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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estilos parentais, adaptação académica e bem-estar psicológico em jovens adultos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The development of secure attachment relationships with significant figures and parenting styles suggests that they play an important role for the young adult in the transition and adaptation to external challenges, in particular, adaptation to the academic context and maintenance of psychological well-being. The present study aimed to analyze the role of parenting styles in the academic adaptation and psychological well-being of young adults as well as to test the moderating role of gender in the previous association. The sample consisted of 787 university students aged 18 to 25 years (M=20.07, SD=1.7). The results point to a positive predictor effect of psychological well-being in relation to academic adaptation. It was also found that there is a gender moderating effect on the association between the authoritative parenting style, to father and mother, and academic adjustment.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Estilos parentais, adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e bem-estar psicol&oacute;gico em jovens adultos</b></p>     <p><b>Parenting styles, academic adaptation and psychological well-being in young adults</b></p>     <p><b>Maria B&aacute;rbara Granja<sup>1</sup>, Catarina Pinheiro Mota<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>UTAD &ndash; Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o seguras com as figuras significativas e os estilos parentais, sugerem  assumir um papel importante para o jovem adulto na transi&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o aos desafios externos, nomeadamente, &agrave;  adapta&ccedil;&atilde;o ao contexto acad&eacute;mico e &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o de um bem-estar psicol&oacute;gico. O presente estudo  objetivou analisar o papel dos estilos parentais na adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e bem-estar psicol&oacute;gico de jovens adultos assim  como testar o papel moderador do g&eacute;nero na associa&ccedil;&atilde;o anterior. A amostra foi constitu&iacute;da por 787 jovens  universit&aacute;rios com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos (<i>M</i>=20.07, <i>DP</i>=1.7). Os resultados apontam para um efeito  preditor positivo do bem-estar psicol&oacute;gico face &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica. Verificou-se tamb&eacute;m a  exist&ecirc;ncia de um efeito moderador do g&eacute;nero na associa&ccedil;&atilde;o entre o estilo parental autoritativo, face ao pai e &agrave;  m&atilde;e, e a adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Estilos parentais, Adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, Bem-estar psicol&oacute;gico.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The development of secure attachment relationships with significant figures and parenting styles suggests that they play an important role for  the young adult in the transition and adaptation to external challenges, in particular, adaptation to the academic context and maintenance of  psychological well-being. The present study aimed to analyze the role of parenting styles in the academic adaptation and psychological well-being  of young adults as well as to test the moderating role of gender in the previous association. The sample consisted of 787 university students aged  18 to 25 years (<i>M</i>=20.07, <i>SD</i>=1.7). The results point to a positive predictor effect of psychological well-being in relation to  academic adaptation. It was also found that there is a gender moderating effect on the association between the authoritative parenting style, to  father and mother, and academic adjustment.</p>     <p><b>Key words</b>: Parenting styles, Academic adjustment, Psychological well-being.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Vincula&ccedil;&atilde;o e estilos parentais</i></p>     <p>Quando se aborda a din&acirc;mica da rela&ccedil;&atilde;o pais-filhos torna-se inevit&aacute;vel apontar a import&acirc;ncia das  rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o constru&iacute;das ao longo do desenvolvimento da crian&ccedil;a. A seguran&ccedil;a na  vincula&ccedil;&atilde;o &eacute; regulada pela forma como as crian&ccedil;as organizam os seus comportamentos, mantendo um equil&iacute;brio entre  a necessidade de conforto e prote&ccedil;&atilde;o e a necessidade de explorar o mundo (Bowlby, 1969, 1989). Desta forma, a figura de  vincula&ccedil;&atilde;o funciona como uma base segura, sempre que a crian&ccedil;a evidencia as necessidades sentidas, o sistema de  presta&ccedil;&atilde;o de cuidados da figura de vincula&ccedil;&atilde;o &eacute; ativado de forma a responder a estas necessidades (Ainsworth,  1967; Ainsworth, Blehar, Waters, &amp; Wall, 1978; Bowlby, 1969, 1989). Uma parentalidade responsiva e sens&iacute;vel parece gerar a  seguran&ccedil;a das rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o (Ainsworth &amp; Bell, 1969). Nesta medida, ao longo do seu per&iacute;odo  desenvolvimental, a crian&ccedil;a desenvolve la&ccedil;os emocionais que podem variar face ao ambiente parental em que esta se encontra inserida.  Neste sentido, a constru&ccedil;&atilde;o das primeiras representa&ccedil;&otilde;es desenvolve-se a partir do conjunto de intera&ccedil;&otilde;es  estabelecidas entre a crian&ccedil;a e as figuras de vincula&ccedil;&atilde;o, podendo existir um contributo da qualidade dos estilos parentais  para o desenvolvimento emocional da crian&ccedil;a (Roelofs, Meesters, Huurne, Bamelis, &amp; Muris, 2006). Baumrind prop&ocirc;s tr&ecirc;s tipos  de estilos parentais que se tornaram fundamentais para a discuss&atilde;o da import&acirc;ncia dos pais no desenvolvimento dos filhos, a saber:  autorit&aacute;rio, autoritativo e permissivo (Baumrind, 1967, 1971). Tendo em conta a teoria da mesma autora, os pais com um estilo  autorit&aacute;rio apresentam baixa afetividade e elevados n&iacute;veis de controlo, desencorajam a independ&ecirc;ncia e individualidade da  crian&ccedil;a e exercendo um controlo psicol&oacute;gico r&iacute;gido, acabando por dar mais valor &agrave; obedi&ecirc;ncia e favorecendo a  puni&ccedil;&atilde;o (Baumrind, 1966, 1967, 1971). No estilo autoritativo, as figuras parentais exercem um controlo firme e s&atilde;o afetuosos,  acabando por promover a autonomia e individualidade da crian&ccedil;a. Desta forma, as figuras parentais possuem elevados n&iacute;veis de  exig&ecirc;ncia e de afetividade, promovem um ambiente intelectualmente estimulante para os seus filhos e investem na educa&ccedil;&atilde;o dos  mesmos (Baumrind, 1967, 1971). Segundo os pressupostos da autora, no estilo parental autoritativo as caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as  s&atilde;o alteradas e fortalecem as capacidades dos pais como agentes de socializa&ccedil;&atilde;o, aumentando a efic&aacute;cia da parentalidade  (Darling &amp; Steinberg, 1993). Por outro lado, as figuras parentais com um estilo parental permissivo evidenciam uma atitude tolerante face aos  desejos e comportamentos da crian&ccedil;a, evitando impor restri&ccedil;&otilde;es aos seus filhos (Baumrind, 1967, 1971).</p>     <p>A teoria da vincula&ccedil;&atilde;o defende que as figuras de vincula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o cuidadores sens&iacute;veis, afetuosos,  responsivos e parecem promover uma vincula&ccedil;&atilde;o segura com os seus filhos gerando, desta forma, consequ&ecirc;ncias desenvolvimentais  positivas (Cassidy, 1999). Uma menor qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada com os estilos parentais caraterizados por  n&iacute;veis elevados de rejei&ccedil;&atilde;o e baixo suporte emocional, contrariamente, um maior suporte emocional e uma menor  rejei&ccedil;&atilde;o parecem promover uma vincula&ccedil;&atilde;o segura (Sim&otilde;es, Farate, Soares, &amp; Pocinho, 2011). Karavasilis,  Doyle e Markiewicz (2003), numa investiga&ccedil;&atilde;o com 202 crian&ccedil;as e 212 adolescentes, defendem que um estilo parental autoritativo  parece promover rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o seguras, pelo que os autores encontraram associa&ccedil;&otilde;es positivas  entre o estilo autoritativo e uma vincula&ccedil;&atilde;o segura &agrave; m&atilde;e em crian&ccedil;as e adolescentes. Tamb&eacute;m  Sim&otilde;es et al. (2011), numa investiga&ccedil;&atilde;o com 288 m&atilde;es de crian&ccedil;as em idade escolar evidenciaram que as  m&atilde;es que prestam um maior suporte emocional aos seus filhos verificam um comportamento de vincula&ccedil;&atilde;o mais seguro. Pelo  contr&aacute;rio, as m&atilde;es que evidenciam comportamentos de rejei&ccedil;&atilde;o para com os seus filhos verificam nestes um  comportamento de vincula&ccedil;&atilde;o mais inseguro. Tamb&eacute;m numa investiga&ccedil;&atilde;o de Neal e Frick-Horbury (2001) com 56  estudantes universit&aacute;rios com idades compreendidas entre os 18 e 22 anos, os autores conclu&iacute;ram que 92% dos estudantes que  identificaram os pais com um estilo autoritativo evidenciavam rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o seguras com os mesmos. Neste  sentido, os estilos parentais parecem exercer um papel na qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o criada entre as figuras parentais e os jovens  adultos.</p>     <p>Darling e Steinberg (1993) caraterizam os estilos parentais como padr&otilde;es gerais de caracter&iacute;sticas da rela&ccedil;&atilde;o  pais-filhos, podendo incluir comportamentos diretivos (como pr&aacute;ticas educativas) e comportamentos espont&acirc;neos  (gesticula&ccedil;&atilde;o, tom de voz, express&atilde;o emocional). Nesta medida, os estilos parentais assumem especial destaque no  desenvolvimento de maior ou menor seguran&ccedil;a, desenvolvendo-se a transi&ccedil;&atilde;o para o exterior com maior ou menor sucesso, no  enfrentar de novos desafios desenvolvimentais como &eacute; o caso da adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica. O estilo parental autoritativo  apresenta figuras parentais dispon&iacute;veis e recetivas o que permite equilibrar o controlo e o afeto dirigidos &agrave; crian&ccedil;a. Desta  forma, tendem a preocupar-se com o seu bem-estar, promovem a responsabilidade, autonomia, autoconfian&ccedil;a, assertividade e o autocontrolo,  sendo que parecem promover um melhor desenvolvimento biopsicossocial da crian&ccedil;a (Baumrind, 1991). Pelo contr&aacute;rio, as crian&ccedil;as  que vivenciaram um ambiente parental pautado por um estilo autorit&aacute;rio apresentam valores mais reduzidos ao n&iacute;vel do autoconceito,  apresentam inseguran&ccedil;a, agressividade, depend&ecirc;ncia, dificuldades na regula&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es, evidenciam  n&iacute;veis reduzidos de responsabilidade social e mais comportamentos de externaliza&ccedil;&atilde;o (Baumrind, 1967, 1971). Relativamente ao  estilo parental permissivo, este parece comprometer o desenvolvimento acad&eacute;mico e social das crian&ccedil;as, estas evidenciam baixos  n&iacute;veis de autocontrolo, autoconfian&ccedil;a, autoestima, baixa autonomia, imaturidade, depend&ecirc;ncia e mais comportamentos disruptivos  ao n&iacute;vel da responsabilidade social (Baumrind, 1967, 1971). O estilo parental autoritativo parece ser o que revela melhores resultados nas  crian&ccedil;as ao n&iacute;vel do desempenho acad&eacute;mico, compet&ecirc;ncias sociais e menor &iacute;ndice de problemas de  internaliza&ccedil;&atilde;o e externaliza&ccedil;&atilde;o (Baumrind, 1966, 1971).</p>     <p>As figuras parentais constituem a principal base social da crian&ccedil;a, mais tarde, as rela&ccedil;&otilde;es primordiais estabelecidas  parecem exercer um contributo significativo no que concerne &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais do jovem adulto (Bennett  &amp; Hay, 2007; Rockhill, Stoep, McCauley, &amp; Katon, 2009). Desta forma, as compet&ecirc;ncias sociais adquiridas atrav&eacute;s das  rela&ccedil;&otilde;es com as figuras de vincula&ccedil;&atilde;o e com outros significativos ao longo do percurso desenvolvimental, parece ter  especial import&acirc;ncia no estabelecimento das rela&ccedil;&otilde;es fora do seio familiar, nomeadamente com os pares e professores, sendo  relevante para a viv&ecirc;ncia acad&eacute;mica do jovem adulto. Segundo Arnett (2000), por volta dos 18 anos enfatiza-se o processo de  separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o das figuras parentais, sendo um princ&iacute;pio fundamental de organiza&ccedil;&atilde;o do  crescimento humano que tem implica&ccedil;&otilde;es para o funcionamento adaptativo ao longo do ciclo vital. Sendo assim, a  individua&ccedil;&atilde;o tem como objetivo a obten&ccedil;&atilde;o de autonomia e independ&ecirc;ncia por parte do jovem adulto (Lapsley, 2010).  Mota e Rocha (2012) evidenciaram a import&acirc;ncia da qualidade de rela&ccedil;&atilde;o que o jovem estabelece com as figuras de  vincula&ccedil;&atilde;o, destacando o seu papel de facilitadores no processo de individua&ccedil;&atilde;o. Neste seguimento e porque existe um  processo de transi&ccedil;&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es, a qualidade do processo de separa&ccedil;&atilde;o e aquisi&ccedil;&atilde;o de  autonomia dos jovens face aos pais, poder&aacute; ser evidenciada nas rela&ccedil;&otilde;es que o jovem adulto estabelece com o grupo de pares  (Mota &amp; Rocha, 2012). A transi&ccedil;&atilde;o para o Ensino Superior, comporta na viv&ecirc;ncia do jovem um conjunto de mudan&ccedil;as  significativas como especialmente quando se afastam da fam&iacute;lia nuclear, nomeadamente o desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es  &iacute;ntimas com os pares e a adapta&ccedil;&atilde;o a novos contextos (Cavanaugh, 2005; Monteiro, Tavares, &amp; Pereira, 2007). A n&iacute;vel  acad&eacute;mico verificam-se tamb&eacute;m algumas mudan&ccedil;as, pelo que o jovem adulto &eacute; confrontado com novos ritmos de trabalho,  novas estrat&eacute;gias de aprendizagem, diferentes formas de avalia&ccedil;&atilde;o, podendo constituir alguma estranheza face a viv&ecirc;ncia  diversificada e exigente (Almeida, 2007). Os la&ccedil;os afetivos estabelecidos com as figuras de vincula&ccedil;&atilde;o, bem como a  coes&atilde;o e a expressividade, o suporte por parte destas figuras e a facilita&ccedil;&atilde;o do processo de  separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o, podem desempenhar um papel relevante nos processos de adapta&ccedil;&atilde;o do jovem adulto,  como seja a transi&ccedil;&atilde;o para ao contexto acad&eacute;mico. Por outro lado, a aus&ecirc;ncia de apoio poder&atilde;o favorecem uma  inadapta&ccedil;&atilde;o do jovem adulto a este contexto bem como dificuldades a n&iacute;vel psicossocial (Silva &amp; Ferreira, 2009). A  transi&ccedil;&atilde;o para o ensino superior &eacute; vista pelo jovem adulto como sendo uma conquista da liberdade e autonomia, mas por outro  lado, &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o geradora de ansiedade, face aos novos desafios que o jovem adulto ir&aacute; enfrentar. Ressalta-se o  facto de este evento n&atilde;o assumir o mesmo papel para todos os indiv&iacute;duos, uma vez que cada um reage a ele tendo em conta as suas  estrat&eacute;gias de <i>coping</i>.</p>     <p>Esta mudan&ccedil;a desenvolvimental traduz para muitos jovens adultos um afastamento do microssistema familiar, bem como das  rela&ccedil;&otilde;es securizantes geradas ao longo da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia. Desta forma, urge a necessidade de desenvolver novos  relacionamentos interpessoais (Soares, Guisande, &amp; Almeida, 2007). Para al&eacute;m deste novo desafio, o jovem adquire autonomia e  independ&ecirc;ncia, tendo que desenvolver estrat&eacute;gias que lhe permitam ser capaz de gerir o tempo e os recursos econ&oacute;micos de que  disp&otilde;e. Neste sentido, o Ensino Superior &eacute; respons&aacute;vel por propiciar o desenvolvimento pessoal e da identidade do jovem adulto  (Almeida, 2007). Os primeiros dias no Ensino Superior s&atilde;o preponderantes para o desenvolvimento de estrat&eacute;gias de <i>coping</i>  adequadas para lidar com as exig&ecirc;ncias desta nova etapa. O fracasso das mesmas poder&aacute; ser um fator de risco para o desenvolvimento de  sintomatologia ansiosa e mal-estar psicol&oacute;gico. A continuidade destes poder&aacute; despoletar estados de ansiedade, depress&atilde;o e  solid&atilde;o, com repercuss&otilde;es no sucesso escolar e na perman&ecirc;ncia dos sujeitos no Ensino Superior (Pereira, 1997; Polo,  Hernand&eacute;z, &amp; Pozo, 1996).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O bem-estar psicol&oacute;gico do jovem adulto engloba o envolvimento positivo que &eacute; estabelecido com os pares, mas tamb&eacute;m a  rela&ccedil;&atilde;o interior que estabelece consigo. &Eacute; fundamental que o jovem adulto estabele&ccedil;a boas rela&ccedil;&otilde;es  interpessoais, envolvimento social, motiva&ccedil;&atilde;o, para que possa manifestar uma boa sa&uacute;de mental e consequentemente, um maior  bem-estar psicol&oacute;gico (Mass&eacute; et al., 1998). No mesmo sentido, Monteiro et al. (2007), num estudo com 316 estudantes  universit&aacute;rios, constataram que os elevados n&iacute;veis de evitamento relativamente &agrave;s figuras parentais e a outras figuras  significativas, assim como os n&iacute;veis de ansiedade em rela&ccedil;&atilde;o a outras figuras, constituem-se como fatores de risco para o  surgimento de sintomatologia psicopatol&oacute;gica e para a baixa perce&ccedil;&atilde;o de bem-estar no decurso da fase de  adapta&ccedil;&atilde;o ao ensino superior. &Eacute; necess&aacute;rio real&ccedil;ar que a rela&ccedil;&atilde;o com as figuras de  vincula&ccedil;&atilde;o exerce um papel na adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica dos jovens adultos. Tamb&eacute;m se constatam  diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel do g&eacute;nero, ou seja, o sexo masculino assume condutas e formas de estar mais externalizantes, tendo uma  perce&ccedil;&atilde;o diferente da influ&ecirc;ncia parental, comparativamente com o sexo feminino (Hutz &amp; Bardagir, 2006). Segundo Diener,  Suh, Lucas e Smith (1999), estes resultados poder&atilde;o resultar do facto de as mulheres serem mais sens&iacute;veis as emo&ccedil;&otilde;es  negativas do que os homens. Desta forma, o g&eacute;nero feminino parece atribuir maior import&acirc;ncia a quest&otilde;es relacionadas com a  din&acirc;mica relacional, imagem corporal, manifestando uma menor autoestima comparativamente ao g&eacute;nero masculino que parece evidenciar  maiores sentimentos de aceita&ccedil;&atilde;o de si, enquanto forte contributo para o seu bem-estar psicol&oacute;gico (e.g., Robins &amp;  Trzesniewski, 2005).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Objetivos e hip&oacute;teses</b></p>     <p>O presente estudo tem como principal objetivo analisar o papel dos estilos parentais na adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e o bem-estar  psicol&oacute;gico de jovens adultos. Pretende-se ainda controlar as vari&aacute;veis g&eacute;nero e idade nesta an&aacute;lise. Por &uacute;ltimo  pretende-se ainda testar o papel moderador do g&eacute;nero na associa&ccedil;&atilde;o anterior. Face aos objetivos propostos, prev&ecirc;-se que  o bem-estar psicol&oacute;gico prediga positivamente a adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, que os jovens adultos com idades compreendidas  entre os 18 e 20 anos evidenciem n&iacute;veis mais elevados de sociabilidade e equil&iacute;brio comparativamente com os jovens adultos com idades  compreendidas entre os 21 e 25 anos, e que ocorram diferen&ccedil;as na perce&ccedil;&atilde;o de bem-estar psicol&oacute;gico por parte de ambos  os sexos. Por &uacute;ltimo, espera-se que haja um efeito moderador do g&eacute;nero na associa&ccedil;&atilde;o entre os estilos parentais e a  adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, na medida em que se espera que nas raparigas ocorra um efeito do estilo parental na sua  adapta&ccedil;&atilde;o ao contexto acad&eacute;mico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>No estudo participaram 787 jovens universit&aacute;rios com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos (<i>M</i>=20.07, <i>DP</i>=1.7), dos  quais 233 (29.6%) s&atilde;o do sexo masculino e 554 (70.04%) do sexo feminino. Relativamente &agrave; idade das figuras parentais, as figuras  paternas dos participantes apresentam idades compreendidas entre os 35 e os 76 anos (<i>M</i>=50.40, <i>DP</i>=5.57), enquanto as figuras maternas  apresentam idades entre os 35 e 74 anos (<i>M</i>=47.95<i>, DP</i>=5.35). Tendo em conta o rendimento acad&eacute;mico, 403 sujeitos referem ter um  rendimento acad&eacute;mico &ldquo;<i>m&eacute;dio&rdquo;</i> (51.2%).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico</i>. Foi constru&iacute;do um question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico que permitiu obter  informa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; idade, sexo e recolher informa&ccedil;&atilde;o acerca do meio familiar e acad&eacute;mico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Parental Styles and Dimensions Questionnaire: Short Version</i> (<i>PSDQ</i> &ndash; traduzido para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por  Nunes &amp; Mota, 2013, a partir da vers&atilde;o original de Robinson, Mandleco, Olsen, &amp; Hart, 1995). Consiste uma vers&atilde;o reduzida  composta por 32 itens, o instrumento original era composto por 133 itens. Este question&aacute;rio apresenta uma vers&atilde;o para a  &ldquo;M&atilde;e&rdquo; e outra para o &ldquo;Pai&rdquo; em que apenas difere o g&eacute;nero na formula&ccedil;&atilde;o das  afirma&ccedil;&otilde;es. &Eacute; um instrumento de autorrelato no qual as respostas se apresentam numa escala tipo <i>Likert</i> que varia entre  1 &ndash; &ldquo;Nunca&rdquo; e 5 &ndash; &ldquo;Sempre&rdquo;. As respostas s&atilde;o elaboradas tendo em conta a frequ&ecirc;ncia com que  ocorrem as situa&ccedil;&otilde;es referidas nos itens. O instrumento organiza-se em tr&ecirc;s dimens&otilde;es: o estilo autoritativo, o  autorit&aacute;rio e o permissivo, que v&atilde;o de encontro &agrave; tipologia de Baumrind (1971). Cada dimens&atilde;o organiza-se em  subdimens&otilde;es, sendo que, do estilo autoritativo fazem parte as escalas: apoio e afeto, regula&ccedil;&atilde;o e ced&ecirc;ncia de  autonomia; do estilo autorit&aacute;rio fazem parte as escalas: coer&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, hostilidade verbal e puni&ccedil;&atilde;o; e  do estilo permissivo apenas a escala indulg&ecirc;ncia. Ainda que esta seja a organi za&ccedil;&atilde;o original do instrumento, neste estudo,  tendo em conta as propriedades psicom&eacute;tricas, procedeu-se &agrave; agrega&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es coer&ccedil;&atilde;o  f&iacute;sica e puni&ccedil;&atilde;o numa s&oacute;, pelo que sob o ponto de vista sem&acirc;ntico e estrutural obtiveram-se &iacute;ndices de  ajustamento mais adequados &agrave; amostra em estudo. Destaca-se ainda que, atrav&eacute;s das an&aacute;lises confirmat&oacute;rias de 1&ordf;  ordem, se constatou que a dimens&atilde;o hostilidade verbal, nesta amostra, n&atilde;o se encontra ajustada face ao constructo originalmente  estabelecido pelo autor, sendo que foi retirada da an&aacute;lise por forma a n&atilde;o enviesar os resultados. A an&aacute;lise da  consist&ecirc;ncia interna revelou um <i>alpha de Cronbach</i> de .89 para o Pai e .85 para a M&atilde;e, relativamente &agrave; totalidade dos  itens do instrumento. Analisados os valores relativos &agrave;s dimens&otilde;es, verificam-se valores de <i>alpha</i> de .95 e .93 no estilo  autoritativo, .77 e .77 no estilo autorit&aacute;rio e .62 e .60 no estilo permissivo, quanto ao Pai e &agrave; M&atilde;e, respetivamente. Os  modelos apresentaram &iacute;ndices de ajustamento dentro dos valores de refer&ecirc;ncia, os &iacute;ndices de ajustamento GFI, AGFI e CFI  est&atilde;o acima de .90, assim como os &iacute;ndices de RMR e RMSEA com valores abaixo de .080 (Fan, Thompson &amp; Wang, 1999). Quanto  &agrave;s an&aacute;lises fatoriais confirmat&oacute;rias verificaram-se &iacute;ndices de ajustamento adequados para os modelos  <i>&chi;<sup>2</i></sup>(78)=334.55, <i>p</i>=.001, <i>&chi;<sup>2</i></sup>(77)=360.14, <i>p</i>=.001, Ratio=4.29/5.42, SRMR=.093/.081,  RMSEA=.07/.07, CFI=.97/.95 quer da vers&atilde;o da m&atilde;e, quer do pai, respetivamente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio de Viv&ecirc;ncias Acad&eacute;micas</i> (<i>QVA</i> &ndash; vers&atilde;o reduzida de Almeida, Ferreira, &amp; Soares,  2002). Constitu&iacute;do por 60 itens que abrangem cinco dimens&otilde;es da adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica dos estudantes:  interpessoal, pessoal, carreira, estudo-aprendizagem e institucional. Os itens do question&aacute;rio est&atilde;o organizados em respostas do  tipo <i>Likert</i> de cinco pontos, variando desde 1 &ndash; &ldquo;Nunca&rdquo; at&eacute; 5 &ndash; &ldquo;Sempre&rdquo;. A dimens&atilde;o  interpessoal &eacute; constitu&iacute;da por 13 itens, aponta para as rela&ccedil;&otilde;es de amizade dos jovens em contexto acad&eacute;mico  como tamb&eacute;m em rela&ccedil;&otilde;es mais &iacute;ntimas e significativas; a dimens&atilde;o pessoal evidencia aspetos associados &agrave;  perce&ccedil;&atilde;o de bem-estar pelo jovem, &eacute; constitu&iacute;da por 13 itens; a dimens&atilde;o carreira &eacute; constitu&iacute;da  por 13 itens, remete para os projetos vocacionais do jovem e satisfa&ccedil;&atilde;o pelo curso em que se encontra; relativamente &agrave;  dimens&atilde;o estudo-aprendizagem, &eacute; composta por 13 itens, refere aspetos de compet&ecirc;ncias de estudo mas tamb&eacute;m em rotinas de  estudo, gest&atilde;o do tempo, utiliza&ccedil;&atilde;o da biblioteca para estudo e outros recursos de aprendizagem; a dimens&atilde;o  institucional foca o estabelecimento de ensino como um todo, os v&aacute;rios servi&ccedil;os e estruturas que o estabelecimento disponibiliza,  est&aacute; organizada por 8 itens. A an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna revelou um <i>alpha de Cronbach</i> de.76 para a totalidade dos  itens do instrumento. Relativamente &agrave; an&aacute;lise por dimens&atilde;o verificam-se valores de .58 na dimens&atilde;o interpessoal, .85 na  dimens&atilde;o pessoal, .75 na dimens&atilde;o carreira, .67 na dimens&atilde;o estudo, .50 na dimens&atilde;o institucional. Os &iacute;ndices de  ajustamento GFI, AGFI e CFI est&atilde;o acima de .90, assim como os &iacute;ndices de RMR e RMSEA com valores abaixo de .080 (Fan, Thompson, &amp;  Wang, 1999). Quanto &agrave;s an&aacute;lises fatoriais confirmat&oacute;rias verificaram-se &iacute;ndices de ajustamento adequados para os  modelos <i>&chi;<sup>2</i></sup>(80)=323.16, <i>p</i>=.001, Ratio=4.04, RMR=.02, RMSEA=.06; CFI=.93, encontrando-se dentro dos valores de  refer&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Medida de Manifesta&ccedil;&atilde;o do Bem-estar Psicol&oacute;gico</i> (traduzida e adaptada para a popula&ccedil;&atilde;o  portuguesa por Monteiro et al., 2007, a partir da vers&atilde;o original da &Eacute;chelle de Mesure des Manifestations du Bien-&Ecirc;tre  Psychologique de Mass&eacute; et al., 1998). Esta escala &eacute; constitu&iacute;da por 25 itens, organizados em 6 escalas que avaliam fatores  como a autoestima, equil&iacute;brio, envolvimento social, sociabilidade, controlo de si e acontecimentos, felicidade. A escala autoestima &eacute;  constitu&iacute;da por 4 itens; a escala equil&iacute;brio &eacute; composta por 4 itens; envolvimento social, composto por 4 itens;  sociabilidade, tamb&eacute;m composta por 4 itens; controlo de si e acontecimentos, com 4 itens, e por &uacute;ltimo a escala felicidade, composta  por 5 itens. A resposta aos itens &eacute; atribu&iacute;da numa escala tipo <i>Likert</i> que varia de 1 &ndash; &ldquo;Nunca&rdquo; a 5 &ndash;  &ldquo;Quase Sempre&rdquo;. A an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna revelou um <i>alpha de Cronbach</i> de .95 para a totalidade dos itens  do instrumento. Relativamente &agrave; an&aacute;lise por dimens&atilde;o verificam-se valores de .91 na dimens&atilde;o felicidade, .85 na  dimens&atilde;o autoestima, .87 na dimens&atilde;o controlo de si e dos acontecimentos, .71 na dimens&atilde;o envolvimento social, .75 na  dimens&atilde;o equil&iacute;brio e .85 na dimens&atilde;o sociabilidade. Os &iacute;ndices de ajustamento GFI, AGFI e CFI est&atilde;o acima de  .90, assim como os &iacute;ndices de RMR e RMSEA com valores abaixo de .080 (Fan, Thompson, &amp; Wang, 1999). Quanto &agrave;s an&aacute;lises  fatoriais confirmat&oacute;rias verificaram-se &iacute;ndices de ajustamento adequados para os modelos <i>&chi;<sup>2</i></sup>(120)=487.30,  <i>p</i>=.001, Ratio=4.06, RMR=.03, RMSEA=.06, CFI=.96), apresentaram &iacute;ndices de ajustamento dentro dos valores de refer&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Procedimento</i></p>     <p>A recolha de dados foi realizada de forma aleat&oacute;ria em diversos cursos, anos e turmas de institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior da  zona norte de Portugal que aceitaram colaborar na investiga&ccedil;&atilde;o. Ressalta-se o facto de em cada institui&ccedil;&atilde;o de ensino  superior terem sido contactados os Diretores de escola/curso a quem foram solicitadas as devidas autoriza&ccedil;&otilde;es e clarificados os  v&aacute;rios aspetos do estudo. A recolha de dados decorreu entre Outubro de 2015 e Janeiro de 2016. Esta ocorreu em contexto de sala de aula, na  presen&ccedil;a do investigador respons&aacute;vel, que de forma sucinta realizou uma s&eacute;rie de instru&ccedil;&otilde;es <i>standard</i> onde  foram explicitados os objetivos gerais do estudo, assim como, garantidos todos os pressupostos de voluntariedade, privacidade, anonimato e  confidencialidade das informa&ccedil;&otilde;es prestadas. O protocolo foi submetido ao conselho de &eacute;tica da Universidade de  Tr&aacute;s-Os-Montes e Alto Douro por forma a garantir todos os pressupostos &eacute;ticos inerentes ao projeto de investiga&ccedil;&atilde;o,  obtendo aprova&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estrat&eacute;gia de an&aacute;lise de dados</i></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o dos sujeitos da amostra foi realizada num &uacute;nico momento, tratando-se, de uma investiga&ccedil;&atilde;o de  car&aacute;cter transversal, n&atilde;o estando prevista uma reavalia&ccedil;&atilde;o ou seguimento dos sujeitos. Nas v&aacute;rias etapas de  desenvolvimento do estudo foram tidos em conta os valores &eacute;ticos de deontol&oacute;gicos do C&oacute;digo Deontol&oacute;gico da Ordem dos  Psic&oacute;logos Portugueses (CDOPP), nomeadamente no que refere &agrave;s quest&otilde;es de privacidade, confidencialidade e anonimato. O  tratamento de dados foi realizado com recurso ao programa estat&iacute;stico SPSS &ndash; <i>Statistical Package for Social Sciences</i> &ndash; na  sua vers&atilde;o 22.0 para o sistema <i>Windows</i>. No sentido de identificar e excluir eventuais <i>missings</i> e <i>outliers</i>. Para testar   se os dados da amostra seguiam os pressupostos de normalidade, foram analisados os valores de <i>skeweness</i> (assimetria) e <i>kurtosis</i>   (achatamento) assumindo-se a normalidade sempre que os valores se encontrassem compreendidos no intervalo da sua unidade (-1 e 1) (Mar&ocirc;co,   2007). Foi realizado um conjunto de an&aacute;lises estat&iacute;sticas nas quais foram considerados valores de signific&acirc;ncia de   <i>p</i>&lt;.05 para a interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados. Destaca-se o recurso a an&aacute;lises correlacionais, an&aacute;lises de   vari&acirc;ncia multivariadas (MANOVAS) e univariadas (ANOVA) e testes <i>t</i>. Testou-se ainda a exist&ecirc;ncia de um papel moderador do   g&eacute;nero na associa&ccedil;&atilde;o entre estilos parentais e adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica com recurso a an&aacute;lises de   regress&otilde;es m&uacute;ltiplas. O tratamento dos resultados foi realizado com os programas IBM SPSS&reg; &ndash; Statistical Package For   Social Sciences e IBM SPSS&reg; &ndash; Amos ambos na vers&atilde;o 21.0x86 para o sistema Microsoft&reg; Windows&reg;10. Foi utilizado   tamb&eacute;m o plugin PROCESS macro for SPSS and SAS v2.16 (Hayes, 2014, 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Papel preditor do bem-estar psicol&oacute;gico na adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i></p>     <p>Com o intuito de dar resposta a um dos objetivos inicialmente propostos, procedeu-se &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de an&aacute;lises de  regress&atilde;o m&uacute;ltipla hier&aacute;rquica, nas quais foi utilizada como vari&aacute;vel dependente a <i>adapta&ccedil;&atilde;o  acad&eacute;mica</i>. De forma a obter resultados mais fi&aacute;veis e de se abranger todas as dimens&otilde;es independentes em estudo, optou-se  pelo m&eacute;todo hier&aacute;rquico em detrimento das an&aacute;lises de regress&atilde;o simples. As an&aacute;lises de regress&atilde;o  m&uacute;ltipla hier&aacute;rquica foram realizadas mediante a introdu&ccedil;&atilde;o de 3 blocos, especificamente idade, sexo e as escalas do  bem-estar psicol&oacute;gico. As vari&aacute;veis sexo e idade foram controladas e recodificadas em <i>dummy</i>, de forma a analisar qual dos  sexos (0 &ndash; masculino, 1 &ndash; feminino) e idades (1-18 a 20 anos; 2-21 a 25 anos) explicam e predizem melhor as vari&aacute;veis  preditas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na an&aacute;lise de regress&atilde;o m&uacute;ltipla hier&aacute;rquica face &agrave; dimens&atilde;o <i>pessoal </i>das escalas de      <i>viv&ecirc;ncias acad&eacute;micas </i>foram introduzidos 3 blocos: no bloco 1 a <i>idade (Dummy)</i>, n&atilde;o contribui significativamente      para a vari&acirc;ncia do modelo <i>F</i><sub>(1,785)</sub>=1.09, <i>p</i>=.30, explica 0.1% da vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.001) e      contribui individualmente com 0.1% da vari&acirc;ncia para o modelo (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.001). No bloco 2 o <i>sexo (Dummy)</i> n&atilde;o      apresenta um contributo significativo <i>F</i><sub>(2,784)</sub>=.66, <i>p</i>=.52, explica 0.2% da vari&acirc;ncia total      (<i>R<sup>2</i></sup>=.002), n&atilde;o apresentando um contributo individual (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.000). No bloco 3 o <i>bem-estar      psicol&oacute;gico</i> contribui significativamente para o modelo <i>F</i><sub>(8,778)</sub>=55.41, <i>p</i>=.001 e explica 36.3% da      vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.363), apresentando um contributo individual de 36.1% (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.361). Analisando      individualmente o contributo de cada uma das vari&aacute;veis independentes dos blocos, constata-se que duas vari&aacute;veis apresentam uma      contribui&ccedil;&atilde;o significativa, estas s&atilde;o apresentadas por ordem de import&acirc;ncia: <i>felicidade</i> (<i>&beta;</i>=-.495) e      ]]></body>
<body><![CDATA[<i>equil&iacute;brio</i> (<i>&beta;</i>=-.084) (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Na an&aacute;lise de regress&atilde;o m&uacute;ltipla      hier&aacute;rquica face &agrave; dimens&atilde;o <i>interpessoal</i> das escalas de <i>viv&ecirc;ncias acad&eacute;micas</i> foram introduzidos 3      blocos: no bloco 1 a <i>idade (Dummy)</i>, contribui significativamente para a vari&acirc;ncia do modelo <i>F</i><sub>(1,785)</sub>=3.49,      <i>p</i>=.003, explica 0.4% da vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.004) e contribui individualmente com 0.4% da vari&acirc;ncia para o      modelo (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.004). No bloco 2 o <i>sexo (Dummy)</i> apresenta um contributo significativo <i>F</i><sub>(2,784)</sub>=4.42,      <i>p</i>=.01, explica 1.1% da vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.011), apresentando um contributo individual com 0.7% da vari&acirc;ncia      para o modelo (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.007). No bloco 3 o <i>bem-estar psicol&oacute;gico</i> contribui significativamente para o modelo      <i>F</i><sub>(8,778)</sub>=32.775, <i>p</i>=.001 e explica 25.2% da vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.252), apresentando um contributo      individual de 24.1% da vari&acirc;ncia para o modelo (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.241). Analisando individualmente o contributo de cada uma das      vari&aacute;veis independentes dos blocos, constata-se que quatro vari&aacute;veis apresentam uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa, estas      ]]></body>
<body><![CDATA[s&atilde;o apresentadas por ordem de import&acirc;ncia: <i>sociabilidade</i> (<i>&beta;</i>=.326), <i>felicidade</i> (<i>&beta;</i>=.156),      <i>equil&iacute;brio</i> (<i>&beta;</i>=-.131) e <i>autoestima</i> (<i>&beta;</i>=.119) (<a href="#t1">Tabela 1</a>). No que respeita &agrave;      dimens&atilde;o <i>carreira</i> das escalas de <i>viv&ecirc;ncias acad&eacute;micas</i>, foram introduzidos 3 blocos: no bloco 1 a <i>idade      (Dummy)</i>, n&atilde;o contribui significativamente para a vari&acirc;ncia do modelo <i>F</i><sub>(1,785)</sub>=.02, <i>p</i>=.90, n&atilde;o      apresentando um contributo para a vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.000) nem apresentado um contributo individual      (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.000). No bloco 2 o <i>sexo (Dummy)</i> apresenta um contributo significativo <i>F</i><sub>(2,784)</sub>=5.10,      <i>p</i>=.006, explica 1.3% da vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.013), apresentando um contributo individual com 1.3% da vari&acirc;ncia      para o modelo (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.013). No bloco 3 o <i>bem-estar psicol&oacute;gico</i> contribui significativamente para o modelo      <i>F</i><sub>(8,778)</sub>=18.950, <i>p</i>=.001 e explica 16.3% da vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.163), apresentando um contributo      individual de 15% da vari&acirc;ncia para o modelo (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.150). Analisando individualmente o contributo de cada uma das      ]]></body>
<body><![CDATA[vari&aacute;veis independentes dos blocos, constata-se que quatro vari&aacute;veis apresentam uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa, estas      s&atilde;o apresentadas por ordem de import&acirc;ncia: <i>envolvimento</i> (<i>&beta;</i>=.194), <i>equil&iacute;brio</i> (<i>&beta;</i>=.155),      <i>autoestima</i> (<i>&beta;</i>=.129) e <i>sexo</i> (<i>&beta;</i>=.108) com contributo do g&eacute;nero feminino (<a href="#t1">Tabela 1</a>). No      que concerne &agrave; dimens&atilde;o <i>institucional</i> das escalas de <i>viv&ecirc;ncias acad&eacute;micas</i>, foram introduzidos 3 blocos: no      bloco 1 a <i>idade (Dummy)</i>, n&atilde;o contribui significativamente para a vari&acirc;ncia do modelo <i>F</i><sub>(1,785)</sub>=.13,      <i>p</i>=.72, n&atilde;o apresentando um contributo para a vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.000) nem apresentado um contributo      individual (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.000). No bloco 2 o <i>sexo (Dummy)</i> n&atilde;o contribui significativamente para a vari&acirc;ncia do      modelo <i>F</i><sub>(2,784)</sub>=.14, <i>p</i>=.87, n&atilde;o apresentando um contributo para a vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.000)      nem apresentado um contributo individual (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.000). No bloco 3 o <i>bem-estar psicol&oacute;gico</i> contribui      significativamente para o modelo <i>F</i><sub>(8,778)</sub>=8.96, <i>p</i>=.001 e explica 8.4% da vari&acirc;ncia total      ]]></body>
<body><![CDATA[(<i>R<sup>2</i></sup>=.084), apresentando um contributo individual de 8.4% da vari&acirc;ncia para o modelo (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.084).      Analisando individualmente o contributo de cada uma das vari&aacute;veis independentes dos blocos, constata-se que duas vari&aacute;veis apresentam      uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa, estas s&atilde;o apresentadas por ordem de import&acirc;ncia: <i>equil&iacute;brio</i>      (<i>&beta;</i>=.135) e <i>autoestima</i> (<i>&beta;</i>=.121) (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Na dimens&atilde;o <i>estudo</i> das escalas de      <i>viv&ecirc;ncias acad&eacute;micas</i>, foram introduzidos 3 blocos: no bloco 1 a <i>idade (Dummy)</i>, n&atilde;o contribui significativamente      para a vari&acirc;ncia do modelo <i>F</i><sub>(1,785)</sub>=.56, <i>p</i>=.46, explica 0.1% da vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.001),      apresentando um contributo individual com 0.1% da vari&acirc;ncia para o modelo (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.001). No bloco 2 o <i>sexo      (Dummy)</i> apresenta um contributo significativo <i>F</i><sub>(2,784)</sub>=11.38, <i>p</i>=.001, explica 2.8% da vari&acirc;ncia total      (<i>R<sup>2</i></sup>=.028), apresentando um contributo individual com 2.8% da vari&acirc;ncia para o modelo (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.028). No      bloco 3 o <i>bem-estar psicol&oacute;gico</i> contribui significativamente para o modelo <i>F</i><sub>(8,778)</sub>=27.93, <i>p</i>=.001 e explica      ]]></body>
<body><![CDATA[22.3% da vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.223), apresentando um contributo individual de 19.5% da vari&acirc;ncia para o modelo      (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.195). Analisando individualmente o contributo de cada uma das vari&aacute;veis independentes dos blocos, constata-se      que quatro vari&aacute;veis apresentam uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa, estas s&atilde;o apresentadas por ordem de      import&acirc;ncia: <i>envolvimento</i> (<i>&beta;</i>=.293), <i>autoestima</i> (<i>&beta;</i>=.186), <i>sexo</i> (<i>&beta;</i>=.175) com      contributo do g&eacute;nero feminino e <i>equil&iacute;brio</i> (<i>&beta;</i>=.149) (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a04t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Papel moderador do g&eacute;nero na associa&ccedil;&atilde;o entre estilos parentais e adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i></p>     <p>Na sequ&ecirc;ncia das an&aacute;lises realizadas procedeu-se &agrave; determina&ccedil;&atilde;o do papel moderador do g&eacute;nero na  associa&ccedil;&atilde;o entre estilos parentais (autorit&aacute;rio, permissivo e autoritativo) e adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica. Para  determinar este papel moderador do g&eacute;nero, foram realizadas regress&otilde;es tendo por base o programa macro process de Hayes (2014). Para  proceder a esta an&aacute;lise, foi criada uma vari&aacute;vel &uacute;nica para a adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, uma vez que as escalas  do question&aacute;rio de viv&ecirc;ncias acad&eacute;micas s&atilde;o positivas, procedeu-se &agrave; jun&ccedil;&atilde;o das mesmas, criando  assim, um comp&oacute;sito da vari&aacute;vel. Foi testado o efeito moderador do <i>g&eacute;nero</i> na associa&ccedil;&atilde;o dos <i>estilos  parentais autorit&aacute;rios (pai e m&atilde;e)</i> e <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i>. Atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos  resultados pode-se constatar que o <i>estilo parental autorit&aacute;rio pai</i> contribui significativamente para a vari&acirc;ncia do modelo  <i>F</i><sub>(3,783)</sub>=2.82, <i>p</i>=.04. Contudo, n&atilde;o existe um efeito moderador do <i>g&eacute;nero</i> na associa&ccedil;&atilde;o  entre o <i>estilo parental autorit&aacute;rio</i> face ao pai e a <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i>, ou seja, o g&eacute;nero  n&atilde;o tem qualquer efeito nesta predi&ccedil;&atilde;o <i>&beta;</i>=-.035, <i>t</i><sub>(783)</sub>=-.923, <i>p</i>=.36. Relativamente ao  <i>estilo parental autorit&aacute;rio m&atilde;e</i>, os resultados sugerem que este n&atilde;o contribui significativamente para a vari&acirc;ncia  do modelo <i>F</i><sub>(3,783)</sub>=2.50, <i>p</i>=.06, n&atilde;o existindo um efeito moderador do <i>g&eacute;nero</i> na  associa&ccedil;&atilde;o entre o <i>estilo parental autorit&aacute;rio m&atilde;e</i> e a <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i>, ou seja,  o g&eacute;nero n&atilde;o tem qualquer efeito nesta predi&ccedil;&atilde;o <i>&beta;</i>=-.019, <i>t</i><sub>(783)</sub>=-.509, <i>p</i>=.61. No  que concerne ao efeito moderador do <i>g&eacute;nero</i> na associa&ccedil;&atilde;o do <i>estilo parental permissivo pai</i> e  <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i>, os resultados sugerem que o <i>estilo parental permissivo pai</i> contribui significativamente  para a vari&acirc;ncia do modelo <i>F</i><sub>(3,783)</sub>=3.90, <i>p</i>=.01, apesar disto, n&atilde;o existe um efeito moderador do  <i>g&eacute;nero</i> nesta predi&ccedil;&atilde;o <i>&beta;</i>=.005, <i>t</i><sub>(783)</sub>=.136, <i>p</i>=.89. Na associa&ccedil;&atilde;o  entre <i>estilo </i><i>parental permissivo m&atilde;e</i> e <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i>, os resultados sugerem que o <i>estilo  parental permissivo m&atilde;e</i> contribui significativamente para a vari&acirc;ncia do modelo <i>F</i><sub>(3,783)</sub>=3.32, <i>p</i>=.02,  contudo, n&atilde;o se verifica um efeito moderador do <i>g&eacute;nero</i> nesta predi&ccedil;&atilde;o <i>&beta;</i>=-.023,  <i>t</i><sub>(783)</sub>=-.650, <i>p</i>=.52.</p>     <p>Por &uacute;ltimo, no que respeita ao efeito moderador do <i>g&eacute;nero</i> na associa&ccedil;&atilde;o do <i>estilo parental autoritativo  pai</i> e <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i>, os resultados sugerem que o <i>estilo parental autoritativo pai</i> contribui  significativamente para a vari&acirc;ncia do modelo <i>F</i><sub>(3,783)</sub>=10.67, <i>p</i>=.001, verifica-se a exist&ecirc;ncia de um efeito  moderador do <i>g&eacute;nero</i> nesta predi&ccedil;&atilde;o <i>&beta;</i>=.052, <i>t</i><sub>(783)</sub>=2.182, <i>p</i>=.03, IC [.005, .099].  Atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos resultados constata-se que quanto mais elevado for o <i>estilo parental autoritativo pai</i>, maior &eacute; a  <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i> dos jovens adultos do <i>g&eacute;nero feminino</i>. Por outro lado, nos jovens adultos do  <i>g&eacute;nero masculino</i>, n&atilde;o se verificam altera&ccedil;&otilde;es na <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i> quando o  <i>estilo parental autoritativo pai</i> aumenta. Contudo, quando o <i>estilo autoritativo pai</i> &eacute; baixo, as jovens adultas do  <i>g&eacute;nero feminino</i> parecem ter menor adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica do que os jovens do <i>g&eacute;nero masculino</i>  (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a04f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que concerne ao efeito moderador do <i>g&eacute;nero</i> na associa&ccedil;&atilde;o do <i>estilo parental autoritativo m&atilde;e</i> e  <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i>, os resultados sugerem que o <i>estilo parental autoritativo m&atilde;e</i> contribui  significativamente para a vari&acirc;ncia do modelo <i>F</i><sub>(3,783)</sub>=12.43, <i>p</i>=.001, verifica-se a exist&ecirc;ncia de um efeito  moderador do <i>g&eacute;nero</i> nesta predi&ccedil;&atilde;o <i>&beta;</i>=.068, <i>t</i><sub>(783)</sub>=2.454, <i>p</i>=.01, IC [.014, .122].  Atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos resultados, verifica-se que quanto mais elevado for o <i>estilo parental autoritativo m&atilde;e</i>, maior  &eacute; a <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i> das jovens adultas do <i>g&eacute;nero feminino</i>. Por outro lado, nos jovens adultos  do <i>g&eacute;nero masculino</i>, n&atilde;o se verificam altera&ccedil;&otilde;es na <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i> quando o  <i>estilo parental autoritativo m&atilde;e</i> aumenta. Quando o <i>estilo parental autoritativo m&atilde;e</i> &eacute; baixo, as jovens adultas  do <i>g&eacute;nero feminino</i> parecem ter menor adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, comparativamente com os jovens adultos do  <i>g&eacute;nero masculino</i> (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a04f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O presente estudo teve como principal objetivo testar o papel dos estilos parentais no desenvolvimento de adapta&ccedil;&atilde;o  acad&eacute;mica e bem-estar psicol&oacute;gico, bem como analisar o papel moderador do g&eacute;nero na associa&ccedil;&atilde;o entre os estilos  parentais e a adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica.</p>     <p>Os resultados permitiram tamb&eacute;m verificar que a <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica </i>&eacute; predita positivamente pelo  <i>bem-estar psicol&oacute;gico</i>. Nesta medida, parece que uma perce&ccedil;&atilde;o de maior bem-estar psicol&oacute;gico constitui um fator  protetor da adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, uma vez que a perce&ccedil;&atilde;o positiva que o jovem adulto tem ao n&iacute;vel da sua  felicidade, autoestima, envolvimento social, sociabilidade, controlo de si e acontecimentos e equil&iacute;brio, parece gerar um efeito positivo na  adapta&ccedil;&atilde;o ao contexto acad&eacute;mico. Estes resultados v&atilde;o ao encontro dos pressupostos de Coleta e Coleta (2006) que  constataram que a forma como o jovem perceciona a sua felicidade poder&aacute; interferir em todos os seus comportamentos acad&eacute;micos pelo  que poder&aacute; causar efeitos ao n&iacute;vel do seu ajustamento acad&eacute;mico. O ingresso no ensino superior acarreta uma relev&acirc;ncia  psicol&oacute;gica, na medida em que esta transi&ccedil;&atilde;o evidencia uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as que coincidem com as  modifica&ccedil;&otilde;es desenvolvimentais despoletadas pelo final da adolesc&ecirc;ncia e in&iacute;cio da idade adulta (Diniz &amp; Almeida,  2006). Chickering e Reisser (1993) defendem que a faixa et&aacute;ria do jovem adulto, no que concerne ao contexto universit&aacute;rio, &eacute;  um per&iacute;odo de desenvolvimento individual, atrav&eacute;s do qual surgem vetores do desenvolvimento psicossocial, entre os quais o  desenvolvimento da autonomia, o desenvolvimento das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, a constru&ccedil;&atilde;o de uma identidade  s&oacute;lida, o desenvolvimento da integridade e o desenvolvimento de ideais. A preocupa&ccedil;&atilde;o nos primeiros meses de frequ&ecirc;ncia  no ensino superior &eacute; direcionada para o investimento nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais. Posteriormente, poder&aacute; assumir-se  que os jovens est&atilde;o mais focados nas responsabilidades a n&iacute;vel universit&aacute;rio quando consideram que o contexto de  rela&ccedil;&otilde;es sociais est&aacute; estabelecido (Diniz &amp; Almeida, 2006; Ferreira, Almeida, &amp; Soares, 2001). Tamb&eacute;m num  estudo com uma amostra de 68 jovens realizado por Fernandes e Almeida (2005), os resultados revelaram que os alunos com melhor rendimento no final  do ano preocupavam-se mais com tarefas curriculares, associando-se desta forma, a &iacute;ndices mais baixos de fadiga e sonol&ecirc;ncia  di&aacute;ria, comparativamente com os alunos com pior rendimento acad&eacute;mico. Pelo exposto, constata-se que a integra&ccedil;&atilde;o e a  aceita&ccedil;&atilde;o social s&atilde;o fatores fundamentais com que o jovem adulto se depara quando ingressa no ensino superior.</p>     <p>Por &uacute;ltimo e de encontro aos objetivos propostos, verificou-se um efeito moderador do <i>g&eacute;nero</i> na associa&ccedil;&atilde;o  entre o <i>estilo parental autoritativo</i>, face ao pai e &agrave; m&atilde;e, e a <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i>. Foram  realizadas outras modera&ccedil;&otilde;es entre o <i>estilo parental autorit&aacute;rio pai e m&atilde;e</i> e a <i>adapta&ccedil;&atilde;o  acad&eacute;mica</i> e entre o <i>estilo parental permissivo pai e m&atilde;e</i> e a <i>adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica</i>, contudo,  n&atilde;o se verificou um efeito moderador do g&eacute;nero nesta associa&ccedil;&atilde;o. Ou seja, o g&eacute;nero parece n&atilde;o exercer  qualquer diferen&ccedil;a na associa&ccedil;&atilde;o dos estilos parentais permissivo e autorit&aacute;rio (pai e m&atilde;e) na  adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica dos jovens adultos. Por outro lado os resultados sugerem que quanto mais elevada for a  perce&ccedil;&atilde;o de um estilo parental autoritativo (pai e m&atilde;e), maior &eacute; a adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica das  raparigas, ao mesmo tempo, parecem n&atilde;o existir altera&ccedil;&otilde;es na adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica dos rapazes quando  aumenta a perce&ccedil;&atilde;o do estilo parental autoritativo. Desta forma, parece que uma maior perce&ccedil;&atilde;o de um estilo parental  autoritativo parece ser um fator preponderante para o desenvolvimento de uma maior adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica nas raparigas. Estes  resultados s&atilde;o consistentes com a literatura que evidencia que os rapazes parecem estar mais voltados para o contexto, na sua generalidade,  ao passo que as raparigas est&atilde;o mais voltadas para as rela&ccedil;&otilde;es de afeto. Esta afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; justificada  pelo facto de o sexo feminino evidenciar uma socializa&ccedil;&atilde;o pautada pela din&acirc;mica relacional, constatando-se uma maior  perce&ccedil;&atilde;o dos estilos parentais (e.g., Muris, Meesters, Merckelbach, &amp; H&uuml;lsenbeck, 2000). Tamb&eacute;m se verifica na  literatura que um estilo parental autoritativo parece favorecer uma maior adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, neste sentido, o sexo feminino  parece evidenciar um maior investimento parental e n&iacute;veis mais elevados de realiza&ccedil;&atilde;o, comparativamente aos rapazes que  s&atilde;o mais orientados para a socializa&ccedil;&atilde;o (e.g., Baumrind, 1971; Brand et al., 2011; Olivari, Wahn, Maridaki-Kassotaki,  Antonopoulou, &amp; Confalonieri, 2015). Verifica-se um maior investimento parental percecionado pelo sexo feminino, estes resultados s&atilde;o  consistentes com a literatura onde &eacute; sugerido que nos rapazes comparativamente com as raparigas, &eacute; reportada uma maior  pontua&ccedil;&atilde;o para os estilos parentais mais negativos (autorit&aacute;rio e permissivo) (e.g., Brand et al., 2011; Olivari et al.,  2015). Hutz e Bardagir (2006) constataram que o sexo masculino assume condutas e formas de estar mais externalizantes, tendo uma  perce&ccedil;&atilde;o diferente da influ&ecirc;ncia parental, comparativamente com o sexo feminino. As conclus&otilde;es formuladas v&atilde;o ao  encontro da conce&ccedil;&atilde;o de Baumrind (1985), sugerindo que o estilo autoritativo tem um efeito significativo no desenvolvimento de  compet&ecirc;ncias que permitam enfrentar situa&ccedil;&otilde;es geradoras de <i>stress</i>. Os pais autorit&aacute;rios adotam estrat&eacute;gias  focalizadas na puni&ccedil;&atilde;o e obedi&ecirc;ncia, n&atilde;o existindo espa&ccedil;o para o di&aacute;logo. Desta forma, esse controlo  limita o desenvolvimento da autonomia. Derivado desta conduta, surgem comportamentos dependentes, submissos, rea&ccedil;&otilde;es  passivo-agressivas e baixas motiva&ccedil;&otilde;es para realiza&ccedil;&otilde;es, gerando desta forma, um baixo bem-estar psicol&oacute;gico e  consequente dificuldade de adapta&ccedil;&atilde;o ao meio acad&eacute;mico. Segundo Baumrind (1971), quando comparados com os filhos de pais  autoritativos, as raparigas s&atilde;o menos assertivas do ponto de vista social e os rapazes s&atilde;o menos orientados para a  realiza&ccedil;&atilde;o. As raparigas parecem ser mais dominantes, independentes e orientadas para a realiza&ccedil;&atilde;o, ao  contr&aacute;rio dos rapazes que parecem ser socialmente mais respons&aacute;veis, altru&iacute;stas e socialmente maduros (Baumrind, 1971). Num  estudo desenvolvido por Boeckel e Sarriera (2006), que pretendeu testar o efeito dos estilos parentais, estilos atribucionais e bem-estar  psicol&oacute;gico em 323 jovens universit&aacute;rios de ambos os sexos, os investigadores tamb&eacute;m conclu&iacute;ram que o estilo parental  autoritativo prediz o bem-estar psicol&oacute;gico, sendo que uma maior intensidade deste estilo parental corresponde a elevados n&iacute;veis de  bem-estar psicol&oacute;gico. Pelo contr&aacute;rio, conclu&iacute;ram que quanto maior a intensidade do estilo parental autorit&aacute;rio, menor  o n&iacute;vel de bem-estar psicol&oacute;gico. Desta forma, verifica-se que as figuras parentais que promovem a responsabilidade, autonomia,  autoconfian&ccedil;a e assertividade do jovem adulto, parecem criar condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para que o jovem adulto tenha um  maior rendimento acad&eacute;mico comparativamente aos jovens que percecionaram as figuras parentais como pouco apoiantes. Num estudo com 641  jovens, os investigadores Juang e Silbereisen (2002) constataram que as condutas parentais, tais como, o afeto, envolvimento, as discuss&otilde;es  acerca dos assuntos acad&eacute;micos e intelectuais est&atilde;o relacionados com uma maior capacidade acad&eacute;mica e melhores resultados  escolares evidenciados pelos jovens. Pelo contr&aacute;rio, um estilo parental autorit&aacute;rio estimula comportamentos de evitamento em  situa&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o, o que evidencia repercuss&otilde;es negativas nos resultados escolares (Fontaine 1988). Pelo  exposto, uma maior perce&ccedil;&atilde;o de um estilo parental autoritativo revela-se um fator preponderante para o desenvolvimento de uma maior  adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica nas raparigas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, limita&ccedil;&otilde;es e pistas futuras</i></p>     <p>Como apontamentos finais, cabe destacar as implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas inerentes &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do presente  estudo, nomeadamente o contributo positivo na compreens&atilde;o da import&acirc;ncia da ado&ccedil;&atilde;o de um estilo parental autoritativo no  desenvolvimento de uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e consequentemente, uma perce&ccedil;&atilde;o mais elevada de bem-estar  psicol&oacute;gico. Desta forma, &eacute; expect&aacute;vel que as conclus&otilde;es formuladas possam contribuir para uma maior  consciencializa&ccedil;&atilde;o, acerca dos estilos parentais na adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, assim como, para a  clarifica&ccedil;&atilde;o de fatores protetores da mesma no decurso da adult&iacute;cia. Apesar das implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas  referidas, a concretiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo deparou-se com algumas limita&ccedil;&otilde;es, nomeadamente a sensibilidade denotada  pelos participantes face ao question&aacute;rio de estilos parentais, que pode associar ao enviesamento de resultados pela atribui&ccedil;&atilde;o  de respostas por desejabilidade social. Refere-se tamb&eacute;m a subjetividade inerente aos resultados, uma vez que estes foram recolhidos sob a  forma de question&aacute;rios de autorrelato. Acresce tamb&eacute;m o facto de esta investiga&ccedil;&atilde;o ser de cariz transversal,  impossibilitando a compara&ccedil;&atilde;o de resultados ao longo do tempo, bem como o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de causalidade.  Salientam-se tamb&eacute;m algumas carater&iacute;sticas intr&iacute;nsecas da amostra, nomeadamente o facto de ser constitu&iacute;da apenas por  estudantes universit&aacute;rios. Relativamente a pistas futuras, seria relevante optar por um estudo de cariz longitudinal e contemplar uma  popula&ccedil;&atilde;o e faixa et&aacute;ria mais abrangente. Tamb&eacute;m seria relevante, em investiga&ccedil;&otilde;es futuras, a  realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas aos jovens adultos e &agrave;s figuras parentais, de forma a obter dados mais objetivos, bem como a  an&aacute;lise de outras vari&aacute;veis relacionais como por exemplo, a presen&ccedil;a de psicopatologia, fatores de personalidade e controlar  outras vari&aacute;veis como o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e o facto de os jovens adultos estarem ou n&atilde;o deslocados de casa. Seria  igualmente importante real&ccedil;ar na pr&aacute;tica psicol&oacute;gica a import&acirc;ncia dos estilos parentais e do bem-estar  psicol&oacute;gico na adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica dos jovens.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Ainsworth, M. D. S. (1967). <i>Infancy in Uganda: Infant care and the growth of love</i>. Baltimore: Johns Hopkins University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040635&pid=S0870-8231201800030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ainsworth, M. D. S., &amp; Bell, S. M. (1969). Some contemporary patterns of mother-infant interaction in the feeding situation. In A. Ambrose  (Ed.), <i>Stimulation in early infancy</i> (pp. 133-170). San Diego, CA: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040637&pid=S0870-8231201800030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ainsworth, M., Blehar, M., Waters, E., &amp; Wall, S. (1978). <i>Patterns of attachment: Assessed in the strange situation and at home</i>.  Hillsdale: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040639&pid=S0870-8231201800030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Almeida, L. S. (2007). Transi&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e &ecirc;xito escolar no ensino superior. <i>Revista  Galego-Portuguesa de Psicolox&iacute;a e Educac&iacute;on, 15</i>, 203-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040641&pid=S0870-8231201800030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Almeida, L. S., Ferreira, J. A., &amp; Soares, A. P. C. (2002). Question&aacute;rio de Viv&ecirc;ncias Acad&eacute;micas (QVA-r):  Avalia&ccedil;&atilde;o do ajustamento dos estudantes universit&aacute;rios. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, 2</i>, 81-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040643&pid=S0870-8231201800030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Arnett, J. J. (2000). Emerging adulthood &ndash; A theory of development from the late teens through the twenties. <i>American Psychologist,  55</i>, 469-480. doi: 10.1037/0003-066X.55.5.469</p>     <!-- ref --><p>Baumrind, D. (1966). Effects of authoritative parental control on child behavior. <i>Child Development, 37</i>, 887-907.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040646&pid=S0870-8231201800030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baumrind, D. (1967). Child care practices anteceding three patterns of preschool behavior. <i>Genetic Psychology Monographs, 75</i>, 43-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040648&pid=S0870-8231201800030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baumrind, D. (1971). Current patterns of parental authority. <i>Developmental Psychology, 4</i>, 1-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040650&pid=S0870-8231201800030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baumrind, D. (1985). Parental control and parental love. <i>Children, 12</i>, 230-234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040652&pid=S0870-8231201800030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baumrind, D. (1991). The influence of parenting style on adolescent competence and substance use. <i>The Journal of Early Adolescence, 11</i>,  56-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040654&pid=S0870-8231201800030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bennett, K. S., &amp; Hay, D. A. (2007). The role of family in the development of social skills in children with physical disabilities.  <i>International Journal of Disability, Development and Education, 54</i>, 381-397. doi: 10.1080/10349120701654555&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040656&pid=S0870-8231201800030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Boeckel, M. G., &amp; Sarriera, J. C. (2006). Estilos parentais, estilos atribucionais e bem-estar psicol&oacute;gico em jovens  universit&aacute;rios. <i>Revista Brasileira Crescimento Desenvolvimento Humano, 16</i>, 53-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040657&pid=S0870-8231201800030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1969). <i>Attachment and loss: Vol. 1. Attachment</i>. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040659&pid=S0870-8231201800030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1973). <i>Attachment and loss: Vol. 2. Separation</i>. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040661&pid=S0870-8231201800030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bowlby, J. (1989). The role of attachment in personality development and psychopathology. In S. Greenspan &amp; G. Pollack (Eds.), <i>The  course of life: Vol. 1. Infancy</i> (pp. 229-270). Madison Connecticut: International University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040663&pid=S0870-8231201800030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brand, S., Gerber, M., Beck, J., Kalak, N., Hatzinger, M., P&uuml;hse, U., &amp; Holsboer-Trachsler, E. (2011). Perceived parenting styles  differ between genders but not between elite athletes and controls. <i>Adolescent Health, Medicine and Therapeutics, 2</i>, 9-14. doi:  10.2147/AHMT.S16992&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040665&pid=S0870-8231201800030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Cassidy, J. (1999). The nature of the child&rsquo;s ties. In J. Cassidy &amp; P. S. Shaver (Eds.), <i>Handbook of attachment: Theory, research,  and clinical applications</i>. New York: Guilford Press.</p>     <!-- ref --><p>Cavanaugh, J. (2005). <i>Adult development and aging</i>. California: Cole Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040667&pid=S0870-8231201800030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chickering, A. W., &amp; Reisser, L. (1993). <i>Education and identity </i>(2<sup>nd</sup> ed.). San Francisco: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040669&pid=S0870-8231201800030000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coleta, J. A., &amp; Coleta, M. F. (2006). Felicidade, bem-estar subjetivo e comportamento acad&ecirc;mico de estudantes  universit&aacute;rios. <i>Psicologia em Estudo, 11</i>, 533-539.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040671&pid=S0870-8231201800030000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Darling, N., &amp; Steinberg, L. (1993). Parenting style as context: An integrative model. <i>Psychological Bulletin, 113</i>, 487-496.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040673&pid=S0870-8231201800030000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Diener, E., Suh, E., Lucas, R., &amp; Smith, H. (1999). Subjective well-being: Three decades of progress. <i>Psychological Bulletin, 125</i>,  276-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040675&pid=S0870-8231201800030000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Diniz, A. M., &amp; Almeida, L. S. (2006). Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; universidade em estudantes do primeiro ano: Estudo  diacr&oacute;nico da intera&ccedil;&atilde;o entre o relacionamento com pares, o bem-estar pessoal e o equil&iacute;brio emocional.  <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXIV</i>, 29-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040677&pid=S0870-8231201800030000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fan, X., Thompson, B., &amp; Wang, L. (1999). Effects of sample size, estimation method, and model specification on structural equation  modeling fit indexes. <i>Structural Equation Modeling, 6</i>, 56-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040679&pid=S0870-8231201800030000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fernandes, E., &amp; Almeida, L. (2005). Expectativas e viv&ecirc;ncias acad&ecirc;micas: Impacto no rendimento dos alunos do primeiro ano.  <i>Psychologica, 40</i>, 267-278.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040681&pid=S0870-8231201800030000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ferreira, J. A., Almeida, L. S., &amp; Soares, A. P. (2001). Adapta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica em estudantes do 1&ordm; ano:  Diferen&ccedil;as de g&eacute;nero, situa&ccedil;&atilde;o de estudantes e curso. <i>PsicoUSF, 6</i>, 1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040683&pid=S0870-8231201800030000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fontaine, A. M. (1988). Pr&aacute;ticas educativas familiares e motiva&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o de adolescentes.  <i>Cadernos de Consulta Psicol&oacute;gica, 4</i>, 13-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040685&pid=S0870-8231201800030000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hayes, A. F. (2014). An index and test of linear moderated mediation. <i>Multivariate Behavioral Research, 50</i>, 1-22. doi:  10.1080/00273171.2014.962683&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040687&pid=S0870-8231201800030000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hayes, A. F. (2016). <i>The PROCESS macro for SPSS and SAS v2.16</i>. <a href="http://www.processmacro.org"  target="_blank">http://www.processmacro.org</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040688&pid=S0870-8231201800030000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hutz, C. S., &amp; Bardagir, M. P. (2006). Indecis&atilde;o profissional, ansiedade e depress&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia: A influ&ecirc;ncia  dos estilos parentais. <i>Psico-USF, 11</i>, 65-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040689&pid=S0870-8231201800030000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Juang, L. P., &amp; Silbereisen, R. K. (2002). The relationship between adolescent academic capability beliefs, parenting and school grades.  <i>Journal of Adolescence, 25</i>, 3-18. doi: 10.1006/jado.2001.0445&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040691&pid=S0870-8231201800030000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Karavasilis, L., Doyle, A., &amp; Markiewicz, D. (2003). Associations between parenting style and attachment to mother in middle childhood and  adolescence. <i>International Journal of Behavioral Development, 27</i>, 153-164. doi: 10.1080/0165025024400015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040692&pid=S0870-8231201800030000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lapsley, D. K. (2010). Separation-individuation. In I. B. Weiner &amp; W. E. Craighead (Eds.), <i>Corsini encyclopedia of psychology</i>  (4<sup>th</sup> ed.). New Jersey: John Wiley &amp; Sons, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040693&pid=S0870-8231201800030000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2007). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS</i>. Lisboa: S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040695&pid=S0870-8231201800030000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Mass&eacute;, R., Poulin, C., Dassa, C., Lambert, J., B&eacute;lair, S., &amp; Battaglini, A. (1998). &Eacute;laboration et validation  d&rsquo;un outil de mesure du bien-&ecirc;tre psychologique: L&rsquo;&Eacute;.M.M.B.E.P. <i>Revue Canadienne de Sant&eacute; Publique, 89</i>,  352-357.</p>     <!-- ref --><p>Monteiro, S., Tavares, J., &amp; Pereira, A. (2007). Rela&ccedil;&atilde;o entre vincula&ccedil;&atilde;o, sintomatologia  psicopatol&oacute;gica e bem-estar em estudantes do primeiro ano do ensino superior. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 8</i>, 83-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040698&pid=S0870-8231201800030000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mota, C. P., &amp; Rocha, M. (2012). Adolesc&ecirc;ncia e jovem adult&iacute;cia: Crescimento pessoal,  separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o e o jogo das rela&ccedil;&otilde;es. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 28</i>, 357-366.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040700&pid=S0870-8231201800030000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Muris, P., Meesters, C., Merckelbach, H., &amp; H&uuml;lsenbeck, P. (2000). Worry in children is related to perceived parental rearing and  attachment. <i>Behaviour Research and Therapy, 38</i>, 487-497. doi: 10.1016/S0005-7967(99)00072-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040702&pid=S0870-8231201800030000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Neal, J., &amp; Frick-Horbury, D. (2001). The effects of parenting styles and childhood attachment patterns on intimate relationships.  <i>Journal of Instructional Psychology, 28</i>, 178-183.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040703&pid=S0870-8231201800030000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Olivari, M., Wahn, E., Maridaki-Kassotaki, K., Antonopoulou, K., &amp; Confalonieri, E. (2015). Adolescent perceptions of parenting styles in  Sweden, Italy and Greece: An exploratory study. <i>Europe&rsquo;s Journal of Psychology, 11</i>, 244-258. doi: 10.5964/ejop.v11i2.887</p>     <!-- ref --><p>Pereira, A. M. S. (1997). <i>Helping students cope: Peer counselling in higher educatio</i>n. Doctoral Dissertation, University of Hull, Hull,  United Kingdom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040706&pid=S0870-8231201800030000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Polo, A., Hernand&eacute;z, J. M., &amp; Pozo, C. (1996). Evaluaci&oacute;n del estr&eacute;s acad&eacute;mico en estudiantes  universitarios. <i>Ansiedad y Estr&eacute;s, 2</i>, 159-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040708&pid=S0870-8231201800030000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Robins, R., &amp; Trzesniewski, K. (2005). Self-esteem development across the lifespan. <i>American Psychological Society, 3</i>, 158-162. doi:  10.1111/j.0963-7214.2005.00353.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040710&pid=S0870-8231201800030000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Robinson, C. C., Mandleco, B., Olsen, S. F., &amp; Hart, C. H. (1995). Authoritative, authoritarian, and permissive parenting practices:  Development of a new measure. <i>Psychological Reports, 77</i>, 819-830.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040711&pid=S0870-8231201800030000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rockhill, C. M., Stoep, A. V., McCauley, E., &amp; Katon, W. (2009). Social competence and social support as mediators between comorbid  depressive and conduct problems and functional outcomes in middle school students. <i>Journal of Adolescence, 32</i>, 535-553. doi:  10.1016/j.adolescence.2008.06.011&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040713&pid=S0870-8231201800030000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Roelofs, J., Meesters, C. M. G., Ter Huurne, M., Bamelis, L., &amp; Muris, P. (2006). On the links between attachment style, parental rearing  behaviors, and internalizing and externalizing problems in nonclinical children. <i>Journal of Child and Family Studies, 15</i>, 331-344. doi:  10.1007/s10826-006-9025-1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040714&pid=S0870-8231201800030000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, S. L. R., &amp; Ferreira, J. A. G. (2009). Fam&iacute;lia e ensino superior: Que rela&ccedil;&atilde;o entre dois contextos de  desenvolvimento?. <i>Exedra, 1</i>, 101-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040715&pid=S0870-8231201800030000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sim&otilde;es, S., Farate, C., Soares, I., &amp; Pocinho, M. (2011). A import&acirc;ncia dos estilos educativos parentais para o comportamento  de vincula&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as em idade escolar. <i>Intera&ccedil;&otilde;es, 20</i>, 75-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040717&pid=S0870-8231201800030000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Soares, A. P., Guisande, M. A., &amp; Almeida, L. S. (2007). Autonomia y ajustamiento acad&eacute;mico: Un estudio con estudiantes portugueses  de primer a&ntilde;o. International <i>Journal of Clinical and Health Psychology, 7</i>, 753-765.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040719&pid=S0870-8231201800030000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Maria B&aacute;rbara Granja, UTAD &ndash; Universidade de  Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Edif&iacute;cio das Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, polo I, Quinta dos Prados, 5000-801 Vila Real, Portugal.  E-mail: <a href="mailto:barbaragranja@hotmail.com">barbaragranja@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho foi parcialmente financiado pela FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, no &acirc;mbito do projeto  PEst-C/PSI/UI0050/2011 e fundos do FEDER atrav&eacute;s do programa COMPETE no &acirc;mbito do projeto FCOMP-01-0124-FEDER-022714.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 20/04/2017 Aceita&ccedil;&atilde;o: 20/06/2017</p>      ]]></body><back>
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