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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of the present research was to understand and analyze the social representations of adolescents about the HIV and AIDS in the Brazil. The sample consisted of 576 adolescents, with a mean age of 15.67 years (SD=1.66). Was used the technique of free association of words, with the inductive words “HIV” and “AIDS”, which was investigated by prototypical analysis, with the support of software Iramuteq. This analysis makes it possible to define the structure of a social representation from evocations of words, which allows us to observe the central kernel and the peripheral system of social representation. Among the findings, it is noted definition of the word “disease” as the center and its contour defining the “death” as the first periphery, which reinforces the belief that HIV/AIDS is a fatal disease. In the other areas of the peripheral system there are aspects related to affectivity, as well as knowledge about dissemination and preventive practices. In this way, the respondents are aware of the causes, treatment and prevention of HIV/AIDS, but there is a need to implement public policies that take these knowledge into account and stimulate them.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Representa&ccedil;&otilde;es sociais do VIH/SIDA para adolescentes: Uma abordagem estrutural</b></p>     <p><b>Social representations of HIV/AIDS for adolescents: A structural approach</b></p>     <p><b>Jefferson Luiz de Cerqueira Castro<sup>1</sup>, Jos&eacute; Victor de Oliveira Santos<sup>1</sup>, Ludgleydson Fernandes  de Ara&uacute;jo<sup>1</sup>, Andr&eacute; Faro<sup>2</sup>, Ana Paula Porto da Rocha<sup>1</sup>, Sara Teles Reis<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento de Psicologia, Universidade Federal do Piau&iacute;, Parna&iacute;ba, Brasil</p>     <p><sup>2</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o (Stricto sensu) em Psicologia, Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, Brasil</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o teve como prop&oacute;sito apreender e analisar as representa&ccedil;&otilde;es sociais de  adolescentes no que diz respeito ao VIH e &agrave; SIDA no Brasil. A amostra foi formada por 576 adolescentes, com idade m&eacute;dia de 15,67  anos (<i>DP</i>=1.66). Utilizou-se a t&eacute;cnica de associa&ccedil;&atilde;o livre de palavras, com as palavras indutoras &ldquo;HIV&rdquo; e  &ldquo;AIDS&rdquo;, a qual foi investigada por meio da an&aacute;lise protot&iacute;pica, com o apoio do <i>software</i> Iramuteq. Tal  an&aacute;lise possibilita definir a estrutura de uma representa&ccedil;&atilde;o social a partir de evoca&ccedil;&otilde;es de palavras, o que  permite observar o n&uacute;cleo central e o sistema perif&eacute;rico da representa&ccedil;&atilde;o social. Entre os achados, salienta-se a  defini&ccedil;&atilde;o da palavra &ldquo;doen&ccedil;a&rdquo; como n&uacute;cleo central e em seu contorno a definidora &ldquo;morte&rdquo; como  primeira periferia, o que refor&ccedil;a a cren&ccedil;a que o VIH/SIDA &eacute; uma doen&ccedil;a fatal. Nas demais zonas do sistema  perif&eacute;rico ressaltam-se aspectos ligados &agrave; afetividade, bem como conhecimentos sobre a dissemina&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;ticas  preventivas. Desse modo, percebe-se que os respondentes possuem conhecimento a respeito das causas, tratamento e preven&ccedil;&atilde;o do  VIH/SIDA, contudo h&aacute; a necessidade de implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que levem em  considera&ccedil;&atilde;o esses conhecimentos, bem como os estimulem dentre os adolescentes.    <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: VIH, SIDA, Representa&ccedil;&otilde;es Sociais, Adolescente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The objective of the present research was to understand and analyze the social representations of adolescents about the HIV and AIDS in the  Brazil. The sample consisted of 576 adolescents, with a mean age of 15.67 years (<i>SD</i>=1.66). Was used the technique of free association of  words, with the inductive words &ldquo;HIV&rdquo; and &ldquo;AIDS&rdquo;, which was investigated by prototypical analysis, with the support of  software Iramuteq. This analysis makes it possible to define the structure of a social representation from evocations of words, which allows us  to observe the central kernel and the peripheral system of social representation. Among the findings, it is noted definition of the word  &ldquo;disease&rdquo; as the center and its contour defining the &ldquo;death&rdquo; as the first periphery, which reinforces the belief that  HIV/AIDS is a fatal disease. In the other areas of the peripheral system there are aspects related to affectivity, as well as knowledge about  dissemination and preventive practices. In this way, the respondents are aware of the causes, treatment and prevention of HIV/AIDS, but there is  a need to implement public policies that take these knowledge into account and stimulate them.</p>     <p><b>Key words</b>: HIV, AIDS, Social Representations, Teenager.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A adolesc&ecirc;ncia &eacute; uma fase compreendida por modifica&ccedil;&otilde;es biopsicossociais que acontecem em grande intensidade,  proporcionando novas viv&ecirc;ncias as quais, somadas &agrave; inexperi&ecirc;ncia, podem aumentar vulnerabilidades e riscos (Bezerra, Pereira,  Chaves, &amp; Monteiro, 2015). Geralmente, o in&iacute;cio da vida sexual ocorre durante essa fase. Consoante, a inicia&ccedil;&atilde;o sexual  precoce est&aacute; ligada a s&eacute;rios riscos, como gravidez indesejada e doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis (DSTs), dentre as  quais se pode citar a SIDA (s&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia adquirida) a qual &eacute; ocasionada pelo VIH (v&iacute;rus da  imunodefici&ecirc;ncia adquirida).</p>     <p>O VIH emergiu na d&eacute;cada de 1980, sendo identificado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1981 (Oliveira, 2013) e desde ent&atilde;o  se difundiu a n&iacute;vel mundial, sendo que pelo menos 36,7 milh&otilde;es convivem com o v&iacute;rus no mundo, ao passo que no Brasil existem  830 mil portadores (<i>Joint United Nations Programme on HIV/AIDS</i> &ndash; UNAIDS, 2017). Ressalta-se que no Brasil foram notificados 16.371  casos de VIH e 15.653 de SIDA em 2017, sendo que a Regi&atilde;o Nordeste destaca-se por apresentar o segundo maior n&uacute;mero de casos de VIH  (3.680) e de SIDA (3.746) notificados (Brasil, 2017).</p>     <p>Salienta-se um destaque da via sexual como forma de exposi&ccedil;&atilde;o, havendo um predom&iacute;nio para as rela&ccedil;&otilde;es  heterossexuais (Brasil, 2017). Ainda, consoante dados epidemiol&oacute;gicos nacionais vale mencionar sobre a faixa et&aacute;ria acometida, de  maneira que compreendendo um per&iacute;odo de dez anos (2006-2016) observou-se um aumento nas taxas de detec&ccedil;&atilde;o de SIDA entre a  faixa et&aacute;ria de 15 a 19 anos, sendo que esta quase triplicou para os homens e representou 13.9% de acr&eacute;scimo em 2016 para as  mulheres (Brasil, 2017).</p>     <p>No que se refere ao marcador et&aacute;rio do VIH, destaca-se que a popula&ccedil;&atilde;o adolescente apresenta uma baixa preval&ecirc;ncia  de soropositividade ao VIH, contudo &eacute; o grupo que &eacute; acometido de forma sexual direta mais precoce (Pereira et al., 2014), o que  pode ser corroborado pelo in&iacute;cio precoce da atividade sexual (Cunha, Oliveira, Oliveira, Praxedes, &amp; Reis, 2016). Em contrapartida, os  adultos jovens apresentam maior preval&ecirc;ncia, o que denota uma poss&iacute;vel infec&ccedil;&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia, tornando  necess&aacute;ria uma maior aten&ccedil;&atilde;o a esse grupo et&aacute;rio (Pereira et al., 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por se tratar de uma popula&ccedil;&atilde;o que apresenta elevado vulnerabilidade para infec&ccedil;&atilde;o pelo VIH/SIDA tem  contribu&iacute;do para que pesquisadores e profissionais da sa&uacute;de voltem sua aten&ccedil;&atilde;o para essa popula&ccedil;&atilde;o,  visto que estes podem dispor de informa&ccedil;&otilde;es relevantes sobre a doen&ccedil;a no que se refere &agrave;s  representa&ccedil;&otilde;es sociais deste objeto.</p>     <p>Assim, as representa&ccedil;&otilde;es sociais (RS) podem ser concebidas como uma forma de conhecimento constru&iacute;da e compartilhada  socialmente, com uma caracter&iacute;stica pragm&aacute;tica, e que implica na elabora&ccedil;&atilde;o de uma realidade comum a um grupo social  (Costa, Oliveira, Formozo, &amp; Gomes, 2012). Ainda segundo os autores, al&eacute;m disso, contribui em tomadas de posi&ccedil;&atilde;o  simb&oacute;licas, representadas por opini&otilde;es, atitudes ou estere&oacute;tipos, de acordo sua constitui&ccedil;&atilde;o em diferentes  rela&ccedil;&otilde;es sociais.</p>     <p>Vale mencionar sobre a abordagem estrutural das RS, de modo que os elementos componentes desta se organizam de forma hier&aacute;rquica  apresentando um n&uacute;cleo central e em torno deste um sistema perif&eacute;rico, de maneira que a representa&ccedil;&atilde;o social &eacute;  caracterizada pela interconex&atilde;o dos elementos dos dois (Natividade &amp; Camargo, 2012). Sobre o n&uacute;cleo central, este pode ser  constitu&iacute;do por um ou mais elementos, sendo respons&aacute;vel por dar significa&ccedil;&atilde;o &agrave; representa&ccedil;&atilde;o,  j&aacute; o sistema perif&eacute;rico d&aacute; sustenta&ccedil;&atilde;o ao primeiro, sendo compreendido como um sistema estruturante (Santos,  2013).</p>     <p>Por vista, as pesquisas no cerne das RS permitem compreender as atitudes e comportamentos de determinados grupos dentro da sua realidade,  permitindo o planejamento de interven&ccedil;&otilde;es mais efetivas no &acirc;mbito da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e  preven&ccedil;&atilde;o da epidemia (Bezerra et al., 2015). Diante do exposto, dada &agrave; relev&acirc;ncia da Teoria das  Representa&ccedil;&otilde;es Sociais em pesquisa torna-se primordial conhecer o que est&aacute; sendo discutido no cen&aacute;rio  cient&iacute;fico internacional e nacional no que se refere ao objeto da presente pesquisa.</p>     <p>Ao encontro do que fora supracitado, vale mencionar a pesquisa de Okumu, Mengo, Ombayo e Small (2017), a qual contou com13.571 adolescentes  americanos e investigou sobre a viol&ecirc;ncia no namoro de adolescentes, <i>bullying</i> e risco para HIV, a qual evidenciou uma  correla&ccedil;&atilde;o entre o <i>bullying</i> e o risco maior de HIV, assim como uma rela&ccedil;&atilde;o entre viol&ecirc;ncia f&iacute;sica  e sexual entre estes e o risco de contamina&ccedil;&atilde;o. Destarte, pode-se citar o estudo de Gaymard e Cazenave (2018) na Fran&ccedil;a, o  qual contou com 100 adolescentes do ensino m&eacute;dio, evidenciando representa&ccedil;&otilde;es menos estigmatizantes da SIDA em  rela&ccedil;&atilde;o a estudos no in&iacute;cio da epidemia no contexto franc&ecirc;s.</p>     <p>Em contrapartida, vale destacar a investiga&ccedil;&atilde;o de Mburu et al. (2014), a qual analisou como os adolescentes soropositivos da  Z&acirc;mbia compreendem o HIV. Utilizando de uma metodologia qualitativa, os autores encontraram entre os 58 adolescentes participantes que o  estigma internalizado e a resili&ecirc;ncia moldaram as suas percep&ccedil;&otilde;es sobre o diagn&oacute;stico e sua capacidade de manter uma  perspectiva positiva e manter relacionamentos. Al&eacute;m disso, identificou-se que o estigma e a discrimina&ccedil;&atilde;o nas escolas  influenciaram negativamente estes adolescentes.</p>     <p>No que se refere &agrave; literatura nacional vale referenciar o estudo de Angelim, Pereira, Freire, Brand&atilde;o e Abr&atilde;o (2017), por  se aproximar mais do contexto do presente estudo. Os autores analisaram as RS de 59 jovens de duas escolas p&uacute;blicas sobre o VIH/SIDA.  Entre os achados, destaca-se sobre os sentimentos negativos associados ao objeto, como tristeza, depress&atilde;o, etc., al&eacute;m, ressalta-se  sobre as formas de transmiss&atilde;o, sobre o descuido, a culpabiliza&ccedil;&atilde;o do portador pela contamina&ccedil;&atilde;o, e a o papel  do uso do preservativo.</p>     <p>Ao encontro do supracitado, ressalta-se que as representa&ccedil;&otilde;es sociais se caracterizam como relevantes fatores no que compreende  a vulnerabilidade ao VIH/SIDA, visto que alguns conhecimentos de senso comum podem influenciar em atitudes de preven&ccedil;&atilde;o (Bezerra et  al., 2015). Em vista da import&acirc;ncia de se reconhecer as RS acerca do VIH/SIDA, faz-se necess&aacute;rio compreender o imagin&aacute;rio  social dos adolescentes &ndash; visto que &eacute; um potencial grupo de risco &ndash; no que diz respeito ao VIH/SIDA, a fim de destacar suas  cren&ccedil;as e como o conhecimento acerca desta podem orientar suas atitudes frente este objeto.</p>     <p>Assim, salienta-se a relev&acirc;ncia do presente estudo, visto a escassez de literatura no que tange sobre as RS do VIH/SIDA, especificamente  no que se refere ao imagin&aacute;rio dos adolescentes acerca deste. Finalmente, esta investiga&ccedil;&atilde;o objetivou descrever e analisar  as representa&ccedil;&otilde;es sociais do VIH/SIDA para adolescentes de escolas p&uacute;blicas de dois estados da regi&atilde;o Nordeste do  Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>Trata-se de uma pesquisa com metodologia qualitativa, <i>ex post facto</i>, descritiva, com coorte transversal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Fizeram parte do estudo 576 adolescentes de dois estados da Regi&atilde;o Nordeste do Brasil, Piau&iacute; e Sergipe, de maneira que mais da  metade da amostra (57.1%) foi do sexo feminino, com idades entre 13 e 22 anos, com m&eacute;dia de 15.67 anos (<i>DP</i>=1.66). Destaca-se que os  escolares de cada estado pesquisado n&atilde;o apresentaram diferen&ccedil;as significativas na amplitude de idade. Ressalta-se que todos os  participantes estavam cursando o ensino m&eacute;dio no momento da coleta de dados. No que se refere &agrave; religiosidade, 38.5% se declarou  cat&oacute;lica, 25.35% evang&eacute;licos, 2.05% esp&iacute;ritas, 6.35% de outra religiosidade, e al&eacute;m destes, um n&uacute;mero  consider&aacute;vel (27.75%) declarou n&atilde;o seguir nenhuma religi&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>Utilizou-se um question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico para caracteriza&ccedil;&atilde;o dos participantes, com itens como: idade, sexo,  religiosidade. Com o intuito de apreender as representa&ccedil;&otilde;es sociais acerca do VIH e da SIDA utilizou-se a T&eacute;cnica de  Associa&ccedil;&atilde;o Livre de Palavras (TALP), a qual compreende uma modalidade de question&aacute;rio que elicia a evoca&ccedil;&atilde;o de  palavras a partir de um ou mais est&iacute;mulos indutores (Trigueiro et al., 2016). A aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica consiste em  solicitar aos participantes que associem, livre e espontaneamente, a partir da estimula&ccedil;&atilde;o auditiva ou visual pelas palavras  indutoras, outras palavras ou express&otilde;es (Oliveira, 2013). Assim, as siglas foram utilizadas como palavras est&iacute;mulos, sendo o HIV  apresentado aos estudantes do Piau&iacute; e AIDS aos escolares de Sergipe, assim, cada participante evocou as cinco primeiras palavras que  pensou, permitindo ter acesso ao conte&uacute;do e sua hierarquiza&ccedil;&atilde;o (Costa et al., 2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos de coleta de dados</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo foi aprovado pelo ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Federal de Sergipe, sob o parecer 1505545, em  que se seguiu todos os termos &eacute;ticos citados pelo Conselho Nacional de Sa&uacute;de disposto na Resolu&ccedil;&atilde;o n&deg; 510/2016.  Com o parecer favor&aacute;vel, iniciou-se a obten&ccedil;&atilde;o dos dados, de modo que a aplica&ccedil;&atilde;o foi coletiva, em sala de  aula, ap&oacute;s autoriza&ccedil;&atilde;o dos professores e apresenta&ccedil;&atilde;o do projeto de pesquisa, aspectos &eacute;ticos e  question&aacute;rios &agrave;s coordena&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas. Estas &uacute;ltimas autorizaram por escrito, bem como os  participantes receberam o TCLE (duas vias), que foi lido coletivamente antes da assinatura. Dentre as informa&ccedil;&otilde;es constantes no  TCLE, o sigilo era garantido e o participante poderia desistir de participar a qualquer momento da investiga&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m  havia a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de contato para retirada de eventuais d&uacute;vidas ou coment&aacute;rios, al&eacute;m do fornecimento de  informa&ccedil;&otilde;es acerca de assist&ecirc;ncia psicol&oacute;gica, caso fosse requerido. Ap&oacute;s tais procedimentos, ocorreu a  aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos. O preenchimento do material levou cerca de15 minutos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos de an&aacute;lise de dados</i></p>     <p>Os dados sociodemogr&aacute;ficos foram analisados por estat&iacute;sticas descritivas, por meio do programa estat&iacute;stico IBM SPSS 23.  J&aacute; no que se refere ao conte&uacute;do da TALP, utilizou-se a an&aacute;lise protot&iacute;pica como ferramenta metodol&oacute;gica, de  forma que a partir das evoca&ccedil;&otilde;es para os indutores HIV e AIDS calculou-se as frequ&ecirc;ncias e a ordem m&eacute;dia de  evoca&ccedil;&atilde;o (OME).</p>     <p>Assim, em um primeiro momento &eacute; criado um banco de dados em Planilha do <i>Open Office</i>, em seguida este &eacute; importado pelo  programa IRAMUTEQ, que realiza an&aacute;lises lexicais a partir do software R. Como resultado da an&aacute;lise protot&iacute;pica, a qual  produz gr&aacute;ficos a partir das frequ&ecirc;ncias das palavras evocadas e suas ordens de evoca&ccedil;&otilde;es (Natividade &amp; Camargo,  2012), em que duas ordenadas com seus pontos de corte cruzam o plano dividindo-o em quatro zonas (Camargo &amp; Justo, 2013), obt&eacute;m-se uma  estrutura gr&aacute;fica de quatro quadrantes. O primeiro quadrante &eacute; o n&uacute;cleo central, o segundo a primeira periferia, o terceiro  concebido como zona de contraste e o &uacute;ltimo nomeado de segunda periferia (Camargo &amp; Justo, 2013).</p>     <p>A zona do n&uacute;cleo central &eacute; formada por palavras com alta frequ&ecirc;ncia e baixa ordem de evoca&ccedil;&atilde;o, ou seja,  s&atilde;o respostas fornecidas pela maioria dos participantes e que veem &agrave; mente prontamente; j&aacute; a primeira periferia  comp&otilde;e as respostas com alta frequ&ecirc;ncia e alta OME, ou seja, s&atilde;o respostas prontamente evocadas mas pouco frequentes,  complementando o n&uacute;cleo central (Wachelke &amp; Wolter, 2011). Consoante os autores, vale citar a segunda periferia, a qual &eacute;  definida por uma baixa frequ&ecirc;ncia e alta OME, o que significa aspectos menos relevantes para a estrutura, representando aspectos mais  individualizados dos participantes; n&atilde;o obstante, as respostas com baixas frequ&ecirc;ncias e OME representam a zona de contraste, a qual  pode complementar a primeira periferia ou a significar a exist&ecirc;ncia de um subgrupo, podendo representar um n&uacute;cleo central  divergente.</p>     <p>Os dados a partir das palavras est&iacute;mulo HIV e AIDS, ser&atilde;o descritos a partir de dois grupos de adolescentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Observa-se que o primeiro quadrante (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>), no qual encontra-se o n&uacute;cleo central, foi formado por  frequ&ecirc;ncia alta de evoca&ccedil;&atilde;o (<i>&fnof;&ge;</i>7.56) e hierarquiza&ccedil;&atilde;o (OME&le;2.62), ressaltando a palavra  <i>doen&ccedil;a</i> (<i>&fnof;</i>=123; OME=1.5<i>)</i> como n&uacute;cleo central da rede. Al&eacute;m desta, foram detectadas as palavras:  <i>sexo</i> (&fnof;=58; OME=2.5), <i>cuidado</i> (<i>&fnof;</i>=28; OME=2.6), <i>preven&ccedil;&atilde;o</i> (<i>&fnof;</i>=28; OME=2.5),  <i>sangue</i> (<i>&fnof;</i>=16; OME=2.5), <i>transmiss&iacute;vel</i> (<i>&fnof;</i>=14; OME=2.2), <i>v&iacute;rus</i> (<i>&fnof;</i>=12;  OME=2.2). Esses achados refor&ccedil;am a centralidade da doen&ccedil;a no que representa o VIH. Tamb&eacute;m se percebe o conhecimento de que  esta doen&ccedil;a &eacute; causada por um v&iacute;rus, &eacute; transmiss&iacute;vel, podendo ocorrer atrav&eacute;s de rela&ccedil;&otilde;es  sexuais ou pelo sangue, e que se deve ter cuidado, adotando-se pr&aacute;ticas preventivas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n1/37n1a02t1.jpg" width="580" height="180"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No segundo quadrante (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>), destaca-se o sistema perif&eacute;rico, o qual mant&eacute;m o n&uacute;cleo central e  integra a este novas informa&ccedil;&otilde;es. Salienta-se o alto n&uacute;mero de evoca&ccedil;&otilde;es para as palavras <i>morte</i>  (<i>&fnof;</i>=48; OME=3.1), <i>camisinha</i> (<i>&fnof;</i>=33; OME=2.7), <i>tratamento</i> (<i>&fnof;</i>=30; OME=2.9) e <i>preconceito</i>  (<i>&fnof;</i>=26; OME=3.2), apresentando ideias secund&aacute;rias, de modo que estes elementos perif&eacute;ricos complementam o n&uacute;cleo  central. Desse modo, os resultados oriundos da primeira periferia evidenciam uma forte associa&ccedil;&atilde;o entre morte com doen&ccedil;a  (elemento central), o que significa que, para os participantes, ter a doen&ccedil;a VIH &eacute; sin&ocirc;nimo de morte. Contudo, apesar desta  vis&atilde;o que representa uma morte antecipada, salienta-se o conhecimento acerca da camisinha o que relaciona-se com o sexo (tamb&eacute;m  destacado na zona central), o que pode representar a ideia de sexo seguro. Em contraste &agrave; senten&ccedil;a de morte dada pelo VIH,  denota-se a import&acirc;ncia do tratamento pelos respondentes, ou seja, apesar do VIH ser uma doen&ccedil;a incur&aacute;vel, h&aacute; recursos  para lidar com ela, n&atilde;o mais representando uma alta mortalidade, tal qual se via em d&eacute;cadas anteriores.</p>     <p>Quanto ao terceiro quadrante (ver <a href="#t2">Tabela 2</a>), que retrata os elementos perif&eacute;ricos contrastados, com baixa  frequ&ecirc;ncia, mas evocados prontamente. Os termos <i>incur&aacute;vel</i> (<i>&fnof;</i>=6; OME=2.0), <i>fragilidade</i> (<i>&fnof;</i>=6;  OME=2.0) e <i>sofrimento</i> (<i>&fnof;</i>=5; OME=2.2) contrastam com a representa&ccedil;&atilde;o de <i>prevenir</i> (<i>&fnof;</i>=5;  OME=2.2) e <i>rela&ccedil;&atilde;o sexual</i> (<i>&fnof;</i>=5; OME=2.2), o que pode indicar que s&atilde;o apenas complementos da primeira  periferia, ou seja, que o VIH &eacute; incur&aacute;vel, representa fragilidade e produz sofrimento, por&eacute;m, este pode ser prevenido  durante a rela&ccedil;&atilde;o sexual. No entanto, estes elementos podem indicar a exist&ecirc;ncia de um subgrupo dentre os participantes que  valoriza alguns elementos divergentes da maioria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n1/37n1a02t2.jpg" width="580" height="168"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O &uacute;ltimo quadrante (ver <a href="#t2">Tabela 2</a>), com elementos que formam a segunda periferia, tomado por <i>tristeza</i>  (<i>&fnof;</i>=7; OME=3.3), <i>educa&ccedil;&atilde;o</i> (<i>&fnof;</i>=7; OME=3.3), <i>risco</i> (<i>&fnof;</i>=7; OME=2.9), <i>problema</i>  (<i>&fnof;=</i>6; OME=3.2) e <i>&Aacute;frica</i> (<i>&fnof;</i>=6; OME=4.4), desvelou a possibilidade das transforma&ccedil;&otilde;es nos  sentidos atribu&iacute;dos ao VIH, j&aacute; que estes permitiram varia&ccedil;&otilde;es pessoais, sem rela&ccedil;&atilde;o com o n&uacute;cleo  central. Portanto, para estes respondentes, em um aspecto individualizado, quem o VIH &eacute; um problema (doen&ccedil;a) da &Aacute;frica,  relacionado &agrave; falta de educa&ccedil;&atilde;o, o qual apresenta um risco, proporcionando tristeza aos seus portadores.</p>     <p>As palavras que provavelmente se referem a elementos centrais da representa&ccedil;&atilde;o social (ver <a href="#t3">Tabela 3</a>) sobre  SIDA para os estudantes do estado de Sergipe s&atilde;o: <i>doen&ccedil;as</i> (<i>&fnof;</i>=213; OME=2.1), <i>sexo</i> (<i>&fnof;</i>=119;  OME=2.5), <i>v&iacute;rus</i> (<i>&fnof;</i>=75; OME=2.3) e <i>cuidado</i> (<i>&fnof;</i>=57; OME=2.8) e <i>preven&ccedil;&atilde;o</i>  (<i>&fnof;</i>=45; OME=2.8), ambas com altas frequ&ecirc;ncias (&ge;12.9) e OME iguais ou inferiores a 2.88. Isso quer dizer que o conhecimento  compartilhado por esses estudantes se caracteriza por representar a SIDA como uma doen&ccedil;a relacionada ao sexo, a qual &eacute; causada por  um v&iacute;rus, que requer cuidado e pode ser prevenida. Ressalta-se que os achados corroboram com os resultados obtidos pelos estudantes do  estado do Piau&iacute;, evidenciando principalmente a centralidade do VIH/SIDA enquanto doen&ccedil;a para os participantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n1/37n1a02t3.jpg" width="580" height="180"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os elementos <i>morte</i> (<i>&fnof;</i>=84; OME=2.9), <i>tratamento</i> (<i>&fnof;</i>=74; OME=3.2), <i>transmiss&iacute;veis</i>  (<i>&fnof;</i>=42; OME=3.2) e <i>coquetel</i> (<i>&fnof;</i>=38; OME=3.2) obtiveram alta frequ&ecirc;ncia, por&eacute;m o OME n&atilde;o foi  suficiente para que fizessem parte da zona do n&uacute; cleo central, isto &eacute;, por apresentarem uma ordem de evoca&ccedil;&atilde;o mais  alta que o ponto de corte (ver <a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>Consoante, a SIDA tem tratamento, o qual pode ser feito atrav&eacute;s de coquet&eacute;is de drogas antirretrovirais, o que pode diminuir a  transmissibilidade do v&iacute;rus, reduzindo a mortalidade das PVH (pessoas que vivem com HIV). Novamente, sugere-se uma rela&ccedil;&atilde;o  forte entre os resultados dos dois grupos de estudantes, de modo que em conformidade salienta-se a morte como inerente ao VIH/SIDA.</p>     <p>No que se refere &agrave; zona de contraste da SIDA (ver <a href="#t4">Tabela 4</a>) observa-se uma sali&ecirc;ncia para os termos  <i>risco</i> (<i>&fnof;=</i>12; OME=2.5)<i>, contato</i> (<i>&fnof;=</i>12; OME=2.8)<i>, vida</i> (<i>&fnof;=</i>8; OME=2.8)<i>,  irresponsabilidade</i> (<i>&fnof;=</i>6; OME=2.8) e <i>contagioso</i> (<i>&fnof;=</i>6; OME=2.5), o que denota que a SIDA &eacute; contagiosa,  causada por irresponsabilidade, e que o contato com esta representa um risco &agrave; vida. Em face desses resultados, observa-se uma  representa&ccedil;&atilde;o bem distinta do n&uacute;cleo central, o que pode representar um subgrupo e este um n&uacute;cleo central  diferente.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n1/37n1a02t4.jpg" width="580" height="174"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em um aspecto mais perif&eacute;rico da representa&ccedil;&atilde;o (ver <a href="#t4">Tabela 4</a>), destaca-se em um contexto  individualizado a SIDA atrelada &agrave; des<i>prote&ccedil;&atilde;o</i> (<i>&fnof;</i>=9; OME=3.1), isto &eacute;, da falta de  <i>consci&ecirc;ncia</i> (<i>&fnof;=</i>7; OME=3.7) sobre a <i>prote&ccedil;&atilde;o</i> (<i>&fnof;</i>=12; OME=3.0), e que pode ocasionar  <i>depress&atilde;o</i> (<i>&fnof;</i>=9; OME=4.0) ao portador, sendo algo <i>ruim</i> (<i>&fnof;</i>=7; OME=3.6). Nota-se semelhan&ccedil;a no  que cerceia as representa&ccedil;&otilde;es do VIH e da SIDA entre os estudantes dos dois estados, visto que significam a falta de cuidado como  causa da infec&ccedil;&atilde;o e as implica&ccedil;&otilde;es emocionais (tristeza e depress&atilde;o) para as pessoas que vivem com VIH/SIDA.</p>     <p>Apesar de n&atilde;o ter se discutido todas as evoca&ccedil;&otilde;es nos quadrantes, chama-se a aten&ccedil;&atilde;o para algumas  evoca&ccedil;&otilde;es que denotam falta de conhecimento e preconceitos acerca do VIH e da SIDA para os estudantes entrevistados, como &eacute;  o caso de alguns apontarem o beijo como forma de transmiss&atilde;o da SIDA, e ainda como uma doen&ccedil;a associada a homossexualidade. Enfim,  observa-se uma converg&ecirc;ncia no que diz respeito &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es sociais de VIH e SIDA entre os estudantes dos dois  estados nordestinos, de maneira que algumas evoca&ccedil;&otilde;es se repetem nos grupos, o que denota uma caracter&iacute;stica universalizante  da representa&ccedil;&atilde;o social, visto que os estudantes, apesar de estarem separados por cerca de mil quil&ocirc;metros, compartilham  ideias pr&oacute;ximas a respeito do tema.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O n&uacute;cleo central de VIH aponta para uma representa&ccedil;&atilde;o pautada no discurso m&eacute;dico, isto &eacute;, centrado em  quest&otilde;es sobre o que &eacute; a doen&ccedil;a e como se proteger desta, o que demonstra o conhecimento cient&iacute;fico dos escolares  sobre a transmissibilidade do v&iacute;rus (atrav&eacute;s do sexo e do sangue), corroborando com o estudo de Camargo, Barbar&aacute; e Bertoldo  (2007), em que evidenciou que os adolescentes que apresentaram mais conhecimento cient&iacute;fico sobre a doen&ccedil;a evocaram mais  frequentemente a palavra sangue, enquanto os alunos que possu&iacute;am menos conhecimento cient&iacute;fico evocaram sobre tristeza.</p>     <p>Assim, pode-se inferir que podem ter recebido orienta&ccedil;&otilde;es sobre a SIDA e outras DSTs na escola, corroborando com os achados da  pesquisa PeNSE (Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de do Escolar) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica &ndash; IBGE (2016), na  qual apontou que 78.9% dos estudantes de 13 a 15 anos e 84.3% dos escolares de 16 a 17 anos afirmaram ter recebido informa&ccedil;&otilde;es  sobre SIDA ou outras DSTs.</p>     <p>Contudo, apesar desta vis&atilde;o centrada no discurso sa&uacute;de-doen&ccedil;a, observa-se novas nuances no campo representacional do HIV,  o que &eacute; caracterizado pela no&ccedil;&atilde;o de cuidados e preven&ccedil;&atilde;o. Assim, esta transforma&ccedil;&atilde;o nas RS  parece estar imbricada ao destaque da m&iacute;dia sobre a preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a como forma de prote&ccedil;&atilde;o (Camargo  et al., 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que refere a primeira periferia, emerge evoca&ccedil;&otilde;es sobre o preconceito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s PVH, assim, nota-se  que este preconceito pode dificultar o manejo da doen&ccedil;a, bem como a conviv&ecirc;ncia social com estes (Leal &amp; Co&ecirc;lho, 2016).  Visto que o estigma sofrido por estas pessoas pode fazer com que evitem determinados meios sociais, reconhecidos como discriminat&oacute;rios, a  exemplo o setor de sa&uacute;de, o que pode incidir no aumento das vulnerabilidades ao agravo (Costa et al., 2012).</p>     <p>Apesar do n&uacute;cleo central denotar conhecimento cient&iacute;fico sobre a doen&ccedil;a, nota-se em seu sistema perif&eacute;rico um  conhecimento mais embasado no senso comum, caracterizado pelo pensamento do surgimento da doen&ccedil;a, ou seja, assim que a epidemia  come&ccedil;ou a emergir, e a histeria coletiva ocasionada pela m&iacute;dia (Labra, 2013) acerca da doen&ccedil;a pairava sobre sua fatalidade,  mostrando uma forte liga&ccedil;&atilde;o com a morte (Trigueiro et al., 2016). Contudo, ressalta-se sobre a mudan&ccedil;a desse paradigma,  visto que os escolares t&ecirc;m conhecimento de que esta pode ser prevenida, e que pode ser tratada, reduzindo a prolifera&ccedil;&atilde;o do  v&iacute;rus (Gaymard &amp; Cazenave, 2018) e sua transmiss&atilde;o (Hallal, Raxach, Barcellos, &amp; Maksud, 2015) e podendo prolongar a vida  das PVH (Angelim et al., 2017).</p>     <p>Em contraponto aos l&eacute;xicos do n&uacute;cleo central, a zona de contraste apresenta elementos referentes ao campo afetivo da  representa&ccedil;&atilde;o do VIH, o que denota para os estudantes que o VIH por ser uma doen&ccedil;a incur&aacute;vel (Angelim et al., 2017;  Trigueiro et al., 2016; Zamboni, 2015) torna as PVH fr&aacute;geis e representa sofrimento para estas, o que corrobora com estudos em contexto  semelhante (Angelim et al., 2017).</p>     <p>Justaposto, as pr&oacute;prias representa&ccedil;&otilde;es sociais que colocam o VIH/SIDA como causa de sofrimento e que evidenciam o  cont&aacute;gio e representam-no como fragilidade acabam por refor&ccedil;ar os estere&oacute;tipos e contribuir para a manuten&ccedil;&atilde;o  do estigma, como pode ser aprofundado a seguir na fala de Trigueiro et al.:</p>     <p>Observa-se, dessa forma, que, ao reunir os principais elementos consensuais que integram as RS da SIDA &ndash; ser uma enfermidade  assustadora, que provoca sofrimento e temor ao se pensar na contamina&ccedil;&atilde;o pelo VIH, estar associada a comportamentos  reprov&aacute;veis diante da sociedade (sexo e drogas) &ndash;, p&ocirc;de-se compreender os motivos que sustentam os estere&oacute;tipos nos  quais se delineia o estigma da SIDA e, em decorr&ecirc;ncia, a reprodu&ccedil;&atilde;o e acentua&ccedil;&atilde;o de preconceitos que favorecem  a marginaliza&ccedil;&atilde;o e as consequ&ecirc;ncias sociais (2016, p. 559).</p>     <p>Sob uma perspectiva mais particularizada da representa&ccedil;&atilde;o do VIH destaca-se sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre  educa&ccedil;&atilde;o e VIH, o que pode remontar a vis&atilde;o destes adolescentes de que o VIH &eacute; adquirido pela falta de  informa&ccedil;&otilde;es sobre a doen&ccedil;a e de cunho preventivo. Diante do exposto, destaca-se que pessoas com pouca escolaridade tendem a  assimilar as informa&ccedil;&otilde;es de forma desapropriada, o que torna a apreens&atilde;o do conhecimento deficit&aacute;ria expondo estas  pessoas a maior vulnerabilidade ao VIH (Alencar &amp; Ciosak, 2016).</p>     <p>Em vista, salienta-se sobre a vulnerabilidade individual, a qual compreende dois mecanismos, um de ordem cognitiva e um de ordem  comportamental, de maneira que o primeiro relaciona-se a quantidade e qualidade da informa&ccedil;&atilde;o obtida e o segundo concerne sobre a  transforma&ccedil;&atilde;o destas informa&ccedil;&otilde;es em atitudes e comportamentos de prote&ccedil;&atilde;o (Leal &amp; Co&ecirc;lho,  2016). &ldquo;Assim, para que o conhecimento sobre o adoecer e o prevenir-se seja eficaz na postura de mudan&ccedil;a de comportamento, torna-se  imprescind&iacute;vel que o indiv&iacute;duo ela bore as informa&ccedil;&otilde;es recebidas e as tornem significativas para si&rdquo; (Leal  &amp; Co&ecirc;lho, 2016, p. 10).</p>     <p>Sob outro enfoque da segunda periferia, no tocante afetivo do VIH, observa-se novamente a presen&ccedil;a de emo&ccedil;&otilde;es e  sentimentos referentes &agrave; doen&ccedil;a, o que denota que esses escolares ao se depararem com a realidade da doen&ccedil;a defrontam-se com  sentimentos intensos e angustiantes (Angelim et al., 2017) centralizados em aspectos negativos. Assim, estes significam as PVH como sendo tristes  ou depressivas.</p>     <p>Ao encontro dos achados, vale mencionar que a viv&ecirc;ncia de uma doen&ccedil;a como o VIH poder&aacute; fazer com que indiv&iacute;duo  vivencie rea&ccedil;&otilde;es de ansiedade ou depress&atilde;o, de maneira que estas podem ter um impacto negativo no desenvolvimento da  doen&ccedil;a (Duque, Reis, Lencastre, &amp; Guerra, 2017).</p>     <p>Al&eacute;m disso, salienta-se a falta de conhecimento sobre o VIH/SIDA, como &eacute; o caso de associar o VIH &agrave; &Aacute;frica. Assim,  sobre a atribui&ccedil;&atilde;o de um grupo populacional ao VIH, observa-se uma representa&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; vis&atilde;o  colonialista, na qual se denota que a &Aacute;frica &eacute; um continente doente (Labra, 2013). Em contraponto, consoante o autor, pode-se citar  o exemplo de uma comunidade rural africana na Z&acirc;mbia, a qual atribu&iacute;a a epidemia do VIH &agrave;s pr&aacute;ticas sexuais advindas  do Ocidente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estas concep&ccedil;&otilde;es representam um problema, visto que a atribui&ccedil;&atilde;o do VIH ao outro significa um afastamento da  possibilidade de contrair o mesmo (ou seja, de pensar que o VIH est&aacute; presente somente na &Aacute;frica), assumindo uma  posi&ccedil;&atilde;o de invulnerabilidade, o que resulta em comportamentos de risco e paradoxalmente tornando estes adolescentes  vulner&aacute;veis (Furtado et al., 2016). Al&eacute;m do mais, esses mitos relacionados &agrave; transmiss&atilde;o pelo HIV precisam ser  desconstru&iacute;dos nas institui&ccedil;&otilde;es educacionais, visto que, quando essas representa&ccedil;&otilde;es se espalham, elas podem  contribuir para a forma&ccedil;&atilde;o de atitudes de aspecto discriminat&oacute;rio (Cunha et al., 2016).</p>     <p>No que se refere ao n&uacute;cleo central da representa&ccedil;&atilde;o da SIDA observam-se l&eacute;xicos comuns ao n&uacute;cleo da rede do  VIH, distinguindo-se apenas pela posi&ccedil;&atilde;o da forma <i>v&iacute;rus</i>, o que reafirma o discurso biom&eacute;dico e o conhecimento  cient&iacute;fico sustentado pelos escolares, isto &eacute;, para estes a SIDA &eacute; causada por um v&iacute;rus. O que vai ao encontro de  Melo, Ferraz, Nascimento e Donalisio (2016), que definem o VIH como um retrov&iacute;rus, o qual &eacute; o agente etiol&oacute;gico da SIDA.</p>     <p>Outro ponto a se distinguir &eacute; a aus&ecirc;ncia da forma <i>sangue</i>, o que denota que para estes a SIDA &eacute; transmitida apenas  pela via sexual, o que apesar de corroborar com as estat&iacute;sticas (Brasil, 2017) pode contribuir para que outras vias de transmiss&atilde;o  sejam ignoradas aumentando a chance de exposi&ccedil;&atilde;o ao v&iacute;rus (Leal &amp; Co&ecirc;lho, 2016).</p>     <p>No que cerceia sobre a primeira periferia da RS da SIDA, ressalta-se sobre o l&eacute;xico <i>morte</i>, o qual retorna ao campo  representacional, como foi figurado no sistema perif&eacute;rico do VIH, assim &ldquo;a SIDA associa dois tabus da cultura ocidental, o sexo e a  morte, desvelando publicamente o &iacute;ntimo&rdquo; (Brasil, Mitsui, Pereira, &amp; Alves, 2000, p. 468).</p>     <p>Destarte, reafirma-se sobre o tratamento, diferenciando-se da rede perif&eacute;rica do VIH ao passo que especifica-se sobre os  coquet&eacute;is. Assim, para os adolescentes pesquisados, a SIDA &eacute; associada ao uso de coquet&eacute;is antirretrovirais.</p>     <p>O desenvolvimento de medicamentos antirretrovirais representou um marco para a d&eacute;cada de 90 no que diz respeito ao VIH/SIDA, haja visto  que tornou-se poss&iacute;vel conviver com o v&iacute;rus por mais tempo antes de desenvolver a s&iacute;ndrome (Labra, 2013). O que representa  um marco no tratamento da doen&ccedil;a, visto que a terapia ARV proporciona uma supress&atilde;o na replica&ccedil;&atilde;o viral (Hallal et  al., 2015), reduzindo sua transmissibilidade, aumentando a expectativa de vida das PVH (Medeiros et al., 2016) e reduzindo a morbidade e  mortalidade (Kuchenbecker, 2015; Medeiros et al., 2016).</p>     <p>Assumindo um contorno diferente do apresentado na zona de contraste do VIH, a SIDA &eacute; tomada de acordo com a vis&atilde;o do  in&iacute;cio da epidemia, caracterizada por &ldquo;fortes investimentos afetivos, configurados por morte, cont&aacute;gio, e sexo, favorecendo a  eclos&atilde;o de concep&ccedil;&otilde;es de cunho moral, social e biol&oacute;gico&rdquo; (Trigueiro et al., 2016, p. 555).</p>     <p>Assim, a SIDA foi assimilada a outras doen&ccedil;as conhecidas, simbolizadas pelo cont&aacute;gio e repulsa (Oliveira, 2013), segundo o  princ&iacute;pio da cria&ccedil;&atilde;o das RS (Gaymard &amp; Cazenave, 2018), estimulando a ancoragem em classifica&ccedil;&otilde;es  consideradas cient&iacute;ficas e permitindo a ativa&ccedil;&atilde;o de simbolismos do senso comum (Oliveira, 2013).</p>     <p>Assim, no tocante das concep&ccedil;&otilde;es de cunho moral da SIDA, destaca-se a atribui&ccedil;&atilde;o da responsabilidade individual  aos sujeitos pela infec&ccedil;&atilde;o, o que se deduz que o descuido ou a desprote&ccedil;&atilde;o se deve a um d&eacute;ficit no  comportamento moral (Furtado et al., 2016), o que abre espa&ccedil;o para estigmas cunho moral e social e refor&ccedil;a os sentimentos de  culpabiliza&ccedil;&atilde;o (Trigueiro et al., 2016). Assim, a culpa da contamina&ccedil;&atilde;o da PVH &eacute; fruto da irresponsabilidade  durante as pr&aacute;ticas sexuais, o que resulta no sentimento de culpa para essas pessoas (Angelim et al., 2017).</p>     <p>Estes achados corroboram com os resultados obtidos por Winskell, Obyerodhyambo e Stephenson (2011) em uma pesquisa em seis pa&iacute;ses do  continente africano, em que sem evidenciou que os nigerianos e quenianos enfatizavam sobre a responsabilidade individual da PVH pela  infec&ccedil;&atilde;o. Em contrapartida, a culpa ou atribui&ccedil;&atilde;o da responsabilidade pela contamina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o  apareceram no estudo de Gaymard e Cazenave (2018). Por fim, torna-se a reafirmar sobre a rela&ccedil;&atilde;o SIDA-morte (Trigueiro et al.,  2016), representado pela iner&ecirc;ncia do risco &agrave; vida. O que significa que apesar de algumas mudan&ccedil;as na ancoragem em outros  elementos representacionais da SIDA, ainda permanece no imagin&aacute;rio social a cicatriz social do in&iacute;cio da pandemia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sob uma &oacute;tica mais individualizada, na segunda periferia sobre a SIDA, a esta &eacute; atribu&iacute;da sentimentos negativos, vista  como algo ruim. Desse modo, o confronto com a realidade da SIDA incide em sentimentos centrados na tristeza, solid&atilde;o, desespero (Angelim  et al., 2017). O que faz com que esses adolescentes tomem as PVH como sendo indiv&iacute;duos depressivos, o que corrobora com as  representa&ccedil;&otilde;es do VIH nesse estudo.</p>     <p>Esta concep&ccedil;&atilde;o das pessoas soropositivas, remonta &agrave; representa&ccedil;&atilde;o dos anos 90 (Labra, 2013), a qual  vislumbrava as PVH como v&iacute;timas da doen&ccedil;a, como desesperadas, debilitadas pela s&iacute;ndrome, solit&aacute;rias e condenadas  &agrave; morte. Assim, ao ser representada dessa maneira, acaba por orientar as atitudes frente aos sujeitos que vivem com esta  condi&ccedil;&atilde;o dificultando a conviv&ecirc;ncia social com estes (Leal &amp; Co&ecirc;lho, 2016).</p>     <p>Destarte, a SIDA &ndash; de acordo com os respondentes &ndash; &eacute; resultante da desprote&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, da falta de  consci&ecirc;ncia do uso do preservativo. Dessa maneira, a contamina&ccedil;&atilde;o &eacute; implicada pelo comportamento de risco, envolvendo  nuances relacionadas ao ju&iacute;zo moral, consci&ecirc;ncia, e justi&ccedil;a, anteriormente circunscritos pela sociedade (Angelim et al.,  2017).</p>     <p>Assim, percebe-se um retorno sobre a culpabiliza&ccedil;&atilde;o da PVH pela sua condi&ccedil;&atilde;o, destacando as vulnerabilidades  individuais, como j&aacute; fora mencionado anteriormente. Dessa maneira, os respondentes n&atilde;o percebem que as formas de transmiss&atilde;o  do VIH possuem raz&otilde;es mais sociais do que individuais (Angelim et al., 2017).</p>     <p>Portanto, apesar das representa&ccedil;&otilde;es sociais do VIH/SIDA evocadas pelos estudantes das duas escolas p&uacute;blicas demonstrarem  conhecimento sobre a patologia e uma vis&atilde;o mais humanizada (Labra, 2013) marcada pelos discursos de preven&ccedil;&atilde;o e cuidado.  Ainda se observa, mesmo que distante do n&uacute;cleo central, uma liga&ccedil;&atilde;o entre a doen&ccedil;a e a morte, assim como a  culpabiliza&ccedil;&atilde;o dos sujeitos pela sua condi&ccedil;&atilde;o, bem como uma vis&atilde;o estereotipada das PVH sob uma afetividade  negativa.</p>     <p>Destarte, a redu&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es negativas relacionadas ao VIH/SIDA necessita de interven&ccedil;&otilde;es  para al&eacute;m dos espa&ccedil;os da sa&uacute;de (Furtado et al., 2016). Assim, faz-se necess&aacute;rio inserir programas de sa&uacute;de nas  escolas para favorecer a preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Contudo, para que os programas sejam eficazes,  &eacute; importante reconhecer o protagonismo dos indiv&iacute;duos (Leal &amp; Co&ecirc;lho, 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o obteve &ecirc;xito no que se prop&ocirc;s, de maneira que obteve acesso &agrave;s  representa&ccedil;&otilde;es sociais sobre VIH/SIDA de adolescentes de duas escolas p&uacute;blicas de dois estados nordestinos. Entre os pontos  fortes da pesquisa destaca-se que possibilitou a descri&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno, de maneira que possibilitou a apreens&atilde;o sobre  os conhecimentos destes jovens acerca da doen&ccedil;a, sobre suas formas de transmiss&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o e tratamento. Contudo,  evidenciou-se algumas representa&ccedil;&otilde;es negativas sobre o objeto social, atravessadas por discrimina&ccedil;&atilde;o e atitudes  negativas frente o VIH/SIDA.</p>     <p>Diante dos achados, espera-se que estes possam subsidiar a elabora&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o com este  p&uacute;blico visando altera&ccedil;&otilde;es comportamentais e n&atilde;o somente campanhas informativas, pois s&oacute; a  conscientiza&ccedil;&atilde;o da preven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o garante uma mudan&ccedil;a efetiva de comportamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dentre as limita&ccedil;&otilde;es da pesquisa salienta-se que por ser um estudo descritivo, e por este ter abarcado apenas duas amostras de  dois estados nordestinos, n&atilde;o h&aacute; a possibilidade de generaliza&ccedil;&atilde;o dos achados para a popula&ccedil;&atilde;o. Em  vista disso, recomendam-se estudos longitudinais envolvendo este p&uacute;blico, assim como uma investiga&ccedil;&atilde;o mais profunda sobre as  diferen&ccedil;as representacionais entre o VIH e a SIDA. Visto que observou-se uma periferia mais negativa sobre a SIDA do que sobre o VIH, de  maneira que o l&eacute;xico morte foi ocorrente. Infere-se que devido a SIDA representar um agravo do VIH, ent&atilde;o a  representa&ccedil;&atilde;o desta tende a ser mais negativa para estes, o que se faz necess&aacute;rias pesquisas futuras a respeito.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Alencar, R. A., &amp; Ciosak, S. I. (2016). Aids em idosos: Motivos que levam ao diagn&oacute;stico tardio. <i>Revista Brasileira de  Enfermagem, 69</i>, 1140-1146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044165&pid=S0870-8231201900010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Angelim, R. C. M., Pereira, V. M. A. O., Freire, D. d. A., Brand&atilde;o, B. M. G. M., &amp; Abr&atilde;o, F. M. S. (2017).  Representa&ccedil;&otilde;es sociais de estudantes de escolas p&uacute;blicas sobre as pessoas que vivem com HIV/AIDS. <i>Sa&uacute;de em Debate,  41</i>(112), 221-229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044167&pid=S0870-8231201900010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brasil, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais.  (2017). Boletim epidemiol&oacute;gico: AIDS e IST. <i>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 20</i>, 1-64. Retirado de  <a href="http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2017/boletim-epidemiologico-hivaids-2017"  target="_blank">http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2017/boletim-epidemiologico-hivaids-2017</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044169&pid=S0870-8231201900010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brasil, L. S., Mitsui, R. E., Pereira, A. M. B., &amp; Alves, R. N. (2000). Mudan&ccedil;as no comportamento sexual do adolescente decorrentes  do surgimento da SIDA no contexto social. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XVIII</i>, 465-483.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044170&pid=S0870-8231201900010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bezerra, E. O., Pereira, M. L. D., Chaves, A. C. P., &amp; Monteiro, P. V. (2015). Social representations of adolescents on sexual relations  and the use of condoms. <i>Revista Ga&uacute;cha de Enfermagem, 36</i>, 84-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044172&pid=S0870-8231201900010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Camargo, B. V., Barbar&aacute;, A., &amp; Bertoldo, R. B. (2007). Concep&ccedil;&atilde;o pragm&aacute;tica e cient&iacute;fica dos  adolescentes sobre a AIDS. <i>Psicologia em Estudo, 12</i>, 277-284.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044174&pid=S0870-8231201900010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Camargo, B. V., &amp; Justo, A. M. (2013). IRAMUTEQ: Um software gratuito para an&aacute;lise de dados textuais. <i>Temas em Psicologia,  21</i>, 513-518.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044176&pid=S0870-8231201900010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Costa, T. L., Oliveira, D. C., Formozo, G. A., &amp; Gomes, A. M. T. (2012). Persons living with AIDS in nurses&rsquo; social representations:  Analysis of central, contranormative and attitudinal elements. <i>Revista Latino-Americana de Enfermagem, 20</i>, 1091-1099.</p>     <!-- ref --><p>Cunha, M. P., Oliveira, B. F. R., Oliveira, I. C. M., Praxedes, L. K. S., &amp; Reis, A. A. S. (2016). An&aacute;lise do conhecimento sobre  DSTs/AIDS entre adolescentes em Goi&acirc;nia, Goi&aacute;s. <i>Revista da Universidade Vale do Rio Verde, 14</i>, 650-658. Retirado de  <a href="http://dx.doi.org/10.5892/ruvrd.v14i2.2856" target="_blank">http://dx.doi.org/10.5892/ruvrd.v14i2.2856</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044179&pid=S0870-8231201900010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Duque, S., Reis, A. C., Lencastre, L. Q., &amp; Guerra, M. P. (2017). Satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida em pessoas seropositivas ao  v&iacute;rus da SIDA. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</i>, <i>XXXV</i>, 297-308. Retirado de  <a href="https://doi.org/10.14417/ap.1183" target="_blank">https://doi.org/10.14417/ap.1183</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044180&pid=S0870-8231201900010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Furtado, F. M., Santos, J. A., Loredanna, S., Araujo, E., Saldanha, A. A., &amp; Silva, J. (2016). 30 years later: Social representations  about AIDS and sexual practices of rural towns residents [Special issue]. <i>Revista Escola de Enfermagem &ndash; USP, 50</i>, 74-80.  Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1590/S0080-623420160000300011" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S0080-623420160000300011</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Gaymard, S., &amp; Cazenave, C. (2018). Thirty years on&hellip; the social representation of AIDS among French teenagers. <i>Children and  Youth Services Review, 84</i>, 48-54. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1016/j.childyouth.2017.11.018"  target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.childyouth.2017.11.018</a></p>     <!-- ref --><p>Hallal, R. C., Raxach, J. C., Barcellos, N. T., &amp; Maksud, I. (2015). Strategies to prevent HIV transmission to serodiscordant couples.  <i>Revista Brasileira de Epidemiologia, 18</i>, 169-182. Retirado de <a href="https://doi.org/10.1590/1809-4503201500050013"  target="_blank">https://doi.org/10.1590/1809-4503201500050013</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044183&pid=S0870-8231201900010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica [IBGE]. (2016). <i>Pesquisa nacional de sa&uacute;de do escolar: 2015</i>. Rio de  Janeiro, Brasil: Autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044184&pid=S0870-8231201900010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Joint United Nations Programme on HIV/AIDS &ndash; UNAIDS. (2017). <i>UNAIDS data 2017</i>. Geneva: UNAIDS. Retrieved from  <a href="http://www.unaids.org/en/resources/documents/2017/2017_data_book"  target="_blank">http://www.unaids.org/en/resources/documents/2017/2017_data_book</a></p>     <!-- ref --><p>Kuchenbecker, R. (2015). What is the benefit of the biomedical and behavioral interventions in preventing HIV transmission?. <i>Revista  Brasileira de Epidemiologia, 18</i>, 26-42. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1590/1809-4503201500050004"  target="_blank">https://doi.org/10.1590/1809-4503201500050004</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044187&pid=S0870-8231201900010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Labra, O. (2013). Social representations of HIV/AIDS in mass media: Some important lessons for caregivers. <i>International Social Work,  58</i>, 238-248. doi: 10.1177/0020872813497380&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044188&pid=S0870-8231201900010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Leal, N. S. B., &amp; Co&ecirc;lho, A. E. L. (2016). Representa&ccedil;&otilde;es sociais da AIDS para estudantes de Psicologia. <i>Fractal:  Revista de Psicologia, 28</i>, 9-16. Retirado de <a href="https://doi.org/10.1590/1984-0292/918"  target="_blank">https://doi.org/10.1590/1984-0292/918</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044189&pid=S0870-8231201900010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mburu, G., Ram, M., Oxenham, D., Haamujompa, C., Iorpenda, K., &amp; Ferguson, L. (2014). Responding to adolescents living with HIV in Zambia:  A social-ecological approach. <i>Children and Youth Services Review, 45</i>, 9-17. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1016/j.childyouth.2014.03.033" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.childyouth.2014.03.033</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044190&pid=S0870-8231201900010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Medeiros, D. C., Galv&atilde;o, H. A., Melo, J. P., Medeiros, R. C. S. C., Silva, T. A. L., Medeiros, J. A., . . . Dantas, P. M. S. (2016).  Somat&oacute;tipo e imagem corporal em pessoas vivendo com Hiv/Aids. <i>Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 22</i>, 54-58. Retirado de  <a href="https://doi.org/10.1590/1517-869220162201137961" target="_blank">https://doi.org/10.1590/1517-869220162201137961</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044191&pid=S0870-8231201900010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Melo, M. C., Ferraz, R. O., Nascimento, J. L., &amp; Donalisio, M. R. (2016). Incidence and mortality of children and teenagers with AIDS:  Challenges in the southern region of Brazil. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva, 21</i>, 3889-3898. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1590/1413-812320152112.11262015" target="_blank">https://doi.org/10.1590/1413-812320152112.11262015</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044192&pid=S0870-8231201900010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Natividade, J. C., &amp; Camargo, B. V. (2012). Elementos da representa&ccedil;&atilde;o social da AIDS agrupados em dimens&otilde;es: Uma  t&eacute;cnica estrutural. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 28</i>, 193-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044193&pid=S0870-8231201900010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Okumu, M., Mengo, C., Ombayo, B., &amp; Small, E. (2017). Bullying and HIV risk among high school teenagers: The Mediating Role of Teen  Dating Violence. <i>Journal of School Health, 87</i>, 743-750.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044195&pid=S0870-8231201900010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliveira, D. C. (2013). Construction and transformation of social representations of AIDS and implications for health care [Special issue].  <i>Revista Latino-Americana de Enfermagem, 21</i>, 276-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044197&pid=S0870-8231201900010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pereira, B. S., Costa, M. C. O., Amaral, M. T. R., Costa, H. S., Silva, C. A. L., &amp; Sampaio, V. S. (2014). Fatores associados &agrave;  infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV/AIDS entre adolescentes e adultos jovens matriculados em Centro de Testagem e Aconselhamento no Estado da Bahia,  Brasil. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva, 19</i>, 747-758. Retirado de <a href="https://doi.org/10.1590/1413-81232014193.16042013"  target="_blank">https://doi.org/10.1590/1413-81232014193.16042013</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044199&pid=S0870-8231201900010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Santos, M. P. (2013). A teoria das representa&ccedil;&otilde;es sociais como referencial did&aacute;tico-metodol&oacute;gico de pesquisa no  campo das ci&ecirc;ncias humanas e sociais aplicadas. <i>Emancipa&ccedil;&atilde;o</i>, <i>13</i>, 9-21. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Wachelke, J., &amp; Wolter, R. (2011). Crit&eacute;rios de constru&ccedil;&atilde;o e relato da an&aacute;lise protot&iacute;pica para  representa&ccedil;&otilde;es sociais. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 27</i>, 521-526.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044202&pid=S0870-8231201900010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Winskell, K., Hill, E., &amp; Obyerodhyambo, O. (2011). Comparing HIV-related symbolic stigma in six African countries: Social  representations in young people&rsquo;s narratives. <i>Social Science &amp; Medicine, 73</i>, 1257-1265. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1016/j.socscimed.2011.07.007" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.socscimed.2011.07.007</a></p>     <!-- ref --><p>Zamboni, M. B. (2015). AIDS, longa dura&ccedil;&atilde;o e o trabalho do tempo: Narrativas de homens que vivem com HIV h&aacute; mais de 20  anos. <i>Revista de Ci&ecirc;ncias Sociais, 42</i>, 69-90. Retirado de <a href="http://www.periodicos.ufpb.br/index.php/politicaetrabalho"  target="_blank">http://www.periodicos.ufpb.br/index.php/politicaetrabalho</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044205&pid=S0870-8231201900010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Jos&eacute; Victor de Oliveira Santos, Departamento de  Psicologia, Universidade Federal do Piau&iacute;, Campus Ministro Reis Velloso, Av. S&atilde;o Sebasti&atilde;o, n&ordm; 2819, Nossa Sra. de  F&aacute;tima, Parna&iacute;ba, PI, 64202-020, Brasil. E-mail: <a href="mailto:victorolintos@hotmail.com">victorolintos@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 02/11/2017 Aceita&ccedil;&atilde;o: 10/04/2018</p>      ]]></body><back>
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