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<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.1618</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Traços de personalidade e comportamentos agressivos: O papel mediador da vingança]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to verify the mediating role of revenge in the relationship between personality traits and aggression. The participation of 218 people, aged between 18 and 69 years (M=27.84; SD=10.37), mostly female and with incomplete higher education. Participants responded to the Big Five inventory, Buss-Perry aggression questionnaire and revenge scale. As a result, only kindness and neuroticism showed significant correlations with aggression factors and revenge. Regarding mediation, in kindness it was observed that the models of mediation are not adjusted to the data for physical, verbal aggression and hostility; In neuroticism, there was a partial mediation in all types of aggression. It is understood that the results contribute to the understanding of what mechanisms underlie aggressive behaviors, especially when taking into account personality traits and vengeful attitudes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Tra&ccedil;os de personalidade e comportamentos agressivos: O papel mediador da vingan&ccedil;a</b></p>     <p><b>Personality traits and aggressive behaviors: The mediating role of revenge</b></p>     <p><b>Qu&eacute;sia Fernandes Cataldo<sup>1</sup>, Walberto Silva dos Santos<sup>1</sup>, Emanuela Maria Possid&ocirc;nio de Sousa<sup>1</sup>,  Lia Alves da Ponte<sup>1</sup>, Sophia L&oacute;ren de Holanda Sousa<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Federal do Cear&aacute;, Fortaleza, Brasil</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo tem por objetivo verificar o papel mediador da vingan&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o entre tra&ccedil;os de personalidade e  agress&atilde;o. Contou-se com a participa&ccedil;&atilde;o de 218 pessoas, com idades entre 18 e 69 anos (<i>M</i>=27,84; <i>DP</i>=10,37), a  maioria do sexo feminino e com ensino superior incompleto. Os participantes responderam ao invent&aacute;rio dos Big Five, question&aacute;rio de  agress&atilde;o Buss-Perry e escala de vingan&ccedil;a. Como resultados, apenas a amabilidade e o neuroticismo apresentaram  correla&ccedil;&otilde;es significativas com os fatores da agress&atilde;o e com a vingan&ccedil;a. Acerca dos modelos de media&ccedil;&atilde;o,  o modelo da amabilidade n&atilde;o obteve um bom ajuste de dados para predizer a agress&atilde;o f&iacute;sica, agress&atilde;o verbal e  hostilidade; para o neuroticismo, houve uma media&ccedil;&atilde;o parcial em todos os tipos de agress&atilde;o. Entende-se que os resultados  contribuem para a compreens&atilde;o de quais mecanismos est&atilde;o subjacentes aos comportamentos agressivos, sobretudo quando se leva em  conta os tra&ccedil;os de personalidade e as atitudes vingativas.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Agress&atilde;o, Personalidade, Vingan&ccedil;a, Media&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study aims to verify the mediating role of revenge in the relationship between personality traits and aggression. The participation of  218 people, aged between 18 and 69 years (<i>M</i>=27.84; <i>SD</i>=10.37), mostly female and with incomplete higher education. Participants  responded to the Big Five inventory, Buss-Perry aggression questionnaire and revenge scale. As a result, only kindness and neuroticism showed  significant correlations with aggression factors and revenge. Regarding mediation, in kindness it was observed that the models of mediation are  not adjusted to the data for physical, verbal aggression and hostility; In neuroticism, there was a partial mediation in all types of aggression.  It is understood that the results contribute to the understanding of what mechanisms underlie aggressive behaviors, especially when taking into  account personality traits and vengeful attitudes.</p>     <p><b>Key words</b>: Aggression, Personality, Revenge, Mediation.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Frente a injusti&ccedil;as ou a danos sofridos &eacute; comum observar a tend&ecirc;ncia que os seres humanos possuem para reagir de formas  agressivas, muitas vezes motivadas por um sentimento de vingan&ccedil;a (Chester &amp; DeWall, 2018; Stuckless &amp; Goranson, 1992). Estudos  t&ecirc;m demonstrado que determinados tra&ccedil;os de personalidade podem estar associados &agrave; vingan&ccedil;a, que, por sua vez, pode ter  como consequ&ecirc;ncia a agress&atilde;o f&iacute;sica ou verbal (Brewer, Hunt, James, &amp; Abell, 2015; Chester &amp; DeWall, 2018; Lee &amp;  Ashton, 2012).</p>     <p>A agress&atilde;o &eacute; um fen&ocirc;meno que, historicamente, tem diferentes defini&ccedil;&otilde;es (Warburton &amp; Anderson, 2015). No  presente estudo, ela &eacute; considerada como um fen&ocirc;meno composto por quatro fatores (i.e., agress&atilde;o f&iacute;sica,  agress&atilde;o verbal, raiva e hostilidade) (Buss &amp; Perry, 1992). Esse construto &eacute; entendido a partir de um modelo interacionista que  considera disposi&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas, hist&oacute;ria de aprendizagem e fatores cognitivos, como os tra&ccedil;os de  personalidade e a vingan&ccedil;a (Buss &amp; Perry, 1992; Chester &amp; DeWall, 2018).</p>     <p>O conceito de vingan&ccedil;a, por vezes, envolve rea&ccedil;&otilde;es agressivas e, em vista disso, tende a ser confundido com o conceito de  agress&atilde;o. No entanto, estes podem ser diferenciados em fun&ccedil;&atilde;o da caracter&iacute;stica retaliativa da vingan&ccedil;a. O ato  vingativo, em geral, implica um retorno volunt&aacute;rio a uma ofensa sofrida, diferente da agress&atilde;o, que n&atilde;o tem origem,  necessariamente, em um dano interpessoal ou em uma injusti&ccedil;a percebida (Johnson, Kim, Giovannelli, &amp; Cagle, 2010; McCullough, Bellah,  Kilpatrick, &amp; Johnson, 2001).</p>     <p>Os tra&ccedil;os de personalidade explicam tanto a agress&atilde;o quanto uma atitude vingativa, que, por sua vez, pode garantir um  comportamento agressivo (Chester &amp; DeWall, 2018; Hosie, Gilbert, Simpson, &amp; Daffern, 2014; Warburton &amp; Anderson, 2015). Nesse  sentido, algumas pesquisas destacam a rela&ccedil;&atilde;o direta entre personalidade e agress&atilde;o, utilizando o modelo dos <i>Big Five</i>  (Hosie et al., 2014). Sobretudo, o neuroticismo e a amabilidade desempenham um papel relevante na compreens&atilde;o dos comportamentos  agressivos (Hosie et al., 2014; Jones, Miller, &amp; Lynam, 2011; Miller, Zeichner, &amp; Wilson, 2012; Warburton &amp; Anderson, 2015).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A vingan&ccedil;a tem sido compreendida como um ato que visa prejudicar algu&eacute;m em retorno a um dano sofrido; uma resposta emocional e  pessoal a uma conduta percebida pela v&iacute;tima como injusta e prejudicial (Stuckless &amp; Goranson, 1992). Outras pesquisas indicam que esse  construto &eacute; uma disposi&ccedil;&atilde;o antissocial, uma cadeia de comportamentos em que estados afetivos, cognitivos e volitivos levam o  indiv&iacute;duo a tentar reparar um preju&iacute;zo pessoal por meio da agress&atilde;o volunt&aacute;ria contra o ofensor (Barnoux &amp;  Gannon, 2014; Chester &amp; DeWall, 2018; Johnson et al., 2010; McCullough, Kurzban, &amp; Tabak, 2013).</p>     <p>Observa-se que os aspectos vingativos s&atilde;o componentes importantes dos tra&ccedil;os da personalidade sombria (<i>Dark Triad</i>),  sobretudo narcisismo e psicopatia (Brewer et al., 2015). Especificamente com rela&ccedil;&atilde;o aos Big Five, a vingan&ccedil;a se mostra  predita pelo baixo n&iacute;vel de conscienciosidade, de amabilidade e de neuroticismo. Desse modo, em pessoas com altas pontua&ccedil;&otilde;es  em vingan&ccedil;a, tornam-se menos evidentes tra&ccedil;os como generosidade, empatia, autocontrole e autorregula&ccedil;&atilde;o emocional  (Lee &amp; Ashton, 2012; Ruggi, Gilli, Stuckless, &amp; Oasi, 2012; Sindermann et al., 2018).</p>     <p>Avaliar os potenciais antecedentes e correlatos da agress&atilde;o pode oferecer dados sobre elementos que comp&otilde;em comportamentos  agressivos e antissociais, como jogo patol&oacute;gico (Ramos-Grille, Gom&agrave;-i-Freixanet, Aragay, Valero, &amp; Vall&egrave;s, 2015) e  homic&iacute;dios sexuais (Chan, Beauregard, &amp; Myers, 2015). Nesse cen&aacute;rio, a personalidade parece atuar como uma vari&aacute;vel  importante na predi&ccedil;&atilde;o de comportamentos agressivos e vingativos, ao passo que a vingan&ccedil;a pode se mostrar como um elemento  cognitivo e afetivo que antecede as agress&otilde;es (Coelho et al., 2018; McCullough et al., 2001). Com efeito, ainda que toda agress&atilde;o  n&atilde;o se configure como vingan&ccedil;a, &eacute; poss&iacute;vel pensar que, em certa medida, todo ato de vingan&ccedil;a pode se  configurar como agress&atilde;o (Chester &amp; DeWall, 2018).</p>     <p>Portanto, o objetivo deste estudo foi testar modelos explicativos para a agress&atilde;o, a partir dos tra&ccedil;os de personalidade, tomando  a vingan&ccedil;a como vari&aacute;vel mediadora. Tendo em vista as duas vers&otilde;es da Escala de Vingan&ccedil;a apresentadas por Coelho et  al. (2018), faz-se necess&aacute;rio testar, inicialmente, os indicadores de qualidade de ajuste desse instrumento a fim de utilizar o modelo  mais adequado nas an&aacute;lises subsequentes. A partir disso, ser&atilde;o verificadas as rela&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis  estudadas para testar o modelo hipotetizado (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a04f1.jpg" width="577" height="255"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Amostra</i></p>     <p>Participaram 218 pessoas da cidade de Fortaleza, com idades entre 18 e 69 anos (<i>M</i>=27.84; <i>DP</i>=10.37), maioria do sexo feminino  (64.9%) e com ensino superior incompleto (51.4%), heterossexual (86.7%) e solteiro (65.1%). Essa amostra deu-se por conveni&ecirc;ncia  (n&atilde;o-probabil&iacute;stica), considerando pessoas que concordaram em participar ao serem convidadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>O question&aacute;rio aplicado apresentava quatro instrumentos, os quais podem ser observados a seguir, al&eacute;m de perguntas a respeito de  dados sociodemogr&aacute;ficos:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Vingan&ccedil;a</i> (Stuckless &amp; Goranson, 1992). Em sua vers&atilde;o original, este instrumento possui 20 itens acerca do  desejo e da proposta de vingan&ccedil;a ou julgamentos morais e &eacute;ticos acerca do tema, por exemplo, &ldquo;Para mim, &eacute; importante  me vingar de pessoas que me machucaram&rdquo;, &ldquo;Acredito no pensamento: &lsquo;Olho por olho, dente por dente&rsquo;&rdquo;. Tais itens  s&atilde;o respondidos em escala Likert de sete pontos, com os extremos: 1=Discordo Totalmente e 7=Concordo Totalmente. Em contexto brasileiro,  Coelho et al. (2018) apresentaram duas vers&otilde;es reduzidas para a escala (consist&ecirc;ncia interna &alpha; de Cronbach acima de 0.90),  cujos modelos ser&atilde;o testados no presente estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio de Agress&atilde;o Buss-Perry</i> (Gouveia, Chaves, Peregrino, Branco, &amp; Gon&ccedil;alves, 2008). Baseado no modelo  de Buss e Perry (1992), esse instrumento &eacute; composto por 26 itens divididos em quatro fatores: raiva, hostilidade, agress&atilde;o verbal e  agress&atilde;o f&iacute;sica (por exemplo: &ldquo;Se algu&eacute;m me bater, eu bato de volta&rdquo;, &ldquo;Constantemente eu me vejo  discordando das pessoas&rdquo;). Tais itens foram respondidos em escala Likert de cinco pontos, com os extremos: 1=Discordo totalmente a  5=Concordo totalmente, e com consist&ecirc;ncia interna de &alpha;=0.89.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Invent&aacute;rio dos Cinco Grandes Fatores da Personalidade</i> (Big Five; Andrade, 2008). Instrumento de 20 itens, respondidos em uma  escala Likert de cinco pontos, sendo 1=Discordo totalmente e 5=Concordo totalmente. Os itens s&atilde;o agrupados em cinco fatores, todos  apresentando consist&ecirc;ncia interna (alfa de Cronbach) satisfat&oacute;ria, a saber: abertura &agrave; mudan&ccedil;a (&ldquo;&Eacute;  original, tem sempre novas ideias&rdquo;; &alpha;=0.73), conscienciosidade (&ldquo;Insiste at&eacute; concluir a tarefa ou o trabalho&rdquo;;  &alpha;=0.64), neuroticismo (&ldquo;&Eacute; temperamental, muda de humor facilmente&rdquo;; &alpha;=0.76), extrovers&atilde;o (&ldquo;&Eacute;  conversador, comunicativo&rdquo;; &alpha;=0.73) e amabilidade (&ldquo;Tem capacidade de perdoar, perdoa f&aacute;cil&rdquo;; &alpha;=0.71).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Dados sociodemogr&aacute;ficos</i>. Perguntas para a caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra, como idade, sexo, orienta&ccedil;&atilde;o  sexual, escolaridade, dentre outros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Os dados foram coletados por meio de question&aacute;rio online. Os participantes foram convidados a participar e tiveram acesso ao  question&aacute;rio atrav&eacute;s de um link dispon&iacute;vel nas redes sociais (por exemplo, <i>Facebook</i>). Inicialmente, foi apresentado  aos participantes o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, os quais foram instru&iacute;dos de que, ao clicar em <i>Avan&ccedil;ar</i>,  estariam concordando em participar da pesquisa. Al&eacute;m disso, era garantido o car&aacute;ter volunt&aacute;rio e sigiloso do processo, era  possibilitada a desist&ecirc;ncia a qualquer momento sem que a interrup&ccedil;&atilde;o gerasse qualquer tipo de &ocirc;nus ou b&ocirc;nus.  Al&eacute;m disso, era disponibilizado para os participantes um contato a fim de que sanassem poss&iacute;veis d&uacute;vidas que surgissem. O  tempo de resposta m&eacute;dio foi de 15 minutos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise de dados</i></p>     <p>Os dados foram analisados pelo SPSS (vers&atilde;o 21), empregando-se estat&iacute;sticas descritivas (medidas de tend&ecirc;ncia central e de  dispers&atilde;o). Foi utilizado o software AMOS 21 a fim testar duas vers&otilde;es da Escala de Vingan&ccedil;a (10 e 5 itens; Modelos 1 e 2,  respectivamente), propostas por Coelho et al. (2018). Na an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria, adotou-se o m&eacute;todo de  estima&ccedil;&atilde;o ML (<i>Maximum Likelihood</i>) considerando a raz&atilde;o entre o qui-quadrado (<i>&chi;<sup>2</i></sup>) e os graus de  liberdade (gl), e os indicadores de ajuste do modelo CFI (<i>Comparative Fit Index</i>), TLI (<i>Tucker-Lewis Index</i>) e RMSEA <i>(Root mean  square error approximation</i>) (Hair, Black, Babin, Anderson, &amp; Tatham, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para avaliar o papel mediador da vingan&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o entre tra&ccedil;os de personalidade (amabilidade,  conscienciosidade, neuroticismo, abertura &agrave; mudan&ccedil;a e extrovers&atilde;o) e agress&atilde;o (agress&atilde;o f&iacute;sica,  agress&atilde;o verbal, hostilidade e raiva), primeiramente, procederam-se an&aacute;lises de correla&ccedil;&atilde;o <i>r</i> de Pearson para  verificar a correla&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via entre essas vari&aacute;veis (Hair et al., 2009). Em seguida, utilizou-se o procedimento  indicado por Hayes (2012) utilizando o macro PROCESS (<a href="http://afhayes.com" target="_blank">http://afhayes.com</a>) para as  an&aacute;lises de media&ccedil;&atilde;o simples (modelo 4).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Inicialmente, procedeu-se uma an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria (AFC) em que foram testadas as duas vers&otilde;es da Escala de  Vingan&ccedil;a (Coelho et al., 2018). Para a vers&atilde;o de 10 itens (Modelo 1), os resultados foram: <i>&chi;<sup>2</i></sup>/gl=2.86,  CFI=0.93, TLI=0.91 e RMSEA=0.09 (IC 90%=0.07-0.11). Quanto aos &lambda;, estes variaram entre 0.47 (&ldquo;&Eacute; melhor sempre n&atilde;o  buscar vingan&ccedil;a&rdquo;) e 0.83 (&ldquo;Para mim, &eacute; importante me vingar de pessoas que me machucaram&rdquo;). Na vers&atilde;o de 5  itens (Modelo 2) verificaram-se os seguintes indicadores: <i>&chi;<sup>2</i></sup>/gl=4.68, CFI=0.96, TLI=0.91 e RMSEA=0.13 (IC 90%=0.08-0.17),  com &lambda; entre 0.66 (&ldquo;N&atilde;o sou uma pessoa vingativa&rdquo;) e 0.82 (&ldquo;N&atilde;o fico apenas com raiva, eu dou o  troco&rdquo;). Todos os lambdas foram estatisticamente diferentes de zero (&lambda;&ne;0; <i>z</i>&gt;1.96, <i>p</i>&lt;0.05). A partir destes  resultados, realizaram-se &agrave;s demais an&aacute;lises utilizando a vers&atilde;o de 10 itens da Escala de Vingan&ccedil;a tendo em conta os  melhores indicadores de qualidade de ajuste desse modelo.</p>     <p>No que diz respeito &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es <i>r</i> de Pearson (<a href="#t1">Tabela 1</a>), o fator amabilidade apresentou  rela&ccedil;&otilde;es significativas e negativas com agress&atilde;o f&iacute;sica (<i>r</i>=-0.258; <i>p</i>&lt;0.01), agress&atilde;o verbal  (<i>r</i>=-0.254; <i>p</i>&lt;0.01), hostilidade (<i>r</i>=-0.198; <i>p</i>&lt;0.01), raiva (<i>r</i>=-0.249; <i>p</i>&lt;0.01) e vingan&ccedil;a  (<i>r</i>=-0.394; <i>p</i>&lt;0.01). O Neuroticismo apresentou correla&ccedil;&otilde;es significativas e positivas com agress&atilde;o  f&iacute;sica (<i>r</i>=0.339; <i>p</i>&lt;0.01), agress&atilde;o verbal (<i>r</i>=0.368; <i>p</i>&lt;0.01), hostilidade (<i>r</i>=0.475;  <i>p</i>&lt;0.01), raiva (<i>r</i>=0.645; <i>p</i>&lt;0.01) e vingan&ccedil;a (<i>r</i>=0.150; <i>p</i>&lt;0.05). Os outros fatores de  personalidade n&atilde;o se correlacionaram com a vingan&ccedil;a nem com a agress&atilde;o. Ademais, puderam ser observadas  correla&ccedil;&otilde;es significativas e positivas de vingan&ccedil;a e agress&atilde;o f&iacute;sica (<i>r</i>=0.521; <i>p</i>&lt;0.01),  agress&atilde;o verbal (<i>r</i>=0.435; <i>p</i>&lt;0.01), hostilidade (<i>r</i>=0.305; <i>p</i>&lt;0.01) e raiva (<i>r</i>=0.322;  <i>p</i>&lt;0.01).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a04t1.jpg" width="579" height="234"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Assim, conforme as figuras apresentadas (<a href="#f2">Figura 2</a> e <a href="#f3">Figura 3</a>), foram testados os modelos de  media&ccedil;&atilde;o tendo amabilidade (X1) e neuroticismo (X2) numa rela&ccedil;&atilde;o direta com agress&atilde;o f&iacute;sica (Y1),  agress&atilde;o verbal (Y2), hostilidade (Y3) e raiva (Y4) tendo a vingan&ccedil;a como vari&aacute;vel mediadora (M). Nas Tabelas  <a href="#t2">2</a> e <a href="#t3">3</a>, est&atilde;o resumidas as an&aacute;lises de regress&atilde;o e seus coeficientes. Os resultados  ser&atilde;o descritos em dois blocos; o primeiro bloco tendo amabilidade como preditora dos quatro tipos de agress&atilde;o (modelo 1  agress&atilde;o f&iacute;sica; modelo 2, agress&atilde;o verbal; modelo 3, hostilidade; modelo 4, raiva) e o neuroticismo como preditor dos  mesmos tipos de agress&atilde;o, respectivamente (modelo 5, agress&atilde;o f&iacute;sica; modelo 6, agress&atilde;o verbal; modelo 7,  hostilidade; e modelo 8, raiva).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a04f2.jpg" width="579" height="234"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a04f3.jpg" width="575" height="242"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a04t2.jpg" width="580" height="198"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a04t3.jpg" width="580" height="200"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Como observado na <a href="#t4">Tabela 4</a>, os modelos da agress&atilde;o f&iacute;sica, verbal e hostilidade n&atilde;o se ajustaram aos  dados adequadamente, pois esses tra&ccedil;os n&atilde;o apresentaram correla&ccedil;&atilde;o significativa. Contudo, no modelo 4, a amabilidade  (c=-0.23) e a vingan&ccedil;a (b=0.02) predizem a raiva. O efeito indireto foi estatisticamente significativo (c&rsquo;=-0.16; 95% CI [-0.26,  -0.07]), indicando que existe media&ccedil;&atilde;o entre essas vari&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a04t4.jpg" width="580" height="233"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O neuroticismo mostrou-se significativamente relacionado &agrave; vingan&ccedil;a (<i>a</i>=1.73), que por sua vez se apresentou como  preditora da agress&atilde;o f&iacute;sica (<i>b</i>=0.03); tamb&eacute;m se verificou a rela&ccedil;&atilde;o direta entre neuroticismo e  agress&atilde;o f&iacute;sica (<i>c</i>=0.17); o efeito indireto do modelo 5 foi significativo (<i>c&rsquo;</i>=0.05; 95% CI [0.006, 0.163]),  demonstrando que o modelo ajustou-se aos dados adequadamente.</p>     <p>No modelo 6, o neuroticismo foi preditor da agress&atilde;o verbal (c=0.26), que tamb&eacute;m foi significativamente predita pela  vingan&ccedil;a (b=0.03). O efeito indireto indica que houve uma media&ccedil;&atilde;o (c&rsquo;=0.05; 95% CI [0.10, 0.13]). O modelo 7  apresentou o neuroticismo (c=0.32) e a vingan&ccedil;a (b=0.01) como preditores da hostilidade; essa intera&ccedil;&atilde;o teve um efeito  indireto significativo (c&rsquo;=0.02; 95% [0.004, 0.005], ou seja, o modelo ajustou-se adequadamente aos dados. Em rela&ccedil;&atilde;o  &agrave; raiva, modelo 8, o neuroticismo &eacute; observado como seu preditor (c=0.61), assim como a vingan&ccedil;a (b=0.02). O efeito indireto  foi estatisticamente significativo (c&rsquo;=0.03; 95% CI [0.003, 0.078]), indicando que existe media&ccedil;&atilde;o entre essas  vari&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os resultados indicaram que, na rela&ccedil;&atilde;o entre os tra&ccedil;os de personalidade e os tipos de agress&atilde;o, a vingan&ccedil;a  atua como mediadora em algumas rela&ccedil;&otilde;es. No que diz respeito &agrave; amabilidade, observou-se que os modelos de  media&ccedil;&atilde;o para agress&atilde;o f&iacute;sica, verbal e hostilidade n&atilde;o se ajustaram aos dados. Teoricamente, esse resultado  apresenta-se congruente como os estudos que apontam que a agress&atilde;o &eacute; influenciada pela personalidade e pela vingan&ccedil;a, mas  &eacute; um fen&ocirc;meno multideterminado, ou seja, existem outros fatores envolvidos na resposta agressiva, como aspectos biol&oacute;gicos,  atitudes, cren&ccedil;as e contexto social (Hosie et al., 2014; Sinderman et al., 2018; Warburton &amp; Anderson, 2015; Zhang, Qu, Ge, Sun, &amp;  Zhang, 2017).</p>     <p>De acordo com Anderson e Bushman (2002), uma pessoa pode responder a uma provoca&ccedil;&atilde;o ou a um evento aversivo de forma agressiva,  mas, sob algumas condi&ccedil;&otilde;es, a emiss&atilde;o dessa resposta pode ser reavaliada, principalmente porque a agress&atilde;o imediata  &eacute; indesej&aacute;vel socialmente (Warburton &amp; Anderson, 2015). Ainda que baixo n&iacute;vel de amabilidade, juntamente com a  presen&ccedil;a de vingan&ccedil;a, n&atilde;o seja suficiente para explicar a agress&atilde;o f&iacute;sica, a agress&atilde;o verbal e a  hostilidade, ressalta-se que a amabilidade &eacute; uma vari&aacute;vel importante para compreender a agress&atilde;o. A resposta comportamental,  sendo agressiva ou n&atilde;o, retroalimenta aspectos b&aacute;sicos da personalidade (Hosie et al., 2014; Warburton &amp; Anderson, 2015).</p>     <p>No modelo 4 (raiva), a vingan&ccedil;a implicou numa diminui&ccedil;&atilde;o do efeito direto entre amabilidade e raiva, caracterizando-se  uma media&ccedil;&atilde;o parcial (Jose, 2013). Al&eacute;m disso, o efeito foi negativo, ou seja, quanto menor a presen&ccedil;a de amabilidade  e maior a presen&ccedil;a de vingan&ccedil;a, maior a express&atilde;o da raiva (Hayes, 2012). Dessa forma, sugere-se que a vingan&ccedil;a  interfere, dentre os tipos de agress&atilde;o, naquela que &eacute; mais emocional, interna e que n&atilde;o necessariamente provoca o ato  vingativo, mas que refor&ccedil;a o desejo de vingan&ccedil;a, como &eacute; o caso da raiva. Barlett e Anderson (2012) assinalam que o fator  amabilidade est&aacute; associado a emo&ccedil;&otilde;es agressivas e pensamentos agressivos, como &eacute; o caso da raiva.</p>     <p>De fato, indiv&iacute;duos que pontuam baixo em amabilidade tendem a reagir facilmente &agrave;s provoca&ccedil;&otilde;es e vivenciar mais  irritabilidade, muitas vezes de forma imediata (Lee &amp; Ashton, 2012). O fato de a vingan&ccedil;a absorver o efeito direto da amabilidade  sobre a raiva aponta para processos cujas consequ&ecirc;ncias emocionais s&atilde;o similares &agrave; agress&atilde;o deslocada; a  vingan&ccedil;a parece atuar na conten&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o da raiva num momento imediato, deslocando-a, seja para um processo de  rumina&ccedil;&atilde;o da raiva, de planejamento da vingan&ccedil;a ou de comportamentos de agress&atilde;o deslocada (Garc&iacute;a-Sancho,  Salguero, Vasquez, &amp; Fern&aacute;ndez-Berrocal, 2016).</p>     <p>No que diz respeito aos modelos tendo o neuroticismo como preditor da agress&atilde;o f&iacute;sica (modelo 5), agress&atilde;o verbal (modelo  6), hostilidade (modelo 7) e raiva (modelo 8), observou-se que houve um ajuste adequados dos dados, ou seja, a vingan&ccedil;a atua mediadora  parcial, com um efeito positivo (Hayes, 2012; Jose, 2013). Isso significa que indiv&iacute;duos que possuem altos n&iacute;veis de neuroticismo,  ou seja, pessoas que s&atilde;o emocionalmente inst&aacute;veis, tensos, nervosos, irrit&aacute;veis e que tem baixo controle de impulsos  (McCrae, 1996), quando possuem alto n&iacute;vel de vingan&ccedil;a, t&ecirc;m mais probabilidade de agredirem fisicamente, verbalmente, de serem  hostis e de vivenciarem raiva (Barlett &amp; Anderson, 2012). Essas agress&otilde;es podem ser tidas como um tipo de ato vingativo, pois esse  componente atua na rela&ccedil;&atilde;o direta entre neuroticismo e agress&atilde;o (McCullough et al., 2001).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O modelo 5 sugere que indiv&iacute;duos com alto neuroticismo, ao apresentarem tra&ccedil;os de vingan&ccedil;a, s&atilde;o mais  prov&aacute;veis de expressarem a agress&atilde;o f&iacute;sica para obter um efeito de satisfa&ccedil;&atilde;o que equaliza a ansiedade, a  inseguran&ccedil;a e a tens&atilde;o comumente experienciada por indiv&iacute;duos com alto n&iacute;vel de neuroticismo (Chester &amp; DeWall,  2018; McCrae, 1996). Da mesma forma, o modelo 6 indica que a vingan&ccedil;a tamb&eacute;m aparece como uma vari&aacute;vel que contrapesa os  antecedentes emocionais e as respectivas consequ&ecirc;ncias comportamentais, no caso, agress&atilde;o f&iacute;sica e verbal, que podem, a  n&iacute;vel extremo, ser o pr&oacute;prio ato vingativo (Fridja, 1994; McCullough, 2008; Ruggi et al., 2012; Stuckless &amp; Goranson, 1992).</p>     <p>Os resultados do modelo 7 indicam que um indiv&iacute;duo que possui altos n&iacute;veis de neuroticismo e de vingan&ccedil;a expressa sua  hostilidade de forma mais intensa ao sofrer uma ofensa. A hostilidade se configura como um sentimento de avers&atilde;o e de indiferen&ccedil;a  por outrem (Stuckless &amp; Goranson, 1992) e que surge em rea&ccedil;&atilde;o a uma provoca&ccedil;&atilde;o a partir de uma amea&ccedil;a  pessoal (Runions, 2013). Nesse sentido, Maltby et al. (2008) sugerem que o neuroticismo e a hostilidade est&atilde;o associados &agrave;  vingan&ccedil;a, e o neuroticismo impulsiona uma evita&ccedil;&atilde;o de confronto direto e mais expl&iacute;cito. Runions (2013) aponta a  hostilidade como um tipo de agress&atilde;o que tende a ser mais impulsivo, corroborando sua rela&ccedil;&atilde;o com o neuroticismo, uma vez  que esse tra&ccedil;o de personalidade &eacute; caracterizado por um baixo controle de impulsos (Andrade, 2008).</p>     <p>A partir do modelo 8 compreende-se que pessoas com altos n&iacute;veis de neuroticismo s&atilde;o mais propensas a experienciar raiva e  vingan&ccedil;a (Brown, 2004; McCullough et al., 2001). Nessa rela&ccedil;&atilde;o, a vingan&ccedil;a parece atuar como um afeto negativo que  influencia a raiva como forma de agress&atilde;o; ou seja, a vingan&ccedil;a resulta de uma avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva que um  est&iacute;mulo externo provoca (Huesmann, 1998). De acordo com Bettencourt, Talley, Benjamin e Valentine (2006), as vari&aacute;veis de  personalidade, marcadamente aquelas que experienciam mais afetos negativos, como &eacute; o caso do neuroticismo, est&atilde;o associadas a  n&iacute;veis mais altos de comportamento agressivo. Assim, a raiva seria uma forma de &ldquo;descontar&rdquo; em algu&eacute;m os  pr&oacute;prios afetos negativos que n&atilde;o foram manejados (Warburton &amp; Anderson, 2015).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>O objetivo deste estudo foi testar modelos explicativos para a agress&atilde;o, a partir dos tra&ccedil;os de personalidade, tomando a  vingan&ccedil;a como vari&aacute;vel mediadora. Entende-se, portanto, que os resultados encontrados contribuem para a compreens&atilde;o de quais  mecanismos est&atilde;o subjacentes aos comportamentos agressivos, sobretudo quando se leva em conta os tra&ccedil;os de personalidade e as  atitudes vingativas. Estudos acerca desse tema se mostram relevantes no campo da Psicologia uma vez que os comportamentos mediados pela  vingan&ccedil;a tendem a comprometer a integridade f&iacute;sica e a seguran&ccedil;a pessoal, tanto de quem busca a vingan&ccedil;a, quanto para  o alvo. Ademais, &eacute; poss&iacute;vel encontrar na literatura evid&ecirc;ncias que a propens&atilde;o &agrave; vingan&ccedil;a est&aacute;  associada a diversos indicadores de adoecimento ps&iacute;quico e comportamentos autodestrutivos, a saber: neuroticismo, afetos negativos,  homic&iacute;dios, crimes violentos (Akin &amp; Akin, 2016).</p>     <p>Como todo empreendimento cient&iacute;fico, apontam-se como limita&ccedil;&otilde;es desse estudo a amostra e suas caracter&iacute;sticas;  tanto a quantidade quanto o perfil dos participantes, que por serem selecionados de forma n&atilde;o-probabil&iacute;stica, pode ter gerado  vieses nos resultados obtidos. Estudos futuros dever&atilde;o considerar outras categorias de participantes (pessoas que cometeram algum tipo de  crime ou que apresentam diagn&oacute;stico de transtornos mentais, por exemplo); e, seria interessante a introdu&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m  dos testados, de um modelo mais parcimonioso, agrupando os fatores de cada construto.</p>     <p>Al&eacute;m disso, sugere-se a inclus&atilde;o de outras vari&aacute;veis nos modelos testados, como empatia, autocontrole, narcisismo e  impulsividade, conforme estudos realizados em outros contextos (Coelho et al., 2018; Miller et al., 2012; Ruggi et al., 2012; Runions, 2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Anderson, C. A., &amp; Bushman, B. J. (2002). Human aggression. <i>Annual Review of Psychology, 53</i>, 27-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048635&pid=S0870-8231201900030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Andrade, J. T. (2008). The inclusion of antisocial behavior in the construct of psychopathy: A review of the research. <i>Aggression and  Violent Behavior, 13</i>, 328-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048637&pid=S0870-8231201900030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ak&#305;n, U., &amp; Ak&#305;n, A. (2016). Examining mediator role of the social safeness on the relationship between vengeance and life  satisfaction. <i>Social Indicators Research, 125</i>, 1053-1063.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048639&pid=S0870-8231201900030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barlett, C. P., &amp; Anderson, C. A. (2012). Direct and indirect relations between the Big 5 personality traits and aggressive and violent  behavior. <i>Personality and Individual Differences, 52</i>, 870-875.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048641&pid=S0870-8231201900030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barnoux, M., &amp; Gannon, T. A. (2014). A new conceptual framework for revenge firesetting. <i>Psychology, Crime &amp; Law, 20</i>, 497-513.  Retrieved from <a href="https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/1068316X.2013.793769"  target="_blank">https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/1068316X.2013.793769</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048643&pid=S0870-8231201900030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bettencourt, B., Talley, A., Benjamin, A. J., &amp; Valentine, J. (2006). Personality and aggressive behavior under provoking and neutral  conditions: A meta-analytic review. <i>Psychological Bulletin, 132</i>, 751-777. Retrieved from  <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0033-2909.132.5.751" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0033-2909.132.5.751</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048644&pid=S0870-8231201900030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brewer, G., Hunt, D., James, G., &amp; Abell, L. (2015). Dark triad traits, infidelity and romantic revenge. <i>Personality and Individual  Differences, 83</i>, 122-127. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1016/j.paid.2015.04.007"  target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.paid.2015.04.007</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048645&pid=S0870-8231201900030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brown, R. P. (2004). Vengeance is mine: Narcissism, vengeance, and the tendency to forgive. <i>Journal of Research in Personality, 38</i>,  576-584.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048646&pid=S0870-8231201900030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Buss, A. H., &amp; Perry, M. (1992). The aggression questionnaire. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 63</i>, 452-459.  Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0022-3514.63.3.452" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0022-3514.63.3.452</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048648&pid=S0870-8231201900030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chan, H. C. O., Beauregard, E., &amp; Myers, W. C. (2015). Single-victim and serial sexual homicide offenders: Differences in crime,  paraphilias and personality traits. <i>Criminal Behaviour and Mental Health, 25</i>, 66-78. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1002/cbm.1925" target="_blank">https://doi.org/10.1002/cbm.1925</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048649&pid=S0870-8231201900030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chester, D. S., &amp; DeWall, C. N. (2018). Personality correlates of revenge-seeking: Multidimensional links to physical aggression,  impulsivity, and aggressive pleasure. <i>Aggressive Behavior, 44</i>, 235-245. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1002/ab.21746" target="_blank">https://doi.org/10.1002/ab.21746</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048650&pid=S0870-8231201900030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Coelho, G. L., Monteiro, R. P., Hanel, P. H., Vilar, R., Gouveia, V. V., &amp; Maio, G. R. (2018). Psychometric parameters of an abbreviated  vengeance scale across two countries. <i>Personality and Individual Differences, 120</i>, 185-192. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1016/j.paid.2017.08.042" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.paid.2017.08.042</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048651&pid=S0870-8231201900030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Frijda, N. H. (1994). The lex talionis: On vengeance. In T. H. M. Van Goozen, N. E. Van de Poll, & J. A. Sergeant (Eds.), <i>Emotions: Essays  on emotion theory</i> (pp. 263-289). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum.</p>     <!-- ref --><p>Garc&iacute;a-Sancho, E., Salguero, J. M., Vasquez, E. A., &amp; Fern&aacute;ndez-Berrocal, P. (2016). Validity and reliability of the Spanish  version of the Displaced Aggression Questionnaire. <i>Psicothema, 28</i>, 96-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048653&pid=S0870-8231201900030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gouveia, V. V., Chaves, C. M. C. M., Peregrino, R. R., Branco, A. O. C., &amp; Gon&ccedil;alves, M. P. (2008). Medindo a agress&atilde;o: O  Question&aacute;rio de Buss-Perry. <i>Arquivos Brasileiros de Psicologia, 60</i>, 92-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048655&pid=S0870-8231201900030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hair Jr., J. F., Black, W. C., Babin, B. J., Anderson, R. E., &amp; Tathan, R. L. (2009). <i>An&aacute;lise multivariada de dados</i>  (6&ordf; ed.). Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048657&pid=S0870-8231201900030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hayes, A. F. (2012). <i>PROCESS SPSS Macro</i> [Computer Software and Manual]. Retrieved from  <a href="http://www.afhayes.com/public/process2012.pdf" target="_blank">http://www.afhayes.com/public/process2012.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048659&pid=S0870-8231201900030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hosie, J., Gilbert, F., Simpson, K., &amp; Daffern, M. (2014). An examination of the relationship between personality and aggression using the  general aggression and five factor models. <i>Aggressive Behavior, 40</i>, 189-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048660&pid=S0870-8231201900030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Huesmann, L. R. (1998). The role of social information processing and cognitive schema in the acquisition and maintenance of habitual  aggressive behavior. In R. G. Geen &amp; E. Donnerstein (Eds.), <i>Human aggression: Theories, research, and implications for social policy</i>  (pp. 73-109). San Diego, CA: Academic Press. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1016/B978-012278805-5/50005-5"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/B978-012278805-5/50005-5</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048662&pid=S0870-8231201900030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Johnson, J. L., Kim, L. M., Giovannelli, T. S., &amp; Cagle, T. (2010). Reinforcement sensitivity theory, vengeance, and forgiveness.  <i>Personality and Individual Differences, 48</i>, 612-616. 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Toward a conceptual model of motive and self-control in cyber-aggression: Rage, revenge, reward, and recreation.  <i>Journal of Youth and Adolescence, 42</i>, 751-771.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048677&pid=S0870-8231201900030000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sindermann, C., Luo, R., Zhao, Z., Li, Q., Li, M., Kendrick, K. M., . . . Montag, C. (2018). High anger and low agreeableness predict  vengefulness in German and Chinese participants. <i>Personality and Individual Differences, 121</i>, 184-192. 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<body><![CDATA[<p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Qu&eacute;sia Fernandes Cataldo, Universidade Federal  do Cear&aacute;, Av. da Universidade, 2853, Benfica, Fortaleza, CE, 60020-181, Brasil. E-mail:  <a href="mailto:quesiacataldo@gmail.com">quesiacataldo@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 04/07/2018 Aceita&ccedil;&atilde;o: 06/12/2018</p>      ]]></body><back>
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