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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O impacto de programas de intervenção na revisão textual de estudantes do 4º ano de escolaridade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Explicit feedback is an important factor in the revision process to give children’s clues to evaluate their own narrative text (McCurdy, Skinner, Watson, & Shriver, 2008. The aim of this study is to evaluate the impact of a narrative writing programme where the experiment gave to 4th grade children an instrument to revise their text. The participants were 71 children from 4th grade, from classrooms were teachers hardly gave them instructions about the structure of narrative texts. Children were divided in 3 different experimental groups that were submitted to 3 different types of writing programmes and 1 control group. Children were equivalent on cognitive level and on language development. Each experimental group, had to write down, 17 narrative texts, one for session. Children from experimental group 1 and 2 were given an instrument with a narrative structure to evaluate by their own means the quality of their text. Children from experimental group 3 were only asked to revise the text, without any further instruction. Control group children spent the same amount of time in math exercises and reading. The children from all experimental group improved the quality of their narrative when compared with children from control group, according PROESC criteria. However, the texts from children of experimental group, 1, 2 and 3 had not significant different in what concerns to children’s evolution from pre to post-test. This suggest the importance of the image sequence as support for children’s revision process.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Produção de narrativas]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Auto-regulate learning]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O impacto de programas de interven&ccedil;&atilde;o na revis&atilde;o textual de estudantes do 4&ordm; ano de escolaridade</b></p>     <p><b>The impact of intervention programs for improving textual production in children of 4<sup>th</sup> grade</b></p>     <p><b>Ana Cristina Silva<sup>1</sup>, Sandra Borges<sup>1</sup>, Tiago Almeida<sup>2</sup>, S&oacute;nia Quint&atilde;o<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Lisboa, Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo tem como objetivo avaliar o impacto na escrita de textos narrativos, de um programa de escrita, em que os alunos t&ecirc;m acesso  a instrumentos de autorregula&ccedil;&atilde;o para a revis&atilde;o dos textos. Participaram 71 crian&ccedil;as do 4&ordm; ano de escolaridade  com pr&aacute;ticas semelhantes ao n&iacute;vel do trabalho sobre o texto escrito na sala de aula, divididas em 3 grupos experimentais e 1 de  controlo. Foram controladas as vari&aacute;veis relativas ao n&iacute;vel cognitivo e ao desenvolvimento da linguagem lexical e sint&aacute;tica.  Realizou-se no momento do pr&eacute; e p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o um teste onde foi pedido &agrave;s crian&ccedil;as que escrevessem  uma mesma composi&ccedil;&atilde;o com base numa sequ&ecirc;ncia de imagens. Entre os dois momentos realizaram-se 21 sess&otilde;es de 60 minutos  em grupo, distribu&iacute;das ao longo de 9 meses, nas quais as crian&ccedil;as dos grupos experimentais escreviam uma composi&ccedil;&atilde;o,  sempre com base numa sequ&ecirc;ncia de imagens e reviam a sua vers&atilde;o inicial. Nos grupos experimentais 1 e 2 proporcionou-se uma grelha  com indica&ccedil;&otilde;es sobre os principais elementos de uma estrutura narrativa, um com feedback e outro sem, com base na qual deveriam  orientar a sua revis&atilde;o. &Agrave;s crian&ccedil;as do grupo experimental 3 foi-lhes pedido que revissem os textos sem recurso a qualquer  tipo de instrumento e indica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. As crian&ccedil;as dos grupos de controlo despendiam o mesmo tempo em aulas de  matem&aacute;tica e leitura. Os resultados apontam para uma evolu&ccedil;&atilde;o significativa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade dos  textos narrativos produzidos entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o em todos os grupos experimentais quando comparados ao  grupo de controlo, embora n&atilde;o se registem diferen&ccedil;as significativas na evolu&ccedil;&atilde;o nos grupos experimentais.    <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Produ&ccedil;&atilde;o de narrativas, Revis&atilde;o textual, Aprendizagem autorregulada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Explicit feedback is an important factor in the revision process to give children&rsquo;s clues to evaluate their own narrative text (McCurdy,  Skinner, Watson, &amp; Shriver, 2008. The aim of this study is to evaluate the impact of a narrative writing programme where the experiment gave  to 4<sup>th</sup> grade children an instrument to revise their text. The participants were 71 children from 4<sup>th</sup> grade, from classrooms  were teachers hardly gave them instructions about the structure of narrative texts. Children were divided in 3 different experimental groups that  were submitted to 3 different types of writing programmes and 1 control group. Children were equivalent on cognitive level and on language  development. Each experimental group, had to write down, 17 narrative texts, one for session. Children from experimental group 1 and 2 were given  an instrument with a narrative structure to evaluate by their own means the quality of their text. Children from experimental group 3 were only  asked to revise the text, without any further instruction. Control group children spent the same amount of time in math exercises and reading.  The children from all experimental group improved the quality of their narrative when compared with children from control group, according PROESC  criteria. However, the texts from children of experimental group, 1, 2 and 3 had not significant different in what concerns to children&rsquo;s  evolution from pre to post-test. This suggest the importance of the image sequence as support for children&rsquo;s revision process.</p>     <p><b>Key words</b>: Narrative texts, Text revision, Auto-regulate learning.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s o mecanismo das correspond&ecirc;ncias grafo-fon&eacute;ticas estar adquirido, a instru&ccedil;&atilde;o sobre a escrita deve  passar a incidir sobre o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias mais avan&ccedil;adas como produzir frases complexas, planear a escrita e rever o  que se escreveu, capacidades necess&aacute;rias &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de textos (Berninger, Mizokawa, &amp; Bragg, 1991; Gersten &amp;  Baker, 2001). Contudo, muitos alunos apresentam dificuldades nestas capacidades mais avan&ccedil;adas de escrita, at&eacute; porque s&atilde;o  relativamente escassas as estrat&eacute;gias de ensino que no contexto da produ&ccedil;&atilde;o textual incidem sobre a estrutura dos textos e  sobre as estrat&eacute;gias de revis&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos textos que os alunos escreveram.</p>     <p>A aprendizagem da produ&ccedil;&atilde;o textual &eacute; um processo complexo, por estarem implicadas opera&ccedil;&otilde;es cognitivas e  reflex&otilde;es metalingu&iacute;sticas. As opera&ccedil;&otilde;es cognitivas associadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o textual est&atilde;o  representadas, entre outros, nos modelos de Hayes e Flower (1980); Hayes (2000). Estes modelos descrevem os procedimentos de utilizadores  fluentes da escrita e sustentam que o trabalho cognitivo subjacente &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de um texto assenta em tr&ecirc;s processos  cognitivos: planifica&ccedil;&atilde;o, gera&ccedil;&atilde;o de frases e revis&atilde;o. Estes processos n&atilde;o s&atilde;o lineares, antes  coordenam-se entre si, influenciando-se mutuamente.</p>     <p>As crian&ccedil;as mais pequenas por serem autores muito menos experientes tem mais dificuldades em ativar estes processos. Fayol e Schneuwly  (1987) referem que as crian&ccedil;as entre o 6 e os 12 anos utilizam na linguagem oral marcas lingu&iacute;sticas que n&atilde;o conseguem  utilizar na escrita. No primeiro ano do ensino b&aacute;sico os alunos empregam somente o &ldquo;<i>e</i>&rdquo; para assegurar a continuidade  entre as frases. Posteriormente, e &agrave; medida que v&atilde;o avan&ccedil;ando na sua escolaridade, come&ccedil;am gradualmente a utilizar  outros conectores, no entanto os textos produzidos pelos alunos mais jovens apresentam uma justaposi&ccedil;&atilde;o de temas, relatando  v&aacute;rias ideias no mesmo enunciado.</p>     <p>De acordo com Fitzgerald e Teasley (1986), instru&ccedil;&otilde;es sobre a estrutura narrativa pode ajudar os alunos mais novos. Um estudo  destes autores demonstrou (op. cit.) um forte efeito positivo deste tipo de instru&ccedil;&otilde;es na organiza&ccedil;&atilde;o de um texto  narrativo e na melhoria da qualidade das composi&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as do 4&ordm; ano de escolaridade. Pessoa, Correa e Spinillo  (2010) referem, por seu lado, que atrav&eacute;s do fornecimento de um suporte visual, por exemplo uma sequ&ecirc;ncia de imagens, as  crian&ccedil;as destas idades constroem textos com uma estrutura mais organizada do que em situa&ccedil;&otilde;es em que a  produ&ccedil;&atilde;o &eacute; efetuada sem recurso a suporte.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A autorregula&ccedil;&atilde;o no decurso de atividades de escrita depende de processos complexos de intera&ccedil;&atilde;o entre o  conhecimento do autor do texto, objetivos, emo&ccedil;&otilde;es e uma representa&ccedil;&atilde;o mental da situa&ccedil;&atilde;o de  comunica&ccedil;&atilde;o subjacente &agrave; escrita do texto e dos textos que tenha lido e escrito (Castell&oacute; &amp; Monereo, 2005). Um  aluno que possui estrat&eacute;gias autorregulat&oacute;rias &ndash; na escrita, mas n&atilde;o s&oacute; &ndash; &eacute; um aluno mais  motivado, capaz de persistir nas suas aprendizagens, planificar os seus objetivos, avaliar os seus progressos, adequando as suas  estrat&eacute;gias e o seu comportamento face aos resultados obtidos nas suas aprendizagens (Zimmerman, 1998; Zimmerman &amp; Martinez-Ponz,  1986).</p>     <p>O planeamento e a revis&atilde;o na escrita de um texto s&atilde;o dimens&otilde;es fundamentais para a qualidade da produ&ccedil;&atilde;o  textual, sendo as duas estrat&eacute;gias fundamentais de autorregula&ccedil;&atilde;o cognitiva que dever&atilde;o ser objeto de  interven&ccedil;&atilde;o (Zimmerman, 2000). O planeamento implica o estabelecimento de objetivos e a gera&ccedil;&atilde;o e  organiza&ccedil;&atilde;o de ideias (Hayes &amp; Flower, 1980), podendo essa planifica&ccedil;&atilde;o suceder antes ou no decurso da  pr&oacute;pria atividade de escrita. A revis&atilde;o, por seu lado, implica a dete&ccedil;&atilde;o e a corre&ccedil;&atilde;o de problemas  encontrados no texto, originando a reescrita do texto. A reescrita implica mudan&ccedil;as na escolha de palavras, na estrutura das frases, na  ortografia ou na pontua&ccedil;&atilde;o, o que requer conhecimentos lingu&iacute;sticos expl&iacute;citos e processos metalingu&iacute;sticos  sobre a forma, estrutura e uso dos diferentes tipos de textos (Fayol, 2004), exigindo da parte do aluno uma reflex&atilde;o e escolha de modo a  verificar a efic&aacute;cia das suas decis&otilde;es estrat&eacute;gicas para melhorar a coer&ecirc;ncia e coes&atilde;o do texto. No entanto,  muitos dos escritores menos experientes n&atilde;o disp&otilde;em de estrat&eacute;gias de revis&atilde;o que lhes permita efetuar  mudan&ccedil;as nos textos e ou composi&ccedil;&otilde;es que efetuaram.</p>     <p>As capacidades de revis&atilde;o das crian&ccedil;as mais novas s&atilde;o relativamente limitadas porque elas (a) falham em estabelecer  objetivos claros de escrita; (b) consideram dif&iacute;cil avaliar a sua pr&oacute;pria escrita do ponto de vista de quem a poder&aacute; ler;  (c) experimentam problemas em determinar o que &eacute; necess&aacute;rio mudar no texto assim como em proceder a essas mudan&ccedil;as; e, (d)  frequentemente faltam compet&ecirc;ncias executivas para controlar e coordenar objetivos contradit&oacute;rios de revis&atilde;o (Fitzgerald,  1987).</p>     <p>A capacidade para efetuar revis&otilde;es dos textos, por estar associada &agrave; qualidade dos textos escritos, &eacute; um dos aspectos  fundamentais a trabalhar com autores menos experientes. Geralmente as crian&ccedil;as do 3&ordm; e 4&ordm; anos de escolaridade tendem a efetuar  mudan&ccedil;as na escolha de palavras ou na ortografia quando fazem revis&otilde;es dos seus textos (Butterfield, 1994). Os alunos destas idades  consideram mais f&aacute;cil emendar a ortografia, as letras mai&uacute;sculas e a pontua&ccedil;&atilde;o (De la Paz, Swanson, &amp; Graham,  1998) do que mudar aspectos que afetam a coes&atilde;o e coer&ecirc;ncia do texto. Assim, as revis&otilde;es efetuadas por alunos mais novos  parecem ter um impacto limitado na qualidade do texto j&aacute; que se focam em aspetos mais superficiais, como a ortografia e a  pontua&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o incidindo a sua revis&atilde;o sobre problemas de significa&ccedil;&atilde;o textual (Harris, Santangelo,  &amp; Graham, 2010; MacArthur &amp; Graham, 1987).</p>     <p>Como foi referido, interven&ccedil;&otilde;es educativas que promovem estrat&eacute;gias de autorregula&ccedil;&atilde;o, especificamente a  planifica&ccedil;&atilde;o e a revis&atilde;o (Brunstein &amp; Glaser, 2011), conduzem a uma melhoria da qualidade textual. Estes autores (op.  cit.) demonstraram que estas interven&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m ainda consequ&ecirc;ncias ao n&iacute;vel emocional por aumentarem o sentimento  de autoefic&aacute;cia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escrita e a confian&ccedil;a dos alunos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas  compet&ecirc;ncias de escrita, sentimento que, por sua vez, tem tamb&eacute;m um contributo importante na qualidade da produ&ccedil;&atilde;o  textual (Pajares, 2003).</p>     <p>Neste sentido, &eacute; fundamental desenvolver estrat&eacute;gias de revis&atilde;o nestes alunos para a melhoria da qualidade dos textos  escritos, e, de acordo com as teorias de autorregula&ccedil;&atilde;o, a evolu&ccedil;&atilde;o dos procedimentos de revis&atilde;o requer que se  desenvolvam nos alunos processos de auto avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Tendo em conta as limita&ccedil;&otilde;es da mem&oacute;ria de trabalho das crian&ccedil;as mais novas, Wong e Berninger (2004) recomendam o  uso de facilitadores processuais (relativos &agrave; escrita) de modo a superar as limita&ccedil;&otilde;es mn&eacute;sicas das crian&ccedil;as  de crian&ccedil;as entre o 3&ordm; e o 6&ordm; ano de escolaridade. Graham, Schwartz e MacArthur (1995) examinaram, em alunos do 5&ordm; e  6&ordm; ano de escolaridade com dificuldades de aprendizagem, o efeito da revis&atilde;o numa condi&ccedil;&atilde;o experimental em que deram  pistas de informa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficas para o processo de revis&atilde;o do texto. &Agrave;s crian&ccedil;as enquadradas nesta  condi&ccedil;&atilde;o foi-lhes dito que deviam referir o que acontecera e descrever os factos com mais detalhe, o que poderia melhorar o  resultado das suas composi&ccedil;&otilde;es escritas. Ao contr&aacute;rio dos sujeitos em que apenas lhes era pedido que efetuassem a  revis&atilde;o do que escreveram, as crian&ccedil;as nessa condi&ccedil;&atilde;o experimental eram direcionadas em rela&ccedil;&atilde;o ao que  deveriam acrescentar &agrave; vers&atilde;o inicial do seu texto, devendo reescrever a sua hist&oacute;ria incorporando esses elementos. Estes  alunos n&atilde;o apenas melhoraram o seu desempenho escrito, como fizeram mais mudan&ccedil;as no sentido da hist&oacute;ria.</p>     <p>Dentro dos facilitadores que poder&atilde;o melhorar o planeamento e a revis&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o textual narrativa est&aacute;  a utiliza&ccedil;&atilde;o de grelhas com indica&ccedil;&otilde;es sobre os v&aacute;rios elementos de uma estrutura narrativa. Diversos estudos  demonstraram que a utiliza&ccedil;&atilde;o de grelhas com especifica&ccedil;&otilde;es sobre os elementos da estrutura narrativa podem ser  particularmente &uacute;teis para facilitar o planeamento e a autorregula&ccedil;&atilde;o dos processos de produ&ccedil;&atilde;o textual numa  composi&ccedil;&atilde;o, conduzindo a uma melhoria na capacidade para se avaliar o que se est&aacute; a escrever (Montanero, Lucero, &amp;  Fern&aacute;ndez, 2014; Silva, 2013). A utiliza&ccedil;&atilde;o destes instrumentos pode ser tanto mais importante quanto a principal  dificuldade dos alunos do 4&ordm; ano relacionam-se com a coer&ecirc;ncia e a coes&atilde;o das estruturas narrativas como j&aacute; foi  referido.</p>     <p>Silva (2013) investigou o impacto de instru&ccedil;&otilde;es orientadas para o processo de revis&atilde;o atrav&eacute;s de suportes  estruturados em grelhas, que funcionaram como regulador do processo de revis&atilde;o. Participaram neste estudo 30 crian&ccedil;as do 4&ordm;  ano de escolaridade, divididas em dois grupos, um experimental e um de controlo. Foram constru&iacute;das tr&ecirc;s grelhas, cada uma delas com  orienta&ccedil;&otilde;es sobre a ortografia, coes&atilde;o e coer&ecirc;ncia, usadas pelo grupo experimental. Foi proporcionado tamb&eacute;m um  <i>feedback</i> espec&iacute;fico sobre a natureza dos erros e lacunas de coes&atilde;o e coer&ecirc;ncia da vers&atilde;o inicial das  composi&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as. Os resultados apontam para uma melhoria na qualidade das composi&ccedil;&otilde;es infantis de  crian&ccedil;as do 4&ordm; ano, quando comparada &agrave; dos textos das crian&ccedil;as do grupo de controlo. As grelhas com as suas  orienta&ccedil;&otilde;es proporcionaram &agrave;s crian&ccedil;as objetivos para revis&atilde;o e crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o  dos seus pr&oacute;prios textos, ajudando-as a superar as dificuldades que os estudos t&ecirc;m evidenciado que elas demonstram no processo de  revis&atilde;o nestas idades (Fitzgerald, 1987). Do ponto de vista do desenvolvimento de processos autorregulat&oacute;rios na  produ&ccedil;&atilde;o textual, estes resultados v&atilde;o na linha da perspectiva te&oacute;rica de Zimmerman (2000), que defende que o  processo se inicia com o suporte de fontes sociais, representadas aqui pelas grelhas e pelo <i>feedback</i> espec&iacute;fico. Tamb&eacute;m  Montanero et al. (2014) compararam dois tipos de atividades para a revis&atilde;o de textos narrativos, um deles recorrendo ao uso de grelhas. A  primeira consistia numa avalia&ccedil;&atilde;o tradicional baseada numa pontua&ccedil;&atilde;o e corre&ccedil;&atilde;o individual efetuada  pelo professor e a segunda implicava uma coavalia&ccedil;&atilde;o entre pares baseada numa grelha. Participaram neste estudo 128 crian&ccedil;as  que foram aleatoriamente divididas por estas duas condi&ccedil;&otilde;es. As crian&ccedil;as das duas condi&ccedil;&otilde;es foram submetidas a  uma sess&atilde;o pr&eacute;via em que foram transmitidas algumas pistas sobre a estrutura de uma narrativa. Na sess&atilde;o seguinte foi-lhes  pedido que escrevessem uma composi&ccedil;&atilde;o com base num tema devidamente identificado. Depois dos dois procedimentos de revis&atilde;o  terem sido efetuados para cada uma das condi&ccedil;&otilde;es foi pedido &agrave;s crian&ccedil;as que reescrevessem a hist&oacute;ria. No  sentido de avaliar a evolu&ccedil;&atilde;o entre as duas vers&otilde;es da mesma composi&ccedil;&atilde;o, as mesmas foram avaliadas com uma  bateria de avalia&ccedil;&atilde;o dos processos de escrita (PROSEC; Cuetos, Ramos, &amp; Ruano, 2002) e uma grelha com os elementos de uma  estrutura narrativa. As composi&ccedil;&otilde;es foram avaliadas por 4 professores numa avalia&ccedil;&atilde;o cega. Foi tamb&eacute;m  contabilizada o n&uacute;mero de altera&ccedil;&otilde;es efetuadas pelas crian&ccedil;as. Os resultados apontam que as crian&ccedil;as que  procederam a uma revis&atilde;o colaborativa com recurso a uma grelha melhoraram significativamente a qualidade das suas narrativas, nomeadamente  na descri&ccedil;&atilde;o das personagens e do cen&aacute;rio da hist&oacute;ria. Por outro lado, as vers&otilde;es melhoradas das  crian&ccedil;as que foram avaliadas pelo professor n&atilde;o apresentam modifica&ccedil;&otilde;es na estrutura da hist&oacute;ria, mas sim na  sintaxe das frases e nos erros ortogr&aacute;ficos. Apesar destas &uacute;ltimas crian&ccedil;as terem efetuado mais altera&ccedil;&otilde;es na  vers&atilde;o melhorada da hist&oacute;ria do que as da outra condi&ccedil;&atilde;o, essas mudan&ccedil;as n&atilde;o se traduziram numa  melhoria da qualidade narrativa das suas hist&oacute;rias.</p>     <p>Apesar dos estudos confirmarem o benef&iacute;cio, para os alunos, da utiliza&ccedil;&atilde;o de grelhas para a constru&ccedil;&atilde;o e  revis&atilde;o dos textos narrativos (Yan et al., 2012), existe uma controv&eacute;rsia relativamente aos efeitos produzidos pela sua  utiliza&ccedil;&atilde;o. Certos autores (e.g., Montanero et al., 2014) consideram que os referidos instrumentos s&atilde;o complexos para os  alunos devido ao seu modelo de apresenta&ccedil;&atilde;o, pois, por regra, cont&ecirc;m colunas e grelhas que se tornam confusas para os alunos  do ensino b&aacute;sico interpretarem. Com efeito, &eacute; fundamental que os instrumentos sejam adequados ao n&iacute;vel dos alunos e que  promovam a reflex&atilde;o sobre os conte&uacute;dos que abordam, melhorando as aprendizagens das crian&ccedil;as (Panadero, Alonso-Tapia, &amp;  Huertas, 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo em conta a dificuldade que as crian&ccedil;as mais jovens podem ter na utiliza&ccedil;&atilde;o de uma grelha com uma estrutura  narrativa, o feedback proporcionado pelos professores sobre os indicadores a melhorar poder&aacute; eventualmente facilitar a  utiliza&ccedil;&atilde;o dessa mesma grelha e facilitar o desenvolvimento de processos de autorregula&ccedil;&atilde;o. De facto, para que o  aluno consiga efetuar as corre&ccedil;&otilde;es no seu produto escrito &eacute; fundamental que compreenda o que errou, de modo a efetuar as  corre&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias (Hadji, 1997). Neste contexto o feedback pode ser fundamental para conduzir a novas aprendizagens  (Hattie &amp; Timperley, 2007; Price, Handley, Millar, &amp; O&rsquo;Donovan, 2010) e equacionado enquanto um fator de regula&ccedil;&atilde;o  externa que ir&aacute; facilitar o desenvolvimento das estrat&eacute;gias de autorregula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Ao apontar dimens&otilde;es da estrutura narrativa que foram menos conseguidas no texto escrito das crian&ccedil;as esse feedback  poder&aacute; funcionar como compensa&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de autorregula&ccedil;&atilde;o que os alunos n&atilde;o s&atilde;o  ainda capazes de realizar autonomamente. Mais concretamente, o feedback poder&aacute; operar como uma esp&eacute;cie de <i>scaffolding</i>  facilitador em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tomada de consci&ecirc;ncia das dimens&otilde;es da narrativa que s&atilde;o necess&aacute;rias  rever para melhorar a qualidade narrativa das hist&oacute;rias. O feedback &eacute;, de facto, um dos instrumentos mais poderosos de  interven&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica no sentido de melhorar a qualidade dos textos escritos (Wellington, 2010), no entanto, o efeito desse  feedback pode ser mediado pela percep&ccedil;&atilde;o e rea&ccedil;&atilde;o afetiva dos sujeitos em rela&ccedil;&atilde;o esse feedback  (Ekholm, Zumbrunn, &amp; Conklin, 2015).</p>     <p>S&atilde;o ainda relativamente escassos os estudos relativos &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de grelhas, sobre o processo de revis&atilde;o  de textos quando comparados aos estudos existentes sobre revis&atilde;o sem qualquer suporte. As grelhas permitem que os alunos rapidamente  identifiquem os objetivos a atingir, aquando da escrita de um texto (Bissel &amp; Lemons, 2006; Gallavan &amp; Kottler, 2009; Schamber &amp;  Mahoney, 2006), como tal constituem-se como uma &ldquo;mais valia&rdquo; no processo de aprendizagem dos alunos (Arter &amp; McTighe, 2001).  Neste sentido, o recurso &agrave;s grelhas pode ter influ&ecirc;ncia no desenvolvimento de estrat&eacute;gias metacognitivas que t&ecirc;m de ser  mobilizadas no decurso dos processos de escrita, como a orienta&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao que &eacute; necess&aacute;rio  escrever, planear sobre o que e como escrever, monitorizar o processo de escrita, rever o que foi escrito e avaliar o produto e processo de  escrita (Castell&oacute; &amp; Monereo, 2005). A utiliza&ccedil;&atilde;o de grelhas de forma reiterada ao longo de v&aacute;rias sess&otilde;es  de escrita poder&aacute; facilitar n&atilde;o s&oacute; a mobiliza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m a interioriza&ccedil;&atilde;o destes  processos metacognitivos de forma a que as crian&ccedil;as consigam aplic&aacute;-los nos momentos de escrita de forma aut&oacute;noma.</p>     <p>O desenvolvimento destas estrat&eacute;gias poder&aacute; ser ainda mais facilitado caso seja, ao mesmo tempo, proporcionado &agrave;s  crian&ccedil;as um feedback sobre os indicadores da estrutura narrativa a melhorar. Assim, o feedback, enquanto fator de regula&ccedil;&atilde;o  externa, poder&aacute; assumir um papel de facilitador fornecendo indica&ccedil;&otilde;es sobre os aspectos da estrutura dos textos a melhorar  na reescrita do mesmo, promovendo a evolu&ccedil;&atilde;o para a autorregula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Este estudo tem como objetivo avaliar a melhoria da qualidade narrativa dos textos dos alunos do 4&ordm; ano de escolaridade, atrav&eacute;s  da promo&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de autorregula&ccedil;&atilde;o (especificamente a revis&atilde;o), usando-se para o efeito  grelhas com gui&otilde;es sobre a estrutura narrativa (Chanquoy, 2001; Hayes, Flower, Schriver, Stratman, &amp; Carey, 1987; Montanero et al.,  2014; Silva, 2013), podendo, ou n&atilde;o, serem proporcionados feedbacks sobre as falhas dos textos escritos pelas crian&ccedil;as em  rela&ccedil;&atilde;o aos elementos da narrativa. Assim, pretende-se no quadro de um programa de escrita em que os alunos s&atilde;o conduzidos a  escrever narrativas com base num suporte visual, avaliar a evolu&ccedil;&atilde;o das suas produ&ccedil;&otilde;es depois de efetuarem uma  revis&atilde;o com base numa grelha sobre a estrutura narrativa, sendo ou n&atilde;o proporcionado feedback sobre as dimens&otilde;es da  estrutura narrativa a melhorar.</p>     <p>No contexto deste estudo foram colocadas as seguintes hip&oacute;teses:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; A qualidade do ponto de vista da estrutura narrativa dos textos dos alunos de 4&ordm; ano que procederam &agrave; revis&atilde;o dos  seus textos com recurso a grelhas de autorregula&ccedil;&atilde;o &eacute; superior &agrave; qualidade dos textos dos alunos que procederam  &agrave; revis&atilde;o sem qualquer tipo de instrumento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; A qualidade do ponto de vista da estrutura narrativa dos textos dos alunos de 4&ordm; ano que procederam &agrave; revis&atilde;o dos  seus textos com recurso a grelhas de autorregula&ccedil;&atilde;o e lhes foi proporcionado feedback sobre as falhas do seu texto do ponto de  vista narrativo, &eacute; superior &agrave; qualidade dos textos dos alunos que fizeram a revis&atilde;o com esses instrumentos, sem lhes ter  sido proporcionado feedback.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram neste estudo 71 crian&ccedil;as do 4&ordm; ano de escolaridade de tr&ecirc;s turmas do Ensino B&aacute;sico de uma escola  B&aacute;sica Integrada no concelho de Almada com pr&aacute;ticas semelhantes ao n&iacute;vel do trabalho sobre o texto escrito, nas quais as  instru&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas sobre a estrutura do texto narrativo eram pouco frequentes. Na sala de aula procedia-se sobretudo  &agrave; corre&ccedil;&atilde;o dos erros das composi&ccedil;&otilde;es escritas, incidindo os coment&aacute;rios das professoras mais no produto  final do que no processo, o que foi confirmado atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas. A idade m&eacute;dia dos sujeitos  foi de 9 anos e 6 meses, o desvio padr&atilde;o de 6 meses, o limite m&iacute;nimo de 9 anos e 9 meses e o m&aacute;ximo de 10 e 2 meses. 33  crian&ccedil;as eram do g&eacute;nero feminino e 38 do g&eacute;nero masculino.</p>     <p>Os participantes foram divididos por tr&ecirc;s grupos experimentais (submetidas a um programa de interven&ccedil;&atilde;o com programas de  escrita) e de controlo (que seguiram apenas as pr&aacute;ticas regulares de sala de aula em leitura e matem&aacute;tica) tendo sido controladas  as vari&aacute;veis relativas ao <i>n&iacute;vel cognitivo</i> e ao <i>desenvolvimento da linguagem ao n&iacute;vel lexical e  sint&aacute;tico</i>.</p>     <p>Como ponto de partida verificou-se se os grupos estavam equiparados no in&iacute;cio do estudo quanto ao seu desempenho cognitivo numa prova  de fator geral, numa prova de defini&ccedil;&atilde;o verbal e de estruturas complexas. Para comparar os participantes de cada grupo ao nestas  provas foi utilizado o teste Kruskal-Wallis. A <a href="#t1">Tabela 1</a> apresenta os resultados obtidos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a08t1.jpg" width="580" height="204"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Atrav&eacute;s da tabela apresentada verifica-se que os grupos n&atilde;o apresentavam diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre  si em nenhuma das vari&aacute;veis apresentadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Desenho experimental</i></p>     <p>Trata-se de um estudo com <i>design</i> quasi-experimental, comparativo, com a dura&ccedil;&atilde;o de 9 meses, que procura analisar a  qualidade e a evolu&ccedil;&atilde;o das narrativas escritas produzida por alunos do 4&ordm; ano. As crian&ccedil;as provinham de tr&ecirc;s  turmas diferentes, tendo sido efetuada uma distribui&ccedil;&atilde;o aleat&oacute;ria das crian&ccedil;as destas v&aacute;rias turmas pelos  v&aacute;rios grupos experimentais e de controlo de modo a minimizar o efeito de diferentes professores. No entanto, os professores das  tr&ecirc;s turmas foram questionados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas pr&aacute;ticas relativamente ao ensino da produ&ccedil;&atilde;o  textual, as quais incidiam sobre a realiza&ccedil;&atilde;o de textos escritos e um feedback qualitativo sobre os mesmos. Da entrevista realizada  e da observa&ccedil;&atilde;o em sala de aula, verificou-se que as instru&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas sobre a estrutura de um texto  narrativo eram pouco frequentes nas pr&aacute;ticas dos tr&ecirc;s professores.</p>     <p>Para analisar a evolu&ccedil;&atilde;o das escritas realizaram-se dois momentos avaliativos, um pr&eacute;-teste e um  p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o. Nos dois momentos foi pedido &agrave;s crian&ccedil;as que escrevessem uma composi&ccedil;&atilde;o tendo  por base uma Banda Desenhada. Entre esses dois momentos avaliativos, as crian&ccedil;as dos grupos experimentais participaram num programa de  escrita com 21 sess&otilde;es de 60 minutos distribu&iacute;das ao longo de 9 meses, nas quais foram convidadas a escrever uma  composi&ccedil;&atilde;o sempre subordinada a uma sequ&ecirc;ncia de banda desenhada que depois reviam. As crian&ccedil;as do grupo de controlo  faziam atividades regulares de matem&aacute;tica e leitura.</p>     <p>A interven&ccedil;&atilde;o nos 3 grupos experimentais e de controlo diferiu e foi a seguinte:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; Grupo experimental 1 &ndash; Utiliza&ccedil;&atilde;o de uma grelha para autorregula&ccedil;&atilde;o com indica&ccedil;&otilde;es da  estrutura narrativa, mas sem feedback do professor (o feedback consiste em indica&ccedil;&otilde;es ao aluno a natureza das falhas no seu  texto).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash; Grupo experimental 2 &ndash; Utiliza&ccedil;&atilde;o de uma grelha para autorregula&ccedil;&atilde;o com indica&ccedil;&otilde;es da  estrutura narrativa e feedback do professor (O docente assinalava na grelha do aluno as dimens&otilde;es em que falharam na narrativa, ou seja,  as dimens&otilde;es (personagens, narrativa, etc.,) a melhorar quando o aluno reescrevesse o seu texto).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash; Grupo experimental 3 &ndash; Foi pedido ao aluno para rever o texto e melhor&aacute;-lo reescrevendo-o sem que lhe fossem  proporcionadas indica&ccedil;&otilde;es sobre como o fazer ou em que dimens&otilde;es deveria melhor&aacute;-lo. Ou seja, sem grelha e sem  feedback do professor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&ndash;	Grupo de controlo: Atividades de leitura e matem&aacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos e procedimentos</i></p>     <p>De modo a trabalharmos com grupos relativamente equivalentes quanto aos conhecimentos implicados na produ&ccedil;&atilde;o textual procedeu-se  &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das seguintes compet&ecirc;ncias:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel intelectual: O n&iacute;vel intelectual foi avaliado atrav&eacute;s das <i>Matrizes Progressivas de  Raven</i> (Raven, Raven, &amp; Court, 1998), seguindo-se os procedimentos estandardizados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Avalia&ccedil;&atilde;o do conhecimento lexical: O conhecimento lexical foi avaliado atrav&eacute;s da prova de <i>Defini&ccedil;&atilde;o  Verbal</i> (Sim-Sim, 1997). Nesta prova, constitu&iacute;da por 35 itens que incluem nomes de alimentos, de animais, de profiss&otilde;es, de  figuras geom&eacute;tricas, de partes do corpo, de elementos geogr&aacute;ficos e ainda de verbos e adjetivos, &eacute; pedido &agrave;s  crian&ccedil;as que definam cada uma das palavras. A cota&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima desta prova &eacute; de 70 pontos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Avalia&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento sint&aacute;tico: O desenvolvimento sint&aacute;tico foi avaliado atrav&eacute;s da prova  <i>Compreens&atilde;o das Estruturas Complexas</i> (Sim-Sim, 1997). Esta prova &eacute; constitu&iacute;da por 32 itens, cada um composto por uma  frase e uma pergunta acerca da mesma (ex., A Ana vestiu a gabardine visto que estava a chover. Porque &eacute; que a Ana vestiu a gabardine?). A  cota&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima desta prova &eacute; de 32 pontos, sendo atribu&iacute;do um ponto a cada resposta certa e zero pontos a cada  resposta errada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Para avaliar a <i>produ&ccedil;&atilde;o textual</i> recorreu-se a uma narrativa escrita com base numa banda desenhada.</p>     <p>A qualidade da narrativa das crian&ccedil;as no pr&eacute; e p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o foi avaliada de acordo com a PROESC, que  &eacute; uma bateria de avalia&ccedil;&atilde;o dos processos de escrita (Cuetos et al., 2002) composta por 10 crit&eacute;rios de  avalia&ccedil;&atilde;o agrupados em duas grandes dimens&otilde;es: conte&uacute;dos e coer&ecirc;ncia. A dimens&atilde;o &ldquo;Conte&uacute;dos  &ldquo;baseia-se nos seguintes crit&eacute;rios: onde e quando, personagens, sucesso, consequ&ecirc;ncias, desenlace coerente e criatividade. A  dimens&atilde;o &ldquo;Coer&ecirc;ncia-estilo&rdquo; engloba n&atilde;o s&oacute; a coer&ecirc;ncia entre as ideias do relato, mas tamb&eacute;m  a sua constru&ccedil;&atilde;o gramatical e lexical, com os seguintes crit&eacute;rios: continuidade l&oacute;gica, sentido unit&aacute;rio,  figuras liter&aacute;rias, ora&ccedil;&otilde;es complexas e vocabul&aacute;rio.</p>     <p>Foi atribu&iacute;da uma cota&ccedil;&atilde;o a cada um dos 10 n&iacute;veis de an&aacute;lise da narrativa, sendo a cota&ccedil;&atilde;o  m&aacute;xima de 9,5 pontos. Atribu&iacute;ram-se 9,5 pontos em 10 n&iacute;veis, devido ao facto de na segunda dimens&atilde;o,  <i>descri&ccedil;&atilde;o das personagens</i>, que &eacute; composta por quatro crit&eacute;rios, ter sido somente pontuado um dos  crit&eacute;rios consoante o tipo de descri&ccedil;&atilde;o efetuada pelo aluno (<a href="#a1">Ap&ecirc;ndice 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="a1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a08a1.jpg" width="576" height="281"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com o manual da prova, para cada um destes crit&eacute;rios atribu&iacute;a-se 1 ponto, a aus&ecirc;ncia de um desses  crit&eacute;rios era cotada com 0 pontos.</p>     <p>As narrativas do pr&eacute; e do p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o foram classificadas por dois professores que desconheciam os objetivos  da investiga&ccedil;&atilde;o e que os classificaram nos diferentes crit&eacute;rios numa escala de pontua&ccedil;&atilde;o que variou entre 0 e  9.5.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Programa de escrita</i></p>     <p><i>Sess&atilde;o zero</i>. Nesta sess&atilde;o foi clarificado o conceito de estrutura da narrativa e a import&acirc;ncia da escrita de textos  deste g&eacute;nero liter&aacute;rio. Para tal projetou-se uma hist&oacute;ria: &ldquo;A princesa e a ervilha&rdquo;. A hist&oacute;ria foi lida  aos alunos, sendo posteriormente mostrada uma grelha com a explicita&ccedil;&atilde;o da estrutura da narrativa (abertura da narrativa,  localiza&ccedil;&atilde;o temporal inicial e localizador espacial inicial (tempo e lugar), refer&ecirc;ncia &agrave;s personagens e  introdu&ccedil;&atilde;o das personagens em contexto narrativo, sequencializa&ccedil;&atilde;o de eventos e fechamento). Foi mostrada novamente a  hist&oacute;ria &agrave;s crian&ccedil;as, mas desta vez com os elementos da estrutura da narrativa identificados com diferentes cores. O texto  foi analisado novamente, fazendo-se refer&ecirc;ncia aos elementos da narrativa e questionando os alunos em rela&ccedil;&atilde;o aos mesmos. Foi  igualmente apresentado aos alunos do grupo experimental 1 e 2 um suporte estruturado em grelha, que denominamos de <i>grelha</i>, para a  constru&ccedil;&atilde;o e revis&atilde;o dos textos dos textos narrativos.</p>     <p><i>Sess&otilde;es 1 a 21</i>. As crian&ccedil;as dos 3 grupos experimentais escreveram uma composi&ccedil;&atilde;o em cada sess&atilde;o,  tendo sempre por base uma Banda Desenhada. Os participantes dos grupos experimentais 1 e 2 reviam a vers&atilde;o inicial, analisando o texto  atrav&eacute;s de uma grelha (<a href="#a2">Ap&ecirc;ndice 2</a>), mas s&oacute; aos participantes do grupo experimental 2 foi proporcionado  feedback pelo professor. Os participantes do grupo experimental 3 reviam o texto de acordo com as diretrizes fornecidas na sess&atilde;o  zero.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="a2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a08a2.jpg" width="570" height="576"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Para comparar os participantes de cada grupo ao n&iacute;vel das dimens&otilde;es do pr&eacute;-teste foi utilizado o teste Kruskal-Wallis,  n&atilde;o se verificando diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos. A <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta os valores  m&eacute;dios e os desvios-padr&atilde;o do pr&eacute; e p&oacute;s-interven&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n3/37n3a08t2.jpg" width="580" height="340"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para verificar se a evolu&ccedil;&atilde;o entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o foi estatisticamente significativa  realizou-se um teste de Wilcoxon, uma vez que os par&acirc;metros para a realiza&ccedil;&atilde;o de testes param&eacute;tricos n&atilde;o se  verificaram. Os resultados obtidos relativos &agrave; pontua&ccedil;&atilde;o total da PROESC sugerem que a evolu&ccedil;&atilde;o foi  significativa nos grupos experimentais 1, 2 e 3 (<i>z</i>=-3.42, <i>p</i>=.001; <i>z</i>=-3.18, <i>p</i>=.001; <i>z</i>=-3.2, <i>p</i>=.001,  respetivamente). A evolu&ccedil;&atilde;o no grupo de controlo n&atilde;o foi estatisticamente significativa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para comparar os grupos dois a dois em termos da diferen&ccedil;a entre pr&eacute;-teste e p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o para a  pontua&ccedil;&atilde;o total da PROESC foi calculada a diferen&ccedil;a p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o &ndash; pr&eacute;-teste e foi  usado o teste Mann-Whitney. Foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre o grupo de controlo e o grupo experimental  1, 2 3, onde os grupos experimentais apresentaram valores superiores ao do grupo de controlo (<i>z</i>=-4.51, <i>p</i>=.001, <i>D</i> de  Cohen=3.42; <i>z</i>=-3.92, <i>p</i>=.001, <i>D</i> de Cohen=3.25; <i>z</i>=-4.57, <i>p</i>=.001, <i>D</i> de Cohen=3.14; respectivamente). Entre  os grupos experimentais n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas no que respeita &agrave; pontua&ccedil;&atilde;o total.</p>     <p>Analisando os diferentes crit&eacute;rios da escala PROESC foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, do  pr&eacute;-teste para o p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o, entre os grupos experimentais 1 e 2 no desenlace coerente (<i>z</i>=-2.159,  <i>p</i>=.031, <i>D</i> de Cohen=1.12) e sinais de pontua&ccedil;&atilde;o (<i>z</i>=-2.198, <i>p</i>=.028, <i>D</i> de Cohen=.71), onde o grupo  experimental 2 apresentou valores superiores no desenlace coerente e valores inferiores nos sinais de pontua&ccedil;&atilde;o. Foram  tamb&eacute;m encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos experimentais 2 e 3, entre pr&eacute;-teste e  p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o, no desenlace coerente (<i>z</i>=-2.073, <i>p</i>=.038, <i>D</i> de Cohen=1), onde o grupo experimental 2  apresentou valores superiores ao grupo experimental 3. N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os  grupos experimentais 1 e 3 ao entre pr&eacute;-teste e p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o (todos os <i>p</i>&gt;.235).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto de um programa de escrita na escrita de textos narrativos em que os alunos tinham acesso a  instrumentos de autorregula&ccedil;&atilde;o para a revis&atilde;o dos seus textos. O suporte para a reda&ccedil;&atilde;o dos textos narrativos  era uma sequ&ecirc;ncia de imagens. Como ponto de partida verificou-se se os grupos estavam equiparados no in&iacute;cio do estudo, tendo  resultados semelhantes em compet&ecirc;ncias que podiam influenciar a qualidade das suas escritas, nomeadamente ao n&iacute;vel intelectual,  desenvolvimento lexical e compreens&atilde;o de estruturas complexas. Tamb&eacute;m se verificaram semelhan&ccedil;as entre os professores quanto  ao tempo que despendiam e forma de trabalhar os textos narrativos. Relativamente ao pr&eacute;-teste os grupos n&atilde;o diferiam nos  v&aacute;rios par&acirc;metros que definiam a qualidade da narrativa avaliado atrav&eacute;s da PROESC, podendo assim concluir-se que os grupos  apresentavam um padr&atilde;o de escrita narrativa muito semelhante e de qualidade relativamente fraca.</p>     <p>No geral a qualidade dos textos dos alunos que procederam &agrave; revis&atilde;o (grupos experimentais) &eacute; superior &agrave; qualidade  dos textos dos alunos do grupo de controlo. Esta tend&ecirc;ncia foi confirmada, na medida em que apenas os grupos experimentais tiveram uma  evolu&ccedil;&atilde;o significativa do pr&eacute; para o p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o, essa evolu&ccedil;&atilde;o foi  significativamente superior nos grupos experimentais quando se atende &agrave; totalidade da pontua&ccedil;&atilde;o do PROESC e aos  v&aacute;rios par&acirc;metros da estrutura narrativa, se comparada com a evolu&ccedil;&atilde;o registada no grupo de controlo. Este resultado  seria, no entanto, expect&aacute;vel tendo em conta que o n&uacute;mero de sess&otilde;es que as crian&ccedil;as dos grupos experimentais  dedicaram &agrave; escrita de textos narrativos por compara&ccedil;&atilde;o com as crian&ccedil;as do grupo de controlo. Ou seja, os dados  sugerem que o treino e o envolvimento das crian&ccedil;as em sess&otilde;es de escrita e revis&atilde;o dos textos narrativos, independentemente  das condi&ccedil;&otilde;es experimentais que lhes est&atilde;o associadas, parecem eficazes na melhoria do texto narrativo.</p>     <p>Nesse sentido, verificou-se, no geral, uma subida significativa na qualidade dos textos produzidos pelas crian&ccedil;as dos grupos  experimentais. No entanto, n&atilde;o encontr&aacute;mos diferen&ccedil;as na qualidade dos textos (avaliada atrav&eacute;s da PROESC) dos alunos  do 4&ordm; ano que fizeram a revis&atilde;o dos seus textos com recurso a instrumentos de autorregula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o  &agrave; qualidade dos textos dos alunos que procederam a revis&atilde;o sem qualquer tipo de instrumento. Deste modo, foi rejeitada a primeira  hip&oacute;tese. Por outro lado, o feedback explicito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s falhas de elementos estruturais de narrativa n&atilde;o  parece ter tido impacto uma vez que o grupo experimental 2 n&atilde;o apresentou um n&iacute;vel de qualidade textual (avaliado atrav&eacute;s da  PROESC) superior ao dos outros dois grupos experimentais, levando-nos assim a rejeitar, tamb&eacute;m, a segunda hip&oacute;tese.</p>     <p>Pretend&iacute;amos com este estudo avaliar se atrav&eacute;s de gui&otilde;es de narrativas com elementos relativos &agrave; coer&ecirc;ncia  e &agrave; coes&atilde;o conseguir&iacute;amos que os participantes do estudo desenvolvessem autonomamente estrat&eacute;gias de  autorregula&ccedil;&atilde;o relacionadas com a revis&atilde;o textual que, por sua vez, permitissem melhorar a qualidade dos seus textos. Esta  estrat&eacute;gia poderia ser potenciada ainda mais atrav&eacute;s de feedback relativamente &agrave;s falhas dos textos produzidos. Tendo em  conta que n&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o ao indicador global de qualidade textual, quando comparamos o  grupo experimental 3 (que fez revis&atilde;o sem qualquer tipo de suporte) com os outros grupos, os dados obtidos parecem sugerir que as grelhas  usadas n&atilde;o trazem uma vantagem assinal&aacute;vel na evolu&ccedil;&atilde;o positiva da qualidade da narrativa escrita, quer em termos da  pontua&ccedil;&atilde;o global da PROESC, quer quando analisamos indicadores mais finos da coer&ecirc;ncia e de coes&atilde;o. De facto, quando  olhamos para estes &uacute;ltimos indicadores, s&oacute; na dimens&atilde;o &ldquo;desenlace coerente&rdquo; o grupo experimental 2 parece ter  uma pontua&ccedil;&atilde;o superior estatisticamente significativa quando comparado &agrave; pontua&ccedil;&atilde;o obtida pelos dos outros  grupos.</p>     <p>Estes resultados n&atilde;o permitem confirmar que estes suportes de revis&atilde;o de textos se constituem como instrumentos de  revis&atilde;o da qualidade textual, por si s&oacute;, em crian&ccedil;as do 4&ordm; ano de escolaridade. Estes dados podem estar associados  &agrave;s caracter&iacute;stica da pr&oacute;pria grelha, uma vez que Silva (2013) e Silva, Almeida e Farroupas (2016) encontraram um efeito  positivo na qualidade das narrativas de crian&ccedil;as do 4&ordm; ano de escolaridade utilizando uma grelha mais simples. Poder-se-&aacute;,  ent&atilde;o, considerar que as grelhas usadas ter&atilde;o sido complexas para estes alunos, que pela sua estrutura &ndash; cont&ecirc;m colunas  que se podem tornar confusas para os alunos do ensino b&aacute;sico interpretarem &ndash; quer pelas dimens&otilde;es avaliadas (Montanero,  Lucero &amp; Fern&aacute;ndez, 2014). Assim, estes resultados v&atilde;o na mesma linha dos autores que defendem que ainda falta confirmar o  benef&iacute;cio da utiliza&ccedil;&atilde;o de grelhas para a constru&ccedil;&atilde;o e revis&atilde;o dos textos narrativos por parte de  estudantes do 1&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico (Yan et al., 2012).</p>     <p>Este estudo, por outro lado, permite salientar a evolu&ccedil;&atilde;o significativa na qualidade da produ&ccedil;&atilde;o textual das  crian&ccedil;as (com pontua&ccedil;&otilde;es bastante satisfat&oacute;rias na pontua&ccedil;&atilde;o global PROESC) que foram incentivadas a  fazerem a revis&atilde;o sem grelha e que tamb&eacute;m n&atilde;o tiveram feedback sobre a vers&atilde;o inicial, tendo estas crian&ccedil;as  melhorado significativamente em aspectos como a coer&ecirc;ncia textual (a introdu&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria, a descri&ccedil;&atilde;o  das personagens, acontecimentos, o desenlace e a criatividade), assim como em dimens&otilde;es de coes&atilde;o (sentido global do texto,  continuidade l&oacute;gica e pontua&ccedil;&atilde;o). Estes resultados parecem particularmente relevantes se atendermos ao estudo de Graham et  al. (1995), que demonstrou que crian&ccedil;as do 5&ordm; e 6&ordm; anos n&atilde;o melhoram significativamente a qualidade das suas narrativas  escritas, quando n&atilde;o lhe eram proporcionadas pistas para efetuarem a revis&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Podemos pensar em tr&ecirc;s fatores que poder&atilde;o ter contribu&iacute;do para que as crian&ccedil;as do grupo experimental 3 tenham  melhorado as suas produ&ccedil;&otilde;es textuais, a par das crian&ccedil;as dos restantes grupos experimentais. Um destes fatores poder&aacute;  ter sido a realiza&ccedil;&atilde;o da sess&atilde;o zero onde as crian&ccedil;as foram ensinadas, explicitamente, sobre os v&aacute;rios  elementos de uma estrutura narrativa a partir da an&aacute;lise de um texto. Outro, prende-se com o envolvimento regular das crian&ccedil;as em  sess&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o escritas narrativas. O &uacute;ltimo fator que nos merece destaque &eacute; o facto das narrativas serem  escritas a partir de um suporte de banda desenhada que poder&aacute; ter facilitado o processo de estrutura&ccedil;&atilde;o da narrativa. A  prop&oacute;sito do primeiro, a explicita&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios elementos de uma narrativa como foi efetuada na sess&atilde;o zero,  Fitzgerald e Teasley (1986) sugerem que instru&ccedil;&otilde;es sobre a estrutura narrativa pode ajudar os alunos mais novos a desenvolver  estrat&eacute;gias de autorregula&ccedil;&atilde;o durante a escrita de textos. Sobre o terceiro fator, o recurso &agrave;s sequ&ecirc;ncias de  imagens tem sido salientado como organizador das narrativas e facilitador de revis&atilde;o em crian&ccedil;as destas faixas et&aacute;rias  (Pessoa et al., 2010). Donde, podemos considerar que uma exposi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via dos elementos de uma estrutura narrativa e a  produ&ccedil;&atilde;o regular de textos narrativos apoiados por bandas desenhadas parece ajudar as crian&ccedil;as desta faixa et&aacute;ria a  desenvolver conhecimentos sobre a estrutura de textos e a us&aacute;-los a um n&iacute;vel metacognitivo durante a escrita de novos textos.</p>     <p>N&atilde;o podemos, no entanto, isolar a import&acirc;ncia e o efeito de cada um destes fatores, uma vez que todos estiveram presentes no  programa de escrita das crian&ccedil;as dos v&aacute;rios grupos experi -mentais, podendo, contudo, salientar que um programa com estas  caracter&iacute;sticas parece trazer benef&iacute;cios significativos &agrave; qualidade da produ&ccedil;&atilde;o textual das crian&ccedil;as  destas faixas et&aacute;rias e promover o desenvolvimento de estrat&eacute;gias de autorregula&ccedil;&atilde;o durante a escrita de textos  narrativos. Investiga &ccedil;&otilde;es futuras poder&atilde;o aprofundar a import&acirc;ncia relativa de cada um destes elementos.</p>     <p>Este estudo apresenta v&aacute;rias limita&ccedil;&otilde;es. Um deles &eacute; o facto de n&atilde;o se ter efetuado uma abordagem mais  qualitativa onde se questionasse as crian&ccedil;as relativamente aos procedimentos de revis&atilde;o no decurso da atividade de escrita. Outro  decorre da complexidade da pr&oacute;pria grelha usada. Apesar da grelha ter sido testada antes do estudo, a sua relativa complexidade devido ao  n&uacute;mero de itens por cada par&acirc;metro pode ter tido alguma influ&ecirc;ncia nos resultados obtidos. Al&eacute;m disso, o facto de  n&atilde;o termos envolvido as crian&ccedil;as do grupo de controlo em sess&otilde;es de escrita narrativa, sem revis&atilde;o, n&atilde;o nos  permite analisar o impacto dos processos de revis&atilde;o quando comparados com sess&otilde;es de escrita sem revis&atilde;o.</p>     <p>A contradi&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos quanto &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das grelhas entre este estudo e outros  anteriormente efetuados (Montanero et al., 2014; Silva, 2013; Silva et al., 2010) sugere a import&acirc;ncia de se proceder ao aferimento mais  cuidado das grelhas sobre a estrutura narrativa e sobre a sua utiliza&ccedil;&atilde;o em monitoriza&ccedil;&atilde;o ou acompanhamento do  professor. Por outro lado, parece-nos importante aprofundar a avalia&ccedil;&atilde;o do pensamento infantil em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  estrutura narrativa e aos procedimentos de revis&atilde;o procedendo a entrevistas qualitativas aos alunos sobre estas dimens&otilde;es  ap&oacute;s a escrita de textos.</p>     <p>Os resultados deste estudo permitem, por um lado, perceber que o envolvimento das crian&ccedil;as em sess&otilde;es de escrita, como suporte  de banda desenhada para a constru&ccedil;&atilde;o dos seus textos, parece contribuir para a evolu&ccedil;&atilde;o das suas  produ&ccedil;&otilde;es escrita. Por outro lado, &eacute; dif&iacute;cil analisar os contributos espec&iacute;ficos das diferentes  estrat&eacute;gias de revis&atilde;o utilizadas (com e sem feedback), mas abrem-se novas pistas de pesquisa quanto aos processos de escrita e  revis&atilde;o de textos narrativos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Alonso-Tapia, J., &amp; Panadero, E. (2012). Effects of self-assessment scripts on self-regulation and learning. <i>Infancia y Aprendizaje,  33</i>, 385-397.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049538&pid=S0870-8231201900030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arter, J., &amp; McTighe, J. (2001). <i>Scoring rubrics in the classroom: Using performance criteria for assessment and improving student  performance</i>. Thousand Oaks, CA: Corwin Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049540&pid=S0870-8231201900030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Berninger, V. W., Mizokawa, D. T., &amp; Bragg, R. (1991). Theory based diagnosis and remediation of writing disabilities. <i>Journal of  School Psychology, 29</i>, 57-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049542&pid=S0870-8231201900030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bissell, A. N., &amp; Lemons, P. P. (2006). A new method for assessing critical thinking in the classroom. <i>BioScience, 56</i>, 66-72.  Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1641/0006-3568(2006)056[0066:ANMFAC]2.0.CO;2"  target="_blank">https://doi.org/10.1641/0006-3568(2006)056[0066:ANMFAC]2.0.CO;2</a></p>     <p>Brunstein, J. C., &amp; Glaser, C. (2011). Testing path-analytic mediation model of how self-regulated writing strategies improve fourth  graders&rsquo; composition skills: A randomized controlled trial. <i>Journal of Educational Psychology, 103</i>, 922-938. Retrieved from  <a href="http://dx.doi.org/10.1037/a0024622" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/a0024622</a></p>     <p>Butterfield, E. (1994). <i>Children&rsquo;s writing: Toward a process theory of development of skilled writing</i>. Greenwich, CT: JAI  Press.</p>     <p>Castell&oacute;, M., &amp; Monereo, C. (2005). Students&rsquo; note-taking as a knowledge-construction tool. <i>Educational Studies in  Language and Literature, 5</i>, 265-285.</p>     <!-- ref --><p>Chanquoy, L. (2001). 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Madrid: TEA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049549&pid=S0870-8231201900030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>De la Paz, S., Swanson, P., &amp; Graham, S. (1998). The contribution of executive control to the revising by students with writing and  learning difficulties. <i>Journal of Educational Psychology, 89</i>, 203-222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049551&pid=S0870-8231201900030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ekholm, E., Zumbrunn, S., &amp; Conklin, S. (2015). The relation of college student self-efficacy toward writing and writing self-regulation  aptitude: Writing feedback perceptions as a mediating variable. <i>Teaching in Higher Education, 20</i>, 197-207. Retrieved from  <a href="http://dx.doi.org/10.1080/13562517.2014.974026" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/13562517.2014.974026</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049553&pid=S0870-8231201900030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Fayol, M. (2004). Text and cognition. In T. Nunes &amp; P. Bryant (Eds.), <i>Handbook of children&rsquo;s literacy</i> (pp. 181-197).  Dordrecht, Netherlands: Kluwer Academic.</p>     <!-- ref --><p>Fayol, M., &amp; Schneuwly, B. (1987). La mise en texte et ses probl&egrave;mes. In J. Chiss, J. Meyer, J. Laurent, H. Romian, &amp; B.  Schnewly (Eds.), <i>Apprendre/enseigner &agrave; produire des textes &eacute;crits</i> (pp. 223-239). Bruxelas: De Boeck.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049555&pid=S0870-8231201900030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fitzgerald, J. (1987). Research on revision in writing. <i>Review of Educational Research, 57</i>, 481-506.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049557&pid=S0870-8231201900030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Fitzgerald, J., &amp; Teasley, A. B. (1986). Effects of instruction in narrative structure on children&rsquo;s writing. <i>Journal of  Educational Psychology, 78</i>(6), 424-432.</p>     <p>Gallavan, N. P., &amp; Kottler, E. (2009). Constructing rubrics and assessing progress collaboratively with social studies students. <i>The  Social Studies, 100</i>(4), 154-159. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.3200/TSSS.100.4.154-159"  target="_blank">https://doi.org/10.3200/TSSS.100.4.154-159</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Gersten, R., &amp; Baker, S. (2001). Teaching expressive writing to students with learning disabilities: A meta-analysis. <i>The Elementary  School Journal, 101</i>, 251-272. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1086/499668" target="_blank">https://doi.org/10.1086/499668</a></p>     <!-- ref --><p>Graham, S., Schwartz, S., &amp; MacArthur, C. (1995). Effects of goal setting and procedural facilitation on the revising behavior and writing  performance of students with writing and learning problems. <i>Journal of Educational Psychology, 87</i>, 230-240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049562&pid=S0870-8231201900030000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hadji, C. (1997). <i>L&rsquo;&eacute;valuation d&eacute;mystifi&eacute;e</i>. Paris: Editions Sociales Françaises.</p>     <!-- ref --><p>Harris, K. R., Santangelo, T., &amp; Graham, S. (2010). Metacognition and strategies instruction in writing. In H. S. Waters &amp; W.  Schneider (Eds.), <i>Metacognition, strategy use, and instruction</i> (pp. 226-256). New York, NY, US: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049565&pid=S0870-8231201900030000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hattie, J., &amp; Timperley, H. (2007). The power of feedback. <i>Review of Educational Research, 77</i>, 81-112. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.3102/003465430298487" target="_blank">https://doi.org/10.3102/003465430298487</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049567&pid=S0870-8231201900030000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hayes, J. R., &amp; Flower, L. S. (1980). Identifying the organization of the writing process. In L. W. Gregg &amp; E. R. Steinberg (Eds.),  <i>Cognitive processes in writing</i> (pp. 3-30). Hillsdale, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049568&pid=S0870-8231201900030000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hayes, J. R. (2000). A new framework for understanding cognition and affect in writing. In R. Indrisano &amp; J. R. Squire (Eds.),  <i>Perspectives on writing: Research, theory and practice</i> (pp. 6-44). Newark, DE: International Reading Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049570&pid=S0870-8231201900030000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hayes, J. R., Flower, L., Schriver, K. A., Stratman, J., &amp; Carey, L. (1987). Cognitive processes in revision. <i>Advances in Applied  Psycholinguistics, 2</i>, 176-240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049572&pid=S0870-8231201900030000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>MacArthur, C. A., &amp; Graham, S. (1987). Learning disabled students&rsquo; composing under three methods of text production: Handwriting,  word processing, and dictation. <i>Journal Special Education, 21</i>, 22-42. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1177/002246698702100304" target="_blank">https://doi.org/10.1177/002246698702100304</a></p>     <!-- ref --><p>McCurdy, M., Skinner, C., Watson, S., &amp; Shriver, M. (2008). Examining the effects of a comprehensive writing program on the writing  performance of middle school students with learning disabilities in written expression. <i>School Psychology Quartely, 23</i>, 471-586.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049575&pid=S0870-8231201900030000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Montanero, M., Lucero, M., &amp; Fern&aacute;ndez, M. J. (2014). Iterative co-evaluation with a rubric of narrative texts in Primary  Education/Coevaluaci&oacute;n iterativa con r&uacute;brica de textos narrativos en la Educaci&oacute;n Primaria. <i>Infancia y Aprendizaje,  37</i>, 184-220. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1080/02103702.2014.881653"  target="_blank">https://doi.org/10.1080/02103702.2014.881653</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049577&pid=S0870-8231201900030000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pajares, F. (2003). Cren&ccedil;as de autoefic&aacute;cia, motiva&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o na escrita: Uma revis&atilde;o  da literatura. <i>Reading and Writing Quarterly, 19</i>, 139-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049578&pid=S0870-8231201900030000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Panadero, E., Alonso-Tapia, J., &amp; Huertas, J. A. (2012). Rubrics and self-assessment scripts effects on self-regulation, learning and  self-efficacy in secondary education. <i>Learning and individual differences, 22</i>, 806-813.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049580&pid=S0870-8231201900030000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pessoa, A. P., Correa, J., &amp; Spinillo, A. (2010). Contexto de produ&ccedil;&atilde;o e o estabelecimento da coer&ecirc;ncia na escrita de  hist&oacute;rias por crian&ccedil;as. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 23</i>, 253-260.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049582&pid=S0870-8231201900030000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Price, M., Handley, K., Millar, J., &amp; O&rsquo;Donovan, B. (2010). Feedback: All that effort, but what is the effect?. <i>Assessment &amp;  Evaluation in Higher Education, 35</i>, 277-289. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1080/02602930903541007" target="_blank">https://doi.org/10.1080/02602930903541007</a></p>     <p>Raven, J., Raven, J. C., &amp; Court, J. H. (1998). <i>Manual for Raven&rsquo;s progressive matrices and vocabulary scale. Section I: General  overview</i>. 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Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1080/13562511003619961"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/13562511003619961</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049592&pid=S0870-8231201900030000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wong, B., &amp; Berninger, V. (2004). Cognitive processes of teachers in implementing composition research in elementary, middle and high  school classrooms. In A. Stone, E. Siliman, B. Ehren, &amp; K. Apel (Eds.), <i>Handbook of language and literacy: Development and disorders</i>  (pp. 600-623). 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Retrieved from  <a href="http://dx.doi.org/10.1016/B978-012109890-2/50031-7" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/B978-012109890-2/50031-7</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049599&pid=S0870-8231201900030000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Zimmerman, B. J., &amp; Pons, M. M. (1986). Development of a structured interview for assessing student use of self-regulated learning  strategies. <i>American Educational Research Journal, 23</i>, 614-628.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=049600&pid=S0870-8231201900030000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Cristina Silva, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em  Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:csilva@ispa.pt">csilva@ispa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho &eacute; financiado por Fundos Nacionais atrav&eacute;s da FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a  Tecnologia no &acirc;mbito do projeto UID/CED/04853/2016.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 02/08/2018 Aceita&ccedil;&atilde;o: 01/01/2019</p>      ]]></body><back>
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