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<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.1240</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo comparativo acerca do comportamento e comunicação materna e paterna em atividade conjunta com os seus filhos de idade pré-escolar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The previous research performed in children life contexts tend to describe fathers as non-directive playmates; while mothers tend to reinforce the communication during interactions and involve affectively the child. When mothers are playmates and fathers give basic care to their child the quality of the interaction of mother-infant and father-infant increases considerably. In this study, fathers and mothers were observed independently in the same semi-experimental play situation with their children. For this purpose, 19 dyads mother-infant and 17 dyads father-infant participated in this 20 minutes experience, to manufacture one product using the materials and tools available to one’s choice. Children were between 3 and 5 years old and had no developmental problems identified. We aimed to: (i) compare the interactive quality of parents related to empathy, reciprocity, cooperation, fantasy and challenge; (ii) the communication quality and (iii) describe and compare the products made by the dyads mother-infant and father-infant, as well as the chosen materials. Our findings indicate few differences between mothers and fathers behaviour. In terms of communication, mothers communicate more with process questions than parents. The major differences correspond to how parents react to boys and girls, giving girls more freedom to explore, more positive feedback, and being more responsive to their emotions. The boys lost more often interest during the activity than the girls. Children’s gender affected the results more than the parents’, which indicates that the parents interact and communicate distinctly with girls and boys. Additionally, parents’ educational level correlated with more attentive, patient, and cooperative behaviour with their children. Regarding the age of the parents: younger parents and with more children use more materials and tools.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Interação pais-filhos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Estudo comparativo acerca do comportamento e comunica&ccedil;&atilde;o materna e paterna em atividade conjunta com os seus filhos de idade  pr&eacute;-escolar</b></p>     <p><b>Comparing maternal and paternal interactive behavior and communication in a study about collaborative play tasks with preschool  children</b></p>     <p><b>Isabel Fernandes<sup>1</sup>, Isabel Barroso<sup>1</sup>, Andreia Ferreira<sup>1</sup>, Miguel Branco<sup>1</sup>, Ana Ladeiras<sup>1</sup>,  Catarina Veloso<sup>1</sup>, Filipe Pinto<sup>1</sup>, Tiago Os&oacute;rio<sup>1</sup>, M&aacute;rio Relvas<sup>1</sup>, Ot&iacute;lia  Sousa<sup>1</sup>, Holger Brandes<sup>1</sup>, Marina Fuertes<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">CorrespondÃªncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o tende a descrever o pai como parceiro de jogo que favorece a liberdade de a&ccedil;&atilde;o; enquanto a m&atilde;e,  tende a refor&ccedil;ar a comunica&ccedil;&atilde;o nas intera&ccedil;&otilde;es, envolvendo afetivamente a crian&ccedil;a. Nos casos em que a  m&atilde;e brinca e o pai presta cuidados b&aacute;sicos &agrave; crian&ccedil;a, a qualidade da intera&ccedil;&atilde;o pai-filhos aumenta  consideravelmente. Neste estudo, observamos pai e m&atilde;e independentemente na mesma situa&ccedil;&atilde;o experimental como parceiros da  crian&ccedil;a numa atividade l&uacute;dica de constru&ccedil;&atilde;o. Comparamos os seus comportamentos quando colocados no mesmo papel. Para o  efeito, foi pedido a 19 d&iacute;ades m&atilde;e-filho(a) e 17 d&iacute;ades pai-filho(a) que realizassem, em 20 minutos, um produto &agrave; sua  escolha com os materiais e ferramentas disponibilizados. As crian&ccedil;as tinham entre 3 e 5 anos, sem atrasos de desenvolvimento identificados.  Pretendemos descrever e comparar os pais (m&atilde;es e pais considerados em conjunto) quanto: (i) &agrave; empatia, aten&ccedil;&atilde;o,  reciprocidade, coopera&ccedil;&atilde;o, elabora&ccedil;&atilde;o/fantasia e desafio proposto; (ii) &agrave; qualidade da  comunica&ccedil;&atilde;o; e (iii) aos produtos realizados e escolhas de materiais. Os nossos resultados indicam poucas diferen&ccedil;as entre  pais e m&atilde;es. Em termos de comunica&ccedil;&atilde;o, as m&atilde;es realizam mais perguntas de processo do que os pais. As diferen&ccedil;as  mais relevantes correspondem &agrave; forma como os pais e as m&atilde;es reagem com os meninos e as meninas, dando maior liberdade de  a&ccedil;&atilde;o &agrave;s meninas, mais feedback positivo e revelando-se mais sens&iacute;veis a responder &agrave;s suas emo&ccedil;&otilde;es.  Os meninos perderam mais interesse durante a atividade e revelaram mais sinais de aborrecimento do que as meninas. O sexo das crian&ccedil;as  afetou mais os resultados do que o dos pais, ou seja, os pais interagiram e comunicaram distintamente com meninas e meninos. Adicionalmente, a  escolaridade dos pais correlacionou-se com comportamentos mais atentos, pacientes e cooperativos dos pais. Relativamente &agrave; idade dos  progenitores, os pais mais novos e com mais filhos usaram mais materiais e ferramentas.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Intera&ccedil;&atilde;o pais-filhos, Afectividade, Comunica&ccedil;&atilde;o verbal, Intersubjetividade partilhada, Sexo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The previous research performed in children life contexts tend to describe fathers as non-directive playmates; while mothers tend to reinforce  the communication during interactions and involve affectively the child. When mothers are playmates and fathers give basic care to their child the  quality of the interaction of mother-infant and father-infant increases considerably. In this study, fathers and mothers were observed  independently in the same semi-experimental play situation with their children. For this purpose, 19 dyads mother-infant and 17 dyads  father-infant participated in this 20 minutes experience, to manufacture one product using the materials and tools available to one&rsquo;s  choice. Children were between 3 and 5 years old and had no developmental problems identified. We aimed to: (i) compare the interactive quality of  parents related to empathy, reciprocity, cooperation, fantasy and challenge; (ii) the communication quality and (iii) describe and compare the  products made by the dyads mother-infant and father-infant, as well as the chosen materials. Our findings indicate few differences between mothers  and fathers behaviour. In terms of communication, mothers communicate more with process questions than parents. The major differences correspond  to how parents react to boys and girls, giving girls more freedom to explore, more positive feedback, and being more responsive to their  emotions. The boys lost more often interest during the activity than the girls. Children&rsquo;s gender affected the results more than the  parents&rsquo;, which indicates that the parents interact and communicate distinctly with girls and boys. Additionally, parents&rsquo; educational  level correlated with more attentive, patient, and cooperative behaviour with their children. Regarding the age of the parents: younger parents  and with more children use more materials and tools.</p>     <p><b>Key words</b>: Parent-child interaction, Affectivity, Verbal communication, Shared inter-subjectivity, Gender.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As m&atilde;es e os pais ganharam interesse cient&iacute;fico quando se observaram e comprovaram os efeitos nefastos para a sa&uacute;de mental  da sua perda ou aus&ecirc;ncia prolongada na inf&acirc;ncia (e.g., Weinfield, Sroufe, Egeland, &amp; Carlson, 2008). Bowlby (1969) postulou que as  figuras de vincula&ccedil;&atilde;o (geralmente os pais) oferecem prote&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de perigo gerando a  ativa&ccedil;&atilde;o do sistema de vincula&ccedil;&atilde;o (procura de proximidade e/ou conforto). No entanto, na aus&ecirc;ncia de  condi&ccedil;&otilde;es alarmantes as figuras de vincula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o uma <i>base segura</i> para a explora&ccedil;&atilde;o do  mundo que a rodeia (Ainsworth, 1967). A presta&ccedil;&atilde;o de cuidados b&aacute;sicos, por si s&oacute;, n&atilde;o constitui base para a  organiza&ccedil;&atilde;o da vincula&ccedil;&atilde;o que consiste, simultaneamente, numa rela&ccedil;&atilde;o afetiva e numa  rela&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a &ndash; alicerce que possibilita &agrave; crian&ccedil;a a aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e  aprendizagem atrav&eacute;s da explora&ccedil;&atilde;o (Bowlby, 1969).</p>     <p>Primeiramente, a pesquisa indicou que os pais tal como as m&atilde;es podem estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o  segura ou insegura com seus os filhos ou as filhas (e.g., Braungart-Rieker, Courtney, &amp; Garwood, 1999; Ver&iacute;ssimo, Santos, Vaughn,  Torres, Monteiro, &amp; Santos, 2011). Todavia, os &iacute;ndices de vincula&ccedil;&atilde;o segura s&atilde;o mais baixos nas d&iacute;ades  pai-filho(a) do que nas d&iacute;ades m&atilde;e-filho(a). Ora, se existem diferen&ccedil;as entre pais e m&atilde;es como se explicam essas  diferen&ccedil;as? Neste estudo, n&atilde;o analisamos o papel dos pais como figuras de vincula&ccedil;&atilde;o mas como parceiros de jogo e a sua  sensibilidade de resposta enquanto capacidade de coopera&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca e promo&ccedil;&atilde;o da  participa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a. Por outras palavras, pais num papel &ldquo;pedag&oacute;gico&rdquo; como facilitador da  explora&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Jogo, afetividade e comunica&ccedil;&atilde;o dos pais e das m&atilde;es</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sabendo que as figuras de vincula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o figuras afetivas e base segura para a explora&ccedil;&atilde;o, a  investiga&ccedil;&atilde;o dedicou-se a descrever os pap&eacute;is desempenhados pelos pais e pelas m&atilde;es nessas duas grandes  dimens&otilde;es. Neste &acirc;mbito, os dados parecem indicar que pai e m&atilde;e desempenham papeis diferentes mas complementares na  rela&ccedil;&atilde;o e na educa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a. Por exemplo, o pai encoraja mais os filhos a participar em brincadeiras  masculinas e as filhas em brincadeiras femininas enquanto a m&atilde;e tende a tratar igualitariamente os filhos e as filhas (Snow, Jacklin, &amp;  Maccoby, 1983).</p>     <p>Estes diferentes pap&eacute;is desempenhados pelos pais e pelas m&atilde;es parecem assumir diferentes contributos no desenvolvimento da  crian&ccedil;a. Estudos indicam que na perspectiva de m&atilde;es e pais portugueses, com crian&ccedil;as entre 1 e 6 anos de idade, &eacute; quase  sempre a m&atilde;e a respons&aacute;vel pelas atividades relacionadas com as rotinas de cuidados prestados &agrave; crian&ccedil;a, assumindo o  pai um papel de suporte, quando tal &eacute; necess&aacute;rio (Monteiro, Ver&iacute;ssimo, Castro, &amp; Oliveira, 2006). As  intera&ccedil;&otilde;es de qualidade com a m&atilde;e est&atilde;o associadas a maiores ganhos na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o e  socializa&ccedil;&atilde;o e com o pai no dom&iacute;nio cognitivo (e.g., Bus &amp; van IJzendoorn, 1988; Greenberg, Speltz, &amp; Deklyen, 1993).</p>     <p>A maioria dos estudos comparativos da presta&ccedil;&atilde;o materna e paterna foram desenhados com crian&ccedil;as at&eacute; aos dois anos,  em crian&ccedil;as mais velhas o papel do adulto como facilitador de explora&ccedil;&atilde;o ganha import&acirc;ncia porque o adulto para  al&eacute;m de dar tempo e espa&ccedil;o &agrave; participa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a dever&aacute; tamb&eacute;m desafi&aacute;-la. No  quadro da pesquisa com crian&ccedil;as mais velhas, o pai tem sido descrito como parceiro de jogo que introduz brincadeiras f&iacute;sicas e ativas  dando autonomia &agrave; crian&ccedil;a e aceitando as suas iniciativas com menor diretividade (e.g., Cabrera, Tamis-LeMonda, Bradley, Hofferth,  &amp; Lamb, 2000; Clarke-Stewart, 1978; Crawley &amp; Sherrod, 1984; Lamb, 1977). A m&atilde;e parece falar mais e refor&ccedil;ar mais a linguagem  da crian&ccedil;a sendo tamb&eacute;m mais diretiva e organizadora do espa&ccedil;o (e.g., Alves et al., 2014). Deste modo, com diferentes adultos  as crian&ccedil;as parecem ter diferentes oportunidades de relacionamento e de aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias (Meltzoff, 1999).</p>     <p>Contudo, a explora&ccedil;&atilde;o e o jogo da crian&ccedil;a com os pais dependem largamente da sua rela&ccedil;&atilde;o com eles e da forma  como o adulto responde afetivamente. Neste dom&iacute;nio surge o conceito de sensibilidade de resposta do adulto. Ainsworh e colegas definiram a  sensibilidade como a capacidade do adulto &ldquo;<i>(...) to perceive and to interpret accurately the signals and communications implicit in her  infant&rsquo;s behavior, and given this understanding, to respond to them appropriately and promptly</i>&rdquo; (Ainsworth, Bell, &amp; Stayton,  1974, p. 127). Ainda, segundo os autores, a sensibilidade comporta quatro aspetos fundamentais: (i) capacidade para perceber os sinais  exteriorizados pela crian&ccedil;a; (ii) capacidade para os interpretar corretamente; (iii) adequa&ccedil;&atilde;o das respostas dadas; (iv)  prontid&atilde;o dessas mesmas respostas. Outros autores consideram tamb&eacute;m conceitos como a reciprocidade, a empatia e calor de resposta, a  mutualidade, ou prazer m&uacute;tuo partilhado (e.g., Aksan, Kochanska, &amp; Ortmann, 2006; Crittenden &amp; Bonvillian, 1984).</p>     <p>O constructo da sensibilidade dos pais ganha relevo quando prediz e est&aacute; associado &agrave; vincula&ccedil;&atilde;o segura  (revis&atilde;o em Beeghly, Fuertes, Liu, &amp; Delonis, 2010). A sensibilidade parental &eacute; um dos mais robustos preditores de  desenvolvimento da crian&ccedil;a (Tamis-LeMonda, Shannon, Cabrera, &amp; Lamb, 2004). A bibliografia indica que, em m&eacute;dia, a sensibilidade  materna &eacute; superior &agrave; paterna (Volling, McElwain, Notaro, &amp; Herrera, 2002). As m&atilde;es expressam mais fisicamente e  diretamente essa afetividade &agrave; crian&ccedil;a (e.g., Clarke-Stewart, 1978; Crawley &amp; Sherrod, 1984; Geiger, 1996; Lamb, 1977). O pai  apresenta respostas indiretas, como olhar de anu&ecirc;ncia ou o sorriso dirigido ou indireto, quando a crian&ccedil;a exibe comportamentos  positivos, a m&atilde;e recorre a afetos f&iacute;sicos diretos e a refor&ccedil;os positivos (e.g., Alves, Fuertes, &amp; Sousa, 2014).</p>     <p>Em crian&ccedil;as mais velhas com aquisi&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o da linguagem, o conte&uacute;do da comunica&ccedil;&atilde;o  &eacute; fundamental para a intera&ccedil;&atilde;o. A sensibilidade do adulto no que se traduz pela aten&ccedil;&atilde;o diretamente dirigida,  pela entoa&ccedil;&atilde;o de voz, toque e formas de express&atilde;o afetiva perder&aacute; peso para a forma como o adulto comunica com a  crian&ccedil;a. O tipo e o papel da comunica&ccedil;&atilde;o materna e paterna ainda est&aacute; pouco estudado, estando por responder  quest&otilde;es como: <i>quem faz mais perguntas? quem d&aacute; mais ordens? com que intencionalidade?</i> Em revis&atilde;o da bibliografia  Tamis-LeMonda, Baumwell e Cristofaro (2012) concluem que a m&atilde;e d&aacute; mais explica&ccedil;&otilde;es e fala mais frequentemente com os  filhos em turnos conversacionais mais longos; o pai usa mais enunciados diretivos, mais pedidos de clarifica&ccedil;&atilde;o e coloca  quest&otilde;es sobre eventos passados. Resultados similares foram encontrados em amostras nacionais, a m&atilde;e recorreu mais &agrave; linguagem  verbal do que o pai, i.e., tomou mais vezes a iniciativa da fala e falou mais tempo (e.g., fala sincopada e arrastada), bem como usou com maior  frequ&ecirc;ncia sequ&ecirc;ncias verbais de natureza expansiva e fez mais elogios diretos (e.g., Alves et al., 2014; Brundin, Rodholm, &amp;  Larsson, 1988).</p>     <p>Tamis-LeMonda, Song, Leavell Smith, Kahana Kalman e Yoshikawa (2012) observam que m&atilde;es americanas repetem mais o que dizem as  crian&ccedil;as enquanto os pais americanos pedem &agrave;s crian&ccedil;as para repetirem os seus enunciados. Noutro estudo, nacional, sobre  intera&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o de pais e m&atilde;es portugueses com os seus filhos de 15 meses de idade, Castro, Fuertes,  Sousa, Faria e Os&oacute;rio (2015) verificam que as m&atilde;es nomearam mais objetos e a&ccedil;&otilde;es e elogiaram mais as crian&ccedil;as do  que os pais. Embora o contributo das m&atilde;es esteja mais estudado (Song, Spier, &amp; Tamis-LaMonda, 2013), h&aacute; estudos que salientam o  impacto da comunica&ccedil;&atilde;o do pai no desenvolvimento das crian&ccedil;as (Pancsofar &amp; Vernon-Feagans, 2006).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estudo Tandem &ndash; Estudo do g&eacute;nero do adulto e da crian&ccedil;a em atividades de constru&ccedil;&atilde;o conjunta</i></p>     <p>O presente estudo tem origem no estudo alem&atilde;o &ldquo;Tandem&rdquo; que se debru&ccedil;a sobre o impacto do g&eacute;nero da  crian&ccedil;a e do educador de inf&acirc;ncia na intera&ccedil;&atilde;o semi-experimental com a crian&ccedil;a (Brandes, Andra, Roseler, &amp;  Schneider-Andrich, 2015). Fora do contexto de sala de aula, com materiais &ldquo;tipificados&rdquo; de femininos (purpurinas) e masculinos (martelo  e pregos) a equipa de Holger Brandes observou num estudo quasi-experimental as escolhas dos adultos e das crian&ccedil;as, e as  intera&ccedil;&otilde;es decorrentes dessas escolhas. Contudo, o estudo n&atilde;o identificou grandes diferen&ccedil;as entre o comportamento dos  educadores e educadoras alem&atilde;s, mas aquelas que foram observadas decorreram essencialmente na forma como os dois grupos de educadores  motivam e envolvem a crian&ccedil;a (Brandes et al., 2015). Replicado o estudo em Portugal, os resultados indicam que os educadores organizaram  mais a atividade como uma situa&ccedil;&atilde;o de competi&ccedil;&atilde;o do que as educadoras (Ferreira et al., 2016; Veloso et al., 2018).  Adicionalmente, os educadores portugueses sugeriram, dirigiram, elogiaram e deram mais ordens do que as educadoras (Ferreira et al., 2016; Veloso  et al., 2018).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao estudo alem&atilde;o, a observa&ccedil;&atilde;o do interativo dos pais foi adicionada no estudo portugu&ecirc;s. Comparados pais e  educadores (de ambos os sexos analisados em conjunto), os educadores adotaram mais as sugest&otilde;es da crian&ccedil;a, esperaram com mais  paci&ecirc;ncia pelas decis&otilde;es da crian&ccedil;a e colocaram mais perguntas promotoras de reflex&atilde;o do que os pais (Barroso et al.,  2017; Veloso et al., 2018). No entanto, os pais deram respostas mais afetuosas dando mais feedback positivo e negativo.</p>     <p>Ao longo da atividade, os educadores comunicaram com a crian&ccedil;a de modo mais objetivo e funcional do que os pais que usaram mais fantasias  associativas. Em termos de comunica&ccedil;&atilde;o verbal, os educadores e educadoras fizeram frequentemente perguntas de conte&uacute;do, com  particular reporta&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;rea do conhecimento do mundo.</p>     <p>Quando cruzamos os dados do adulto com os dados da crian&ccedil;a, verificamos que o sexo da crian&ccedil;a &eacute; uma vari&aacute;vel a ter  em conta: os Educadores deram mais feedback positivo e respeitador &agrave;s meninas do que aos meninos (Ferreira et al., 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Presente estudo</i>. Se a literatura revista indica que as m&atilde;es comparativamente aos pais apresentam mais respostas sens&iacute;veis,  possivelmente promotoras de rela&ccedil;&otilde;es seguras, pode suceder que as escalas de sensibilidade e as condi&ccedil;&otilde;es de  observa&ccedil;&atilde;o dessa sensibilidade possam ser favor&aacute;veis &agrave;s m&atilde;es. A maioria das escalas de sensibilidade materna  s&atilde;o desenvolvidas a partir de observa&ccedil;&otilde;es com d&iacute;ades m&atilde;e-filho(a). No nosso estudo, recorremos &agrave;s escalas  Tandem que foram desenhadas com indicadores decorrentes de uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura em estudos de G&eacute;nero. Deste  modo, as escalas Tandem procuram contemplar as &aacute;reas fortes dos educadores, educadoras, pais e m&atilde;es nas intera&ccedil;&otilde;es com  a crian&ccedil;a (Brandes, Andra, Roseler, &amp; Schneider-Andrich, 2012). No entanto, nos estudos alem&atilde;es a an&aacute;lise centrou-se no  comportamento dos educadores e educadoras n&atilde;o incluindo pais (ainda que a escala tenha por base esses indicadores).</p>     <p>Para al&eacute;m dos instrumentos tamb&eacute;m as condi&ccedil;&otilde;es de pesquisa podem favorecer as m&atilde;es comparativamente aos pais.  Com efeito, sabendo que na cultura portuguesa a maioria das m&atilde;es passam mais tempo com os filhos que os pais (e.g., Faria, 2011; Monteiro,  Ver&iacute;ssimo, Santos, &amp; Vaughn, 2010), recriar situa&ccedil;&otilde;es do dia a dia com jogos familiares pode favorecer as m&atilde;es.  Nesta linha de pesquisa s&atilde;o colocados &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o uma ampla diversidade de materiais e ferramentas que permitem ao  adulto tamb&eacute;m encontrar &aacute;reas de interesse tal como a crian&ccedil;a.</p>     <p>Considerando que as atividades l&uacute;dicas s&atilde;o cr&iacute;ticas na aprendizagem e na afetividade da crian&ccedil;a, importa continuar a  estudar os pap&eacute;is maternos e paternos como parceiros de atividades e de jogo.</p>     <p>Assim, pretende-se, nesta pesquisa explorat&oacute;ria, comparar os comportamentos maternos e paternos, durante uma atividade l&uacute;dica de  constru&ccedil;&atilde;o semi-estruturada (em tempo e materiais), no que respeita: (i) &agrave; qualidade interativa dos pais quanto &agrave;  empatia, aten&ccedil;&atilde;o, reciprocidade, coopera&ccedil;&atilde;o, elabora&ccedil;&atilde;o/fantasia e desafio proposto; (ii) &agrave;s  verbaliza&ccedil;&otilde;es dirigidas &agrave; crian&ccedil;a durante a intera&ccedil;&atilde;o (e.g., uso de sugest&otilde;es, ordens, elogios,  cr&iacute;ticas), avaliada atrav&eacute;s da tabela de comportamentos verbais; (iii) aos produtos realizados pelas d&iacute;ades  m&atilde;e-filho(a) e pai-filho(a), classificados segundo os crit&eacute;rios sujeito e/ou objeto, bem como as escolhas de materiais.  Adicionalmente, queremos comparar a atua&ccedil;&atilde;o dos pais (pai e m&atilde;e em conjunto) com as meninas e com os meninos nos mesmos  aspetos descritos anteriormente e conhecer o impacto das vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas (e.g., idade das crian&ccedil;as, idade dos pais,  escolaridade dos pais) nos resultados.</p>     <p>Ao selecionar uma atividade l&uacute;dica de constru&ccedil;&atilde;o pr&eacute; definida (em tempo e materiais) podemos observar que materiais  e ferramentas s&atilde;o escolhidas; do ponto de vista di&aacute;dico quem toma as decis&otilde;es, o respeito pela opini&atilde;o da  crian&ccedil;a, assim como, o n&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o de ambos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A recolha inicial procurou emparelhar as d&iacute;ades por sexo e idade, contudo a desist&ecirc;ncia de 4 fam&iacute;lias, condicionou esse  objetivo. Participaram neste estudo 36 d&iacute;ades de pais-filhos(as), das quais 19 d&iacute;ades m&atilde;e-filho(a) e 17 d&iacute;ades  pai-filho(a), cada crian&ccedil;a foi observada uma vez com o pai ou com a m&atilde;e, e igualmente cada adulto s&oacute; participou uma vez na  atividade com o seu filho ou filha. As crian&ccedil;as participantes eram primog&eacute;nitos e sem atrasos de desenvolvimento identificados. A  distribui&ccedil;&atilde;o de idades das crian&ccedil;as nas d&iacute;ades &eacute; apresentada na <a href="#t1">Table 1</a>. Quanto aos pais, as  suas idades estavam compreendidas entre os 25 e os 45 anos e eram maioritariamente de nacionalidade portuguesa (31 de nacionalidade portuguesa).  Relativamente ao n&uacute;mero de filhos, 18 tinham 1 filho; 16 tinham 2 filhos e 2 tinham 3 filhos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a03t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As fam&iacute;lias eram provenientes de classe m&eacute;dia (classe m&eacute;dia baixa a alta aferida pelos rendimentos e valor de pagamento da  mensalidade escolar), 25 pais tinham forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica superior e 10 frequ&ecirc;ncia de ensino secund&aacute;rio e, apenas,  4 pais se encontravam desempregados (ver <a href="#t1">Table 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Os participantes foram convidados pelos investigadores a colaborar no estudo. Para o efeito, foram apresentados os objetivos e procedimentos do  estudo, foi tamb&eacute;m entregue um folheto explicativo e respondidas todas as perguntas dos participantes. Os pais (pai e m&atilde;e)  consentiram em participar e concordaram ser filmados, preenchendo e assinando o consentimento informado. Da mesma forma, foi promovido um momento  de explica&ccedil;&atilde;o com as crian&ccedil;as e foi recolhido o seu consentimento atrav&eacute;s de desenho, assinatura ou pintura.</p>     <p>Foi aplicado um question&aacute;rio, preenchido pelo pai ou m&atilde;e participante na d&iacute;ade, que visava recolher dados  demogr&aacute;ficos.</p>     <p>Foram disponibilizadas duas malas, uma contendo materiais (placas de madeira, papel colorido, fio de pesca, ataches, olhos autocolantes,  missangas coloridas, palitos, rolhas, papel canelado, feltro, limpa cachimbos, arame fino, caixa de ovos, bolas de esferovite, canudos de papel  higi&eacute;nico, l&atilde;, anilhas de metal, palhinhas), outra contendo ferramentas (pistola de cola quente, alicate, tesoura, cola  l&iacute;quida, marcadores), foi tamb&eacute;m disponibilizado um cron&oacute;metro para que os participantes controlassem o tempo da atividade.  Foram dadas instru&ccedil;&otilde;es no sentido de utilizarem livremente as ferramentas e os materiais na constru&ccedil;&atilde;o de um produto  (objeto, boneco, brinquedo, ...) durante cerca de 20 minutos, sendo especialmente recomendado que se divertissem. Terminada a atividade  procedeu-se, tamb&eacute;m, &agrave; recolha de imagens do produto final atrav&eacute;s de fotografia.</p>     <p>O procedimento utilizado para observar o comportamento di&aacute;dico foi a grava&ccedil;&atilde;o v&iacute;deo da intera&ccedil;&atilde;o numa  situa&ccedil;&atilde;o semi-experimental l&uacute;dica entre pai-crian&ccedil;a ou m&atilde;e-crian&ccedil;a (sem a presen&ccedil;a do investigador  e cada crian&ccedil;a apenas participou uma vez), em contexto de jardim de inf&acirc;ncia (espa&ccedil;o conhecido da crian&ccedil;a), numa  atividade livre de realiza&ccedil;&atilde;o conjunta com materiais pr&eacute;-determinados pela equipa alem&atilde;, respons&aacute;vel pelo estudo  Tandem original (Brandes et al., 2012). (cf. <a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a03f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Cota&ccedil;&atilde;o e aferi&ccedil;&atilde;o dos dados</i></p>     <p>No presente estudo, foram efetuados tr&ecirc;s tipos de cota&ccedil;&atilde;o procurando analisar e classificar: (i) a qualidade interativa;  (ii) os comportamentos verbais do adulto e (iii) o produto final.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Qualidade interativa.</i> Para avaliar a qualidade das intera&ccedil;&otilde;es foi utilizada uma escala Tandem (Brandes et al., 2012) que  &eacute; pontu&aacute;vel de 1 a 5, sendo que, a &ldquo;discordo totalmente&rdquo; corresponde 1 ponto e &ldquo;concordo totalmente&rdquo;  correspondem 5 pontos.</p>     <p>O grupo de cinco cotadores observou cada v&iacute;deo em conjunto, tendo, em seguida, cotado individualmente os filmes, posteriormente as  pontua&ccedil;&otilde;es individuais foram partilhadas e cada cotador explicou a sua decis&atilde;o. Da discuss&atilde;o de ideias, surgiu a  cota&ccedil;&atilde;o final para cada item. Dado que a cota&ccedil;&atilde;o final foi obtida em acordo por confer&ecirc;ncia de cotadores,  n&atilde;o foi gerado o n&iacute;vel de acordo entre cotadores. Nesta escala s&atilde;o consideradas as seguintes dimens&otilde;es: empatia;  desafio; qualidade interativa (aten&ccedil;&atilde;o e reciprocidade); tipo de coopera&ccedil;&atilde;o e conte&uacute;do da  comunica&ccedil;&atilde;o. As pontua&ccedil;&otilde;es nestas categorias foram aferidas pela soma dos pontos nos itens alocadas a cada categoria e  analisadas em termos m&eacute;dios comparativos entre pai e m&atilde;e.</p>     <p>Os itens da escala distribu&iacute;dos por dimens&otilde;es de an&aacute;lise s&atilde;o apresentados na <a href="#t2">Table 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a03t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Comportamentos verbais do adulto</i>. Procur&aacute;mos estudar tamb&eacute;m as fun&ccedil;&otilde;es comunicativas dos pais, comparando os  enunciados do pai com os enunciados da m&atilde;e. Para a an&aacute;lise e cota&ccedil;&atilde;o do comportamento verbal do adulto criamos as  seguintes categorias: perguntas de conte&uacute;do; perguntas de processo; sugest&otilde;es; dirige; ordens; ensino; elogios/est&iacute;mulo e  desaprova&ccedil;&atilde;o/coment&aacute;rios negativos (cf. <a href="#t3">Table 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a03t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>O produto final</i>, resultante da atividade (cf. <a href="#f2">Figura 2</a> e <a href="#t4">Table 4</a>), foi posteriormente  analisado/classificado tamb&eacute;m segundo os crit&eacute;rios estabelecidos originalmente no estudo Tandem (Brandes et al., 2012), tendo sido  considerados: o tipo de figura&ccedil;&atilde;o, sujeito (c/olhos) e objeto (s/olhos), bem como os componentes (n&uacute;mero de elementos que  comp&otilde;em o produto final). Foram tamb&eacute;m contabilizados o n&uacute;mero de materiais e ferramentas usadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a03f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a03t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise dos dados</i></p>     <p>Os dados foram analisados com recurso a estat&iacute;stica descritiva e inferencial usando a vers&atilde;o 22 do programa SPSS. A curva normal  foi testada permitindo o uso de testes param&eacute;tricos. A estat&iacute;stica descritiva foi usada para calcular as m&eacute;dias e os  respetivos desvios padr&atilde;o dos comportamentos maternos e paternos. O teste <i>de m&eacute;dias t-student</i> foi usado para calcular as  diferen&ccedil;as de m&eacute;dia entre pai e m&atilde;e e as diferen&ccedil;as nas respostas atribu&iacute;das a meninas e a meninos quanto aos  itens da escala de intera&ccedil;&atilde;o e &agrave; contagem de comportamentos de comunica&ccedil;&atilde;o verbal dos pais (vari&aacute;veis  dependentes). O estudo correlacional permitiu descrever a associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas (idade dos pais,  escolaridade dos pais, n&uacute;mero de filhos) e as vari&aacute;veis dependentes. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia foi estabelecido a 0.05.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Rela&ccedil;&atilde;o entre o sexo dos pais e a qualidade interativa di&aacute;dica, o comportamento verbal dos pais e as escolhas  realizadas na tarefa</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>No ponto <i>qualidade interativa di&aacute;dica</i> e de acordo com o teste de compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias (<i>t student</i>)  n&atilde;o se verificam diferen&ccedil;as significativas entre pai e m&atilde;e.</p>     <p>Em termos do <i>comportamento verbal</i>, os dados indicam que a m&atilde;e, em m&eacute;dia, realiza mais perguntas de processo do que o pai  [<i>t</i>(34)=-3.841; <i>p</i>&lt;.001]. A m&eacute;dia destes comportamentos adotados pela m&atilde;e foi 31.82 (<i>DP</i>=10.54) <i>versus</i>  16.31 (<i>DP</i>=9.95) pelo pai.</p>     <p>Por fim, <i>as escolhas do pai e da m&atilde;e relativamente aos materiais</i>, tamb&eacute;m foram distintas. O pai utiliza, em m&eacute;dia,  mais as ferramentas do que a m&atilde;e [<i>t</i>(34)=-1.994; <i>p</i>&lt;.055]. A m&eacute;dia destes comportamentos adotados pela m&atilde;e foi  de 3.94 (<i>DP</i>=.85) <i>versus</i> 3.11 (<i>DP</i>=1.5) no pai.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Atua&ccedil;&atilde;o dos pais de acordo com o sexo da crian&ccedil;a</i></p>     <p>Tal como definido no segundo objetivo deste estudo, procuramos comparar a atua&ccedil;&atilde;o dos pais de acordo com o sexo da crian&ccedil;a.  Para o efeito recorremos ao teste de compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias (<i>t student</i>), no intuito de comparar a pontua&ccedil;&atilde;o  m&eacute;dia obtida no grupo das meninas e dos meninos nos comportamentos interativos, verbais e na realiza&ccedil;&atilde;o do produto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente <i>&agrave; qualidade interativa</i> encontramos diferen&ccedil;as significativas na forma como os pais interagem com as  crian&ccedil;as em termos de desafio, empatia, e coopera&ccedil;&atilde;o. Em m&eacute;dia, os pais (pai e m&atilde;e analisados em conjunto)  <i>atuam eles pr&oacute;prios e deixam a crian&ccedil;a observ&aacute;-los</i> mais com os meninos do que com as meninas [<i>t</i>(34)=-2.819;  <i>p</i>&lt;.01]. A m&eacute;dia destes comportamentos adotados no grupo dos meninos foi de 3.5 (<i>DP</i>=1.09) <i>versus</i> 2.44  (<i>DP</i>=1.15) nas meninas. Mormente, os pais d&atilde;o mais <i>feedback positivo e respeitador</i> &agrave;s meninas do que aos meninos  [<i>t</i>(34)=2.214; <i>p</i>&lt;.01]. Por fim, os pais reagem de modo mais adequado e pronto &agrave;s observa&ccedil;&otilde;es e  emo&ccedil;&otilde;es das meninas do que dos meninos [<i>t</i>(34)=2.898; <i>p</i>&lt;.01; <i>M</i>=3.5 (<i>DP</i>=1.27) <i>vs. M</i>=2.65  (<i>DP</i>=1.04)].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Por seu lado, os meninos <i>perdem mais interesse durante a atividade e revelam mais sinais de aborrecimento</i> do que as meninas  [<i>t</i>(34)=-2.210; <i>p</i>&lt;.05. A m&eacute;dia destes comportamentos no grupo das meninas foi de 1.88 (<i>DP</i>=1.32) <i>versus</i> 2.80  (<i>DP</i>=1.32) nos meninos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>No que respeita <i>ao comportamento verbal</i>, as an&aacute;lises indicaram que relativamente &agrave; intera&ccedil;&atilde;o, as  sugest&otilde;es das meninas s&atilde;o em m&eacute;dia mais adotadas pelos pais (pai e m&atilde;e analisados em conjunto) do que as  sugest&otilde;es dos meninos [<i>t</i>(34)=-2.623; <i>p</i>&lt;.05]. A m&eacute;dia de sugest&otilde;es adotadas pelos pais obtida no grupo das  meninas foi de 3.47 (<i>DP</i>=.84) <i>versus</i> 2.53 (<i>DP</i>=1.25) nos meninos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Por fim, <i>os produtos elaborados</i> pelas meninas t&ecirc;m em m&eacute;dia mais componentes (elementos que comp&otilde;em o produto final)  do que os produtos elaborados pelos meninos [<i>t</i>(34)=-3.410; <i>p</i>&lt;.005]. A m&eacute;dia dos componentes no grupo das meninas foi de  3.18 (<i>DP</i>=.63) <i>versus</i> 1.64 (<i>DP</i>=1.54) nos meninos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quando <i>analisamos o sexo dos pais cruzado com o sexo das crian&ccedil;as</i> verificamos que no item 2.1 <i>o adulto adota as  sugest&otilde;es e/ou iniciativas da crian&ccedil;a</i>, a m&atilde;e adota mais as sugest&otilde;es dos meninos [<i>t</i>(34)=-2.623;  <i>p</i>&lt;.05]. A m&eacute;dia das sugest&otilde;es aceites pela m&atilde;e no grupo das meninas foi de 3.40(<i>DP</i>=.89) <i>versus</i> 4.00  (<i>DP</i>=1.31) nos meninos. Por outro lado, a m&atilde;e produz mais componentes com as meninas [<i>t</i>(34)=2.125; <i>p</i>&lt;.05]. O  n&uacute;mero m&eacute;dio de componentes produzidos pela m&atilde;e com as meninas foi de 3.40 (<i>DP</i>=.89) <i>versus</i> 3.13 (<i>DP</i>=1.89)  com os meninos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram apuradas diferen&ccedil;as, tamb&eacute;m, quanto ao tipo de produtos elaborados pelas d&iacute;ades, especificamente analisando os  resultados relativamente ao sexo da crian&ccedil;a (cf. <a href="#t5">Table 5</a>). Assim, podemos verificar que os tr&ecirc;s &uacute;nicos  produtos categorizados como objetos, foram realizados por meninos, as meninas apenas realizaram sujeitos ou produtos mistos, contendo sujeitos e  objetos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a03t5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Rela&ccedil;&atilde;o entre o tempo de brincadeira em casa e o comportamento dos pais</i></p>     <p>Neste estudo, a dimens&atilde;o da coopera&ccedil;&atilde;o associou-se ao tempo m&eacute;dio de brincadeira dos pais com a crian&ccedil;a,  reportado pelos pais no question&aacute;rio preenchido previamente &agrave; atividade. O tempo m&eacute;dio de brincadeira em casa correlacionou-se  negativamente com o item 3.1 <i>o adulto observa a crian&ccedil;a e s&oacute; participa verbalmente</i> (<i>r</i>=-.377; <i>p</i>&lt;.05) e  correlacionou-se positivamente com o item 3.4 <i>ambos trabalham conjuntamente num objeto, existindo uma concilia&ccedil;&atilde;o de interesses  cont&iacute;nua</i> (<i>r</i>=-.383; <i>p</i>&lt;.05).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escolaridade dos pais</i>. A escolaridade dos pais surge correlacionada tanto com as vari&aacute;veis da intera&ccedil;&atilde;o como com as  vari&aacute;veis da comunica&ccedil;&atilde;o verbal. Em termos da <i>qualidade da presta&ccedil;&atilde;o interativa</i> dos pais, a sua  escolaridade correlacionou-se positivamente com o item 2.2 <i>espera com paci&ecirc;ncia pelas decis&otilde;es da crian&ccedil;a</i>  (<i>r</i>=.454; <i>p</i>&lt;.001). Por outras palavras, os pais com mais escolaridade tendem a esperar com mais paci&ecirc;ncia pelas  decis&otilde;es da crian&ccedil;a. Adicionalmente, os pais com mais escolaridade tendem <i>a acompanhar a atividade por meio de fantasias  associativas</i> (<i>r</i>=.402; <i>p</i>&lt;.001) e <i>tendem a trabalhar conjuntamente com a crian&ccedil;a num objeto existindo  concilia&ccedil;&atilde;o de interesses</i> (<i>r</i>=.357; <i>p</i>&lt;.005). Em sentido oposto, a escolaridade dos pais correlacionou-se  negativamente com os itens: (i) 3.2 <i>atua ele pr&oacute;prio e deixa a crian&ccedil;a observ&aacute;-lo</i> (<i>r</i>=-.387; <i>p</i>&lt;.005),  (ii) 3.6 <i>organiza a atividade como uma competi&ccedil;&atilde;o</i> (<i>r</i>=-.377; <i>p</i>&lt;.005). Em termos da  <i>comunica&ccedil;&atilde;o verbal</i><i>,</i>a escolaridade dos pais correlacionou-se positivamente com elogios realizados pelo adulto  (<i>r</i>=.479; <i>p</i>&lt;.001) e com aceita&ccedil;&atilde;o de sugest&otilde;es (<i>r</i>=.479; <i>p</i>&lt;.001). Isto &eacute;, os pais com  mais anos de escolaridade tendiam a fazer mais elogios e a aceitar mais as sugest&otilde;es da crian&ccedil;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Idade dos pais</i>. O fator idade dos pais, tamb&eacute;m, influenciou o seu comportamento. Do ponto de vista da intera&ccedil;&atilde;o,  verificamos que os pais mais velhos tendiam a adotar mais as sugest&otilde;es e a aceitar as iniciativas das crian&ccedil;as (<i>r</i>=.363;  <i>p</i>&lt;.005). Em termos da comunica&ccedil;&atilde;o verbal, os pais com mais idade tendiam a tecer mais coment&aacute;rios cr&iacute;ticos  (<i>r</i>=.394; <i>p</i>&lt;.005). Por fim, na realiza&ccedil;&atilde;o da atividade, os pais com menos idade tendiam a usar mais materiais com a  crian&ccedil;a (<i>r</i>=-.375; <i>p</i>&lt;.005).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>N&uacute;mero de filhos</i>. Esta vari&aacute;vel correlacionou-se positivamente com o n&uacute;mero de ferramentas usadas (<i>rho</i>=.443;  <i>p</i>&lt;.001). Efetivamente, os pais com mais filhos tendiam a usar mais ferramentas do que os pais com menos filhos. Adicionalmente, o  n&uacute;mero de filhos correlacionou-se com a pontua&ccedil;&atilde;o do item 2.1 <i>o adulto adota as sugest&otilde;es e/ou iniciativas da  crian&ccedil;a</i> (<i>rho</i>=.370; <i>p</i>&lt;.005) (<a href="#t6">Table 6</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t6"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a03t6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o dos resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente artigo tinha como objetivo investigar as diferen&ccedil;as no comportamento (intera&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o) da  m&atilde;e e do pai com seus filhos ou filhas (em idade pr&eacute; escolar), durante uma atividade l&uacute;dica de constru&ccedil;&atilde;o  pr&eacute;-definida (em tempo e materiais). Assim como analisar e classificar os produtos realizados pelas d&iacute;ades. Para o efeito,  participaram 19 m&atilde;es, 17 pais, 16 meninas e 20 meninos de tr&ecirc;s a cinco anos, que durante em 20 minutos que constru&iacute;ram algo  &agrave; sua escolha com os materiais e ferramentas disponibilizados em duas malas pelos investigadores.</p>     <p>Quanto &agrave; qualidade interativa dos pais nas dimens&otilde;es: empatia, aten&ccedil;&atilde;o, reciprocidade, coopera&ccedil;&atilde;o,  elabora&ccedil;&atilde;o/fantasia e desafio proposto (avaliada atrav&eacute;s da escala de cota&ccedil;&atilde;o Tandem), n&atilde;o se verificaram  diferen&ccedil;as significativas entre pai e m&atilde;e. Curiosamente, estudos pr&eacute;vios sobre qualidade da rela&ccedil;&atilde;o  m&atilde;e-filho(a) e pai-filho(a) encontram diferen&ccedil;as na forma de intera&ccedil;&atilde;o dos pais com os filhos(as) (revis&atilde;o em  Faria, Fuertes, &amp; Santos, 2014). Designadamente, Lamb et al<i>.</i> (1983), (citado por Monteiro, Ver&iacute;ssimo, Santos, &amp; Vaughn, 2008)  sugerem que a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o crian&ccedil;a/pai poder&aacute; n&atilde;o estar associada com a quantidade global do  envolvimento, mas com um tipo particular de envolvimento, nomeadamente, a brincadeira, mesmo quando o pai n&atilde;o passa muito tempo com os  filhos ou participa pouco nas tarefas de cuidados. Esses estudos realizaram-se com objetivo de avaliar respostas afetivas e de  vincula&ccedil;&atilde;o. Contudo, no presente estudo, pese embora os materiais, ferramentas e tempo da tarefa serem predefinidos, a atividade  proposta aos participantes baseava-se num momento l&uacute;dico de jogo e constru&ccedil;&atilde;o que promove e estimula a  intera&ccedil;&atilde;o, coopera&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, colocando os pais enquanto parceiros de jogo. Neste &acirc;mbito,  com os mesmos materiais, espa&ccedil;o e objetivos, os comportamentos dos pais tendem a aproximar-se exceto no dom&iacute;nio da  comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Relativamente &agrave;s verbaliza&ccedil;&otilde;es dirigidas &agrave; crian&ccedil;a durante a intera&ccedil;&atilde;o (e.g., uso de  sugest&otilde;es, ordens, elogios, cr&iacute;ticas) n&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as entre pai e m&atilde;e, no entanto, foram  encontradas desigualdades na forma de comunicar com os filhos, sendo que a m&atilde;e realizava mais perguntas de processo que o pai. Acreditamos  que esta ocorr&ecirc;ncia pode estar relacionada com a realidade quotidiana das tarefas e a&ccedil;&otilde;es dom&eacute;sticas entre m&atilde;e e  filhos, aproximando-se do tipo de comunica&ccedil;&atilde;o utilizada no decorrer das rotinas di&aacute;rias. Com efeito, a  investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida em Portugal indica que a m&atilde;e desempenha mais estas tarefas. Relativamente &agrave; percentagem das  m&atilde;es que assumem totalmente sozinhas as tarefas de cuidar da crian&ccedil;a encontramos uma preval&ecirc;ncia de cerca de 42%, enquanto esse  valor se situa para o pai nos 1,7% (Faria, 2011).</p>     <p>No estudo alem&atilde;o Tandem (Brandes et al., 2012), as diferen&ccedil;as de comportamento entre educadores e educadoras eram moderadas pelo  g&eacute;nero das crian&ccedil;as. Efetivamente, o g&eacute;nero da crian&ccedil;a parece ser uma vari&aacute;vel importante na  investiga&ccedil;&atilde;o em geral (revis&atilde;o em Faria et al., 2014), e tamb&eacute;m confirmada no nosso estudo, afetando quer o pai e a  m&atilde;e separadamente, quer em conjunto. Neste sentido, a m&atilde;e adotou mais as sugest&otilde;es dos meninos e produziu mais componentes com  as meninas. Adicionalmente, as meninas receberam mais feedback positivo, respostas mais adequadas e prontas &agrave;s suas  observa&ccedil;&otilde;es e emo&ccedil;&otilde;es e as suas opini&otilde;es foram mais ouvidas do que as dos meninos. Esta ideia parece adequar-se  a resultados de estudos anteriores que referem maior sincronia nas d&iacute;ades do mesmo g&eacute;nero (Manlove &amp; Vernon-Feagans, 2002), ou  que a m&atilde;e responde de forma mais c&eacute;lere &agrave;s express&otilde;es faciais das meninas (Haviland, 1977), ou ainda, que a m&atilde;e  est&aacute; mais dispon&iacute;vel emocionalmente com as filhas (Volling et al., 2002). Os nossos resultados indicam que os meninos foram mais  frequentemente remetidos para um papel de observadores e apresentaram mais sinais de aborrecimento do que as meninas. Este facto, sugere a  possibilidade de que a representa&ccedil;&atilde;o de g&eacute;nero do adulto possa condicionar a sua conduta, estimulando na crian&ccedil;a  determinados comportamentos compat&iacute;veis com essa no&ccedil;&atilde;o de g&eacute;nero (e.g., &ldquo;as meninas gostam de brincar com  bonecas&rdquo;).</p>     <p>Tal como no estudo Tandem (Brandes et al., 2015), os produtos realizados pelas d&iacute;ades m&atilde;e-filho(a) e pai-filho(a), classificados  segundo os crit&eacute;rios sujeito (com olhos) e/ou objeto (sem olhos), bem como nas escolhas de materiais, os homens usaram mais ferramentas do  que as mulheres (neste caso o pai relativamente &agrave; m&atilde;e, enquanto no estudo alem&atilde;o os educadores relativamente &agrave;s  educadoras). Com efeito, ao visionar os v&iacute;deos, observ&aacute;mos um certo entusiasmo do pai pelo uso das ferramentas. Foi poss&iacute;vel  observar que muitas m&atilde;es n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o as escolhiam, como n&atilde;o as propunham e, nalguns casos, retiraram as  ferramentas do alcance das crian&ccedil;as (e.g., martelo, cola quente e alicate) eventualmente com a expetativa de estarem a proteger a  crian&ccedil;a face a algum perigo. Rejeitamos, contudo, explica&ccedil;&otilde;es simplistas de atribui&ccedil;&atilde;o de g&eacute;nero, pois,  as mulheres tal como os homens realizam variadas tarefas utilizando ferramentas em diversas situa&ccedil;&otilde;es do seu quotidiano (e.g.,  Monteiro, 2007; Monteiro et al., 2008).</p>     <p>Procuramos, igualmente, compreender de que forma as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas poderiam afetar os resultados. Para al&eacute;m do sexo  das crian&ccedil;as, tr&ecirc;s vari&aacute;veis afetaram significativamente os resultados: idade das crian&ccedil;as, n&uacute;mero de filhos e  escolaridade dos pais.</p>     <p>Os resultados evidenciam que os pais adaptaram o seu comportamento e a sua forma de comunicar &agrave; idade das crian&ccedil;as. Com as  crian&ccedil;as mais pequenas, os pais usaram a comunica&ccedil;&atilde;o para a apoiar a tarefa e organizando a atividade di&aacute;dica  atrav&eacute;s de perguntas de suporte (processo) bem como, motivando a crian&ccedil;a atrav&eacute;s de sugest&otilde;es.</p>     <p>Adicionalmente, os pais (pai e m&atilde;e) realizam mais perguntas de conte&uacute;do a crian&ccedil;as mais pequenas, o que poder&aacute;  contribuir para a aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos. Nesta medida, podemos colocar a hip&oacute;tese de que ambos, pai e m&atilde;e,  relativamente &agrave; sua forma de comunicar, atuam de modo a apoiar a crian&ccedil;a na realiza&ccedil;&atilde;o da tarefa, remetendo-nos para a  ideia, descrita em estudos anteriores, de que os adultos s&atilde;o considerados como pares mais capazes quando adaptam a sua  contribui&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento da crian&ccedil;a e oferecem oportunidades comunicativas significativas para o seu desenvolvimento  (e.g., Santos, 1991; Snow, 1989).</p>     <p>No presente estudo, os pais com mais anos de escolaridade eram mais pacientes, aceitavam mais as sugest&otilde;es dos filhos, usavam mais  elogios, realizavam mais fantasias associativas para acompanhar a atividade e procuravam mais a concilia&ccedil;&atilde;o dos seus interesses com  os da crian&ccedil;a. Em sentido oposto, a baixa escolaridade dos pais remetia mais a crian&ccedil;a para um papel de observador, estando os pais  mais preocupados com o produto final. <i>Em que medida a escolaridade formal pode contribuir para a qualidade interativa entre os pais e os  filhos?</i> Este resultado tem sido recorrentemente encontrado em amostras internacionais e nacionais, sendo que, os pais com mais escolaridade  s&atilde;o descritos como mais sens&iacute;veis aos sinais comportamentais da crian&ccedil;a, mais adequados na forma de responder &agrave;s  necessidades dos filhos(as) e com maior probabilidade de desenvolver uma vincula&ccedil;&atilde;o segura com os seus filhos(as) (e.g., Fuertes,  Lopes-dos-Santos, Beeghly, &amp; Tronick, 2009; Pederson &amp; Moran, 1996) atrav&eacute;s da sua resposta sens&iacute;vel (e.g., Fuertes, Faria,  Oliveira-Costa, Corval, &amp; Figueiredo, 2009). A explica&ccedil;&atilde;o deste fen&oacute;meno n&atilde;o &eacute; evidente, mais facilmente se  explica a influ&ecirc;ncia dos pais com mais escolaridade no desenvolvimento da crian&ccedil;a do que na sensibilidade de resposta dirigida aos  filhos. &Eacute;, efetivamente, pouco &oacute;bvio porque &eacute; que a escolaridade da m&atilde;e e do pai suscita comportamentos mais  rec&iacute;procos, positivos e cooperativos com a crian&ccedil;a. <i>Podem estar eles pr&oacute;prios habituados a profiss&otilde;es com maior  necessidade de realizar atividades cooperativas ou em equipa? Poder&atilde;o estar mais informados sobre a relev&acirc;ncia destes comportamentos  para o desenvolvimento e bem-estar da crian&ccedil;a? Podem estes pais, com menos condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas, estar sujeitos a mais  fatores de risco e portanto estarem mais preocupados?</i></p>     <p>Em suma, o presente estudo permitiu comparar os comportamentos do pai e da m&atilde;e atrav&eacute;s de um estudo observacional com 36  d&iacute;ades. O estudo &eacute; original ao permitir observar os pais numa condi&ccedil;&atilde;o pouco estudada na investiga&ccedil;&atilde;o com  fam&iacute;lias, a atividade de constru&ccedil;&atilde;o conjunta &ndash; numa concilia&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os para atingir um  resultado (intera&ccedil;&atilde;o e produto) conjunto. Por fim, o estudo desenvolve-se em dois campos mutuamente dependentes, <i>as  intera&ccedil;&otilde;es</i> e a <i>comunica&ccedil;&atilde;o</i>, embora raramente associados numa investiga&ccedil;&atilde;o. Contudo, a  observa&ccedil;&atilde;o centrou-se no adulto (comportamento e forma de comunica&ccedil;&atilde;o), em futuros estudos importar&aacute; incluir  medidas de observa&ccedil;&atilde;o di&aacute;dica ou centrada na crian&ccedil;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Limita&ccedil;&otilde;es e futuros estudos</i></p>     <p>O presente estudo deve ser, apenas, entendido numa perspetiva explorat&oacute;ria, a amostra recolhida &eacute; muito pequena e os resultados  n&atilde;o podem ser generalizados. Para minimizar o peso das vari&aacute;veis externas procur&aacute;mos selecionar um grupo relativamente  homog&eacute;neo de fam&iacute;lias em termos socioecon&oacute;micos e educacionais, todas as crian&ccedil;as frequentavam o mesmo jardim de  inf&acirc;ncia.</p>     <p>Num futuro desenvolvimento deste trabalho, e sabendo que os v&iacute;deos s&atilde;o muito ricos do ponto de vista observacional, importa  continuar a descrever o tipo de elogios, cr&iacute;ticas, perguntas, etc. per si e num contexto di&aacute;dico (Por exemplo, <i>at&eacute; que  ponto um certo tipo de elogio realmente motivou a crian&ccedil;a? Ou em que momentos a crian&ccedil;a se aborreceu e desinvestiu de  participar?</i>). A recolha desta informa&ccedil;&atilde;o pode permitir enriquecer o estudo do ponto de vista qualitativo. Este estudo aponta  diferen&ccedil;as na atua&ccedil;&atilde;o do pai e da m&atilde;e, numa pr&oacute;xima fase, seria importante olhar a natureza dessas  diferen&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Ainsworth, M. D. (1967). <i>Infancy in Uganda: Infant care and growth of love</i>. Baltimore: Johns Hopkins University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040385&pid=S0870-8231201800030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ainsworth, M. D., Bell, S., &amp; Stayton, D. (1974). Infant mother attachment and social development: &ldquo;Socialization&rdquo; as a product  reciprocal responsiveness to signals. In J. M. Richards (Ed.), <i>Integration of a child into a social world</i> (pp. 9-135). Cambridge: Cambridge  University Press.</p>     <!-- ref --><p>Aksan, N., Kochanska, G., &amp; Ortmann, M. R. (2006) Mutually responsive orientation between parents and their young children: Toward  methodological advances in the science of relationships. <i>Developmental Psychology, 42</i>, 833-848. doi: 10.1037/0012-1649.42.5.833&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040388&pid=S0870-8231201800030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Alves, M. J., Fuertes, M., &amp; Sousa, O. (2014). Estudo da qualidade da intera&ccedil;&atilde;o e da fala dirigida por pais e m&atilde;es.  <i>Atas do VII Encontro Nacional da L&iacute;ngua Portuguesa, 7</i>, 16-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040389&pid=S0870-8231201800030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barroso, I., Ferreira, A., Fernandes, I., Branco, M., Ladeiras, A., Pinto, F., . . . Fuertes, M. (2017). Estudo sobre as diferen&ccedil;as  interativas e comunicativas das educadoras e das m&atilde;es com crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar. <i>Da Investiga&ccedil;&atilde;o  &agrave;s Pr&aacute;ticas, 7</i>(1),    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040391&pid=S0870-8231201800030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 41-62.</p>     <!-- ref --><p>Beeghly, M., Fuertes, M., Liu, C., &amp; Delonis, M. S. (2010). Maternal sensitivity in dyadic context: Mutual regulation, meaning-making, and  reparation. In D. W. Davis &amp; M. C. Logsdon (Eds.), <i>Maternal sensitivity: A scientific foundation for practice</i> (pp. 59-83). Hauppauge, NY:  Nova Science Publishers, Inc. <a href="http://www.worldcat.org" target="_blank">http://www.worldcat.org</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040393&pid=S0870-8231201800030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bowlby, J. (1969). <i>Attachment and loss</i> (Vol. I) London: Penguin Book.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040394&pid=S0870-8231201800030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brandes, H., Andra, M., R&ouml;seler, W., &amp; Schneider-Andrich, P. (2012). <i>Does gender make a difference? Tandem study a pedagogical  activity of female and male ECE workers</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040396&pid=S0870-8231201800030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Paper presented on the international conference &ldquo;Men in early childhood education and  care&rdquo;.</p>     <p>Brandes, H., Andr&auml;, M., R&ouml;seler, W., &amp; Schneider-Andrich, P. (2015). Does gender make a difference? Results from the German  &lsquo;tandem study&rsquo; on the pedagogical activity of female and male ECE workers. <i>European Early Childhood Education Research Journal,  23</i>, 315-32.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Braungart-Rieker, J., Courtney, S., &amp; Garwood, M. M. (1999). Mother-and-father-infant attachment families in context. <i>Journal of Family  Psychology, 13</i>, 535-553. doi: 10.1037/0893-3200.13.4.535&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040399&pid=S0870-8231201800030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brundin, K., Rodholm, M., &amp; Larsson, K. (1988). Vocal communication between parents and infants. <i>Early Human Development, 16</i>, 35-53.  doi: 10.1016/0378-3782(88)90085-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040400&pid=S0870-8231201800030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bus, A. G., &amp; van IJzendoorn, M. H. (1988). Motherchild interactions, attachment, and emergent literacy: A cross-sectional study. <i>Child  Development, 59</i>, 1262-1272. doi: 10.1080/10862960109548129&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040401&pid=S0870-8231201800030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cabrera, N. J., Tamis-LeMonda, C. S., Bradley, R. H., Hofferth, S., &amp; Lamb, M. E. (2000). Fatherhood in the twenty-first century. <i>Child  Development, 71</i>, 127-136. doi: 10.1111/1467-8624.00126&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040402&pid=S0870-8231201800030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Castro, S., Fuertes, M., Sousa, O. C., Faria, A., &amp; Os&oacute;rio, T. (2015). <i>Intera&ccedil;&atilde;o e a fala dos pais dirigida a  crian&ccedil;as de 15 meses</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040403&pid=S0870-8231201800030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Poster apresentado ao XXXI Encontro APL, Braga, Universidade do Minho, 28-30 de outubro.</p>     <p>Clarke-Stewart, K. A. (1978). And daddy makes three: The father&rsquo;s impact on mother and young children. <i>Child Development, 49</i>,  466-478. doi: 10.2307/1128712</p>     <!-- ref --><p>Crawley, S. B., &amp; Sherrod, R. B. (1984). Parent-infant play during the first year of life. <i>Infant Behavior and Development, 7</i>, 65-75.  doi: 10.1016/S063-6383(84)80023&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040406&pid=S0870-8231201800030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Crittenden, P. M., &amp; Bonvillian, J. D. (1984). The relationship between maternal risk status and maternal sensitivity. <i>American Journal  of Orthopsychiatry, 54</i>, 250-262. doi: 10.1111/j.1939-0025.1984.tb01492.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040407&pid=S0870-8231201800030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Faria, A. (2011). <i>Continuidade e desenvolvimento dos processos de vincula&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e e ao pai durante os primeiros  18 meses de vida</i>. Tese de Doutoramento, Faculdade de Psicologia e ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040408&pid=S0870-8231201800030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Faria, A., Fuertes, M., &amp; Santos, P. (2014). Pais e m&atilde;es protegem, acarinham e brincam de formas diferentes<i>. An&aacute;lise  Psicol&oacute;gica, XXXII</i>, 1-19. doi: 10.14417/ap.698&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040410&pid=S0870-8231201800030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ferreira, A., Barroso, I., Fernandes, I., Branco, M., Ladeiras, A., Pinto, F., . . . Fuertes, M. (2016). Estudo sobre as diferen&ccedil;as  interativas e comunicativas de educadores e educadoras com crian&ccedil;as em idade em pr&eacute;-escolar. <i>Da Investiga&ccedil;&atilde;o  &agrave;s Pr&aacute;ticas, 6</i>(2),    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040411&pid=S0870-8231201800030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 79-100.</p>     <p>Fuertes, M., Faria, A., Soares, H., Oliveira-Costa, A., Corval, R., &amp; Figueiredo, S. (2009). Dois parceiros, uma s&oacute; dan&ccedil;a:  Contributo do estudo da intera&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filho para a Interven&ccedil;&atilde;o Precoce. In G. Portugal (Ed.), <i>Ideias,  projetos e inova&ccedil;&atilde;o no mundo das inf&acirc;ncias &ndash; O percurso e a presen&ccedil;a de Joaquim Bairr&atilde;o</i> (pp. 127-140).  Aveiro: Universidade de Aveiro.</p>     <!-- ref --><p>Fuertes, M., Lopes-dos-Santos, P., Beeghly, M., &amp; Tronick, E. (2009). Infant coping and maternal interactive behavior predict attachment in  a Portuguese sample of healthy preterm infants. <i>European Psychologist, 4</i>, 320-331. doi: 10.1027/1016-9040.14.4.320&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040414&pid=S0870-8231201800030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Greenberg, M., Speltz, M., &amp; DeKleyn, M. (1993). The role of attachment in the early development of disruptive behavior problems.  <i>Development and Psychopathology, 5</i>, 191-213. doi: 10.1080/14616730310001596124&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040415&pid=S0870-8231201800030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Haviland, J. (1977). Gender-related pragmatics in infants. <i>Journal of Communication, 27</i>, 80-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040416&pid=S0870-8231201800030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lamb, M. E. (1977). Father-infant and mother-infant interaction in the first year of life. <i>Child Development, 18</i>, 167-181. doi:  10.1111/j.1469-7610.1982.tb00063.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040418&pid=S0870-8231201800030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Manlove, E. E., &amp; Verno-Feagans, L. (2002). Caring for infants, daughters and sons in dual-earner households: Maternal reports of father  involvement in weekday time and tasks. <i>Infant and Child Development, 11</i>, 305-320. doi: 10.1002/icd.260&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040419&pid=S0870-8231201800030000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Meltzoff, A. (1999). Born to learn: What infants learn from watching us. In N. Fox &amp; J. G. Warhol (Eds.), <i>The role of early experience in  infant development</i>. Skillman, NJ: Pediatric Institute Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040420&pid=S0870-8231201800030000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Monteiro, L. (2007). <i>An&aacute;lise do fen&oacute;meno de base segura em contexto familiar: A especificidade das rela&ccedil;&otilde;es  crian&ccedil;a/m&atilde;e e crian&ccedil;a/pai</i>. Tese de Doutoramento, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Monteiro, L., Ver&iacute;ssimo, M., Castro, R., &amp; Oliveira, C. (2006). Partilha da responsabilidade parental. Realidade ou expectativa?.  <i>Psychologica, 42</i>, 213-229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040423&pid=S0870-8231201800030000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Monteiro, L., Ver&iacute;ssimo, M., Santos, A. J., &amp; Vaughn, B. E. (2010). Envolvimento paterno e organiza&ccedil;&atilde;o dos  comportamentos de base segura das crian&ccedil;as em fam&iacute;lias portuguesas. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXVI</i>, 395-409.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040425&pid=S0870-8231201800030000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pederson, D. R., &amp; Moran, G. (1996). Expressions of the attachment relationship outside of the strange situation. <i>Child Development,  67</i>, 915-927. doi: 10.1111/j.1467-8624.1996.tb01773.x/abstract&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040427&pid=S0870-8231201800030000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pancsofar, N., &amp; Vernon-Feagans, L. (2006). Fathers&rsquo; early contributions to children&rsquo;s language development in families from  low-income rural communities. <i>Early Child Res Q, 25</i>, 450-463. doi: 10.1016/j.ecresq.2010.02.001</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Santos, A. (1991). Desempenho em leitura: Um estudo diagn&oacute;stico da compreens&atilde;o e h&aacute;bitos de leitura em  universit&aacute;rios<i>. Estudos de Psicologia (PUC, Campinas), 8</i>, 6-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040429&pid=S0870-8231201800030000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Song, L., Spier, E. T., &amp; Tamis-LeMonda, C. S. (2013). Reciprocal influences between maternal language and children&rsquo;s language and  cognitive development in low-income families. <i>Journal of Child Language</i>, <i>40</i>, 1-22.</p>     <!-- ref --><p>Snow, K.E. (1989). Understanding social interaction and language acquisition: Sentences are not enough. In M. H. Bornstein &amp; J. Bruner  (Eds.), <i>Interaction in human development</i> (pp. 83-102). London: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040432&pid=S0870-8231201800030000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Snow, M. E., Jacklin, C., &amp; Maccoby, E. E. (1983). Sex-of-child differences in father-child interaction at one year of age. <i>Child  Development, 54</i>, 227-232.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040434&pid=S0870-8231201800030000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tamis-LeMonda, C. S., Baumwell, L., &amp; Cristofaro, T. (2012). Parent-child conversations during play. <i>First Language, 32</i>, 413-438.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040436&pid=S0870-8231201800030000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tamis-LeMonda, C., Shannon, J., Cabrera, N., &amp; Lamb, M. (2004). Fathers and mothers at play with their 2- and 3- year-olds: Contributions to  language and cognitive development. <i>Child Development, 75</i>, 1806-1820.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040438&pid=S0870-8231201800030000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tamis-LeMonda, C. S., Song, L., Leavell Smith, A., Kahana Kalman, R., &amp; Yoshikawa, H. (2012). Ethnic differences in mother-infant language  and gestural communications are associated with specific skills in infants. <i>Developmental Science, 15</i>, 3, 384-397. doi:  10.1111/j.1467-7687.2012.01136.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040440&pid=S0870-8231201800030000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Veloso, C., Barroso, I., Branco, M., Ferreira, A., Fernandes, I., Ladeiras, A., . . . Fuertes, M. (2018). Estudo sobre as diferen&ccedil;as  interativas e comunicativas dos educadores e dos pais com crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar. <i>Da Investiga&ccedil;&atilde;o &agrave;s  Pr&aacute;ticas, 8</i>(1), 94-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040441&pid=S0870-8231201800030000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ver&iacute;ssimo, M., Santos, A. J., Vaughn, B. E., Torres, N., Monteiro, L., &amp; Santos, O. (2011). Quality of attachment to father and  mother and number of reciprocal friends. <i>Early Child Development and Care, 181</i>, 27-38. doi: 10.1080/03004430903211208&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040443&pid=S0870-8231201800030000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Volling, B. L., McElwain, N. L., Notaro, P. C., &amp; Herrera, C. (2002). Parents&rsquo; emotions availability and infant emotional competence:  Predictors of parent-infant attachment and emerging self-regulation. <i>Journal of Family Psychology, 16</i>, 447-465. doi:  10.1037/0893-3200.16.4.447</p>     <!-- ref --><p>Weinfield, N. S., Sroufe, L. A., Egeland, B., &amp; Carlson, E. (2008). Individual differences in infant-caregiver attachment: Conceptual and  empirical aspects of security. In J. Cassidy &amp; P. R. Shaver (Eds.), <i>Handbook of attachment: Theory, research, and clinical applications</i>  (pp. 78-101). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040445&pid=S0870-8231201800030000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÃŠNCIA</a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Isabel Fernandes, Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de  Lisboa, Estrada do Calhariz de Benfica, 1549-003 Lisboa, Portugal.  E-mail: <a href="mailto:isabel.maria.f@hotmail.com">isabel.maria.f@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Os autores agradecem aos pais, m&atilde;es e crian&ccedil;as participantes. Aprendemos com eles e para eles.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Marina Fuertes agradece &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (PTDC/MHC-PED/1424/2014) e COMPETE.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 01/03/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 24/06/2017</p>      ]]></body><back>
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