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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O silêncio dos colaboradores de Van Dyne, Ang e Botero (2003): Estudo da validade fatorial e da invariância da medida para Portugal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Van Dyne, Ang and Botero (2003) Employees Silence Scale: Testing for factorial validity and invariance in Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Employee silence has been understood as the individual deliberate decision to retain information, opinions and suggestions about the organization. In recent years there has been an increase in studies on this construct, but there is a lack of theoretical and empirical consistency. The present study aims to study the factorial validity and the invariance of the measure proposed by Van Dyne, Ang and Botero (2003) for Portugal. Starting from a three-dimensional theoretical structure, the results suggest that, for the Portuguese population, the measure is invariant and composed of two dimensions that correlate negatively. One denominated adhesion silence that corresponds to the prosocial silence of van Dyne et al. (2003) and other called rejection silence composed by the junction of the defensive and submissive dimensions of van Dyne et al. (2003). The theoretical and practical implications are discussed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O sil&ecirc;ncio dos colaboradores de Van Dyne, Ang e Botero (2003): Estudo da validade fatorial e da invari&acirc;ncia da medida para  Portugal</b></p>     <p><b>Van Dyne, Ang and Botero (2003) Employees Silence Scale: Testing for factorial validity and invariance in Portugal</b></p>     <p><b>Ana Sabino<sup>1</sup>, Francisco Ces&aacute;rio<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>APPsyCI &ndash; Applied Psychology Research Center Capabilities & Inclusion, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Lisboa,  Portugal / Universidade Europeia, Lisboa, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O sil&ecirc;ncio dos colaboradores tem sido entendido como a decis&atilde;o deliberada do indiv&iacute;duo em reter informa&ccedil;&atilde;o,  opini&otilde;es e sugest&otilde;es acerca da organiza&ccedil;&atilde;o. Nos &uacute;ltimos anos tem-se verificado um acr&eacute;scimo de estudos  sobre este constructo verificando-se, no entanto, falta de consist&ecirc;ncia te&oacute;rica e emp&iacute;rica. O presente estudo tem como  objetivo estudar a validade fatorial e a invari&acirc;ncia da medida proposta por van Dyne, Ang e Botero (2003) para Portugal. Partindo de uma  estrutura te&oacute;rica tridimensional, os resultados sugerem que, para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, a medida &eacute; invariante e  composta por duas dimens&otilde;es que se correlacionam, negativamente. Uma primeira denominada de sil&ecirc;ncio de ades&atilde;o que  corresponde ao sil&ecirc;ncio prosocial de van Dyne et al. (2003) e uma dimens&atilde;o de rejei&ccedil;&atilde;o composta pela  jun&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es defensiva e submissa de van Dyne et al. (2003). As implica&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas e  pr&aacute;ticas s&atilde;o discutidas.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Sil&ecirc;ncio dos colaboradores, Escala de medida, Validade fatorial, Invari&acirc;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Employee silence has been understood as the individual deliberate decision to retain information, opinions and suggestions about the  organization. In recent years there has been an increase in studies on this construct, but there is a lack of theoretical and empirical  consistency. The present study aims to study the factorial validity and the invariance of the measure proposed by Van Dyne, Ang and Botero (2003)  for Portugal. Starting from a three-dimensional theoretical structure, the results suggest that, for the Portuguese population, the measure is  invariant and composed of two dimensions that correlate negatively. One denominated adhesion silence that corresponds to the prosocial silence of  van Dyne et al. (2003) and other called rejection silence composed by the junction of the defensive and submissive dimensions of van Dyne et al.  (2003). The theoretical and practical implications are discussed.</p>     <p><b>Key words</b>: Employee silence, Scale of measurement, Factorial validity, Invariance.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O estudo do sil&ecirc;ncio dos colaboradores, entendido como a decis&atilde;o intencional e deliberada do indiv&iacute;duo em reter  informa&ccedil;&atilde;o, opini&otilde;es sobre a organiza&ccedil;&atilde;o neste contexto, tem aumentado nos &uacute;ltimos anos (e.g.,  Brinsfield, Edwards, &amp; Greenberg, 2009; Morrison &amp; Milliken, 2000; Van Dyne, Ang, &amp; Botero, 2003). Apesar desta  defini&ccedil;&atilde;o ser relativamente consensual, quando o sil&ecirc;ncio &eacute; estudado empiricamente denota-se a exist&ecirc;ncia de  diferentes abordagens. Os autores partem de uma conce&ccedil;&atilde;o comum do sil&ecirc;ncio enquanto ato consciente de reten&ccedil;&atilde;o  da informa&ccedil;&atilde;o, mas divergem nos motivos que levam os colaboradores a reter essa informa&ccedil;&atilde;o. Assim, identificam-se  artigos que o consideram unidimensional (Tangirala &amp; Ramanujam, 2008), bidimensional (Pinder &amp; Harlos, 2001; Sabino, 2015),  tridimensional (Acaray &amp; Akturan, 2015; Rhee, Dedahanov, &amp; Lee, 2014), com 4 dimens&otilde;es (Adamska &amp; Jurek, 2017; Knoll &amp; Van  Dick, 2013) ou seis dimens&otilde;es (Brinsfield, 2013). Nem todos os autores justificam as estruturas fatoriais utilizadas. Por exemplo, autores  como Dedahanov e Rhee (2015) ou Fatima, Ilyas, Rehman e Inram (2017) partem da defini&ccedil;&atilde;o do sil&ecirc;ncio e explicam que optam por  estudar as dimens&otilde;es que mais se adequam aos seus objetivos de estudo. De destacar tamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia de um instrumento de  medida proposto conceptualmente por Van Dyne et al. (2003). Este instrumento tem sido utilizado na sua estrutura original (e.g., Acaray &amp;  Akturan, 2015; Rhee et al., 2014) e sofrendo adapta&ccedil;&otilde;es (e.g., Deniz, Noyan, &amp; Ertosan, 2013; Fatima et al., 2017), cujo motivo  e natureza nunca s&atilde;o claramente explicitados pelos autores. Verifica-se tamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia de estudos que partem da  utiliza&ccedil;&atilde;o desta escala de medida original mas obt&ecirc;m estruturas fatoriais distintas (e.g., Acaray &amp; Akturan, 2015; Rhee  et al., 2014; Sabino, 2015). Neste sentido o sil&ecirc;ncio apresenta-se como um fen&oacute;meno consensual na sua defini&ccedil;&atilde;o  te&oacute;rica, mas vol&aacute;til na sua defini&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica. Tal reflete-se na estrutura fatorial esperada, no que concerne  especificamente o instrumento mais relevante no campo, que foi proposto por Van Dyne et al. (2003). Desta forma, o presente artigo tem como  principal objetivo estudar a validade fatorial da escala de Van Dyne et al. (2003) e a sua invari&acirc;ncia para a popula&ccedil;&atilde;o  portuguesa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>O sil&ecirc;ncio dos colaboradores</i></p>     <p>Apesar do sil&ecirc;ncio ser um fen&oacute;meno citado desde os anos 70 (e.g., Hirschman, 1970), &eacute; a partir de 2000, atrav&eacute;s dos  estudos de Morrison e Milliken (2000), que o sil&ecirc;ncio dos colaboradores emerge enquanto constructo aut&oacute;nomo e independente dos  demais (e.g., lealdade, neglig&ecirc;ncia, voz) podendo ser estudado per si e n&atilde;o como manifesta&ccedil;&atilde;o de outro. O constructo  &eacute; entendido como a decis&atilde;o intencional do colaborador em reter ideias, informa&ccedil;&otilde;es e opini&otilde;es que s&atilde;o  importantes para a organiza&ccedil;&atilde;o (e.g., Morrison &amp; Milliken, 2000; Pinder &amp; Harlos, 2001; Van Dyne et al., 2003). Como  referem Tangirala e Ramanujam (2008) este fen&oacute;meno &eacute; multifacetado na medida em que pode ser orientado para diferentes  t&oacute;picos ou interlocutores. Esta caracter&iacute;stica poder&aacute; condicionar o consenso ao n&iacute;vel da defini&ccedil;&atilde;o, da  pr&oacute;pria natureza do constructo e da forma como &eacute; aplicado empiricamente. Por conseguinte, identificam-se estudos muito distintos no  modo como conceptualizam, te&oacute;rica e empiricamente, o sil&ecirc;ncio. Relativamente &agrave; exist&ecirc;ncia de escalas para o medir, esta  diverg&ecirc;ncia tamb&eacute;m &eacute; verificada visto identificarem-se quatro alternativas poss&iacute;veis. O artigo publicado pelos autores  Van Dyne et al. (2003) teve como objetivo propor uma escala de medida do sil&ecirc;ncio composta por tr&ecirc;s dimens&otilde;es &ndash;  sil&ecirc;ncio submisso, defensivo e prosocial. Os autores apresentaram exclusivamente uma proposta te&oacute;rica, que n&atilde;o incluiu uma  valida&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica do instrumento. Apesar deste facto, at&eacute; &agrave; data, esta escala sido utilizada em diferentes  estudos sobre o sil&ecirc;ncio onde os autores optam por manter a proposta original de Van Dyne et al. (2003) ou adaptam-na &agrave; luz dos seus  objetivos de investiga&ccedil;&atilde;o. Tendo em conta a sua vasta utiliza&ccedil;&atilde;o (com ou sem adapta&ccedil;&otilde;es) e  sustenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica que a precede, o presente artigo adota esta abordagem. No entanto, importa aqui salientar outras  propostas de instrumentos do sil&ecirc;ncio. Em 2013 Knoll e Van Dick (2013) partem da conceptualiza&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica proposta por  Van Dyne et al. (2003) acrescentando uma quarta dimens&atilde;o, que os autores denominam de sil&ecirc;ncio oportunista. Apesar dos autores  utilizarem as tr&ecirc;s dimens&otilde;es originais de Van Dyne et al. (2003), optam por propor um instrumento distinto para as medir. No mesmo  ano Brinsfield (2013) publica um artigo composto por quatro estudos onde prop&otilde;e um instrumento de medida que mede o sil&ecirc;ncio dos  colaboradores em 6 dimens&otilde;es: desviante, desconfiado, relacional, defensivo, descomprometido e ineficaz. Para al&eacute;m destas escalas,  verifica-se tamb&eacute;m uma tend&ecirc;ncia de autores proporem medidas criadas para responder aos seus objetivos espec&iacute;ficos de  investiga&ccedil;&atilde;o. Verificam-se casos onde os autores criam uma escala especifica para a realidade que est&atilde;o a estudar (e.g.,  Vakola &amp; Bouradas, 2005) ou casos onde os autores utilizam dimens&otilde;es de uns autores e outras dimens&otilde;es de outros autores.  Veja-se o estudo de Fatima et al. (2017) onde os autores utilizam o sil&ecirc;ncio submisso e defensivo de Van Dyne et al. (2003) e o  sil&ecirc;ncio desviante de Brinsfield (2013), justificando a sua decis&atilde;o referindo que lhes interessava estudar exclusivamente as  dimens&otilde;es que refletem uma consequ&ecirc;ncia negativa para a organiza&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, estudar o sil&ecirc;ncio prosocial  n&atilde;o entrava no &acirc;mbito dessa investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto a escala inicialmente criada por Van Dyne et al. (2003) continua a ser a mais relevante e consensualmente utilizada para definir  operacionalmente o constructo. Tal levou-nos a destac&aacute;-la e a progressivamente ter vindo a estudar as caracter&iacute;sticas da sua  adapta&ccedil;&atilde;o a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (ver Sabino, 2015; Sabino, Nogueira, &amp; Ces&aacute;rio, 2019). Abaixo definimos  em detalhe este instrumento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento de medida para o sil&ecirc;ncio dos colaboradores de Van Dyne et al. (2003)</i></p>     <p>Em 2003, Van Dyne e colaboradores propuseram um modelo tridimensional em que os autores partem da natureza geral do comportamento onde o  sujeito pode adotar uma postura passiva ou proativa. Quando passivo, o motivo prim&aacute;rio do indiv&iacute;duo baseia-se na  resigna&ccedil;&atilde;o e no descomprometimento pelo que o seu comportamento poder&aacute; manifestar-se atrav&eacute;s de uma voz ou de um  sil&ecirc;ncio submisso. Se o indiv&iacute;duo &eacute; proativo, ent&atilde;o o seu motivo prim&aacute;rio poder&aacute; ser a  auto-prote&ccedil;&atilde;o como resposta ao medo ou por outro lado, a coopera&ccedil;&atilde;o como resposta a uma orienta&ccedil;&atilde;o para  o outro. No primeiro caso, o indiv&iacute;duo poder&aacute; adotar comportamentos de voz e sil&ecirc;ncio defensivos. J&aacute; no segundo caso  ele poder&aacute; adotar comportamentos de voz e sil&ecirc;ncio prosociais. Apesar do modelo apresentado pelos autores comtemplar tanto  comportamentos de voz como de sil&ecirc;ncio, os autores distinguem-nos como constructos independentes sendo que o presente estudo adota esta  proposta estudando exclusivamente o sil&ecirc;ncio dos colaboradores. Assim, o sil&ecirc;ncio &eacute; entendido como um constructo  tridimensional composto por uma dimens&atilde;o submissa, uma dimens&atilde;o defensiva e uma dimens&atilde;o prosocial (Van Dyne et al.,  2003).</p>     <p>No seguimento do modelo conceptual proposto, os autores propuseram uma escala composta por 15 itens divididos em tr&ecirc;s subescalas que  medem as tr&ecirc;s dimens&otilde;es do sil&ecirc;ncio. Cada subescala tem uma terminologia semelhante variando o motivo que leva o  indiv&iacute;duo em escolher reter informa&ccedil;&atilde;o. Veja-se como exemplo um item original correspondente a cada subescala &ldquo;This  employee keeps any ideas for improvement to him/herself because he/she has low self-ef&#64257;cacy to make a difference&rdquo; (Sil&ecirc;ncio  Submisso), &ldquo;This employee avoids expressing ideas for improvements, due to self-protection&rdquo; (Sil&ecirc;ncio Defensivo) ou &ldquo;This  employee refuses to divulge information that might harm the organization&rdquo; (Sil&ecirc;ncio Prosocial). Apesar de a escala n&atilde;o ter  sido testada empiricamente pelos autores, tem sido fortemente utilizada, seja na sua vers&atilde;o original seja atrav&eacute;s de  adapta&ccedil;&otilde;es como sugerem os estudos abaixo apresentados.</p>     <p>Sobre os estudos que se basearam na proposta original de Van Dyne et al. (2003) (<a href="#t1">Tabela 1</a>) &eacute; poss&iacute;vel  verificar uma maior incid&ecirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o desta escala em Portugal e na Turquia. Os resultados sugerem uma boa  consist&ecirc;ncia interna das tr&ecirc;s dimens&otilde;es do sil&ecirc;ncio, independentemente do contexto onde &eacute; aplicado. Denota-se  tamb&eacute;m uma elevada correla&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es submissa e defensiva do sil&ecirc;ncio tendo os autores optado por  duas alternativas distintas. Enquanto que Acaray e Akturan (2015), Y&uuml;r&uuml;r e Yelo&#287;lu (2016) n&atilde;o fazem qualquer  refer&ecirc;ncia a esta situa&ccedil;&atilde;o, mantendo a proposta tridimensional de Van Dyne et al. (2003), Sabino (2015) e Sabino, Nogueira e  Ces&aacute;rio (2019) reespecificam o modelo original de Van Dyne et al. (2003) chegando a uma solu&ccedil;&atilde;o bidimensional onde a  dimens&atilde;o submissa e defensiva s&atilde;o agregadas numa s&oacute;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a10t1.jpg" width="602" height="197"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram tamb&eacute;m identificados estudos que optam por adaptar a proposta de Van Dyne et al. (2003) (<a href="#t2">Tabela 2</a>). A primeira  nota a ter em conta prende-se com o facto de se identificarem mais estudos e estudos realizados em diferentes zonas geogr&aacute;ficas. Tangirala  e Ramanujam (2008) consideram o sil&ecirc;ncio como um constructo unidimensional. Os autores partem da proposta de Van Dyne et al. (2003)  propondo um instrumento de medida inteiramente adaptado ao contexto onde o estudo foi aplicado &ndash; &aacute;rea da sa&uacute;de &ndash; e que  visava capturar o sil&ecirc;ncio dos colaboradores (enfermeiros) relativamente &agrave; seguran&ccedil;a dos pacientes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a10t2.jpg" width="625" height="274"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Verifica-se tamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia de estudos que utilizam certas dimens&otilde;es de Van Dyne et al. (2003). Dedahanov e Rhee  (2015) utilizam exclusivamente o sil&ecirc;ncio submisso e defensivo justificando que pretendem estudar apenas as dimens&otilde;es do  sil&ecirc;ncio que afetam negativamente as organiza&ccedil;&otilde;es. J&aacute; Kiewitz, Restubog, Shoss, Garcia e Tang (2016) utilizam apenas a  natureza defensiva do sil&ecirc;ncio, n&atilde;o tendo sido identificada qualquer justifica&ccedil;&atilde;o para a n&atilde;o  utiliza&ccedil;&atilde;o das restantes dimens&otilde;es. Verifica-se tamb&eacute;m casos de autores que optam por utilizar certas  dimens&otilde;es propostas por Van Dyne et al. (2003) acrescentado outras. Veja-se o caso de Deniz et al. (2013) que acrescenta &agrave;s  tr&ecirc;s dimens&otilde;es de Van Dyne et al. (2003) uma quarta &ndash; o sil&ecirc;ncio de prote&ccedil;&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>De forma a dar resposta aos objetivos de estudo, foram realizados dois estudos distintos, tendo-se optado por dividir a amostra em tr&ecirc;s  subamostras aleat&oacute;rias e de dimens&atilde;o equivalente.</p>     <p>O estudo 1 visa em primeiro lugar explorar a estrutura dos dados obtidos com uma popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Apesar da estrutura poder  ser a do modelo proposto por Van Dyne et al. (2003) a sua instabilidade em outras aplica&ccedil;&otilde;es deixa esta quest&atilde;o ainda em  aberto. Assim abordamos primeiramente com uma perspetiva explorat&oacute;ria a estrutura da medida adaptada, apresentando os resultados da  an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria (AFE), dos dados recolhidos na primeira sub amostra. Seguidamente test&aacute;mos atrav&eacute;s de  An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria (AFC) se esta estrutura de ajustava a qualquer dos modelos te&oacute;ricos revistos na literatura  nomeadamente o modelo tridimensional de Van Dyne et al (2003) bem como os modelos bidimensionais de Pinder e Harlos (2001), Wang e Hsieh (2014) e  Sabino (2015) e a perspetiva unidimensional proposta por Tangirala e Ramanujam (2008). Depois de gerado o modelo fatorial foi avaliada a validade  convergente. Para tal, foi solicitado a parte da amostra geral (<i>n</i>=303) que, para al&eacute;m da escala de Van Dyne et al. (2003),  preenchesse tamb&eacute;m uma segunda escala correspondente &agrave; medida proposta por Knoll e Van Dick (2013). Estas duas medidas medem o  mesmo constructo &ndash; sil&ecirc;ncio dos colaboradores &ndash; permitindo verificar em que medida as respetivas dimens&otilde;es est&atilde;o  relacionadas entre si (Netemeyer, Bearden, &amp; Sharma, 2003). Depois de confirmado o modelo fatorial que melhor se ajusta aos dados, o estudo 2  tem como finalidade testar a invari&acirc;ncia do modelo fatorial gerado no estudo anterior. Para tal recorreu-se &agrave;s restantes duas  subamostras.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra total &eacute; constitu&iacute;da por 1328 participantes, dos quais 61,6% s&atilde;o do sexo feminino e 37,3% do sexo masculino. Em  m&eacute;dia, os participantes do estudo t&ecirc;m 37.3 anos (desvio-padr&atilde;o=12.3), com uma idade m&iacute;nima de 18 anos e m&aacute;xima  de 78 anos, pelo que 34.5% tem at&eacute; 30 anos, 26.6% tem entre 31 e 40 anos, 22% entre 41 e 50 anos e 16.8% mais de 51 anos. Em termos de  habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, 33.5% t&ecirc;m o ensino secund&aacute;rio completo, 21.5% a Licenciatura, 32.5% o Mestrado e 12.5%  j&aacute; terminaram o Doutoramento. De notar que a presente amostra apresenta uma particularidade. Da totalidade dos participantes, 48% dos  participantes t&ecirc;m uma liga&ccedil;&atilde;o ao ensino superior p&uacute;blico portugu&ecirc;s, sendo docentes (54.9%) ou trabalhadores  estudantes (45.1%) em &aacute;reas das ci&ecirc;ncias sociais. Os restantes 52% dos participantes da totalidade da amostra s&atilde;o  trabalhadores que atuam em diferentes setores. Tendo em conta a totalidade da amostra bem como a finalidade deste estudo, obteve-se um  r&aacute;cio participante/item de 88:1 sendo este valor superior aos valores recomendados na literatura (Hill &amp; Hill, 2012; Mar&ocirc;co,  2014).</p>     <p>Tendo-se dividido a amostra geral por tr&ecirc;s amostras aleat&oacute;rias, obteve-se uma subamostra 1 com 445 participantes, uma subamostra  2 com 443 participantes e uma subamostra 3 com 440 sujeitos, garantindo um r&aacute;cio de participante/item de aproximadamente 29:1.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sil&ecirc;ncio dos Colaboradores</i>. Foi utilizado o question&aacute;rio proposto por Van Dyne et al. (2003) composto por quinze  afirma&ccedil;&otilde;es (<a href="#t3">Tabela 3</a>), cinco respeitantes &agrave; dimens&atilde;o prosocial, cinco &agrave; dimens&atilde;o  defensiva e cinco referentes &agrave; dimens&atilde;o de submiss&atilde;o (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Os itens s&atilde;o avaliados tendo em  conta uma escala de resposta de tipo Likert de 7 pontos onde (1) corresponde a Discordo Totalmente e (7) a Concordo Totalmente. Foram  tamb&eacute;m inclu&iacute;das algumas quest&otilde;es de caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica da amostra nomeadamente o sexo, a  idade e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias. Para o estudo da validade convergente, foi utilizada a escala de Knoll e Van Dick (2013)  composta por 20 itens, 5 para cada forma de sil&ecirc;ncio (defensivo, submisso, prosocial e oportunista).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a10t3.jpg" width="577" height="350"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Seguindo as recomenda&ccedil;&otilde;es de Hinkin (1998), o question&aacute;rio originalmente na l&iacute;ngua inglesa foi traduzido para a  l&iacute;ngua portuguesa. Apesar da escala n&atilde;o estar devidamente validada para Portugal, foi traduzida para portugu&ecirc;s por Rego  (2013), para fins acad&eacute;micos. Adicionalmente, foi realizada a tradu&ccedil;&atilde;o da escala original para portugu&ecirc;s, utilizando  para isso o m&eacute;todo de tradu&ccedil;&atilde;o/retrovers&atilde;o. Os resultados obtidos foram comparados com a escala proposta por Rego  (2013) permitindo, assim, uma tradu&ccedil;&atilde;o mais fi&aacute;vel da escala final aqui proposta. Seguidamente, foi solicitado a um grupo de  peritos a an&aacute;lise da adequabilidade da escala, ou seja, se os itens realmente medem o que &eacute; suposto medirem. Foi realizado  tamb&eacute;m um pr&eacute;-teste seguido de focus-group com vista &agrave; discuss&atilde;o sobre a adequabilidade da escala proposta.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>A vers&atilde;o final do question&aacute;rio &eacute; composta por tr&ecirc;s partes. Na primeira parte introdut&oacute;ria, foram  clarificados os objetivos do estudo sendo os participantes convidados a responder enfatizando-se a garantia de confidencialidade de respostas e a  n&atilde;o exist&ecirc;ncia de respostas certas ou erradas. A segunda parte do question&aacute;rio correspondia &agrave; escala do sil&ecirc;ncio  dos colaboradores e a &uacute;ltima parte &agrave;s quest&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas. A recolha de dados foi realizada por  interm&eacute;dio de um m&eacute;todo misto variando entre a aplica&ccedil;&atilde;o presencial em papel e a aplica&ccedil;&atilde;o on-line. No  caso da aplica&ccedil;&atilde;o em papel, os question&aacute;rios foram distribu&iacute;dos pelos investigadores nos locais de trabalho dos  participantes juntamente com um envelope. Depois de preenchido, o question&aacute;rio deveria ser colocado no envelope selado e deixado ao  cuidado dos investigadores. Na impossibilidade dos question&aacute;rios serem entregues em papel, optou-se por enviar, via email, um link com o  question&aacute;rio, tendo-se recorrido &agrave; plataforma <i>Survey Monkey</i>. Em ambas metodologias de aplica&ccedil;&atilde;o garantiu-se a  m&aacute;xima conformidade entre as duas metodologias de recolha de dados. Os dados foram recolhidos entre os anos de 2015 e 2017.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estudo 1 &ndash; Validade Fatorial e Convergente</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa primeira fase foi realizada uma An&aacute;lise Fatorial Explorat&oacute;ria (AFE) que visa compreender a estrutura latente de cada  constructo, tendo-se optado pela estima&ccedil;&atilde;o por m&aacute;xima verosimilan&ccedil;a (Maximun Likelihood) e pela rota&ccedil;&atilde;o  obl&iacute;qua Promax (Hair, Black, Babin, &amp; Anderson, 2010). Os resultados apontam para uma solu&ccedil;&atilde;o bidimensional onde as  dimens&otilde;es submissa e defensiva saturam na mesma dimens&atilde;o. Esta solu&ccedil;&atilde;o explica 47.7% da vari&acirc;ncia.</p>     <p>Seguidamente, realizou-se uma an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria (AFC) pelo que esta t&eacute;cnica visa estudar em que medida os  dados se ajustam ao modelo te&oacute;rico proposto (Hair et al., 2010; Mar&ocirc;co, 2014; Salgueiro, 2007). Atrav&eacute;s do programa LISREL  8.0 a AFC foi realizada tendo-se optado pelo m&eacute;todo Robust Maximum Likelihood e numa solu&ccedil;&atilde;o completamente estandardizada  (Hair et al., 2010; Salgueiro, 2007). Foram considerados os seguintes indicadores de bondade de ajustamento com respetivos valores de  refer&ecirc;ncia &ndash; RMSEA&le;.07; GFI&ge;.9; CFI&ge;.9; menor valor AIC; <i>&chi;&sup2;/df</i>&le;3 (Hair et al., 2010). Recorrendo &agrave;  subamostra 1 (<i>n</i>=445) partiu-se do modelo te&oacute;rico de tr&ecirc;s fatores verificando-se que, apesar do modelo apresentar um bom  ajustamento (RMSEA=.07; GFI=.92; CFI=.98; AIC=3677.08; <i>&chi;&sup2;/df</i>=1.5) uma elevada correla&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es  submissa e defensiva (<i>r</i>=.98, <i>p</i>&lt;.05) sugerem que as duas dimens&otilde;es medem o mesmo motivo do sil&ecirc;ncio. Tendo como  suporte te&oacute;rico (e.g., Pinder &amp; Harlos, 2001; Sabino, 2015; Wang &amp; Hsieh, 2014) estudos que se baseiam na bidimensionalidade do  sil&ecirc;ncio dos colaboradores, optou-se por testar a solu&ccedil;&atilde;o bidimensional que junta as dimens&otilde;es defensiva e submissa.  Esta solu&ccedil;&atilde;o bidimensional encontrada tamb&eacute;m apresenta um ajustamento adequado (RMSEA=.07; GFI=.92; CFI=.98; AIC=3676.39;  <i>&chi;&sup2;/df</i>=1.5). Por este facto, foi realizado o teste do Qui-Quadrado verificando-se que (<i>&Delta;&chi;&sup2;</i>=2.3,  <i>&Delta;df</i>=2, <i>p</i>=.05) n&atilde;o existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os modelos. Relativamente a este  modelo a 2 fatores, verifica-se uma correla&ccedil;&atilde;o significativa e negativa (<i>r</i>=-.28, <i>p</i>&lt;.05) entre as duas  dimens&otilde;es &ndash; prosocial e defensiva/submissa. Apesar do modelo apresentar um bom ajustamento, foram tamb&eacute;m analisados os  valores respeitantes aos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o dos diferentes itens verificando-se valores elevados o que sugeria uma  necessidade em especificar o modelo (Hair et al., 2010). Chegou-se assim a uma solu&ccedil;&atilde;o final composta por duas dimens&otilde;es  cada uma delas formada por 4 itens (Dimens&atilde;o prosocial &ndash; SP_1, SP_6, SP_10, SP_12 e Dimens&atilde;o Submissa/Defensiva &ndash; SD_2,  SD_8, SD_11, SS_14). As duas dimens&otilde;es correlacionam-se negativamente e significativamente, no entanto com uma intensidade baixa  (<i>r</i>=-.24, <i>p</i>&lt;.05) Esta solu&ccedil;&atilde;o apresenta um excelente ajustamento (RMSEA=.04; GFI=.97; CFI=.99; AIC=2321.88;  <i>&chi;&sup2;/df</i>=1.1). Foi tamb&eacute;m realizado o teste do Qui Quadrado no sentido de perceber se os modelos bidimensionais, com a  totalidade dos itens e o modelo reespecificado para 8 itens, apresentavam diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, verificando-se que  os modelos s&atilde;o estatisticamente distintos (<i>&Delta;&chi;&sup2;</i>=119.39, <i>&Delta;df</i>=70, <i>p</i>=.05).</p>     <p>Tendo em conta que foram tamb&eacute;m identificados estudos que abordam o sil&ecirc;ncio como um constructo unidimensional, optou-se  tamb&eacute;m por testar esta solu&ccedil;&atilde;o tendo os resultados sugerido um ajustamento desadequado (RMSEA=.15; GFI=.71; CFI=.86;  AIC=4343.60; <i>&chi;&sup2;/df</i>=5.4) refor&ccedil;ando a multidimensionalidade do constructo. Da an&aacute;lise conjunta dos diferentes  modelos fatoriais testados chegou-se &agrave; conclus&atilde;o que o modelo a dois fatores reespecificado com quatro itens para cada  dimens&atilde;o (<a href="#f1">Figura 1</a>) &eacute; aquele que melhor se ajusta aos dados denotando-se que todos os itens apresentam factor  loadings superiores a .5 como sugere a literatura (e.g., Hair et al., 2010).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a10f1.jpg" width="579" height="481"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave; consist&ecirc;ncia interna da escala recorreu-se ao Alfa de Cronbach (&alpha;&gt;.7) (Hair et al., 2010; Mar&ocirc;co,  2014; Salgueiro, 2007). Os resultados sugerem que a escala apresenta boa consist&ecirc;ncia interna na medida em que em cada dimens&atilde;o os  resultados s&atilde;o aceit&aacute;veis e iguais (Sil&ecirc;ncio Prosocial &alpha;=.75 e Sil&ecirc;ncio Submisso/defensivo &alpha;=.70)  (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a10t4.jpg" width="575" height="125"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A validade convergente foi medida recorrendo &agrave; sub amostra (<i>n</i>=303) onde foram aplicadas as duas medidas que medem o mesmo  constructo (Knoll &amp; Van Dick, 2013; Van Dyne et al., 2003) de forma a analisar em que medida as respetivas dimens&otilde;es est&atilde;o  relacionadas entre si (Netemeyer et al., 2003). Para a medida de Knoll e Van Dick (2013) foi utilizado o mesmo procedimento tendo-se chegado a  uma solu&ccedil;&atilde;o fatorial tamb&eacute;m composta por duas dimens&otilde;es &ndash; submissa/defensiva/oportunista e prosocial &ndash;  (RMSEA=.05; GFI=.97; CFI=1; AIC=1433.41; <i>&chi;&sup2;/df</i>=1). Os resultados sugeriram a validade convergente pelo que para ambas as medidas,  as dimens&otilde;es com naturezas semelhantes (prosocial e defensiva/submissa) correlacionam-se moderadamente e significativamente  (<a href="#t5">Tabela 5</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v37n4/37n4a10t5.jpg" width="580" height="153"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estudo 2 &ndash; Estudo da Invari&acirc;ncia da Medida de Van Dyne et al. (2003)</i></p>     <p>De forma a confirmar se esta medida &eacute; invariante em Portugal, utilizaram-se duas subamostras aleat&oacute;rias (subamostra 1=443 e  subamostra 2=440) a fim de testar se o modelo se mantinha invariante. Antes de se proceder &agrave; an&aacute;lise multigrupos realizou-se uma  AFC do modelo final (modelo bifatorial composto por 4 itens da dimens&atilde;o correspondente ao sil&ecirc;ncio prosocial e restantes 4 itens  para a dimens&atilde;o que corresponde &agrave; agrega&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o defensiva/submissa) para cada uma das subamostras. Nas  duas subamostras os modelos apresentam bons ajustamentos (subamostra 1: RMSEA=.04; GFI=.98; CFI=.99; <i>&chi;&sup2;/df</i>=1.6 e subamostra 2:  RMSEA=.04; GFI=.98; CFI=.99; <i>&chi;&sup2;/df</i>=1.6). Foi testada a hip&oacute;tese nula da invari&acirc;ncia do modelo tendo os resultados  confirmado a invari&acirc;ncia do modelo final em amostras aleat&oacute;rias, indicativo da estabilidade da medida reespecificada em Portugal  (<i>&Delta;&chi;&sup2;</i>=6.78, <i>&Delta;df</i>=9, <i>p</i>=.05).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O presente estudo teve como objetivo estudar a validade fatorial e a invari&acirc;ncia da medida do sil&ecirc;ncio dos colaboradores de Van  Dyne et al. (2003) para a realidade portuguesa. Recorrendo a uma an&aacute;lise da literatura existente verificou-se que, apesar da  defini&ccedil;&atilde;o do constructo ser consensual na comunidade acad&eacute;mica, assiste-se uma volatilidade seja nas medidas utilizadas,  seja na estrutura fatorial do pr&oacute;prio constructo. Desta forma, partiu-se da medida proposta por Van Dyne et al. (2003) e os resultados  sugeriram que, em Portugal, este modelo tem uma estrutura fatorial composta por dois fatores. Por um lado, uma dimens&atilde;o caracterizada pela  prote&ccedil;&atilde;o, coopera&ccedil;&atilde;o entre o indiv&iacute;duo e a organiza&ccedil;&atilde;o e por outro, uma dimens&atilde;o que  revela afastamento e desvincula&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo para com a organiza&ccedil;&atilde;o. Esta segunda dimens&atilde;o  identificada em Portugal &eacute; composta pelas dimens&otilde;es defensivas e submissas propostas inicialmente por Van Dyne et al. (2003).  Note-se que estudos emp&iacute;ricos realizados em Portugal (Sabino, 2015), Turquia (Acaray &amp; Akturan, 2014), India (Fatima et al., 2017)  tamb&eacute;m sugerem que estas dimens&otilde;es, defensiva e submissa, tenham o mesmo significado. Relativamente &agrave; bidimensionalidade da  medida, autores como Pinder e Harlos (2001) ou Wang e Hsieh (2014) tamb&eacute;m atestam esta conclus&atilde;o. Enquanto que Pinder e Harlos  (2001) sugeriram duas dimens&otilde;es que espelham ambas uma rea&ccedil;&atilde;o de cariz negativo, Wang e Hsieh (2014) apresentam uma proposta  que est&aacute; na linha dos resultados obtidos, considerando que o colaborador n&atilde;o ret&eacute;m informa&ccedil;&atilde;o unicamente  motivado por quest&otilde;es de tipo destrutivo, mas que em determinadas situa&ccedil;&otilde;es, ele pode optar por reter a sua opini&atilde;o  porque esta decis&atilde;o &eacute; ben&eacute;fica para a organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Importa analisar assim cada uma das novas dimens&otilde;es &agrave; luz da sua denomina&ccedil;&atilde;o e considerando tamb&eacute;m a  realidade portuguesa e os resultados obtidos. Parte-se de uma conce&ccedil;&atilde;o de que o sil&ecirc;ncio se refere &agrave; decis&atilde;o  intencional e deliberada do indiv&iacute;duo em reter informa&ccedil;&atilde;o importante para a organiza&ccedil;&atilde;o. Em Portugal, esta  reten&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser motivada por fatores origin&aacute;rios de aprova&ccedil;&atilde;o e consentimento do indiv&iacute;duo  em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o e ao grupo de trabalho ou por fatores origin&aacute;rios de uma repress&atilde;o do  indiv&iacute;duo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o. Esses fatores poder&atilde;o ser a resigna&ccedil;&atilde;o, o  medo, a pr&oacute;pria submiss&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o. No primeiro caso, est&aacute;-se perante uma  dimens&atilde;o onde o indiv&iacute;duo opta pelo sil&ecirc;ncio por querer cooperar com a organiza&ccedil;&atilde;o ou at&eacute; mesmo por  querer ser reconhecido por ela. Tendo em conta a etimologia das palavras, optou-se por renomear esta dimens&atilde;o, passando a  denomin&aacute;-la de sil&ecirc;ncio de ades&atilde;o (sil&ecirc;ncio prosocial de Van Dyne et al., 2003), dado que  &laquo;&ldquo;ades&atilde;o&rdquo; vem do Latim ADHAERERE, &ldquo;unir-se, juntar-se a&rdquo;, formado por AD, &ldquo;a&rdquo;, mais HAERERE,  &ldquo;colar-se, unir-se, grudar-se&rdquo;&raquo;. Por outro lado, a dimens&atilde;o baseada em fatores destrutivos como o medo,  resigna&ccedil;&atilde;o, submiss&atilde;o foram inclu&iacute;dos numa dimens&atilde;o denominada de sil&ecirc;ncio de rejei&ccedil;&atilde;o na  medida em que &laquo;REJEI&Ccedil;&Atilde;O &ndash; do Latim reicere, &ldquo;atirar de volta&rdquo;, formado por re-, &ldquo;de volta, para  tr&aacute;s&rdquo;, mais jacere, &ldquo;jogar, atirar&rdquo;&raquo;. Assim, a rejei&ccedil;&atilde;o surge no sentido de &ldquo;atirar para  tr&aacute;s&rdquo; como o ditado portugu&ecirc;s &ldquo;Atirar para tr&aacute;s das costas&rdquo; que quer dizer que a pessoa n&atilde;o quer  saber, quer esquecer, n&atilde;o quer enfrentar algo.</p>     <p>Depois de confirmada a validade fatorial e convergente da medida para Portugal, foi testada a invari&acirc;ncia do modelo, tendo-se verificado  que, apesar de se verificar volatilidade da mesma noutros pa&iacute;ses, esta medida apresenta invari&acirc;ncia em Portugal. Desta forma, os  resultados refor&ccedil;am a complexidade em estudar este constructo visto ser vol&aacute;til em diferentes contextos/culturas mas est&aacute;vel  na sua estrutura em Portugal.</p>     <p>Estes resultados sugerem assim a necessidade de que realizarem estudos futuros sobre o tema, nomeadamente pela eventual influ&ecirc;ncia que a  cultura poder&aacute; assumir nestes fen&oacute;menos (Hofstede, 2001). Note-se que se tem verificado um desenvolvimento do tema em pa&iacute;ses  com caracter&iacute;sticas culturais distintas a Portugal (caso da &Iacute;ndia, Turquia, EUA) o que poder&aacute; ser uma  justifica&ccedil;&atilde;o para n&atilde;o se ter confirmado o modelo inicial proposto por Van Dyne et al. (2003). Coloca-se a quest&atilde;o se  pa&iacute;ses com caracter&iacute;sticas culturais mais similares a Portugal (como &eacute; o caso do Brasil, Espanha, Fran&ccedil;a,  It&aacute;lia) apresentam tamb&eacute;m uma estrutura bifatorial.</p>     <p>Outra limita&ccedil;&atilde;o identificada prende-se com o facto de n&atilde;o se ter acrescentado outras vari&aacute;veis &agrave;  an&aacute;lise, nomeadamente antecedentes ou consequentes. Tendo em conta que o estudo do sil&ecirc;ncio em Portugal &eacute; ainda reduzido, a  realiza&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&otilde;es sobre poss&iacute;veis determinantes e consequ&ecirc;ncias deste construto permitiriam  obter um conhecimento mais abrangente da manifesta&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno em Portugal. Particularmente, surge a necessidade de  estudar as consequ&ecirc;ncias dos indiv&iacute;duos se manterem em sil&ecirc;ncio, tendo em conta as suas duas naturezas. Enquanto que as  consequ&ecirc;ncias do indiv&iacute;duo permanecer em sil&ecirc;ncio de rejei&ccedil;&atilde;o tendem a ser clara e associadas a custos pessoais  e empresariais (Perlow &amp; Williams, 2003) as consequ&ecirc;ncias do sil&ecirc;ncio de ades&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o claras,  levantando-se a quest&atilde;o se poder&aacute; originar fen&oacute;menos de pensamento grupal ou/e uma press&atilde;o de consenso (Perlow &amp;  Williams, 2003).</p>     <p>Este estudo apresenta relev&acirc;ncia cient&iacute;fica e para a gest&atilde;o. Cient&iacute;fica porque contribuiu para um conhecimento mais  aprofundado deste fen&oacute;meno na realidade portuguesa em particular na aplicabilidade da medida proposta por Van Dyne et al. (2003) neste  contexto particular. Para a gest&atilde;o, o presente estudo refor&ccedil;a a necessidade dos gestores estarem atentos a esta dualidade de  sil&ecirc;ncios que se observa em Portugal, atribuindo-lhes significado e agindo em conformidade. Mais, importa tamb&eacute;m que os gestores  fa&ccedil;am uma reflex&atilde;o sobre os seus pr&oacute;prios comportamentos, nomeadamente no estilo de comunica&ccedil;&atilde;o utilizado  (Perlow &amp; Williams, 2003), levantando-se a quest&atilde;o se este poder&aacute; influenciar a decis&atilde;o dos colaboradores em reter, ou  n&atilde;o informa&ccedil;&otilde;es, sugest&otilde;es, ideias ou opini&otilde;es importantes para a organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hofstede, G (2001). <i>Cultures consequences: Comparing values, behaviors, institutions and organizations across nations</i>. Thousand Oaks,  CA: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054416&pid=S0870-8231201900040001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kiewitz, C., Restubog, S. L. D., Shoss, M. K., Garcia, P. R. J. M., &amp; Tang, R. L. (2016). Suffering in silence: Investigating the role of  fear in the relationship between abusive supervision and defensive silence. <i>Journal of Applied Psychology, 101</i>, 731.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054418&pid=S0870-8231201900040001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Knoll, M., &amp; Van Dick, R. (2013). &ldquo;Do I hear the whistle...? A first attempt to measure four forms of employee silence and their  correlates&rdquo;. <i>Journal of Business Ethics, 113</i>, 349-362.</p>     <!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2014). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com o SPSS Statistics</i> (6&ordf; ed.). 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Thousand Oaks, CA: Sage  Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054425&pid=S0870-8231201900040001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pinder, C., &amp; Harlos, K. (2001). Employee silence: Quiescence and acquiescence as responses to perceived injustice. <i>Research in  Personnel and Human Resources Management, 20</i>, 331-369.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054427&pid=S0870-8231201900040001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Perlow, L., &amp; Williams, S. (2003). 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Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Silabo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054430&pid=S0870-8231201900040001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rhee, J., Dedahanov, A., &amp; Lee, D. (2014). Relationships among power distance, collectivism, punishment and acquiescent, defensive, or  prosocial silence. <i>Social Behavior and Personality, 42</i>, 705-720.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=054432&pid=S0870-8231201900040001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sabino, A. (2015). 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