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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sintomatologia psicopatológica e suporte social em pais de crianças portadoras de perturbação do espetro do autismo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study had as main objective to analyze the presence (or not) of psychopathological symptomatology in the parents of children with ASD (autism spectrum disorder), as well as to study their degree of satisfaction with social support. For this effect, a sample of 246 parents in which at least a son is a bearer of ASD was investigated. Three instruments were used, namely Sociobiographical questionnaire; Brief Symptom Inventory (BSI; Derogatis, 1982, portuguese version of Canavarro, 1999); and Social Support Satisfaction Scale (Pais-Ribeiro, 2011). The results indicated that: (1) mothers of the children with ASD present higher levels of psychopathological symptomatology than the fathers; (2) parents with 3 or more children present higher rates of satisfaction with the family comparatively to the parents with 1 or 2 children; (3) there are a negative correlation between all the dimensions of the social support and of the psychopathological symptomatology; (4) female is a predictor for some of the psychopathological symptoms dimensions. The results were discussed with the intention of providing some directives in the clinical intervention with children’s and parents with ASD.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Perturbação do espetro do autismo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Sintomatologia psicopatol&oacute;gica e suporte social em pais de crian&ccedil;as portadoras de perturba&ccedil;&atilde;o do espetro do  autismo</b></p>     <p><b>Psychopathological symptomatology and social support in parents of children with autism spectrum disorder</b></p>     <p><b>Alexandra Isabel Lobo Pereira<sup>1</sup>, Ot&iacute;lia Monteiro Fernandes<sup>1</sup>, In&ecirc;s Carvalho Relva<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>UTAD &ndash; Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente estudo teve como principal objetivo analisar a presen&ccedil;a (ou n&atilde;o) de sintomatologia psicopatol&oacute;gica nos pais  das crian&ccedil;as com PEA (perturba&ccedil;&atilde;o do espetro do autismo), bem como estudar o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o destes com o  suporte social. Para este efeito, investig&aacute;mos uma amostra de 246 pais em que pelo menos um filho &eacute; portador de PEA. Utilizaram-se  tr&ecirc;s instrumentos, nomeadamente um Question&aacute;rio Sociobiogr&aacute;fico; o Invent&aacute;rio de Sintomas Psicopatol&oacute;gicos (BSI;  Derogatis, 1982, vers&atilde;o portuguesa de Canavarro, 1999); e a Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o com o Suporte Social (Pais-Ribeiro, 2011). Os  resultados indicaram que: (1) as m&atilde;es das crian&ccedil;as com PEA apresentam maior sintomatologia psicopatol&oacute;gica do que os pais; (2)  os pais e m&atilde;es com 3 ou mais filhos percecionam &iacute;ndices de maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia comparativamente aos  pais e m&atilde;es com 1 ou 2 filhos; (3) existe uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre todas as dimens&otilde;es do suporte social e as da  sintomatologia psicopatol&oacute;gica; (4) o sexo feminino &eacute; uma vari&aacute;vel preditora para algumas das dimens&otilde;es de  sintomatologia psicopatol&oacute;gica. Os resultados foram discutidos com o intuito de proporcionar algumas diretrizes na interven&ccedil;&atilde;o  cl&iacute;nica com pais de crian&ccedil;as com PEA.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Perturba&ccedil;&atilde;o do espetro do autismo, Suporte social, Sintomatologia psicopatol&oacute;gica.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The present study had as main objective to analyze the presence (or not) of psychopathological symptomatology in the parents of children with  ASD (autism spectrum disorder), as well as to study their degree of satisfaction with social support. For this effect, a sample of 246 parents in  which at least a son is a bearer of ASD was investigated. Three instruments were used, namely Sociobiographical questionnaire; <i>Brief Symptom  Inventory</i> (BSI; Derogatis, 1982, portuguese version of Canavarro, 1999); and Social Support Satisfaction Scale (Pais-Ribeiro, 2011). The  results indicated that: (1) mothers of the children with ASD present higher levels of psychopathological symptomatology than the fathers; (2)  parents with 3 or more children present higher rates of satisfaction with the family comparatively to the parents with 1 or 2 children; (3) there  are a negative correlation between all the dimensions of the social support and of the psychopathological symptomatology; (4) female is a  predictor for some of the psychopathological symptoms dimensions. The results were discussed with the intention of providing some directives in  the clinical intervention with children&rsquo;s and parents with ASD.</p>     <p><b>Key words</b>: Autism spectrum disorder, Social support, Psychopathological symptomatology.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Autismo</i></p>     <p>O autismo &eacute; uma patologia que se caracteriza por uma perturba&ccedil;&atilde;o do neurodesenvolvimento determinado por um comprometimento  acentuado em distintas &aacute;reas (Oliveira et al., 2014). A sintomatologia provoca preju&iacute;zos significativos tanto nas &aacute;reas  sociais, como ocupacionais, bem como em outras &aacute;reas importantes para a funcionalidade do indiv&iacute;duo (American Psychiatric  Association, 2013).</p>     <p>A fam&iacute;lia &eacute; um sistema social, e &eacute; uma unidade b&aacute;sica e a mais primordial para o desenvolvimento humano (Matos,  2015), para a constru&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias, realiza&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m fracassos dos indiv&iacute;duos (Sanchez  &amp; Baptista, 2009). Na circunst&acirc;ncia de surgimento de um filho excecional no seio familiar, todos os membros da fam&iacute;lia se deparam  com dificuldades, especificamente o atravessar por um per&iacute;odo de adapta&ccedil;&atilde;o, onde se negoceiam os pap&eacute;is de cada um face  &agrave; nova realidade (Sanchez &amp; Baptista, 2009). O grupo familiar, aquando da exist&ecirc;ncia da patologia do autismo, vivencia ruturas,  por quebrar com as atividades sociais normativas (Silva &amp; Ribeiro, 2012). Os problemas associados ao comportamento do membro deficiente e a  condi&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria defici&ecirc;ncia s&atilde;o despoletadores de tens&otilde;es, uma vez que est&atilde;o patentes  padr&otilde;es repetitivos de comportamento, n&iacute;vel reduzido de comunica&ccedil;&atilde;o e necessidade de cuidados constantes (Schmidt,  Dell&rsquo;Aglio, &amp; Bosa, 2007).</p>     <p>Postula-se a ideia de que quando acontece uma doen&ccedil;a ou defici&ecirc;ncia num dos membros da fam&iacute;lia, ocorre um encadeamento de  est&aacute;dios emocionais e atitudinais aproximadamente constante e universal, sendo estes: choque, nega&ccedil;&atilde;o, depress&atilde;o,  adapta&ccedil;&atilde;o e reorganiza&ccedil;&atilde;o (Kl&uuml;ber-Ross, 1996). Esta sequ&ecirc;ncia de acomoda&ccedil;&atilde;o ao problema  &eacute; semelhante ao processo de luto psicol&oacute;gico (Chacon, 2011). A presen&ccedil;a de um elemento doente numa fam&iacute;lia pode afetar  a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es dentro da mesma e concomitantemente podem suceder-se repercuss&otilde;es, no desenvolvimento de todos, seja  nos pais como nos restantes filhos (Ara&uacute;jo, Collet, Gomes, &amp; N&oacute;brega, 2011; Fernandes, 2005).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sintomatologia psicopatol&oacute;gica</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desde o momento do diagn&oacute;stico que os pais de crian&ccedil;as portadoras de uma doen&ccedil;a ou defici&ecirc;ncia sofrem &iacute;ndices  elevados de stresse e, assim, decorre a necessidade de reorganiza&ccedil;&atilde;o dos pap&eacute;is parentais, ocorrendo rea&ccedil;&otilde;es,  sendo as mais comuns as seguintes: sentimentos de culpabilidade (principalmente sentidos pela m&atilde;e); desinvestimento (um luto antecipado);  conflitos conjugais; e um dos filhos pode ser parentificado (Fernandes, 2005).</p>     <p>Para al&eacute;m disto, o espetro do autismo despoleta modifica&ccedil;&otilde;es significativas no seio familiar, alterando efetivamente a  vis&atilde;o e significado dos pais perante uma infinitude de situa&ccedil;&otilde;es e perante o sentido da vida. Geralmente, os pais parecem  ficar psicologicamente mais fortes, ajustando-se &agrave; mudan&ccedil;a e desenvolvendo-se nela, mas esse &eacute; um processo que necessita de  experi&ecirc;ncia continuada e de maturidade emocional (Marques &amp; Dixe, 2011).</p>     <p>H&aacute; investiga&ccedil;&otilde;es que indicam que sobretudo as m&atilde;es de crian&ccedil;as com PEA podem beneficiar de  psicoeduca&ccedil;&atilde;o sobre a fadiga e o seu impacto tanto no bem-estar como no <i>coping</i>. Esta informa&ccedil;&atilde;o e apoio  s&atilde;o cruciais nos efeitos diretos que t&ecirc;m na capacidade em lidar com elementos stressores e com o comportamento dos filhos (Giallo,  Wood, Jellett, &amp; Seymour, 2013). Algumas pesquisas real&ccedil;am que o bem-estar psicol&oacute;gico dos pais-homens, em  compara&ccedil;&atilde;o com o das m&atilde;es de crian&ccedil;as autistas, &eacute; diferente, sendo que o dos pais-homens n&atilde;o &eacute;  significativamente afetado (Jones, Totsika, Hastings, &amp; Petalas, 2013). Contudo, constatou-se que estes pais-homens est&atilde;o em risco de  pobre bem-estar psicol&oacute;gico, na medida em que apresentam significativamente mais sintomas depressivos em rela&ccedil;&atilde;o a pais-homens  de crian&ccedil;as com outras defici&ecirc;ncias do desenvolvimento (Hartley, Seltzer, Head, &amp; Abbeduto, 2012).</p>     <p>Parece que as fam&iacute;lias que vivem diariamente com esta patologia enfrentam variados desafios sociais e emocionais, desenvolvendo  desequil&iacute;brios nos relacionamentos e, tamb&eacute;m, no funcionamento familiar (Mount &amp; Dillon, 2014). Numa investiga&ccedil;&atilde;o  de Iftikhar e Butt (2013), com pais de crian&ccedil;as autistas entre os 24 meses e os 10 anos, verificou-se que os indicadores para a  dete&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis elevados de stresse, ansiedade e depress&atilde;o, s&atilde;o a falta de instala&ccedil;&otilde;es e a de  profissionais que proporcionem a ajuda adequada e especializada de que a crian&ccedil;a necessita, bem como a press&atilde;o familiar e a  aceita&ccedil;&atilde;o social. No entanto s&atilde;o as m&atilde;es destas crian&ccedil;as que apresentam esta sintomatologia mais evidenciada.  Este facto ocorre, na opini&atilde;o de alguns autores, devido ao facto de a figura materna ter uma rela&ccedil;&atilde;o diferente com a  crian&ccedil;a, na medida em que o per&iacute;odo de gesta&ccedil;&atilde;o &eacute; aproximadamente de nove meses e faz com que se  estabele&ccedil;a um v&iacute;nculo especial com o filho (Iftikhar &amp; Butt, 2013; Silva &amp; Ribeiro, 2012).</p>     <p>Contrariamente ao que parece ser espelhado na maioria dos estudos cient&iacute;ficos, Marques e Dixe (2011), ao correlacionarem as necessidades  experienciadas pelas figuras parentais, adaptabilidade familiar, estados emocionais (ansiedade, depress&atilde;o e stresse), <i>coping</i>, e,  ainda, bem-estar pessoal e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, demonstraram que as fam&iacute;lias com crian&ccedil;as autistas, participantes na  sua investiga&ccedil;&atilde;o, revelaram ser flex&iacute;veis e ter coes&atilde;o, evidenciando equil&iacute;brio familiar. Esta adaptabilidade  familiar &eacute; alcan&ccedil;ada pelo recurso a estrat&eacute;gias de <i>coping</i> que lhes possibilita manter o equil&iacute;brio e bem-estar  psicol&oacute;gico, tanto como a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. Deste modo, parece que as fam&iacute;lias que t&ecirc;m capacidade para  redefinir eventos e sabem recorrer ao apoio formal, apresentam melhores formas de lidar com os acontecimentos stressantes. Assim, estes pais  funcionam como potenciadores de renova&ccedil;&atilde;o de significados, o que acarreta adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; mudan&ccedil;a,  caracterizada como um processo de experi&ecirc;ncia constru&iacute;da e n&atilde;o repentina, o que possibilita a conserva&ccedil;&atilde;o ao  n&iacute;vel da sa&uacute;de mental (Marques &amp; Dixe, 2011).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Suporte social</i></p>     <p>Parece que o suporte social, nomeadamente o suporte familiar, tem uma influ&ecirc;ncia &ldquo;amortecedora&rdquo; em v&aacute;rios elementos  stressores da vida dos indiv&iacute;duos (Baptista, 2005). Por sua vez, as rela&ccedil;&otilde;es familiares podem ajudar os sujeitos no surgimento  de sentimentos de perten&ccedil;a e compet&ecirc;ncia, causando efeito na capacidade da pessoa controlar o ambiente que a rodeia e as respostas  org&acirc;nicas (imunidade) e psicol&oacute;gicas, isto &eacute;, o acr&eacute;scimo de recursos para lidar com as crises ao longo do percurso de  vida (Fuhrer &amp; Stansfeld, 2002).</p>     <p>Um dos fatores que mais provoca sofrimento nas figuras parentais &eacute; a vis&atilde;o de incapacidade perpetuada pela sociedade, e o serem  intitulados de &ldquo;coitados&rdquo; (Silva &amp; Ribeiro, 2012), ocorrendo discrimina&ccedil;&atilde;o e preconceito, atrav&eacute;s da forma com  os outros olham para estas crian&ccedil;as (Smeha &amp; Cezar, 2011). Tais condicionantes levam ao isolamento social dos pais/fam&iacute;lia e ao  adoecimento emocional, especificamente com altos n&iacute;veis de stresse e depress&atilde;o. Desta forma, os pais percecionam o suporte social  como pouco responsivo, declarando sensa&ccedil;&otilde;es de desespero, desamparo, inseguran&ccedil;a e medo (Silva &amp; Ribeiro, 2012). Assim, o  apoio social ou a perce&ccedil;&atilde;o do mesmo pode diminuir o impacto do stresse na depress&atilde;o nas m&atilde;es de crian&ccedil;as com  PEA, mostrando ainda que este suporte tem um papel fundamental no equil&iacute;brio da sa&uacute;de mental destes pais (Wolf, Noh, Fisman, &amp;  Speechley, 1989). Pietsrzak e Facion (2006) mostraram que os irm&atilde;os das crian&ccedil;as com autismo percecionam que os seus irm&atilde;os  necessitam de mais aten&ccedil;&atilde;o e que isso favorece e fomenta a empatia e altru&iacute;smo, havendo evid&ecirc;ncias de uma maior  coes&atilde;o entre os familiares, uma vez que existe preocupa&ccedil;&atilde;o em atender &agrave;s necessidades do elemento com  defici&ecirc;ncia.</p>     <p>Os cuidados espec&iacute;ficos e exigentes de uma crian&ccedil;a autista, bem como as dificuldades na socializa&ccedil;&atilde;o e na linguagem,  tornam as figuras parentais suscet&iacute;veis de experienciar sintomatologia psicopatol&oacute;gica (Schmidt et al., 2007). Assim, &eacute;  importante analisar a poss&iacute;vel presen&ccedil;a de sintomatologia psicopatol&oacute;gica e a exist&ecirc;ncia de fatores protetores como o  suporte social, por forma a ajudar estas fam&iacute;lias a entender as suas pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias emocionais e facultar recursos que  auxiliem no aumento de suporte social. A an&aacute;lise destas vari&aacute;veis possibilita um maior autoconhecimento por parte dos pais de  crian&ccedil;as que padecem de autismo e uma melhoria na sua qualidade de vida (Moraes, Rodrigues, &amp; Fran&ccedil;a, 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo pretendeu analisar (a) a sintomatologia psicopatol&oacute;gica em fun&ccedil;&atilde;o do sexo dos pais, (b) o suporte social  percebido pelos pais em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de filhos, (c) a associa&ccedil;&atilde;o entre o suporte social percebido e a  sintomatologia psicopatol&oacute;gica, e (d) o papel preditor do sexo e do suporte social percebido na sintomatologia psicopatol&oacute;gica. As  hip&oacute;teses orientadoras centram-se em H1: maior sintomatologia psicopatol&oacute;gica experienciada pelas m&atilde;es do que pelos pais; H2:  maior perce&ccedil;&atilde;o de suporte social quanto maior o n&uacute;mero de filhos; H3: associa&ccedil;&atilde;o negativa entre o suporte social  percebido e a sintomatologia psicopatol&oacute;gica; e H4: o sexo feminino ser uma vari&aacute;vel preditora da sintomatologia  psicopatol&oacute;gica e o suporte social percebido predizer negativamente a sintomatologia psicopatol&oacute;gica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>A recolha de dados foi feita em v&aacute;rias associa&ccedil;&otilde;es portuguesas que prestam servi&ccedil;os na &aacute;rea da PEA e grupos  de apoio a pais de crian&ccedil;as autistas, bem como em institui&ccedil;&otilde;es escolares e de sa&uacute;de. Iniciou-se com o pedido de  autoriza&ccedil;&atilde;o &agrave; Comiss&atilde;o de &Eacute;tica e &agrave; Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Educa&ccedil;&atilde;o. Seguidamente,  solicitou-se autoriza&ccedil;&atilde;o &agrave;s associa&ccedil;&otilde;es e institui&ccedil;&otilde;es escolares e de sa&uacute;de, bem como aos  pais das crian&ccedil;as com PEA, atrav&eacute;s do consentimento informado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 246 pais (de ambos os sexos) de pelo menos um filho que esteja diagnosticado como sendo portador de  PEA, em que 216 (87.8%) s&atilde;o do sexo feminino e 30 (12.2%) do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 22 e os 69 anos  (<i>M</i>=38.16; <i>DP</i>=5.771), variando o n&uacute;mero de filhos entre 1 (43.1%), 2 (45.1%) e mais do que 3 filhos (11.8%). No que respeita ao  sexo dos 246 filhos autistas, 206 s&atilde;o do sexo masculino (83.7%) e 40 do sexo feminino (16.3%), e t&ecirc;m entre os 1 e os 12 anos de idade  (<i>M</i>=7.13; <i>DP</i>=2.818).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio Sociobiogr&aacute;fico</i> &ndash; de forma a caracterizar a amostra, onde aparecem dados como a idade; sexo; agregado  familiar; n&uacute;mero de filhos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o com o Suporte Social</i> (<i>ESSS</i> &ndash; Pais-Ribeiro, 2011). Esta escala tem como intuito avaliar a  satisfa&ccedil;&atilde;o com o suporte social percebido em adultos. &Eacute; uma escala de auto-preenchimento, composta por 15  frases/afirma&ccedil;&otilde;es, que se dividem por 4 dimens&otilde;es. Pretende-se que o indiv&iacute;duo assinale o grau em que concorda com a  afirma&ccedil;&atilde;o (se se aplica a ele ou n&atilde;o), numa escala ordinal de 5 posi&ccedil;&otilde;es. Os valores de <i>alpha de Cronbach</i>  para a presente amostra foram: satisfa&ccedil;&atilde;o com os amigos=.82; intimidade=.67; satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia=.81; e  atividades sociais=.70. As an&aacute;lises confirmat&oacute;rias apresentam &iacute;ndices de ajustamento adequados para os modelos  <i>&chi;<sup>2</i></sup>(29)=40.84, <i>Ratio</i>=1.41, <i>p</i>=.07, CFI=.99, SRMR=.05, RMSEA=.04</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Invent&aacute;rio de Sintomas Psicopatol&oacute;gicos</i> (<i>BSI</i> &ndash; Derogatis, 1982; traduzido e adaptado para a  popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Canavarro, 1999). O BSI constitui uma vers&atilde;o abreviada do SCL-90 (<i>Symptom Checklist</i> &ndash;  90), e tem como finalidade avaliar sintomas psicopatol&oacute;gicos atrav&eacute;s de nove dimens&otilde;es de sintomatologia e de tr&ecirc;s  &iacute;ndices globais. Neste invent&aacute;rio de autorresposta, os sujeitos classificam o grau com que cada problema os afetou na &uacute;ltima  semana, numa escala de resposta tipo <i>Likert</i> que vai desde 0 a 4. Nesta investiga&ccedil;&atilde;o foram utilizados 23 itens, que analisam  quatro dimens&otilde;es de sintomatologia: somatiza&ccedil;&atilde;o (7 itens) &ndash; <i>alpha de Cronbach</i> de .90; sensibilidade interpessoal  (4) &ndash; <i>alpha de Cronbach</i> de .87; depress&atilde;o (6) &ndash; <i>alpha de Cronbach</i> de.90; e ansiedade (6) &ndash; <i>alpha de  Cronbach</i> de .88. As an&aacute;lises confirmat&oacute;rias apresentam &iacute;ndices de ajustamento adequados para os modelos  <i>&chi;<sup>2</i></sup>(21)=45.35, <i>Ratio</i>=2.16, <i>p</i>=.002, CFI=.99, SRMR=.02, RMSEA=.07</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estrat&eacute;gias de an&aacute;lise de dados</i></p>     <p>O tratamento dos resultados foi realizado com recurso ao programa estat&iacute;stico SPSS &ndash; <i>Statistical Package for Social  Sciences</i> (vers&atilde;o 22.0), e o programa <i>IBS &ndash; SPSS AMOS 22.0</i>, para a avalia&ccedil;&atilde;o das propriedades  psicom&eacute;tricas dos instrumentos. Testou-se a normalidade da amostra, tendo por base o processo de infer&ecirc;ncia estat&iacute;stica da  distribui&ccedil;&atilde;o normal ou de <i>Gauss</i>, sendo poss&iacute;vel recorrer a testes param&eacute;tricos, devido a uma amostragem superior  a 30 (Pallant, 2005). Em todas as an&aacute;lises foi considerado um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia estat&iacute;stica de 5%. No que concerne  &agrave; an&aacute;lise dos dados, utilizou-se o teste <i>t</i> para a compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias em amostras independentes;  an&aacute;lises de vari&acirc;ncias multivariada (MANOVAS), e o teste de <i>Scheff&eacute;</i> nas m&uacute;ltiplas compara&ccedil;&otilde;es; e  regress&otilde;es m&uacute;ltiplas hier&aacute;rquicas, sendo que, para cada dimens&atilde;o, foram introduzidos dois blocos (bloco 1:  vari&aacute;vel sexo e o bloco 2: dimens&otilde;es do suporte social percebido).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise diferencial da sintomatologia psicopatol&oacute;gica em fun&ccedil;&atilde;o do sexo</i></p>     <p>Para analisar as diferen&ccedil;as da sintomatologia psicopatologia em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, utilizou-se um <i>t</i>-teste de amostras  independentes. Os resultados obtidos evidenciaram a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas da sintomatologia psicopatol&oacute;gica,  em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, em todas as dimens&otilde;es, particularmente na <i>somatiza&ccedil;&atilde;o</i> [<i>t</i>(244)=3.95;  <i>p</i>=.001], com IC 95% [.23, .70], na <i>sensibilidade interpessoal</i> [<i>t</i>(244)=2.73; <i>p</i>=.009], com IC 95% [.11, .72], na  <i>depress&atilde;o</i> [<i>t</i>(244)=3.48; <i>p</i>=.001], com IC 95% [.20, .76], e na <i>ansiedade</i> [<i>t</i>(244)=4.00; <i>p</i>=.001], com  IC 95% [.33, .84]. Assim, verificou-se que os sujeitos do sexo feminino (1.91&lt;<i>M</i>&lt;2.24; .92&lt;<i>DP</i>&lt;1.01) apresentam maior  sintomatologia psicopatol&oacute;gica do que os sujeitos do sexo masculino (1.44&lt;<i>M</i>&lt;1.82; .55&lt;<i>DP</i>&lt;.74)  (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a05t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>An&aacute;lise diferencial do suporte social percebido em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de filhos</i></p>     <p>Com o intuito de responder aos objetivos propostos foram realizadas an&aacute;lises de vari&acirc;ncia multivariada (MANOVAS) entre as  vari&aacute;veis de suporte social percebido e o n&uacute;mero de filhos. Para realizar as diferen&ccedil;as entre os grupos utilizou-se o teste  <i>post-hoc</i>, sendo para o efeito utilizado o teste de <i>Scheff&eacute;.</i> De acordo com a vari&aacute;vel <i>n&uacute;mero de filhos</i>  foram criados tr&ecirc;s grupos (um grupo de 1 filho, outro de 2 filhos e outro de 3 ou mais filhos), os resultados apontam para a presen&ccedil;a  de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas face ao suporte social percebido <i>F</i>(4,240)=3.29, <i>p</i>=.001, Wilks&rsquo; Lambda=.90;  <i>&#414;<sup>2</i></sup>=.05. Quando os resultados para as vari&aacute;veis dependentes foram considerados em separado, a &uacute;nica  diferen&ccedil;a estatisticamente significativa, usando o <i>Scheff&eacute;</i>, foi a <i>satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia  F</i>(2,243)=7.64, <i>p</i>=.001, <i>&#414;<sup>2</i></sup>=.06. Assim, constata-se que os pais com 3 ou mais filhos percecionam &iacute;ndices de  maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia (<i>M</i>=4.32, <i>SD</i>=.18) do que os pais com 1 filho (<i>M</i>=3.58, <i>SD</i>=.09), ou  com 2 (<i>M</i>=3.57, <i>SD</i>=.09) (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a05t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Associa&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es do suporte social percebido e as dimens&otilde;es da sintomatologia  psicopatol&oacute;gica, m&eacute;dias e desvio padr&atilde;o</i></p>     <p>Com o objetivo de analisar as associa&ccedil;&otilde;es entre o suporte social percebido e a sintomatologia psicopatol&oacute;gica, foi  realizada an&aacute;lise correlacional entre os instrumentos utilizados. &Eacute; poss&iacute;vel verificar a exist&ecirc;ncia de  correla&ccedil;&otilde;es significativas entre as vari&aacute;veis em estudo (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a05t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Analisando as dimens&otilde;es do <i>suporte social percebido</i> e a <i>sintomatologia psicopatol&oacute;gica</i>, constatam-se  associa&ccedil;&otilde;es significativas negativas de magnitude pequena a elevada entre todas as vari&aacute;veis (<i>r</i>=-.27, <i>p</i>&lt;.01 a  <i>r</i>=-.54, <i>p</i>&lt;.01). Tal como seria esperado existe uma associa&ccedil;&atilde;o negativa e significativa entre a  <i>satisfa&ccedil;&atilde;o com os amigos</i> e as vari&aacute;veis de sintomatologia psicopatol&oacute;gica: <i>somatiza&ccedil;&atilde;o</i>  (<i>r</i>=-.37, <i>p</i>&lt;.01), <i>sensibilidade interpessoal</i> (<i>r</i>=-.39, <i>p</i>&lt;.01), <i>depress&atilde;o</i> (<i>r</i>=-.45,  <i>p</i>&lt;.01), e <i>ansiedade</i> (<i>r</i>=-.32, <i>p</i>&lt;.01). Pode observar-se que a <i>intimidade</i> e as vari&aacute;veis de  sintomatologia psicopatol&oacute;gica: <i>somatiza&ccedil;&atilde;o</i> (<i>r</i>=-.39, <i>p</i>&lt;.01), <i>sensibilidade interpessoal</i>  (<i>r</i>=-.50, <i>p</i>&lt;.01), <i>depress&atilde;o</i> (<i>r</i>=-.54, <i>p</i>&lt;.01), e <i>ansiedade</i> (<i>r</i>=-.40, <i>p</i>&lt;.01).  Quanto &agrave; <i>satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia</i> e as vari&aacute;veis de sintomatologia psicopatol&oacute;gica:  <i>somatiza&ccedil;&atilde;o</i> (<i>r</i>=-.29, <i>p</i>&lt;.01), <i>sensibilidade interpessoal</i> (<i>r</i>=-.33, <i>p</i>&lt;.01),  <i>depress&atilde;o</i> (<i>r</i>=-.38, <i>p</i>&lt;.01), e <i>ansiedade</i> (<i>r</i>=-.27, <i>p</i>&lt;.01). Relativamente &agrave;s  <i>atividades sociais</i> e as vari&aacute;veis de sintomatologia psicopatol&oacute;gica: <i>somatiza&ccedil;&atilde;o</i> (<i>r</i>=-.37,  <i>p</i>&lt;.01), <i>sensibilidade interpessoal</i> (<i>r</i>=-.42, <i>p</i>&lt;.01), <i>depress&atilde;o</i> (<i>r</i>=-.43, <i>p</i>&lt;.01), e  <i>ansiedade</i> (<i>r</i>=-.36, <i>p</i>&lt;.01). Assim, os resultados indicam uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre todas as  dimens&otilde;es do suporte social percebido e da sintomatologia psicopatol&oacute;gica, o que significa que quanto menor for a sintomatologia  psicopatol&oacute;gica experienciada, maior ser&aacute; o suporte social percebido e vice-versa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lises preditivas: Papel preditor do sexo e das dimens&otilde;es do suporte social percebido na sintomatologia  psicopatol&oacute;gica</i></p>     <p>Com vista &agrave; averigua&ccedil;&atilde;o de quais as vari&aacute;veis independentes que predizem a sintomatologia psicopatol&oacute;gica  efetuaram-se regress&otilde;es m&uacute;ltiplas hier&aacute;rquicas, sendo que, para cada dimens&atilde;o, foram introduzidos dois blocos. O bloco  1 diz respeito &agrave; vari&aacute;vel <i>sexo</i> (<i>dummy</i>, em que 0 corresponde ao sexo feminino e 1 ao sexo masculino) e o bloco 2  correspondeu &agrave;s dimens&otilde;es do <i>suporte social percebido</i> (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a05t4.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>No que se refere &agrave; <i>somatiza&ccedil;&atilde;o</i>, o bloco 1 teve um contributo significativo [<i>F</i>(1,244)=7.407; <i>p</i>=.007] e  explica 2.9% da vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.029), contribuindo individualmente com 2.9% da vari&acirc;ncia para o modelo  (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.029). O bloco 2 teve um contributo significativo [<i>F</i>(5,240)=13.989; <i>p</i>=.001] e explica 22.6% da  vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.226), contribuindo individualmente com 19.6% da vari&acirc;ncia para o modelo  (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.196). Deste modo, analisando individualmente o contributo de cada uma das vari&aacute;veis independentes dos blocos,  verifica-se que duas vari&aacute;veis apresentam uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa (<i>p</i>&le;.05), e predizem negativamente a  somatiza&ccedil;&atilde;o, sendo apresentadas por ordem de import&acirc;ncia: <i>atividades sociais</i> (<i>&beta;</i>=-.16) e <i>sexo feminino</i>  (<i>&beta;</i>=-.14), enquanto vari&aacute;veis preditoras da <i>somatiza&ccedil;&atilde;o</i>.</p>     <p>No que consta &agrave; <i>sensibilidade interpessoal</i>, o bloco 1 teve um contributo significativo [<i>F</i>(1,244)=4.636; <i>p</i>=.032] e  explica 1.9% da vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.019), contribuindo individualmente com 1.9% da vari&acirc;ncia para o modelo  (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.019). O bloco 2 teve um contributo significativo [<i>F</i>(5,240)=21.107; <i>p</i>=.001] e explica 30.5% da  vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.305), contribuindo individualmente com 28.7% da vari&acirc;ncia para o modelo  (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.287). Deste modo, analisando individualmente o contributo de cada uma das vari&aacute;veis independentes dos blocos,  verifica-se que tr&ecirc;s vari&aacute;veis apresentam uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa (<i>p</i>&le;.05), e predizem negativamente a  sensibilidade interpessoal, sendo apresentadas por ordem de import&acirc;ncia: <i>intimidade</i> (<i>&beta;</i>=-.33), <i>atividades sociais</i>  (<i>&beta;</i>=-.18), e <i>satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia</i> (<i>&beta;</i>=-.14), enquanto vari&aacute;veis preditoras da  <i>sensibilidade interpessoal</i>.</p>     <p>No que se refere &agrave; <i>depress&atilde;o</i>, o bloco 1 teve um contributo significativo [<i>F</i>(1,244)=6.941; <i>p</i>=.009] e explica  2.8% da vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.028), contribuindo individualmente com 2.8% da vari&acirc;ncia para o modelo  (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.028<i>).</i> O bloco 2 tamb&eacute;m teve um contributo significativo [<i>F</i>(5,240)=27.072; <i>p</i>=.001] e  explica 36.1% da vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.361), contribuindo individualmente com 33.3% da vari&acirc;ncia para o modelo  (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.333). Deste modo, analisando individualmente o contributo de cada uma das vari&aacute;veis independentes dos blocos,  verifica-se que quatro vari&aacute;veis apresentam uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa (<i>p</i>&le;.05), e predizem negativamente a  depress&atilde;o, sendo apresentadas por ordem de import&acirc;ncia: <i>intimidade</i> (<i>&beta;</i>=-.34), <i>satisfa&ccedil;&atilde;o com a  fam&iacute;lia</i> (<i>&beta;</i>=-.18), <i>atividades sociais</i> (<i>&beta;</i>=-.13) e <i>sexo feminino</i> (<i>&beta;</i>=-.11), enquanto  vari&aacute;veis preditoras da <i>depress&atilde;o</i>.</p>     <p>No que concerne &agrave; <i>ansiedade</i>, o bloco 1 teve um contributo significativo [<i>F</i>(1,244)=10.242; <i>p</i>=.002] e explica 4% da  vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.040), contribuindo individualmente com 4% da vari&acirc;ncia para o modelo  (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.040<i>).</i> O bloco 2 teve um contributo significativo [<i>F</i>(5,240)=13.623; <i>p</i>=.001] e explica 22.1% da  vari&acirc;ncia total (<i>R<sup>2</i></sup>=.221), contribuindo individualmente com 18.1% da vari&acirc;ncia para o modelo  (<i>R<sup>2</sup> change</i>=.181). Deste modo, analisando individualmente o contributo de cada uma das vari&aacute;veis independentes dos blocos,  verifica-se que tr&ecirc;s vari&aacute;veis apresentam uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa (<i>p</i>&le;.05), e predizem negativamente a  ansiedade, sendo apresentadas por ordem de import&acirc;ncia: <i>intimidade</i> (<i>&beta;</i>=-.23), <i>atividades sociais</i>  (<i>&beta;</i>=-.16) e <i>sexo feminino</i> (<i>&beta;</i>=-.16), enquanto vari&aacute;veis preditoras da <i>ansiedade</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o teve como objetivo analisar a sintomatologia psicopatol&oacute;gica em fun&ccedil;&atilde;o do sexo,  experienciada pelos pais de crian&ccedil;as, at&eacute; aos 12 anos de idade, portadoras de perturba&ccedil;&atilde;o do espetro do autismo; o  suporte social percebido em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de filhos; a associa&ccedil;&atilde;o entre o suporte social percebido e a  sintomatologia psicopatol&oacute;gica; e o efeito preditor do sexo e do suporte social percebido na sintomatologia psicopatol&oacute;gica.</p>     <p>Relativamente aos resultados da an&aacute;lise diferencial da sintomatologia psicopatol&oacute;gica em fun&ccedil;&atilde;o do sexo estes  revelam que todas as vari&aacute;veis estudadas da sintomatologia psicopatol&oacute;gica (somatiza&ccedil;&atilde;o; sensibilidade interpessoal;  ansiedade; e depress&atilde;o) est&atilde;o mais presentes nas m&atilde;es do que nos pais. Investiga&ccedil;&otilde;es transculturais corroboram  que a sa&uacute;de mental das figuras maternas de crian&ccedil;as autistas &eacute; afetada de modo negativo (Zablotsky, Bradshaw, &amp; Stuart,  2012), sendo que os pais n&atilde;o s&atilde;o afetados significativamente (Jones et al., 2013). Justifica-se esse indicador pela responsabilidade  acrescida da m&atilde;e na maior parte dos cuidados diretos aos filhos (Hastings et al., 2005), o que pressup&otilde;e uma rela&ccedil;&atilde;o  distinta com a pr&oacute;pria crian&ccedil;a, que come&ccedil;a no per&iacute;odo gestacional, criando assim um v&iacute;nculo especial com a  figura materna (Iftikhar &amp; Butt, 2013; Silva &amp; Ribeiro, 2012). Outra das raz&otilde;es consiste na perda do filho imaginado, por parte da  m&atilde;e de uma crian&ccedil;a com desenvolvimento at&iacute;pico, sendo afetada emocionalmente (Hastings et al., 2005).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita &agrave; an&aacute;lise diferencial do suporte social percebido em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de filhos, denota-se  que os pais com 3 ou mais filhos apresentam maiores n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia, comparativamente aos pais com 1  ou 2 filhos. Este resultado pode ocorrer devido &agrave; maior coes&atilde;o familiar, flexibilidade e tamb&eacute;m equil&iacute;brio emocional  nas fam&iacute;lias com fratrias mais numerosas (Marques &amp; Dixe, 2011), como se houvesse um efeito compensador de alguns filhos s&atilde;os  face ao filho doente ou deficiente. E tamb&eacute;m, como j&aacute; vimos, quanto maiores s&atilde;o os sentimentos de perten&ccedil;a e de  compet&ecirc;ncia familiares, mais os sujeitos podem controlar o meio circundante, bem como as suas respostas org&acirc;nicas (imunidade) e  psicol&oacute;gicas, o que provoca um aumento nos recursos para gerir as crises ao longo do processo vital (Fuhrer &amp; Stansfeld, 2002). De igual  modo, quanto maior &eacute; a qualidade do suporte percebido, mais a experi&ecirc;ncia da materni dade &eacute; vivida como um evento menos sofrido  e, concomitantemente, faz aumentar a autoconfian&ccedil;a relativa aos cuidados para com os filhos (Smeha &amp; Cezar, 2011). Por sua vez, Hastings  (2003) estudou o papel do suporte social dispon&iacute;vel nas fam&iacute;lias de crian&ccedil;as autistas e de que modo esse suporte poderia  afetar os irm&atilde;os, tendo encontrado que o suporte social teve uma fun&ccedil;&atilde;o moderadora ao n&iacute;vel do impacto da gravidade do  autismo sobre o irm&atilde;o, qualificando-se como um fator protetor.</p>     <p>No que respeita &agrave; associa&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es do suporte social percebido e da sintomatologia  psicopatol&oacute;gica foi poss&iacute;vel verificar que existe uma associa&ccedil;&atilde;o negativa entre todas as vari&aacute;veis do suporte  social percebido (satisfa&ccedil;&atilde;o com os amigos, intimidade, satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia, e atividades sociais) e as  vari&aacute;veis da sintomatologia psicopatol&oacute;gica (somatiza&ccedil;&atilde;o, sensibilidade interpessoal, depress&atilde;o e ansiedade), ou  seja, quanto menor for a sintomatologia psicopatol&oacute;gica experienciada, maior ser&aacute; o suporte social percebido pelas figuras parentais  e vice-versa. Estes dados foram comprovados por outras investiga&ccedil;&otilde;es, nomeadamente Bem-Zur, Duvdevany e Lury (2005) que verificaram  associa&ccedil;&otilde;es positivas entre o suporte social, a resili&ecirc;ncia, os n&iacute;veis reduzidos de ansiedade e, tamb&eacute;m, um maior  equil&iacute;brio na sa&uacute;de mental. Assim, compreende-se que um suporte social ineficaz ou percebido como insuficiente exerce um papel  preditor no surgimento de sintomatologia psicopatol&oacute;gica, nomeadamente na depress&atilde;o e na ansiedade (Boyd, 2002), desencadeando  desequil&iacute;brio emocional e mental nestes pais, o que &eacute; corroborado pelo facto de o apoio social ter um papel importante no  equil&iacute;brio emocional (Wolf et al., 1989). Parece, pois, que o suporte familiar configura uma influ&ecirc;ncia &ldquo;amortecedora&rdquo; em  diversificados elementos stressores da vida das pessoas (Baptista, 2005). &Eacute; o suporte emocional que se tem evidenciado como uma componente  fulcral no suporte social percebido dos cuidadores dos filhos com autismo. Assim, a falta de apoio social &agrave;s figuras parentais pode  acarretar efeitos negativos nas rela&ccedil;&otilde;es entre os pais, tal como no desenvolvimento da crian&ccedil;a (Felizardo, Silva, &amp;  Cardoso, 2015; Lima, Afonso, &amp; Silva, 2013). Numa investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa de Meimes, Saldanha e Bosa (2015), com quatro  m&atilde;es de crian&ccedil;as autistas entre os 3 anos e 5 meses e os 6 anos e 9 meses, os autores verificaram que o suporte social e conjugal  pode funcionar como fator protetor da sa&uacute;de mental. Deste modo, a perce&ccedil;&atilde;o de boa funcionalidade familiar tem um efeito  positivo ao n&iacute;vel da qualidade de vida (Martins &amp; Bonito, 2015).</p>     <p>Por &uacute;ltimo, foi ainda poss&iacute;vel verificar o papel preditor das dimens&otilde;es do suporte social percebido e do sexo na  sintomatologia psicopatol&oacute;gica. Os resultados indicaram que o sexo feminino &eacute; uma vari&aacute;vel preditora na  somatiza&ccedil;&atilde;o, na depress&atilde;o e na ansiedade. As mulheres parecem ter maior disposi&ccedil;&atilde;o para a  internaliza&ccedil;&atilde;o dos conflitos internos devido a um conjunto de condi&ccedil;&otilde;es sociais, emocionais e biol&oacute;gicas, em  compara&ccedil;&atilde;o com os homens, dado que &eacute; consistente com a literatura (Rabasquinho &amp; Pereira, 2007). Nas fam&iacute;lias com  um filho com desenvolvimento at&iacute;pico, as figuras maternas podem ser bastante afetadas emocionalmente (Hastings et al., 2005), uma vez que  ocorre a perda do filho imaginado. Tamb&eacute;m num estudo de Favero e Santos (2005) percebeu-se que, ao analisar o estado emocional entre os pais  e as m&atilde;es de crian&ccedil;as com autismo, as figuras maternas t&ecirc;m maiores n&iacute;veis de stresse (Favero &amp; Santos, 2005) e  depress&atilde;o, por serem, normalmente, as respons&aacute;veis pela maioria dos cuidados diretos da crian&ccedil;a (Hastings et al., 2005). Para  al&eacute;m disso, Kringlen, Torgersen e Cramer (2001), na sua pesquisa com uma amostra de 2066 participantes, distribu&iacute;da entre os 18 e os  65 anos de idade, constataram que todos os dist&uacute;rbios psicol&oacute;gicos t&ecirc;m maior preval&ecirc;ncia nas mulheres, com  exce&ccedil;&atilde;o do abuso de &aacute;lcool e drogas il&iacute;citas.</p>     <p>Verificou-se, ainda, que as atividades sociais predizem negativamente a somatiza&ccedil;&atilde;o, ou seja, quanto maiores forem as  perce&ccedil;&otilde;es das atividades sociais como um fator de suporte social, menor ser&aacute; a possibilidade dos sujeitos desenvolverem  sintomas psicopatol&oacute;gicos de somatiza&ccedil;&atilde;o. Numa investiga&ccedil;&atilde;o com m&atilde;es entre os 30 e 56 anos de idade, com  filhos entre os 12 e os 30 anos e com diagn&oacute;stico de PEA, percebeu-se que havia correla&ccedil;&atilde;o positiva entre determinadas  estrat&eacute;gias de <i>coping</i> e a satisfa&ccedil;&atilde;o de vida, sobretudo quando as m&atilde;es davam menos &ecirc;nfase ao lazer  individual (Schmidt et al., 2007).</p>     <p>Quanto &agrave; sensibilidade interpessoal, as vari&aacute;veis preditoras negativas s&atilde;o a intimidade, as atividades sociais e a  satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia, respetivamente, por ordem de maior efeito preditor, isto &eacute;, quanto maior for a  perce&ccedil;&atilde;o de cada uma destas vari&aacute;veis como suporte social percebido, menor a probabilidade dos sujeitos desenvolverem esses  sintomas psicopatol&oacute;gicos de sensibilidade interpessoal. Num estudo de Smeha e Cezar (2011), com 4 m&atilde;es de crian&ccedil;as autistas  entre os 6 e 10 anos de idade, percebeu-se que as rela&ccedil;&otilde;es familiares s&atilde;o a fonte crucial de ajuda perante as adversidades da  doen&ccedil;a. Ainda quanto &agrave; intimidade, na pesquisa j&aacute; citada de Schmidt et al. (2007), em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s  m&atilde;es de crian&ccedil;as autistas verificou-se uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre determinadas estrat&eacute;gias de <i>coping</i> e  a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, quando davam maior &ecirc;nfase aos pap&eacute;is e suporte parentais do que &agrave; intimidade conjugal e  lazer partilhado.</p>     <p>No que concerne &agrave; depress&atilde;o, por ordem de import&acirc;ncia, as vari&aacute;veis preditoras, mas negativas, s&atilde;o a  intimidade, a satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia e as atividades sociais, o que significa que quanto maior a perce&ccedil;&atilde;o  destas vari&aacute;veis a n&iacute;vel de suporte social, menor a probabilidade de surgirem sintomas psicopatol&oacute;gicos de depress&atilde;o no  indiv&iacute;duo. Numa investiga&ccedil;&atilde;o de Olsson e Hwang (2001), com m&atilde;es de crian&ccedil;as com PEA ou defici&ecirc;ncia mental  e m&atilde;es de crian&ccedil;as com desenvolvimento t&iacute;pico ou outras patologias, verificou-se que as m&atilde;es com filhos autistas que  viviam sozinhas, comparativamente as m&atilde;es de filhos autistas que moravam com um companheiro, tinham uma maior vulnerabilidade para  apresentar depress&atilde;o.</p>     <p>No que respeita &agrave; ansiedade, s&atilde;o a intimidade e as atividades sociais que funcionam como vari&aacute;veis preditoras negativas, o  que se significa que uma maior perce&ccedil;&atilde;o destas vari&aacute;veis como suporte social poder&aacute; acarretar menor probabilidade para  a pessoa poder desenvolver sintomas psicopatol&oacute;gicos de ansiedade. O que j&aacute; foi verificado por outros autores, nomeadamente por  Boyd (2002): os preditores mais fortes para a depress&atilde;o e a ansiedade s&atilde;o os n&iacute;veis reduzidos de suporte social.</p>     <p>Foi ainda poss&iacute;vel constatar que a vari&aacute;vel satisfa&ccedil;&atilde;o com os amigos n&atilde;o parece ter um papel preditor na  sintomatologia psicopatol&oacute;gica. V&aacute;rios estudos comprovam estes dados, mostram que h&aacute; uma vasta perce&ccedil;&atilde;o de rede  de apoio, tanto conjugal como social, e que este suporte tem uma fun&ccedil;&atilde;o protetora na sa&uacute;de geral da m&atilde;e e,  concomitantemente, na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filho (Lickenbrock, Ekas, &amp; Whitman, 2011). Benson e Kersh (2011), na sua pesquisa  longitudinal, averiguaram especificamente o efeito da qualidade conjugal em tr&ecirc;s indicadores de ajustamento psicol&oacute;gico (humor  deprimido, efic&aacute;cia parental e bem-estar subjetivo) das figuras maternas com filhos diagnosticados com perturba&ccedil;&atilde;o do espetro  do autismo. Os seus dados confirmaram que a qualidade conjugal foi um preditor significativo de ajustamento psicol&oacute;gico materno. Assim, em  suma, parece que o suporte social, bem como o apoio conjugal, funcionam como fatores protetores da sa&uacute;de mental materna (Meimes et al.,  2015).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, limita&ccedil;&otilde;es e propostas para estudos futuros</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo em conta esta nossa investiga&ccedil;&atilde;o, bem como a revis&atilde;o da literatura que fizemos sobre esta mat&eacute;ria, parece  importante que os profissionais de sa&uacute;de realizem psicoeduca&ccedil;&atilde;o na sociedade (fornecer informa&ccedil;&atilde;o  espec&iacute;fica, cient&iacute;fica, adequada e atualizada para um melhor entendimento) quanto &agrave; perturba&ccedil;&atilde;o do espetro do  autismo, com o objetivo de prevenir e combater falsos ju&iacute;zos e alguma discrimina&ccedil;&atilde;o destas crian&ccedil;as e dos seus  familiares, o que consequentemente aumentar&aacute; a perce&ccedil;&atilde;o de suporte social e diminuir&aacute; o desenvolvimento de  sintomatologia psicopatol&oacute;gica no seio destas fam&iacute;lias. Tais sugest&otilde;es s&atilde;o fundamentadas pelos achados das variadas  investiga&ccedil;&otilde;es que corroboram que as fam&iacute;lias com utentes autistas t&ecirc;m dificuldades na sa&uacute;de emocional em todos os  elementos desse sistema nuclear (Sprovieri &amp; Assump&ccedil;&atilde;o Jr, 2001). Para al&eacute;m disso, a psicoeduca&ccedil;&atilde;o e o apoio  psicol&oacute;gico e social pode essencialmente ser direcionada para as figuras parentais e para os irm&atilde;os da crian&ccedil;a com PEA,  objetivando diminuir a fadiga e a sobrecarga (f&iacute;sica e psicossocial) e aumentar o bem-estar de toda a fam&iacute;lia. A  informa&ccedil;&atilde;o e o apoio ao n&iacute;vel da gest&atilde;o da fadiga revela-se fundamental no impacto direto com a capacidade de gerir os  elementos stressores e os comportamentos dos pr&oacute;prios filhos (Giallo et al., 2013).</p>     <p>Neste sentido, e uma vez que o suporte social percebido tem um papel t&atilde;o relevante no equil&iacute;brio emocional e mental dos pais de  crian&ccedil;as diagnosticadas com perturba&ccedil;&atilde;o do espetro do autismo, parece-nos que seria tamb&eacute;m importante criar grupos de  autoajuda (grupo de apoio e interajuda entre pais de crian&ccedil;as com autismo) constitu&iacute;dos por outros pais em situa&ccedil;&otilde;es  semelhantes, tendo como fundamento crit&eacute;rios de inclus&atilde;o homog&eacute;neos a n&iacute;vel da patologia, para que se pudesse criar um  espa&ccedil;o de partilha de estrat&eacute;gias, de sofrimento e mecanismos de <i>coping</i> para ajudar a lidar com todo o processo e com as  dificuldades inerentes a este dist&uacute;rbio. Assim, seria poss&iacute;vel proporcionar aos pais um sentimento de maior perten&ccedil;a,  compreens&atilde;o e suporte que necessitam para fortalecer a sua homeostase, tanto f&iacute;sica como ps&iacute;quica.</p>     <p>Deve-se, ainda, analisar as limita&ccedil;&otilde;es deste estudo, sendo uma delas o recurso a instrumentos de autorrelato que s&atilde;o  pass&iacute;veis de algum enviesamento. Outra das limita&ccedil;&otilde;es concerne no n&uacute;mero reduzido de participantes pais (homens),  comparativamente com as m&atilde;es, o que dificulta a generaliza&ccedil;&atilde;o dos dados associados &agrave;s diferen&ccedil;as de sexo. Uma  limita&ccedil;&atilde;o consiste na impossibilidade de estabelecimento de an&aacute;lises de rela&ccedil;&otilde;es di&aacute;dicas  (pai-m&atilde;e), uma vez que o m&eacute;todo de recolha de dados n&atilde;o possibilita o emparelhamento dos mesmos. Por &uacute;ltimo, outra  limita&ccedil;&atilde;o prende-se com o n&atilde;o controlo das vari&aacute;veis de caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas, nomeadamente as  comorbilidades e a severidade da patologia, tal como se a crian&ccedil;a com PEA &eacute; n&atilde;o-verbal ou verbal.</p>     <p>Para estudos futuros parece-nos que a an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre a sintomatologia psicopatol&oacute;gica, o suporte social,  as comorbilidades e a severidade da patologia poder&aacute; ser ben&eacute;fica para uma compreens&atilde;o ainda mais aprofundada dos efeitos da  perturba&ccedil;&atilde;o do espetro do autismo para as figuras parentais e para os irm&atilde;os das crian&ccedil;as com PEA.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>American Psychiatric Association (APA). (2013). <i>Diagnostic and statistical manual of mental disorders</i> (5<sup>th</sup> ed.). Arlington,  VA: American Psychiatric Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040888&pid=S0870-8231201800030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ara&uacute;jo, Y. B., Collet, N., Gomes, I. P., &amp; N&oacute;brega, R. D. (2011). Enfrentamento do adolescente em condi&ccedil;&atilde;o  cr&ocirc;nica: Import&acirc;ncia da rede social. <i>Revista Brasileira de Enfermagem, 64</i>, 281-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040890&pid=S0870-8231201800030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Baptista, M. (2005). Desenvolvimento do Invent&aacute;rio de Percep&ccedil;&atilde;o de Suporte Familiar (IPSF): Estudos psicom&eacute;tricos  preliminares. <i>Psico-USF, 10</i>, 11-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040892&pid=S0870-8231201800030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bem-Zur, H., Duvdevany, I., &amp; Lury, L. (2005). Associations of social support and hardiness with mental health among mothers of adult  children with intellectual disability. <i>Journal of Intellectual Disability Research, 49</i>, 54-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040894&pid=S0870-8231201800030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benson, P. R., &amp; Kersh, J. (2011). Marital quality and psychological adjustment among mothers of children with ASD: Cross-sectional and  longitudinal relationships. <i>Journal of Autism and Developmental Disorders, 41</i>, 1675-1685. doi: 10.1007/s10803-011-1198-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040896&pid=S0870-8231201800030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Boyd, B. (2002). Examining the relationship between stress and lack of social support in mothers of children with autism. <i>Focus on Autism and  Other Developmental Disabilities, 17</i>, 208-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040897&pid=S0870-8231201800030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Canavarro, M. C. (1999). Invent&aacute;rio de Sintomas Psicopatol&oacute;gicos: BSI. In M. Sim&otilde;es, M. Gon&ccedil;alves, &amp; L. Almeida  (Eds.), <i>Testes e provas psicol&oacute;gicas em Portugal</i> (vol. II, pp. 87-109). Braga: SHO/APPORT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040899&pid=S0870-8231201800030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chacon, M. C. M. (2011). Aspectos relacionais, familiares e sociais da rela&ccedil;&atilde;o pai-filho com defici&ecirc;ncia f&iacute;sica.  <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o Especial, 17</i>, 441-458.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040901&pid=S0870-8231201800030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Derogatis, L. R. (1982). Self-report measures of stress. In L. Goldberger &amp; S. Brenznitz (Eds.), <i>Handbook of stress</i> (pp. 270-294).  New York: Free Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040903&pid=S0870-8231201800030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Favero, M., &amp; Santos, M. (2005). Autismo infantil e estresse familiar: Uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura. <i>Psicologia:  Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 18</i>, 358-369.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040905&pid=S0870-8231201800030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Felizardo, S. A., Silva, A. I., &amp; Cardoso, A. P. (2015). Inclus&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o entre profissionais e pais de  crian&ccedil;as com perturba&ccedil;&otilde;es do autismo. <i>Revista de Estudios e Investigaci&oacute;n en Psicologia y Educaci&oacute;n, 11</i>,  11-95. doi: 10.17979/reipe.2015.0.11.622&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040907&pid=S0870-8231201800030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fernandes, O. M. (2005). <i>Ser &uacute;nico ou ser irm&atilde;o</i>. Cruz Quebrada: Oficina do Livro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040908&pid=S0870-8231201800030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fuhrer, R., &amp; Stansfeld, S. A. (2002). How gender affects patterns of social relations and their impact on health: A comparison of one or  multiple sources of support from close persons. <i>Social Science &amp; Medicine, 54</i>, 811-825.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040910&pid=S0870-8231201800030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Giallo, R., Wood, C., Jellett, R., &amp; Seymour, M. (2013). Fatigue, stress and coping in mothers of children with an autism spectrum disorder.  <i>Journal of Autism and Developmental Disorders, 43</i>, 1547-1554. doi: 10.1007/s10803-012-1701-y&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040912&pid=S0870-8231201800030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hartley, S. L., Seltzer, M. M., Head, L., &amp; Abbeduto, L. (2012). Psychological well-being in fathers of adolescents and young adults with  Down syndrome, Fragile X syndrome, and Autism. <i>Family Relations, 61</i>, 327-342.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040913&pid=S0870-8231201800030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hastings, R. P. (2003). Behavioral adjustment of siblings of children with autism engaged in applied behavior analysis early intervention  programs: The moderating role of social support. <i>Journal of Autism and Developmental Disorders, 33</i>, 99-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040915&pid=S0870-8231201800030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hastings, R. P., Kovshoff, H., Ward, N., Degli-Espinosa, F., Brown, T., &amp; Remington, B. (2005). Systems analysis of stress and positive  perceptions in mothers and fathers of pre-school children with autism. <i>Journal of Autism and Developmental Disorders, 35</i>, 635-644.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040917&pid=S0870-8231201800030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jones, L., Totsika, V., Hastings, R. P., &amp; Petalas, M. A. (2013). Gender differences when parenting children with autism spectrum disorders:  A multilevel modeling approach. <i>Journal of Autism and Developmental Disorders, 43</i>, 2093-2098. doi: 10.1007/s10803-012-1756-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040919&pid=S0870-8231201800030000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Iftikhar, N., &amp; Butt, A. (2013). Psychological well-being and parental concerns of children with autism. <i>Journal of Riphah College of  Rehabilitation Sciences, 1</i>, 21-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040920&pid=S0870-8231201800030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kringlen, E., Torgersen, S., &amp; Cramer, V. (2001). A Norwegian psychiatric epidemiological study. <i>American Journal of Psychiatry, 158</i>,  1091-1098.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040922&pid=S0870-8231201800030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kl&uuml;ber-Ross, E. (1996). <i>Sobre a morte e o morrer</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040924&pid=S0870-8231201800030000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lickenbrock, D. M., Ekas, N. V., &amp; Whitman, T. L. (2011). Feeling good, feeling bad: Influences of maternal perceptions of the child and  marital adjustment on well-being in mothers of children with an autism spectrum disorder. <i>Journal of Autism and Developmental Disorders, 41</i>,  848-858. doi: 10.1007/s10803-010-1105-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040926&pid=S0870-8231201800030000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lima, M. B. S., Afonso, T., &amp; Silva, S. C. (2013). Cuidadores prim&aacute;rios de crian&ccedil;as com autismo na Amaz&ocirc;nia: Suporte  social e estresse. <i>Federa&ccedil;&atilde;o Nacional das Apaes-Fenapaes, 2</i>, 21-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040927&pid=S0870-8231201800030000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marques, M., &amp; Dixe, M. (2011). Crian&ccedil;as e jovens autistas: Impacto da din&acirc;mica familiar e pessoal de seus pais. <i>Revista de  Psiquiatria Cl&iacute;nica, 38</i>, 66-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040929&pid=S0870-8231201800030000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martins, R. M. L., &amp; Bonito, I. (2015). Implica&ccedil;&otilde;es do autismo na din&acirc;mica familiar: Estudo de qualidade de vida dos  irm&atilde;os. <i>Revista de Psicologia da Crian&ccedil;a e do Adolescente, 6</i>, 131-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040931&pid=S0870-8231201800030000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matos, M. G. (2015). Fam&iacute;lias &amp; Fam&iacute;lias: A sa&uacute;de no espa&ccedil;o intergeracional. In O. M. Fernandes &amp; C. Maia  (Eds.), <i>A fam&iacute;lia portuguesa no s&eacute;culo XXI</i> (pp. 221-230). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Parsifal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040933&pid=S0870-8231201800030000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meimes, M. A., Saldanha, H. C., &amp; Bosa, C. A. (2015). Adapta&ccedil;&atilde;o materna ao transtorno do espetro do autismo:  Rela&ccedil;&otilde;es entre cren&ccedil;as, sentimentos e fatores psicossociais. <i>Psico, Porto Alegre, 46</i>, 412-422. doi:  10.15448/1980-8623.2015.4.18480&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040935&pid=S0870-8231201800030000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Moraes, M., Rodrigues, I., &amp; Fran&ccedil;a, J. (2014). Autismo: A luta contra a discrimina&ccedil;&atilde;o. <i>Revista Intercom &ndash;  Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunica&ccedil;&atilde;o</i>, 1-10.</p>     <p>Mount, N., &amp; Dillon, G. (2014). Parents&rsquo; experiences of living with an adolescent diagnosed with an autism spectrum disorder.  <i>Educational &amp; Child Psychology, 31</i>, 72-81.</p>     <!-- ref --><p>Oliveira, D., Moura, A., Feij&oacute;, L., Pinheiro, M., Brites, P., Dorneles, S., &amp; Moura, E. (2014). Intera&ccedil;&atilde;o vincular de  pais com filhos autistas. <i>Revista de Psicologia da Crian&ccedil;a e do Adolescente, 5</i>, 103-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040938&pid=S0870-8231201800030000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olsson, M. B., &amp; Hwang, C. P. (2001). Depression in mothers and fathers of children with intellectual disability. <i>Journal of Intellectual  Disability Research, 45</i>, 535-543.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040940&pid=S0870-8231201800030000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pallant, J. (2005). <i>SPSS survival manual: A step by step guide to data analysis using SPSS for Windows (version 12)</i>. Australia: Allen  &amp; Unwin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040942&pid=S0870-8231201800030000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pais-Ribeiro, J. L. (2011). <i>Escala de satisfa&ccedil;&atilde;o com o suporte social</i>. Lisboa: Placebo Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040944&pid=S0870-8231201800030000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pietsrzak, S. P., &amp; Facion, J. R. (2006). Pessoas com autismo e seus irm&atilde;os. <i>Revista Intersaberes, 1</i>, 168-185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040946&pid=S0870-8231201800030000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rabasquinho, C., &amp; Pereira, H. (2007). G&eacute;nero e sa&uacute;de mental: Uma abordagem epidemiol&oacute;gica. <i>An&aacute;lise  Psicol&oacute;gica, XXV</i>, 439-454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040948&pid=S0870-8231201800030000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sanchez, F., &amp; Baptista, M. (2009). Avalia&ccedil;&atilde;o familiar, sintomatologia depressiva e eventos estressantes em m&atilde;es de  crian&ccedil;as autistas e assintom&aacute;ticas. <i>Contextos Cl&iacute;nicos, 2</i>, 40-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040950&pid=S0870-8231201800030000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Schmidt, C., Dell&rsquo;Aglio, D. D., &amp; Bosa, C. A. (2007). Estrat&eacute;gias de <i>coping</i> de m&atilde;es de portadores de autismo  lidando com dificuldades e com a emo&ccedil;&atilde;o. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 20</i>, 124-131.</p>     <!-- ref --><p>Silva, E., &amp; Ribeiro, M. (2012). Aprendendo a ser m&atilde;e de uma crian&ccedil;a autista. <i>Estudos, 39</i>, 579-589.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040953&pid=S0870-8231201800030000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Smeha, L. N., &amp; Cezar, P. K. (2011). A viv&ecirc;ncia da maternidade de m&atilde;es de crian&ccedil;as com autismo. <i>Psicologia em  Estudo, 16</i>, 43-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040955&pid=S0870-8231201800030000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sprovieri, M., &amp; Assump&ccedil;&atilde;o Jr, F. (2001). Din&acirc;mica familiar de crian&ccedil;as autistas. <i>Arquivos Neuropsiquiatria,  29</i>, 230-237.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040957&pid=S0870-8231201800030000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wolf, L. C., Noh, S., Fisman, S. N., &amp; Speechley, M. (1989). Brief report: Psychological effects of parenting stress on parents of autistic  children. <i>Journal of Autism and Developmental Disorders, 19</i>, 157-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040959&pid=S0870-8231201800030000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zablotsky, B., Bradshaw, C. P., &amp; Stuart, E. A. (2012). The association between mental health, stress, and coping supports in mothers of  children with autism spectrum disorders. <i>Journal of Autism and Developmental Disorders, 43</i>, 1380-1393. doi: 10.1007/s10803-012-1693-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=040961&pid=S0870-8231201800030000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Alexandra Isabel Lobo Pereira, UTAD &ndash; Universidade de  Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Edif&iacute;cio das Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, Polo I, Quinta dos Prados, 5000-801 Vila Real, Portugal.  E-mail: <a href="mailto:axana14@hotmail.com">axana14@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 24/01/2017 Aceita&ccedil;&atilde;o: 03/07/2017</p>      ]]></body><back>
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