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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O autoconceito na população com Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental (DID) em Portugal: Revisão sistemática]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The new paradigm emphasizing the subjective perspective of the person with Intellectual and Developmental Disability as an active agent in their own life, has impact and is impacted by self-concept. National research about self-concept of this subgroup is still scarce. This systematic review aims to identify and characterize factors that influence the self-concept of these individuals. Research was made based in numerous databases. Studies were considered eligible if related to self-concept, had an empirical part, included national samples and with open access. Studies were submitted to various selection processes till the final methodological evaluation process. Eight studies were considered eligible, two of them analyzed physical activity (PA) influence, and the others studied the influence of other aspects (e.g., deinstitutionalisation) on self-concept of people with IDD. All studies samples comprised 1 to 50 persons between 8 and 65 years, with mild to moderate IDD. Regarding the quality of studies, six were classified as “strong” and two as “moderate”. There are numerous aspects that influence positively the self-concept of persons with IDD, specially a good network of social support, and good parenting education. On a self-esteem’s level, it’s important to emphasize the positive influence of PA engagement as well as deinstitutionalization. More research in self-concept measures validation for people with IDD and its psychometric analysis, the identification of self-concept’ determinants, the monitoring of deinstitutionalization process and the identification of strategies and person-centred plans are some of the recommendations for attitudes change towards persons with ID.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O autoconceito na popula&ccedil;&atilde;o com Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental (DID) em Portugal: Revis&atilde;o  sistem&aacute;tica</b></p>     <p><b>Self-concept in persons with Intellectual and Developmental Disability in Portugal: A systematic review</b></p>     <p><b>In&ecirc;s Fonseca<sup>1</sup>, Bruno Almeida<sup>1</sup>, Sara Rold&atilde;o<sup>1</sup>, Rita Jesus<sup>1</sup>, Joana Lopes<sup>1</sup>,  Sofia Santos<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Cruz Quebrada, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Faculdade de Motricidade Humana, UIDEF &ndash; Instituto da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de Lisboa, Cruz Quebrada,  Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A mudan&ccedil;a de paradigma da pessoa com Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental (DID) como agente ativo e autodeterminado vem  evidenciar a forma como o pr&oacute;prio se v&ecirc;, ou seja, o seu autoconceito, sendo este um tema que a n&iacute;vel nacional ainda carece  de mais investiga&ccedil;&atilde;o. Esta revis&atilde;o sistem&aacute;tica objetiva identificar e caracterizar os aspetos que influenciam o  autoconceito destes indiv&iacute;duos. A pesquisa foi realizada em v&aacute;rias bases de dados e revistas eletr&oacute;nicas. Os estudos foram  considerados eleg&iacute;veis se relatassem aspetos ligados ao autoconceito e &agrave; DID, apresentassem parte emp&iacute;rica,  inclu&iacute;ssem amostras nacionais e se tivessem acesso livre. Posteriormente, os estudos foram submetidos a v&aacute;rios processos de  sele&ccedil;&atilde;o, at&eacute; ao processo de avalia&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica. Foram considerados oito estudos, onde dois  analisaram a influ&ecirc;ncia da atividade f&iacute;sica, e os restantes outras vari&aacute;veis (e.g., desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o) no  autoconceito da pessoa com DID. Os oito estudos compreenderam 1 a 50 participantes (<i>N</i>=179), entre os 8 e os 65 anos com DID ligeira a  moderada. Seis dos estudos foram classificados como &ldquo;fortes&rdquo; e os restantes como &ldquo;moderados&rdquo;. Existem v&aacute;rios  aspetos que influenciam positivamente o autoconceito nesta popula&ccedil;&atilde;o, destacando-se uma boa rede de suporte social e a  educa&ccedil;&atilde;o parental. Quanto &agrave; autoestima, salienta-se a pr&aacute;tica da atividade f&iacute;sica e a  desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o. A aposta na investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea desde a valida&ccedil;&atilde;o de instrumentos  espec&iacute;ficos para a avalia&ccedil;&atilde;o do autoconceito deste subgrupo populacional e da an&aacute;lise das suas propriedades  psicom&eacute;tricas, passando pela identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores preditores do autoconceito neste subgrupo, na relev&acirc;ncia da  monitoriza&ccedil;&atilde;o dos processos de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias e  implementa&ccedil;&atilde;o de programas centrados na pessoa para uma maior participa&ccedil;&atilde;o, para a mudan&ccedil;a de atitudes,  s&atilde;o algumas das recomenda&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica.    <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Autoconceito, Autoestima, Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental, Defici&ecirc;ncia, Portugal, Revis&atilde;o  sistem&aacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The new paradigm emphasizing the subjective perspective of the person with Intellectual and Developmental Disability as an active agent in  their own life, has impact and is impacted by self-concept. National research about self-concept of this subgroup is still scarce. This  systematic review aims to identify and characterize factors that influence the self-concept of these individuals. Research was made based in  numerous databases. Studies were considered eligible if related to self-concept, had an empirical part, included national samples and with open  access. Studies were submitted to various selection processes till the final methodological evaluation process. Eight studies were considered  eligible, two of them analyzed physical activity (PA) influence, and the others studied the influence of other aspects (e.g.,  deinstitutionalisation) on self-concept of people with IDD. All studies samples comprised 1 to 50 persons between 8 and 65 years, with mild to  moderate IDD. Regarding the quality of studies, six were classified as &ldquo;strong&rdquo; and two as &ldquo;moderate&rdquo;. There are  numerous aspects that influence positively the self-concept of persons with IDD, specially a good network of social support, and good parenting  education. On a self-esteem&rsquo;s level, it&rsquo;s important to emphasize the positive influence of PA engagement as well as  deinstitutionalization. More research in self-concept measures validation for people with IDD and its psychometric analysis, the identification  of self-concept&rsquo; determinants, the monitoring of deinstitutionalization process and the identification of strategies and person-centred  plans are some of the recommendations for attitudes change towards persons with ID.</p>     <p><b>Key words</b>: Self-concept, Self-esteem, Intellectual and Developmental Disability, Disability, Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Na sequ&ecirc;ncia dos novos paradigmas de abordagem funcional e multidimensional da pessoa com Dificuldades Intelectuais e Desenvolvimentais  (DID) (Luckasson &amp; Schalock, 2013), e dos processos de capacita&ccedil;&atilde;o (Nussbaum, 2011), para a tomada de decis&otilde;es e vidas  mais autodeterminadas (Whemeyer &amp; Abery, 2013) e maior participa&ccedil;&atilde;o social (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de,  2004), constata-se o aumento da investiga&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m, a n&iacute;vel nacional (e.g., Santos &amp; Gomes, 2016; Santos &amp;  Morato, 2012; Sim&otilde;es &amp; Santos, 2016), sendo que as medidas legislativas (e.g., Decreto-Lei n&ordm;54/2018) fomentam o acesso ao  sucesso, e consequentemente, a promo&ccedil;&atilde;o do autoconceito.</p>     <p>A mais recente defini&ccedil;&atilde;o e concetualiza&ccedil;&atilde;o da DID, caracterizada pela presen&ccedil;a de limita&ccedil;&otilde;es  concomitantes intelectuais e adaptativas expressas a n&iacute;vel concetual, social e pr&aacute;tico, e diagnosticada at&eacute; aos 18 anos de  idade (Schalock, Verdugo, Gomez, &amp; Reinders, 2016), destaca o constructo de qualidade de vida (QdV), associado &agrave;  perce&ccedil;&atilde;o individual (CRPG &amp; ISCTE, 2007) de bem-estar, a sentimentos positivos no envolvimento social e com oportunidade para  participar na comunidade (Schalock &amp; Verdugo, 2002). No entanto as evid&ecirc;ncias na &aacute;rea apontam para que a  estigmatiza&ccedil;&atilde;o, que as pessoas com DID continuam a experienciar, det&eacute;m um impacto negativo no seu bem-estar  psicol&oacute;gico, com n&iacute;veis inferiores de autoconceito e autoestima, decorrentes da dist&acirc;ncia social que influencia a forma como  se sentem diferentes (Dagnan &amp; Waring, 2004), internalizando os atributos sociais negativos (Paterson, McKenzie, &amp; Lindsay, 2012).</p>     <p>Neste sentido, o autoconceito pode ser definido como a perce&ccedil;&atilde;o que o indiv&iacute;duo tem de si mesmo, i.e., as atitudes, os  sentimentos e o auto-conhecimento do sujeito relativamente &agrave;s suas pr&oacute;prias capacidades, compet&ecirc;ncias, apar&ecirc;ncia  f&iacute;sica e, ainda, aceitabilidade social (Faria, 2002; Marsh &amp; Hattie, 1996). Segundo Marsh e Hattie (1996) e Shavelson, Hubner e  Stanton (1976), esta compreens&atilde;o acerca se si pr&oacute;prio forma-se a partir das diferentes experi&ecirc;ncias ocorridas nos contextos  sociais onde o indiv&iacute;duo se desenvolve, como a fam&iacute;lia, a escola, o grupo de pares, entre outros, assim como das  interpreta&ccedil;&otilde;es que este faz dessas mesmas experi&ecirc;ncias e dos feedbacks que recebe dos outros sujeitos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar das diversas defini&ccedil;&otilde;es sobre este constructo, um ponto universal &eacute; que este &eacute; um conceito multidimensional  (Harter, 2006; Marsh, Tracy, &amp; Craven, 2006), dividido em duas componentes mais gerais, a acad&eacute;mica e a n&atilde;o-acad&eacute;mica  (Shavelson et al., 1976). Segundo os autores supracitados, o autoconceito acad&eacute;mico diz respeito &agrave; forma como os alunos se  percecionam relativamente a &aacute;reas acad&eacute;micas espec&iacute;ficas e o autoconceito n&atilde;o acad&eacute;mico, engloba ainda algumas  componentes mais espec&iacute;ficas, como o autoconceito social, emocional e f&iacute;sico. O autoconceito &eacute; estruturado, principalmente,  por dois conceitos: a autoimagem, resultado das observa&ccedil;&otilde;es em que o sujeito se apresenta como o objeto da pr&oacute;pria  perce&ccedil;&atilde;o (Serra, 1988), e a autoestima, que diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o positiva (auto-aprova&ccedil;&atilde;o)  ou negativa (deprecia&ccedil;&atilde;o) de si mesmo (Hutz &amp; Zanon, 2011). Apesar de ambas se distinguirem de autoconceito, aparecem na  literatura constantemente como sin&oacute;nimos, o que levou a utilizar os tr&ecirc;s conceitos na pesquisa, para recolher o maior n&uacute;mero  de estudos.</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre autoconceito e autoimagem prende-se sobretudo com o facto de o autoconceito integrar o conjunto de autoimagens  relativas &agrave; multiplicidade de pap&eacute;is que cada indiv&iacute;duo desempenha dentro de um determinado contexto, permitindo ao sujeito  desenvolver a sua identidade pessoal, bem como a ideia de continuidade, coer&ecirc;ncia e consist&ecirc;ncia (Marsh &amp; Hattie,1996; Serra,  1988). A autoestima indica ent&atilde;o a forma como o indiv&iacute;duo se sente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de si  mesmo, apresentando componentes mais afetivas e emocionais (Hattie, 1992) e tendo, portanto, um papel de maior import&acirc;ncia nesta  estrutura&ccedil;&atilde;o, uma vez que influencia a avalia&ccedil;&atilde;o que o sujeito faz das suas pr&oacute;prias capacidades, qualidades  ou valor moral (Serra, 1988). O autoconceito est&aacute; ent&atilde;o intimamente relacionado com a auto-estima e com a identidade pessoal,  verificando-se que um autoconceito negativo ou positivo tende para uma autoestima negativa ou positiva, respetivamente, resultante da qualidade  de intera&ccedil;&atilde;o com os outros (Falvo, 2005).</p>     <p>A literatura aponta um conjunto de fatores que podem influenciar o autoconceito e a auto-estima com a valoriza&ccedil;&atilde;o de alguns  dom&iacute;nios em detrimento de outros como: a idade com os adolescentes a tenderem para a maior valoriza&ccedil;&atilde;o da apar&ecirc;ncia  f&iacute;sica apesar dos resultados que apontam a invari&acirc;ncia pela idade (Arens &amp; Hasselhorn, 2014); e o g&eacute;nero com as  participantes do g&eacute;nero feminino a tender a valorizarem mais a apar&ecirc;ncia f&iacute;sica, a rela&ccedil;&atilde;o social e o  sentimento de perten&ccedil;a (Polce-Lynch, Myers, Kilmartin, Forssmann-Falck, &amp; Kliewer, 1998; Scalas &amp; Marsh, 2008) sendo  expect&aacute;veis melhores resultados ao n&iacute;vel dos dom&iacute;nios acad&eacute;micos verbais, e os participantes do g&eacute;nero  masculino a tenderem para melhores desempenhos a n&iacute;vel da matem&aacute;tica (Kiefer &amp; Sekaquaptewa, 2007) e para a  valoriza&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia f&iacute;sica (Bowker, 2006). Outros estudos apontam para a n&atilde;o diferencia&ccedil;&atilde;o  entre g&eacute;nero (e.g., Arens &amp; Hasselhorn, 2014). A pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica tamb&eacute;m parece ser outro fator com  impacto no autoconceito (Carmo, Carneiro, &amp; Santos, 2011), bem como a desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o (Ahad, Ara, &amp; Shah, 2016;  Beadle-Brown, Mansell, &amp; Kozma, 2007), o ambiente familiar (Dailey, 2009) e a rela&ccedil;&atilde;o com os pares (Kingery, Erdley, &amp;  Marshall, 2011).</p>     <p>O desenvolvimento do autoconceito tem sido investigado em crian&ccedil;as com e sem desenvolvimento t&iacute;pico (e.g., Carmo at al., 2011;  Couto, 2017; Peixoto, 2004) mas pouca aten&ccedil;&atilde;o parece ser dada &agrave;s pessoas com DID, dado o desafio que a sua  avalia&ccedil;&atilde;o ainda implica. A literatura aponta a pouca diferencia&ccedil;&atilde;o do AC entre crian&ccedil;as e adolescentes com DID  (Thambirajah, 2011) e/ou resultados inconclusivos, que variam entre menores &iacute;ndices de autoconceito (Garaigordobil &amp; P&eacute;rez,  2007; Heiman &amp; Margalit, 1998) ou mesmo um autoconceito id&ecirc;ntico ou superior (Glenn &amp; Cunningham, 2001; Li, Tam, &amp; Man, 2006)  quando comparados com os seus pares t&iacute;picos.</p>     <p>Estes resultados podem ser explicados pela heterogeneidade fenot&iacute;pica e comportamental inerente ao diagn&oacute;stico, bem como pelas  diferen&ccedil;as cognitivas, (menor) diversidade e oportunidade de experi&ecirc;ncias (Santos &amp; Gomes, 2016) e dificuldades inerentes  &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o resultante da perce&ccedil;&atilde;o subjetiva da pr&oacute;pria pessoa com DID (Sim&otilde;es &amp; Santos,  2016). De uma forma geral, na popula&ccedil;&atilde;o com DID, o autoconceito parece associar-se a resultados mais positivos quando se faz  refer&ecirc;ncia ao n&iacute;vel intelectual, apar&ecirc;ncia f&iacute;sica e satisfa&ccedil;&atilde;o, com tend&ecirc;ncia para uma  no&ccedil;&atilde;o desajustada da realidade e habilidades, sobrevalorizando-as (Santos &amp; Morato, 2012), e a resultados menos positivos  quanto &agrave; popularidade e n&iacute;veis de ansiedade (Reid, Smiley, &amp; Cooper, 2011). O contacto com os pares parece influenciar o valor  pr&oacute;prio auto-percecionado e o sentimento de (in)compet&ecirc;ncia das pessoas com DID, com repercuss&otilde;es na forma como o  pr&oacute;prio se interpreta e reconhece a si mesmo (Burns, 1982).</p>     <p>Dada a import&acirc;ncia do autoconceito na forma&ccedil;&atilde;o da personalidade (Palomino, 2017), no desempenho acad&eacute;mico e  comportamental, sa&uacute;de mental (Wei &amp; Marder, 2012), funcionamento independente e participa&ccedil;&atilde;o social (Schalock &amp;  Verdugo, 2002), a an&aacute;lise do autoconceito e da auto-estima das pessoas com DID assume-se como um tema atual, sendo vis&iacute;vel a ainda  escassa evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica sobre o autoconceito e os fatores que o influenciam, na popula&ccedil;&atilde;o com DID (Huck, Kemp,  &amp; Carter, 2010).</p>     <p>No momento atual, e inserido no novo paradigma de mudan&ccedil;a, os profissionais e prestadores de cuidados est&atilde;o a reequacionar as  suas pr&aacute;ticas, para a optimiza&ccedil;&atilde;o da QdV dos indiv&iacute;duos com DID (Schalock &amp; Verdugo, 2002), pelo que se considera  fundamental analisar o autoconceito deste subgrupo populacional, identificando os fatores que o influenciam, para que os profissionais os  integrem nos programas de interven&ccedil;&atilde;o, nos mais variados contextos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Objetivo do estudo</i></p>     <p>Este estudo tem como objetivo a realiza&ccedil;&atilde;o de uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica dos estudos publicados, at&eacute; ao  momento atual, sobre os aspetos que influenciam o autoconceito nas pessoas com DID, atrav&eacute;s da an&aacute;lise,  caracteriza&ccedil;&atilde;o e compara&ccedil;&atilde;o de todos os estudos. Para al&eacute;m disso, este estudo pretende caracterizar o tipo de  influ&ecirc;ncia de cada aspeto, de modo a desenvolver novas estrat&eacute;gias e recomenda&ccedil;&otilde;es para o programa terap&ecirc;utico,  que permitam melhorar o autoconceito do indiv&iacute;duo, o seu bem-estar emocional e, consecutivamente, a sua QdV. Deste modo, foram  estabelecidas v&aacute;rias metas: (1) identificar os fatores que influenciam o autoconceito das pessoas com DID; (2) caracterizar essa  influ&ecirc;ncia como nula, positiva ou negativa; e (3) analisar os resultados de cada estudo, consoante o seu rigor cient&iacute;fico  (O&rsquo;Haire, 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A revis&atilde;o foi elaborada de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es do documento <i>Preferred Reporting Items for Systematic Reviews  and Meta-Analyses</i> (<i>PRISMA</i>), que pretende nortear diversas revis&otilde;es sistem&aacute;ticas e meta-an&aacute;lises (Moher, Liberati,  Tetzlaff, Altman, &amp; The PRISMA Group, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Crit&eacute;rios de elegibilidade</i></p>     <p>Os estudos selecionados tiveram por base v&aacute;rios crit&eacute;rios de inclus&atilde;o, sendo apenas eleg&iacute;veis aqueles que  analisavam o autoconceito, a autoestima ou a autoimagem, em indiv&iacute;duos com DID escritos em portugu&ecirc;s, ingl&ecirc;s, espanhol e  italiano mas que se reportassem a amostras de pessoas com DID de nacionalidade portuguesa e/ou a residir em Portugal. Uma vez que este &eacute;  um tema pouco abordado na literatura, especialmente nesta popula&ccedil;&atilde;o alvo, n&atilde;o foram estabelecidas grandes  restri&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel do tipo de estudos, considerando apenas como crit&eacute;rio de exclus&atilde;o os estudos n&atilde;o  emp&iacute;ricos. O recurso &agrave; literatura cinzenta (no original, <i>grey literature</i>) pode ser uma estrat&eacute;gia especialmente  quando o tema &eacute; recente ou pouco investigado (Mahood, Van Eerd, &amp; Irvin, 2013), raz&atilde;o pela qual se decidiu recorrer a artigos,  teses, disserta&ccedil;&otilde;es, estudos de caso, entre outros, a n&iacute;vel nacional e cujo acesso fosse livre, sem qualquer  restri&ccedil;&atilde;o referente ao ano de publica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Fontes de informa&ccedil;&atilde;o, estrat&eacute;gias de pesquisa e sele&ccedil;&atilde;o de estudos</i></p>     <p>As pesquisas foram realizadas em diferentes bases de dados e revistas eletr&oacute;nicas, como <i>PubMed</i>, <i>B-On</i>, Reposit&oacute;rios  Cient&iacute;ficos de Acesso Aberto de Portugal, Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Psicomotricidade, entre outros, sendo que a &uacute;ltima  pesquisa ocorreu no in&iacute;cio de janeiro de 2018.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As estrat&eacute;gias de pesquisa nas diferentes fontes de informa&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;ram uma combina&ccedil;&atilde;o de  diferentes termos<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> como: autoconceito, <i>self-concept</i>, autoestima, autoimagem,  <i>self-esteem</i>, <i>self-image</i>, dificuldade intelectual e desenvolvimental, defici&ecirc;ncia mental, dificuldade, defici&ecirc;ncia,  disability, difficulty e atraso mental, utilizando os devidos filtros consoante os crit&eacute;rios anteriormente referidos. Utilizou-se uma  pesquisa abrangente com o intuito de n&atilde;o se correr o risco de excluir estudos importantes. Segue-se um exemplo completo de pesquisa  utilizado na base de dados &ldquo;PubMed&rdquo;: &ldquo;<i>(((self-concept) AND ((disability) OR (difficulty))) OR ((self-esteem) AND  ((disability) OR (difficulty))) OR ((self-image) AND ((disability) OR (difficulty)))) AND ((portuguese) OR (portugal))&rdquo;</i>. Importa  acrescentar que, se analisaram tamb&eacute;m as listas de refer&ecirc;ncias de estudos relevantes, com o intuito de encontrar estudos  potencialmente eleg&iacute;veis para esta revis&atilde;o.</p>     <p>Seguidamente, os estudos possivelmente eleg&iacute;veis foram analisados individualmente com base nos seus t&iacute;tulos e resumos, sendo  que inicialmente foram exclu&iacute;dos, manualmente, os que se encontravam repetidos e posteriormente com base na an&aacute;lise do  t&iacute;tulo e do resumo (<a href="/img/revistas/aps/v37n1/37n1a05t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>). Os estudos potenciais foram  posteriormente submetidos a uma leitura do texto integral, selecionando, por consenso e entre os cinco investigadores, os que iriam constar na  presente revis&atilde;o. As refer&ecirc;ncias foram elaboradas com aux&iacute;lio do programa <i>Mendeley</i>.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Processo de extra&ccedil;&atilde;o de dados</i></p>     <p>A extra&ccedil;&atilde;o dos dados foi realizada segundo um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es previamente definido pelos autores desta  revis&atilde;o, incluindo informa&ccedil;&otilde;es sobre: (i) detalhes do estudo &ndash; autores, t&iacute;tulo, ano, tipo de estudo; (ii)  objetivo do estudo; (iii) m&eacute;todos de estudo &ndash; popula&ccedil;&atilde;o alvo/amostra, instrumento, dura&ccedil;&atilde;o do programa;  (iv) resultados de interesse; e (v) principais conclus&otilde;es. Importa referir que a recolha de dados foi elaborada por tr&ecirc;s  indiv&iacute;duos, de forma independente, com o intuito de diminuir poss&iacute;veis erros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade metodol&oacute;gica dos estudos</i></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica da qualidade metodol&oacute;gica de todos os estudos selecionados, foi concretizada com o intuito de  analisar a presen&ccedil;a, ou aus&ecirc;ncia, de fatores essenciais para a compreens&atilde;o de um estudo cient&iacute;fico (Center of the  Cochrane, 2018). Deste modo, a qualidade dos estudos foi avaliada segundo a escala <i>Quality Assessment Tool for Quantitative Studies</i>,  desenvolvida por Effective Public Health Practice Project (Thomas, Ciliska, Dobbins, &amp; Micucci, 2004) e recomendada pelo Grupo Cochrane  (Higgins et al., 2011).</p>     <p>Segundo a National Collaborating Centre for Methods and Tools [NCCMT] (2008) a escala foi desenvolvida com o objetivo de ser usada no  &acirc;mbito da sa&uacute;de p&uacute;blica, podendo ser aplicada a qualquer artigo nesta &aacute;rea, de modo a sintetizar todos os aspetos e  conhecimentos referidos nos mesmos. O instrumento validado e padronizado permite avaliar a qualidade dos estudos e desenvolver  recomenda&ccedil;&otilde;es para pesquisas futuras, dando maior suporte &agrave;s decis&otilde;es, especialmente na formula&ccedil;&atilde;o,  implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de programas e pol&iacute;ticas de sa&uacute;de p&uacute;blica, podendo ainda assumir um  passo e um papel importante no processo das revis&otilde;es sistem&aacute;ticas (NCCMT, 2008).</p>     <p>Segundo o mesmo autor, a escala permite classificar os estudos como fortes, moderados ou fracos em oito dom&iacute;nios distintos:  &ldquo;<i>selection bias</i>&rdquo; (refere-se &agrave; popula&ccedil;&atilde;o alvo e procura avaliar a representatividade da amostra usada no  estudo), &ldquo;<i>study design</i>&rdquo; (o tipo de estudo e a sua caracteriza&ccedil;&atilde;o); &ldquo;<i>confounders</i>&rdquo; (associado  &agrave; interven&ccedil;&atilde;o e aos resultados de interesse do estudo), &ldquo;<i>blinding</i>&rdquo; (desconhecimento do objetivo do estudo  pelos participantes, ou desconhecimento das caracter&iacute;sticas dos participantes pelos avaliadores, reduzindo os erros dos estudos),  &ldquo;<i>data collection methods</i>&rdquo; (i.e., validade e confiabilidade dos m&eacute;todos utilizados), &ldquo;<i>withdrawals and  dropouts</i>&rdquo; (continuidade de participantes ao longo do estudo), &ldquo;<i>intervention integrity</i>&rdquo; e  &ldquo;<i>analysis</i>&rdquo; (Thomas et al., 2004).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o de cada componente &eacute; poss&iacute;vel realizar uma avalia&ccedil;&atilde;o global do artigo:  <i>forte</i> quando n&atilde;o existe nenhum dom&iacute;nio classificado como fraco; <i>moderado</i>, quando existe apenas uma  classifica&ccedil;&atilde;o fraca numa das componentes avaliadas; e <i>fraco</i> quando existem duas ou mais componentes avaliadas como fracas  (Thomas et al., 2004).</p>     <p>&Eacute; importante referir que foram realizadas algumas adapta&ccedil;&otilde;es da escala original, nomeadamente no  &ldquo;<i>Blinding</i>&rdquo;. No &acirc;mbito dos estudos que envolviam interven&ccedil;&otilde;es, parece fulcral que os avaliadores  conhecessem os indiv&iacute;duos com quem iriam intervir, para a cota&ccedil;&atilde;o final da qualidade dos estudos. Esta  avalia&ccedil;&atilde;o foi realizada por dois autores, de forma independente, com o intuito de aumentar a veracidade nas respostas, sendo que as  discrep&acirc;ncias foram resolvidas por consenso, ou por um terceiro avaliador.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>S&iacute;ntese da informa&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>Por &uacute;ltimo, os estudos extra&iacute;dos e selecionados foram ordenados e, no sentido de facilitar a sua compreens&atilde;o, os dados  encontram-se sintetizados na <a href="/img/revistas/aps/v37n1/37n1a05t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a>, permitindo analisar as  informa&ccedil;&otilde;es referidas no cap&iacute;tulo da extra&ccedil;&atilde;o de dados, de cada artigo, come&ccedil;ando nos detalhes do  estudo, passando pelos objetivos e m&eacute;todos, e terminando com os resultados de interesse e principais conclus&otilde;es.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Na apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados ser&aacute; efetuada a an&aacute;lise mais detalhada dos estudos abordados, incluindo  n&atilde;o s&oacute; as suas caracter&iacute;sticas e os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica, como tamb&eacute;m uma  s&iacute;ntese dos resultados gerais dos mesmos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sele&ccedil;&atilde;o de estudos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pesquisa da literatura resultou num total de 446 estudos (<a href="#f1">Figura 1</a>), somando-se mais 1 que foi identificado atrav&eacute;s  de pesquisas nas listas de refer&ecirc;ncias, fazendo um total de 447 registos potencialmente relevantes. Destes, 14 foram removidos por se  encontrarem em duplicado, seguindo os restantes para uma avalia&ccedil;&atilde;o dos seus t&iacute;tulos e resumos. Ap&oacute;s esta triagem  inicial, 394 foram exclu&iacute;dos, uma vez que n&atilde;o continham as palavras-chave no t&iacute;tulo ou no resumo. Assim, analisou-se o texto  integral de 39 estudos, onde apenas 8 preencheram todos os crit&eacute;rios de elegibilidade, e que foram considerados nesta revis&atilde;o  sistem&aacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n1/37n1a05f1.jpg" width="576" height="365"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="/img/revistas/aps/v37n1/37n1a05t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>, s&atilde;o apresentadas as refer&ecirc;ncias, bem como  os motivos de exclus&atilde;o, dos diversos estudos cujos textos integrais foram analisados.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Caracter&iacute;sticas dos estudos e avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade metodol&oacute;gica dos estudos</i></p>     <p>A <a href="/img/revistas/aps/v37n1/37n1a05t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a> apresenta um resumo das caracter&iacute;sticas dos estudos  presentes na revis&atilde;o (<i>n</i>=8), destacando-se que apenas foi analisado um artigo cient&iacute;fico, sendo os restantes monografias  (seis disserta&ccedil;&otilde;es de mestrado e uma monografia de licenciatura), e os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade  metodol&oacute;gica mostram que seis estudos foram classificados como &ldquo;Forte&rdquo; e dois como &ldquo;Moderado&rdquo;, dada a amostra  n&atilde;o ser representativa da popula&ccedil;&atilde;o em an&aacute;lise.</p>     
<p>No que concerne aos objetivos vemos que existem quatro estudos que abordam o autoconceito e outros quatro que se focam na autoestima. Uma  an&aacute;lise mais pormenorizada permite analisar que dos oito estudos selecionados, tr&ecirc;s t&ecirc;m como objetivo compreender a  influ&ecirc;ncia que a atividade f&iacute;sica poder&aacute; ter no autoconceito, mais especificamente ao n&iacute;vel da autoestima. Os  restantes estudos analisam a influ&ecirc;ncia de outras componentes, como as amizades, a rede social, a desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o, os  programas de educa&ccedil;&atilde;o parental e, ainda, um plano de interven&ccedil;&atilde;o por aprendizagem cooperativa, no constructo do  autoconceito.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o alvo, salientar que dois s&atilde;o estudos de caso com um sujeito cada, ambos do g&eacute;nero  masculino e com 8 e 14 anos de idade. Os restantes estudos, inclu&iacute;ram grupos heterog&eacute;neos, entre os 12 e os 65 anos, incluindo  maioritariamente indiv&iacute;duos do g&eacute;nero masculino (55,4%), &agrave; exce&ccedil;&atilde;o de um que recorreu apenas a participantes  do g&eacute;nero feminino (44,6%). O tamanho das amostras variou entre 20 e os 50 indiv&iacute;duos (com uma m&eacute;dia de 30 sujeitos,  n&atilde;o incluindo aqui os dois estudos de caso). Importa referir que numa grande parte dos estudos avaliados, a popula&ccedil;&atilde;o alvo  estava diagnosticada com DID ligeira a moderada. No total, participaram 184 indiv&iacute;duos nos estudos.</p>     <p>No que diz respeito aos instrumentos utilizados, e apesar de em alguns estudos serem referidos instrumentos de an&aacute;lise qualitativa,  todos recorreram a, pelo menos, um de an&aacute;lise quantitativa, salientando-se o <i>Teste Piers-Harris Children&rsquo;s Self-Concept  Scale</i>, como o instrumento mais utilizado (<i>n</i>=4).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>S&iacute;ntese de resultados dos estudos</i></p>     <p>Neste subcap&iacute;tulo ser&atilde;o apresentados, individualmente, os resultados e as conclus&otilde;es obtidas em cada um dos estudos  analisados. Deste modo, Pina (2012) estudou os efeitos de um programa de atividade f&iacute;sica na autoestima de alunos com DID (amostra de  interesse), paralisia cerebral e defici&ecirc;ncia motora. Relativamente aos sujeitos com DID, verificou-se um aumento significativo da  autoestima ap&oacute;s o programa aplicado, sendo que este grupo, juntamente com o das s&iacute;ndromes gen&eacute;ticas (n&atilde;o  especificadas), foi quem apresentou mais melhorias.</p>     <p>Hergee (2009), com 21 jovens com DID ligeira, observou a rela&ccedil;&atilde;o entre o estatuto sociom&eacute;trico e o autoconceito,  n&atilde;o encontrando diferen&ccedil;as significativas nas 6 dimens&otilde;es da escala do AC, possivelmente justificadas pela menor capacidade  de auto discrimina&ccedil;&atilde;o de qualidades e defeitos dos participantes, bem como pelas suas dificuldades na auto-an&aacute;lise. Os  resultados apontaram que quanto maior o AC acad&eacute;mico, menor a popularidade no que diz respeito ao lazer, influenciando a auto  perce&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia atl&eacute;tica, de forma positiva. A amizade parece n&atilde;o ter rela&ccedil;&otilde;es  significativas com as dimens&otilde;es do AC, apesar de ser expect&aacute;vel a influ&ecirc;ncia positiva do sucesso nas rela&ccedil;&otilde;es  com os pares no desenvolvimento do autoconhecimento, fundamental &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de um bom autoconceito (Hergee, 2009).</p>     <p>Sardica (2014) analisou a contribui&ccedil;&atilde;o da rede social e do autoconceito na ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos de risco,  avaliando 20 alunos com DID. Os resultados obtidos evidenciaram que os itens mais importantes para os participantes foram: &ldquo;<i>Sou uma boa  pessoa</i>&rdquo;, &ldquo;S<i>ou uma pessoa feliz</i>&rdquo; e &ldquo;<i>Sou capaz de dar uma boa impress&atilde;o perante a turma</i>&rdquo;,  mostrando uma satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal positiva, que se refletiu num autoconceito global positivo. Os itens &ldquo;<i>Os meus colegas de  turma tro&ccedil;am de mim</i>&rdquo;, &ldquo;Sinto<i>-me posto de parte</i>&rdquo; e &ldquo;<i>Crio problemas &agrave; minha  fam&iacute;lia</i>&rdquo;, s&atilde;o os que apresentam uma m&eacute;dia mais baixa. Nas dimens&otilde;es do AC, salienta-se a  Satisfa&ccedil;&atilde;o e Felicidade e o Estatuto Intelectual e Escolar, com valores m&eacute;dios mais elevados e o Aspeto Comportamental com  os mais reduzidos. O g&eacute;nero feminino foi o que apresentou maior ansiedade. O autor concluiu que o desenvolvimento de comportamentos de  risco, a satisfa&ccedil;&atilde;o com o suporte social e o autoconceito s&atilde;o tr&ecirc;s aspetos relevantes quando nos referimos a  adolescentes, especialmente com necessidades de apoio educativo. Para o autor &eacute; fundamental que estes adolescentes sejam inseridos, desde  cedo, em grupos com a mesma faixa et&aacute;ria, com o intuito de promover o sentimento de perten&ccedil;a e valoriza&ccedil;&atilde;o do  pr&oacute;prio, para que no futuro consigam ter uma vida adulta ativa.</p>     <p>Couto (2017) estudou a rela&ccedil;&atilde;o do bem-estar, autoestima e depress&atilde;o com determinadas vari&aacute;veis, como a idade,  g&eacute;nero, tipo de defici&ecirc;ncia, entre outros, em 31 indiv&iacute;duos com defici&ecirc;ncia motora e 5 com DID. Assim, e focando apenas  na amostra de interesse (DID), o autor viu que os valores m&eacute;dios da autoestima foram superiores para esta popula&ccedil;&atilde;o,  comparativamente aos referentes &agrave; defici&ecirc;ncia motora, e tamb&eacute;m no g&eacute;nero feminino. Os indiv&iacute;duos que praticam  atividade f&iacute;sica, apresentaram valores de autoestima mais reduzidos, mas superiores ao n&iacute;vel dos afetos positivos e de  experi&ecirc;ncias relacionadas com o bem-estar psicol&oacute;gico. O autor concluiu que, apesar de tudo, a pr&aacute;tica de atividade  f&iacute;sica deve ser uma constante na popula&ccedil;&atilde;o com DID e que a vari&aacute;vel da autoestima, ainda que tenha apresentado  diferen&ccedil;as, n&atilde;o apresentou nenhuma varia&ccedil;&atilde;o significativa.</p>     <p>Almeida (2009) analisou o impacto da desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o em 20 indiv&iacute;duos do g&eacute;nero feminino com  diagn&oacute;stico de DID, tendo observado melhorias estatisticamente significativas no bem-estar psicol&oacute;gico, entre o primeiro  (institucionalizadas) e o segundo momento (ap&oacute;s a desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o) de avalia&ccedil;&atilde;o. A subescala da  autoestima, foi a segunda subescala, antecedida da &ldquo;felicidade&rdquo;, onde o valor da melhoria foi mais elevado, dadas estas duas  dimens&otilde;es resultarem de melhorias vis&iacute;veis na realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, e do aumento das condi&ccedil;&otilde;es  habitacionais e da privacidade pessoal. A subescala com a m&eacute;dia mais baixa, foi a da sociabilidade, o que pode revelar dificuldades ao  n&iacute;vel do restabelecimento de vincula&ccedil;&otilde;es afetivas, apesar de se equacionar o tempo (apenas oito meses) entre os dois  momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, como insuficiente. O autor concluiu que a desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o promove  altera&ccedil;&otilde;es estatisticamente positivas nos n&iacute;veis de bem-estar psicol&oacute;gico, onde se encontra inserida a autoestima e  que existem v&aacute;rias vantagens para estas popula&ccedil;&otilde;es em residir na comunidade, tais como o aumento da autonomia e do bem-estar  e a diminui&ccedil;&atilde;o do estigma.</p>     <p>Lopes (2011) analisou a influ&ecirc;ncia que um programa de dez sess&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o parental tem no autoconceito de um  adolescente com DID. O programa teve v&aacute;rios objetivos gerais, salientando a promo&ccedil;&atilde;o do autoconhecimento enquanto pais e  pessoas, o aumento do n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o dos pais, de acordo com as necessidades espec&iacute;ficas de cada um, a  promo&ccedil;&atilde;o de formas de comunica&ccedil;&atilde;o com os filhos, e a reflex&atilde;o de algumas situa&ccedil;&otilde;es  t&iacute;picas na adolesc&ecirc;ncia, entre outras. O autor analisou um aumento generalizado dos valores do autoconceito obtidos nas  avalia&ccedil;&otilde;es pr&eacute; e p&oacute;s interven&ccedil;&atilde;o, destacando-se os dom&iacute;nios do Estatuto Intelectual, pela  positiva e o da Ansiedade que obteve a maior redu&ccedil;&atilde;o na pontua&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, indiciando  uma influ&ecirc;ncia positiva da interven&ccedil;&atilde;o. As aprecia&ccedil;&otilde;es escolares revelaram progressos significativos,  especialmente no empenho, responsabilidade e nas compet&ecirc;ncias sociais e interativas. As intera&ccedil;&otilde;es entre pais e filhos e as  pr&aacute;ticas parentais parecem ter influ&ecirc;ncia na perce&ccedil;&atilde;o que os segundos t&ecirc;m de si pr&oacute;prios e na forma como  se relacionam com os outros, mostrando uma correla&ccedil;&atilde;o direta entre a boa qualidade das pr&aacute;ticas parentais e a melhoria do  autoconceito.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Medina (2014) implementou um plano de interven&ccedil;&atilde;o para promover o autoconceito de v&aacute;rios alunos e, em especial, de um  aluno com DID, analisando os resultados em tr&ecirc;s momentos distintos, i.e., antes, durante e ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o. No  primeiro momento, verificou que a disciplina onde o jovem apresentava maior autoconceito era a Atividade F&iacute;sico Desportiva (AFD), sendo o  Aspeto Comportamental a dimens&atilde;o mais pontuada. A encarregada de educa&ccedil;&atilde;o mencionou, nas entrevistas, que o sujeito  apresenta um autoconceito desvalorizado, dado corroborado pelo autorrelato. Os resultados obtidos durante a interven&ccedil;&atilde;o mostraram  algumas evolu&ccedil;&otilde;es significativas no autoconceito do aluno, destacando-se as dimens&otilde;es do Aspeto Comportamental, onde atingiu  o valor m&aacute;ximo, e da Popularidade e Ansiedade, onde a evolu&ccedil;&atilde;o foi mais significativa. Ap&oacute;s a  interven&ccedil;&atilde;o, os dados revelaram que foi nas aulas de AFD e de M&uacute;sica que o aluno foi classificado com tendo maior  autoconceito, salientando a dimens&atilde;o da Ansiedade, como a dimens&atilde;o com uma evolu&ccedil;&atilde;o mais evidente. Estes resultados  foram corroborados pela encarregada de educa&ccedil;&atilde;o, que referiu algumas evolu&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da  autoconfian&ccedil;a, autonomia e comunica&ccedil;&atilde;o, bem como pela professora do mesmo, que acrescenta que o aluno aumentou a sua  autoestima, tornando-se menos introvertido. O pr&oacute;prio aluno acrescenta ainda que se sente mais feliz e mais capaz de enfrentar os colegas.  A partir dos resultados da escala PHCSCS-2, verificou-se uma evolu&ccedil;&atilde;o significativa do autoconceito do aluno, sobressaindo as  dimens&otilde;es, Popularidade, Apar&ecirc;ncia F&iacute;sica e Ansiedade como um aumento mais acentuado. O autor concluiu que as dificuldades  intelectuais podem levar &agrave; desmotiva&ccedil;&atilde;o, introvers&atilde;o, imagem negativa de si pr&oacute;prio e &agrave;  inseguran&ccedil;a, que conduzem a um baixo autoconceito, inferindo ainda que este aluno em particular apresenta uma capacidade auto percetiva  satisfat&oacute;ria, na medida em que os resultados se aproximam, de modo geral, das avalia&ccedil;&otilde;es realizadas pela investigadora.</p>     <p>Finalmente, Gravito (2007) avaliou a autoestima e a compet&ecirc;ncia f&iacute;sica em 50 indiv&iacute;duos desportistas e com  defici&ecirc;ncia motora ou DID (<i>n</i>=37). O autor analisou que, no g&eacute;nero feminino, os n&iacute;veis de compet&ecirc;ncia  f&iacute;sica percebida apresentados foram maiores, mas n&atilde;o encontrou diferen&ccedil;as significativas na autoestima. Os valores mais  elevados de autoconceito, foram obtidos pelo g&eacute;nero masculino. No tipo de defici&ecirc;ncia, salientar que os participantes com DID  apresentaram maiores valores de autoestima, comparativamente aos outros e que, os atletas que competem a n&iacute;vel internacional, apesar de  maiores resultados na componente anterior, mostraram tamb&eacute;m valores maiores de auto deprecia&ccedil;&atilde;o. O fator competitivo  funciona n&atilde;o s&oacute; como um meio para melhorar as capacidades psicol&oacute;gicas, aumentar os valores de autoestima global e de  compet&ecirc;ncia f&iacute;sica, mas tamb&eacute;m para aumentar o sentido de responsabilidade, que conduz ao aumento dos n&iacute;veis de  confian&ccedil;a. O autor concluiu assim que a atividade f&iacute;sica tem um impacto positivo na promo&ccedil;&atilde;o da autoestima e da  compet&ecirc;ncia f&iacute;sica percebida e que os participantes do g&eacute;nero masculino e com DID s&atilde;o os que se percecionam mais  positivamente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A presente revis&atilde;o sistem&aacute;tica procurou analisar quais os aspetos que influenciam o autoconceito na popula&ccedil;&atilde;o com  DID, ao mesmo tempo que caracteriza essa mesma influ&ecirc;ncia. Nesse sentido, foram analisados 8 estudos, com o intuito de responder &agrave;  quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o, tendo-se verificado que a maioria dos estudos analisou ou teve como objetivo principal, ou  secund&aacute;rio, a influ&ecirc;ncia da atividade f&iacute;sica no autoconceito/autoestima, sendo que apenas um avaliou o impacto do processo de  desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o no mesmo.</p>     <p>Assim, Pina (2012) e Gravito (2007) mostram que a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica contribui para um aumento da autoestima nos  indiv&iacute;duos com DID. Em ambos os estudos &eacute; verificado que, quando comparada com uma dificuldade a n&iacute;vel motor, os  indiv&iacute;duos com DID s&atilde;o quem apresenta melhorias ou aumentos mais significativos.</p>     <p>Neste sentido, os resultados obtidos v&atilde;o ao encontro de Carmo et al. (2011) refor&ccedil;ando a ideia de que a  participa&ccedil;&atilde;o em atividades f&iacute;sicas e desportivas promovem positivamente a autoestima global, funcionando como um fator  protetor que intensifica diversos sentimentos positivos, como a valoriza&ccedil;&atilde;o pessoal e relacional, o bem-estar, pensamentos  positivos em rela&ccedil;&atilde;o ao pr&oacute;prio e a autoefic&aacute;cia, bem como a diminui&ccedil;&atilde;o de sentimentos negativos, como  a incompet&ecirc;ncia.</p>     <p>Relativamente &agrave; diferen&ccedil;a entre g&eacute;neros, n&atilde;o foram referidas diferen&ccedil;as significativas, corroborando Arens  e Hasselhorn (2014) mas os valores de autoestima mais elevados foram obtidos pelo g&eacute;nero masculino (Gravito, 2007). No que concerne  &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es dos estudos, salienta-se a dificuldade de uma amostra representativa e significativa.</p>     <p>Couto (2017) tamb&eacute;m observou que, popula&ccedil;&otilde;es com DID apresentam valores m&eacute;dios de autoestima superiores aos  sujeitos com dificuldades a n&iacute;vel motor, mas q inferiores nos indiv&iacute;duos com DID que praticam atividade f&iacute;sica. No entanto,  o autor afirmou que as diferen&ccedil;as na vari&aacute;vel autoestima n&atilde;o s&atilde;o significativas e, por isso, que a pr&aacute;tica da  atividade f&iacute;sica deve ser regular. Tal como nos tr&ecirc;s estudos anteriores, tamb&eacute;m Carmo e Carneiro (2011), analisaram que a  pr&aacute;tica regular de exerc&iacute;cio f&iacute;sico adaptado, pode provocar altera&ccedil;&otilde;es positivas na autoestima de pessoas com  necessidades de apoio educativo.</p>     <p>Outro estudo que abordou as influ&ecirc;ncias na autoestima, foi Almeida (2009), mostrando que a desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o pode  promover altera&ccedil;&otilde;es estatisticamente positivas na autoestima, com melhoria acentuada na QdV e na autoconfian&ccedil;a dos  indiv&iacute;duos, especialmente nos sujeitos com perturba&ccedil;&otilde;es do desenvolvimento (Ahad et al., 2016; Beadle-Brown et al., 2007). O  estudo de Almeida (2009), apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es, incluindo apenas participantes do g&eacute;nero feminino, com  diferen&ccedil;as sociodemogr&aacute;ficas e nos anos de internamento dos sujeitos e, ainda, o facto de, at&eacute; ao momento da  conclus&atilde;o do estudo de Almeida (2009), o projeto onde este se baseou n&atilde;o ter terminado, n&atilde;o atingindo assim os objetivos  pretendidos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dos estudos que visavam abordar as influ&ecirc;ncias no autoconceito, salienta-se o de Hergee (2009) que concluiu que a baixa  auto-an&aacute;lise destes sujeitos pode levar &agrave; inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as elevadas de diferencia&ccedil;&atilde;o na Escala  do Autoconceito. Harter (2006) afirma que o desenvolvimento do autoconceito ocorre paralelamente com o desenvolvimento psicol&oacute;gico,  cognitivo e social, que, geralmente, se encontram afetados nos sujeitos com DID. Contudo, nos dois estudos de caso analisados, ambos com DID, o  aumento generalizado do autoconceito ap&oacute;s as respetivas interven&ccedil;&otilde;es foi not&oacute;rio. No estudo de Medina (2014), a  mudan&ccedil;a positiva e significativa do autoconceito foi descrita, n&atilde;o s&oacute; pelo aluno, como pelo encarregado de  educa&ccedil;&atilde;o e pelos professores do mesmo. O estudo apresentou como limita&ccedil;&otilde;es o facto do hor&aacute;rio semanal do  programa ser reduzido. Hergee (2009) afirma que seria de esperar que o sucesso nas rela&ccedil;&otilde;es de pares (Kingery et al., 2011)  favorecesse o desenvolvimento do autoconhecimento e, por sua vez, do autoconceito, o que n&atilde;o se verificou. Sardica (2014) concluiu que um  bom autoconceito e uma boa rede de suporte social (e.g., comunica&ccedil;&atilde;o e suporte parental, e o apoio dos amigos) minimizam  comportamentos de risco.</p>     <p>Ambos os estudos acima referidos foram classificados como &ldquo;Forte&rdquo;, mas no de Hergee (2009), existem algumas incoer&ecirc;ncias ao  n&iacute;vel da descri&ccedil;&atilde;o/caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra, que n&atilde;o s&atilde;o poss&iacute;veis de ser avaliadas com  a escala aplicada. Acrescentar que nestes estudos existem algumas limita&ccedil;&otilde;es, como, mais uma vez, o n&uacute;mero reduzido de  participantes e a veracidade nas respostas, que, regra geral, &eacute; sempre dif&iacute;cil de garantir.</p>     <p>No que concerne ao suporte e comunica&ccedil;&atilde;o parental, Lopes (2011) corrobora a ideia que uma boa qualidade das pr&aacute;ticas  parentais tem um efeito direto e positivo na melhoria do autoconceito dos filhos (Dailey, 2009). Este estudo foi classificado como  &ldquo;Moderado&rdquo;, pelo facto da amostra n&atilde;o ser representativa, mas as conclus&otilde;es s&atilde;o refor&ccedil;adas por Peixoto  (2004), na medida em que afirma que a qualidade e a din&acirc;mica das rela&ccedil;&otilde;es familiares poder&atilde;o influenciar as  dimens&otilde;es do autoconceito, destacando-se o suporte emocional fornecido pela fam&iacute;lia. Uma limita&ccedil;&atilde;o do estudo de Lopes  (2011) relaciona-se com a subjetividade dos dados recolhidos.</p>     <p>&Eacute; fulcral acrescentar que, apesar de na parte emp&iacute;rica dos estudos analisados nenhum autor fazer o paralelismo entre a  autoestima e o autoconceito, como vimos em cima, estes s&atilde;o dois construtos que, apesar de distintos, n&atilde;o devem ser dissociados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>A presente revis&atilde;o foi elaborada com o intuito de analisar os aspetos que influenciam o autoconceito na popula&ccedil;&atilde;o com  DID, constatando-se a ainda reduzida investiga&ccedil;&atilde;o nacional sobre esta tem&aacute;tica. A inconformidade de alguns estudos, no que  se refere &agrave; sua amostra, bem como a aus&ecirc;ncia de uma defini&ccedil;&atilde;o clara da rela&ccedil;&atilde;o entre os constructos de  autoestima e autoconceito, foram outras limita&ccedil;&otilde;es desta revis&atilde;o.</p>     <p>Com base na literatura cient&iacute;fica analisada at&eacute; ao momento, identificamos os aspetos que influenciam o autoconceito nos  indiv&iacute;duos com DID, destacando-se uma boa rede de suporte social, i.e., rela&ccedil;&otilde;es de amizade com qualidade, o apoio dos  colegas e professores, uma boa comunica&ccedil;&atilde;o e suporte parental, entre outros, bem como a educa&ccedil;&atilde;o parental, ao  n&iacute;vel da rela&ccedil;&atilde;o pai-filho. Apesar da pr&aacute;tica da atividade f&iacute;sica e da desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o  parecerem influenciar a autoestima, pode-se inferir que tamb&eacute;m contribuem para a promo&ccedil;&atilde;o do autoconceito nos sujeitos com  DID, dada a autoestima ser uma componente do mesmo (Hutz &amp; Zanon, 2011). De uma forma geral, todas as influ&ecirc;ncias descritas nos estudos  foram positivas, uma vez que se verificou que estes aspetos contribuem de forma estatisticamente significativa para o aumento do autoconceito na  grande maioria.</p>     <p>Os dados obtidos revelam ent&atilde;o estrat&eacute;gias e recomenda&ccedil;&otilde;es para programas terap&ecirc;uticos, que poder&atilde;o  promover o autoconceito do indiv&iacute;duo, o seu bem-estar emocional com impacto na sua QdV. Neste sentido, recomenda-se a aposta na  investiga&ccedil;&atilde;o sobre a influ&ecirc;ncia que o processo de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o e de capacita&ccedil;&atilde;o,  nomeadamente atrav&eacute;s da tomada de decis&otilde;es e da entrada no mercado de trabalho, tem no autoconceito e autoestima da pessoa com DID.  Para al&eacute;m disso, seria interessante perceber de que modo &eacute; que a inclus&atilde;o e as atitudes face &agrave; pessoa com DID  influenciam a forma como esta se v&ecirc;, salientando-se a necessidade de incluir a percep&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;prias pessoas com DID.  Por &uacute;ltimo, seria importante investigar as altera&ccedil;&otilde;es que ocorrem no autoconceito e na autoestima, ap&oacute;s a  implementa&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o psicomotora, centrados n&atilde;o s&oacute; nos interesses como  tamb&eacute;m nas &aacute;reas destacadas pelo indiv&iacute;duo com DID, em compara&ccedil;&atilde;o com programas de interven&ccedil;&atilde;o  psicomotora onde o sujeito com DID &eacute; exclu&iacute;do do processo de sele&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas a abordar.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Ahad, R., Ara, S., &amp; Shah, S. (2016). Self-concept and aggression among institutionalized orphans of Kashmir. <i>The International Journal  of Indian Psychology, 3</i>, 104-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044704&pid=S0870-8231201900010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Almeida, A. (2009). <i>Estudo do impacto da desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o de doentes e/ou deficientes mentais no seu bem-estar  psicol&oacute;gico: Uma experi&ecirc;ncia de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial &ldquo;quinta pedag&oacute;gica das  rom&atilde;zeiras&rdquo;</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o publicada em Psicologia Cl&iacute;nica na especialidade de  Psicoterapia e Psicologia Cl&iacute;nica da Escola Superior dos Altos Estudos, Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra.</p>     <!-- ref --><p>Arens, A., &amp; Hasselhorn, M. (2014). Age and gender differences in the relation between self-concept facets and self-esteem. <i>Journal of  Early Adolescence, 34</i>, 760-791. doi: 10.1177/0272431613503216&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044707&pid=S0870-8231201900010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Beadle-Brown, J., Mansell, J., &amp; Kozma, A. (2007). Deinstitutionalization in intellectual disabilities. <i>Current Opinion in Psychiatry,  20</i>, 437-442. doi: 10.1097/YCO.0b013e32827b14ab&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044708&pid=S0870-8231201900010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bowker, A. (2006). The relationship between sports participation and self-esteem during early adolescence. <i>Canadian Journal of Behavioural  Science, 38</i>, 214-229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044709&pid=S0870-8231201900010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Burns, R. (1982). <i>Self-concept development and education</i>. London: Holt, Rinehart and Winston.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044711&pid=S0870-8231201900010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Carmo, F., Carneiro, J., &amp; Santos, S. (2011). A actividade f&iacute;sica adaptada e os seus efeitos na auto-estima dos deficientes  f&iacute;sicos da Associa&ccedil;&atilde;o de Portadores de Necessidades Especiais de Ministro Andreazza, RO. <i>EFDeportes.com, 15</i>(152).  Retirado de <a href="http://efdeportes.com" target="_blank">http://efdeportes.com</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044713&pid=S0870-8231201900010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Center of the Cochrane. (2018). <i>Ensino. Como fazer uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica Cochrane</i>. Retirado a 20 de janeiro de 2018 de  <a href="http://brazil.cochrane.org/como-fazer-uma-revis%C3%A3o-sistem%C3%A1tica-cochrane"  target="_blank">http://brazil.cochrane.org/como-fazer-uma-revis%C3%A3o-sistem%C3%A1tica-cochrane</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044714&pid=S0870-8231201900010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Centro de Reabilita&ccedil;&atilde;o Profissional de Gaia, &amp; Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias do Trabalho e da Empresa [CRPG &amp;  ISCTE]. (2007). <i>Modeliza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas e das pr&aacute;ticas de inclus&atilde;o social das pessoas com  defici&ecirc;ncia em Portugal: Qualidade de vida &ndash; Modelo conceptual</i>. Retirado a 15 de janeiro de 2018 de <a href="http://www.crpg.pt"  target="_blank">http://www.crpg.pt</a></p>     <!-- ref --><p>Couto, C. (2017). Caracteriza&ccedil;&atilde;o do bem-estar psicol&oacute;gico, autoestima e depress&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o  deficiente. <i>PsychTech e Health Journal, 1</i>, 21-37. doi: 10.26580/PTHJ.art3-2017&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044716&pid=S0870-8231201900010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dagnan, D., &amp; Waring, M. (2004). Linking stigma to psychological distress: Testing a social-cognitive model of the experience of people  with intellectual disabilities. <i>Clinical Psychology and Psychotherapy, 11</i>, 247-254. doi: 10.1002/cpp.413&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044717&pid=S0870-8231201900010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dailey, R. (2009). Confirmation from family members: Parent and sibling contributions to adolescent psychosocial adjustment. <i>Western  Journal of Communication, 73</i>, 273-299. doi: 10.1080/10570310903082032&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044718&pid=S0870-8231201900010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Decreto-Lei n.&ordm;54/2018. Presid&ecirc;ncia do Conselho de Ministros. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n.&ordm; 129/2018, S&eacute;rie I  de 07 de agosto, 2918-2928.</p>     <!-- ref --><p>Falvo, D. (2005). <i>Medical and psychosocial aspects of chronic illness and disability</i> (3<sup>rd</sup> ed.). Sudbury, MA: Jones &amp;  Bartlett.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044720&pid=S0870-8231201900010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Faria, L. (2002). A import&acirc;ncia do auto-conceito em contexto escolar. In C. Pires, P. Costa, S. Brites, &amp; S. Ferreira (Orgs.),  <i>Psicologia, sociedade &amp; bem-estar</i> (pp. 87-98). Leiria: Editorial Diferen&ccedil;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044722&pid=S0870-8231201900010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Garaigordobil, M., &amp; P&eacute;rez, J. (2007). Self-concept, self-esteem and psychopathological symptoms in persons with intellectual  disability. <i>The Spanish Journal of Psychology, 10</i>, 141-150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044724&pid=S0870-8231201900010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Glenn, S., &amp; Cunningham, C. (2001). Evaluation of self by young people with Down syndrome. <i>International Journal of Disability,  Development and Education, 48</i>, 163-177.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044726&pid=S0870-8231201900010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gravito, N. (2007). <i>Auto estima e compet&ecirc;ncia f&iacute;sica percebida no desporto adaptado &ndash; Estudo explorat&oacute;rio em  atletas com defici&ecirc;ncia motora e com defici&ecirc;ncia intelectual</i>. Monografia de Licenciatura n&atilde;o publicada em Ci&ecirc;ncias  do Desporto e Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Faculdade de Ci&ecirc;ncias do Desporto e Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Universidade  de Coimbra, Coimbra.</p>     <!-- ref --><p>Harter, S. (2006). The self. In N. Eisenberg, W. Damon, &amp; R. M. Lerner (Eds.), <i>Handbook of child psychology</i> (Vol. 3, pp. 505-570).  Hoboken, NJ: John Wiley e Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044729&pid=S0870-8231201900010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hattie, J. (Ed.). (1992). <i>Self-concept</i>. New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044731&pid=S0870-8231201900010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Heiman, T., &amp; Margalit, M. (1998). Loneliness, depression, and social skills among students with mild mental retardation in different  educational settings. <i>Journal of Special Education, 23</i>, 154-160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044733&pid=S0870-8231201900010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Higgins, J., Altman, D., Gotzsche, P., Juni, P., Moher, D., Oxman, A. D., . . . Sterne, J. (2011). The Cochrane collaboration&rsquo;s tool for  assessing risk of bias in randomised trials. <i>BMJ, 343</i>. doi: 10.1136/bmj.d5928</p>     <p>Hergee, S. (2009). <i>Autoconceito e estatuto sociom&eacute;trico em jovens com defici&ecirc;ncia mental</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de  Mestrado n&atilde;o publicada em Psicologia Aplicada na especialidade de Psicologia Cl&iacute;nica, ISPA &ndash; Instituto  Universit&aacute;rio, Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Huck, S., Kemp, C., &amp; Carter, M. (2010). Self-concept of children with intellectual disability in mainstream settings. <i>Journal of  Intellectual &amp; Developmental Disability, 35</i>, 141-154. doi: 10.3109/13668250.2010.489226&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044737&pid=S0870-8231201900010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hutz, C., &amp; Zanon, C. (2011). Revis&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o, valida&ccedil;&atilde;o e normatiza&ccedil;&atilde;o da escala de  autoestima de Rosenberg. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, 10</i>, 41-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044738&pid=S0870-8231201900010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kiefer, A. K., &amp; Sekaquaptewa, D. (2007). Implicit stereotypes, gender identification, and math-related outcomes. <i>Psychological  Science, 18</i>, 13-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044740&pid=S0870-8231201900010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Kingery, J., Erdley, C., &amp; Marshall, K (2011). Peer acceptance and friendship as predictors of early adolescents&rsquo; adjustment across  the middle school transition. <i>Merrill Palmer Quarterly, 57</i>, 215e43. doi: 10.1353/ mpq.2011.0012</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Li, E., Tam, A., &amp; Man, D. (2006). Exploring the self-concepts of persons with intellectual disabilities. <i>Journal of Intellectual  Disabilities, 10</i>, 19-34. doi: 10.1177/1744629506062270&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044743&pid=S0870-8231201900010000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lopes, I. (2011). Educa&ccedil;&atilde;o parental: Impacto no auto-conceito de adolescentes com defici&ecirc;ncia intelectual.  Disserta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o publicada apresentada com vista &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de grau de mestre, Escola Superior de  Educa&ccedil;&atilde;o de Coimbra, Instituto Polit&eacute;cnico de Coimbra, Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044744&pid=S0870-8231201900010000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Luckasson, R., &amp; Schalock, R. (2013). Defining and applying a functionality approach to intellectual disability. <i>Journal of  Intellectual Disability Research, 57</i>, 657-668. doi: 10.1111/j.1365-2788.2012.01575.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044746&pid=S0870-8231201900010000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mahod, Q., Van Erd, P., &amp; Irvin, E. (2013). Searching for grey literature for systematica reviews: Challenges and benefits. <i>Research  Synthesis Methods, 5</i>, 221-234. doi: 10.1002/jrsm.1106&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044747&pid=S0870-8231201900010000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marsh, H., &amp; Hattie, J. (1996). Theoretical perspectives on the structure of the self-concept. In B. Bracken (Ed.), <i>Handbook of  self-concept: Development, social, and clinical considerations</i>. New York: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044748&pid=S0870-8231201900010000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marsh, H., Tracey, D., &amp; Craven, R. (2006). The multidimensional self-concept structure of preadolescents with mild intellectual  disabilities<i>. Educational and Psychological Measurement, 66</i>, 795-818. doi: 10.1177/0013164405285910&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044750&pid=S0870-8231201900010000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Medina, C. (2014). <i>Promo&ccedil;&atilde;o do autoconceito atrav&eacute;s da aprendizagem cooperativa em atividades de enriquecimento  curricular: O caso de um aluno com dificuldade intelectual e desenvolvimental.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o publicada em  Educa&ccedil;&atilde;o Especial na especialidade de Dom&iacute;nio Cognitivo e Motor, Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Coimbra,  Instituto Polit&eacute;cnico de Coimbra. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/10400.26/12985"  target="_blank">http://hdl.handle.net/10400.26/12985</a></p>     <!-- ref --><p>Moher, D., Liberati, A., Tetzlaff, J., Altman, D., &amp; The PRISMA Group. (2009). Preferred reporting items for systematic reviews and  meta-analyses: The PRISMA statement. <i>PLoS Med, 6</i>. doi: 10.1371/journal.pmed1000097&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044752&pid=S0870-8231201900010000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>National Collaborating Centre for Methods and Tools [NCCMT]. (2008). <i>Quality assessment tool for quantitative studies</i>. Retirado em 18  janeiro 2018 de <a href="http://www.nccmt.ca/resources/search/14"  target="_blank">http://www.nccmt.ca/resources/search/14</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044753&pid=S0870-8231201900010000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nussbaum, M. (2011). <i>Creating capabilities: The human development approach</i>. Cambridge, MA: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044754&pid=S0870-8231201900010000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>O&rsquo;Haire, M. (2013). Animal-assisted intervention for autism spectrum disorder: A systematic literature review. <i>Journal of Autism and  Developmental Disorders, 43</i>, 1606-1622. doi: 10.1007/s10803-0121707-5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044756&pid=S0870-8231201900010000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS). (2004). <i>Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Funcionalidade (CIF)</i>.  Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044757&pid=S0870-8231201900010000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Palomino, M. (2017). An analysis of self-concept in students with compensatory education needs for developing a mindfulness-based  psychoeducational program. <i>SAGE Open</i>, 1-11. doi: 110.1177/2158244017708818&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044759&pid=S0870-8231201900010000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Paterson, L., McKenzie, K., &amp; Lindsay, B. (2012). Stigma, social comparison and self-esteem in adults with an intellectual disability.  <i>Journal of Applied Research in Intellectual Disabilities, 25</i>, 166-176. doi: 10.1111/j.1468-3148.2011.00651.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044760&pid=S0870-8231201900010000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Peixoto, F. (2004). Qualidade das rela&ccedil;&otilde;es familiares, auto-estima, auto-conceito e rendimento acad&eacute;mico.  <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXII</i>, 235-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044761&pid=S0870-8231201900010000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pina, J. (2012). <i>Atividade motora adaptada e autoestima de alunos com defici&ecirc;ncia.</i> Relat&oacute;rio de Est&aacute;gio de Mestrado  n&atilde;o publicado em Ensino da Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica nos Ensinos B&aacute;sico e Secund&aacute;rio, Faculdade de Ci&ecirc;ncias  Sociais e Humanas, Universidade da Beira Interior, Covilh&atilde;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044763&pid=S0870-8231201900010000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>     <!-- ref --><p>Polce-Lynch, M., Myers, B., Kilmartin, C., Forssmann-Falck, R., &amp; Kliewer, W. (1998). Gender and age patterns in emotional expression,  body image, and selfesteem: A qualitative analysis. <i>Sex Roles, 38</i>, 1025-1048.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044765&pid=S0870-8231201900010000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Reid, K., Smiley, E., &amp; Cooper, S. (2011). Prevalence and associations of anxiety disorders in adults with intellectual disabilities.  <i>Journal of Intellectual Disability Research, 55</i>, 172-181. doi: 10.1111/j.1365-2788.2010.01360.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044767&pid=S0870-8231201900010000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Santos, S., &amp; Gomes, F. (2016). A Educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as com dificuldade intelectuais e desenvolvimentais <i>vs.</i> a  conven&ccedil;&atilde;o dos direitos da crian&ccedil;a. <i>Journal of Research in Special Educational Needs, 16</i>, 51-54. doi:  10.1111/1471-3802.12268&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044768&pid=S0870-8231201900010000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Santos, S., &amp; Morato, P. (2012). <i>Comportamento adaptativo &ndash; Dez anos depois</i>. Cruz Quebrada: Edi&ccedil;&otilde;es FMH.</p>     <!-- ref --><p>Sardica, H. (2014). <i>Autoconceito, suporte social e comportamentos de risco em adolescentes com defici&ecirc;ncia mental</i>.  Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o publicada em Educa&ccedil;&atilde;o Especial na especialidade de Dom&iacute;nio Cognitivo e  Motor, Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Beja, Instituto Polit&eacute;cnico de Beja, Beja. Retirado de  <a href="http://hdl.handle.net/123456789/4353" target="_blank">http://hdl.handle.net/123456789/43534</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044770&pid=S0870-8231201900010000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Scalas, L., &amp; Marsh, H. (2008). A stronger latent-variable methodology to actual-ideal discrepancy. <i>European Journal of Personality,  22</i>, 629-654.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044771&pid=S0870-8231201900010000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Schalock, R., &amp; Verdugo, M. (2002). <i>Handbook on quality of life for human service practitioners</i> (1<sup>st</sup> ed.). Washington,  DC: American Association on Mental Retardation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044773&pid=S0870-8231201900010000500049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schalock, R., Verdugo, M., Gomez, L., &amp; Reinders, H. (2016). Moving us toward a theory of individual quality of life. <i>American Journal  on Intellectual and Developmental Disabilities, 121</i>, 1-12. doi: 10.1352/1944-7558-121.1.1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044775&pid=S0870-8231201900010000500050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shavelson, R., Hubner, J., &amp; Stanton, G. (1976). Self-concept: Validation of construct interpretations. <i>Review of Educational Research,  46</i>, 407-441. doi: 10.2307/1170010&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044776&pid=S0870-8231201900010000500051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Serra, A. (1988). O auto-conceito. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, VI</i>, 101-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044777&pid=S0870-8231201900010000500052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sim&otilde;es, C., &amp; Santos, S. (2016). The quality of life perceptions of people with intellectual disability and their proxies.  <i>Journal of Intellectual e Developmental Disability, 41</i>, 1-13. doi: 10.3109/13668250.2016.1197385&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044779&pid=S0870-8231201900010000500053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Thambirajah, M. (2011). <i>Developmental Assessement of the school aged child with developmental disabilities</i>. London: Jessica Kingsley  Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044780&pid=S0870-8231201900010000500054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Thomas, B., Ciliska, D., Dobbins, M., &amp; Micucci, S. (2004). A process for systematically reviewing the literature: Providing the research  evidence for public health nursing interventions. <i>Worldviews Evidence Based Nursing, 1</i>, 176-184. doi:  10.1111/j.1524-475X.2004.04006.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044782&pid=S0870-8231201900010000500055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Veiga, F. (2006). Uma nova vers&atilde;o da escala de autoconceito Piers-Harris cildren&rsquo;s self-concept scale (PHCSCS-2). <i>Psicologia e  Educa&ccedil;&atilde;o, 5</i>, 39-48.</p>     <!-- ref --><p>Wehmeyer, M., &amp; Abery, B. (2013). Self-determination and choice. <i>Intellectual and Developmental Disabilities, 51</i>, 399-411. doi:  10.1352/1934-9556-51.5.399&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044784&pid=S0870-8231201900010000500057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wei, X., &amp; Marder, C. (2012). Self-concept development of students with disabilities: Disability category, gender, and racial differences  from early elementary to high school. <i>Remedial and Special Education, 33</i>, 247-257. doi: 10.1177/0741932510394872&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=044785&pid=S0870-8231201900010000500058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Sofia Santos, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade  de Lisboa, Estrada da Costa MB, 1495-687 Cruz Quebrada, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:sofiasantos@fmh.ulisboa.pt">sofiasantos@fmh.ulisboa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 15/01/2018 Aceita&ccedil;&atilde;o: 04/07/2018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>NOTAS</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup> Apesar da proposta mais recente de Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental (Santos &amp;  Morato, 2012) s&atilde;o ainda utilizados outros termos nos pa&iacute;ses onde se fala portugu&ecirc;s pelo que foram inseridos na pesquisa  nomenclaturas.</p>      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[The International Journal of Indian Psychology]]></source>
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<source><![CDATA[Estudo do impacto da desinstitucionalização de doentes e/ou deficientes mentais no seu bem-estar psicológico: Uma experiência de reabilitação psicossocial “quinta pedagógica das romãzeiras”]]></source>
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