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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A revisão sistemática de literatura em psicologia: Desafios e orientações]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Systematic review in psychology: Challenges and guidelines]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the last decades, the scientific community has been observing an exponential increase in the dissemination of science, with new journals launched annually and thousands of research papers published in various scientific domains including Psychology. However, if on the one hand it is through the accumulation of knowledge that science advances, on the other hand, this knowledge must be integrated to inform research, practice and policy makers. Systematic literature reviews are a valuable method for making sense of large bodies of information on a particular topic, summarizing accumulated research, and assessing the robustness of their findings. Thus, and given the importance that systematic literature reviews have in the accumulation and dissemination of knowledge, it is important that they are conducted through structured methods that allow the identification, synthesis and evaluation of all relevant studies to answer a specific question. This article presents different perspectives and guidelines on conducting a systematic literature review in the field of Psychology, discusses the challenges associated with this method, and seeks to facilitate each step of conducting the systematic review through the presentation of instruments and recommended procedures in the literature.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Revisão sistemática de literatura]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Acumulação de conhecimento]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura em psicologia: Desafios e orienta&ccedil;&otilde;es</b></p>     <p><b>Systematic review in psychology: Challenges and guidelines</b></p>     <p><b>Cl&aacute;udia Camilo<sup>1</sup>, Margarida Vaz Garrido<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>ISCTE &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, CIS-IUL, Lisboa, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a comunidade cient&iacute;fica tem assistido a um incremento exponencial na divulga&ccedil;&atilde;o de  ci&ecirc;ncia, com novas revistas lan&ccedil;adas anualmente e milhares de trabalhos de pesquisa publicados em v&aacute;rios dom&iacute;nios  cient&iacute;ficos entre os quais a Psicologia. No entanto, se por um lado &eacute; atrav&eacute;s da acumula&ccedil;&atilde;o de conhecimento  que a ci&ecirc;ncia avan&ccedil;a, por outro, esse conhecimento deve ser integrado no sentido de informar a investiga&ccedil;&atilde;o, a  pr&aacute;tica e os decisores pol&iacute;ticos.</p>     <p>As revis&otilde;es sistem&aacute;ticas da literatura constituem um valioso m&eacute;todo para dar sentido a grandes corpos de  informa&ccedil;&atilde;o sobre um determinado t&oacute;pico, sumariar a investiga&ccedil;&atilde;o acumulada e avaliar a robustez dos seus  resultados. Assim, e atendendo &agrave; import&acirc;ncia que as revis&otilde;es sistem&aacute;ticas de literatura t&ecirc;m na  acumula&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o do conhecimento, &eacute; importante que sejam conduzidas atrav&eacute;s de m&eacute;todos  estruturados que permitam identificar, sintetizar e avaliar todos os estudos relevantes para responder a uma pergunta espec&iacute;fica.</p>     <p>Neste artigo apresentam-se diferentes perspetivas e orienta&ccedil;&otilde;es sobre a condu&ccedil;&atilde;o de uma revis&atilde;o  sistem&aacute;tica da literatura no dom&iacute;nio da Psicologia, discutem-se os desafios associados a este m&eacute;todo e procura-se facilitar  cada etapa da condu&ccedil;&atilde;o da revis&atilde;o sistem&aacute;tica atrav&eacute;s da apresenta&ccedil;&atilde;o de instrumentos e  procedimentos recomendados na literatura.    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura, S&iacute;ntese de resultados de investiga&ccedil;&atilde;o,  Acumula&ccedil;&atilde;o de conhecimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In the last decades, the scientific community has been observing an exponential increase in the dissemination of science, with new journals  launched annually and thousands of research papers published in various scientific domains including Psychology. However, if on the one hand it  is through the accumulation of knowledge that science advances, on the other hand, this knowledge must be integrated to inform research,  practice and policy makers.</p>     <p>Systematic literature reviews are a valuable method for making sense of large bodies of information on a particular topic, summarizing  accumulated research, and assessing the robustness of their findings. Thus, and given the importance that systematic literature reviews have in  the accumulation and dissemination of knowledge, it is important that they are conducted through structured methods that allow the  identification, synthesis and evaluation of all relevant studies to answer a specific question.</p>     <p>This article presents different perspectives and guidelines on conducting a systematic literature review in the field of Psychology,  discusses the challenges associated with this method, and seeks to facilitate each step of conducting the systematic review through the  presentation of instruments and recommended procedures in the literature.</p>     <p><b>Key words</b>: Systematic literature review, Synthesis of research outcomes, Accumulation of knowledge.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Like the artisans who construct a building from blueprints, bricks, and mortar, scientists contribute to a common edi&#64257;ce, called  knowledge.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(Cooper &amp; Hedges, 2009, p. 4)</p>     <p>Face ao crescimento do conhecimento cient&iacute;fico e &agrave; multiplicidade de equipas de investigadores que trabalham sobre um mesmo  t&oacute;pico, facilmente nos deparamos com diversos estudos sobre um mesmo fen&oacute;meno, seja porque os investigadores n&atilde;o sabem o que  est&aacute; a ser feito por outras equipas, porque t&ecirc;m d&uacute;vidas acerca de estudos anteriores ou porque desejam tornar mais robustos  esses resultados (Cooper &amp; Hedges, 2009). A integra&ccedil;&atilde;o do conhecimento constitui-se assim como uma das mais importantes tarefas  atuais do investigador, permitindo identificar padr&otilde;es e liga&ccedil;&otilde;es entre dados emp&iacute;ricos de diferentes estudos e  discutir quest&otilde;es te&oacute;ricas que ultrapassam o foco de discuss&atilde;o dos resultados reportados separadamente em estudos  individuais (Cooper &amp; Hegdes, 2009; Ferreira &amp; Santos, 2016). Assim, a revis&atilde;o de literatura apresenta-se como um contributo na  avalia&ccedil;&atilde;o do estado da arte em determinado t&oacute;pico, sustentando de forma mais robusta a explica&ccedil;&atilde;o dos  fen&oacute;menos, e permitindo desenhar futuras investiga&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Especificamente na &aacute;rea da Psicologia, a American Psychological Association (APA) na 6&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do Manual de Normas  de Publica&ccedil;&atilde;o (2010) refere que as revis&otilde;es de literatura dever&atilde;o contribuir para a defini&ccedil;&atilde;o e  clarifica&ccedil;&atilde;o de um problema, s&iacute;ntese de resultados de investiga&ccedil;&atilde;o, identifica&ccedil;&atilde;o de  rela&ccedil;&otilde;es, contradi&ccedil;&otilde;es, lacunas e inconsist&ecirc;ncias na investiga&ccedil;&atilde;o conduzida, e sugest&atilde;o de  novas hip&oacute;teses de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Atendendo &agrave; exig&ecirc;ncia da elabora&ccedil;&atilde;o de uma revis&atilde;o, a s&iacute;ntese do conhecimento passou a ser  considerada nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas um processo sistem&aacute;tico, e n&atilde;o um processo narrativo e subjetivo como anteriormente  era encarado (Cooper, 2003). Entre outras formas de integra&ccedil;&atilde;o do conhecimento (Ribeiro, 2014), a revis&atilde;o sistem&aacute;tica  de literatura destaca-se pelo rigor cient&iacute;fico e metodol&oacute;gico, especificamente ancorado em procedimentos estandardizados (e.g.,  <i>The Cochrane Collaboration</i>, Higgins &amp; Green, 2011; <i>PRISMA</i>, Liberati et al., 2009) que diminuem o risco de enviesamento dos  resultados apresentados e permitem a replica&ccedil;&atilde;o futura destas revis&otilde;es, integrando nova investiga&ccedil;&atilde;o  entretanto realizada.</p>     <p>O presente artigo tem por objetivo apresentar e discutir as v&aacute;rias orienta&ccedil;&otilde;es que existem sobre este m&eacute;todo,  identificando desafios espec&iacute;ficos na condu&ccedil;&atilde;o de estudos de revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura com particular  &ecirc;nfase no dom&iacute;nio da Psicologia. Apoiados na literatura espec&iacute;fica sobre o tema, numa primeira parte apresentamos uma breve  descri&ccedil;&atilde;o da natureza e objetivos de uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura e, posteriormente, descrevemos as etapas  da revis&atilde;o sistem&aacute;tica, identificando potenciais desafios e limita&ccedil;&otilde;es associados a cada uma delas bem como  instrumentos e procedimentos que os permitem minimizar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Revis&atilde;o sistem&aacute;tica: Caracter&iacute;sticas e objetivos</b></p>     <p>Com tradi&ccedil;&atilde;o nas ci&ecirc;ncias m&eacute;dicas (e.g., <i>The Cochrane Collaboration</i>), a revis&atilde;o sistem&aacute;tica da  literatura &eacute; hoje adotada por in&uacute;meras disciplinas, especificamente a Psicologia, seja como um produto de  investiga&ccedil;&atilde;o em si mesmo, seja como forma de sistematiza&ccedil;&atilde;o, atualiza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o do  conhecimento sobre determinado t&oacute;pico, ou ainda para informar a pr&aacute;tica profissional dos Psic&oacute;logos atrav&eacute;s do  desenvolvimento de diretrizes para a interven&ccedil;&atilde;o (Cronin, Ryan, &amp; Coughlan, 2008).</p>     <p>J&aacute; na d&eacute;cada de 70, Garvey e Griffith (1971) deram conta do aumento significativo da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica  em Psicologia, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para a dificuldade da classe profissional assimilar a numerosa informa&ccedil;&atilde;o  cient&iacute;fica publicada. De acordo com o relat&oacute;rio de 2017 da American Psychological Association sobre as publica&ccedil;&otilde;es  nas suas bases de dados, s&oacute; neste ano foram publicados na PsycINFO mais de 200 mil artigos, perfazendo um total de mais de 4  milh&otilde;es de publica&ccedil;&otilde;es acumuladas (<a href="https://www.apa.org/about/governance/bdcmte/2017-report-pcb.aspx"  target="_blank">https://www.apa.org/about/governance/bdcmte/2017-report-pcb.aspx</a>). &Eacute; neste contexto que os m&eacute;todos de  revis&atilde;o de literatura sistem&aacute;ticos e rigorosos come&ccedil;am a ganhar popularidade e deixam gradualmente de ser exclusivos das  ci&ecirc;ncias m&eacute;dicas. Especificamente no dom&iacute;nio da Psicologia, surgem inclusive editoriais de revistas de refer&ecirc;ncia como  a <i>Psychological Bulletin</i> (Cooper, 2003) a incentivar &agrave; submiss&atilde;o deste tipo de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura carateriza-se assim pela utiliza&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios expl&iacute;citos,  rigorosos e transparentes que permitem identificar, sintetizar e avaliar criticamente toda a literatura sobre um t&oacute;pico espec&iacute;fico  para responder a uma quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o (Cronin, Ryan, &amp; Coughlan, 2008; Higgins &amp; Green, 2011), permitindo  assim a avalia&ccedil;&atilde;o da exaustividade da s&iacute;ntese e a sua replica&ccedil;&atilde;o (Atkinson, Koenka, Sanchez, Moshontz, &amp;  Cooper, 2015). Higgins e Green (2011), no <i>Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Interventions</i>, identificam como principais  caracter&iacute;sticas de uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica as seguintes: (a) tem objetivos claramente delineados, com crit&eacute;rios de  elegibilidade pr&eacute;-definidos para a integra&ccedil;&atilde;o dos estudos; (b) apresenta uma metodologia clara e pass&iacute;vel de ser  reproduzida; (c) conduz uma pesquisa de literatura sistem&aacute;tica no sentido de identificar o m&aacute;ximo poss&iacute;vel de estudos  eleg&iacute;veis; (d) realiza uma avalia&ccedil;&atilde;o da validade dos resultados dos estudos inclu&iacute;dos; (e) apresenta uma  s&iacute;ntese sistem&aacute;tica das carater&iacute;sticas e resultados dos estudos inclu&iacute;dos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Comparando com as tradicionais revis&otilde;es de literatura (revis&atilde;o narrativa), a revis&atilde;o sistem&aacute;tica apresenta  importantes avan&ccedil;os na medida em que permite minimizar enviesamentos impl&iacute;citos dos investigadores envolvidos, ao  for&ccedil;&aacute;-los a estender a sua pesquisa para al&eacute;m das suas redes e conhecimentos pr&eacute;vios. Para al&eacute;m disso, permite  minimizar enviesamentos da investiga&ccedil;&atilde;o em an&aacute;lise, dado que se foca na evid&ecirc;ncia, impacto, validade e causalidade  analisando informa&ccedil;&atilde;o dos estudos para al&eacute;m dos resultados, ao contr&aacute;rio das revis&otilde;es tradicionais que se  focam exclusivamente em resultados (Mallett, Hagen-Zanker, Slater, &amp; Duvendack, 2012; Uman, 2011).</p>     <p>A revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura distingue-se tamb&eacute;m de outro tipo de revis&atilde;o que utiliza tamb&eacute;m  m&eacute;todos sistem&aacute;ticos, mas que &eacute; mais abrangente na sua quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o &ndash; a designada  revis&atilde;o <i>scoping</i>. Este tipo de revis&atilde;o assume um car&aacute;ter mais explorat&oacute;rio do que a revis&atilde;o  sistem&aacute;tica, procurando mapear conceitos-chave, tipos de evid&ecirc;ncias e lacunas na investiga&ccedil;&atilde;o, selecionando e  sintetizando sistematicamente o conhecimento existente (Colquhoun et al., 2014), ultrapassando assim algumas das limita&ccedil;&otilde;es da  revis&atilde;o narrativa.</p>     <p>A qualidade acrescida da revis&atilde;o sistem&aacute;tica &eacute; conferida atrav&eacute;s da transpar&ecirc;ncia, de uma maior amplitude de  pesquisa, maior objetividade e redu&ccedil;&atilde;o do vi&eacute;s impl&iacute;cito do investigador, e uma an&aacute;lise cr&iacute;tica mais  alargada sobre a qualidade da evid&ecirc;ncia. Todavia, dada a complexidade e rigor deste tipo de processo, os recursos necess&aacute;rios (uma  equipa em vez de um investigador) e o tempo para conduzir uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica (dependendo do n&uacute;mero de estudos que  s&atilde;o identificados nas primeiras fases do processo de pesquisa) difere, e muito, de uma revis&atilde;o tradicional (Mallett et al.,  2012).</p>     <p>A t&iacute;tulo de exemplo, a <a href="#f1">Figura 1</a> ilustra dois excertos do resumo de duas revis&otilde;es diferentes. Enquanto o resumo  da revis&atilde;o narrativa ou tradicional (excerto A) n&atilde;o explicita o m&eacute;todo de revis&atilde;o, o resumo da revis&atilde;o  sistem&aacute;tica (excerto B) demonstra a clareza esperada em rela&ccedil;&atilde;o ao m&eacute;todo da pesquisa, baseado num protocolo que  define &agrave; priori crit&eacute;rios de inclus&atilde;o/exclus&atilde;o e a estrat&eacute;gia de pesquisa da literatura.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a09f1.jpg" width="577" height="232"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Cooper (2003) especifica ainda que, no campo da Psicologia, as revis&otilde;es sistem&aacute;ticas se focam nos resultados ou m&eacute;todos  de investiga&ccedil;&atilde;o, teorias e pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o ou aplica&ccedil;&atilde;o, com o objetivo de (a) integrar  a investiga&ccedil;&atilde;o realizada sobre determinado t&oacute;pico, (b) criticar a literatura existente, geralmente ancorando a  cr&iacute;tica em crit&eacute;rios definidos <i>a priori</i> relativos &agrave; qualidade metodol&oacute;gica dos estudos inclu&iacute;dos (e.g.,  crit&eacute;rios <i>STROBE</i>; Vandenbroucke et al., 2007), ou (c) identificar quest&otilde;es centrais relativas a determinado t&oacute;pico de  investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Estes resultados podem ser ainda combinados e resumidos atrav&eacute;s de t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas espec&iacute;ficas, originando  uma meta-an&aacute;lise; ou seja, muitas revis&otilde;es sistem&aacute;ticas cont&ecirc;m meta-an&aacute;lises, mas n&atilde;o todas (Liberati et  al., 2009). A meta-an&aacute;lise corresponde exatamente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos estat&iacute;sticos que permitem  sintetizar quantitativamente os resultados de estudos independentes, gerando um tamanho do efeito combinado dos estudos e explorando as  consist&ecirc;ncias e diverg&ecirc;ncias dos resultados (e.g., Cooper &amp; Hedges, 2009; Higgins &amp; Green, 2011; Petticrew &amp; Roberts,  2006).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A preocupa&ccedil;&atilde;o do investigador (entenda-se &ldquo;a equipa&rdquo;, dados os recursos necess&aacute;rios j&aacute; referidos  anteriormente) que conduz uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica dever&aacute; centrar-se ent&atilde;o no processo metodol&oacute;gico, que por um  lado deve clarificar suficientemente os detalhes que facilitam a avalia&ccedil;&atilde;o compreensiva da investiga&ccedil;&atilde;o e, por outro,  apresentar o processo de forma suficientemente clara e transparente com vista &agrave; futura replica&ccedil;&atilde;o (Atkinson et al., 2015).  Pretende-se que a informa&ccedil;&atilde;o sobre a estrat&eacute;gia de pesquisa seja expl&iacute;cita o suficiente que permita, no futuro, que  outros investigadores independentes conduzam o mesmo estudo de revis&atilde;o usando os mesmos termos de pesquisa, bases de dados e  crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o, obtendo os mesmos artigos.</p>     <p>Sendo a revis&atilde;o sistem&aacute;tica um processo met&oacute;dico, existem um conjunto de etapas que dever&atilde;o ser seguidas.  N&atilde;o existe um modelo exclusivo a ser utilizado, mas existem antes um conjunto de orienta&ccedil;&otilde;es, de um modo geral bastante  similares, que sugerem as etapas sequenciais para a condu&ccedil;&atilde;o de uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica.</p>     <p>Cooper (2016), uma das principais refer&ecirc;ncias para as revis&otilde;es sistem&aacute;ticas nas ci&ecirc;ncias aplicadas, sugere que a  revis&atilde;o passe pelas seguintes etapas: (1) formula&ccedil;&atilde;o do problema, caraterizada pela defini&ccedil;&atilde;o da  quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o e dos objetivos da revis&atilde;o; (2) pesquisa da literatura, precedida da defini&ccedil;&atilde;o  da estrat&eacute;gia de pesquisa, nomeadamente as fontes e os termos de pesquisa; (3) compila&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o dos  estudos, atrav&eacute;s da extra&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o relevante para a quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o  inicial; (4) avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos estudos, aplicando determinados crit&eacute;rios de qualidade &agrave;s  caracter&iacute;sticas dos estudos; (5) an&aacute;lise e integra&ccedil;&atilde;o dos resultados dos estudos, que implica combinar resultados dos  v&aacute;rios estudos individuais e testar diferen&ccedil;as entre estes estudos; (6) interpreta&ccedil;&atilde;o da evid&ecirc;ncia, elaborando  conclus&otilde;es sobre as evid&ecirc;ncias acumuladas, identificando as suas potencialidades e limita&ccedil;&otilde;es; (7)  apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados, atrav&eacute;s da elabora&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio da revis&atilde;o.</p>     <p>Outra proposta, da &aacute;rea das ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de, &eacute; o <i>PRISMA Statement &ndash; Preferred Reporting Items for  Systematic Reviews and Meta-Analyses</i> (Liberati et al., 2009; Moher, Liberati, Tetzlaff, Altman, &amp; The PRISMA Group, 2009) que consiste  num conjunto m&iacute;nimo de itens baseados em evid&ecirc;ncia para reportar revis&otilde;es sistem&aacute;ticas e meta-an&aacute;lises. As  orienta&ccedil;&otilde;es do <i>PRISMA Statement</i> permitem ent&atilde;o, atrav&eacute;s de uma <i>checklist</i> e de um diagrama de fluxo,  conduzir a equipa nas v&aacute;rias etapas do processo e apoi&aacute;-la ainda na comunica&ccedil;&atilde;o dos resultados da revis&atilde;o  sistem&aacute;tica. Assim, os itens propostos pelo <i>PRISMA</i> (entendam-se &ldquo;as etapas&rdquo;, dado que seguem uma ordem sequencial da  condu&ccedil;&atilde;o da revis&atilde;o sistem&aacute;tica; Liberati et al., 2009) s&atilde;o os seguintes: (1) t&iacute;tulo e resumo; (2)  introdu&ccedil;&atilde;o, ou seja, elabora&ccedil;&atilde;o do racional te&oacute;rico e dos objetivos; (3) m&eacute;todos, sec&ccedil;&atilde;o  na qual devem ser apresentados o protocolo e registo da revis&atilde;o, os crit&eacute;rios de elegibilidade dos estudos, as fontes de  informa&ccedil;&atilde;o, a pesquisa da literatura, a sele&ccedil;&atilde;o dos estudos, o processo de recolha de dados, as vari&aacute;veis dos  estudos, tipo de resultados de interesse (e.g., estat&iacute;sticas de interesse a extrair dos estudos), o plano de an&aacute;lise dos dados e o  risco de vi&eacute;s dos estudos; (4) resultados, onde devem ser apresentados os estudos selecionados, as caracter&iacute;sticas desses estudos e  o risco de vi&eacute;s entre os estudos; (5) discuss&atilde;o, que dever&aacute; sumariar as evid&ecirc;ncias, relatar as  limita&ccedil;&otilde;es e as principais conclus&otilde;es; e, por fim, (6) fontes de financiamento.</p>     <p>J&aacute; a <i>Cochrane Collaboration</i> ou a <i>Campbell Collaboration</i>, redes internacionais de publica&ccedil;&atilde;o de  revis&otilde;es sistem&aacute;ticas de elevada qualidade cient&iacute;fica, a primeira sobre cuidados de sa&uacute;de e a segunda sobre  interven&ccedil;&otilde;es em educa&ccedil;&atilde;o, justi&ccedil;a e bem-estar social, definem um conjunto de crit&eacute;rios <i>a priori</i>  para a publica&ccedil;&atilde;o de revis&otilde;es sistem&aacute;ticas nas suas bibliotecas on-line. O leitor poder&aacute; encontrar nos  respetivos <i>websites</i> a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para conduzir e submeter uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica na  <i>Cochrane Collaboration</i> (<a href="https://www.cochrane.org/" target="_blank">https://www.cochrane.org/</a>) ou na <i>Campbell  Collaboration</i> (<a href="https://www.campbellcollaboration.org/" target="_blank">https://www.campbellcollaboration.org/</a>).</p>     <p>Tendo por base as propostas supramencionadas, apresentamos de seguida as principais etapas de uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica de  literatura e quais os desafios que o investigador encontra em cada uma delas, nomeadamente no campo da Psicologia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A formula&ccedil;&atilde;o do problema</i></p>     <p>A primeira etapa da revis&atilde;o sistem&aacute;tica, &agrave; semelhan&ccedil;a de qualquer outro estudo, &eacute; a  formula&ccedil;&atilde;o do problema, isto &eacute;, a defini&ccedil;&atilde;o da quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o, dos objetivos ou  hip&oacute;teses da revis&atilde;o.</p>     <p>A quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o fornece a estrutura para a revis&atilde;o de literatura que se pretende desenvolver e  dever&aacute; ser t&atilde;o clara quanto poss&iacute;vel, exequ&iacute;vel (tendo em conta o tempo e recursos dispon&iacute;veis), ter um corpo  te&oacute;rico bem estabelecido e constituir um potencial contributo importante para o conhecimento (Jesson, Matheson, &amp; Lacey, 2011).  &Eacute; tamb&eacute;m crucial que sejam definidas conceptualmente as vari&aacute;veis de interesse e as rela&ccedil;&otilde;es entre elas  (Cooper 2016; Cooper, Hedges, &amp; Valentine, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o em estudos de revis&atilde;o sistem&aacute;tica podem ser focadas ou amplas, dependendo dos  objetivos da revis&atilde;o. Estes devem ser o mais claros e precisos poss&iacute;vel, o que ir&aacute; posteriormente permitir &agrave; equipa  de investiga&ccedil;&atilde;o identificar com clareza os crit&eacute;rios de elegibilidade e outros componentes da estrat&eacute;gia de pesquisa  (Liberati et al., 2009). Nesta etapa, algumas estrat&eacute;gias de pesquisa estandardizadas, como o <i>PICOS</i> (<i>Population</i>,  <i>Interventions</i>, <i>Comparisons</i>, <i>Outcomes</i> e <i>Study design</i>) ou o <i>SPIDER</i> (<i>Sample</i>, <i>Phenomen of Interest</i>,  <i>Design</i>, <i>Evaluation</i> and <i>Research design</i>) podem ajudar a equipa de investiga&ccedil;&atilde;o a definir os elementos-chave da  revis&atilde;o. A estrat&eacute;gia <i>PICOS</i> (e.g., Centre for Reviews and Dissemination, 2008; Jesson, et al., 2011; Liberati et al., 2009;  Petticrew &amp; Roberts, 2006), mais utilizada em revis&otilde;es de estudos quantitativos e resultados de interven&ccedil;&atilde;o,  pressup&otilde;e que a equipa defina &agrave; priori os seguintes elementos: <i>P &ndash; Popula&ccedil;&atilde;o ou problema</i>, que  dever&aacute; definir as caracter&iacute;sticas principais dos participantes dos estudos a incluir (e.g., idade, sexo, estatuto  socioecon&oacute;mico, etnia, &aacute;rea geogr&aacute;fica ou com uma necessidade social ou de sa&uacute;de espec&iacute;fica); <i>I &ndash;  Interven&ccedil;&otilde;es ou exposi&ccedil;&otilde;es,</i> que inclui interven&ccedil;&otilde;es diagn&oacute;sticas, preventivas ou  terap&ecirc;uticas, interven&ccedil;&otilde;es psicossociais ou educativas, altera&ccedil;&otilde;es no estilo de vida ou eventos importantes, ou  fatores de risco; <i>C &ndash; Compara&ccedil;&atilde;o</i>, que define o grupo de controlo (quando se pretende incluir estudos comparativos);  <i>O &ndash; Resultados</i> da interven&ccedil;&atilde;o ou da exposi&ccedil;&atilde;o; <i>S &ndash; Desenho de investiga&ccedil;&atilde;o</i>  dos estudos a incluir (estudos experimentais, quasi-experimentais, correlacionais, descritivos).</p>     <p>Quando o prop&oacute;sito da revis&atilde;o implica a inclus&atilde;o de estudos qualitativos ou mistos, ser&aacute; mais adequada a  utiliza&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia <i>SPIDER</i> (<i>Sample</i>, <i>Phenomen of Interest</i>, <i>Design</i>, <i>Evaluation</i> and  <i>Research Design</i>; Cooke, Smith, &amp; Booth, 2012). O <i>SPIDER</i>, exemplificado na <a href="#f2">Figura 2</a>, d&aacute; suporte na  defini&ccedil;&atilde;o dos seguintes componentes: <i>S &ndash; Amostra</i>, cujo significado se aplica melhor aos estudos qualitativos em  compara&ccedil;&atilde;o com o termo &ldquo;popula&ccedil;&atilde;o&rdquo; que remete mais a pesquisa para estudos epidemiol&oacute;gicos, mais  comuns na Medicina, por exemplo; <i>PI &ndash; Fen&oacute;meno de interesse</i>,que dever&aacute; incluir t&oacute;picos relativos a  comportamentos, experi&ecirc;ncias ou interven&ccedil;&otilde;es; <i>D &ndash; Desenho/m&eacute;todo</i> de investiga&ccedil;&atilde;o dado que,  na investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa, a abordagem te&oacute;rica determina o m&eacute;todo de investiga&ccedil;&atilde;o utilizado que, ao  ser inclu&iacute;do especificamente na estrat&eacute;gia de pesquisa, aumenta a probabilidade de dete&ccedil;&atilde;o dos estudos de interesse;  <i>E &ndash; Avalia&ccedil;&atilde;o,</i> que diz respeito aos resultados dos estudos; <i>R &ndash; Tipo de investiga&ccedil;&atilde;o</i>, dado  que esta ferramenta se adequa a estudos quantitativos, qualitativos e m&eacute;todos mistos (para uma descri&ccedil;&atilde;o detalhada ver Cooke  et al., 2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a09f2.jpg" width="577" height="319"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Torna-se assim claro que a defini&ccedil;&atilde;o da quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o vai determinar o tipo de estudos a serem  inclu&iacute;dos na revis&atilde;o, na medida em que diferentes desenhos de investiga&ccedil;&atilde;o respondem a diferentes problemas. Por  exemplo, ensaios randomizados responder&atilde;o a quest&otilde;es como &ldquo;o que funciona?&rdquo;, sendo o foco estudos sobre a  efic&aacute;cia de determinada interven&ccedil;&atilde;o; mas se o interesse do investigador passa por compreender &ldquo;o que importa?&rdquo;,  ser&aacute; pertinente incluir estudos qualitativos (Petticrew &amp; Roberts, 2006). A especifica&ccedil;&atilde;o destes elementos  permitir&aacute; ent&atilde;o clarificar os crit&eacute;rios de elegibilidade dos estudos a incluir na revis&atilde;o, os quais iremos aprofundar  de seguida.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A pesquisa da literatura</i></p>     <p>A etapa seguinte da revis&atilde;o sistem&aacute;tica &eacute; a pesquisa da literatura, que &eacute; iniciada com a defini&ccedil;&atilde;o  de um conjunto de procedimentos que conduzir&atilde;o aos estudos revelantes que v&atilde;o depois responder &agrave; quest&atilde;o de  investiga&ccedil;&atilde;o (e.g., Cooper, 2016; Cooper et al., 2009; Liberati et al., 2009; Petticrew &amp; Roberts, 2006). Assim, antes de  iniciar a pesquisa da literatura &eacute; necess&aacute;rio definir os (a) crit&eacute;rios de elegibilidade, as (b) fontes de  informa&ccedil;&atilde;o e a (c) estrat&eacute;gia de pesquisa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Crit&eacute;rios de elegibilidade.</i> Os crit&eacute;rios de elegibilidade assumem um papel fundamental no processo de revis&atilde;o  sistem&aacute;tica, determinando a sua validade, aplicabilidade e abrang&ecirc;ncia (Liberati et al., 2009) e, acima de tudo, permitem que a  revis&atilde;o possa ser replicada no futuro (Atkinson et al., 2015).</p>     <p>Especificamente, &eacute; necess&aacute;rio definir dois conjuntos de crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: a) os crit&eacute;rios de  inclus&atilde;o relativos aos estudos em si, isto &eacute;, as caracter&iacute;sticas dos estudos (vari&aacute;veis, participantes, desenho de  investiga&ccedil;&atilde;o), que poder&atilde;o ser definidos com base nos componentes <i>PICOS</i> ou <i>SPIDER</i>; e b) os crit&eacute;rios de  inclus&atilde;o relativos &agrave;s publica&ccedil;&otilde;es dos estudos a incluir, isto &eacute;, o idioma da publica&ccedil;&atilde;o, o tipo  de publica&ccedil;&atilde;o (e.g., inclus&atilde;o de artigos com revis&atilde;o por pares, material n&atilde;o publicado) e o ano de  publica&ccedil;&atilde;o (Liberati et al., 2009). Atkinson e colegas (2015) referem ainda a import&acirc;ncia de clarificar as  defini&ccedil;&otilde;es de conceitos nos crit&eacute;rios de elegibilidade, como exemplificado no <a href="#q1">Quadro 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a09q1.jpg" width="575" height="330"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A equipa de investiga&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ter aten&ccedil;&atilde;o, nesta fase, a um conjunto de quest&otilde;es que podem  provocar vi&eacute;s nos resultados da revis&atilde;o sistem&aacute;tica, como o vi&eacute;s relativo ao idioma dos manuscritos ou o vi&eacute;s  de publica&ccedil;&atilde;o, um dos temas mais discutidos pela comunidade cient&iacute;fica no que diz respeito a revis&otilde;es  sistem&aacute;ticas e meta-an&aacute;lises.</p>     <p>Sobre o idioma das publica&ccedil;&otilde;es, ainda que nas principais bases de pesquisa predominem publica&ccedil;&otilde;es em ingl&ecirc;s,  a pesquisa seletiva somente para manuscritos redigidos em ingl&ecirc;s ou a exclus&atilde;o de outros idiomas pode significar a n&atilde;o  inclus&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o publicada noutras l&iacute;nguas (Reed &amp; Baxter, 2009; Rothstein &amp; Hopewell, 2009).  Todavia, quanto mais inclusiva for a revis&atilde;o a este n&iacute;vel, mais os recursos necess&aacute;rios, j&aacute; que &eacute;  prov&aacute;vel que a equipa tenha necessidade de contratar servi&ccedil;os de tradu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Relativamente ao vi&eacute;s de publica&ccedil;&atilde;o, sendo o objetivo principal de uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica procurar  evid&ecirc;ncias na literatura, dizem Cooper e Hedges (2009) que n&atilde;o devem ser inclu&iacute;dos somente estudos com resultados positivos,  geralmente sobre-representados nas publica&ccedil;&otilde;es. De forma a ter uma amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o de estudos  sobre o t&oacute;pico, a pesquisa de evid&ecirc;ncias (publicadas ou n&atilde;o publicadas) deve tamb&eacute;m ir al&eacute;m das redes de  colegas e parceiros da equipa, uma vez que estas tender&atilde;o a convergir com a perspetiva ou posi&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica dos autores  (Cooper &amp; Hedges, 2009). Os manuscritos ou relat&oacute;rios de estudos n&atilde;o publicados em revistas cient&iacute;ficas s&atilde;o  denominados de &ldquo;literatura cinzenta&rdquo;, que integra investiga&ccedil;&atilde;o divulgada atrav&eacute;s de outros canais como atas de  confer&ecirc;ncias, artigos n&atilde;o publicados, ou relat&oacute;rios t&eacute;cnicos (Rothstein &amp; Hopewell, 2009). A import&acirc;ncia de  incluir &ldquo;literatura cinzenta&rdquo; vem exatamente da Psicologia, quando um grupo de investigadores constatou a exist&ecirc;ncia de  diferen&ccedil;as nos tamanhos do efeito reportados nos estudos publicados e nos estudos n&atilde;o publicados (Reed &amp; Baxter, 2009). Ainda  que existam argumentos no sentido de excluir estes estudos das s&iacute;nteses de investiga&ccedil;&atilde;o devido &agrave; sua qualidade,  contra-argumentos defendem que publicar em jornais acad&eacute;micos, com processos de revis&atilde;o por pares, n&atilde;o est&aacute; tanto  relacionado com a qualidade da pesquisa, mas antes com outros crit&eacute;rios como a aus&ecirc;ncia de resultados positivos (Rothstein &amp;  Hopewell, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Fontes de informa&ccedil;&atilde;o</i>. As fontes de pesquisa da literatura assumem um papel fundamental no processo de revis&atilde;o,  determinando o qu&atilde;o compreensiva pode ser a s&iacute;ntese da evid&ecirc;ncia.</p>     <p>Para al&eacute;m do vi&eacute;s de publica&ccedil;&atilde;o j&aacute; referido, existem outras quest&otilde;es a ter em  considera&ccedil;&atilde;o na defini&ccedil;&atilde;o das fontes de pesquisa, nomeadamente o risco de incluir seletivamente estudos que  est&atilde;o mais acess&iacute;veis aos investigadores envolvidos (vi&eacute;s de disponibilidade), estudos dispon&iacute;veis sem qualquer custo  ou a baixo custo (vi&eacute;s de custo), estudos da sua pr&oacute;pria disciplina cient&iacute;fica (vi&eacute;s de familiaridade), estudos  publicados repetidamente (vi&eacute;s de duplica&ccedil;&atilde;o), e estudos mais citados (vi&eacute;s de cita&ccedil;&atilde;o) (Rothstein  &amp; Hopewell, 2009).</p>     <p>Assim, na perspetiva de ultrapassar estas poss&iacute;veis limita&ccedil;&otilde;es, e considerando a equipa incluir a denominada  &ldquo;literatura cinzenta&rdquo;, a pesquisa da literatura dever&aacute; considerar um conjunto de fontes de informa&ccedil;&atilde;o que  incluam n&atilde;o apenas as (a) bases de dados eletr&oacute;nicas, mas tamb&eacute;m (b) pesquisa direta em revistas importantes para o  t&oacute;pico, (c) pesquisa em atas de confer&ecirc;ncia, (d) contacto direto com investigadores, (e) pesquisa de registos de  investiga&ccedil;&atilde;o, e (f) pesquisa na Internet (e.g., Atkinson et al., 2015; Rothstein &amp; Hopewell, 2009). Existe ainda a  op&ccedil;&atilde;o &ldquo;snowball&rdquo;, que consiste em procurar manualmente a literatura que consta nas refer&ecirc;ncias  bibliogr&aacute;ficas dos artigos selecionados (Garrard, 2011), sendo geralmente mais importante faz&ecirc;-lo nos artigos selecionados para  leitura integral ou em artigos te&oacute;ricos de refer&ecirc;ncia. Todavia, os enviesamentos associados &agrave;s fontes de  informa&ccedil;&atilde;o v&atilde;o depender das caracter&iacute;sticas do problema de pesquisa e da quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o  (e.g., h&aacute; quanto tempo o t&oacute;pico &eacute; alvo de investiga&ccedil;&atilde;o, se a sua natureza &eacute; multidisciplinar) (Cooper  &amp; Hedges, 2009).</p>     <p>Centrando agora a aten&ccedil;&atilde;o na pesquisa em bases de dados eletr&oacute;nicas, &eacute; fundamental que a equipa reflita sobre o  &acirc;mbito disciplinar da sua revis&atilde;o e quais as bases de dados a que tem acesso (Reed &amp; Baxter, 2009). No caso espec&iacute;fico da  Psicologia, alguns recursos de informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis para a &aacute;rea disciplinar s&atilde;o: Academic Search Complete,  ERIC, PsycARTICLES, PsycINFO, Psychology and Behavioral Sciences Collection, Scopus e a Web Of Science. A PubMed pode ainda ser considerada em  t&oacute;picos que se interligam com a &aacute;rea da Sa&uacute;de; e o Google Scholar &eacute; tamb&eacute;m outra op&ccedil;&atilde;o  importante para t&oacute;picos de investiga&ccedil;&atilde;o mais abrangentes. Os agregadores de recursos s&atilde;o tamb&eacute;m importantes  ferramentas na pesquisa dos artigos, sendo poss&iacute;vel por exemplo utilizar o portal EBSCO para pesquisar em conjunto as bases de dados  Academic Search Complete, ERIC, PsycARTICLES, PsycINFO, Psychology and Behavioral Sciences Collection (selecionar manualmente no portal as bases  pretendidas).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estrat&eacute;gia de pesquisa</i>. Seguidamente &agrave; defini&ccedil;&atilde;o das fontes de informa&ccedil;&atilde;o, &eacute;  importante delinear a estrat&eacute;gia de pesquisa a ser utilizada. Nesta fase, devem ser definidos os termos de pesquisa e as  restri&ccedil;&otilde;es de acordo com os crit&eacute;rios de elegibilidade dos estudos (especificamente os idiomas, limites de data e tipo de  documentos; Higgins &amp; Green, 2011).</p>     <p>Para a determina&ccedil;&atilde;o dos termos de pesquisa, um conjunto de estrat&eacute;gias podem auxiliar nesta tarefa, nomeadamente: (a)  selecionar palavras dos crit&eacute;rios <i>PICOS</i>/<i>SPIDER</i>; (b) identificar palavras similares ou relacionadas (com recurso a  dicion&aacute;rios de sin&oacute;nimos online, como por exemplo <a href="http://www.thesaurus.com" target="_blank">http://www.thesaurus.com</a>);  (c) procurar nas palavras-chave dos artigos relevantes para o t&oacute;pico ou outras revis&otilde;es de literatura sobre o tema.</p>     <p>Para a combina&ccedil;&atilde;o dos termos de pesquisa s&atilde;o geralmente utilizados operadores l&oacute;gicos de pesquisa ou operadores  booleanos, que permitem combinar de formas diferentes as palavras ou grupos de palavras, modificando assim os resultados da pesquisa. Os  operadores booleanos mais comuns s&atilde;o os seguintes: &ldquo;AND&rdquo;, utilizado para procurar artigos que incluam todas as palavras  identificadas; &ldquo;OR&rdquo;, para procurar artigos que inclu&iacute;am qualquer uma das palavras identificadas; e &ldquo;NOT&rdquo;,  utilizado para excluir artigos que incluam determinada palavra (Cronin et al., 2008; Reed &amp; Baxter, 2009). Alguns termos de pesquisa podem  ainda ser truncados utilizando um asterisco a seguir &agrave; &uacute;ltima letra comum a v&aacute;rias formas da palavra. Por exemplo, singular  e plural (utilizar <i>child</i>* para <i>child</i> e <i>children</i>) ou outras palavras relacionadas (<i>childhood</i>). Tamb&eacute;m &eacute;  aconselhado o uso de aspas quando nos referimos a uma express&atilde;o ou conjunto de palavras, como por exemplo &ldquo;cogni&ccedil;&atilde;o  social&rdquo;, pois se colocarmos as duas palavras separadas, &eacute; poss&iacute;vel que algumas bases de dados considerem os dois termos de  forma independente. A utiliza&ccedil;&atilde;o de grupos de palavras-chave &eacute; tamb&eacute;m uma importante estrat&eacute;gia para refinar  os resultados de pesquisa, combinando qualquer palavra de um t&oacute;pico espec&iacute;fico com qualquer palavra de outro t&oacute;pico (ver  Higgins &amp; Green, 2011). O exemplo da <a href="#f3">Figura 3</a> ilustra a utiliza&ccedil;&atilde;o de operadores booleanos e de grupos de  termos de pesquisa.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a09f3.jpg" width="577" height="214"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Esta informa&ccedil;&atilde;o culmina ent&atilde;o num protocolo que assegura que a revis&atilde;o &eacute; criteriosamente planeada e que  esse planeamento &eacute; explicitamente documentado antes de ser iniciada a revis&atilde;o (Moher et al., 2015). Neste protocolo de  revis&atilde;o sistem&aacute;tica s&atilde;o descritas as defini&ccedil;&otilde;es das vari&aacute;veis, a sequ&ecirc;ncia da pesquisa, a  estrat&eacute;gia de pesquisa, crit&eacute;rios de elegibilidade e a abordagem a ser utiliza na s&iacute;ntese de resultados (Mallett et al.,  2012). Este protocolo pode ser submetido para pr&eacute;-registo em redes de investiga&ccedil;&atilde;o internacionais sobre revis&otilde;es  sistem&aacute;ticas (e.g., PROSPERO, dispon&iacute;vel em <a href="https://www.crd.york.ac.uk/prospero/"  target="_blank">https://www.crd.york.ac.uk/prospero/</a>), passando por um processo de revis&atilde;o por pares e monitoriza&ccedil;&atilde;o. O  registo das revis&otilde;es sistem&aacute;ticas permite assim minimizar poss&iacute;veis enviesamentos da revis&atilde;o, reduzir a  duplica&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os e repeti&ccedil;&atilde;o de revis&otilde;es entre grupos de trabalhos diferentes e manter as  revis&otilde;es sistem&aacute;ticas atualizadas (The PLoS Medicine Editors, 2011).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A sele&ccedil;&atilde;o dos estudos</i></p>     <p>A sele&ccedil;&atilde;o dos estudos a incluir na revis&atilde;o sistem&aacute;tica consiste em identificar e aplicar sequencialmente os  crit&eacute;rios de elegibilidade aos resultados da pesquisa da literatura (e.g., Cooper, 2016; Cooper et al., 2009).</p>     <p>Ap&oacute;s obtida a listagem de refer&ecirc;ncias de cada base de dados/agregador de recursos, existem v&aacute;rias ferramentas de apoio  para a fase de sele&ccedil;&atilde;o dos artigos a incluir na revis&atilde;o sistem&aacute;tica. Apresentamos apenas alguns dos exemplos,  dispon&iacute;veis gratuitamente online, que poder&atilde;o ser utilizados nesta fase da revis&atilde;o:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Rayyan QCRI</i>: &Eacute; uma aplica&ccedil;&atilde;o desenvolvida pelo Qatar Computing Research Institute, especificamente direcionada  para a o acordo inter-ju&iacute;zes numa revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura. Oferece gratuitamente a aplica&ccedil;&atilde;o online  em <a href="https://rayyan.qcri.org/" target="_blank">https://rayyan.qcri.org/</a> e ainda tem a possibilidade de ser descarregada para  dispositivos m&oacute;veis. Aceita a importa&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncias em v&aacute;rios formatos e permite ainda a  condu&ccedil;&atilde;o de revis&atilde;o simult&acirc;nea por mais do que um investigador. A aplica&ccedil;&atilde;o tem um tutorial  dispon&iacute;vel online que fornece orienta&ccedil;&otilde;es a novos utilizadores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Abstrackr</i>: Apresenta as mesmas fun&ccedil;&otilde;es que o Rayyan QCRI, sendo tamb&eacute;m direcionada para o acordo  inter-ju&iacute;zes, fornecendo a informa&ccedil;&atilde;o sobre a percentagem de acordo obtida. Est&aacute; dispon&iacute;vel gratuitamente  online em <a href="http://abstrackr.cebm.brown.edu/account/login" target="_blank">http://abstrackr.cebm.brown.edu/account/login</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Covidence</i>: &Eacute; igualmente uma ferramenta online direcionada especificamente para a realiza&ccedil;&atilde;o de revis&otilde;es  sistem&aacute;ticas de literatura e est&aacute; dispon&iacute;vel em <a href="https://www.covidence.org/"  target="_blank">https://www.covidence.org/</a> (n&atilde;o &eacute; gratuita, mas oferece uma primeira experi&ecirc;ncia de  utiliza&ccedil;&atilde;o sem qualquer custo associado). Esta ferramenta est&aacute; especificamente desenhada de acordo com o <i>PRISMA  Statement</i>, seguindo os passos do <i>flow diagram</i>, e auxilia ainda na tarefa da extra&ccedil;&atilde;o de dados.</p>     <p>Para al&eacute;m destas ferramentas, os investigadores podem ainda recorrer aos softwares de gest&atilde;o de refer&ecirc;ncias  bibliogr&aacute;ficas como o Endnote, Zotero ou Mendeley para gerir as suas pesquisas, mas estes j&aacute; n&atilde;o est&atilde;o preparados  para a realiza&ccedil;&atilde;o posterior do acordo inter-ju&iacute;zes.</p>     <p>Dever&aacute; ser ainda tido em considera&ccedil;&atilde;o que em determinados agregadores de recursos eletr&oacute;nicos &eacute; dada  informa&ccedil;&atilde;o sobre o n&uacute;mero de duplicados (isto &eacute;, artigos que est&atilde;o inclu&iacute;dos em v&aacute;rias bases de  dados e que, por esse motivo, s&atilde;o captados v&aacute;rias vezes na pesquisa), e estes artigos duplicados s&atilde;o automaticamente  removidos da lista de refer&ecirc;ncias. Poder&aacute; ser importante para o investigador fazer o registo sequencial do n&uacute;mero de artigos  duplicados, caso este opte por utilizar o <i>flow diagram</i> do <i>PRISMA</i> (explicado no par&aacute;grafo seguinte) (Liberati et al.,  2015).</p>     <p>Ap&oacute;s obtidas todas as refer&ecirc;ncias identificadas pela pesquisa nas bases de dados e outras fontes de informa&ccedil;&atilde;o,  importadas e organizadas num dos softwares referidos anteriormente, d&aacute;-se in&iacute;cio ao processo sequencial de sele&ccedil;&atilde;o  dos artigos a incluir na revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura. Para apoiar e sintetizar este processo, o <i>PRISMA Statement</i>  oferece o <i>flow diagram</i>, uma ferramenta para a apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados da revis&atilde;o sistem&aacute;tica. O <i>flow  diagram</i> &eacute; constitu&iacute;do por 4 fases: (a) a identifica&ccedil;&atilde;o dos artigos, onde deve ser referido o n&uacute;mero total  de artigos retidos na pesquisa em bases de dados eletr&oacute;nicas, o n&uacute;mero total encontrado na pesquisa manual e, por &uacute;ltimo, o  n&uacute;mero final depois de removidos os duplicados; (b) a triagem dos artigos, sendo esta a primeira fase de sele&ccedil;&atilde;o realizada  com base no t&iacute;tulo e resumo (e, sempre que existam d&uacute;vidas nesta fase, o manuscrito deve ser inclu&iacute;do para a fase seguinte),  e dever&aacute; ser referido o n&uacute;mero de artigos exclu&iacute;dos (n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio identificar, nesta fase, os  motivos de exclus&atilde;o); (c) a elegibilidade dos artigos, a partir da sua leitura integral s&atilde;o selecionados com base nos  crit&eacute;rios de elegibilidade os artigos a incluir na revis&atilde;o e os artigos a excluir (referindo as raz&otilde;es de exclus&atilde;o de  cada artigo); (d) a inclus&atilde;o dos artigos, apresentando o n&uacute;mero final de estudos inclu&iacute;dos para a s&iacute;ntese qualitativa  e, caso se aplique, para a s&iacute;ntese quantitativa (meta-an&aacute;lise). Geralmente, as revis&otilde;es sistem&aacute;ticas de literatura  incluem apenas artigos emp&iacute;ricos ou de resultados de interven&ccedil;&atilde;o, sendo importante nesta etapa que as revis&otilde;es de  literatura ou meta-an&aacute;lises que surjam na pesquisa de artigos sejam integradas no enquadramento te&oacute;rico e/ou na discuss&atilde;o  de resultados da revis&atilde;o sistem&aacute;tica. A <a href="#f4">Figura 4</a> apresenta um exemplo do <i>flow diagram</i> de um artigo de  revis&atilde;o sistem&aacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a09f4.jpg" width="575" height="462"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com Liberati e colaboradores (2009), n&atilde;o h&aacute; um procedimento padr&atilde;o para a sele&ccedil;&atilde;o dos artigos,  mas a condu&ccedil;&atilde;o do processo por, pelo menos, dois investigadores, pode reduzir a possibilidade de excluir manuscritos importantes.  Os autores dever&atilde;o informar se cada etapa da sele&ccedil;&atilde;o dos estudos foi conduzida por um ou mais elementos, se existiu acordo  inter-ju&iacute;zes, e qual o procedimento utilizado para resolver desacordos.</p>     <p>N&atilde;o existe um n&uacute;mero de refer&ecirc;ncias ideal para a revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura, na medida em que este  n&uacute;mero depende do t&oacute;pico e consequentemente da quantidade de publica&ccedil;&otilde;es a que deu origem (Jesson et al., 2011).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A extra&ccedil;&atilde;o dos dados</i></p>     <p>Definidos os artigos a incluir na revis&atilde;o sistem&aacute;tica, a equipa de investiga&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ent&atilde;o  prosseguir para a extra&ccedil;&atilde;o dos dados, isto &eacute;, a documenta&ccedil;&atilde;o das carater&iacute;sticas dos estudos e dos seus  principais resultados. Nesta fase, ser&aacute; importante ler novamente os artigos, listar as caracter&iacute;sticas de interesse para a  revis&atilde;o e selecionar um conjunto de t&oacute;picos a reter dos estudos (e.g., Garrard, 2011).</p>     <p>A replicabilidade e robustez da s&iacute;ntese vai depender tamb&eacute;m da forma como s&atilde;o documentadas as evid&ecirc;ncias dos  estudos inclu&iacute;dos. Esta etapa deve tamb&eacute;m ser realizada por mais do que um elemento de forma a garantir a fiabilidade da  informa&ccedil;&atilde;o extra&iacute;da (Cooper &amp; Hedges, 2009).</p>     <p>Esta etapa implica a realiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos de an&aacute;lise de conte&uacute;do, nomeadamente a explora&ccedil;&atilde;o  dos estudos com a defini&ccedil;&atilde;o de categorias, que consistem em sistemas de codifica&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o a  extrair de cada estudo. Previamente &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o do protocolo de codifica&ccedil;&atilde;o, &eacute; importante listar os  constructos em an&aacute;lise e as caracter&iacute;sticas dos estudos relevantes para a revis&atilde;o. Em alternativa &eacute; poss&iacute;vel  derivar as categorias de codifica&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios estudos, ap&oacute;s a sua leitura e extra&ccedil;&atilde;o inicial de  informa&ccedil;&atilde;o descritiva sobre poss&iacute;veis categorias de interesse (mais apropriado para revis&otilde;es com poucos estudos)  (Wilson, 2009). As informa&ccedil;&otilde;es a retirar de cada estudo inclu&iacute;do podem ser de dois tipos: caracter&iacute;sticas  metodol&oacute;gicas (e.g., desenho de investiga&ccedil;&atilde;o, tipo de medidas ou instrumentos); e/ou caracter&iacute;sticas relacionadas com  o conte&uacute;do (e.g., modelo te&oacute;rico ou conceptual, tipos de resultados, implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas) (Petticrew &amp;  Roberts, 2006). Especificamente, podem ser exemplo de t&oacute;picos a reter dos estudos os seguintes: (a) informa&ccedil;&atilde;o  identificativa, como ID (n&uacute;mero/c&oacute;digo atribu&iacute;do ao artigo), autores, t&iacute;tulo, tipo de publica&ccedil;&atilde;o,  revista/fonte da publica&ccedil;&atilde;o, pa&iacute;s de origem (onde foi efetuada a recolha de dados) e pa&iacute;s da  publica&ccedil;&atilde;o, fonte de financiamento; (b) caracter&iacute;sticas do estudo, como objetivos ou hip&oacute;teses, desenho da  investiga&ccedil;&atilde;o, amostra (n&uacute;mero de participantes, crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e procedimentos); (c)  caracter&iacute;sticas dos participantes, como idade, g&eacute;nero, etnia, estatuto socioecon&oacute;mico; (d) interven&ccedil;&atilde;o e  contexto, como a descri&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o, exposi&ccedil;&atilde;o ou condi&ccedil;&atilde;o (no caso de estudos  experimentais, por exemplo), e como &eacute; que foi desenvolvida (no caso da interven&ccedil;&atilde;o) ou &eacute; definida (no caso da  exposi&ccedil;&atilde;o/condi&ccedil;&atilde;o); (e) resultados, como defini&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de vari&aacute;veis-resultado  utilizadas, m&eacute;todos e instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o, utiliza&ccedil;&atilde;o de follow-up (dura&ccedil;&atilde;o e  n&uacute;mero), e s&iacute;ntese dos resultados quantitativos (para dados dicot&oacute;micos, extrair o n&uacute;mero de eventos e o  n&uacute;mero de participantes para c&aacute;lculo de odds ratio, risk ratio e intervalos de confian&ccedil;a, <i>p</i>-value; para dados  cont&iacute;nuos, extrair m&eacute;dia e desvio-padr&atilde;o para c&aacute;lculo da diferen&ccedil;a entre m&eacute;dias e intervalos de  confian&ccedil;a) (e.g., Centre for Reviews and Dissemination, 2008; Wilson, 2009).</p>     <p>Os mecanismos de codifica&ccedil;&atilde;o dos dados podem assumir v&aacute;rias formas, sendo que a codifica&ccedil;&atilde;o direta num  formul&aacute;rio em papel (ver exemplo na <a href="#f5">Figura 5</a>) pode ser uma op&ccedil;&atilde;o melhor para revis&otilde;es com poucos  estudos (dado que &eacute; necess&aacute;rio introduzir depois os dados numa base de dados), ou codificar diretamente para uma base de dados  eletr&oacute;nica (e.g., Microsoft Access ou Excel) (Wilson, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f5"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a09f5.jpg" width="580" height="490"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando se incluem estudos quantitativos e qualitativos, &eacute; importante que sejam feitas matrizes de extra&ccedil;&atilde;o de dados  separadas e que os resultados sejam analisados separadamente (Garrard, 2011).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A aprecia&ccedil;&atilde;o qualitativa</i></p>     <p>O desenho e condu&ccedil;&atilde;o dos estudos inclu&iacute;dos na revis&atilde;o, sejam ou n&atilde;o provenientes de &ldquo;literatura cinzenta&rdquo;, podem levantar quest&otilde;es sobre a validade dos respetivos resultados e influenciar os resultados da revis&atilde;o sistem&aacute;tica. Assim, a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos estudos tem sido amplamente recomendada, podendo a qualidade ser relativa ao desenho, execu&ccedil;&atilde;o ou an&aacute;lise de resultados de um estudo, &agrave; sua relev&acirc;ncia ou &agrave; qualidade do relat&oacute;rio (Juni, 2001).</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos estudos passa ent&atilde;o por definir um conjunto de crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o  de acordo com a quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o, que pretende discutir a correspond&ecirc;ncia entre os m&eacute;todos e  infer&ecirc;ncias dos estudos inclu&iacute;dos (Cooper, 2016). Existem j&aacute; um conjunto de instrumentos estandardizados, como escalas ou  <i>checklists</i> que permitem questionar a validade interna e externa de cada um dos estudos (e.g., Higgins &amp; Green, 2011). Por exemplo, a  <i>Cochrane Collaboration</i> disponibiliza um conjunto de crit&eacute;rios para s&iacute;nteses de ensaios cl&iacute;nicos (Higgins &amp; Green,  2011) e outros institutos de investiga&ccedil;&atilde;o, como o Joanna Briggs Institute, t&ecirc;m dispon&iacute;veis online gratuitamente  <i>checklists</i> de crit&eacute;rios de qualidade para v&aacute;rios tipos de estudos  (<a href="http://joannabriggs.org/research/critical-appraisal-tools.html"  target="_blank">http://joannabriggs.org/research/critical-appraisal-tools.html</a>) que auxiliam os investigadores nesta an&aacute;lise  qualitativa da investiga&ccedil;&atilde;o. Outro exemplo que pode ser &uacute;til para os investigadores na &aacute;rea da Psicologia s&atilde;o  os crit&eacute;rios <i>STROBE</i> (Vandenbroucke et al., 2007; <a href="https://www.strobe-statement.org/"  target="_blank">https://www.strobe-statement.org/</a>), direcionados para estudos observacionais. No <a href="#q2">Quadro 2</a> apresentamos um  exemplo da aplica&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios STROBE numa revis&atilde;o sistem&aacute;tica na &aacute;rea da Psicologia (Ma&iuml;ano,  Aim&eacute;, Salvas, Morin, &amp; Normand, 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a09q2.jpg" width="577" height="393"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tamb&eacute;m nesta fase, de forma a ultrapassar poss&iacute;veis enviesamentos confirmat&oacute;rios, a avalia&ccedil;&atilde;o dos  crit&eacute;rios de qualidade pode ser realizada por dois codificadores independentes e calculado o acordo inter-ju&iacute;zes (<i>Kappa</i> de  Cohen).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A s&iacute;ntese da literatura</i></p>     <p>A etapa de s&iacute;ntese da literatura consiste no resumo e integra&ccedil;&atilde;o dos resultados da investiga&ccedil;&atilde;o,  nomeadamente a equipa de investiga&ccedil;&atilde;o dever&aacute;, nesta fase, procurar combinar os resultados dos estudos inclu&iacute;dos de  forma transversal, identificando diferen&ccedil;as entre os v&aacute;rios estudos (Cooper, 2016; Cooper et al., 2009). Jesson e colaboradores  (2011) referem que a leitura e s&iacute;ntese de resultados deve ser um processo anal&iacute;tico e prop&otilde;em o modelo <i>EEECA</i>: (a)  <i>Examine</i> (analisar o t&oacute;pico de diferentes perspetivas); (b) <i>Evaluate</i> (avaliar ou realizar uma an&aacute;lise cr&iacute;tica);  (c) <i>Establish relationships</i> (analisar de que forma os resultados est&atilde;o relacionados); (d) <i>Compare</i> (comparar e contrastar  resultados); (e) <i>Argue</i> (sempre que aplic&aacute;vel, posicionar o argumento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s perspetivas  apresentadas).</p>     <p>Geralmente, a apresenta&ccedil;&atilde;o de resultados inclui uma s&iacute;ntese narrativa dos resultados focada no objetivo principal da  revis&atilde;o (Petticrew &amp; Roberts, 2006). Garrard (2011) prop&otilde;e v&aacute;rios t&oacute;picos de an&aacute;lise dos estudos  inclu&iacute;dos: (a) os modelos conceptuais e te&oacute;ricos, as hip&oacute;teses ou objetivos de investiga&ccedil;&atilde;o, no sentido de  identificar os problemas de partida; (b) os m&eacute;todos utilizados para investigar os problemas, nomeadamente os instrumentos, procedimentos,  amostra e an&aacute;lise de dados; (c) os resultados principais; (d) lacunas identificadas; (e) an&aacute;lise cr&iacute;tica de cada um destes  t&oacute;picos. O procedimento para a s&iacute;ntese dos resultados, tendo como base uma matriz, poder&aacute; ser a an&aacute;lise dos estudos  em coluna (Garrard, 2011).</p>     <p>Quando se tratam de s&iacute;nteses de resultados qualitativos, a pr&aacute;tica geralmente utilizada &eacute; a produ&ccedil;&atilde;o de um  resumo narrativo (Pearson, 2004), que poder&aacute; passar por um processo de valida&ccedil;&atilde;o com a popula&ccedil;&atilde;o em  quest&atilde;o ou especialistas no t&oacute;pico por forma a garantir que os resultados s&atilde;o relevantes e aplic&aacute;veis &agrave;  pr&aacute;tica (Soilemezi &amp; Linceviciute, 2018).</p>     <p>Por outro lado, quando as revis&otilde;es sistem&aacute;ticas incluem estudos quantitativos, a s&iacute;ntese dos resultados pode ser  narrativa ou quantitativa. Neste caso, a meta-an&aacute;lise (j&aacute; anteriormente referida) prev&ecirc; a estima&ccedil;&atilde;o e o  c&aacute;lculo da m&eacute;dia dos tamanhos do efeito, examinando poss&iacute;veis moderadores, permitindo a interpreta&ccedil;&atilde;o  cumulativa dos resultados quantitativos (Cooper &amp; Hedges, 2009). Todavia, para que esta an&aacute;lise seja significativa, &eacute;  importante ter em considera&ccedil;&atilde;o a diversidade dos estudos, nomeadamente a quest&atilde;o a que cada um responde e respetivo desenho  de investiga&ccedil;&atilde;o, as medidas que utilizou, as vari&aacute;veis dependentes analisadas ou heterogeneidade estat&iacute;stica  (Ioannidis, Patsopoulos, &amp; Rothstein, 2008).</p>     <p>Na reda&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio, a discuss&atilde;o dever&aacute; sumarizar os resultados principais da revis&atilde;o, os seus  contributos para a investiga&ccedil;&atilde;o ou estado da arte e, sempre que poss&iacute;vel, as suas potenciais aplica&ccedil;&otilde;es  pr&aacute;ticas. Caso existam outras revis&otilde;es de literatura sobre o t&oacute;pico, &eacute; importante que o investigador nesta fase,  relacione os resultados das revis&otilde;es anteriores com a sua revis&atilde;o sistem&aacute;tica (e.g., Cooper, 2016; Liberati et al.,  2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Coment&aacute;rio final</b></p>     <p>O aumento exponencial de publica&ccedil;&otilde;es em Psicologia observado nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas implica que os investigadores  sejam cada vez mais capazes de integrar o conhecimento. A revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura constitui uma importante  estrat&eacute;gia de consolida&ccedil;&atilde;o de resultados de investiga&ccedil;&atilde;o, essencial ao desenvolvimento te&oacute;rico inerente  &agrave; progress&atilde;o da ci&ecirc;ncia, assim como &agrave; sua transforma&ccedil;&atilde;o em conhecimento relevante na  orienta&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o dos profissionais na &aacute;rea da Psicologia.</p>     <p>Todavia, a condu&ccedil;&atilde;o de revis&otilde;es sistem&aacute;tica de literatura coloca muitos desafios aos investigadores no geral, e  nomeadamente no campo da Psicologia. Por um lado, o processo de revis&atilde;o sistem&aacute;tica &eacute; um processo extremamente exigente em  termos de recursos e tempo (Mallett et al., 2012). Considerando que a tarefa que poder&aacute; consumir mais tempo &agrave; equipa &eacute; a  triagem dos estudos, os investigadores em Psicologia t&ecirc;m um desafio acrescido tendo em conta o n&uacute;mero crescente de  produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nesta &aacute;rea (e, portanto, a probabilidade de ter um grande n&uacute;mero de artigos iniciais para  selecionar &eacute; elevada).</p>     <p>Por outro lado, a condu&ccedil;&atilde;o da revis&atilde;o por mais do que um elemento pode introduzir subjetividade na triagem dos artigos  (Mallett et al., 2012). Esta limita&ccedil;&atilde;o pode ser ultrapassada atrav&eacute;s da determina&ccedil;&atilde;o do acordo  inter-ju&iacute;zes. No caso de haver um n&uacute;mero elevado de estudos a triar, a equipa pode optar por realizar o acordo apenas para uma  amostra representativa do total de estudos.</p>     <p>Existem atualmente v&aacute;rias formas de conduzir revis&otilde;es sistem&aacute;ticas, n&atilde;o existindo nenhuma solu&ccedil;&atilde;o  &oacute;tima. Neste artigo, procur&aacute;mos refletir os contributos das v&aacute;rias abordagens, tentando, com base nas  orienta&ccedil;&otilde;es e instrumentos dispon&iacute;veis para a realiza&ccedil;&atilde;o deste tipo de estudos no &acirc;mbito da  tradi&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias m&eacute;dicas, apresentar ao leitor as solu&ccedil;&otilde;es o mais adequadas poss&iacute;vel ao  dom&iacute;nio da Psicologia.</p>     <p>Procur&aacute;mos ainda sintetizar as etapas que conduzem &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica de  literatura, apoiando o estudante ou investigador com ferramentas e instrumentos espec&iacute;ficos e ilustrando com exemplos concretos por forma  a clarificar d&uacute;vidas comuns. Ainda assim, ser&aacute; importante complementar esta informa&ccedil;&atilde;o com as fontes originais que  foram sendo referidas e outras dispon&iacute;veis online, que agregam informa&ccedil;&atilde;o sobre este m&eacute;todo (e.g.,  <a href="http://training.cochrane.org/" target="_blank">http://training.cochrane.org/</a>). Este artigo constitui-se assim como um contributo no  apoio &agrave; tomada de decis&atilde;o relativa &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o (ou n&atilde;o) de uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica, bem  como um recurso na condu&ccedil;&atilde;o de revis&otilde;es sistem&aacute;ticas de literatura e no processo de reda&ccedil;&atilde;o dos  respetivos relat&oacute;rios ou artigos, em particular para os estudantes e investigadores que possam ter interesse neste m&eacute;todo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>American Psychological Association [APA]. (2010). <i>Publication manual of the American Psychological Association</i> (6<Sup>th</Sup> ed.).  Washington, DC: Author.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054209&pid=S0870-8231201900040000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Atkinson, K. M., Koenka, A. C., Sanchez, C. E., Moshontz, H., &amp; Cooper, H. (2015). Reporting standards for literature searches and report  inclusion criteria: Making research syntheses more transparent and easy to replicate. <i>Research Synthesis Methods, 6</i>, 87-95. Retrieved from  <a href="http://dx.doi.org/10.1002/jrsm.1127" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1002/jrsm.1127</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054211&pid=S0870-8231201900040000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Camilo, C., Garrido, M. V., &amp; Calheiros, M. M. (2016). Implicit measures of child abuse and neglect: A systematic review. <i>Aggression  and Violent Behavior, 29</i>, 43-54. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.avb.2016.06.002"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.avb.2016.06.002</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054212&pid=S0870-8231201900040000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Centre for Reviews and Dissemination. (2008). <i>Systematic reviews: CRD&rsquo;s guidance for undertaking reviews in health care</i>. York,  UK: CRD, University of York.</p>     <p>Colquhoun, H. L., Levac, D., O&rsquo;Brien, K. K., Straus, S., Tricco, A. C., Perrier, L., . . . Moher, D. (2014). Scoping reviews: Time for  clarity in de&#64257;nition, methods, and reporting. <i>Journal of Clinical Epidemiology, 67</i>, 1291-1294. Retrieved from  <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.jclinepi.2014.03.013" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.jclinepi.2014.03.013</a></p>     <!-- ref --><p>Cooke, A., Smith, D., &amp; Booth, A. (2012). Beyond PICO: The SPIDER tool for qualitative evidence synthesis. <i>Qualitative Health  Research, 22</i>, 1435-1443. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1177/1049732312452938"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/1049732312452938</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054215&pid=S0870-8231201900040000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cooper, H. (2003). Editorial. <i>Psychological Bulletin, 129</i>, 3-9. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0033-2909.129.1.3"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0033-2909.129.1.3</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054216&pid=S0870-8231201900040000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cooper, H. (2016). <i>Research synthesis and meta-analysis: A step-by-step approach</i> (5<Sup>th</Sup> ed.). Thousand Oaks, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054217&pid=S0870-8231201900040000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cooper, H., &amp; Hedges, L. V. (2009). Research synthesis as a scientific process. In H. Cooper, L. V. Hedges, &amp; J. C. Valentine (Eds.),  <i>The handbook of research synthesis and meta-analysis</i> (2<Sup>nd</Sup> ed., pp. 3-16). New York, NY: The Russell Sage Foundation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054219&pid=S0870-8231201900040000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cooper, H., Hedges, L. V., &amp; Valentine, J. C. (Eds.). (2009). <i>The handbook of research synthesis and meta-analysis</i> (2<Sup>nd</Sup>  ed.). New York, NY: The Russell Sage Foundation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054221&pid=S0870-8231201900040000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Correia, N., Camilo, C., Aguiar, C., &amp; Amaro, F. (2019). Children&rsquo;s right to participate in early childhood education settings: A  systematic review. <i>Children and Youth Services Review, 100</i>, 76-88. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1016/j.childyouth.2019.02.031" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.childyouth.2019.02.031</a></p>     <!-- ref --><p>Cronin, P., Ryan, F., &amp; Coughlan, M. (2008). Undertaking a literature review: A step-by-step approach. <i>British Journal of Nursing,  17</i>, 38-43. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.12968/bjon.2008.17.1.28059"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.12968/bjon.2008.17.1.28059</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054224&pid=S0870-8231201900040000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ferreira, M. B., &amp; Santos, A. S. (2016). Divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica: Prepara&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios,  projetos ou artigos cient&iacute;ficos. In M. V. Garrido &amp; M. Prada (Eds.), <i>Manual de compet&ecirc;ncias acad&eacute;micas</i> (pp.  343-374). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054225&pid=S0870-8231201900040000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Finkel, E. J., Simpson, J. A., &amp; Eastwick, P. W. (2017). The psychology of close relationships: Fourteen core principles. <i>Annual  Review of Psychology, 68</i>, 383-411. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Garvey, W. D., &amp; Griffith, B. C. (1971). Scientific communication: Its role in the conduct of research and creation of knowledge.  <i>American Psychologist, 26</i>, 349-362. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1037/h0032059"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/h0032059</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054230&pid=S0870-8231201900040000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Higgins, J. P. T., &amp; Green, S. (Eds.). (2011). <i>Cochrane handbook for systematic reviews of interventions &ndash; Version 5.1.0</i>  [online]. Retrieved from <a href="https://training.cochrane.org/handbook/archive/v5.1/" target="_blank">https://training.cochrane.org/handbook/archive/v5.1/</a></p>     <!-- ref --><p>Ioannidis, J. P. A., Patsopoulos, N. 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London,  UK: SAGE Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054233&pid=S0870-8231201900040000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jonsson, U., Bertilsson, G., Allard, P., Gyllensv&auml;rd, H., S&ouml;derlund, A., Tham, A., &amp; Andersson, G. (2016). Psychological  treatment of depression in people aged 65 years and over: A systematic review of efficacy, safety, and cost-effectiveness. <i>PLoS ONE,  11</i>(8), e0160859. 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Hedges, &amp; J. C. Valentine (Eds.), <i>The handbook  of research synthesis and meta-analysis</i> (2<Sup>nd</Sup> ed., pp. 73-101). New York, NY: The Russell Sage Foundation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054245&pid=S0870-8231201900040000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ribeiro, J. L. P. (2014). Revis&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o e evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp;  Doen&ccedil;as, 15</i>, 671-682. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Soilemezi, D., &amp; Linceviciute, S. (2018). Synthesizing qualitative research: Reflections and lessons learnt by two new reviewers.  <i>International Journal of Qualitative Methods, 17</i>, 1-14. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1177/1609406918768014"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/1609406918768014</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054250&pid=S0870-8231201900040000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>The PLoS Medicine Editors. (2011). Best practice in systematic reviews: The importance of protocols and registration. <i>PLoS Medicine,  8</i>. Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1371/journal.pmed.1001009"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1371/journal.pmed.1001009</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054251&pid=S0870-8231201900040000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Uman, L. S. (2011). Systematic reviews and meta-analyses. <i>Journal of the Canadian Academy of Child and Adolescent Psychiatry, 20</i>,  57-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054252&pid=S0870-8231201900040000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vandenbroucke, J. P., von Elm, E. V., Altman, D. G., G&oslash;tzsche, P. C., Mulrow, C. D., Pocock, S. J., . . . Egger, M. (2007).  Strengthening the reporting of observational studies in epidemiology (STROBE): Explanation and elaboration. <i>PLoS Medicine, 4</i>(10), e297.  Retrieved from <a href="http://dx.doi.org/10.1371/journal.pmed.0040297"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1371/journal.pmed.0040297</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054254&pid=S0870-8231201900040000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wilson, D. B. (2009). Systematic coding. In H. Cooper, L. V. Hedges, &amp; J. C. Valentine (Eds.), <i>The handbook of research synthesis and  meta-analysis</i> (2<Sup>nd</Sup> ed., pp. 159-176). New York, NY: The Russell Sage Foundation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054255&pid=S0870-8231201900040000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yap, M. B. H., &amp; Jorm, A. F. (2015). Parental factors associated with child hood anxiety, depression, and internalizing problems: A  systematic review and meta-analysis. <i>Journal of Affective Disorders, 175</i>, 424-440. Retrieved from  <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.jad.2015.01.050" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.jad.2015.01.050</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054257&pid=S0870-8231201900040000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Cl&aacute;udia Camilo, ISCTE &ndash; Instituto  Universit&aacute;rio de Lisboa, CIS-IUL, Av. das For&ccedil;as Armadas, 1649-026 Lisboa, Portugal. E-mail:  <a href="mailto:claudia_sofia_camilo@iscte-iul.pt">claudia_sofia_camilo@iscte-iul.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; parcialmente suportada pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Bolsa  Individual de Doutoramento SFRH/BD/99875/2014) e Marie Curie (FP7-PEOPLE-2013-CIG).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 01/03/2018 Aceita&ccedil;&atilde;o: 05/03/2019</p>      ]]></body><back>
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