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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tipologias de funcionamento familiar: Do desenvolvimento identitário à perturbação emocional na adolescência e adultez emergente]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The family functioning contributes differently to psychological adjustment, according to the development stages and the tasks that underlie them. Through a quantitative cross-sectional design, and using a sample of 387 participants aged between 15 and 25 years (M=20.06, SD=3.21), this study aimed to: identify the typologies of family functioning, from the cohesion and conflict dimensions; and to analyse the association between the typologies of family functioning, the identity development processes, the developmental stage (adolescence and emerging adulthood) and the emotional distress. Five typologies of family functioning were identified, corresponding to: Cohesive, Disengaged, Balanced, Conflicting and Enmeshed. Taking into account the literature, the participants were divided into groups, according to age (adolescents and emerging adults) and the level of emotional distress (with and without emotional distress). The results show statistically significant associations between the typologies of family functioning, the developmental stage, the processes of identity development and the groups with and without emotional distress. Specifically, the results indicate that emerging adults perceive the functioning of their families as more Cohesive or Enmeshed, compared with the adolescents; and that the group with emotional distress perceived, for the most part, the functioning of their family as Enmeshed. The implications for the practice and the literature in the areas of Developmental Psychopathology and Family Psychology are discussed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Tipologias de funcionamento familiar: Do desenvolvimento identit&aacute;rio &agrave; perturba&ccedil;&atilde;o emocional na  adolesc&ecirc;ncia e adultez emergente</b></p>     <p><b>Typologies of family functioning: From identity development to emotional distress in adolescence and emerging adulthood</b></p>     <p><b>Ana Prioste<sup>1</sup>, Petra Tavares<sup>2</sup>, Eunice Magalh&atilde;es<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Escola de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Vida, Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, Portugal /  Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Escola de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Vida, Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>ISCTE &ndash; Instituto Universita&#769;rio de Lisboa, CIS-IUL, Lisboa, Portugal / Escola de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Vida,  Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O funcionamento familiar contribui diferentemente para ajustamento psicol&oacute;gico, de acordo com as etapas de desenvolvimento e com as  tarefas que lhes est&atilde;o subjacentes. Atrav&eacute;s de um desenho quantitativo transversal, e com recurso a uma amostra de 387  participantes com idades compreendidas entre os 15 e os 25 anos (<i>M</i>=20.06, <i>DP</i>=3.21), este estudo pretendeu: identificar as  tipologias de funcionamento familiar, a partir das dimens&otilde;es coes&atilde;o e conflito; e analisar a associa&ccedil;&atilde;o entre as  tipologias de funcionamento familiar, os processos de desenvolvimento da identidade, a etapa desenvolvimental (adolesc&ecirc;ncia e adultez  emergente) e a perturba&ccedil;&atilde;o emocional. Foram identificadas cinco tipologias de funcionamento familiar, correspondentes a  fam&iacute;lias: Coesas, Desligadas, Equilibradas, Conflituosas e Emaranhadas. Tendo em conta a literatura, os participantes foram divididos em  grupos, consoante a idade (adolescentes e adultos emergentes) e o n&iacute;vel de perturba&ccedil;&atilde;o emocional (com e sem  perturba&ccedil;&atilde;o emocional). Os resultados mostram associa&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas entre as tipologias de  funcionamento familiar, a etapa desenvolvimental, os processos de desenvolvimento da identidade e os grupos com e sem perturba&ccedil;&atilde;o  emocional. Especificamente, os resultados indicam que os adultos emergentes percepcionam o funcionamento das suas fam&iacute;lias como mais Coeso  ou Emaranhado, em compara&ccedil;&atilde;o com os adolescentes; e que o grupo com perturba&ccedil;&atilde;o emocional percepcionou,  maioritariamente, o funcionamento da sua fam&iacute;lia como Emaranhado. S&atilde;o discutidas as implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica  e para a literatura nas &aacute;reas da Psicopatologia do Desenvolvimento e Psicologia da Fam&iacute;lia.    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Adolesc&ecirc;ncia, Adultez emergente, Funcionamento familiar, Desenvolvimento identit&aacute;rio,  Perturba&ccedil;&atilde;o emocional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The family functioning contributes differently to psychological adjustment, according to the development stages and the tasks that underlie  them. Through a quantitative cross-sectional design, and using a sample of 387 participants aged between 15 and 25 years (<i>M</i>=20.06,  <i>SD</i>=3.21), this study aimed to: identify the typologies of family functioning, from the cohesion and conflict dimensions; and to analyse  the association between the typologies of family functioning, the identity development processes, the developmental stage (adolescence and  emerging adulthood) and the emotional distress. Five typologies of family functioning were identified, corresponding to: Cohesive, Disengaged,  Balanced, Conflicting and Enmeshed. Taking into account the literature, the participants were divided into groups, according to age (adolescents  and emerging adults) and the level of emotional distress (with and without emotional distress). The results show statistically significant  associations between the typologies of family functioning, the developmental stage, the processes of identity development and the groups with  and without emotional distress. Specifically, the results indicate that emerging adults perceive the functioning of their families as more  Cohesive or Enmeshed, compared with the adolescents; and that the group with emotional distress perceived, for the most part, the functioning  of their family as Enmeshed. The implications for the practice and the literature in the areas of Developmental Psychopathology and Family  Psychology are discussed.</p>     <p><b>Key words</b>: Adolescence, Emerging adulthood, Family functioning, Identity development, Emotional distress.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A adolesc&ecirc;ncia e a adultez emergente constituem-se como duas etapas desenvolvimentais distintas (Arnett, 2000), atendendo aos limites  cronol&oacute;gicos que as circunscrevem e &agrave;s tarefas desenvolvimentais que englobam. Releva-se a influ&ecirc;ncia que o contexto  socioecon&oacute;mico assume na delimita&ccedil;&atilde;o destas etapas (Arnett, 2015). Tendo em conta a literatura, neste trabalho,  considerou-se o t&eacute;rmino da adolesc&ecirc;ncia os 19 anos (OMS, 1997) e a adultez emergente foi definida como o per&iacute;odo decorrente  entre os 20 e os 25 anos (e.g., Arnett, 2000; Brand&atilde;o, Saraiva, &amp; Matos, 2012).</p>     <p>A contiguidade destas etapas permite perceber a transversalidade de algumas tarefas desenvolvimentais que lhes s&atilde;o comuns,  nomeadamente, o processo de desenvolvimento da identidade (Luyckx &amp; Robitschek, 2014) e o processo de autonomia (Arnett, 2000), com a  separa&ccedil;&atilde;o crescente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia de origem. Consideramos que a pertin&ecirc;ncia da  an&aacute;lise destas duas etapas desenvolvimentais decorre de v&aacute;rios aspectos. As mudan&ccedil;as f&iacute;sicas, sociais, relacionais,  cognitivas e psicol&oacute;gicas vivenciadas na adolesc&ecirc;ncia, e a experiencia&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis elevados de  explora&ccedil;&atilde;o e instabilidade (que implicam mudan&ccedil;as nos pap&eacute;is sociais) na adultez emergente podem contribuir,  diferentemente, quer para o desenvolvimento identit&aacute;rio, quer para a emerg&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es emocionais (Luyckx,  Klimstra, Duriez, Van Petegem, &amp; Beyers, 2013; Schulenberg, Sameroff, &amp; Cicchetti, 2004). De acordo com a perspetiva da Psicopatologia do  Desenvolvimento (e.g., Cicchetti &amp; Cohen, 2006; Soares, 2000), sabemos que as vari&aacute;veis ou contextos associados &agrave;  emerg&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es emocionais na adolesc&ecirc;ncia e na adultez emergente podem diferir.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O papel da fam&iacute;lia no ajustamento individual na adultez emergente tem sido subvalorizado, j&aacute; que a maioria dos trabalhos se  focam na import&acirc;ncia do funcionamento familiar na inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia. Esta quest&atilde;o torna-se particularmente  relevante, atendendo ao progressivo prolongamento da coabita&ccedil;&atilde;o dos filhos em casa dos pais &ndash; que caracteriza a  gera&ccedil;&atilde;o <i>canguru</i> (Brand&atilde;o et al., 2012) &ndash; e a outros stressores espec&iacute;ficos associados &agrave; adultez  emergente e &agrave;s fam&iacute;lias com filhos nesta etapa.</p>     <p>A an&aacute;lise do desenvolvimento da identidade e da emerg&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es emocionais na adolesc&ecirc;ncia e na  adultez emergente s&oacute; &eacute; melhor entendida &agrave; luz de uma compreens&atilde;o aprofundada do papel do sistema familiar. Assim,  atendendo &agrave; pertin&ecirc;ncia e ao interesse cient&iacute;fico deste t&oacute;pico, parece-nos relevante, a partir das dimens&otilde;es  coes&atilde;o e conflito familiar, identificar tipologias de funcionamento familiar e compreender de que forma estas se relacionam com a  perturba&ccedil;&atilde;o emocional e os processos de desenvolvimento da identidade em ambas as etapas desenvolvimentais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Desenvolvimento da identidade e perturba&ccedil;&atilde;o emocional</i></p>     <p>A identidade pode ser definida como um conjunto de caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas, psicol&oacute;gicas e sociodemogr&aacute;ficas,  que abrange diversos aspetos resultantes da intera&ccedil;&atilde;o entre o desenvolvimento pessoal e os contextos sociais (Vignoles, Schwartz,  &amp; Luyckx, 2011). T&ecirc;m sido propostos diversos modelos te&oacute;ricos ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, sendo que o presente  estudo se posiciona a partir do modelo integrativo desenvolvido por Luyckx e colaboradores (2008). Esta proposta concetual distingue cinco  processos de identidade espec&iacute;ficos, relacionados com a explora&ccedil;&atilde;o e o compromisso: explora&ccedil;&atilde;o em amplitude,  explora&ccedil;&atilde;o em profundidade, explora&ccedil;&atilde;o ruminativa, compromisso e identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso. Estes  processos podem ser analisados a partir de dois ciclos. O primeiro ciclo, designado por forma&ccedil;&atilde;o do compromisso, foca-se nos  processos atrav&eacute;s dos quais os sujeitos exploram diferentes alternativas da identidade (explora&ccedil;&atilde;o em amplitude) e,  posteriormente, aderem a compromissos de identidade (compromisso, i.e., ades&atilde;o a cren&ccedil;as, objetivos e valores). O segundo ciclo  &ndash; avalia&ccedil;&atilde;o do compromisso &ndash; centra-se em processos atrav&eacute;s dos quais os sujeitos reavaliam os seus compromissos  de identidade atuais (explora&ccedil;&atilde;o em profundidade, i.e., avalia&ccedil;&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o dos seus compromissos) e  avaliam at&eacute; que ponto &eacute; que se identificam e se sentem seguros com os seus compromissos (identifica&ccedil;&atilde;o com o  compromisso, i.e., grau em que os compromissos se integram no seu sentido de <i>self</i>) (Luyckx, Goossens, Soenens, &amp; Beyers, 2006). O  processo de explora&ccedil;&atilde;o ruminativa foi, posteriormente, adicionado ao modelo, tendo sido identificado como um bloqueador do  desenvolvimento identit&aacute;rio por se considerar um processo inadaptativo. Deste modo, os indiv&iacute;duos com n&iacute;veis elevados de  explora&ccedil;&atilde;o ruminativa tendem a questionar-se constantemente, a experimentar n&iacute;veis elevados de incerteza e  incompet&ecirc;ncia, ansiedade e depress&atilde;o, ficando bloqueados/estagnados no processo de desenvolvimento identit&aacute;rio (Luyckx et  al., 2008; Luyckx, Schwartz, Goossens, Beyers, &amp; Missotten, 2011).</p>     <p>A adolesc&ecirc;ncia e a adultez emergente, enquanto etapas desenvolvimentais, t&ecirc;m sido associadas ao surgimento de  perturba&ccedil;&otilde;es emocionais (e.g., <i>distress</i>) e de quadros psicopatol&oacute;gicos espec&iacute;ficos (e.g.,  perturba&ccedil;&otilde;es depressivas) (Kessler et al., 2005). De acordo com a perspectiva da Psicopatologia do Desenvolvimento (Cicchetti &amp;  Cohen, 2006; Soares, 2000), o insucesso na realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas desenvolvimentais associadas a cada etapa poder&aacute;  traduzir-se na emerg&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&atilde;o emocional (i.e., <i>distress</i> e mau-estar psicol&oacute;gico) refletindo, assim,  a diferencia&ccedil;&atilde;o entre traject&oacute;rias desenvolvimentais inadaptativas e adaptativas (Cummings, Davies, &amp; Campbell, 2000).  Assim, importa analisar o papel da etapa desenvolvimental em que o indiv&iacute;duo se encontra, considerando as diferen&ccedil;as ao  n&iacute;vel das tarefas que lhes est&atilde;o subjacentes. Para al&eacute;m disso, real&ccedil;a-se a relev&acirc;ncia de considerar que os  sistemas em que o ind&iacute;viduo se encontra integrado podem contribuir diferentemente para a (in)adapta&ccedil;&atilde;o das  traject&oacute;rias desenvolvimentais (Bronfenbrenner, 1986; Cicchetti &amp; Cohen, 2006).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Contributos da perspectiva ecol&oacute;gica para a compreens&atilde;o do desenvolvimento identit&aacute;rio e da perturba&ccedil;&atilde;o  emocional</i></p>     <p>No sentido de tornar mais claros os pressupostos de base para este trabalho, apresentamos na <a href="#t1">Tabela 1</a> uma  sistematiza&ccedil;&atilde;o dos fatores associados aos resultados de desenvolvimento identit&aacute;rio e de ajustamento psicol&oacute;gico a  diferentes n&iacute;veis eco-sist&eacute;micos, de acordo com o Modelo Ecol&oacute;gico de Desenvolvimento Humano (Bronfenbrenner, 1986).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n2/37n2a05t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ao n&iacute;vel macrossist&eacute;mico (<a href="#t1">Tabela 1</a>), real&ccedil;a-se a influ&ecirc;ncia dos processos sociais (e.g., fatores  sociais, econ&oacute;micos, pol&iacute;ticos e culturais) no ajustamento psicol&oacute;gico e no desenvolvimento da identidade. Neste sentido,  &eacute; de real&ccedil;ar as altera&ccedil;&otilde;es familiares, nomeadamente do ponto de vista da estrutura, pap&eacute;is e  configura&ccedil;&atilde;o familiar (Benvenuti et al., 2016; Francisco et al., 2016), que desempenham um papel importante na emerg&ecirc;ncia de  perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas.</p>     <p>Ainda a este n&iacute;vel, &eacute; tamb&eacute;m de salientar o atraso no processo de autonomiza&ccedil;&atilde;o e o prolongamento na  transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta resultantes do impacto da aus&ecirc;ncia ou escassez de medidas sociais de apoio &agrave;  independ&ecirc;ncia dos adultos emergentes portugueses (Andrade, 2016). Em Portugal, constata-se a presen&ccedil;a de percursos educativos mais  longos (e.g., aumento do n&uacute;mero de jovens a ingressar no ensino superior), a inser&ccedil;&atilde;o cada vez mais tardia no mercado de  trabalho (caraterizado por n&iacute;veis elevados de exig&ecirc;ncia e competitividade), o prolongamento da coabita&ccedil;&atilde;o com a  fam&iacute;lia de origem e depend&ecirc;ncia financeira desta, e o adiamento de projetos familiares, traduzidos no aumento da idade m&eacute;dia  para casar e para o nascimento do primeiro filho, principalmente em adultos emergentes com forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica superior.  Estes fatores podem ter um impacto negativo no desenvolvimento identit&aacute;rio, dificultando o processo de autonomiza&ccedil;&atilde;o e  independ&ecirc;ncia atrav&eacute;s da manuten&ccedil;&atilde;o do &ldquo;ninho cheio&rdquo; (Brand&atilde;o et al., 2012; Mendon&ccedil;a et al.,  2009).</p>     <p>Ao n&iacute;vel microssist&eacute;mico, releva-se o papel da fam&iacute;lia enquanto sistema mais influente ao longo de todo o ciclo de vida  (Bronfenbrenner, 1986). O contexto familiar &eacute; considerado um sistema essencial para o desenvolvimento humano (Alarc&atilde;o &amp; Gaspar,  2007), sendo que este representa o primeiro grupo social em que a pessoa se desenvolve (Alarc&atilde;o, 2000; Sprinthall &amp; Collins, 2003). A  fam&iacute;lia pode ser definida como um conjunto de elementos, uma unidade social, que evolui ao longo de v&aacute;rias etapas do ciclo vital.  Cada etapa implica um conjunto de tarefas e mudan&ccedil;as que podem afetar a fam&iacute;lia no seu todo e a cada um dos elementos  (Alarc&atilde;o, 2000; Dias, 2011), influenciando o desenvolvimento da identidade na adolesc&ecirc;ncia e na adultez emergente (Luyckx et al.,  2008; Matheis &amp; Adams, 2004; Sandhu, Singh, Tung, &amp; Kundra, 2012; Scabini &amp; Manzi, 2011).</p>     <p>A individua&ccedil;&atilde;o e a socializa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o duas fun&ccedil;&otilde;es centrais da fam&iacute;lia, particularmente  relevantes na etapa fam&iacute;lias com filhos adolescentes, permitindo que os filhos se preparem para assumir pap&eacute;is adultos nos  &acirc;mbitos social, relacional, afetivo e profissional (Alarc&atilde;o, 2000). Este per&iacute;odo tem sido estendido com o prolongamento da  coabita&ccedil;&atilde;o com os pais (Alarc&atilde;o, 2000; Relvas, 2006; Silveira &amp; Wagner, 2006). Segundo Vieira e Rava (2012), o  prolongamento da coabita&ccedil;&atilde;o na adultez pode apresentar um car&aacute;cter disfuncional, na medida em que promove a  depend&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia, dificultando o compromisso social e perpetuando a condi&ccedil;&atilde;o de  &ldquo;adolescentes&rdquo; (Jablonski &amp; Martino, 2013).</p>     <p>Ao n&iacute;vel do cronossistema (<a href="#t1">Tabela 1</a>), importa salientar que o processo de desenvolvimento identit&aacute;rio da  adolesc&ecirc;ncia &agrave; adultez emergente tem sido perspetivado de diversas formas. Alguns autores t&ecirc;m apontando para que o  in&iacute;cio do desenvolvimento da identidade envolva inicialmente a experimenta&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias possibilidades de vida (e.g.,  explora&ccedil;&atilde;o em amplitude) e implique, gradualmente, a tomada de decis&otilde;es duradouras (e.g., compromisso,  explora&ccedil;&atilde;o em profundidade), tendo este processo in&iacute;cio na adolesc&ecirc;ncia e estabilizando na idade adulta (Arnett, 2000;  Klimstra et al., 2010).</p>     <p>Estas mudan&ccedil;as, tal como o papel que a fam&iacute;lia desempenha no processo desenvolvimental dos indiv&iacute;duos, podem estar  associadas &agrave; emerg&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas, pelo que se torna necess&aacute;rio compreender melhor o  papel das rela&ccedil;&otilde;es familiares no desenvolvimento de psicopatologia na adolesc&ecirc;ncia (Pratta &amp; Santos, 2007) e na adultez  emergente.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Rela&ccedil;&atilde;o entre funcionamento familiar, desenvolvimento identit&aacute;rio e perturba&ccedil;&atilde;o emocional</i></p>     <p>A literatura sugere que diversas vari&aacute;veis familiares desempenham um papel fulcral no ajustamento individual e no desenvolvimento da  identidade (e.g., funcionamento familiar, parentalidade, rela&ccedil;&atilde;o entre pais e filhos) (Luyckx et al., 2008; Matheis &amp; Adams,  2004; Sandhu et al., 2012). O funcionamento familiar refere-se &agrave;s caracter&iacute;sticas sociais e estruturais do clima familiar,  abarcando, assim, as interac&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es intrafamiliares (Teodoro, Allgayer, &amp; Land, 2009), nomeadamente os  n&iacute;veis de coes&atilde;o, conflito, adaptabilidade, organiza&ccedil;&atilde;o e qualidade de comunica&ccedil;&atilde;o (Lewandowski,  Palermo, Stinson, Handley, &amp; Chambers, 2010).</p>     <p>Com efeito, um desenvolvimento identit&aacute;rio adaptativo, caracterizado por n&iacute;veis elevados de compromisso e de  identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso, tende a emergir em contextos familiares caraterizados por n&iacute;veis elevados de coes&atilde;o  e reduzidos de conflito (e.g., fam&iacute;lias descritas como mais apoiantes e menos conflituosas; Matheis &amp; Adams, 2004). Do mesmo modo,  menores n&iacute;veis de coes&atilde;o e maiores n&iacute;veis de conflito encontram-se associados ao desenvolvimento de uma identidade difusa  (Matheis &amp; Adams, 2004). Estudos baseados no modelo de estados identit&aacute;rios (Marcia, 1980) revelaram associa&ccedil;&otilde;es entre  climas familiares percecionados como desligados e o desenvolvimento dos estados identit&aacute;rios morat&oacute;rio, difuso ou fechado, bem como  entre climas familiares percecionados como coesos e o desenvolvimento de uma identidade realizada na adolesc&ecirc;ncia e adultez emergente  (e.g., Sandhu et al., 2012). Al&eacute;m disso, tem sido evidenciado que a coes&atilde;o e proximidade emocional familiar, associadas ao  est&iacute;mulo da individualidade e da autonomia, s&atilde;o fatores cruciais para o desenvolvimento da identidade (Alarc&atilde;o, 2000).</p>     <p>Por outro lado, existe um corpo consistente de evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas que associa o funcionamento familiar a trajet&oacute;rias  (in)adaptativas (e.g., Stocker, Richmond, Rhoades, &amp; Kiang, 2007). A perce&ccedil;&atilde;o do funcionamento familiar como conflituoso  est&aacute; positivamente associada ao desajustamento psicol&oacute;gico (e.g., Cruz, Narciso, Pereira, &amp; Sampaio, 2014; Cusimano &amp;  Riggs, 2013), nomeadamente a perturba&ccedil;&otilde;es do humor (e.g., Riggs &amp; Han, 2009) e a perturba&ccedil;&otilde;es da  alimenta&ccedil;&atilde;o e ingest&atilde;o (e.g., Crowther, Kichler, Sherwood, &amp; Kuhnert, 2002). Por outro lado, a perce&ccedil;&atilde;o do  clima familiar como coeso est&aacute; associado negativamente &agrave; emerg&ecirc;ncia de sintomatologia depressiva (e.g., Inguglia, Ingoglia,  Liga, Coco, &amp; Cricchio, 2015).</p>     <p>Sabemos, tamb&eacute;m, que os processos de desenvolvimento da identidade propostos por Lucky e colaboradores (2008) emergem associados  &agrave; sintomatologia psicol&oacute;gica, ao funcionamento psicossocial e ao bem-estar (Luyckx et al., 2013). Trabalhos anteriores realizados  com amostras de adolescentes e de adultos emergentes mostraram que a identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso e o compromisso est&atilde;o  positivamente associados ao bem-estar psicol&oacute;gico (e.g., Schwartz et al., 2015) e negativamente associados &agrave; sintomatologia  depressiva (e.g., Luyckx et al., 2008) e ansiosa (e.g., Sica, Sestito, &amp; Ragozini, 2014). Em rela&ccedil;&atilde;o aos processos de  explora&ccedil;&atilde;o, a literatura tem mostrado que a explora&ccedil;&atilde;o em amplitude est&aacute; positivamente associada &agrave;  sintomatologia depressiva e a explora&ccedil;&atilde;o em profundidade est&aacute; negativamente associada ao consumo de subst&acirc;ncias (e.g.,  Luyckx et al., 2006). A explora&ccedil;&atilde;o ruminativa tem sido identificada como um fator de risco para o desenvolvimento de uma identidade  adaptativa (e.g., Beyers &amp; Luyckx, 2016), predizendo menores n&iacute;veis de bem estar e maiores n&iacute;veis de psicopatologia (e.g.,  Luyckx &amp; Robitschek, 2014; Schwartz et al., 2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Funcionamento familiar: Abordagens dimensional e tipol&oacute;gica</i></p>     <p>A maioria dos estudos tem recorrido a uma abordagem dimensional da fam&iacute;lia, centrando-se em dimens&otilde;es que avaliam o  funcionamento familiar, como a coes&atilde;o, conflito, hierarquia, e adaptabilidade (Teodoro et al., 2009). Por outro lado, e de forma  consistente com as propriedades da totalidade e da circularidade (Cicchetti &amp; Cohen, 2006), a abordagem tipol&oacute;gica do funcionamento  familiar baseia-se nos pressupostos de que: as dimens&otilde;es do funcionamento familiar est&atilde;o relacionadas entre si e os efeitos de uma  dimens&atilde;o do funcionamento familiar s&atilde;o dependentes dos n&iacute;veis de outras dimens&otilde;es. Assim, a interdepend&ecirc;ncia  das dimens&otilde;es do funcionamento familiar &eacute; diferente da soma das dimens&otilde;es individuais; sendo que, se h&aacute; fluidez e  inter-influ&ecirc;ncia m&uacute;tua entre as dimens&otilde;es do funcionamento familiar, o estudo de uma dimens&atilde;o espec&iacute;fica,  enviesa a influ&ecirc;ncia de outras dimens&otilde;es e da rela&ccedil;&atilde;o entre elas na perce&ccedil;&atilde;o do funcionamento da  fam&iacute;lia. Neste sentido, o presente trabalho recorrer&aacute; a uma abordagem tipol&oacute;gica do funcionamento familiar, a partir das  dimens&otilde;es coes&atilde;o e conflito.</p>     <p>Assumindo uma abordagem tipol&oacute;gica, neste trabalho, as tipologias de funcionamento familiar foram identificadas a partir das  dimens&otilde;es de coes&atilde;o e conflito familiares, &agrave; semelhan&ccedil;a de estudos anteriores (e.g., Prioste, Narciso,  Gon&ccedil;alves, &amp; Pereira, 2015, 2016). Assim, com base na literatura revista (e.g., Minuchin et al., 1975; Nichols &amp; Schwartz, 2004;  Olson, 2000; Sturge-Apple, Davies, &amp; Cummings, 2010), foram definidos os seguintes crit&eacute;rios para a identifica&ccedil;&atilde;o das  tipologias de funcionamento familiar: (a) as fam&iacute;lias coesas apresentam tendencialmente valores elevados de coes&atilde;o e baixos de  conflito; (b) as fam&iacute;lias conflituosas apresentam tendencialmente valores elevados de conflito e baixos de coes&atilde;o; (c) as  fam&iacute;lias equilibradas apresentam tendencialmente valores m&eacute;dios de conflito e coes&atilde;o, em rela&ccedil;&atilde;o aos restantes  grupos; (d) as fam&iacute;lias desligadas apresentam tendencialmente baixos valores de coes&atilde;o e conflito; e (e) as fam&iacute;lias  emaranhadas apresentam tendencialmente elevados valores de coes&atilde;o e conflito.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Objetivos</i></p>     <p>A partir da revis&atilde;o de literatura descrita identificou-se um conjunto de problemas a que pretendemos dar resposta neste trabalho,  nomeadamente, o facto da maioria dos estudos recorrer a uma abordagem dimensional do funcionamento familiar e analisar o papel do sistema  familiar no ajustamento na inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia.</p>     <p>Pretendemos, neste trabalho, com recurso a uma amostra de adultos emergentes com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos: (1)  identificar as tipologias de funcionamento familiar, a partir das dimens&otilde;es de coes&atilde;o e conflito familiar; e (2) analisar a  associa&ccedil;&atilde;o entre as tipologias de funcionamento familiar, os processos de desenvolvimento da identidade, a etapa desenvolvimental  (adolesc&ecirc;ncia e adultez emergente) e a perturba&ccedil;&atilde;o emocional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 387 participantes, com idades compreendidas entre os 15 e os 25 anos (<i>M</i>=20.06;  <i>DP</i>=3.21), dos quais 253 s&atilde;o do g&eacute;nero feminino (65.4%) e 126 do g&eacute;nero masculino (32.6%). Quanto &agrave; etapa  desenvolvimental, 162 dos participantes (41.9%) s&atilde;o adolescentes (15-19 anos) e 225 adultos emergentes (58.1%), i.e., com idades  compreendidas entre 20 e 25 anos. Ao n&iacute;vel da escolaridade, 4.1% tem entre 6 a 9 anos de escolaridade, 29.2% tem entre 10 a 12 anos de  escolaridade, 51.7% frequenta o ensino superior e 14% concluiu o ensino superior. No que concerne &agrave; zona de resid&ecirc;ncia, 2.6% reside  na zona norte de Portugal, 3.4% reside no Alentejo, 2.1% reside no Algarve, 0.8% reside nos A&ccedil;ores, 6.5% reside na Madeira, 17.1% reside  na zona centro e 57.4% reside na zona da grande Lisboa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento de recolha de dados</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A divulga&ccedil;&atilde;o do estudo e a recolha de dados decorreram ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o do projeto de  investiga&ccedil;&atilde;o pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica e Deontologia em Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica da Escola de  Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Vida da Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias. A amostra foi selecionada a partir de uma  amostra de 426 participantes, de um estudo mais alargado na linha de investiga&ccedil;&atilde;o da Psicopatologia e Identidade. Foram  estabelecidos os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o no presente estudo: (a) capacidade de compreens&atilde;o e express&atilde;o da  l&iacute;ngua portuguesa; e (b) ter idades compreendidas entre os 15 e os 25 anos. Uma amostra de 387 participantes cumpriu estes  crit&eacute;rios, tendo sido integrada neste estudo. Foram exclu&iacute;dos os participantes que n&atilde;o tinham nacionalidade portuguesa.</p>     <p>Os dados foram recolhidos entre de fevereiro de 2016 e mar&ccedil;o de 2017, atrav&eacute;s de uma t&eacute;cnica de amostragem n&atilde;o  probabil&iacute;stica. A amostra foi recolhida atrav&eacute;s da t&eacute;cnica &ldquo;bola-de-neve&rdquo;, recorrendo a duas  estrat&eacute;gias: (a) 76.7% da amostra respondeu ao protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o na presen&ccedil;a da(s) investigadora(s), em grupo  em contexto de sala de aula ou individualmente; (b) 23.3% da amostra preencheu o question&aacute;rio <i>online</i>, atrav&eacute;s da plataforma  <i>GoogleDocs</i>, divulgado nas redes sociais. Os participantes colaboraram voluntariamente e sem remunera&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s a  explicita&ccedil;&atilde;o dos objetivos do estudo e obten&ccedil;&atilde;o do consentimento informado. Os respons&aacute;veis legais dos  participantes com idades inferiores a 18 anos assinaram um termo de consentimento informado e os participantes assinaram o assentimento  informado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio de dados sociodemogr&aacute;ficos</i>. Este question&aacute;rio centra-se em informa&ccedil;&otilde;es acerca dos dados  pessoais dos participantes, tais como, g&eacute;nero, idade, n&iacute;vel de escolaridade e zona de resid&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala das Dimens&otilde;es do Desenvolvimento Identit&aacute;rio</i> (Dimensions of Identity Development Scale, DIDS; vers&atilde;o  original: Luyckx et al., 2008; tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa: Prioste, Lugar,  Paulino, Jongenelen, &amp; Rosa, in press). Este instrumento de autorrelato avalia cinco processos de desenvolvimento da identidade:  explora&ccedil;&atilde;o em profundidade, que avalia a explora&ccedil;&atilde;o de alternativas ap&oacute;s a ades&atilde;o a compromissos (e.g.,  &ldquo;Falo com outras sobre os meus planos para o futuro&rdquo;); explora&ccedil;&atilde;o em amplitude, que mede a explora&ccedil;&atilde;o de  alternativas previamente &agrave; ades&atilde;o a compromissos (e.g., &ldquo;Estou a pensar em diferentes estilos de vida que podem ser bons para  mim&rdquo;); compromisso, que avalia a ades&atilde;o a compromissos (e.g., &ldquo;Tenho uma imagem sobre o que vou fazer no futuro&rdquo;);  identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso, que se centra no grau de seguran&ccedil;a e de identifica&ccedil;&atilde;o em  rela&ccedil;&atilde;o aos compromissos (e.g., &ldquo;Os meus planos para o futuro d&atilde;o-me autoconfian&ccedil;a&rdquo;); e  explora&ccedil;&atilde;o ruminativa, que avalia a explora&ccedil;&atilde;o progressiva de diversas alternativas e a n&atilde;o ades&atilde;o a  compromissos (e.g., &ldquo;Tenho d&uacute;vidas sobre o que quero realmente alcan&ccedil;ar na vida&rdquo;). O instrumento &eacute; composto por  25 itens respondidos numa escala de <i>Likert</i> de cinco pontos (1=<i>discordo fortemente</i> a 5=<i>concordo fortemente</i>), sendo que cada  processo de desenvolvimento da identidade &eacute; avaliado por cinco itens.</p>     <p>No estudo de valida&ccedil;&atilde;o da DIDS de Luyckx e colaboradores (2008), as dimens&otilde;es da escala revelaram n&iacute;veis de  consist&ecirc;ncia interna adequados, quer para a amostra de adultos emergentes (com &alpha; a variar entre .79 para a dimens&atilde;o  explora&ccedil;&atilde;o em profundidade e .86 para as dimens&otilde;es compromisso, identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso e  explora&ccedil;&atilde;o ruminativa), quer para a amostra de adolescentes (com &alpha; a variar entre .80 para a dimens&atilde;o  explora&ccedil;&atilde;o em profundidade e .86 para a dimens&atilde;o explora&ccedil;&atilde;o em amplitude). No estudo de  adapta&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, com uma amostra de 403 participantes com idades compreendidas entre os 15 e os  29 anos, os n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna relevaram-se adequados, variando entre .68 para a dimens&atilde;o  explora&ccedil;&atilde;o em profundidade e .87 para a dimens&atilde;o identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso (Prioste et al., in  press).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Invent&aacute;rio de Sintomatologia Psicol&oacute;gica</i> (Brief Symptom Inventory; BSI; Vers&atilde;o original: Derogatis, 1982;  tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa: Canavarro, 1999). Neste instrumento de autorrelato  com 53 itens &eacute; pedido ao participante que qualifique a intensidade em que foi afetado por um conjunto de sintomas, durante a &uacute;ltima  semana, atrav&eacute;s duma escala de <i>Likert</i> de cinco pontos (0=<i>nunca</i> a 4=<i>muit&iacute;ssimas vezes</i>). Esta escala avalia nove  dimens&otilde;es (somatiza&ccedil;&atilde;o, obsess&atilde;o-compuls&atilde;o, sensibilidade interpessoal, depress&atilde;o, ansiedade,  hostilidade, ansiedade f&oacute;bica, idea&ccedil;&atilde;o paranoide e psicoticismo) e tr&ecirc;s &iacute;ndices globais (&iacute;ndice geral de  sintomas, &iacute;ndice de sintomas positivos e total de sintomas positivos) que medem a perturba&ccedil;&atilde;o emocional.</p>     <p>No presente estudo, foi utilizado o &iacute;ndice de sintomas positivos (ISP) para discriminar a sa&uacute;de mental, j&aacute; que, este  &eacute; o &iacute;ndice que melhor permite distinguir os ind&iacute;viduos que apresentam perturba&ccedil;&atilde;o emocional daqueles que  n&atilde;o apresentam, de acordo com Canavarro (2007). Neste sentido, Canavarro (2007) definiu, a partir do c&aacute;lculo das m&eacute;dias e  dos desvios-padr&atilde;o das nove dimens&otilde;es e dos tr&ecirc;s &iacute;ndices globais, como ponto de corte o valor de 1.7. Considerando  este valor, no presente estudo, foi definido que os participantes com um valor de ISP igual ou superior a 1.7 pertenciam ao grupo com  perturba&ccedil;&atilde;o emocional, e que os participantes com um valor de ISP inferior a 1.7 pertenciam ao grupo sem perturba&ccedil;&atilde;o  emocional.</p>     <p>No estudo de valida&ccedil;&atilde;o de Canavarro (1999), com uma amostra composta por 551 participantes, o BSI apresentou n&iacute;veis de  consist&ecirc;ncia interna adequados, entre &alpha;=.62 na dimens&atilde;o psicoticismo e &alpha;=.80 na dimens&atilde;o  somatiza&ccedil;&atilde;o. No presente estudo, a escala total revelou tamb&eacute;m um n&iacute;vel de consist&ecirc;ncia interna adequado  (&alpha;=.97).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Invent&aacute;rio do Clima Familiar</i> (vers&atilde;o original: Teodoro et al., 2009; vers&atilde;o portuguesa para  investiga&ccedil;&atilde;o: Francisco, 2015). Este instrumento de autorrelato &eacute; composto por 22 itens e avalia quatro dimens&otilde;es do  clima familiar numa escala de <i>Likert</i> de cinco pontos (1=<i>discordo completamente</i> a 5=<i>concordo completamente</i>): conflito, que  inclui seis itens relacionados com a rela&ccedil;&atilde;o agressiva, cr&iacute;tica e conflituosa entre os membros da fam&iacute;lia (e.g.,  &ldquo;Discute-se por qualquer coisa.&rdquo;); hierarquia, que engloba seis itens que analisam a diferencia&ccedil;&atilde;o de poder dentro da  fam&iacute;lia, onde os mais velhos possuem mais influ&ecirc;ncia nas decis&otilde;es (e.g., &ldquo;Uns mandam e outros obedecem&rdquo;); apoio,  composta por cinco itens que medem o suporte material e emocional recebido pelos familiares (e.g., &ldquo;Procuramos ajudar as pessoas da nossa  fam&iacute;lia quando percebemos que est&atilde;o com problemas&rdquo;); e coes&atilde;o, que integra cinco itens quem definem o v&iacute;nculo  entre os familiares (e.g., &ldquo;As pessoas gostam de passear e de fazer coisas juntas&rdquo;). Tal como foi previamente referido, no presente  trabalho foram apenas utilizadas as dimens&otilde;es coes&atilde;o e conflito.</p>     <p>No estudo de valida&ccedil;&atilde;o deste invent&aacute;rio (Teodoro et al., 2009), com uma amostra composta por 276 indiv&iacute;duos, o ICF  apresentou n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna adequados, variando entre &alpha;=.71 na dimens&atilde;o apoio e &alpha;=.84 na  dimens&atilde;o conflito. No presente estudo, as dimens&otilde;es coes&atilde;o e conflito tamb&eacute;m apresentaram valores de  consist&ecirc;ncia interna adequados (&alpha;=.79 e &alpha;=.88, respetivamente).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento de an&aacute;lise de dados</i></p>     <p>A an&aacute;lise de dados foi realizada com recurso ao software <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> vers&atilde;o 22. Foram  criadas as vari&aacute;veis etapa desenvolvimental e perturba&ccedil;&atilde;o emocional. Como j&aacute; foi referido, no que concerne &agrave;  vari&aacute;vel etapa desenvolvimental, os participantes com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos foram integrados no grupo adolescents  e os participantes com idades compreendidas entre os 20 e os 25 anos foram integrados no grupo adultos emergentes. Em rela&ccedil;&atilde;o  &agrave; vari&aacute;vel perturba&ccedil;&atilde;o emocional, tal como j&aacute; foi referido, os participantes foram agrupados de acordo com o  valor de ISP, atendendo ao ponto de corte 1.7, proposto por Canavarro (2007).</p>     <p>Foi realizada uma an&aacute;lise de clusters para identificar as tipologias de funcionamento das fam&iacute;lias dos adolescentes e dos  adultos emergentes, a partir das dimens&otilde;es coes&atilde;o e conflito. Considerando as tipologias de funcionamento familiar como uma  vari&aacute;vel, foram identificados cinco grupos, atrav&eacute;s do m&eacute;todo n&atilde;o hier&aacute;rquico <i>k-means</i> (Hartigan &amp;  Wong, 1979). Para identificar as varia&ccedil;&otilde;es nas tipologias, foi conduzido um conjunto de an&aacute;lises de vari&acirc;ncia  multivariada (MANOVAs) usando os cinco grupos que foram definidos pela an&aacute;lise de clusters como fatores inter-sujeitos e as medidas de  coes&atilde;o e conflito como vari&aacute;veis dependentes. De seguida, realizaram-se an&aacute;lises univariadas (ANOVAs com testes de Duncan)  para facilitar a interpreta&ccedil;&atilde;o do significado de cada cluster identificado. Para melhor compreender as caracter&iacute;sticas de  cada grupo e as suas diferen&ccedil;as no que se refere &agrave;s dimens&otilde;es do processo de desenvolvimento identit&aacute;rio e &agrave;  perturba&ccedil;&atilde;o emocional, realizou-se um conjunto de MANOVAs, seguido de ANOVAs com testes de Duncan para perceber o efeito das  diferen&ccedil;as.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por &uacute;ltimo, para analisar se a distribui&ccedil;&atilde;o das tipologias de funcionamento familiar varia em fun&ccedil;&atilde;o das  etapas (adolescentes e adultos emergentes) e perturba&ccedil;&atilde;o emocional (com e sem), recorreu-se ao teste de Qui-quadrado, ap&oacute;s a  codifica&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel &ldquo;tipologias de funcionamento familiar&rdquo;, de acordo com os grupos identificados na  an&aacute;lise de clusters.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Identifica&ccedil;&atilde;o e descri&ccedil;&atilde;o das tipologias de funcionamento familiar identificadas</i></p>     <p>A <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta os perfis dos clusters identificados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s perce&ccedil;&otilde;es do  funcionamento familiar. A an&aacute;lise de vari&acirc;ncia multivariada revelou um efeito significativo dos clusters nas vari&aacute;veis  coes&atilde;o e conflito [<i>F</i>(2,381)=248.35, <i>p</i>&lt;.01, <i>&eta;<sub>p</sub><sup>2</i></sup>=.72]. As an&aacute;lises subsequentes  sobre os efeitos univariados (e.g., ANOVAs) revelaram que as diferen&ccedil;as entre os grupos s&atilde;o significativas  [<i>F</i><sub>coes&atilde;o</sub>(4)=49.01, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sub>p</sub><sup>2</i></sup>=.72; <i>F</i><sub>conflito</sub>(4)=58.38,  <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<sub>p</sub><sup>2</i></sup>=.77].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n2/37n2a05t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os perfis dos clusters que foram identificados em rela&ccedil;&atilde;o ao funcionamento familiar podem ser designados por: Grupo 1,  fam&iacute;lias com funcionamento Coeso &ndash; este grupo inclui 42.1% dos participantes que percecionam as fam&iacute;lias com n&iacute;veis  mais elevados de coes&atilde;o e mais baixos de conflito, em rela&ccedil;&atilde;o aos restantes grupos; Grupo 2, fam&iacute;lias com  funcionamento Conflituoso, que inclui 5.7% dos participantes que percecionam as fam&iacute;lias com n&iacute;veis mais elevados que conflitos e  mais baixos de coes&atilde;o, em compara&ccedil;&atilde;o com os restantes grupos; Grupo 3, fam&iacute;lias com funcionamento Equilibrado, que  &eacute; composto por 26.9% dos participantes que percecionam as fam&iacute;lias com n&iacute;veis m&eacute;dios de conflito e de coes&atilde;o,  em compara&ccedil;&atilde;o com os restantes grupos; Grupo 4, fam&iacute;lias com funcionamento Desligado, que integra 11.6% dos participantes  que percecionam as fam&iacute;lias com n&iacute;veis baixos de conflito e de coes&atilde;o; e Grupo 5, fam&iacute;lias com funcionamento  Emaranhado, composto por 13.7% dos participantes que perceciona as fam&iacute;lias com n&iacute;veis elevados de conflito e de coes&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Associa&ccedil;&atilde;o entre as tipologias de funcionamento familiar, os processos de desenvolvimento da identidade e o n&iacute;vel de  perturba&ccedil;&atilde;o emocional</i></p>     <p>A <a href="#t3">Tabela 3</a> apresenta as pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias e os desvios-padr&atilde;o dos processos de desenvolvimento  identit&aacute;rio e de perturba&ccedil;&atilde;o emocional para cada tipologia de funcionamento familiar identificada. As diferen&ccedil;as  significativas entre os grupos foram analisadas atrav&eacute;s do teste Duncan, tal como foi referido.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n2/37n2a05t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; perturba&ccedil;&atilde;o emocional, a an&aacute;lise de diferen&ccedil;as entre as tipologias mostrou que:  os participantes das fam&iacute;lias com um funcionamento Conflituoso apresentam o valor mais elevado de perturba&ccedil;&atilde;o emocional e  que os participantes de fam&iacute;lias com um funcionamento Coeso e Desligado apresentam o n&iacute;vel de perturba&ccedil;&atilde;o emocional  mais baixo, em compara&ccedil;&atilde;o com as outras tipologias. Os participantes das fam&iacute;lias com um funcionamento Emaranhado apresentam  um n&iacute;vel de perturba&ccedil;&atilde;o emocional mais elevado que os participantes das fam&iacute;lias com um funcionamento Equilibrado,  Desligado e Coeso. Os participantes das fam&iacute;lias com um funcionamento Equilibrado apresentam um n&iacute;vel de perturba&ccedil;&atilde;o  emocional mais elevado que os participantes das fam&iacute;lias com um funcionamento Coeso. N&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;as no  n&iacute;vel de perturba&ccedil;&atilde;o emocional entre os participantes de fam&iacute;lias com um funcionamento Equilibrado e Desligado e  entre as que s&atilde;o descritas com um funcionamento Desligado e Coeso.</p>     <p>No que concerne aos processos de desenvovimento da identidade, especificamente &agrave; dimens&atilde;o explora&ccedil;&atilde;o em  profundidade, verificou-se que os participantes de fam&iacute;lias com um funcionamento Emaranhado apresentam os n&iacute;veis mais elevados e  que os participantes de fam&iacute;lias com um funcionamento Desligado e Conflituoso apresentam os n&iacute;veis mais baixos de  explora&ccedil;&atilde;o em profundidade, em compara&ccedil;&atilde;o com as outras tipologias. As fam&iacute;lias com um funcionamento Coeso,  Equilibrado e Desligado apresentam valores de explora&ccedil;&atilde;o em profundidade mais baixos que as fam&iacute;lias com um funcionamento  Emaranhado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; explora&ccedil;&atilde;o em amplitude observou-se que os participantes de fam&iacute;lias com um funcionamento  Emaranhado e Coeso apresentam os n&iacute;veis mais elevados e que os participantes de fam&iacute;lias com um funcionamento Desligado apresentam  os n&iacute;veis mais baixos de explora&ccedil;&atilde;o em amplitude, em compara&ccedil;&atilde;o com as outras tipologias. N&atilde;o h&aacute;  diferen&ccedil;as no n&iacute;vel da explora&ccedil;&atilde;o em amplitude entre os participantes de fam&iacute;lias com um funcionamento  Conflituoso e Equilibrado com as restantes tipologias familiares.</p>     <p>Na explora&ccedil;&atilde;o ruminativa foram identificados valores mais elevados em participantes de fam&iacute;lias com um funcionamento  Emaranhado e Equilibrado e valores mais baixos em participantes de fam&iacute;lias com um funcionamento Coeso e Desligado, em  compara&ccedil;&atilde;o com as outras tipologias. N&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;as no n&iacute;vel da explora&ccedil;&atilde;o ruminativa  entre os participantes de fam&iacute;lias com um funcionamento Conflituoso e as restantes tipologias de funcionamento familiar.</p>     <p>Por &uacute;ltimo, em rela&ccedil;&atilde;o aos processos compromisso e identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso, verificou-se que os  participantes de fam&iacute;lias com um funcionamento Emaranhado e Coeso apresentam os n&iacute;veis mais elevados e que os participantes de  fam&iacute;lias com um funcionamento Desligado e Equilibrado apresentam os n&iacute;veis mais baixos de ambos os processos, em  compara&ccedil;&atilde;o com as outras tipologias. N&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;as no n&iacute;vel do compromisso e  identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso entre os participantes de fam&iacute;lias com um funcionamento Conflituoso com as restantes  tipologias familiares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Associa&ccedil;&atilde;o entre as tipologias de funcionamento familiar e as etapas desenvolvimentais</i></p>     <p>Foi encontrada uma associa&ccedil;&atilde;o significativa entre a tipologia de funcionamento familiar e etapa desenvolvimental  [<i>&chi;<sup>2</i></sup>(4)=12.87, <i>p</i>&lt;.05]. A <a href="#t4">Tabela 4</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o das tipologias de  funcionamento familiar em fun&ccedil;&atilde;o da etapa desenvolvimental.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n2/37n2a05t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atrav&eacute;s da <a href="#t4">Tabela 4</a> observou-se que: das 163 fam&iacute;lias com um funcionamento Coeso, 59 (36.2%) s&atilde;o  fam&iacute;lias com filhos adolescentes e 104 (63.8%) s&atilde;o fam&iacute;lias com adultos emergentes; das 22 fam&iacute;lias com um  funcionamento Conflituoso, 12 (54.5%) s&atilde;o fam&iacute;lias com filhos adolescentes e 10 (45.5%) s&atilde;o fam&iacute;lias com adultos  emergentes; nas 104 fam&iacute;lias com um funcionamento Equilibrado a frequ&ecirc;ncia de fam&iacute;lias com filhos adolescentes e com adultos  emergentes &eacute; equivalente (<i>n</i>=52; 50%); nas 45 fam&iacute;lias com um funcionamento Desligado, 24 (53.3%) s&atilde;o fam&iacute;lias  com filhos adolescentes e 21 (46.7%) s&atilde;o fam&iacute;lias com adultos emergentes; por &uacute;ltimo, das 53 fam&iacute;lias com um  funcionamento Emaranhado, 15 (28.3%) s&atilde;o fam&iacute;lias com adolescentes e 38 (71.7%) s&atilde;o fam&iacute;lias com adultos emergentes.  Com base nos <i>odds ratio</i> (Field, 2009) a probabilidade de pertencer a uma fam&iacute;lia com um funcionamento: Coeso &eacute; 1.51 vezes  superior se for adulto emergente; Conflituoso &eacute; 1.6 vezes superior se for adolescente; Equilibrado &eacute; 1.57 vezes superior se for  adolescente; Desligado &eacute; 1.7 vezes superior se for adolescente; e Emaranhado &eacute; 2 vezes superior se for adulto emergente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Associa&ccedil;&atilde;o entre as tipologias de funcionamento familiar e os grupos com e sem perturba&ccedil;&atilde;o emocional</i></p>     <p>Foi encontrada uma associa&ccedil;&atilde;o significativa entre a tipologia de funcionamento familiar e o n&iacute;vel de  perturba&ccedil;&atilde;o emocional [<i>&chi;<sup>2</i></sup>(4)=41.456, <i>p</i>&lt;.001]. A <a href="#t5">Tabela 5</a> apresenta a  distribui&ccedil;&atilde;o das tipologias de funcionamento familiar em fun&ccedil;&atilde;o dos grupos com e sem perturba&ccedil;&atilde;o  emocional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n2/37n2a05t5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Atrav&eacute;s da <a href="#t5">Tabela 5</a> observou-se que: das 163 fam&iacute;lias com um funcionamento Coeso, 134 (82.2%) s&atilde;o  fam&iacute;lias com filhos sem perturba&ccedil;&atilde;o emocional e 29 (17.8%) s&atilde;o fam&iacute;lias com filhos com  perturba&ccedil;&atilde;o emocional; das 22 fam&iacute;lias com um funcionamento Conflituoso, 7 (31.8%) s&atilde;o fam&iacute;lias com filhos sem  perturba&ccedil;&atilde;o emocional e 15 (68.2%) s&atilde;o fam&iacute;lias com filhos com perturba&ccedil;&atilde;o emocional; nas 104  fam&iacute;lias com um funcionamento Equilibrado, 60 (57.7%) s&atilde;o fam&iacute;lias com filhos sem perturba&ccedil;&atilde;o emocional e 44  (42.3%) s&atilde;o fam&iacute;lias com perturba&ccedil;&atilde;o emocional; nas 45 fam&iacute;lias com um funcionamento Desligado, 32 (71.1%)  s&atilde;o fam&iacute;lias com filhos sem perturba&ccedil;&atilde;o emocional e 13 (28.9%) s&atilde;o fam&iacute;lias com filhos com  perturba&ccedil;&atilde;o emocional; por &uacute;ltimo, das 53 fam&iacute;lias com um funcionamento Emaranhado, 26 (49.1%) s&atilde;o  fam&iacute;lias com filhos sem perturba&ccedil;&atilde;o emocional e 27 (50.9%) s&atilde;o fam&iacute;lias com filhos perturba&ccedil;&atilde;o  emocional. Com base nos <i>odds ratio</i> (Field, 2009), a probabilidade de pertencer a uma fam&iacute;lia com um funcionamento: Coeso &eacute;  3.7 vezes superior num grupo sem perturba&ccedil;&atilde;o emocional; Conflituoso &eacute; 4.3 vezes superior num grupo com  perturba&ccedil;&atilde;o emocional; Equilibrado &eacute; 1.7 vezes superior num grupo com perturba&ccedil;&atilde;o emocional; Desligado  &eacute; 1.27 vezes superior num grupo sem perturba&ccedil;&atilde;o emocional; e Emaranhado &eacute; 2.45 vezes superior num grupo com  perturba&ccedil;&atilde;o emocional.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Neste estudo pretendemos, numa amostra de adolescentes, com idades compreendidas entre os 15 e 19 anos, e adultos emergentes, com idades entre  os 20 e 25 anos: identificar as tipologias de funcionamento familiar a partir das dimens&otilde;es coes&atilde;o e conflito; e analisar a  associa&ccedil;&atilde;o entre estas tipologias, a etapa desenvolvimental, a perturba&ccedil;&atilde;o emocional e os processos de  desenvolvimento da identidade. Desta forma, pretendeu-se dar resposta aos problemas de investiga&ccedil;&atilde;o identificados, nomeadamente (a)  a escassez de trabalhos que recorrem &agrave; abordagem tipol&oacute;gica para analisar o funcionamento familiar; e (b) a inexist&ecirc;ncia de  estudos que analisem a associa&ccedil;&atilde;o entre tipologias de funcionamento familiar e os processos de desenvolvimento da identidade na  adolesc&ecirc;ncia e na adultez emergente.</p>     <p>Apesar de n&atilde;o existirem estudos que utilizem <i>ipsis verbis</i> as designa&ccedil;&otilde;es de funcionamento familiar propostas  (e.g., Coeso, Conflituoso, Equilibrado, Desligado e Emaranhado) e que identifiquem tipologias de funcionamento familiar atrav&eacute;s das  dimens&otilde;es conflito e coes&atilde;o, as diferen&ccedil;as observadas entre estas dimens&otilde;es permitiram uma distin&ccedil;&atilde;o  adequada das tipologias. Ressalva-se, tamb&eacute;m, o facto de que as diferen&ccedil;as observadas v&atilde;o ao encontro da literatura que  mostra que as fam&iacute;lias com um funcionamento Emaranhado s&atilde;o caracterizadas por n&iacute;veis muito elevados de coes&atilde;o e  conflito e as fam&iacute;lias com um funcionamento Desligado apresentam n&iacute;veis muito reduzidos de coes&atilde;o (Minuchin et al., 1975;  Olson, 2000; Sturge-Apple et al., 2010).</p>     <p>Na globalidade, os resultados sugerem que a perten&ccedil;a a uma fam&iacute;lia com um funcionamento Emaranhado pode significar um desafio  desenvolvimental acrescido, no que concerne ao desenvolvimento da identidade e &agrave; emerg&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&atilde;o emocional.  De facto, os dados sugerem que os participantes que pertencem a fam&iacute;lias com esta tipologia de funcionamento apresentam n&iacute;veis  elevados de perturba&ccedil;&atilde;o emocional e dos processos pertencentes aos ciclos de forma&ccedil;&atilde;o e de avalia&ccedil;&atilde;o da  identidade. Os participantes que identificam o funcionamento das suas fam&iacute;lias como Emaranhado apresentam tamb&eacute;m n&iacute;veis  elevados de explora&ccedil;&atilde;o ruminativa, sendo que este processo &eacute; perspetivado como um processo bloqueador do desenvolvimento  identit&aacute;rio ou um processo inadaptativo (Luyckx et al., 2013). Os resultados apontam, assim, para que os adolescentes e adultos emergentes  de fam&iacute;lias com um funcionamento Emaranhado, apesar de conseguirem explorar v&aacute;rias alternativas, de se comprometerem e se  identificarem com elas, questionam-nas continuamente. Deste modo, hipotetizamos que os processos de desenvolvimento da identidade destes  adolescentes e adultos emergentes sejam um reflexo do funcionamento das suas fam&iacute;lias em termos da intensidade e da coexist&ecirc;ncia de  processos, aparentemente, d&iacute;spares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Tipologias de funcionamento familiar e os processos de desenvolvimento da identidade</i></p>     <p>Os resultados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s diferen&ccedil;as na explora&ccedil;&atilde;o em profundidade em fun&ccedil;&atilde;o das  tipologias de funcionamento familiar sublinham o papel dos v&iacute;nculos afetivos e relacionais familiares na explora&ccedil;&atilde;o de  alternativas ap&oacute;s a ades&atilde;o a compromissos. Estes resultados mostram, assim, que as tipologias de funcionamento familiar que se  caracterizam por n&iacute;veis elevados e m&eacute;dios de coes&atilde;o (i.e., Coesas, Emaranhadas e Equilibradas) favorecem o ciclo de  avalia&ccedil;&atilde;o do compromisso proposto por Luyckx e colaboradores (2008). Neste sentido, os dados sugerem que a proximidade relacional e  afetiva pode funcionar como uma base segura para os adolescentes e adultos emergentes reavaliarem os seus compromissos de identidade atuais  &agrave; medida que continuam a explor&aacute;-los. O facto de os participantes que percecionam o funcionamento das fam&iacute;lias como  Conflituoso apresentarem n&iacute;veis mais baixos de explora&ccedil;&atilde;o em profundidade sugere que a conflituosidade <i>per se</i> (i.e.,  sem proximidade afetiva) dificulta a avalia&ccedil;&atilde;o do compromisso e bloqueia o desenvolvimento de uma identidade adaptativa (e.g.,  Luyckx et al., 2008).</p>     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a dos resultados referentes &agrave; explora&ccedil;&atilde;o em profundidade, os resultados da  explora&ccedil;&atilde;o em amplitude, compromisso e identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso refor&ccedil;am tamb&eacute;m o papel da  uni&atilde;o familiar nos ciclos de forma&ccedil;&atilde;o e de avalia&ccedil;&atilde;o do compromisso. Para al&eacute;m disso, estes dados  mostram que os adolescentes e adultos emergentes que percecionam o funcionamento das fam&iacute;lias como Emaranhado e Coeso exploram diversas  alternativas identit&aacute;rias de uma forma pr&oacute;-ativa, comprometendo-se e identificando-se com elas.</p>     <p>O facto de os participantes que percecionam o funcionamento das fam&iacute;lias como Desligado apresentarem os n&iacute;veis mais baixos de  explora&ccedil;&atilde;o em amplitude corrobora os resultados de outros estudos que indicaram uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre um  contexto familiar percecionado como desligado e o desenvolvimento de uma identidade fechada ou difusa (e.g., Sandhu et al., 2012). Neste sentido,  os resultados sugerem que adolescentes e adultos emergentes de fam&iacute;lias com v&iacute;nculos afetivos pobres tendem a desligar-se  tamb&eacute;m da explora&ccedil;&atilde;o de alternativas para as suas vidas.</p>     <p>No que concerne &agrave; explora&ccedil;&atilde;o ruminativa, os resultados apontam para que este processo seja facilitado com a  perten&ccedil;a a fam&iacute;lias que funcionam com n&iacute;veis elevados ou m&eacute;dios de coes&atilde;o e de conflito (tipologias de  funcionamento Emaranhado e Equilibrado). Nestas fam&iacute;lias, a intensidade dos v&iacute;nculos emocionais e afetivos pode funcionar como uma  base segura para a explora&ccedil;&atilde;o progressiva de diversas alternativas. Todavia, a perce&ccedil;&atilde;o da conflituosidade pode  dificultar a ades&atilde;o a compromissos, o que corrobora os trabalhos que sugerem que uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre o conflito e  a dificuldade no estabelecimento de objetivos (e.g., Luyckx et al., 2006). Os participantes que percecionam o funcionamento das fam&iacute;lias  como Equilibrado e Desligado revelaram n&iacute;veis mais baixos de compromisso e identifica&ccedil;&atilde;o com o compromisso, sugerindo que  n&iacute;veis m&eacute;dios ou baixos de coes&atilde;o e de conflitos n&atilde;o facilitam a ades&atilde;o e a valores, objetivos e  cren&ccedil;as e a integra&ccedil;&atilde;o destes no seu sentido de <i>self</i> (Luyckx et al., 2008).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Tipologias de funcionamento familiar e as etapas desenvolvimentais</i></p>     <p>Os resultados mostraram uma associa&ccedil;&atilde;o entre a etapa desenvolvimental e as tipologias de funcionamento familiar, apontando para  que na adolesc&ecirc;ncia exista uma maior preval&ecirc;ncia de fam&iacute;lias com um funcionamento Conflituoso, Equilibrado e Desligado e na  adultez emergente uma maior preval&ecirc;ncia de fam&iacute;lias com um funcionamento Coeso e Emaranhado. Os resultados em rela&ccedil;&atilde;o  &agrave; adolesc&ecirc;ncia apontam para que a etapa do ciclo de vida familiar esteja associada &agrave; frequ&ecirc;ncia de conflitos  familiares, apoiando o trabalho de diversos autores (e.g., Alarc&atilde;o, 2000). A literatura tem sugerido que, tendencialmente, na  adolesc&ecirc;ncia, os filhos desafiam mais a autoridade parental, contribuindo para a rigidifica&ccedil;&atilde;o e conflituosidade da  intera&ccedil;&atilde;o familiar (Relvas, 2006). Para al&eacute;m disso, neste per&iacute;odo, os filhos tendem a passar menos tempo com os pais,  manifestando um maior distanciamento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia (Alarc&atilde;o, 2000). Os resultados referentes &agrave;s  fam&iacute;lias com um funcionamento Equilibrado podem ser interpretados atendendo ao facto de o processo de autonomia ser experienciado de forma  ambivalente, envolvendo, simultaneamente, a procura da independ&ecirc;ncia (que pode aumentar o conflito) e a manuten&ccedil;&atilde;o do  v&iacute;nculo afetivo com os pais que pode contribuir para o aumento/manuten&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de coes&atilde;o. Para  al&eacute;m disso, apesar de as etapas adolesc&ecirc;ncia e fam&iacute;lias com filhos adolescentes serem habitualmente perspetivadas como  per&iacute;odo com muitas dificuldades emocionais e relacionais, a maioria dos adolescentes e das fam&iacute;lias n&atilde;o apresenta  dificuldades significativas (Shaffer &amp; Kipp, 2007), o que pode tamb&eacute;m justificar este resultado.</p>     <p>Os resultados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; adultez emergente podem ser explicados atendendo &agrave;s tarefas desenvolvimentais desta  etapa. Nesta fase, &eacute; expect&aacute;vel que o processo de autonomia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia de origem se  finalize/materialize com a sa&iacute;da de casa dos pais. Quando a coabita&ccedil;&atilde;o &eacute; prolongada, os v&iacute;nculos afetivos com  a fam&iacute;lia podem aumentar ou fortalecer-se, tendo em conta o suporteeaprote&ccedil;&atilde;o que a fam&iacute;lia proporciona aos filhos  (Brand&atilde;o et al., 2012). Contudo, o refor&ccedil;o da coes&atilde;o poder&aacute; ser percebido como intrusividade e aumentar os  n&iacute;veis de conflito, o que justifica a percentagem de fam&iacute;lias com o padr&atilde;o emaranhado. Neste tipo de fam&iacute;lias, o  v&iacute;nculo afetivo pode funcionar como um obst&aacute;culo para a pr&oacute;pria individualiza&ccedil;&atilde;o dos adultos emergentes,  anulando o desenvolvimento da identidade e promovendo a disfuncionalidade familiar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Tipologias de funcionamento familiar e perturba&ccedil;&atilde;o emocional</i></p>     <p>Relativamente &agrave;s diferen&ccedil;as nos n&iacute;veis de perturba&ccedil;&atilde;o emocional, em fun&ccedil;&atilde;o das tipologias de  funcionamento familiar, os resultados mostraram que os participantes que percecionam o funcionamento das suas fam&iacute;lias como Conflituoso e  Emaranhado apresentam um n&iacute;vel de perturba&ccedil;&atilde;o emocional mais elevado que os que percecionam o funcionamento das  fam&iacute;lias como Equilibrado, Desligado e Coeso. Estes resultados corroboram outros estudos que evidenciaram a influ&ecirc;ncia do contexto  familiar no desenvolvimento de perturba&ccedil;&otilde;es emocionais (e.g., Inguglia et al., 2015). Estes resultados refor&ccedil;am a  associa&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis elevados de conflito familiar &ndash; que caracterizam as fam&iacute;lias com um funcionamento  Conflituoso e Emaranhado &ndash; e o desajustamento psicol&oacute;gico apontada por diversos autores (e.g., Cusimano &amp; Riggs, 2013).</p>     <p>Os resultados indicaram uma associa&ccedil;&atilde;o entre os grupos de perturba&ccedil;&atilde;o emocional e as tipologias de funcionamento  familiar, mostrando que os participantes sem perturba&ccedil;&atilde;o emocional apresentam maior probabilidade de pertencer a fam&iacute;lias  com um funcionamento Coeso ou Desligado e os que pertencem ao grupo com perturba&ccedil;&atilde;o emocional apresentam maior probabilidade de  integrar fam&iacute;lias com um funcionamento Conflituoso, Equilibrado ou Emaranhado. Estes resultados corroboram os trabalhos que mostram que a  coes&atilde;o est&aacute; positivamente associada ao bem-estar dos filhos (e.g., Halloran, Ross, &amp; Carey, 2002); contudo, n&atilde;o apoiam a  literatura que associa positivamente o desligamento familiar e a aus&ecirc;ncia de coes&atilde;o ao desajustamento psicol&oacute;gico (Olson,  2000). Neste sentido, poder-se-&aacute; hipotetizar que existem outras vari&aacute;veis individuais (e.g., resili&ecirc;ncia, estrat&eacute;gias  de <i>coping</i>), sociais ou relacionais (e.g., suporte social) que possam funcionar como mecanismos explicativos desta rela&ccedil;&atilde;o,  atenuando o impacto negativo do desligamento familiar.</p>     <p>Os resultados relativos aos grupos com e sem perturba&ccedil;&atilde;o emocional, ao mostrarem que as fam&iacute;lias com um funcionamento  Conflituoso e Emaranhado est&atilde;o associadas &agrave; perturba&ccedil;&atilde;o emocional, refor&ccedil;am os estudos que mostram que o  conflito familiar contribui para o desenvolvimento de psicopatologia (e.g., Cruz et al., 2014), real&ccedil;ando o impacto negativo da  hostilidade, cr&iacute;tica e agressividade nos percursos dos filhos. Para al&eacute;m disso, apoiam a literatura que mostra que o emaranhamento  familiar pode ser um fator de risco para o bem-estar psicol&oacute;gico porque atrasa o processo de individualiza&ccedil;&atilde;o e influencia  negativamente o desenvolvimento identit&aacute;rio. Na sua globalidade, estes resultados ressalvam a dificuldade que os adolescentes e adultos  emergentes t&ecirc;m em lidar adaptativamente com n&iacute;veis elevados e m&eacute;dios de conflito familiar.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Implica&ccedil;&otilde;es para a literatura e para a pr&aacute;tica</i></p>     <p>Este estudo vem dar resposta &agrave; inexist&ecirc;ncia de estudos que analisem as tipologias de funcionamento familiar, a sua  preval&ecirc;ncia nas etapas desenvolvimentais e a sua associa&ccedil;&atilde;o &agrave; perturba&ccedil;&atilde;o emocional e aos processos de  desenvolvimento da identidade. Os resultados deste trabalho podem constituir um desafio aos pressupostos do modelo circumplexo de Olson (2000),  ao mostrarem que os filhos das fam&iacute;lias que funcionam nos extremos de coes&atilde;o e conflito (funcionamento Emaranhado, Conflituoso,  Coeso e Desligado) podem n&atilde;o apresentar n&iacute;veis superiores de dificuldades desenvolvimentais. Os resultados deste estudo, ao  indicarem diferen&ccedil;as relativas a vari&aacute;veis individuais (processos de desenvolvimento da identidade) e familiares (tipologias de  funcionamento) em fun&ccedil;&atilde;o das etapas desenvolvimentais analisadas, poder&atilde;o contribuir para a literatura na &aacute;rea da  Psicologia do Desenvolvimento, sublinhando as especificidades da adolesc&ecirc;ncia e da adultez emergente. Os resultados, ao mostrarem que a  probabilidade de pertencer a uma fam&iacute;lia Equilibrada &eacute; superior na adolesc&ecirc;ncia, contribuem para a literatura que tem  mostrado que a etapa da adolesc&ecirc;ncia/fam&iacute;lias com filhos adolescentes tamb&eacute;m est&aacute; associada a processos equilibrados e  ajustados.</p>     <p>Do mesmo modo, os resultados obtidos, no presente estudo, refor&ccedil;am o pressuposto de que o desenvolvimento humano, e especificamente o  identit&aacute;rio, &eacute; complexo, decorrente da natureza potencialmente transacional entre o individuo e o contexto. Neste sentido, os  resultados aqui discutidos sugerem a necessidade futura de explora&ccedil;&atilde;o longitudinal destas associa&ccedil;&otilde;es, considerando  perspectivas ecol&oacute;gico-transacionais do desenvolvimento humano. Al&eacute;m disso, considerando o crescente debate acerca das  especificidades desenvolvimentais inerentes ao pr&oacute;prio per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia, no futuro, torna-se fundamental alargar  tamb&eacute;m o espectro et&aacute;rio dos adolescentes (com menos de 15 anos), com vista &agrave; compreens&atilde;o destes processos a partir  de uma perspetiva desenvolvimentista.</p>     <p>Por outro lado, os resultados aqui apresentados permitem-nos identificar um conjunto de implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica, no  sentido de se adotar uma perspetiva ecossist&eacute;mica e uma abordagem multidimensional, integrando a fam&iacute;lia (ou as  representa&ccedil;&otilde;es familiares), no desenvolvimento de linhas de interven&ccedil;&atilde;o com adolescentes e adultos emergentes.  Especificamente, atendendo ao facto de os resultados sugerirem que fam&iacute;lias com um funcionamento familiar emaranhado se constituem  enquanto contexto favor&aacute;vel &agrave; explora&ccedil;&atilde;o ruminativa, a interven&ccedil;&atilde;o familiar deve assim privilegiar a  defini&ccedil;&atilde;o de fronteiras adequadas &agrave;s necessidades desenvolvimentais, permitindo e potenciando a necess&aacute;ria  explora&ccedil;&atilde;o em profundidade e o compromisso dos adolescentes e adultos emergentes. Do mesmo modo, a natureza emaranhada destas  rela&ccedil;&otilde;es deve ser alvo de particular aten&ccedil;&atilde;o por parte dos profissionais, atendendo ao seu potencial papel negativo  ao n&iacute;vel do ajustamento psicol&oacute;gico. Por outro lado, n&iacute;veis mais elevados de perturba&ccedil;&atilde;o emocional tendem a  emergir no contexto de fam&iacute;lias conflituosas, sugerindo assim a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o nestes contextos, quer ao  n&iacute;vel do treino de compet&ecirc;ncias comunicacionais quer de resolu&ccedil;&atilde;o adaptativa do conflito. Do mesmo modo, importa  considerar a avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o adequada ao n&iacute;vel das estrat&eacute;gias de <i>coping</i> e de recursos  internos, por parte dos adolescentes e adultos emergentes nestes contextos familiares caraterizados por n&iacute;veis elevados de conflito.  Finalmente, uma interven&ccedil;&atilde;o de natureza multidimensional e ecol&oacute;gica deve privilegiar a mobiliza&ccedil;&atilde;o de  recursos externos, a diferentes n&iacute;veis e sistemas, com vista &agrave; minimiza&ccedil;&atilde;o do dano potencial da  exposi&ccedil;&atilde;o ao conflito e o equil&iacute;brio necess&aacute;rio entre risco e prote&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Limita&ccedil;&otilde;es e estudos futuros</i></p>     <p>Embora o presente trabalho possa constituir-se como um contributo cient&iacute;fico para as &aacute;reas suprarreferidas, importa referir  algumas limita&ccedil;&otilde;es. A amostra &eacute; de conveni&ecirc;ncia e foi recolhida atrav&eacute;s de uma t&eacute;cnica n&atilde;o  probabil&iacute;stica, n&atilde;o permitindo a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.  Sendo este um estudo transversal, n&atilde;o permite aceder ao processo de desenvolvimento dos processos identit&aacute;rios e do funcionamento  familiar ao longo do tempo, pelo que n&atilde;o permite estabelecer rela&ccedil;&otilde;es causais nem analisar adequadamente a din&acirc;mica do  desenvolvimento identit&aacute;rio. Os instrumentos utilizados, como s&atilde;o medidas de autorrelato, podem enviesar os resultados  atrav&eacute;s de processos de desiderabilidade social. N&atilde;o foram analisados as estruturas das fam&iacute;lias (i.e., fam&iacute;lia  nuclear intacta, monoparental, reconstitu&iacute;da).</p>     <p>Para colmatar as lacunas identificadas seria importante em estudos futuros incluir uma amostra mais alargada de forma a aumentar a validade  externa, assim como considerar o potencial papel moderador de vari&aacute;veis di&aacute;dicas (e.g., qualidade da rela&ccedil;&atilde;o  pais-filhos, qualidade da rela&ccedil;&atilde;o entre irm&atilde;os, ou outras fontes de suporte) na associa&ccedil;&atilde;o entre funcionamento  familiar e ajustamento psicol&oacute;gico. Al&eacute;m disso, poder-se-iam incluir amostras cl&iacute;nicas e forenses para uma an&aacute;lise  mais aprofundada das trajet&oacute;rias desenvolvimentais na adolesc&ecirc;ncia e adultez emergente. Seria tamb&eacute;m importante realizar  estudos longitudinais que permitam obter resultados mais fidedignos e estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de causalidade. Em estudos futuros  poderiam ainda ser utilizados instrumentos de hetero-relato para colmatar problemas de desejabilidade social e triangular os dados (e.g.,  recolher dados com os pais). Tendo em conta as v&aacute;rias caracter&iacute;sticas sociais e estruturais que o funcionamento familiar integra,  seria, ainda, relevante que os estudos futuros englobassem outras dimens&otilde;es do clima familiar, nomeadamente a adaptabilidade e a qualidade  de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Alarc&atilde;o, M. (2000). <i>(Des)equ&iacute;librios familiares</i> (1&ordf; ed.). Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046698&pid=S0870-8231201900020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Alarc&atilde;o, M., &amp; Gaspar, M. (2007). Imprevisibilidade familiar e suas implica&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento individual e  familiar. <i>Paideia, 17</i>(36), 89-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046700&pid=S0870-8231201900020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Andrade, C. (2016). Maturidade psicol&oacute;gica e independ&ecirc;ncia financeira: Um estudo com adultos emergentes universit&aacute;rios.  <i>Revista de Estudios e Investigaci&oacute;n en Psicolog&iacute;a y Educaci&oacute;n, 3</i>, 28-35. doi: 10.17979/reipe.2016.3.1.1457&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046702&pid=S0870-8231201900020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Arnett, J. J. (2000). Emerging adulthood: A theory of development from the late teens through the twenties. <i>American Psychologist, 55</i>,  469-580. doi: 10.1037/0003-066X.55.5.469&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046703&pid=S0870-8231201900020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Arnett, J. J. (2015). <i>Emerging adulthood: The winding road from the late teens through the twenties</i> (2<sup>nd</sup> ed.). New York, NY:  Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046704&pid=S0870-8231201900020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Benvenuti, M., Mazzoni, E., &amp; Piobbico, G. (2016). Being online in emerging adulthood: Between problematic or functional. In M. Wright  (Serie Ed.), <i>Identity, sexuality, and relationships among emerging adults in the digital age</i> (pp. 226-245). United States of America: IGI  Global.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046706&pid=S0870-8231201900020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Beyers, W., &amp; Luyckx, K. (2016). Ruminative exploration and reconsideration of commitment as risk factors for suboptimal identity  development in adolescence and emerging adulthood. <i>Journal of Adolescence, 47</i>, 169-178. doi: 10.1016/j.adolescence.2015.10.018&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046708&pid=S0870-8231201900020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brand&atilde;o, T., Saraiva, L., &amp; Matos, P. M. (2012). O prolongamento da transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta e o conceito de  adultez emergente: Especificidades do contexto portugu&ecirc;s e brasileiro. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXX</i>, 301-313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046709&pid=S0870-8231201900020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1986). Ecology of the family as a context for human development: Research perspectives. <i>Developmental Psychology,  22</i>, 723-742. doi: 10.1037/0012-1649.22.6.723&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046711&pid=S0870-8231201900020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Canavarro, M. C. (1999). Invent&aacute;rio de Sintomas Psicopatol&oacute;gicos: BSI. In M. Sim&otilde;es, M. Gon&ccedil;alves, &amp; L.  S. Almeida (Series Eds.), <i>Testes e provas psicol&oacute;gicas em Portugal</i> (Vol. 2, pp. 1-27). Braga: APPORT/SHO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046712&pid=S0870-8231201900020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Canavarro, M. C. (2007). Invent&aacute;rio de Sintomas Psicopatol&oacute;gicos: Uma revis&atilde;o cr&iacute;tica dos estudos realizados em  Portugal. In M. Sim&otilde;es, C. Machado, M. Gon&ccedil;alves, &amp; L. Almeida (Series Eds.), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica:  Instrumentos validados para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa</i> (vol. III, pp. 305-330). Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046714&pid=S0870-8231201900020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cicchetti, D., &amp; Cohen, D. J. (2006). <i>Developmental psychopathology: Risk, disorder and adaptation</i> (Vol. 3, pp. 129-201). New  York: John Wiley &amp; Sons, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046716&pid=S0870-8231201900020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Crowther, J. H., Kichler, J. C., Sherwood, N. E., &amp; Kuhnert, M. E. (2002). The role of familial factors in bulimia nervosa. <i>Eating  Disorders, 10</i>, 141-151.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046718&pid=S0870-8231201900020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cruz, D., Narciso, I., Pereira, C. R., &amp; Sampaio, D. (2014). Risk trajectories of self-destructiveness in adolescence: Family core  influences. <i>Journal of Child and Family Studies, 23</i>, 1172-1181. doi: 10.1007/s10826-013-9777-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046720&pid=S0870-8231201900020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cummings, E. M., Davies, P. T., &amp; Campbell, S. B. (2000). <i>Developmental psychopathology and family process: Theory, research and  clinical implications</i>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046721&pid=S0870-8231201900020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cusimano, A. M., &amp; Riggs, S. A. (2013). Perceptions of interparental conflict, romantic attachment, and psychological distress in college  students. <i>Couple and Family Psychology: Research and Practice, 2</i>, 45-59. doi: 10.1037/a0031657&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046723&pid=S0870-8231201900020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dias, M. O. (2011). Um olhar sobre a fam&iacute;lia na perspectiva sist&eacute;mica: O processo de comunica&ccedil;&atilde;o no sistema  familiar. <i>Gest&atilde;o e Desenvolvimento, 19</i>, 139-156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046724&pid=S0870-8231201900020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ferreira, S., Pedro, M., &amp; Francisco, R. (2015). &ldquo;Entre marido e mulher mete a crise a colher&rdquo;: A rela&ccedil;&atilde;o entre  press&atilde;o econ&oacute;mica, con&#64258;ito e satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal. <i>Psicologia, 29</i>, 11-22.</p>     <!-- ref --><p>Field, A. (2009). <i>Discovering statistics using SPSS</i> (3<sup>rd</sup> ed). London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046727&pid=S0870-8231201900020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Francisco, R. (2015). <i>Invent&aacute;rio do Clima Familiar: Vers&atilde;o para investiga&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Faculdade de  Ci&ecirc;ncias Humanas, Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046729&pid=S0870-8231201900020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Francisco, R., Monteiro, A., Pinto, J., &amp; Gaspar, A. (2016). Reflex&otilde;es sobre a fam&iacute;lia contempor&acirc;nea. Estudo  emp&iacute;rico com estudantes da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa. In H. Pinto &amp; J. Sardica (Series Eds.), <i>Fam&iacute;lia:  Ess&ecirc;ncia e multidisciplinaridade</i> (pp. 355-394). Lisboa: Universidade Cat&oacute;lica Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046731&pid=S0870-8231201900020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Halloran, E. C., Ross, G. J., &amp; Carey, M. P. (2002). The relationship of adolescent personality and family environment to psychiatric  diagnosis. <i>Child Psychiatry &amp; Human Development, 32</i>, 201-216. doi: 10.1023/A:1017904722137&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046733&pid=S0870-8231201900020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hartigan, J. A., &amp; Wong, M. A. (1979). Algorithm AS 136: A K-means clustering algorithm. <i>Journal of the Royal Statistical Society  (Series C), 28,</i> 100-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046734&pid=S0870-8231201900020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Inguglia, C., Ingoglia, S., Liga, F., Coco, A. L., &amp; Cricchio, M. G. L. (2015). Autonomy and relatedness in adolescence and emerging  adulthood: Relationships with parental support and psychological distress. <i>Journal of Adult Development, 22</i>, 1-13. doi:  10.1007/s10804-014-9196-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046736&pid=S0870-8231201900020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Jablonski, J., &amp; Martino, S. D. (2013). A qualitative exploration of emerging adults&rsquo; and parents&rsquo; perspectives on  communicating adulthood status. <i>The Qualitative Report, 18</i>(37), 1-12.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kessler, R. C., Berglund, P., Demler, O., Jin, R., Merikangas, K. R., &amp; Walters, E. E. (2005). Lifetime prevalence and age-of-onset  distributions of DSM-IV disorders in the national comorbidity survey replication. <i>Archives of General Psychiatry, 62</i>, 593-602.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046738&pid=S0870-8231201900020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Klimstra, T., Hale III, W., Raaijmakers, Q., Branje, S., &amp; Meeus, W. (2010). Identity formation in adolescence: Change or stability?.  <i>Journal of Youth and Adolescence, 39</i>, 150-162. doi: 10.1007/s10964-009-9401-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046740&pid=S0870-8231201900020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lewandowski, A. S., Palermo, T. M., Stinson, J., Handley, S., &amp; Chambers, C. T. (2010). Systematic review of family functioning in  families of children and adolescents with chronic pain. <i>Journal of Pain, 11</i>, 1027-1038.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046741&pid=S0870-8231201900020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Luyckx, K., Goossens, L., Soenens, B., &amp; Beyers, W. (2006). Unpacking commitment and exploration: Preliminary validation of an integrative  model of late adolescent identity formation. <i>Journal of Adolescence, 29</i>, 361-378. doi: 10.1016/j.adolescence.2005.03.008&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046743&pid=S0870-8231201900020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Luyckx, K., Klimstra, T. A., Duriez, B., Van Petegem, S., &amp; Beyers, W. (2013). Personal identity processes from adolescence through the  late 20s: Age trends, functionality, and depressive symptoms. <i>Social Development, 22</i>, 701-721. doi: 10.1111/sode.12027&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046744&pid=S0870-8231201900020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Luyckx, K., &amp; Robitschek, C. (2014). Personal growth initiative and identity formation in adolescence through young adulthood: Mediating  processes on the pathway to well-being. <i>Journal of Adolescence, 37</i>, 973-981. doi: 10.1016/j.adolescence.2014.07.009&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046745&pid=S0870-8231201900020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Luyckx, K., Schwartz, S. J., Berzonsky, M. D., Soenens, B., Vansteenkiste, M., Smits, I., &amp; Goossens, L. (2008). Capturing ruminative  exploration: Extending the four-dimensional model of identity formation in late adolescence. <i>Journal of Research in Personality, 42</i>,  58-82. doi: 10.1016/j.jrp.2007.04.004&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046746&pid=S0870-8231201900020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Luyckx, K., Schwartz, S. J., Goossens, L., Beyers, W., &amp; Missotten, L. (2011). Processes of personal identity formation and evaluation. In  S. J. Schwartz, K. Luyckx, &amp; V. L. Vignoles (Series Eds.), <i>Handbook of identity theory and research</i> (pp. 77-98). New York:  Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046747&pid=S0870-8231201900020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marcia, J. E. (1980). Identity in adolescence. In J. Adelson (Series Ed.), <i>Handbook of adolescent psychology</i> (pp. 159-186). New York:  Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046749&pid=S0870-8231201900020000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matheis, S., &amp; Adams, G. R. (2004). Family climate and identity style during late adolescence. <i>Identity: An International Journal of  Theory and Research, 4</i>, 77-95. doi: 10.1207/S1532706XID0401_5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046751&pid=S0870-8231201900020000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Meeus, W., Van De Schoot, R., Keijsers, L., Schwartz, S. J., &amp; Branje, S. (2010). On the progression and stability of adolescent identity  formation: A five wave longitudinal study in early-to-middle and middle-to-late adolescence. <i>Child Development, 81</i>, 1565-1581. doi:  10.1111/j.1467-8624.2010.01492.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046752&pid=S0870-8231201900020000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mendon&ccedil;a, M., Andrade, C., &amp; Fontaine, A. (2009). Transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta e adultez emergente:  Adapta&ccedil;&atilde;o do Question&aacute;rio de Marcadores da Adultez junto de jovens portugueses. <i>Psychologica, 51</i>, 147-168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046753&pid=S0870-8231201900020000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Minuchin, S., Baker, L., Rosman, B. L., Liebman, R., Milman, L., &amp; Todd, T. C. (1975). A conceptual model of psychosomatic illness in  children: Family organization and family therapy. <i>Archives of General Psychiatry, 32</i>, 1031-1038. doi:  10.1001/archpsyc.1975.01760260095008&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046755&pid=S0870-8231201900020000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nichols, M., &amp; Schwartz, R. (2004). Structural family therapy. In M. Nichols &amp; R. Schwartz (Series Eds.), <i>Family therapy: Concepts  and methods</i> (6<Sup>th </Sup>ed., pp. 176-203). Boston: Allyn and Bacon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046756&pid=S0870-8231201900020000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Olson, D. H. (2000). Circumplex model of marital and family systems. <i>Journal of Family Therapy, 22</i>, 144-167. doi:  10.1111/1467-6427.00144&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046758&pid=S0870-8231201900020000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de [OMS]. (1997). <i>Adolescence the critical phase: The challenges and the potential</i>.  Retirado de <a href="http://www.searo.who.int/entity/child_adolescent/documents/adolescence_critical_phase.pdf?ua=1"  target="_blank">http://www.searo.who.int/entity/child_adolescent/documents/adolescence_critical_phase.pdf?ua=1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046759&pid=S0870-8231201900020000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pratta, E. M., &amp; Santos, M. D. (2007). Fam&iacute;lia e adolesc&ecirc;ncia: A influ&ecirc;ncia do contexto familiar no desenvolvimento  psicol&oacute;gico de seus membros. <i>Psicologia em Estudo, 12</i>, 247-256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046760&pid=S0870-8231201900020000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Prioste, A., Lugar, A., Paulino, P., Jongenelen, I., &amp; Rosa, P. J. (2018). Escala das Dimens&otilde;es do Desenvolvimento da Identidade:  Estudos psicom&eacute;tricos iniciais. <i>Revista Psicologia, 32</i>(2), 1-14. doi: 10.17575/rpsicol. v32i2.1244&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046762&pid=S0870-8231201900020000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Prioste, A., Narciso, I., Gon&ccedil;alves, M., &amp; Pereira, C. (2015). Family relationships and parenting practices: A pathway to  adolescents&rsquo; values?. <i>Journal of Child and Family Studies, 24</i>, 3258-3267. doi: 10.1007/s10826-015-0129-3</p>     <p>Prioste, A., Narciso, I., Gon&ccedil;alves, M., &amp; Pereira, C. (2016). Adolescent parents&rsquo; values: The role played by retrospective  perceptions of the family-of-origin. <i>Journal of Child and Family Studies, 25</i>, 224-231. doi: 10.1007/s10826-015-0211-x</p>     <!-- ref --><p>Relvas, A. P. (2006). <i>O ciclo vital da fam&iacute;lia: Perspectiva sist&eacute;mica</i> (4&ordf; ed.). Porto: Edi&ccedil;&otilde;es  Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046765&pid=S0870-8231201900020000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Riggs, S. A., &amp; Han, G. (2009). Predictors of anxiety and depression in emerging adulthood. <i>Journal of Adult Development, 16</i>,  39-52. doi: 10.1007/s10804-009-9051-5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046767&pid=S0870-8231201900020000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sandhu, D., Singh, B., Tung, S., &amp; Kundra, N. (2012). Adolescent identity formation, psychological well-being, and parental attitudes.  <i>Pakistan Journal of Psychological Research, 27</i>, 89-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046768&pid=S0870-8231201900020000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Scabini, E., &amp; Manzi, C. (2011). Family processes and identity. In S. J. Schwartz, K. Luyckx, &amp; V. L. Vignoles (Series Eds.),  <i>Handbook of identity theory and research</i> (pp. 565-584). New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046770&pid=S0870-8231201900020000500049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schulenberg, J. E., Sameroff, A. J., &amp; Cicchetti, D. (2004). The transition to adulthood as a critical juncture in the course of  psychopathology and mental health. <i>Development and Psychopathology, 16</i>, 799-806. doi: 10.1017/S0954579404040015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046772&pid=S0870-8231201900020000500050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schwartz, S. J., Hardy, S. A., Zamboanga, B. L., Meca, A., Waterman, A. S., Picariello, S., . . . Roberts, S. E. (2015). Identity in young  adulthood: Links with mental health and risky behavior. <i>Journal of Applied Developmental Psychology, 36</i>, 39-52. doi:  10.1016/j.appdev.2014.10.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046773&pid=S0870-8231201900020000500051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schwartz, S. J., Zamboanga, B. L., Luyckx, K., Meca, A., &amp; Ritchie, R. A. (2013). Identity in emerging adulthood: Reviewing the field and  looking forward. <i>Emerging Adulthood, 1</i>, 96-113. doi: 10.1177/2167696813479781&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046774&pid=S0870-8231201900020000500052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shaffer, D. R., &amp; Kipp, K. (2007). <i>Developmental psychology: Childhood and adolescence</i> (7<sup>th</sup> ed.). Australia, Belmont,  CA: Wadsworth/Thomson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046775&pid=S0870-8231201900020000500053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sica, L. S., Sestito, L. A., &amp; Ragozini, G. (2014). Identity coping in the first years of university: Identity diffusion, adjustment and  identity distress. <i>Journal of Adult Development, 21</i>, 159-172. doi: 10.1007/s10804-014-9188-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046777&pid=S0870-8231201900020000500054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silveira, P., &amp; Wagner, A. (2006). Ninho cheio: A perman&ecirc;ncia do adulto jovem em sua fam&iacute;lia de origem. <i>Estudos de  Psicologia, 23</i>, 441-453.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046778&pid=S0870-8231201900020000500055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Soares, I. (2000). <i>Psicopatologia do desenvolvimento: Traject&oacute;rias (in)adaptativas ao longo da vida</i>. Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046780&pid=S0870-8231201900020000500056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sturge-Apple, M., Davies, P. T., &amp; Cummings, E. M. (2010). Typologies of family functioning and children&rsquo;s adjustment during the  early school years. <i>Child Development, 81</i>, 1320-1335. doi: 10.1111/j.1467-8624.2010.01471.x</p>     <p>Stocker, C. M., Richmond, M. K., Rhoades, G. K., &amp; Kiang, L. (2007). Family emotional processes and adolescents&rsquo; adjustment.  <i>Social Development</i>, <i>16</i>, 310-325. doi: 10.1111/j.1467-9507.2007.00386.x</p>     <!-- ref --><p>Teodoro, M. L. M., Allgayer, M., &amp; Land, B. (2009). Desenvolvimento e validade fatorial do invent&aacute;rio do clima familiar (ICF) para  adolescentes. <i>Psicologia: Teoria e Pr&aacute;tica</i>, <i>11</i>, 27-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046784&pid=S0870-8231201900020000500059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vieira, A., &amp; Rava, P. (2012). Ninho cheio: Perspectivas de pais e filhos. <i>Psicologia: Teoria e Pr&aacute;tica, 14</i>, 84-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046786&pid=S0870-8231201900020000500060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vignoles, V. L., Schwartz, S. J., &amp; Luyckx, K. (2011). Introduction: Toward an integrative view of identity. In S. J. Schwartz, K. Luyckx,  &amp; V. L. Vignoles (Series Eds.), <i>Handbook of identity theory and research</i> (pp. 1-27). New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046788&pid=S0870-8231201900020000500061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Prioste, Escola de Psicologia e Ci&ecirc;ncias  da Vida, Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias, Campo Grande, 376, 1749-024 Lisboa, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:anaprioste@gmail.com">anaprioste@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 31/01/2018 Aceita&ccedil;&atilde;o: 29/11/2018</p>      ]]></body><back>
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