<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312019000200001</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.1583</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Compreender, raciocinar e resolver problemas: Novo instrumento de avaliação cognitiva]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comprehension, reasoning and problem solving: New cognitive assessment measure]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lemos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gina C.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[Leandro S.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade do Minho Centro de Investigação em Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Braga ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<volume>37</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>119</fpage>
<lpage>133</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312019000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312019000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312019000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A capacidade de um indivíduo utilizar processos cognitivos para compreender, raciocinar e resolver situações concretas é reconhecida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico como decisiva para a prática da cidadania. Um dos contextos privilegiados para essa formação é a Escola, definindo-se nela grande parte dos percursos educativos das crianças e jovens. A Bateria de Aptidões Cognitivas (BAC) é um novo instrumento que visa contribuir para o desenvolvimento de tomadas de decisão vocacional mais circunstanciadas e apoiar níveis diferenciados de desempenho escolar. Apoiada no sólido modelo de inteligência CHC, a BAC propõe-se avaliar três processos cognitivos de complexidade crescente (compreensão, raciocínio, e resolução de problemas) em três conteúdos-chave da capacidade intelectual humana (verbal, numérica e espacial). Construída de base para a população Portuguesa, a Bateria existe em duas versões: uma dirigida a jovens a frequentar os 2.º e 3.º ciclos do ensino básico (BAC_A) e outra, a jovens a frequentar o ensino secundário (BAC_B). O seu estudo de validação, suportado nos dados de precisão, validade de constructo e validade externa confirmam as qualidades psicométricas do instrumento, reforçando a recomendação do seu uso na prática do/a psicólogo/a. O estudo de aferição nacional é composto por uma amostra aleatória e representativa de adolescentes a frequentar escolas públicas de todas as regiões de Portugal (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Sul, arquipélagos da Madeira e Açores), entre o 6.º e o 12.º ano de escolaridade. Além de testada nesta amostra do ensino dito regular, a Bateria foi também estudada, de forma exploratória, em duas subamostras específicas, nomeadamente, Ensino Profissional e Ensino Artístico Especializado.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The ability of an individual to use cognitive processes to understand, to reason and to solve specific situations is recognized by the Organization for Economic Cooperation and Development as crucial to the practice of citizenship. School is one of the privileged contexts for this practice, where children and young people make their educational decisions. The Bateria de Aptidões Cognitivas (BAC) / Battery of Cognitive Abilities (BCA) is a new cognitive assessment measure that aims to contribute to the development of more informed vocational decision-making and to support differentiated levels of school achievement. Based on the CHC intelligence model, BCA is aiming to evaluate three cognitive processes of increasing complexity (comprehension, reasoning, and problem solving) in three key contents of human intellectual capacity (verbal, numerical and spatial). Developed for the Portuguese population, the Battery exists in two versions: one aimed at young people attending the 2nd and 3rd cycles of basic education (BCA_A) and another, for young people attending secondary education (BCA_B). Their validation study, supported by precision, construct validity and external validity results confirm the psychometric qualities of the measure, reinforcing the recommendation of its use in the psychologists’ practice. The national standardization study is composed of a random and representative sample of adolescents attending public schools in all regions of Portugal (North, Center, Lisbon and Tagus Valley, South, Madeira and Azores archipelagos), between the 6th and the 12th grades. Besides being tested in this sample of regular education, the Battery was also studied, in an exploratory way, in two specific subsamples, namely, Professional Education and Specialized Artistic Education.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação cognitiva]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Modelo CHC]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Adolescência]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cognitive assessment]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[CHC model]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Adolescence]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Compreender, raciocinar e resolver problemas: Novo instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva</b></p>     <p><b>Comprehension, reasoning and problem solving: New cognitive assessment measure</b></p>     <p><b>Gina C. Lemos<sup>1</sup>, Leandro S. Almeida<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o (CIEd), Universidade do Minho, Braga, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A capacidade de um indiv&iacute;duo utilizar processos cognitivos para compreender, raciocinar e resolver situa&ccedil;&otilde;es concretas  &eacute; reconhecida pela Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico como decisiva para a  pr&aacute;tica da cidadania. Um dos contextos privilegiados para essa forma&ccedil;&atilde;o &eacute; a Escola, definindo-se nela grande parte  dos percursos educativos das crian&ccedil;as e jovens. A Bateria de Aptid&otilde;es Cognitivas (BAC) &eacute; um novo instrumento que visa  contribuir para o desenvolvimento de tomadas de decis&atilde;o vocacional mais circunstanciadas e apoiar n&iacute;veis diferenciados de  desempenho escolar. Apoiada no s&oacute;lido modelo de intelig&ecirc;ncia CHC, a BAC prop&otilde;e-se avaliar tr&ecirc;s processos cognitivos de  complexidade crescente (compreens&atilde;o, racioc&iacute;nio, e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas) em tr&ecirc;s conte&uacute;dos-chave da  capacidade intelectual humana (verbal, num&eacute;rica e espacial). Constru&iacute;da de base para a popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa, a  Bateria existe em duas vers&otilde;es: uma dirigida a jovens a frequentar os 2.&ordm; e 3.&ordm; ciclos do ensino b&aacute;sico (BAC_A) e outra,  a jovens a frequentar o ensino secund&aacute;rio (BAC_B). O seu estudo de valida&ccedil;&atilde;o, suportado nos dados de precis&atilde;o,  validade de constructo e validade externa confirmam as qualidades psicom&eacute;tricas do instrumento, refor&ccedil;ando a  recomenda&ccedil;&atilde;o do seu uso na pr&aacute;tica do/a psic&oacute;logo/a. O estudo de aferi&ccedil;&atilde;o nacional &eacute; composto  por uma amostra aleat&oacute;ria e representativa de adolescentes a frequentar escolas p&uacute;blicas de todas as regi&otilde;es de Portugal  (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Sul, arquip&eacute;lagos da Madeira e A&ccedil;ores), entre o 6.&ordm; e o 12.&ordm; ano de escolaridade.  Al&eacute;m de testada nesta amostra do ensino dito regular, a Bateria foi tamb&eacute;m estudada, de forma explorat&oacute;ria, em duas  subamostras espec&iacute;ficas, nomeadamente, Ensino Profissional e Ensino Art&iacute;stico Especializado.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva, Modelo CHC, Adolesc&ecirc;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The ability of an individual to use cognitive processes to understand, to reason and to solve specific situations is recognized by the  Organization for Economic Cooperation and Development as crucial to the practice of citizenship. School is one of the privileged contexts for  this practice, where children and young people make their educational decisions. The Bateria de Aptid&otilde;es Cognitivas (BAC) / Battery of  Cognitive Abilities (BCA) is a new cognitive assessment measure that aims to contribute to the development of more informed vocational  decision-making and to support differentiated levels of school achievement. Based on the CHC intelligence model, BCA is aiming to evaluate three  cognitive processes of increasing complexity (comprehension, reasoning, and problem solving) in three key contents of human intellectual  capacity (verbal, numerical and spatial). Developed for the Portuguese population, the Battery exists in two versions: one aimed at young people  attending the 2<sup>nd</sup> and 3<sup>rd</sup> cycles of basic education (BCA_A) and another, for young people attending secondary education  (BCA_B). Their validation study, supported by precision, construct validity and external validity results confirm the psychometric qualities of  the measure, reinforcing the recommendation of its use in the psychologists&rsquo; practice. The national standardization study is composed of a  random and representative sample of adolescents attending public schools in all regions of Portugal (North, Center, Lisbon and Tagus Valley,  South, Madeira and Azores archipelagos), between the 6<sup>th</sup> and the 12<sup>th</sup> grades. Besides being tested in this sample of  regular education, the Battery was also studied, in an exploratory way, in two specific subsamples, namely, Professional Education and  Specialized Artistic Education.</p>     <p><b>Key words</b>: Cognitive assessment, CHC model, Adolescence.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Compreens&atilde;o, racioc&iacute;nio e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas: Conceitos e sua relev&acirc;ncia</b></p>     <p>No mundo vol&aacute;til, incerto e amb&iacute;guo em que vivemos, a Escola tem assumido, cada vez mais, e hoje como nunca, uma declarada  inten&ccedil;&atilde;o de educar, mais do que ensinar: &ldquo;H&aacute; uma gera&ccedil;&atilde;o atr&aacute;s, os professores podiam esperar que  o que eles ensinavam duraria toda a vida dos seus alunos. Hoje, a Escola precisa preparar os alunos para mudan&ccedil;as socioecon&oacute;micas  mais r&aacute;pidas do que nunca, para empregos que ainda n&atilde;o foram criados, para usar tecnologias que ainda n&atilde;o foram inventadas,  e para resolver problemas sociais que ainda n&atilde;o s&atilde;o conhecidos&rdquo; (A. Schleicher, comunica&ccedil;&atilde;o pessoal, 9  fevereiro 2017). Com efeito, estamos a ensinar para o mundo de amanh&atilde; que, na verdade, desconhecemos. Importa, pois, criar oportunidades  para promover o desenvolvimento de habilidades que se assumam relevantes para uma vida em sociedade respons&aacute;vel e de qualidade. Se  &eacute; certo que o saber n&atilde;o nos torna melhores nem mais felizes, &eacute; seguro que a educa&ccedil;&atilde;o o pode concretizar  (Morin, 1999).</p>     <p>A Educa&ccedil;&atilde;o &eacute;, de facto, crucial para o desenvolvimento humano, sendo importante em todas as etapas da vida (Eurostat,  2017). &Eacute; neste sentido que a escolaridade obrigat&oacute;ria e a Escola afirmam-se como o tempo e o espa&ccedil;o por excel&ecirc;ncia  para a forma&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;os respons&aacute;veis. Em nenhum outro momento da vida do ser humano conta-se com um  per&iacute;odo mandatoriamente t&atilde;o extenso, num s&oacute; contexto, como durante a idade escolar, pelo que importa apostar fortemente na  promo&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de habilidades que concorram para indiv&iacute;duos mais autodeterminados e para um mundo melhor.</p>     <p>Ora, a capacidade de um indiv&iacute;duo utilizar processos cognitivos para compreender, raciocinar e resolver situa&ccedil;&otilde;es  concretas &eacute; reconhecida pela Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico como decisiva  para a pr&aacute;tica da cidadania (OECD, 2012). Ademais, a intelig&ecirc;ncia, conceito frequentemente associado a estas habilidades cognitivas,  &eacute; considerado o fator psicol&oacute;gico que melhor prediz o comportamento humano. Neste &acirc;mbito, a revis&atilde;o de um  s&eacute;culo de investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia, de Sackett, Livens, van Iddekinge e Kuncel (2017), refere-se &agrave;  intelig&ecirc;ncia como um determinante importante, bem estabelecido e sem rival, n&atilde;o s&oacute; no contexto educativo, mas para  al&eacute;m deste (Colom, 2016, 2017; Detterman, 2016; Hunt, 2011; Lemos, Abad, Almeida, &amp; Colom, 2014). N&atilde;o ser&aacute; por acaso que  Gottfredson (2004) se refere &agrave; vida como um teste de intelig&ecirc;ncia muito longo e &agrave; intelig&ecirc;ncia como &ldquo;uma  capacidade intelectual geral que, entre outras coisas, envolve a capacidade de raciocinar, planear, resolver problemas, pensar abstratamente,  compreender ideias complexas, aprender rapidamente e aprender com a experi&ecirc;ncia. (...) reflete uma capacidade mais ampla e profunda para  compreender o nosso ambiente &ndash; &ldquo;captar&rdquo;, &ldquo;dar sentido&rdquo; &agrave;s coisas ou &ldquo;descobrir&rdquo; o que  fazer&rdquo; (Gottfredson, 1997, p. 13). De resto, a intelig&ecirc;ncia &eacute; a caracter&iacute;stica que nos faz humanos, e &ldquo;se o  n&iacute;vel intelectual dos cidad&atilde;os &eacute; o primeiro elo na cadeia que liga a educa&ccedil;&atilde;o aos desempenhos noutros  contextos de vida, ent&atilde;o ignorar os benef&iacute;cios sociais que dele decorrem conduziria a resultados, no m&iacute;nimo, duvidosos e, no  pior dos casos, enganosos&rdquo; (Colom, 2017, p. 10).</p>     <p>Fazendo uma breve incurs&atilde;o te&oacute;rica na &aacute;rea da intelig&ecirc;ncia, aceita-se que diferentes fun&ccedil;&otilde;es ou  processos cognitivos de estatuto diferente convergem na descri&ccedil;&atilde;o da capacidade intelectual e na realiza&ccedil;&atilde;o  cognitiva. Por exemplo, se sobre a compreens&atilde;o (C) &ndash; habilidade cognitiva de n&iacute;vel dito inferior, por ser mais elementar  &ndash; existe maior clareza conceptual, sobre o Racioc&iacute;nio (R) e Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas (RP) surgem, por vezes,  d&uacute;vidas, ou n&atilde;o fossem elas t&atilde;o intimamente associadas e, da&iacute; que, por vezes, seja dif&iacute;cil  destrin&ccedil;&aacute;-las. Com efeito, a RP parece requerer o R assim como o R parece requerer a RP.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Consensualizado na comunidade cient&iacute;fica, o quadro meta-te&oacute;rico para a teoria e investiga&ccedil;&atilde;o em racioc&iacute;nio  e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, de Sternberg, oferece-nos uma explica&ccedil;&atilde;o para esta rela&ccedil;&atilde;o t&atilde;o  &iacute;ntima: ambas as habilidades cognitivas partilham as mesmas componentes. Uma componente &eacute; um processo de informa&ccedil;&atilde;o  elementar que opera em representa&ccedil;&otilde;es internas de objetos ou s&iacute;mbolos (e.g., Newell &amp; Simon, 1972; Sternberg, 1977,  1985). Incluem-se aqui: (i) as metacomponentes, que se referem a processos de ordem superior, utilizados para planear a a&ccedil;&atilde;o, tomar  decis&otilde;es sobre alternativas de a&ccedil;&atilde;o e monitorar o sucesso da a&ccedil;&atilde;o escolhida; (ii) as componentes executivas,  que se referem a processos de ordem inferior, utilizados para executar as instru&ccedil;&otilde;es de acordo com a a&ccedil;&atilde;o definida  pelas metacomponentes; e (iii) as componentes de aquisi&ccedil;&atilde;o, reten&ccedil;&atilde;o e transfer&ecirc;ncia, que se referem a  processos n&atilde;o executivos, controlados pelas metacomponentes, e utilizados para apreender e adquirir nova informa&ccedil;&atilde;o ou  recordar/recuperar informa&ccedil;&atilde;o previamente adquirida e transferi-la do seu atual contexto para outro(s) contexto(s). Quer isto dizer  que o racioc&iacute;nio e a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas requerem processos cognitivos que lhes s&atilde;o comuns (para mais detalhes  sobre suas subcomponentes, <i>vide</i> Kaufman &amp; Grigorenko, 2009).</p>     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a, a Taxonomia de Bloom (1956) prop&otilde;e uma organiza&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica e cumulativa de  processos cognitivos dos objetivos de aprendizagem de desenvolvimento cognitivo, com n&iacute;veis de complexidade crescente, que serve  n&atilde;o s&oacute; para classificar objetivos de aprendizagem tendo em vista uma aprendizagem qualitativamente diferenciada e o pr&oacute;prio  desenvolvimento cognitivo, mas tamb&eacute;m para direcionar, com coer&ecirc;ncia e clareza, o processo de ensino e promover o processo de  aprendizagem: (1) conhecimento (envolve reconhecer e reproduzir ideias e conte&uacute;dos), (2) compreens&atilde;o (envolve estabelecer uma  liga&ccedil;&atilde;o entre o novo conhecimento e o conhecimento previamente adquirido), (3) aplica&ccedil;&atilde;o (envolve executar ou  utilizar um procedimento ou um conhecimento numa situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica ou nova), (4) an&aacute;lise (envolve dividir a  informa&ccedil;&atilde;o em partes relevantes e irrelevantes, importantes e menos importantes e entender a rela&ccedil;&atilde;o existente entre  as partes), (5) s&iacute;ntese (envolve realizar julgamentos baseados em crit&eacute;rios e padr&otilde;es qualitativos e quantitativos ou de  efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia), e (6) avalia&ccedil;&atilde;o (envolve integrar os elementos da informa&ccedil;&atilde;o a fim de criar uma  nova vis&atilde;o, desenvolver uma nova ideia, uma nova solu&ccedil;&atilde;o, estrutura ou modelo, utilizando aquisi&ccedil;&otilde;es  pr&eacute;vias) (para mais detalhes <i>vide</i> Bloom, 1986; Driscoll, 2000; Krathwohl, 2002). &Eacute; com facilidade que nela se leem processos  cognitivos comuns ao racioc&iacute;nio e &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o de problemas.</p>     <p>N&atilde;o obstante as comunalidades entre o racioc&iacute;nio e a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, h&aacute; aspetos que tornam estas  habilidades distintas e que vale a pena considerar no momento da sua avalia&ccedil;&atilde;o. O racioc&iacute;nio refere-se a uma  fun&ccedil;&atilde;o ou processo cognitivo de ordem superior, definido sobretudo pela edu&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es e de  correlatos (Spearman, 1927), subdividindo-se habitualmente em dois subfactores: o racioc&iacute;nio indutivo e o racioc&iacute;nio dedutivo. No  racioc&iacute;nio indutivo, a informa&ccedil;&atilde;o que consta nas premissas de um problema n&atilde;o &eacute; suficiente para chegar a uma  conclus&atilde;o, inferindo o sujeito conclus&otilde;es prov&aacute;veis. Os problemas que envolvem racioc&iacute;nio indutivo tipicamente  apresentam-se sob a forma de analogias, de s&eacute;ries para completar ou de exerc&iacute;cios de  classifica&ccedil;&atilde;o/categoriza&ccedil;&atilde;o. No racioc&iacute;nio dedutivo, a informa&ccedil;&atilde;o que consta nas premissas de um  problema &eacute; suficientemente l&oacute;gica para chegar se a uma conclus&atilde;o v&aacute;lida, e os silogismos s&atilde;o o formato  cl&aacute;ssico das situa&ccedil;&otilde;es para a sua avalia&ccedil;&atilde;o. Tanto no racioc&iacute;nio indutivo como no racioc&iacute;nio  dedutivo, as premissas podem assumir diferentes conte&uacute;dos, por exemplo verbal, num&eacute;rico, espacial, pict&oacute;rico-abstrato,  mec&acirc;nico, musical, social ou emocional.</p>     <p>A resolu&ccedil;&atilde;o de problemas &eacute; uma habilidade cognitiva de ordem superior, agrupando v&aacute;rias fun&ccedil;&otilde;es  cognitivas que convergem para a an&aacute;lise, compreens&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es que apresentam um  problema de formato diverso a resolver. Por exemplo, um problema pode existir quando a primeira resposta do indiv&iacute;duo dirigida ao objetivo  n&atilde;o &eacute; correspondida (Johnson, 1955); quando o indiv&iacute;duo se confronta com um obst&aacute;culo e tem de fazer um  &ldquo;desvio&rdquo; para ultrapassar essa contrariedade e alcan&ccedil;ar o seu objetivo (K&ouml;hler, 1925; Vinacke, 1952); quando o  indiv&iacute;duo tem um objetivo, mas o caminho para alcan&ccedil;&aacute;-lo n&atilde;o &eacute; claro ou n&atilde;o foi bem aprendido  (Woodworth &amp; Schlosberg, 1954); quando algumas condi&ccedil;&otilde;es ou elementos s&atilde;o conhecidos e outros n&atilde;o, e a  solu&ccedil;&atilde;o depende da descoberta dos elementos desconhecidos da situa&ccedil;&atilde;o (Morgan, 1941; Raaheim, 1974). As  caracter&iacute;sticas mais frequentemente associadas a uma situa&ccedil;&atilde;o ou problema referem-se &agrave; integra&ccedil;&atilde;o e  organiza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via e &agrave; antecipa&ccedil;&atilde;o ou descoberta da resposta correta  (Duncan, 1959). Por outras palavras, a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas requer conhecimento pr&aacute;tico sobre uma situa&ccedil;&atilde;o  espec&iacute;fica (P&oacute;lya, 1945), recorrendo o indiv&iacute;duo ao seu conhecimento pr&eacute;vio mesmo n&atilde;o sendo suficiente para  apresentar uma solu&ccedil;&atilde;o imediata (Sternberg, 1985).</p>     <p>Segundo o Quadro de Avalia&ccedil;&atilde;o PISA 2003 para o Conhecimento e Compet&ecirc;ncias em Matem&aacute;tica, Leitura, Ci&ecirc;ncia e  Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas, a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas refere-se &agrave; &ldquo;capacidade de um indiv&iacute;duo utilizar  processos cognitivos para lidar e resolver situa&ccedil;&otilde;es reais, transdisciplinares, onde o caminho para a solu&ccedil;&atilde;o  n&atilde;o &eacute; imediatamente &oacute;bvio e onde os dom&iacute;nios de conte&uacute;do ou &aacute;reas curriculares aplic&aacute;veis  n&atilde;o se restringem a uma &uacute;nica &aacute;rea disciplinar como a matem&aacute;tica, as ci&ecirc;ncias ou a leitura&rdquo; (OECD, 2003,  p. 156). O esbo&ccedil;o de Quadro para o dom&iacute;nio de Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas do PISA 2012 (OECD, 2012) apresenta de forma  reiterada a defini&ccedil;&atilde;o de 2003, acrescentando um elemento de &iacute;ndole afetiva: &ldquo;A compet&ecirc;ncia de  Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas refere-se &agrave; capacidade de um indiv&iacute;duo envolver-se no processamento cognitivo para compreender  e resolver situa&ccedil;&otilde;es-problema onde o m&eacute;todo de solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; imediatamente &oacute;bvio. Inclui  a vontade/disposi&ccedil;&atilde;o para o indiv&iacute;duo envolver-se em tais situa&ccedil;&otilde;es a fim de alcan&ccedil;ar o seu potencial  como cidad&atilde;o construtivo e reflexivo&rdquo; (p. 12). Acresce que, mesmo no Quadro para o dom&iacute;nio de Resolu&ccedil;&atilde;o de  Problemas Colaborativo do PISA 2015, grande parte da terminologia &eacute; consistente com a defini&ccedil;&atilde;o de Resolu&ccedil;&atilde;o  de Problemas do PISA 2012.</p>     <p>George P&oacute;lya (1945) estabeleceu um m&eacute;todo sistem&aacute;tico de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas em quatro passos: (1)  compreender o problema, que requer (1.1) aprender os conceitos necess&aacute;rios associados ao problema, (1.2) considerar a terminologia  utilizada no problema (Que tipo de problema &eacute;? O que &eacute; que est&aacute; a ser pedido? Existe informa&ccedil;&atilde;o suficiente ou  &eacute; necess&aacute;ria informa&ccedil;&atilde;o adicional? O que se conhece e o que se desconhece? As condi&ccedil;&otilde;es  dispon&iacute;veis s&atilde;o suficientes para descobrir o que se desconhece? Ou s&atilde;o insuficientes? Ou redundantes? Ou  contradit&oacute;rias?), (1.3) redefinir o problema num registo pessoal (verbal, gr&aacute;fico, pict&oacute;rico, etc.), e (1.4) registar  exemplos concretos das condi&ccedil;&otilde;es apresentadas no problema; (2) estabelecer um plano, que requer (2.1) recordar experi&ecirc;ncia  pr&eacute;via com problema igual ou semelhante/an&aacute;logo, ou com o mesmo problema mas de uma perspetiva diferente, ou com um problema  diferente mas com condi&ccedil;&otilde;es desconhecidas semelhantes (2.2) rentabilizar a experi&ecirc;ncia pr&eacute;via (ex., usar os seus  dados, utilizar os seus m&eacute;todos, incluir alguns elementos adicionais a fim de torn&aacute;-los poss&iacute;veis e auxiliar na  resolu&ccedil;&atilde;o do problema); (3) executar o plano, que requer (3.1) colocar em pr&aacute;tica a estrat&eacute;gia elaborada para obter a  solu&ccedil;&atilde;o para o problema, (3.2) verificar cada passo, (3.3) demonstrar que cada passo est&aacute; correto; e (4) verificar a  adequabilidade da solu&ccedil;&atilde;o, que requer: (4.1) averiguar se a solu&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;ada satisfaz o problema, (4.2)  averiguar se os argumentos utilizados s&atilde;o correspondidos, (4.3) averiguar se os resultados s&atilde;o razo&aacute;veis, (4.4) refazer o  plano caso a solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o resolva o problema e, de forma flex&iacute;vel, introduzir altera&ccedil;&otilde;es criteriosas ao  plano; (4.5) depois de encontrar uma solu&ccedil;&atilde;o que satisfa&ccedil;a o problema, questionar sobre a possibilidade de encontrar uma  solu&ccedil;&atilde;o de uma forma mais f&aacute;cil e sobre a viabilidade e utilidade da generaliza&ccedil;&atilde;o do problema ou  m&eacute;todo para outros problemas.</p>     <p>Segundo a OECD (2012), a avalia&ccedil;&atilde;o da resolu&ccedil;&atilde;o de problemas deve apoiar-se em tr&ecirc;s dimens&otilde;es  concetuais-chave: (1) o contexto do problema, cuja dificuldade de resolu&ccedil;&atilde;o depender&aacute; do n&iacute;vel de familiaridade que o  indiv&iacute;duo poder&aacute; ter com o contexto (baseado ou n&atilde;o em tecnologia; de &iacute;ndole mais pessoal ou mais social &ndash;  consultar OECD, 2012, p. 17); (2) a natureza do problema, que se traduz no n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o em que o problema foi  inicialmente apresentado (informa&ccedil;&atilde;o completa &ndash; problema est&aacute;tico; informa&ccedil;&atilde;o incompleta &ndash;  problema interativo, que requer do indiv&iacute;duo a explora&ccedil;&atilde;o do problema para obter informa&ccedil;&atilde;o adicional que  n&atilde;o foi inicialmente disponibilizada) e n&iacute;vel de defini&ccedil;&atilde;o ou estrutura&ccedil;&atilde;o do problema (problemas  bem-estruturados, <i>well-defined</i>, para os quais h&aacute; objetivos e a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas e claras para alcan&ccedil;ar a  solu&ccedil;&atilde;o; e problemas mal-estruturados, <i>ill-defined</i>, que envolvem m&uacute;ltiplos objetivos em conflito e  a&ccedil;&otilde;es pouco claras e n&atilde;o especificadas) (Newell &amp; Simon, 1972); e (3) o processo de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas  propriamente dito, definido nos seguintes passos fundamentais: (3.1) explorar a situa&ccedil;&atilde;o problema atrav&eacute;s da  observa&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o com a situa&ccedil;&atilde;o problema, procura de informa&ccedil;&atilde;o e  identifica&ccedil;&atilde;o de limita&ccedil;&otilde;es e obst&aacute;culos, e compreender a situa&ccedil;&atilde;o problema atrav&eacute;s da  interpreta&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es iniciais disponibilizadas aquando da apresenta&ccedil;&atilde;o do problema e de  qualquer informa&ccedil;&atilde;o descoberta durante a explora&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o com o problema, demonstrando  entendimento sobre os conceitos relevantes, (3.2) selecionar, organizar e integrar a informa&ccedil;&atilde;o apresentada pelo problema no  conhecimento pr&eacute;vio atrav&eacute;s da representa&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o (e.g., gr&aacute;ficos, tabelas,  s&iacute;mbolos, palavras), (3.3) formular hip&oacute;teses identificando fatores relevantes do problema e avaliando criticamente as  informa&ccedil;&otilde;es, (3.4) planear e executar o plano atrav&eacute;s da clarifica&ccedil;&atilde;o do objetivo e sub-objetivos e etapas  para os alcan&ccedil;ar e respetiva execu&ccedil;&atilde;o; e (3.5) monitorizar as etapas do plano para alcan&ccedil;ar o objetivo e  sub-objetivos, incluindo a verifica&ccedil;&atilde;o dos resultados interm&eacute;dios e finais, a identifica&ccedil;&atilde;o de eventos  inesperados e tomada de a&ccedil;&atilde;o remediativa quando requerida, e refletir sobre poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es, adotando  diferentes perspetivas, e avaliar criticamente as premissas e solu&ccedil;&otilde;es alternativas, procurando informa&ccedil;&atilde;o ou  esclarecimento adicional (<i>vide</i> OECD, 2012, pp. 16-22).</p>     <p>Alinhado com as pol&iacute;ticas educativas europeias, Portugal definiu recentemente o Perfil dos Alunos &agrave; Sa&iacute;da da  Escolaridade Obrigat&oacute;ria (Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o/Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Educa&ccedil;&atilde;o, 2017), onde  estas duas habilidades cognitivas &ndash; racioc&iacute;nio e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas &ndash; encontram posi&ccedil;&atilde;o de  destaque. De natureza abrangente, transversal e recursiva, o <i>Perfil dos Alunos</i> constitui um documento de refer&ecirc;ncia para a tomada de  decis&otilde;es no &acirc;mbito da organiza&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o curriculares, defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias,  metodologias e procedimentos pedag&oacute;gico-did&aacute;ticos. Nele estabelece-se uma matriz de compet&ecirc;ncias consideradas centrais ao  cidad&atilde;o de sucesso, traduzido numa combina&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, capacidades e atitudes (Despacho n.&ordm; 5908/2017, de 5 de  julho). &ldquo;Racioc&iacute;nio e Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas&rdquo; &eacute; uma das dez &aacute;reas de compet&ecirc;ncias  estabelecidas nesta matriz: (1) Linguagens e textos; (2) Informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o; (3) Racioc&iacute;nio e  resolu&ccedil;&atilde;o de problemas; (4) Pensamento cr&iacute;tico e pensamento criativo; (5) Relacionamento interpessoal; (6) Desenvolvimento  pessoal e autonomia; (7) Bem-estar, sa&uacute;de e ambiente; (8) Sensibilidade est&eacute;tica e art&iacute;stica; (9) Saber cient&iacute;fico,  t&eacute;cnico e tecnol&oacute;gico; e (10) Consci&ecirc;ncia e dom&iacute;nio do corpo (para mais detalhes <i>vide</i> ME/DGE, 2017, pp. 19-30).  Segundo o documento, as compet&ecirc;ncias na &aacute;rea de Racioc&iacute;nio referem-se &ldquo;aos processos l&oacute;gicos que permitem aceder  &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, interpretar experi&ecirc;ncias e produzir conhecimento&rdquo; e as compet&ecirc;ncias na &aacute;rea de  Resolu&ccedil;&atilde;o de problemas referem-se &ldquo;aos processos de encontrar respostas para uma nova situa&ccedil;&atilde;o, mobilizando o  racioc&iacute;nio com vista &agrave; tomada de decis&atilde;o, &agrave; constru&ccedil;&atilde;o e uso de estrat&eacute;gias e &agrave; eventual  formula&ccedil;&atilde;o de novas quest&otilde;es&rdquo; (ME/DGE, 2017, p. 23).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bateria de Aptid&otilde;es Cognitivas (BAC): Fundamentos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando que a compreens&atilde;o, o racioc&iacute;nio e a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas fazem parte de um conjunto de habilidades  relevantes para o desempenho escolar e o exerc&iacute;cio da cidadania, a avalia&ccedil;&atilde;o destas habilidades assume-se como ponto de  partida para um futuro plano de promo&ccedil;&atilde;o da aprendizagem dos nossos jovens e constru&ccedil;&atilde;o de uma vida em sociedade,  mais respons&aacute;vel e mais equitativa. Acontece, por&eacute;m, que a falta de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o devidamente atualizados  e validados para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa s&atilde;o preocupa&ccedil;&otilde;es reais no atual cen&aacute;rio portugu&ecirc;s (Lemos  &amp; Almeida, 2017). Ao colocar a equidade de acesso ao sucesso escolar como prioridade nacional emerge, com evid&ecirc;ncia, a necessidade de  um melhor entendimento sobre a intelig&ecirc;ncia e a sua estrutura nos nossos estudantes. Ali&aacute;s, Detterman (2016) sentencia:  &ldquo;Enquanto a investiga&ccedil;&atilde;o educacional n&atilde;o se focar nas caracter&iacute;sticas dos estudantes, nunca entenderemos a  educa&ccedil;&atilde;o ou poderemos melhor&aacute;-la. (...) Sem compreendermos completamente a intelig&ecirc;ncia, continuaremos a assistir a  tentativas ineficazes e mal concebidas de &ldquo;reformar&rdquo; a educa&ccedil;&atilde;o e a culpar os professores por aquilo que n&atilde;o  &eacute; culpa deles&rdquo; (pp. 9-10).</p>     <p>O modelo hier&aacute;rquico de Cattell-Horn-Carroll (CHC) &ldquo;&eacute; a <i>casa</i> que acolhe os dois modelos te&oacute;ricos  psicom&eacute;tricos mais proeminentes das habilidades cognitivas humanas&rdquo; (Schneider &amp; McGrew, 2012, p. 100), a teoria Gf-Gc de  Cattell-Horn (Horn &amp; Noll, 1997) e a teoria dos tr&ecirc;s estratos (Carroll, 1993). Foi neste <i>lar</i> que as diversas  <i>fam&iacute;lias</i> psicom&eacute;tricas, fatoriais ou diferenciais reuniram consenso e, atualmente, o modelo CHC &eacute; considerado o  modelo que congrega maior suporte te&oacute;rico e emp&iacute;rico no &acirc;mbito da estrutura das habilidades cognitivas (McGrew, 2009;  Schneider &amp; McGrew, 2012), sendo o modelo que orienta a constru&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o dos principais testes de  intelig&ecirc;ncia da atualidade (Kaufman, 2009; McGrew &amp; Wendling, 2010; Tusing &amp; Ford, 2004).</p>     <p>O modelo CHC integra tr&ecirc;s n&iacute;veis: o primeiro inclui aproximadamente 70 habilidades cognitivas mais espec&iacute;ficas, que se  organizam em cerca de 9 habilidades cognitivas mais vastas no segundo n&iacute;vel, e no topo, o terceiro n&iacute;vel da estrutura  hier&aacute;rquica, encontra-se a capacidade geral de intelig&ecirc;ncia ou fator <i>g</i>. Numa vers&atilde;o simplificada, as habilidades  cognitivas apresentam-se sob um formato radiado, particularmente eficiente na organiza&ccedil;&atilde;o de diferentes tipos de indicadores  psicom&eacute;tricos das habilidades cognitivas (Wai, Lubinksi, &amp; Benbow, 2009). Nesta representa&ccedil;&atilde;o radiada, as habilidades  cognitivas organizam-se em torno de tr&ecirc;s dom&iacute;nios ou conte&uacute;dos &ndash; espacial/pict&oacute;rico (espacial, E),  verbal/lingu&iacute;stico (verbal, V) e num&eacute;rico/quantitativo (matem&aacute;tico, M) &ndash;, que convergem num constructo de ordem  superior &ndash; a intelig&ecirc;ncia geral ou <i>g</i> &ndash;, situado no centro para ilustrar a comunalidades partilhada por essas  aptid&otilde;es espec&iacute;ficas. Assim, no n&iacute;vel mais perif&eacute;rico encontram-se processos cognitivos mais elementares ou  b&aacute;sicos, e quanto mais perto do centro, maior o n&iacute;vel de complexidade do processo cognitivo (Snow, Corno, &amp; Jackson, 1996; Wai  et al., 2009).</p>     <p>Como resposta &agrave; necessidade de um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva atual, com suporte te&oacute;rico s&oacute;lido,  dirigido a adolescentes portugueses, avan&ccedil;ou-se para a constru&ccedil;&atilde;o, valida&ccedil;&atilde;o e aferi&ccedil;&atilde;o da  Bateria de Aptid&otilde;es Cognitivas (BAC; <i>Battery of Cognitive Abilities, BCA</i>; Lemos &amp; Almeida, 2015). Cumprindo a miss&atilde;o  maior deste tipo de instrumentos de medida, a BAC pretende ser reconhecida como um contributo significativo no campo da avalia&ccedil;&atilde;o  psicol&oacute;gica e cognitiva, promotor de processos de tomada de decis&atilde;o vocacional mais circunstanciados e de apoio a n&iacute;veis  diferenciados de desempenho escolar, em diferentes percursos educativos. De resto, estes processos (constru&ccedil;&atilde;o,  valida&ccedil;&atilde;o e aferi&ccedil;&atilde;o) inserem-se num projeto de investiga&ccedil;&atilde;o mais amplo, dedicado ao estudo do  fen&oacute;meno de diferencia&ccedil;&atilde;o cognitiva, onde a BAC &eacute; estudada junto de uma amostra aleat&oacute;ria e representativa de  adolescentes portugueses a frequentar o ensino dito regular, em escolas p&uacute;blicas de todas as regi&otilde;es de Portugal (Norte, Centro,  Lisboa e Vale do Tejo, Sul, arquip&eacute;lagos da Madeira e A&ccedil;ores), entre o 6.&ordm; e o 12.&ordm; ano de escolaridade, al&eacute;m de  incluir ainda um estudo explorat&oacute;rio junto de duas subamostras espec&iacute;ficas nos anos correspondentes ao ensino secund&aacute;rio,  designadamente, Ensino Profissional e Ensino Art&iacute;stico (Artes Visuais/Audiovisuais).</p>     <p>O presente estudo tem como objetivos: (1) descrever a BAC nas suas provas constituintes, (2) apresentar o instrumento nas suas qualidades  m&eacute;tricas, e (3) reconhecer a utilidade, o pragmatismo e a relev&acirc;ncia do instrumento, particularmente no contexto educativo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Fazem parte do estudo de valida&ccedil;&atilde;o realizado at&eacute; ao momento 1064 estudantes de Portugal Continental dos anos finais do  2.&ordm; e 3.&ordm; ciclos do ensino b&aacute;sico e ensino secund&aacute;rio, com uma idade m&eacute;dia de 11.28 anos (<i>DP</i>=.56) no  6.&ordm; ano, 14.38 anos (<i>DP</i>=.62) no 9.&ordm; ano, 17.27 (<i>DP</i>=.82) no 12.&ordm; ano dos cursos cient&iacute;fico-human&iacute;sticos  de Ci&ecirc;ncias Socioecon&oacute;micas e/ou L&iacute;nguas e Humanidades (CSE/LH) e 17.14 anos (<i>DP</i>=.63) no 12.&ordm; ano dos cursos  cient&iacute;fico-human&iacute;sticos de Ci&ecirc;ncias e Tecnologias (CT). Quer isto dizer que a idade m&eacute;dia, para cada ano escolar  considerado, corresponde &agrave; idade esperada, n&atilde;o se verificando um desfasamento et&aacute;rio substantivo. A amostra &eacute;  relativamente equilibrada quanto ao sexo dos estudantes, assinalando-se uma diminui&ccedil;&atilde;o da percentagem de estudantes do sexo  masculino &agrave; medida que se avan&ccedil;a na escolaridade, a saber: 51.7% no 6.&ordm; ano, 48.6% no 9.&ordm; ano, 47.0% no 12.&ordm; ano dos  cursos cient&iacute;fico-human&iacute;sticos de CSE/LH e 45.5% no 12.&ordm; ano do curso cient&iacute;fico-human&iacute;stico de CT.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As escolas foram selecionadas aleatoriamente dentro da respetiva zona geogr&aacute;fica, e atendendo ao crit&eacute;rio de heterogeneidade  sociocultural da popula&ccedil;&atilde;o escolar, de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.  Sublinhe-se que, no presente estudo, os estudantes de ensino secund&aacute;rio referem-se apenas a cursos cient&iacute;fico-human&iacute;sticos  gerais por se constitu&iacute;rem a oferta que a grande maioria dos estudantes (55.3%) escolhe para a sua forma&ccedil;&atilde;o escolar, uma  oferta educativa vocacionada, por defini&ccedil;&atilde;o, para o prosseguimento de estudos de n&iacute;vel superior. De acrescentar que, dos  cursos cient&iacute;fico-human&iacute;sticos gerais, foram considerados: aquele que representava, &agrave; data, a primeira escolha para 58.1%  dos estudantes do 12.&ordm; ano que seguiam esta via de ensino, o curso de CT; o curso de LH, escolha de 22.8% dos estudantes no 12.&ordm; ano  &agrave;quela data; e o curso de CSE, que abrangia 9.8% dos estudantes de 12.&ordm; ano (DGEEC, 2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento</i></p>     <p>A <i>Bateria de Aptid&otilde;es Cognitivas</i> (BAC; <i>Battery of Cognitive Abilities, BCA</i>; Lemos &amp; Almeida, 2015) dirige-se a  adolescentes do 2.&ordm; e 3.&ordm; ciclos do ensino b&aacute;sico (BAC_A) e do ensino secund&aacute;rio (BAC_B). Prop&otilde;e-se avaliar  tr&ecirc;s processos cognitivos, de crescente complexidade (compreens&atilde;o, racioc&iacute;nio, e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas), em  tr&ecirc;s dom&iacute;nios tidos como particularmente representativos da capacidade intelectual humana (espacial, verbal e num&eacute;rico)  (Lubinski, 2000). &Eacute; um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica de aplica&ccedil;&atilde;o individual/coletiva,  constitu&iacute;do por 9 provas, com um tempo &uacute;til total de realiza&ccedil;&atilde;o de 78 minutos (consultar <a href="#t1">Tabela 1</a>).  Foi criado de base para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa e algumas provas tomaram como ponto de partida a <i>Bateria de Provas de  Racioc&iacute;nio</i> (BPR; Almeida &amp; Lemos, 2015). Saliente-se que h&aacute; 50% de itens comuns a ambas as vers&otilde;es (A e B), sendo  que os itens mais f&aacute;ceis da BAC_A n&atilde;o foram inclu&iacute;dos na BAC_B, assim como os itens mais dif&iacute;ceis da BAC_B n&atilde;o  foram inclu&iacute;dos na BAC_A.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n2/37n2a01t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em seguida, descreve-se cada uma das provas, por conte&uacute;do (espacial, verbal e num&eacute;rico), partindo do n&iacute;vel mais  perif&eacute;rico e elementar (compreens&atilde;o) da representa&ccedil;&atilde;o radiada de suporte te&oacute;rico, passando por um n&iacute;vel  interm&eacute;dio (racioc&iacute;nio), at&eacute; um n&iacute;vel de maior complexidade cognitiva (resolu&ccedil;&atilde;o de problemas).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Rota&ccedil;&atilde;o de Figuras:</i> nesta prova &eacute; apresentada uma figura padr&atilde;o, que vai ser rodada no plano. &Eacute;  pedido ao indiv&iacute;duo que indique, entre cinco op&ccedil;&otilde;es de resposta (A, B, C, D, E), aquela que corresponde &agrave; figura  padr&atilde;o depois de rodada no plano.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sequ&ecirc;ncias de cubos:</i> nesta prova &eacute; apresentada uma sequ&ecirc;ncia de cubos, que seguem uma determinada ordem. Em cada  sequ&ecirc;ncia o cubo est&aacute; em movimento e, por isso, conforme o cubo roda, as posi&ccedil;&otilde;es das suas faces mudam. Para completar  a sequ&ecirc;ncia, o indiv&iacute;duo deve descobrir e aplicar a lei sequencial dos cubos em presen&ccedil;a e indicar, entre cinco  op&ccedil;&otilde;es de resposta (A, B, C, D, E), aquela que completa a sequ&ecirc;ncia com l&oacute;gica. A prova Sequ&ecirc;ncias de cubos  decorre da prova de Racioc&iacute;nio Espacial da BPR (Almeida &amp; Lemos, 2015), a que foram introduzidas inova&ccedil;&otilde;es: novos itens  e o cubo em falta encontra-se indiscriminadamente na sequ&ecirc;ncia de cubos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Movimentos e formas:</i> nesta prova &eacute; apresentado um problema que envolve uma situa&ccedil;&atilde;o complexa. Cada problema  &eacute; apresentado atrav&eacute;s de um pequeno enunciado e uma imagem representativa da situa&ccedil;&atilde;o complexa. Para resolver o  problema, &eacute; pedido ao indiv&iacute;duo que indique, entre cinco op&ccedil;&otilde;es de resposta (A, B, C, D, E), aquela que resolve o  problema apresentado. A tipologia de itens desta prova &eacute; bastante diversificada, com apelo &agrave; manipula&ccedil;&atilde;o mental de  est&iacute;mulos em contexto (e.g., chaves que entram numa determinada fechadura, sistemas de roldanas, labirintos ou circuitos, alcance  territorial de um objeto no espa&ccedil;o, perspetivas de um objeto, entre outras).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sin&oacute;nimos:</i> nesta prova &eacute; apresentada, em destaque a negrito, uma palavra numa express&atilde;o. &Eacute; pedido ao  indiv&iacute;duo que indique, entre cinco op&ccedil;&otilde;es de resposta (A, B, C, D, E), aquela que &eacute; sin&oacute;nima da palavra  destacada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Analogias:</i> nesta prova &eacute; apresentada uma frase incompleta, em formato de analogia. &Eacute; pedido ao indiv&iacute;duo que  indique, entre cinco op&ccedil;&otilde;es de resposta (A, B, C, D, E), a palavra que completa a frase com l&oacute;gica. Para tal, o  indiv&iacute;duo primeiro identifica a rela&ccedil;&atilde;o entre duas palavras para posteriormente aplicar essa mesma rela&ccedil;&atilde;o na  forma&ccedil;&atilde;o do segundo par de palavras. A prova Analogias decorre da prova de Racioc&iacute;nio Verbal da BPR (Almeida &amp; Lemos,  2015), a que foram introduzidas inova&ccedil;&otilde;es: novos itens e a palavra em falta encontra-se indiscriminadamente no primeiro ou segundo  par de palavras, na primeira ou segunda posi&ccedil;&atilde;o do par de palavras.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Express&otilde;es:</i> nesta prova &eacute; apresentada uma express&atilde;o, que encerra um sentido n&atilde;o literal e n&atilde;o  expl&iacute;cito. &Eacute; pedido ao indiv&iacute;duo que indique, entre sete op&ccedil;&otilde;es de resposta (A, B, C, D, E, F, G), as duas  op&ccedil;&otilde;es que melhor transmitem o sentido daquela express&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>C&aacute;lculos:</i> nesta prova &eacute; apresentado um esquema que envolve c&aacute;lculos. Em cada esquema h&aacute; tr&ecirc;s  n&uacute;meros em falta, identificados por letras (P, Q, R). &Eacute; pedido ao indiv&iacute;duo que complete o esquema, atendendo aos  n&uacute;meros e opera&ccedil;&otilde;es presentes, assim como ao sentido das setas. Ao operar sobre os n&uacute;meros que constam no esquema,  indica ent&atilde;o os n&uacute;meros que completam a sequ&ecirc;ncia de c&aacute;lculos.</p>     <p><i>Sequ&ecirc;ncias num&eacute;ricas:</i> nesta prova &eacute; apresentada uma sequ&ecirc;ncia de n&uacute;meros, que seguem uma determinada  ordem. Em cada sequ&ecirc;ncia h&aacute; dois n&uacute;meros em falta, identificados por letras (P, Q). &Eacute; pedido ao indiv&iacute;duo que  complete a sequ&ecirc;ncia, descobrindo que ordem &eacute; essa e aplicando a lei sequencial dos n&uacute;meros em presen&ccedil;a. A prova  Sequ&ecirc;ncias num&eacute;ricas decorre da prova de Racioc&iacute;nio Num&eacute;rico da BPR (Almeida &amp; Lemos, 2015), a que foram  introduzidas inova&ccedil;&otilde;es: novos itens e os n&uacute;meros em falta encontram-se indiscriminadamente na sequ&ecirc;ncia de  n&uacute;meros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Problemas:</i> nessa prova &eacute; apresentado um problema, que envolve uma situa&ccedil;&atilde;o complexa, sobre a qual s&atilde;o  colocadas duas quest&otilde;es independentes. &Eacute; pedido ao indiv&iacute;duo que responda a cada uma das quest&otilde;es, e para tal importa  compreender o problema, analisar a informa&ccedil;&atilde;o nele constante, organizar e trabalhar os dados, para depois apresentar a  solu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Todos os procedimentos envolvidos neste estudo obtiveram autoriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via das seguintes inst&acirc;ncias superiores:  Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Educa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, Comiss&atilde;o Nacional de  Prote&ccedil;&atilde;o de Dados, e Comit&eacute; de &Eacute;tica da institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior de origem.</p>     <p>No cumprimento dos princ&iacute;pios &eacute;ticos e deontol&oacute;gicos de estudos desta natureza, no contacto estabelecido com as  dire&ccedil;&otilde;es das escolas procedeu-se ao/&agrave;: (a) enquadramento da investiga&ccedil;&atilde;o e explicita&ccedil;&atilde;o dos seus  objetivos; (b) apresenta&ccedil;&atilde;o da Ficha do Estudante e da BAC; (c) esclarecimento sobre a confidencialidade dos dados e uso exclusivo  para efeitos do mesmo; (d) compromisso com a divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados no final da investiga&ccedil;&atilde;o; (e) esclarecimento  sobre as condi&ccedil;&otilde;es requeridas &agrave;s &ldquo;escolas colaborantes&rdquo; (n&uacute;mero de turmas por anos escolares e tempos  letivos envolvidos); (f) entrega (e posterior recolha) das cartas de consentimento informado aos pais/encarregados de educa&ccedil;&atilde;o e  estudantes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A sele&ccedil;&atilde;o das escolas colaborantes cumpriu os crit&eacute;rios de aleatoriedade dentro da respetiva zona geogr&aacute;fica  (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Sul), e de heterogeneidade sociocultural da popula&ccedil;&atilde;o escolar, de acordo com a  classifica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. No ensino secund&aacute;rio, a amostra considerou ainda  op&ccedil;&otilde;es curriculares dos cursos cient&iacute;fico-human&iacute;sticos gerais (Ci&ecirc;ncias e Tecnologias, Ci&ecirc;ncias  Socioecon&oacute;micas e/ou L&iacute;nguas e Humanidades). A aleatoriedade foi tamb&eacute;m seguida na sele&ccedil;&atilde;o das turmas  colaborantes.</p>     <p>Os estudantes foram informados dos objetivos do estudo, do car&aacute;cter volunt&aacute;rio da sua participa&ccedil;&atilde;o e do  tratamento sigiloso das suas respostas, dando o seu assentimento informado. Por se tratar de um conjunto de nove provas cognitivas, e no sentido  de minimizar a fadiga dos estudantes, as provas foram distribu&iacute;das por dois dias de aplica&ccedil;&atilde;o, 90 minutos por dia por turma,  em dias diferentes, preferencialmente na mesma semana ou em semanas consecutivas. A aplica&ccedil;&atilde;o das provas, realizadas por  psic&oacute;logos que receberam forma&ccedil;&atilde;o para o efeito, respeitou com rigor as instru&ccedil;&otilde;es constantes dos cadernos das  provas e decorreu conforme previsto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o das qualidades psicom&eacute;tricas dos dados foi realizada estimando-se a precis&atilde;o dos resultados, a  validade de constructo e a validade de crit&eacute;rio. Todas as an&aacute;lises foram efetuadas com o programa IBM SPSS Statistics (v. 22, SPSS  An IBM Company, Chicago, IL).</p>     <p>Nas <a href="#t2">Tabelas 2</a>(a,b) est&atilde;o indicados os dados da estat&iacute;stica descritiva e os coeficientes de precis&atilde;o  dos resultados, de cada prova e para cada vers&atilde;o da bateria. Al&eacute;m da distribui&ccedil;&atilde;o dos resultados manifestar-se  adequada, os valores de alfa atingem n&iacute;veis adequados para ambas as vers&otilde;es da bateria, variando entre .697 (Analogias) e .882  (C&aacute;lculos) na BAC_A, e entre .822 (Express&otilde;es) e .925 (C&aacute;lculos) na BAC_B.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n2/37n2a01t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A validade de constructo foi estimada atrav&eacute;s da an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria dos resultados, atrav&eacute;s da  an&aacute;lise de componentes principais, com rota&ccedil;&atilde;o varimax (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Em todos os anos escolares considerados  foram extra&iacute;dos dois fatores, explicando 58% (6.&ordm; ano) e 59% (9.&ordm; e 12.&ordm; anos) da vari&acirc;ncia dos resultados. Nos anos  do ensino b&aacute;sico (6.&ordm; e 9&ordm; anos), um primeiro fator agrupa as provas espaciais, as provas num&eacute;ricas, e a prova Analogias;  e um segundo fator agrupa as provas verbais e as provas C&aacute;lculos e Problemas. No ensino secund&aacute;rio (12.&ordm; ano), um primeiro  fator agrupa, novamente, as provas espaciais, as provas num&eacute;ricas, e a prova Analogias; e o segundo fator agrupa apenas as provas verbais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n2/37n2a01t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A validade de crit&eacute;rio foi estimada atrav&eacute;s da correla&ccedil;&atilde;o de Pearson entre os desempenhos cognitivos e o  rendimento acad&eacute;mico em diversas disciplinas curriculares (<a href="#t4">Tabelas 4</a>a,b,c). Podemos verificar que: (1) existe uma  associa&ccedil;&atilde;o positiva e significativa entre os desempenhos nas provas cognitivas e o rendimento acad&eacute;mico nas disciplinas  curriculares nos tr&ecirc;s n&iacute;veis de escolaridade em causa; (2) a magnitude dos coeficientes tende a ser mais elevada e mais  homog&eacute;nea no 6.&ordm; ano e progressivamente mais baixa e mais heterog&eacute;nea nos 9.&ordm; e 12.&ordm; anos; (3) independentemente do  ano escolar, os coeficientes tendem a ser mais elevados quando o conte&uacute;do das provas cognitivas e o conte&uacute;do das disciplinas  curriculares s&atilde;o pr&oacute;ximos (e.g., provas verbais e disciplina de Portugu&ecirc;s ou Ingl&ecirc;s; provas num&eacute;ricas e  disciplina de Matem&aacute;tica/Matem&aacute;tica Aplicada &agrave;s Ci&ecirc;ncias Sociais); (4) a prova Problemas apresenta-se mais associada  ao rendimento acad&eacute;mico nos tr&ecirc;s anos escolares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n2/37n2a01t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>Tendo em vista refor&ccedil;ar e atualizar os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o das habilidades cognitivas dispon&iacute;veis em  Portugal, apresentaram-se os procedimentos de constru&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o da Bateria de Avalia&ccedil;&atilde;o Cognitiva  (BAC). Tendo subjacente a teoria CHC, a BAC avalia tr&ecirc;s habilidades cognitivas (compreens&atilde;o, racioc&iacute;nio e  resolu&ccedil;&atilde;o de problemas), recorrendo a situa&ccedil;&otilde;es figurativo-espaciais, verbais e num&eacute;ricas. O estudo  psicom&eacute;trico realizado junto de estudantes do 6.&ordm; e 9.&ordm; anos do ensino b&aacute;sico e do 12.&ordm; ano do ensino  secund&aacute;rio (cursos cient&iacute;fico-human&iacute;sticos gerais de Ci&ecirc;ncias e Tecnologias, e cursos de Ci&ecirc;ncias  Socioecon&oacute;micas e/ou de L&iacute;nguas e Humanidades), permite atestar a fiabilidade e a validade dos resultados na BAC.</p>     <p>Cobrindo a escolaridade entre o 6.&ordm; e o 12.&ordm; ano de escolaridade, as nove provas da BAC s&atilde;o de f&aacute;cil  aplica&ccedil;&atilde;o pelo psic&oacute;logo. Por sua vez, os estudantes n&atilde;o apontam dificuldades &agrave; compreens&atilde;o das  instru&ccedil;&otilde;es e os exemplos de itens s&atilde;o suficientes para explicitar o tipo de trabalho cognitivo requerido em cada prova. Ao  mesmo tempo, ainda que podendo ser aplicada individualmente, na &iacute;ntegra ou apenas algumas das suas provas, o estudo da precis&atilde;o e  validade foi realizado com protocolos recolhidos atrav&eacute;s de aplica&ccedil;&atilde;o coletiva. Seguramente, pela otimiza&ccedil;&atilde;o  do tempo do psic&oacute;logo, esta ser&aacute; a forma mais usual de utiliza&ccedil;&atilde;o da BAC em contexto educativo.</p>     <p>Tomando ora as habilidades cognitivas espec&iacute;ficas de cada prova, ora apreciando o impacto do conte&uacute;do das tarefas nos  n&iacute;veis de desempenho alcan&ccedil;ados pelos alunos, o psic&oacute;logo pode retirar proveito da utiliza&ccedil;&atilde;o da BAC na  an&aacute;lise das dificuldades de desempenho escolar e no apoio ao processo de tomada de decis&atilde;o vocacional dos estudantes ao longo da  adolesc&ecirc;ncia. Os &iacute;ndices de correla&ccedil;&atilde;o obtidos entre as provas da BAC e o rendimento acad&eacute;mico nas diversas  disciplinas curriculares permitem uma pondera&ccedil;&atilde;o das habilidades cognitivas mais e menos desenvolvidas, dos rendimentos  acad&eacute;micos atingidos, dos curr&iacute;culos progressivamente diferenciados e das expetativas de sucesso nas diversas &aacute;reas  curriculares.</p>     <p>Num futuro pr&oacute;ximo ser&aacute; poss&iacute;vel editar o manual da BAC e incluir os valores de refer&ecirc;ncia (normas) para  aprecia&ccedil;&atilde;o dos desempenhos individuais. Tais normas v&atilde;o classificar os desempenhos em cada uma das nove provas e no conjunto  da BAC, ao mesmo tempo que v&atilde;o atender ao ano de escolaridade dos estudantes e &agrave;s suas op&ccedil;&otilde;es curriculares a partir  do 10.&ordm; ano de escolaridade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Almeida, L. S., &amp; Lemos, G. C. (2015). <i>Bateria de Provas de Racioc&iacute;nio (BPR5/6; BPR7/9 e BPR10/12)</i>. Braga: Universidade do  Minho, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045685&pid=S0870-8231201900020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bloom, B. S. (1956). <i>Taxonomy of educational objectives: The classification of educational goals</i>. New York: Longman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045687&pid=S0870-8231201900020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bloom, B. S. (1986). What we are learning about teaching and learning: A summary of recent research. <i>Principal, 66</i>(2), 6-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045689&pid=S0870-8231201900020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carroll, J. B. (1993). <i>Human cognitive abilities</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045691&pid=S0870-8231201900020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Colom, R. (2016). Advances in intelligence research: What should be expected in the XXI century (Questions and answers). <i>Spanish Journal  of Psychology, 19</i>. doi: 10.1017/sjp.2016.87&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045693&pid=S0870-8231201900020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Colom, R. (2017). Se puede mejorar las capacidades cognitivas? In E. Duthie, F. Garc&iacute;a-Moriy&oacute;n, &amp; R. Robles Loro (Eds.),  <i>Parecidos de familia: Propuestas actuales en filosof&iacute;a para ni&ntilde;os</i> (pp. 1-27). Mexico: Anaya.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045694&pid=S0870-8231201900020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Despacho n.&ordm; 59081 de 5 de julho do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica: II s&eacute;rie,  n.&ordm; 128 (2017). Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.dre.pt" target="_blank">https://www.dre.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Detterman, D. K. (2016). Education and intelligence: Pity the poor teacher because student characteristics are more significant than  teachers or schools. <i>Spanish Journal of Psychology, 19</i>(93), 1-11. doi: 10.1017/sjp.2016.88&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045697&pid=S0870-8231201900020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Estat&iacute;sticas da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia [DGEEC]. (2013). <i>Educa&ccedil;&atilde;o em  n&uacute;meros 2013</i>. Lisboa: Autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045698&pid=S0870-8231201900020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Driscoll, M. (2000). <i>Psychology of learning for instruction</i>. Needhan Heights: Allyn &amp; Bacon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045700&pid=S0870-8231201900020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Duncan, C. P. (1959). Recent research on human problem solving. <i>Psychological Bulletin, 56</i>, 537-429.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045702&pid=S0870-8231201900020000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eurostat. (2017). <i>Sustainable development in the European Union: Monitoring report on progress towards the SDGS in an EU context</i>.  Luxembourg: European Union publications. doi: 10.2785/237722&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045704&pid=S0870-8231201900020000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gottfredson, L. (1997). Mainstream science on intelligence: An editorial with 52 signatories, history, and bibliography. <i>Intelligence,  24</i>, 13-23. doi: 10.1016/S0160-2896(97)90011-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045705&pid=S0870-8231201900020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gottfredson, L. (2004). Intelligence: Is it the epidemiologists&rsquo; elusive &ldquo;fundamental cause&rdquo; of social class inequalities  in health?. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 86</i>, 174-199. doi: 10.1037/0022-3514.86.1.174</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Horn, J. L., &amp; Noll, J. (1997). Human cognitive capabilities: Gf-Gc theory. In D. P. Flanagan, J. L. Genshaft, &amp; P. L. Harrison  (Eds.), <i>Contemporary intellectual assessment: Theories, tests, and issues</i> (pp. 53-93). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045707&pid=S0870-8231201900020000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hunt, E. B. (2011). <i>Human intelligence</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045709&pid=S0870-8231201900020000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Johnson, D. M. (1955). <i>The psychology of thought and judgment</i>. New York: Harper &amp; Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045711&pid=S0870-8231201900020000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kaufman, A. S. (2009). <i>IQ testing 101</i>. New York: Springer Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045713&pid=S0870-8231201900020000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kaufman, J. C., &amp; Grigorenko, E. L. (Eds.). (2009). <i>The essential Sternberg: Essays on intelligence, psychology, and education</i>.  New York: Springer Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045715&pid=S0870-8231201900020000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>K&ouml;hler, W. (1925). <i>The mentality of apes</i>. London: Routledge &amp; Kengan Paul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045717&pid=S0870-8231201900020000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Krathwohl, D. (2002). A revision of Bloom&rsquo;s taxonomy: An overview. <i>Theory Into Practice, 41</i>, 212-218.</p>     <!-- ref --><p>Lemos, G. C., Abad, F. J., Almeida, L. S., &amp; Colom, R. (2014). Past and future academic experiences are related with present scholastic  achievement when intelligence is controlled. <i>Learning and Individual Differences, 32</i>, 148-155. doi: 10.1016/j.lindif.2014.01.00&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045720&pid=S0870-8231201900020000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lemos, G. C., &amp; Almeida, L. S. (2015). <i>Bateria de Aptid&otilde;es Cognitivas (BAC_A, BAC_B) / Battery of Cognitive Abilities (BCA_A,  BCA_B)</i>. Braga: Edi&ccedil;&atilde;o de Autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045721&pid=S0870-8231201900020000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lemos, G. C., &amp; Almeida, L. S. (2017). A avalia&ccedil;&atilde;o das aptid&otilde;es cognitivas para a promo&ccedil;&atilde;o de  percursos de sucesso: Estudo com adolescentes portugueses. In S. G. Caliatto, S. M. S. S. Oliveira, N. B. Cunha, &amp; M. C. R. A. Joly (Orgs.),  <i>Avalia&ccedil;&atilde;o: Diferentes processos no contexto educacional</i> (pp. 19-44). Uberl&acirc;ndia, Brasil: Editora Navegando.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045723&pid=S0870-8231201900020000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lubinski, D. (2000). Scientific and social significance of assessing individual differences: &ldquo;Sinking shafts at a few critical  points&rdquo;. <i>Annual Review of Psychology, 51</i>, 405-444. doi: 10.1146/annurev.psych.51.1.405</p>     <!-- ref --><p>McGrew, K. S. (2009). CHC theory and the human cognitive abilities project: Standing on the shoulders of the giants of psychometric  intelligence research. <i>Intelligence, 37</i>, 1-10. doi: 10.1016/j.intell.2008.08.004&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045726&pid=S0870-8231201900020000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McGrew, K. S., &amp; Wendling, B. J. (2010). CHC cognitive-achievement relations: What we have learned from the past 20 years of research.  <i>Psychology in the Schools, 47</i>, 651-675. doi: 10.1002/pits.20497&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045727&pid=S0870-8231201900020000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o/Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Educa&ccedil;&atilde;o [ME/DGE]. (2017). Perfil dos alunos  &agrave; sa&iacute;da da escolaridade obrigat&oacute;ria. Lisboa: Autor. Dispon&iacute;vel em  <a href="https://dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Projeto_Autonomia_e_Flexibilidade/perfil_dos_alunos.pdf"  target="_blank">https://dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Projeto_Autonomia_e_Flexibilidade/perfil_dos_alunos.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045728&pid=S0870-8231201900020000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Morgan, J. J. B. (1941). <i>Psychology</i>. New York: Farrar &amp; Rinehart.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045729&pid=S0870-8231201900020000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morin, E. (1999). <i>La t&ecirc;te bien faite</i>. Paris: Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045731&pid=S0870-8231201900020000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Newell, A., &amp; Simon, H. A. (1972). <i>Human problem solving</i>. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045733&pid=S0870-8231201900020000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OECD. (2003). <i>The PISA 2003 assessment framework: Mathematics, reading, science and problem-solving knowledge and skills</i>.  Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.oecd.org/edu/school/programmeforinternationalstudentassessmentpisa/33694881.pdf"  target="_blank">http://www.oecd.org/edu/school/programmeforinternationalstudentassessmentpisa/33694881.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045735&pid=S0870-8231201900020000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>OECD. (2012). <i>PISA field trial problem solving framework draft</i>. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.oecd.org/pisa/pisaproducts/46962005.pdf" target="_blank">http://www.oecd.org/pisa/pisaproducts/46962005.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045736&pid=S0870-8231201900020000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>P&oacute;lya, G. (1945). <i>How to solve it.</i> Princeton, NJ: Princeton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045737&pid=S0870-8231201900020000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Raaheim, K. (1974). <i>Problem solving and intelligence</i>. Oslo: Universitetsforlaget.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045739&pid=S0870-8231201900020000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sackett, P. R., Livens, F., van Iddekinge, C. H., &amp; Kuncel, N. R. (2017). Individual differences and their measurement: A review of 100  years of research. <i>Journal of Applied Psychology, 102</i>, 254-273. doi: 10.1037/apl0000151&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045741&pid=S0870-8231201900020000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schleicher, A. (2017, February). <i>Strong performers and successful reformers in education</i>. Comunica&ccedil;&atilde;o conduzida na  Confer&ecirc;ncia PISA: Avalia&ccedil;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045742&pid=S0870-8231201900020000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&atilde;o, resultados, desafios. Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos, Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Schneider, W. J., &amp; McGrew, K. (2012). The Cattell-Horn-Carroll model of intelligence. In D. Flanagan &amp; P. Harrison (Eds.),  <i>Contemporary intellectual assessment: Theories, tests, and issues</i> (3<sup>rd</sup> ed., pp. 99-144). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045744&pid=S0870-8231201900020000100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Snow, R. E., Corno, L., &amp; Jackson, D. N. (1996). Individual differences in affective and conative functions. In D. C. Berliner &amp;  R. C. Calfee (Eds.), <i>Handbook of educational psychology</i> (pp. 243-310). New York: MacMillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045746&pid=S0870-8231201900020000100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Spearman, C. (1927). <i>The abilities of man</i>. New York: MacMillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045748&pid=S0870-8231201900020000100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sternberg, R. J. (1977). <i>Intelligence, information processing, and analogical reasoning: The componential analysis of human abilities</i>.  Hillsdale, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045750&pid=S0870-8231201900020000100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sternberg, R. J. (1985). <i>Beyond I.Q.: A triarchic theory of human intelligence</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045752&pid=S0870-8231201900020000100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tusing, M. B., &amp; Ford, L. (2004). Examining preschool cognitive abilities using a CHC framework. <i>International Journal of Testing,  4</i>, 91-114. doi: 10.1207/s15327574ijt0402_1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045754&pid=S0870-8231201900020000100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vinacke, W. E. (1952). <i>The psychology of thinking</i>. New York: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045755&pid=S0870-8231201900020000100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Wai, J., Lubinski, D., &amp; Benbow, C. P. (2009). Spatial ability for STEM domains: Aligning over 50 years of cumulative psychological  knowledge solidifies its importance. <i>Journal of Educational Psychology, 101</i>, 817-835. doi: 10.1037/a0016127&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045757&pid=S0870-8231201900020000100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Woodworth, R. S., &amp; Schlosberg, H. (1954). <i>Experimental psychology</i>. New York: Holt, Rinehart, &amp; Winston.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045758&pid=S0870-8231201900020000100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Gina C. Lemos, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em  Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:g.claudia@ie.uminho.pt">g.claudia@ie.uminho.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho insere-se no &acirc;mbito do p&oacute;s-doutoramento da investigadora-bolseira FCT com a refer&ecirc;ncia (SFRH/BPD/93009/2013),  financiado pelo CIEd &ndash; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, projeto UID/CED/01661/2019, Instituto de  Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Minho, atrav&eacute;s de fundos nacionais FCT/MCTES-PT.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 30/04/2018 Aceita&ccedil;&atilde;o: 11/10/2018</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lemos]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Bateria de Provas de Raciocínio (BPR5/6; BPR7/9 e BPR10/12)]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[Braga ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Minho, Centro de Investigação em Educação]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bloom]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Taxonomy of educational objectives: The classification of educational goals]]></source>
<year>1956</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Longman]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bloom]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What we are learning about teaching and learning: A summary of recent research]]></article-title>
<source><![CDATA[Principal]]></source>
<year>1986</year>
<volume>66</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>6-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carroll]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Human cognitive abilities]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Colom]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Advances in intelligence research: What should be expected in the XXI century (Questions and answers)]]></article-title>
<source><![CDATA[Spanish Journal of Psychology]]></source>
<year>2016</year>
<volume>19</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Colom]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Se puede mejorar las capacidades cognitivas?]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Duthie]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[García-Moriyón]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loro]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. Robles]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Parecidos de familia: Propuestas actuales en filosofía para niños]]></source>
<year>2017</year>
<page-range>1-27</page-range><publisher-name><![CDATA[Anaya]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Detterman]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Education and intelligence: Pity the poor teacher because student characteristics are more significant than teachers or schools]]></article-title>
<source><![CDATA[Spanish Journal of Psychology]]></source>
<year>2016</year>
<volume>19</volume>
<numero>93</numero>
<issue>93</issue>
<page-range>1-11</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência [DGEEC].</collab>
<source><![CDATA[Educação em números 2013]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Autor]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Driscoll]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psychology of learning for instruction]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Needhan Heights ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Allyn & Bacon]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duncan]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Recent research on human problem solving]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Bulletin]]></source>
<year>1959</year>
<volume>56</volume>
<page-range>537-429</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Eurostat.</collab>
<source><![CDATA[Sustainable development in the European Union: Monitoring report on progress towards the SDGS in an EU context]]></source>
<year>2017</year>
<publisher-loc><![CDATA[Luxembourg ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[European Union publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gottfredson]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mainstream science on intelligence: An editorial with 52 signatories, history, and bibliography]]></article-title>
<source><![CDATA[Intelligence]]></source>
<year>1997</year>
<volume>24</volume>
<page-range>13-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gottfredson]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Intelligence: Is it the epidemiologists’ elusive “fundamental cause” of social class inequalities in health?]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality and Social Psychology]]></source>
<year>2004</year>
<volume>86</volume>
<page-range>174-199</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Horn]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Noll]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Human cognitive capabilities: Gf-Gc theory]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Flanagan]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Genshaft]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harrison]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Contemporary intellectual assessment: Theories, tests, and issues]]></source>
<year>1997</year>
<page-range>53-93</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hunt]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Human intelligence]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Johnson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The psychology of thought and judgment]]></source>
<year>1955</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Harper & Row]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kaufman]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[IQ testing 101]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kaufman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grigorenko]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The essential Sternberg: Essays on intelligence, psychology, and education]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Köhler]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The mentality of apes]]></source>
<year>1925</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge & Kengan Paul]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Krathwohl]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A revision of Bloom’s taxonomy: An overview]]></article-title>
<source><![CDATA[Theory Into Practice]]></source>
<year>2002</year>
<volume>41</volume>
<page-range>212-218</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lemos]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abad]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Colom]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Past and future academic experiences are related with present scholastic achievement when intelligence is controlled]]></article-title>
<source><![CDATA[Learning and Individual Differences]]></source>
<year>2014</year>
<volume>32</volume>
<page-range>148-155</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lemos]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Bateria de Aptidões Cognitivas (BAC_A, BAC_B) / Battery of Cognitive Abilities (BCA_A, BCA_B)]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[Braga ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edição de Autor]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lemos]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A avaliação das aptidões cognitivas para a promoção de percursos de sucesso: Estudo com adolescentes portugueses]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Caliatto]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M. S. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Joly]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C. R. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação: Diferentes processos no contexto educacional]]></source>
<year>2017</year>
<page-range>19-44</page-range><publisher-loc><![CDATA[Uberlândia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Navegando]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lubinski]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Scientific and social significance of assessing individual differences: “Sinking shafts at a few critical points”]]></article-title>
<source><![CDATA[Annual Review of Psychology]]></source>
<year>2000</year>
<volume>51</volume>
<page-range>405-444</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McGrew]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[CHC theory and the human cognitive abilities project: Standing on the shoulders of the giants of psychometric intelligence research]]></article-title>
<source><![CDATA[Intelligence]]></source>
<year>2009</year>
<volume>37</volume>
<page-range>1-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McGrew]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wendling]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[CHC cognitive-achievement relations: What we have learned from the past 20 years of research]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology in the Schools]]></source>
<year>2010</year>
<volume>47</volume>
<page-range>651-675</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Educação/Direção Geral de Educação [ME/DGE].</collab>
<source><![CDATA[Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória]]></source>
<year>2017</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Autor]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morgan]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. J. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psychology]]></source>
<year>1941</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Farrar & Rinehart]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morin]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[La tête bien faite]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Seuil]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Newell]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simon]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Human problem solving]]></source>
<year>1972</year>
<publisher-loc><![CDATA[Englewood Cliffs ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Prentice-Hall]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>OECD</collab>
<source><![CDATA[The PISA 2003 assessment framework: Mathematics, reading, science and problem-solving knowledge and skills]]></source>
<year>2003</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>OECD</collab>
<source><![CDATA[PISA field trial problem solving framework draft]]></source>
<year>2012</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pólya]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[How to solve it]]></source>
<year>1945</year>
<publisher-loc><![CDATA[Princeton, NJ ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Princeton University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Raaheim]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Problem solving and intelligence]]></source>
<year>1974</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oslo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universitetsforlaget]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sackett]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Livens]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van Iddekinge]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kuncel]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Individual differences and their measurement: A review of 100 years of research]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Applied Psychology]]></source>
<year>2017</year>
<volume>102</volume>
<page-range>254-273</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schleicher]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Strong performers and successful reformers in education]]></source>
<year>2017</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schneider]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McGrew]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Cattell-Horn-Carroll model of intelligence]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Flanagan]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harrison]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Contemporary intellectual assessment: Theories, tests, and issues]]></source>
<year>2012</year>
<edition>3</edition>
<page-range>99-144</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Snow]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Corno]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jackson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Individual differences in affective and conative functions]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Berliner]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Calfee]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of educational psychology]]></source>
<year>1996</year>
<page-range>243-310</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MacMillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Spearman]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The abilities of man]]></source>
<year>1927</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MacMillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sternberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Intelligence, information processing, and analogical reasoning: The componential analysis of human abilities]]></source>
<year>1977</year>
<publisher-loc><![CDATA[Hillsdale, NJ ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Erlbaum]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sternberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Beyond I.Q.: A triarchic theory of human intelligence]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tusing]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ford]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Examining preschool cognitive abilities using a CHC framework]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Testing]]></source>
<year>2004</year>
<volume>4</volume>
<page-range>91-114</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vinacke]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The psychology of thinking]]></source>
<year>1952</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[McGraw-Hill]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wai]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lubinski]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Benbow]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Spatial ability for STEM domains: Aligning over 50 years of cumulative psychological knowledge solidifies its importance]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>2009</year>
<volume>101</volume>
<page-range>817-835</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Woodworth]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schlosberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Experimental psychology]]></source>
<year>1954</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Holt, Rinehart, & Winston]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
