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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Questionário de Estilos Educativos Parentais revisto (QEEP-r): Estudo psicométrico e análise da invariância da medida para mães e pais]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parenting Behavior Questionnaire revised (QEEP-r): Psychometric study and measurement invariance analysis for mothers and fathers]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The current study presents the Parenting Behavior Questionnaire revised (QEEP-r), which offers a measure of adolescents’ perceptions of father and mother’s parenting behaviors (as its first version QEEP), however distinguishing the target of the assessment between father and mother and focusing the dimension autonomy support. Psychometric properties of the measure are addressed as well as measurement invariance analysis regarding father and mother’s parenting behaviors. A total of 664 participants, middle and high school students from six schools located at the districts of Braga and Porto, aged between 12 and 18 years old (M=15.31, SD=1.28), female (54.20%) and male (43.50%), filled in the questionnaire. Results from the confirmatory factor analyses revealed a tridimensional factor structure of QEEP-r, comprised by the factors autonomy support, warmth and knowledge, and adequate psychometric properties. Configural and metric invariance were found for father and mother’s parenting behaviors, but not scalar nor residual invariance. This questionnaire is relevant in the Portuguese language research context regarding parenting behaviors, as it provides a measure of adolescents’ perceptions until the age of 18, through two scales for father and mother’s parenting behaviors with metric invariance.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Perceções dos adolescentes]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Question&aacute;rio de Estilos Educativos Parentais revisto (QEEP-r): Estudo psicom&eacute;trico e an&aacute;lise da invari&acirc;ncia da  medida para m&atilde;es e pais</b></p>     <p><b>Parenting Behavior Questionnaire revised (QEEP-r): Psychometric study and measurement invariance analysis for mothers and fathers</b></p>     <p><b>Orlanda Cruz<sup>1</sup>, Catarina Can&aacute;rio<sup>1</sup>, Maria Barbosa-Ducharne<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Porto, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo apresenta o Question&aacute;rio de Estilos Educativos Parentais revisto (QEEP-r), que oferece uma medida da perce&ccedil;&atilde;o  dos adolescentes quanto aos estilos educativos parentais (tal como a sua primeira vers&atilde;o, o QEEP), mas distinguindo o alvo da  avalia&ccedil;&atilde;o em pai e m&atilde;e e focando a dimens&atilde;o da promo&ccedil;&atilde;o da autonomia. S&atilde;o estudadas as  propriedades psicom&eacute;tricas e avaliada a invari&acirc;ncia da escala quanto aos estilos educativos do pai e aos estilos educativos da  m&atilde;e. Um total de 664 participantes, alunos do ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio de seis escolas dos distritos de Braga e Porto, com  idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos (<i>M</i>=15.31, <i>DP</i>=1.28), do g&eacute;nero feminino (54.20%) e masculino (43.50%) preencheu o  QEEP-r. Os resultados da an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria evidenciam uma estrutura tridimensional do QEEP-r e propriedades  psicom&eacute;tricas adequadas. A estrutura tridimensional inclui um fator de autonomia psicol&oacute;gica, um fator de clima positivo e um fator  de conhecimento. Do ponto de vista da invari&acirc;ncia da medida foi identificada a invari&acirc;ncia configural e a invari&acirc;ncia  m&eacute;trica, mas n&atilde;o a invari&acirc;ncia escalar ou residual. Este instrumento &eacute; relevante no contexto da  investiga&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua portuguesa sobre os EEP, na medida em que permite avaliar a perce&ccedil;&atilde;o dos adolescentes  at&eacute; aos 18 anos de idade sobre os EEP dos pais, atrav&eacute;s de duas escalas (pai e m&atilde;e) entre as quais se constata  invari&acirc;ncia m&eacute;trica.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Perce&ccedil;&otilde;es dos adolescentes, Estilos educativos parentais, QEEP-r, An&aacute;lise fatorial  confirmat&oacute;ria, Invari&acirc;ncia da medida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The current study presents the Parenting Behavior Questionnaire revised (QEEP-r), which offers a measure of adolescents&rsquo; perceptions of  father and mother&rsquo;s parenting behaviors (as its first version QEEP), however distinguishing the target of the assessment between father and  mother and focusing the dimension autonomy support. Psychometric properties of the measure are addressed as well as measurement invariance analysis  regarding father and mother&rsquo;s parenting behaviors. A total of 664 participants, middle and high school students from six schools located at  the districts of Braga and Porto, aged between 12 and 18 years old (<i>M</i>=15.31, <i>SD</i>=1.28), female (54.20%) and male (43.50%), filled in  the questionnaire. Results from the confirmatory factor analyses revealed a tridimensional factor structure of QEEP-r, comprised by the factors  autonomy support, warmth and knowledge, and adequate psychometric properties. Configural and metric invariance were found for father and  mother&rsquo;s parenting behaviors, but not scalar nor residual invariance. This questionnaire is relevant in the Portuguese language research  context regarding parenting behaviors, as it provides a measure of adolescents&rsquo; perceptions until the age of 18, through two scales for  father and mother&rsquo;s parenting behaviors with metric invariance.</p>     <p><b>Key words</b>: Adolescents&rsquo; perceptions, Parenting behaviors, QEEP-r, Confirmatory factor analysis, Measurement invariance.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O conceito de estilo educativo parental (EEP) tem sido amplamente investigado e descrito na literatura internacional. Uma pesquisa na base de  dados cient&iacute;fica <i>Academic Search Complete</i> da express&atilde;o &ldquo;parenting styles&rdquo; identificou 1535 estudos publicados nos  &uacute;ltimos 10 anos. Contudo, uma leitura mais atenta revela que, sob esta designa&ccedil;&atilde;o, surgem conceitos algo distintos. Nalguns  estudos, por EEP, entende-se uma constela&ccedil;&atilde;o de comportamentos, atitudes e cren&ccedil;as parentais que definem um padr&atilde;o de  funcionamento que se manifesta e contribui para um clima emocional. A tipologia, amplamente referenciada na investiga&ccedil;&atilde;o, de Baumrind  (2013), distinguindo os estilos autorizado/autoritativo<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, autorit&aacute;rio, permissivo e  rejeitante-negligente, constitui o melhor exemplo. O estilo autorizado/autoritativo &eacute; caracterizado pela coexist&ecirc;ncia de n&iacute;veis  elevados tanto de responsividade &agrave;s necessidades e interesses das crian&ccedil;as como de exig&ecirc;ncia face ao seu cumprimento das  regras. Distingue-se do estilo permissivo, caracterizado por um baixo n&iacute;vel de exig&ecirc;ncia, e do estilo autorit&aacute;rio,  caracterizado por um n&iacute;vel elevado de exig&ecirc;ncia, associado a um controlo coercivo. O estilo rejeitante-negligente &eacute;  caracterizado por baixos n&iacute;veis tanto de responsividade como de exig&ecirc;ncia, associados a comportamentos ativos de  rejei&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as (Baumrind, 1989, 1991, 2013). Outros estudos, seguindo uma abordagem distinta, definem EEP a partir de  dimens&otilde;es educativas, como por exemplo o controlo e o afeto parentais, as quais comp&otilde;em os tipos de funcionamento parental (Morris,  Cui, &amp; Steinberg, 2013). A primeira abordagem &eacute; centrada na pessoa, enquanto a segunda &eacute; centrada na vari&aacute;vel. Na  sequ&ecirc;ncia desta segunda abordagem, o presente estudo focaliza-se nas dimens&otilde;es de funcionamento parental que integram os EEP.</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o sobre EEP come&ccedil;ou por incidir essencialmente sobre as m&atilde;es e, s&oacute; mais recentemente, incluiu os  pais, possibilitando o estudo do impacto diferencial de m&atilde;es e pais no desenvolvimento dos seus filhos. Estes estudos analisam as mesmas  dimens&otilde;es nos pais e nas m&atilde;es sem, contudo, realizarem uma verifica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via da invari&acirc;ncia ou  equival&ecirc;ncia das medidas usadas na sua avalia&ccedil;&atilde;o. Esta avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; particularmente relevante quando se  pretende avaliar um constructo medido atrav&eacute;s de uma escala em diferentes grupos, pois permite verificar se os membros dos diferentes grupos  atribuem o mesmo significado aos itens da escala (Cheung &amp; Rensvold, 2002; Milfont &amp; Fisher, 2010). O presente estudo apresenta uma medida  diferenciada da perce&ccedil;&atilde;o dos adolescentes dos EEP do pai e dos EEP da m&atilde;e, o Question&aacute;rio de Estilos Educativos  Parentais revisto (QEEP-r), e evidencia as suas propriedades psicom&eacute;tricas, bem como a invari&acirc;ncia desta medida quanto aos EEP do pai  e aos EEP da m&atilde;e.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estilos educativos parentais de pais e m&atilde;es</i></p>     <p>Os estudos sobre a parentalidade e os EEP t&ecirc;m-se focado sobretudo nas m&atilde;es por serem consideradas as principais cuidadoras dos  filhos, passarem mais tempo com eles, tomarem as principais decis&otilde;es na organiza&ccedil;&atilde;o do quotidiano (Jeynes, 2016) e estarem  tamb&eacute;m mais dispon&iacute;veis para colaborar com os investigadores (Tamis-LeMonda, Baumwell, &amp; Cabrera, 2013). No entanto, nos  &uacute;ltimos anos tem havido um acr&eacute;scimo de investiga&ccedil;&atilde;o sobre os EEP dos pais (Jeynes, 2016; Lamb, 2010), sendo  poss&iacute;vel destacar tr&ecirc;s linhas de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa primeira linha de investiga&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o analisados os EEP dos pais, isoladamente, ou por compara&ccedil;&atilde;o com as  m&atilde;es. Neste sentido, alguns estudos mostram que os pais apresentam mais comportamentos autorit&aacute;rios e as m&atilde;es mais  comportamentos autorizados (McKinney &amp; Renk, 2008; Simons &amp; Conger, 2007), enquanto outros estudos revelam que as m&atilde;es apresentam  maior frequ&ecirc;ncia de todos os comportamentos, quando comparadas com os pais (Laible &amp; Carlo, 2004; Pereira, Barbosa-Ducharne, &amp;  Teixeira, 2014).</p>     <p>Numa segunda linha de investiga&ccedil;&atilde;o, os estudos visaram analisar a consist&ecirc;ncia dos EEP de pais e m&atilde;es. Os resultados  revelam associa&ccedil;&otilde;es moderadas a elevadas entre os EEP de ambos, sendo mais frequente que pais e m&atilde;es apresentem o mesmo EEP  (Pereira et al., 2014; Simons &amp; Conger, 2007). Alguns investigadores discutiram o valor preditivo da consist&ecirc;ncia educativa interparental  por compara&ccedil;&atilde;o com o EEP individual, do pai ou da m&atilde;e, face aos resultados observados nos filhos. Por exemplo, se ambos os  pais apresentarem um estilo autorizado, a consist&ecirc;ncia est&aacute; associada a melhor ajustamento dos filhos; contudo, se pelo menos uma das  figuras parentais apresentar um estilo autorizado, este estilo, s&oacute; por si, tem mais efeito no ajustamento dos filhos do que se ambos os pais  fossem consistentemente autorit&aacute;rios ou permissivos. Assim, o efeito positivo do estilo autorizado parece compensar o efeito  desfavor&aacute;vel de um estilo menos adequado apresentado pela outra figura parental (Bolkan, Sano, Costa, Acock, &amp; Day, 2010; Hoeve, Dubas,  Gerris, van der Laan, &amp; Smeenk, 2011; Simons &amp; Conger, 2007).</p>     <p>Finalmente, numa terceira linha de investiga&ccedil;&atilde;o, os estudos apresentavam como objetivo perceber quais os efeitos dos EEP dos pais  e das m&atilde;es, separadamente, no desenvolvimento e adapta&ccedil;&atilde;o dos seus filhos. Os resultados t&ecirc;m revelado genericamente que  pais e m&atilde;es atuam a diferentes n&iacute;veis. Por exemplo, o afeto materno prediz o ajustamento emocional, enquanto o afeto paterno prediz a  realiza&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica (Chen, Liu, &amp; Li, 2000), e o afeto materno, mas n&atilde;o o paterno, prediz o ajustamento  psicol&oacute;gico (Kim, 2008). Numa meta-an&aacute;lise de 48 estudos sobre os preditores parentais da agressividade relacional nas  crian&ccedil;as, Kawabata, Alink, Tseng, van IJzendoorn e Crick (2011) identificaram como preditores a parentalidade positiva e a parentalidade  coerciva de pais e de m&atilde;es, a parentalidade n&atilde;o envolvida das m&atilde;es e o controlo psicol&oacute;gico dos pais.</p>     <p>Embora os estudos anteriormente apresentados tenham usado medidas que avaliam as mesmas dimens&otilde;es de EEP nos pais e nas m&atilde;es,  n&atilde;o analisaram a invari&acirc;ncia destas medidas. Para aprofundar o conhecimento sobre o papel dos pais e das m&atilde;es &eacute;  fundamental dispormos de instrumentos que reconhecidamente avaliem as mesmas dimens&otilde;es da parentalidade em ambos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Perce&ccedil;&atilde;o dos adolescentes sobre os estilos educativos parentais</i></p>     <p>Igualmente importante &eacute; percebermos as perce&ccedil;&otilde;es constru&iacute;das pelos adolescentes sobre os EEP dos pais e das  m&atilde;es. A investiga&ccedil;&atilde;o sobre EEP tem recorrido, mais comummente, a question&aacute;rios e a entrevistas a pais e a filhos (Hoff,  Laursen, &amp; Tardif, 2002; Simons &amp; Conger, 2007). Os relatos de pais e filhos tendem a ser diferentes (Hoff et al., 2002) ou a apresentar  correla&ccedil;&otilde;es de valor baixo a moderado (Cheung, Pomerantz, Wang, &amp; Qu, 2016). Contudo, a literatura tem demonstrado que as  perce&ccedil;&otilde;es dos filhos sobre os EEP, nomeadamente dos adolescentes, s&atilde;o uma medida mais fidedigna do que a  perce&ccedil;&atilde;o dos pais, na medida em que est&atilde;o menos sujeitas a enviesamento inerente &agrave; desejabilidade social (Morsbach  &amp; Prinz, 2006), e tamb&eacute;m porque t&ecirc;m sido apontadas como melhores preditores do desenvolvimento e/ou adapta&ccedil;&atilde;o dos  adolescentes (Cheung et al., 2016; Pelegrina, Garcia Linares, &amp; Casanova, 2003).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Dimens&otilde;es dos estilos educativos parentais</i></p>     <p>Na linha do importante contributo te&oacute;rico e emp&iacute;rico de Baumrind (1989, 1991), as dimens&otilde;es mais referenciadas na  literatura s&atilde;o o afeto/aceita&ccedil;&atilde;o parental e o controlo parental, de cujo cruzamento &eacute; poss&iacute;vel identificar os  quatro estilos educativos parentais (Morris et al., 2013). O afeto/aceita&ccedil;&atilde;o refere-se ao clima de intera&ccedil;&atilde;o positivo,  marcado por comportamentos parentais responsivos &agrave;s necessidades e interesses dos filhos. Na adolesc&ecirc;ncia esta responsividade inclui  ainda a sensibilidade &agrave;s necessidades de autonomia comportamental e psicol&oacute;gica dos jovens, que tem sido identificado na literatura  como uma dimens&atilde;o de promo&ccedil;&atilde;o da autonomia. Inclui comportamentos parentais de encorajamento da express&atilde;o pessoal e da  tomada de decis&atilde;o aut&oacute;noma (Bean &amp; Northrup, 2009; Cheung et al., 2016). O afeto parental e a promo&ccedil;&atilde;o da autonomia  s&atilde;o dimens&otilde;es habitualmente associadas a melhores indicadores de ajustamento dos adolescentes (Barber, Stolz &amp; Olson, 2005; Bean  &amp; Northrup, 2009; Chen et al., 2000; Swanson, 2010).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; dimens&atilde;o do controlo parental, parece ser consensual a necessidade de especificar a que tipo de controlo nos  referimos (Grolnick &amp; Pomerantz, 2009). Tem-se distinguido o controlo psicol&oacute;gico (comportamentos intrusivos que resultam em  desvaloriza&ccedil;&atilde;o dos filhos) do controlo comportamental. Este &uacute;ltimo revela-se na adolesc&ecirc;ncia atrav&eacute;s da  monitoriza&ccedil;&atilde;o parental (Barber et al., 2005). A monitoriza&ccedil;&atilde;o parental diz respeito ao conhecimento dos pais acerca de  onde, com quem e o que est&atilde;o a fazer os filhos, quando n&atilde;o est&atilde;o com os pais. O conhecimento parental pode ter a sua origem em  diversas fontes e, neste sentido, Stattin e Kerr (2000) propuseram a distin&ccedil;&atilde;o entre os esfor&ccedil;os que os pais fazem para obter  a informa&ccedil;&atilde;o (monitoriza&ccedil;&atilde;o parental) e o conhecimento que eles de facto possuem (conhecimento parental). Esta  distin&ccedil;&atilde;o permitiu verificar que o conhecimento parental &eacute; o preditor mais forte do ajustamento do adolescente (e.g., Eaton,  Krueger, Johnson, McGue, &amp; Iacono, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio de Estilos Educativos Parentais revisto</i></p>     <p>A primeira vers&atilde;o do Question&aacute;rio dos Estilos Educativos Parentais (QEEP) avalia a perce&ccedil;&atilde;o dos adolescentes acerca  dos EEP dos pais, tendo sido proposta por Ducharne, Cruz, Marinho e Grande (2006) a partir das <i>Parenting Scales</i> (Lamborn, Mounts, Sternberg  &amp; Dornbusch, 1991), e posteriormente validada por Cruz et al. (2011) com adolescentes com idades compreendidas entre 12 e 15 anos. Este  question&aacute;rio integrava 19 itens organizados em duas escalas. A primeira escala, aceita&ccedil;&atilde;o, possui nove itens, sendo apenas  cinco destes itens diferenciados para pais e m&atilde;es. A segunda escala, monitoriza&ccedil;&atilde;o, inclui dois conjuntos de cinco itens  semelhantes (num total de 10 itens), o primeiro relativo aos esfor&ccedil;os de monitoriza&ccedil;&atilde;o (o que os pais tentam saber) e o  segundo relativo ao conhecimento (o que os pais realmente sabem), n&atilde;o sendo estes itens diferenciados para pais e para m&atilde;es. Apenas  cinco dos nove itens da escala aceita&ccedil;&atilde;o eram respondidos separadamente para o pai e para a m&atilde;e. O c&aacute;lculo do  <i>score</i> da escala aceita&ccedil;&atilde;o era realizado calculando a m&eacute;dia aritm&eacute;tica de cada item respondido separadamente para  pais e m&atilde;es (cinco itens), e somando estes valores aos restantes quatro itens da escala. Deste modo, e dado que os itens da escala  monitoriza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o eram diferenciados para pais e m&atilde;es, o question&aacute;rio n&atilde;o permitia obter uma medida  diferenciada dos EEP do pai e dos EEP da m&atilde;e.</p>     <p>O estudo das carater&iacute;sticas psicom&eacute;tricas do QEEP atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria (Cruz et al.,  2011) concluiu que, na escala monitoriza&ccedil;&atilde;o, eram os itens inerentes ao conhecimento, e n&atilde;o os itens inerentes aos  esfor&ccedil;os de monitoriza&ccedil;&atilde;o, os que melhor a caraterizavam . Esta primeira vers&atilde;o do QEEP foi utilizada em diferentes  estudos que avaliam a perce&ccedil;&atilde;o dos adolescentes sobre os estilos educativos parentais (e.g., Oliveira &amp; Soares, 2011; Prata,  Barbosa-Ducharne, Gon&ccedil;alves, &amp; Cruz, 2013; Vasconcelos-Raposo, Teixeira, Lima, &amp; Monteiro, 2015). Os resultados demonstram que  n&atilde;o h&aacute; um efeito do g&eacute;nero do adolescente na carateriza&ccedil;&atilde;o dos EEP dos pais (Vasconcelos-Raposo et al., 2015), e  ainda que a dimens&atilde;o monitoriza&ccedil;&atilde;o parental encontra-se positivamente associada ao rendimento escolar dos adolescentes (Prata  et al., 2013).</p>     <p>Com o objetivo de captar a especificidade da atua&ccedil;&atilde;o dos pais e das m&atilde;es com os seus filhos adolescentes (at&eacute; aos 18  anos de idade), foi levada a cabo a revis&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o do QEEP. A vers&atilde;o inicialmente revista do instrumento (QEEP-r)  integra dois tipos de altera&ccedil;&otilde;es relativamente ao QEEP, nomeadamente: (1) acr&eacute;scimo de um conjunto de itens para caraterizar  melhor as dimens&otilde;es avaliadas pelo instrumento e adicionar uma dimens&atilde;o (promo&ccedil;&atilde;o de autonomia) at&eacute; ent&atilde;o  n&atilde;o contemplada, e (2) constru&ccedil;&atilde;o de duas vers&otilde;es paralelas, para pais e m&atilde;es. A primeira  altera&ccedil;&atilde;o concretizou-se com o acr&eacute;scimo de 14 novos itens adaptados de Oliva-Delgado, Parra-Jim&eacute;nez,  S&agrave;nches-Queija e L&oacute;pez-Gavi&ntilde;o (2007). Este acr&eacute;scimo teve como objetivos: (1) refor&ccedil;ar a dimens&atilde;o do  afeto na intera&ccedil;&atilde;o entre pais e filhos (quatro itens), (2) acrescentar dois pares de itens semelhantes relativos &agrave;  monitoriza&ccedil;&atilde;o e ao conhecimento parental (como correu o dia e qual o desempenho na escola), e (3) identificar uma dimens&atilde;o de  promo&ccedil;&atilde;o da autonomia, fundamental no ajustamento de adolescentes mais velhos, aumentando para tal o n&uacute;mero de itens que  conceptualmente se integrariam nesta dimens&atilde;o (cinco itens). Na sequ&ecirc;ncia destas altera&ccedil;&otilde;es, e em conson&acirc;ncia com  o conhecimento pr&eacute;vio sobre a distribui&ccedil;&atilde;o dos itens em instrumentos anteriormente validados (Cruz et al., 2011; Ducharne et  al., 2006; Oliva-Delgado et al., 2007) &eacute; esperado que sejam identificadas tr&ecirc;s dimens&otilde;es no QEEP-r, nomeadamente, uma de  promo&ccedil;&atilde;o de autonomia psicol&oacute;gica, e, &agrave; semelhan&ccedil;a da vers&atilde;o original do QEEP, uma de  aceita&ccedil;&atilde;o e/ou afeto e/ou clima positivo, e uma de monitoriza&ccedil;&atilde;o e/ou conhecimento.</p>     <p>Uma vez que outro dos objetivos da revis&atilde;o do instrumento consistia em construir duas vers&otilde;es de medida invariante, o segundo  tipo de altera&ccedil;&otilde;es consistiu em criar duas vers&otilde;es paralelas para pais e para m&atilde;es, exatamente com os mesmos 33 itens  (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>). Todos os itens do question&aacute;rio s&atilde;o de ordem positiva ou direta. Cada item &eacute; avaliado com  recurso a uma escala de quatro pontos, que varia entre 1 &ldquo;Nunca ou quase nunca&rdquo; e 4 &ldquo;Sempre ou quase sempre&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a09t1.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Este artigo apresenta o QEEP-r, e evidencia as suas propriedades psicom&eacute;tricas, bem como a invari&acirc;ncia desta medida quanto &agrave;  perce&ccedil;&atilde;o dos adolescentes dos estilos educativos do pai e dos estilos educativos da m&atilde;e. &Eacute; esperado que esta  vers&atilde;o revista apresente uma estrutura fatorial tridimensional em reflexo da integra&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es &agrave;  vers&atilde;o original, apresentando um fator de promo&ccedil;&atilde;o de autonomia psicol&oacute;gica, um fator de aceita&ccedil;&atilde;o e/ou  afeto e/ou clima positivo, e um fator de monitoriza&ccedil;&atilde;o e/ou conhecimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>O QEEP-r foi administrado a 700 alunos do terceiro ciclo do ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio. Para efeitos de estudo das  carater&iacute;sticas psicom&eacute;tricas da medida de avalia&ccedil;&atilde;o dos EEP, selecionaram-se os participantes que responderam a ambas  as escalas, e eliminaram-se aqueles que responderam apenas a uma das escalas (<i>n</i>=36). Assim, o presente estudo contou com os dados de 664  participantes, alunos do 7&ordm; (<i>n</i>=105, 15.80%), 9&ordm; (<i>n</i>=225, 33.90%), 10&ordm; (<i>n</i>=79, 11.90%), 11&ordm; (<i>n</i>=89,  13.40%) e 12&ordm; (<i>n</i>=166, 25.00%) anos de escolaridade. A idade dos participantes distribui-se entre os 12 e os 18 anos, <i>M</i>=15.31,  <i>DP</i>=1.25. Mais especificamente, os participantes distribu&iacute;am-se pelos seguintes grupos et&aacute;rios: 12 anos (<i>n</i>=14, 2.10%),  13 anos (<i>n</i>=60, 9.00%), 14 anos (<i>n</i>=57, 8.60%), 15 anos (<i>n</i>=203, 30.60%), 16 anos (<i>n</i>=218, 32.80), 17 anos (<i>n</i>=83,  12.50%), 18 anos (<i>n</i>=13, 2.00%), havendo 16 casos (2.40%) sem informa&ccedil;&atilde;o nesta vari&aacute;vel. No que concerne &agrave;  distribui&ccedil;&atilde;o por g&eacute;nero, 54.20% s&atilde;o do g&eacute;nero feminino e 43.50% do g&eacute;nero masculino.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>O QEEP-r foi administrado a alunos de seis escolas dos distritos de Braga e Porto, ap&oacute;s a autoriza&ccedil;&atilde;o das  dire&ccedil;&otilde;es das escolas envolvidas. O question&aacute;rio foi distribu&iacute;do em 26 turmas, sendo quatro do 7&ordm; ano de  escolaridade (15.39%), nove do 9&ordm; ano de escolaridade (34.61%), tr&ecirc;s do 10&ordm; ano de escolaridade (11.54%), tr&ecirc;s do 11&ordm;  ano de escolaridade (11.54%) e sete do 12&ordm; ano de escolaridade (26.92%). Todos os alunos preencheram o question&aacute;rio durante um  per&iacute;odo de 30 minutos de uma aula, na presen&ccedil;a de um investigador e de um professor. O consentimento informado para a  participa&ccedil;&atilde;o no estudo foi dado pelos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Propriedades psicom&eacute;tricas do QEEP-r</i></p>     <p>O estudo das propriedades psicom&eacute;tricas do QEEP-r foi realizado atrav&eacute;s de an&aacute;lises fatoriais confirmat&oacute;rias (AFCs),  utilizando o <i>software</i> AMOS vers&atilde;o 23 (Arbuckle, 2014). A qualidade de ajustamento do modelo das AFCs foi avaliada, tal como descrita  em Mar&ocirc;co (2014). O teste de Qui-quadrado n&atilde;o foi considerado como indicador de ajustamento dadas as limita&ccedil;&otilde;es que lhe  s&atilde;o apontadas em modelos testados em amostras com elevado n&uacute;mero de participantes (Hooper, Coughlan, &amp; Mullen, 2008). O  ajustamento dos modelos foi levado a cabo de acordo com o procedimento descrito em Mar&ocirc;co (2014).</p>     <p>Cada AFC (referente &agrave; escala de estilos educativos do pai e &agrave; escala de estilos educativos da m&atilde;e) incluiu tr&ecirc;s  vari&aacute;veis latentes, correspondentes ao modelo fatorial tridimensional esperado de acordo com o conhecimento pr&eacute;vio sobre a  distribui&ccedil;&atilde;o dos itens em instrumentos anteriormente validados (Cruz et al., 2011; Ducharne et al., 2006; Oliva-Delgado et al.,  2007). Concretamente, as AFCs iniciais avaliaram uma estrutura fatorial tridimensional dos estilos educativos dos pais e dos estilos educativos das  m&atilde;es considerando um fator de promo&ccedil;&atilde;o de autonomia psicol&oacute;gica (itens 1, 2, 3, 5, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, e 18), um  fator de aceita&ccedil;&atilde;o e/ou afeto e/ou humor/clima positivo (itens 4, 6, 14, 15, 16, 17, e 19), e um fator de monitoriza&ccedil;&atilde;o  e/ou conhecimento (itens 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, e 33). Estes modelos de AFC para os estilos educativos do pai,  <i>&chi;<sup>2</i></sup>(492)=3438.58, <i>p</i>&lt;.001, <i>&chi;<sup>2</sup>/g.l.</i>=6.99, <i>GFI</i>=.75, <i>CFI</i>=.80, <i>TLI</i>=.78,  <i>PCFI</i>=.74, <i>PGFI</i>=.66, <i>RMSEA</i>=.10, <i>p</i>&lt;.001, e para os estilos educativos da m&atilde;e,  <i>&chi;<sup>2</i></sup>(492)=3767.92, <i>p</i>&lt;.001, <i>&chi;<sup>2</sup>/g.l.</i>=7.67, <i>GFI</i>=.74, <i>CFI</i>=.74, <i>TLI</i>=.72,  <i>PCFI</i>=.69, <i>PGFI</i>=.65, <i>RMSEA</i>=.10, <i>p</i>&lt;.001, revelaram &iacute;ndices de ajustamento inadequados.</p>     <p>Procurando alcan&ccedil;ar &iacute;ndices de ajustamento adequados procedeu-se &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o de itens que apresentavam pesos  fatoriais estandardizados inferiores a .50 e valores de fiabilidade individual inferior a .25, bem como dos itens cujos erros de  mensura&ccedil;&atilde;o se correlacionavam com outros fatores e/ou itens, atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos &iacute;ndices de  modifica&ccedil;&atilde;o (considerando um <i>threshold</i> de 11). Os modelos fatoriais tridimensionais resultantes apresentam uma  solu&ccedil;&atilde;o de 15 itens distribu&iacute;dos por um fator de promo&ccedil;&atilde;o de autonomia psicol&oacute;gica (PAP; itens 3, 5, 7,  10, 12, e 13), um fator de clima positivo (CP; itens 14, 15, 16, e 17), e um fator de conhecimento (C; itens 27, 29, 31, 32, 33). Ambos os modelos  de estilos educativos do pai e de estilos educativos da m&atilde;e revelam &iacute;ndices de ajustamento adequados, como se apresenta na  <a href="#f1">Figura 1</a> e na <a href="#f2">Figura 2</a>. Os itens de ambas as escalas apresentam pesos fatoriais elevados  (<i>&beta;</i>&ge;0.50) e fiabilidades individuais adequadas (<i>R<sup>2</i></sup>&ge;0.25). Adicionalmente, os valores de assimetria  (<i>sk</i>&lt;1.60) e curtose (<i>ku</i>&lt;1.86) dos itens de ambas as escalas remetem para uma distribui&ccedil;&atilde;o normal dos dados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a09f1.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a09f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A fiabilidade comp&oacute;sita revelou-se elevada para os fatores da escala de estilos educativos do pai (AP: .92, CP: .93, e C: .91) assim como  para os fatores da escala de estilos educativos da m&atilde;e (AP: .90, CP: .92, e C: .90). Os resultados obtidos da medida de vari&acirc;ncia  extra&iacute;da m&eacute;dia (VEM) revelaram-se aceit&aacute;veis (<i>VEM</i>&ge;0.50) e foram utilizados como indicadores da validade  discriminante das dimens&otilde;es pela sua compara&ccedil;&atilde;o com o quadrado da correla&ccedil;&atilde;o entre fatores (Mar&ocirc;co, 2014).  Assim, na escala de estilos educativos do pai verifica-se a validade discriminante dos fatores AP e CP, CP e C, e AP e C, cujo quadrado das  correla&ccedil;&otilde;es (<i>r<sup>2</i></sup><sub>AP,CP</sub>=.58, <i>r<sup>2</i></sup><sub>CP,C</sub>=.41, e  <i>r<sup>2</i></sup><sub>AP,C</sub>=.52) s&atilde;o inferiores aos valores de <i>VEM</i> para cada um dos fatores (<i>VEM</i><sub>AP</sub>=.65,  <i>VEM</i><sub>CP</sub>=.59, <i>VEM</i><sub>C</sub>=.68). De igual modo, na escala de estilos educativos da m&atilde;e verifica-se a validade  discriminante dos fatores AP e CP, CP e C, e AP e C, cujo quadrado das correla&ccedil;&otilde;es (<i>r<sup>2</i></sup><sub>AP,CP</sub>=.49,  <i>r<sup>2</i></sup><sub>CP,C</sub>=.26, e <i>r<sup>2</i></sup><sub>AP,C</sub>=.27) s&atilde;o inferiores aos valores de <i>VEM</i> para cada um  dos fatores (<i>VEM</i><sub>AP</sub>=.61, <i>VEM</i><sub>CP</sub>=.58, <i>VEM</i><sub>C</sub>=.66). As correla&ccedil;&otilde;es entre as  dimens&otilde;es em cada escala, apresentadas na <a href="#f1">Figura 1</a> e na <a href="#f2">Figura 2</a>, s&atilde;o de tamanho m&eacute;dio e  estatisticamente significativas (<i>ps</i>&lt;.001).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Invari&acirc;ncia da medida da perce&ccedil;&atilde;o dos adolescentes quanto aos estilos educativos do pai e aos estilos educativos da  m&atilde;e</i></p>     <p>A invari&acirc;ncia do modelo fatorial tridimensional para a perce&ccedil;&atilde;o dos adolescentes sobre os estilos educativos do pai e sobre  os estilos educativos da m&atilde;e foi avaliada inicialmente atrav&eacute;s de uma AFC para as perce&ccedil;&otilde;es sobre os EEP dos dois  progenitores (invari&acirc;ncia configural) e posteriormente atrav&eacute;s do procedimento de an&aacute;lise multigrupos, usando o <i>software</i>  AMOS vers&atilde;o 23 (Arbuckle, 2014). Esta an&aacute;lise foi realizada tendo em considera&ccedil;&atilde;o um design intra-individual (Adolf,  Schuurman, Borkenau, Borsboom, &amp; Dolan, 2014), avaliando a perce&ccedil;&atilde;o do mesmo participante relativamente aos EEP do pai e aos EEP  da m&atilde;e. Como crit&eacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o da invari&acirc;ncia da medida (Milfont &amp; Fisher, 2010), na  compara&ccedil;&atilde;o entre modelos utilizou-se o valor da diferen&ccedil;a do teste de Qui-quadrado (Mar&ocirc;co, 2014) e o valor da  diferen&ccedil;a do &iacute;ndice relativo <i>CFI</i> inferior a .01 sugerido por Cheung e Rensvold (2002).</p>     <p>AAFC do modelo fatorial tridimensional para a perce&ccedil;&atilde;o sobre os EEP do pai e os EEP da m&atilde;e revelou &iacute;ndices de  ajustamento adequado, <i>&chi;<sup>2</i></sup>(174)=509.32, <i>p</i>&lt;.001, <i>&chi;<sup>2</sup>/g.l.</i>=2.93, <i>GFI</i>=.95, <i>CFI</i>=.97,  <i>TLI</i>=.96, <i>PCFI</i>=.80, <i>PGFI</i>=.69, <i>RMSEA</i>=.04, <i>p</i>=1.00, IC 90% [.03,.04], demonstrando assim a exist&ecirc;ncia de  invari&acirc;ncia configural. Os resultados da an&aacute;lise multigrupos realizada na sequ&ecirc;ncia da an&aacute;lise da invari&acirc;ncia  configural do modelo, encontram-se descritos na <a href="#t2">Tabela 2</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a09t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A compara&ccedil;&atilde;o do modelo livre (B) com o modelo com pesos fatoriais fixos (R1) permite concluir a invari&acirc;ncia de medida fraca  (invari&acirc;ncia m&eacute;trica), <i>&Delta;&chi;<sup>2</i></sup>(12)=19.45 <i>p</i>=.08, <i>&Delta;CFI</i>=0. No entanto, como se verifica na  <a href="#t2">Tabela 2</a>, a compara&ccedil;&atilde;o dos modelos seguintes [modelo com pesos fatoriais e interceptos fixos (R2), e modelo com  pesos fatoriais, interceptos, vari&acirc;ncias/covari&acirc;ncias dos erros fixos (R3)] n&atilde;o permite constatar a invari&acirc;ncia de medida  forte (escalar) ou de medida estrita (residual).</p>     <p>Na <a href="#t3">Tabela 3</a> apresentam-se os itens que comp&otilde;em o QEEP-r de acordo com os resultados do seu estudo  psicom&eacute;trico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n3/36n3a09t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Este artigo apresenta o QEEP-r, e evidencia as suas propriedades psicom&eacute;tricas, assim como a invari&acirc;ncia da medida da  perce&ccedil;&atilde;o dos adolescentes quanto aos estilos educativos do pai e aos estilos educativos da m&atilde;e. Os resultados demonstram que o  QEEP-r &eacute; um instrumento com caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas adequadas, que permite a avalia&ccedil;&atilde;o invariante da  perce&ccedil;&atilde;o dos adolescentes at&eacute; aos 18 anos de idade quanto aos estilos educativos do pai e aos estilos educativos da  m&atilde;e. Uma vez que os instrumentos existentes para avalia&ccedil;&atilde;o dos EEP se destinam a idades inferiores, consideramos que o  presente estudo apresenta um significativo contributo para o contexto da investiga&ccedil;&atilde;o nacional sobre os EEP.</p>     <p>Os resultados da AFC evidenciam uma estrutura tridimensional do QEEP-r que preserva 15 dos 33 itens propostos. Demonstram ainda pesos fatoriais  elevados e fiabilidade individual adequada para cada um dos 15 itens das escalas de estilos educativos (do pai e da m&atilde;e). Os resultados da  medida de vari&acirc;ncia m&eacute;dia extra&iacute;da revelaram-se aceit&aacute;veis e permitem constatar a validade discriminante dos fatores das  escalas de EEP (do pai e da m&atilde;e). Os resultados de fiabilidade comp&oacute;sita dos fatores das escalas indicam a elevada consist&ecirc;ncia  interna das escalas de estilos educativos (do pai e da m&atilde;e).</p>     <p>A estrutura tridimensional obtida carateriza-se por um fator de autonomia psicol&oacute;gica (seis itens), um fator de clima positivo (quatro  itens) e um fator de conhecimento (cinco itens). Estes fatores s&atilde;o consistentes com a literatura sobre EEP (e.g., Bean &amp; Northrup, 2009;  Cheung et al., 2016; Morris et al., 2013). O fator de autonomia psicol&oacute;gica refere-se &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da autonomia do  adolescente atrav&eacute;s das a&ccedil;&otilde;es que promovem o pensamento independente e a tomada de decis&atilde;o informada e consciente.  Durante a adolesc&ecirc;ncia, os jovens v&atilde;o progressivamente desenvolvendo a sua autonomia como resultado das diferentes tarefas de  desenvolvimento que concernem &agrave;s exig&ecirc;ncias de socializa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; esperado que o adolescente se torne  progressivamente mais capaz, ao longo do seu desenvolvimento, de desenvolver intera&ccedil;&otilde;es sociais adequadas fora do contexto familiar,  resolver problemas autonomamente e gerir as exig&ecirc;ncias e expetativas acad&eacute;micas (Bean &amp; Northrup, 2009; Swanson, 2010).</p>     <p>O fator clima positivo diz respeito a carater&iacute;sticas de intera&ccedil;&atilde;o positiva que os pais estabelecem com os filhos, como por  exemplo o bom-humor, o otimismo, ou um ambiente calmo e relaxado. Este fator corresponde &agrave; dimens&atilde;o de afeto dos EEP, descrita na  literatura como indicando um clima de intera&ccedil;&atilde;o positiva entre pais e filhos (Laible &amp; Carlo, 2007).</p>     <p>O fator conhecimento prende-se com o conhecimento efetivo que os pais t&ecirc;m das atividades e dos comportamentos dos filhos na sua  aus&ecirc;ncia. Este fator &eacute; consistente com a dimens&atilde;o de controlo parental (Grolnick &amp; Pomerantz, 2009) e corresponde, pelos  itens que integra, &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de conhecimento parental proposta por Stattin e Kerr (2000), nomeadamente ao conhecimento do  que se passa no quotidiano dos adolescentes quando n&atilde;o est&atilde;o com os pais.</p>     <p>Os tr&ecirc;s constructos identificados nos fatores das escalas de EEP (do pai e da m&atilde;e), autonomia psicol&oacute;gica, clima positivo e  conhecimento, t&ecirc;m sido apontados na literatura como associados ao melhor desenvolvimento e/ou ajustamento do adolescente (e.g., Bean &amp;  Northrup, 2009; Chen et al., 2000; Stattin &amp; Kerr, 2000). Tal como identificado em estudos pr&eacute;vios, os tr&ecirc;s constructos  apresentaram, em cada escala, correla&ccedil;&otilde;es positivas de tamanho de efeito moderado (Bean &amp; Northrup, 2009; Chen et al., 2000).</p>     <p>AAFC do modelo fatorial tridimensional para a perce&ccedil;&atilde;o sobre os EEP do pai e os EEP da m&atilde;e revelou a exist&ecirc;ncia de  invari&acirc;ncia configural. Os resultados da an&aacute;lise multigrupos realizada na sequ&ecirc;ncia da an&aacute;lise da invari&acirc;ncia  configural do modelo permitiram concluir a invari&acirc;ncia de medida fraca (invari&acirc;ncia m&eacute;trica), mas n&atilde;o a invari&acirc;ncia  de medida forte (escalar) ou de medida estrita (residual). A invari&acirc;ncia configural indica que os participantes concetualizam os constructos  do mesmo modo para pais e m&atilde;es. A invari&acirc;ncia m&eacute;trica indica que os adolescentes respondem aos itens da escala de EEP do pai e  aos itens da escala de EEP da m&atilde;e da mesma maneira, isto &eacute;, as rela&ccedil;&otilde;es entre os itens de cada escala e os respetivos  fatores s&atilde;o os mesmos nos dois grupos (perce&ccedil;&otilde;es dos EEP do pai e perce&ccedil;&otilde;es dos EEP da m&atilde;e).</p>     <p>A invari&acirc;ncia escalar n&atilde;o foi identificada. Podemos concluir que as m&eacute;dias dos constructos para a escala de EEP do pai  s&atilde;o diferentes das m&eacute;dias dos constructos para a escala de EEP da m&atilde;e e, como tal, n&atilde;o podem ser comparadas. Os  resultados deste estudo indicam valores mais elevados em todos os constructos da escala de EEP da m&atilde;e, por compara&ccedil;&atilde;o &agrave;  escala de EEP do pai. Este resultado &eacute; consistente com a literatura (Laible &amp; Carlo, 2004; Pereira et al., 2014). A diferen&ccedil;a na  perce&ccedil;&atilde;o dos adolescentes sobre os EEP da m&atilde;e, por compara&ccedil;&atilde;o aos EEP do pai, pode estar relacionada com o facto  de as m&atilde;es assumirem tipicamente a fun&ccedil;&atilde;o de prestadoras de cuidados, estando mais presentes na vida dos filhos adolescentes.  Este aspeto &eacute; corroborado por outros estudos que tamb&eacute;m indicam as m&atilde;es como principais cuidadoras dos filhos, sendo quem  passa mais tempo com eles (Jeynes, 2016). A invari&acirc;ncia residual tamb&eacute;m n&atilde;o foi identificada, sendo escassos os estudos de  invari&acirc;ncia da medida em que tal acontece (Mar&ocirc;co, 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A estrutura tridimensional inicialmente proposta para o QEEP-r de acordo com a distribui&ccedil;&atilde;o dos itens observada nos instrumentos  que lhe deram origem (Cruz et al., 2011; Ducharne et al., 2006; Oliva-Delgado et al., 2007) manteve-se, embora com um menor n&uacute;mero de itens  em cada fator. Assim, o fator autonomia psicol&oacute;gica n&atilde;o reteve seis dos 12 itens inicialmente propostos. Tal pode dever-se ao facto  de os itens eliminados (1, 2, 8, 9, 11 e 18) terem sido interpretados pelos adolescentes no &acirc;mbito de outros constructos/dimens&otilde;es que  n&atilde;o a promo&ccedil;&atilde;o da autonomia, como por exemplo apoio parental, express&atilde;o da assertividade e desempenho acad&eacute;mico.  Tamb&eacute;m no fator clima positivo se eliminaram tr&ecirc;s dos sete itens inicialmente propostos (4, 6 e 19). De igual modo, estes podem ter  sido interpretados pelos adolescentes no &acirc;mbito de outros constructos/dimens&otilde;es que n&atilde;o o clima positivo, como o desempenho  acad&eacute;mico. No fator conhecimento eliminaram-se os sete itens alusivos aos esfor&ccedil;os de monitoriza&ccedil;&atilde;o (20 a 26) e dois  itens inerentes ao conhecimento (28 e 30). Os itens 28 e 30, respetivamente &ldquo;At&eacute; que ponto o teu Pai (a tua M&atilde;e) REALMENTE sabe  onde vais quando sais &agrave; noite&rdquo; e &ldquo;At&eacute; que ponto o teu Pai (a tua M&atilde;e) REALMENTE sabe onde est&aacute;s de tarde  quando sais da escola&rdquo; parecem ter sido interpretados como semelhantes ao 29 &ldquo;At&eacute; que ponto o teu Pai (a tua M&atilde;e)  REALMENTE sabe o que fazes nos teus tempos livres&rdquo;, retido no fator. J&aacute; a elimina&ccedil;&atilde;o dos itens alusivos aos  esfor&ccedil;os de monitoriza&ccedil;&atilde;o (20 a 26) &eacute; consistente com o estudo das carater&iacute;sticas psicom&eacute;tricas do QEEP  (Cruz et al., 2011) que concluiu serem os itens inerentes ao conhecimento os que melhor caraterizavam a dimens&atilde;o.</p>     <p>Embora a estrutura tridimensional final com os 15 itens retidos apresente &iacute;ndices de ajustamento adequados, pesos fatoriais elevados,  fiabilidade individual adequada para cada um dos itens, validade discriminante dos fatores e elevada consist&ecirc;ncia interna das escalas de  estilos educativos (do pai e da m&atilde;e), reconhecemos que o m&eacute;todo de sele&ccedil;&atilde;o de itens utilizado n&atilde;o &eacute;  isento de limita&ccedil;&otilde;es. Nomeadamente, as estimativas apresentadas podem n&atilde;o se manter ou reproduzir em diferentes amostras. Por  outro lado, sendo o estudo transversal, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel avaliar a ocorr&ecirc;ncia do fen&oacute;meno de regress&atilde;o  &agrave; m&eacute;dia. Nesse sentido, &eacute; importante que a investiga&ccedil;&atilde;o futura avalie as propriedades psicom&eacute;tricas do  QEEP-r em diferentes amostras, e em diferentes momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, em estudos com <i>design</i> intra-sujeitos.</p>     <p>Os participantes deste estudo eram alunos do ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio, residentes nos distritos de Braga e Porto que viviam ou  tinham contacto di&aacute;rio com ambos os pais. Estas carater&iacute;sticas da amostra podem ser entendidas como limita&ccedil;&otilde;es, uma vez  que n&atilde;o sabemos se estes aspetos poder&atilde;o ter condicionado os resultados obtidos. Estudos futuros dever&atilde;o utilizar amostras de  adolescentes de outras regi&otilde;es do pa&iacute;s e integrados em diferentes estruturas familiares. De igual modo, estudos futuros  dever&atilde;o avaliar a validade concorrente do QEEP-r por compara&ccedil;&atilde;o do instrumento com outros que avaliem constructos similares,  como por exemplo o Question&aacute;rio de Estilos e Dimens&otilde;es Parentais &ndash; Vers&atilde;o Reduzida (Miguel, Valentim, &amp; Carugati,  2009), e ainda avaliar a validade divergente, recorrendo a outros instrumentos cujos constructos dever&atilde;o apresentar rela&ccedil;&otilde;es  de tamanho pequeno ou nulo com os do QEEP-r. Um estudo recente (Cruz, Barbosa-Ducharne, &amp; Can&aacute;rio, submitted) usou o QEEP-r para  perceber de que modo a perce&ccedil;&atilde;o dos EEP do pai e dos EEP da m&atilde;e contribu&iacute;a para as habilidades sociais avaliadas pelo  <i>Social Scales Rating System</i> (Gresham &amp; Elliot, 1990), numa amostra de 168 adolescentes. Os resultados deste estudo demonstram a  validade divergente das dimens&otilde;es do QEEP-r face &agrave;s habilidades sociais, dado que as correla&ccedil;&otilde;es obtidas s&atilde;o de  tamanho pequeno (<i>r<sub>s</sub></i>&lt;.30, <i>p<sub>s</sub></i>&lt;.05).</p>     <p>Salienta-se que o QEEP-r avalia as perce&ccedil;&otilde;es dos adolescentes sobre os EEP do pai e da m&atilde;e, as quais t&ecirc;m sido  apontadas na literatura como uma medida fidedigna que reflete um espectro global das intera&ccedil;&otilde;es com os pais (Morsbach &amp; Prinz,  2006). Assim, o QEEP-r apresenta vantagens como instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o dos EEP face a procedimentos de observa&ccedil;&atilde;o  direta da parentalidade, focalizados em amostras restritas de comportamentos parentais e com validade ecol&oacute;gica limitada.</p>     <p>Em conclus&atilde;o, o QEEP-r permite caraterizar as perce&ccedil;&otilde;es dos adolescentes, at&eacute; aos 18 anos de idade, acerca das  dimens&otilde;es de autonomia psicol&oacute;gica, clima positivo e conhecimento dos pais e das m&atilde;es. O presente artigo apresenta o  desenvolvimento do QEEP-r a partir de dois instrumentos anteriormente validados, as suas propriedades psicom&eacute;tricas e o estudo da  invari&acirc;ncia da medida para pais e m&atilde;es. Apesar da abund&acirc;ncia de literatura sobre o efeito dos EEP no desenvolvimento dos jovens,  existem poucos estudos sobre os efeitos &uacute;nicos de pais e m&atilde;es, particularmente na adolesc&ecirc;ncia (McKinney &amp; Renk, 2008). Ao  avaliar do mesmo modo as perce&ccedil;&otilde;es dos adolescentes sobre os EEP do pai e da m&atilde;e (medida invariante), o QEEP-r revela-se um  importante recurso, podendo potenciar a investiga&ccedil;&atilde;o sobre o impacto diferencial dos EEP do pai e da m&atilde;e no  desenvolvimento/ajustamento do adolescente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Adolf, J., Schuurman, N. K., Borkenau, P., Borsboom, D., &amp; Dolan, C. V. (2014). Measurement invariance within and between individuals: A  distinct problem in testing the equivalence of intra- and inter-individual model structures. <i>Frontiers in Psychology, 5</i>, 1-14.  <a href="http://doi.org/10.3389/fpsyg.2014.00883" target="_blank">http://doi.org/10.3389/fpsyg.2014.00883</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041802&pid=S0870-8231201800030000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Arbuckle, J. L. (2014). <i>Amos (Version 23.0) [Computer Program]</i>. Chicago: IBM SPSS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041803&pid=S0870-8231201800030000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Barber, B. K., Stolz, H. E., &amp; Olsen, J. A. (2005). Parent support, psychological control, and behavioural control: Assessing relevance  across time, culture, and method. <i>Monographs of the Society for Research in Child Development, 70</i>(4), serial n&ordm; 282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041805&pid=S0870-8231201800030000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baumrind, D. (1989). Rearing competent children. In W. Damon (Ed.), <i>Child development today and tomorrow</i> (pp. 349-378). San Francisco:  Jossey-Bass Inc, Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041807&pid=S0870-8231201800030000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baumrind, D. (1991). Parental styles and adolescent development. In R. Lerner, A. C. Petersen, &amp; J. Brooks-Gunn (Eds.), <i>The encyclopaedia  on adolescence</i> (pp. 746-758). New York: Garland.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041809&pid=S0870-8231201800030000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baumrind, D. (2013). Authoritative parenting revisited: History and current status. In R. E. Larzelere, A. S. Morris, &amp; A. W. Harrist  (Eds.), <i>Authoritative parenting: Synthesizing nurturance and discipline for optimal child development</i> (pp. 11-34). Washington, DC: APA.  <a href="http://doi.org/10.1037/13948-002" target="_blank">http://doi.org/10.1037/13948-002</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041811&pid=S0870-8231201800030000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bean, R. A., &amp; Northrup, J. C. (2009). Parental psychological control, psychology autonomy, and acceptance as predictors of self-esteem in  Latino adolescents. <i>Journal of Family Issues, 30</i>, 1486-1504. <a href="http://doi.org/10.1177/0192513X09339149"  target="_blank">http://doi.org/10.1177/0192513X09339149</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041812&pid=S0870-8231201800030000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Bolkan, C., Sano, Y., Costa, J., Acock, A. C., &amp; Day, R. D. (2010). Early adolescents&rsquo; perceptions of mothers&rsquo; and  fathers&rsquo; parenting styles and problem behavior. <i>Marriage &amp; Family Review, 46</i>, 563-579.  <a href="http://doi.org/10.1080/01494929.2010.543040" target="_blank">http://doi.org/10.1080/01494929.2010.543040</a></p>     <!-- ref --><p>Cardoso, J., &amp; Ver&iacute;ssimo, M. (2013). Estilos parentais e rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o. <i>An&aacute;lise  Psicol&oacute;gica, XXI</i>, 393-406. <a href="http://doi.org/10.14417/ap.807" target="_blank">http://doi.org/10.14417/ap.807</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041814&pid=S0870-8231201800030000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chen, X., Liu, M., &amp; Li, D. (2000). Parental warmth, control, and indulgence and their relations to adjustment in Chinese children: A  longitudinal study. <i>Journal of Family Psychology, 14</i>, 401-419. <a href="http://doi.org/10.1037/0893-3200.14.3.401"  target="_blank">http://doi.org/10.1037/0893-3200.14.3.401</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041815&pid=S0870-8231201800030000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Cheung, C. S., Pomerantz, E. M., Wang, M., &amp; Qu, Y. (2016). Controlling and autonomy-supportive parenting in the United States and China:  Beyond children&rsquo;s reports. <i>Child Development, 87</i>, 1992-2007. <a href="http://doi.org/10.1111/Cdev.12567"  target="_blank">http://doi.org/10.1111/Cdev.12567</a></p>     <!-- ref --><p>Cheung, G. W., &amp; Rensvold, R. B. (2002). Evaluating goodness-of-fit indexes for testing measurement invariance. <i>Structural Equation  Modeling: A Multidisciplinary Journal, 9</i>, 233-255. <a href="http://doi.org/10.1207/S15328007SEM0902_5"  target="_blank">http://doi.org/10.1207/S15328007SEM0902_5</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041817&pid=S0870-8231201800030000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Cruz, O., Barbosa-Ducharne, M., &amp; Can&aacute;rio, C. (submitted). <i>Do adolescents perceptions of mother and father&rsquo;s parenting  behaviors predict their academic achievement and social skills?</i>.</p>     <!-- ref --><p>Cruz, O., Vasconcelos-Raposo, J., Ducharne, M., Almeida, L., Teixeira, C., &amp; Fernandes, H. (2011). Question&aacute;rio de Estilos Educativos  Parentais (QEEP): Contributos para a valida&ccedil;&atilde;o factorial da vers&atilde;o portuguesas das Parenting Scales. <i>Revista Iberoamericana  de Diagn&oacute;stico y Evaluaci&oacute;n, 31</i>, 157-176. <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=459645439009"  target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=459645439009</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041819&pid=S0870-8231201800030000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ducharne, M. A. B., Cruz, O., Marinho, S., &amp; Grande, C. (2006). Question&aacute;rio de Estilos Educativos Parentais (QEEP). <i>Psicologia e  Educa&ccedil;&atilde;o, V</i>, 63-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041820&pid=S0870-8231201800030000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eaton, N. R., Krueger, R. F., Johnson, W., McGue, M., &amp; Iacono, W. G. (2009). Parental monitoring, personality, and delinquency: Further  support for a reconceptualization of monitoring. <i>Journal of Research in Personality, 43</i>, 49-59.  <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2682426/pdf/nihms87265.pdf"  target="_blank">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2682426/pdf/nihms87265.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041822&pid=S0870-8231201800030000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Grolnick, W. S., &amp; Pomerantz, E. M. (2009). Issues and challenges in studying parental control: Toward a new conceptualization. <i>Child  Development Perspectives, 3</i>, 165-170. <a href="http://doi.org/10.1111/j.1750-8606.2009.00099.x"  target="_blank">http://doi.org/10.1111/j.1750-8606.2009.00099.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041823&pid=S0870-8231201800030000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hoff, E., Laursen, B., &amp; Tardif, T. (2002). Socioeconomic status and parenting. In M. H. Bornstein (Ed.), <i>Handbook of parenting</i> (Vol.  2, pp. 231-252). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041824&pid=S0870-8231201800030000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hoeve, M., Dubas, J. S., Gerris, J. R. M., van der Laan, P. H., &amp; Smeenk, W. (2011). Maternal and paternal parenting styles: Unique and  combined links to adolescent and early adult delinquency. <i>Journal of Adolescence, 34</i>, 813-827.  <a href="http://doi.org/10.1016/j.adolescence.2011.02.004" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.adolescence.2011.02.004</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041826&pid=S0870-8231201800030000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hooper, D., Coughlan, J., &amp; Mullen, M. (2008). Structural equation modelling: Guidelines for determining model fit. <i>Electronic Journal of  Business Research Methods, 6</i>, 53-60. <a href="https://arrow.dit.ie/cgi/viewcontent.cgi?article=1001&amp;context=buschmanart"  target="_blank">https://arrow.dit.ie/cgi/viewcontent.cgi?article=1001&amp;context=buschmanart</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041827&pid=S0870-8231201800030000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jeynes, W. H. (2016). Meta-analysis on the roles of fathers in parenting: Are they unique?. <i>Marriage &amp; Family Review, 52</i>, 665-688.  <a href="http://doi.org/10.1080/01494929.2016.1157121" target="_blank">http://doi.org/10.1080/01494929.2016.1157121</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041828&pid=S0870-8231201800030000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kawabata, Y., Alink, L. R. A., Tseng, W. L., van IJzendoorn, M. H., &amp; Crick, N. R. (2011). Maternal and paternal parenting styles associated  with relational aggression in children and adolescents: A conceptual analysis and meta-analytic review. <i>Developmental Review, 31</i>, 240-278.  <a href="http://doi.org/10.1016/j.dr.2011.08.001" target="_blank">http://doi.org/10.1016/j.dr.2011.08.001</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041829&pid=S0870-8231201800030000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kim, E. (2008). Psychological adjustment in young Korean American adolescents and parental warmth. <i>Journal of Child and Adolescent  Psychiatric Nursing, 21</i>, 195-201. <a href="http://doi.org/10.1111/j.1744-6171.2008.00154.x"  target="_blank">http://doi.org/10.1111/j.1744-6171.2008.00154.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041830&pid=S0870-8231201800030000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Laible, D. J., &amp; Carlo, G. (2004). The differential relations of maternal and paternal support and control to adolescent social competence,  self-worth, and sympathy. <i>Journal of Adolescent Research, 19</i>, 759-782. <a href="http://doi.org/10.1177/0743558403260094"  target="_blank">http://doi.org/10.1177/0743558403260094</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041831&pid=S0870-8231201800030000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lamb, M. E. (2010). <i>The role of the father in child development</i> (5<sup>th</sup> ed.). New York: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041832&pid=S0870-8231201800030000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lamborn, S. D., Mounts, N. S., Sternberg, I., &amp; Dornbusch, S. M. (1991). Patterns of competence and adjustment among adolescents from  authoritative, authoritarian, indulgent, and neglectful families. <i>Child Development, 62</i>, 1049-1065.  <a href="http://www.jstor.org/stable/1131151" target="_blank">http://www.jstor.org/stable/1131151</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041834&pid=S0870-8231201800030000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2014). <i>An&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais: Fundamentos te&oacute;ricos, software &amp;  aplica&ccedil;&otilde;es</i> (2&ordf; ed.). Cafilesa: Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041835&pid=S0870-8231201800030000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McKinney, C., &amp; Renk, K. (2008). Differential parenting between mothers and fathers. <i>Journal of Family Issues, 29</i>, 806-827.  <a href="http://doi.org/10.1177/0192513X07311222" target="_blank">http://doi.org/10.1177/0192513X07311222</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041837&pid=S0870-8231201800030000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Miguel, I., Valentim, J. P., &amp; Carugati, F. (2009). Question&aacute;rio de Estilos e Dimens&otilde;es Parentais &ndash; Vers&atilde;o  reduzida: Adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa do Parenting Styles and Dimensions Questionnaire &ndash; Short form. <i>Psychologica, 51</i>, 169-188.  <a href="http://dx.doi.org/10.14195/1647-8606_51_11" target="_blank">http://dx.doi.org/10.14195/1647-8606_51_11</a></p>     <!-- ref --><p>Milfont, T. L., &amp; Fischer, R. (2010). Testing measurement invariance across groups: Applications in cross-cultural research<i>.  International Journal of Psychological Research, 3</i>, 111-121. <a href="http://doi.org/10.1007/s11135-007-9143-x"  arget="_blank">http://doi.org/10.1007/s11135-007-9143-x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041839&pid=S0870-8231201800030000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Morris, S. M., Cui, L., &amp; Steinberg, L. (2013). Parenting research and themes: Wat we have learned and where to go next. In R. E. Larzelere,  A. S. Morris, &amp; A. W. Harrist (Eds.), <i>Authoritative parenting: Synthesizing nurturance and discipline for optimal child development</i> (pp.  35-58). 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Estilos educativos materno y  paterno: Evaluaci&oacute;n y relaci&oacute;n con el ajuste adolescente. <i>Anales de Psicolog&iacute;a, 23</i>, 49-56.  <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=16723107" target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=16723107</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041842&pid=S0870-8231201800030000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliveira, F., &amp; Soares, L. (2011). Programa piloto de interven&ccedil;&atilde;o com pais de crian&ccedil;as com problemas de obesidade.  <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 12</i>, 197-211. <a href="http://www.scielo.mec.pt/pdf/psd/v12n2/v12n2a03.pdf"  target="_blank">http://www.scielo.mec.pt/pdf/psd/v12n2/v12n2a03.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041843&pid=S0870-8231201800030000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pereira, A. A. F., Barbosa-Ducharne, M., &amp; Teixeira, P. M. (2014). Propriedades psicom&eacute;tricas da Escala de Percep&ccedil;&atilde;o do  Funcionamento Parental &ndash; M&atilde;e e Pai. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, 13</i>, 447-455.  <a href="http://pepsic.bvsalud.org/pdf/avp/v13n3/v13n3a17.pdf" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/pdf/avp/v13n3/v13n3a17.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pelegrina, S., Garc&iacute;a-Linares, M. C., &amp; Casanova, P. F. (2003). Adolescents and their parents&rsquo; perceptions about parenting  characteristics. Who can better predict the adolescent&rsquo;s academic competence?. <i>Journal of Adolescence, 26</i>, 651-665.  <a href="http://doi.org/10.1016/S0140-1971(03)00062-9" target="_blank">http://doi.org/10.1016/S0140-1971(03)00062-9</a></p>     <!-- ref --><p>Prata, A., Barbosa-Ducharne, M. A., Gon&ccedil;alves, C., &amp; Cruz, O. (2013). O impacto dos estilos educativos parentais e do desenvolvimento  vocacional no rendimento escolar de adolescentes. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXXI</i>, 235-243.  <a href="http://doi.org/10.14417/ap.726" target="_blank">http://doi.org/10.14417/ap.726</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041846&pid=S0870-8231201800030000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Stattin, H., &amp; Kerr, M. (2000). Parental monitoring: A reinterpretation. <i>Child Development, 71</i>, 1072-1085.  <a href="http://doi.org/10.1111/1467-8624.00210" target="_blank">http://doi.org/10.1111/1467-8624.00210</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041847&pid=S0870-8231201800030000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Simons, L. G., &amp; Conger, R. D. (2007). Linking mother-father differences in parenting to a typology of family parenting styles and  adolescent outcomes. <i>Journal of Parenting Issues, 28</i>, 212-241. <a href="http://dx.doi.org/10.1177/0192513X06294593"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/0192513X06294593</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041848&pid=S0870-8231201800030000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Swanson, D. P. (2010). Adolescent psychosocial processes: Identity, stress, and competence. In D. P. Swanson, M. C. Edwards, &amp; M. B. Spencer  (Eds.), <i>Adolescence: Development during a global era</i> (pp. 93-124). Burlington, MA: Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041849&pid=S0870-8231201800030000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Tamis-LeMonda, C. S., Baumwell, L., &amp; Cabrera, N. J. (2013). Fathers&rsquo; role in children&rsquo;s language development. In N. J. Cabrera  &amp; C. S. Tamis-LeMonda (Eds.), <i>Handbook of father involvement: Multidisciplinary perspectives</i> (2<sup>nd</sup> ed., pp. 135-150).  New York: Tayler &amp; Francis.</p>     <!-- ref --><p>Vasconcelos-Raposo, J., Teixeira, C., Lima, A., &amp; Monteiro, I. (2015). Actividade f&iacute;sica e estilos educativos parentais.  <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 16</i>, 129-147. <a href="http://doi.org/10.15309/15psd160201"  target="_blank">http://doi.org/10.15309/15psd160201</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=041852&pid=S0870-8231201800030000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Orlanda Cruz, Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da  Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Alfredo Allen, 4200-135 Porto, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:orlanda@fpce.up.pt">orlanda@fpce.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho foi financiado pelo Centro de Psicologia da Universidade do Porto, Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia  (FCT UID/PSI/00050/2013) e pelo FEDER atrav&eacute;s do programa COMPETE 2020 (POCI-01-0145FEDER-007294).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 14/07/2017 Aceita&ccedil;&atilde;o: 09/03/2018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>NOTAS</p>     <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup> Os autores optam por traduzir o conceito de &ldquo;authoritative parenting&rdquo;, proposto por  Baumrind (cf. 2013), como &ldquo;estilo parental autorizado/autoritativo&rdquo;. No entanto, na literatura nacional sobre estilos parentais, o  mesmo estilo &eacute; tamb&eacute;m apresentado como democr&aacute;tico (e.g., Miguel, Valentim, &amp; Carugati, 2009) ou autorizante (e.g.,  Cardoso &amp; Ver&iacute;ssimo, 2013).</p>      ]]></body><back>
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