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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Associação entre infertilidade e satisfação relacional: Estudo comparativo de díades consoante a situação reprodutiva]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Infertility and relational satisfaction: A comparative study of dyads according to the reproductive stage]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Going through the experience of infertility has been shown to be both beneficial and detrimental to the couple relationship. This divergent evidence can be attributed to the lack of adequate control groups and not using the dyad as the unit of analysis. This study addresses these gaps by analyzing the differences in 358 couples regarding relational satisfaction and its dyadic consensus. We used multivariate analyses of covariance (MANCOVAs) to test the effect of experiencing infertility in relational satisfaction and its dyadic consensus, which were assessed through the Perceived Relationship Quality Components Inventory. Female and male age, relationship length, and the partner relationship satisfaction were assessed as covariates. Results revealed no significant differences of female and male relational satisfaction and its dyadic consensus between groups, even after introducing covariates. By using the couple as the unit of analysis and differentiating between the experience of parenthood and infertility, our results suggest that there are no differences between the various reproductive stages in the way men and women perceive their relationship, and the way they agree on their satisfaction levels. Future studies assessing developmental trajectories of couples are needed to ascertain causality.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Infertilidade]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Associa&ccedil;&atilde;o entre infertilidade e satisfa&ccedil;&atilde;o relacional: Estudo comparativo de d&iacute;ades consoante a  situa&ccedil;&atilde;o reprodutiva</b></p>     <p><b>Infertility and relational satisfaction: A comparative study of dyads according to the reproductive stage</b></p>     <p><b>Soraia Andrade<sup>1</sup>, Mariana Martins<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Porto, Portugal / Centro de  Psicologia da Universidade do Porto, Porto, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Estudos recentes sugerem que a infertilidade tanto pode ser ben&eacute;fica como danosa &agrave; rela&ccedil;&atilde;o conjugal. Esta  diverg&ecirc;ncia deve-se, em parte, &agrave; falta de grupos de controlo adequados e &agrave; n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o da  d&iacute;ade como unidade de an&aacute;lise. Este estudo teve como objetivo testar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas ao  n&iacute;vel da satisfa&ccedil;&atilde;o relacional e do consenso di&aacute;dico nesta vari&aacute;vel em 358 casais, divididos em quatro grupos  consoante a experi&ecirc;ncia de infertilidade e de parentalidade. Recorrendo a an&aacute;lises multivariadas de covari&acirc;ncia, foram  utilizadas como vari&aacute;veis dependentes a satisfa&ccedil;&atilde;o relacional feminina e masculina e o respetivo consenso di&aacute;dico, e  como vari&aacute;veis de controlo as idades feminina e masculina, a dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o, e a satisfa&ccedil;&atilde;o  reportada pelo parceiro. N&atilde;o se verificaram efeitos significativos da satisfa&ccedil;&atilde;o reprodutiva nos n&iacute;veis feminino e  masculino de satisfa&ccedil;&atilde;o relacional e no consenso di&aacute;dico nos quatro grupos, mantendo-se os resultados ap&oacute;s  introdu&ccedil;&atilde;o das covari&aacute;veis. Pese embora a necessidade de investiga&ccedil;&otilde;es futuras que possam acompanhar os casais  longitudinalmente e idealmente antes ainda de iniciar o projeto de parentalidade, estes resultados sugerem que a viv&ecirc;ncia de barreiras  &agrave; fertilidade por si s&oacute; n&atilde;o afeta a satisfa&ccedil;&atilde;o relacional.    <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Infertilidade, Satisfa&ccedil;&atilde;o relacional, Consenso di&aacute;dico, Transi&ccedil;&atilde;o para a  parentalidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Going through the experience of infertility has been shown to be both beneficial and detrimental to the couple relationship. This divergent  evidence can be attributed to the lack of adequate control groups and not using the dyad as the unit of analysis. This study addresses these gaps  by analyzing the differences in 358 couples regarding relational satisfaction and its dyadic consensus. We used multivariate analyses of  covariance (MANCOVAs) to test the effect of experiencing infertility in relational satisfaction and its dyadic consensus, which were assessed  through the Perceived Relationship Quality Components Inventory. Female and male age, relationship length, and the partner relationship  satisfaction were assessed as covariates. Results revealed no significant differences of female and male relational satisfaction and its dyadic  consensus between groups, even after introducing covariates. By using the couple as the unit of analysis and differentiating between the  experience of parenthood and infertility, our results suggest that there are no differences between the various reproductive stages in the way  men and women perceive their relationship, and the way they agree on their satisfaction levels. Future studies assessing developmental  trajectories of couples are needed to ascertain causality.</p>     <p><b>Key words</b>: Infertility, Relational satisfaction, Dyadic consensus, Transition to parenthood.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A infertilidade &eacute; uma doen&ccedil;a do sistema reprodutor diagnosticada ap&oacute;s a pr&aacute;tica de rela&ccedil;&otilde;es sexuais  regulares e desprotegidas sem conseguir alcan&ccedil;ar uma gravidez ap&oacute;s 12 ou mais meses (WHO, 2009), afetando aproximadamente 9% de  casais em todo o mundo (Boivin, Bunting, Collins, &amp; Nygren, 2007), com igual estimativa em Portugal (Carvalho &amp; Santos, 2009). Esta  condi&ccedil;&atilde;o &eacute; encarada como uma crise de vida que se repercute em aspetos f&iacute;sicos, ps&iacute;quicos, emocionais e  socioculturais (Carvalho &amp; Santos, 2009). Os casais que se deparam com esta problem&aacute;tica podem experienciar sentimentos de  impot&ecirc;ncia, vulnerabilidade, isolamento, e perda do controlo das suas vidas pessoais e do projeto de vida, nomeadamente o objetivo de ter  filhos (Reed, 2001). Tendo em conta que o projeto de parentalidade nos casais &eacute; co-constru&iacute;do no &acirc;mbito da  rela&ccedil;&atilde;o conjugal (Peterson, Newton, &amp; Rosen, 2003), seria expect&aacute;vel que a satisfa&ccedil;&atilde;o relacional fosse  afetada face &agrave; amea&ccedil;a de n&atilde;o concretiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No entanto, a investiga&ccedil;&atilde;o tem tido resultados controversos no que diz respeito aos efeitos da viv&ecirc;ncia de barreiras  &agrave; fertilidade na conjugalidade. V&aacute;rios s&atilde;o os estudos que sugerem uma influ&ecirc;ncia negativa da infertilidade em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal e sexual nas mulheres inf&eacute;rteis (e.g., Bahrainian, Nazemi, &amp; Dadkhah,  2009; Lee &amp; Sun, 2000; Salvatore et al., 2001), havendo tamb&eacute;m evid&ecirc;ncia de que os casais inf&eacute;rteis submetidos a  tratamentos de reprodu&ccedil;&atilde;o medicamente assistida revelam menor qualidade relacional do que os casais sem problemas de infertilidade  (Wang et al., 2007). No entanto, h&aacute; tamb&eacute;m evid&ecirc;ncia recente de que a perda, as desilus&otilde;es e a partilha de  <i>stress</i> provenientes da experi&ecirc;ncia da infertilidade n&atilde;o s&oacute; permitem aos casais tornarem-se mais resistentes aos  efeitos negativos de <i>stressores</i> psicossociais, como tamb&eacute;m favorecem o aumento do sentimento de coes&atilde;o, resultando num  fortalecimento da rela&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, numa melhoria da satisfa&ccedil;&atilde;o e ajustamento relacional para ambos  c&ocirc;njuges (Holter, Anderheim, Bergh, &amp; M&ouml;ller, 2006; Repokari et al., 2007; Schmidt, 2006; Schmidt, Holstein, Christensen, &amp;  Boivin, 2005; Tuzer et al., 2010). De referir ainda que alguns autores que compararam casais inf&eacute;rteis com casais f&eacute;rteis  n&atilde;o observaram diferen&ccedil;as significativas de satisfa&ccedil;&atilde;o relacional entre estes grupos (Gameiro, Nazar&eacute;,  Fonseca, Moura-Ramos, &amp; Canavarro, 2011; Repokari et al., 2007). As raz&otilde;es que podem associar-se a esta disparidade de resultados  prendem-se n&atilde;o s&oacute; com a conceptualiza&ccedil;&atilde;o dos constructos medidos mas tamb&eacute;m com quest&otilde;es  metodol&oacute;gicas.</p>     <p>Embora a satisfa&ccedil;&atilde;o relacional seja uma tem&aacute;tica fulcral e a mais estudada nos &uacute;ltimos anos no &acirc;mbito das  rela&ccedil;&otilde;es conjugais e familiares (Graham, Diebels, &amp; Barnow, 2011), &eacute; um constructo de defini&ccedil;&atilde;o complexa e  divergente (Wagner &amp; Falcke, 2001), correspondendo a uma componente &agrave; qual se associam pensamentos, sentimentos e comportamentos da  rela&ccedil;&atilde;o conjugal (Hendrick, 1988). De um modo geral, a investiga&ccedil;&atilde;o tem demonstrado que as mulheres apresentam  n&iacute;veis mais baixos de satisfa&ccedil;&atilde;o relacional do que os homens (Whisman, Uebelacker, &amp; Weinstock, 2004). Contudo, a  avalia&ccedil;&atilde;o da concord&acirc;ncia de ambos os membros do casal parece ser mais importante do que as diferen&ccedil;as de  g&eacute;nero ou os tra&ccedil;os sociais ou pessoais pois, muitas vezes, as avalia&ccedil;&otilde;es da satisfa&ccedil;&atilde;o relacional por  parte de cada um dos c&ocirc;njuges apresentam-se significativamente correlacionadas (Newton &amp; Kiecolt-Glaser, 1995).</p>     <p>Por outro lado, a raz&atilde;o que provavelmente mais contribui para a ambiguidade dasconclus&otilde;es no que diz respeito &agrave;  rela&ccedil;&atilde;o entre a experi&ecirc;ncia da infertilidade e a conjugalidade reside no fato dos estudos at&eacute; hoje realizados terem  utilizado casais com filhos como grupo de controlo, o que n&atilde;o nos permite aferir se as diferen&ccedil;as encontradas nos n&iacute;veis de  satisfa&ccedil;&atilde;o relacional se devem &agrave; experi&ecirc;ncia de barreiras &agrave; fertilidade por parte do casal ou &agrave;  transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade propriamente dita. A transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade &eacute; uma tarefa  desenvolvimental expet&aacute;vel na vida dos indiv&iacute;duos e dos casais (Cowan &amp; Cowan, 2003; McGoldrick &amp; Carter, 2003), marcando  um per&iacute;odo de reorganiza&ccedil;&atilde;o no ciclo de vida das fam&iacute;lias, com mudan&ccedil;as significativas na  rela&ccedil;&atilde;o conjugal, responsabilidades e preocupa&ccedil;&otilde;es (Elek, Brage Hudson, &amp; Bouffard, 2003). Tamb&eacute;m no que  diz respeito &agrave; parentalidade h&aacute; evid&ecirc;ncia mista. Alguns estudos sugerem que as rela&ccedil;&otilde;es conjugais tornam-se  vulner&aacute;veis durante esta transi&ccedil;&atilde;o, verificando-se um decl&iacute;nio na satisfa&ccedil;&atilde;o relacional e um aumento do  conflito conjugal entre os pais ap&oacute;s o nascimento (Moller, Hwang, &amp; Wikberg, 2008; Perren, von Wyl, B&uuml;rgin, Simoni, &amp; von  Klitzing, 2005; Schulz, Cowan, &amp; Cowan, 2006). Por&eacute;m, outros estudos n&atilde;o encontraram uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa  na satisfa&ccedil;&atilde;o relacional, defendendo que esta se mant&eacute;m acima da m&eacute;dia e est&aacute;vel para ambos os pais (Brage  Hudson, Elek, &amp; Fleck, 2001; Elek et al., 2003). Um dos fatores associado a uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o relacional ao longo da  transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade, consiste na semelhan&ccedil;a de atitudes e expectativas entre os membros do casal e entre as  expectativas individuais dos pais e a experi&ecirc;ncia atual (Adamsons, 2013; Goldberg &amp; Perry-Jenkins, 2004; Harwood, McLean, &amp; Durkin,  2007; Lawrence, Nylen, &amp; Cobb, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora haja um avan&ccedil;o recente da literatura neste dom&iacute;nio, s&atilde;o poucas as investiga&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m  utilizado a d&iacute;ade como objeto de estudo, n&atilde;o se permitindo ter em conta a interdepend&ecirc;ncia entre os membros do casal quando  se estudam homens e mulheres (Kenny &amp; Cook, 2005). Al&eacute;m disto, &eacute; necess&aacute;ria uma separa&ccedil;&atilde;o entre aquilo  que &eacute; a conjugalidade experienciada antes e depois da parentalidade para podermos melhor isolar a sua rela&ccedil;&atilde;o com a  viv&ecirc;ncia de barreiras &agrave; fertilidade. Neste estudo, propomos, assim, abordar estas lacunas, explorando a exist&ecirc;ncia de  diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel da satisfa&ccedil;&atilde;o relacional percecionada por ambos os membros do casal e ao n&iacute;vel do consenso  di&aacute;dico em quatro grupos distintos: (i) casais com filhos que enfrentaram infertilidade; (ii) casais sem filhos que enfrentaram  infertilidade; (iii) casais com filhos concebidos espontaneamente; e (iv) casais presumivelmente f&eacute;rteis, utilizando como vari&aacute;veis  de controlo a idade, a dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal do parceiro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra inicial era constitu&iacute;da por 390 casais. O crit&eacute;rio de inclus&atilde;o foi a exist&ecirc;ncia de uma  rela&ccedil;&atilde;o marital ou de coabita&ccedil;&atilde;o entre os membros do casal. No caso dos grupos de casais que enfrentaram a  infertilidade, aplicou-se como crit&eacute;rio de exclus&atilde;o a exist&ecirc;ncia de filhos de um dos membros e n&atilde;o comuns ao casal  (<i>n</i>=32).</p>     <p>A amostra final foi constitu&iacute;da por 358 casais, os quais, de acordo com a situa&ccedil;&atilde;o reprodutiva no momento, foram  divididos em quatro grupos: (a) casais com filhos que enfrentaram infertilidade (<i>n</i>=71); (b) casais sem filhos que enfrentaram  infertilidade (<i>n</i>=107); (c) casais com filhos concebidos espontaneamente e sem recurso a procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistida  (<i>n</i>=85); d) casais presumivelmente f&eacute;rteis, i.e., casais com um estilo de vida sem filhos e que n&atilde;o t&ecirc;m conhecimento de  nenhum fator heredit&aacute;rio ou condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica que os possa impedir de conceber espontaneamente (<i>n</i>=95).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Os participantes foram selecionados atrav&eacute;s de tr&ecirc;s m&eacute;todos de recolha de dados distintos, a saber: (i) recolha junto de  casais inf&eacute;rteis que frequentaram a consulta de procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistida (PMA) do Centro Hospitalar do Porto,  E.P.E.; (ii) contacto telef&oacute;nico efetuado a partir de uma base de dados de pacientes que procuraram tratamento de infertilidade e que  haviam dado consentimento para voltarem a ser contactados; (iii) inqu&eacute;rito <i>online</i> aberto ao p&uacute;blico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os grupos que enfrentaram infertilidade foram constitu&iacute;dos por casais que foram convidados a participar no estudo pelo m&eacute;dico  assistente, no final da consulta, entre fevereiro de 2010 e mar&ccedil;o de 2011. Os pacientes que aceitaram participar receberam uma folha com  informa&ccedil;&otilde;es sobre o estudo e assinaram um consentimento informado e, posteriormente, preencheram, individualmente, o  question&aacute;rio na sala de espera. Estes casais foram contactados telefonicamente, entre maio e junho de 2015 com vista a atualizar a  situa&ccedil;&atilde;o reprodutiva e a satisfa&ccedil;&atilde;o relacional. Inicialmente, as mulheres foram contactadas atrav&eacute;s do registo  do Centro Hospitalar do Porto, e ap&oacute;s terem aceitado participar, foi pedido que cedessem os contactos dos maridos, a fim de tamb&eacute;m  estes poderem ser convidados a participar.</p>     <p>Com vista a recolher as perce&ccedil;&otilde;es de casais presumivelmente f&eacute;rteis e casais com filhos que n&atilde;o enfrentaram  tratamentos de infertilidade, foi lan&ccedil;ado um inqu&eacute;rito <i>online</i>. Os participantes destes grupos foram recrutados utilizando os  seguintes m&eacute;todos: (a) via <i>e-mail</i>, a partir de uma base de dados de antigos alunos criada para o efeito pertencente &agrave;  Unidade de Coordena&ccedil;&atilde;o das Val&ecirc;ncias de Apoio ao Estudante da [removido para revis&atilde;o cega]; (b) atrav&eacute;s da  publica&ccedil;&atilde;o da hiperliga&ccedil;&atilde;o (referente ao inqu&eacute;rito) no <i>website</i> desta institui&ccedil;&atilde;o e em  redes sociais. O question&aacute;rio esteve dispon&iacute;vel entre abril e dezembro de 2015, e a cada participante era pedido o e-<i>mail</i> do  companheiro, de modo a que ambos os membros do casal pudessem ser convidados a participar.</p>     <p>Este estudo obteve aprova&ccedil;&atilde;o para os diferentes procedimentos amostrais pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da [removido para  revis&atilde;o], da Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados e da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do Centro Hospitalar do  Porto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Medidas</i></p>     <p>As vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas foram obtidas recorrendo a um question&aacute;rio espec&iacute;fico que acedia &agrave; idade,  estado civil, tempo de relacionamento e habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias.</p>     <p>A satisfa&ccedil;&atilde;o relacional foi avaliada atrav&eacute;s da dimens&atilde;o satisfa&ccedil;&atilde;o do Invent&aacute;rio das  Componentes da Qualidade Relacional Percebida (ICQRP) de Fletcher, Simpson e Thomas (2000), adaptado na vers&atilde;o portuguesa por Crespo  (2007). Este invent&aacute;rio acede a seis componentes da qualidade relacional percebida que podem ser avaliadas separadamente ou como parte de  um construto de qualidade relacional de segunda ordem (Fletcher et al., 2000). A dimens&atilde;o satisfa&ccedil;&atilde;o relacional &eacute;  avaliada por 3 itens (&ldquo;at&eacute; que ponto est&aacute; satisfeito com a sua rela&ccedil;&atilde;o?&rdquo;; &ldquo;at&eacute; que ponto  est&aacute; contente com a sua rela&ccedil;&atilde;o?&rdquo; e &ldquo;at&eacute; que ponto est&aacute; feliz com a sua  rela&ccedil;&atilde;o?&rdquo;), cada um pontuado atrav&eacute;s de uma escala de <i>Likert</i> de 6 pontos (1=Mesmo nada; 6=Extremamente), sendo  que scores mais elevados indicam maiores n&iacute;veis de qualidade da rela&ccedil;&atilde;o percebida. Fletcher e colaboradores (2000)  demonstraram que os coeficientes de fiabilidade foram consistentemente elevados, salientando-se a dimens&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o  como um dos mais altos (&alpha;=.93). Atrav&eacute;s da an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria com uma amostra Portuguesa, Crespo e seus  colegas (Crespo, 2007; Crespo, Davide, Costa, &amp; Fletcher, 2008) chegaram a conclus&otilde;es semelhantes &agrave;s do estudo original  relativamente &agrave; excelente consist&ecirc;ncia interna da dimens&atilde;o satisfa&ccedil;&atilde;o (&alpha;=.96 para os homens e &alpha;=.94  para as mulheres). Os valores de consist&ecirc;ncia interna para a presente amostra confirmaram esta tend&ecirc;ncia elevada, sendo o coeficiente  de <i>alpha</i> de <i>Cronbach</i> de .95, tanto para mulheres, como para homens.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise estat&iacute;stica</i></p>     <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada utilizando o <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> (SPSS, vers&atilde;o 21). Em  primeiro lugar, foram realizadas an&aacute;lises descritivas das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas. Foram tamb&eacute;m realizadas  compara&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas de situa&ccedil;&otilde;es reprodutivas com as mesmas vari&aacute;veis, utilizando an&aacute;lises  de vari&acirc;ncia unidirecional e o teste qui-quadrado, com o objetivo de detetar vari&aacute;veis confundidoras a serem controladas nas  an&aacute;lises posteriores. Para analisar diferen&ccedil;as face &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o relacional e ao consenso di&aacute;dico  relativo a este constructo (calculado com base nas diferen&ccedil;as do n&iacute;veis masculinos e femininos) nas diferentes  situa&ccedil;&otilde;es reprodutivas, recorremos &agrave; an&aacute;lise de covari&acirc;ncia univariada (ANCOVA). Todas as an&aacute;lises  foram realizadas tendo o casal como unidade de an&aacute;lise, e separadamente para homens e mulheres.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos grupos amostrais e efeitos demogr&aacute;ficos</i></p>     <p>A quase totalidade da amostra (99,7%, <i>n</i>=357) era composta por casais de nacionalidade portuguesa. A m&eacute;dia da idade dos homens  foi de 34.95 (<i>DP</i>=6.38), e a das mulheres de 33.38 (<i>DP</i>=5.79). A rela&ccedil;&atilde;o dos casais tinha uma dura&ccedil;&atilde;o  m&eacute;dia de aproximadamente sete anos (<i>M</i>=7.14; <i>DP</i>=5.66). Quanto &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, a maior  frequ&ecirc;ncia reportada foi o ensino secund&aacute;rio, quer para o sexo masculino (40.8%), quer para o feminino (38%). No entanto, a segunda  categoria mais reportada pelas mulheres foi o ensino superior (32.4%), ao passo que para os homens foi o ensino b&aacute;sico (33.5%). Quase um  ter&ccedil;o das mulheres reportaram possuir o ensino b&aacute;sico (28.2%), e 23.5% dos homens reportaram ter por habilita&ccedil;&otilde;es o  ensino superior.</p>     <p>De entre os casais que enfrentaram infertilidade, a maioria j&aacute; havia recorrido a t&eacute;cnicas de procria&ccedil;&atilde;o  medicamente assistida (32.4%), sendo que cerca de 17.3% dos casais nunca iniciou qualquer tratamento. Cerca de 13.1% dos casais tinham realizado  apenas um ciclo de tratamentos, 10.1% tinham realizado dois ciclos, 6.4% tr&ecirc;s ciclos e 2.8% quatro ciclos. Quanto &agrave;s causas de  infertilidade destes casais, 12% dos casais foram diagnosticados com fator feminino, 15.4% com fator masculino, 10.1% com fator misto, 2.5% com  fator idiop&aacute;tico, e 2.5% com outro diagn&oacute;stico.</p>     <p>Verificaram-se diferen&ccedil;as significativas ao n&iacute;vel das habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias das mulheres nas quatro  situa&ccedil;&otilde;es reprodutivas (<i>&chi;<sup>2</i></sup>=70.71; <i>p</i>=.000). Assim, a maioria das mulheres inf&eacute;rteis com filhos  reportou ter completado o ensino secund&aacute;rio (38.6%) e superior (38.6%), enquanto a maioria das mulheres inf&eacute;rteis sem filhos parece  ter completado o ensino secund&aacute;rio (45.8%). Ao passo que a maioria das mulheres consideradas presumivelmente f&eacute;rteis afirmou ter  completado o ensino superior (52.7%), a maior parte das mulheres f&eacute;rteis com filhos afirmou ter o ensino b&aacute;sico (57.6%).  Tamb&eacute;m ao n&iacute;vel do sexo masculino se observaram diferen&ccedil;as significativas nas habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias  nos quatro grupos (<i>&chi;<sup>2</i></sup>=51.81; <i>p</i>=.000). A categoria mais reportada no que diz respeito &agrave;s  habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias correspondeu ao ensino secund&aacute;rio tanto para os homens inf&eacute;rteis com filhos (38.6%)  como para os homens inf&eacute;rteis sem filhos (51.4%) e para os presumivelmente f&eacute;rteis (46.2%). Verificou-se no entanto que quase dois  ter&ccedil;os dos homens f&eacute;rteis com filhos reportaram possuir o diploma de ensino b&aacute;sico (61.2%).</p>     <p>A <a href="#t1">Tabela 1</a> apresenta as caracter&iacute;sticas dos grupos amostrais ao n&iacute;vel sa situa&ccedil;&atilde;o reprodutiva,  bem como as diferen&ccedil;as significativas encontradas ao n&iacute;vel da idade dos elementos masculino e feminino e da dura&ccedil;&atilde;o  da rela&ccedil;&atilde;o. Verificaram-se diferen&ccedil;as significativas de idade da mulher (<i>F</i><sub>3,354</sub>=34.30; <i>p</i>=.000) e  de idade do homem (<i>F</i><sub>3,354</sub>=32.97; <i>p</i>=.000), tendo o teste de <i>post-hoc</i> revelado que os casais com filhos que  n&atilde;o enfrentaram infertilidade apresentavam idade feminina e masculina significativamente superior do que o grupo de casais sem filhos que  enfrentaram infertilidade. Constataram-se diferen&ccedil;as significativas entre os grupos que enfrentaram infertilidade, sendo que mulheres e  homens com filhos tinham idade significativamente superior &agrave;s mulheres e homens sem filhos, respetivamente. Observaram-se, ainda,  diferen&ccedil;as significativas entre os grupos sem filhos, sendo que, comparativamente com mulheres e homens presumivelmente f&eacute;rteis,  os g&eacute;neros correspondentes que enfrentaram infertilidade tinham idade significativamente superior. Foi tamb&eacute;m verificado que os  casais presumivelmente f&eacute;rteis apresentavam idade feminina e masculina significativamente superior aos casais inf&eacute;rteis com filhos  e f&eacute;rteis com filhos. N&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as significativas de idade feminina e masculina entre os dois grupos de  casais com filhos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v36n4/36n4a06t1.jpg" width="575" height="232"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tamb&eacute;m no que diz respeito &agrave; dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o foram verificadas diferen&ccedil;as significativas  (<i>F</i><sub>3,354</sub>=79.20; <i>p</i>=.000). Constatou-se que os casais com filhos concebidos espontaneamente e medicamente assistida estavam  juntos h&aacute; significativamente mais tempo que os casais que enfrentaram infertilidade e os presumivelmente f&eacute;rteis. Verificou-se,  ainda, que os casais sem filhos que enfrentaram infertilidade estavam juntos h&aacute; significativamente mais tempo que os casais  presumivelmente f&eacute;rteis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Efeitos da situa&ccedil;&atilde;o reprodutiva na satisfa&ccedil;&atilde;o relacional e no consenso di&aacute;dico</i></p>     <p>A <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta as m&eacute;dias e desvio-padr&atilde;o relativos &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o relacional  percecionada por ambos os parceiros e respetivo consenso di&aacute;dico nos quatro est&aacute;dios reprodutivos. Com o objetivo de analisar  diferen&ccedil;as nos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o relacional feminina e masculina e nos n&iacute;veis de consenso di&aacute;dico  consoante o grupo de perten&ccedil;a correspondente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o reprodutiva dos casais, foram conduzidas tr&ecirc;s  ANCOVAS.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n4/36n4a06t2.jpg" width="575" height="230"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Controlando as vari&aacute;veis idade, dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o, e satisfa&ccedil;&atilde;o relacional do companheiro,  n&atilde;o se verificaram efeitos da situa&ccedil;&atilde;o reprodutiva nos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o relacional das mulheres  (<i>F</i><sub>3,354</sub>=.72; <i>p</i>=.538). Embora n&atilde;o se tenham verificado efeitos de idade (<i>p</i>=.762) e dura&ccedil;&atilde;o da  rela&ccedil;&atilde;o (<i>p</i>=.884), foi observado um efeito significativo dos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o relacional do parceiro  na satisfa&ccedil;&atilde;o relacional feminina (<i>p=</i>.000). Os valores de magnitude do efeito relativos &agrave; situa&ccedil;&atilde;o  reprodutiva (<i>r</i>=.007) corroboram estes resultados, sendo nulos no que diz respeito &agrave; idade (<i>r</i>=.000) e &agrave;  dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o (<i>r</i>=.000). A satisfa&ccedil;&atilde;o relacional do companheiro, por sua vez, revelou ser  uma vari&aacute;vel de efeito m&eacute;dio (<i>r</i>=.158), explicando cerca de 15.8% a satisfa&ccedil;&atilde;o relacional das mulheres.</p>     <p>No caso dos homens, e mais uma vez considerando as vari&aacute;veis idade, dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o e  satisfa&ccedil;&atilde;o relacional da companheira, tamb&eacute;m n&atilde;o se verificaram efeitos da situa&ccedil;&atilde;o reprodutiva nos  n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o relacional (<i>F</i><sub>3,354</sub>=.99; <i>p</i>=.398). Ainda que n&atilde;o se tenham constatado  efeitos de dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o (<i>p</i>=.510), verificaram-se efeitos significativos de idade (<i>p</i>=.004) e de  satisfa&ccedil;&atilde;o relacional da companheira na satisfa&ccedil;&atilde;o relacional masculina (<i>p</i>=.000). As vari&aacute;veis  situa&ccedil;&atilde;o reprodutiva e dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o demonstraram efeitos significativos no que diz  respeito &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o relacional dos homens, verificando-se valores de magnitude de efeito bastante pequenos (<i>r</i>=.009  e <i>r</i>=.001, respetivamente). No entanto, verificou-se que a vari&aacute;vel idade explica cerca de 2,5% da satisfa&ccedil;&atilde;o  relacional dos homens, apresentando uma magnitude de efeito pequena (<i>r</i>=.025) e a vari&aacute;vel satisfa&ccedil;&atilde;o relacional da  companheira, por sua vez, explica cerca de 16,6% da satisfa&ccedil;&atilde;o relacional dos homens, revelando, portanto, uma magnitude de efeito  m&eacute;dia (<i>r</i>=.166).</p>     <p>Por fim, controlando as vari&aacute;veis idade e dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o foram observados efeitos da  situa&ccedil;&atilde;o reprodutiva nos n&iacute;veis de consenso di&aacute;dico de satisfa&ccedil;&atilde;o relacional  (<i>F</i><sub>3,354</sub>=.13; <i>p</i>=.943). N&atilde;o se verificaram igualmente efeitos de idade feminina e masculina (<i>p</i>=.710 e  <i>p</i>=.110, respetivamente) e de dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o (<i>p</i>=.463) nos n&iacute;veis de consenso di&aacute;dico  de satisfa&ccedil;&atilde;o relacional. As vari&aacute;veis est&aacute;dio reprodutivo, idade feminina e masculina, e dura&ccedil;&atilde;o da  rela&ccedil;&atilde;o demonstraram ter uma magnitude de efeito insignificante (<i>r</i>=.001; <i>r</i>=.000; <i>r</i>=.008 e <i>r</i>=.002,  respetivamente) no consenso di&aacute;dico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Este estudo teve como objetivo averiguar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as na satisfa&ccedil;&atilde;o relacional feminina e masculina,  bem como no respetivo consenso di&aacute;dico em quatro grupos amostrais cuja divis&atilde;o assenta na aus&ecirc;ncia ou presen&ccedil;a de  viv&ecirc;ncia de barreiras &agrave; fertilidade e parentalidade, controlando as vari&aacute;veis idade, dura&ccedil;&atilde;o da  rela&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o relacional do c&ocirc;njuge. Todas as an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram realizadas  recorrendo a uma dimens&atilde;o amostral adequada, estando os casais divididos em quatro grupos distintos que, at&eacute; agora e daquilo que  &eacute; o conhecimento dos autores acerca da literatura, nunca foram estudados em simult&acirc;neo.</p>     <p>Os resultados relativos &agrave;s diferen&ccedil;as entre as situa&ccedil;&otilde;es reprodutivas no que respeita &agrave;s vari&aacute;veis  demogr&aacute;ficas s&atilde;o naturalmente expect&aacute;veis na medida em que sugerem que as mulheres e os homens que experienciaram a  transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade tendem a ser mais velhos que os que n&atilde;o viveram essa experi&ecirc;ncia, e que os casais  inf&eacute;rteis tendem a ser mais velhos do que os presumivelmente f&eacute;rteis, uma vez que se n&atilde;o tivessem sido confrontados com a  doen&ccedil;a teriam transitado para a parentalidade. Os mesmos motivos est&atilde;o por detr&aacute;s das diferen&ccedil;as encontradas ao  n&iacute;vel da dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o, sendo os casais que ainda n&atilde;o iniciaram tentativas de  conce&ccedil;&atilde;o os mais jovens. Face &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, os resultados indicam que s&atilde;o as  mulheres e os homens do grupo de casais f&eacute;rteis com filhos que apresentam o grau de escolaridade mais baixo. Os resultados evidenciaram,  tamb&eacute;m, que, no geral, as mulheres apresentam uma escolaridade superior &agrave; dos homens, destacando-se as mulheres inf&eacute;rteis  com filhos e as presumivelmente f&eacute;rteis que reportaram ter, na sua maioria, o ensino superior. Por um lado, estes resultados relativos aos  homens e &agrave;s mulheres que conceberam espontaneamente podem ser entendidos &agrave; luz do que j&aacute; havia sido sugerido por Goldin  (2006) e Sobotka (2010), uma vez que este grupo de casais parece ter dado prioridade &agrave; transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade, em  detrimento de outros aspetos, como &eacute; o caso do investimento na forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e profissional. Por outro lado, o  facto das mulheres presumivelmente f&eacute;rteis se revelarem mais instru&iacute;das vai ao encontro do sugerido pelos mesmos autores,  demonstrando o adiamento da constitui&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lia, em prol do interesse feminino em investir na forma&ccedil;&atilde;o e  carreira profissional (Goldin, 2006; Sobotka, 2010). Apesar disto, salienta-se, ainda, a elevada escolaridade das mulheres inf&eacute;rteis com  filhos, corroborando os resultados de um estudo realizado por Greil, McQuillan, Shreffler, Johnson e Slauson-Blevins (2011), onde foi constatado  que as mulheres com n&iacute;veis de escolaridade mais elevados procuram tratamentos de reprodu&ccedil;&atilde;o medicamente assistida com maior  frequ&ecirc;ncia. No que diz respeito ao modo como a satisfa&ccedil;&atilde;o relacional &eacute; percecionada pelo sexo feminino,  verific&aacute;mos n&atilde;o existir um efeito significativo da situa&ccedil;&atilde;o reprodutiva nos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o  relacional das mulheres na presente amostra, controlando a idade, a dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o  relacional do companheiro. Estes resultados sugerem que a viv&ecirc;ncia da infertilidade n&atilde;o exerce uma influ&ecirc;ncia negativa na  satisfa&ccedil;&atilde;o relacional feminina, indo ao encontro de evid&ecirc;ncias anteriores que compararam quer mulheres que enfrentaram  infertilidade com sucesso e insucesso (Hammarberg, Astbury, &amp; Baker, 2001), quer mulheres j&aacute; com a experi&ecirc;ncia da maternidade  que conceberam espontaneamente ou com recurso a t&eacute;cnicas de procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistida (Hjelmstedt, Widstr&ouml;m,  Wramsby, &amp; Collins, 2004). No entanto, estes resultados n&atilde;o corroboram as evid&ecirc;ncias encontradas por Monga, Alexandrescu, Katz,  Stein e Ganiats (2004), que verificaram que as mulheres inf&eacute;rteis pareciam estar menos satisfeitas com a sua rela&ccedil;&atilde;o do que  as mulheres f&eacute;rteis, nem as encontradas por Lee e Sun (2000), que reportaram uma influ&ecirc;ncia negativa da infertilidade na  satisfa&ccedil;&atilde;o relacional das mulheres. Apesar disto, h&aacute; que ter em linha de conta o facto do estudo de Monga e colaboradores  (2004) ter utilizado como grupo de controlo casais submetidos ao processo de esteriliza&ccedil;&atilde;o (laquea&ccedil;&atilde;o de trompas ou  vasectomia). Tamb&eacute;m o estudo de Lee e Sun (2000) pode ter quest&otilde;es que influenciam a diverg&ecirc;ncia de resultados, na medida em  que este foi realizado na comunidade chinesa, com normas culturais, &eacute;tnicas e religiosas distintas das da sociedade ocidental, &agrave;  qual pertencemos.</p>     <p>No caso da satisfa&ccedil;&atilde;o relacional masculina, os resultados foram no mesmo sentido dos encontrados nas mulheres, n&atilde;o se  tendo constatado quaisquer efeitos da situa&ccedil;&atilde;o reprodutiva nos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o relacional dos homens.  Estes resultados v&atilde;o ao encontro de um estudo de Monga e colegas (2004) que apesar de ter encontrado diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel da  satisfa&ccedil;&atilde;o relacional das mulheres, tal como j&aacute; foi referido, n&atilde;o encontrou diferen&ccedil;as significativas, ao  n&iacute;vel da satisfa&ccedil;&atilde;o relacional entre homens inf&eacute;rteis e homens f&eacute;rteis. Por outro lado, e tal como no caso  feminino, Hjelmstedt e colaboradores (2004) corroboram a evid&ecirc;ncia por n&oacute;s encontrada, tendo comparado homens que conceberam  espontaneamente com aqueles que conceberam com recurso a t&eacute;cnicas de procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistida.</p>     <p>Apesar de n&atilde;o terem sido encontradas diferen&ccedil;as entre os grupos no que diz respeito ao est&aacute;dio reprodutivo, verificou-se  a exist&ecirc;ncia de um efeito significativo positivo da satisfa&ccedil;&atilde;o relacional dos companheiros na satisfa&ccedil;&atilde;o  relacional feminina. No caso dos homens os resultados foram semelhantes, evidenciando-se um efeito significativo positivo dos n&iacute;veis de  satisfa&ccedil;&atilde;o relacional das parceiras na satisfa&ccedil;&atilde;o relacional masculina, mas tamb&eacute;m um efeito significativo  positivo da idade, sugerindo que a satisfa&ccedil;&atilde;o relacional dos homens para al&eacute;m de ser influenciada pela  satisfa&ccedil;&atilde;o relacional percecionada pelas suas parceiras &eacute; tamb&eacute;m influenciada pela idade, ainda que em menor escala.  Os efeitos da satisfa&ccedil;&atilde;o relacional do c&ocirc;njuge observados est&atilde;o de acordo com o que havia sido sugerido relativamente  &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es da satisfa&ccedil;&atilde;o relacional de cada um dos c&ocirc;njuges mostrarem-se, muitas vezes, fortemente  correlacionadas (Newton &amp; Kiecolt-Glaser, 1995), tal como se p&ocirc;de verificar no presente estudo. A par disto, o facto da idade se ter  revelado uma vari&aacute;vel de influ&ecirc;ncia na satisfa&ccedil;&atilde;o relacional masculina, no sentido de que a uma idade masculina  superior est&aacute; associada uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o relacional est&aacute; de acordo com os resultados do estudo de Weinstein,  Powers e Laverghetta (2010). Estes autores haviam justificado estes resultados n&atilde;o s&oacute; com o aumento da satisfa&ccedil;&atilde;o  com a vida em geral &agrave; medida que as pessoas envelhecem (Mroczek &amp; Spiro, 2005), mas tamb&eacute;m sugerindo que o avan&ccedil;o da  idade aporta um aumento dos tra&ccedil;os de personalidade amabilidade e consci&ecirc;ncia, e uma diminui&ccedil;&atilde;o do neuroticismo  (Allemand, Zimprich, &amp; Hendricks, 2008), estando a amabilidade e a consci&ecirc;ncia relacionadas positivamente com a  satisfa&ccedil;&atilde;o relacional, e o neuroticismo negativamente (Gattis, Berns, Simpson, &amp; Christensen, 2004). Estas  justifica&ccedil;&otilde;es apresentadas no estudo de Weinstein et al. (2010) parecem bastante plaus&iacute;veis para explicar a influ&ecirc;ncia  positiva da idade na satisfa&ccedil;&atilde;o relacional masculina. Como j&aacute; foi avan&ccedil;ado anteriormente, ao contr&aacute;rio dos  homens, n&atilde;o foi verificado qualquer efeito da idade na satisfa&ccedil;&atilde;o relacional feminina. Esta diverg&ecirc;ncia de resultados  poder&aacute; ser explicada pelo facto de para as mulheres ser mais importante a fase do ciclo de vida que est&atilde;o a vivenciar do que  propriamente a idade e as consequ&ecirc;ncias a esta associadas, considerando que s&atilde;o as mulheres que apresentam uma maior vulnerabilidade  aos <i>stressores</i> do ciclo de vida, devido ao seu maior envolvimento emocional com as vidas das pessoas que as rodeiam (Gorchoff, John, &amp;  Helson, 2008; McGoldrick, 1995). Deste modo, quando se pretende avaliar a forma como as mulheres percepcionam a sua satisfa&ccedil;&atilde;o  relacional, talvez seja mais importante ter em linha de conta outras vari&aacute;veis como, por exemplo, a fase de desenvolvimento dos filhos, as  rela&ccedil;&otilde;es que estas estabelecem com a fam&iacute;lia mais alargada e a sua condi&ccedil;&atilde;o laboral, visto que s&atilde;o  aspetos da vida da mulher que poder&atilde;o influenciar significativamente a sua satisfa&ccedil;&atilde;o geral com a vida e a sua  satisfa&ccedil;&atilde;o relacional.</p>     <p>Face ao consenso di&aacute;dico da satisfa&ccedil;&atilde;o relacional, os resultados indicaram n&atilde;o existirem diferen&ccedil;as  significativas entre os grupos, n&atilde;o se verificando, tamb&eacute;m, qualquer efeito da idade feminina e masculina e da  dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o, ao n&iacute;vel desta vari&aacute;vel. A aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre os grupos em  rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis de consenso, face &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o relacional, pode ser explicada pelas prioridades que  os casais estabelecem ao longo do ciclo de vida, uma vez que, de acordo com o seu est&aacute;dio reprodutivo, os casais parecem ter expetativas  similares em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; parentalidade e &agrave; sua rela&ccedil;&atilde;o, tal como Adamsons (2013), Goldberg e  Perry-Jenkins (2004), Harwood et al. (2007) e Lawrence et al. (2007) avan&ccedil;aram relativamente aos casais que experienciam a  transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora a transversalidade do estudo n&atilde;o nos permita tirar ila&ccedil;&otilde;es de natureza causal, os resultados sugerem a n&atilde;o  exist&ecirc;ncia de uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa na satisfa&ccedil;&atilde;o relacional nos casais inf&eacute;rteis aquando da  transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade, mantendo-se elevada para ambos os pais, tal como havia sido sugerido por Brage Hudson et al. (2001)  e Elek et al. (2003). No que diz respeito &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre casais que conceberam atrav&eacute;s de tratamentos de  reprodu&ccedil;&atilde;o medicamente assistida e casais que conceberam espontaneamente, os resultados sugerem que ambos os grupos vivenciam a  transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade de modo semelhante, tal como havia sido avan&ccedil;ado por Ulrich, Gagel, Hemmerling e Hentenich  (2004), embora tenham observado, no seu estudo, uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa da satisfa&ccedil;&atilde;o relacional em ambos os  grupos. Contudo, h&aacute; que considerar que este estudo de Ulrich e colegas (2004) pretendeu avaliar os efeitos da transi&ccedil;&atilde;o para  a parentalidade na satisfa&ccedil;&atilde;o relacional, nos primeiros meses da crian&ccedil;a, o que poder&aacute; explicar o facto de terem  constatado uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa da satisfa&ccedil;&atilde;o relacional. Desta forma, ainda que a transi&ccedil;&atilde;o  para a parentalidade acarrete mudan&ccedil;as significativas na rela&ccedil;&atilde;o conjugal (Elek et al., 2003) e, de modo geral, um  decl&iacute;nio na satisfa&ccedil;&atilde;o relacional e um aumento do conflito conjugal (Moller et al., 2008; Perren et al., 2005; Schulz et  al., 2006), e a infertilidade, por sua vez, fortale&ccedil;a a rela&ccedil;&atilde;o conjugal, resultando numa melhoria da  satisfa&ccedil;&atilde;o e ajustamento relacional para ambos os c&ocirc;njuges (Holter et al., 2006; Repokari et al., 2007; Schmidt, 2006;  Schmidt et al., 2005; Tuzer et al., 2010), os resultados deste estudo n&atilde;o evidenciaram estas consequ&ecirc;ncias negativas e  benef&iacute;cios, respetivamente.</p>     <p>Apesar do contributo deste estudo para a investiga&ccedil;&atilde;o, destacam-se algumas limita&ccedil;&otilde;es. Neste sentido, pode  ressalvar-se, em primeiro lugar, o enviesamento fornecido pelos casais participantes, j&aacute; que os contatos iniciais foram realizados  atrav&eacute;s das participantes de sexo feminino que acederam ao pedido de fornecer o contato telef&oacute;nico do seu c&ocirc;njuge,  partindo-se assim do princ&iacute;pio que nestes casais se encontram n&iacute;veis mais elevados de satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal do que nos  casais que n&atilde;o poss&iacute;vel contactar e obter o contributo de ambos. Em segundo lugar aponta-se o facto de n&atilde;o termos  conhecimento da idade dos filhos dos casais pertencentes aos grupos com filhos, uma vez que fases diferentes do ciclo de vida da fam&iacute;lia,  como por exemplo a transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade e os filhos pequenos ou a entrada dos filhos para a escola, podem influenciar de  modo diferente a satisfa&ccedil;&atilde;o relacional. Caso estes casais tivessem todos vivenciado recentemente a transi&ccedil;&atilde;o para a  parentalidade, poderiam ter sido encontradas diferen&ccedil;as significativas ao n&iacute;vel da satisfa&ccedil;&atilde;o relacional e do  consenso di&aacute;dico. Terceiramente, salienta-se a falta de conhecimento em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis de  satisfa&ccedil;&atilde;o relacional dos casais antes de vivenciarem a experi&ecirc;ncia da infertilidade e antes de transitarem para a  parentalidade. Estudos futuros s&atilde;o necess&aacute;rios com metodologias longitudinais para explorar estas diferen&ccedil;as. Em quarto  lugar, &eacute; de referir como limita&ccedil;&atilde;o a utiliza&ccedil;&atilde;o da entrevista por telefone realizada aos casais  inf&eacute;rteis com filhos e aos casais inf&eacute;rteis sem filhos, estrat&eacute;gia esta que pressup&otilde;e uma maior desejabilidade  social, o que poder&aacute; ter enviesado as respostas dos participantes. Por &uacute;ltimo, pode-se ainda elencar como limita&ccedil;&atilde;o o  facto de praticamente todos os participantes residirem na mesma &aacute;rea geogr&aacute;fica, o que impossibilita a generaliza&ccedil;&atilde;o  dos resultados para a restante popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em suma, as hip&oacute;teses exploradas neste estudo sugerem que, quando se tem em conta a idade, a dura&ccedil;&atilde;o da  rela&ccedil;&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o dos respetivos c&ocirc;njuges, e se utiliza a d&iacute;ade como unidade de an&aacute;lise,  n&atilde;o existem diferen&ccedil;as significativas nos diferentes est&aacute;dios reprodutivos, quer no que diz respeito &agrave; forma como  homens e mulheres classificam a sua satisfa&ccedil;&atilde;o relacional, quer &agrave; forma como concordam com os n&iacute;veis de  satisfa&ccedil;&atilde;o relacional. Deste modo, apesar dos casais que enfrentam a infertilidade poderem necessitar de apoio psicol&oacute;gico  para lidar com as consequ&ecirc;ncias psicossociais inerentes a esta experi&ecirc;ncia, a viv&ecirc;ncia de barreiras &agrave; fertilidade por si  s&oacute; n&atilde;o parece afetar o ajustamento marital, independentemente de a transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade j&aacute; ter sido  efetuada. Estudos recentes t&ecirc;m apontado a necessidade da integra&ccedil;&atilde;o de ambos os membros do casal no &acirc;mbito da  procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistida (Martins et al., 2016) e no planeamento familiar (Stern, Larsson, Kristiansson, &amp;  Tyd&eacute;n, 2013). Especificamente no que diz respeito ao apoio psicol&oacute;gico, o refor&ccedil;o dos resultados deste estudo em contexto de  pr&aacute;tica cl&iacute;nica pode ajudar os casais a um melhor posicionamento face ao futuro e &agrave; sua capacidade conjunta de enfrentar  esta crise. Futuras investiga&ccedil;&otilde;es longitudinais que possibilitem a an&aacute;lise de diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel da  satisfa&ccedil;&atilde;o relacional antes e depois da viv&ecirc;ncia de barreiras &agrave; fertilidade e da transi&ccedil;&atilde;o para a  parentalidade ir&atilde;o permitir compreender qual a trajet&oacute;ria desta vari&aacute;vel ao longo das v&aacute;rias fases pelas quais os  casais passam, e quais os fatores que, individual e diadicamente, s&atilde;o identificados como determinantes para a satisfa&ccedil;&atilde;o  conjugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Adamsons, K. (2013). Predictors of relationship quality during the transition to parenthood. <i>Journal of Reproductive and Infant Psychology,  31</i>, 160-171. doi: 10.1080/02646838.2013.791919&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043001&pid=S0870-8231201800040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Allemand, M., Zimprich, D., &amp; Hendricks, A. A. J. (2008). Age differences in five personality domains across the life span.  <i>Developmental Psychology, 44</i>, 758-770. doi: 10.1037/0012-1649.44.3.758&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043002&pid=S0870-8231201800040000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bahrainian, S. A., Nazemi, F., &amp; Dadkhah, A. (2009). The comparison of marital satisfaction between fertile and infertile women.  <i>Iranian Rehabilitation Journal, 7</i>, 11-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043003&pid=S0870-8231201800040000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boivin, J., Bunting, L., Collins, J. A., &amp; Nygren, K. G. (2007). International estimates of infertility prevalence and treatment-seeking:  Potential need and demand for infertility medical care. <i>Human Reproduction, 22</i>, 1506-1512. doi: 10.1093/humrep/dem046&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043005&pid=S0870-8231201800040000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Brage Hudson, D., Elek, S. M., &amp; Fleck, M. O. (2001). First-time mothers&rsquo; and fathers&rsquo; transition to parenthood: Infant care  self-efficacy, parenting satisfaction, and infant sex. <i>Issues in Comprehensive Pediatric Nursing, 24</i>, 31-43.</p>     <!-- ref --><p>Carvalho, J. L., &amp; Santos, A. (2009). <i>Estudo Afrodite: Caracteriza&ccedil;&atilde;o da infertilidade em Portugal</i>.  Recuperado de <a href="http://static.publico.pt/docs/sociedade/AfroditeInfertilidade.pdf"  target="_blank">http://static.publico.pt/docs/sociedade/AfroditeInfertilidade.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043007&pid=S0870-8231201800040000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cowan, P. A., &amp; Cowan, C. P. (2003). Normative family transitions, normal family processes, and healthy child development. In F. Walsh  (Ed.), <i>Normal family processes: Growing diversity and complexity</i> (3<sup>rd</sup> ed., pp. 424-459). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043008&pid=S0870-8231201800040000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Crespo, C. (2007). <i>Rituais familiares e o casal: Paisagens inter-sist&eacute;micas</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento,  Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043010&pid=S0870-8231201800040000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Crespo, C., Davide, I. N., Costa, M. E., &amp; Fletcher, G. J. (2008). Family rituals in married couples: Links with attachment, relationship  quality, and closeness. <i>Personal Relationships, 15</i>, 191-203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043012&pid=S0870-8231201800040000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Elek, S. M., Brage Hudson, D., &amp; Bouffard, C. (2003). Marital and parenting satisfaction and infant care self-efficacy during the  transition to parenthood: The effect of infant sex. <i>Issues in Comprehensive Pediatric Nursing, 26</i>, 45-57. doi:  10.1080/01460860390183065&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043014&pid=S0870-8231201800040000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fletcher, G., Simpson, J., &amp; Thomas, G. (2000). The measurement of perceived relationship quality components: A confirmatory factor  analytic approach. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, 26</i>, 340-354. doi: 10.1177/0146167200265007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043015&pid=S0870-8231201800040000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gameiro, S., Nazar&eacute;, B., Fonseca, A., Moura-Ramos, M., &amp; Canavarro, M. C. (2011). Changes in marital congruence and quality of life  across the transition to parenthood in couples who conceived spontaneously or with assisted reproductive technologies. <i>Mental Health,  Sexuality, and Ethics, 96</i>, 1457-1462. doi: 10.1016/j.fertnstert.2011.09.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043016&pid=S0870-8231201800040000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gattis, K. S., Berns, S., Simpson, L. E., &amp; Christensen, A. (2004). Birds of a feather or strange birds? Ties among personality  dimensions, similarity, and marital quality. <i>Journal of Family Psychology, 18</i>, 564-574. doi: 10.1037/0893-3200.18.4.564&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043017&pid=S0870-8231201800040000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Goldberg, A. E., &amp; Perry-Jenkins, M. (2004). Division of labor and working-class women&rsquo;s well-being across the transition to  parenthood. <i>Journal of Family Psychology, 18</i>, 225-236. doi: 10.1037/0893-3200.18.1.225</p>     <p>Goldin, C. (2006). The quiet revolution that transformed women&rsquo;s employment, education, and family. <i>The American Economic Review,  96</i>, 1-21.</p>     <!-- ref --><p>Gorchoff, S. M., John, O. P., &amp; Helson, R. (2008). Contextualizing change in marital satisfaction during middle age: An 18-year  longitudinal study. <i>Psychological Science, 19</i>, 1194-1200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043020&pid=S0870-8231201800040000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Graham, J., Diebels, K., &amp; Barnow, B. (2011). The reliability of relationship satisfaction: A reliability generalization meta-analysis.  <i>Journal of Family Psychology, 25</i>, 39-48. doi: 10.1037/a0022441&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043022&pid=S0870-8231201800040000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Greil, A. L., McQuillan, J., Shreffler, K. M., Johnson, K. M., &amp; Slauson-Blevins, K. S. (2011). Race-ethnicity and medical services for  infertility: Stratified reproduction in a population-based sample of U.S. women. <i>Journal of Health and Social Behavior, 52</i>, 1-17. doi:  10.1177/0022146511418236&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043023&pid=S0870-8231201800040000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Hammarberg, K., Astbury, J., &amp; Baker, H. W. (2001). Women&rsquo;s experience of IVF: A follow-up study. <i>Human Reproduction, 16</i>,  374-383. doi: 10.1093/humrep/16.2.374</p>     <p>Harwood, K., McLean, N., &amp; Durkin, K. (2007). First-time mothers&rsquo; expectations of parenthood: What happens when optimistic  expectations are not matched by later experiences?. <i>Developmental Psychology, 43</i>, 1-12. doi: 10.1037/0012-1649.43.1.1</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hendrick, S. (1988). A generic measure of relationship satisfaction. <i>Journal of Marriage and Family, 50</i>, 93-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043026&pid=S0870-8231201800040000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hjelmstedt, A., Widstr&ouml;m, A. M., Wramsby, H., &amp; Collins, A. (2004). Emotional adaptation following successful in vitro fertilization.  <i>Fertility and Sterility, 81</i>, 1254-1264. doi: 10.1016/j.fertnstert.2003.09.061&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043028&pid=S0870-8231201800040000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Holter, H., Anderheim, L., Bergh, C., &amp; M&ouml;ller, A. (2006). First IVF treatment: Short-term impact on psychological well-being and the  marital relationship. <i>Human Reproduction, 21</i>, 3295-3302. doi: 10.1093/humrep/del288&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043029&pid=S0870-8231201800040000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kenny, D., &amp; Cook, W. (2005). The actor-partner interdependence model: A model of bidirectional effects in developmental studies.  <i>International Journal of Behavioral Development, 29</i>, 101-109. doi: 10.1080/01650250444000405&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043030&pid=S0870-8231201800040000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lawrence, E., Nylen, K., &amp; Cobb, R. J. (2007). Prenatal expectations and marital satisfaction over the transition to parenthood.  <i>Journal of Family Psychology, 22</i>, 41-50. doi: 10.1037/0893-3200.21.2.155&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043031&pid=S0870-8231201800040000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lee, T. Y., &amp; Sun, G. H. (2000). Psychosocial response of Chinese infertile husbands and wives. <i>Archives of Andrology, 45</i>,  143-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043032&pid=S0870-8231201800040000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martins, M. V., Basto-Pereira, M., Pedro, J., Peterson, B., Almeida, V., Schmidt, L., &amp; Costa, M. E. (2016). Male psychological  adaptation to unsuccessful medically assisted reproduction treatments: A systematic review. <i>Human Reproduction Update, 22</i>, 466-478.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043034&pid=S0870-8231201800040000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McGoldrick, M. (1995). As mulheres e o ciclo de vida familiar. In M. McGoldrick &amp; B. Carter (Eds.), <i>As mudan&ccedil;as do ciclo de  vida familiar</i> (pp. 30-61). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043036&pid=S0870-8231201800040000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McGoldrick, M., &amp; Carter, B. (2003). The family life cycle. In F. Walsh (Ed.), <i>Normal family processes: Growing diversity and  complexity</i> (3<sup>rd</sup> ed., pp. 375-398). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043038&pid=S0870-8231201800040000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moller, K., Hwang, C. P., &amp; Wikberg, B. (2008). Couple relationship and transition to parenthood: Does workload at home matter?.  <i>Journal of Reproductive and Infant Psychology, 26</i>, 57-68. doi: 10.1080/02646830701355782&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043040&pid=S0870-8231201800040000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Monga, M., Alexandrescu, B., Katz, S. E., Stein, M., &amp; Ganiats, T. (2004). Impact of infertility on quality of life, marital adjustment,  and sexual function. <i>Urology, 63</i>, 126-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043041&pid=S0870-8231201800040000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mroczek, D., &amp; Spiro, A. (2005). Change in life satisfaction during adulthood: Findings from the veterans affairs normative aging study.  <i>Journal of Personality and Social Psychology, 88</i>, 189-202. doi: 10.1037/0022-3514.88.1.189&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043043&pid=S0870-8231201800040000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Newton, T., &amp; Kiecolt-Glaser, J. K. (1995). Hostility and erosion of marital quality during early marriage. <i>Journal Behavior Medicine,  18</i>, 601-619.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043044&pid=S0870-8231201800040000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Perren, S., von Wyl, A., B&uuml;rgin, D., Simoni, H., &amp; von Klitzing, K. (2005). Depressive symptoms and psychosocial stress across the  transition to parenthood: Associations with parental psychopathology and child difficulty. <i>Journal of Psychosomatic Obstetrics and Gynecology,  26</i>, 173-183.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043046&pid=S0870-8231201800040000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Peterson, B. D., Newton, C. R., &amp; Rosen, K. H. (2003). Examining congruence between partners&rsquo; perceived infertility-related stress  and its relationship to marital adjustment and depression in infertile couples. <i>Family Process, 42</i>, 59-70. doi:  10.1111/j.1545-5300.2003.00059.x</p>     <!-- ref --><p>Reed, S. A. (2001). Medical and psychological aspects of infertility and assisted reproductive technology for the primary care provider.  <i>Military Medicine, 166</i>, 1018-1022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043049&pid=S0870-8231201800040000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Repokari, L., Punam&auml;ki, R. L., Unkila-Kallio, L., Vilska, S., Poikkeus, P., Sinkkonen, J., . . . Tulppala, M. (2007). Infertility  treatment and marital relationships: A 1-year prospective study among successfully treated ART couples and their controls. <i>Human Reproduction,  22</i>, 1481-1491. doi: 10.1093/humrep/dem013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043051&pid=S0870-8231201800040000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Salvatore, P., Gariboldi, S., Offidani, A., Coppola, F., Amore, M., &amp; Maggini, C. (2001). Psychopathology, personality, and marital  relationship in patients undergoing in vitro fertilization procedures. <i>Fertility and Sterility, 75</i>, 54-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043052&pid=S0870-8231201800040000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schmidt, L. (2006). Psychosocial burden of infertility and assisted reproduction. <i>The Lancet, 367</i>, 9508, 379-380. doi:  10.1016/S0140-6736(06)68117-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043054&pid=S0870-8231201800040000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schmidt, L., Holstein, B., Christensen, U., &amp; Boivin, J. (2005). Does infertility cause marital benefit? An epidemiological study of 2250  women and men in fertility treatment. <i>Patient Education and Counseling, 59</i>, 244-251. doi: 10.1016/j.pec.2005.07.015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043055&pid=S0870-8231201800040000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schulz, M., Cowan, C. P., &amp; Cowan, P. A. (2006). Promoting healthy beginnings: A randomized controlled trial of a preventive intervention  to preserve marital quality during the transition to parenthood. <i>Journal of Consulting &amp; Clinical Psychology, 74</i>, 20-31. doi:  10.1037/0022-006X.74.1.20&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043056&pid=S0870-8231201800040000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sobotka, T. (2010). Shifting parenthood to advanced reproductive ages: Trends, causes and consequences. In J. Tremmel (Ed.), <i>A young  generation under pressure?</i> (pp. 129-154). Heidelberg: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043057&pid=S0870-8231201800040000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stern, J., Larsson, M., Kristiansson, P., &amp; Tyd&eacute;n, T. (2013). Introducing reproductive life plan-based information in  contraceptive counselling: An RCT. <i>Human Reproduction, 28</i>, 2450-2461.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043059&pid=S0870-8231201800040000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tuzer, V., Tuncel, A., G&ouml;ka, S., Dogan Bulut, S., Y&uuml;ksel, F. V., Atan, A., &amp; G&ouml;ka, E. (2010). Marital adjustment and  emotional symptoms in infertile couples: Gender differences. <i>Turkish Journal of Medical Sciences, 40</i>, 229-237. doi: 10.3906/sag-09001-17&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043061&pid=S0870-8231201800040000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ulrich, D., Gagel, D. E., Hemmerling, V. S., &amp; Hentenich, H. (2004). Couples becoming parents: Something special after IVF?. <i>Journal of  Psychosomatic Obstetrics and Gynecology, 25</i>, 99-113. doi: 10.1080/17402520400004599&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043062&pid=S0870-8231201800040000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wagner, A., &amp; Falcke, D. (2001). Satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal e transgeracionalidade: Uma revis&atilde;o te&oacute;rica sobre o tema.  <i>Psicologia Cl&iacute;nica, 13</i>, 1-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043063&pid=S0870-8231201800040000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wang, K., Li, J., Zhang, J. X., Zhang, L., Yu, J., &amp; Jiang, P. (2007). Psychological characteristics and marital quality of infertile  women registered for in vitro fertilization and intracytoplasmic sperm injection in China. <i>Fertility and sterility, 87</i>, 792-798. doi:  10.1016/j.fertnstert.2006.07.1534&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043065&pid=S0870-8231201800040000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Weinstein, L., Powers, J., &amp; Laverghetta, A. (2010). College students&rsquo; chronological age predicts marital happiness regardless of  length of marriage. <i>College Student Journal, 44</i>, 413-416.</p>     <!-- ref --><p>Whisman, M. A., Uebelacker, L. A., &amp; Weinstock, L. M. (2004). Psychopathology and marital satisfaction: The importance of evaluating both  partners. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 72</i>, 830-838. doi: 10.1037/0022-006X.72.5.830&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043067&pid=S0870-8231201800040000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>World Health Organization. (2009). <i>Sexual and reproductive health: Infertility definitions and terminology</i>. Retrieved from  <a href="http://www.who.int/reproductivehealth/topics/infertility/definitions/en/"  target="_blank">http://www.who.int/reproductivehealth/topics/infertility/definitions/en/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043068&pid=S0870-8231201800040000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Mariana Martins, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias  da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, R. Alfredo Allen, 4200-135 Porto, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:mmartins@fpce.up.pt">mmartins@fpce.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Investiga&ccedil;&atilde;o apoiada por fundos europeus (FEDER/COMPETE &ndash; Programa Operacional Fatores de Competitividade) e nacionais  (FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o Ci&ecirc;ncia e Tecnologia), atrav&eacute;s dos projetos PTDC/MHC-PSC/4195/2012 e SFRH/BPD/85789/2012.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 28/03/2017 Aceita&ccedil;&atilde;o: 10/12/2017</p>     ]]></body>
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