<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312018000400007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.1373</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Práticas colaborativas dos psicólogos escolares portugueses: Uma análise de tipologias e contextos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Collaborative practices of Portuguese school psychologists: An analysis of typologies and contexts]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sofia A.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Isabel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abreu-Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabel M. P.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[Leandro S.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Centro de Psicologia]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade do Minho Departamento de Psicologia da Educação e Educação Especial ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Braga ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<volume>36</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>485</fpage>
<lpage>500</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312018000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312018000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312018000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A colaboração entre psicólogos escolares e os vários serviços e profissionais da comunidade educativa é essencial para a prestação de serviços compreensivos, integrados e eficazes a alunos e famílias. Tendo por base a resposta de 477 profissionais a um inquérito eletrónico, este estudo investiga as práticas colaborativas intra e interinstitucionais dos psicólogos escolares portugueses. Os resultados encontrados sugerem que estes profissionais colaboram de forma regular, e com uma vasta gama de propósitos, com uma grande diversidade de entidades, serviços e equipas, internos e externos à escola. Entre as práticas colaborativas reportadas com mais frequência, destaca-se a colaboração dos psicólogos escolares com conselhos de turma, equipas de educação especial, comissões de proteção de crianças e jovens, e serviços de saúde. Os objetivos e a natureza das atividades desenvolvidas no contexto destas e de outras colaborações são explicitados, permitindo concretizar e colocar em evidência a natureza multifacetada do papel dos psicólogos escolares e os seus múltiplos contributos para as escolas. Implicações para a prática profissional, o desenvolvimento da profissão e futuras investigações são apresentadas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Collaboration between school psychologists and the numerous services and professionals of the educational community is essential for the delivery of comprehensive, integrated and effective services to students and families. Based on the response of 477 school psychologists to an electronic survey, this study investigates the intra and interinstitutional collaborative practices of Portuguese school psychologists. The results suggest that these professionals collaborate regularly and with a wide range of purposes, with a great diversity of entities, services and teams, both internal and external to schools. Among the most frequently reported collaborative practices, we emphasize the collaboration of school psychologists with class councils, special education teams, child and youth protection services, and health services. The goals and the nature of these and other collaborative practices are made explicit, making it possible to highlight the multifaceted nature of the role of school psychologists and their multiple contributions to schools. Implications for professional practice, the development of the profession and future research are presented.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Psicólogos escolares]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Colaboração intrainstitucional]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Colaboração interinstitucional]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[School Psychologists]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Intra-institutional collaboration]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Inter-institutional collaboration]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Pr&aacute;ticas colaborativas dos psic&oacute;logos escolares portugueses: Uma an&aacute;lise de tipologias e contextos</b></p>     <p><b>Collaborative practices of Portuguese school psychologists: An analysis of typologies and contexts</b></p>     <p><b>Sofia A. Mendes<sup>1</sup>, Ana Isabel Pinto<sup>1</sup>, Isabel M. P. Abreu-Lima<sup>1</sup>, Leandro S. Almeida<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Centro de Psicologia, Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto, Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Departamento de Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o Especial, Universidade do Minho, Braga, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A colabora&ccedil;&atilde;o entre psic&oacute;logos escolares e os v&aacute;rios servi&ccedil;os e profissionais da comunidade educativa  &eacute; essencial para a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os compreensivos, integrados e eficazes a alunos e fam&iacute;lias. Tendo por  base a resposta de 477 profissionais a um inqu&eacute;rito eletr&oacute;nico, este estudo investiga as pr&aacute;ticas colaborativas intra e  interinstitucionais dos psic&oacute;logos escolares portugueses. Os resultados encontrados sugerem que estes profissionais colaboram de forma  regular, e com uma vasta gama de prop&oacute;sitos, com uma grande diversidade de entidades, servi&ccedil;os e equipas, internos e externos  &agrave; escola. Entre as pr&aacute;ticas colaborativas reportadas com mais frequ&ecirc;ncia, destaca-se a colabora&ccedil;&atilde;o dos  psic&oacute;logos escolares com conselhos de turma, equipas de educa&ccedil;&atilde;o especial, comiss&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o de  crian&ccedil;as e jovens, e servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Os objetivos e a natureza das atividades desenvolvidas no contexto destas e de  outras colabora&ccedil;&otilde;es s&atilde;o explicitados, permitindo concretizar e colocar em evid&ecirc;ncia a natureza multifacetada do papel  dos psic&oacute;logos escolares e os seus m&uacute;ltiplos contributos para as escolas. Implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica  profissional, o desenvolvimento da profiss&atilde;o e futuras investiga&ccedil;&otilde;es s&atilde;o apresentadas.    <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Psic&oacute;logos escolares, Colabora&ccedil;&atilde;o intrainstitucional, Colabora&ccedil;&atilde;o  interinstitucional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Collaboration between school psychologists and the numerous services and professionals of the educational community is essential for the  delivery of comprehensive, integrated and effective services to students and families. Based on the response of 477 school psychologists to an  electronic survey, this study investigates the intra and interinstitutional collaborative practices of Portuguese school psychologists. The  results suggest that these professionals collaborate regularly and with a wide range of purposes, with a great diversity of entities, services  and teams, both internal and external to schools. Among the most frequently reported collaborative practices, we emphasize the collaboration of  school psychologists with class councils, special education teams, child and youth protection services, and health services. The goals and the  nature of these and other collaborative practices are made explicit, making it possible to highlight the multifaceted nature of the role of  school psychologists and their multiple contributions to schools. Implications for professional practice, the development of the profession and  future research are presented.</p>     <p><b>Key words</b>: School Psychologists, Intra-institutional collaboration, Inter-institutional collaboration.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional pode ser definida como a situa&ccedil;&atilde;o em que pelo menos dois profissionais trabalham  em conjunto para uma determinada finalidade (Friend &amp; Cook, 2013), a qual pode envolver o planeamento efetivo, a tomada de decis&atilde;o, e  a resposta a problemas e/ou necessidades partilhadas (Idol &amp; West, 1991). V&aacute;rios autores t&ecirc;m salientado as  caracter&iacute;sticas das rela&ccedil;&otilde;es colaborativas, destacando (a) a natureza volunt&aacute;ria da colabora&ccedil;&atilde;o; (b) a  responsabilidade partilhada na defini&ccedil;&atilde;o de objetivos e resultados; (c) a igualdade de estatuto das v&aacute;rias partes  envolvidas; (d) a comunica&ccedil;&atilde;o aberta e bidirecional; e (e) a complementaridade da rela&ccedil;&atilde;o entre colaboradores, que  geralmente possuem conhecimentos, compet&ecirc;ncias e recursos distintos (Bronstein, 2003; Coimbra, 1991; Eagle &amp; Dowd-Eagle, 2014; Friend  &amp; Cook, 2013; Petri, 2010; Sheridan, 1992; West, 1990). O potencial da rela&ccedil;&atilde;o de colabora&ccedil;&atilde;o reside assim na  possibilidade de criar solu&ccedil;&otilde;es melhoradas que dificilmente seriam contru&iacute;das individualmente (Bronstein, 2003; Petri,  2010). Por este motivo, a colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; uma pr&aacute;tica profissional recomendada em psicologia para responder aos  desafios da sociedade contempor&acirc;nea (Arredondo, Shealy, Neale, &amp; Winfrey, 2004; Johnson, Stewart, Brabeck, Huber, &amp; Rubin,  2004).</p>     <p>Trabalhar em colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m hoje uma necessidade e n&atilde;o uma conting&ecirc;ncia em  educa&ccedil;&atilde;o. Sabe-se atualmente que o desenvolvimento e a educa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a s&atilde;o diretamente  influenciados por contextos ambientais espec&iacute;ficos e indiretamente pela qualidade das intera&ccedil;&otilde;es que se estabelecem entre  contextos (Eagle &amp; Dowd-Eagle, 2014; Grier &amp; Bradley-Klug, 2011). Por outro lado, reconhece-se que os problemas socioemocionais e  educacionais dos alunos s&atilde;o frequentemente multicausais (Cummings et al., 2004) e que o seu impacto se reflete em m&uacute;ltiplos  sistemas (Dougherty, 2013), requerendo avalia&ccedil;&otilde;es e interven&ccedil;&otilde;es alargadas a vari&aacute;veis e contextos que  ultrapassam a pr&oacute;pria escola, que dificilmente poder&atilde;o ser asseguradas por uma &uacute;nica disciplina ou grupo profissional.  Paralelamente, as restri&ccedil;&otilde;es colocadas &agrave;s escolas em termos de recursos humanos e financeiros exigem que as escolas recorram  aos recursos dispon&iacute;veis na comunidade (Eagle &amp; Dowd-Eagle, 2014).</p>     <p>Por estes motivos, a colabora&ccedil;&atilde;o entre os psic&oacute;logos escolares<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> e outros  profissionais da escola e da comunidade &eacute; considerada uma pr&aacute;tica imprescind&iacute;vel (Gaitas &amp; Morgado, 2010), seja a trav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os de colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional ou da participa&ccedil;&atilde;o ativa  nos espa&ccedil;os j&aacute; institu&iacute;dos (Carita, 1996). A colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; inclusivamente identificada como uma  pr&aacute;tica transversal a todos os dom&iacute;nios de interven&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos escolares (National Association of  School Psychologists [NASP], 2010), e as compet&ecirc;ncias colaborativas e interrelacionais identificadas como &aacute;reas centrais na  forma&ccedil;&atilde;o destes profissionais (International School Psychology Association, 2015; NASP, 2006). O modelo colaborativo de  resolu&ccedil;&atilde;o de problemas &eacute; ainda identificado como uma pr&aacute;tica recomendada no trabalho em equipa, tendo em vista o  desenho de interven&ccedil;&otilde;es a diferentes n&iacute;veis (e.g., indiv&iacute;duos, grupos, sistemas, preven&ccedil;&atilde;o e  remedia&ccedil;&atilde;o) (Allen &amp; Graden, 2002).</p>     <p>Em fun&ccedil;&atilde;o do contexto e dos seus intervenientes, a colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional pode ser tipificada em  colabora&ccedil;&atilde;o intra e interinstitucional. Tomando por refer&ecirc;ncia o contexto escolar, a colabora&ccedil;&atilde;o  intrainstitucional diz respeito ao trabalho colaborativo entre os v&aacute;rios servi&ccedil;os e profissionais de uma escola, enquanto a  colabora&ccedil;&atilde;o interinstitucional remete para a colabora&ccedil;&atilde;o entre profissionais de diferentes sistemas e  institui&ccedil;&otilde;es (Dougherty, 2013). Pese embora os diferentes desafios associados &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o intra e  interinstitucional, ambas as formas de colabora&ccedil;&atilde;o requerem elevados n&iacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o,  coopera&ccedil;&atilde;o, coordena&ccedil;&atilde;o e presta&ccedil;&atilde;o de contas (Mellin, 2009), como se observar&aacute; em seguida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Perante a complexidade dos problemas educativos, as equipas de interven&ccedil;&atilde;o de base escolar s&atilde;o cada vez mais frequentes e  populares (Dougherty, 2013). Estas equipas assumem comummente um car&aacute;cter pluridisciplinar, tornando-se contextos importantes para a  resolu&ccedil;&atilde;o colaborativa de problemas, nas quais os psic&oacute;logos escolares podem assumir diferentes fun&ccedil;&otilde;es (e.g.,  consultor, coordenador, intervencionista). Igualmente relevantes s&atilde;o as pr&aacute;ticas de colabora&ccedil;&atilde;o entre os  psic&oacute;logos escolares e os &oacute;rg&atilde;os de dire&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o escolar, as quais  poder&atilde;o desempenhar um papel central, ou mesmo decisivo, na defini&ccedil;&atilde;o das linhas orientadoras e das atividades das escolas.  A colabora&ccedil;&atilde;o com estas estruturas &eacute; essencial &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es e  mudan&ccedil;as a n&iacute;vel de escola, pap&eacute;is que mais recentemente os psic&oacute;logos escolares t&ecirc;m sido incentivados a adotar  (e.g, Almeida &amp; Peixoto, 2011; Meyers &amp; Swerdlik, 2003; Nastasi, 2000; Strein, Hoagwood, &amp; Cohn, 2003).</p>     <p>Os psic&oacute;logos escolares t&ecirc;m ainda sido apontados como um dos profissionais mais habilitados para favorecer o estabelecimento de  parcerias escola-comunidade e facilitar a coordena&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es por m&uacute;ltiplos servi&ccedil;os ou  institui&ccedil;&otilde;es (Almeida &amp; Peixoto, 2011; Eagle &amp; Dowd-Eagle, 2014; Grier &amp; Bradley-Klug, 2011; Nastasi, 2004). Alguns  autores sublinham inclusive a necessidade de identificar um profissional de refer&ecirc;ncia que na escola facilite os processos de  colabora&ccedil;&atilde;o interinstitucional, propondo que os psic&oacute;logos escolares assumam o papel de gestor de casos, no caso de  interven&ccedil;&otilde;es por m&uacute;ltiplos profissionais (Shaw, Glaser, &amp; Ouimet, 2011). Especificidades associadas &agrave;  forma&ccedil;&atilde;o, experi&ecirc;ncia e posi&ccedil;&atilde;o privilegiada dos psic&oacute;logos nas escolas, est&atilde;o entre os  argumentos apresentados pelos autores para suportar estas afirma&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Em Portugal, o conceito de colabora&ccedil;&atilde;o encontra-se incorporado no quadro legal que regula as atribui&ccedil;&otilde;es e  compet&ecirc;ncias dos psic&oacute;logos escolares. Neste decreto-lei pode ler-se: <i>&ldquo;a efic&aacute;cia dos servi&ccedil;os de psicologia  e orienta&ccedil;&atilde;o depende em grande medida da din&acirc;mica interdisciplinar que os t&eacute;cnicos s&atilde;o capazes de estabelecer  no seio da escola e da comunidade que integram&rdquo;</i> (Decreto-lei 190/91 de 17 de maio, p. 2665). Desta forma, &eacute; atribu&iacute;da aos  psic&oacute;logos escolares a compet&ecirc;ncia de mobilizar e colaborar com os diversos agentes educativos, sistemas de rela&ccedil;&otilde;es e  estruturas da comunidade, considerados relevantes &agrave; aprendizagem e desenvolvimento psicossocial de todos os alunos (Almeida &amp; Peixoto,  2011). V&aacute;rias iniciativas legislativas e pol&iacute;ticas requerem igualmente a colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional entre os  setores da educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, justi&ccedil;a e a&ccedil;&atilde;o social, com implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica  profissional dos psic&oacute;logos escolares. S&atilde;o disso exemplo, a lei de educa&ccedil;&atilde;o especial, a lei de  interven&ccedil;&atilde;o precoce, a lei de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens em perigo, e as pol&iacute;ticas de sa&uacute;de  escolar. A necessidade dos psic&oacute;logos trabalharem em colabora&ccedil;&atilde;o com outros profissionais, independentemente do seu contexto  de atua&ccedil;&atilde;o, &eacute; igualmente sublinhada pelo C&oacute;digo Deontol&oacute;gico da Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses (OPP,  2011).</p>     <p>Entre os benef&iacute;cios associados &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional est&atilde;o (a) o aumento do acesso a recursos e  fontes de suporte, (b) o alargamento da gama de servi&ccedil;os de preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis nas  escolas, (c) oportunidades refor&ccedil;adas para interven&ccedil;&otilde;es em m&uacute;ltiplos contextos, (d) a coordena&ccedil;&atilde;o e  redu&ccedil;&atilde;o da duplica&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, (e) o aumento do conhecimento e das compet&ecirc;ncias dos v&aacute;rios  profissionais, (f) a diminui&ccedil;&atilde;o do <i>burnout</i> profissional e (g) o aumento do suporte social (Anderson-Butcher &amp; Ashton,  2004; Conoley &amp; Conoley, 2010; Dougherty, 2013; Eagle &amp; Dowd-Eagle, 2014; Mellin, 2009). Em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, perspetiva-se  que a colora&ccedil;&atilde;o interprofissional pode resultar em ganhos ao n&iacute;vel do custo-efetividade das interven&ccedil;&otilde;es e da  qualidade dos servi&ccedil;os prestados a alunos e fam&iacute;lias (Johnson et al., 2004; Mellin, 2009).</p>     <p>N&atilde;o obstante os argumentos a favor da colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional, v&aacute;rios autores t&ecirc;m salientado que a  colabora&ccedil;&atilde;o entre sistemas nem sempre &eacute; de f&aacute;cil operacionaliza&ccedil;&atilde;o, tendo como resultado a  presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os descoordenados e fragmentados (Johnson et al., 2004; Mellin, 2009; Mellin, Anderson-Butcher, &amp;  Bronstein, 2011; Shaw et al., 2011; Waxman, Weist, &amp; Benson, 1999). Diferen&ccedil;as na linguagem e cultura profissional, nos  princ&iacute;pios &eacute;ticos e conceptuais, nas perce&ccedil;&otilde;es e expectativas face aos v&aacute;rios pap&eacute;is, quest&otilde;es  organizacionais, limita&ccedil;&otilde;es de tempo, de recursos e de financiamento, est&atilde;o entre os fatores apontados como potenciais  obst&aacute;culos ao estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional eficazes (Mellin, 2009; Romualdi  &amp; Sandoval, 1995; Shaw et al., 2011), desafios relativamente aos quais os psic&oacute;logos escolares n&atilde;o est&atilde;o certamente  imunes.</p>     <p>Considerando (a) as mais-valias associadas &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional, (b) a import&acirc;ncia dos psic&oacute;logos  escolares enquanto agentes facilitadores de rela&ccedil;&otilde;es colaborativas, mas tamb&eacute;m (c) os constrangimentos que no terreno se  colocam &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o intra e interinstitucional, importa analisar as pr&aacute;ticas dos psic&oacute;logos escolares  relativamente &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es que estabelecem com equipas escolares, &oacute;rg&atilde;os da escola, entidades e servi&ccedil;os  da comunidade. De facto, este &eacute; um tema que tem recebido pouca aten&ccedil;&atilde;o na literatura em psicologia escolar (Wnek, Klein,  &amp; Bracken, 2008), assumindo a maioria dos artigos dispon&iacute;veis um car&aacute;cter mais descritivo do que anal&iacute;tico. Em Portugal,  alguns estudos emp&iacute;ricos realizados, embora n&atilde;o refletindo exclusivamente sobre as pr&aacute;ticas colaborativas dos  psic&oacute;logos escolares, avan&ccedil;am com dados acerca do t&oacute;pico (e.g., Centro Interdisciplinar de Estudos Econ&oacute;micos  [CIDEC], 2006; Leit&atilde;o, Paix&atilde;o, Silva, &amp; Miguel, 2001; Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, 2000). De notar ainda, a  exist&ecirc;ncia de apenas um artigo te&oacute;rico que de forma exclusiva se debru&ccedil;a sobre este tema (ver Coimbra, 1991).</p>     <p>Procurando contribuir para atualizar e refor&ccedil;ar o conhecimento em psicologia escolar, o presente estudo procura mapear as  pr&aacute;ticas colaborativas inter e intrainstitucionais dos psic&oacute;logos escolares Portugueses. Mais precisamente, procura descrever os  esfor&ccedil;os colaborativos dos psic&oacute;logos escolares com diferentes estruturas e profissionais da escola e da comunidade, bem como  compreender os objetivos e as atividades em que se consubstanciam estas pr&aacute;ticas. Os resultados deste estudo fornecem, desta forma,  exemplos concretos de como os psic&oacute;logos escolares contribuem para a dinamiza&ccedil;&atilde;o do sistema de rela&ccedil;&otilde;es da  comunidade educativa, em prol da promo&ccedil;&atilde;o da aprendizagem e do desenvolvimento psicossocial dos alunos, no seio das escolas, das  fam&iacute;lias e de outros sistemas. A par de relevantes para conferir um maior reconhecimento pol&iacute;tico e visibilidade social ao trabalho  dos psic&oacute;logos nas escolas, os dados aqui apresentados poder&atilde;o estimular os profissionais no terreno a refletir acerca das suas  pr&aacute;ticas de colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional, a tomar maior consci&ecirc;ncia da sua import&acirc;ncia e da necessidade de  investir na sua melhoria, favorecendo mudan&ccedil;as nas pr&aacute;ticas implementadas. Por outro lado, ao identificar &aacute;reas fortes e  mais fr&aacute;geis das pr&aacute;ticas de colabora&ccedil;&atilde;o intra e interinstitucional dos psic&oacute;logos escolares, este estudo  poder&aacute; ainda ser &uacute;til para informar o desenho dos programas de forma&ccedil;&atilde;o inicial e continuada de psic&oacute;logos,  bem como para apoiar o desenvolvimento de pol&iacute;ticas e procedimentos que densifiquem a colabora&ccedil;&atilde;o entre os diferentes  sectores da comunidade com interface &agrave; escola e &agrave; educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram neste estudo 477 psic&oacute;logos escolares, na sua maioria do sexo feminino (80%), referindo ter em m&eacute;dia 38 anos de  idade (<i>DP=</i>8.36), 12 anos de experi&ecirc;ncia profissional como psic&oacute;logo escolar (<i>DP</i>=7.40), e trabalhar h&aacute; oito anos  consecutivos na escola atual (<i>DP</i>=6.49). A habilita&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria mais frequentemente reportada foi a licenciatura  pr&eacute;-bolonha (63%), seguida do mestrado (35%), e doutoramento (2%). Os contextos de pr&aacute;tica profissional inclu&iacute;ram escolas  b&aacute;sicas (46%), escolas secund&aacute;rias (24%), e escolas que combinavam o ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio (30%). A maioria dos  profissionais referiu trabalhar em escolas p&uacute;blicas (82%), com a seguinte distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica: Norte 37%, Centro  22%, Sul 29% e Ilhas 12%.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento</i></p>     <p>Este estudo enquadra-se num projeto de investiga&ccedil;&atilde;o mais amplo que visa caracterizar as condi&ccedil;&otilde;es de  exerc&iacute;cio e a pr&aacute;tica profissional dos psic&oacute;logos escolares em Portugal. Um inqu&eacute;rito eletr&oacute;nico de  autopreenchimento foi elaborado para esse fim, tendo por base estudos e instrumentos anteriores com objetivos similares. Os resultados desta  investiga&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m sido publicados em diferentes artigos organizados por &aacute;reas tem&aacute;ticas (e.g., Mendes,  Abreu-Lima, Almeida, &amp; Simeonsson, 2014; Mendes, Lasser, Abreu-Lima, &amp; Almeida, 2017). Neste artigo, em particular, s&atilde;o analisadas  e discutidas as pr&aacute;ticas colaborativas dos psic&oacute;logos escolares com outros profissionais, servi&ccedil;os e estruturas da  comunidade educativa. Estes dados foram recolhidos a partir de duas quest&otilde;es de tipo misto. Uma primeira quest&atilde;o solicitava aos  participantes para indicarem os &oacute;rg&atilde;os e equipas da escola que integravam ou com que colaboravam de forma regular, partindo de uma  lista predeterminada de respostas (i.e., dire&ccedil;&atilde;o, conselho pedag&oacute;gico, conselho geral, conselhos de turma, equipa de  educa&ccedil;&atilde;o especial, equipa de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, outros/as). Uma segunda quest&atilde;o e respetiva lista  de respostas focavam as entidades e servi&ccedil;os da comunidade com que os psic&oacute;logos escolares colaboravam regularmente na sua  atividade (i.e., autarquias, servi&ccedil;os de sa&uacute;de, comiss&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens,  institui&ccedil;&otilde;es de a&ccedil;&atilde;o social e interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, estabelecimentos de ensino superior e  n&atilde;o superior, centro de emprego e forma&ccedil;&atilde;o profissional, outros/as). O question&aacute;rio englobava ainda uma pergunta  aberta que convidava os participantes a descrever os objetivos e as atividades desenvolvidas no contexto de cada colabora&ccedil;&atilde;o  referida.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento de recolha e an&aacute;lise de dados</i></p>     <p>O question&aacute;rio <i>online</i> foi administrado atrav&eacute;s da plataforma <i>LimeSurvey</i>, vers&atilde;o 1.91+ <i>build</i> 120302,  entre maio e setembro de 2012. Dada a inexist&ecirc;ncia de uma listagem completa e atualizada da popula&ccedil;&atilde;o em estudo, e  considerando diferen&ccedil;as na organiza&ccedil;&atilde;o dos setores p&uacute;blico e privado de educa&ccedil;&atilde;o, foram utilizadas  diferentes estrat&eacute;gias de amostragem, de divulga&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, e de recrutamento dos participantes. No caso do  ensino p&uacute;blico procedeu-se a uma amostragem por satura&ccedil;&atilde;o, disseminando-se o question&aacute;rio junto de toda a rede  escolar com o apoio da Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Educa&ccedil;&atilde;o. Os estabelecimentos de ensino privado foram identificados a partir  das bases de dados das respetivas Dire&ccedil;&otilde;es e Secretarias Regionais de Educa&ccedil;&atilde;o e diretamente contactados pelo autor  principal deste estudo. Em ambos os casos o estudo foi divulgado via correio eletr&oacute;nico dirigido aos &oacute;rg&atilde;os de  gest&atilde;o, o qual fornecia um <i>link</i> e <i>password</i> de acesso ao question&aacute;rio, sendo solicitado o seu encaminhamento para o  psic&oacute;logo do estabelecimento. Com vista a aumentar a taxa de resposta, o question&aacute;rio foi tamb&eacute;m divulgado nas redes sociais  e junto de interlocutores chave com acesso privilegiado &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em estudo. Os dados relativos &agrave;s pr&aacute;ticas  colaborativas dos psic&oacute;logos escolares foram analisados por meio de frequ&ecirc;ncia de respostas e de an&aacute;lise de conte&uacute;do,  utilizando os programas <i>Statistical Package for the Social Sciences</i>, vers&atilde;o 21, e <i>NVivo Data Analysis Software</i>,  vers&atilde;o 11. A an&aacute;lise de conte&uacute;do seguiu uma orienta&ccedil;&atilde;o indutiva. Assim, com base num processo iterativo de  leitura e an&aacute;lise dos dados, um sistema de categorias foi criado, o qual procurou sistematizar a natureza dos objetivos e atividades  subjacentes a cada colabora&ccedil;&atilde;o reportada. Este processo foi levado a cabo por dois investigadores que de forma continuada  discutiram a defini&ccedil;&atilde;o de categorias, a codifica&ccedil;&atilde;o de dados, a resolu&ccedil;&atilde;o de diverg&ecirc;ncias, e  obten&ccedil;&atilde;o de consensos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Colabora&ccedil;&atilde;o com &oacute;rg&atilde;os e equipas do estabelecimento de ensino</i></p>     <p>A <a href="#t1">Tabela 1</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o das respostas dos participantes relativamente aos v&aacute;rios  &oacute;rg&atilde;os e equipas que os psic&oacute;logos escolares reportaram integrar ou com quem colaboram de forma regular. Da leitura da  tabela, destaca-se sobretudo o trabalho colaborativo dos psic&oacute;logos escolares com conselhos de turma e equipas de educa&ccedil;&atilde;o  especial.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n4/36n4a07t1.jpg" width="579" height="206"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Procede-se em seguida &agrave; descri&ccedil;&atilde;o dos principais objetivos e atividades desenvolvidas no contexto destas  colabora&ccedil;&otilde;es e a frequ&ecirc;ncia relativa com que foram reportados. Dada a redund&acirc;ncia das respostas relativas &agrave;  colabora&ccedil;&atilde;o com &oacute;rg&atilde;os de dire&ccedil;&atilde;o, conselho pedag&oacute;gico, e conselho geral, os dados relativos a  estes tr&ecirc;s &oacute;rg&atilde;os foram agrupados sob a categoria &oacute;rg&atilde;os de dire&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o, e  administra&ccedil;&atilde;o escolar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Conselhos de turma</i>. A colabora&ccedil;&atilde;o com os conselhos de turma revelou duas fun&ccedil;&otilde;es prim&aacute;rias: (a) a  comunica&ccedil;&atilde;o e troca de informa&ccedil;&atilde;o (68%) e (b) a consultoria colaborativa (63%). Relativamente &agrave;  comunica&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, os participantes referiram colaborar com os conselhos de turma com o objetivo de recolher  e discutir informa&ccedil;&atilde;o relativa aos alunos. Com esta finalidade, referem devolver resultados de avalia&ccedil;&otilde;es e pareceres  t&eacute;cnicos sobre os alunos, contribuir para a compreens&atilde;o das suas dificuldades, clarificar os relat&oacute;rios produzidos por  outros profissionais junto dos professores, monitorizar o impacto das interven&ccedil;&otilde;es implementadas, e recolher  informa&ccedil;&atilde;o relativa a novos casos ou situa&ccedil;&otilde;es problem&aacute;ticas. Relativamente &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es de  consultoria colaborativa, os participantes relataram (a) apoiar o planeamento de estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o concertadas, com  vista &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas de comportamento e aprendizagem de alunos ou turmas, (b) apoiar os processos de tomada de  decis&atilde;o relativos &agrave; reten&ccedil;&atilde;o de alunos e &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de medidas disciplinares, (c) apoiar a  implementa&ccedil;&atilde;o de modalidades especiais de educa&ccedil;&atilde;o (i.e., educa&ccedil;&atilde;o especial, cursos vocacionais e  profissionais), e (d) apoiar a elabora&ccedil;&atilde;o de planos de acompanhamento, recupera&ccedil;&atilde;o, e desenvolvimento de acordo com a  lei &agrave; data em vigor.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Equipa de educa&ccedil;&atilde;o especial</i>. Salienta-se aqui o contributo dos psic&oacute;logos escolares para a avalia&ccedil;&atilde;o  da elegibilidade e para a defini&ccedil;&atilde;o de medidas de educa&ccedil;&atilde;o especial (81%). Neste &acirc;mbito, os participantes  referiram colaborar na avalia&ccedil;&atilde;o especializada dos alunos em equipa pluridisciplinar, facilitar a compreens&atilde;o dos pareceres  elaborados por outros profissionais, e apoiar a elabora&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios t&eacute;cnico-pedag&oacute;gicos. Alguns  participantes reportaram ainda colaborar na interven&ccedil;&atilde;o direta junto dos alunos com necessidades educativas especiais (22%),  assegurando o seu acompanhamento psicol&oacute;gico e interven&ccedil;&atilde;o vocacional. Outros descreveram que esta colabora&ccedil;&atilde;o  se consubstancia em modalidades de interven&ccedil;&atilde;o indireta (21%), designadamente, atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o e  consultoria a pais, pessoal docente e n&atilde;o docente, da participa&ccedil;&atilde;o nas reuni&otilde;es da equipa de educa&ccedil;&atilde;o  especial, e do apoio &agrave; monitoriza&ccedil;&atilde;o dos progressos dos alunos integrados no regime de educa&ccedil;&atilde;o especial.  V&aacute;rios profissionais referiram ainda apoiar a elabora&ccedil;&atilde;o de documentos estrat&eacute;gicos ao planeamento das respostas  educativas de educa&ccedil;&atilde;o especial (i.e. programas educativos individuais, curr&iacute;culos espec&iacute;ficos individuais, planos de  apoio &agrave; transi&ccedil;&atilde;o, entre outros) (18%). Finalmente, alguns psic&oacute;logos escolares identificaram-se como coordenadores  dos servi&ccedil;os de educa&ccedil;&atilde;o especial no seu estabelecimento de ensino (13%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Equipa de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de</i>. Neste &acirc;mbito, a maioria dos participantes referiu apoiar a  planifica&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o, e avalia&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es dirigidas aos alunos (65%).  Estas atividades s&atilde;o descritas como tendo enfoque nas &aacute;reas da educa&ccedil;&atilde;o sexual, preven&ccedil;&atilde;o da  viol&ecirc;ncia, e preven&ccedil;&atilde;o do uso e abuso de subst&acirc;ncias. Neste contexto, os participantes reportaram tanto facilitar a  implementa&ccedil;&atilde;o de programas estruturados (e.g., Programa Regional de Educa&ccedil;&atilde;o Sexual em Sa&uacute;de Escolar, Programa  Escolas Livres de Tabaco, Programa Eu e os Outros, entre outros), como apoiar o desenvolvimento de projetos ou atividades de car&aacute;cter  pontual a n&iacute;vel de escola (e.g., campanhas, eventos, celebra&ccedil;&atilde;o de dias tem&aacute;ticos, entre outros). Alguns  psic&oacute;logos escolares mencionaram tamb&eacute;m colaborar na forma&ccedil;&atilde;o do pessoal docente e n&atilde;o docente no &acirc;mbito  da educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de (21%), mediante a organiza&ccedil;&atilde;o de <i>workshops</i>, semin&aacute;rios, e oficinas de  forma&ccedil;&atilde;o. Outros referem contribuir para a dinamiza&ccedil;&atilde;o e funcionamento dos Gabinetes de Informa&ccedil;&atilde;o e  Apoio aos Alunos (23%), tal como previsto na legisla&ccedil;&atilde;o. Um n&uacute;mero residual de participantes referiu ainda desenvolver  a&ccedil;&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o dirigidas a pais e encarregados de educa&ccedil;&atilde;o (7%), discutir  situa&ccedil;&otilde;es problem&aacute;ticas em equipa (4%), e coordenar a educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de no seu estabelecimento de  ensino (4%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>&Oacute;rg&atilde;os de dire&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o, e administra&ccedil;&atilde;o escolar</i>. V&aacute;rios participantes  referiram apoiar o &oacute;rg&atilde;o de dire&ccedil;&atilde;o na elabora&ccedil;&atilde;o de documentos estrat&eacute;gicos (e.g. projeto  educativo, plano anual de atividades, e regulamentos internos) (18%) e na constitui&ccedil;&atilde;o de turmas (12%). Comum &agrave;  colabora&ccedil;&atilde;o com o &oacute;rg&atilde;o de dire&ccedil;&atilde;o e o conselho pedag&oacute;gico &eacute; a refer&ecirc;ncia a  pr&aacute;ticas de consultoria com vista (a) &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias educativas de  preven&ccedil;&atilde;o da indisciplina, insucesso, e abandono escolar; (b) &agrave; defini&ccedil;&atilde;o da oferta educativa e planos de  forma&ccedil;&atilde;o interna do pessoal docente e n&atilde;o docente; e (c) ao apoio a processos de tomada de decis&atilde;o n&atilde;o  especificados (51%). A discuss&atilde;o de casos individuais com os elementos do &oacute;rg&atilde;o de dire&ccedil;&atilde;o e conselho  pedag&oacute;gico foi tamb&eacute;m mencionada por alguns participantes (12%). Um n&uacute;mero residual de participantes salientou ainda o  conselho pedag&oacute;gico como um espa&ccedil;o privilegiado para a comunica&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o (5%), referindo  utilizar este &oacute;rg&atilde;o para divulgar as atividades dos servi&ccedil;os, e tomar conhecimento de informa&ccedil;&atilde;o relevante  sobre o funcionamento escolar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Colabora&ccedil;&atilde;o com entidades e servi&ccedil;os da comunidade</i></p>     <p>No que concerne &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o com outros servi&ccedil;os e entidades externos &agrave; escola, destaca-se sobretudo o  trabalho desenvolvido com comiss&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens, servi&ccedil;os de sa&uacute;de, e  estabelecimentos de ensino n&atilde;o superior (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v36n4/36n4a07t2.jpg" width="579" height="247"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Procede-se em seguida &agrave; descri&ccedil;&atilde;o dos principais objetivos e atividades subjacente &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o  com diferentes entidades e servi&ccedil;os da comunidade, e respetivas frequ&ecirc;ncias relativas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Comiss&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens em risco</i>. Sublinha-se aqui o papel dos psic&oacute;logos  escolares tanto na sinaliza&ccedil;&atilde;o (49%) como na coopera&ccedil;&atilde;o inter-institucional na avalia&ccedil;&atilde;o e  interven&ccedil;&atilde;o junto dos menores em risco (44%). Frequentemente os psic&oacute;logos escolares referiram colaborar na  dete&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de risco, proceder &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o  psicol&oacute;gica dos menores sinalizados, elaborar relat&oacute;rios e pareceres a pedido desta comiss&atilde;o, apoiar a  defini&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o, e assegurar a  interven&ccedil;&atilde;o direta junto de alunos e fam&iacute;lias. Noutros casos, os participantes relataram que a articula&ccedil;&atilde;o com  esta comiss&atilde;o tinha sobretudo objetivos de <i>follow-up</i> (19%), isto &eacute;, acompanhar os procedimentos implementados pela  comiss&atilde;o ap&oacute;s uma sinaliza&ccedil;&atilde;o e monitorizar a evolu&ccedil;&atilde;o dos processos de promo&ccedil;&atilde;o e  prote&ccedil;&atilde;o. Alguns participantes referiram tamb&eacute;m facilitar a comunica&ccedil;&atilde;o entre a escola e a comiss&atilde;o  (10%), garantindo a partilha adequada de informa&ccedil;&atilde;o entre os v&aacute;rios interlocutores. Menos frequentes, mas relevantes,  s&atilde;o os participantes que se identificaram como gestores de processos, como colaborando em a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o  prim&aacute;ria, e na forma&ccedil;&atilde;o dos professores no sistema de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o (4%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Servi&ccedil;os de sa&uacute;de (e.g., hospitais, centros de sa&uacute;de, cl&iacute;nicas)</i>. As respostas dos participantes sugerem que  o principal objetivo desta colabora&ccedil;&atilde;o se prende com o encaminhamento dos alunos para servi&ccedil;os especializados (e.g.,  consultas de planeamento familiar, consultas de desenvolvimento, pedopsiquiatria, terapias) (61%). Frequentemente, estes encaminhamentos decorrem  dos tr&acirc;mites inerentes aos processos de referencia&ccedil;&atilde;o dos alunos para a educa&ccedil;&atilde;o especial. O encaminhamento  para outros psic&oacute;logos emergiu justificado pela incapacidade dos psic&oacute;logos escolares por vezes assegurarem uma resposta atempada,  continuada, de natureza cl&iacute;nica ou individual. Alguns participantes descreveram ainda colaborar com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de por  forma a facilitar a comunica&ccedil;&atilde;o interinstitucional no tratamento de casos individuais e coordenar as interven&ccedil;&otilde;es  educa&ccedil;&atilde;o &ndash;sa&uacute;de (23%). Finalmente, foi referenciada a colabora&ccedil;&atilde;o com os centros de sa&uacute;de no  planeamento e implementa&ccedil;&atilde;o de atividades preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas previstas no Programa  Nacional de Sa&uacute;de Escolar (18%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Outros estabelecimentos do ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio</i>. A quase totalidade dos participantes contextualizou esta  colabora&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da interven&ccedil;&atilde;o vocacional junto dos alunos (96%), destacando atividades como (a) a troca  de informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; oferta educativa dispon&iacute;vel; (b) a realiza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es conjuntas  como sess&otilde;es informativas e de esclarecimento, feiras de oferta formativa, e visitas a institui&ccedil;&otilde;es de ensino e  forma&ccedil;&atilde;o; e (c) o encaminhamento e sele&ccedil;&atilde;o de alunos para cursos vocacionais e profissionalizantes. Adicionalmente,  um reduzido n&uacute;mero de participantes referiu colaborar com outras escolas no apoio &agrave; transi&ccedil;&atilde;o dos alunos, em  particular daqueles com necessidades educativas especiais e/ou acompanhados pelos servi&ccedil;os de psicologia escolar (3%), na  forma&ccedil;&atilde;o do pessoal docente e n&atilde;o docente (3%), e em projetos e atividades de natureza n&atilde;o especificada (1%).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Institui&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea da a&ccedil;&atilde;o social e interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria.</i> As respostas dos  participantes sugerem que o objetivo prim&aacute;rio do trabalho colaborativo com o setor social &eacute; o de garantir  interven&ccedil;&otilde;es psicossociais compreensivas e integradas junto de alunos e fam&iacute;lias. Esta colabora&ccedil;&atilde;o visa, por  um lado, o encaminhamento de alunos e fam&iacute;lias para respostas sociais e comunit&aacute;rias adequadas (53%), e por outro, a  comunica&ccedil;&atilde;o interinstitucional no tratamento de casos individuais e a coordena&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es  educativas e sociocomunit&aacute;rias (63%). De notar que grande parte dos encaminhamentos referenciados pelos participantes visam minimizar  situa&ccedil;&otilde;es de car&ecirc;ncia econ&oacute;mica e de escassez de recursos. Outros objetivos mencionados passam, por exemplo, por  proporcionar aos alunos oportunidades de est&aacute;gio (4%), experi&ecirc;ncias de voluntariado, atividades ocupacionais e de apoio ao estudo  (9%), medidas de inclus&atilde;o escolar e profissional aos alunos com necessidades educativas especiais (7%), e aplicar medidas corretivas e  sancionat&oacute;rias atrav&eacute;s do trabalho a favor da comunidade (1%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Centro de emprego e forma&ccedil;&atilde;o profissional</i>. A colabora&ccedil;&atilde;o com esta entidade &eacute; mais uma vez  enquadrada no dom&iacute;nio da interven&ccedil;&atilde;o vocacional (94%). Neste contexto, a natureza dos objetivos e atividades reportadas  &eacute; em tudo similar ao trabalho desenvolvido em colabora&ccedil;&atilde;o com outros estabelecimentos de ensino b&aacute;sico e  secund&aacute;rio. Um pequeno n&uacute;mero de participantes referiu, ainda, cooperar com o centro de emprego e forma&ccedil;&atilde;o em  a&ccedil;&otilde;es de apoio &agrave; transi&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o dos jovens qualificados no mercado de trabalho (e.g.,  experi&ecirc;ncias de est&aacute;gio, dinamiza&ccedil;&atilde;o de bolsas de emprego, sess&otilde;es na &aacute;rea do empreendedorismo e  empregabilidade) (15%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estabelecimentos de ensino superior</i>. Fornecer informa&ccedil;&atilde;o relativa ao acesso ao ensino superior e &agrave; oferta  educativa dispon&iacute;vel emergiram como os principais objetivos da colabora&ccedil;&atilde;o entre psic&oacute;logos escolares e  institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior (83%). Um n&uacute;mero substancialmente mais reduzido de profissionais descreveu colaborar com  universidades em projetos de investiga&ccedil;&atilde;o (9%), no apoio &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de futuros psic&oacute;logos a  n&iacute;vel da orienta&ccedil;&atilde;o de est&aacute;gios (7%), bem como em atividades de desenvolvimento profissional (i.e.,  forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, an&aacute;lise de casos, supervis&atilde;o das pr&aacute;ticas) (8%). Residuais s&atilde;o ainda as  refer&ecirc;ncias ao recurso &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior para a requisi&ccedil;&atilde;o de testes psicol&oacute;gico  n&atilde;o dispon&iacute;veis na sua escola, o encaminhamento de alunos para servi&ccedil;os de consulta psicol&oacute;gica especializados, e o  convite a acad&eacute;micos para a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de professores (4%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Autarquias</i>. As autarquias s&atilde;o identificadas como centros de recursos especializados nas &aacute;reas da sa&uacute;de,  interven&ccedil;&atilde;o social e justi&ccedil;a, &agrave;s quais os participantes recorrem para garantir uma resposta abrangente e integrada  &agrave;s necessidades de alunos e fam&iacute;lias. A este n&iacute;vel, mais uma vez, objetivos como o encaminhamento (20%), a  comunica&ccedil;&atilde;o interinstitucional e a coordena&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es (19%) est&atilde;o subjacentes &agrave;s  respostas dos participantes. Adicionalmente, alguns profissionais referiram colaborar com as autarquias na implementa&ccedil;&atilde;o de  programas, projetos e atividades nas &aacute;reas da preven&ccedil;&atilde;o do insucesso e abandono escolar, preven&ccedil;&atilde;o de  comportamentos de risco, educa&ccedil;&atilde;o parental, educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania, entre outras (33%). A resposta de um  n&uacute;mero 	residual de participantes apontou ainda para a colabora&ccedil;&atilde;o entre psic&oacute;logos escolares e autarquias (a) na  defini&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o da oferta educativa e formativa dos munic&iacute;pios (16%), (b) na cria&ccedil;&atilde;o de  oportunidades de est&aacute;gio para os alunos dos cursos vocacionais e profissionalizantes (8%), (c) em atividades de investiga&ccedil;&atilde;o  (4%), (d) na dinamiza&ccedil;&atilde;o de redes de psic&oacute;logos escolares (3%), e (e) atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o na Rede  Social e no Conselho Local de A&ccedil;&atilde;o Social (4%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; cada vez mais evidente que os psic&oacute;logos escolares n&atilde;o podem responder sozinhos e de forma adequada a todas as  necessidades das escolas, alunos e fam&iacute;lias (Dougherty, 2013). Os resultados deste estudo refletem esse facto mostrando como estes  profissionais colaboram de forma regular, e com uma vasta gama de prop&oacute;sitos, com uma grande diversidade de entidades,  &oacute;rg&atilde;os e equipas, internos e externos &agrave; escola. Paralelamente, colocam em evid&ecirc;ncia a natureza multifacetada do papel  do psic&oacute;logo escolar e os m&uacute;ltiplos contributos que estes profissionais podem dar para os contextos educativo-escolares.</p>     <p>No &acirc;mbito da colabora&ccedil;&atilde;o intrainstitucional destacam-se sobretudo as pr&aacute;ticas colaborativas dos psic&oacute;logos  escolares com os conselhos de turma e as equipas de educa&ccedil;&atilde;o especial. Estas pr&aacute;ticas colaborativas t&ecirc;m sobretudo como  objetivo apoiar os professores na identifica&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o junto dos alunos com algum tipo de dificuldade,  decorrendo das atribui&ccedil;&otilde;es dos psic&oacute;logos escolares no dom&iacute;nio do apoio psicopedag&oacute;gico (ver Decreto-lei  190/91 de 17 de maio). Na sua generalidade, revelam duas grandes fun&ccedil;&otilde;es: (a) fornecer aos professores elementos de  caracteriza&ccedil;&atilde;o psicossocial dos alunos, tidos como relevantes &agrave; compreens&atilde;o das suas dificuldades e &agrave; tomada  de decis&atilde;o educativa (Almeida &amp; Peixoto, 2011); e (b) apoiar os professores na sua interven&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica,  ajudando-os a modificar, melhorar, manter, ou adequar as suas pr&aacute;ticas profissionais (Gaitas &amp; Morgado, 2010). Estes resultados podem  ser considerados expect&aacute;veis face ao elevado envolvimento dos psic&oacute;logos escolares em atividades de avalia&ccedil;&atilde;o,  consulta e educa&ccedil;&atilde;o especial (Mendes et al., 2014), atividades geralmente muito solicitadas aos psic&oacute;logos pelas escolas  (Mendes et al., 2017).</p>     <p>Os professores s&atilde;o parte importante de uma abordagem colaborativa na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os a crian&ccedil;as e  jovens, estando numa posi&ccedil;&atilde;o privilegiada para identificar, encaminhar e intervir junto dos alunos com algum tipo de necessidade de  apoio (Meyers &amp; Swerdlik, 2003). Os conselhos de turma, ao possibilitarem o contacto simult&acirc;neo com todos os professores de um aluno ou  turma, mas tamb&eacute;m as equipas de educa&ccedil;&atilde;o especial, proporcionam aos psic&oacute;logos escolares contextos privilegiados para  envolver os professores em pr&aacute;ticas colaborativas de preven&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas. Sublinha-se, no  entanto, a import&acirc;ncia de a colabora&ccedil;&atilde;o com estes interlocutores ir al&eacute;m dos espa&ccedil;os de reuni&atilde;o  formalmente institu&iacute;dos pela legisla&ccedil;&atilde;o em vigor que, apesar de regulares e previs&iacute;veis no tempo, s&atilde;o muitas  vezes insuficientes para favorecer processos consistentes e sistem&aacute;ticos de an&aacute;lise e resposta &agrave;s necessidades dos alunos,  limitando-se a viabilizar a mera troca de informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Ainda a respeito das pr&aacute;ticas colaborativas dos psic&oacute;logos escolares com os conselhos de turma e equipas de  educa&ccedil;&atilde;o especial, &eacute; de notar que estas pr&aacute;ticas quase sempre remetem para atividades de natureza remediativa. Esta  &eacute; inclusivamente uma cr&iacute;tica apontada &agrave;s equipas de base escolar, as quais s&atilde;o acusadas de perpetuar um modelo de  interven&ccedil;&atilde;o centrado nos problemas e d&eacute;fices dos alunos, limitando o potencial do trabalho colaborativo (Dougherty, 2013;  Romualdi &amp; Sandoval, 1995).</p>     <p>Bem menos frequentemente reportada &eacute; participa&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos escolares com  &oacute;rg&atilde;os de dire&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o escolar. Este &eacute; um resultado que merece  aten&ccedil;&atilde;o uma vez que, face ao elevado n&uacute;mero de alunos com manifestas necessidades de apoio, os psic&oacute;logos escolares  s&atilde;o hoje incentivados a privilegiar um trabalho com impacto institucional (Almeida &amp; Peixoto, 2011; Meyers &amp; Swerdlik, 2003;  Strein et al., 2003). Como refere Carita (1996), &eacute; no contexto de um trabalho conjunto, atrav&eacute;s da partilha e discuss&atilde;o de  ideias, que os psic&oacute;logos escolares melhor podem exercer a sua capacidade e poder de influ&ecirc;ncia. Deste modo, a insuficiente  participa&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos escolares nestas estruturas &eacute; preocupante e necessita de ser melhorada, uma vez que tal  poder&aacute; limitar a capacidade dos psic&oacute;logos de promover interven&ccedil;&otilde;es e mudan&ccedil;a a n&iacute;vel de escola, sejam  elas de natureza pol&iacute;tica, organizacional ou pedag&oacute;gica.</p>     <p>O estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de colabora&ccedil;&atilde;o positivas amplia a compet&ecirc;ncia e prediz um funcionamento  melhorado de todos os profissionais envolvidos (Conoley &amp; Conoley, 2010). Assim, ao trabalhar em colabora&ccedil;&atilde;o com outros  profissionais de educa&ccedil;&atilde;o, os psic&oacute;logos escolares poder&atilde;o capacitar diretores escolares, pessoal docente e  n&atilde;o docente, tanto a responder de forma efetiva aos problemas existentes como a prevenir futuros problemas. O expect&aacute;vel &eacute;  que, ao aumentar a base de conhecimento e compet&ecirc;ncias dos profissionais de educa&ccedil;&atilde;o, estes se tornem progressivamente aptos  a assumir um papel ativo e mesmo a responsabilidade pelas interven&ccedil;&otilde;es a implementar (Coimbra, 1991; Nastasi, 2000, 2004). Por  outro lado, espera-se que esta capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais de educa&ccedil;&atilde;o permita aos psic&oacute;logos escolares  reduzir o tempo gasto a responder a casos problema e ampliar as suas oportunidades de atua&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da  preven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Para responder &agrave;s necessidades sociais, emocionais, acad&eacute;micas e desenvolvimentais dos alunos, a colabora&ccedil;&atilde;o entre  o setor de educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e sistemas comunit&aacute;rios &eacute; necess&aacute;ria (Nastasi, 2000). Os resultados deste  estudo sugerem que, no contexto destas colabora&ccedil;&otilde;es, os psic&oacute;logos escolares s&atilde;o agentes ativos, facilitando a  comunica&ccedil;&atilde;o interinstitucional, o acesso de alunos e fam&iacute;lias aos servi&ccedil;os adequados, e a coordena&ccedil;&atilde;o  das interven&ccedil;&otilde;es por m&uacute;ltiplos profissionais e institui&ccedil;&otilde;es. Paralelamente, os resultados tamb&eacute;m  evidenciam como as parcerias escola-comunidade s&atilde;o fundamentais para o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es, programas e projetos nos  dom&iacute;nios do insucesso e abandono escolar, promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, desenvolvimento vocacional e de carreira, e no apoio  &agrave;s transi&ccedil;&otilde;es (Almeida &amp; Peixoto, 2011; Eagle &amp; Dowd-Eagle, 2014).</p>     <p>No contexto da colabora&ccedil;&atilde;o interinstitucional, os psic&oacute;logos escolares parecem desempenhar um papel particularmente  importante dentro do sistema de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o. Oitenta por cento dos participantes reportam colaborar de forma  regular com as Comiss&otilde;es de Prote&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens, seja ao n&iacute;vel da sinaliza&ccedil;&atilde;o,  avalia&ccedil;&atilde;o, interven&ccedil;&atilde;o ou monitoriza&ccedil;&atilde;o de menores em risco. Segue-se a colabora&ccedil;&atilde;o com  os servi&ccedil;os de sa&uacute;de (i.e., hospitais, centros de sa&uacute;de, e cl&iacute;nicas) referida como regular por cerca de 2/3 dos  participantes. Estes resultados n&atilde;o surpreendem atendendo ao impacto que os problemas sociais e de sa&uacute;de t&ecirc;m no desempenho  escolar dos alunos, e que a sua resolu&ccedil;&atilde;o requer uma colabora&ccedil;&atilde;o generalizada e de rotina entre o sistema escolar e  estas estruturas (Nastasi, 2000, 2004; Shaw &amp; Brown, 2011). Mais, v&atilde;o ao encontro dos resultados de estudos antecessores (e.g., Centro  Interdisciplinar de Estudos Econ&oacute;micos, 2006; Leit&atilde;o et al., 2001; Mendes et al., 2014, 2017; Minist&eacute;rio da  Educa&ccedil;&atilde;o, 2000) que descrevem os servi&ccedil;os de psicologia escolar como predominantemente orientados para a resposta &agrave;  crise e a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas j&aacute; instalados.</p>     <p>Na linha do preconizado por Shapiro e Manz (2004), a colabora&ccedil;&atilde;o entre psic&oacute;logos escolares e o setor da sa&uacute;de  evidencia dois grandes objetivos. Por um lado, a resposta &agrave;s necessidades dos alunos identificados com algum tipo de problema, sobretudo  atrav&eacute;s do seu encaminhamento para servi&ccedil;os especializados. Por outro lado, a programa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de  preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o dirigidas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o escolar em geral, apesar de menos frequentemente  reportadas. Esta tend&ecirc;ncia para estabelecer rela&ccedil;&otilde;es colaborativas com o objetivo prim&aacute;rio de responder aos problemas  identificados &eacute; igualmente observada nas respostas dos participantes no que toca &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o com  institui&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, e mais uma vez real&ccedil;a o car&aacute;cter remediativo das  a&ccedil;&otilde;es implementadas.</p>     <p>A propens&atilde;o para enquadrar a colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional com o sector da sa&uacute;de no contexto do encaminhamento de  casos, sugere n&iacute;veis particularmente elementares de colabora&ccedil;&atilde;o entre os psic&oacute;logos escolares e os profissionais  deste setor, traduzidos em pr&aacute;ticas de colabora&ccedil;&atilde;o multidisciplinar, em que v&aacute;rias disciplinas avaliam e  interv&ecirc;m junto dos alunos de forma paralela. De notar que, idealmente, as diferentes etapas destes processos deveriam ser desenvolvidas de  forma partilhada, numa l&oacute;gica interdisciplinar (ver D&rsquo;Amour, Ferrada-Videla, Rodriguez, &amp; Beaulieu, 2005, para uma  distin&ccedil;&atilde;o dos diferentes n&iacute;veis de colabora&ccedil;&atilde;o). O fato de muitos destes encaminhamentos decorrerem da  avalia&ccedil;&atilde;o da elegibilidade dos alunos para a educa&ccedil;&atilde;o especial, reflete o modelo m&eacute;dico-cl&iacute;nico de  conceptualiza&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o nas dificuldades de aprendizagem ainda bastante frequente no contexto escolar, no qual  o enquadramento dos alunos em categorias diagn&oacute;sticas precede a elabora&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de planos de  interven&ccedil;&atilde;o educativa (Lopes &amp; Almeida, 2015).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Finalmente, a colabora&ccedil;&atilde;o com outros estabelecimentos de ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio, institui&ccedil;&otilde;es de  ensino superior, Instituto de Emprego e Forma&ccedil;&atilde;o Profissional, emerge quase sempre associada a objetivos e atividades no  dom&iacute;nio do desenvolvimento vocacional e de carreira. Importa aqui salientar a relev&acirc;ncia que estas colabora&ccedil;&otilde;es  poder&atilde;o ainda assumir no desenvolvimento de atividades de apoio &agrave;s transi&ccedil;&otilde;es escolares e de transi&ccedil;&atilde;o  para vida ativa, mencionadas por um n&uacute;mero residual de participantes. O mesmo se aplica &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o entre  psic&oacute;logos escolares e institui&ccedil;&otilde;es do ensino superior, a qual deveria ser refor&ccedil;ada tendo em vista a  cria&ccedil;&atilde;o de oportunidades de desenvolvimento profissional continuado, o desenvolvimento de projetos de investiga&ccedil;&atilde;o, e  a melhoria dos servi&ccedil;os prestados pelos psic&oacute;logos e pelas escolas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Limita&ccedil;&otilde;es e implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas</i></p>     <p>Apesar de este estudo contribuir com informa&ccedil;&atilde;o importante acerca das pr&aacute;ticas colaborativas dos psic&oacute;logos  escolares, algumas considera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o necess&aacute;rias acerca das suas limita&ccedil;&otilde;es. Assim, salientam-se  limita&ccedil;&otilde;es decorrentes da metodologia implementada, nomeadamente, o uso de um question&aacute;rio de autorrelato e retrospetivo, de  procedimentos de amostragem n&atilde;o probabil&iacute;sticos, e da recolha de dados com base numa &uacute;nica fonte de  informa&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, o inqu&eacute;rito em causa analisou as pr&aacute;ticas colaborativas dos psic&oacute;logos escolares  com diferentes interlocutores tendo por base uma escala dicot&oacute;mica simples (i.e., se colabora ou n&atilde;o colabora). O uso de uma escala  de frequ&ecirc;ncia com um espetro mais alargado de respostas teria provavelmente permitido uma compreens&atilde;o mais fina destas  rela&ccedil;&otilde;es de colabora&ccedil;&atilde;o. Por &uacute;ltimo, os dados recolhidos em nada informam acerca da qualidade, dos  procedimentos e do tempo alocado &agrave;s pr&aacute;ticas colaborativas reportadas, de como estas variam em fun&ccedil;&atilde;o de  vari&aacute;veis relativas aos psic&oacute;logos escolares e aos seus contextos de trabalho, ou mesmo acerca dos benef&iacute;cios e dos  desafios associados ao trabalho em colabora&ccedil;&atilde;o. Estas limita&ccedil;&otilde;es e quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o  poder&atilde;o ser consideradas em futuros estudos, por forma a aceder a uma an&aacute;lise mais completa e substantiva das pr&aacute;ticas de  colabora&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos escolares portugueses.</p>     <p>Pese embora as limita&ccedil;&otilde;es supracitadas, implica&ccedil;&otilde;es relevantes podem ser derivadas a partir dos resultados  obtidos. Em primeiro lugar, sublinha-se a necessidade dos programas de forma&ccedil;&atilde;o inicial e continuada, que preparam os  psic&oacute;logos para atuar em contexto escolar, contemplarem a aquisi&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento dos conhecimentos, das  compet&ecirc;ncias e atitudes necess&aacute;rias a uma colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional eficaz. Estes incluem, mas n&atilde;o se  limitam, &agrave;s teorias e modelos em psicologia organizacional, psicologia social e psicologia comunit&aacute;ria; aos modelos de consultoria,  colabora&ccedil;&atilde;o e trabalho em equipa; &agrave;s compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o, influ&ecirc;ncia interpessoal e  negocia&ccedil;&atilde;o; &agrave; capacidade de facilitar a an&aacute;lise e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas; &agrave; capacidade de  valorizar e respeitar outras disciplinas e grupos profissionais (cf. Arredondo et al., 2004, para mais detalhes).</p>     <p>Em segundo lugar, destaca-se a necessidade da colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional ser parte integrante dos v&aacute;rios sistemas de  presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os a crian&ccedil;as e fam&iacute;lias, seja no setor da educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de,  justi&ccedil;a ou interven&ccedil;&atilde;o sociocomunit&aacute;ria (DuPaul, 2011). A colabora&ccedil;&atilde;o entre os adultos que  interv&ecirc;m diretamente junto dos alunos &eacute; essencial &agrave; sustentabilidade, efic&aacute;cia e generaliza&ccedil;&atilde;o dos  resultados das interven&ccedil;&otilde;es. Assim, a fim de promover o envolvimento de outros profissionais de educa&ccedil;&atilde;o e da  comunidade, os psic&oacute;logos escolares devem evitar apresentar a estes profissionais interven&ccedil;&otilde;es para simples  aceita&ccedil;&atilde;o, mas sim planear e implementar as interven&ccedil;&otilde;es em permanente di&aacute;logo com estes (Nastasi, 2004).</p>     <p>O modelo de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas &eacute; hoje recomendado no trabalho em equipa, podendo ser considerado pelos profissionais  no terreno como um eixo organizador do trabalho colaborativo. Este modelo tem subjacente uma heur&iacute;stica de quatro passos que contemplam  (a) a identifica&ccedil;&atilde;o e (b) an&aacute;lise sistem&aacute;tica de um problema, (c) o desenho e implementa&ccedil;&atilde;o de um plano  de a&ccedil;&atilde;o, e (d) a avalia&ccedil;&atilde;o da sua efic&aacute;cia, fazendo ajustes e repetindo o processo sempre que  necess&aacute;rio (Allen &amp; Graden, 2002). A resolu&ccedil;&atilde;o colaborativa de problemas pressup&otilde;e que todos os profissionais  envolvidos participam de forma ativa e t&ecirc;m contributos v&aacute;lidos para as v&aacute;rias fases deste processo (Grier &amp; Bradley-Klug,  2011). Paralelamente, estimula o planeamento e a avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica do trabalho desenvolvido, caracter&iacute;sticas  reconhecidas como essenciais ao estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de colabora&ccedil;&atilde;o eficazes (e.g., Bronstein, 2003; Curtis,  Castillo, &amp; Cohen, 2008; West, 1990).</p>     <p>Por &uacute;ltimo, um outro elemento enfatizado na literatura, e que merece considera&ccedil;&atilde;o, &eacute; a necessidade das  pr&aacute;ticas de colabora&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos escolares ocorrerem de forma mais proativa e preventiva (DuPaul, 2011).  Nomeadamente, a colabora&ccedil;&atilde;o escola-comunidade &eacute; hoje reconhecida como essencial &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de um  cont&iacute;nuo de servi&ccedil;os compreensivos e integrados a alunos e fam&iacute;lias. &Eacute; ali&aacute;s compat&iacute;vel com os modelos  de interven&ccedil;&atilde;o multin&iacute;vel atualmente recomendados, com cada n&iacute;vel de interven&ccedil;&atilde;o (e.g., universal,  seletivo, indicado) a oferecer oportunidades para que as escolas estabele&ccedil;am parcerias com a comunidade (Eagle &amp; Dowd-Eagle, 2014).  Importa assim que os psic&oacute;logos escolares desenvolvam as suas redes de parceria com outras estruturas da comunidade no sentido de um maior  investimento nos esfor&ccedil;os de preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o precoce, indo al&eacute;m das pr&aacute;ticas de  colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional mais frequentemente reportadas (i.e., Comiss&otilde;es de Prote&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e  Jovens, sa&uacute;de e outros estabelecimento de ensino) e que viabilizam sobretudo a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de  remedia&ccedil;&atilde;o. Volta-se aqui a reiterar que os psic&oacute;logos escolares est&atilde;o entre os profissionais mais habilitados a  apoiar as escolas no estabelecimento e operacionaliza&ccedil;&atilde;o destas parcerias, na medida em que (a) compreendem de forma aprofundada o  impacto dos problemas de sa&uacute;de mental e das condi&ccedil;&otilde;es sociais no desenvolvimento e desempenho escolar dos alunos (Nastasi,  2000); (b) conhecem os recursos das escolas, os pontos fortes e necessidades de alunos e fam&iacute;lias; (c) s&atilde;o capazes de identificar  recursos estrat&eacute;gicos na comunidade (Eagle &amp; Dowd-Eagle, 2014); (d) est&atilde;o familiarizados com o funcionamento de  m&uacute;ltiplos sistemas (i.e., sistema educativo, sa&uacute;de, servi&ccedil;os sociais, seguran&ccedil;a, e justi&ccedil;a) (Shaw et al.,  2011); e (d) podem apoiar equipas a efetuar encaminhamentos apropriados (Romualdi &amp; Sandoval, 1995).</p>     <p>Apesar de ser desej&aacute;vel que os psic&oacute;logos escolares facilitem a colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional, &eacute; certo que  as redes de colabora&ccedil;&atilde;o intra e interinstitucional n&atilde;o poder&atilde;o ser iniciadas e mantidas apenas com os esfor&ccedil;os individuais destes profissionais. Condi&ccedil;&otilde;es de ordem estrutural necessitam de ser igualmente garantidas, como por exemplo, uma cultura institucional que estimule a colabora&ccedil;&atilde;o intra e interinstitucional, o suporte e incentivo do &oacute;rg&atilde;o de dire&ccedil;&atilde;o ao trabalho em colabora&ccedil;&atilde;o, autonomia profissional, recursos, tempo e espa&ccedil;o para colaborar (Bronstein, 2003; Eagle &amp; Dowd-Eagle, 2014). Idealmente as redes de colabora&ccedil;&atilde;o dever&atilde;o ser formalizadas a fim de definir objetivos comuns, clarificar fun&ccedil;&otilde;es e responsabilidades dos v&aacute;rios intervenientes, e estabelecer procedimentos para o trabalho em parceria. O mesmo se aplica &agrave; participa&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos escolares nos &oacute;rg&atilde;os e equipas escolares, a qual deve ser prevista de forma inequ&iacute;voca nos normativos relativos &agrave; profiss&atilde;o, para que esta n&atilde;o fique ao crit&eacute;rio de cada escola ou &oacute;rg&atilde;o de dire&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Allen, S. J., &amp; Graden, J. L. (2002). Best practices in collaborative problem solving for intervention design. In A. Thomas &amp; J.  Grimes (Eds.), <i>Best practices in school psychology IV</i> (pp. 565-582). Washington, DC: NASP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043231&pid=S0870-8231201800040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Almeida, L. S., &amp; Peixoto, F. (2011). A psicologia da educa&ccedil;&atilde;o. In M. P. Lopes, M. P. Cunha, R. B&aacute;rtolo-Ribeiro,  &amp; P. J. da Palma (Eds.), <i>Manual de psicologia aplicada</i> (pp. 47-68). Lisboa: RH Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043233&pid=S0870-8231201800040000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Anderson-Butcher, D., &amp; Ashton, D. (2004). Innovative models of collaboration to serve children, youths, families, and communities.  <i>Children &amp; Schools, 26</i>, 39-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043235&pid=S0870-8231201800040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arredondo, P., Shealy, C., Neale, M., &amp; Winfrey, L. L. (2004). Consultation and interprofessional collaboration: Modeling for the future.  <i>Journal of Clinical Psychology, 60</i>, 787-800. Retrieved from <a href="http://doi.org/10.1002/jclp.20015"  target="_blank">http://doi.org/10.1002/jclp.20015</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043237&pid=S0870-8231201800040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bronstein, L. R. (2003). A model for interdisciplinary collaboration. <i>Social Work, 48</i>, 297-306. Retrieved from  <a href="http://doi.org/10.1093/sw/48.3.297" target="_blank">http://doi.org/10.1093/sw/48.3.297</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043238&pid=S0870-8231201800040000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carita, A. N. A. (1996). O psic&oacute;logo na escola: Factores condicionantes e sentido geral da interven&ccedil;&atilde;o.  <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XIV</i>, 123-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043239&pid=S0870-8231201800040000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Centro Interdisciplinar de Estudos Econ&oacute;micos [CIDEC]. (2006). <i>Estudo sobre a interven&ccedil;&atilde;o no contexto escolar dos  servi&ccedil;os de psicologia e orienta&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Inova&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento  Curricular.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043241&pid=S0870-8231201800040000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coimbra, J. L. (1991). O psic&oacute;logo face aos outros profissionais da educa&ccedil;&atilde;o: Reflex&otilde;es sobre a consultadoria  psicol&oacute;gica. <i>Cadernos de Consulta Psicol&oacute;gica, 7</i>, 21-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043243&pid=S0870-8231201800040000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Conoley, J. C., &amp; Conoley, C. W. (2010). Why does collaboration work? Linking positive psychology and collaboration. <i>Journal of  Educational and Psychological Consultation, 20</i>, 75-82. Retrieved from <a href="http://doi.org/10.1080/10474410903554902"  target="_blank">http://doi.org/10.1080/10474410903554902</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043245&pid=S0870-8231201800040000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cummings, J. A., Harrison, P. L., Dawson, M. M., Short, R. J., Gorin, S., &amp; Palomares, R. S. (2004). Follow-up to the 2002 futures  conference: Collaborating to serve all children, families, and schools. <i>Journal of Educational and Psychological Consultation, 15</i>,  335-344. Retrieved from <a href="http://doi.org/10.1080/10474412.2004.9669521"  target="_blank">http://doi.org/10.1080/10474412.2004.9669521</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043246&pid=S0870-8231201800040000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Curtis, M. J., Castillo, J. M., &amp; Cohen, R. M. (2008). Best practices in system-level change. In A. Thomas &amp; J. Grimes (Eds.), <i>Best  practices in school psychology V</i> (pp. 887-902). Bethesda, MD: NASP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043247&pid=S0870-8231201800040000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><i>Decreto-lei 190/91 de 17 de maio</i>. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n.<sup>o</sup> 113/1991 &ndash; I S&eacute;rie A.  Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Lisboa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>D&rsquo;Amour, D., Ferrada-Videla, M., Rodriguez L., &amp; Beaulieu, M. D. (2005). The conceptual basis for interprofessional collaboration:  Core concepts and theoretical frameworks. <i>Journal of Interprofessional Care, 19</i>, 116-31.</p>     <!-- ref --><p>Dougherty, A. M. (2013). <i>Psychological consultation and collaboration in school and community settings</i> (6<sup>th</sup> ed.). Belmont,  CA: Brooks/Cole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043251&pid=S0870-8231201800040000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DuPaul, G. J. (2011). Collaboration between medical and educational professionals: Toward a proactive, integrated, and cost-efficient system  of care. <i>Journal of Educational and Psychological Consultation, 21</i>, 166-168. Retrieved from  <a href="http://doi.org/10.1080/10474412.2011.571523" target="_blank">http://doi.org/10.1080/10474412.2011.571523</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043253&pid=S0870-8231201800040000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Eagle, J. W., &amp; Dowd-Eagle, S. E. (2014). Best practices in school-community partnerships. In A. Thomas &amp; J. Grimes (Eds.), <i>Best  practices in school psychology V</i> (pp. 197-210). Silver Spring, MD: NASP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043254&pid=S0870-8231201800040000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Friend, M., &amp; Cook, L. (2013). <i>Interactions: Collaboration skills for school professionals</i> (7<sup>th</sup> ed.). Upper Saddle  River, NJ: Pearson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043256&pid=S0870-8231201800040000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gaitas, S., &amp; Morgado, J. (2010). Educa&ccedil;&atilde;o, diferen&ccedil;a e psicologia. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXVIII</i>,  359-375.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043258&pid=S0870-8231201800040000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Grier, B. C., &amp; Bradley-Klug, K. L. (2011). Collaborative consultation to support children with pediatric health issues: A review of the  biopsychoeducational model. <i>Journal of Educational and Psychological Consultation, 21</i>, 88-105. Retrieved from  <a href="http://doi.org/10.1080/10474412.2011.571522" target="_blank">http://doi.org/10.1080/10474412.2011.571522</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043260&pid=S0870-8231201800040000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Idol, L., &amp; West, J. F. (1991). Educational collaboration: A catalyst for effective schooling. <i>Intervention in School and Clinic,  27</i>, 70-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043261&pid=S0870-8231201800040000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>International School Psychology Association. (2015). <i>ISPA school psychologists skills model</i>. Retrieved from  <a href="http://www.ispa2016.org/images/ISPA-School-Psych-Skills-Model.pdf"  target="_blank">http://www.ispa2016.org/images/ISPA-School-Psych-Skills-Model.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043263&pid=S0870-8231201800040000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Johnson, C. E., Stewart, A. L., Brabeck, M. M., Huber, V. S., &amp; Rubin, H. (2004). Interprofessional collaboration: Implications for  combined-integrated doctoral training in professional psychology. <i>Journal of Clinical Psychology, 60</i>, 995-1010. Retrieved from  <a href="http://doi.org/10.1002/jclp.20031" target="_blank">http://doi.org/10.1002/jclp.20031</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043264&pid=S0870-8231201800040000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Leit&atilde;o, L. M., Paix&atilde;o, M. P., Silva, J. T. S., &amp; Miguel, J. P. (2001). Ser psic&oacute;logo em contexto escolar: Os  servi&ccedil;os de psicologia e orienta&ccedil;&atilde;o (SPO&rsquo;s) na regi&atilde;o Centro. <i>Psychologica, 26</i>, 27-53.</p>     <!-- ref --><p>Lopes, J., &amp; Almeida, L. S. (2015). Quest&otilde;es e modelos de avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o em Psicologia  Escolar: O caso da Europa e Am&eacute;rica do Norte. <i>Estudos de Psicologia (Campinas), 32</i>, 75-85. doi: 10.1590/0103-166X2015000100007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043266&pid=S0870-8231201800040000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mellin, E. A. (2009). Unpacking interdisciplinary collaboration in expanded school mental health: A conceptual model for developing the  evidence base. <i>Advances in School Mental Health Promotion, 2</i>, 4-14. Retrieved from  <a href="http://doi.org/10.1080/1754730X.2009.9715706" target="_blank">http://doi.org/10.1080/1754730X.2009.9715706</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043267&pid=S0870-8231201800040000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mellin, E. A., Anderson-Butcher, D., &amp; Bronstein, L. (2011). Strengthening inter-professional team collaboration: Potential roles for  school mental health professionals. <i>Advances in School Mental Health Promotion, 4</i>, 51-61. Retrieved from  <a href="http://doi.org/10.1080/1754730X.2011.9715629" target="_blank">http://doi.org/10.1080/1754730X.2011.9715629</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043268&pid=S0870-8231201800040000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Mendes, S. A., Abreu-Lima, I., Almeida, L. S., &amp; Simeonsson, R. (2014). School psychology in Portugal: Practitioners&rsquo;  characteristics and practices. <i>International Journal of School and Educational Psychology, 2</i>, 115-125. doi:  10.1080/21683603.2013.863171</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mendes, S. A., Lasser, J., Abreu-Lima, L., &amp; Almeida, L. S. (2017). All different or all the same? Exploring the diversity of professional  practices in Portuguese school psychology. <i>European Journal of Psychology of Education, 32</i>, 251-269. doi: 10.1007/s10212-016-0297-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043270&pid=S0870-8231201800040000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Meyers, A. B., &amp; Swerdlik, M. E. (2003). School-based health centers: Opportunities and challenges for school psychologists. <i>Psychology  in the Schools, 40</i>, 253-264. Retrieved from <a href="http://doi.org/10.1002/pits.10085"  target="_blank">http://doi.org/10.1002/pits.10085</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043271&pid=S0870-8231201800040000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. (2000). <i>Observat&oacute;rio dos servi&ccedil;os de psicologia e orienta&ccedil;&atilde;o</i>.  Lisboa: Departamento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica N&uacute;cleo de Orienta&ccedil;&atilde;o Educativa e de Educa&ccedil;&atilde;o  Especial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043272&pid=S0870-8231201800040000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nastasi, B. K. (2000). School psychologists as health-care providers in the 21<sup>st</sup> century: Conceptual framework, professional  identity, and professional practice. <i>School Psychology Review, 29</i>, 540-554.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043274&pid=S0870-8231201800040000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nastasi, B. K. (2004). Meeting the challenges of the future: Integrating public health and public education for mental health promotion.  <i>Journal of Educational and Psychological Consultation, 15</i>, 295-312. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1080/10474412.2004.9669519" target="_blank">https://doi.org/10.1080/10474412.2004.9669519</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043276&pid=S0870-8231201800040000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>National Association of School Psychologists [NASP]. (2006). <i>School psychology: A blueprint for training in practice III</i>. Bethesda, MD:  NASP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043277&pid=S0870-8231201800040000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>National Association of School Psychologists. (2010). <i>Model for comprehensive and integrated school psychological services</i>. Bethesda,  MD: NASP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043279&pid=S0870-8231201800040000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses [OPP]. (2011). <i>C&oacute;digo de &eacute;tica</i>. Recuperado de  <a href="https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/opp_cod_deontologico_web.pdf"  target="_blank">https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/opp_cod_deontologico_web.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043281&pid=S0870-8231201800040000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Petri, L. (2010). Concept analysis of interdisciplinary collaboration. <i>Nursing Forum, 45</i>, 73-82. Retrieved from  <a href="http://doi.org/10.1111/j.1744-6198.2010.00167.x" target="_blank">http://doi.org/10.1111/j.1744-6198.2010.00167.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043282&pid=S0870-8231201800040000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Romualdi, V., &amp; Sandoval, J. (1995). Comprehensive school-linked services: Implications for school psychologists. <i>Psychology in the  Schools, 32</i>, 306-317. Retrieved from <a href="http://doi.org/10.1002/1520-6807(199510)32:4&lt;306::AID-PITS2310320409&gt;3.0.CO;2-K"  target="_blank">http://doi.org/10.1002/1520-6807(199510)32:4&lt;306::AID-PITS2310320409&gt;3.0.CO;2-K</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043283&pid=S0870-8231201800040000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shapiro, E. S., &amp; Manz, P. H. (2004). Collaborating with schools in the provision of pediatric psychological services. In R. T. Brown  (Ed.), <i>Handbook of pediatric psychology in school settings</i> (pp. 49-64). Mahwah, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043284&pid=S0870-8231201800040000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shaw, S. R., &amp; Brown, M. B. (2011). Keeping pace with changes in health care: Expanding educational and medical collaboration. <i>Journal  of Educational and Psychological Consultation, 21</i>, 79-87. Retrieved from <a href="http://doi.org/10.1080/10474412.2011.571549"  target="_blank">http://doi.org/10.1080/10474412.2011.571549</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043286&pid=S0870-8231201800040000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shaw, S. R., Glaser, S. E., &amp; Ouimet, T. (2011). Developing the medical liaison role in school settings. <i>Journal of Educational and  Psychological Consultation, 21</i>, 106-117. Retrieved from <a href="http://doi.org/10.1080/10474412.2011.571479"  target="_blank">http://doi.org/10.1080/10474412.2011.571479</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043287&pid=S0870-8231201800040000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sheridan, S. M. (1992). What do we mean when we say collaboration. <i>Journal of Educational and Psychological Consultation, 3</i>, 89-92.  Retrieved from <a href="http://doi.org/10.1207/s1532768xjepc0301_7" target="_blank">http://doi.org/10.1207/s1532768xjepc0301_7</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043288&pid=S0870-8231201800040000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Strein, W., Hoagwood, K., &amp; Cohn, A. (2003). School psychology - A public health perspective: I. Prevention, populations, and systems  change. <i>Journal of School Psychology, 41</i>, 23-38. Retrieved from <a href="http://doi.org/10.1016/S0022-4405(02)00142-5"  target="_blank">http://doi.org/10.1016/S0022-4405(02)00142-5</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043289&pid=S0870-8231201800040000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Waxman, R. P., Weist, M. D., &amp; Benson, D. M. (1999). Toward collaboration in the growing education-mental health interface. <i>Clinical  Psychology Review, 19</i>, 239-253. Retrieved from <a href="http://doi.org/10.1016/S0272-7358(98)00072-5"  target="_blank">http://doi.org/10.1016/S0272-7358(98)00072-5</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043290&pid=S0870-8231201800040000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>West, J. F. (1990). Educational collaboration in the restructuring of schools. <i>Journal of Educational &amp; Psychological Consultation,  1</i>, 23-40. Retrieved from <a href="http://doi.org/10.1207/s1532768xjepc0101_2"  target="_blank">http://doi.org/10.1207/s1532768xjepc0101_2</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043291&pid=S0870-8231201800040000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Wnek, A. C., Klein, G., &amp; Bracken, B. A. (2008). Professional development issues for school psychologists: What&rsquo;s hot, what&rsquo;s  not in the United States. <i>School Psychology International, 29</i>, 145-160. Retrieved from <a href="http://doi.org/10.1177/0143034308090057"  target="_blank">http://doi.org/10.1177/0143034308090057</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Sofia A. Mendes, Centro de Psicologia, Faculdade de Psicologia  e Ci&ecirc;ncias de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Alfredo Allen, Sala FPCE136, 4200-135, Porto, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:sofia.a.mendes@gmail.com">sofia.a.mendes@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o foi financiada pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Bolsa, SFRH/BD/78646/2011).  Os autores gostariam de agradecer aos psic&oacute;logos escolares que participaram nesta investiga&ccedil;&atilde;o, &agrave;  Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Educa&ccedil;&atilde;o por apoiar a recolha de dados, e &agrave; Sofia Moreira Lopes por colaborar na  an&aacute;lise de dados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 21/04/2017 Aceita&ccedil;&atilde;o: 29/03/2018</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>NOTAS</p>     <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup> Sendo a amostra do presente estudo constitu&iacute;da exclusivamente por psic&oacute;logos a  trabalharem em escolas, &eacute; dada prefer&ecirc;ncia &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dos termos psic&oacute;logo escolar e psicologia  escolar, no lugar de psic&oacute;logo da educa&ccedil;&atilde;o e psicologia da educa&ccedil;&atilde;o, reconhecendo a maior abrang&ecirc;ncia  associada a estes &uacute;ltimos termos.</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Allen]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Graden]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Best practices in collaborative problem solving for intervention design]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Thomas]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grimes]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Best practices in school psychology IV]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>565-582</page-range><publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[NASP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peixoto]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A psicologia da educação]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bártolo-Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Palma]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. J. da]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual de psicologia aplicada]]></source>
<year>2011</year>
<page-range>47-68</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[RH Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Anderson-Butcher]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ashton]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Innovative models of collaboration to serve children, youths, families, and communities]]></article-title>
<source><![CDATA[Children & Schools]]></source>
<year>2004</year>
<volume>26</volume>
<page-range>39-53</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arredondo]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shealy]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neale]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Winfrey]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Consultation and interprofessional collaboration: Modeling for the future]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical Psychology]]></source>
<year>2004</year>
<volume>60</volume>
<page-range>787-800</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bronstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A model for interdisciplinary collaboration]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Work]]></source>
<year>2003</year>
<volume>48</volume>
<page-range>297-306</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carita]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. N. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O psicólogo na escola: Factores condicionantes e sentido geral da intervenção]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>1996</year>
<volume>XIV</volume>
<page-range>123-128</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Centro Interdisciplinar de Estudos Económicos</collab>
<source><![CDATA[Estudo sobre a intervenção no contexto escolar dos serviços de psicologia e orientação]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Direção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coimbra]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O psicólogo face aos outros profissionais da educação: Reflexões sobre a consultadoria psicológica]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Consulta Psicológica]]></source>
<year>1991</year>
<volume>7</volume>
<page-range>21-26</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Conoley]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Conoley]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Why does collaboration work? Linking positive psychology and collaboration]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational and Psychological Consultation]]></source>
<year>2010</year>
<volume>20</volume>
<page-range>75-82</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cummings]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harrison]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dawson]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Short]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gorin]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Palomares]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Follow-up to the 2002 futures conference: Collaborating to serve all children, families, and schools]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational and Psychological Consultation]]></source>
<year>2004</year>
<volume>15</volume>
<page-range>335-344</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Curtis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Castillo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Best practices in system-level change]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Thomas]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grimes]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Best practices in school psychology V]]></source>
<year>2008</year>
<page-range>887-902</page-range><publisher-loc><![CDATA[Bethesda ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[NASP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[D’Amour]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferrada-Videla]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodriguez]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beaulieu]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The conceptual basis for interprofessional collaboration: Core concepts and theoretical frameworks]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Interprofessional Care]]></source>
<year>2005</year>
<volume>19</volume>
<page-range>116-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dougherty]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psychological consultation and collaboration in school and community settings]]></source>
<year>2013</year>
<edition>6</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Belmont ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Brooks/Cole]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DuPaul]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Collaboration between medical and educational professionals: Toward a proactive, integrated, and cost-efficient system of care]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational and Psychological Consultation]]></source>
<year>2011</year>
<volume>21</volume>
<page-range>166-168</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Eagle]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dowd-Eagle]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Best practices in school-community partnerships]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Thomas]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grimes]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Best practices in school psychology V]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>197-210</page-range><publisher-loc><![CDATA[Silver Spring ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[NASP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Friend]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cook]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Interactions: Collaboration skills for school professionals]]></source>
<year>2013</year>
<edition>7</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Upper Saddle River ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pearson]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gaitas]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morgado]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Educação, diferença e psicologia]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2010</year>
<volume>XXVIII</volume>
<page-range>359-375</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grier]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bradley-Klug]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Collaborative consultation to support children with pediatric health issues: A review of the biopsychoeducational model]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational and Psychological Consultation]]></source>
<year>2011</year>
<volume>21</volume>
<page-range>88-105</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Idol]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[West]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Educational collaboration: A catalyst for effective schooling]]></article-title>
<source><![CDATA[Intervention in School and Clinic]]></source>
<year>1991</year>
<volume>27</volume>
<page-range>70-78</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>International School Psychology Association</collab>
<source><![CDATA[ISPA school psychologists skills model]]></source>
<year>2015</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Johnson]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stewart]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brabeck]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Huber]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Interprofessional collaboration: Implications for combined-integrated doctoral training in professional psychology]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical Psychology]]></source>
<year>2004</year>
<volume>60</volume>
<page-range>995-1010</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leitão]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paixão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. T. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miguel]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ser psicólogo em contexto escolar: Os serviços de psicologia e orientação (SPO’s) na região Centro]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychologica]]></source>
<year>2001</year>
<volume>26</volume>
<page-range>27-53</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Questões e modelos de avaliação e intervenção em Psicologia Escolar: O caso da Europa e América do Norte]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Psicologia (Campinas)]]></source>
<year>2015</year>
<volume>32</volume>
<page-range>75-85</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mellin]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Unpacking interdisciplinary collaboration in expanded school mental health: A conceptual model for developing the evidence base]]></article-title>
<source><![CDATA[Advances in School Mental Health Promotion]]></source>
<year>2009</year>
<volume>2</volume>
<page-range>4-14</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mellin]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Anderson-Butcher]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bronstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Strengthening inter-professional team collaboration: Potential roles for school mental health professionals]]></article-title>
<source><![CDATA[Advances in School Mental Health Promotion]]></source>
<year>2011</year>
<volume>4</volume>
<page-range>51-61</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abreu-Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simeonsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[School psychology in Portugal: Practitioners’ characteristics and practices]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of School and Educational Psychology]]></source>
<year>2014</year>
<volume>2</volume>
<page-range>115-125</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lasser]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abreu-Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[All different or all the same? Exploring the diversity of professional practices in Portuguese school psychology]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Psychology of Education]]></source>
<year>2017</year>
<volume>32</volume>
<page-range>251-269</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meyers]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Swerdlik]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[School-based health centers: Opportunities and challenges for school psychologists]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology in the Schools]]></source>
<year>2003</year>
<volume>40</volume>
<page-range>253-264</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Educação.</collab>
<source><![CDATA[Observatório dos serviços de psicologia e orientação]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Departamento da Educação Básica Núcleo de Orientação Educativa e de Educação Especial]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nastasi]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[School psychologists as health-care providers in the 21st century: Conceptual framework, professional identity, and professional practice]]></article-title>
<source><![CDATA[School Psychology Review]]></source>
<year>2000</year>
<volume>29</volume>
<page-range>540-554</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nastasi]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Meeting the challenges of the future: Integrating public health and public education for mental health promotion]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational and Psychological Consultation]]></source>
<year>2004</year>
<volume>15</volume>
<page-range>295-312</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>National Association of School Psychologists [NASP].</collab>
<source><![CDATA[School psychology: A blueprint for training in practice III]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Bethesda ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[NASP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>National Association of School Psychologists.</collab>
<source><![CDATA[Model for comprehensive and integrated school psychological services]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Bethesda ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[NASP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Ordem dos Psicólogos Portugueses</collab>
<source><![CDATA[Código de ética]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Petri]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Concept analysis of interdisciplinary collaboration]]></article-title>
<source><![CDATA[Nursing Forum]]></source>
<year>2010</year>
<volume>45</volume>
<page-range>73-82</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Romualdi]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sandoval]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comprehensive school-linked services: Implications for school psychologists]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology in the Schools]]></source>
<year>1995</year>
<volume>32</volume>
<page-range>306-317</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shapiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Manz]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Collaborating with schools in the provision of pediatric psychological services]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Brown]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of pediatric psychology in school settings]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>49-64</page-range><publisher-loc><![CDATA[Mahwah ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Erlbaum]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shaw]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brown]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Keeping pace with changes in health care: Expanding educational and medical collaboration]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational and Psychological Consultation]]></source>
<year>2011</year>
<volume>21</volume>
<page-range>79-87</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shaw]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Glaser]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ouimet]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Developing the medical liaison role in school settings]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational and Psychological Consultation]]></source>
<year>2011</year>
<volume>21</volume>
<page-range>106-117</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sheridan]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What do we mean when we say collaboration]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational and Psychological Consultation]]></source>
<year>1992</year>
<volume>3</volume>
<page-range>89-92</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Strein]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hoagwood]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cohn]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[School psychology - A public health perspective: I. Prevention, populations, and systems change]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of School Psychology]]></source>
<year>2003</year>
<volume>41</volume>
<page-range>23-38</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Waxman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weist]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Benson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Toward collaboration in the growing education-mental health interface]]></article-title>
<source><![CDATA[Clinical Psychology Review]]></source>
<year>1999</year>
<volume>19</volume>
<page-range>239-253</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[West]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Educational collaboration in the restructuring of schools]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational & Psychological Consultation]]></source>
<year>1990</year>
<volume>1</volume>
<page-range>23-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wnek]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Klein]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bracken]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Professional development issues for school psychologists: What’s hot, what’s not in the United States]]></article-title>
<source><![CDATA[School Psychology International]]></source>
<year>2008</year>
<volume>29</volume>
<page-range>145-160</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
