<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312020000100008</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.1651</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Coesão e flexibilidade familiar: Validação do pacote FACES IV junto de adolescentes portugueses]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Family Cohesion and Flexibility: Validation of the FACES IV Package with Portuguese Adolescents]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia-Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Hugo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miranda]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mariana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Candeias]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria de Jesus]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,ISPA - Instituto Universitário Centro de Investigação em Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade do Minho Centro de Investigação em Psicologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Braga ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Instituto de Ciências Sociais ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2020</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2020</year>
</pub-date>
<volume>38</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>111</fpage>
<lpage>126</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312020000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312020000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312020000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A Escala de Avaliação da Coesão e Flexibilidade Familiar, desenvolvida no âmbito do estudo do Modelo Circumplexo dos Sistemas Conjugais e Familiares, permite avaliar o funcionamento familiar através de um diagnóstico relacional. Este instrumento está subdividido em seis subescalas que permitem uma avaliação dos níveis equilibrados e disfuncionais (extremamente baixos e extremamente elevados) das dimensões de coesão e flexibilidade familiar. O Pacote FACES IV inclui ainda dois questionários que permitem a avaliação da comunicação e satisfação familiar. O presente artigo analisa as propriedades psicométricas dos instrumentos incluídos no Pacote FACES IV junto de uma amostra de adolescentes portugueses em dois estudos. No primeiro estudo, incluímos um grupo comunitário de 757 estudantes e um grupo clínico de 67 adolescentes que recorrem a consultas psiquiátricas. Os resultados deste estudo revelaram um modelo fatorial de 24 itens com qualidades psicométricas satisfatórias, permitindo concluir um ajustamento aceitável à nossa amostra. No segundo estudo, a solução fatorial obtida no estudo anterior foi replicada junto de uma amostra independente de 707 jovens estudantes. Os resultados desta validação apresentam o FACES IV como um instrumento útil para o diagnóstico familiar junto de adolescentes portugueses.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale, developed by in the framework of the Circumplex Model of Marital and Family Systems, assess family functioning through a relational diagnosis. This instrument is subdivided into six subscales, allowing an assessment of the balanced and dysfunctional levels (extremely low and extremely high) of the dimensions of family cohesion and flexibility. The FACES IV Package also includes two scales that evaluate family communication and satisfaction. The present article analyzes the psychometric properties of the instruments included in the FACES IV Package with a sample of Portuguese adolescents in two studies. In the first study, we included a community group of 757 students and a clinical group of 67 adolescents attending psychiatric appointments. The results of this study revealed a factorial model of 24 items with satisfactory psychometric qualities, showing an acceptable adjustment to our sample. In the second study, the factorial solution obtained in the previous study was replicated with an independent sample of 707 young students. The results of this validation, show that FACES IV is a useful tool for family diagnosis among Portuguese adolescents.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[FACES IV]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Validação portuguesa]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Adolescentes]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[FACES IV]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Family functioning]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cohesion]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Flexibility]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Communication]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Coes&atilde;o e flexibilidade familiar: Valida&ccedil;&atilde;o do pacote FACES IV junto de adolescentes portugueses</b></p>     <p><b>Family Cohesion and Flexibility: Validation of the FACES IV Package with Portuguese Adolescents</b></p>     <p><b>Maria Gouveia-Pereira<sup>1</sup>, Hugo Gomes<sup>2</sup>, Mariana Miranda<sup>3</sup>, Maria de Jesus Candeias<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia, Universidade do Minho, Braga, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o da Coes&atilde;o e Flexibilidade Familiar, desenvolvida no &acirc;mbito do estudo do Modelo Circumplexo  dos Sistemas Conjugais e Familiares, permite avaliar o funcionamento familiar atrav&eacute;s de um diagn&oacute;stico relacional. Este  instrumento est&aacute; subdividido em seis subescalas que permitem uma avalia&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis equilibrados e disfuncionais  (extremamente baixos e extremamente elevados) das dimens&otilde;es de coes&atilde;o e flexibilidade familiar. O Pacote FACES IV inclui ainda dois  question&aacute;rios que permitem a avalia&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o familiar. O presente artigo  analisa as propriedades psicom&eacute;tricas dos instrumentos inclu&iacute;dos no Pacote FACES IV junto de uma amostra de adolescentes  portugueses em dois estudos. No primeiro estudo, inclu&iacute;mos um grupo comunit&aacute;rio de 757 estudantes e um grupo cl&iacute;nico de 67  adolescentes que recorrem a consultas psiqui&aacute;tricas. Os resultados deste estudo revelaram um modelo fatorial de 24 itens com qualidades  psicom&eacute;tricas satisfat&oacute;rias, permitindo concluir um ajustamento aceit&aacute;vel &agrave; nossa amostra. No segundo estudo, a  solu&ccedil;&atilde;o fatorial obtida no estudo anterior foi replicada junto de uma amostra independente de 707 jovens estudantes. Os resultados  desta valida&ccedil;&atilde;o apresentam o FACES IV como um instrumento &uacute;til para o diagn&oacute;stico familiar junto de adolescentes  portugueses.    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p><b>Palavras-chave</b>: FACES IV, Valida&ccedil;&atilde;o portuguesa, Adolescentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale, developed by in the framework of the Circumplex Model of Marital and Family Systems,  assess family functioning through a relational diagnosis. This instrument is subdivided into six subscales, allowing an assessment of the  balanced and dysfunctional levels (extremely low and extremely high) of the dimensions of family cohesion and flexibility. The FACES IV Package  also includes two scales that evaluate family communication and satisfaction. The present article analyzes the psychometric properties of the  instruments included in the FACES IV Package with a sample of Portuguese adolescents in two studies. In the first study, we included a community  group of 757 students and a clinical group of 67 adolescents attending psychiatric appointments. The results of this study revealed a factorial  model of 24 items with satisfactory psychometric qualities, showing an acceptable adjustment to our sample. In the second study, the factorial  solution obtained in the previous study was replicated with an independent sample of 707 young students. The results of this validation, show  that FACES IV is a useful tool for family diagnosis among Portuguese adolescents.</p>     <p><b>Key words</b>: FACES IV, Family functioning, Cohesion, Flexibility, Communication.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o conceito de fam&iacute;lia tem vindo a sofrer altera&ccedil;&otilde;es, nomeadamente ao n&iacute;vel da  sua estrutura, regras e pap&eacute;is familiares (Minuchin, 2003; Walsh, 2012). No entanto, a fam&iacute;lia continua a ser uma entidade de  socializa&ccedil;&atilde;o relevante no desenvolvimento psicossocial e emocional do adolescente. Uma fam&iacute;lia com um funcionamento familiar  equilibrado possibilitar&aacute; a constru&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos afetivos positivos, a troca de experi&ecirc;ncias cognitivas e  emocionais, bem como a transmiss&atilde;o de valores sociais, morais e &eacute;ticos (Conger &amp; Conger, 2002; Grotevant &amp; Cooper,  1985).</p>     <p>A fam&iacute;lia &eacute; constitu&iacute;da por um sistema complexo e din&acirc;mico, sendo, por um lado, influenciada por diversas  vari&aacute;veis, tais como o meio hist&oacute;rico, social e cultural (vari&aacute;veis extrafamiliares) e o ciclo de vida em que se encontra  (vari&aacute;veis intrafamiliares); e por outro lado, as din&acirc;micas relacionais influenciam os membros familiares na forma como estes se  autorrepresentam, e ainda, como representam e avaliam o mundo em que vivem (Minuchin, 2003).</p>     <p>Neste sentido, a possibilidade de desenvolver instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias formulou-se como um objetivo central  para os terapeutas familiares (Minuchin, Montalvo, Guerney, Rosman, &amp; Schumer, 1967). Sublinhe-se, aqui, que n&atilde;o se procurava  classificar indiv&iacute;duos, mas estruturas das fam&iacute;lias, em linha com a l&oacute;gica de causalidade circular t&atilde;o  axiom&aacute;tica da Terapia Familiar (e.g., Carter &amp; McGoldrick, 1995; Walsh, 2012). &Eacute; importante clarificar, ainda, que as  avalia&ccedil;&otilde;es n&atilde;o procuraram corresponder a tipos de fam&iacute;lias, com uma conota&ccedil;&atilde;o patol&oacute;gica, mas  sim estilos de intera&ccedil;&atilde;o num dado momento, mesmo que prolongado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desde 1979, Olson e os seus colaboradores (Olson, 2000, 2010, 2011; Olson &amp; Gorall, 2003; Olson, Sprenkle, &amp; Russel, 1979) t&ecirc;m  vindo a desenvolver o Modelo Circumplexo dos Sistemas Conjugais e da Fam&iacute;lia, de onde derivam m&uacute;ltiplos m&eacute;todos de auto e  hetero-avalia&ccedil;&atilde;o do funcionamento familiar. Este modelo e os instrumentos que se baseiam teoricamente nele s&atilde;o amplamente  utilizados, quer por investigadores, quer por psic&oacute;logos cl&iacute;nicos e terapeutas familiares (e.g., Abreu-Afonso &amp; Leal, 2016;  Greeff, 2000; Rivero, Mart&iacute;nez-Pampliega, &amp; Olson, 2010; Schrodt, 2005).</p>     <p>O Modelo Circumplexo apresenta um modelo conceptual dos casais e das fam&iacute;lias em tr&ecirc;s dimens&otilde;es centrais: coes&atilde;o,  flexibilidade e comunica&ccedil;&atilde;o familiar. A <i>coes&atilde;o familiar</i> &eacute; definida como a liga&ccedil;&atilde;o emocional que  os membros da fam&iacute;lia estabelecem entre si (Olson &amp; Gorall, 2003). Esta dimens&atilde;o mapeia a forma como o sistema familiar  equilibra a liga&ccedil;&atilde;o e a separa&ccedil;&atilde;o emocional entre o indiv&iacute;duo e a fam&iacute;lia. A <i>flexibilidade  familiar</i>, ou adaptabilidade familiar, diz respeito &agrave; qualidade e express&atilde;o de lideran&ccedil;a na fam&iacute;lia, organiza&ccedil;&atilde;o, fun&ccedil;&otilde;es e regras de relacionamento (Olson &amp; Gorall, 2003). Esta dimens&atilde;o descreve a capacidade do sistema familiar se reorganizar e dar resposta ao stresse provocado pelo desenvolvimento familiar e/ou por situa&ccedil;&otilde;es extrafamiliares (e.g., desemprego).</p>     <p>A hip&oacute;tese central do Modelo Circumplexo, designada por hip&oacute;tese curvil&iacute;nea, pressup&otilde;e que relacionamentos  familiares equilibrados conduzem a funcionamentos familiares saud&aacute;veis (n&iacute;veis equilibrados/balanceados), enquanto relacionamentos  familiares desequilibrados, caraterizados por n&iacute;veis extremamente baixos ou extremamente altos em ambas as dimens&otilde;es (i.e.,  coes&atilde;o ou flexibilidade familiar) est&atilde;o associados a funcionamentos familiares problem&aacute;ticos e disfuncionais (Olson, 2000,  2011).</p>     <p>Os n&iacute;veis de coes&atilde;o extremamente baixos (fam&iacute;lias desligadas) associam-se a v&iacute;nculos deficit&aacute;rios e baixo  compromisso, enquanto n&iacute;veis de coes&atilde;o extremamente elevados (fam&iacute;lias aglutinadas) remetem para uma  identifica&ccedil;&atilde;o excessivamente elevada por parte dos elementos familiares, o que pode conduzir a dificuldades na sua  individua&ccedil;&atilde;o (Olson, Portner, &amp; Lavee, 1985). Os n&iacute;veis de flexibilidade extremamente baixos (fam&iacute;lias  r&iacute;gidas) caracterizam-se por grande controlo, sem espa&ccedil;o para a negocia&ccedil;&atilde;o, rigidez de pap&eacute;is e pouca  flexibilidade na aplica&ccedil;&atilde;o e/ou altera&ccedil;&atilde;o das regras familiares; j&aacute; os n&iacute;veis de flexibilidade  extremamente elevados (fam&iacute;lias ca&oacute;ticas) relacionam-se com lideran&ccedil;as e pap&eacute;is pouco definidos e clarificados  (Olson, Portner, &amp; Lavee, 1985). N&atilde;o obstante, o conceito de funcionamento familiar ter sido definido de diferentes maneiras e com  diferentes dimens&otilde;es (e.g., Werner, Green, Greenberg, Browne, &amp; McKenna, 2001), a import&acirc;ncia da coes&atilde;o e da  flexibilidade familiar na compreens&atilde;o dos sistemas conjugal e familiar mant&eacute;m-se consensual (Olson, 2011; Sanderson et al.,  2009).</p>     <p>Quanto &agrave; terceira dimens&atilde;o, a comunica&ccedil;&atilde;o familiar refere-se &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o positiva usada por  membros dos casais e sistemas familiares (Olson, 2011; Olson &amp; Barnes, 1996) e &eacute; considerada como uma dimens&atilde;o facilitadora das  duas dimens&otilde;es anteriores, ou seja, as fam&iacute;lias com uma boa comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fam&iacute;lias capazes de ajustar  adequadamente os n&iacute;veis de coes&atilde;o e flexibilidade.</p>     <p>Dos v&aacute;rios instrumentos desenvolvidos baseados teoricamente no Modelo Circumplexo, a &uacute;ltima vers&atilde;o da escala de  autoavalia&ccedil;&atilde;o denomina-se FACES IV (i.e., Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale/Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o da  Coes&atilde;o e Flexibilidade Familiar) (Olson, 2011). Esta est&aacute; inclu&iacute;da no Pacote FACES IV que, al&eacute;m do instrumento FACES  IV, que avalia as dimens&otilde;es da coes&atilde;o e da flexibilidade, inclui ainda a Escala de Comunica&ccedil;&atilde;o Familiar e a Escala de  Satisfa&ccedil;&atilde;o Familiar. Esta &uacute;ltima escala avalia o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o que os membros familiares sentem sobre o  funcionamento familiar (Olson, 1995, 2011).</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es da coes&atilde;o e da flexibilidade &eacute; feita atrav&eacute;s de seis subescalas, em que  duas delas remetem para a coes&atilde;o e a flexibilidade equilibradas e quatro subescalas remetem para dimens&otilde;es desequilibradas, ou  seja, os dois extremos &ndash; baixo e alto &ndash; da coes&atilde;o (as designadas fam&iacute;lias desligadas e aglutinadas) e os dois extremos  &ndash; baixo e alto &ndash; da flexibilidade (as designadas fam&iacute;lias r&iacute;gidas e ca&oacute;ticas).</p>     <p>O Pacote <i>FACES IV</i> tem sido traduzido e validado transnacionalmente para a popula&ccedil;&atilde;o adulta, nomeadamente em Espanha  (Mart&iacute;nez-Pampliega, Merino, Iriarte, &amp; Olson, 2017; Rivero et al., 2010), Gr&eacute;cia (Koutra, Triliva, Roumeliotaki, Lionis, &amp;  Vgontzas, 2012), Hungria (Mirnics, Vargha, T&oacute;th, &amp; Bagdy, 2010), Pol&oacute;nia (Margasi&#324;ski, 2014), Rom&eacute;nia (Rada, 2018)  e Uruguai (Ball et al., 2009, 2013). Especificamente no contexto nacional portugu&ecirc;s, foi recentemente realizada uma valida&ccedil;&atilde;o  para adultos portugueses (Gomes, Peixoto, &amp; Gouveia-Pereira, 2019). A an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria apresentou valores  indicativos de um modelo aceit&aacute;vel e confirmou a estrutura de seis fatores proposta por Olson (2011), assim como uma fidedignidade  aceit&aacute;vel relativamente &agrave;s seis dimens&otilde;es.</p>     <p>Em linha com o prop&oacute;sito original de aplicabilidade da escala (Olson, 2011), salientamos quatro estudos em contexto nacional,  nomeadamente no contexto de cuidadores de pacientes oncol&oacute;gicos (Pereira &amp; Teixeira, 2013), popula&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica com  esquizofrenia (Carvalho, Freitas, Leuscher, &amp; Olson, 2014) e delinqu&ecirc;ncia juvenil (Gomes &amp; Gouveia-Pereira, 2014, 2019). No  referente ao estudo da delinqu&ecirc;ncia juvenil, por exemplo, os autores encontraram resultados consistentes com a hip&oacute;tese  curvil&iacute;nea na rela&ccedil;&atilde;o entre o funcionamento familiar e o desenvolvimento do baixo autocontrolo em jovens estudantes. No  entanto, a utiliza&ccedil;&atilde;o de vers&otilde;es do FACES IV validadas para a popula&ccedil;&atilde;o adulta pode revelar-se uma  limita&ccedil;&atilde;o nestes trabalhos. Como tal, consideramos relevante o desenvolvimento de estudos de valida&ccedil;&atilde;o junto de  outras popula&ccedil;&otilde;es de interesse, nomeadamente com adolescentes.</p>     <p>Baiocco, Cacioppo, Laghi e Taf&agrave; (2013) realizaram uma primeira valida&ccedil;&atilde;o da escala do FACES IV para a  popula&ccedil;&atilde;o adolescente e jovem adulta, entre os 13 e os 22 anos de idade. Apesar de terem descrito um padr&atilde;o de  correla&ccedil;&otilde;es entre itens indicativos de uma estrutura de escala id&ecirc;ntica &agrave; original, as magnitudes de efeito eram  menores. Paralelamente, foram encontrados problemas espec&iacute;ficos do comportamento de uma das subescalas &ndash; flexibilidade r&iacute;gida  &ndash; o que foi interpretado em termos de perce&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel desta popula&ccedil;&atilde;o em termos desenvolvimentais  (Andolfi &amp; Mascellani, 2010; Minuchin, 2003). Finalmente, ao compararem tr&ecirc;s grupos et&aacute;rios, revela-se que os participantes mais  novos realizam avalia&ccedil;&otilde;es diferentes dos jovens adultos nas subescalas associadas ao desequil&iacute;brio ao n&iacute;vel da  coes&atilde;o e da flexibilidade (Baiocco et al., 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um segundo estudo com adolescentes e os seus pais foi realizado no Canad&aacute; (Desautels, Lapalme, Touchette, &amp; Pauz&eacute;, 2016),  tendo os autores descrito n&iacute;veis aceit&aacute;veis de ajustamento da escala nas duas popula&ccedil;&otilde;es. No entanto, estes autores  advogam cautela na sua aplica&ccedil;&atilde;o a adolescentes, isto, uma vez que as duas subescalas &ndash; a flexibilidade r&iacute;gida e a  coes&atilde;o aglutinada &ndash; obtiveram satura&ccedil;&otilde;es baixas.</p>     <p>Devido &agrave;s restri&ccedil;&otilde;es apontadas por v&aacute;rios autores na aplica&ccedil;&atilde;o universal do FACES IV, tornou-se  necess&aacute;rio um maior investimento na an&aacute;lise da transposi&ccedil;&atilde;o deste pacote para a popula&ccedil;&atilde;o de  adolescentes, de forma a satisfazer a necessidade de um instrumento v&aacute;lido e confi&aacute;vel sobre o funcionamento familiar que seja uma  ferramenta &uacute;til para a investiga&ccedil;&atilde;o e para o trabalho cl&iacute;nico com adolescentes em Portugal.</p>     <p>Neste sentido, pretende-se, atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de dois estudos com adolescentes portugueses, contribuir para o  processo de valida&ccedil;&atilde;o do FACES IV. O Estudo 1 teve como principal objetivo a valida&ccedil;&atilde;o do FACES IV para uma  popula&ccedil;&atilde;o de adolescentes portugueses. Para tal, realizaram-se an&aacute;lises das qualidades psicom&eacute;tricas do FACES IV,  especificamente: (1) a validade de constructo atrav&eacute;s da sua estrutura fatorial e do padr&atilde;o de correla&ccedil;&atilde;o entre as  escalas de coes&atilde;o e flexibilidade equilibradas e desequilibrada, (2) a fidedignidade, atrav&eacute;s de indicadores de consist&ecirc;ncia  interna das subescalas, (3) a validade convergente atrav&eacute;s do padr&atilde;o de correla&ccedil;&atilde;o entre as escalas de coes&atilde;o  e flexibilidade familiar e as escalas de comunica&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o familiar, assim como com o <i>Question&aacute;rio  de Idea&ccedil;&atilde;o Suicida</i> (Ferreira &amp; Castela, 1999) e (4) a validade discriminante, atrav&eacute;s da descri&ccedil;&atilde;o da  capacidade para discriminar entre sistemas familiares com alta e baixa satisfa&ccedil;&atilde;o e sistemas familiares pertencentes a um grupo  cl&iacute;nico ou comunit&aacute;rio. No Estudo 2, recorreu-se a uma nova amostra de adolescentes portugueses para realizar uma nova  valida&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o de 24 itens que demonstrou ser a melhor solu&ccedil;&atilde;o no Estudo 1.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>ESTUDO 1</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>O processo de amostragem ocorreu, simultaneamente, junto de 859 estudantes de escolas p&uacute;blicas da zona da Grande Lisboa, formando a  amostra comunit&aacute;ria, e junto de 71 participantes em contexto hospitalar no mesmo distrito, que formaram a amostra cl&iacute;nica. Do total  de 930 participantes, foram eliminados da an&aacute;lise 105 por n&atilde;o terem nacionalidade Portuguesa e um por question&aacute;rio  incompleto, somando um total de 724 adolescentes portugueses, entre os 12 e os 21 anos de idade (<i>M</i>=16.12, <i>DP</i>=1.93). Destes, 393  (48%) eram do sexo masculino e 431 (52%) do sexo feminino, n&atilde;o se verificando diferen&ccedil;as significativas de idades entre estes  grupos (<i>M<sub>rapazes</i></sub>=16.25; <i>DP<sub>rapazes</i></sub>=1.96; <i>M<sub>raparigas</i></sub>=16.00;  <i>DP<sub>raparigas</i></sub>=1.90; <i>t</i><sub>(822)</sub>=1.834, <i>p</i>=.067, <i>d</i>=.13).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto ao seu percurso acad&eacute;mico, 29 (4%) participantes encontravam-se no 2&ordm; ciclo, 249 (30%) no 3&ordm; ciclo, 530 (64%) no  ensino secund&aacute;rio e 14 alunos no ensino superior (2%). A maioria da amostra n&atilde;o apresentava qualquer reprova&ccedil;&atilde;o  (<i>n</i>=510, 62%), sendo que os jovens com reprova&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas apresentaram uma m&eacute;dia de 1.51  reprova&ccedil;&otilde;es (<i>min</i>.=1, <i>max</i>.=5, <i>DP</i>=.75) (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v38n1/38n1a08t1.jpg" width="580" height="326"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A maioria dos participantes vivia com ambos os pais (incluindo padrasto/ madrasta) (69%), seguindo-se os adolescentes que viviam com um  progenitor (18%), com um progenitor e outros familiares (4%), com ambos os pais e outros familiares (4%), com outros familiares (<i>3</i>%), e um  n&uacute;mero residual (&lt;1%) vivia sozinho, em institui&ccedil;&atilde;o de acolhimento, com o c&ocirc;njuge e filho/a. A maioria da amostra  tinha, pelo menos, um/a irm&atilde;o/&atilde; (82%), apresentando uma m&eacute;dia de 1.76 irm&atilde;os/&atilde;s (<i>min</i>.=1, <i>max</i>.=8,  <i>DP</i>=1.19). Na <a href="#t1">Tabela 1</a>, apresentamos a caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>O Pacote FACES IV (Olson, 2011) &eacute; composto pela Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o da Flexibilidade e Coes&atilde;o Familiar (FACES IV),  pela Escala de Comunica&ccedil;&atilde;o Familiar e pela Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o Familiar. A tradu&ccedil;&atilde;o destas escalas  para a L&iacute;ngua Portuguesa foi realizada por uma equipa de cinco investigadores na &aacute;rea da psicologia, fluentes em Portugu&ecirc;s  e Ingl&ecirc;s, seguindo as indica&ccedil;&otilde;es fornecidas pelo autor (Olson, 2010): (1) tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o  cultural da vers&atilde;o original em ingl&ecirc;s para portugu&ecirc;s; (2) retrovers&atilde;o da primeira vers&atilde;o portuguesa para  ingl&ecirc;s; (3) Confronto das duas vers&otilde;es (i.e., tradu&ccedil;&atilde;o e retrovers&atilde;o) de forma a resultar uma vers&atilde;o  consensual do question&aacute;rio; (4) teste da validade facial desta vers&atilde;o traduzida junto de 5 adolescentes, com idades compreendidas  entre os 12 e 16 anos, do 8&ordm; ao 11&ordm; ano de escolaridade. Num passo final, integr&aacute;mos as opini&otilde;es destes jovens e  cri&aacute;mos a vers&atilde;o final a validar do instrumento FACES IV para adolescentes portugueses.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o da Flexibilidade e Coes&atilde;o Familiar</i> (FACES IV; Olson, 2011). O FACES IV &eacute; um instrumento  de autorrelato composto por 42 itens, distribu&iacute;dos por seis subescalas, de sete itens cada, avaliados a partir de uma escala de resposta  tipo <i>Likert</i> de 5 pontos (1=<i>Discordo Totalmente</i> a 5=<i>Concordo Totalmente</i>). Duas subescalas permitem aceder aos n&iacute;veis  equilibrados de coes&atilde;o e flexibilidade familiar, isto &eacute;, uma subescala relativa &agrave; coes&atilde;o equilibrada e uma subescala  relativa &agrave; flexibilidade equilibrada; as restantes quatro subescalas permitem aceder aos n&iacute;veis desequilibrados, i.e. n&iacute;veis  extremamente baixos e extremamente altos de ambas as dimens&otilde;es de coes&atilde;o familiar (subescala coes&atilde;o desagregada e subescala  coes&atilde;o aglutinada) e flexibilidade (subescala flexibilidade r&iacute;gida e subescala flexibilidade ca&oacute;tica). Valores mais altos nas subescalas equilibradas indicam rela&ccedil;&otilde;es familiares mais funcionais, enquanto valores mais altos nas subescalas desequilibradas indicam rela&ccedil;&otilde;es familiares mais disfuncionais. Atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o das f&oacute;rmulas descritas por Olson (2011) &eacute; poss&iacute;vel transformar estas subescalas em r&aacute;cios (i.e., r&aacute;cio da coes&atilde;o familiar, r&aacute;cio da flexibilidade familiar e o r&aacute;cio total circumplexo), permitindo a classifica&ccedil;&atilde;o dos sistemas familiares num <i>continuum</i> entre valores m&aacute;ximos de disfuncionalidade a valores m&aacute;ximos de funcionalidade. Na valida&ccedil;&atilde;o original (Olson, 2011), estas subescalas mostraram n&iacute;veis satisfat&oacute;rios a bons de fiabilidade (alfa de Cronbach variando de .77 a .89) (Field, 2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Comunica&ccedil;&atilde;o Familiar</i>. A Escala de Comunica&ccedil;&atilde;o Familiar (Olson &amp; Barnes, 1996) &eacute; uma  vers&atilde;o revista e mais breve da escala <i>Parent-Adolescent Communication</i> (Barnes &amp; Olson, 1985). Esta escala de autorrelato avalia  a qualidade da comunica&ccedil;&atilde;o familiar e &eacute; composta por 10 itens avaliados por uma escala tipo <i>Likert</i> de 5 pontos  (1=<i>Discordo Fortemente</i> a 5=<i>Concordo Fortemente</i>). Para aceder &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o familiar, as  pontua&ccedil;&otilde;es obtidas nesta escala devem ser transformadas em percentis, em que valores mais elevados correspondem a uma melhor  comunica&ccedil;&atilde;o familiar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o Familiar</i> (Olson, 1995). Esta escala de autorrelato &eacute; composta por 10 itens avaliados por uma  escala tipo <i>Likert</i> de 5 pontos (1=<i>Muito Insatisfeito</i> a 5=<i>Extremamente satisfeito</i>). Tal como na escala anterior, os  resultados obtidos nesta escala devem ser transformados em percentis, em que valores mais elevados correspondem a uma maior  satisfa&ccedil;&atilde;o familiar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio de Idea&ccedil;&atilde;o Suicida.</i> Este instrumento foi aferido e adaptado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa  por Ferreira e Castela (1999). O instrumento &eacute; constitu&iacute;do por 30 itens avaliados numa escala de resposta de 7 pontos  (0=<i>Nunca</i> a 6=<i>Sempre</i>). Neste estudo, o instrumento apresentou muito boa fiabilidade (&alpha;=.98).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>O processo de recolha de dados foi dividido em dois momentos distintos. Num primeiro momento, o processo decorreu em escolas p&uacute;blicas  da zona da Grande Lisboa. Todas as recolhas foram autorizadas pela Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do  servi&ccedil;o de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Inqu&eacute;ritos em Meio Escolar e para todos os participantes menores de idade, foi solicitada  a autoriza&ccedil;&atilde;o dos seus encarregados de educa&ccedil;&atilde;o. O processo de recolha de dados ocorreu em contexto de sala de aula,  sem a presen&ccedil;a do professor. No segundo momento, a recolha decorreu com os participantes que recorriam ao servi&ccedil;o de Psiquiatria de  um hospital p&uacute;blico da Grande Lisboa. Foram concedidas autoriza&ccedil;&otilde;es pelos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o e os  question&aacute;rios foram preenchidos na sala-de-espera.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em ambos os momentos de recolha de dados, antes do preenchimento dos question&aacute;rios foram dadas as instru&ccedil;&otilde;es  necess&aacute;rias aos participantes, garantindo que a sua participa&ccedil;&atilde;o era an&oacute;nima e confidencial. De seguida os  participantes preencheram os question&aacute;rios constantes no Pacote FACES IV, e em seguida o Question&aacute;rio de idea&ccedil;&atilde;o  Suicida. Finalmente, os participantes responderam a um breve question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico referente a caracter&iacute;sticas  individuais (sexo, idade, nacionalidade, ano de escolaridade, n&uacute;mero de reprova&ccedil;&otilde;es escolares) e familiares (agregado  familiar e n&uacute;mero de irm&atilde;os).</p>     <p>O preenchimento do question&aacute;rio demorou aproximadamente 15 minutos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Todas as an&aacute;lises estat&iacute;sticas apresentadas neste trabalho foram realizadas atrav&eacute;s do software SPSS v22 (IBM SPSS,  Chicago, IL), exceto para a imputa&ccedil;&atilde;o dos valores em falta (i.e., m&eacute;todo Bayesian Estimation) e as An&aacute;lises Fatoriais  Confirmat&oacute;rias que foram realizadas atrav&eacute;s do software Amos v22.0.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise de constructo</i></p>     <p>Recorreu-se a uma an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria para testar se a estrutura fatorial te&oacute;rica prevista para o FACES IV se  mantinha nesta amostra. Uma an&aacute;lise inicial revelou que os itens do FACES IV n&atilde;o cumpriram o pressuposto de normalidade  multivariada (<i>KuMult</i>=304.88). Por&eacute;m, quando consideradas as medidas de forma (Kline, 2005), assimetria (<i>Min</i>=-1.36;  <i>Max</i>=1.17; valores inferiores a 3) e de achatamento (<i>Min</i>=-.86; <i>Max</i>=1.75; valores inferiores a 8), verificou-se que estes  resultados n&atilde;o violaram grosseiramente os pressupostos de normalidade. Em segundo lugar, verificou-se que existiam, em m&eacute;dia, 2.44  valores em falta por cada item (.295%) do FACES IV. Atrav&eacute;s do teste <i>MCAR de Little</i> pode-se concluir que estes valores em falta  s&atilde;o completamente aleat&oacute;rios [<i>&chi;<sup>2</i></sup>(3042)=3104.646, <i>p</i>=.210]. Deste modo, foi poss&iacute;vel levar  a cabo a imputa&ccedil;&atilde;o destes valores em falta atrav&eacute;s do m&eacute;todo Bayesian Estimation (Arbuckle, 2013).</p>     <p>Iniciou-se a adapta&ccedil;&atilde;o do FACES IV para os adolescentes portugueses atrav&eacute;s do teste das qualidades psicom&eacute;tricas  do modelo de 4 itens por fator que foi realizado na valida&ccedil;&atilde;o deste instrumento para os adultos portugueses (Gomes et al., 2017). A  An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria (AFC) para o modelo dos adultos revelou valores indicativos de um ajustamento sofr&iacute;vel,  embora o valor do par&acirc;metro CFI seja inferior a .90 (<i>&chi;<sup>2</sup>/df</i>=3.59, CFI=.84, GFI=.92, RMSEA=.056) (Arbuckle, 2013;  Mar&ocirc;co, 2010). No entanto, uma an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna desta solu&ccedil;&atilde;o revelou valores de alfa de Cronbach  demasiado baixos, coes&atilde;o equilibrada (&alpha;=.70), desagregada (&alpha;=.53), aglutinada (&alpha;=.33), e flexibilidade equilibrada  (&alpha;=.64), r&iacute;gida (&alpha;=.67) e ca&oacute;tica (&alpha;=.55).</p>     <p>Como tal, realizou-se uma nova an&aacute;lise de AFC com o modelo original de sete itens por subescala e verificou-se que o modelo  apresentava problemas de ajustamento (<i>&chi;<sup>2</sup>/df</i>=4.27, CFI=.67, GFI=.81, RMSEA=.063). Assim, deu-se in&iacute;cio a um  processo de redu&ccedil;&atilde;o dos itens. Uma vez que se obteve alguns itens com valores de satura&ccedil;&atilde;o muito baixos, eliminou-se  aqueles com valores inferiores a .30, do qual surtiu a elimina&ccedil;&atilde;o dos itens 26 da subescala flexibilidade equilibrada, 33 e 39 da  subescala desagregada, 4, 16, 22, e 28 da subescala aglutinada, 29 e 41 da subescala r&iacute;gida, e 12, 24 e 30 da subescala ca&oacute;tica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num segundo passo, foram considerados os valores de &Iacute;ndices de Modifica&ccedil;&atilde;o (IM), e os itens 31 e 37 (IM=67.29) da  subescala de coes&atilde;o equilibrada, 23 (IM=64.65) e 35 (IM=45.67) da subescala de flexibilidade r&iacute;gida, 32 (IM=49.04) da subescala de  flexibilidade equilibrada e 36 (IM=46.78) da subescala de flexibilidade ca&oacute;tica foram removidos. A solu&ccedil;&atilde;o final deste  modelo adaptado produziu valores que permitem concluir um ajustamento aceit&aacute;vel da solu&ccedil;&atilde;o fatorial prevista &agrave; nossa  amostra de adolescentes portugueses (<i>&chi;<sup>2</sup>/df</i>=2.64, CFI=.92, GFI=.94, RMSEA=.045) (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v38n1/38n1a08f1.jpg" width="580" height="303"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Dentro da solu&ccedil;&atilde;o fatorial encontrada, descreveu-se ainda o padr&atilde;o de correla&ccedil;&atilde;o entre as subescalas das  dimens&otilde;es de coes&atilde;o e flexibilidade, esperando-se correla&ccedil;&otilde;es positivas entre as escalas equilibradas e entre as  escalas desequilibradas e correla&ccedil;&otilde;es negativas entre as subescalas equilibrada e as subescalas desequilibradas dentro de cada  dimens&atilde;o da coes&atilde;o e flexibilidade. A an&aacute;lise das correla&ccedil;&otilde;es entre as subescalas de coes&atilde;o familiar  revelou que a subescala de coes&atilde;o equilibrada apresenta uma correla&ccedil;&atilde;o negativa com ambas as subescalas de coes&atilde;o  desequilibrada, enquanto as duas subescalas de coes&atilde;o desequilibradas apresentaram uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre si. Quanto  &agrave; flexibilidade familiar, a subescala de flexibilidade equilibrada apresentou-se negativamente correlacionada com a subescala  ca&oacute;tica e uma correla&ccedil;&atilde;o positiva, embora fraca, com a subescala de flexibilidade r&iacute;gida. As duas subescalas de  flexibilidade desequilibrada n&atilde;o se encontravam correlacionadas de forma estatisticamente significativa (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v38n1/38n1a08t2.jpg" width="580" height="285"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Al&eacute;m disto, se considerarmos a correla&ccedil;&otilde;es entre as duas dimens&otilde;es familiares, verificamos uma forte  correla&ccedil;&atilde;o entre as duas subescalas de valores equilibrados (i.e., coes&atilde;o e flexibilidade).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise de fidedignidade</i></p>     <p>Foram calculados os alfas de Cronbach para todas as subescalas das dimens&otilde;es de coes&atilde;o e flexibilidade. Verificou-se que as  subescalas de coes&atilde;o equilibrada (&alpha;=.76) e flexibilidade equilibrada (&alpha;=.70) apresentam n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia  interna aceit&aacute;veis (Field, 2013). As restantes subescalas de coes&atilde;o desagregada (&alpha;=.64) e aglutinada (&alpha;=.51), bem como  as subescalas de flexibilidade r&iacute;gida (&alpha;=.68) e ca&oacute;tica (&alpha;=.66) apresentaram n&iacute;veis baixos de consist&ecirc;ncia  interna, ainda que acima do ponto de corte de .50, sugerido como aceit&aacute;vel por alguns autores em fases iniciais de  investiga&ccedil;&atilde;o em psicologia (e.g., Nunally, 1967). Na sua totalidade, o instrumento FACES IV apresentou uma boa consist&ecirc;ncia  interna (&alpha;=.81) (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Validade convergente</i></p>     <p>De forma a testar a validade convergente da vers&atilde;o portuguesa do instrumento FACES IV come&ccedil;ou-se por desenvolver uma  an&aacute;lise de correla&ccedil;&otilde;es entre as subescalas deste instrumento e as escalas de valida&ccedil;&atilde;o que est&atilde;o  inclu&iacute;das no Pacote do Faces IV: a comunica&ccedil;&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o familiares. Antes uma AFC para a Escala de  Comunica&ccedil;&atilde;o Familiar revelou n&iacute;veis de ajustamento bons (<i>&chi;<sup>2</sup>/df</i>=4.76, CFI=.96, GFI=.96, RMSEA=.068),  assim como consist&ecirc;ncia interna (&alpha;=.88). O mesmo foi encontrado para a vers&atilde;o portuguesa da Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o  Familiar: a AFC, ap&oacute;s considerar os &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o e covariar os erros de quatro pares de itens, demonstrou  bons valores de ajustamento (<i>&chi;<sup>2</sup>/df</i>=4.92, CFI=.98, GFI=.96, RMSEA=.069) e boa consist&ecirc;ncia interna (&alpha;=.91).</p>     <p>Ambas as subescalas equilibradas demonstraram correla&ccedil;&otilde;es positivas com a comunica&ccedil;&atilde;o familiar e  satisfa&ccedil;&atilde;o familiar, enquanto as subescalas desequilibradas apresentaram, genericamente, correla&ccedil;&otilde;es negativas com a  comunica&ccedil;&atilde;o familiar e a satisfa&ccedil;&atilde;o familiar. A exce&ccedil;&atilde;o foi a subescala de flexibilidade r&iacute;gida  que teve um comportamento at&iacute;pico, sem correla&ccedil;&atilde;o significativa com a comunica&ccedil;&atilde;o familiar e  correlacionando-se de forma positiva com a satisfa&ccedil;&atilde;o familiar.</p>     <p>Ainda no &acirc;mbito da validade convergente, consideraram-se as correla&ccedil;&otilde;es entre as subescalas do FACES IV e o  question&aacute;rio de idea&ccedil;&atilde;o suicida. Este question&aacute;rio foi selecionado, uma vez que alguns estudos t&ecirc;m demonstrado  uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre um funcionamento familiar desequilibrado e a idea&ccedil;&atilde;o suicida (e.g., Au, Lau, &amp; Lee,  2009; Holtman, Shelmerdine, London, &amp; Flisher, 2011), inclusivamente no contexto portugu&ecirc;s (Gouveia-Pereira, Abreu, &amp; Martins,  2014). Verificou-se que as subescalas de coes&atilde;o e flexibilidade equilibradas se correlacionaram negativamente com a idea&ccedil;&atilde;o  suicida, de tal forma que participantes provenientes de funcionamentos familiares mais equilibrados apresentavam menos idea&ccedil;&atilde;o  suicida, e vice-versa. Pelo contr&aacute;rio, as correla&ccedil;&otilde;es com as subescalas desequilibradas demonstraram que os participantes de  sistemas familiares descritos com n&iacute;veis mais elevados de coes&atilde;o desagregada e flexibilidade ca&oacute;tica apresentaram maior  idea&ccedil;&atilde;o suicida. As restantes subescalas de coes&atilde;o aglutinada e flexibilidade r&iacute;gida n&atilde;o apresentaram  correla&ccedil;&otilde;es significativas com a idea&ccedil;&atilde;o suicida.</p>     <p>Esta an&aacute;lise permitiu ainda perceber que a comunica&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o familiar demonstraram  correla&ccedil;&otilde;es negativas com a medida de idea&ccedil;&atilde;o suicida (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Validade preditiva</i></p>     <p>Tendo em conta a valida&ccedil;&atilde;o original de Olson (2011), testou-se a capacidade preditiva da vers&atilde;o adaptada do FACES IV para  os adolescentes portugueses, colocando &agrave; prova a capacidade para discriminar entre sistemas familiares problem&aacute;ticos e  n&atilde;o-problem&aacute;ticos. Confrontando o grupo de 40% da amostra que apresentou n&iacute;veis mais elevados e 40% da amostra que  apresentou n&iacute;veis mais baixos quanto &agrave; Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o Familiar, todas as subescalas do FACES IV apresentaram  capacidade preditiva estatisticamente significativa, com uma coloca&ccedil;&atilde;o correta entre os dois grupos de Topo 40% <i>vs.</i> Base 40%  que variou desde os 56% to 82%. O r&aacute;cio circumplexo total apresentou uma precis&atilde;o preditiva de 76% para distinguir entre estes dois  grupos, apresentando validade preditiva estatisticamente significativa (&Lambda;=.67, <i>&chi;<sup>2</i></sup><sub>(1)</sub>=289.89,  <i>p</i>&lt;.001) (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v38n1/38n1a08t3.jpg" width="575" height="315"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Procurou-se ainda testar a validade preditiva numa vari&aacute;vel ex&oacute;gena ao Pacote FACES IV, pelo que se compararam o grupo  comunit&aacute;rio (i.e., proveniente de escolas) <i>vs.</i> grupo cl&iacute;nico (i.e., proveniente de servi&ccedil;os hospitalares). Esta  an&aacute;lise demonstrou capacidade preditiva da generalidade das subescalas do FACES IV (coloca&ccedil;&atilde;o correta entre os 66% e 74%)  &agrave; exce&ccedil;&atilde;o das subescalas de coes&atilde;o aglutinada e de flexibilidade r&iacute;gida cuja capacidade preditiva n&atilde;o  atingiu a signific&acirc;ncia estat&iacute;stica para estes grupos. O r&aacute;cio circumplexo total demonstrou uma precis&atilde;o preditiva de  57% para estes grupos, apresentando desta forma validade estatisticamente significativa (&Lambda;=.98,  <i>&chi;<sup>2</i></sup><sub>(1)</sub>=19.06, <i>p</i>&lt;.001) (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A vers&atilde;o adaptada do FACES IV para a popula&ccedil;&atilde;o adolescente Portuguesa desenvolvida neste 1&ordm; estudo apresentou  n&iacute;veis de fidedignidade pelo menos aceit&aacute;veis e um padr&atilde;o de validade convergente e preditiva na linha do previsto. No  entanto, salientamos que a solu&ccedil;&atilde;o fatorial encontrada implicou a retirada de um n&uacute;mero consider&aacute;vel de itens, o que  pode levar ao risco de se ter transformado num artefacto estat&iacute;stico. Simultaneamente, as subescalas de coes&atilde;o aglutinada e de  flexibilidade r&iacute;gida apresentaram padr&otilde;es inesperados ao n&iacute;vel da validade convergente e preditiva, sendo necess&aacute;rio,  antes de se procurarem novas explica&ccedil;&otilde;es <i>pos-hoc</i>, perceber se este resultado era replicado num segundo estudo. Assim, de  forma a explorar a qualidade psicom&eacute;trica desta vers&atilde;o do FACES IV, foi realizado um 2&ordm; estudo em que aplicamos a  vers&atilde;o adaptada no estudo anterior junto de uma nova amostra de jovens portugueses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>ESTUDO 2</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram neste estudo 794 jovens provenientes de escolas p&uacute;blicas do distrito de Lisboa, do 7&ordm; ao 12&ordm; ano de  escolaridade. 11% dos participantes eram de nacionalidade n&atilde;o portuguesa e foram removidos deste estudo, resultando numa amostra final de  707 jovens, com idades compreendidas entre os 11 e os 21 anos (<i>M</i>=14.9, <i>DP</i>=1.6). Destes, 51% (<i>n</i>=357) eram do sexo feminino,  sendo de referir que a idade das raparigas (<i>M</i>=14.9; <i>DP</i>=1.63) e dos rapazes (<i>M=</i>15.0, <i>DP</i>=1.61) em estudo n&atilde;o  apresentaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas [<i>t</i>(706)=-.454, <i>p</i>=.65, <i>d</i>=.06] (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste segundo estudo aplicamos a vers&atilde;o adaptada do Pacote do FACES IV (Olson, 2011) obtida atrav&eacute;s das an&aacute;lises  &agrave;s <i>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o da Flexibilidade e Coes&atilde;o Familiar, Comunica&ccedil;&atilde;o e  Satisfa&ccedil;&atilde;o</i> desenvolvidas no Estudo 1, assim como o <i>Question&aacute;rio de Idea&ccedil;&atilde;o Suicida</i> (Ferreira &amp;  Castela, 1999) e quest&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>No presente estudo, foi replicado o procedimento descrito no Estudo 1 para a recolha da amostra comunit&aacute;ria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Validade de construto</i></p>     <p>Atrav&eacute;s de uma AFC, verificou-se que os itens do FACES IV no Estudo 2 violaram o pressuposto de normalidade multivariada  (Ku<sub>Mult</sub>=145.72), embora de forma n&atilde;o grosseira tendo em conta as medidas de forma e assimetria de Kline (2005;  -1.89&lt;<i>SK</i>&gt;1.83; -0.73&lt;<i>K</i>&gt;3.77). Com uma m&eacute;dia de .13 valores em falta por cada item do FACES IV,  distribu&iacute;dos aleatoriamente (.018%; MCAR <i>&chi;<sup>2</i></sup><sub>(69)</sub>=73.825, <i>p</i>=.323), realizou-se a sua  imputa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do m&eacute;todo <i>Bayesian Estimation</i> (Arbuckle, 2013). AAFC para a vers&atilde;o do instrumento  FACES IV para os adolescentes portugueses revelou valores indicativos de um bom ajustamento do modelo (<i>&chi;<sup>2</sup>/df</i>=2.62, CFI=.90,  GFI=.93, RMSEA=.048).</p>     <p>Voltou-se a testar o padr&atilde;o de correla&ccedil;&atilde;o entre subescalas das dimens&otilde;es de coes&atilde;o e flexibilidade  familiar. Tal como esperado, a subescala de coes&atilde;o equilibrada apresenta correla&ccedil;&otilde;es negativas com as subescalas de  coes&atilde;o desequilibrada, que, por sua vez, se correlacionam positivamente entre si. J&aacute; no caso da flexibilidade familiar, a subescala  equilibrada correlaciona-se, como esperado, negativamente com a subescala ca&oacute;tica, mas positivamente com a subescala de flexibilidade  r&iacute;gida. As duas subescalas de flexibilidade desequilibrada n&atilde;o apresentam correla&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa.  Importa ainda referir que, &agrave; semelhan&ccedil;a do Estudo 1, tamb&eacute;m aqui as duas subescalas equilibradas apresentam uma  correla&ccedil;&atilde;o positiva forte.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Fidedignidade</i></p>     <p>O Estudo 2 revelou valores de alfa de Cronbach semelhantes ao estudo de adapta&ccedil;&atilde;o em que as duas subescalas de coes&atilde;o  equilibrada (&alpha;=.71) e flexibilidade equilibrada (&alpha;=.64), bem como as subescalas de coes&atilde;o desagregada (&alpha;=.63) e  aglutinada (&alpha;=.52), e as subescalas de flexibilidade r&iacute;gida (&alpha;=.71) e ca&oacute;tica (&alpha;=.64) apresentaram n&iacute;veis  de consist&ecirc;ncia interna relativamente baixos, embora aceit&aacute;veis (Aron &amp; Aron, 1999; Nunally, 1967) (<a href="#t2">Tabela 2</a>).  Na sua totalidade, o instrumento FACES IV apresentou uma boa consist&ecirc;ncia interna (&alpha;=.80).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Validade convergente</i></p>     <p>Repetindo-se o procedimento de an&aacute;lises de dados do Estudo 1, come&ccedil;amos, neste ponto, pela descri&ccedil;&atilde;o das  qualidades psicom&eacute;tricas das escalas de comunica&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o familiar. Uma AFC para a Escala de  Comunica&ccedil;&atilde;o Familiar revelou bons n&iacute;veis de ajustamento (<i>&chi;<sup>2</sup>/df</i>=3.98, CFI=.96, GFI=96, RMSEA=.065) e de  consist&ecirc;ncia interna (&alpha;=.89), repetindo-se o padr&atilde;o para a vers&atilde;o portuguesa da Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o  Familiar, que ap&oacute;s se considerar os &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o e covariar os erros de cinco pares de itens, demonstrou  bons valores de ajustamento (<i>&chi;<sup>2</sup>/df</i>=4.95, CFI=.97, GFI=.96, RMSEA=.075) e boa consist&ecirc;ncia interna (&alpha;=.93).</p>     <p>Quanto &agrave; validade convergente propriamente dita, a analisaram-se as correla&ccedil;&otilde;es entre a coes&atilde;o e a flexibilidade  familiar e estas duas escalas de comunica&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o, verificando-se que as subescalas equilibradas apresentam  correla&ccedil;&atilde;o positiva com a comunica&ccedil;&atilde;o familiar e a satisfa&ccedil;&atilde;o familiar. J&aacute; as subescalas  desequilibradas apresentaram, genericamente, correla&ccedil;&otilde;es negativas com a comunica&ccedil;&atilde;o familiar e  satisfa&ccedil;&atilde;o familiar. A exce&ccedil;&atilde;o &eacute; novamente a subescala de flexibilidade r&iacute;gida que n&atilde;o se  apresentou correlacionada significativamente com nenhuma destas escalas de valida&ccedil;&atilde;o (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p>O padr&atilde;o inverso surge, como esperado, nas an&aacute;lises de correla&ccedil;&atilde;o com a idea&ccedil;&atilde;o suicida. As  subescalas de coes&atilde;o e flexibilidade equilibradas correlacionam-se negativamente com a idea&ccedil;&atilde;o suicida enquanto as  subescalas desequilibradas se correlacionam negativamente com a idea&ccedil;&atilde;o suicida. Novamente, fora de padr&atilde;o est&aacute; a  subescala de flexibilidade r&iacute;gida, que n&atilde;o apresentou correla&ccedil;&atilde;o significativa com a idea&ccedil;&atilde;o suicida.  Mais ainda, as escalas de comunica&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o familiar apresentam uma correla&ccedil;&atilde;o positiva forte  entre si, e correla&ccedil;&otilde;es negativas com a idea&ccedil;&atilde;o suicida (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Validade preditiva</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, realizamos uma an&aacute;lise da capacidade preditiva da vers&atilde;o portuguesa para adolescentes do FACES IV semelhante &agrave;  desenvolvida no Estudo 1, i.e., topo 40% <i>vs.</i> base 40% na Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o Familiar. Estas an&aacute;lises revelaram a  capacidade preditiva de todas as subescalas do FACES IV (variando entre 58% a 78%), com exce&ccedil;&atilde;o da subescala de flexibilidade  r&iacute;gida. O r&aacute;cio circumplexo total apresentou uma precis&atilde;o preditiva de 74% (&Lambda;=.70,  <i>&chi;<sup>2</i></sup><sub>(1)</sub>=209.60, <i>p</i>&lt;.001) (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o geral</b></p>     <p>De forma a contribuir para o processo de adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o do FACES IV para a popula&ccedil;&atilde;o  adolescente Portuguesa foram realizados dois estudos. Num primeiro estudo, partiu-se da tradu&ccedil;&atilde;o de 42 itens da escala original de  Olson (2011), tendo sido encontrada uma solu&ccedil;&atilde;o final de 24 itens que conserva a estrutura te&oacute;rica de seis subescalas, com  duas subescalas equilibradas para as dimens&otilde;es da coes&atilde;o e da flexibilidade familiar e quatro subescalas desequilibradas desenhadas  para mapear a alta e baixa coes&atilde;o e flexibilidade familiar. De forma a garantir que esta solu&ccedil;&atilde;o fatorial conserva as  qualidades psicom&eacute;tricas da escala original, replicou-se a aplica&ccedil;&atilde;o desta vers&atilde;o adaptada do FACES IV com 24 itens  num segundo estudo, e ap&oacute;s a an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria, verificou-se que a estrutura te&oacute;rica proposta pelo  Modelo Circumplexo e operacionalizada pelo FACES IV se mant&eacute;m relevante para a nossa amostra de adolescentes portugueses.</p>     <p>As an&aacute;lises de consist&ecirc;ncia interna revelaram fidedignidade aceit&aacute;vel para as subescalas equilibradas de coes&atilde;o e  flexibilidade. O mesmo aconteceu para as subescalas desequilibradas (desligada, r&iacute;gida e ca&oacute;tica). A exce&ccedil;&atilde;o &eacute;  a subescala aglutinada, que revelou um alfa com um valor mais baixo, podendo ser, no entanto, considerada psicometricamente aceit&aacute;vel  (e.g., Aron &amp; Aron, 1999; Nunally, 1967). Relativamente a esta subescala, verificaram-se resultados de valida&ccedil;&atilde;o semelhantes em  outros pa&iacute;ses, ou seja, a consist&ecirc;ncia interna para a subescala aglutinada mostrou sempre valores mais baixos, entre .50 e .70 para  os italianos (Baiocco et al., 2013), gregos (Koutra et al., 2012), espanh&oacute;is (Rivero et al., 2010), e portugueses adultos (Gomes et al.,  2017). Esta leitura parece ser refor&ccedil;ada pelo bom desempenho desta subescala aglutinada quanto &agrave; validade convergente, embora seja  menos consistente entre os estudos quanto &agrave; sua validade preditiva, na medida em que numa ocasi&atilde;o foi insuficiente para distinguir  uma amostra cl&iacute;nica de uma amostra comunit&aacute;ria.</p>     <p>Ao n&iacute;vel da correla&ccedil;&atilde;o entre subescalas do FACES IV, pode-se descrever um comportamento como previsto e grande  consist&ecirc;ncia ao n&iacute;vel das magnitudes dos efeitos destas correla&ccedil;&otilde;es nos dois estudos. Assim, verificou-se uma  associa&ccedil;&atilde;o positiva entre as duas escalas equilibradas, uma associa&ccedil;&atilde;o negativa entre a escala de coes&atilde;o  equilibrada e as duas subescalas de coes&atilde;o desequilibrada (aglutinada e desligada), bem como entre a escala de flexibilidade equilibrada e  a flexibilidade desequilibrada ca&oacute;tica. Pela an&aacute;lise da magnitude dos efeitos, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que o  desequil&iacute;brio na dimens&atilde;o coes&atilde;o &eacute; melhor mapeado pela subescala desligada do que pela subescala aglutinada e que o  desequil&iacute;brio da dimens&atilde;o flexibilidade &eacute; apenas mapeado por apenas uma das subescalas: a subescala ca&oacute;tica. De  facto, a subescala r&iacute;gida &eacute; positivamente associada ao equil&iacute;brio ao n&iacute;vel da flexibilidade familiar.</p>     <p>Os resultados relativos &agrave; validade convergente e preditiva mostram que a maioria das subescalas est&atilde;o associadas, tal como  hipotetizado, &agrave;s dimens&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o familiar, satisfa&ccedil;&atilde;o familiar e &agrave;  idea&ccedil;&atilde;o suicida, ao mesmo tempo que predizem diferen&ccedil;as nas amostras comunit&aacute;ria e cl&iacute;nica. Novamente,  encontrou-se um comportamento n&atilde;o esperado ao n&iacute;vel do desequil&iacute;brio r&iacute;gido na dimens&atilde;o de flexibilidade  familiar.</p>     <p>Note-se que uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica de valida&ccedil;&otilde;es em ingl&ecirc;s do FACES IV e que o considerou como um  instrumento v&aacute;lido na sua aplica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica comparativamente com outros instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o  familiar, faz notar algumas limita&ccedil;&otilde;es nas subescalas de coes&atilde;o aglutinada e flexibilidade r&iacute;gida (Hamilton &amp;  Carr, 2016). Resultados na mesma linha foram descritos em valida&ccedil;&otilde;es noutros contextos (e.g., Baiocco et al., 2013; Koutra et al.,  2012; Pereira &amp; Teixeira, 2013; Rivero et al., 2010).</p>     <p>Em termos de compara&ccedil;&atilde;o com a proposta te&oacute;rica do Modelo Circumplexo, &eacute; a subescala r&iacute;gida que apresenta  maiores desafios, uma vez que mesmo uma menor consist&ecirc;ncia interna na subescala aglutinada n&atilde;o retira o seu poder preditivo na  maioria dos casos. Deste modo, refor&ccedil;a-se a necessidade de aprofundar a compreens&atilde;o te&oacute;rica desta subescala. Por um lado,  sabemos que a rigidez &eacute; teoricamente associada a n&iacute;veis de flexibilidade extremamente e disfuncionalmente baixos, com a  perce&ccedil;&atilde;o de grande controlo parental, pouca negocia&ccedil;&atilde;o, e dificuldade de altera&ccedil;&atilde;o das regras  familiares (Olson, 2011). Por outro, um dos desafios-chave das fam&iacute;lias com filhos adolescentes passa, segundo a tipologia de Duvall  (1988), pela partilha de controlo. Futuros estudos ser&atilde;o necess&aacute;rios para perceber se a perce&ccedil;&atilde;o de menor  flexibilidade por parte dos adolescentes n&atilde;o poder&aacute; ser adaptativa e condutora de mudan&ccedil;a. Na mesma linha, Everri, Mancini e  Fruggeri (2016) fizeram recentemente notar a ambiguidade face &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o de disfuncionalidade que emerge associada  &agrave; rigidez familiar. Os seus resultados com adolescentes italianos revelaram que a funcionalidade nesta subescala era moderada pela  tipologia familiar, i.e., quando esta rigidez era associada a determinadas tipologias familiares (e.g., rigidez equilibrada), estava  tamb&eacute;m associada a dimens&otilde;es positivas do funcionamento familiar, mas quando estava associada a outras tipologias (e.g.,  fam&iacute;lias desligadas) surgia como preditora de pior satisfa&ccedil;&atilde;o. Os nossos resultados mostram esta hip&oacute;tese como  vi&aacute;vel, j&aacute; que quando se utiliza o r&aacute;cio circumplexo total, composto por informa&ccedil;&atilde;o tanto da coes&atilde;o,  como da flexibilidade, a validade preditiva &eacute; muito aceit&aacute;vel.</p>     <p>&Eacute; de ressalvar que a &uacute;ltima vers&atilde;o do FACES IV surge na sequ&ecirc;ncia da fal&ecirc;ncia das vers&otilde;es anteriores  de mapearem a hip&oacute;tese curvil&iacute;nea central ao Modelo Circumplexo: n&iacute;veis equilibrados de coes&atilde;o e flexibilidade  familiar resultam em funcionamentos familiares saud&aacute;veis e n&iacute;veis extremos (altos e baixos) resultam em funcionamentos familiares  problem&aacute;ticos (Olson, 2010). Ao contr&aacute;rio do modelo te&oacute;rico e do seu teste com outras medidas, no FACES II e III existe  dificuldade em aceder aos extremos das dimens&otilde;es de coes&atilde;o e flexibilidade, resultando numa leitura linear entre as  dimens&otilde;es do funcionamento familiar e as vari&aacute;veis preditivas (Thomas &amp; Olson, 1994). Assim, a possibilidade de distinguir mais  claramente os diferentes perfis familiares apenas poss&iacute;vel no FACES IV pode ser de enorme utilidade quer para a  investiga&ccedil;&atilde;o, quer para a interven&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Concluindo, e ap&oacute;s um esfor&ccedil;o de adapta&ccedil;&atilde;o cultural e desenvolvimental do Modelo Circumplexo junto de  adolescentes portugueses, este trabalho prop&otilde;e uma escala de avalia&ccedil;&atilde;o do funcionamento familiar v&aacute;lida e fidedigna  quanto &agrave; estrutura te&oacute;rica de funcionamento familiar que se prop&ocirc;s representar, e que poder&aacute; ter grande utilidade no  contexto cl&iacute;nico e de investiga&ccedil;&atilde;o com adolescentes portugueses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Abreu-Afonso, J., &amp; Leal, I. (2016). Adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o da Family Adaptability and Cohesion Evaluation  Scale (FACES), de D. H. Olson, J. Portner e Y Lavee &ndash; vers&atilde;o de casal &ndash; para a Popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa. <i>Mosaico,  63</i>, 92-107.</p>     <!-- ref --><p>Andolfi, M., &amp; Mascellani, A. (2010). <i>Storie di adolescenza: Esperienze di terapia familiare</i> (1<sup>st</sup> ed.). Milano:  Raffaello Cortina Editore.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051952&pid=S0870-8231202000010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Arbuckle, J. L. (2013). <i>IBM&reg; SPSS&reg; AmosTM 22 User&rsquo;s Guide</i>. Amos Development Corporation. Retrieved from  <a href="http://www.sussex.ac.uk/its/pdfs/SPSS_Amos_User_Guide_22.pdf"  target="_blank">http://www.sussex.ac.uk/its/pdfs/SPSS_Amos_User_Guide_22.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Aron, A., &amp; Aron, E. (1999). <i>Statistics for psychology</i> (2<sup>nd</sup> ed.). Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051955&pid=S0870-8231202000010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Au, A., Lau, S., &amp; Lee, M. (2009). Suicide ideation and depression: The moderation effects of family cohesion and social self-concept.  <i>Adolescence, 44</i>, 851-868.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051957&pid=S0870-8231202000010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baiocco, R., Cacioppo, M., Laghi, F., &amp; Taf&agrave;, M. (2013). Factorial and construct validity of FACES IV among Italian adolescents.  <i>Journal of Child &amp; Family Studies, 22</i>, 962-970. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1007/s10826-012-9658-1"  target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10826-012-9658-1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051959&pid=S0870-8231202000010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ball, D., Tornar&iacute;a, G., del Luj&aacute;n, M., del Arca, D., Masjuan, N., &amp; Olson, D. (2013). Propriedades psicom&eacute;tricas del  FACES IV: Estudio de validez en poblaci&oacute;n uruguaya. <i>Ciencias Psicol&oacute;gicas, 7</i>, 119-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051960&pid=S0870-8231202000010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ball, D., Tornar&iacute;a, M., Masjuan, N., Tr&aacute;paga, M., Arca, D., Scafarelli, L., &amp; Feibuscheurez, A. (2009). Escala de  evaluaci&oacute;n del funcionamiento familiar &ndash; FACES IV: Proceso de adaptaci&oacute;n a Montevideo, Uruguay. <i>Ciencias  Psicol&oacute;gicas, 3</i>, 43-56.</p>     <!-- ref --><p>Barnes, H., &amp; Olson, D. (1985). Parent-adolescent communication and the circumplex model. <i>Child Development, 56</i>, 438-447. Retrieved  from <a href="https://doi.org/10.2307/1129732" target="_blank">https://doi.org/10.2307/1129732</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051963&pid=S0870-8231202000010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carter, B., &amp; McGoldrick, M. (1995). <i>As mudan&ccedil;as no ciclo de vida familiar: Uma estrutura para terapia familiar</i>. Porto  Alegre, RS: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051964&pid=S0870-8231202000010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carvalho, J., Freitas, P. Leuschner, A., &amp; Olson, D. (2014). Healthy functioning in families with a schizophrenic parent. <i>Journal of  Family Psychotherapy, 25</i>, 1-11. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1080/08975353.2014.881685"  target="_blank">https://doi.org/10.1080/08975353.2014.881685</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051966&pid=S0870-8231202000010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Conger, R. D., &amp; Conger, K. J. (2002). Resilience in Midwestern families selected findings from the first decade of a prospective  longitudinal study. <i>Journal of Marriage and Family, 64</i>, 361-373. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1111/j.1741-3737.2002.00361.x"  target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1741-3737.2002.00361.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051967&pid=S0870-8231202000010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Desautels, J., Lapalme, M., Touchette, L., &amp; Pauz&eacute;, R. (2016). Validation de la version fran&ccedil;aise du FACES IV aupr&egrave;s  d&rsquo;une population d&rsquo;adolescents francophones issus d&rsquo;un &eacute;chantillon populationnel et clinique. <i>Th&eacute;rapie  Familiale, 37</i>, 95-113. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.3917/tf.161.0095"  target="_blank">https://doi.org/10.3917/tf.161.0095</a></p>     <p>Duvall, E. M. (1988). Family development&rsquo;s first forty years. <i>Family Relations, 37</i>, 127-134. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.2307/584309" target="_blank">https://doi.org/10.2307/584309</a></p>     <!-- ref --><p>Everri, M., Mancini, T., &amp; Fruggeri, L. (2016). The role of rigidity in adaptive and maladaptive families assessed by FACES IV: The points  of view of adolescents. <i>Journal of child and family studies, 25</i>, 2987-2997. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1007/s10826-016-0460-3" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10826-016-0460-3</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051970&pid=S0870-8231202000010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ferreira, J. A., &amp; Castela, M. C. (1999). Question&aacute;rio de Idea&ccedil;&atilde;o Suicida (Q.I.S). In M. R. Sim&otilde;es,  M. M. Gon&ccedil;alves, &amp; L. S. Almeida (Eds.), <i>Testes e provas psicol&oacute;gicas em Portugal</i> (pp. 129-130). Braga: Sistemas  Humanos e Organizacionais, Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051971&pid=S0870-8231202000010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Field, A. (2013). <i>Discovering statistics using IBM SPSS statistics</i>. London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051973&pid=S0870-8231202000010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomes, H. S., &amp; Gouveia-Pereira, M. (2014). Funcionamento familiar e delinqu&ecirc;ncia juvenil: A media&ccedil;&atilde;o do autocontrolo.  <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 32</i>, 439-451. Dispon&iacute;vel em <a href="https://doi.org/10.14417/ap.958"  target="_blank">https://doi.org/10.14417/ap.958</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051975&pid=S0870-8231202000010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gomes, H., &amp; Gouveia-Pereira, M. (2019). Testing the General Theory of Crime with the Circumplex Model: Curvilinear relations between  family functioning and self-control. <i>Deviant Behavior</i>. Advance online publication. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1080/01639625.2019.1596449" target="_blank">https://doi.org/10.1080/01639625.2019.1596449</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051976&pid=S0870-8231202000010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gomes, H. S., Peixoto, F., &amp; Gouveia-Pereira, M. (2019). Portuguese validation of the Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale  &ndash; FACES IV. <i>Journal of Family Studies, 25</i>, 477-494. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1080/13229400.2017.1386121"  target="_blank">https://doi.org/10.1080/13229400.2017.1386121</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gouveia-Pereira, M., Abreu, S., &amp; Martins, C. (2014). How do families of adolescents with suicidal ideation behave?. <i>Psychology:  Research and Review, 27</i>, 171-178. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1590/S0102-79722014000100019"  target="_blank">https://doi.org/10.1590/S0102-79722014000100019</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051978&pid=S0870-8231202000010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Greeff, A. (2000). Characteristics of families that function well. <i>Journal of Family Issues, 21</i>, 948-962. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1177/019251300021008001" target="_blank">https://doi.org/10.1177/019251300021008001</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051979&pid=S0870-8231202000010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Grotevant, H. D., &amp; Cooper, C. R. (1985). Patterns of interaction in family relationships and development of identity exploration in  adolescence. <i>Child Development, 56</i>, 415-428. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.2307/1129730"  target="_blank">https://doi.org/10.2307/1129730</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051980&pid=S0870-8231202000010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hamilton, E., &amp; Carr, A. (2016). Systematic review of self-report family assessment measures. <i>Family Process, 55</i>, 16-30. Retrieved  from <a href="https://doi.org/10.1111/famp.12200" target="_blank">https://doi.org/10.1111/famp.12200</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051981&pid=S0870-8231202000010000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Holtman, Z., Shelmerdine, S., London, L., &amp; Flisher, A. (2011). Suicide in a poor rural community in the Western Cape, South Africa:  Experiences of five suicide attempters and their families. <i>South African Journal of Psychology, 41</i>, 300-309. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1177/008124631104100305" target="_blank">https://doi.org/10.1177/008124631104100305</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051982&pid=S0870-8231202000010000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kline, R. B. (2005). <i>Principles and practice of structural equation modeling</i> (2<sup>nd</sup> ed.). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051983&pid=S0870-8231202000010000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Koutra, K., Triliva, S., Roumeliotaki, T., Lionis, C., &amp; Vgontzas, A. (2012). Cross-cultural adaptation and validation of the Greek  version of the Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scales IV Package (FACES IV Package). <i>Journal of Family Issues, 34</i>, 1647-1672.  Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1177/0192513X12462818" target="_blank">https://doi.org/10.1177/0192513X12462818</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051985&pid=S0870-8231202000010000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Margasi&#324;ski, A. (2014). Family therapy around the world: An outcome study of alcoholic families in Poland using FACES IV. <i>Journal of  Family Psychotherapy, 25</i>, 348-358. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1080/08975353.2014.977684"  target="_blank">https://doi.org/10.1080/08975353.2014.977684</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051986&pid=S0870-8231202000010000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2010). <i>An&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais: Fundamentos te&oacute;ricos, software e  aplica&ccedil;&otilde;es</i>. P&ecirc;ro Pinheiro: ReportNumber.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051987&pid=S0870-8231202000010000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mart&iacute;nez-Pampliega, A., Merino, L., Iriarte, L., &amp; Olson, D. H. (2017). Psychometric properties of the Spanish version of the  Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale IV. <i>Psicothema, 29</i>, 414-420. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.7334/psicothema2016.21" target="_blank">https://doi.org/10.7334/psicothema2016.21</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051989&pid=S0870-8231202000010000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Minuchin, S. (2003). <i>Families &amp; family therapy</i>. Cambridge, MA: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051990&pid=S0870-8231202000010000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Minuchin, S., Montalvo, B., Guerney, B. G., Rosman, B. L., &amp; Schumer, F. (1967). <i>Families of the slums: An exploration of their  structure and treatment</i>. New York, NY: Basic Books, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051992&pid=S0870-8231202000010000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mirnics, Z., Vargha, A., T&oacute;th, M., &amp; Bagdy, E. (2010). Cross-cultural applicability of FACES IV. <i>Journal of Family  Psychotherapy, 21</i>, 17-33. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1080/08975351003618577"  target="_blank">https://doi.org/10.1080/08975351003618577</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051994&pid=S0870-8231202000010000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nunnally, J. (1967). <i>Psychometric theory</i>. New York, NY: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051995&pid=S0870-8231202000010000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olson, D. (1995). <i>Family satisfaction scale</i>. Minneapolis, MN: Life Innovations.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051997&pid=S0870-8231202000010000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olson, D. (2000). Circumplex model of marital and family systems. <i>Journal of Family Therapy, 22</i>, 144-167. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1111/1467-6427.00144" target="_blank">https://doi.org/10.1111/1467-6427.00144</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=051999&pid=S0870-8231202000010000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Olson, D. (2010). <i>FACES IV manual</i>. Minneapolis, MN: Life Innovations.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052000&pid=S0870-8231202000010000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olson, D. (2011). FACES IV and the circumplex model: Validation study. <i>Journal of Marital and Family Therapy, 37</i>, 64-80. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1111/j.1752-0606.2009.00175.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1752-0606.2009.00175.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052002&pid=S0870-8231202000010000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Olson, D., &amp; Barnes, H. (1996). <i>Family communication scale</i>. St. Paul: University of Minnesota.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052003&pid=S0870-8231202000010000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olson, D., &amp; Gorall, D. (2003). Circumplex model of marital and family systems. In F. Walsh (Ed.), <i>Normal family processes</i>  (3<sup>rd</sup> ed., pp. 514-547). New York, NY: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052005&pid=S0870-8231202000010000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olson, D., Portner, J., &amp; Lavee, Y. (1985). <i>Faces III</i>. St. Paul: Department of Family Social Science, University of Minnesota.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052007&pid=S0870-8231202000010000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olson, D., Sprenkle, D., &amp; Russel, C. (1979). Circumplex model of marital and family systems: I cohesion and adaptability dimension,  family types, and clinical applications. <i>Family Process, 18</i>, 3-28. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1111/j.1545-5300.1979.00003.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1545-5300.1979.00003.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052009&pid=S0870-8231202000010000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pereira, M., &amp; Teixeira, R. (2013). Portuguese validation of FACES-IV in adult: Children caregivers facing parental cancer.  <i>Contemporary Family Therapy: An International Journal, 35</i>, 478-490. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1007/s10591-012-9216-4"  target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10591-012-9216-4</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052010&pid=S0870-8231202000010000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rada, C. (2018). Latent class analysis approach for the family adaptability and cohesion evaluation scale IV among young people from Romania:  The first step for validation. <i>Journal of Family Issues, 39</i>, 1598-1615. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1177/0192513X17714508"  target="_blank">https://doi.org/10.1177/0192513X17714508</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052011&pid=S0870-8231202000010000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rivero, N., Mart&iacute;nez-Pampliega, A., &amp; Olson, D. (2010). Spanish adaptation of the FACES IV questionnaire: Psychometric  characteristics. <i>Family Journal, 18</i>, 288-296. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1177/1066480710372084"  target="_blank">https://doi.org/10.1177/1066480710372084</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052012&pid=S0870-8231202000010000800045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sanderson, J., Kosutic, L., Garcia, M., Melendez, T., Donoghue, J., Perumbily, S., . . . Anderson, S. A. (2009). The measurement of outcome  variables in couple and family therapy research. <i>American Journal of Family Therapy, 37</i>, 239-257. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1080/01926180802405935" target="_blank">https://doi.org/10.1080/01926180802405935</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052013&pid=S0870-8231202000010000800046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schrodt, P. (2005). Family communication schemata and the circumplex model of family functioning. <i>Western Journal of Communication,  69</i>, 359-376. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1080/10570310500305539"  target="_blank">https://doi.org/10.1080/10570310500305539</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052014&pid=S0870-8231202000010000800047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Thomas, V., &amp; Olson, D. H. (1994). Circumplex model: Curvilinearity using the clinical rating scale and FACES III. <i>The Family Journal,  2</i>, 36-44. Retrieved from <a href="https://doi.org/10.1177/1066480794021006" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1066480794021006</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052015&pid=S0870-8231202000010000800048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Werner, P. D., Green, R., Greenberg, J., Browne, T. L., &amp; McKenna, T. E. (2001). Beyond enmeshment: Evidence for the independence of  intrusiveness and closeness-care giving in married couples. <i>Journal of Marital and Family Therapy, 27</i>, 459-471. Retrieved from  <a href="https://doi.org/10.1111/j.1752-0606.2001.tb00340.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1752-0606.2001.tb00340.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052016&pid=S0870-8231202000010000800049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Walsh, F. (2012). <i>Normal family processes</i> (4<sup>th</sup> ed.). New York, NY: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=052017&pid=S0870-8231202000010000800050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Maria Gouveia-Pereira, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o  em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa, Portugal.  E-mail: <a href="mailto:mpereira@ispa.pt">mpereira@ispa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 11/04/2019 Aceita&ccedil;&atilde;o: 13/06/2019</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abreu-Afonso]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação e validação da Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale (FACES), de D. H. Olson, J. Portner e Y Lavee - versão de casal - para a População Portuguesa]]></article-title>
<source><![CDATA[Mosaico]]></source>
<year>2016</year>
<volume>63</volume>
<page-range>92-107</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andolfi]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mascellani]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Storie di adolescenza: Esperienze di terapia familiare]]></source>
<year>2010</year>
<edition>1</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Milano ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Raffaello Cortina Editore]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arbuckle]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[IBM® SPSS® AmosTM 22 User’s Guide]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-name><![CDATA[Amos Development Corporation]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aron]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aron]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Statistics for psychology]]></source>
<year>1999</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Upper Saddle River ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Prentice Hall]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Au]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lau]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lee]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Suicide ideation and depression: The moderation effects of family cohesion and social self-concept]]></article-title>
<source><![CDATA[Adolescence]]></source>
<year>2009</year>
<volume>44</volume>
<page-range>851-868</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baiocco]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cacioppo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laghi]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tafà]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factorial and construct validity of FACES IV among Italian adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Child & Family Studies]]></source>
<year>2013</year>
<volume>22</volume>
<page-range>962-970</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ball]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tornaría]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[del Luján]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[del Arca]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Masjuan]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Propriedades psicométricas del FACES IV: Estudio de validez en población uruguaya]]></article-title>
<source><![CDATA[Ciencias Psicológicas]]></source>
<year>2013</year>
<volume>7</volume>
<page-range>119-132</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ball]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tornaría]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Masjuan]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trápaga]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arca]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scafarelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Feibuscheurez]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Escala de evaluación del funcionamiento familiar - FACES IV: Proceso de adaptación a Montevideo, Uruguay]]></article-title>
<source><![CDATA[Ciencias Psicológicas]]></source>
<year>2009</year>
<volume>3</volume>
<page-range>43-56</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barnes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parent-adolescent communication and the circumplex model]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1985</year>
<volume>56</volume>
<page-range>438-447</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carter]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McGoldrick]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As mudanças no ciclo de vida familiar: Uma estrutura para terapia familiar]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artes Médicas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Freitas]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. Leuschner, A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Healthy functioning in families with a schizophrenic parent]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Psychotherapy]]></source>
<year>2014</year>
<volume>25</volume>
<page-range>1-11</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Conger]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Conger]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Resilience in Midwestern families selected findings from the first decade of a prospective longitudinal study]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Marriage and Family]]></source>
<year>2002</year>
<volume>64</volume>
<page-range>361-373</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Desautels]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lapalme]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Touchette]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pauzé]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Validation de la version française du FACES IV auprès d’une population d’adolescents francophones issus d’un échantillon populationnel et clinique]]></article-title>
<source><![CDATA[Thérapie Familiale]]></source>
<year>2016</year>
<volume>37</volume>
<page-range>95-113</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duvall]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Family development’s first forty years]]></article-title>
<source><![CDATA[Family Relations]]></source>
<year>1988</year>
<volume>37</volume>
<page-range>127-134</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Everri]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mancini]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fruggeri]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of rigidity in adaptive and maladaptive families assessed by FACES IV: The points of view of adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of child and family studies]]></source>
<year>2016</year>
<volume>25</volume>
<page-range>2987-2997</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Castela]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Questionário de Ideação Suicida (Q.I.S)]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Testes e provas psicológicas em Portugal]]></source>
<year>1999</year>
<page-range>129-130</page-range><publisher-loc><![CDATA[Braga ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sistemas Humanos e Organizacionais, Lda]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Field]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Discovering statistics using IBM SPSS statistics]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia-Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Funcionamento familiar e delinquência juvenil: A mediação do autocontrolo]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2014</year>
<volume>32</volume>
<page-range>439-451</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia-Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Testing the General Theory of Crime with the Circumplex Model: Curvilinear relations between family functioning and self-control]]></article-title>
<source><![CDATA[Deviant Behavior]]></source>
<year>2019</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peixoto]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia-Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Portuguese validation of the Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale - FACES IV]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Studies]]></source>
<year>2019</year>
<volume>25</volume>
<page-range>477-494</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia-Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abreu]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How do families of adolescents with suicidal ideation behave?]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology: Research and Review]]></source>
<year>2014</year>
<volume>27</volume>
<page-range>171-178</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Greeff]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Characteristics of families that function well]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Issues]]></source>
<year>2000</year>
<volume>21</volume>
<page-range>948-962</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grotevant]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cooper]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patterns of interaction in family relationships and development of identity exploration in adolescence]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1985</year>
<volume>56</volume>
<page-range>415-428</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hamilton]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carr]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Systematic review of self-report family assessment measures]]></article-title>
<source><![CDATA[Family Process]]></source>
<year>2016</year>
<volume>55</volume>
<page-range>16-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Holtman]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shelmerdine]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[London]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Flisher]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Suicide in a poor rural community in the Western Cape, South Africa: Experiences of five suicide attempters and their families]]></article-title>
<source><![CDATA[South African Journal of Psychology]]></source>
<year>2011</year>
<volume>41</volume>
<page-range>300-309</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kline]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Principles and practice of structural equation modeling]]></source>
<year>2005</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Koutra]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Triliva]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roumeliotaki]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lionis]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vgontzas]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cross-cultural adaptation and validation of the Greek version of the Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scales IV Package (FACES IV Package)]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Issues]]></source>
<year>2012</year>
<volume>34</volume>
<page-range>1647-1672</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Margasi&#324;ski]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Family therapy around the world: An outcome study of alcoholic families in Poland using FACES IV]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Psychotherapy]]></source>
<year>2014</year>
<volume>25</volume>
<page-range>348-358</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marôco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise de equações estruturais: Fundamentos teóricos, software e aplicações]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Pêro Pinheiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ReportNumber]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martínez-Pampliega]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Merino]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Iriarte]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychometric properties of the Spanish version of the Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale IV]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicothema]]></source>
<year>2017</year>
<volume>29</volume>
<page-range>414-420</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minuchin]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Families & family therapy]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge, MA ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Harvard University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minuchin]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Montalvo]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guerney]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rosman]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schumer]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Families of the slums: An exploration of their structure and treatment]]></source>
<year>1967</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Basic Books, Inc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mirnics]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vargha]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tóth]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bagdy]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cross-cultural applicability of FACES IV]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Psychotherapy]]></source>
<year>2010</year>
<volume>21</volume>
<page-range>17-33</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nunnally]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psychometric theory]]></source>
<year>1967</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[McGraw-Hill]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Family satisfaction scale]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Minneapolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Life Innovations]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circumplex model of marital and family systems]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Therapy]]></source>
<year>2000</year>
<volume>22</volume>
<page-range>144-167</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[FACES IV manual]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Minneapolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Life Innovations]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[FACES IV and the circumplex model: Validation study]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Marital and Family Therapy]]></source>
<year>2011</year>
<volume>37</volume>
<page-range>64-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barnes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Family communication scale]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[St. Paul ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of Minnesota]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gorall]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circumplex model of marital and family systems]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Walsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Normal family processes]]></source>
<year>2003</year>
<edition>3</edition>
<page-range>514-547</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Portner]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lavee]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Faces III]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[St. Paul ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Department of Family Social Science, University of Minnesota]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sprenkle]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Russel]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circumplex model of marital and family systems: I cohesion and adaptability dimension, family types, and clinical applications]]></article-title>
<source><![CDATA[Family Process]]></source>
<year>1979</year>
<volume>18</volume>
<page-range>3-28</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Portuguese validation of FACES-IV in adult: Children caregivers facing parental cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Contemporary Family Therapy: An International Journal]]></source>
<year>2013</year>
<volume>35</volume>
<page-range>478-490</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rada]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Latent class analysis approach for the family adaptability and cohesion evaluation scale IV among young people from Romania: The first step for validation]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Issues]]></source>
<year>2018</year>
<volume>39</volume>
<page-range>1598-1615</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rivero]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martínez-Pampliega]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Spanish adaptation of the FACES IV questionnaire: Psychometric characteristics]]></article-title>
<source><![CDATA[Family Journal]]></source>
<year>2010</year>
<volume>18</volume>
<page-range>288-296</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanderson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kosutic]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melendez]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Donoghue]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Perumbily]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Anderson]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The measurement of outcome variables in couple and family therapy research]]></article-title>
<source><![CDATA[American Journal of Family Therapy]]></source>
<year>2009</year>
<volume>37</volume>
<page-range>239-257</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schrodt]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Family communication schemata and the circumplex model of family functioning]]></article-title>
<source><![CDATA[Western Journal of Communication]]></source>
<year>2005</year>
<volume>69</volume>
<page-range>359-376</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Thomas]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circumplex model: Curvilinearity using the clinical rating scale and FACES III]]></article-title>
<source><![CDATA[The Family Journal]]></source>
<year>1994</year>
<volume>2</volume>
<page-range>36-44</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Werner]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Green]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Greenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Browne]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McKenna]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Beyond enmeshment: Evidence for the independence of intrusiveness and closeness-care giving in married couples]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Marital and Family Therapy]]></source>
<year>2001</year>
<volume>27</volume>
<page-range>459-471</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Walsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Normal family processes]]></source>
<year>2012</year>
<edition>4</edition>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
