando escalas que avaliem v&aacute;rios tipos de autoestima, tanto mais quanto se  sabe que muitos programas de preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o em delinqu&ecirc;ncia juvenil baseiam-se na premissa de que a  baixa autoestima &eacute; um fator de risco para os comportamentos antissociais e consideram fundamental para o seu sucesso o refor&ccedil;o da  autoestima nos jovens (Eastman, 2004; Wooldredge, Harman, Latessa, &amp; Holmes, 1994).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ackerman, R., Witt, E., Donnellan, M., Trzesniewski, K., Robins, R., &amp; Kashy, D. (2011). What does the narcissistic personality inventory  really measure?. <i>Assessment, 18</i>, 67-87. doi: 10.1177/1073191110382845&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038190&pid=S0870-8231201800020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barnow, S., Lucht, M., &amp; Freyberger, H. J. (2005). Correlates of aggressive and delinquent conduct problems in adolescence. <i>Aggressive  Behavior, 31</i>, 24-39. doi: 10.1002/ab.20033&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038191&pid=S0870-8231201800020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barry, C., Frick, P., &amp; Killian, A. (2003). The relation of narcissism and self-esteem to conduct problems in children: A preliminary  investigation. <i>Journal of Clinical Child and Adolescent Psychology, 32</i>, 139-152. doi: 10.1207/S15374424JCCP3201_13&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038192&pid=S0870-8231201800020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barry, C., Grafeman, S., Adler, K., &amp; Pickard, J. (2007). The relations among narcissism, self-esteem, and delinquency in a sample of  at-risk adolescents. <i>Journal of Adolescence, 30</i>, 933-942. doi: 10.1016/j.adolescence.2006.12.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038193&pid=S0870-8231201800020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Baumeister<i>,</i> R., Smart, L., &amp; Boden, J. (1996). Relation of threatened egotism to violence and aggression: The dark side of high  self-esteem. <i>Psychological Review, 103</i>, 5-33. doi: 10.1037/0033-295X.103.1.5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038194&pid=S0870-8231201800020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Boden, J., Fergusson, D., &amp; Horwood, L. (2007). Self-esteem and violence: Testing links between adolescent self-esteem and later hostility  and violent behavior. <i>Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, 42</i>, 881-891. doi: 10.1007/s00127-007-0251-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038195&pid=S0870-8231201800020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brandt, J., Kennedy, W., Patrick, C., &amp; Curtin, J. (1997). Assessment of psychopathy in a population of incarcerated adolescent offenders.  <i>Psychological Assessment, 9</i>, 429-435. doi: 10.1037/1040-3590.9.4.429&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038196&pid=S0870-8231201800020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bushman<i>,</i> B., &amp; Baumeister, R. (1998). Threatened egotism, narcissism, self-esteem, and direct and displaced aggression: Does  self-love or self-hate lead to violence?. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 75</i>, 219-229. doi: 10.1037/0022-3514.75.1.219&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038197&pid=S0870-8231201800020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bushman, B. J., Baumeister, R. F., Thomaes, S., Ryu, E., Begeer, S., &amp; West, S. (2009). Looking again, and harder, for a link between low  self-esteem and aggression. <i>Journal of Personality, 77</i>, 424-446. doi: 10.1111/j.1467-6494.2008.00553.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038198&pid=S0870-8231201800020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Caldwell, R., Beutler, L., Ross, S., &amp; Silver, N. (2006). Brief report: An examination of the relationships between parental monitoring,  self-esteem and delinquency among Mexican American male adolescents. <i>Journal of Adolescence, 29</i>, 459-464.  doi: 10.1016/j.adolescence.2005.07.005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038199&pid=S0870-8231201800020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Carroll, A., Durkin, K., Houghton, S., &amp; Hattie, J. (1996). An adaptation of Mak&rsquo;s self-report delinquency scale for western  Australian adolescents. <i>Australian Journal of Psychology, 48</i>, 1-7. doi: 10.1080/00049539608259498</p>     <p>D&rsquo;Zurilla, T. J., Chang, E. C., &amp; Sanna, L. J. (2003). Self-esteem and social problem solving as predictors of aggression in college  students. <i>Journal of Social and Clinical Psychology, 22</i>, 424-440. doi: 10.1521/jscp.22.4.424.22897</p>     <!-- ref --><p>Donnellan, M., Trzesniewski, K., Robins, R., Moffitt, T., &amp; Caspi, A. (2005). Low self-esteem is related to aggression, antisocial behavior,  and delinquency. <i>Psychological Science, 16</i>, 328-335. doi: 10.1111/j.0956-7976.2005.01535.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038202&pid=S0870-8231201800020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Eastman, B. (2004). Assessing the efficacy of treatment for adolescent sex offenders: A cross-over longitudinal study. <i>The Prison Journal,  84</i>, 472-485. doi: 10.1177/0032885504269346&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038203&pid=S0870-8231201800020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fong, R. S., Vogel, B. L., &amp; Vogel, R. E. (2008). The correlates of school violence: An examination of factors linked to assaultive behavior  in a rural middle school with a large migrant population. <i>Journal of School Violence, 7</i>, 24-47. doi: 10.1080/15388220801955521&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038204&pid=S0870-8231201800020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Forth, A. E., Kosson, D. S., &amp; Hare, R. D. (2003). <i>Hare psychopathy checklist: Youth version</i>. Toronto: Multi-Health Systems.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038205&pid=S0870-8231201800020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frick, P., &amp; Hare, R. (2001). <i>The antisocial process screening device.</i> Toronto, Canada: Multi-Health System.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038207&pid=S0870-8231201800020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gentile, B., Miller, J., Hoffman, B., Reidy, D., Zeichner, A., &amp; Campbell, W. (2013). A test of two brief measures of grandiose narcissism:  The narcissistic personality inventory-13 and the narcissistic personality inventory-16. <i>Psychological Assessment, 25</i>, 1120-1136. doi:  10.1037/a0033192&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038209&pid=S0870-8231201800020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gillespie, W. (2005). Racial differences in violence and self-esteem among prison inmates. <i>American Journal of Criminal Justice, 29</i>,  161-185. doi: 10.1007/BF02885734&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038210&pid=S0870-8231201800020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Golmaryami, F. N., &amp; Barry, C. T. (2010). The associations of self-reported and peer-reported relational aggression with narcissism and  self-esteem among adolescents in a residential setting. <i>Journal of Clinical Child &amp; Adolescent Psychology, 39</i>, 128-133. doi:  10.1080/15374410903401203&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038211&pid=S0870-8231201800020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hare, R. (2003). <i>Hare psychopathy checklist-revised: Technical manual</i> (2<sup>nd</sup> ed.). Toronto, Canada: Multi-Health Systems.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038212&pid=S0870-8231201800020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Henry, B., Moffitt, T. E., Caspi, A., Langley, J., &amp; Silva, P. A. (1994). On the &ldquo;remembrance of things past&rdquo;: A longitudinal  evaluation of the retrospective method. <i>Psychological Assessment, 6</i>, 92-101. doi: 10.1037/1040-3590.6.2.92</p>     <!-- ref --><p>Hepper, E. G., Hart, C. M., Meek, R., Cisek, S., &amp; Sedikides, C. (2014). Narcissism and empathy in young offenders and non-offenders.  <i>European Journal of Personality, 28</i>, 201-210. doi: 10.1002/per.1939&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038215&pid=S0870-8231201800020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>IBM SPSS. (2012). <i>IBM SPSS Statistics Base 21</i>. Chicago, IL: SPSS Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038216&pid=S0870-8231201800020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jankauskiene, R., Kardelis, K., Sukys, S., &amp; Kardeliene, L. (2008). Associations between school bullying and psychosocial factors. <i>Social  Behavior and Personality, 36</i>, 145-162. doi: 10.2224/sbp.2008.36.2.145&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038218&pid=S0870-8231201800020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jolliffe, D., Farrington, D. P., Hawkins, J. D., Catalano, R. F., Hill, K. G., &amp; Kosterman, R. (2003). Predictive, concurrent, prospective  and retrospective validity of self-reported delinquency. <i>Criminal Behaviour and Mental Health, 13</i>, 179-197. doi: 10.1002/cbm.541&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038219&pid=S0870-8231201800020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kazemian, L., &amp; Farrington, D. P. (2005). Comparing the validity of prospective, retrospective, and official onset for different offending  categories. <i>Journal of Quantitative Criminology, 21</i>, 127-147. doi: 10.1007/s10940-005-2489-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038220&pid=S0870-8231201800020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kernis<i>,</i> M., Grannemann, B., &amp; Barclay, L. (1989). Stability and level of self-esteem as predictors of anger arousal and hostility.  <i>Journal of Personality and Social Psychology, 56</i>, 1013-1022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038221&pid=S0870-8231201800020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Locke, K. D. (2009). Aggression, narcissism, self-esteem, and the attribution of desirable and humanizing traits to self versus others.  <i>Journal of Research in Personality, 43</i>, 99-102. doi: 10.1037/0022-3514.56.6.1013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038223&pid=S0870-8231201800020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Loeber, R., &amp; LeBlanc, M. (1990). Toward a developmental criminology. In M. Tonry &amp; N. Morris (Eds.), <i>Crime and justice</i> (Vol. 12,  pp. 375-474). Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038224&pid=S0870-8231201800020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Loeber, R., Farrington, D. P., Stouthamer-Loeber, M., Moffitt, T. E., Caspi, A., &amp; Lynam, D. (2001). Male mental health problems,  psychopathy, and personality traits: Key findings from the first 14 years of the Pittsburgh Youth Study. <i>Clinical Child and Family Psychology  Review, 4</i>, 273-297. doi: 10.1023/A:1013574903810&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038226&pid=S0870-8231201800020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Macleod, J. F., Grove, P. G., &amp; Farrington, D. P. (2012). <i>Explaining criminal careers. Implications for justice policy</i>. Oxford:  Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038227&pid=S0870-8231201800020000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mak, A. S. (1993). A self-report delinquency scale for Australian adolescents. <i>Australian Journal of Psychology, 45</i>, 75-79. doi:  10.1080/00049539308259122&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038229&pid=S0870-8231201800020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2011). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com o SPSS Statistics</i>. P&ecirc;ro Pinheiro: Report Number.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038230&pid=S0870-8231201800020000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Mason, W. (2001). Self-esteem and delinquency revisited (again): A test of Kaplan&rsquo;s self-derogation theory of delinquent using latent  growth curve modeling. <i>Journal of Youth and Adolescence, 30</i>, 83-102. doi: 10.1023/A:1005276905961</p>     <!-- ref --><p>McCarthy, J., &amp; Hoge, D. (1984). The dynamics of self-esteem and delinquency. <i>American Journal of Sociology, 90</i>, 396-410. doi:  10.1037/0022-3514.59.1.112&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038233&pid=S0870-8231201800020000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mu&ntilde;oz, L., &amp; Frick, P. (2007). The reliability, stability, and predictive utility of the self-report version of the Antisocial  Process Screening Device. <i>Scandinavian Journal of Psychology, 48</i>, 299-312. doi: 10.1111/j.1467-9450.2007.00560.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038234&pid=S0870-8231201800020000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Negreiros, J. (2008). <i>Delinqu&ecirc;ncias juvenis. Traject&oacute;rias, interven&ccedil;&otilde;es e preven&ccedil;&atilde;o</i>. Porto:  Livpsic Legis Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038235&pid=S0870-8231201800020000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ostrowsky, M. K. (2010). Are violent people more likely to have low self-esteem or high self-esteem?. <i>Aggression and Violent Behavior,  15</i>, 69-75. doi:10.1016/j.avb.2009.08.004&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038237&pid=S0870-8231201800020000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Parker, J. S., Morton, T. L., Lingefelt, M. E., &amp; Johnson, K. S. (2005). Predictors of serious and violent offending by adjudicated male  adolescents. <i>North American Journal of Psychology, 7</i>, 407-417.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038238&pid=S0870-8231201800020000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pechorro, P., Barroso, R., Mar&ocirc;co, J., Vieira, R., &amp; Gon&ccedil;alves, R. (2015). Psychometric properties of the Psychopathy  Checklist: Youth version among Portuguese juvenile delinquents. <i>International Journal of Offender Therapy and Comparative Criminology, 59</i>,  1322-1337. doi: 10.1177/0306624X14535558&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038240&pid=S0870-8231201800020000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pechorro, P., Hidalgo, V., Nunes, C., &amp; Jim&eacute;nez, L. (2016). Confirmatory factor analysis of the Antisocial Process Screening Device:  Self-Report among incarcerated male juvenile offenders. <i>International Journal of Offender Therapy and Comparative Criminology, 60</i>,  1856-1872. doi: 10.1177/0306624X15588903&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038241&pid=S0870-8231201800020000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pechorro, P., Jim&eacute;nez, L., Nunes, C., &amp; Hidalgo, V. (2016). El constructo de psicopat&iacute;a y su aplicaci&oacute;n en ni&ntilde;os  y adolescentes. In C. Poiares, J. Urra, J. A. Echauri, &amp; A. Martinez (Coords.), <i>La psicolog&iacute;a jur&iacute;dica en iberoam&eacute;rica:  Nuevos aportes de la psicolog&iacute;a jur&iacute;dica 2</i> (pp. 55-66). Madrid, Spain: Colecci&oacute;n Psicolog&iacute;a Jur&iacute;dica EOS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038242&pid=S0870-8231201800020000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pechorro, P., Mar&ocirc;co, J., Gon&ccedil;alves, R. A., &amp; Nunes, C., &amp; Jesus, S. N. (2014). Psychopathic traits and age of crime onset  in male juvenile delinquents. <i>European Journal of Criminology, 11</i>, 288-302. doi: 10.1177/1477370813495759&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038244&pid=S0870-8231201800020000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pechorro, P., Mar&ocirc;co, J., Poiares, C., &amp; Vieira, R. (2011). Valida&ccedil;&atilde;o da Escala de Auto-Estima de Rosenberg com  adolescentes portugueses em contexto forense e escolar. <i>Arquivos de Medicina, 25</i>, 174-179.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038245&pid=S0870-8231201800020000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pechorro, P., Mar&ocirc;co, J., Poiares, C., &amp; Vieira, R. (2013). Validation of the Portuguese version of the Antisocial Process Screening  Device-Self-Report with a focus on delinquent behavior and behavior problems. <i>International Journal of Offender Therapy and Comparative  Criminology</i>, <i>57</i>, 112-126. doi: 10.1177/0306624X11427174&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038247&pid=S0870-8231201800020000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pechorro, P., Vieira, R., Mar&ocirc;co, J., Barroso, R., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (2015). Adapta&ccedil;&atilde;o de uma vers&atilde;o  portuguesa da Escala de Delinqu&ecirc;ncia Auto-Relatada adaptada para adolescentes. <i>Revista Psicologia, 29</i>, 59-67. doi:  10.17575/rpsicol.v29i1.549&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038248&pid=S0870-8231201800020000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Piquero, A. R., Farrington, D. P., &amp; Blumstein, A. (2003). The criminal career paradigm. In M. Tonry (Ed.), <i>Crime and Justice</i> (Vol.  20, pp. 359-506). Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038249&pid=S0870-8231201800020000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rosenberg, M. (1979). <i>Conceiving the self</i>. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038251&pid=S0870-8231201800020000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rosenberg, M. (1989). <i>Society and the adolescent self-image</i> (revised edition). Middletown: Wesleyan University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038253&pid=S0870-8231201800020000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sandstrom, M. J., &amp; Jordan, R. (2008). Defensive self-esteem and aggression in childhood. <i>Journal of Research in Personality, 42</i>,  506-514. doi: 10.1016/j.jrp.2007.07.008&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038255&pid=S0870-8231201800020000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sutherland, I., &amp; Shepherd, J. P. (2002). A personality-based model of adolescent violence. <i>British Journal of Criminology, Delinquency  and Deviant Social, 42</i>, 433-441. doi: 10.1093/bjc/42.2.433&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038256&pid=S0870-8231201800020000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Taylor, L. D., Davis-Kean, P., &amp; Malanchuk, O. (2007). Self-esteem, academic self-concept, and aggression at school. <i>Aggressive Behavior,  33</i>, 130-136. doi: 10.1002/ab.20174&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038257&pid=S0870-8231201800020000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Toch, H. (1993). Good violence and bad violence: Through self-presentations of aggressors accounts and war stories. In R. Felson &amp; J.  Tedeschi (Eds.), <i>Aggression and violence: Social interactionist perspectives</i> (pp. 193-206). Washington, DC: American Psychological  Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038258&pid=S0870-8231201800020000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Trzesniewski, K. H., Donnellan, M. B., &amp; Robins, R. W. (2008). Is &ldquo;generation me&rdquo; really more narcissistic than previous  generations?. <i>Journal of Personality, 76</i>, 903-918. <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.1467-6494.2008.00508.x"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1111/j.1467-6494.2008.00508.x</a></p>     <!-- ref --><p>Vincent, G., Vitacco, M., Grisso, T., &amp; Corrado, R. (2003). Subtypes of adolescent offenders: Affective traits and antisocial behavior  patterns. <i>Behavioral Sciences and the Law, 21</i>, 695-712. doi: 10.1002/bsl.556&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038261&pid=S0870-8231201800020000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Walker, J. S., &amp; Bright, J. A. (2009). False inflated self-esteem and violence: A systematic review and cognitive model. <i>The Journal of  Forensic Psychiatry &amp; Psychology, 20</i>, 1-32. doi: 10.1080/14789940701656808&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038262&pid=S0870-8231201800020000200057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Walker, J. S., &amp; Gudjonsson, G. H. (2006). The Maudsley Violence Questionnaire: Relationship to personality and self-reported offending.  <i>Personality and Individual Differences, 40</i>, 795-806. doi: 10.1016/j.paid.2005.09.009&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038263&pid=S0870-8231201800020000200058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Webster, G. D. (2006). Low self-esteem is related to aggression, but especially when controlling for gender: A replication and extension of  Donnellan et al. (2005). <i>Representative Research in Social Psychology, 29</i>, 12-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038264&pid=S0870-8231201800020000200059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wolfgang, M. E., Figlio, R., Tracy, P., &amp; Singer, S. I. (1985). <i>The national survey of crime severity</i>. Washington: U. S. Government  Printing Office.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038266&pid=S0870-8231201800020000200060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wooldredge, J., Harman, J., Latessa, E., &amp; Holmes, S. (1994). Effectiveness of culturally specific community treatment for African American  juvenile felons. <i>Crime and Delinquency, 40</i>, 589-598. doi: 10.1177/0011128794040004007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=038268&pid=S0870-8231201800020000200061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Teresa Braga, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia,  Escola de Psicologia, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:teresa.g.braga@gmail.com">teresa.g.braga@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o foi financiada pela FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia  (SFRH/BPD/86666/2012) atribu&iacute;da ao segundo autor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 30/12/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 18/04/2017</p>      ]]></body><back>
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