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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escrita inventada no jardim-de-infância: Contributos para a aprendizagem da leitura e escrita]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Invented spelling in preschool: Contributions for learning to read and write]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study was developed within the theoretical framework of emergent literacy and aims at analysing the contributions of an invented spelling intervention programme in preschool for learning to read and write in the first year of primary school. 95 children attending the last year of preschool who did not know how to read or write participated in this study and were randomly divided into two conditions: 48 in the experimental group and 47 in the control group. The participants in each condition were equivalent on age, parents’ education level, abstract reasoning, syllabic awareness, phonemic awareness and letter knowledge. Children’s word reading and writing skills were tested in preschool (before and after the programme) and at the end of primary school. During the intervention period, the experimental group participated in 10 invented spelling biweekly sessions, whereas the control group participated in storytelling activities. Data analysis exposed statistically significant differences both in reading and in writing, since the experimental group displayed higher results at the end of primary school and at the end of Year 1. This study indicates that it is important to include invented spelling activities as a pedagogical practice in preschool contexts.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Escrita inventada no jardim-de-inf&acirc;ncia: Contributos para a aprendizagem da leitura e escrita</b></p>     <p><b>Invented spelling in preschool: Contributions for learning to read and write</b></p>     <p><b>Ana Albuquerque<sup>1</sup>, Margarida Alves Martins<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>CIE &ndash; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Lisboa,  Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o insere-se no quadro te&oacute;rico da literacia emergente e pretende analisar os contributos de um  programa de interven&ccedil;&atilde;o de escrita inventada no jardim-de-inf&acirc;ncia para a aprendizagem da leitura e escrita no 1&ordm; ano de  escolaridade. Participaram 95 crian&ccedil;as no &uacute;ltimo ano do ensino pr&eacute;-escolar que n&atilde;o sabiam ler nem escrever e que foram  aleatoriamente divididas em duas condi&ccedil;&otilde;es: 48 no grupo experimental e 47 no grupo de controlo. Os participantes em cada  condi&ccedil;&atilde;o eram equivalentes quanto &agrave; idade, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas dos pais, racioc&iacute;nio abstrato,  consci&ecirc;ncia sil&aacute;bica, consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica e conhecimento de letras. Foram avaliadas as compet&ecirc;ncias de escrita e  leitura de palavras das crian&ccedil;as no jardim-de-inf&acirc;ncia (antes e depois do programa) e no final do 1&ordm; ano do ensino b&aacute;sico.  Durante a interven&ccedil;&atilde;o, o grupo experimental participou em 10 sess&otilde;es bissemanais de escrita inventada, enquanto o grupo de  controlo realizou atividades de conto de hist&oacute;rias infantis. A an&aacute;lise dos dados revelou diferen&ccedil;as estatisticamente  significativas entre os dois grupos, tanto em escrita como em leitura, apresentando o grupo experimental resultados superiores no final do  pr&eacute;-escolar e do 1&ordm; ano. Este estudo sugere a import&acirc;ncia de incluir atividades de escrita inventada como pr&aacute;tica  pedag&oacute;gica no contexto de jardim-de-inf&acirc;ncia.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Literacia emergente, Pr&eacute;-escolar, Programas de interven&ccedil;&atilde;o, Escrita inventada, Leitura.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study was developed within the theoretical framework of emergent literacy and aims at analysing the contributions of an invented spelling  intervention programme in preschool for learning to read and write in the first year of primary school. 95 children attending the last year of  preschool who did not know how to read or write participated in this study and were randomly divided into two conditions: 48 in the experimental  group and 47 in the control group. The participants in each condition were equivalent on age, parents&rsquo; education level, abstract reasoning,  syllabic awareness, phonemic awareness and letter knowledge. Children&rsquo;s word reading and writing skills were tested in preschool (before and  after the programme) and at the end of primary school. During the intervention period, the experimental group participated in 10 invented spelling  biweekly sessions, whereas the control group participated in storytelling activities. Data analysis exposed statistically significant differences  both in reading and in writing, since the experimental group displayed higher results at the end of primary school and at the end of Year 1. This  study indicates that it is important to include invented spelling activities as a pedagogical practice in preschool contexts.</p>     <p><b>Key words</b>: Emergent literacy, Preschool, Intervention programmes, Invented spelling, Reading.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A intera&ccedil;&atilde;o com pares e adultos em contextos informais onde a linguagem escrita est&aacute; presente e o envolvimento em  situa&ccedil;&otilde;es funcionais de leitura e escrita no dia-a-dia facilitam a constru&ccedil;&atilde;o de conhecimentos sobre linguagem escrita  e o desenvolvimento de processos de literacia emergente (Alves Martins, Mata, &amp; Silva, 2014; Mata, 2008; Teale &amp; Sulzby, 1989).</p>     <p>Desde cedo, as crian&ccedil;as v&atilde;o adquirindo conhecimentos sobre a perce&ccedil;&atilde;o da funcionalidade da leitura/escrita, as  conven&ccedil;&otilde;es e associa&ccedil;&otilde;es entre linguagem oral e escrita, as caracter&iacute;sticas do sistema alfab&eacute;tico e as  estrat&eacute;gias e comportamentos de leitor/escritor. Este &eacute; um processo cont&iacute;nuo de apropria&ccedil;&atilde;o, que se inicia com  simples garatujas e tentativas de produ&ccedil;&atilde;o escrita ou leitura, passa pela compreens&atilde;o de que a linguagem escrita representa a  linguagem oral e vai evoluindo para uma utiliza&ccedil;&atilde;o cada vez mais adequada das conven&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas na  produ&ccedil;&atilde;o escrita.</p>     <p>As crian&ccedil;as desempenham um papel ativo neste processo de desenvolvimento, utilizando os seus recursos cognitivos de  explora&ccedil;&atilde;o do c&oacute;digo escrito e os seus conhecimentos pr&eacute;vios sobre a natureza da linguagem escrita nas tentativas de  representa&ccedil;&atilde;o dos sons na escrita (Ferreiro &amp; Teberosky, 1979), procurando compreender o funcionamento do sistema de escrita e a  sua rela&ccedil;&atilde;o com o discurso oral (Pontecorvo &amp; Fabretti, 2003).</p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, os conhecimentos precoces sobre linguagem escrita t&ecirc;m vindo a receber especial aten&ccedil;&atilde;o  por parte da comunidade cient&iacute;fica, sendo considerados um indicador do grau de compreens&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico  (Gough, Juel, &amp; Griffith, 2003; Mata, 2006; McBride-Chang, 1998; Ouellette &amp; S&eacute;n&eacute;chal, 2008a,b; Pollo, Kessler, &amp;  Treiman, 2005; Tolchinsky, 2004, 2005; Treiman &amp; Kessler, 2003). Neste contexto, v&aacute;rios investigadores mant&ecirc;m o foco de estudo nas  tentativas de escrita das crian&ccedil;as antes da instru&ccedil;&atilde;o formal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora existam perspetivas te&oacute;ricas distintas quanto &agrave; natureza e desenvolvimento das escritas precoces, &eacute; atualmente  reconhecido o seu papel na aquisi&ccedil;&atilde;o da literacia, enquanto janela de acesso &agrave; compreens&atilde;o do princ&iacute;pio  alfab&eacute;tico (Ehri, 1991, 1997; Ehri &amp; Wilce, 1987). Tamb&eacute;m designadas de escritas inventadas (Chomsky, 1970; Read, 1971), estas  produ&ccedil;&otilde;es gr&aacute;ficas iniciais fornecem informa&ccedil;&atilde;o relevante sobre a forma como a rela&ccedil;&atilde;o entre  oralidade e escrita &eacute; percecionada pelas crian&ccedil;as e que se repercute na adequa&ccedil;&atilde;o das correspond&ecirc;ncias  grafema-fonema nas suas produ&ccedil;&otilde;es escritas (e.g., Adams, 1998; Mann, 1993; Richgels, 1995; Tolchinsky, 2005; Treiman, 1998).</p>     <p>Em sistemas alfab&eacute;ticos de escrita, como &eacute; o caso da l&iacute;ngua portuguesa, &eacute; necess&aacute;rio aprender que os grafemas  na escrita correspondem aos fonemas do oral (Byrne &amp; Fielding-Barnsley, 1990). Diversos autores demonstraram que as compet&ecirc;ncias  metalingu&iacute;sticas, como a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica e o conhecimento do alfabeto, s&atilde;o vari&aacute;veis preditoras e  facilitadoras do acesso ao princ&iacute;pio alfab&eacute;tico (Adams, 1998; Ehri, 2005, 2014; Ehri et al., 2001), podendo ser enquadradas em  atividades pr&eacute;-escolares, com vista ao conhecimento de unidades visuais e fonol&oacute;gicas necess&aacute;rias aos mecanismos  anal&iacute;ticos de correspond&ecirc;ncia letra-som.</p>     <p>As atividades de escrita inventada trazem efeitos ben&eacute;ficos a diversos n&iacute;veis, pois permitem conduzir as crian&ccedil;as a  compreender a linguagem oral e analisar os fonemas, fornecendo uma experi&ecirc;ncia adequada de explora&ccedil;&atilde;o e aprendizagem, como a  integra&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es fonol&oacute;gicas e alfab&eacute;ticas em representa&ccedil;&otilde;es lexicais (Ouellette  &amp; S&eacute;n&eacute;chal, 2008b). Contribuem ainda para o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias de descodifica&ccedil;&atilde;o e  compreens&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico, promovendo a intera&ccedil;&atilde;o entre a capacidade de segmenta&ccedil;&atilde;o de  palavras em fonemas e o recurso ao suporte gr&aacute;fico da escrita (Besse, 1995; Chauveau &amp; Rogovas-Chauveau, 1994; Ferreiro, 1988; Ferreiro  &amp; Teberosky, 1979; Fijalkow, 1993; McBride-Chang, 1998).</p>     <p>Os benef&iacute;cios da escrita inventada v&atilde;o al&eacute;m da compreens&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico, tendo sido  demonstrado o seu impacto na aprendizagem da leitura, tanto em estudos correlacionais (Levin, Shatil-Carmon, &amp; Asif-Rave, 2006; Mann, 1993;  McBride-Chang, 1998; Shatil, Share, &amp; Levin, 2000; Uhry, 1999), como em estudos experimentais em diversos contextos lingu&iacute;sticos:  franc&ecirc;s (Rieben, Ntamakiliro, Gonthier, &amp; Fayol, 2005), hebraico (Levin &amp; Aram, 2013), ingl&ecirc;s (Ouellette &amp;  S&eacute;n&eacute;chal, 2008b; Ouellette, S&eacute;n&eacute;chal, &amp; Haley, 2013; S&eacute;n&eacute;chal, Ouellette, Pagan, &amp; Lever, 2012) e  portugu&ecirc;s europeu (Alves Martins, Albuquerque, Salvador, &amp; Silva, 2013, 2015; Alves Martins, Salvador, Albuquerque, &amp; Silva,  2016).</p>     <p>Num estudo experimental realizado com crian&ccedil;as francesas de 5 anos, Rieben e colaboradores (2005) compararam diferentes pr&aacute;ticas  de escrita de palavras na educa&ccedil;&atilde;o infantil para avaliar os seus efeitos no conhecimento de letras, consci&ecirc;ncia  fonol&oacute;gica, leitura e escrita. Foram contrastadas tr&ecirc;s condi&ccedil;&otilde;es experimentais &ndash; escritas inventadas, escritas  inventadas com feedback corretivo e c&oacute;pia de palavras &ndash; e o grupo de controlo fez desenhos. Verificou-se que o grupo de escritas  inventadas com feedback obteve melhores resultados do que os restantes grupos na leitura de palavras treinadas. No entanto, n&atilde;o houve  diferen&ccedil;as em palavras n&atilde;o treinadas nem em medidas de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica e de escrita, o que sugere que, neste  estudo, os procedimentos de segmenta&ccedil;&atilde;o envolvidos na escrita n&atilde;o foram transferidos para os processos necess&aacute;rios para  a leitura.</p>     <p>Numa investiga&ccedil;&atilde;o em ingl&ecirc;s, Ouellette e S&eacute;n&eacute;chal (2008b) demonstraram os benef&iacute;cios da escrita  inventada para a aprendizagem da leitura de crian&ccedil;as canadianas de 5 anos. Ao longo de quatro semanas de interven&ccedil;&atilde;o, o grupo  de escrita inventada escreveu palavras da melhor forma poss&iacute;vel e recebeu feedback desenvolvimental adequado, enquanto os grupos de  compara&ccedil;&atilde;o participaram em atividades de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica e fizeram desenhos. Atrav&eacute;s de um delineamento  experimental de pr&eacute;-teste/p&oacute;s-teste, os autores verificaram que, comparativamente com os restantes grupos, o grupo de escrita  inventada produziu escritas mais avan&ccedil;adas e obteve resultados mais elevados nas medidas de consci&ecirc;ncia ortogr&aacute;fica e de  leitura de palavras (treinadas e n&atilde;o treinadas) no per&iacute;odo de interven&ccedil;&atilde;o. Ouellette e S&eacute;n&eacute;chal (2008a)  demonstraram ainda que a escrita inventada tem uma forte rela&ccedil;&atilde;o com a consci&ecirc;ncia ortogr&aacute;fica e o processamento  morfol&oacute;gico. Com efeito, estes estudos impulsionam mecanismos facilitadores do desenvolvimento e aprendizagem ao promover a  participa&ccedil;&atilde;o ativa na discuss&atilde;o e reflex&atilde;o (Pontecorvo, Ajello, &amp; Zucchermaglio, 2005).</p>     <p>Os benef&iacute;cios da escrita inventada t&ecirc;m sido tamb&eacute;m evidenciados em investiga&ccedil;&otilde;es em portugu&ecirc;s europeu.  Em estudos com crian&ccedil;as no &uacute;ltimo ano do jardim-de-inf&acirc;ncia, diversos autores testaram o impacto de programas de  interven&ccedil;&atilde;o de escrita inventada na aquisi&ccedil;&atilde;o da linguagem escrita, tanto individualmente, como em pequenos grupos,  demonstrando que as crian&ccedil;as dos grupos experimentais alcan&ccedil;aram resultados bastante superiores na escrita e leitura de palavras  ainda durante o ensino pr&eacute;-escolar (Alves Martins et al., 2013, 2015, 2016).</p>     <p>Ao induzir pr&aacute;ticas de reflex&atilde;o metalingu&iacute;stica, a promo&ccedil;&atilde;o de atividades de escrita inventada potencia a  compreens&atilde;o de que as palavras s&atilde;o divis&iacute;veis em segmentos orais menores aos quais correspondem diferentes marcas  gr&aacute;ficas, levando a uma sofistica&ccedil;&atilde;o das produ&ccedil;&otilde;es escritas das crian&ccedil;as e &agrave;  assimila&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias fundamentais &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o da literacia: conhecimento de letras,  consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, conhecimento ortogr&aacute;fico e capacidade lingu&iacute;stica (Adams, 1998; Alves Martins &amp; Silva, 2006;  Ouellette &amp; S&eacute;n&eacute;chal, 2008b; Silva &amp; Alves Martins, 2002; Treiman, 1998).</p>     <p>Os trabalhos desenvolvidos neste dom&iacute;nio de investiga&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m mantido sobretudo o foco no per&iacute;odo da  educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar, sendo reduzidos os estudos que avaliaram os efeitos mais alargados deste tipo de  interven&ccedil;&atilde;o (e.g., Hofslundsengen, Hagtvet, &amp; Gustafsson, 2016; Ouellette et al., 2013).</p>     <p>Neste sentido, Hofslundsengen et al. (2016) procuraram testar os efeitos de um programa de escrita inventada na evolu&ccedil;&atilde;o das  compet&ecirc;ncias de literacia de 105 crian&ccedil;as norueguesas no jardim-de-inf&acirc;ncia. A participa&ccedil;&atilde;o em 40 sess&otilde;es  de interven&ccedil;&atilde;o desenvolvidas pelo professor titular da turma levou a que, em compara&ccedil;&atilde;o com um grupo de controlo, o  grupo experimental obtivesse resultados mais elevados em medidas de escrita, leitura e consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica a n&iacute;vel imediato  (no pr&eacute;-escolar) e tamb&eacute;m diferido (no 1&ordm; ano do ensino b&aacute;sico).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tamb&eacute;m numa perspetiva longitudinal, Ouellette, S&eacute;n&eacute;chal e Haley (2013) procuraram comparar o impacto de um programa de  escrita inventada e de um programa de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica na aprendizagem da literacia com uma amostra de 40 crian&ccedil;as  canadianas. Ap&oacute;s 16 sess&otilde;es de ensino, verificou-se um aperfei&ccedil;oamento do conhecimento alfab&eacute;tico e da  consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica nos participantes de ambas as condi&ccedil;&otilde;es. No entanto, a condi&ccedil;&atilde;o de escrita  inventada demonstrou uma maior sofistica&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o escrita e na leitura de palavras, n&atilde;o s&oacute; nas  medidas de avalia&ccedil;&atilde;o imediata, como nas provas realizadas no 1&ordm; ano.</p>     <p>Dada a escassez de estudos longitudinais neste dom&iacute;nio, o objetivo do presente trabalho foi desenvolver um programa de  interven&ccedil;&atilde;o de escrita inventada no &uacute;ltimo ano do jardim-de-inf&acirc;ncia e analisar os seus contributos para a aprendizagem  da linguagem escrita, n&atilde;o s&oacute; no final do ensino pr&eacute;-escolar, mas tamb&eacute;m no final do 1&ordm; ano de escolaridade. Deste  modo, na sequ&ecirc;ncia dos trabalhos referidos, colocaram-se as seguintes hip&oacute;teses de estudo: (1) As crian&ccedil;as do grupo  experimental obt&ecirc;m melhores resultados do que as crian&ccedil;as do grupo de controlo na escrita de palavras, tanto no p&oacute;s-teste  realizado no pr&eacute;-escolar, como no teste final realizado no 1&ordm; ano; (2) As crian&ccedil;as do grupo experimental obt&ecirc;m melhores  resultados do que as crian&ccedil;as do grupo de controlo na leitura de palavras, tanto no p&oacute;s-teste realizado no pr&eacute;-escolar, como  no teste final realizado no 1&ordm; ano.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Desenho da investiga&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>O presente trabalho retrata uma investiga&ccedil;&atilde;o de natureza experimental longitudinal desenvolvida ao longo de dois anos letivos  (desde o &uacute;ltimo da educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar at&eacute; ao final do 1&ordm; ano do 1&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico),  sendo efetuados tr&ecirc;s momentos de avalia&ccedil;&atilde;o distintos: pr&eacute;-teste, p&oacute;s-teste e teste final. As crian&ccedil;as  foram distribu&iacute;das aleatoriamente em duas condi&ccedil;&otilde;es: experimental e controlo. Posteriormente, verificou-se que estes grupos  eram equivalentes quanto &agrave;s diversas medidas iniciais avaliadas, n&atilde;o havendo tamb&eacute;m diferen&ccedil;as quanto ao  g&eacute;nero.</p>     <p>No per&iacute;odo de interven&ccedil;&atilde;o, as crian&ccedil;as da condi&ccedil;&atilde;o experimental participaram em sess&otilde;es de  escrita inventada e as da condi&ccedil;&atilde;o de controlo em sess&otilde;es de conto de hist&oacute;rias infantis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fizeram parte deste estudo 95 crian&ccedil;as portuguesas de 5 anos (51 do g&eacute;nero feminino e 44 do g&eacute;nero masculino), que  frequentavam tr&ecirc;s jardins-de-inf&acirc;ncia da regi&atilde;o de Lisboa (duas escolas privadas e uma p&uacute;blica), onde n&atilde;o eram  realizadas pr&aacute;ticas de ensino da literacia nas salas de jardim-de-inf&acirc;ncia. As crian&ccedil;as n&atilde;o sabiam ler nem escrever e as  habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas dos pais variavam entre 6 e 18 anos de escolaridade. Foi requerida previamente a  aprecia&ccedil;&atilde;o &eacute;tica, t&eacute;cnica e metodol&oacute;gica deste trabalho atrav&eacute;s do Sistema de Monitoriza&ccedil;&atilde;o  de Inqu&eacute;ritos em Meio Escolar (Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o) e obtida a autoriza&ccedil;&atilde;o das escolas e o  consentimento informado dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o dos participantes.</p>     <p>Para controlar o efeito do professor, foram selecionadas escolas que englobavam os dois ciclos de ensino (pr&eacute;-escolar e 1&ordm; ciclo),  assegurando-se que as crian&ccedil;as continuariam na mesma turma no ano letivo seguinte. Foi tamb&eacute;m avaliado o racioc&iacute;nio abstrato  de todas as crian&ccedil;as para despiste de eventuais problem&aacute;ticas do desenvolvimento cognitivo.</p>     <p>Os participantes selecionados foram aleatoriamente divididos em duas condi&ccedil;&otilde;es: experimental (<i>n</i>=48) e controlo  (<i>n</i>=47). Realizaram-se testes-<i>t</i> para amostras independentes com o intuito de verificar se estes dois grupos eram equivalentes quanto  &agrave; idade, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas dos pais, racioc&iacute;nio abstrato, consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica e  conhecimento de letras. Na <a href="#t1">Tabela 1</a> encontram-se as m&eacute;dias e os desvios-padr&atilde;o relativos a estas medidas  iniciais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a06t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados dos testes-<i>t</i> para amostras independentes revelaram n&atilde;o existir diferen&ccedil;as estatisticamente significativas  entre os grupos &agrave; partida para as diversas vari&aacute;veis analisadas: idade [<i>t</i>(93)=-0.69; <i>p</i>=.489],  habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas da m&atilde;e [<i>t</i>(93)=0.30; <i>p</i>=.767], habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas do pai  [<i>t</i>(93)=0.38; <i>p</i>=.704], racioc&iacute;nio abstrato [<i>t</i>(93)=-0.38; <i>p</i>=.707], consci&ecirc;ncia sil&aacute;bica  [<i>t</i>(93)=1.42; <i>p</i>=.160], consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica [<i>t</i>(93)=1.56; <i>p</i>=.122] e conhecimento das letras  [<i>t</i>(93)=1.70; <i>p</i>=.092].</p>     <p>Uma an&aacute;lise efetuada com o teste Qui-quadrado indicou igualmente n&atilde;o existirem diferen&ccedil;as entre g&eacute;neros quanto a  estas medidas iniciais (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=1.30; gl=1; <i>p</i>=.255).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Instrumentos</i></p>     <p><i>Racioc&iacute;nio abstrato</i>. Utilizaram-se as Matrizes Progressivas de Raven &ndash; vers&atilde;o colorida (Raven, Raven, &amp; Court,  1998) para avalia&ccedil;&atilde;o do racioc&iacute;nio abstrato n&atilde;o-verbal. Trata-se de uma prova constitu&iacute;da por tr&ecirc;s  s&eacute;ries com um total de 36 itens, podendo a cota&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima variar entre 0 e 36 pontos. Foram registadas as  pontua&ccedil;&otilde;es brutas de cada crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica</i>. Foram aplicados dois sub-testes da Bateria de Provas Fonol&oacute;gicas (Silva, 2008):  classifica&ccedil;&atilde;o com base na s&iacute;laba inicial (para avalia&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia sil&aacute;bica) e  classifica&ccedil;&atilde;o com base no fonema inicial (para avalia&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica). As provas s&atilde;o  constitu&iacute;das por dois itens de exemplo e 14 de avalia&ccedil;&atilde;o, sendo a pontua&ccedil;&atilde;o total m&aacute;xima poss&iacute;vel  de 14 pontos em cada uma. A tarefa proposta &agrave;s crian&ccedil;as &eacute; id&ecirc;ntica nas duas provas: os itens s&atilde;o apresentados  oralmente e com suporte figurativo, sendo pedido para identificar duas palavras iniciadas pelo mesmo som (s&iacute;laba ou fonema, consoante a  prova).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Conhecimento de letras</i>. Recorreu-se a uma tarefa simples de nomea&ccedil;&atilde;o de letras para avaliar se as crian&ccedil;as conheciam  as letras do alfabeto e os seus sons representativos. Um total de 26 cart&otilde;es com as letras impressas em mai&uacute;scula foram apresentados  em ordem aleat&oacute;ria fixa, sendo perguntado diretamente &agrave;s crian&ccedil;as o nome e o som de cada uma. Foi atribu&iacute;do 1 valor a  cada letra conhecida (nome e som), sendo a cota&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima poss&iacute;vel de 26 pontos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o da escrita de palavras</i>. A escrita de palavras foi avaliada em tr&ecirc;s momentos: no jardim-de-inf&acirc;ncia,  antes e depois da realiza&ccedil;&atilde;o do programa de interven&ccedil;&atilde;o (pr&eacute;-teste e p&oacute;s-teste) e no final do 1&ordm; ano  do ensino b&aacute;sico (teste final). Nestas provas, administradas individualmente, a tarefa das crian&ccedil;as consistia em escrever, da melhor  forma que fossem capazes, um conjunto de 18 palavras ditadas de forma aleat&oacute;ria fixa em duas sess&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Para avaliar processos de generaliza&ccedil;&atilde;o das aprendizagens e controlar efeitos de memoriza&ccedil;&atilde;o, foram aplicadas listas  de palavras distintas nos tr&ecirc;s momentos, selecionadas com base em crit&eacute;rios de diferente n&iacute;vel de complexidade e  frequ&ecirc;ncia (consultar <a href="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a06a1.jpg">Anexo 1</a>). A an&aacute;lise das produ&ccedil;&otilde;es escritas foi  realizada atrav&eacute;s do somat&oacute;rio total do n&uacute;mero de palavras corretas de cada crian&ccedil;a, sendo poss&iacute;vel um  m&aacute;ximo de 18 pontos em cada prova.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Pr&eacute;-teste</i>. Esta prova incluiu palavras monossil&aacute;bicas e dissil&aacute;bicas que integravam as estruturas sil&aacute;bicas  mais comuns na l&iacute;ngua portuguesa (CV e CVV), incluindo consoantes oclusivas (B, D, P, T), fricativas (F, V) e as vogais A, I e O com  diversos valores fon&eacute;ticos (/a/, /&alpha;/, /i/, /&#7440;/, /u/). Utilizaram-se voc&aacute;bulos com vogais abertas na primeira  s&iacute;laba e vogais fechadas em &uacute;ltima posi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>P&oacute;s-teste</i>. Com base em caracter&iacute;sticas semelhantes quanto &agrave; dimens&atilde;o e estrutura sil&aacute;bica, as palavras  desta prova foram selecionadas a partir do CORLEX &ndash; L&eacute;xico Multifuncional Computorizado do Portugu&ecirc;s Contempor&acirc;neo  (Bacelar do Nascimento et al., 2000), um corpus exaustivo de voc&aacute;bulos no portugu&ecirc;s europeu onde as indexa&ccedil;&otilde;es do  l&eacute;xico s&atilde;o apresentadas por ordem alfab&eacute;tica e de frequ&ecirc;ncia. Procurou-se abranger um n&uacute;mero diversificado de  grafemas, incluindo todas as vogais e as consoantes mais frequentes no sistema portugu&ecirc;s.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Teste final</i>. As palavras desta prova foram retiradas da Bateria de Avalia&ccedil;&atilde;o da Leitura em Portugu&ecirc;s Europeu &ndash;  ALEPE (Sucena &amp; Castro, 2011), um teste estandardizado e aferido para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Selecionou-se a lista que avalia o  processamento da palavra escrita no 1&ordm; ano de escolaridade. Os est&iacute;mulos continham diferentes n&iacute;veis de complexidade  ortogr&aacute;fica, incluindo voc&aacute;bulos simples, consistentes e inconsistentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o da leitura de palavras</i>. A avalia&ccedil;&atilde;o da leitura de palavras foi realizada em formato id&ecirc;ntico  &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da escrita, tamb&eacute;m de forma individual e em tr&ecirc;s momentos avaliativos (pr&eacute;-teste,  p&oacute;s-teste, teste final). Nestas provas foi mostrado um conjunto de cart&otilde;es, em ordem aleat&oacute;ria fixa, com as mesmas palavras da  prova de escrita apresentadas em letra mai&uacute;scula, sendo pedido &agrave;s crian&ccedil;as para ler da melhor forma que conseguissem. Foram  registadas todas as leituras das crian&ccedil;as nos diversos momentos de avalia&ccedil;&atilde;o para an&aacute;lise dos resultados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Interven&ccedil;&atilde;o experimental: Programa de escrita inventada</i>. O programa de interven&ccedil;&atilde;o de escrita inventada foi  delineado com base em estudos anteriores realizados neste campo de investiga&ccedil;&atilde;o, adotando as linhas gerais de trabalhos experimentais  em diferentes contextos lingu&iacute;sticos (e.g., Levin &amp; Aram, 2013; Ouellette &amp; S&eacute;n&eacute;chal, 2008a,b; Ouellette et al., 2013;  Rieben, Ntamakiliro, Gonthier, &amp; Fayol, 2005; S&eacute;n&eacute;chal, Ouellette, Pagan, &amp; Lever, 2012) e, mais concretamente, os estudos  desenvolvidos em portugu&ecirc;s europeu por Alves Martins e colaboradores (2013, 2015, 2016).</p>     <p>O ponto de partida consiste em pedir &agrave;s crian&ccedil;as para escrever uma determinada palavra da melhor forma que forem capazes e, de  seguida, encorajar a pensar sobre as diferen&ccedil;as e semelhan&ccedil;as entre essa sua produ&ccedil;&atilde;o escrita e a escrita correta da  mesma palavra. Estes programas assentam num conjunto de princ&iacute;pios orientadores: envolver as crian&ccedil;as num contexto de  explora&ccedil;&atilde;o da linguagem oral e da linguagem escrita, atrav&eacute;s da reflex&atilde;o sobre palavras e as suas componentes internas  (e.g., grafemas, fonemas, s&iacute;labas, unidades intra-sil&aacute;bicas, etc.); incentivar a escrita e a verbaliza&ccedil;&atilde;o dos seus  conhecimentos e estrat&eacute;gias de pensamento metalingu&iacute;stico; partir das compet&ecirc;ncias atuais e conhecimentos pr&eacute;vios das  crian&ccedil;as para impulsionar o desenvolvimento da compreens&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste sentido, no presente estudo, o grupo experimental participou num programa de interven&ccedil;&atilde;o de escrita inventada, que decorreu  ao longo de 10 sess&otilde;es bissemanais de cerca de 20 minutos durante 2 meses. Com base nos conhecimentos metalingu&iacute;sticos avaliados  inicialmente, foram constitu&iacute;dos grupos heterog&eacute;neos de quatro crian&ccedil;as com n&iacute;veis de consci&ecirc;ncia  fonol&oacute;gica e conhecimento de letras diversificados. O objetivo primordial consistia em promover a reflex&atilde;o coletiva acerca da escrita  de determinadas palavras ditadas pelo experimentador, levando as crian&ccedil;as a pensar sobre os seus fonemas constituintes e respetivos  grafemas.</p>     <p>As palavras diferiam de sess&atilde;o para sess&atilde;o e eram tamb&eacute;m diferentes das utilizadas na avalia&ccedil;&atilde;o de  pr&eacute;-teste/p&oacute;s-teste/teste final. O programa incluiu 40 palavras na totalidade, sendo trabalhadas quatro por sess&atilde;o. N&atilde;o  era dado qualquer tipo de ajuda nem feedback, embora fosse encorajada a participa&ccedil;&atilde;o ativa de todos os membros do grupo na atividade.  O experimentador ia escrevendo num cart&atilde;o em letras mai&uacute;sculas &agrave; medida que as crian&ccedil;as chegavam a um consenso sobre  qual a letra mais adequada para codificar cada fonema da palavra, fornecendo um suporte visual escrito da palavra ao grupo. Assim que davam a  escrita da palavra como terminada, era apresentado, pelo experimentador, um outro cart&atilde;o com a escrita ortogr&aacute;fica correta da mesma  palavra, sendo apenas dito que havia sido produzida por um grupo de crian&ccedil;as da mesma idade de uma outra escola, procurando simular uma  intera&ccedil;&atilde;o sim&eacute;trica.</p>     <p>A tarefa das crian&ccedil;as consistia em confrontar e comparar as duas produ&ccedil;&otilde;es escritas da mesma palavra (a pr&oacute;pria e a  correta), procurando refletir coletivamente sobre qual seria a mais adequada e quais as suas semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as. O adulto  desempenhava um papel fundamental nesta etapa da atividade, questionando o grupo sobre os grafemas em cada palavra, assim como os seus fonemas  correspondentes, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para eventuais diferen&ccedil;as entre as duas escritas e promovendo a reflex&atilde;o  metalingu&iacute;stica das crian&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Interven&ccedil;&atilde;o de controlo: Programa de conto de hist&oacute;rias infantis</i>. O programa do grupo de controlo foi semelhante em  formato, frequ&ecirc;ncia e dura&ccedil;&atilde;o ao do grupo experimental. As crian&ccedil;as foram tamb&eacute;m divididas em grupos de quatro e  participaram em 10 sess&otilde;es coletivas em que se realizaram atividades de conto de hist&oacute;rias infantis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>As sess&otilde;es decorreram fora da sala de aula habitual, sendo as crian&ccedil;as encaminhadas para uma sala da escola indicada para o  efeito. As avalia&ccedil;&otilde;es (tanto das medidas iniciais como de teste) foram realizadas e analisadas por dois investigadores independentes,  que n&atilde;o tinham conhecimento do grupo de perten&ccedil;a das crian&ccedil;as nem do seu desempenho. As provas foram administradas em duas  sess&otilde;es, sendo aplicada metade das palavras para a escrita e a restante metade para a leitura e, na sess&atilde;o seguinte, o inverso,  seguindo-se o mesmo procedimento nos tr&ecirc;s momentos de avalia&ccedil;&atilde;o (pr&eacute;-teste, p&oacute;s-teste e teste final). Os  programas de interven&ccedil;&atilde;o (experimental e controlo) foram ambos conduzidos por um psic&oacute;logo educacional, sendo gravadas as  sess&otilde;es para futura transcri&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise de dados</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise de equival&ecirc;ncia grupal quanto &agrave;s medidas de avalia&ccedil;&atilde;o iniciais foi realizada com testes-<i>t</i>  para amostras independentes.</p>     <p>Quanto &agrave; compara&ccedil;&atilde;o dos resultados em leitura e escrita de palavras, apesar de n&atilde;o haver distribui&ccedil;&atilde;o  normal nos resultados do pr&eacute;-teste, considerou-se haver condi&ccedil;&otilde;es para a utiliza&ccedil;&atilde;o de estat&iacute;sticas  param&eacute;tricas, nomeadamente testes F, dado que estes testes s&atilde;o bastante robustos, n&atilde;o sendo os seus resultados afetados, ou  s&oacute; muito ligeiramente, por viola&ccedil;&otilde;es ao pressuposto de distribui&ccedil;&atilde;o normal, tanto mais que os grupos t&ecirc;m  dimens&otilde;es muito pr&oacute;ximas (Everitt, 1996; Glass &amp; Hopkins, 1996; Lewis, 1968). Nos resultados do p&oacute;s-teste e do teste final  foram cumpridos os pressupostos de normalidade e de homocedasticidade.</p>     <p>Deste modo, para analisar os resultados dos grupos no p&oacute;s-teste e no teste final em escrita e leitura de palavras, recorreu-se a ANCOVAS  tendo sido controlados os desempenhos no pr&eacute;-teste para estas duas vari&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>No que diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da escrita, no momento do pr&eacute;-teste as crian&ccedil;as dos dois grupos n&atilde;o  foram capazes de escrever corretamente as palavras solicitadas (GE: <i>M</i>=0.29, <i>DP</i>=0.80; GC: <i>M</i>=0.09, <i>DP</i>=0.32; <i>d</i> de  Cohen=.33). No p&oacute;s-teste verificou-se que as crian&ccedil;as do grupo experimental obtiveram resultados superiores (aproximadamente o dobro)  das crian&ccedil;as do grupo de controlo (GE: <i>M</i>=6.77, <i>DP</i>=5.05; GC: <i>M</i>=3.06, <i>DP</i>=3.53; <i>d</i> de Cohen=.85). No teste de  escrita realizado no final do 1&ordm; ano observou-se uma aproxima&ccedil;&atilde;o no desempenho das crian&ccedil;as do grupo de controlo. Ainda  assim, o grupo experimental demonstrou novamente resultados mais elevados (GE: <i>M</i>=10.90, <i>DP</i>=3.22; GC: <i>M</i>=9.28, <i>DP</i>=3.92;  <i>d</i> de Cohen=.45).</p>     <p>Foram realizadas duas ANCOVAS tendo como vari&aacute;vel independente o grupo, como covari&aacute;vel os desempenhos no pr&eacute;-teste de  escrita e como vari&aacute;vel dependente os resultados no p&oacute;s-teste de escrita e, de seguida, os resultados no teste final de escrita. Os  dados obtidos indicaram a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos no p&oacute;s-teste  [<i>F</i>(2,92)=13.99; <i>p</i>&lt;.001; <i>&eta;<Sub>p</Sub><Sup>2</i></Sup>=.132] e no teste final [<i>F</i>(2,92)=3.96; <i>p</i>&lt;.05;  <i>&eta;<Sub>p</Sub><Sup>2</i></Sup>=.041]. Para ilustrar estes resultados, apresenta-se na <a href="#f1">Figura 1</a> a evolu&ccedil;&atilde;o  temporal dos dois grupos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a06f1.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>No que se refere &agrave; leitura, as crian&ccedil;as dos dois grupos n&atilde;o revelaram conhecimentos de leitura de palavras na  situa&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;-teste (GE: <i>M</i>=0.19; <i>DP</i>=0.49; GC: <i>M</i>=0.11; <i>DP</i>=0.38; <i>d</i> de Cohen=.18). No  momento do p&oacute;s-teste, o grupo experimental alcan&ccedil;ou melhores resultados comparativamente com o grupo de controlo (GE: <i>M</i>=8.00;  <i>DP</i>=5.66; GC: <i>M</i>=4.19; <i>DP</i>=4.41; <i>d</i> de Cohen=.75). Este padr&atilde;o manteve-se no final do 1&ordm; ano, uma vez que as  crian&ccedil;as do grupo experimental demonstraram um melhor desempenho em leitura de palavras no teste final (GE: <i>M</i>=12.44; <i>DP</i>=3.61;  GC: <i>M</i>=8.89; <i>DP</i>=4.21; <i>d</i> de Cohen=.91).</p>     <p>Foram efetuadas duas ANCOVAS tendo como vari&aacute;vel independente o grupo, como covari&aacute;vel os desempenhos no pr&eacute;-teste de  leitura e como vari&aacute;vel dependente os resultados no p&oacute;s-teste de leitura e, de seguida, os resultados no teste final de leitura. Os  dados obtidos apontaram para diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos no p&oacute;s-teste [<i>F</i>(2,92)=12.30;  <i>p</i>&lt;.001; <i>&eta;<Sub>p</Sub><Sup>2</i></Sup>=.118] e no teste final [<i>F</i>(2,92)=18.72; <i>p</i>&lt;.001;  <i>&eta;<Sub>p</Sub><Sup>2</i></Sup>=.169]. Para ilustrar estes resultados, apresenta-se a evolu&ccedil;&atilde;o temporal dos dois grupos na  <a href="#f2">Figura 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a06f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O principal objetivo do presente trabalho foi desenvolver um programa de interven&ccedil;&atilde;o de escrita inventada com crian&ccedil;as de 5  anos no final do ensino pr&eacute;-escolar e analisar os seus contributos para o ensino formal da linguagem escrita at&eacute; ao final do 1&ordm;  ano de escolaridade. Neste sentido, colocaram-se as seguintes hip&oacute;teses iniciais do estudo: (1) As crian&ccedil;as do grupo experimental  obt&ecirc;m melhores resultados do que as crian&ccedil;as do grupo de controlo na escrita de palavras, tanto no p&oacute;s-teste realizado no  pr&eacute;-escolar, como no teste final realizado no 1&ordm; ano; (2) As crian&ccedil;as do grupo experimental obt&ecirc;m melhores resultados do  que as crian&ccedil;as do grupo de controlo na leitura de palavras, tanto no p&oacute;s-teste realizado no pr&eacute;-escolar, como no teste final  realizado no 1&ordm; ano.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As an&aacute;lises estat&iacute;sticas efetuadas confirmaram ambas as hip&oacute;teses. Com efeito, embora os pontos de partida dos dois grupos  fossem equivalentes, verificou-se que as crian&ccedil;as do grupo experimental foram capazes de escrever e ler corretamente um maior n&uacute;mero  de palavras no p&oacute;s-teste e no teste final, em compara&ccedil;&atilde;o com as crian&ccedil;as do grupo de controlo.</p>     <p>Os dados relativos aos desempenhos em leitura e escrita no jardim-de-inf&acirc;ncia v&atilde;o de encontro aos resultados de  investiga&ccedil;&otilde;es experimentais desenvolvidas com crian&ccedil;as de diferentes nacionalidades, que demonstraram o impacto positivo de  programas de interven&ccedil;&atilde;o de escrita inventada para o desenvolvimento das compet&ecirc;ncias de literacia emergente em idade p r&eacute;-escolar (Alves Martins, Albuquerque, Salvador, &amp; Silva, 2013, 2015; Alves Martins, Salvador, Albuquerque, &amp; Silva, 2016;  Ouellette &amp; S&eacute;n&eacute;chal, 2008a,b; Ouellette, S&eacute;n&eacute;chal, &amp; Haley, 2013; Richgels, 1995).</p>     <p>No presente estudo, o impacto da interven&ccedil;&atilde;o foi vis&iacute;vel a um prazo mais alargado, particularmente at&eacute; ao final do  1&ordm; ano, em que as crian&ccedil;as que participaram no programa tiveram resultados superiores &agrave;s crian&ccedil;as que realizaram outro  tipo de atividades. Tal como indicam os valores do tamanho do efeito, estas diferen&ccedil;as foram globalmente mais acentuadas na  avalia&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s-teste comparativamente com a avalia&ccedil;&atilde;o do teste final realizado no 1&ordm; ano, tanto para  escrita como para a leitura de palavras. Esta diferen&ccedil;a &eacute; compreens&iacute;vel dados os efeitos das pr&aacute;ticas de ensino do  professor no contexto de sala de aula, realizadas ao longo do 1&ordm; ano do 1&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico.</p>     <p>Neste sentido, os resultados obtidos mostram que as crian&ccedil;as que melhor sabiam ler e escrever no final do ensino pr&eacute;-escolar  (p&oacute;s-teste) foram tamb&eacute;m aquelas que apresentaram melhores desempenhos no fim do 1&ordm; ano (teste final), o que vai de encontro ao  processo a que Stanovich (1986) designou de Efeito Mateus no desempenho acad&eacute;mico.</p>     <p>&Eacute; tamb&eacute;m de real&ccedil;ar os efeitos de generaliza&ccedil;&atilde;o ocorridos, uma vez que n&atilde;o s&oacute; as  crian&ccedil;as foram capazes de escrever palavras com correspond&ecirc;ncias grafo-fonol&oacute;gicas n&atilde;o trabalhadas no programa, como  ainda utilizaram procedimentos aprendidos nas situa&ccedil;&otilde;es de escrita durante as sess&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o para o  processo de leitura de palavras. De acordo com Ehri (1997, 2014), a escrita e a leitura s&atilde;o dois processos interdependentes e com mecanismos  em comum, uma vez que ambas englobam associa&ccedil;&otilde;es grafema-fonema, o que poder&aacute; explicar a generaliza&ccedil;&atilde;o da  escrita para a leitura observada neste estudo.</p>     <p>As caracter&iacute;sticas do programa desenvolvido tiveram certamente um papel decisivo nos resultados obtidos. Tanto a  colabora&ccedil;&atilde;o entre pares como a media&ccedil;&atilde;o do adulto foram fundamentais para a din&acirc;mica de intera&ccedil;&atilde;o  que surgiu ao longo das sess&otilde;es. Com efeito, a exposi&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&otilde;es que requerem discuss&atilde;o e  resolu&ccedil;&atilde;o coletiva de problemas foi apoiada pelo adulto, ao desempenhar o papel de facilitador e promover a reflex&atilde;o por parte  das crian&ccedil;as, ao mesmo tempo que direcionou o discurso e incentivou a participa&ccedil;&atilde;o ativa de todos, o que segundo Pontecorvo et  al. (2005) s&atilde;o processos essenciais para o desenvolvimento e a aprendizagem. Neste sentido, &eacute; importante fomentar a autonomia das  crian&ccedil;as dentro da din&acirc;mica de constru&ccedil;&atilde;o coletiva do conhecimento e estimular a comunica&ccedil;&atilde;o e partilha de  diferentes pontos de vista.</p>     <p>Assim, os resultados encontrados sugerem a import&acirc;ncia de promover, nas salas de jardim-de-inf&acirc;ncia, situa&ccedil;&otilde;es de  intera&ccedil;&atilde;o sobre a escrita em pequeno grupo com o apoio do adulto. Com efeito, se o educador levar os alunos a fazer propostas sobre a  melhor forma de escrever palavras ou um pequeno texto, partilhar as suas ideias sobre a linguagem escrita, apelar &agrave;  explicita&ccedil;&atilde;o e argumenta&ccedil;&atilde;o dos pontos de vista e promover a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos que possuem  sobre as letras (e.g., nome pr&oacute;prio) para representar os sons do oral, as crian&ccedil;as ser&atilde;o capazes de adquirir procedimentos  metalingu&iacute;sticos essenciais para a aprendizagem da leitura e da escrita.</p>     <p>Como limita&ccedil;&otilde;es principais deste estudo, &eacute; importante referir a dimens&atilde;o reduzida dos participantes e das escolas.  Em trabalhos futuros recomenda-se o alargamento e diversifica&ccedil;&atilde;o das amostras, nomeadamente a inclus&atilde;o de escolas de  territ&oacute;rio educativo de interven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria situadas em meios socioecon&oacute;micos desfavorecidos. Sugere-se  igualmente avaliar as pr&aacute;ticas de literacia familiar das crian&ccedil;as na fase inicial do estudo para determinar o impacto nas suas  aprendizagens. A avalia&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica no final do 1&ordm; ano ser&aacute; tamb&eacute;m  &uacute;til para explorar de que forma as compet&ecirc;ncias metalingu&iacute;sticas poder&atilde;o ter mediado os desempenhos demonstrados em  leitura e escrita de palavras.</p>     <p>Em estudos futuros seria ainda importante realizar uma an&aacute;lise detalhada das intera&ccedil;&otilde;es no decurso das sess&otilde;es de  interven&ccedil;&atilde;o, nomeadamente o papel desempenhado pelo adulto na media&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es entre as  crian&ccedil;as. A clarifica&ccedil;&atilde;o do tipo de ajudas que o educador pode fornecer em situa&ccedil;&otilde;es de escrita em pequeno grupo  poder&aacute; ser uma ferramenta essencial para que estas atividades possam ser desenvolvidas com sucesso em contexto de sala de aula.  Paralelamente, sugere-se a avalia&ccedil;&atilde;o do grau de participa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as nas sess&otilde;es de  interven&ccedil;&atilde;o para compreender em que medida essa participa&ccedil;&atilde;o poder&aacute; estar relacionada com os ganhos  metalingu&iacute;sticos de cada crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Adams, M. (1998). <i>Beginning to read: Thinking and learning about print</i>. Cambridge, MA: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041124&pid=S0870-8231201800030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Alves Martins, M., Albuquerque, A., Salvador, L., &amp; Silva, C. (2013). The impact of invented spelling on early spelling and reading.  <i>Journal of Writing Research, 5</i>, 215-237. doi: 10.17239/jowr-2013.05.02.3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041126&pid=S0870-8231201800030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Alves Martins, M., Albuquerque, A., Salvador, L., &amp; Silva, C. (2015). Escrita inventada e aquisi&ccedil;&atilde;o da leitura em  crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 31</i>, 137-144. doi: 10.1590/0102-37722015021639137144&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041127&pid=S0870-8231201800030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Alves Martins, M., Mata, L., &amp; Silva, C. (2014). Conceptualiza&ccedil;&otilde;es sobre linguagem escrita &ndash; Percursos de  investiga&ccedil;&atilde;o. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXXII</i>, 135-143. doi: 10.14417/ap.841</p>     <!-- ref --><p>Alves Martins, M., Salvador, L., Albuquerque, A., &amp; Silva, C. (2016). Invented spelling activities in small groups and early spelling and  reading. <i>Educational Psychology: An International Journal of Experimental Educational Psychology, 36</i>, 738-752. doi:  10.1080/01443410.2014.950947&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041129&pid=S0870-8231201800030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Alves Martins, M., &amp; Silva, C. (2006). The impact of invented spelling on phonemic awareness. <i>Learning and Instruction, 16</i>, 41-56.  doi: 10.1016/j.learninstruc.2005.12.005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041130&pid=S0870-8231201800030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bacelar do Nascimento, M. F., Casteleiro, J., Marques, M. L., Barreto, F., Amaro, R., &amp; Veloso, R. (2000). <i>L&eacute;xico Multifuncional  Computorizado do Portugu&ecirc;s Contempor&acirc;neo</i>. Lisboa: Centro de Lingu&iacute;stica da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041131&pid=S0870-8231201800030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Besse, J. M. (1995). <i>L&rsquo;&eacute;crit, l&rsquo;&eacute;cole et l&rsquo;illettrisme</i>. Paris: Magnard.</p>     <!-- ref --><p>Byrne, B., &amp; Fielding-Barnsley, R. (1990). Acquiring the alphabetic principle: A case for teaching recognition of phoneme identity.  <i>Journal of Educational Psychology, 82</i>, 805-812.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041134&pid=S0870-8231201800030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chauveau, G., &amp; Rogovas-Chauveau, E. (1994). <i>Les chemins de la lecture</i>. Paris: Magnard.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041136&pid=S0870-8231201800030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chomsky, C. (1970). Reading, writing and phonology. <i>Harvard Educational Review, 40</i>, 287-309.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041138&pid=S0870-8231201800030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ehri, L. C. (1991). The development of reading and spelling in children: An overview. In M. Snowling &amp; M. Thomson (Eds.), <i>Dyslexia:  Integrating theory and practice</i> (pp. 63-94). London: British Dyslexia Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041140&pid=S0870-8231201800030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ehri, L. C. (1997). Learning to read and learning to spell are one and the same, almost. In C. Perfetti, L. Rieben, &amp; M. Fayol (Eds.),  <i>Learning to spell &ndash; Research, theory and practice across languages</i> (pp. 237-269). New Jersey: LEA.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ehri, L. C. (2005). Learning to read words: Theory, findings, and issues. <i>Scientific Studies of Reading, 9</i>, 167-188. doi:  10.1207/s1532799xssr0902_4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041143&pid=S0870-8231201800030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ehri, L. C. (2014). Orthographic mapping in the acquisition of sight word reading, spelling memory, and vocabulary learning. <i>Scientific  Studies of Reading, 18</i>, 5-21. doi: 10.1080/10888438.2013.819356&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041144&pid=S0870-8231201800030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Ehri, L. C., Nunes, S. R., Willows, D. M., Schuster, B. V., Yaghoub-Zadeh, Z., &amp; Shanahan, T. (2001). Phonemic awareness instruction helps  children learn to read: Evidence from the national reading panel&rsquo;s meta-analysis. <i>Reading Research Quarterly, 36</i>, 250-287. doi:  10.1598/RRQ.36.3.2</p>     <!-- ref --><p>Ehri, L. C., &amp; Wilce, L. S. (1987). Does learning to spell help beginners learn to read words?. <i>Reading Research Quarterly, 20</i>,  47-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041146&pid=S0870-8231201800030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Everitt, B. (1996). <i>Making sense of statistics in psychology: A second level course</i>. Oxford: University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041148&pid=S0870-8231201800030000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ferreiro, E. (1988). L&rsquo;&eacute;criture avant la lettre. In H. Sinclair (Ed.), <i>La production des notations chez le jeune enfant</i> (pp.  18-69). Paris: Presses Universitaires de France.</p>     <!-- ref --><p>Ferreiro, E., &amp; Teberosky, A. (1979). <i>Los sistemas de escritura en el desarrollo del ni&ntilde;o</i>. M&eacute;xico: Siglo XXI  Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041151&pid=S0870-8231201800030000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fijalkow, J. (1993). <i>Entrer dans l&rsquo;&eacute;crit</i>. Paris: Magnard</p>     <!-- ref --><p>Glass, G., &amp; Hopkins, K. (1996). <i>Statistical methods in education and psychology</i>. Boston: Allyn &amp; Bacon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041154&pid=S0870-8231201800030000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gough, P., Juel, C., &amp; Griffith, P. (2003). Reading, spelling, and the orthographic cipher. In P. Gough, L. Ehri, &amp; R. Treiman (Eds.),  <i>Reading acquisition</i> (pp. 35-48). Hillsdale: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041156&pid=S0870-8231201800030000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hofslundsengen, H., Hagtvet, B. E., &amp; Gustafsson, J. E. (2016). Immediate and delayed effects of invented writing intervention in  preschool. <i>Reading and Writing, 29</i>, 1473-1495. doi: 10.1007/s11145-016-9646-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041158&pid=S0870-8231201800030000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Levin, I., &amp; Aram, D. (2013). Promoting early literacy via practicing invented spelling: A comparison of different mediation routines.  <i>Reading Research Quarterly, 48</i>, 221-236. doi: 10.1002/rrq.48&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041159&pid=S0870-8231201800030000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Levin, I., Shatil-Carmon, S., &amp; Asif-Rave, O. (2006). Learning of letter names and sounds and their contribution to word recognition.  <i>Journal of Child Psychology, 93</i>, 139-165. doi: 10.1016/j.jecp.2005.08.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041160&pid=S0870-8231201800030000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lewis, D. (1968). <i>Experimental design in education</i>. London: University Press of London Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041161&pid=S0870-8231201800030000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mann, V. A. (1993). Phoneme awareness and future reading ability. <i>Journal of Learning Disabilities, 26</i>, 259-269. doi:  10.1177/002221949302600406&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041163&pid=S0870-8231201800030000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mata, L. (2006). <i>Literacia familiar. Ambiente familiar e descoberta da linguagem escrita</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041164&pid=S0870-8231201800030000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Mata, L. (2008). <i>A descoberta da escrita &ndash; Textos de apoio para educadores de inf&acirc;ncia</i>. Lisboa: DGIDC. </p>     <!-- ref --><p>McBride-Chang, C. (1998). The development of invented spelling. <i>Early Education &amp; Development, 9</i>, 147-160. doi:  10.1207/s15566935eed0902_3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041167&pid=S0870-8231201800030000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ouellette, G., &amp; S&eacute;n&eacute;chal, M. (2008a). A window into early literacy: Exploring the cognitive and linguistic under-pinnings of  invented spelling. <i>Scientific Studies of Reading, 12</i>, 195-219. doi: 10.1080/10888430801917XXX&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041168&pid=S0870-8231201800030000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ouellette, G., &amp; S&eacute;n&eacute;chal, M. (2008b). Pathways to literacy: A study of invented spelling and its role in learning to read.  <i>Child Development, 79</i>, 899-913. doi: 10.1111/j.1467-8624.2008.01164.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041169&pid=S0870-8231201800030000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Ouellette, G., S&eacute;n&eacute;chal, M., &amp; Haley, A. (2013). Guiding children&rsquo;s invented spellings: A gateway into literacy  learning. <i>Journal of Experimental Education, 81</i>, 261-279. doi: 10.1080/00220973.2012.699903</p>     <p>Pollo, T. C., Kessler, B., &amp; Treiman, R. (2005). Vowels, syllables and letters names: Differences of young children&rsquo;s spelling in  English and Portuguese. <i>Journal of Experimental Child Psychology, 92</i>, 161-181. doi: 10.1016/j.jecp.2005.01.006</p>     <!-- ref --><p>Pontecorvo, C., Ajello, A. M., &amp; Zucchermaglio, C. (2005). <i>Discutindo se aprende: Intera&ccedil;&atilde;o social, conhecimento e  escola</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041172&pid=S0870-8231201800030000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pontecorvo, C., &amp; Fabretti, D. (2003). Aprender un sistema de escritura, aprender una lengua. In C. Pontecorvo (Coord.), <i>Manual de  psicolog&iacute;a de la educaci&oacute;n</i> (pp. 160-179). Madrid: Editorial Popular.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041174&pid=S0870-8231201800030000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Raven, J., Raven, J. C., &amp; Court, J. H. (1998). <i>Manual for Raven&rsquo;s progressive matrices and vocabulary scale: Section I &ndash;  General overview.</i> Oxford: Oxford Psychologists Press.</p>     <p>Read, C. (1971). Preschool children&rsquo;s knowledge of English phonology. <i>Harvard Educational Review, 41</i>, 1-34.</p>     <!-- ref --><p>Rieben, L., Ntamakiliro, L., Gonthier, B., &amp; Fayol, M. (2005). Effects of various early writing practices on reading and spelling.  <i>Scientific Studies of Reading, 9</i>, 145-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041178&pid=S0870-8231201800030000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Richgels, D. (1995). Invented spelling ability and printed word learning in kindergarten. <i>Reading Research Quarterly, 30</i>, 96-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041180&pid=S0870-8231201800030000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>S&eacute;n&eacute;chal, M., Ouellette, G., Pagan, S., &amp; Lever, R. (2012). The role of invented spelling on learning to read in low-phoneme  awareness kindergartners: A randomized-control-trial study. <i>Reading and Writing, 25</i>, 917-934. doi: 10.1007/s11145-011-9310-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041182&pid=S0870-8231201800030000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shatil, E., Share, D. L., &amp; Levin, I. (2000). On the contribution of kindergarten writing to grade 1 literacy: A longitudinal study in  Hebrew. <i>Applied Psycholinguistics, 21</i>, 1-21. doi: 10.1017/S0142716400001016&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041183&pid=S0870-8231201800030000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Silva, C. (2008). <i>Bateria de provas fonol&oacute;gicas</i> (2&ordf; ed.). Lisboa: ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio.</p>     <!-- ref --><p>Silva, C., &amp; Alves Martins, M. (2002). 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(2011). <i>ALEPE &ndash; Avalia&ccedil;&atilde;o da leitura em portugu&ecirc;s europeu</i>. Lisboa: CEGOC.</p>     <p>Teale, W., &amp; Sulzby, E. (1989). Emergent literacy as a perspective for examining how young children become writers and readers. In W. Teale  &amp; E. Sulzby (Eds.), <i>Emergent literacy &ndash; Writing and reading</i> (pp. 7-25). Norwood: Ablex Publishing Corporation.</p>     <p>Tolchinsky, L. (2004). Childhood conceptions of literacy. In T. Nunes &amp; P. Bryant (Eds.), <i>Handbook of children&rsquo;s literacy</i> (pp.  11-29). London: Kluwer Academic Publishers.</p>     <!-- ref --><p>Tolchinsky, L. (2005). The emergence of writing. In C. MacArthur, S. Graham, &amp; J. Fitzgerald (Eds.), <i>Handbook of writing research</i>  (pp. 83-96). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041191&pid=S0870-8231201800030000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Treiman, R. (1998). Why spelling? The benefits of incorporating spelling into beginning reading instruction. In J. L. Metsala &amp; L. C. Ehri  (Eds.), <i>Word recognition in beginning literacy</i> (pp. 289-313). Mahwah, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041193&pid=S0870-8231201800030000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Treiman, R., &amp; Kessler, B. (2003). The role of letter names in the acquisition of literacy. In R. Kail (Ed.), <i>Advances in child  development and behavior</i> (pp. 105-135). San Diego: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041195&pid=S0870-8231201800030000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Uhry, J. (1999). Invented spelling in kindergarten: The relationship with finger-point reading. <i>Reading and Writing: An Interdisciplinary  Study, 11</i>, 441-464.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041197&pid=S0870-8231201800030000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Albuquerque, CIE &ndash; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o  em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa, Portugal.  E-mail: <a href="mailto:aalbuquerque@ispa.pt">aalbuquerque@ispa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o foi financiada pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (SFRH/BD/112133/2015).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 18/07/2016 Aceita&ccedil;&atilde;o: 10/07/2017</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a06a1.jpg">Anexo 1</a></p>      ]]></body><back>
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