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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Representações das figuras parentais e dor psicológica: Um estudo exploratório]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parental representations and psychological pain: An exploratory study]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this exploratory study is to test, in community adults, the relationship between of parental representations and psychological pain. The final sample consisted of 164 participants, aged between 18 and 65 years, who have responded to the Psychache Scale and the o Inventory for Assessing Memories of Parental Rearing Behaviour (EMBU) and gave a free description of each parental figure. These descriptions were coded using the Differentiation-Relatedness (D-R) Scale. Results demonstrate that with the exception of the DR level for description of the mother, the remaining five variables DR level for the description of the father, father rejection, mother rejection, father overprotection and mother overprotection correlate significantly with the psychological pain variable. A forward multiple regression analysis showed that the variables DR level for the description of the father, father rejection, and mother overprotection made a significant contribution to the prediction of psychological pain, although explaining a low percentage of variance of psychological pain. This model was corroborated by Structural Equation Modeling. The findings are discussed within the framework of psychoanalytic theory and Rohner's acceptance-rejection perspective.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Representações parentais]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Representa&ccedil;&otilde;es das figuras parentais e dor psicol&oacute;gica: Um estudo explorat&oacute;rio</b></p>     <p><b>Parental representations and psychological pain: An exploratory study</b></p>     <p><b>Ana Sofia Fragata<sup>1</sup>, Rui C. Campos<sup>1</sup>, Cristina Baleiz&atilde;o<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade de &Eacute;vora, &Eacute;vora, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objectivo deste estudo de cariz explorat&oacute;rio &eacute; testar, em adultos da comunidade, a rela&ccedil;&atilde;o entre  representa&ccedil;&otilde;es das figuras parentais e dor psicol&oacute;gica. A amostra final &eacute; constitu&iacute;da por 164 participantes,  com idades entre os 18 e os 65 anos, que responderam &agrave; Psychache Scale e ao Invent&aacute;rio para Aceder &agrave;s Mem&oacute;rias de  Inf&acirc;ncia Relativas &agrave;s Pr&aacute;ticas Parentais (EMBU) e, realizaram uma descri&ccedil;&atilde;o livre de cada uma das figuras  parentais. Estas descri&ccedil;&otilde;es foram codificadas recorrendo &agrave; Escala de Diferencia&ccedil;&atilde;o e Relacionamento (Escala  DR). Os resultados mostraram que &agrave; excep&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel DR para a descri&ccedil;&atilde;o da figura materna, as  restantes cinco vari&aacute;veis, n&iacute;vel DR para a descri&ccedil;&atilde;o da figura paterna, rejei&ccedil;&atilde;o paterna,  rejei&ccedil;&atilde;o materna, sobreprotec&ccedil;&atilde;o paterna e sobreprotec&ccedil;&atilde;o materna, se correlacionam significativamente  com a vari&aacute;vel dor psicol&oacute;gica. Uma an&aacute;lise de regress&atilde;o m&uacute;ltipla do tipo <i>forward</i> mostrou que as  vari&aacute;veis, n&iacute;vel DR para a descri&ccedil;&atilde;o da figura paterna, rejei&ccedil;&atilde;o paterna e sobreprotec&ccedil;&atilde;o  materna deram um contributo significativo para a previs&atilde;o da dor psicol&oacute;gica, embora explicando uma percentagem baixa de  vari&acirc;ncia da dor psicol&oacute;gica. Este modelo foi corroborado atrav&eacute;s de Modela&ccedil;&atilde;o de Equa&ccedil;&otilde;es  Estruturais. Os resultados s&atilde;o discutidos no &acirc;mbito da teoria psicanal&iacute;tica e da perspectiva da  aceita&ccedil;&atilde;o-rejei&ccedil;&atilde;o de Rohner.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Representa&ccedil;&otilde;es parentais, Dor psicol&oacute;gica, Rejei&ccedil;&atilde;o, Sobreprotec&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of this exploratory study is to test, in community adults, the relationship between of parental representations and psychological pain.  The final sample consisted of 164 participants, aged between 18 and 65 years, who have responded to the Psychache Scale and the o Inventory for  Assessing Memories of Parental Rearing Behaviour (EMBU) and gave a free description of each parental figure. These descriptions were coded using  the Differentiation-Relatedness (D-R) Scale. Results demonstrate that with the exception of the DR level for description of the mother, the  remaining five variables DR level for the description of the father, father rejection, mother rejection, father overprotection and mother  overprotection correlate significantly with the psychological pain variable. A forward multiple regression analysis showed that the variables DR  level for the description of the father, father rejection, and mother overprotection made a significant contribution to the prediction of  psychological pain, although explaining a low percentage of variance of psychological pain. This model was corroborated by Structural Equation  Modeling. The findings are discussed within the framework of psychoanalytic theory and Rohner's acceptance-rejection perspective.</p>     <p><b>Key words</b>: Parental representations, Psychological pain, Rejection, Overprotection.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com alguns autores (e.g., Blatt, 2008) que utilizam um referencial psicodin&acirc;mico para a compreens&atilde;o do desenvolvimento  da personalidade e da psicopatologia, o sofrimento psicol&oacute;gico seria o resultado da constru&ccedil;&atilde;o de  representa&ccedil;&otilde;es mentais disfuncionais, na sequ&ecirc;ncia de interac&ccedil;&otilde;es perturbadas com os cuidadores de  refer&ecirc;ncia. De acordo com os modelos psicodin&acirc;micos da psicopatologia, as representa&ccedil;&otilde;es objectais disfuncionais  ligam-se ao mal-estar, ao sofrimento psicol&oacute;gico e &agrave; psicopatologia (e.g., Fairbairn, 1952; Winnicott, 1945).</p>     <p>Blatt (2008) refere que as representa&ccedil;&otilde;es das rela&ccedil;&otilde;es de cuidado s&atilde;o internalizadas e que estes  padr&otilde;es internos se mant&ecirc;m ao longo da vida do indiv&iacute;duo (Blatt &amp; Lerner, 1983), mas que v&atilde;o sofrendo  modifica&ccedil;&otilde;es ao longo do tempo. Interac&ccedil;&otilde;es construtivas com as figuras significativas na inf&acirc;ncia t&ecirc;m  uma import&acirc;ncia fulcral na constru&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es evolu&iacute;das do <i>self</i> e dos outros. Estas  mesmas representa&ccedil;&otilde;es constituem esquemas heur&iacute;sticos que permitirem ao indiv&iacute;duo regular o seu comportamento,  interagir com os outros e compreender o meio envolvente (e.g., Ainsworth &amp; Bell, 1969; Levy, Blatt, &amp; Shaver, 1998).</p>     <p>Mas, por vezes, ocorrem perturba&ccedil;&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es de cuidado. Em consequ&ecirc;ncia, a crian&ccedil;a  esfor&ccedil;a-se do ponto de vista ps&iacute;quico para conseguir lidar com estas experi&ecirc;ncias adversas, investindo uma quantidade de  energia excessiva para tentar manter a homeostase (Bornstein, 2006), o que pode originar fixa&ccedil;&otilde;es em determinados per&iacute;odos  de desenvolvimento que foram perturbados e em que a crian&ccedil;a se encontrava (e.g., Harpaz-Rotem &amp; Blatt, 2005). Quando estas  perturba&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mais intensas, persistentes e disruptivas do que a capacidade da crian&ccedil;a para lidar com a  adversidade, h&aacute; uma tend&ecirc;ncia para uma desregula&ccedil;&atilde;o na constru&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es  cognitivo-afetivas e, uma consequente vulnerabilidade &agrave; patologia. De acordo com Blatt (1995) a patologia pode ser conceptualizada como um  desvio no processo de desenvolvimento (Blatt &amp; Auerbach, 2001; Diamond, Blatt, Stayner, &amp; Kaslow, 1991), associando-se a  perturba&ccedil;&otilde;es nos esquemas cognitivo-afetivos, quer estruturalmente, quer ao n&iacute;vel do seu conte&uacute;do (Blatt, 1995, 2004;  Blatt &amp; Auerbach, 2001).</p>     <p>De acordo com Blatt (2008) um desenvolvimento harmonioso da personalidade envolveria a matura&ccedil;&atilde;o de duas linhas de  desenvolvimento: a individua&ccedil;&atilde;o e o relacionamento. O desenvolvimento de uma personalidade adaptada e madura implica uma  progress&atilde;o sin&eacute;rgica destas duas linhas. Uma maior capacidade de individua&ccedil;&atilde;o potencia o desenvolvimento de  estruturas e processos psicol&oacute;gicos capazes de estabelecer e manter rela&ccedil;&otilde;es interpessoais mais saud&aacute;veis e, estes  processos psicol&oacute;gicos e essas rela&ccedil;&otilde;es de maior qualidade, por sua vez, potenciam n&iacute;veis superiores de  individua&ccedil;&atilde;o e defini&ccedil;&atilde;o do <i>self</i> que se vai tornando mais diferenciado, coeso e integrado (Blatt, 2008). A  patologia resultaria de um desvio e de um desequil&iacute;brio neste processo maturativo, colocando o indiv&iacute;duo uma &ecirc;nfase excessiva  num dos dois processos desenvolvimentais, o relacionamento ou a individua&ccedil;&atilde;o, em detrimento do outro.</p>     <p>Shneidman, por seu lado, definiu dor psicol&oacute;gica como &ldquo;dor, ang&uacute;stia, dor psicol&oacute;gica na mente&rdquo; (Shneidman,  1993, p. 145). Prop&ocirc;s que a dor psicol&oacute;gica fosse uma condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para ocorr&ecirc;ncia de  comportamentos suicid&aacute;rios e, que todos os outros factores, como a depress&atilde;o e a desesperan&ccedil;a, apenas seriam relevantes, na  medida em podem originar dor psicol&oacute;gica (Shneidman, 1993). Para um indiv&iacute;duo morrer por suic&iacute;dio, a percep&ccedil;&atilde;o  que tem da sua dor deve ser de que esta &eacute; insuport&aacute;vel e, que a interrup&ccedil;&atilde;o desta dor &eacute; apenas poss&iacute;vel  atrav&eacute;s de uma interrup&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia (Orbach, Mikulincer, Sirota, &amp; Gilboa-Schechtman, 2003; Shneidman,  1999). O que se passa, &eacute; que se a dor puder ser aliviada, o indiv&iacute;duo j&aacute; estaria disposto a continuar a viver. De acordo com  Shneidman (1996), a dor psicol&oacute;gica seria o resultado de uma frustra&ccedil;&atilde;o de necessidades psicol&oacute;gicas b&aacute;sicas,  o que teria como consequ&ecirc;ncia, uma auto-imagem diminu&iacute;da, um estilo de pensamento restrito ou dicot&oacute;mico, sentimentos de  isolamento ou abandono, sentimentos de falta de suporte por parte de outros significativos e, consequentemente, um sentimento de  desesperan&ccedil;a. Este estado intenso de dor psicol&oacute;gica despertaria ac&ccedil;&otilde;es conscientes para escapar ao sofrimento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguns autores t&ecirc;m ligado de forma sistem&aacute;tica a experi&ecirc;ncia de dor psicol&oacute;gica &agrave; psicopatologia. A dor  psicol&oacute;gica foi relacionada empiricamente, por exemplo, com a depress&atilde;o e a ansiedade, bem como com os comportamentos  suicid&aacute;rios (e.g., Orbach et al., 2003; Shneidman, 1996; Troister &amp; Holdem 2012). Dada a import&acirc;ncia da dor psicol&oacute;gica  para comportamentos de risco e, mais globalmente, para a disfucionalidade, justifica-se que a sua g&eacute;nese e a sua compreens&atilde;o possam  ser o foco de investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica.</p>     <p>Se &eacute; a frustra&ccedil;&atilde;o das necessidades b&aacute;sicas que conduz &agrave; perda de controlo, &agrave; raiva, &agrave;  vergonha e &agrave; dor psicol&oacute;gica (Shneidman, 1999), estes sentimentos est&atilde;o tamb&eacute;m inevitavelmente ligados a falhas na  constru&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es das rela&ccedil;&otilde;es de cuidado e das figuras significativas. A dor  psicol&oacute;gica, enquanto vulnerabilidade, nomeadamente para comportamentos de risco, tem a sua origem em necessidades psicol&oacute;gicas  frustradas, sendo que estas podem decorrer, por sua vez, pelo menos em parte, de uma matriz relacional perturbada (Shneidman, 1999).  Poder&aacute; ainda pensar-se que se representa&ccedil;&otilde;es das figuras parentais disfuncionais podem ser um factor distal para a  ocorr&ecirc;ncia de psicopatologia e disfuncionalidade, ent&atilde;o essas representa&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m poder&atilde;o  eventualmente ajudar a compreender a vulnerabilidade &agrave; viv&ecirc;ncia de dor psicol&oacute;gica. No limite, podemos questionar-nos se a  dor psicol&oacute;gica e as representa&ccedil;&otilde;es mentais disfuncionais n&atilde;o ser&atilde;o formas diferentes de descrever a mesma  car&ecirc;ncia e necessidade de rela&ccedil;&atilde;o de objecto. Esta car&ecirc;ncia pode gerar dor psicol&oacute;gica e, ao mesmo tempo, pode  estar associada &agrave; g&eacute;nese de representa&ccedil;&otilde;es disfuncionais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Objectivos do estudo</i></p>     <p>No presente trabalho, de natureza explorat&oacute;ria, pretende-se dar um contributo para uma melhor compreens&atilde;o da dor  psicol&oacute;gica enquanto vari&aacute;vel interna, relacionando-a com as representa&ccedil;&otilde;es das figuras parentais, em  indiv&iacute;duos adultos da comunidade. Mais especificamente, o objectivo deste estudo &eacute; avaliar a rela&ccedil;&atilde;o entre dor  psicol&oacute;gica e representa&ccedil;&otilde;es das figuras parentais, avaliadas atrav&eacute;s de dois instrumentos de natureza diferente: um  de resposta for&ccedil;ada, o <i>Inventory for Assessing Memories of Parental Rearing Behaviour</i> (EMBU; Perris, Jacobsson, Lindstrom, von  Knorring, &amp; Perris, 1980) e, o outro, de resposta n&atilde;o for&ccedil;ada, o <i>Object Relations Inventory</i> (ORI; Blatt, Chevron,  Quinlan, Schaffer, &amp; Wein, 1988), codificando-se as descri&ccedil;&otilde;es livres das figuras parentais com a  <i>Differentiation-Relatedness Scale</i> (Escala de Diferencia&ccedil;&atilde;o-Relacionamento [escala DR]; Diamond et al., 2015). O facto do ORI  ser um m&eacute;todo de resposta aberta permitir&aacute; recolher informa&ccedil;&atilde;o complementar &agrave; obtida atrav&eacute;s de itens  fechados sob a forma de invent&aacute;rio no EMBU. Que tenhamos conhecimento, nenhum trabalho anterior relacionou dor psicol&oacute;gica, de  acordo com a perspectiva de Schneidman, com as representa&ccedil;&otilde;es das figuras parentais. Coloca-se como hip&oacute;tese que exista uma  rela&ccedil;&atilde;o entre dor psicol&oacute;gica e representa&ccedil;&otilde;es das figuras parentais mais imaturas e com conte&uacute;dos mais  rejeitantes e sobreprotetores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes e procedimentos</i></p>     <p>Inicialmente foram contactados em locais p&uacute;blicos 270 indiv&iacute;duos adultos da comunidade, dos quais 242 aceitaram participar no  estudo. Foram exclu&iacute;dos 18 protocolos por n&atilde;o responderem a um dos question&aacute;rios ou por um excessivo n&uacute;mero de itens  omissos, perfazendo um total de 224 participantes. Posteriormente foram ainda exclu&iacute;dos mais 60 participantes, dado que os participantes  n&atilde;o realizaram pelo menos uma das descri&ccedil;&otilde;es das figuras parentais ou, pelo menos uma delas n&atilde;o era  codific&aacute;vel. Os tr&ecirc;s autores afinaram crit&eacute;rios previamente &agrave; codifica&ccedil;&atilde;o das descri&ccedil;&otilde;es.  Os protocolos foram de seguida codificados pela primeira autora. Um ter&ccedil;o dos protocolos foi codificado pela primeira e pela terceira  autoras. A amostra final ficou constitu&iacute;da por 164 sujeitos, com idades que variam entre os 18 e os 65 anos (<i>M</i>=41.44;  <i>DP</i>=11.83; 59.1% do sexo masculino). Do total de participantes, 54.9% estava casado ou vivia em uni&atilde;o de facto e 11.7% estava  desempregado. O n&iacute;vel m&eacute;dio de escolaridade foi de 13.08 anos (<i>DP</i>=3.20). Os participantes foram convidados a participar na  investiga&ccedil;&atilde;o e preencheram um protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o mais vasto onde estavam inclu&iacute;dos diversos  instrumentos de medida, entre os quais o EMBU, a <i>Psychache Scale</i> e, que pedia igualmente, a descri&ccedil;&atilde;o das figuras paterna e  materna. Neste caso a instru&ccedil;&atilde;o era simples e dizia &ldquo;Descreva a sua m&atilde;e [ou o seu pai]. Seja o mais detalhado  poss&iacute;vel&rdquo;. Esta &uacute;ltima refer&ecirc;ncia ao detalhe da descri&ccedil;&atilde;o visou obter descri&ccedil;&otilde;es  suscept&iacute;veis de serem codificadas. Os participantes assinaram previamente um termo de consentimento informado, onde estavam descritas as  condi&ccedil;&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o e, a garantia de anonimato e confidencialidade das respostas. A aplica&ccedil;&atilde;o dos  question&aacute;rios foi individual e realizada em local livre de distrac&ccedil;&otilde;es por um assistente de investiga&ccedil;&atilde;o. Este  estudo foi aprovado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Universidade de &Eacute;vora.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos de medida</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Diferencia&ccedil;&atilde;o-Relacionamento</i> (<i>Differentiation Relatedness Scale</i> [Escala DR]; Diamond et al., 2015). Este  procedimento permite aceder ao n&iacute;vel de diferencia&ccedil;&atilde;o, integra&ccedil;&atilde;o e relacionamento associado ao conceito de  self ou de objecto, ao permitir codificar descri&ccedil;&otilde;es abertas e espont&acirc;neas do self ou das figuras significativas. Foi  desenvolvida para ser utilizada com o <i>Object Relations Inventory</i> (ORI; Blatt et al., 1988), um procedimento sistem&aacute;tico  desenvolvido para obter descri&ccedil;&otilde;es abertas do <i>self</i> e de outros significativos (Diamond et al., 2015). O ORI pode ser  aplicado na vers&atilde;o &ldquo;papel e l&aacute;pis&rdquo; ou enquanto entrevista semi-estruturada. O examinador pede ao participante que se  descreva ou que descreva outras pessoas significativas &ldquo;Pode descrever a sua m&atilde;e? (o seu pai, uma pessoa importante na sua vida, os  seus animais, a si pr&oacute;prio, o seu terapeuta)&rdquo;. Por motivos de conveni&ecirc;ncia e, porque outros instrumentos de papel e  l&aacute;pis foram inclu&iacute;dos no protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o, neste estudo foi utilizado o formato de &ldquo;papel e  l&aacute;pis&rdquo; e pediu-se a descri&ccedil;&atilde;o da figura paterna e da figura materna.</p>     <p>Os v&aacute;rios n&iacute;veis desenvolvimentais especificados na escala DR derivam de uma integra&ccedil;&atilde;o das teorias  psicanal&iacute;ticas do desenvolvimento de Mahler, de Jacobson e de Kernberg, com as formula&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas de Blatt, de  Loewald, de Kohut e de Stern, e da premissa que o desenvolvimento psicol&oacute;gico implica uma evolu&ccedil;&atilde;o no sentido de uma  progressiva, diferencia&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o do <i>self</i> (e.g., Behrends &amp; Blatt, 1985; Blatt, 1974) e, uma  progressiva maturidade relacional e interpessoal, baseada na mutualidade e reciprocidade (Beebe &amp; Lachmann, 2002; Fonagy, Gergely, Jurist,  &amp; Target, 2002; Stern, 1985). A constru&ccedil;&atilde;o da escala DR tem subjacente o pressuposto de que o desenvolvimento  psicol&oacute;gico implica uma progress&atilde;o no sentido de um self mais consolidado, integrado e individualizado e, para modos mais  evolu&iacute;dos e rec&iacute;procos de rela&ccedil;&atilde;o interpessoal, caracterizados por uma maior sintonia, liga&ccedil;&atilde;o e  gratifica&ccedil;&atilde;o m&uacute;tuas. Os n&iacute;veis da escala avaliam diversos modos de funcionamento psicol&oacute;gico, desde  n&iacute;veis altamente patol&oacute;gicos, caracterizados por uma confus&atilde;o dos limites do self-outro, bem como uma  polariza&ccedil;&atilde;o entre os aspectos positivos e negativos do self e do outro, para n&iacute;veis altamente adaptativos de  rela&ccedil;&atilde;o e auto-defini&ccedil;&atilde;o, envolvendo mutualidade no desenvolvimento e interac&ccedil;&atilde;o do self com o outro  (Diamond et al., 2015).</p>     <p>As descri&ccedil;&otilde;es das figuras significativas ou do pr&oacute;prio podem ser codificadas em 10 n&iacute;veis: (1) Limites do  self-outro comprometidos; (2) Limites do self-outro confusos; (3) <i>Self</i> -outro em espelho; (4) Desvaloriza&ccedil;&atilde;o ou  idealiza&ccedil;&atilde;o do self-outro; (5) Semi-diferencia&ccedil;&atilde;o; (6) Const&acirc;ncia ambivalente, emergente e coesa do  <i>self</i> e um sentido emergente de rela&ccedil;&atilde;o; (7) Representa&ccedil;&atilde;o do <i>self</i> ou outro consolidada, diferenciada e  constante em rela&ccedil;&atilde;o essencialmente unidireccional; (8) Rela&ccedil;&atilde;o do <i>self</i> ou do outro coesa, individualizada e  emp&aacute;tica e rela&ccedil;&atilde;o bidireccional; (9) Representa&ccedil;&atilde;o do <i>self</i> ou do outro diferenciada, individualizada,  est&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca; e (10) Representa&ccedil;&atilde;o reflectida, construtiva e integrada em  rela&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua e rec&iacute;procas com reconhecimento expl&iacute;cito e aprecia&ccedil;&atilde;o do processo intersubjectivo  de constru&ccedil;&atilde;o do significado, bem como o contributo de matrizes relacionais mais amplas para este processo (Diamond et al.,  2015).</p>     <p>A validade da escala foi apoiada por estudos que demonstram a capacidade para diferenciar grupos de pacientes psiqui&aacute;tricos de grupos  de controlo e a sensibilidade da escala na avalia&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as clinicamente significativas na personalidade e  funcionamento interpessoal como resultado de psicoterapia (e.g., Diamond et al., 2015; Vermote et al., 2011). Levy et al. (1998), por exemplo,  verificaram que indiv&iacute;duos com uma vincula&ccedil;&atilde;o segura tinham valores significativamente mais elevados na escala, comparados  com indiv&iacute;duos com uma vincula&ccedil;&atilde;o insegura. Harpaz-Rotem e Blatt (2005), por outro lado, reportaram uma mudan&ccedil;a  significativa no n&iacute;vel DR na descri&ccedil;&atilde;o de outros significativos em adultos jovens ao longo de psicoterapia de  orienta&ccedil;&atilde;o psicodin&acirc;mica.</p>     <p>No presente estudo testou-se a precis&atilde;o inter-cotadores, tendo cerca de um ter&ccedil;o dos protocolos (<i>N</i>=53) sido codificados  pela primeira e terceira autoras. O coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson para o n&iacute;vel DR para a descri&ccedil;&atilde;o da  figura materna foi de .93 e, para o n&iacute;vel DR para a descri&ccedil;&atilde;o da figura paterna, foi de .98. Calculou-se ainda o Kappa de  Cohen que foi .85 para o n&iacute;vel DR para a descri&ccedil;&atilde;o da figura materna, e de .92 para o n&iacute;vel DR para a  descri&ccedil;&atilde;o da figura paterna. Estes valores indicam que houve um acordo inter-cotadores &ldquo;quase perfeito&rdquo; (McHugh,  2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Psychache Scale</i> (Holden, Mehta, Cunningham, &amp; McLeod, 2001). &Eacute; um question&aacute;rio constitu&iacute;do por 13 itens que  foi especificamente desenvolvido para avaliar o constructo de dor psicol&oacute;gica, <i>psychache</i>, de acordo com a perspectiva de Shneidman  (1993). As respostas s&atilde;o dadas numa escala de <i>likert</i> de 5 pontos (de 1 a 5), reflectindo os valores mais elevados da escala  n&iacute;veis mais elevados de dor psicol&oacute;gica. O valor total da escala pode variar entre 13 e 65 pontos. Os nove primeiros itens  s&atilde;o respondidos tendo por base a frequ&ecirc;ncia da dor psicol&oacute;gica, variando a escala de resposta entre &ldquo;nunca&rdquo; (1) a  &ldquo;sempre&rdquo; (5). S&atilde;o exemplos de itens: &ldquo;Parece-me que d&oacute;i por dentro&rdquo;; &ldquo;A minha dor psicol&oacute;gica  parece pior do que qualquer dor f&iacute;sica&rdquo;; &ldquo;D&oacute;i-me porque me sinto vazio&rdquo;. Os quatro &uacute;ltimos itens reflectem  a intensidade da dor psicol&oacute;gica, e s&atilde;o respondidos numa escala de concord&acirc;ncia, que varia de &ldquo;discordo  fortemente&rdquo; (1) a &ldquo;concordo fortemente&rdquo; (5). S&atilde;o exemplos de itens: &ldquo;N&atilde;o consigo aguentar mais a minha  dor&rdquo; ou &ldquo;A minha dor est&aacute; a desfazer-me&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta escala foi aplicada a indiv&iacute;duos de diferentes popula&ccedil;&otilde;es, incluindo indiv&iacute;duos com depress&atilde;o, da  comunidade, prisioneiros, estudantes universit&aacute;rios em risco de suic&iacute;dio e sem-abrigo (Mills, Green, &amp; Reddon, 2005; Patterson  &amp; Holden, 2012; Troister &amp; Holden, 2012). Verifica-se, por exemplo, que varia&ccedil;&otilde;es na dor psicol&oacute;gica adicionam uma  explica&ccedil;&atilde;o &uacute;nica e significativa na previs&atilde;o de varia&ccedil;&otilde;es na idea&ccedil;&atilde;o suicida, para  al&eacute;m da depress&atilde;o e da desesperan&ccedil;a. A vers&atilde;o portuguesa (Campos &amp; Holden, 2015) apresenta boas qualidades  psicom&eacute;tricas, tanto no que respeita &agrave; validade de construto como &agrave; consist&ecirc;ncia interna. No presente estudo o valor  de alfa de Cronbach obtido foi de .93.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Invent&aacute;rio para Aceder &agrave;s Mem&oacute;rias de Inf&acirc;ncia Relativas &agrave;s Pr&aacute;ticas Parentais</i> (Egna Minnen av  Barndoms Uppfostran; Inventory for Assessing Memories of Parental Rearing Behaviour [EMBU]; Perris et al., 1980). O EMBU permite avaliar as  mem&oacute;rias dos indiv&iacute;duos relativamente &agrave;s pr&aacute;ticas educativas ocorridas na inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia  at&eacute; aos dezasseis anos de idade, em rela&ccedil;&atilde;o ao pai e &agrave; m&atilde;e, separadamente (Canavarro, 1996). Inicialmente,  este invent&aacute;rio era constitu&iacute;do por 81 itens, que se agrupavam em 14 dimens&otilde;es de pr&aacute;ticas educativas. Posteriormente  foram eliminados diversos itens, ficando a vers&atilde;o final com um total de 23 itens, a serem respondidos numa escala de <i>likert</i> de 4  pontos, que varia entre &ldquo;N&atilde;o, nunca&rdquo; e &ldquo;Sim, a maior parte do tempo&rdquo;. Os 23 itens agrupam-se em tr&ecirc;s  dimens&otilde;es relativas &agrave;s pr&aacute;ticas parentais: Suporte Emocional, Rejei&ccedil;&atilde;o e Sobreprote&ccedil;&atilde;o. Foi esta  forma final que foi adaptada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (Canavarro, 1996, 1999). A dimens&atilde;o suporte emocional engloba itens  que avaliam comportamentos dos pais perante o filho que o fazem sentir confort&aacute;vel e lhe confirmam a ideia de que &eacute; aprovado e  amado como pessoa pelos seus progenitores. Como exemplo de um dos itens refira-se: &ldquo;Os meus pais contribu&iacute;ram para que a minha  adolesc&ecirc;ncia fosse uma &eacute;poca de aprendizagens importantes, na minha vida&rdquo;. A dimens&atilde;o rejei&ccedil;&atilde;o engloba  itens que avaliam comportamentos dos pais que visam modificar a vontade dos filhos e que s&atilde;o sentidos por estes como uma  rejei&ccedil;&atilde;o de si pr&oacute;prio como indiv&iacute;duo. Um exemplo de um item &eacute;: &ldquo;Os meus pais criticavam-me &agrave;  frente dos outros&rdquo;. A dimens&atilde;o sobreprotec&ccedil;&atilde;o define-se, como controlo comportamental, caracterizado por  comportamentos de intrus&atilde;o e excessiva infantiliza&ccedil;&atilde;o, que visa impedir comportamentos de independ&ecirc;ncia nos filhos. A  t&iacute;tulo de exemplo, um dos itens &eacute; &ldquo;Sentia que os meus pais interferiam com tudo aquilo que eu fazia&rdquo; (Canavarro,  1999).</p>     <p>O EMBU &eacute; o invent&aacute;rio considerado mais fidedigno para avaliar as mem&oacute;rias que os adultos t&ecirc;m das pr&aacute;ticas  parentais na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia, tendo as suas qualidades psicom&eacute;tricas sido testadas em v&aacute;rios estudos em  diferentes pa&iacute;ses (Pereira, Canavarro, Cardoso, &amp; Mendon&ccedil;a, 2002). Os estudos psicom&eacute;tricos realizados com a  vers&atilde;o portuguesa indicam bons &iacute;ndices de fiabilidade e validade. No presente estudo foram utilizadas apenas as escalas que avaliam  dimens&otilde;es ligadas a pr&aacute;ticas parentais disfuncionais, ou seja, sobreprote&ccedil;&atilde;o e rejei&ccedil;&atilde;o paterna e  materna. O valor de alfa de Cronbach para a dimens&atilde;o sobreprote&ccedil;&atilde;o da figura paterna foi de .68. O valor de alfa de Cronbach  para a dimens&atilde;o rejei&ccedil;&atilde;o paterna foi de .74. Para a figura materna, verificou-se que o valor de alfa de Cronbach para a  dimens&atilde;o sobreprote&ccedil;&atilde;o foi de .68 e, para a dimens&atilde;o de rejei&ccedil;&atilde;o, foi de .72.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Metodologia de an&aacute;lise de dados</i></p>     <p>Primeiramente obtiveram-se os valores m&eacute;dios para os n&iacute;veis da escala DR para as descri&ccedil;&otilde;es da figura materna e  paterna e a frequ&ecirc;ncia e a percentagem de participantes cujas descri&ccedil;&otilde;es foram codificadas em cada um dos n&iacute;veis da  escala.</p>     <p>No sentido de se estudar a rela&ccedil;&atilde;o entre representa&ccedil;&otilde;es das figuras parentais, avaliadas atrav&eacute;s de dois  tipos de medidas psicol&oacute;gicas, de escolha for&ccedil;ada e de resposta aberta, e a dor psicol&oacute;gica, utilizaram-se dois  procedimentos de an&aacute;lise explorat&oacute;ria e um procedimento confirmat&oacute;rio. Em primeiro lugar, calcularam-se as  correla&ccedil;&otilde;es entre as escalas de rejei&ccedil;&atilde;o paterna, rejei&ccedil;&atilde;o materna, sobreprotec&ccedil;&atilde;o  paterna, sobreprotec&ccedil;&atilde;o materna, n&iacute;vel DR para a descri&ccedil;&atilde;o da figura paterna e n&iacute;vel DR para a  descri&ccedil;&atilde;o da figura materna e a vari&aacute;vel dor psicol&oacute;gica. De seguida, realizou-se uma an&aacute;lise de  regress&atilde;o m&uacute;ltipla. Dada a natureza explorat&oacute;ria do estudo, optou-se pelo m&eacute;todo <i>forward</i> (Field, 2005), para  seleccionar as vari&aacute;veis independentes para um modelo de regress&atilde;o em que a vari&aacute;vel dor psicol&oacute;gica foi introduzida  como vari&aacute;vel dependente, permitindo que o software SPSS definisse qual o melhor modelo, seleccionando o melhor conjunto de preditores da  <i>pool</i> inicial de seis vari&aacute;veis. O objectivo deste m&eacute;todo &eacute; encontrar o <i>set</i> de vari&aacute;veis que melhor  prev&ecirc; a vari&aacute;vel dependente e eliminar as vari&aacute;veis que n&atilde;o proporcionam nenhum contributo significativo para a  previs&atilde;o da vari&aacute;vel dependente. Avaliou-se a multicolinearidade entre as vari&aacute;veis. Os valores pr&oacute;prios  (<i>eigenvalues</i> ), os <i>condition index</i>, juntamente com os <i>variance inflation factors</i> (VIF) e os valores de toler&acirc;ncia  indicaram a aus&ecirc;ncia de multicolinearidade. Ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o do modelo final de regress&atilde;o e, para evitar  problemas de n&atilde;o normalidade e homocedasticidade dos res&iacute;duos, recorreu-se &agrave; metodologia de <i>bootstrapping</i> (com 1.000  amostras para construir intervalos de confian&ccedil;a corrigidos a 95%) para obter intervalos de confian&ccedil;a para os par&acirc;metros  estimados (e.g., Young &amp; Bentler, 1996). Para obter os intervalos de confian&ccedil;a, considerou-se o conjunto de preditores final e o  m&eacute;todo <i>standard</i>.</p>     <p>Recorreu-se &agrave; Modela&ccedil;&atilde;o de Equa&ccedil;&otilde;es Estruturais atrav&eacute;s do programa AMOS 21 para confirmar o modelo  obtido anteriormente. Especificou-se uma vari&aacute;vel latente, representa&ccedil;&atilde;o, incluindo como indicadores, as vari&aacute;veis  significativas na an&aacute;lise explorat&oacute;ria. Introduziu-se a vari&aacute;vel dor psicol&oacute;gica como vari&aacute;vel dependente  observada. Recorreu-se uma vez mais &agrave; metodologia de <i>bootstrapping</i> (com 1.000 amostras para obter intervalos de confian&ccedil;a e  para testar os n&iacute;veis de signific&acirc;ncia dos par&acirc;metros estimados. Utilizaram-se como &iacute;ndices de ajustamento: o  r&aacute;cio entre o Qui-quadrado e os graus de liberdade (<i>&chi;<sup>2</i></sup>/gl), o <i>Root Mean Square Error of Approximation</i>  (RMSEA), o <i>Standardized Root Mean Square Residual</i> (SRMR), o <i>Goodness-of-fit Index</i> (GFI) e o <i>Comparative Fit Index</i> (CFI). Um  modelo em que <i>&chi;<sup>2</sup>/df</i> seja &le;3, GFI e CFI sejam maiores do que 0.90, RMSEA se situe entre 00 e .06, com um intervalo de  confian&ccedil;a entre 00 e .08 e, em que SRMR se situe entre 00 e .1, &eacute; considerado aceit&aacute;vel (Browne &amp; Cudeck, 1993; Hu &amp;  Bentler, 1999; Mar&ocirc;co, 2004).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise descritiva</i></p>     <p>Na <a href="#t1">Tabela 1</a> encontra-se os valores das m&eacute;dias e dos desvios padr&atilde;o dos &iacute;ndices DR para a  descri&ccedil;&atilde;o da figura materna e DR para a descri&ccedil;&atilde;o da figura paterna. Compararam-se os indiv&iacute;duos do sexo  masculino e do sexo feminino relativamente a estes dois &iacute;ndices, n&atilde;o se tendo verificado diferen&ccedil;as significativas entre os  dois grupos. Na <a href="#t2">Tabela 2</a> encontra-se a frequ&ecirc;ncia e percentagem de indiv&iacute;duos em cada um dos n&iacute;veis da  escala DR. Verifica-se que o maior n&uacute;mero de respostas, tanto para a descri&ccedil;&atilde;o da figura paterna, como para a  descri&ccedil;&atilde;o da figura materna, foi codificado no n&iacute;vel 6 da escala DR.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a05t1.jpg" width="579" height="196"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a05t2.jpg" width="580" height="158"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lises de correla&ccedil;&atilde;o e de regress&atilde;o m&uacute;ltipla</i></p>     <p>Na <a href="#t1">Tabela 1</a> apresentam-se as correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis em estudo. Pode verificar-se que com  excep&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel DR para a descri&ccedil;&atilde;o da figura materna, as restantes vari&aacute;veis se correlacionam  significativamente com a vari&aacute;vel dor psicol&oacute;gica, embora apresentando em diversos casos uma magnitude reduzida. Verifica-se que o  modelo final na an&aacute;lise de regress&atilde;o m&uacute;ltipla foi obtido ao fim de tr&ecirc;s passos e um conjunto de tr&ecirc;s preditores,  explicando 14% da vari&acirc;ncia da vari&aacute;vel dor psicol&oacute;gica. A vari&aacute;vel rejei&ccedil;&atilde;o paterna foi a primeira a  ser seleccionada para o modelo (B=.51, IC [0.34 &ndash; 1.43]), a vari&aacute;vel sobreprotec&ccedil;&atilde;o materna foi a segunda (B=.43, IC  [0.13 &ndash; 0.67]) e, o n&iacute;vel DR para a descri&ccedil;&atilde;o da figura paterna, foi a terceira (B=-1.31 IC [-2.66 &ndash; -0.13]).  Verifica-se que como na an&aacute;lise de correla&ccedil;&atilde;o, a vari&aacute;vel DR para a descri&ccedil;&atilde;o da figura materna  n&atilde;o se relaciona com a vari&aacute;vel dor psicol&oacute;gica e, adicionalmente, as vari&aacute;veis rejei&ccedil;&atilde;o materna e  sobreprotec&ccedil;&atilde;o paterna tamb&eacute;m n&atilde;o se relacionam com a vari&aacute;vel dependente dor psicol&oacute;gica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Modela&ccedil;&atilde;o de equa&ccedil;&otilde;es estruturais</i></p>     <p>O modelo (veja-se <a href="#f1">Figura 1</a>) testado atrav&eacute;s de SEM com uma vari&aacute;vel latente ex&oacute;gena com tr&ecirc;s  indicadores e, uma vari&aacute;vel end&oacute;gena observada, ajusta-se bem aos dados (<i>&chi;<sup>2</sup>/gl</i>[<i>df</i>]=1.404, GFI=0.992,  CFI=0.972, RMSEA=0.050, SRMR=0.036). O modelo explica 43% da vari&acirc;ncia da dor psicol&oacute;gica. A vari&aacute;vel latente  <i>representa&ccedil;&atilde;o</i> relaciona-se com a vari&aacute;vel observada dor psicol&oacute;gica (B=0.65, <i>t</i>=3.17, <i>p</i>&lt;.01;  SE=0.206, 95% CI [0.24, 1.01], <i>p</i>&lt;.005). Verifica-se tamb&eacute;m que os par&acirc;metros estimados para as <i>path</i> entre a  vari&aacute;vel latente e os seus tr&ecirc;s indicadores s&atilde;o significativos, sendo que no caso da sobreprotec&ccedil;&atilde;o da figura  materna, o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia para o intervalo de confian&ccedil;a do respectivo par&acirc;metro obtido pela metodologia  <i>bootstraping</i> &eacute; marginalmente acima de 0.05, sendo o valor exacto de <i>p</i> obtido de 0.051.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a05f1.jpg" width="580" height="295"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Apesar do n&uacute;mero reduzido de participantes, quando se considera dois grupos definidos com base no sexo, muito em particular do grupo de  indiv&iacute;duos do sexo masculino, decidiu-se testar o modelo em separado para homens e mulheres. Os resultados s&atilde;o id&ecirc;nticos aos  obtidos para a amostra total, com a excep&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel sobreprotec&ccedil;&atilde;o da figura materna n&atilde;o se  relacionar com a vari&aacute;vel latente <i>representa&ccedil;&atilde;o</i>, no caso dos indiv&iacute;duos do sexo feminino.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os resultados obtidos mostram genericamente que existe uma rela&ccedil;&atilde;o entre representa&ccedil;&otilde;es das figuras parentais  disfuncionais e dor psicol&oacute;gica. Verifica-se uma correla&ccedil;&atilde;o significativa entre a dor psicol&oacute;gica e as  vari&aacute;veis n&iacute;vel DR para descri&ccedil;&atilde;o da figura paterna, rejei&ccedil;&atilde;o paterna, rejei&ccedil;&atilde;o materna,  sobreprotec&ccedil;&atilde;o paterna e sobreprotec&ccedil;&atilde;o materna, mas n&atilde;o com o n&iacute;vel DR para descri&ccedil;&atilde;o da  figura materna. No entanto, algumas destas correla&ccedil;&otilde;es apresentam uma magnitude reduzida. De acordo com os resultados obtidos na  an&aacute;lise de regress&atilde;o m&uacute;ltipla, as vari&aacute;veis sobreprotec&ccedil;&atilde;o materna e rejei&ccedil;&atilde;o paterna,  para al&eacute;m do n&iacute;vel DR para descri&ccedil;&atilde;o da figura paterna, d&atilde;o um contributo &uacute;nico e significativo na  explica&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia na dor psicol&oacute;gica, apesar da vari&acirc;ncia explicada ser baixa. Este modelo de tr&ecirc;s  vari&aacute;veis foi, no entanto, corroborado, utilizando uma metodologia de equa&ccedil;&otilde;es estruturais, em que se especificou uma  vari&aacute;vel latente, representa&ccedil;&atilde;o, com tr&ecirc;s indicadores: sobreprotec&ccedil;&atilde;o materna, rejei&ccedil;&atilde;o  paterna e n&iacute;vel DR para descri&ccedil;&atilde;o da figura paterna, que explica 43% da vari&acirc;ncia da vari&aacute;vel observada dor  psicol&oacute;gica.</p>     <p>A rejei&ccedil;&atilde;o <i>versus</i> &ldquo;calor&rdquo; parental e o controlo parental demonstraram ser as duas dimens&otilde;es da  parentalidade mais importantes em todas as sociedades humanas (Rohner &amp; Rohner, 1981), estando significativamente associadas a diversas  caracter&iacute;sticas comportamentais e de personalidade (Rohner, 1975). Vincula&ccedil;&otilde;es inseguras com base em  interac&ccedil;&otilde;es com figuras parentais inst&aacute;veis, rejeitantes ou negligentes, colocam o indiv&iacute;duo em risco para  perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas (Mikulincer &amp; Shaver, 2007). As primeiras experi&ecirc;ncias de vincula&ccedil;&atilde;o  constituem o prot&oacute;tipo dos la&ccedil;os de amor cujo modelo fica presente em cada indiv&iacute;duo ao longo da sua vida. Quando estes  la&ccedil;os s&atilde;o marcados por viv&ecirc;ncias disruptivas, de abandono, de rejei&ccedil;&atilde;o e(ou) de indisponibilidade, gera-se  sofrimento mental, medo e desespero (S&aacute;, 2009). Forma-se, como refere Green (2000), uma mem&oacute;ria de desamor, que persiste ao longo  da vida de modo traum&aacute;tico e repetitivo, remetendo o sujeito ao passado, sob a forma de um &ldquo;n&atilde;o crescimento&rdquo; e,  conduzindo &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de defesas primitivas contra a dor, sob a forma de autodestrui&ccedil;&atilde;o ou comportamentos  que actuam no exterior os conflitos e a destrutividade. A investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica mostra de facto que uma  rela&ccedil;&atilde;o perturbada com as figuras parentais e uma consequente fraca estrutura&ccedil;&atilde;o do self s&atilde;o centrais para o  surgimento de patologia (Bers, Besser, Harpaz-Rotem, &amp; Blatt, 2013). A priva&ccedil;&atilde;o gera ang&uacute;stia, uma necessidade exagerada  de amor, fortes sentimentos de vingan&ccedil;a e, em consequ&ecirc;ncia, culpa e depress&atilde;o (Lebovici, 1987).</p>     <p>De acordo com os resultados da an&aacute;lise de regress&atilde;o m&uacute;ltipla e da modela&ccedil;&atilde;o de equa&ccedil;&otilde;es  estruturais, verifica-se que a representa&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de rejei&ccedil;&atilde;o paterna e de  sobreprotec&ccedil;&atilde;o materna s&atilde;o as mais importantes na previs&atilde;o da dor psicol&oacute;gica. O sentimento de  rejei&ccedil;&atilde;o tem a ver com o acreditar que as figuras parentais n&atilde;o se preocupam verdadeiramente com o sujeito, n&atilde;o o  quiseram ou n&atilde;o o amaram suficientemente (Rohner &amp; Veneziano, 2001). De acordo com a teoria parental da  aceita&ccedil;&atilde;o-rejei&ccedil;&atilde;o de Rohner (2004), indiv&iacute;duos que se percepcionam como rejeitados pelas figuras de  vincula&ccedil;&atilde;o, tendem a sentir-se ansiosos e inseguros. Empiricamente, e de acordo com Rohner (Khaleque &amp; Rohner, 2002; Rohner,  1975, 1986), adultos que representam a sua rela&ccedil;&atilde;o com as figuras parentais como rejeitantes tendem a reportar uma forma  espec&iacute;fica de perturba&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica que inclui diversas caracter&iacute;sticas mensur&aacute;veis como hostilidade,  passividade-agressividade, depend&ecirc;ncia ou independ&ecirc;ncia defensiva, uma auto-estima debilitada, respostas emocionais desadequadas,  instabilidade emocional e uma vis&atilde;o negativa do mundo (Rohner, 2004). Esta constela&ccedil;&atilde;o de factores parece associar-se a um  forte mal-estar emocional e por isso, faz sentido fazer uma a aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; experi&ecirc;ncia de dor psicol&oacute;gica.</p>     <p>Relativamente &agrave; sobreprotec&ccedil;&atilde;o e ao controlo, esta dimens&atilde;o tem sido tamb&eacute;m empiricamente relacionada com o  sofrimento psicol&oacute;gico, nomeadamente, por exemplo, com a depress&atilde;o. McCraine e Bass (1984) referem que uma percep&ccedil;&atilde;o  de atitude de controlo por parte dos pais pode constituir um antecedente distal para a depress&atilde;o. Este controlo pode ser conseguido de  v&aacute;rias formas, nomeadamente, atrav&eacute;s de uma atitude intrusiva impondo padr&otilde;es demasiado exigentes de  realiza&ccedil;&atilde;o pessoal. Quinlan, Blatt, Chevron e Wein (1992) concluem que uma representa&ccedil;&atilde;o das figuras parentais como  punitiva tem uma implica&ccedil;&atilde;o mais negativa quando respeitante &agrave; figura materna, do que quando se reporta &agrave; figura  paterna, o que est&aacute; em acordo com os resultados do presente estudo.</p>     <p>O papel da figura paterna &eacute; central para o desenvolvimento e para a estrutura&ccedil;&atilde;o do psiquismo, tendo a aus&ecirc;ncia  desta figura potencial para gerar perturba&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento psicol&oacute;gico (Eizirik &amp; Bergamann, 2004). No entanto, o  papel da m&atilde;e parece encontrar-se sobrevalorizado por diversos autores de orienta&ccedil;&atilde;o psicodin&acirc;mica, relativamente ao  papel do pai, senda esta posi&ccedil;&atilde;o, no entanto, critic&aacute;vel (Malpique, 2003). Green (2000), por exemplo, ressalvou a  import&acirc;ncia do pai na constru&ccedil;&atilde;o do narcisismo prim&aacute;rio. Os resultados do presente estudo parecem salientar a  import&acirc;ncia da figura paterna e de como representa&ccedil;&otilde;es mais imaturas e rejeitantes dessa figura contribuem para o sofrimento  ps&iacute;quico. Note-se, por exemplo, que quando se testou o modelo em separado para homens e mulheres, verificou-se que, no caso dos  indiv&iacute;duos do sexo feminino, apenas a rejei&ccedil;&atilde;o paterna a o n&iacute;vel DR para a descri&ccedil;&atilde;o da figura paterna,  mas n&atilde;o a vari&aacute;vel sobreprotec&ccedil;&atilde;o materna, estavam relacionadas com a vari&aacute;vel latente  representa&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, com a dor psicol&oacute;gica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; importante salientar ainda, um outro enfoque poss&iacute;vel: o da resili&ecirc;ncia. Em alguns indiv&iacute;duos a resili&ecirc;ncia  poder&aacute; protege-los da dor psicol&oacute;gica e face &agrave; patologia. Alguns indiv&iacute;duos s&atilde;o capazes de utilizar  determinados recursos psicol&oacute;gicos para fazer face &agrave; adversidade, mesmo que a car&ecirc;ncia e a necessidade, logo a  propens&atilde;o &agrave; dor psicol&oacute;gica, estejam presentes de forma marcada. De acordo com Stern (1985), o primeiro passo para  compreender e elaborar a experi&ecirc;ncia &eacute; explorar e compreender o momento presente. A partir daqui, torna-se poss&iacute;vel  desenvolver a capacidade do indiv&iacute;duo de se adaptar, de responder ao que lhe &eacute; pedido e fazer face &agrave;s exig&ecirc;ncias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o, limita&ccedil;&otilde;es e estudos futuros</b></p>     <p>De acordo com os resultados, uma representa&ccedil;&atilde;o da figura paterna como rejeitante e imatura e de uma figura materna mais  controladora e hiper-protectora, constitui uma constela&ccedil;&atilde;o representacional geradora de sofrimento ps&iacute;quico. Os resultados  do presente estudo v&ecirc;m refor&ccedil;ar a necessidade de considerar o papel das representa&ccedil;&otilde;es das figuras parentais, muito em  particular da figura paterna, representa&ccedil;&otilde;es marcadas pela imaturidade, rejei&ccedil;&atilde;o e sobreprotec&ccedil;&atilde;o, na  g&eacute;nese do sofrimento mental. Os resultados do estudo convidam tamb&eacute;m a questionar novamente se, no fundo, a dor psicol&oacute;gica  e as representa&ccedil;&otilde;es mentais n&atilde;o ser&atilde;o formas diferentes de descrever a car&ecirc;ncia e a necessidade de  rela&ccedil;&atilde;o de objecto. No limite, &eacute; a frustra&ccedil;&atilde;o associada &agrave; car&ecirc;ncia que gera a dor  psicol&oacute;gica e, &eacute; o mesmo que parece estar associado &agrave; g&eacute;nese de representa&ccedil;&otilde;es objectais disfuncionais.  Rejei&ccedil;&atilde;o e sobreprotec&ccedil;&atilde;o poder&atilde;o ambas contribuir para um mesmo fim e, at&eacute;, serem duas faces da mesma  moeda; uma e outra impedindo a constru&ccedil;&atilde;o da autonomia e dificultando um desenvolvimento san&iacute;geno e capacitador do  estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de qualidade (Campos, 2012).</p>     <p>O presente estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es. A codifica&ccedil;&atilde;o das descri&ccedil;&otilde;es utilizando a escala DR  &eacute; um processo complexo, embora tenha havido treino pr&eacute;vio por parte das duas autoras que realizaram essa codifica&ccedil;&atilde;o.  Refira-se tamb&eacute;m que, apenas um ter&ccedil;o dos protocolos foi codificado por mais do que um autor. O atrito do estudo apresenta-se  tamb&eacute;m como uma limita&ccedil;&atilde;o. Acresce que o n&uacute;mero de participantes do sexo masculino foi mais reduzido do que o do sexo  feminino. Uma outra limita&ccedil;&atilde;o ainda, tem a ver com o facto de ter sido utilizada uma amostra n&atilde;o cl&iacute;nica, onde os  n&iacute;veis de dor psicol&oacute;gica s&atilde;o relativamente baixos. Refira-se ainda o facto da vers&atilde;o do ORI utilizada n&atilde;o ter  sido a de entrevista, mas a de &ldquo;papel e l&aacute;pis&ldquo;. As descri&ccedil;&otilde;es obtidas atrav&eacute;s de entrevista tendem a ser  mais completas. Estudos futuros dever&atilde;o utilizar amostras de indiv&iacute;duos com psicopatologia, utilizar a vers&atilde;o de entrevista  do ORI e um n&uacute;mero equivalente de participantes de ambos os sexos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Ainsworth, M. D. S., &amp; Bell, S. M. (1969). Some contemporary patterns in the feeding situation. In A. Ambrose (Ed.), <i>Stimulation in  early infancy</i> (pp. 133-170). London: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048814&pid=S0870-8231201900030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beebe, B., &amp; Lachmann, F. M. (2002). <i>Infant research and adult treatment: Co-constructing interactions</i>. New York: The analytic  Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048816&pid=S0870-8231201900030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Behrends, R. S., &amp; Blatt, S. J. (1985). Internalization and psychological development throughout the life cycle. <i>Psychoanalytic Study  of the Child, 40</i>, 11-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048818&pid=S0870-8231201900030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bers, S. A., Besser, A., Harpaz-Rotem, I., &amp; Blatt, S. J. (2013). An empirical exploration of the dynamics of anorexia nervosa:  Representations of self, mother, and father. <i>Psychoanalytic Psychology, 30</i>, 188-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048820&pid=S0870-8231201900030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blatt, S. J. (1974). Levels of object representation in anaclitic and introjective depression. <i>Psychoanalytic Study of the Child, 29</i>,  107-157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048822&pid=S0870-8231201900030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blatt, S. J. (1995). The destructiveness of perfectionism: Implications for the treatment of depression. <i>American Psychologist, 50</i>,  1003-1020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048824&pid=S0870-8231201900030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blatt, S. J. (2004). <i>Experiences of depression: Theoretical, clinical, and research perspectives</i>. Washington, DC: American  Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048826&pid=S0870-8231201900030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blatt, S. J. (2008). <i>Polarities of experience: Relatedness and self-definition in personality development, psychopathology, and the  therapeutic process</i>. Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048828&pid=S0870-8231201900030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blatt, S. J., &amp; Auerbach, J. S. (2001). Mental representation, severe psychopathology, and the therapeutic process. <i>Journal of the  American Psychoanalytic Association, 49</i>, 113-159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048830&pid=S0870-8231201900030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blatt, S. J., Chevron, E. S., Quinlan, D. M., Schaffer, C. E., &amp; Wein, S. (1988). <i>The assessment of qualitative and structural  dimensions of object representations</i> (rev. ed., Unpublished research manual). New Haven: Yale University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048832&pid=S0870-8231201900030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blatt, S. J., &amp; Lerner, H. (1983). The psychological assessment of object representation. <i>Journal of Personality Assessment, 47</i>,  7-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048834&pid=S0870-8231201900030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bornstein, M. H. (2006). Parenting science and practice. In K. A. Renninger &amp; I. E. Sigel (Eds.), <i>Handbook of child psychology: Child  psychology in practice</i> (pp. 893-949). Hoboken, NJ: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048836&pid=S0870-8231201900030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Browne, M. W., &amp; Cudeck, R. (1993). Alternative ways of assessing model fit. In K. A. Bollen &amp; J. S. Long (Eds.), <i>Testing  structural equation models</i> (pp. 136-162). Beverly Hills, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048838&pid=S0870-8231201900030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Campos, R. C. (2012). &lsquo;Porque nunca me deixaste existir a mim, precisarei para sempre de ti&rsquo;: Sobrevoando o significado da  depend&ecirc;ncia ao longo do espectro psicopatol&oacute;gico. <i>Revista Portuguesa de Psican&aacute;lise e Psicoterapia Psicanal&iacute;tica,  3</i>, 317-338.</p>     <!-- ref --><p>Campos, R., &amp; Holden, R. (2015). Testing models relating rejection, depression, interpersonal needs, and psychache to suicide risk in  nonclinical individuals. <i>Journal of Clinical Psychology, 71</i>, 994-1003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048841&pid=S0870-8231201900030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Canavarro, M. (1996). A avalia&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas educativas atrav&eacute;s do EMBU: Estudos psicom&eacute;tricos.  <i>Psychologica, 16</i>, 5-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048843&pid=S0870-8231201900030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Canavarro, M. (1999). <i>Rela&ccedil;&otilde;es afectivas e sa&uacute;de mental</i>. Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048845&pid=S0870-8231201900030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Diamond, D., Blatt, S. J., Stayner, D., &amp; Kaslow, N. (1991). <i>Selfother differentiation of object representations</i> (unpublished  research manual). New Haven: Yale University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048847&pid=S0870-8231201900030000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Diamond, D., Blatt, S. J., Stayner, D. A., Kaslow, N., Auerbach, J., Luyten, P., &amp; Lowyck, B. (2015). <i>Manual for the  differentiation-relatedness scale</i>. New Haven: Yale University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048849&pid=S0870-8231201900030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eizirik, M., &amp; Bergmann, D. S. (2004). Aus&ecirc;ncia paterna e sua repercuss&atilde;o no desenvolvimento da crian&ccedil;a e do  adolescente: Um relato de caso. <i>Journal of Psychiatry of Rio Grande, 26</i>, 330-336.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048851&pid=S0870-8231201900030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fairbairn, W. R. (1952). <i>Psychological studies of the personality</i>. London: Routledge &amp; Kegan Paul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048853&pid=S0870-8231201900030000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Field, A. (2005). <i>Discovering statistics with the SPSS</i>. London, UK: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048855&pid=S0870-8231201900030000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fonagy, P., Gergely, G., Jurist, E. L., &amp; Target, M. (2002). <i>Affect regulation, mentalization and the development of the self</i>. New  York: Other Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048857&pid=S0870-8231201900030000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Green, A. (2000). <i>Sources, pouss&eacute;es, buts, objets de la violence in l&rsquo;enfant, ses parents et le psychanalyste</i>. Paris: Ed.  Bayard.</p>     <!-- ref --><p>Harpaz-Rotem, I., &amp; Blatt, S. J. (2005). Changes in representations of a self-designated significant other in long-term intensive inpatient  treatment of seriously disturbed adolescents and young adults. <i>Psychiatry: Interpersonal and Biological Processes, 68</i>, 266-282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048860&pid=S0870-8231201900030000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Holden, R., Mehta, K., Cunningham, E., &amp; McLeod, L. (2001). Development and preliminary validation of a scale of psychache. <i>Canadian  Journal of Behavioural Science, 33</i>, 224-232.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048862&pid=S0870-8231201900030000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hu, L., &amp; Bentler, P. M. (1999). Cutoff criteria for fit indexes in covariance structure analysis: Conventional criteria <i>versus</i> new  alternatives. <i>Structural Equation Modeling, 6</i>, 1-155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048864&pid=S0870-8231201900030000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Khaleque, A., &amp; Rohner, R. P. (2002). Perceived parental acceptance-rejection and psychological adjustment: A meta-analysis of  cross-cultural and intracultural studies. <i>Journal of Marriage and Family, 64</i>, 54-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048866&pid=S0870-8231201900030000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lebovici, S. (1987). <i>O beb&ecirc;, a m&atilde;e e o psicanalista</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048868&pid=S0870-8231201900030000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Levy, K. N., Blatt, S. J., &amp; Shaver, P. R. (1998). Attachment styles and parental representations. <i>Journal of Personality and Social  Psychology, 74</i>, 407-419.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048870&pid=S0870-8231201900030000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Malpique, C. (2003). <i>O fant&aacute;stico mundo de Alice: Estudos sobre a puberdade feminina</i>. Lisboa: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048872&pid=S0870-8231201900030000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. P. (2004). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com a utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es  S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048874&pid=S0870-8231201900030000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McCraine, E. W., &amp; Bass, J. D. (1984). Childhood family antecedents of dependency and self-criticism: Implications for depression.  <i>Journal of Abnormal Psychology, 93</i>, 3-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048876&pid=S0870-8231201900030000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McHugh, M. L. (2012). Interrater reliability: The kappa statistic. <i>Biochemia Medica, 22</i>, 276-282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048878&pid=S0870-8231201900030000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mikulincer, M., &amp; Shaver, P. R. (2007). Boosting attachment security to promote mental health, prosocial values, and inter-group  tolerance. <i>Psychological Inquiry, 18</i>, 139-156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048880&pid=S0870-8231201900030000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mills, J., Green, K., &amp; Reddon, J. (2005). An evaluation of the Psychache Scale on an offender population. <i>Suicide and Life-Threatening  Behavior, 35</i>, 570-580.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048882&pid=S0870-8231201900030000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Orbach, I., Mikulincer, M., Sirota, P., &amp; Gilboa-Schechtman, E. (2003). Mental pain: A multidimensional operationalization and definition.  <i>Suicide Life Threatening Behavior, 33</i>, 219-230.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048884&pid=S0870-8231201900030000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Patterson, A., &amp; Holden, R. (2012). Psychache and suicide ideation among men who are homeless: A test of Shneidman&rsquo;s model.  <i>Suicide and Life-Threatening Behavior, 42</i>, 147-156.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pereira, A. I. F., Canavarro, M. C., Cardoso, M. F., &amp; Mendon&ccedil;a, D. V. (2002). Cen&aacute;rios familiares da gravidez na  adolesc&ecirc;ncia. <i>Cadernos de Consulta Psicol&oacute;gica, 17-18</i>, 135-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048887&pid=S0870-8231201900030000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Perris, C., Jacobsson, L., Lindstr&ouml;m, H., von Knorring, L. V., &amp; Perris, H. (1980). Development of a new inventory for assessing  memories of parental rearing behaviour. <i>Acta Psychiatrica Scandinavica, 61</i>, 265-274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048889&pid=S0870-8231201900030000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Quinlan, D. M., Blatt, S. J., Chevron, E. S., &amp; Wein, S. J. (1992). The analysis of descriptions of parents: Identification of a more  differentiated factor structure. <i>Journal of Personality Assessment, 59</i>, 340-351.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048891&pid=S0870-8231201900030000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rohner, R. P. (1975). <i>They love me, they love me not: A worldwide study of the effects of parental acceptance and rejection</i>. New Haven:  HRAF Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048893&pid=S0870-8231201900030000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rohner, R. P. (1986). <i>The warmth dimension: Foundations of parental acceptance-rejection theory</i>. Thousand Oaks: Sage Publications,  Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048895&pid=S0870-8231201900030000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Rohner, R. P. (2004). The parental &ldquo;acceptance-rejection syndrome&rdquo;: Universal correlates of perceived rejection. <i>American  Psychologist, 59</i>, 830-840.</p>     <!-- ref --><p>Rohner, R. P., &amp; Rohner, E. C. (1981). Parental Acceptance-Rejection and Parental Control: Cross-Cultural Codes. <i>Ethnology, 20</i>,  245-260.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048898&pid=S0870-8231201900030000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rohner, R. P., &amp; Veneziano, R. A. (2001). The importance of father love: History and contemporary evidence. <i>Review of general  Psychology, 5</i>, 382-403.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048900&pid=S0870-8231201900030000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>S&aacute;, M. T. C. (2009). Ang&uacute;stia precoce, <i>r&ecirc;verie</i> materna, destinos da viol&ecirc;ncia. <i>Intera&ccedil;&otilde;es,  13</i>, 338-352.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048902&pid=S0870-8231201900030000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shneidman, E. S. (1993). Suicide as psychache. <i>The Journal of Nervous and Mental Disease, 181</i>, 145-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048904&pid=S0870-8231201900030000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shneidman, E. S. (1996). The suicidal mind: <i>Final thoughts and reflections</i>. Oxford, UK: University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048906&pid=S0870-8231201900030000500049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shneidman, E. S. (1999). The psychological pain assessment scale. <i>Suicide and Life-Threatening Behavior, 29</i>, 287-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048908&pid=S0870-8231201900030000500050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stern, D. (1985). <i>The interpersonal world of the infant</i>. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048910&pid=S0870-8231201900030000500051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Troister, T., &amp; Holden, R. (2012). A two-year prospective study of psychache and its relationship to suicidality among high-risk  undergraduates<i>. Journal of Clinical Psychology, 68</i>, 1019-1027.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048912&pid=S0870-8231201900030000500052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vermote, R., Lowyck, B., Luyten, P., Verhaest, Y., Vertommen, H., Vandeneede, B., . . . Peuskens, J. (2011). Patterns of inner  change and their relation with patient characteristics and outcome in a psychoanalytic hospitalization-based treatment for personality disordered  patients. <i>Clinical Psychology and Psychotherapy, 18</i>, 303-313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048914&pid=S0870-8231201900030000500053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Winnicott, D. W. (1945). Primitive emotional development. <i>The International Journal of Psycho-Analysis, 26</i>, 137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048916&pid=S0870-8231201900030000500054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Young, Y. F., &amp; Bentler, P. M. (1996). Bootstrapping techniques in analysis of mean and covariance structures. In G. A. Marcoulides &amp;  R. E. Schumacker (Eds.), <i>Advanced structural equation modelling techniques</i> (pp. 195-226). Hillsdale, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=048918&pid=S0870-8231201900030000500055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Rui C. Campos, Departamento de Psicologia, Universidade de  &Eacute;vora, Apartado 94, 7002-554 &Eacute;vora, Portugal. E-mail: <a href="mailto:rcampos@uevora.pt">rcampos@uevora.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este estudo foi parcialmente financiado pelo Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia (CIEP.UE) com  verbas da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Ref. UID/CED/04312/2016.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 05/06/2018 Aceita&ccedil;&atilde;o: 09/12/2018</p>     ]]></body>
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