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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pais e Internet: Que tipo de utilização?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study aims to evaluate the efficiency of Portuguese parents to use the internet and the resources available as a source of educational support for their children’s education. Our sample was composed of 282 parents (mothers and fathers) whom answered an online survey. The results have shown that there are some differences between socioeconomic groups towards internet access, as well as differences in parental proficiency according to age, socioeconomic and educational levels. The younger mothers, from the highest socioeconomic and educational levels with younger children, are the largest users and the most proficient ones using the Internet for the search of educational information. These results allow us to understand parents’ habits of internet usage and evaluation, which can give us some clues for new researches and to develop new online resources. These findings can help us think of a way to outline the difficulties within lower socioeconomic population in terms of access to information and its evaluation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Pais e Internet: Que tipo de utiliza&ccedil;&atilde;o?</b></p>     <p><b>Parents and Internet: What kind of usage?</b></p>     <p><b>Sandra R. Santos<sup>1</sup>, Nuno Gago<sup>1</sup>, Arminda Su&aacute;rez Perdomo<sup>2</sup>, Mar&iacute;a Jos&eacute;  Rodrigo<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Portucalense, Porto, Portugal / Universidad de La Laguna, San Crist&oacute;bal de La Laguna, Espa&ntilde;a</p>     <p><sup>2</sup>Universidad de La Laguna, San Crist&oacute;bal de La Laguna, Espa&ntilde;a</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo pretende examinar a efici&ecirc;ncia com que pais e m&atilde;es portugueses utilizam os recursos dispon&iacute;veis na Internet  como apoio na educa&ccedil;&atilde;o dos seus filhos. Participaram nesta investiga&ccedil;&atilde;o um total de 282 pais, atrav&eacute;s da  resposta a um question&aacute;rio online. Os resultados encontrados demonstram diferen&ccedil;as entre grupos socioecon&oacute;micos no acesso  &agrave; Internet, bem como diferen&ccedil;as na profici&ecirc;ncia parental em fun&ccedil;&atilde;o da idade e n&iacute;veis  socioecon&oacute;mico e educativo. S&atilde;o as m&atilde;es mais jovens, de n&iacute;veis socioecon&oacute;micos e educativos mais altos e com  filhos mais pequenos as maiores utilizadoras e proficientes na Internet para a procura de informa&ccedil;&atilde;o educativa. Os resultados deste  estudo permitem compreender os h&aacute;bitos de utiliza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o dos pais, dando pistas para desenvolver novos  estudos e recursos online. Estes resultados podem ainda ajudar a refletir sobre a forma de contornar as dificuldades de acesso &agrave;  informa&ccedil;&atilde;o e de avalia&ccedil;&atilde;o da mesma, nomeadamente nas camadas socioecon&oacute;micas mais baixas.    <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Profici&ecirc;ncia, Parentalidade, Educa&ccedil;&atilde;o, Digital use divide, Digital skill divide.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The present study aims to evaluate the efficiency of Portuguese parents to use the internet and the resources available as a source of  educational support for their children&rsquo;s education. Our sample was composed of 282 parents (mothers and fathers) whom answered an online  survey. The results have shown that there are some differences between socioeconomic groups towards internet access, as well as differences in  parental proficiency according to age, socioeconomic and educational levels. The younger mothers, from the highest socioeconomic and educational  levels with younger children, are the largest users and the most proficient ones using the Internet for the search of educational information.  These results allow us to understand parents&rsquo; habits of internet usage and evaluation, which can give us some clues for new researches and  to develop new online resources. These findings can help us think of a way to outline the difficulties within lower socioeconomic population in  terms of access to information and its evaluation.</p>     <p><b>Key words</b>: Proficiency, Parenthood, Education, Digital use divide, Digital skill divide.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Ao longo dos &uacute;ltimos anos in&uacute;meras pesquisas surgiram enfatizando a fam&iacute;lia e as pr&aacute;ticas educativas parentais,  demonstrando a sua import&acirc;ncia e as consequ&ecirc;ncias para o desenvolvimento infantil (Minuchin, 1990; Mondin, 2008; Patias, Siqueira,  &amp; Dias, 2013; Salvador &amp; Weber, 2005; Weber, Brandenburg, &amp; Viezzer, 2003; Weber, Prado, Viezzer, &amp; Brandenburg, 2004). Neste  sentido nunca como antes as pol&iacute;ticas de apoio &agrave; inf&acirc;ncia, fam&iacute;lia e juventude tiveram tanto destaque no seio  pol&iacute;tico e social (Coutinho, Seara-Santos, &amp; Gaspar, 2012). Decorrente do aumento de estudos conduzidos por profissionais sobre as  pr&aacute;ticas educativas, deu-se tamb&eacute;m um aumento na preocupa&ccedil;&atilde;o dos pais para as consequ&ecirc;ncias das pr&aacute;ticas  adotadas levando-os, cada vez mais, a procurar informa&ccedil;&atilde;o especializada (Doty, Dworkin, &amp; Connell, 2012).</p>     <p>No sentido de atender &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o dos profissionais (psic&oacute;logos, educadores, soci&oacute;logos, etc.) e  tamb&eacute;m &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o da sociedade, o Concelho Europeu lan&ccedil;ou em 2006 a Recomenda&ccedil;&atilde;o (2006)/19  sobre <i>pol&iacute;ticas de Apoio &agrave; Parentalidade Positiva</i>. Esta mesma recomenda&ccedil;&atilde;o europeia refere al&eacute;m dos  programas de apoio presenciais, o apoio <i>online</i> como um dos recursos educativos para promover a parentalidade positiva (Council of Europe,  2009). Em Portugal pouca informa&ccedil;&atilde;o &eacute; conhecida sobre programas dispon&iacute;veis no espa&ccedil;o <i>online</i>. Sabemos  que atualmente oito em cada dez pais europeus utiliza a Internet em diversos locais (casa, trabalho, etc.) o que corresponde a um universo de  84%, e Portugal segue tamb&eacute;m esta tend&ecirc;ncia, verificando-se que 65% dos pais acedem &agrave; Internet (Eurobarometer, 2008). Assim  sendo, este tipo de apoio demonstra-se importante num mundo onde a presen&ccedil;a das novas tecnologias segue uma tend&ecirc;ncia crescente, e  onde a parentalidade assume um papel cada vez mais central para o desenvolvimento dos filhos (Barroso &amp; Machado, 2010).</p>     <p>Com as altera&ccedil;&otilde;es sociais dos &uacute;ltimos trinta anos, como o aumento do n&uacute;mero de  div&oacute;rcios/separa&ccedil;&otilde;es, o aumento do n&uacute;mero de fam&iacute;lias reconstitu&iacute;das e o aumento do n&uacute;mero de  migra&ccedil;&otilde;es, deu-se uma maior dispers&atilde;o geogr&aacute;fica dos elementos do sistema familiar. Isto contribuiu para a  perce&ccedil;&atilde;o de um menor apoio social presencial. Este aspeto deu origem a uma nova pr&aacute;tica: a procura de  informa&ccedil;&atilde;o parental fora do contexto familiar pr&oacute;ximo. Assim sendo os pais procuram outras fontes (e.g., Internet, revistas,  programas de televis&atilde;o ou livros) com modelos nos quais possam basear o seu comportamento parental (Plantin &amp; Daneback, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste sentido, a Internet &eacute; atualmente reconhecida como sendo uma fonte de apoio social (Drentea &amp; Moren-Cross, 2005; LaCoursiere,  2001; Sarkadi &amp; Bremberg, 2005) permitindo procurar diversas informa&ccedil;&otilde;es. Para este estudo assume particular import&acirc;ncia  a procura de informa&ccedil;&atilde;o que auxilie o exerc&iacute;cio da parentalidade. V&aacute;rios estudos foram realizados sobre este tema,  mas de forma geral centram-se em pais com filhos que padecem de algum tipo de doen&ccedil;a, e que procuram apoio <i>online</i> de outros na  mesma situa&ccedil;&atilde;o (Dhillon, Albersheim, Alsaad, Pargass, &amp; Zupancic, 2003; Leonard, Slack-Smith, Phillips, Richardson,  D&rsquo;Orsogna, &amp; Mulroy, 2013; Tuffrey &amp; Finlay, 2002).</p>     <p>O apoio <i>online</i> tem-se difundido, mas segundo diversos autores (Burrows, Nettleton, Pleace, Loader, &amp; Muncer, 2000; Hellwig &amp;  Lloyd, 2000; Papadakis, 2001; Rice, 2002) existem ainda diferen&ccedil;as entre grupos socioecon&oacute;micos no que diz respeito &agrave;  utiliza&ccedil;&atilde;o deste recurso. Estes estudos indicam que existe uma maior utiliza&ccedil;&atilde;o em fam&iacute;lias com mais recursos  socioecon&oacute;micos. Ao longo dos &uacute;ltimos anos alguns estudos foram conduzidos no sentido de apurar esta diferen&ccedil;a  socioecon&oacute;mica face ao acesso &agrave; Internet pelos pais, o <i>digital use divide</i>, ou seja, a brecha digital no acesso &agrave;  internet. Linebarger e Chernin (2003) referem existir estas diferen&ccedil;as de acesso em fun&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel  socioecon&oacute;mico, mas tamb&eacute;m em fun&ccedil;&atilde;o da localiza&ccedil;&atilde;o de acesso a computadores e &agrave; Internet (casa,  escola, bibliotecas, etc.). O relat&oacute;rio do Eurobarometer (2008) segue a mesma tend&ecirc;ncia, referindo que os pais mais jovens,  residentes em &aacute;reas metropolitanas ou urbanas, empregados, com maior n&iacute;vel de escolaridade e com filhos mais velhos s&atilde;o os  utilizadores mais frequentes da Internet. Mais recentemente o <i>digital use divide</i> evoluiu no sentido de incluir as diferen&ccedil;as  relativas &agrave;s compet&ecirc;ncias de utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet (Van Deursen &amp; Van Dijk, 2011).</p>     <p>Os aspetos relativos &agrave; profici&ecirc;ncia, ou seja, &agrave;s compet&ecirc;ncias de navega&ccedil;&atilde;o dos utilizadores  s&atilde;o referidos como sendo o <i>digital skill divide</i> (Atwell, 2001; Hargittai, 2002), ou brecha digital nas compet&ecirc;ncias de  navega&ccedil;&atilde;o na internet. No que diz respeito aos pais alguns autores (Baker et al., 2012; Carter, 2007; Hand, McDowell, Glym, Rowley,  &amp; Montell, 2013) apontam existirem diferen&ccedil;as nas compet&ecirc;ncias de navega&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o havendo compet&ecirc;ncias  suficientes para discriminar e rejeitar informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o fidedigna, ou mesmo para confiar na informa&ccedil;&atilde;o  dispon&iacute;vel. Tamb&eacute;m Rothbaum, Martland e Jannsen (2008) encontraram diferen&ccedil;as quanto &agrave;s compet&ecirc;ncias de  navega&ccedil;&atilde;o, sendo que quanto maior o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico dos pais, mais sofisticadas s&atilde;o as suas  compet&ecirc;ncias de pesquisa e avalia&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel na Internet. Demonstrou-se tamb&eacute;m  que pais com maior n&iacute;vel socioecon&oacute;mico t&ecirc;m maior tend&ecirc;ncia para procurar informa&ccedil;&otilde;es com fins  educativos. Os pais com n&iacute;veis socioecon&oacute;micos mais baixos t&ecirc;m uma maior probabilidade de obter informa&ccedil;&otilde;es  d&uacute;bias, devido &agrave; falta de habilidades para discriminar a informa&ccedil;&atilde;o encontrada (Rothbaum et al., 2008).</p>     <p>Como j&aacute; referido a Internet tem-se massificado, afirmando-se atualmente como uma ferramenta que permite a realiza&ccedil;&atilde;o de  diversas tarefas como a pesquisa de informa&ccedil;&atilde;o dos mais variados temas. Destes, a pesquisa de informa&ccedil;&atilde;o no que  concerne ao desenvolvimento e educa&ccedil;&atilde;o dos filhos assume um papel especialmente relevante para os pais. V&aacute;rios s&atilde;o os  estudos levados a cabo sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet pelas crian&ccedil;as e adolescentes (Livingstone &amp; Bober, 2004), mas  pouqu&iacute;ssimo se sabe sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet pelos pais para a pesquisa de informa&ccedil;&atilde;o educativa e  desenvolvimental (Dworkin, Connell, &amp; Doty, 2013). Seguindo esta premissa, pretendemos com este estudo analisar a utiliza&ccedil;&atilde;o  que os pais fazem da Internet para fins educativos, especialmente no que toca &agrave;s compet&ecirc;ncias para pesquisar e avaliar os  conte&uacute;dos educativos e desenvolvimentais disponibilizados <i>online</i> (<i>digital skill divide</i>). Este aspeto toma um lugar central,  pois segundo diversas investiga&ccedil;&otilde;es realizadas (Davis-Kean, 2005; Dearing, McCartney, &amp; Taylor, 2001; Nagin &amp; Tremblay,  2001) pais com n&iacute;veis educativos e econ&oacute;micos mais baixos t&ecirc;m maior tend&ecirc;ncia a utilizar pr&aacute;ticas parentais e  educativas inadequadas, e os seus filhos t&ecirc;m resultados educativos e comportamentais mais baixos. Estes pais encontram-se ainda  necessitados de obten&ccedil;&atilde;o de apoio (incluindo o apoio fornecido <i>online</i>) para melhorarem os seus conhecimentos sobre o  desenvolvimento e a educa&ccedil;&atilde;o dos filhos, bem como para melhorarem as suas pr&aacute;ticas parentais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Objetivos do estudo</b></p>     <p>Embora sabendo que Portugal segue a tend&ecirc;ncia dos pa&iacute;ses da Europa Central e do Sul quanto &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da  Internet pelos pais, desconhecemos no nosso pa&iacute;s a exist&ecirc;ncia de estudos sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o que os pais fazem da  Internet para fins educativos. Num momento em que os recursos <i>online</i> para promover a parentalidade positiva aumentam (Nieuwboer, Fukkink,  &amp; Hermanns, 2013a), este estudo pretende preencher a falta de conhecimento sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet pelos pais  Portugueses.</p>     <p>Assim, temos como principal objetivo verificar se os pais portugueses utilizam a Internet para os auxiliar na parentalidade, e qu&atilde;o  competentes s&atilde;o para pesquisar e avaliar os conte&uacute;dos que encontram &ndash; a sua profici&ecirc;ncia. Para cumprir o objetivo deste  estudo pretendemos aceder a cinco aspetos centrais da profici&ecirc;ncia parental para a utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>1) O tempo e a frequ&ecirc;ncia com que utilizam a Internet para procurar informa&ccedil;&atilde;o educativa, e quais os assuntos que  procuram;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2) A compara&ccedil;&atilde;o entre a utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet pelos pais e pelos seus filhos;</p>     <p>3) As caracter&iacute;sticas do conhecimento e comportamento dos pais para a pesquisa na Internet;</p>     <p>4) Os crit&eacute;rios que utilizam para avaliar os <i>sites</i> que acedem; e</p>     <p>5) O seu n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o com os resultados das pesquisas e dos <i>sites</i> que encontram.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Uma vez que foram referidas na literatura diferen&ccedil;as socioecon&oacute;micas no acesso parental &agrave; Internet, o <i>digital use  divide</i>, pretendemos tamb&eacute;m verificar este aspeto avaliando para isso a influ&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas  socioecon&oacute;micas no acesso &agrave; Internet. Pretende-se que os resultados deste estudo possam ser informativos da profici&ecirc;ncia  parental na utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet para fins educativos, de forma a promover o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o  <i>online</i>, que seja imparcial e confi&aacute;vel, acerca da educa&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento dos filhos, bem como da sa&uacute;de e  vida familiar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes e recolha da amostra</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra do presente estudo &eacute; constitu&iacute;da por 282 indiv&iacute;duos pais, dos quais 235 indiv&iacute;duos s&atilde;o do sexo  feminino (83.3% da amostra) e 47 indiv&iacute;duos s&atilde;o do sexo masculino (16.7% da amostra), todos residentes em Portugal. A amostra  &eacute; constitu&iacute;da por pais e m&atilde;es entre os 20 e os 68 anos, os quais foram agrupados em tr&ecirc;s n&iacute;veis: 33% dos pais  t&ecirc;m entre 20 e 33 anos, 33% t&ecirc;m entre 34 e 40 anos e 34.1% t&ecirc;m entre 41 e 68 anos. O n&iacute;vel educativo foi tamb&eacute;m  agrupado em tr&ecirc;s categorias: Baixo (Sem Estudos e Estudos Obrigat&oacute;rios &ndash; antigo 9&ordm; ano), M&eacute;dio (Ensino  Secund&aacute;rio, Forma&ccedil;&atilde;o Profissional e Bacharelato) e Alto (Licenciatura, Mestrado e Doutoramento). De acordo com esta  categoriza&ccedil;&atilde;o, 6.4% dos pais t&ecirc;m um baixo n&iacute;vel educativo, 24,1% t&ecirc;m um n&iacute;vel educativo m&eacute;dio e  77% t&ecirc;m um alto n&iacute;vel educativo. A categoria e o estatuto profissional (empregado ou desempregado) foram utilizados para calcular um  valor representativo e aproximado do n&iacute;vel econ&oacute;mico dos participantes. Neste sentido, os estatutos profissionais encontrados foram  empregado (82.2%) e desempregado (18.8%), bem como se agruparam as profiss&otilde;es em tr&ecirc;s n&iacute;veis socioecon&oacute;micos (Baixo,  M&eacute;dio e Alto) de acordo com a codifica&ccedil;&atilde;o realizada por Sim&otilde;es (1994, citado por Correia, 2009).</p>     <p>A amostra comporta indiv&iacute;duos no desempenho ativo da parentalidade, com filhos at&eacute; aos 18 anos de idade. A an&aacute;lise  et&aacute;ria dos filhos permitiu agrup&aacute;-los em tr&ecirc;s n&iacute;veis: inf&acirc;ncia dos 0 aos 5 anos (45.4%), Inf&acirc;ncia  m&eacute;dia dos 6 aos 12 anos (31.9%) e adolesc&ecirc;ncia dos 13 aos 18 anos (22.3%). Respeitante &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de  g&eacute;nero podemos verificar que 48.6% dos filhos s&atilde;o do sexo feminino (137) e 51.4% s&atilde;o do sexo masculino (145).</p>     <p>A amostra do presente estudo foi recolhida atrav&eacute;s da publica&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio nas  redes sociais (e.g., Facebook), p&aacute;ginas web de associa&ccedil;&otilde;es de pais e agrupamentos escolares, <i>blogs</i> e f&oacute;runs  com tem&aacute;ticas parentais. A publica&ccedil;&atilde;o remetia os participantes para a p&aacute;gina do question&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento de recolha de dados</i></p>     <p>A recolha de dados do presente estudo foi realizado atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio <i>online</i>  (<a href="/img/revistas/aps/v36n4/36n4a02a1.jpg" target="_blank">Anexo 1</a>), composto por 35 perguntas fechadas de resposta  m&uacute;ltipla e 2 de respostas de pondera&ccedil;&atilde;o valorativa que variavam de <i>&ldquo;Nunca&rdquo;</i> a <i>&ldquo;Sempre&rdquo;</i>.  O presente question&aacute;rio resulta de uma adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa do question&aacute;rio da  autoria de Rothbaum et al. (2008). As quest&otilde;es do presente question&aacute;rio agrupam-se em seis n&iacute;veis de an&aacute;lise: (1) Os  Dados sociodemogr&aacute;ficos; (2) A Utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet; (3) As Pesquisas na Internet; (4) Informa&ccedil;&otilde;es sobre o  respondente, o filho/a e a institui&ccedil;&atilde;o de ensino; (5) O N&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o; e (6) A avalia&ccedil;&atilde;o  da informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel na Internet.</p>     
<p>O question&aacute;rio foi preenchido pelos participantes atrav&eacute;s da Internet, numa plataforma de question&aacute;rios <i>online</i>,  o <i>SurveyMonkey</i>, e foi divulgado essencialmente atrav&eacute;s de p&aacute;ginas para pais como f&oacute;runs, p&aacute;ginas <i>Web</i> e  grupos para pais nas redes sociais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Para cada quest&atilde;o foram realizadas 8 an&aacute;lises lineares qui-quadrado com a idade, sexo, n&iacute;vel educativo, n&iacute;vel  socioecon&oacute;mico e distrito de resid&ecirc;ncia dos pais e idade, sexo e n&uacute;mero de filhos. Foram utilizados os resultados residuais  tipificados corregidos (<i>r</i><sub><i>z</i></sub>) para explorar as diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nas tabelas de  conting&ecirc;ncia (Haberman, 1973). Para analisar os resultados relativos &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o com as  p&aacute;ginas web foram utilizadas ANOVAS One-Way. Devido &agrave; natureza explorat&oacute;ria deste estudo reportamos todos os efeitos em  <i>p</i>&lt;.10, considerando necess&aacute;rio a futura replica&ccedil;&atilde;o dos dados. A apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados  ser&aacute; dividida em duas categorias principais compostas pelas &aacute;reas do question&aacute;rio relativas a cada uma delas: <i>digital use  divide</i> e <i>digital skill divide</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Digital Use Divide</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>N&iacute;vel de utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet</i></p>     <p>No que concerne ao local de acesso &agrave; Internet, a idade dos pais parece influenciar a conex&atilde;o a partir do telem&oacute;vel  (<i>&#1008;<sup>2</sup></i>=10.74, <i>p</i>&lt;.005), pois os pais com idades compreendidas entre os 20 e 33 anos conectam-se &agrave; Internet a  partir deste dispositivo acima do n&iacute;vel esperado (<i>r<sub>z</sub></i>=2.8), enquanto os pais com idades compreendidas entre os 41 e 68  anos conectam-se menos &agrave; Internet a partir deste dispositivo (<i>r<sub>z</sub></i>=-2.9).</p>     <p>No que diz respeito &agrave; frequ&ecirc;ncia de acesso &agrave; Internet, verificou-se o n&iacute;vel de escolaridade  (<i>&#1008;<sup>2</sup></i>=53.35, <i>p</i>&lt;.000) e a zona de resid&ecirc;ncia (<i>&#1008;<sup>2</sup></i>=19.86, <i>p</i>&lt;.001) modulam a  frequ&ecirc;ncia de acesso &agrave; Internet. Assim os pais com um alto n&iacute;vel de escolaridade conectam-se diariamente &agrave; Internet  acima do n&iacute;vel esperado (<i>r<sub>z</sub></i>=3.1), enquanto os pais com um n&iacute;vel baixo tendem a conectar-se com uma  frequ&ecirc;ncia semanal (<i>r<sub>z</sub></i>=3.7) ou mensal (<i>r<sub>z</sub></i>=5.8). Por sua vez os pais residentes em zonas urbanas acedem  &agrave; Internet diariamente mais do que seria de esperar (<i>r<sub>z</sub></i>=4), enquanto pais residentes em zonas rurais tendem a aceder  &agrave; Internet tr&ecirc;s ou quatro vezes por semana acima do n&iacute;vel esperado (<i>r<sub>z</sub></i>=3).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo de cada conex&atilde;o &agrave; Internet, verifica-se que 39.2% despendem aproximadamente 1 hora na  Internet, 24.7% dos participantes despendem menos de meia hora a cada conex&atilde;o 20.1% passam entre 30 a 45 minutos conectados e 12.8%  despendem mais de uma hora a cada conex&atilde;o.</p>     <p>No que concerne &agrave;s atividades que os participantes costumam realizar na Internet apurou-se que o sexo dos pais demonstra modular as  atividades que realizam, especialmente no que concerne &agrave;s redes sociais (<i>&#1008;<sup>2</sup></i>=4.84, <i>p</i>&lt;.028) e jogos  <i>online</i> (<i>&#1008;<sup>2</sup></i>=6.01, <i>p</i>&lt;.014). Os pais homens tendem a utilizar mais os jogos <i>online</i>  (<i>r<sub>z</sub></i>=2.5), enquanto as m&atilde;es tendem a usar mais as redes sociais (<i>r<sub>z</sub></i>=2.2).</p>     <p>Respeitante &agrave;s atividades de natureza educacional na Internet, apurou-se que 87.6% dos pais procuram estas informa&ccedil;&otilde;es,  enquanto 9.9% dos pais respondeu que n&atilde;o procura (2.5% dos pais n&atilde;o respondeu &agrave; quest&atilde;o). O sexo  (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=14.71, <i>p</i>&lt;.000), o n&iacute;vel de escolaridade (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=17.51, <i>p</i>&lt;.000) e a  idade (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=14.81, <i>p</i>&lt;.001) dos pais modulam o comportamento de pesquisa deste tipo de informa&ccedil;&otilde;es.  Verifica-se que as m&atilde;es pesquisam estas informa&ccedil;&otilde;es acima do n&iacute;vel esperado (<i>r<sub>z</i></sub>=3.8), enquanto os  pais homens pesquisam menos (<i>r<sub>z</i></sub>=-3.8). S&atilde;o ainda os pais mais jovens (34-40 anos) que tendem a pesquisar este tipo de  informa&ccedil;&atilde;o acima do n&iacute;vel esperado (<i>r<sub>z</i></sub>=2), enquanto pais mais velhos (41-68 anos) pesquisam menos  (<i>r<sub>z</i></sub>=-3.8). Da mesma forma, os pais com um n&iacute;vel de escolaridade alto tendem a pesquisar mais este tipo de  informa&ccedil;&otilde;es (<i>r<sub>z</i></sub>=3.1), do que pais com um n&iacute;vel educativo baixo (<i>r<sub>z</i></sub>=-3.7).</p>     <p>A idade dos filhos (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=30.10, <i>p</i>&lt;.000) parece igualmente modular a pesquisa de temas educativos,  verificando-se que os pais com filhos mais novos (&le;5 anos) tendem a pesquisar este tipo de informa&ccedil;&otilde;es acima do n&iacute;vel  esperado (<i>r<sub>z</i></sub>=3.7), enquanto os pais com filhos mais velhos (13-18 anos) tendem a pesquisar menos (<i>r<sub>z</i></sub>=-5.4).  Para confirmar estes resultados foi realizada uma ANOVA[<i>F</i>(2,273)=16.71, <i>p</i>&lt;.000], demonstrando que quanto menor a idade dos  filhos, maior &eacute; a pesquisa de informa&ccedil;&otilde;es educativas e desenvolvimentais (0 a 5 anos: <i>M</i>=1.03, <i>SD</i>=0.17; 6 a 12  anos: <i>M</i>=1.08, <i>SD</i>=0.27; 13 a 18 anos: <i>M</i>=1.29, <i>SD</i>=0.46). O sexo dos pais parece igualmente modular os temas educativos  que pesquisam no que concerne ao desenvolvimento dos filhos (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=26.83, <i>p</i>&lt;.000), conselhos sobre a parentalidade  (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=14.76, <i>p</i>&lt;.001) e quest&otilde;es sobre a sa&uacute;de da fam&iacute;lia (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=7.21,  <i>p</i>&lt;.027). Deste modo, verifica-se que as m&atilde;es pesquisam mais temas relacionados com o desenvolvimento dos filhos  (<i>r<sub>z</i></sub>=5.1), conselhos sobre a parentalidade (<i>r<sub>z</i></sub>=3.8) e quest&otilde;es de sa&uacute;de da fam&iacute;lia  (<i>r<sub>z</i></sub>=2.6), do que os pais homens realizam-no menos (<i>r<sub>z</i></sub>=-5.1, <i>r<sub>z</i></sub>=-3.8 e  <i>r<sub>z</i></sub>=-2.6, respetivamente).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Digital Skill Divide</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Pesquisa</i></p>     <p>Os participantes foram questionados sobre o motor de pesquisa que habitualmente utilizam, verificando-se que 93.6% dos pais preferem utilizar  o Google para pesquisar informa&ccedil;&atilde;o (6.4% dos pais n&atilde;o responderam). No que concerne ao motivo da escolha do motor de  pesquisa, 53.4% dos pais consideram-no eleg&iacute;vel por utiliza&ccedil;&atilde;o habitual, 31.1% porque proporciona informa&ccedil;&atilde;o  relevante, 8.5% porque &eacute; o motor de pesquisa pr&eacute;-definido e 1.4% dos pais considera outro motivo para a sua elegibilidade (5.7% dos  pais n&atilde;o responderam). Os participantes foram ainda inqueridos sobre qual a caracter&iacute;stica mais importante que um motor de pesquisa  deveria ter, tendo-se verificado que 65.4% dos pais consideram importante a facilidade na pesquisa de informa&ccedil;&atilde;o, 19.1% a rapidez,  5.7% consideraram a obten&ccedil;&atilde;o de muitos resultados como uma caracter&iacute;stica fundamental e 3.9% dos pais consideraram outra  caracter&iacute;stica (6% dos pais n&atilde;o responderam &agrave; quest&atilde;o).</p>     <p>Respeitante &agrave; forma como os participantes conhecem novas p&aacute;ginas Web, as suas respostas demonstraram que 56.5% dos pais  conhecem novas p&aacute;ginas por acaso ao realizarem pesquisa, 16.3% atrav&eacute;s de <i>links</i> de outras p&aacute;ginas, 7.8%  atrav&eacute;s de amigos, 6.7% atrav&eacute;s de publica&ccedil;&otilde;es em jornais e revistas, 4.6% atrav&eacute;s de familiares, 1.8%  atrav&eacute;s de colegas de trabalho e 0.7% dos pais consideram outra forma de conhecer novas p&aacute;ginas Web (5.7% dos pais n&atilde;o  responderam &agrave; quest&atilde;o). A idade (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=23.17, <i>p</i>&lt;.026) e o n&iacute;vel de escolaridade  (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=25.15, <i>p</i>&lt;.014) modulam a forma como os participantes do estudo conhecem novas p&aacute;ginas Web. Os pais  mais jovens (dos 20 aos 33 anos) conhecem novas p&aacute;ginas atrav&eacute;s de publica&ccedil;&otilde;es em jornais e revistas  (<i>r<sub>z</i></sub>=2.5), e menos atrav&eacute;s de amigos (<i>r<sub>z</i></sub>=-2.2). Os pais entre os 34 e 40 anos conhecem-nas menos  atrav&eacute;s de publica&ccedil;&otilde;es em jornais e revistas (<i>r<sub>z</i></sub>=-2.4), e os pais mais velhos (dos 41 aos 68 anos)  conhecem-nas mais atrav&eacute;s de colegas de trabalho (<i>r<sub>z</i></sub>=2.3). Os pais com um n&iacute;vel de escolaridade baixo encontram  novas p&aacute;ginas Web mais atrav&eacute;s de amigos (<i>r<sub>z</i></sub>=3.8), contrariamente ao que sucede com os pais com um n&iacute;vel  alto de escolaridade que encontram menos atrav&eacute;s de amigos (<i>r<sub>z</i></sub>=-2.5), e mais por acaso no ato da pesquisa  (<i>r<sub>z</i></sub>=2.1).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A utiliza&ccedil;&atilde;o da Web por parte de pais e filhos</i></p>     <p>No que concerne &agrave; navega&ccedil;&atilde;o na Internet em casa por parte dos filhos verifica-se que a idade dos filhos e o sexo dos  pais tem influ&ecirc;ncia na utiliza&ccedil;&atilde;o da internet. Assim, a idade dos filhos modula a navega&ccedil;&atilde;o que estes fazem na  Internet [<i>F</i>(2,246)=14.51, <i>p</i>&le;0.00], sendo que quanto maior for a idade dos filhos maior ser&aacute; o n&uacute;mero de respostas  que indicam a sua utiliza&ccedil;&atilde;o (0 a 5 anos: <i>M</i>=2.11, <i>SD</i>=0.96; 6 a 12 anos: <i>M</i>=2.67, <i>SD</i>=0.57; 13 a 18 anos:  <i>M</i>=2.15, <i>SD</i>=0.36).</p>     <p>No que diz respeito &agrave; frequ&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o, verificou-se que 12.4% dos pais consideram que o filho navega mais  frequentemente que os pr&oacute;prios. O sexo dos pais modula a forma como estes encaram a frequ&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o da  Internet por parte dos seus filhos (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=13.54, <i>p</i>&lt;.001), sendo que os pais homens consideram que os filhos  navegam com mais frequ&ecirc;ncia que os pr&oacute;prios (<i>r<sub>z</i></sub>=3.7), enquanto as m&atilde;es consideram que estes navegam com  menos frequ&ecirc;ncia (<i>r<sub>z</i></sub>=-3.7). A idade dos filhos influencia tamb&eacute;m a perce&ccedil;&atilde;o sobre a frequ&ecirc;ncia  de utiliza&ccedil;&atilde;o (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=84.15, <i>p</i>&lt;.000), verificando-se que pais com filhos adolescentes consideram que  estes navegam mais frequentemente do que eles (<i>r<sub>z</i></sub>=9), enquanto pais com filhos mais novos (at&eacute; 5 anos, e dos 6-12 anos)  consideram a navega&ccedil;&atilde;o dos filhos menos frequente (<i>r<sub>z</i></sub>=-5.5 e <i>r<sub>z</i></sub>=-2.1, respetivamente).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que concerne &agrave; naturalidade com que navegam na Internet, verificou-se que 9.9% dos pais consideram que os filhos navegam com maior  naturalidade que os pr&oacute;prios. O n&iacute;vel socioecon&oacute;mico influencia esta perce&ccedil;&atilde;o  (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=12.10, <i>p</i>&lt;.017), observando-se que os pais com um n&iacute;vel m&eacute;dio consideram que os filhos navegam  com mais naturalidade que os pr&oacute;prios (<i>r<sub>z</i></sub>=2.7), enquanto pais com um n&iacute;vel alto consideram-no menos  (<i>r<sub>z</i></sub>=-2.2).</p>     <p>Respeitante &agrave; perce&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios obtidos, 45.9% dos pais considera que aproveita mais os benef&iacute;cios  da Internet do que os seus filhos. A idade dos filhos parece modular igualmente esta perce&ccedil;&atilde;o (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=37.48,  <i>p</i>&lt;.000), denotando-se que os pais com filhos na inf&acirc;ncia m&eacute;dia (6-12 anos) consideram usufruir mais dos benef&iacute;cios  da Internet (<i>r<sub>z</i></sub>=5.9) em rela&ccedil;&atilde;o aos seus filhos do que pais com filhos adolescentes (<i>r<sub>z</i></sub>=-3.4).</p>     <p>A maioria dos pais considerou que a Internet &eacute; uma ferramenta educativa ben&eacute;fica para o pr&oacute;prio e para a sua  fam&iacute;lia (75.6%), embora alguns pais tenham considerado que a Internet &eacute; a causa da diminui&ccedil;&atilde;o da  comunica&ccedil;&atilde;o entre o pr&oacute;prio e os seus filhos (8.5%). Uma pequena minoria dos participantes considerou que a Internet  &eacute; uma boa desculpa para jogar com os seus filhos (1.8%). Cerca de 2.8% dos pais considerou <i>&ldquo;outro&rdquo;</i> desconsiderando as  op&ccedil;&otilde;es descriminadas no question&aacute;rio (11.3% dos pais n&atilde;o responderam &agrave; quest&atilde;o).</p>     <p>A idade dos participantes (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=16.08, <i>p</i>&lt;.013) modula a sua perce&ccedil;&atilde;o sobre a Internet,  verificando-se que os pais mais velhos (41-68 anos) consideram, abaixo do n&iacute;vel esperado, a Internet como &eacute; uma ferramenta  educativa ben&eacute;fica para si e para a sua fam&iacute;lia (<i>r<sub>z</i></sub>=-2.3), considerando-a mais a causa da  diminui&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o entre si e os seus filhos (<i>r<sub>z</i></sub>=3.3). A idade dos filhos  (<i>&#1008;<sup>2</i></sup>=20.05, <i>p</i>&lt;.003) tamb&eacute;m modula este aspeto, constatando-se que pais com filhos adolescentes  consideram a Internet como a causadora da diminui&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o entre si e os seus filhos  (<i>r<sub>z</i></sub>=4.1).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o dos Sites e Satisfa&ccedil;&atilde;o com as p&aacute;ginas Web</i></p>     <p>Sobre a avalia&ccedil;&atilde;o dos <i>sites</i> e a confian&ccedil;a que os pais t&ecirc;m sobre a informa&ccedil;&atilde;o obtida, nenhum  resultado significativo foi encontrado. Relativamente &agrave;s quest&otilde;es sobre a satisfa&ccedil;&atilde;o com as p&aacute;ginas Web  n&atilde;o foram igualmente encontrados resultados significativos.</p>     <p>Contudo, das quest&otilde;es relativas &agrave; utilidade da informa&ccedil;&atilde;o encontr&aacute;mos uma tend&ecirc;ncia em duas  quest&otilde;es. Dos resultados encontrados podemos dizer que o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico parece modelar a perce&ccedil;&atilde;o que os  pais t&ecirc;m sobre a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til [<i>F</i>(2,241)=2.34, <i>p</i>&le;0.10]. Neste sentido,  quanto maior o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico, mais baixa &eacute; a perce&ccedil;&atilde;o de utilidade da informa&ccedil;&atilde;o obtida  (NSE Baixo: <i>M</i>=4.10, <i>SD</i>=0.53; NSE M&eacute;dio: <i>M</i>=3.96, <i>SD</i>=0.54; NSE Alto: <i>M</i>=3.9, <i>SD</i>=0.65). Em  conformidade e no que toca &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o in&uacute;til, o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico parece  modelar tamb&eacute;m a perce&ccedil;&atilde;o que os pais t&ecirc;m sobre a obten&ccedil;&atilde;o deste tipo de informa&ccedil;&atilde;o  [<i>F</i>(2,239)=2.50, <i>p</i>&le;0.08], sendo que quanto maior o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico, maior &eacute; a perce&ccedil;&atilde;o de  inutilidade da informa&ccedil;&atilde;o obtida (NSE Baixo: <i>M</i>=2.82, <i>SD</i>=0.76; NSE M&eacute;dio: <i>M</i>=3.07, <i>SD</i>=0.63; NSE  Alto: <i>M</i>=3.02, <i>SD</i>=0.91).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o de resultados e conclus&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que concerne &agrave; exist&ecirc;ncia de uma brecha digital no acesso &agrave; internet (<i>digital use divide</i>) e em sintonia com o  question&aacute;rio do Eurobarometer (2008) verifica-se uma melhoria no acesso parental &agrave; Internet, embora a sua utiliza&ccedil;&atilde;o  seja influenciada por um conjunto de aspetos sociodemogr&aacute;ficos e socioecon&oacute;micos. De acordo com os resultados, podemos observar  diferen&ccedil;as na utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet em decurso da idade, sexo, n&iacute;vel socioecon&oacute;mico, n&iacute;vel de  escolaridade e zona de resid&ecirc;ncia.</p>     <p>A procura de informa&ccedil;&otilde;es educativas e desenvolvimentais pelos pais desempenha um importante foco de an&aacute;lise do presente  estudo. Dos resultados obtidos podemos observar que a maioria dos pais considera pesquisar este tipo de informa&ccedil;&atilde;o. Estes  resultados s&atilde;o consistentes com outras investiga&ccedil;&otilde;es realizadas, demonstrando que a vasta maioria dos pais procura por  informa&ccedil;&otilde;es relacionadas com os filhos, sa&uacute;de e vida familiar, pretendendo tanto a obten&ccedil;&atilde;o de  informa&ccedil;&atilde;o como de suporte social (Plantin &amp; Daneback, 2009).</p>     <p>Os resultados do presente estudo demonstram ainda que o sexo dos pais influencia o acesso parental e a pesquisa de informa&ccedil;&atilde;o  educativa e desenvolvimental. Podemos verificar que s&atilde;o as m&atilde;es que procuram mais informa&ccedil;&otilde;es parentais e relativas  &agrave; sa&uacute;de familiar. Segundo Cotten e Gupta (2004), este comportamento <i>online</i> confirma o comportamento <i>offline</i> das  m&atilde;es, que muitas vezes assumem a principal responsabilidade no cuidado familiar. Podemos tamb&eacute;m verificar que uma vasta maioria dos  participantes do estudo s&atilde;o m&atilde;es (83.3%), demonstrando uma tend&ecirc;ncia que sucede com outras investiga&ccedil;&otilde;es que  referem que os utilizadores pais da Internet s&atilde;o maioritariamente mulheres (Madge &amp; Connor, 2006; Sarkadi &amp; Bremberg, 2005).  Verificamos que s&atilde;o as m&atilde;es as utilizadoras mais frequentes especialmente na procura destas informa&ccedil;&otilde;es,  comparativamente aos pais que representam uma minoria amostral. Segundo a literatura, a participa&ccedil;&atilde;o dos pais homens no processo de  educa&ccedil;&atilde;o dos filhos desempenha um importante papel de ajustamento psicol&oacute;gico (Dubowitz et al., 2001). Uma vez que muitas  das informa&ccedil;&otilde;es educativas e desenvolvimentais dispon&iacute;veis na Internet prendem-se com tem&aacute;ticas mais dirigidas para  m&atilde;es pode ser necess&aacute;rio ajustar os conte&uacute;dos dispon&iacute;veis &agrave; popula&ccedil;&atilde;o parental masculina no  sentido de a envolver mais na pesquisa de informa&ccedil;&otilde;es educativas e desenvolvimentais (Bouche &amp; Migeot, 2008; Nieuwboer,  Fukkink, &amp; Hermanns, 2013b; Platin &amp; Daneback, 2009).</p>     <p>Al&eacute;m da brecha digital relativa &agrave;s diferen&ccedil;as socioecon&oacute;micas e sociodemogr&aacute;ficas que influenciam a  utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet atualmente, deparamo-nos com um segundo n&iacute;vel que diz respeito &agrave;s compet&ecirc;ncias de  procura e avalia&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o educativa e desenvolvimental <i>online</i>, ou seja, o <i>digital skill divide</i>,  ou profici&ecirc;ncia parental. Podemos verificar que vari&aacute;veis como o n&iacute;vel de escolaridade, o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico  e a idade dos pais desempenham um importante fator na profici&ecirc;ncia parental. Os resultados est&atilde;o em sintonia com a literatura que  demonstra que atualmente os pais j&aacute; n&atilde;o se sentem satisfeitos com a simples e crua descri&ccedil;&atilde;o da parentalidade mas  requerem informa&ccedil;&otilde;es baseadas na experi&ecirc;ncia de outros em situa&ccedil;&otilde;es similares (Castells, 1997). Desta forma, os  f&oacute;runs permitem aos participantes a partilha de experi&ecirc;ncias funcionando como uma importante fonte de aconselhamento e suporte  social (O&rsquo;Connor &amp; Marge, 2004).</p>     <p>Com o aumento do n&iacute;vel socioecon&oacute;mico os pais percecionam-se mais experientes na navega&ccedil;&atilde;o da Internet e tendem a  v&ecirc;-la mais como um meio promotor da proximidade relacional com os filhos. Apesar das maiores compet&ecirc;ncias de pesquisa e  avalia&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o demonstradas por pais com maior n&iacute;vel socioecon&oacute;mico, verifica-se que estes se  sentem menos satisfeitos com a informa&ccedil;&atilde;o obtida percecionando-a como menos &uacute;til. As diferen&ccedil;as encontradas entre os  pais mais novos e mais velhos, no que concerne &agrave; experi&ecirc;ncia de navega&ccedil;&atilde;o e frequ&ecirc;ncia de acesso &agrave;  Internet pode ser explicado pelos achados de Hargittai (2010). Estes revelam que os jovens adultos s&atilde;o a primeira gera&ccedil;&atilde;o de  nativos digitais, que com o surgimento do Google e outros motores de pesquisa similares alteraram a sua forma de navega&ccedil;&atilde;o na  Internet, deixando-os menos expostos a procuras exaustivas de informa&ccedil;&atilde;o confi&aacute;vel. Em sintonia com os resultados, a mesma  autora vem explicar que s&atilde;o os indiv&iacute;duos mais jovens (18-30 anos) que passam mais tempo na Internet, t&ecirc;m maior facilidade  para aproveitar os recursos dispon&iacute;veis <i>online</i> e maior compet&ecirc;ncia na navega&ccedil;&atilde;o (Hargittai, 2002).</p>     <p>No que concerne ao acesso &agrave; Internet, os pais consideram-se utilizadores mais frequentes da Internet. Por&eacute;m, percecionam que  os seus filhos obt&ecirc;m mais benef&iacute;cios com a sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Tendo em considera&ccedil;&atilde;o as diferen&ccedil;as  entre pais com filhos de diferentes idades, podemos verificar que a idade dos filhos parece influenciar os comportamentos <i>online</i> dos pais,  fen&oacute;meno que se verifica em outras investiga&ccedil;&otilde;es (Zhao, 2009).</p>     <p>Em suma e de acordo com os resultados, podemos verificar que a Internet pode desempenhar uma fun&ccedil;&atilde;o educativa pela  disponibiliza&ccedil;&atilde;o de recursos para pais, sendo esta premissa justificada: (a) pela vasta maioria de pais que procura  informa&ccedil;&atilde;o educativa e desenvolvimental; e (b) pela vasta maioria de pais que a considera como uma ferramenta educativa  ben&eacute;fica para a fam&iacute;lia. Apesar do exposto, verifica-se a exist&ecirc;ncia de uma brecha digital (<i>digital use divide</i>) no que  concerne ao acesso parental &agrave; Internet, em que podemos verificar que o n&iacute;vel de escolaridade, o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico,  a idade e sexo dos pais assumem especial import&acirc;ncia.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao objetivo principal deste estudo a profici&ecirc;ncia parental (a capacidade para realizar pesquisas eficazes e  eficientes, e avaliar os seus resultados), constatamos que o n&iacute;vel de escolaridade, o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e a idade dos  pais afirmam-se essenciais nesta tem&aacute;tica. Verificamos que s&atilde;o os pais mais jovens, com maior n&iacute;vel de escolaridade e maior  n&iacute;vel socioecon&oacute;mico, aqueles que apresentam maior profici&ecirc;ncia na pesquisa das informa&ccedil;&otilde;es educativas. Apesar  da maior profici&ecirc;ncia na pesquisa apresentada por estes pais, estes s&atilde;o aqueles que apresentam maiores &iacute;ndices de  insatisfa&ccedil;&atilde;o com informa&ccedil;&atilde;o obtida, considerando-a pouco &uacute;til. Constatamos que existem oportunidades e  recursos educativos na Internet dispon&iacute;veis para pais, contudo, a falta de compet&ecirc;ncias de navega&ccedil;&atilde;o promovidas pela  baixa escolaridade, baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e avan&ccedil;ada idade dos pais poder&aacute; representar uma dificuldade acrescida  na obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e suporte social <i>online</i>. Segundo v&aacute;rios autores, estes pais est&atilde;o em  risco de perder oportunidades de aprendizagem de pr&aacute;ticas educativas positivas, influenciando possivelmente a educa&ccedil;&atilde;o e  comportamento dos filhos (Davis-Kean, 2005; Dearing et al., 2001; Nagin &amp; Tremblay, 2001). Desta forma justifica-se a necessidade de criar  esfor&ccedil;os atrav&eacute;s de programas parentais <i>online,</i> que auxiliem e promovam o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias de  navega&ccedil;&atilde;o para o acesso a informa&ccedil;&atilde;o educativa fidedigna e de qualidade.</p>     <p>Respeitante &agrave; idade dos filhos, podemos observar que esta modula os h&aacute;bitos <i>online</i> dos pais. Sendo que a idade dos  filhos influencia a pesquisa de informa&ccedil;&atilde;o educativa, bem como influencia a opini&atilde;o que os pais t&ecirc;m da Internet. Neste  sentido, podemos verificar que s&atilde;o os pais mais jovens com filhos mais novos que acedem com mais frequ&ecirc;ncia &agrave; Internet para  pesquisar informa&ccedil;&atilde;o educativa e aqueles que apresentam maiores compet&ecirc;ncias de navega&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Este estudo apresenta resultados interessantes e que permitem uma nova compreens&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet por parte  dos pais. Ainda assim apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es nomeadamente no que diz respeito &agrave; metodologia de recolha de dados. A  divulga&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio foi realizada apenas <i>online</i> abrangendo somente os pais que tomaram conhecimento do  question&aacute;rio atrav&eacute;s dos meios utilizados para a divulga&ccedil;&atilde;o. Relativamente &agrave; amostra, &eacute; de constatar  que temos uma preval&ecirc;ncia de participantes mulheres, pelo que poderia ser importante no futuro incluir mais homens para haver uma maior  igualdade de g&eacute;nero. Apesar destas limita&ccedil;&otilde;es foram encontrados resultados pertinentes, que poder&atilde;o dar pistas para  futuras investiga&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo por base a natureza descritiva deste estudo, destacamos a necessidade de produzir mais investiga&ccedil;&otilde;es sobre a forma como  a Internet pode ser utilizada como ferramenta auxiliar na parentalidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Baker, J. F., Devitt, B. M., Lynch, S., Green, C. J., Byrne, D. P., &amp; Kiely, P. J. (2012). Internet use by parents of children attending a  dedicated scoliosis outpatient clinic. <i>European Spine Journal, 21</i>, 1972-1977. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1007/s00586-012-2429-2" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s00586-012-2429-2</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042140&pid=S0870-8231201800040000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barroso, R., &amp; Machado, C. (2010). Defini&ccedil;&otilde;es, dimens&otilde;es e determinantes da parentalidade. <i>Psychologica, 52</i>,  211-229. Recuperado de <a href="http://iduc.uc.pt/index.php/psychologica/article/viewFile/996/445"  target="_blank">http://iduc.uc.pt/index.php/psychologica/article/viewFile/996/445</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042141&pid=S0870-8231201800040000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bouche, G., &amp; Migeot, V. (2008). Parental use of the Internet to seek health information and primary care utilisation for their child: A  cross-sectional study. <i>BMC Public Health, 8</i>, 300. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1186/1471-2458-8-300"  target="_blank">https://doi.org/10.1186/1471-2458-8-300</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042142&pid=S0870-8231201800040000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Burrows, R., Nettleton, S., Pleace, N., Loader, B., &amp; Muncer, S. (2000). Virtual community care? Social policy and the emergence of  computer mediated social support. <i>Information, Communication &amp; Society, 3</i>, 95-121. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1080/136911800359446" target="_blank">https://doi.org/10.1080/136911800359446</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042143&pid=S0870-8231201800040000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carter, B. (2007). Parenting: A glut of information. <i>Journal of Child Health Care, 11</i>, 82-84. Retrieved from  <a href="http://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1177/1367493507079621"  target="_blank">http://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1177/1367493507079621</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042144&pid=S0870-8231201800040000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Castells, M. (1997). <i>The power of identity &ndash; The information age: Economy, society and culture</i>. London: Blackwell Publishers  Ltd. Retrieved from <a href="http://www.academia.edu/2215687/The_power_of_identity_The_information_age_Economy_society_and_culture"  target="_blank">http://www.academia.edu/2215687/The_power_of_identity_The_information_age_Economy_society_and_culture</a></p>     <!-- ref --><p>Council of Europe. (2007). <i>Parenting in contemporary Europe: A positive approach.</i> Strasbourg: Council of Europe. Retrieved from  <a href="https://books.google.pt/books?id=JROG3RcY8fkC&amp;printsec=frontcover&amp;hl=pt-PT#v=onepage&amp;q&amp;f=false"  target="_blank">https://books.google.pt/books?id=JROG3RcY8fkC&amp;printsec=frontcover&amp;hl=pt-PT#v=onepage&amp;q&amp;f=false</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042146&pid=S0870-8231201800040000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Correia, C. (2009). <i>Redes sociais da fam&iacute;lia multiproblem&aacute;tica ou fam&iacute;lia multidesafios</i>.  Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o publicada, Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra. Recuperado de  <a href="http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/226" target="_blank">http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/226</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042147&pid=S0870-8231201800040000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cotten, S., &amp; Gupta, S. (2004). Characteristics of online and offline health information seekers and factors that discriminate between  them. <i>Social Science &amp; Medicine, 59</i>, 1795-1806. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1016/j.socscimed.2004.02.020" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.socscimed.2004.02.020</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042148&pid=S0870-8231201800040000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Council of Europe. (2009). <i>Family policy in Council of Europe member states &ndash; Two expert reports commissioned by the Committee of  Experts on Social Policy for Families and Children</i>. Strasbourg: Council of Europe. Retrieved from  <a href="https://www.coe.int/t/dc/files/ministerial_conferences/2009_family_affairs/Family_Policy_Reports_en.pdf"  target="_blank">https://www.coe.int/t/dc/files/ministerial_conferences/2009_family_affairs/Family_Policy_Reports_en.pdf</a></p>     <p>Coutinho, I. C. M., Seabra-Santos, M. J., &amp; Gaspar, M. F. F. (2012). Educa&ccedil;&atilde;o parental com fam&iacute;lias maltratantes:  Que potencialidades?. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXX</i>, 405-420. Recuperado de <a href="http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312012000300004&amp;lng=pt&amp;tlng=pt"  target="_blank">http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312012000300004&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a></p>     <!-- ref --><p>Davis-Kean, P. (2005). The influence of parent education and family income on child achievement: The indirect role of parental expectations  and the home environment. <i>Journal of Family Psychology, 19</i>, 294-304. Retrieved from  <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0893-3200.19.2.294" target="_blank">http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/226</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042151&pid=S0870-8231201800040000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dearing, E., McCartney, K., &amp; Taylor, B. (2001). Change in family income-to-needs matters more for children with less. <i>Child  Development, 72</i>, 1779-1793. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1111/1467-8624.00378"  target="_blank">https://doi.org/10.1111/1467-8624.00378</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042152&pid=S0870-8231201800040000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dhillon, A., Albersheim, S., Alsaad, S., Pargass, N., &amp; Zupancic, J. (2003). Internet use and perceptions of information reliability by  parents in Neonatal Intensive Care Unit. <i>Journal of Perinatology, 23,</i> 420-424. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1038/sj.jp.7210945" target="_blank">https://doi.org/10.1038/sj.jp.7210945</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042153&pid=S0870-8231201800040000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Doty, J., Dworkin, J., &amp; Connell, J. (2012). Examining digital differences: Parents&rsquo; online activities. <i>Family Science Review,  17</i>, 18-39. Retrieved from <a href="https://familyscienceassociation.org/sites/default/files/2-%20Doty_Dworkin_Connell.pdf"  target="_blank">https://familyscienceassociation.org/sites/default/files/2-%20Doty_Dworkin_Connell.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Drentea, P., &amp; Moren&#8208;Cross, J. L. (2005). Social capital and social support on the web: The case of an Internet mother site.  <i>Sociology of health &amp; illness, 27</i>, 920-943. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1111/j.1467-9566.2005.00464.x"  target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1467-9566.2005.00464.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042155&pid=S0870-8231201800040000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Dubowitz, H., Black, M., Cox, C., Kerr, M., Litrownik, A., Radhakrishna, A., . . . Runyan, D. (2001). Father involvement and children&rsquo;s  functioning at age 6 years: A multisite study. <i>Child Maltreatment, 6</i>, 300-309. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1177%2F1077559501006004003" target="_blank">https://doi.org/10.1177%2F1077559501006004003</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dworkin, J., Connell, J., &amp; Doty, J. (2013). A literature review of parents&rsquo; online behavior. Cyberpsychology. <i>Journal of  Psychosocial Research on Cyberspace, 7</i>, 1-10. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.5817/CP2013-2-2"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.5817/CP2013-2-2</a></p>     <p>Eurobarometer. (2008). <i>Towards a safer use of the Internet for children in the EU &ndash; A parent&rsquo;s perspective</i>. Retrieved from  <a href="http://ec.europa.eu/public_opinion/flash/fl_248_en.pdf" target="_blank">http://ec.europa.eu/public_opinion/flash/fl_248_en.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Haberman, S. J. (1973). The analysis of residuals in cross-classified tables. <i>Biometrics, 9</i>, 205-220.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042159&pid=S0870-8231201800040000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hand, F., Mc Dowell, D. T., Glynn, R. W., Rowley, H., &amp; Mortell, A. (2013). Patterns of Internet use by parents of children attending a  pediatric surgical service. <i>Pediatric Surgery International, 29</i>, 729-733. Retrieved from  <a href="http://dx.doi.org/10.1007/s00383-013-3317-5" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/s00383-013-3317-5</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042161&pid=S0870-8231201800040000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Hargittai, E. (2002). Second-level digital divide: Differences in people&rsquo;s online skills. <i>First Monday, 7</i>. Retrieved from  <a href="http://journals.uic.edu/ojs/index.php/fm/article/view/942/864"  target="_blank">http://journals.uic.edu/ojs/index.php/fm/article/view/942/864</a></p>     <p>Hargittai, E. (2010). Digital na(t)ives? Variation in Internet skills and uses among members of the &ldquo;<i>net</i> generation&rdquo;.  <i>Sociological Inquiry, 80</i>, 92-113. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1111/j.1475-682X.2009.00317.x"  target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1475-682X.2009.00317.x</a></p>     <!-- ref --><p>Hellwig, O., &amp; Lloyd, R. (2000). <i>Sociodemographic barriers to utilisation and participation in telecommunications services and their  regional distribution: A quantitative analysis</i>. Australia: National Centre for Social and Economic Modelling, University of Canberra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042164&pid=S0870-8231201800040000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LaCoursiere, S. (2001). A theory of online social support. <i>Advances in Nursing Science, 24</i>, 60-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042166&pid=S0870-8231201800040000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Leonard, H., Slack-Smith, L., Phillips, T., Richardson, S., D&rsquo;Orsogna, L., &amp; Mulroy, S. (2013). How can the Internet help parents  of children with rare neurologic disorders?. <i>Journal of Child Neurology, 19</i>, 902-907. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1177%2F08830738040190110901" target="_blank">https://doi.org/10.1177%2F08830738040190110901</a></p>     <!-- ref --><p>Linebarger, D., &amp; Chernin, A. (2003). Young children, parents, computers and the Internet. <i>IT &amp; Society, 1</i>, 87-106. Retrieved  from <a href="https://pdfs.semanticscholar.org/995c/2c8aa35c057f0443c6a17448657bd90d85a3.pdf"  target="_blank">https://pdfs.semanticscholar.org/995c/2c8aa35c057f0443c6a17448657bd90d85a3.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042169&pid=S0870-8231201800040000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Livingstone, S., &amp; Bober, M. (2004). <i>UK children go online: Surveying the experiences of young people and their parents</i>. London:  LSE Research Online. Retrieved from <a href="http://eprints.lse.ac.uk/395/1/UKCGOsurveyreport.pdf"  target="_blank">http://eprints.lse.ac.uk/395/1/UKCGOsurveyreport.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042170&pid=S0870-8231201800040000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Madge, C., &amp; O&rsquo;Connor, H. (2006). Parenting gone wired: Empowerment of new mothers on the internet?. <i>Social &amp; Cultural  Geography, 7</i>, 199-220. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1080/14649360600600528"  target="_blank">https://doi.org/10.1080/14649360600600528</a></p>     <!-- ref --><p>Minuchin, S. (1990). <i>Fam&iacute;lias: Funcionamento &amp; tratamento</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042172&pid=S0870-8231201800040000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mondin, E. M. (2008). Pr&aacute;ticas educativas parentais e seus efeitos na cria&ccedil;&atilde;o dos filhos. <i>Psicologia Argumento,  26</i>(54), 233-244. Recuperado de <a href="http://132.248.9.34/hevila/Psicologiaargumento/2008/vol26/no54/6.pdf"  target="_blank">http://132.248.9.34/hevila/Psicologiaargumento/2008/vol26/no54/6.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042174&pid=S0870-8231201800040000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nagin, D., &amp; Tremblay, R. (2001). Parental and early childhood predictors of persistent physical aggression in boys from kindergarten to  high school. <i>Archives of General Psychiatry, 58</i>, 389-394. Retrieved from  <a href="https://pdfs.semanticscholar.org/7970/161dca453c20a495c93a8e93925bb1df3f9f.pdf"  target="_blank">https://pdfs.semanticscholar.org/7970/161dca453c20a495c93a8e93925bb1df3f9f.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042175&pid=S0870-8231201800040000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nieuwboer, C., Fukkink, R., &amp; Hermanns, J. (2013a). Online programs as tools to improve parenting: A meta-analytic review. <i>Children  and Youth Services Review, 35</i>, 1823-1829. 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Pr&aacute;ticas educativas e interven&ccedil;&atilde;o com pai: A educa&ccedil;&atilde;o  como prote&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento dos filhos. <i>Mudan&ccedil;as &ndash; Psicologia da Sa&uacute;de, 21</i>, 29-40. Recuperado de  <a href="http://dx.doi.org/10.15603/2176-1019/mud.v21n1p29-40" target="_blank">http://dx.doi.org/10.15603/2176-1019/mud.v21n1p29-40</a></p>     <!-- ref --><p>Papadakis, M. (2001). <i>The application and implications of information technologies in the home: Where are the data and what do they  say?</i>. Arlington, USA: National Science Foundation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=042180&pid=S0870-8231201800040000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Plantin, L., &amp; Daneback, K. (2009). Parenthood, information and support on Internet. 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Santos, Universidade Portucalense, R. Dr.  Ant&oacute;nio Bernardino de Almeida 541, 4200-072 Porto, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:srafribeirosantos@gmail.com">srafribeirosantos@gmail.com</a></p>     ]]></body>
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