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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sono, agressividade e comportamentos de risco em indivíduos dependentes de drogas e de álcool]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Problems related to the consumption of psychoactive substances affect not only the individual's socioeconomic context, but it also has an impact on sleep, aggressiveness and risk behaviors. The present study analyzed, on the one hand, the differences between individuals who are dependent on drugs and alcohol on the quality of sleep, aggressiveness and risk behaviors. And, on the other hand, it identified the independent contribution of sociodemographic variables to alcohol and drug consumption. The sample consisted of 115 drug and alcohol dependent individuals belonging to several institutions in the Northern region of Portugal. The results showed that drug addicts had a lower level of sleep quality, a higher prevalence of STIs and have done HIV tests, and their positive results were more frequent compared to those who depended on alcohol. The analysis of the results also showed that, in this sample, being female and having lower literacy levels were significant predictors of alcohol consumption, with drug use predicted by younger age and higher literacy. The results revealed the need to implement and evaluate intervention programs at the dependency level.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Sono, agressividade e comportamentos de risco em indiv&iacute;duos dependentes de drogas e de &aacute;lcool</b></p>     <p><b>Sleep, aggressiveness and risk behaviors in individuals dependent on drugs and alcohol</b></p>     <p><b>Andreia Antunes<sup>1</sup>, Eleonora C. V. Costa<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Braga, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os problemas relacionados com o consumo de subst&acirc;ncias psicoativas, afetam n&atilde;o apenas contexto socioecon&oacute;mico do  indiv&iacute;duo, mas tamb&eacute;m t&ecirc;m impacto ao n&iacute;vel do sono, da agressividade e dos comportamentos de risco. O presente estudo  analisou, por um lado, as diferen&ccedil;as entre indiv&iacute;duos dependentes de drogas e de &aacute;lcool ao n&iacute;vel da qualidade do  sono, da agressividade e de comportamentos de risco. E, por outro lado, identificou o contributo independente das vari&aacute;veis  sociodemogr&aacute;ficas para o consumo de &aacute;lcool e drogas. A amostra foi constitu&iacute;da por 115 indiv&iacute;duos dependentes de  drogas e de &aacute;lcool pertencentes a v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es da regi&atilde;o Norte de Portugal. Os resultados revelaram que  os indiv&iacute;duos toxicodependentes possuem um menor n&iacute;vel de qualidade de sono, uma maior preval&ecirc;ncia de ISTS e realizaram mais  o teste ao VIH, sendo o seu resultado positivo com maior frequ&ecirc;ncia, em compara&ccedil;&atilde;o com os dependentes de &aacute;lcool. A  an&aacute;lise dos resultados revelou ainda que, nesta amostra, pertencer ao sexo feminino e possuir habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias  mais baixas constitu&iacute;am preditores significativos do consumo de &aacute;lcool, sendo o consumo de drogas predito pela idade mais jovem e pelas  habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias superiores. Os resultados revelaram a necessidade de implementar e avaliar programas de  interven&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel das depend&ecirc;ncias.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Drogas, &Aacute;lcool, Sono, Agressividade, VIH.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Problems related to the consumption of psychoactive substances affect not only the individual's socioeconomic context, but it also has an  impact on sleep, aggressiveness and risk behaviors. The present study analyzed, on the one hand, the differences between individuals who are  dependent on drugs and alcohol on the quality of sleep, aggressiveness and risk behaviors. And, on the other hand, it identified the independent  contribution of sociodemographic variables to alcohol and drug consumption. The sample consisted of 115 drug and alcohol dependent individuals  belonging to several institutions in the Northern region of Portugal. The results showed that drug addicts had a lower level of sleep quality, a  higher prevalence of STIs and have done HIV tests, and their positive results were more frequent compared to those who depended on alcohol. The  analysis of the results also showed that, in this sample, being female and having lower literacy levels were significant predictors of alcohol  consumption, with drug use predicted by younger age and higher literacy. The results revealed the need to implement and evaluate intervention  programs at the dependency level.</p>     <p><b>Key words</b>: Drugs, Alcohol, Sleep, Aggressiveness, HIV.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A depend&ecirc;ncia de subst&acirc;ncias pode considerar-se como um problema social, comportamental, educacional e/ou farmacol&oacute;gico,  resultando de repetidas exposi&ccedil;&otilde;es do indiv&iacute;duo &agrave;(s) droga(s), implicando m&uacute;ltiplos fatores em  intera&ccedil;&atilde;o (World Health Organization &ndash; WHO, 2008). O &aacute;lcool e o uso aditivo de drogas s&atilde;o das principais  causas nocivas para os indiv&iacute;duos e para a sociedade (Korcha et al., 2014). De acordo com Cotto e colaboradores (2010), o sexo, a idade e  o tipo de subst&acirc;ncia de consumo podem suscitar diferen&ccedil;as nos padr&otilde;es observados de consumo de drogas. Por isso, compreender  as raz&otilde;es para estas diferen&ccedil;as e a avaliar esses padr&otilde;es ao longo do tempo poderia ajudar no desenvolvimento de  preven&ccedil;&otilde;es e interven&ccedil;&otilde;es mais eficazes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estat&iacute;sticas nacionais e internacionais sobre o consumo de drogas e &aacute;lcool</i></p>     <p>A n&iacute;vel mundial, estimou-se que, em 2013, quase um quarto de um bili&atilde;o de pessoas entre os 15 e os 64 anos tenha usado uma droga  il&iacute;cita. Isto corresponde a uma preval&ecirc;ncia global de 5.2%, sugerindo que o uso de drogas se manteve est&aacute;vel nos  &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos, embora o n&uacute;mero estimado de consumidores de drogas tenha aumentado em 6 milh&otilde;es, para 246  milh&otilde;es, devido ao aumento da popula&ccedil;&atilde;o mundial (United Nations Office on Drugs and Crime, 2015). Para al&eacute;m disso,  estimou-se que, nesse mesmo ano, entre 11.2 e 22 milh&otilde;es de pessoas usaram drogas injet&aacute;veis em todo o mundo, e destes 1.6  milh&otilde;es t&ecirc;m VIH (V&iacute;rus da Imunodefici&ecirc;ncia Humana), o que representa 11.5% de preval&ecirc;ncia de VIH entre pessoas  que injetaram drogas. Assim, assume-se que as pessoas consumidoras de drogas t&ecirc;m diversas vulnerabilidades ao VIH, tal como &agrave;  tuberculose, &agrave; hepatite e a outras doen&ccedil;as infeciosas, pois tendo como comportamentos de risco a partilha de drogas  injet&aacute;veis, a probabilidade de transmitir o VIH do que uma rela&ccedil;&atilde;o sexual &eacute; tr&ecirc;s vezes superior (United Nations  Office on Drugs and Crime, 2015).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Portugal, em 2012, cerca de 8.4% da popula&ccedil;&atilde;o entre os 15 e os 74 anos j&aacute; tinham tido pelo menos uma experi&ecirc;ncia  de consumo de subst&acirc;ncias il&iacute;citas ao longo da vida e 2.3% tinham consumido nos &uacute;ltimos 12 meses (SICAD, 2014). A  subst&acirc;ncia il&iacute;cita mais consumida nos &uacute;ltimos 12 meses, no nosso pa&iacute;s, foi a cannabis (2.3%), seguida do ecstasy  (0.2%) e da coca&iacute;na (0.2%). Apesar dos diferentes tipos de consumo (experimental, recente ou atual) e da pr&oacute;pria subst&acirc;ncia,  os consumos s&atilde;o superiores no sexo masculino e em idades compreendidas entre os 15 e os 44 anos. O Servi&ccedil;o de  Interven&ccedil;&atilde;o nos Comportamentos Aditivos e nas Depend&ecirc;ncias (SICAD, 2014), divulgou uma diminui&ccedil;&atilde;o nas  preval&ecirc;ncias do consumo ao longo da vida em Portugal.</p>     <p>Relativamente &agrave;s doen&ccedil;as infeciosas, foram notificados 17.178 casos de infe&ccedil;&atilde;o de VIH, sendo que destes, 8.351 se  encontravam associados &agrave; toxicodepend&ecirc;ncia (SICAD, 2014).</p>     <p>De acordo com o Global Status Report on Alcohol and Health (World Health Organization &ndash; WHO, 2011) estima-se que existam cerca de 2  bili&otilde;es de pessoas em todo o mundo que consomem bebidas alco&oacute;licas e 76.3 milh&otilde;es t&ecirc;m transtornos  diagnostic&aacute;veis devido ao uso excessivo do &aacute;lcool. No que respeita o consumo de bebidas alco&oacute;licas, em Portugal, o  consumo <i>per capita</i> de &aacute;lcool na popula&ccedil;&atilde;o adulta (15 anos ou mais ) era, em 2009, de 13.43 litros de &aacute;lcool  puro por ano, um pouco superior &agrave; m&eacute;dia europeia, apesar da percentagem de abstinentes ao longo da vida ser bastante superior & agrave; m&eacute;dia europeia, quer no sexo masculino (18.6%) quer no feminino (32%) (World Health Organization &ndash; WHO, 2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>O consumo de subst&acirc;ncias psicoativas il&iacute;citas e de &aacute;lcool</i></p>     <p>Globalmente, tanto a n&iacute;vel nacional como internacional, os consumidores em tratamento, sobretudo pelo uso de opi&aacute;ceos, t&ecirc;m  cerca de 30 anos (Observat&oacute;rio Europeu da Droga e da Toxicodepend&ecirc;ncia &ndash; OEDT, 2009; Torres, Lito, Sousa, &amp; Maciel, 2008),  sendo que diversos estudos referem que estes consumidores s&atilde;o, frequentemente, estudantes universit&aacute;rios (Galhardo, Cardoso, &amp;  Marques, 2006). A revis&atilde;o de v&aacute;rios estudos nacionais e internacionais sugere que os locais de consumo problem&aacute;ticos tendem  a acontecer em zonas urbanas, degradadas e marginalizadas, espacial e socialmente (Fernandes, 1998). Por sua vez, outros estudos documentam que a  preval&ecirc;ncia do consumo de drogas &eacute; particularmente significativo entre frequentadores de contextos de recrea&ccedil;&atilde;o  noturna, ou seja, todas as ocasi&otilde;es de consumo festivas e recreativas assumem grande relev&acirc;ncia (OEDT, 2009; White et al., 2006).</p>     <p>O consumo excessivo de &aacute;lcool &eacute; considerado um fator de risco associado aos comportamentos sexuais, atendendo &agrave;s  doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis e &agrave; infe&ccedil;&atilde;o pelo VIH (WHO, 2012). No entanto, apesar de um sistema  imunit&aacute;rio enfraquecido poder aumentar acentuadamente o risco de infe&ccedil;&atilde;o a partir de rela&ccedil;&otilde;es sexuais  desprotegidas, estas n&atilde;o podem, por si s&oacute;, aumentar a incid&ecirc;ncia de VIH (Baliunas, Rehm, Irving, &amp; Shuper, 2010).</p>     <p>Tradicionalmente, embora o consumo excessivo de &aacute;lcool tem sido considerado como uma conduta associada ao sexo masculino, o uso/abuso  de &aacute;lcool tem ganhado protagonismo tamb&eacute;m nas mulheres, com um aumento significativo, nos &uacute;ltimos anos (Ferreira-Borges  &amp; Filho, 2007; Pereira, 2012), em linha com o desenvolvimento econ&oacute;mico e com a mudan&ccedil;a de pap&eacute;is da mulher na sociedade  (Grucza, Bucholz, Rice, &amp; Bierut, 2008). Ar&aacute;n (2003) justifica que o problema do consumo excessivo nas mulheres tem sido  frequentemente visto em termos de desvio dos pap&eacute;is tradicionalmente femininos, numa atitude socialmente estigmatizante, constatando  assim, que o modelo moral permanece ainda muito vincado na nossa sociedade e que por detr&aacute;s do r&oacute;tulo de  &ldquo;alco&oacute;lica&rdquo; h&aacute; uma pessoa com viv&ecirc;ncias espec&iacute;ficas, marcadas pelo sofrimento (f&iacute;sico e  psicol&oacute;gico), ang&uacute;stia, frustra&ccedil;&atilde;o, inseguran&ccedil;a, necessitando de uma reorganiza&ccedil;&atilde;o do seu  projeto de vida sem o consumo de &aacute;lcool.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Influ&ecirc;ncia de vari&aacute;veis psicossociais nos indiv&iacute;duos dependentes de drogas e &aacute;lcool</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atentendo &agrave; vari&aacute;vel sono, considera-se que uma vez que um indiv&iacute;duo come&ccedil;a a abusar de drogas ou &aacute;lcool,  esta exposi&ccedil;&atilde;o produz mudan&ccedil;as agudas e duradouras nos ritmos circadianos e no sono, criando um ciclo vicioso para  algu&eacute;m que come&ccedil;ou com anormalidades nos ritmos circadianos (Jones, Knutson, &amp; Haines, 2003). Verifica-se assim uma  associa&ccedil;&atilde;o positiva entre o consumo de subst&acirc;ncias e a baixa qualidade do sono (Vail-Smith, Felts, &amp; Becker, 2009). Os  problemas do sono e uso de subst&acirc;ncias encontram-se interligados, sendo que os problemas do sono desempenham um papel importante na  etiologia de uso de subst&acirc;ncia, mas tamb&eacute;m pode ser resultado da mesma (Magn&eacute;e, Weert-van Oene, Wijdeveld, Coenen, &amp;  Jong, 2015). Neste sentido, Hartwell, Pfeifer, McCauley, Moran-Santa Maria e Back (2014) verificaram altos &iacute;ndices de comprometimento do  sono e m&aacute; qualidade do sono nos indiv&iacute;duos dependentes de subst&acirc;ncias. Num estudo realizado por Wong, Brower e Zucker (2009)  concluiu-se que os problemas do sono aumentam significativamente com o consumo de drogas e que os diferentes problemas de sono afetam o risco de  uso de subst&acirc;ncias de forma diferente, podendo estar relacionado com os efeitos significativos das dificuldades para dormir. Por sua vez, o  &aacute;lcool atua como um sedativo que interage com v&aacute;rios sistemas de neurotransmissores importantes na regula&ccedil;&atilde;o de sono.  A administra&ccedil;&atilde;o de grandes quantidades de &aacute;lcool antes de dormir leva &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da lat&ecirc;ncia do  sono de in&iacute;cio e a mudan&ccedil;as na arquitetura do sono no in&iacute;cio da noite, quando os n&iacute;veis de &aacute;lcool no sangue  s&atilde;o elevados subsiste uma m&aacute; qualidade do sono durante a noite (Colrain, Nicholas, &amp; Baker, 2014).</p>     <p>Na literatura internacional, encontra-se pesquisas cient&iacute;ficas que associam positivamente a agressividade e o consumo de  subst&acirc;ncias. De acordo com um estudo mais recente, que combina os processos associativos impulsivos e o controlo executivo,  respons&aacute;veis pela impulsividade, concluiu que nos indiv&iacute;duos com baixo controlo executivo, o consumo de &aacute;lcool prediz o  comportamento agressivo (Wiers, Beckers, Houben, &amp; Hofmann, 2009). Os mesmos autores afirmam que a impulsividade constitui um preditivo para  o consumo de drogas, referindo que nos adultos com repentinos aumentos de comportamentos impulsivos tendem a aumentar as probabilidades de uso de  drogas, especialmente nos indiv&iacute;duos que se tentam abster. Esta ideia foi corroborada por De Wit (2009), verificando que os efeitos agudos  e cr&ocirc;nicos do uso de drogas pode aumentar comportamentos impulsivos e, consequentemente, facilitar o consumo de drogas.</p>     <p>De acordo com Boles e Miotto (2003) os estimulantes, as anfetaminas e a coca&iacute;na tamb&eacute;m t&ecirc;m um papel contributivo no  comportamento violento. Da mesma forma, que o consumo de drogas se relaciona com a viol&ecirc;ncia, por raz&otilde;es diretas (drogas  farmacologicamente indutoras de viol&ecirc;ncia) e indiretas (viol&ecirc;ncia que ocorrem na forma de obter as drogas). Al&eacute;m disso, a  natureza dessa rela&ccedil;&atilde;o &eacute; muitas vezes complexa, com efeitos de intoxica&ccedil;&atilde;o, de neurot&oacute;xicos e, muitas  vezes, de abstin&ecirc;ncia (Hoaken &amp; Stewart, 2003).</p>     <p>A exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia e agress&atilde;o comunit&aacute;rias tamb&eacute;m se associam aos comportamentos de  consumo. Num estudo realizado com 8259 adolescentes a frequentar o ensino b&aacute;sico em escolas urbanas no Texas, no qual se pretendeu  associar a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia comunit&aacute;ria com a agress&atilde;o, a vitimiza&ccedil;&atilde;o e os  comportamentos de risco, concluiu-se que quanto maior a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia maior ser&atilde;o os comportamentos de  riscos dos jovens, havendo cerca de 8 vezes mais probabilidades destes jovens andarem com uma arma de fogo, estando cerca de 6 vezes mais  propensos a consumirem can&aacute;bis, tendo cerca de 5 vezes mais probabilidades de se juntarem a um grupo organizado violento ou de recorrerem  ao abuso do &aacute;lcool e 2.8 vezes mais probabilidades de se ferirem em resultado de uma luta (Barroso et al., 2008).</p>     <p>Os indiv&iacute;duos que consomem drogas est&atilde;o em maior risco de contrair VIH atrav&eacute;s diretamente da partilha de material de  inje&ccedil;&atilde;o, de forma indireta atrav&eacute;s de um comportamento de risco associado, e fisiologicamente atrav&eacute;s do impacto das  subst&acirc;ncias sobre o sistema imunol&oacute;gico. Os consumidores de drogas, especialmente as pessoas que injetam drogas s&atilde;o uma ponte  para a popula&ccedil;&atilde;o em geral e o tratamento da depend&ecirc;ncia de drogas e de presta&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es  de redu&ccedil;&atilde;o de danos t&ecirc;m impacto na transmiss&atilde;o e incid&ecirc;ncia do VIH (Akindipe, Abiodun, Adebajo, Lawal, &amp;  Rataemane, 2014).</p>     <p>Os dados sobre a preval&ecirc;ncia de comportamentos sexuais de risco entre mulheres trabalhadoras do sexo e a associa&ccedil;&atilde;o com o  uso do preservativo e doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis (DST) s&atilde;o limitados, sendo que um ter&ccedil;o das mulheres  relataram ter sido intoxicadas com &aacute;lcool pelo menos uma vez por m&ecirc;s durante os &uacute;ltimos 6 meses, e cerca de 30% relataram o  uso de &aacute;lcool antes de ter rela&ccedil;&otilde;es sexuais com os clientes. Em compara&ccedil;&atilde;o com as mulheres que n&atilde;o  consomem &aacute;lcool antes de se envolver em sexo com clientes, as mulheres que o fizeram relataram o uso do preservativo significativamente  menos consistente e taxas mais elevadas de ambos atual ISTS. No entanto, a intoxica&ccedil;&atilde;o pelo &aacute;lcool n&atilde;o foi associada  com o uso do preservativo e ISTS (Wang, Li, Stanton, Zhang, &amp; Fang, 2010).</p>     <p>Os consumidores de subst&acirc;ncias psicoativas il&iacute;citas constituem um grupo de risco quando associados aos comportamentos para a  transmiss&atilde;o do VIH tanto pela via sangu&iacute;nea, como pela partilha de seringas e outros objetos para o uso de drogas endovenosas, bem  como pela via sexual. Desta forma, os toxicodependentes est&atilde;o expostos a v&aacute;rias vias de contamina&ccedil;&atilde;o, constituindo um  grupo de elevado risco para o VIH (Pechansky, Diemen, Inciardi, Surratt, &amp; Boni, 2004).</p>     <p>O presente estudo tem como objetivos (1) analisar as diferen&ccedil;as entre os doentes toxicodependentes e indiv&iacute;duos dependentes do  &aacute;lcool ao n&iacute;vel do sono, da agressividade e de comportamentos de risco (percep&ccedil;&atilde;o de risco, infe&ccedil;&otilde;es  sexualmente transmitidas (ISTS), teste ao V&iacute;rus da Imunodefici&ecirc;ncia Humana &ndash; VIH e o seu resultado) e (2) estudar o contributo  independente das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e da qualidade do sono e da agressividade para o consumo de subst&acirc;ncias  (&aacute;lcool e drogas). Com base na revis&atilde;o da literatura apresentada sobre as diferen&ccedil;as entre os dependentes de &aacute;lcool e  de drogas e os determinantes sociodemogr&aacute;ficos (e.g., idade, escolaridade) e psicossociais dos consumos (e.g., qualidade do sono,  agressividade), (1) espera-se encontrar diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre indiv&iacute;duos toxicodependentes e os  indiv&iacute;duos dependentes do &aacute;lcool ao n&iacute;vel do sono, da agressividade e de comportamentos de risco (percep&ccedil;&atilde;o de  risco, ISTS, teste ao VIH e seu resultado) e (2) espera-se que as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, a qualidade do sono e a  agressividade contribuam de forma independente para o consumo de subst&acirc;ncias (&aacute;lcool e drogas).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Amostra</i></p>     <p>A amostra foi constitu&iacute;da por 115 participantes e englobou dois grupos, o dos indiv&iacute;duos toxicodependentes e o dos  indiv&iacute;duos dependentes do &aacute;lcool. A maioria dos participantes &eacute; do sexo masculino (83.5%, <i>n</i>=96), com uma m&eacute;dia  de idades de 39.35 anos (<i>DP</i>=10.34). A maioria dos participantes neste estudo era solteiro (60.9%, <i>n</i>=70) e apresentavam um baixo  n&iacute;vel de escolaridade (4.3%, <i>n</i>=5, n&atilde;o sabem ler nem escrever; 7%, <i>n</i>=8, sabem ler e escrever; 21.7%, <i>n</i>=25,  t&ecirc;m o 1&ordm; ciclo; 27.8%, <i>n</i>=32, t&ecirc;m o 2&ordm; ciclo; 32.2%, <i>n</i>=37, t&ecirc;m o 3&ordm; ciclo e 7%, <i>n</i>=8, possuem  curso superior). Relativamente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o laboral, 93 sujeitos (89.9%) encontravam-se desempregados.</p>     <p>Relativamente &agrave;s diferen&ccedil;as sociodemogr&aacute;ficas entre os indiv&iacute;duos dependentes de drogas e os dependentes de  &aacute;lcool, os resultados revelaram a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre estes dois grupos, em  rela&ccedil;&atilde;o ao estado civil [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(4.115)=10.131, <i>p</i>&lt;.05], &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es  liter&aacute;rias [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(5.115)=23.579, <i>p</i>&lt;.01] e &agrave; situa&ccedil;&atilde;o laboral  [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(2.115)=7.039, <i>p</i>&lt;.05]. Assim, verificou-se que a maioria dos indiv&iacute;duos toxicodependentes &eacute;  solteira (70.6%, <i>n</i>=48), possui o terceiro ciclo (47.1%, <i>n</i>=32) e est&aacute; desempregada (88.2%, <i>n</i>=60). Do mesmo modo, os  resultados revelaram que os indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool apresentam uma m&eacute;dia de idades superior (46.3 anos,  <i>DP</i>=8.5) &agrave; dos indiv&iacute;duos toxicodependentes (34.5 anos, <i>DP</i>=8.7), sendo essa diferen&ccedil;as estatisticamente  significativa [<i>t</i>(113)=-7.246, <i>p</i>&lt;.01].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Os participantes do estudo incluem indiv&iacute;duos toxicodependentes e indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool que se encontram a  receber tratamento para o abandono da depend&ecirc;ncia e com resid&ecirc;ncia tempor&aacute;ria em v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es da  regi&atilde;o Norte de Portugal. Trata-se de indiv&iacute;duos de ambos os sexos com idade superior a 18 anos que voluntariamente aceitaram  participar no presente estudo.</p>     <p>Os profissionais de sa&uacute;de das respetivas institui&ccedil;&otilde;es de acolhimento referenciaram e reencaminharam os doentes ao longo  do estudo. Aos participantes foi explicado o car&aacute;ter volunt&aacute;rio e confidencial da investiga&ccedil;&atilde;o. A  participa&ccedil;&atilde;o ocorreu num s&oacute; momento, ap&oacute;s preenchimento do consentimento informado. A partir do contato  telef&oacute;nico com as institui&ccedil;&otilde;es, foi agendado um hor&aacute;rio para o preenchimento dos instrumentos de autorrelato  previamente adaptados e validados para a l&iacute;ngua portuguesa por outros autores. As caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas,  cl&iacute;nicas e psicossociais, tais como o sono, agressividade, comportamentos de risco, perce&ccedil;&otilde;es de risco, ISTS e o VIH, foram  avaliados. As medidas e as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas desta amostra s&atilde;o descritas abaixo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O <i>&Iacute;ndice da Qualidade do Sono de Pittsburgh</i> (IQSP) da autoria de Buysse et al. (1989) e adaptado para a popula&ccedil;&atilde;o  portuguesa por Ramalho (2007, citado por Seixas, 2009) avalia a qualidade e os padr&otilde;es do sono, diferenciando o &ldquo;bom&rdquo; do  &ldquo;mau&rdquo; sono, em sete &aacute;reas, entre outras, a qualidade subjetiva do sono, a utiliza&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o  para dormir e a disfun&ccedil;&atilde;o diurna por sonol&ecirc;ncia, referindo-se ao m&ecirc;s anterior. Quatro itens s&atilde;o de resposta  escrita e referem-se ao hor&aacute;rio de deitar e acordar e &agrave; lat&ecirc;ncia e dura&ccedil;&atilde;o do sono. Os restantes 15 itens  s&atilde;o de escolha m&uacute;ltipla, com uma pontua&ccedil;&atilde;o que varia entre o 0 (zero) e 3 (tr&ecirc;s), sendo o 3 (tr&ecirc;s) a pior  cota&ccedil;&atilde;o. Assim, a pontua&ccedil;&atilde;o 0 (zero) refere-se a &ldquo;nenhuma vez&rdquo;, a pontua&ccedil;&atilde;o 1 (um)  refere-se a &ldquo;menos de uma vez por semana&rdquo;, a pontua&ccedil;&atilde;o 2 (dois) refere-se a &ldquo;uma ou duas vezes por semana&rdquo;  e a pontua&ccedil;&atilde;o 3 (tr&ecirc;s) refere-se a &ldquo;tr&ecirc;s vezes por semana ou mais&rdquo;. A pontua&ccedil;&atilde;o final varia  entre 0 e 21 pontos, sendo que uma pontua&ccedil;&atilde;o global igual ou superior a 5 designa uma m&aacute; qualidade do sono. No presente  estudo, a pontua&ccedil;&atilde;o da escala total apresentou uma an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna atrav&eacute;s do <i>alfa de  Cronbach</i> adequado (.67), semelhante &agrave; do estudo original.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>O Aggression Questionnaire (AQ)</i> (Buss &amp; Perry, 1992; adaptado para a l&iacute;ngua portuguesa por Rego, 2005) &eacute; uma escala  composta por 29 itens que mede tra&ccedil;os de agressividade, compreendidos em quatro subescalas, de agressividade f&iacute;sica, verbal, raiva  e hostilidade. A cota&ccedil;&atilde;o baseia-se numa escala de Likert de cinco pontos (&ldquo;nunca&rdquo; &ldquo;quase nunca&rdquo;,  &ldquo;algumas vezes&rdquo;, &ldquo;quase sempre&rdquo; e &ldquo;sempre&rdquo;). A sua cota&ccedil;&atilde;o pode conter o m&iacute;nimo de 1  ponto (&ldquo;nunca&rdquo;) e o m&aacute;ximo de 5 pontos (&ldquo;sempre&rdquo;), &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do item 7, pois est&aacute;  constru&iacute;do de forma negativa, ou seja, a sua pontua&ccedil;&atilde;o &eacute; invertida. Neste estudo, o <i>alfa de Cronbach</i> desta  escala foi de .90, evidenciando uma consist&ecirc;ncia interna da escala semelhante &agrave; do estudo original (.89). Ap&oacute;s a  avalia&ccedil;&atilde;o da adequabilidade dos itens para realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise fatorial (coeficientes de  correla&ccedil;&atilde;o&gt;.30 e resultado do teste KMO superior a .6, bem como da signific&acirc;ncia estat&iacute;stica no teste  <i>sphericity</i>), os 29 itens da escala foram submetidos a an&aacute;lise fatorial de componentes principais. Na avalia&ccedil;&atilde;o da  consist&ecirc;ncia interna deste instrumento, tal como efetuado pelos autores da escala original, foi calculado o <i>alfa de Cronbach</i> para as  subescalas, tendo-se obtido valores de consist&ecirc;ncia interna tamb&eacute;m elevados, nomeadamente .77 para a subescala Agressividade  F&iacute;sica (verificando-se valores entre .45 e .69 na correla&ccedil;&atilde;o dos seus itens), .66 para a subescala Agressividade Verbal  (verificando-se valores entre .39 e .53 na correla&ccedil;&atilde;o dos seus itens), .87 para a subescala Raiva (verificando-se valores entre  .40 e .78 na correla&ccedil;&atilde;o dos seus itens) e .80 para a subescala Hostilidade (verificando-se valores entre .44 e .70 na  correla&ccedil;&atilde;o dos seus itens).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>O Question&aacute;rio de Atitudes e outros Comportamentos relacionados com a SIDA</i> foi criado por Hobfoll, Jackson, Lavin, Johnson e  Schroder (2002) e adaptado para a vers&atilde;o portuguesa por Veiga Costa e McIntyre (2002). Cont&eacute;m tr&ecirc;s itens isolados: o primeiro  permite avaliar a percep&ccedil;&atilde;o de risco comunit&aacute;rio face ao VIH e o segundo avalia a perce&ccedil;&atilde;o de risco pessoal  face ao VIH; o terceiro avalia a discuss&atilde;o do VIH e sua preven&ccedil;&atilde;o com os parceiros sexuais. Os dois primeiros itens  s&atilde;o indicadores de um vi&eacute;s otimista (em que o sujeito compara o seu pr&oacute;prio risco com o risco das outras pessoas). Os dois  itens s&atilde;o medidos numa escala de resposta de 4 pontos (1=sem risco, 2=baixo risco, 3=risco moderado, 4=risco elevado) e terceiro relativo  &agrave; quest&atilde;o sobre se os participantes <i>&ldquo;Conversam sobre a SIDA e sobre a Preven&ccedil;&atilde;o da SIDA com o seu(s)  parceiro(s)</i>, com tr&ecirc;s op&ccedil;&otilde;es de resposta: 2=com todos os parceiros, 1=com alguns, 0=raramente ou nunca. Uma vez que se  trata de itens isolados, n&atilde;o aparece na literatura uma an&aacute;lise das suas caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Os Marcadores de ISTS e VIH</i> foram criados por Hobfoll et al. (2002) e adaptado para a vers&atilde;o Portuguesa por Veiga Costa e  McIntyre (2002) com o intuito de avaliar a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de ISTS. Os participantes realizaram auto-relatos de potenciais ISTS  durante a hist&oacute;ria de vida (e.g., &ldquo;<i>Alguma vez teve uma doen&ccedil;a sexualmente transmiss&iacute;vel? Gonorreia, herpes,  etc.?</i>&rdquo;). Adicionalmente, proporcionaram informa&ccedil;&atilde;o se foram testados em rela&ccedil;&atilde;o ao VIH (e.g., &ldquo;Alguma  vez fez o teste ao VIH?&rdquo;) e qual foi o resultado do mesmo (e.g., &ldquo;Alguma vez o seu teste foi positivo para o VIH?&rdquo;).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A avalia&ccedil;&atilde;o do consumo de &Aacute;lcool e Drogas</i> (Hobfoll et al., 2002; vers&atilde;o portuguesa adaptada por Veiga Costa  &amp; McIntyre<i>,</i> 2002) foi analisada atrav&eacute;s de uma quest&atilde;o (&ldquo;<i>Quais as subst&acirc;ncias que tamb&eacute;m  consome</i>?&rdquo;) cujas dimens&otilde;es de resposta se centram no &aacute;lcool, drogas e tabaco. A cota&ccedil;&atilde;o baseou-se numa  escala de Likert de 5 pontos (1=nunca, 2=raramente, 3=&agrave;s vezes, 4=muitas vezes e 5=sempre que posso) e as respostas foram cotadas  isoladamente. Uma vez que se trata de um item isolado n&atilde;o aparece na literatura uma an&aacute;lise das suas caracter&iacute;sticas  psicom&eacute;tricas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise estat&iacute;stica</i></p>     <p>Os dados foram analisados usando o IBM&reg; SPSS&reg; (vers&atilde;o 19.0). A consist&ecirc;ncia interna das respostas aos  question&aacute;rios foi avaliada usando o <i>alfa de Cronbach</i>. Para testar as diferen&ccedil;as nas ISTS, na realiza&ccedil;&atilde;o do  teste VIH e no resultado do teste ao VIH nos dois grupos, foi utilizado o teste <i>t</i>-student, uma vez que ap&oacute;s a  aplica&ccedil;&atilde;o do teste Kolmogorov-Smirnov os valores de <i>p</i>&gt;.05 permitiram assumir a normalidade. Para testar as  diferen&ccedil;as nas IST&rsquo;s, na realiza&ccedil;&atilde;o do teste VIH e no resultado do teste VIH nos dois grupos por se tratar de  vari&aacute;veis nominais, aplicou-se o teste de independ&ecirc;ncia Qui-Quadrado. As diferen&ccedil;as da perce&ccedil;&atilde;o de risco  pessoal e risco comunit&aacute;rio nos dois grupos foram estudadas com a aplica&ccedil;&atilde;o do teste Mann-Whitney, uma vez que n&atilde;o  verificada a normalidade.</p>     <p>As regress&otilde;es lineares m&uacute;ltiplas com m&eacute;todo <i>Enter</i> foram utilizadas para verificar de que forma as vari&aacute;veis  sociodemogr&aacute;ficas contribuem de forma diferente para o consumo de subst&acirc;ncias (&aacute;lcool e drogas). Por fim, para as  an&aacute;lises explorat&oacute;rias foram utilizados testes Qui-Quadrado de independ&ecirc;ncia, para avaliar a rela&ccedil;&atilde;o ou  associa&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis nominais sociodemogr&aacute;ficas, cl&iacute;nicas, de consumos e do comportamento agressivo nos  dois grupos e o teste <i>t-</i>student para estudar a diferen&ccedil;a do valor m&eacute;dio da vari&aacute;vel idade nos dois grupos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>O consumo de bebidas alco&oacute;licas e de subst&acirc;ncias psicoativas</i></p>     <p>Atendendo ao consumo de bebidas alco&oacute;licas da amostra do presente estudo, verificou-se que 28.7% (<i>n</i>=33) ingeriu bebidas  alco&oacute;licas pela primeira vez dos 15 aos 17 anos, 32.2% (<i>n</i>=37) f&ecirc;-lo num caf&eacute; ou bar acompanhado por amigos (75.7%,  <i>n</i>=87) e 41.7% (<i>n</i>=48) come&ccedil;ou a beber para acompanhar o seu grupo. Para al&eacute;m disso, os resultados obtidos permitiram  verificar que, a maioria dos inquiridos consomem mais &aacute;lcool &agrave; noite (67.8%, <i>n</i>=78), j&aacute; ficou inconsciente/embriagada  pelo consumo de &aacute;lcool (70.4%, <i>n</i>=81), j&aacute; teve de ser levada a casa devido ao seu estado de embriaguez (53.9%, <i>n</i>=62),  considera controlar o seu consumo de &aacute;lcool (55.7%, <i>n</i>=64), n&atilde;o necessitou de receber ajuda m&eacute;dica por causa da  ingest&atilde;o de bebidas alco&oacute;licas (51.3%, <i>n</i>=59), nunca faltou a um compromisso por causa da bebida ou da ressaca (52.2%,  <i>n</i>=60), considerou-se dependente do &aacute;lcool (51.3%, <i>n</i>=59), consome &aacute;lcool ap&oacute;s as refei&ccedil;&otilde;es  (57.4%, <i>n</i>=66) e j&aacute; foi alertada para o seu problema com o &aacute;lcool (67.8%, <i>n</i>=78).</p>     <p>No que concerne ao consumo de subst&acirc;ncias psicoativas, a an&aacute;lise dos resultados mostrou que a maioria dos sujeitos da amostra  consome tabaco sempre que pode (63.5, <i>n</i>=73). No mesmo sentido, a maioria referiu n&atilde;o ter problemas com drogas (55.7%, <i>n</i>=64), n&atilde;o ter feito nenhuma desintoxica&ccedil;&atilde;o (54.8%, <i>n</i>=63) e nenhum tratamento (52.2%, <i>n</i>=60).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados demonstram haver diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os indiv&iacute;duos toxicodependentes e os  indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool, ao n&iacute;vel do consumo de tabaco [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(4.115)=11.761, <i>p</i>&lt;.05],  do &aacute;lcool [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(4.115)=28.694, <i>p</i>&lt;.01], das drogas [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(4.115)=90.625, <i>p</i>&lt;.01]  e das drogas de elei&ccedil;&atilde;o [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(4.115)=106.927, <i>p</i>&lt;.01]. Mais concretamente, verifica-se que a maioria  dos indiv&iacute;duos toxicodependentes consomem tabaco com maior frequ&ecirc;ncia do que os indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool  (66.2%, <i>n</i>=45 e 59.6%, <i>n</i>=28, respetivamente) e os indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool consomem mais &aacute;lcool do que  os indiv&iacute;duos toxicodependentes (51.1%, <i>n</i>=24, 17.6%, <i>n</i>=10, respetivamente). Para al&eacute;m disso, a maioria dos  indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool nunca consomem drogas (85.1%, <i>n</i>=40) e 50.0% (<i>n</i>=34) dos indiv&iacute;duos  toxicodependentes consomem drogas sempre que podem. A droga de elei&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos toxicodependentes &eacute;, na  maioria, a coca&iacute;na (51.5%, <i>n</i>=35) e a dos indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool &eacute; o &aacute;lcool (97.9%,  <i>n</i>=46).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Comportamentos considerados violentos em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de depend&ecirc;ncia</i></p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es associadas a comportamentos de viol&ecirc;ncia, 82 inquiridos (71.3%) afirmaram n&atilde;o  terem estado envolvidos em situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia, 46 inquiridos (40%) nunca usou nenhum tipo de viol&ecirc;ncia e 68  inquiridos (59.1%) j&aacute; tiveram problemas com a justi&ccedil;a.</p>     <p>Os resultados sugerem haver diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os indiv&iacute;duos toxicodependentes e os  indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool, ao n&iacute;vel dos problemas com a justi&ccedil;a  [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(1.115)=17.338, <i>p</i>&lt;.01]. Especificamente, verifica-se que a maioria dos indiv&iacute;duos  toxicodependentes j&aacute; tiveram problemas com a justi&ccedil;a (75.0%, <i>n</i>=51) e os indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool na  maioria reportam aus&ecirc;ncia de problemas com a justi&ccedil;a (63.8%, <i>n</i>=30).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A qualidade do sono em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de depend&ecirc;ncia (drogas e &aacute;lcool)</i></p>     <p>Em termos da qualidade do sono, os resultados mostraram que existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os  indiv&iacute;duos toxicodependentes e os indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool ao n&iacute;vel da qualidade percebida de sono  [<i>t</i>(113)=2.546, <i>p</i>=.054], sendo a qualidade do sono nos indiv&iacute;duos dependentes de drogas inferior &agrave; dos  indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Face a este resultado, optou-se pelo c&aacute;lculo do <i>d</i> de  Cohen, de modo a verificar a magnitude do efeito, que revelou um efeito moderado entre os dois grupos de inquiridos e a qualidade do sono  (<i>d</i>=.467).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v37n1/37n1a01t1.jpg" width="580" height="120"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A perce&ccedil;&atilde;o de risco, as ISTS e o teste do VIH e seu resultado em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de depend&ecirc;ncia (drogas e  &aacute;lcool)</i></p>     <p>Em termos das perce&ccedil;&otilde;es de risco, das ISTS, do teste ao VIH e do resultado mesmo, os resultados tamb&eacute;m revelaram  diferen&ccedil;as estatisticamente significativas ao n&iacute;vel dos comportamentos de risco, verificando-se nos indiv&iacute;duos  toxicodependentes uma maior preval&ecirc;ncia de IST&rsquo;S [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=(1.115)=5.924, <i>p</i>&lt;.05] e maior frequ&ecirc;ncia  de realiza&ccedil;&atilde;o do teste ao VIH [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=(1.115)=7.053, <i>p</i>&lt;.01], da mesma forma, que os resultados do VIH  foram positivos com maior frequ&ecirc;ncia [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=(1.115)=3.613, <i>p</i>&lt;.06] (<a href="#t2">Tabela 2</a>). No entanto  quando calculadas as medidas de magnitude de efeito atrav&eacute;s do c&aacute;lculo do <i>V</i> de Cramer verificou-se que as  associa&ccedil;&otilde;es entre o tipo de depend&ecirc;ncia e a perce&ccedil;&atilde;o de risco, o teste do VIH e o seu resultado s&atilde;o  bastante fracas, sendo o <i>V</i> de Cramer igual a .11, .25 e .18, respetivamente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n1/37n1a01t2.jpg" width="576" height="204"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>As vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas enquanto preditoras do consumo de &aacute;lcool e drogas</i></p>     <p>A an&aacute;lise dos dados recolhidos permitiu verificar que algumas vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas contribuem de forma  independente para o consumo de subst&acirc;ncias (&aacute;lcool e drogas). Assim, na primeira regress&atilde;o realizada, cuja vari&aacute;vel  dependente foi o consumo de &aacute;lcool, os resultados revelaram que o g&eacute;nero e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias  contribuem para o aumento do consumo de &aacute;lcool. Por isso, na amostra em quest&atilde;o, quem consome mais &aacute;lcool s&atilde;o os  indiv&iacute;duos do sexo feminino e os que t&ecirc;m habilita&ccedil;&otilde;es mais baixas (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Os resultados  demonstraram ainda que o modelo explica 16.9% da vari&acirc;ncia no consumo de &aacute;lcool.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n1/37n1a01t3.jpg" width="579" height="183"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na segunda regress&atilde;o, na qual a vari&aacute;vel dependente foi o consumo de drogas verificou-se que a idade, a resid&ecirc;ncia e as  habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias se revelaram preditores significativos dos consumos de drogas mais elevados. Por  observa&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos concluiu-se que, na referida amostra, os sujeitos que consome mais drogas s&atilde;o os mais  novos, que vivem em meio urbano e com habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias superiores (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n1/37n1a01t4.jpg" width="579" height="184"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados desta segunda regress&atilde;o demonstraram que o modelo explica 35.4% da vari&acirc;ncia no consumo de drogas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O principal objetivo do presente estudo foi analisar as diferen&ccedil;as entre os doentes toxicodependentes e indiv&iacute;duos dependentes  do &aacute;lcool da qualidade do n&iacute;vel do sono, da agressividade e de comportamentos de risco (percep&ccedil;&atilde;o de risco, ISTS e  teste ao VIH e o seu resultado). Os resultados mostraram a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas entre os indiv&iacute;duos  toxicodependentes e indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool ao n&iacute;vel do sono, sendo mais baixa a qualidade percebida de sono nos  indiv&iacute;duos toxicodependentes. Estes resultados podem derivar de uma multiplicidade de fatores, como, por exemplo, pelo tipo de  subst&acirc;ncia consumida. No caso do consumo de <i>ecstasy</i>, sendo esta uma subst&acirc;ncia com propriedades excitantes, o seu consumo  excessivo encontra-se frequentemente associado a dist&uacute;rbios do sono persistentes (Schierenbeck, Riemann, Berger, &amp; Hornyak, 2008).  Outros estudos corroboram os resultados apresentados, ou seja, a associa&ccedil;&atilde;o entre os problemas do sono e o consumo de  subst&acirc;ncias psicoativas (Wong et al., 2009; Ehlers, Gilder, Criado, &amp; Caetano, 2010; Hartwell et al., 2014; Magn&eacute;e et al.,  2015).</p>     <p>No presente estudo, n&atilde;o foi poss&iacute;vel estabelecer uma correla&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre o consumo de  &aacute;lcool e o n&iacute;vel de qualidade do sono, tal como se verificou em outros estudos internacionais (Colrain et al., 2009; Ehlers et al.,  2010). Considera-se que a aus&ecirc;ncia de confirma&ccedil;&atilde;o deste resultado esperado, possa explicar-se, por um lado, pelo facto do  alcoolismo poder afetar a qualidade do sono a longo prazo, mesmo ap&oacute;s longos per&iacute;odos de abstin&ecirc;ncia (Colrain et al., 2009).  E, por outro lado, como o &aacute;lcool atua como um sedativo que interage com importantes sistemas de neurotransmissores na  regula&ccedil;&atilde;o de sono, a ingest&atilde;o de grandes quantidades de &aacute;lcool antes de dormir leva &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o  da lat&ecirc;ncia do sono de in&iacute;cio e a mudan&ccedil;as na arquitetura do sono no in&iacute;cio da noite, assim apenas quando os  n&iacute;veis de &aacute;lcool no sangue s&atilde;o elevados subsiste uma m&aacute; qualidade do sono durante a noite (Colrain et al., 2014).</p>     <p>De acordo com Hoaken e Stewart (2003), &eacute; poss&iacute;vel relacionar o consumo de drogas e os comportamentos violentos, por diversos  fatores, alguns diretos (drogas farmacologicamente indutoras de viol&ecirc;ncia) e outros indiretos (viol&ecirc;ncia que ocorre para obter  drogas). Da mesma forma, no presente estudo e tal como esperado, verificaram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os  indiv&iacute;duos toxicodependentes e os indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool em fun&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de  viol&ecirc;ncia, sendo que a maioria dos toxicodependentes j&aacute; tiveram problemas com a justi&ccedil;a. Estes problemas podem derivar de  crimes diretamente associados &agrave;s drogas (por exemplo, tr&aacute;fico) e de crimes para obter recursos financeiros para alimentar as  depend&ecirc;ncias de drogas (por exemplo, roubos ou furtos) (Torres &amp; Gomes, 2005). O estudo da associa&ccedil;&atilde;o entre a  toxicodepend&ecirc;ncia e criminalidade mostra-se pertinente dado que estes fen&oacute;menos, em conjunto, se tornam um problema ainda mais grave  e preocupante para a sociedade: muitos dos consumidores de drogas apresentam historial de comportamento violento, atividade criminosa e  condena&ccedil;&otilde;es (Stenbacka &amp; Stattin, 2007).</p>     <p>No que concerne &agrave;s ISTS, o presente estudo comprovou que os indiv&iacute;duos consumidores de drogas foram aqueles que apresentaram  maior n&uacute;mero de ISTS, realizaram mais vezes o teste ao VIH e o seu resultado foi positivo com maior frequ&ecirc;ncia os indiv&iacute;duos,  nomeadamente pela maior exposi&ccedil;&atilde;o a comportamentos de risco. Resultados que corroboram com outros estudos internacionais, seja  pelos comportamentos sexuais de risco (Akindipe et al., 2014; Jena, Goldman, Kamdar, Lardawalla, &amp; Lu, 2010) como pela partilha de seringas  para o consumo de drogas endovenosas (Attonito, D&eacute;vieux, Lerner, Hospital, &amp; Rosenberg, 2014; Pechansky et al., 2004).</p>     <p>O consumo de bebidas alco&oacute;licas embora seja considerado um comportamento predominantemente masculino, tamb&eacute;m tem ganho  protagonismo nas mulheres (Ferreira-Borges &amp; Filho 2007; Pereira, 2012). O significativo aumento de dependentes de &aacute;lcool do sexo  feminino tamb&eacute;m verificado na presente amostra, suscita a necessidade de estudos que compreendam e aprofundem as especificidades do  alcoolismo feminino, de modo a melhorar as interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas (Thom, 2000). O alcoolismo na mulher &eacute; uma  quest&atilde;o atual e pertinente, dadas as evid&ecirc;ncias de aumento da sua preval&ecirc;ncia, da incid&ecirc;ncia mais precoce com um  padr&atilde;o de ingest&atilde;o semelhante ao do alcoolismo masculino e maior gravidade e morbilidade (Tun, Dem&eacute;trio, &amp; Andrade,  2000).</p>     <p>As habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias constituem preditores do consumo de &aacute;lcool, afirma&ccedil;&atilde;o comprovada  atrav&eacute;s da an&aacute;lise de dados do presente estudo, no qual os indiv&iacute;duos que consumiam &aacute;lcool em maiores quantidades  possu&iacute;am habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias mais baixas. De acordo com Das, Balakrishnan e Vasudevan (2006), confirma-se uma  maior preval&ecirc;ncia de dependentes de &aacute;lcool entre indiv&iacute;duos analfabetos e/ou com o 1&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que concerne o consumo de drogas, tal como apresentado anteriormente, na presente amostra, os inquiridos mais novos, que viviam em meio  urbano e com habilita&ccedil;&otilde;es superiores foram aqueles que referiram consumir drogas em maiores quantidades. Estes resultados  s&atilde;o concordantes com o que indica a revis&atilde;o da literatura realizada, na qual a popula&ccedil;&atilde;o jovem adulta (14-34 anos)  apresenta preval&ecirc;ncias de consumo de drogas ao longo da vida, de consumos recentes e taxas de continuidade dos consumos mais elevados do  que a popula&ccedil;&atilde;o total (OEDT, 2009; Torres et al., 2008). Note-se que, de acordo com Galhardo et al. (2006), estes consumidores  s&atilde;o, frequentemente, estudantes universit&aacute;rios. Neste sentido, um estudo de Pereira, Jer&oacute;nimo, Versos e Cruz (2007)  confirmou os dados obtidos com a presente amostra, visto que, os indiv&iacute;duos dependentes de &aacute;lcool apresentam uma m&eacute;dia de  idades superior &agrave; dos indiv&iacute;duos toxicodependentes, sendo de 41 anos e 29 anos, respetivamente.</p>     <p>Em termos de limita&ccedil;&otilde;es, o presente estudo apresentou uma amostra, que apesar de ter inclu&iacute;do dois grupos de acordo com  o tipo de depend&ecirc;ncia, foi composta por um n&uacute;mero reduzido de participantes, situa&ccedil;&atilde;o que poder&aacute; ter  condicionado os resultados obtidos. Para al&eacute;m disso, apesar da atitude colaborante, poder&aacute; ter existido por parte dos participantes  um poss&iacute;vel efeito de desejabilidade social, mesmo que previamente tenham sido informados da confidencialidade e anonimato dos dados e da  import&acirc;ncia de obten&ccedil;&atilde;o de respostas sinceras e realistas. Uma outra limita&ccedil;&atilde;o bastante significativa,  prendeu-se com o facto de n&atilde;o terem sido exploradas, neste estudo, todas as subescalas do PSQI.</p>     <p>Este estudo apresenta resultados pass&iacute;veis de compara&ccedil;&atilde;o com outros estudos a n&iacute;vel nacional e internacional,  sendo que para estudos futuros dever-se-&aacute; acautelar as limita&ccedil;&otilde;es apresentadas. Do presente estudo foram retiradas algumas  conclus&otilde;es importantes e, acima de tudo, foram levantadas quest&otilde;es pertinentes que poder&atilde;o ser abra&ccedil;adas no futuro  por outros investigadores, nomeadamente, na cria&ccedil;&atilde;o de programas futuros de interven&ccedil;&atilde;o junto de indiv&iacute;duos  toxicodependentes e com depend&ecirc;ncia de &aacute;lcool.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Akindipe, T., Abiodun, L., Adebajo, S., Lawal, R., &amp; Rataemane, S. (2014). From addiction to infection: Managing drug abuse in the context  of HIV/AIDS in Africa: Review article. <i>African Journal of Reproductive Health: Special Edition on HIV/AIDS, 18</i>, 47-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043918&pid=S0870-8231201900010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ar&aacute;n, M. (2003). Os destinos da diferen&ccedil;a sexual na cultura contempor&acirc;nea. <i>Estudos Feministas, 11</i>, 399-422.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043920&pid=S0870-8231201900010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Attonito, J. M., D&eacute;vieux, J. G., Lerner, B. D., Hospital, M. M., &amp; Rosenberg, R. (2014). Exploring substance use and HIV treatment  factors associated with neurocognitive impairment among people living with HIV/AIDS. <i>Frontiers in Public Health, 2</i>, 115. doi:  10.3389/fpubh.2014.00105&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043922&pid=S0870-8231201900010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Baliunas, D., Rehm, J., Irving, H., &amp; Shuper, P. (2010). Alcohol consumption and risk of incident human immunodeficiency virus infection:  A meta-analysis. <i>International Journal of Public Health, 55</i>, 159-166. doi: 10.1007/s00038-009-0095-x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043923&pid=S0870-8231201900010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barroso, C. S., Peters Jr, R. J., Kelder, S., Conroy, J., Murray, N., &amp; Orpinas, P. (2008). Youth exposure to community violence:  Association with aggression, victimization, and risk behaviors. <i>Journal of Aggression, Maltreatment &amp; Trauma, 17</i>, 141-155.  Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1080/10926770802374916" target="_blank">https://doi.org/10.1080/10926770802374916</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043924&pid=S0870-8231201900010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Boles, S. M., &amp; Miotto, K. (2003). Substance abuse and violence: A review of the literature. <i>Aggression and Violent Behavior, 8</i>,  155-174. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1016/S1359-1789(01)00057-X"  target="_blank">https://doi.org/10.1016/S1359-1789(01)00057-X</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043925&pid=S0870-8231201900010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Buss, A., &amp; Perry, M. (1992). The aggression questionnaire. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 63</i>, 452-459.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043926&pid=S0870-8231201900010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Buysse, D., Reynolds, C., Monk, T., Hoch, C., Berman, S., &amp; Kupfer, D. (1989). The Pittsburg Sleep Quality Index: A new instrument for  psychiatric practice and research. <i>Psychiatry Research, 28</i>, 193-213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043928&pid=S0870-8231201900010000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Colrain, I. M., Nicholas, C. L., &amp; Baker, F. C. (2014). Alcohol and the sleeping brain. <i>Handbook of Clinical Neurology, 125</i>,  415-31. doi: 10.1016/B978-0-444-62619-6.00024-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043930&pid=S0870-8231201900010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Colrain, I. M., Turlington, S., &amp; Baker, F. C. (2009). Impact of alcoholism on sleep architecture and EEG power spectra in men and women.  <i>Sleep, 32</i>, 1341-1352.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043931&pid=S0870-8231201900010000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cotto, J. H., Davis, E., Dowling, G. J., Elcano, J. C., Staton, A. B., &amp; Weiss, S. R. (2010). Gender effects on drug use, abuse, and  dependence: A special analysis of results from the National Survey on Drug Use and Health. <i>Gender Medicine, 7</i>, 402-413.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043933&pid=S0870-8231201900010000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Das, S. K., Balakrishnan, V., &amp; Vasudevan, D. M. (2006). Alcohol: Its health and social impact in India. <i>Medicine and Society, 19</i>,  94-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043935&pid=S0870-8231201900010000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>De Wit, H. (2009). Impulsivity as a determinant and consequence of drug use: A review of underlying processes. <i>Addiction Biology, 14</i>,  22-31. doi: 10.1111/j.1369-1600.2008.00129.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043937&pid=S0870-8231201900010000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ehlers, C. L., Gilder, D. A., Criado, J. R., &amp; Caetano, R. (2010). Sleep quality and alcoholuse disorders in a select population of  young-adult Mexican Americans. <i>Journal of Studies on Alcohol and Drugs, 71</i>, 879-884.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043938&pid=S0870-8231201900010000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fernandes, L. (1998). <i>O s&iacute;tio das drogas: Etnografia das drogas numa periferia urbana</i>. Lisboa: Editorial Not&iacute;cias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043940&pid=S0870-8231201900010000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreira-Borges, C., &amp; Filho, H. (2007). <i>Interven&ccedil;&otilde;es breves: &Aacute;lcool e outras drogas</i>. Lisboa: Climepsi  Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043942&pid=S0870-8231201900010000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Galhardo, A., Cardoso, I. M., &amp; Marques, P. (2006). Consumo de subst&acirc;ncias em estudantes do ensino superior de Coimbra. <i>Revista  Toxicodepend&ecirc;ncias, 12</i>, 71-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043944&pid=S0870-8231201900010000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grucza, R. A., Bucholz, K. K., Rice, J. P., &amp; Bierut, L. J. (2008). Secular trends in the lifetime prevalence of alcohol dependence in  the United States: A re-evaluation. <i>Alcoholism: Clinical and Experimental Research, 32</i>, 763-770. doi:  10.1111/j.1530-0277.2008.00635.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043946&pid=S0870-8231201900010000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hartwell, E. E., Pfeifer, J. G., McCauley, J. L., Moran-Santa Maria, M., &amp; Back, S. E. (2014). Sleep disturbances and pain among  individuals with prescription opioid dependence. <i>Addictive Behaviors, 39</i>, 1537-1542. doi: 10.1016/j.addbeh.2014.05.025&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043947&pid=S0870-8231201900010000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hoaken, P. N., &amp; Stewart, S. H. (2003). Drugs of abuse and the elicitation of human aggressive behavior. <i>Addictive Behaviors, 28</i>,  1533-1554. doi: 10.1016/j.addbeh.2003.08.033&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043948&pid=S0870-8231201900010000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hobfoll, S. E., Jackson, A. P., Lavin, J., Johnson, R. J., &amp; Schroder, K. E. E. (2002). Effects and generalizability of communally  oriented HIV-AIDS prevention <i>versus</i> general health promotion groups for single, inner-city women in urban clinics. <i>Journal of  Consulting and Clinical Psychology, 70</i>, 950-960.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043949&pid=S0870-8231201900010000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jena, A. B., Goldman, D. P., Kamdar, A., Lakdawalla, D. N., &amp; Lu, Y. (2010). Sexually transmitted diseases among users of erectile  dysfunction drugs: Analysis of claims data. <i>Annals of Internal Medicine, 153</i>, 1-7. doi: 10.7326/0003-4819-153-1-201007060-00003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043951&pid=S0870-8231201900010000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jones, E. M., Knutson, D., &amp; Haines, D. (2003). Common problems in patients recovering from chemical dependency. <i>American Family  Physician, 68</i>, 1971-1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043952&pid=S0870-8231201900010000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Korcha, R. A., Cherpitel, C. J., Witbrodt, J., Borges, G., Hejazi-Bazargan, S., Bond, J. C., . . . Gmel, G. (2014). Violence-related injury  and gender: The role of alcohol and alcohol combined with illicit drugs. <i>Drug and alcohol review, 33</i>, 43-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043954&pid=S0870-8231201900010000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Magn&eacute;e, E. H., de Weert-van Oene, G. H., Wijdeveld, T. A., Coenen, A. M., &amp; de Jong, C. A. (2015). Sleep disturbances are  associated with reduced health-related quality of life in patients with substance use disorders. <i>The American Journal on Addictions, 24</i>,  515-522. doi: 10.1111/ajad.12243&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043956&pid=S0870-8231201900010000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Observat&oacute;rio Europeu da Droga e da Toxicodepend&ecirc;ncia [OEDT]. (2009)<i>. Relat&oacute;rio anual 2009: A evolu&ccedil;&atilde;o do  fen&oacute;meno da droga na Europa</i>. Luxemburgo: Servi&ccedil;o das Publica&ccedil;&otilde;es da Uni&atilde;o Europeia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043957&pid=S0870-8231201900010000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pechansky, F., Diemen, L., Inciardi, J., Surratt, H., &amp; Boni, R. (2004). Factores de risco para a transmiss&atilde;o do HIV em  usu&aacute;rios de drogas de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. <i>Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 20</i>, 1651-1660.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043959&pid=S0870-8231201900010000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pereira, F., Jer&oacute;nimo, P., Versos, R., &amp; Cruz, I. (2007). Representa&ccedil;&otilde;es dos alco&oacute;licos e seus familiares  sobre o alcoolismo: A experi&ecirc;ncia da Associa&ccedil;&atilde;o Reaprender a Viver, Bragan&ccedil;a. In <i>Actas do II Congresso  Internacional de Sa&uacute;de, Cultura e Sociedade</i> (Tavira, 29 e 30 Setembro 2006). P&oacute;voa do Varzim: Agir &ndash;  Associa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento S&oacute;cio-cultural.</p>     <!-- ref --><p>Pereira, I. (2012). Produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica no Brasil sobre &aacute;lcool e mulher: Uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica.  <i>Servi&ccedil;o Social em Revista, 14</i>, 236-251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043962&pid=S0870-8231201900010000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rego, J. (2005). <i>A agressividade em crian&ccedil;as e jovens v&iacute;timas de maus-tratos</i>. Monografia em Psicologia Cl&iacute;nica,  Universidade Fernando Pessoa, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043964&pid=S0870-8231201900010000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schierenbeck, T., Riemann, D., Berger, M., &amp; Hornyak, M. (2008). Effect of illicit recreational drugs upon sleep: Cocaine, ecstasy and  marijuana. <i>Sleep Medicine Reviews, 12</i>, 381-389. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.smrv.2007.12.004"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.smrv.2007.12.004</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043966&pid=S0870-8231201900010000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Seixas, M. P. (2009). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade do sono na adolesc&ecirc;ncia: Implica&ccedil;&otilde;es para a sa&uacute;de  f&iacute;sica e mental.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia Cl&iacute;nica e da Sa&uacute;de, Universidade Fernando Pessoa,  Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043967&pid=S0870-8231201900010000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>SICAD. (2014). <i>Relat&oacute;rio anual 2013 &ndash; A situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s em mat&eacute;ria de drogas e  toxicodepend&ecirc;ncias</i>. Lisboa: Servi&ccedil;o de Interven&ccedil;&atilde;o nos Comportamentos e nas Depend&ecirc;ncias.</p>     <!-- ref --><p>Stenbacka, M., &amp; Stattin, H. (2007). Adolescent use of illicit drugs and adult offending: A Swedish longitudinal study. <i>Drug and  Alcohol Review, 26</i>, 397-403. doi: 10.1080/09595230701373875&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043970&pid=S0870-8231201900010000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Thom, B. (2000). <i>Women and alcohol: A cause for concern</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043971&pid=S0870-8231201900010000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Conference report 27 July 2000, Alcohol Concern, London.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Torres, A., &amp; Gomes, M. (2005). Drogas e pris&otilde;es: Rela&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas. <i>Revista Toxicodepend&ecirc;ncias,  11</i>, 23-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043973&pid=S0870-8231201900010000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Torres, A., Lito, A., Sousa, I., &amp; Maciel, D. (2008). Toxicodependentes: Traject&oacute;rias sociopsicol&oacute;gicas e n&oacute;s  problem&aacute;ticos. In A. Torres &amp; A. Lito (Orgs.), <i>Consumos de drogas: Dor, prazer e depend&ecirc;ncias</i> (pp. 17-68). Lisboa: Fim de  S&eacute;culo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043975&pid=S0870-8231201900010000100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tun, T. C., Demetrio, F. N., &amp; Andrade, A. G. (2000). Alcoolismo na mulher e a s&iacute;ndrome pr&eacute;-menstrual: Existem  associa&ccedil;&otilde;es?. <i>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica, 27</i>, 1-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043977&pid=S0870-8231201900010000100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>United Nations Office on Drugs and Crime [UNODC]. (2015). <i>World Drug Report 2015</i>. New York: United Nations.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043979&pid=S0870-8231201900010000100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vail-Smith, K., Felts, W. M., &amp; Becker, C. (2009). Relationship between sleep quality and health risk behaviors in undergraduate college  students. <i>College Student Journal, 43</i>, 835-844.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043981&pid=S0870-8231201900010000100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Veiga Costa, E., &amp; McIntyre, T. (2002). <i>Portuguese translation and adaptation of the questionnaires from the Women&rsquo;s Health  Empowerment Project</i>. Unpublished Manuscript, Department of Psychology, University of Minho, Braga, Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Wang, B., Li, X., Stanton, B., Zhang, L., &amp; Fang, X. (2010). Alcohol use, unprotected sex, and sexually transmitted infections among  female sex workers in China. <i>Sexually Transmitted Diseases, 37</i>, 629-636.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043984&pid=S0870-8231201900010000100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>White, B., Degenhardt, L., Breen, C., Bruno, R., Newman, J., &amp; Proudfoot, P. (2006). Risk and benefit perceptions of party drug use.  <i>Addictive behaviors, 31</i>, 137-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043986&pid=S0870-8231201900010000100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wiers, R. W., Beckers, L., Houben, K., &amp; Hofmann, W. (2009). A short fuse after alcohol: Implicit power associations predict  aggressiveness after alcohol consumption in young heavy drinkers with limited executive control. <i>Pharmacology Biochemistry and Behavior,  93</i>, 300-305. doi: 10.1016/j.pbb.2009.02.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043988&pid=S0870-8231201900010000100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wong, M. M., Brower, K. J., &amp; Zucker, R. A. (2009). Childhood sleep problems, early onset of substance use and behavioral problems in  adolescence. <i>Sleep Medicine, 10</i>, 787-796. doi: 10.1016/j.sleep.2008.06.015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043989&pid=S0870-8231201900010000100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>World Health Organization [WHO]. (2008). <i>WHO global report on falls prevention in older age</i>. Geneva: World Health Organization.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043990&pid=S0870-8231201900010000100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>World Health Organization [WHO]. (2011). <i>Global status report on alcohol and healt</i>h. Geneva: World Health Organization.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043992&pid=S0870-8231201900010000100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>World Health Organization [WHO]. (2012). <i>Alcohol in the European Union: Consumption, harm and policy approaches. Final report, Copenhagen  27 March 2012</i>. Copenhagen: WHO Regional Office for Europe. Retrieved from <a href="http://www.who.int/iris/handle/10665/107302"  target="_blank">http://www.who.int/iris/handle/10665/107302</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=043994&pid=S0870-8231201900010000100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Eleonora C. V. Costa, Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa,  Campus Cam&otilde;es, 4710-362 Braga, Portugal. E-mail: <a href="mailto:eleonora@braga.ucp.pt">eleonora@braga.ucp.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 21/02/2017 Aceita&ccedil;&atilde;o: 24/03/2018</p>      ]]></body><back>
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