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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estilos parentais e comportamentos de bullying em adolescentes e jovens adultos: Efeito moderador da personalidade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The emotional nature and the relationship between parents and their children, characterized by the parental styles, display an important contribution to the psychosocial development of adolescents. The adolescent personality is shaped by their family environment and the relationship with their peers, which have a big significance to the future behaviour of the adolescents and young adults. The present study aims to analyze predictor role from parenting styles of both mother and father with the adolescent personality in different bullying behaviours, and also, evaluate the moderating role of personality traits on the association between parenting styles and bullying behaviours. The study sample consisted of 1,976 adolescents and young adults aged between 14 and 25 years old (M=17:22, SD=2.50). Data collection was performed using a self-report instrument. The results suggest the extraversion and conscientiousness traits as protective factors to the victimization and aggression behaviours, and neuroticism trait as an enhancer of these behaviours. The results will be discussed in light of Baumrind theory, assuming the importance of parenting styles for the personality and behaviour development in adolescents and young adults.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Estilos parentais e comportamentos de <i>bullyin</i><i>g</i> em adolescentes e jovens adultos: Efeito moderador da personalidade</b></p>     <p><b>Parental styles and bullying behaviour, in adolescents and young adults: Moderating effect of personality</b></p>     <p><b>Catarina Pinheiro Mota<sup>1</sup>, M&oacute;nica Costa<sup>2</sup>, M&oacute;nica Pinheiro<sup>3</sup>,  Filipa Nunes<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>UTAD &ndash; Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal / Centro de Psicologia, Universidade do Porto,  Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto, Porto, Portugal / Centro de Psicologia,  Universidade do Porto, Porto, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>UTAD &ndash; Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os estilos parentais caracterizam a natureza afetiva e a rela&ccedil;&atilde;o entre os pais e os filhos, apresentando por isso, uma  contribui&ccedil;&atilde;o importante para o desenvolvimento psicossocial dos jovens. A viv&ecirc;ncia familiar, a rela&ccedil;&atilde;o mantida  com os pares e o desenvolvimento do adolescente contribuem para a forma&ccedil;&atilde;o da sua personalidade, sendo esta que dita muitos dos  comportamentos futuros dos adolescentes e jovens adultos. Este estudo teve como objetivo analisar o papel dos estilos parentais e da  personalidade no desenvolvimento de comportamentos de agress&atilde;o e vitima&ccedil;&atilde;o, assim como, testar o papel moderador da  personalidade na associa&ccedil;&atilde;o anterior. A amostra foi constitu&iacute;da por 1976 adolescentes e jovens adultos, com idades  compreendidas entre os 14 e os 25 anos de idade (<i>M</i>=17.22; <i>DP</i>=2.50). A recolha de dados foi realizada com recurso a instrumentos de  autorrelato. Os resultados sugerem a extrovers&atilde;o e a conscienciosidade como fatores protetores face ao desenvolvimento de comportamentos  de vitima&ccedil;&atilde;o e agress&atilde;o, e o neuroticismo como um importante potenciador destes comportamentos. Os dados foram analisados  &agrave; luz da teoria de Baumrind, assumindo a import&acirc;ncia dos estilos parentais para o desenvolvimento da personalidade e de  comportamentos de <i>bullying</i> na adolesc&ecirc;ncia e jovem adult&iacute;cia.    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Estilos parentais, Comportamentos de <i>bullying</i>, Personalidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The emotional nature and the relationship between parents and their children, characterized by the parental styles, display an important  contribution to the psychosocial development of adolescents. The adolescent personality is shaped by their family environment and the  relationship with their peers, which have a big significance to the future behaviour of the adolescents and young adults. The present study aims  to analyze predictor role from parenting styles of both mother and father with the adolescent personality in different bullying behaviours, and  also, evaluate the moderating role of personality traits on the association between parenting styles and bullying behaviours. The study sample  consisted of 1,976 adolescents and young adults aged between 14 and 25 years old (<i>M</i>=17:22, <i>SD</i>=2.50). Data collection was performed  using a self-report instrument. The results suggest the extraversion and conscientiousness traits as protective factors to the victimization and  aggression behaviours, and neuroticism trait as an enhancer of these behaviours. The results will be discussed in light of Baumrind theory,  assuming the importance of parenting styles for the personality and behaviour development in adolescents and young adults.</p>     <p><b>Key words</b>: Parental styles, Bullying behaviours, Personality.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estilos parentais e desenvolvimento da personalidade na adolesc&ecirc;ncia e jovem adult&iacute;cia</i></p>     <p>Como forma de perceber o contributo dos estilos parentais nos processos de desenvolvimento da popula&ccedil;&atilde;o infanto-juvenil,  Baumrind (1991) prop&ocirc;s uma abordagem tipol&oacute;gica assente nos pressupostos de suporte, autonomia, independ&ecirc;ncia disponibilizada  e controlo parental. Desta abordagem resultou a operacionaliza&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s estilos parentais, a saber: democr&aacute;tico,  autorit&aacute;rio e permissivo. O estilo democr&aacute;tico &eacute; identificado como o mais equilibrado, caracterizando-se pela  presen&ccedil;a de limites e regras associada &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de independ&ecirc;ncia e autonomia. &Eacute; um estilo onde existe  controlo, mas com modera&ccedil;&atilde;o, e onde o ambiente familiar &eacute; caloroso e estimulante. Num dos extremos desta abordagem, pode  observar-se o estilo autorit&aacute;rio que se caracteriza pela presen&ccedil;a de exig&ecirc;ncia e autoridade pautando-se por um elevado  n&iacute;vel de controlo. As atitudes autorit&aacute;rias tendem a limitar a capacidade de express&atilde;o dos filhos e a avaliar o  comportamento destes de uma forma r&iacute;gida e com recurso a castigos e puni&ccedil;&otilde;es. No outro extremo, o estilo permissivo  caracteriza-se pela presen&ccedil;a de um elevado n&iacute;vel de toler&acirc;ncia associado a um baixo n&iacute;vel de exig&ecirc;ncia  pautando-se, assim, pela aus&ecirc;ncia de controlo e de implementa&ccedil;&atilde;o de regras e/ou limites (Baumrind, 1991).</p>     <p>De acordo com a evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica, os jovens educados dentro de um estilo democr&aacute;tico revelam n&iacute;veis mais  elevados de extrovers&atilde;o e rela&ccedil;&otilde;es interpessoais mais positivas, enquanto os filhos de pais autorit&aacute;rios e  permissivos experimentam estados emocionais mais negativos, apresentam menor sociabilidade e revelam n&iacute;veis mais elevados de  agressividade (e.g., Huver, Otten, Vries, &amp; Engles, 2010). Assim, com base no exposto, sugere-se que os estilos parentais adotados pelas  figuras cuidadoras podem assumir um papel preditor face &agrave; personalidade dos jovens.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste seguimento, destaca-se que a personalidade avaliada &agrave; luz da taxonomia <i>Big Five</i> pode ser compreendida tendo por base  cinco dimens&otilde;es gerais: extrovers&atilde;o, abertura &agrave; experi&ecirc;ncia, amabilidade, conscienciosidade e neuroticismo (Costa  &amp; McCrae, 1992). De acordo com esta taxonomia, a extrovers&atilde;o caracteriza-se pela predisposi&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos  para experimentarem estados emocionais positivos e vivenciarem sentimentos mais positivos face a si pr&oacute;prios. A abertura &agrave;  experi&ecirc;ncia relaciona-se com o n&iacute;vel de interesse, originalidade e capacidade de assumir riscos e pode indicar maior capacidade  imaginativa. A amabilidade, por sua vez, encontra-se associada &agrave; capacidade de relacionamento interpessoal, altru&iacute;smo, generosidade  e confian&ccedil;a nos demais. J&aacute; a conscienciosidade relaciona-se com a capacidade de empenho e compromisso. Por &uacute;ltimo, o  neuroticismo indica a tend&ecirc;ncia dos indiv&iacute;duos para vivenciar estados emocionais negativos e revelar uma vis&atilde;o negativista  face a si pr&oacute;prio e ao mundo (Costa &amp; McCrae, 1992; Zou, Ganguli, &amp; Shahnawaz, 2014).</p>     <p>De acordo com alguns estudos, os jovens que revelam tra&ccedil;os de personalidade pautados pelo neuroticismo, extrovers&atilde;o e abertura  &agrave; experi&ecirc;ncia revelam uma maior predisposi&ccedil;&atilde;o para condutas agressivas (e.g., Wilson &amp; Nagy, 2017; Zou et al.,  2014). Pelo exposto, depreende-se que o estudo dos processos inerentes aos estilos parentais e ao desenvolvimento da personalidade pode ser  relevante no que concerne &agrave; compreens&atilde;o das condutas de <i>bullying</i> evidenciadas pela popula&ccedil;&atilde;o juvenil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Papel dos estilos parentais e da personalidade no desenvolvimento de comportamentos de bullyi ng na adolesc&ecirc;ncia e jovem  adult&iacute;cia</i></p>     <p>A adolesc&ecirc;ncia constitui uma fase de transi&ccedil;&atilde;o desenvolvimental pautada por mudan&ccedil;as significativas a n&iacute;vel  cognitivo, emocional, biol&oacute;gico e psicossocial. Este per&iacute;odo desenvolvimental pode, deste modo, ser compreendido como uma fase de  transforma&ccedil;&otilde;es e reorganiza&ccedil;&otilde;es pautada por uma significativa inquieta&ccedil;&atilde;o interior, sendo que esta  n&atilde;o ter&aacute; de ser necessariamente negativa (Fleming, 2005). O per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia que ocorre a partir dos 18 anos de  idade designa-se de &ldquo;jovem adult&iacute;cia&rdquo; e caracteriza-se pela ambiguidade em alcan&ccedil;ar um <i>self</i> est&aacute;vel e  independente e explorar a forma&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria nas &aacute;reas das rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas e da vida  profissional (Arnett, 2007).</p>     <p>Neste seguimento, sugere-se que a adolesc&ecirc;ncia e a jovem adult&iacute;cia, ainda que contemplem tarefas desenvolvimentais distintas,  acarretam perdas e aquisi&ccedil;&otilde;es significativas sob o ponto de vista pessoal e emocional. Deste modo, sugere-se que a instabilidade  patente na adolesc&ecirc;ncia e por vezes presente na jovem adult&iacute;cia acarreta maior vulnerabilidade face ao risco, podendo eventualmente  despoletar um desajustamento emocional o que, por sua vez, aumenta a probabilidade de os jovens se envolverem em comportamentos de  <i>bullying</i>.</p>     <p>Neste seguimento, torna-se importante real&ccedil;ar que o <i>bullying</i> &eacute; um fen&oacute;meno que se caracteriza por um conjunto de  atitudes agressivas intencionais e negativas pautadas por agress&otilde;es f&iacute;sicas e/ou psicol&oacute;gicas como por exemplo a  exclus&atilde;o social (Cerezo, Ruiz-Esteban, Lacasa, &amp; Gonzalo, 2018). Estes tipos de comportamento podem ser categorizados em dois grupos  consoante o tipo de a&ccedil;&atilde;o: direto e indireto. O <i>bullying</i> &ldquo;direto&rdquo; caracteriza-se pela presen&ccedil;a de  agress&otilde;es f&iacute;sicas e/ou verbais incisivas face &agrave; v&iacute;tima, enquanto o <i>bullying</i> &ldquo;indireto&rdquo; consiste em  as a&ccedil;&otilde;es de isolamento ou exclus&atilde;o intencional do grupo (Martins, 2005). Cabe clarificar, ainda, que o <i>bullying</i> na  sua grande maioria das vezes &eacute; desvalorizado, na medida em que n&atilde;o &eacute; completamente percet&iacute;vel para os demais, pois  certos comportamentos dos jovens s&atilde;o compreendidos pelos outros como condutas normativas do crescimento (Luk et al., 2016).</p>     <p>De acordo com a literatura, as atitudes implementadas pelas figuras parentais no seio familiar parecem constituir aspetos importantes ao  n&iacute;vel da regula&ccedil;&atilde;o comportamental da popula&ccedil;&atilde;o juvenil. Esta quest&atilde;o &eacute; corroborada pela  investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida por Luk et al. (2016) que apurou que as condutas parentais pautadas quer pela indulg&ecirc;ncia quer pela  coer&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e puni&ccedil;&atilde;o estabeleciam importantes preditores dos comportamentos de <i>bullying</i>. Outras  investiga&ccedil;&otilde;es apuraram que os jovens que desenvolvem comportamentos agressivos revelavam caracter&iacute;sticas ligadas ao  tra&ccedil;o de personalidade de extrovers&atilde;o, enquanto os jovens tidos como v&iacute;timas apresentavam maiores n&iacute;veis de  introvers&atilde;o e rejei&ccedil;&atilde;o social (e.g., Fossati, Borroni, &amp; Maffei, 2012).</p>     <p>Desta forma e tendo em conta que o <i>bullying</i> constitui um grave problema de sa&uacute;de p&uacute;blica urge a necessidade da  implementa&ccedil;&atilde;o de novas investiga&ccedil;&otilde;es que promovam um conhecimento mais pr&oacute;ximo da realidade atual e o  desenho/implementa&ccedil;&atilde;o de novas estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o junto da  popula&ccedil;&atilde;o juvenil. O presente estudo tem como principal objetivo analisar o papel dos estilos parentais e da personalidade no  desenvolvimento dos comportamentos de <i>bullying</i>, assim como testar o papel moderador da personalidade na associa&ccedil;&atilde;o  anterior.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>No estudo participaram 1976 adolescentes e jovens adultos portugueses com idades compreendidas entre os 14 e os 25 anos de idade  (<i>M</i>=17.22; <i>DP</i>=2.50), dos quais 714 s&atilde;o do sexo masculino (36.1%) e 1262 do sexo feminino (63.9%). Relativamente &agrave;  escolaridade dos participantes, 300 frequentam o 9&ordm; ano (15.2%), 980 frequentam o ensino secund&aacute;rio (49.5%), 683 frequentam o ensino  superior (34.6%) e 13 n&atilde;o responderam &agrave; quest&atilde;o (0.7%). Quanto &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o familiar, 1475  participantes vivem com os pais e os irm&atilde;os (74.6%), 173 vivem apenas com um dos pais (8.8%), 284 vivem com outros elementos (outros  familiares, namorado/a, amigo/a) (14.4%) e 44 n&atilde;o responderam &agrave; quest&atilde;o (2.2%). Relativamente &agrave; escolaridade do pai,  351 t&ecirc;m o 1&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico ou inferior (17.8%), 902 t&ecirc;m o 2&ordm; ou 3&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico  (45.6%), 417 t&ecirc;m o Ensino Secund&aacute;rio (21.1%), 165 t&ecirc;m o Ensino Superior (8.3%), 5 t&ecirc;m Estudos P&oacute;s-graduados  (0.3%), e 136 n&atilde;o responderam &agrave; quest&atilde;o (6.9%). Quanto &agrave; escolaridade da m&atilde;e, 291 t&ecirc;m o 1&ordm; Ciclo do  Ensino B&aacute;sico ou inferior (14.7%), 841 t&ecirc;m o 2&ordm; ou 3&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico (42.6%), 498 t&ecirc;m o Ensino  Secund&aacute;rio (25.2%), 223 t&ecirc;m o Ensino Superior (11.3%), 4 t&ecirc;m Estudos P&oacute;s-graduados (0.2%), e 118 n&atilde;o responderam  &agrave; quest&atilde;o (6.0%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>O primeiro instrumento do protocolo consistiu num question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico que abrangia as vertentes  sociodemogr&aacute;ficas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O <i>Question&aacute;rio de Exclus&atilde;o Social e Viol&ecirc;ncia Escolar</i> (QEVE; Diaz-Aguado, Arias, &amp; Seoane, 2004; adaptado por  Martins, 2005), &eacute; um question&aacute;rio de autorrelato que tem como objetivo avaliar o tipo e o grau de envolvimento dos  indiv&iacute;duos em comportamentos de <i>bullying</i>. Este question&aacute;rio &eacute; composto por 45 itens distribu&iacute;dos por  tr&ecirc;s subescalas: Vitima&ccedil;&atilde;o, Agress&atilde;o e Observa&ccedil;&atilde;o. Cada item &eacute; avaliado atrav&eacute;s de  resposta tipo <i>Likert</i>, que varia entre 1 &ldquo;Nunca&rdquo; e 4 &ldquo;Quase sempre&rdquo;. Na presente amostra, a an&aacute;lise da  consist&ecirc;ncia interna demonstrou valores de <i>Alfa de Cronbach</i> de .89 para a totalidade do instrumento e de .75 para a  vitima&ccedil;&atilde;o, .70 para a agress&atilde;o e .89 para a observa&ccedil;&atilde;o. A an&aacute;lise confirmat&oacute;ria apresentou  valores ajustados para o modelo, <i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(18)</Sub>=81.77, <i>&chi;<Sup>2</Sup>/gl</i>=4.54, <i>p</i>=.001, com RMR=.00,  RMSEA=.04, CFI=.99, GFI=.99, AGFI=.98, IFI=.99, NFI=.99. Martins e Castro (2010) propuseram um agrupamento em quatro grupos que permitem  identificar o tipo de indiv&iacute;duos (v&iacute;tima, agressor, v&iacute;tima &amp; agressor e n&atilde;o envolvido) baseando-se na soma das  respostas &agrave;s subescalas vitima&ccedil;&atilde;o e agress&atilde;o. O agrupamento &eacute; realizado com base nas seguintes  <i>guidelines</i>: v&iacute;tima, na subescala agress&atilde;o &le;18 e na subescala vitima&ccedil;&atilde;o &gt;18; agressor, na subescala  agress&atilde;o &gt;18 e na subescala vitima&ccedil;&atilde;o &le;18; v&iacute;tima &amp; agressor, na subescala agress&atilde;o &gt;18 e na  subescala vitima&ccedil;&atilde;o &gt;18 e n&atilde;o envolvido, na subescala agressor &le;18 e na subescala vitima&ccedil;&atilde;o &le;18. Esta  categoriza&ccedil;&atilde;o foi utilizada para definir os pontos de corte das an&aacute;lises deste trabalho. No presente estudo apenas foram  analisadas as categorias dos comportamentos de vitima&ccedil;&atilde;o e agress&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>O Parenting Styles &amp; Dimensions Questionnaire: Short Version</i> (PSDQ; Robinson, Mandleco, Olson, &amp; Hart, 1995; adaptado por Nunes  &amp; Mota, 2018) &eacute; um question&aacute;rio de autorrelato que tem como objetivo avaliar a perce&ccedil;&atilde;o que os adolescentes  t&ecirc;m perante os estilos parentais das figuras cuidadoras. &Eacute; composto por 32 itens distribu&iacute;dos por tr&ecirc;s  dimens&otilde;es: Democr&aacute;tico, Autorit&aacute;rio e Permissivo. &Eacute; constitu&iacute;do pela vers&atilde;o pai e pela vers&atilde;o  m&atilde;e. Cada item &eacute; avaliado atrav&eacute;s de resposta tipo <i>Likert</i>, que varia entre 1 &ldquo;Nunca&rdquo; e 5  &ldquo;Sempre&rdquo;. Cada uma das dimens&otilde;es &eacute; constitu&iacute;da por subescalas. O Estilo Democr&aacute;tico inclui: Apoio e  Afeto, Regula&ccedil;&atilde;o e Ced&ecirc;ncia de autonomia/Participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica. O Estilo Autorit&aacute;rio inclui:  Coer&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica<i>,</i> Hostilidade verbal e Puni&ccedil;&atilde;o. Por &uacute;ltimo o Estilo Permissivo inclui:  Indulg&ecirc;ncia. Na presente amostra, a an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna demonstrou valores de <i>Alfa de Cronbach</i> de .89/.85  para o pai e m&atilde;e respetivamente para a totalidade do instrumento. No que refere aos <i>Alfas de Cronbach</i> de cada subescala registam-se  valores de .88/.83 para Apoio e afeto, .87/.83 para Regula&ccedil;&atilde;o, .86/.82 para a Ced&ecirc;ncia de  Autonomia/Participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, .74/.74 para a Coer&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, .62/.62 para a Puni&ccedil;&atilde;o  e .58/.57 para a Indulg&ecirc;ncia, na vers&atilde;o do pai e da m&atilde;e respetivamente. A an&aacute;lise confirmat&oacute;ria apresenta bons  &iacute;ndices de ajustamento para o modelo, <i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(116)</Sub>=898.84, <i>&chi;<Sup>2</Sup>/gl</i>=7.82,  <i>p</i>=.001/<i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(116)</Sub>=782.42, <i>&chi;<Sup>2</Sup>/gl</i>=6.75, <i>p</i>=.001, com RMR=.08/.07, RMSEA=.06/.05,  CFI=.96/.95, GFI=.95/.96, AGFI=.93/.94, IFI=.96/.95, NFI=.95/.95; na vers&atilde;o do pai e da m&atilde;e respetivamente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O <i>Invent&aacute;rio de Personalidade dos Cinco Fatores</i> (NEO-FFI-20; Costa &amp; MacCrae, 1992; adaptado por Bertoquini &amp;  Pais-Ribeiro, 2006), &eacute; um question&aacute;rio de autorrelato que tem como objetivo avaliar cinco dom&iacute;nios da personalidade.  Trata-se de uma vers&atilde;o reduzida do NEO-PI-R, constitu&iacute;da por 20 itens distribu&iacute;dos por cinco dimens&otilde;es: Neuroticismo,  Extrovers&atilde;o, Abertura &agrave; Experi&ecirc;ncia, Amabilidade e Conscienciosidade. Cada item &eacute; avaliado atrav&eacute;s de resposta  tipo <i>Likert</i>, que varia entre 1 &ldquo;Discordo Fortemente&rdquo; e 5 &ldquo;Concordo Fortemente&rdquo;. Na presente amostra, a  an&aacute;lise de consist&ecirc;ncia interna demonstrou valor de <i>Alpha</i> de <i>Cronbach</i> de .50 relativamente &agrave; totalidade do  instrumento e de .59 para a subescala do Neuroticismo, .69 para Extrovers&atilde;o, .66 para a Abertura &agrave; experi&ecirc;ncia, .50 para a  Amabilidade e .81 para a Conscienciosidade. As an&aacute;lises fatoriais confirmat&oacute;rias (AFC) apresentam valores de ajustamento adequados  para o modelo, <i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(76)</Sub>=434.21, <i>&chi;<Sup>2</Sup>/gl</i>=5.71, <i>p</i>=.001, com RMR=.04, RMSEA=.05, CFI=.94,  GFI=.97, AGFI=.96, IFI=.94, NFI=.93. De real&ccedil;ar que apenas foram analisadas as dimens&otilde;es do neuroticismo e extrovers&atilde;o tendo  por base os objetivos do presente estudo. Apesar dos valores menos satisfat&oacute;rios de consist&ecirc;ncia interna optou-se por utilizar esta  escala no presente estudo, uma vez que, os mesmos v&atilde;o ao encontro da pr&oacute;pria vers&atilde;o original do instrumento (Costa &amp;  MacCrae, 1992) sendo esta decis&atilde;o metodol&oacute;gica fundamentada, tamb&eacute;m, nos valores adequados de ajustamento obtidos nas AFC  que asseguram que o modelo original do NEO-FFI-20 se replica na amostra em estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Este estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro. Ap&oacute;s esta  aprova&ccedil;&atilde;o foi realizado um pedido de aprecia&ccedil;&atilde;o e parecer &agrave; Dire&ccedil;&atilde;o Geral de  Educa&ccedil;&atilde;o (DGE). Posteriormente, realizaram-se reuni&otilde;es com os Diretores das institui&ccedil;&otilde;es de ensino, onde foi  poss&iacute;vel elucidar os objetivos do estudo. O Termo Consentimento Livre e Esclarecido foi assinado pelos encarregados de  educa&ccedil;&atilde;o dos jovens menores de idade, assim como, pelos jovens com mais de 18 anos. A recolha de dados decorreu em contexto sala de  aula em escolas do ensino secund&aacute;rio e institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior. Em todas estas administra&ccedil;&otilde;es os  jovens receberam um conjunto de instru&ccedil;&otilde;es <i>standard</i> onde foram explicados, de uma forma sucinta, os objetivos gerais do  estudo pela investigadora principal. Foram salvaguardados todos os princ&iacute;pios &eacute;ticos de voluntariedade e anonimato. Devido &agrave;  extens&atilde;o do protocolo e &agrave; possibilidade de este provocar algum cansa&ccedil;o e posterior enviesamento das respostas foi realizada  a invers&atilde;o dos question&aacute;rios.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise de dados</i></p>     <p>Trata-se de uma investiga&ccedil;&atilde;o de &iacute;ndole transversal uma vez que a recolha de dados se realizou num &uacute;nico momento,  n&atilde;o existindo seguimento temporal dos indiv&iacute;duos. O tratamento dos resultados foi realizado com os programas <i>IBM SPSS Statistics  24</i> e <i>IBM SPSS Amos v.24</i>. Foi utilizado tamb&eacute;m o <i>plugin PROCESS macro for SPSS and SAS</i> v2.16 (Hayes, 2016), que  implementa o processo de modera&ccedil;&atilde;o. Numa primeira fase e no sentido de identificar e excluir <i>missings</i> e eventuais  <i>outliers</i> realizou-se, de forma preliminar, uma limpeza da amostra. Na continuidade foram testados os pressupostos de normalidade dos dados  da amostra em estudo, sendo analisados os valores de assimetria, achamento e do teste <i>Kolmogorov Smirnov</i>, assim com os dados dos  gr&aacute;ficos e histogramas, <i>Q Qplots</i> e <i>Boxplots</i>, o que permitiu constatar que dados cumpriam os crit&eacute;rios de normalidade.  Foi, tamb&eacute;m, testada a estrutura original dos instrumentos utilizados atrav&eacute;s das <i>An&aacute;lises Confirmat&oacute;rias de  1&ordf; ordem</i> (AFC), com recurso ao m&eacute;todo de estima&ccedil;&atilde;o de &ldquo;<i>Maximuum Likelihood&rdquo;.</i> Para a  concretiza&ccedil;&atilde;o dos objetivos recorreu-se ao <i>Modelo de Regress&otilde;es M&uacute;ltiplas Hier&aacute;rquicas</i> para se testar a  presen&ccedil;a de um efeito preditor entre as vari&aacute;veis em estudo (Mar&ocirc;co, 2014). Finalmente, testou-se a exist&ecirc;ncia de um  papel moderador da personalidade na associa&ccedil;&atilde;o entre os estilos parentais e os comportamentos vitima&ccedil;&atilde;o e  agress&atilde;o com recurso a an&aacute;lises de regress&otilde;es m&uacute;ltiplas do <i>plugin</i> PROCESS (Hayes, 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Papel preditor dos estilos parentais e da personalidade nos comportamentos de bullying</i></p>     <p>Como forma de dar resposta a um dos objetivos inicialmente propostos, realizaram-se an&aacute;lises de regress&atilde;o m&uacute;ltipla  hier&aacute;rquica, nas quais se utilizou como vari&aacute;vel dependente os comportamentos de vitima&ccedil;&atilde;o e agress&atilde;o.</p>     <p>As an&aacute;lises de regress&atilde;o m&uacute;ltipla hier&aacute;rquica face &agrave; vitima&ccedil;&atilde;o foram realizadas mediante a  introdu&ccedil;&atilde;o de 4 blocos: no bloco 1 o sexo (<i>dummy</i>) n&atilde;o apresenta um contributo significativo <i>F</i>(1,1974)=1.53;  <i>p</i>=.216, explica 0.1% da vari&acirc;ncia total (<i>R<Sup>2</i></Sup>=.001) e contribui individualmente com 0.1% da vari&acirc;ncia para o  modelo (<i>R<Sup>2</Sup>change</i>=.001). No que se refere ao bloco 2, estilos parentais m&atilde;e, contribui significativamente para a  vari&acirc;ncia do modelo <i>F</i>(7,1968)=8.50; <i>p</i>=.001, e explica 2.9% da vari&acirc;ncia total (<i>R<Sup>2</i></Sup>=.029), apresentando  um contributo individual de 2.9% (<i>R<Sup>2</Sup>change</i>=.029). Relativamente ao bloco 3, foi introduzido os estilos parentais pai que se  mostra significativa <i>F</i>(13,1962)=6.45; <i>p</i>=.001 e explica 4.1% da vari&acirc;ncia total (<i>R<Sup>2</i></Sup>=.041), apresentando um  contributo individual de 1.2% (<i>R<Sup>2</Sup>change</i>=.012). Por &uacute;ltimo, no bloco 4, a personalidade apresenta um contributo positivo  <i>F</i>(18,1957)=15.56; <i>p</i>=.001 e explica 12.5% da vari&acirc;ncia total (<i>R<Sup>2</i></Sup>=.125), mostrando assim um contributo  individual de 8.4% (<i>R<Sup>2</Sup>change</i>=.084). Atrav&eacute;s da an&aacute;lise individual do contributo de cada uma das vari&aacute;veis  independentes dos blocos, verifica-se a exist&ecirc;ncia de duas contribui&ccedil;&otilde;es significativas (<i>p</i>&lt;.05) enquanto preditores  de comportamentos de vitima&ccedil;&atilde;o, cuja apresenta&ccedil;&atilde;o ser&aacute; efetuada por ordem de import&acirc;ncia: neuroticismo  (<i>&beta;</i>=.233) e amabilidade (<i>&beta;</i>=-.120) (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a03t1.jpg" width="579" height="422"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que concerne &agrave; an&aacute;lise de regress&atilde;o m&uacute;ltipla hier&aacute;rquica face &agrave; dimens&atilde;o agress&atilde;o  foram, tamb&eacute;m, introduzidos 4 blocos: no bloco 1 o sexo (<i>Dummy</i>) apresenta um contributo significativo <i>F</i>(1,1974)=46.02;  <i>p</i>=.001, explica 2,3% da vari&acirc;ncia total (<i>R<Sup>2</i></Sup>=.023) e contribui individualmente com 2,3% da vari&acirc;ncia para o  modelo (<i>R<Sup>2</Sup>change</i>=.023). No que se refere ao bloco 2, estilos parentais m&atilde;e, contribui significativamente para a  vari&acirc;ncia do modelo <i>F</i>(7,1968)=15.46; <i>p</i>=.001, e explica 5,2% da vari&acirc;ncia total (<i>R<Sup>2</i></Sup>=.052),  apresentando um contributo individual de 2.9% (<i>R<Sup>2</Sup>change</i>=.029). Relativamente ao bloco 3, foi introduzido os estilos parentais  pai que contribui significativamente para o modelo <i>F</i>(13,1962)=8.83; <i>p</i>=.001 e explica 5.5% da vari&acirc;ncia total  (<i>R<Sup>2</i></Sup>=.055), apresentando um contributo individual de 0.3% (<i>R<Sup>2</Sup>change</i>=.003). Por &uacute;ltimo, no bloco 4, a  personalidade apresenta um contributo positivo <i>F</i>(18,1957)=10.81; <i>p</i>=.001 e explica 9.0% da vari&acirc;ncia total  (<i>R<Sup>2</i></Sup>=.090), mostrando assim um contributo individual de 3.5% (<i>R<Sup>2</Sup>change</i>=.035). Atrav&eacute;s da an&aacute;lise  individual do contributo de cada uma das vari&aacute;veis independentes dos blocos, verifica-se a exist&ecirc;ncia de quatro  contribui&ccedil;&otilde;es significativas (<i>p</i>&lt;.05) enquanto preditores de comportamentos de agress&atilde;o, cuja  apresenta&ccedil;&atilde;o ser&aacute; efetuada por ordem de import&acirc;ncia: sexo (<i>&beta;</i>=-.135) com contributo masculino, neuroticismo  (<i>&beta;</i>=.118), amabilidade (<i>&beta;</i>=-.110) e conscienciosidade (<i>&beta;</i>=-.074) (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a03t2.jpg" width="575" height="423"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Papel moderador da personalidade na associa&ccedil;&atilde;o entre os estilos parentais e comportamentos de bullying</i></p>     <p>De acordo com o &uacute;ltimo objetivo foram realizadas an&aacute;lises para determinar o papel moderador das vari&aacute;veis neuroticismo,  extrovers&atilde;o e conscienciosidade na associa&ccedil;&atilde;o entre os estilos parentais e os comportamentos de vitima&ccedil;&atilde;o e  agress&atilde;o com recurso ao <i>plugin</i> PROCESS (Hayes, 2016).</p>     <p>Na associa&ccedil;&atilde;o entre o estilo democr&aacute;tico da m&atilde;e e a vitima&ccedil;&atilde;o, os resultados indicam um papel  moderador da extrovers&atilde;o <i>&Delta;F</i>(3,1972)=19.133; <i>p</i>=.001 e da conscienciosidade <i>&Delta;F</i>(3,1972)=16.230;  <i>p</i>=.001. Verificou-se que os jovens que percecionam um estilo democr&aacute;tico elevado e apresentam, ao mesmo tempo, n&iacute;veis de  extrovers&atilde;o e conscienciosidade mais altos revelam menores n&iacute;veis de vitima&ccedil;&atilde;o (<a href="#f1">Figura 1</a>  e <a href="#f2">2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a03f1.jpg" width="580" height="211"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a03f2.jpg" width="580" height="212"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que se refere &agrave; associa&ccedil;&atilde;o entre o estilo democr&aacute;tico da m&atilde;e e a agress&atilde;o foi verificado a  exist&ecirc;ncia de um papel moderador por parte da vari&aacute;vel neuroticismo <i>&Delta;F</i>(3,1972)=22.28; <i>p</i>=.001. Assim,  verificou-se que mesmo na presen&ccedil;a de elevados n&iacute;veis do estilo democr&aacute;tico, quanto maiores fossem os &iacute;ndices de  neuroticismo, maiores eram, tamb&eacute;m, os n&iacute;veis de agress&atilde;o (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a03f3.jpg" width="580" height="209"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Verificou-se, tamb&eacute;m, a presen&ccedil;a de um papel moderador da conscienciosidade na associa&ccedil;&atilde;o entre o estilo  democr&aacute;tico do pai e a agress&atilde;o <i>&Delta;F</i>(3,1972)=17.15; <i>p</i>=.001. Os resultados indicam que quanto mais elevado era o  estilo democr&aacute;tico e os n&iacute;veis de conscienciosidade, menores eram os &iacute;ndices de agress&atilde;o  (<a href="#f4">Figura 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a03f4.jpg" width="575" height="218"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que se refere &agrave; associa&ccedil;&atilde;o entre o estilo autorit&aacute;rio da m&atilde;e e a vitima&ccedil;&atilde;o, os resultados  indicam a presen&ccedil;a de um papel moderador por parte da extrovers&atilde;o <i>&Delta;F</i>(3,1972)=29.71; <i>p</i>=.001 e da  conscienciosidade <i>&Delta;F</i>(3,1972)=24.97; <i>p</i>=.001. Resultados id&ecirc;nticos foram apurados na associa&ccedil;&atilde;o entre o  estilo autorit&aacute;rio do pai e a vitima&ccedil;&atilde;o: extrovers&atilde;o <i>&Delta;F</i>(3,1972)=34.87; <i>p</i>=.001 e  conscienciosidade <i>&Delta;F</i>(3,1972)=27.29; <i>p</i>=.001. Verificou-se que embora os jovens apresentassem n&iacute;veis elevados de estilo  autorit&aacute;rio em ambas figuras parentais, na presen&ccedil;a de n&iacute;veis de extrovers&atilde;o e conscienciosidade elevados, revelam  menores &iacute;ndices de vitima&ccedil;&atilde;o (<a href="#f5">Figura 5</a>, <a href="#f6">6</a>, <a href="#f7">7</a> e  <a href="#f8">8</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f5"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a03f5.jpg" width="575" height="217"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f6"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a03f6.jpg" width="576" height="218"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f7"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a03f7.jpg" width="580" height="215"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f8"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a03f8.jpg" width="579" height="214"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ainda na associa&ccedil;&atilde;o entre o estilo autorit&aacute;rio da m&atilde;e e a vitima&ccedil;&atilde;o verificou-se a presen&ccedil;a  de um papel moderador por parte do neuroticismo <i>&Delta;F</i>(3,1972)=73.95; <i>p</i>=.001. Os jovens que percecionavam elevados n&iacute;veis  do estilo autorit&aacute;rio, mas revelavam ao mesmo tempo n&iacute;veis baixos de neuroticismo, apresentavam menores &iacute;ndices de  vitima&ccedil;&atilde;o (<a href="#f9">Figura 9</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f9"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a03f9.jpg" width="580" height="212"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ainda no mesmo estilo, verificou-se um papel moderador da conscienciosidade na associa&ccedil;&atilde;o entre o estilo autorit&aacute;rio da  m&atilde;e e o comportamento de agress&atilde;o <i>&Delta;F</i>(3,1972)=23.44; <i>p</i>=.001. Verificou-se que mesmo na presen&ccedil;a de  n&iacute;veis elevados do estilo autorit&aacute;rio, quanto maiores fossem os &iacute;ndices da conscienciosidade, menores eram os &iacute;ndices  de agress&atilde;o (<a href="#f10">Figura 10</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f10"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a03f10.jpg" width="579" height="212"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por &uacute;ltimo, na associa&ccedil;&atilde;o entre o estilo permissivo dos pais e a vitima&ccedil;&atilde;o verificou-se a presen&ccedil;a  de um papel moderador por parte da extrovers&atilde;o <i>&Delta;F</i>(3,1972)=20.36; <i>p</i>=.001. Na presen&ccedil;a de um elevado estilo  permissivo, todavia com n&iacute;veis de extrovers&atilde;o mais altos, os n&iacute;veis de vitima&ccedil;&atilde;o eram menores  (<a href="#f11">Figura 11</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f11"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a03f11.jpg" width="579" height="215"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo teve como principal objetivo analisar o papel dos estilos parentais e da personalidade no desenvolvimento de comportamentos  de agress&atilde;o e vitima&ccedil;&atilde;o, assim como, testar o papel moderador da personalidade na associa&ccedil;&atilde;o anterior.</p>     <p>A realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise de regress&atilde;o m&uacute;ltipla hier&aacute;rquica, incluindo as vari&aacute;veis relativas  &agrave; personalidade, verificou que as mesmas controlam o efeito dos estilos parentais, verificando-se uma perda de signific&acirc;ncia. Assim,  na presente amostra parece que a personalidade assume um papel mais significativo na predi&ccedil;&atilde;o de comportamentos de  vitima&ccedil;&atilde;o e agress&atilde;o do que os estilos parentais. Estes resultados mostram que o n&uacute;cleo familiar a que o adolescente  e jovem adulto se encontra inserido &eacute; de grande import&acirc;ncia, pois as viv&ecirc;ncias familiares s&atilde;o fundamentais para a  forma&ccedil;&atilde;o da personalidade. Todavia com o desenvolvimento da personalidade ao longo da adolesc&ecirc;ncia e em especial na jovem  adult&iacute;cia, os estilos parentais assumem menor relev&acirc;ncia na viv&ecirc;ncia dos jovens. Esta quest&atilde;o poder&aacute;  relacionar-se com um crescente envolvimento dos jovens adultos num contexto externo ao seio familiar, desenvolvendo maior autonomia face  &agrave;s suas tomadas de decis&atilde;o.</p>     <p>Os resultados apontam, ainda, que o neuroticismo prediz positivamente os comportamentos de vitima&ccedil;&atilde;o e agress&atilde;o. Na  medida em que o neuroticismo &eacute; caracterizado pela instabilidade emocional, pelo negativismo, falta de estrat&eacute;gias de <i>coping</i>  e stresse, torna-se espect&aacute;vel que este se relacione com os comportamentos de <i>bullying</i>. Esta quest&atilde;o coloca-se porque as  caracter&iacute;sticas do neuroticismo parecem criar suscetibilidades para que o adolescente seja v&iacute;tima pela sua incapacidade de  adapta&ccedil;&atilde;o e pela forma como este v&ecirc; o mundo. O mesmo ocorre com o facto de ser agressor, n&atilde;o existindo  estrat&eacute;gias de <i>coping</i> adaptativas e a negatividade que v&ecirc; em si e nos demais pode resultar em comportamentos menos  apropriados com os pares, podendo assim levar a comportamentos agressivos. Estes resultados s&atilde;o consistentes com a evid&ecirc;ncia que  aponta que o neuroticismo se encontra associado aos comportamentos de vitima&ccedil;&atilde;o e agress&atilde;o (e.g., Wilson &amp; Nagy,  2017).</p>     <p>Tal como se esperava verificou-se que a amabilidade predizia negativamente a vitima&ccedil;&atilde;o e agress&atilde;o, e a conscienciosidade  predizia negativamente a agress&atilde;o. Estes resultados sugerem que a tend&ecirc;ncia dos jovens para mostrar autodisciplina e estabelecer  relacionamentos interpessoais positivos estabelece um fator protetor face aos comportamentos de vitima&ccedil;&atilde;o e/ou agress&atilde;o.  Estes resultados v&atilde;o ao encontro da perspetiva de Costa e McCrae (1992) que real&ccedil;a que a amabilidade e conscienciosidade denotam a  capacidade de solidariedade e cooperatividade, sendo caracter&iacute;sticas de indiv&iacute;duos organizados e disciplinados. Para al&eacute;m  disto, considera-se que a exist&ecirc;ncia de respeito pelos pares, a responsabilidade e a conscienciosidade pelas pr&oacute;prias  a&ccedil;&otilde;es, denotam a capacidade de n&atilde;o menosprezar e ignorar os outros. Estes resultados s&atilde;o, em parte, consistentes com  as conclus&otilde;es de Zou et al. (2014), que verificaram que a conscienciosidade predizia negativamente os comportamentos de  <i>bullying</i>.</p>     <p>Os resultados obtidos apontam, tamb&eacute;m, a presen&ccedil;a de contributo significativo do sexo masculino nos comportamentos de  agress&atilde;o. Estes resultados v&atilde;o ao encontro da literatura que demonstra uma maior propens&atilde;o do sexo masculino para problemas  de externaliza&ccedil;&atilde;o que constituem um importante preditor das condutas agressivas. Os dados encontrados corroboram  investiga&ccedil;&otilde;es anteriores que apuram que o sexo feminino &eacute; mais am&aacute;vel, tolerante e menos agressivo do que o sexo  masculino (e.g., Binsfeld &amp; Lisboa, 2010). Denotar que embora a personalidade se apresente como o principal preditor dos comportamentos de  <i>bullying</i> neste estudo &ndash; o que &eacute; consistente com a evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica pr&eacute;via &ndash;, a  interpreta&ccedil;&atilde;o destes resultados deve ser realizada com a devida aten&ccedil;&atilde;o uma vez que a personalidade pode ainda se  n&atilde;o encontrar totalmente estabilizada na adolesc&ecirc;ncia.</p>     <p>Por &uacute;ltimo e de acordo com os objetos propostos, os resultados apontam para o papel moderador do neuroticismo, da extrovers&atilde;o e  da conscienciosidade na associa&ccedil;&atilde;o entre os estilos parentais e os comportamentos de vitima&ccedil;&atilde;o e agress&atilde;o.  Assim, verificou-se que quanto mais elevado era o estilo democr&aacute;tico e na presen&ccedil;a de n&iacute;veis altos de extrovers&atilde;o e  conscienciosidade, menores eram os n&iacute;veis de vitima&ccedil;&atilde;o. Resultados semelhantes foram obtidos na associa&ccedil;&atilde;o  entre o estilo autorit&aacute;rio de ambos os pais e a vitima&ccedil;&atilde;o por parte da conscienciosidade e extrovers&atilde;o. O mesmo  ocorreu na associa&ccedil;&atilde;o entre o estilo permissivo do pai e a vitima&ccedil;&atilde;o por parte da extrovers&atilde;o. Estes  resultados parecem, assim, sugerir a extrovers&atilde;o e a conscienciosidade enquanto importantes fatores de prote&ccedil;&atilde;o face  &agrave; vitima&ccedil;&atilde;o. De notar, tamb&eacute;m, que estas s&atilde;o vari&aacute;veis de personalidade que se caracterizam por  n&iacute;veis elevados de socializa&ccedil;&atilde;o, cooperatividade e solidariedade com os outros, o que por sua vez, poder&aacute; levar a uma  menor propens&atilde;o para a vitima&ccedil;&atilde;o. Estas conclus&otilde;es parecem ir ao encontro da literatura que aponta que a  experi&ecirc;ncia de estados emocionais positivos, assim como, a capacidade de empenho e compromisso promove, n&atilde;o raras vezes,  relacionamentos interpessoais de qualidade e sentimentos de valoriza&ccedil;&atilde;o pessoal o que constitui importantes fatores protetores face  &agrave; vitima&ccedil;&atilde;o (e.g., Costa &amp; McRae, 1992; Wilson &amp; Nagy, 2017).</p>     <p>Verificou-se, tamb&eacute;m, que na presen&ccedil;a de n&iacute;veis reduzidos do estilo democr&aacute;tico do pai mas de &iacute;ndices  elevados de conscienciosidade, os n&iacute;veis de agress&atilde;o eram menores. Para al&eacute;m disto, p&ocirc;de constatar-se que a  presen&ccedil;a de elevados n&iacute;veis do estilo autorit&aacute;rio da m&atilde;e e de conscienciosidade se associavam a menores  &iacute;ndices de agress&atilde;o. Desta feita, sugere-se que a conscienciosidade estabelece um importante fator protetor face ao desenvolvimento  de comportamentos de vitima&ccedil;&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia e jovem adult&iacute;cia. Denotar que a conscienciosidade &eacute; uma  vari&aacute;vel da personalidade que se caracteriza pela cooperatividade e solidariedade com os demais, pelo que a sua aus&ecirc;ncia pode levar  a uma maior propens&atilde;o para comportamentos de agress&atilde;o, uma vez que existe uma menor capacidade para a compreens&atilde;o do impacto  dos seus atos. Os resultados obtidos s&atilde;o, em parte, consistentes com a literatura que sugere que a conscienciosidade prediz negativamente  os comportamentos de <i>bullying</i> (e.g., Wilson &amp; Nagy, 2017; Zou et al., 2014).</p>     <p>Os resultados observados sugerem ainda que mesmo na presen&ccedil;a de um baixo estilo autorit&aacute;rio, n&iacute;veis elevados de  neuroticismo traduzem &iacute;ndices de agress&atilde;o igualmente mais elevados. Verificou-se tamb&eacute;m que o neuroticismo moderava a  rela&ccedil;&atilde;o entre o estilo autorit&aacute;rio da m&atilde;e e a vitima&ccedil;&atilde;o, sendo que elevados n&iacute;veis de  neuroticismo se associavam a uma maior predisposi&ccedil;&atilde;o para a vitima&ccedil;&atilde;o, mesmo na presen&ccedil;a de um baixo estilo  autorit&aacute;rio. Estes resultados parecem, assim, sugerir que o neuroticismo estabelece um importante fator preditor dos comportamentos de  agress&atilde;o e vitima&ccedil;&atilde;o independentemente do estilo parental implementado no seio familiar. Denotar que o neuroticismo se  caracteriza pela instabilidade emocional, falta de capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o a novas situa&ccedil;&otilde;es e ao negativismo quanto  a si e aos outros. Estas caracter&iacute;sticas podem fazer com que os jovens estejam mais propensos a participar em comportamentos de  agress&atilde;o, devido &agrave;s fracas capacidades de ultrapassar e enfrentar os problemas de forma construtiva, recorrendo &agrave;  viol&ecirc;ncia e agressividade. Relativamente &agrave; vitima&ccedil;&atilde;o estas caracter&iacute;sticas podem fazer com que os jovens sejam  menos capazes de enfrentar situa&ccedil;&otilde;es de agress&atilde;o dirigidos a eles (Costa &amp; McCrae, 1992). Estes dados v&atilde;o ao  encontro da evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica pr&eacute;via que aponta o neuroticismo como um preditor consistentes dos comportamentos de  agress&atilde;o e vitima&ccedil;&atilde;o (e.g., Mitsopoulou &amp; Giovazolias, 2015; Wilson &amp; Nagy, 2017).</p>     <p>Como nota final cabe destacar as implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas inerentes &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo,  nomeadamente a compreens&atilde;o que determinadas condutas parentais e caracter&iacute;sticas da personalidade dos jovens podem assumir no  desenvolvimento de comportamentos de agress&atilde;o e vitima&ccedil;&atilde;o. O presente estudo sugere que a extrovers&atilde;o e a  conscienciosidade funcionam como fatores protetores face ao desenvolvimento de comportamentos de vitima&ccedil;&atilde;o e agress&atilde;o, e o  neuroticismo como um importante potenciador destes comportamentos. Deste modo, ressalta-se que ao longo deste trabalho foi poss&iacute;vel  conhecer o impacto que os estilos parentais e a personalidade assumem no desenvolvimento de comportamentos de <i>bullying</i>. Pelo exposto,  espera-se que as conclus&otilde;es elencadas possam contribuir para um conhecimento mais pr&oacute;ximo da realidade atual acerca dos  comportamentos de <i>bullying</i> mediante a identifica&ccedil;&atilde;o/clarifica&ccedil;&atilde;o de fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o.  Poder&aacute; revelar-se, tamb&eacute;m, pertinente desenvolver m&oacute;dulos de forma&ccedil;&atilde;o socioeducativa no contexto escolar por  forma a auxiliar os docentes e os auxiliares da a&ccedil;&atilde;o educativa a identificar situa&ccedil;&otilde;es potenciais de risco face aos  comportamentos de vitima&ccedil;&atilde;o e agress&atilde;o.</p>     <p>Relativamente &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es do estudo, importa considerar as quest&otilde;es do ambiente da recolha de dados, que  decorreu em contexto de sala de aula, podendo estar presente um risco de vi&eacute;s nos resultados. Este efeito pode ocorrer devido ao contexto  em que os alunos se encontravam, o que os pode ter levado a responder de acordo com o desej&aacute;vel socialmente. Ressalta-se, tamb&eacute;m, a  subjetividade inerente aos dados, uma vez que, estes foram recolhidos sob a forma de question&aacute;rios de autorrelato. A par disto salienta-se  que na presente investiga&ccedil;&atilde;o apenas se analisou o <i>bullying</i> a n&iacute;vel f&iacute;sico e verbal pelo que os resultados  n&atilde;o poder&atilde;o ser generalizados para outras tipologias de <i>bullying.</i> Deste modo, considera-se que seria relevante, em  investiga&ccedil;&otilde;es futuras, a realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas aos participantes de forma a obter dados mais espec&iacute;ficos,  bem como, a an&aacute;lise de outros tipos de <i>bullying</i> (<i>cyberbullying</i>). A inclus&atilde;o de outras vari&aacute;veis relacionais  como a qualidade da liga&ccedil;&atilde;o aos pais, pares e par amoroso e de indicadores de psicopatologia, poderia tamb&eacute;m revelar-se  importante para uma compreens&atilde;o mais efetiva acerca dos comportamentos de <i>bullying</i> nestas faixas et&aacute;rias. A  realiza&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&otilde;es longitudinais seria ainda relevante no sentido de estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de  causa efeito e, assim, testar o efeito das vari&aacute;veis em estudo nas diferentes etapas desenvolvimentais inerentes &agrave;  adolesc&ecirc;ncia e jovem adult&iacute;cia. Para al&eacute;m disso, seria pertinente em futuras investiga&ccedil;&otilde;es analisar o papel dos  estilos parentais e da personalidade no desenvolvimento de comportamentos de agress&atilde;o e vitima&ccedil;&atilde;o, tomando em  considera&ccedil;&atilde;o as diferen&ccedil;as de g&eacute;nero e grupos et&aacute;rios dos jovens. Pelo exposto, espera-se que as  conclus&otilde;es formuladas possam contribuir para uma maior consciencializa&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel familiar e escolar, acerca da  problem&aacute;tica dos comportamentos de agress&atilde;o/vitima&ccedil;&atilde;o. Espera-se neste sentido, que as presentes conclus&otilde;es  possam contribuir/orientar para o desenvolvimento de programas de preven&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o em contexto escolar,  enfatizando a relev&acirc;ncia das caracter&iacute;sticas disposicionais dos jovens nesta problem&aacute;tica.</p>     ]]></body>
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E-mail: <a href="mailto:catppmota@utad.pt">catppmota@utad.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; parcialmente suportada pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia &ndash; FCT  (PEst-C/PSI/UI0050/2011) e FEDER atrav&eacute;s do programa COMPETE no &acirc;mbito do projeto FCOMP-01-0124FEDER-022714.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 02/06/2018 Aceita&ccedil;&atilde;o: 06/05/2019</p>      ]]></body><back>
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