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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estilos parentais, competências sociais e o papel mediador da personalidade em adolescentes e jovens adultos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Affective experiences lived in the family have a privileged role in the development of young people. This research aimed to analyze the effect of parenting styles in the development of social skills of young people. It was also tested the mediating role of personality. The sample included 1976 young, 14 to 25 years aged. The results show that empathy, assertiveness and self-control were positively predicted by democratic style, and assertiveness and self-control were negatively predicted by permissive style. The data also suggested the positive mediating effect of personality on the association between democratic style and social skills, and a negative mediating effect on the association between permissive style and social skills.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Estilos parentais, compet&ecirc;ncias sociais e o papel mediador da personalidade em adolescentes e jovens adultos</b></p>     <p><b>Parenting styles, social skills and the mediational role of personality in adolescents and young adults</b></p>     <p><b>Catarina Pinheiro Mota<sup>1</sup>, Sara Duarte Ferreira<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>UTAD &ndash; Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal / Centro de Psicologia, Universidade do  Porto, Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>UTAD &ndash; Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As viv&ecirc;ncias afetivas experienciadas no seio familiar t&ecirc;m um papel privilegiado no desenvolvimento dos jovens. A presente  investiga&ccedil;&atilde;o teve como objetivo analisar o efeito dos estilos parentais no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais e testar  o papel mediador da personalidade. A amostra incluiu 1976 jovens com idades entre os 14 e os 25 anos. Os resultados apontam que a empatia, a  assertividade e o autocontrolo s&atilde;o preditos positivamente pelo estilo democr&aacute;tico e que a assertividade e o autocontrolo s&atilde;o  preditos negativamente pelo estilo permissivo. Os dados sugerem o efeito mediador positivo da personalidade emocionalmente ajustada na  associa&ccedil;&atilde;o do estilo democr&aacute;tico e as compet&ecirc;ncias sociais, e um efeito mediador negativo entre o estilo permissivo e  determinadas compet&ecirc;ncias socias.    <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Estilos parentais, Compet&ecirc;ncias sociais, Personalidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Affective experiences lived in the family have a privileged role in the development of young people. This research aimed to analyze the effect  of parenting styles in the development of social skills of young people. It was also tested the mediating role of personality. The sample  included 1976 young, 14 to 25 years aged. The results show that empathy, assertiveness and self-control were positively predicted by democratic  style, and assertiveness and self-control were negatively predicted by permissive style. The data also suggested the positive mediating effect of  personality on the association between democratic style and social skills, and a negative mediating effect on the association between permissive  style and social skills.</p>     <p><b>Key words</b>: Parenting styles, Social skills, Personality.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>O papel dos estilos parentais no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais</i></p>     <p>De acordo com a teoria da vincula&ccedil;&atilde;o sustentada por Ainsworth (1969) e Bowlby (1969), os la&ccedil;os afetivos estabelecidos  desde o nascimento do indiv&iacute;duo assumem um papel preponderante no seu desenvolvimento social e afetivo. A presen&ccedil;a de uma figura  parental responsiva e dispon&iacute;vel o indiv&iacute;duo parece desenvolver uma progressiva matura&ccedil;&atilde;o emocional, um sentido de  valoriza&ccedil;&atilde;o pessoal e de compet&ecirc;ncia, visto que adquire um sentido interno de seguran&ccedil;a que lhe propicia a  confian&ccedil;a necess&aacute;ria na explora&ccedil;&atilde;o de si, dos outros e o meio. Nesta medida, os indiv&iacute;duos v&atilde;o  construindo modelos internos din&acirc;micos em fun&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;nculos estabelecidos com as figuras significativas, que podem  contribuir para a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais (Bowlby, 1969, 1988).</p>     <p>Baumrind (1967, 1991) vai ao encontro da mesma premissa preconizando que a rela&ccedil;&atilde;o entre a d&iacute;ade pais-filhos &eacute; a  base da aprendizagem de intera&ccedil;&otilde;es sociais, uma vez que as crian&ccedil;as apreendem a pensar, falar, interpretar, reagir,  relacionar e a expressar-se maioritariamente a partir desse mesmo contacto. Nesta medida, e num sentido mais amplo, os estilos parentais adotados  para com os filhos contribuem para o desenvolvimento afetivo dos jovens, sendo um fator relevante na compreens&atilde;o de aspetos emocionais e  comportamentais dos mesmos. De acordo com a autora, os estilos parentais compreendem todo o report&oacute;rio de atitudes relacionais,  comunicacionais e pr&aacute;ticas parentais adotadas pelos cuidadores. Baumrind (1991) prop&ocirc;s a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s estilos  parentais que se baseiam no controlo e afeto parental: o democr&aacute;tico, o autorit&aacute;rio e o permissivo. O <i>estilo  democr&aacute;tico</i> &eacute; caracterizado pela presen&ccedil;a de comunica&ccedil;&atilde;o e afetividade, atende &agrave;s atividades da  crian&ccedil;a de forma racional e orientada, sendo encorajada a partilha de informa&ccedil;&otilde;es entre as partes. Concomitante a esse  aspeto assume o estabelecimento de regras e limites numa perspetiva de desenvolver uma progressiva aprendizagem e autonomia. Neste sentido, o  indiv&iacute;duo &eacute; encorajado a usufruir da sua pr&oacute;pria perspetiva, assumindo que a mesma tem qualidades, embora necessitando de  orienta&ccedil;&atilde;o face a comportamentos e a&ccedil;&otilde;es futuras. Por sua vez, o <i>estilo autorit&aacute;rio</i> &eacute;  caracterizado pelo controlo excessivo, a aus&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o do comportamento dos jovens de  acordo com o modelo conceptual das figuras parentais. Este estilo valoriza a obedi&ecirc;ncia e a autoridade e apela a medidas de for&ccedil;a e  puni&ccedil;&atilde;o quando o comportamento do jovem n&atilde;o corresponde ao padr&atilde;o esperado. Existe estilo estabelece  restri&ccedil;&atilde;o de autonomia e liberdade. Por &uacute;ltimo, o <i>estilo permissivo</i> corresponde a um padr&atilde;o n&atilde;o  punitivo, baseado na aceita&ccedil;&atilde;o e indulg&ecirc;ncia, correspondendo de forma afirmativa aos desejos do jovem. Este &eacute; ainda  caracterizado pelo baixo controlo e aus&ecirc;ncia de regras e limites. Nesta medida, considera-se ser no seio das rela&ccedil;&otilde;es  familiares que numa primeira inst&acirc;ncia s&atilde;o elaboradas e aprendidas v&aacute;rias dimens&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o social,  nomeadamente aspetos relacionados com as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e a comunica&ccedil;&atilde;o (Alarc&atilde;o, 2006; Alarc&atilde;o  &amp; Gaspar, 2007; Baumrind, 1991). A qualidade dos la&ccedil;os emocionais estabelecidos com as figuras significativas parece estar associada  &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais, autorregula&ccedil;&atilde;o e autonomia, contribuindo para o funcionamento  social e emocional adaptativo dos jovens (Hair, Jager, &amp; Garret, 2002; Michiels, Grietensa, Onghenab, &amp; Kuppens, 2010; Rice, 1990).</p>     <p>As compet&ecirc;ncias sociais podem ser definidas como condutas aprendidas que s&atilde;o socialmente adequadas e que permitem ao  indiv&iacute;duo relacionar-se com o outro (Gresham, 1986; Gresham &amp; Elliott, 1984). Bennett e Hay (2007) referem que as compet&ecirc;ncias  sociais s&atilde;o bastante complexas e envolvem determinadas habilidades, tais como a capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o,  resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, intera&ccedil;&atilde;o e afirma&ccedil;&atilde;o no grupo de pares que visam desenvolver e manter  rela&ccedil;&otilde;es sociais favor&aacute;veis. Hair et al. (2002) postulam que relacionamentos sociais ajustados e compet&ecirc;ncias sociais  adequadas s&atilde;o fatores no desenvolvimento psicol&oacute;gico saud&aacute;vel, revelando-se fundamentais para o desenvolvimento pessoal e  social dos adolescentes e jovens adultos. De acordo com diversos estudos, o clima emocional e comportamental vivenciado na fam&iacute;lia  associados a um estilo demo -cr&aacute;tico propiciam uma maior seguran&ccedil;a e regula&ccedil;&atilde;o emocional dos jovens potenciando a  aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais adaptativas (e.g., Bandeira, Rocha, Freitas, Del Prette, &amp; Del Prette, 2006; Baumrind,  1966; Bennet &amp; Hay, 2007; Morris, Silk, Steinberg, Myers, &amp; Robinson, 2007). Bennet e Hay (2007) acrescentam que a  comunica&ccedil;&atilde;o e a participa&ccedil;&atilde;o entre os membros da fam&iacute;lia potenciam confian&ccedil;a na  explora&ccedil;&atilde;o do ambiente social, essenciais no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais. Hair et al. (2002) consideram que a  ado&ccedil;&atilde;o de atitudes parentais responsivas e afetivas &eacute; o fator mais consistente para predizer as compet&ecirc;ncias sociais  dos jovens. Por outro lado, um estilo parental associado &agrave; aus&ecirc;ncia ou excesso de controlo parental parece n&atilde;o estar  associado ao desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais ajustadas (Konnie &amp; Alfred, 2013; Vijila, Thomas, &amp; Ponnusamy, 2013), visto  poder suscitar rea&ccedil;&otilde;es negativas e depend&ecirc;ncia (Claes, 1990). De acordo com Baumrind (1966), o controlo autorit&aacute;rio e  o n&atilde;o controlo permissivo poder&aacute; gerar ansiedade e criar uma barreira na intera&ccedil;&atilde;o eficiente entre o individuo e o  outro. Face ao referido, os estilos parentais vivenciados desde um per&iacute;odo precoce do desenvolvimento parecem ter um papel relevante na  compreens&atilde;o dos comportamentos, sentido de efic&aacute;cia e ajustamento social dos jovens.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>A personalidade na associa&ccedil;&atilde;o entre os estilos parentais e as compet&ecirc;ncias sociais</i></p>     <p>De encontro com a teoria da vincula&ccedil;&atilde;o sustentada por Bowlby (1969) e a teoria ecol&oacute;gica do desenvolvimento desenvolvida  por Bronfenbrenner (1996), as rela&ccedil;&otilde;es com as figuras significativas de afeto desempenham um papel preponderante no desenvolvimento  do indiv&iacute;duo. Neste sentido, a partir das intera&ccedil;&otilde;es estabelecidas com as figuras parentais o ser humano vai  constru&iacute;dos modelos internos din&acirc;micos entendidos como representa&ccedil;&otilde;es mentais de si, do outro e do mundo que o rodeia.  Estes incluem sentimentos, cren&ccedil;as, expectativas e estrat&eacute;gias comporta mentais que s&atilde;o o reflexo de futuras  intera&ccedil;&otilde;es e relacionamentos, desenvolvendo um padr&atilde;o de funcionamento e moldando a estrutura da sua personalidade (Belsky  &amp; Barends 2002; Bowlby, 1969; Caspi, Roberts, &amp; Shiner, 2005). Dias (2011) sublinha que o contexto familiar est&aacute; associado ao  desenvolvimento da personalidade dos jovens, contribuindo para a forma&ccedil;&atilde;o do car&aacute;cter, aquisi&ccedil;&atilde;o de  capacidades, atitudes e valores dos indiv&iacute;duos. Neste sentido, a fam&iacute;lia assume o principal alicerce face ao desenvolvimento da  personalidade dos jovens (e.g., Maddahi, Javidi, Samadzadeh, &amp; Amini, 2012; Spinath &amp; O&rsquo;Connor, 2003), sendo os estilos parentais  adotados pelos cuidadores um dos fatores essenciais para o seu desenvolvimento e forma&ccedil;&atilde;o (e.g., Belsky &amp; Barrendz, 2002; Caspi  et al., 2005; Prinzie et al., 2004).</p>     <p>A personalidade remete para um construto que compreende diferentes caracter&iacute;sticas e tra&ccedil;os individuais que v&atilde;o sendo  desenvolvidos ao longo da vida e s&atilde;o alusivas aos seus padr&otilde;es de comportamento, pensamentos, sentimentos, incluindo  fun&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias, tornando o sujeito um organismo singular (Allport, 1955; Pervin &amp; John, 2004). O modelo dos cinco  fatores tem vindo a ganhar sali&ecirc;ncia no estudo da organiza&ccedil;&atilde;o da personalidade, abordando que esta pode ser compreendida de  acordo com cinco dimens&otilde;es que variam ao longo de um cont&iacute;nuo: o neuroticismo, a extrovers&atilde;o, a abertura &agrave;  experi&ecirc;ncia, a amabilidade e a conscienciosidade (Bertoquini &amp; Pais-Ribeiro, 2006; Nunes, Hutz, &amp; Giacomoni, 2009). Relativamente  ao <i>neuroticismo</i>, este remete para a tend&ecirc;ncia a experienciar emocionalidade negativa, incluindo ansiedade, preocupa&ccedil;&atilde;o  e labilidade emocional. No que se refere &agrave; <i>extrovers&atilde;o</i>, esta reflete sociabilidade, emocionalidade positiva, sendo que o  indiv&iacute;duo se revela social, ativo, comunicativo e assertivo. A <i>abertura &agrave; experi&ecirc;ncia</i> &eacute; descrita pela procura  de novas experi&ecirc;ncias, imagina&ccedil;&atilde;o, curiosidade e criatividade. Relativamente &agrave; dimens&atilde;o <i>amabilidade</i> esta  prende-se com atitudes de empatia, generosidade, coopera&ccedil;&atilde;o e altru&iacute;smo. Por fim, a <i>conscienciosidade</i> diz respeito ao  qu&atilde;o competente, perseverante, organizado e determinado o indiv&iacute;duo pode ser, englobando a autodisciplina e controlo de impulsos  (Nunes &amp; Hutz, 2007; Pervin &amp; John, 2004; Weisberg, DeYoung, &amp; Hirsh, 2011). Sublinha-se que os tra&ccedil;os da personalidade variam  na sua intensidade a partir de um cont&iacute;nuo, onde um dos extremos est&aacute; relacionado com a adapta&ccedil;&atilde;o e o ajustamento do  indiv&iacute;duo e no outro extremo sublinha-se a exist&ecirc;ncia de labilidade emocional associada a dificuldades de funcionamento social  (Eisenberg, Fabes, Guthrie, &amp; Reiser, 2000). Nesta medida, dadas as caracter&iacute;sticas de cada um dos tra&ccedil;os, no presente estudo  as dimens&otilde;es extrovers&atilde;o, abertura &agrave; experi&ecirc;ncia, amabilidade e conscienciosidade foram assumidas como estando  associadas a caracter&iacute;sticas positivas que representam uma personalidade emocionalmente ajustada. Por sua vez, o neuroticismo foi assumido  como estando no outro extremo do cont&iacute;nuo que reflete instabilidade emocional (Hlatywayo, Mhlanga, &amp; Zingwe, 2013). V&aacute;rios  estudos comprovam que estilos parentais democr&aacute;ticos est&atilde;o associados ao desenvolvimento de caracter&iacute;sticas positivas da  personalidade (e.g., Maddahi et al., 2012), em contraposi&ccedil;&atilde;o com os estilos parentais autorit&aacute;rio e permissivo que parecem  estar associados &agrave; labilidade emocional e incongru&ecirc;ncia (Metsapelto &amp; Pulkkinen, 2003). Nesta medida, os tra&ccedil;os da  personalidade parecem ser relevantes na forma como o individuo se reorganiza e adapta ao mundo que o rodeia, postulando-se que as  caracter&iacute;sticas positivas da personalidade relativas &agrave; reduzida labilidade emocional e psicol&oacute;gica possam tamb&eacute;m  estar associadas &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais adaptativas dos jovens. Lianos (2015) corrobora essa mesma  premissa num estudo realizado com 230 adolescentes, concluindo que a extrovers&atilde;o, abertura &agrave; experi&ecirc;ncia e a  conscienciosidade est&atilde;o associadas a um estilo parental mais responsivo e emocionalmente dispon&iacute;vel, predizendo uma maior  compet&ecirc;ncia social dos jovens. O autor acrescenta que os jovens que t&ecirc;m uma maior capacidade para expressar os seus sentimentos e  pensamentos abertamente parecem revelar uma maior capacidade de manter rela&ccedil;&otilde;es sociais ajustadas. Por outro lado, o neuroticismo,  caracterizado pela tend&ecirc;ncia a experienciar emo&ccedil;&otilde;es negativas encontra-se negativamente associado &agrave;  aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais (Nunes &amp; Hutz, 2007; Pervin &amp; John, 2004; Weisberg et al., 2011).</p>     <p>Tendo em conta o exposto, o principal objetivo do estudo consistiu em analisar o papel dos estilos parentais e da personalidade no  desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais dos adolescentes e jovens adultos. Pretendeu-se ainda testar o papel mediador da personalidade na  associa&ccedil;&atilde;o entre os estilos parentais e as compet&ecirc;ncias sociais. Existem alguns estudos capazes de versar a  combina&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis em estudo, apesar da literatura se debru&ccedil;ar mais sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre os  estilos parentais e as compet&ecirc;ncias sociais (e.g., Nunes &amp; Hutz, 2007; Pervin &amp; John, 2004; Weisberg et al., 2011) e o  desenvolvimento da personalidade nos jovens (e.g., Maddahi et al., 2012; Metsapelto &amp; Pulkkinen, 2003), assim como o papel da personalidade  no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais (e.g., Lianos, 2015). Todavia &eacute; menos claro o papel mediador da personalidade na  rela&ccedil;&atilde;o entre os estilos parentais e o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais, particularmente nos jovens adultos. Nesta  medida, o presente estudo assume parcialmente uma cariz confirmat&oacute;rio face &agrave; literatura, todavia garante uma perspetiva  explorat&oacute;ria pass&iacute;vel de discutir dados relevantes nesta faixa et&aacute;ria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>No presente estudo participaram 1976 adolescentes e jovens adultos da regi&atilde;o Norte de Portugal. Os participantes tinham idades  compreendidas entre os 14 e os 25 anos (<i>M=</i>17.22, <i>DP=</i>2.51), sendo que 714 (36.1%) seriam do sexo masculino e 1262 (63.9%) do sexo  feminino. Dos 1976 indiv&iacute;duos, 1280 (64.7%) frequentam o ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio de escolas p&uacute;blicas e 683 (34.6%)  frequentavam o grau de licenciatura ou mestrado em cursos do ensino superior p&uacute;blico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O <i>Parenting Styles &amp; Dimensions Questionnaire: Short Version</i> (PSDQ; Robinson, Mandleco, Olsen, &amp; Hart, 1996) foi traduzido e  adaptado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Nunes e Mota (2018), sendo que a amostra incidiu em jovens com idades entre os 15 e os 18  anos. O seu objetivo consiste em avaliar a perce&ccedil;&atilde;o dos jovens face aos estilos parentais dos pais atrav&eacute;s de 32 itens que  se apresentam numa escala tipo <i>likert</i> que varia do 1 (nunca) ao 5 (sempre). A escala &eacute; composta por duas vers&otilde;es, sendo que  uma delas &eacute; dirigida &agrave; figura materna e outra &agrave; figura paterna. A organiza&ccedil;&atilde;o do instrumento &eacute;  constitu&iacute;da por tr&ecirc;s dimens&otilde;es: <i>estilo democr&aacute;tico</i> (apoio e afeto &ndash; 5 itens, regula&ccedil;&atilde;o  &ndash; 5itens, e ced&ecirc;ncia de autonomia e participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica &ndash; 5 itens), <i>estilo autorit&aacute;rio</i>  (coer&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica- 4 itens, hostilidade verbal &ndash; 4 itens, e puni&ccedil;&atilde;o &ndash; 4 itens) e <i>estilo  permissivo</i> (indulg&ecirc;ncia &ndash; 5 itens). De salientar que atrav&eacute;s das an&aacute;lises confirmat&oacute;rias de 1&ordf; ordem se  verificou que a dimens&atilde;o hostilidade verbal n&atilde;o se encontrava ajustada face ao constructo dos autores originais. Desta forma,  optou-se por n&atilde;o ser analisada a referida vari&aacute;vel para n&atilde;o enviesar os resultados da investiga&ccedil;&atilde;o. Os estudos  psicom&eacute;tricos demonstraram um valor de alfa de <i>Cronbach</i> de .89 para a figura paterna e .85 para a figura materna no que diz  respeito &agrave; totalidade do instrumento. Relativamente aos valores de consist&ecirc;ncia interna para cada dimens&atilde;o foram observados:  Estilo Democr&aacute;tico (apoio e afeto pai/m&atilde;e: .88/.83; regula&ccedil;&atilde;o pai/m&atilde;e: .87/.83; ced&ecirc;ncia de autonomia e  participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica pai/m&atilde;e: .86/.82) Estilo Autorit&aacute;rio (coer&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica  pai/m&atilde;e: .74/.74; puni&ccedil;&atilde;o pai/m&atilde;e: .62/.62) e Estilo Permissivo (Indulg&ecirc;ncia pai/m&atilde;e: .58/.57). No que  diz respeito &agrave;s an&aacute;lises fatoriais confirmat&oacute;rias, estas apresentaram valores de ajustamento adequados [SRMR=.06/.05,  CFI=.96/.96, RMSEA=.06/.05, <i>&chi;<sub>i</sub><sup>2</i></sup>(116)=898.85, <i>p</i>=.000, <i>&chi;<sub>i</sub><sup>2</i></sup>(116)=782.42,  <i>p</i>=.000] para o pai e para a m&atilde;e, respetivamente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O <i>Social Skills Questionnaire</i> (Gresham &amp; Elliott, 1990) &eacute; um question&aacute;rio de autorrelato que foi traduzido e adaptado  para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa com idades compreendidas entre os 14 e os 19 anos por Mota, Matos e Lemos (2011). O question&aacute;rio  foi utilizado para avaliar as compet&ecirc;ncias sociais dos jovens, sendo constitu&iacute;do por 39 itens nos quais &eacute; pedido ao  participante que responda perante a <i>frequ&ecirc;ncia</i> do comportamento a partir de uma escala que varia entre o 0 (nunca) e o 2 (muitas  vezes). O instrumento original avalia as aptid&otilde;es sociais que est&atilde;o associadas &agrave;s compet&ecirc;ncias sociais atrav&eacute;s  de quatro dimens&otilde;es: a <i>coopera&ccedil;&atilde;o</i>, a <i>assertividade</i>, a <i>empatia</i> e o <i>autocontrolo</i>. Contudo  atrav&eacute;s das an&aacute;lises fatoriais explorat&oacute;rias e confirmat&oacute;rias realizadas na adapta&ccedil;&atilde;o da escala,  verificou-se que a dimens&atilde;o <i>coopera&ccedil;&atilde;o</i> n&atilde;o se ajustava &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa,  procedendo-se &agrave; sua retirada no modelo da presente amostra. Neste sentido, na presente investiga&ccedil;&atilde;o foram analisadas as  dimens&otilde;es <i>empatia</i> &ndash; 10 itens, <i>assertividade</i> &ndash; 9 itens, e <i>autocontrolo</i> &ndash; 10 itens. No que diz  respeito &agrave; consist&ecirc;ncia interna, a an&aacute;lise demonstrou valores de alfa de <i>Cronbach</i> de .84 ao n&iacute;vel do  par&acirc;metro frequ&ecirc;ncia do comportamento. Relativamente ao valor das dimens&otilde;es observou-se valores de alfa de .77 para a empatia,  .68 para a assertividade e .68 para o autocontrolo. Ap&oacute;s realizadas as an&aacute;lises fatoriais confirmat&oacute;rias verificou-se que os  &iacute;ndices de ajustamento estavam adequados para o modelo [SRMR=.03, CFI=.98, RMSEA=.05, <i>&chi;<sub>i</sub><sup>2</i></sup>(20)=103.1,  <i>p</i>=.000].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O <i>NEO Five Factor Inventory</i> (NEO-FFI-20; Costa &amp; McCrae, 1992) foi traduzido e adaptado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa  por Bertoquini e Pais-Ribeiro (2006) em indiv&iacute;duos com idades compreendidas entre os 17 e os 63 anos. Esta escala foi utilizada para  avaliar a personalidade atrav&eacute;s de cinco fatores, cada um com 4 itens: o <i>neuroticismo</i>, a <i>extrovers&atilde;o</i>, a <i>abertura  &agrave; experi&ecirc;ncia</i>, a <i>amabilidade</i> e a <i>conscienciosidade</i>. O instrumento de autorrelato integra 20 itens e pretende-se  que o indiv&iacute;duo se posicione numa escala tipo <i>Likert</i> onde constam cinco op&ccedil;&otilde;es de resposta que varia de 1 (discordo  fortemente) a 5 (concordo fortemente). A an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna revelou valores de <i>alfa de Cronbach</i> de .49 para a  totalidade do instrumento. Relativamente a cada uma das dimens&otilde;es, o alfa observado foi de .59 para o neuroticismo, .69 para a  extrovers&atilde;o, .66 para a abertura &agrave; experi&ecirc;ncia, .50 para a amabilidade e .81 para a conscienciosidade. Pela an&aacute;lise  fatorial confirmat&oacute;ria do instrumento verificou-se que os valores de ajustamento s&atilde;o adequados para os modelos [SRMR=.04, CFI=.94,  RMSEA=.05, <i>&chi;<sub>i</sub><sup>2</i></sup>(76)=434.21, <i>p</i>=.000].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A recolha da amostra foi realizada em diversas institui&ccedil;&otilde;es de Ensino B&aacute;sico/Secund&aacute;rio e Universit&aacute;rio da  regi&atilde;o Norte de Portugal em contexto de sala de aula. O protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o foi submetido ao conselho de &Eacute;tica  da institui&ccedil;&atilde;o que acolhe o estudo e aprovado com o n&ordm; 20A/CE/2015. Ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o da recolha de dados,  foi proposto aos jovens a aplica&ccedil;&atilde;o e a assinatura do Termo Consentimento Livre e Esclarecido para a participa&ccedil;&atilde;o na  investiga&ccedil;&atilde;o, sublinhando-se que os indiv&iacute;duos com idades inferiores a 18 anos obtiveram a autoriza&ccedil;&atilde;o por  parte dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o. No momento de recolha de dados foi referido a voluntariedade da participa&ccedil;&atilde;o no  estudo, assim como a garantia de confidencialidade e anonimato das informa&ccedil;&otilde;es obtidas a partir dos intervenientes. Por forma a  evitar o fator cansa&ccedil;o foi realizada a aplica&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias vers&otilde;es do protocolo invertendo a ordem dos  question&aacute;rios. Cabe ainda ressaltar que foi realizada uma reflex&atilde;o falada com jovens com idades compreendidas entre os 14 e os 25  anos, para verificar se o protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o se encontrava percet&iacute;vel relativamente &agrave; sua estrutura formal e  sem&acirc;ntica e qual a dura&ccedil;&atilde;o do preenchimento do mesmo (aproximadamente 30 minutos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Partindo do objetivo de analisar as associa&ccedil;&otilde;es entre os estilos parentais, as compet&ecirc;ncias sociais e a personalidade nos  jovens foram realizadas an&aacute;lises correlacionais entre as diferentes vari&aacute;veis que se encontram descritos na  <a href="#t1">Tabela 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a02t1.jpg" width="498" height="635"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Efeito dos estilos parentais nas compet&ecirc;ncias sociais dos jovens: O papel mediador da personalidade</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir dos resultados obtidos foi poss&iacute;vel observar um efeito inicial positivo entre o <i>estilo parental democr&aacute;tico</i> de  ambas as figuras parentais face as compet&ecirc;ncias sociais dos jovens, nomeadamente a <i>empatia</i> (<i>&beta;</i>=.29/.35),  <i>assertividade</i> (<i>&beta;</i>=.29/.31) e o <i>autocontrolo</i> (<i>&beta;</i>=.34/.35), do pai e da m&atilde;e respetivamente. Verificou-se  ainda que o <i>estilo parental autorit&aacute;rio</i> das figuras parentais apresenta um efeito inicial positivo face &agrave; assertividade  (<i>&beta;</i>=.09/.14). Por &uacute;ltimo, observa-se que o <i>estilo parental permissivo</i> (<i>indulgente</i>) apresenta um efeito inicial  negativo face &agrave;s compet&ecirc;ncias sociais, nomeadamente, a <i>assertividade</i> (<i>&beta;</i>=-.08/-.08) e o <i>autocontrolo</i>  (<i>&beta;</i>=-.19/-.18). Posteriormente foi analisado o papel de dois mediadores, nomeadamente, as caracter&iacute;sticas da <i>personalidade  emocionalmente ajustadas</i> (extrovers&atilde;o, amabilidade, abertura &agrave; experi&ecirc;ncia e conscienciosidade) e o <i>neuroticismo</i>  tendo em conta as tr&ecirc;s dimens&otilde;es dos estilos parentais: <i>democr&aacute;tico</i> (apoio e afeto, regula&ccedil;&atilde;o,  ced&ecirc;ncia de autonomia e participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica), <i>autorit&aacute;rio</i> (puni&ccedil;&atilde;o e  coer&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica) e <i>permissivo</i> (indulg&ecirc;ncia) atrav&eacute;s do programa <i>AMOS</i>.</p>     <p>Relativamente &agrave; <i>figura paterna</i>, inicialmente verificou-se que o <i>estilo democr&aacute;tico</i> prediz positivamente as  caracter&iacute;sticas positivas da <i>personalidade</i> (<i>&beta;</i>=.58) e negativamente o <i>neuroticismo</i> (<i>&beta;</i>=-.26). Por sua  vez, verificou-se que o <i>estilo permissivo</i> (<i>indulg&ecirc;ncia</i>) prediz negativamente a <i>personalidade emocionalmente ajustada</i>  (<i>&beta;</i>=-.18) e positivamente o <i>neuroticismo</i> (<i>&beta;</i>=.07). Posteriormente, verificou-se que as <i>caracter&iacute;sticas da  personalidade positiva</i> predizem positivamente a <i>empatia</i> (<i>&beta;</i>=.84), a <i>assertividade</i> (<i>&beta;</i>=.75) e o  <i>autocontrolo</i> (<i>&beta;</i>=.59). Foi ainda pass&iacute;vel de se verificar que o <i>neuroticismo</i> prediz negativamente a  <i>assertividade</i> (<i>&beta;</i>=-.12) e positivamente a <i>empatia</i> (<i>&beta;</i>=.07). Ap&oacute;s ser realizado o m&eacute;todo de  <i>Bootstrap</i> na testagem do papel mediador da <i>personalidade emocionalmente ajustada</i>, observou-se que o efeito direto inicial dos  <i>estilos parentais da figura paterna</i> sobre as <i>compet&ecirc;ncias sociais</i> perdeu magnitude (empatia <i>&beta;</i>=-.19; assertividade  <i>&beta;</i>=-.17). Neste sentido, a vari&aacute;vel mediadora reduziu a rela&ccedil;&atilde;o entre a vari&aacute;vel dependente e  independente, concluindo-se que o mediador explica parte ou todo o relacionamento entre as vari&aacute;veis. Neste caso em particular,  encontra-se presente um efeito de supress&atilde;o uma vez que o efeito direto entre a vari&aacute;vel dependente e dependente assumiu sinais  opostos (MacKinnon, Krull, &amp; Lockwood, 2000). Posto isto, verifica-se uma media&ccedil;&atilde;o parcial com efeito positivo das  <i>caracter&iacute;sticas positivas da personalidade</i> na associa&ccedil;&atilde;o <i>do estilo democr&aacute;tico do pai</i> e a  <i>empatia</i> (<i>&beta;</i><sub>(democr&aacute;tico)</sub>=.47; IC 90% [.38, .57]) e a <i>assertividade</i>  (<i>&beta;</i><sub>(democr&aacute;tico)</sub>=.42; IC 90% [.35, .50]) e um efeito mediador total positivo das <i>caracter&iacute;sticas positivas  da personalidade</i> na associa&ccedil;&atilde;o entre o <i>estilo democr&aacute;tico e o autocontrolo</i>  (<i>&beta;</i><sub>(democr&aacute;tico)</sub>=.31; IC 90% [.27, .34]) (Figura 1). A partir dos resultados obtidos verificou-se que a  personalidade emocionalmente ajustada n&atilde;o tem um efeito mediador na associa&ccedil;&atilde;o entre o <i>estilo autorit&aacute;rio</i> e a  <i>assertividade</i> (<i>p</i>=.105). Constatou-se ainda que as <i>carac ter&iacute;sticas positivas da personalidade</i> t&ecirc;m um efeito  mediador total negativo na associa&ccedil;&atilde;o entre o <i>estilo permissivo</i> (<i>indulg&ecirc;ncia</i>) e a <i>assertividade</i>  (<i>&beta;</i><sub>(Permissivo)</sub>=-.07; IC 90% [-.11, -.03]) e as <i>caracter&iacute;sticas positivas da personalidade</i> t&ecirc;m um  efeito mediador parcial negativo entre o <i>estilo permissivo</i> (<i>indulg&ecirc;ncia</i>) e o <i>autocontrolo</i>  (<i>&beta;</i><sub>(Permissivo)</sub>=-.04; IC 90% [-.07, -.01]) (<a href="#f1">Figura 1</a>). Posteriormente, foi realizado o m&eacute;todo de  <i>Bootstrap</i> na testagem do papel mediador do <i>neuroti cismo</i>, observando-se que o efeito direto inicial dos <i>estilos parentais da  figura paterna</i> sobre as <i>compet&ecirc;ncias sociais</i> perdeu magnitude (empatia <i>&beta;</i>=.12; assertividade <i>&beta;</i>=.14).  Neste sentido, verifica-se uma media&ccedil;&atilde;o parcial com efeito negativo do neuroticismo na associa&ccedil;&atilde;o do <i>estilo  democr&aacute;tico</i> e a <i>empatia</i> (<i>&beta;</i><sub>(democr&aacute;tico)</sub>=-.02; IC 90% [-.03, -.01]) e um efeito mediador parcial  positivo relativamente a <i>assertividade</i> (<i>&beta;</i><sub>(democr&aacute;tico)</sub>=.03; IC 90% [.02, .04]). A partir dos resultados  obtidos verificou-se que o neuroticismo n&atilde;o tem um efeito mediador na associa&ccedil;&atilde;o entre o <i>estilo autorit&aacute;rio</i> e  a <i>assertividade</i> (<i>p</i>=.119). Foi ainda verificado um efeito mediador parcial negativo do <i>neuroticismo</i> na  associa&ccedil;&atilde;o entre o <i>estilo permissivo</i> (<i>indulg&ecirc;ncia</i>) e a <i>assertividade</i>  (<i>&beta;</i><sub>(democr&aacute;tico)</sub>=-.01; IC 90% [-.02, -.00]) (Figura 1). O modelo de media&ccedil;&atilde;o apresentado denota  &iacute;ndices do ajustamento adequados (<i>&chi;<sub>i</sub><sup>2</i></sup>(64)=844.302; <i>p</i>=.000, CFI=.91, SRMR=.06, RMSEA=.08)  (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a02f1.jpg" width="575" height="530"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que diz respeito &agrave; <i>figura materna</i>, verificou-se que o <i>estilo parental democr&aacute;tico</i> prediz positivamente as  <i>caracter&iacute;sticas positivas da personalidade</i> (<i>&beta;</i>=.66) e negativamente o <i>neuroticismo</i> (<i>&beta;</i>=-.26). Por sua  vez, verificou-se que o <i>estilo parental permissivo</i> (<i>indulg&ecirc;ncia</i>) prediz negativamente as <i>caracter&iacute;sticas da  personalidade emocionalmente ajustadas</i> (<i>&beta;</i>=-.07) e positivamente o <i>neuroticismo</i> (<i>&beta;</i>=.08). Verificou-se ainda que  as <i>caracter&iacute;sticas positivas da personalidade</i> predizem positivamente a <i>empatia</i> (<i>&beta;</i>=.89), a <i>assertividade</i>  (<i>&beta;</i>=.84) e o <i>autocontrolo</i> (<i>&beta;</i>=.64). O <i>neuroticismo</i>, por sua vez, prediz positivamente a <i>empatia</i>  (<i>&beta;</i>=.06) e negativamente a <i>assertividade</i> (<i>&beta;</i>=-.13). Ap&oacute;s ser realizado o m&eacute;todo de <i>Bootstrap</i>  para testar o papel mediador das caracter&iacute;sticas da personalidade emocionalmente ajustadas, observou-se que o efeito direto inicial dos  <i>estilos parentais da figura materna</i> sobre as <i>compet&ecirc;ncias sociais</i> perde magnitude (empatia <i>&beta;</i>=-.25; assertividade  <i>&beta;</i>=-.29; autocontrolo <i>&beta;</i>=-.11). Tal como verificado para a figura paterna, o efeito de supress&atilde;o tamb&eacute;m  est&aacute; presente no modelo referente &agrave; figura materna (MacKinnon et al., 2000). Ap&oacute;s uma primeira an&aacute;lise, observa-se  uma media&ccedil;&atilde;o parcial com efeito positivo das caracter&iacute;sticas positivas da <i>personalidade</i> na associa&ccedil;&atilde;o  do <i>estilo democr&aacute;tico da m&atilde;e</i> e a empatia (<i>&beta;</i><sub>(democr&aacute;tico)</sub>=.56; IC 90% [.45, .70]), o  <i>autocontrolo</i> (<i>&beta;</i><sub>(democr&aacute;tico)</sub>=.54; IC 90% [.44, .69]) e a <i>assertividade</i>  (<i>&beta;</i><sub>(democr&aacute;tico)</sub>=.42; IC 90% [.35, 50]). A partir dos resultados obtidos verificou-se que a <i>personalidade  emocionalmente ajustada</i> n&atilde;o tem um efeito mediador na associa&ccedil;&atilde;o entre o <i>estilo</i> autorit&aacute;rio</i> e a  <i>assertividade</i> (<i>p</i>=.379). Por fim verifica-se que as caracter&iacute;sticas positivas da <i>personalidade</i> t&ecirc;m um efeito  mediador total negativo na associa&ccedil;&atilde;o entre o <i>estilo permissivo</i> (<i>indulgente</i>) e a <i>assertividade</i>  (<i>&beta;</i><sub>(Permissivo)</sub>=-.06; IC 90% [-.10, -.01]) e um efeito mediador parcial negativo entre o <i>estilo permissivo</i>  (<i>indulgente</i>) e o <i>autocontrolo</i> (<i>&beta;</i><sub>(Permissivo)</sub>=-.04; IC 90% [-.07, -.01]) (a href="#f2">Figura 2</a>). De  seguida, foi realizado o m&eacute;todo de <i>Bootstrap</i> na testagem do papel mediador do <i>neuroticismo</i>, observando-se que o efeito  direto inicial dos <i>estilos parentais da figura materna</i> sobre as <i>compet&ecirc;ncias sociais</i> perdeu magnitude (empatia  <i>&beta;</i>=.17; assertividade <i>&beta;</i>=.11). Posto isto, observou-se uma media&ccedil;&atilde;o parcial com efeito negativo do  neuroticismo na associa&ccedil;&atilde;o do <i>estilo democr&aacute;tico</i> e a <i>empatia</i>  (<i>&beta;</i><sub>(democr&aacute;tico)</sub>=-.02; IC 90% [-.03, -.08]) e um efeito mediador parcial positivo relativamente a assertividade  (<i>&beta;</i><sub>(democr&aacute;tico)</sub>=.02; IC 90% [.02, .04]). A partir dos resultados obtidos verificou-se que o <i>neuroticismo</i>  n&atilde;o tem um efeito mediador na associa&ccedil;&atilde;o entre o <i>estilo autorit&aacute;rio</i> e a <i>assertividade</i> (<i>p</i>=.595).  Foi ainda obtido um efeito mediador total negativo do <i>neuroticismo</i> na associa&ccedil;&atilde;o entre o <i>estilo permissivo</i>  (<i>indulg&ecirc;ncia</i>) e a <i>assertividade</i> (<i>&beta;</i><sub>(democr&aacute;tico)</sub>=-.04; IC 90% [-.08, -.00])  (<a href="#f2">Figura 2</a>). O modelo de media&ccedil;&atilde;o apresenta &iacute;ndices do ajustamento adequados  (<i>&chi;<sub>i</sub><sup>2</i></sup>(63)=700.1; <i>p</i>=.000, CFI=.92, SRMR=.05, RMSEA=.07) (<a href="#f2">Figura 2</a>). Observa-se que para  ambas as figuras parentais o valor do Qui-Quadrado e do <i>Ratio</i> s&atilde;o elevados, podendo esse aspeto ser justificado pela grande  dimens&atilde;o da amostra (Bentler &amp; Bonnet, 1980).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a02f2.jpg" width="577" height="538"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o teve como principal objetivo analisar o papel dos estilos parentais e da personalidade no  desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais dos adolescentes e jovens adultos. A partir da an&aacute;lise dos dados verifica-se que o  <i>estilo parental democr&aacute;tico</i> se associa positivamente com a <i>empatia</i>, a <i>assertividade</i> e o <i>autocontrolo</i>.  Verificou-se ainda uma associa&ccedil;&atilde;o positiva com a <i>extrovers&atilde;o, a abertura &agrave; experi&ecirc;ncia</i>, a  <i>amabilidade</i> e <i>conscienciosidade</i> e uma associa&ccedil;&atilde;o negativa com o <i>neuroticismo</i>. Nesta medida, verifica-se que a  ado&ccedil;&atilde;o de uma postura parental democr&aacute;tica parece ser um fator protetor do desenvolvimento dos jovens, na medida em que se  encontra associada a compet&ecirc;ncias sociais adaptativas que poder&atilde;o promover um maior ajustamento social e emocional. Assim, os  resultados obtidos parecem ser indicadores da import&acirc;ncia da presen&ccedil;a de um ambiente parental responsivo e dispon&iacute;vel,  n&atilde;o s&oacute; ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias sociais como no desenvolvimento de tra&ccedil;os de personalidade emocionalmente  ajustados. Nesta medida, os indiv&iacute;duos que vivenciam um ambiente familiar responsivo parecem estar mais suscet&iacute;veis ao  desenvolvimento de modelos internos din&acirc;micos positivos (Bowlby, 1969), &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos assertivos, de uma  postura socialmente respons&aacute;vel, auto-regula&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de uma maior maturidade (Baumrind, 1991). Sob a perspetiva  de Morris et al. (2007) atrav&eacute;s de uma revis&atilde;o de literatura realizada sobre a associa&ccedil;&atilde;o entre os componentes do  contexto familiar e a regula&ccedil;&atilde;o emocional verificaram que as atitudes parentais associadas a um estilo democr&aacute;tico  est&atilde;o relacionadas ao desenvolvimento de seguran&ccedil;a e regula&ccedil;&atilde;o emocional, contribuindo para as compet&ecirc;ncias  sociais dos jovens. Estes resultados s&atilde;o consistentes com o estudo de Bennet e Hay (2007) em que objetivo consistia em identificar as  caracter&iacute;sticas das fam&iacute;lias promotoras do desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais. Na sua investiga&ccedil;&atilde;o com  212 pais de jovens, conclu&iacute;ram que um estilo democr&aacute;tico est&aacute; relacionado com o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias  sociais pelo facto de providenciar ao indiv&iacute;duo seguran&ccedil;a para explorar o ambiente social que o rodeia.</p>     <p>Por sua vez os estilos parentais <i>autorit&aacute;rio</i> e <i>permissivo</i> associam-se negativamente com a <i>empatia</i>, o  <i>autocontrolo</i>, a <i>abertura &agrave; experi&ecirc;ncia</i>, a <i>amabilidade</i> e a <i>conscienciosidade</i> e positivamente com o  <i>neuroticismo</i>. Neste sentido, as atitudes parentais marcadas tanto pelo controlo e baixa comunica&ccedil;&atilde;o, assim como pela  excessiva indulg&ecirc;ncia e aus&ecirc;ncia de limites, parecem promover uma maior labilidade emocional. Tal facto poder&aacute; estar associado  a uma maior inibi&ccedil;&atilde;o para o estabelecimento de relacionamentos sociais adaptativos e caracter&iacute;sticas relevantes para a  integra&ccedil;&atilde;o dos jovens no contexto social, tal como a empatia e o autocontrolo. Este resultado seria expect&aacute;vel na medida em  que a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais e estrutura&ccedil;&atilde;o da personalidade est&aacute; associada &agrave;s  atitudes parentais (Bandeira et al., 2006; Baumrind, 1991). Nesta medida, na presen&ccedil;a de pr&aacute;ticas parentais onde o controlo e a  liberdade prestados s&atilde;o disfuncionais, pelo facto de existirem em excesso ou defeito, proporcionam no indiv&iacute;duo o sentido de  incongru&ecirc;ncia e condicionam o seu desenvolvimento ao n&iacute;vel de compet&ecirc;ncias sociais (Baumrind, 1966) e da  estrutura&ccedil;&atilde;o da personalidade (Bowlby, 1969). O estudo de Konnie e Alfred (2013) realizado com 480 jovens e o estudo descritivo de  Vijila et al. (2013) em que o objetivo era compreender qual o estilo parental predominante e a sua rela&ccedil;&atilde;o com o desenvolvimento  social dos jovens adultos sugerem que o estilo parental autorit&aacute;rio est&aacute; relacionado &agrave; aus&ecirc;ncia de compet&ecirc;ncias  sociais adaptativas, dada a implementa&ccedil;&atilde;o de regras, medidas de for&ccedil;a e puni&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e verbal. Vijila  et al. (2013) acrescentam que os jovens que vivenciam um estilo parental permissivo, embora tenham uma maior disposi&ccedil;&atilde;o para  desenvolver compet&ecirc;ncias sociais adaptativas, apresentam dificuldades em controlar os seus impulsos, e por norma n&atilde;o est&atilde;o  preparados face &agrave; responsabilidade e manifestando pouca maturidade.</p>     <p>No que concerne &agrave; <i>personalidade</i> dos jovens, Maddahi et al. (2012), sublinham que os estilos parentais adotados pelos pais  est&atilde;o relacionados com o seu desenvolvimento. Assim, um estilo parental democr&aacute;tico que &eacute; pautado por responsividade  emocional e respeito pela autonomia dos seus filhos pode contribuir para o desenvolvimento de caracter&iacute;sticas positivas, tais como a  extrovers&atilde;o, a amabilidade e a abertura &agrave; experi&ecirc;ncia e conscienciosidade, em contraposi&ccedil;&atilde;o com o estilo  autorit&aacute;rio que &eacute; caracterizado pela postura restritiva, o rigor e o n&atilde;o questionamento das decis&otilde;es das figuras  parentais impedindo assim a liberdade de express&atilde;o e aumentando a labilidade emocional dos filhos patente no tra&ccedil;o de neuroticismo.  De acordo com v&aacute;rios estudos, o estilo parental democr&aacute;tico est&aacute; associado a caracter&iacute;sticas da personalidade  positivas, tais como a extrovers&atilde;o, amabilidade (e.g., Huver, Otten, Vries, &amp; Engels, 2010) e abertura &agrave; experi&ecirc;ncia  (Maddahi et al., 2012). O estudo desenvolvido por Metsapelto e Pulkkinen (2003) com 172 indiv&iacute;duos onde o objetivo consistiu em analisar a  rela&ccedil;&atilde;o entre tra&ccedil;os de personalidade e as atitudes parentais corrobora a associa&ccedil;&atilde;o verificada entre o estilo  parental autorit&aacute;rio e tamb&eacute;m permissivo no desenvolvimento do tra&ccedil;o de neuroticismo. Belsky e Barends (2002) v&atilde;o de  encontro ao referido sublinhando que caracter&iacute;sticas como a ansiedade e a irritabilidade est&atilde;o associadas &agrave; presen&ccedil;a  de estilos parentais menos responsivos.</p>     <p>A partir da an&aacute;lise dos resultados foi ainda poss&iacute;vel averiguar que as <i>compet&ecirc;ncias sociais</i> (empatia, assertividade  e autocontrolo) se encontram positivamente associadas &agrave; <i>extrovers&atilde;o</i>, <i>amabilidade</i> e <i>conscienciosidade</i>.  Observou-se ainda a exist&ecirc;ncia entre uma associa&ccedil;&atilde;o positiva da <i>empatia</i> e do <i>autocontrolo</i> face &agrave;  <i>abertura &agrave; experi&ecirc;ncia</i>. Os dados obtidos v&atilde;o de encontro ao que &eacute; expect&aacute;vel uma vez que as  compet&ecirc;ncias sociais ajustadas pressup&otilde;em caracter&iacute;sticas da personalidade que reflitam um ajustamento emocional  saud&aacute;vel e tend&ecirc;ncia a experienciar emocionalidade positiva. Nesta medida, verifica-se que a extrovers&atilde;o reflete  sociabilidade e assertividade, a amabilidade tem como caracter&iacute;stica o altru&iacute;smo, empatia e bondade, a abertura &agrave;  experi&ecirc;ncia &eacute; indicadora de explora&ccedil;&atilde;o do meio envolvente e a conscienciosidade tem como particularidade o  autocontrolo. Lianos (2015) corrobora alguns dos resultados obtidos no estudo com 230 adolescentes, sublinhando que as compet&ecirc;ncias sociais  est&atilde;o associadas a tra&ccedil;os da personalidade positivos, nomeadamente a extrovers&atilde;o, a conscienciosidade e a abertura &agrave;  experi&ecirc;ncia. Ressalta-se ainda que se observou que as <i>compet&ecirc;ncias sociais</i> apresentam uma associa&ccedil;&atilde;o negativa  com o <i>neuroticismo</i>. Este resultado pode ser justificado devido &agrave; tend&ecirc;ncia para experienciar emo&ccedil;&otilde;es negativas  e labilidade emocional que poder&aacute; comprometer a predisposi&ccedil;&atilde;o para interagir com o exterior (Nunes &amp; Hutz, 2007; Pervin  &amp; John, 2004; Weisberg et al., 2011).</p>     <p>Por fim, cabe ressaltar que tal como esperado, o estilo parental democr&aacute;tico, de ambas as figuras parentais, prediz positivamente a  empatia, a assertividade e o autocontrolo dos adolescentes e jovens adultos. Nesta medida, verifica-se novamente que as atitudes  democr&aacute;ticas dos pais, para al&eacute;m de estarem desde logo associadas ao desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais ajustadas,  s&atilde;o tamb&eacute;m preditas por essas mesmas atitudes. Por sua vez, foi ainda poss&iacute;vel verificar que o estilo parental permissivo  prediz de forma significativa e negativa a assertividade e o autocontrolo. Este resultado vai ao encontro do expect&aacute;vel, dado que os  jovens que vivenciam um estilo parental permissivo t&ecirc;m liberdade na toma das suas pr&oacute;prias decis&otilde;es e t&ecirc;m por  h&aacute;bito n&atilde;o serem contrariados, contrapondo o conceito de assertividade e de autocontrolo. V&aacute;rios autores v&atilde;o ao  encontro destes resultados, no que concerne ao estilo parental democr&aacute;tico (Bennet &amp; Hay, 2007; Morris et al., 2007) e ao estilo  parental permissivo (Alarc&atilde;o &amp; Gaspar, 2007; Vijila et al., 2013) e o seu relacionamento com as compet&ecirc;ncias sociais. Os  resultados obtidos nas an&aacute;lises de predi&ccedil;&atilde;o enfatizam de uma forma mais exaustiva a import&acirc;ncia da  ado&ccedil;&atilde;o de uma postura parental onde esteja presente uma esfera afetiva consistente e assertiva, promotora de confian&ccedil;a  necess&aacute;ria para os jovens desenvolverem comportamentos assertivos, respeito pelo ponto de vista do outro e a capacidade de autocontrolo  face a diferentes situa&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Os resultados obtidos sugerem ainda a relev&acirc;ncia da implementa&ccedil;&atilde;o de um estilo parental democr&aacute;tico de ambas as  figuras parentais, na predi&ccedil;&atilde;o positiva de caracter&iacute;sticas da personalidade que refletem uma emocionalidade ajustada e  predi&ccedil;&atilde;o negativa no que se refere ao tra&ccedil;o de neuroticismo. Por sua vez, verificou-se que um estilo permissivo prediz  positivamente a presen&ccedil;a de neuroticismo e negativamente o desenvolvimento de tra&ccedil;os de personalidade positivos. Tais resultados  v&atilde;o ao encontro do supracitado na revis&atilde;o de literatura, que subentende que um estilo parental democr&aacute;tico propicia o  desenvolvimento de uma estrutura de personalidade emocionalmente mais ajustada, onde constam caracter&iacute;sticas como a abertura &agrave;  experi&ecirc;ncia (Maddahi et al., 2012), amabilidade e extrovers&atilde;o (e.g., Huver et al., 2010). Tal acontece devido ao ambiente vivenciado  nesse estilo parental ser baseado no suporte, cuidado e assertividade que propiciam ao individuo a cria&ccedil;&atilde;o de  representa&ccedil;&otilde;es mentais sobre si e sobre os outros baseadas na seguran&ccedil;a e estabilidade emocional. O mesmo n&atilde;o se  verifica no estilo parental permissivo, que est&aacute; relacionado positivamente com o desenvolvimento de uma maior labilidade emocional,  possivelmente dada a postura adotada pelas figuras parentais. Neste sentido, embora os pais sejam afetivos para com os filhos, n&atilde;o adotam  uma postura assertiva e permitem-lhes usufruir de uma liberdade exacerbada, aliada &agrave; aus&ecirc;ncia de controlo sobre as suas  decis&otilde;es. Este aspeto poder&aacute; proporcionar nos jovens a ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos desadequados e uma maior labilidade  emocional. Verifica-se que na literatura, v&aacute;rios autores comprovam a associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis, corroborando o  resultado obtido (e.g., Belsky &amp; Barends, 2002; Metsapelto &amp; Pulkkinen, 2003).</p>     <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise do <i>papel mediador da personalidade emocionalmente ajustada</i>, foi pass&iacute;vel concluir que este  parece contribuir total ou parcialmente para a associa&ccedil;&atilde;o entre os estilos parentais democr&aacute;tico e permissivo e as  compet&ecirc;ncias sociais. Neste sentido, verifica-se que o estilo democr&aacute;tico, atrav&eacute;s de uma atitude parental responsiva,  afetiva e controlo equilibrado prediz positivamente as caracter&iacute;sticas de personalidade emocionalmente ajustada. Estas, por sua vez,  medeiam de forma positiva, total ou parcial a empatia, a assertividade e o autocontrolo. No que diz respeito ao estilo permissivo, que tem por  base a postura benevolente e aus&ecirc;ncia de regras por parte das figuras parentais, prediz negativamente o desenvolvimento de uma  personalidade emocionalmente ajustada, e esta, por sua vez medeia negativamente o autocontrolo (media&ccedil;&atilde;o parcial) e a  assertividade (media&ccedil;&atilde;o total). A partir dos resultados obtidos verifica-se que a personalidade emocionalmente ajustada parece  clarificar o relacionamento dos estilos parentais no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais. Este resultado reflete a relev&acirc;ncia do  ambiente familiar face ao desenvolvimento de determinados tra&ccedil;os da personalidade que possibilitam um melhor ajustamento psicossocial e  emocional dos jovens.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente ao <i>neuroticismo como vari&aacute;vel mediadora</i>, inicialmente verificou-se que esta prediz positivamente a empatia e  negativamente a assertividade para ambas as figuras parentais. O resultado relativo &agrave; empatia no presente estudo n&atilde;o foi ao  encontro do esperado, podendo ser justificado pelo facto com elevado tra&ccedil;o de neuroticismo ter como caracter&iacute;sticas a  preocupa&ccedil;&atilde;o, ansiedade e instabilidade emocional, enquanto que a empatia &eacute; um conceito que tamb&eacute;m ele engloba aspetos  afetivos e de considera&ccedil;&atilde;o, onde est&aacute; patente a preocupa&ccedil;&atilde;o pelo outro. Ap&oacute;s ser <i>testado o efeito  mediador do neuroticismo</i>, observou-se que a presen&ccedil;a de um estilo parental democr&aacute;tico ir&aacute; diminuir o n&iacute;vel de  neuroticismo do indiv&iacute;duo e este, por vez vai mediar negativa -mente a empatia. Este resultado parece ser coerente com acima citado  relativo &agrave; empatia, sublinhando-se o papel do estilo parental democr&aacute;tico na diminui&ccedil;&atilde;o de ambas as vari&aacute;veis.  Por outro lado, o estilo parental responsivo e dispon&iacute;vel, prediz negativamente o neuroticismo e este medeia positivamente a  assertividade. No que concerne ao estilo parental permissivo, verificou-se que este prediz positivamente o neuroticismo que medeia negativamente  a assertividade. Estes &uacute;ltimos resultados v&atilde;o ao encontro do que seria expect&aacute;vel, na medida em que demostram novamente o  relacionamento entre os diferentes ambientes familiares experienciados, a estrutura de personalidade que vai sendo desenvolvida de acordo com  esse mesmo contexto e as compet&ecirc;ncias sociais resultantes deste relacionamento, nomeadamente a assertividade.</p>     <p>Cabe ainda ressaltar a aus&ecirc;ncia de um efeito mediador de qualquer uma das vari&aacute;veis (personalidade emocionalmente ajustada e  neuroticismo), entre o estilo autorit&aacute;rio e a assertividade, verificando-se o papel predominante das figuras parentais que prezam pela  obedi&ecirc;ncia e controlo, na associa&ccedil;&atilde;o a essa compet&ecirc;ncia. O presente resultado pode ser justificado pelas  caracter&iacute;sticas de um indiv&iacute;duo assertivo que inclui comportamentos onde est&aacute; subjacente respeito pelo outro, sendo essa uma  caracter&iacute;stica que est&aacute; impl&iacute;cita na viv&ecirc;ncia de um estilo parental autorit&aacute;rio.</p>     <p>Face aos resultados obtidos considera-se que personalidade emocionalmente ajustada parece contribuir, em conjunto com o estilo  democr&aacute;tico, para o desenvolvimento social dos jovens, visto que os indiv&iacute;duos que apresentam essas caracter&iacute;sticas revelam  uma maior probabilidade de desenvolver compet&ecirc;ncias sociais adaptativas como a empatia, a assertividade e o autocontrolo. Neste sentido, os  tra&ccedil;os de personalidade que v&atilde;o sendo desenvolvidos desde o per&iacute;odo da inf&acirc;ncia e que se v&atilde;o moldando e  ajustando no per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia, est&atilde;o n&atilde;o s&oacute; associados &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de d&iacute;ade  estabelecidas entre pais-filho, como t&ecirc;m um papel relevante no desenvolvimento de comportamentos ajustados e congruentes no contexto  social. Bowlby (1969) defendeu que a estrutura da personalidade adaptativa do indiv&iacute;duo est&aacute; relacionada com um relacionamento  saud&aacute;vel no seio familiar onde a presta&ccedil;&atilde;o de apoio e cuidados se revelaria fundamental para o desenvolvimento de  compet&ecirc;ncias sociais e matura&ccedil;&atilde;o emocional. Nesta medida, de acordo com a teoria da vincula&ccedil;&atilde;o sustentada por  Bowlby (1969) e a teoria ecol&oacute;gica do desenvolvimento desenvolvida por Bronfenbrenner (1996), as rela&ccedil;&otilde;es com as figuras  significativas desempenham um papel preponderante no desenvolvimento de intera&ccedil;&otilde;es sociais ajustadas entre o individuo e o meio  envolvente, partindo do pressuposto que o mesmo est&aacute; integrado nos diferentes contextos. Posto isto, &agrave; medida que o individuo se  desenvolve no seio de rela&ccedil;&otilde;es significativas vai construindo modelos internos din&acirc;micos de si e do mundo que o rodeia,  desenvolvendo um padr&atilde;o de funcionamento e moldando a estrutura da sua personalidade (Belsky &amp; Barends 2002; Bowlby, 1969; Caspi et  al., 2005). Por sua vez, verifica-se que as caracter&iacute;sticas da personalidade do indiv&iacute;duo est&atilde;o associadas &agrave;  aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais (e.g., Lianos, 2015), sendo que no presente estudo assumem um papel mediador total ou  parcial na associa&ccedil;&atilde;o entre os estilos parentais democr&aacute;tico e permissivo e as compet&ecirc;ncias sociais.</p>     <p>Dado os resultados verificados, pretende-se sublinhar que a presente investiga&ccedil;&atilde;o permitiu compreender a import&acirc;ncia entre  a associa&ccedil;&atilde;o do estilo parental democr&aacute;tico adotado pelos cuidadores e as compet&ecirc;ncias sociais positivas dos  adolescentes e jovens adultos. Por sua vez, &eacute; ainda pass&iacute;vel de se verificar que as caracter&iacute;sticas positivas da  personalidade podem assumir um papel relevante na associa&ccedil;&atilde;o entre o estilo parental democr&aacute;tico e a ado&ccedil;&atilde;o de  compet&ecirc;ncias sociais adaptativas. Salienta-se ainda que, a ado&ccedil;&atilde;o de um estilo parental baseado num elevado ou baixo controlo  parental est&aacute; negativamente associado ao ajustamento social adequado. Posto isto, podemos referir que as an&aacute;lises realizadas  permitiram discutir conclus&otilde;es relevantes para a compreens&atilde;o do papel da personalidade dos jovens adultos na din&acirc;mica  relacional dos estilos parentais e das compet&ecirc;ncias sociais dos jovens.</p>     <p>Ao longo da realiza&ccedil;&atilde;o do estudo foram sendo percebidas algumas limita&ccedil;&otilde;es, nomeadamente a particularidade de ser  um estudo transversal e dessa forma n&atilde;o ser poss&iacute;vel realizar-se uma rela&ccedil;&atilde;o de causalidade entre as  vari&aacute;veis. Por sua vez, a dimens&atilde;o do protocolo pode ter potenciado poss&iacute;veis respostas aleat&oacute;rias e cansa&ccedil;o  dos participantes, levando &agrave; exclus&atilde;o de <i>outliers</i> e originando perda de n&uacute;mero amostral. Sublinha-se ainda que a  recolha de dados foi realizada a partir de instrumentos de autorrelato, incorrendo o risco do seu conte&uacute;do ser percebido de forma  subjetiva pelos participantes. Face ao exposto, parece pertinente a realiza&ccedil;&atilde;o de futuras investiga&ccedil;&otilde;es de  car&aacute;cter longitudinal de forma a poder realizar rela&ccedil;&otilde;es de causa e efeito.</p>     <p>Considera-se ainda que poderia ser relevante investigar o papel de outros elementos do seio familiar, nomeadamente os irm&atilde;os, no  desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais e estrutura&ccedil;&atilde;o da personalidade. Um outro aspeto que poderia ser interessante estudar  de forma a complementar o presente estudo seria perceber qual a perce&ccedil;&atilde;o dos pais relativamente &agrave;s vari&aacute;veis  estudadas, de forma a contrastar com a perspetiva dos jovens. Acresce ainda a necessidade de investigar outras &aacute;reas geogr&aacute;ficas de  Portugal de forma a considerar a amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o em geral.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Ainsworth, M. (1969). Object relations, dependency, and attachment: Theoretical review of the infant-mother relationship. <i>Child  Development, 40</i>, 969-1026.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048183&pid=S0870-8231201900030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Alarc&atilde;o, M. (2006). <i>(Des)equil&iacute;brios familiares</i> (3&ordf; ed.). Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048185&pid=S0870-8231201900030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Alarc&atilde;o, M., &amp; Gaspar, M. (2007). Imprevisibilidade familiar e suas implica&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento individual e  familiar. <i>Paid&eacute;ia, 17</i>(36), 89-102. Recuperado de <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0103-863X2007000100009"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0103-863X2007000100009</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048187&pid=S0870-8231201900030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Allport, G. (1955). <i>Becoming: Basic considerations for a psychology of personality</i>. USA: BookCrafters, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048188&pid=S0870-8231201900030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bandeira, M., Rocha, S., Freitas, L., Del Prette, Z., &amp; Del Prette, A. (2006). Habilidades sociais e vari&aacute;veis  sociodemogr&aacute;ficas em estudantes do ensino fundamental. <i>Psicologia em Estudo, 11</i>, 541-549.  Recuperado de <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722006000300010" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722006000300010</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048190&pid=S0870-8231201900030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Baumrind, D. (1966). Effects of authoritative parental control of child behavior. <i>Development, 37</i>, 887-907.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048191&pid=S0870-8231201900030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baumrind, D. (1967). Child care practices anteceding three patterns of preschool behavior. <i>Genetic Psychology Monographs, 75</i>,  43-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048193&pid=S0870-8231201900030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Baumrind, D. (1991). The influence of parenting style on adolescent competence and substance use. <i>Journal of Early Adolescence, 11</i>,  56-95. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1177/0272431691111004" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/0272431691111004</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048195&pid=S0870-8231201900030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Belsky, J., &amp; Barends, N. (2002). Personality and parenting. In M. Bornstein (Ed.), <i>Handbook of parenting</i> (Vol. 3, Chap. 14, pp.  415-438). Mahwah: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048196&pid=S0870-8231201900030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bennett, K., &amp; Hay, D. (2007). The role of family in the development of social skills in children with physical disabilities.  <i>International Journal of Disability, Development and Education, 54</i>, 381-397. Retrieved from  <a href="http://dx.doi.org/10.1080/10349120701654555" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/10349120701654555</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048198&pid=S0870-8231201900030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bentler, P., &amp; Bonett, D. (1980). Significance tests and goodness of fit in the analysis of covariance structures. <i>Psychological  Bulletin, 88</i>, 588-606. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0033-2909.88.3.588"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0033-2909.88.3.588</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048199&pid=S0870-8231201900030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bertoquini, V., &amp; Pais-Ribeiro, J. (2006). Estudo de formas muito reduzidas do modelo dos cinco fatores da personalidade.  <i>Psychologica, 43</i>, 193-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048200&pid=S0870-8231201900030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1969). <i>Attachment and loss. Vol. 1: Attachment</i>. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048202&pid=S0870-8231201900030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1988). <i>A secure base: Parent-child attachment and healthy human development</i>. London: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048204&pid=S0870-8231201900030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1996). <i>A ecologia do desenvolvimento humano: Experimentos naturais e planejados</i>. Porto Alegre: Artes  M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048206&pid=S0870-8231201900030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Caspi, A., Roberts, B., &amp; Shiner, R. (2005). Personality development: Stability and change. <i>Annual Review of Psychology, 56</i>,  453-484. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1146/annurev.psych.55.090902.141913"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1146/annurev.psych.55.090902.141913</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048208&pid=S0870-8231201900030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Claes, M. (1990). <i>Os problemas da adolesc&ecirc;ncia</i> (2&ordf; ed.). Lisboa: Editorial Verbo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048209&pid=S0870-8231201900030000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, P., &amp; McCrae, R. (1992). <i>NEO-PI-R: Invent&aacute;rio de personalidade NEO revisto</i>. Florida: Psychological Assessment  Resources.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048211&pid=S0870-8231201900030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dias, M. (2011). Um olhar sobre a fam&iacute;lia na perspetiva sist&eacute;mica: O processo de comunica&ccedil;&atilde;o no sistema  familiar. <i>Gest&atilde;o e Desenvolvimento, 19</i>, 139-156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048213&pid=S0870-8231201900030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Eisenberg, N., Fabes, R., Guthrie, I., &amp; Reiser, M. (2000). Dispositional emotionality and regulation: Their role in predicting quality  of social functioning. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 78</i>, 136-157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048215&pid=S0870-8231201900030000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gresham, F. (1986). Conceptual and definitional issues in the assessment of children&rsquo;s social skills: Implications for classification  and training. <i>Journal of Clinical Child Psychology, 15</i>, 3-15. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1207/s15374424jccp1501_1"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1207/s15374424jccp1501_1</a></p>     <p>Gresham, F., &amp; Elliott, S. (1984). Assessment and classification of children&rsquo;s social skills: A review of methods and issues.  <i>School Psychology Review, 13</i>, 292-301.</p>     <!-- ref --><p>Gresham, F., &amp; Elliott, S. (1990). <i>Social skills rating system: Manual</i>. Circle Pines, MN: American Guidance Service.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048219&pid=S0870-8231201900030000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hair, E., Jager, J., &amp; Garret, S. (2002). <i>Helping teens develop healthy social skills and relationships: What the research shows about  navigating adolescence</i>. Washington, DC: Child Trends, Inc. Consultado a 24 de junho de 2015 em  <a href="http://www.hhs.gov/ash/oah/sites/default/files/paf_training2_healthysocialskills.pdf"  target="_blank">http://www.hhs.gov/ash/oah/sites/default/files/paf_training2_healthysocialskills.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048221&pid=S0870-8231201900030000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hlatywayo, C., Mhlanga, T., &amp; Zingwe, T. (2013). Neuroticism as a determinant of job satisfaction among bank employees. <i>Mediterranean  Journal of Social Sciences, 4</i>(13), 549-554. 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Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.adolescence.2009.07.012"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.adolescence.2009.07.012</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048223&pid=S0870-8231201900030000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Konnie, M., &amp; Alfred (2013). Influence of parenting styles on the social development of children. Academic. <i>Journal of  Interdisciplinary Studies, 2</i>, 123-129. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.5901/ajis.2013.v2n3p123"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.5901/ajis.2013.v2n3p123</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048224&pid=S0870-8231201900030000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Lianos, P. (2015). Parenting and social competence in school: The role of preadolescents&rsquo; personality traits. <i>Journal of  Adolescence, 41</i>, 109-120. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.adolescence.2015.03.006"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.adolescence.2015.03.006</a></p>     <!-- ref --><p>MacKinnon, D., Krull, J., &amp; Lockwood, C. (2000). Equivalence of the mediation, confounding and suppression effect. <i>Prevention Science,  1</i>(4), 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048226&pid=S0870-8231201900030000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maddahi, M., Javidi, N., Samadzadeh, M., &amp; Amini, M. (2012). The study of relationship between parenting styles and personality  dimensions in sample of college students. <i>Indian Journal of Science and Technology, 5</i>, 3332-3335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048228&pid=S0870-8231201900030000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Metsapelto, R., &amp; Pulkkinen, L. (2003). Personality traits and parenting: Neuroticism, extraversion, and openness to experience as  discriminative factors. <i>European Journal of Personality, 17</i>, 59-78. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1002/per.468"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1002/per.468</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048230&pid=S0870-8231201900030000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Michiels, D., Grietens, H., Onghena, P., &amp; Kuppens, S. (2010). Perceptions of maternal and paternal attachment security in middle  childhood: Links with positive parental affection and psychosocial adjustment. <i>Early Child Development and Care, 180</i>, 211-225.  Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1080/03004430903415064" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/03004430903415064</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048231&pid=S0870-8231201900030000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Morris, A., Silk, J., Steinberg, L., Myers, S., &amp; Robinson, L. (2007). The role of the family context in the development of emotion  regulation. <i>Social Development, 16</i>, 361-388. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.1467-9507.2007.00389.x"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1111/j.1467-9507.2007.00389.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048232&pid=S0870-8231201900030000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mota, C., Matos, P., &amp; Lemos, M. (2011). Psychometric properties of the social skills questionnaire portuguese adaptation of the student  form (Grades 7 to 12). <i>The Spanish Journal of Psychology, 14</i>, 480-493.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048233&pid=S0870-8231201900030000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Nunes, C., &amp; Hutz, C. (2007). Constru&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o da escala fatorial de socializa&ccedil;&atilde;o no  modelo dos cinco grandes fatores de personalidade. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 20</i>, 20-25. Recuperado de  <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722007000100004" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722007000100004</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048235&pid=S0870-8231201900030000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nunes, C., Hutz, C., &amp; Giacomoni, C. (2009). Associa&ccedil;&atilde;o entre bem-estar subjetivo e personalidade no modelo dos cinco  grandes fatores. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, 8</i>, 99-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048236&pid=S0870-8231201900030000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nunes, F., &amp; Mota, C. P. (2018). Parenting Styles and Dimensions Questionnaire: Adapta&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o portuguesa de  heterorrelato. <i>Revista Colombiana de Psicolog&iacute;a, 27</i>, 117-131. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.15446/rcp.v27n1.64621"  target="_blank">https://doi.org/10.15446/rcp.v27n1.64621</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048238&pid=S0870-8231201900030000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pervin, L., &amp; John, O. (2004). <i>Personalidade: Teoria e pesquisa</i> (8&ordf; ed.). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048239&pid=S0870-8231201900030000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Prinzie, P., Onghena, P., Hellinckx, W., Grietens, H., Ghesqui&egrave;re, P., &amp; Colpin, H. (2004). Parent and child personality  characteristics as predictors of negative discipline and externalizing problem behaviour in children. <i>European Journal of Personality, 18</i>,  73-102. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1002/per.501"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1002/per.501</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048241&pid=S0870-8231201900030000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rice, K. (1990). Attachment in adolescence: A narrative and meta-analytic review. <i>Journal of Youth and Adolescence, 19</i>, 511-538.  Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1007/BF01537478" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1007/BF01537478</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048242&pid=S0870-8231201900030000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Robinson, C., Mandleco, B., Olsen, F., &amp; Hart, H. (1996). <i>Psychometric support for a new measure of authoritative, authoritarian, and  permissive parenting practices: Cross-cultural connections</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048243&pid=S0870-8231201900030000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Paper presented in symposium: New measures of parental child-rearing practices  developed in different cultural contexts, Canada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Spinath, F., &amp; O&rsquo;Connor, T. (2003). A behavioral genetic study of the overlap between personality and parenting. <i>Journal of  Personality, 71</i>, 785-808. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1111/1467-6494.7105004"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1111/1467-6494.7105004</a></p>     <!-- ref --><p>Vijila, Y., Thomas, J., &amp; Ponnusamy, A. (2013). Relationship between parenting styles and adolescent social competence. <i>IOSR Journal  of Humanities and Social Science, 17</i>, 34-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048246&pid=S0870-8231201900030000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Weisberg, Y., DeYoung, C., &amp; Hirsh, J. (2011). Gender differences in personality across the ten aspects of the Big Five. <i>Fronties in  Psychology, 2</i>, 1-11. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.3389/fpsyg.2011.00178"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.3389/fpsyg.2011.00178</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048248&pid=S0870-8231201900030000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Catarina Pinheiro Mota, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o  e Psicologia, Edif&iacute;cio das Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, Polo I, UTAD &ndash; Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro,  Quinta de Prados, 5001-801 Vila Real, Portugal. E-mail: <a href="mailto:catppmota@utad.pt">catppmota@utad.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; parcialmente suportada pela FCT de acordo com o projecto PEst-C/PSI/UI0050/2011 e FEDER fundos  do programa COMPETE inserido no projecto FCOMP-01-0124-FEDER-022714.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Submiss&atilde;o: 05/03/2018 Aceita&ccedil;&atilde;o: 06/10/2018</p>      ]]></body><back>
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