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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper reports a new method of producing hydroxyapatite (HA) fibres, combining electrospinning and a non-alcoxide sol-gel system, using cheap precursors. Phosphorus pentoxide (P2O5) and calcium nitrate tetrahydrate (Ca(NO3)2.4H2O) were used as precursors of phosphorus and calcium, respectively. The fibres were electrospun from a mixture of the gel formed from the system Ca(NO3)2.4H2O/P2O5 with polymeric solutions of polyvinylpyrrolidone (PVP) in water and ethanol/water mixtures. The fibres were analyzed for their morphology (Scanning Electron Microscopy, SEM), chemical composition (Fourier Transform Infrared Spectroscopy, FTIR) and structure (X-ray diffraction, XRD). Nano and microfibres were obtained, composed mainly of type B carbonated HA with traces of calcium oxide (CaO) and &#946;-tricalcium phosphate (&#946;-TCP). From SEM analysis it was found that higher concentration of PVP in the electrospinning solutions leads to the formation of cylindrical fibres and that a larger amount of water allows for smaller diameter fibres and narrow diameters distribution. HA fibres produced have potential use either in Biotechnology (eg. Ion-exchange membranes) and Biomedicine (eg. Scaffolds for Tissue Engineeering).]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>DIA MUNDIAL DOS MATERIAIS 2009</p>      <p><i>&nbsp;</i></p>      <p><b>Produção de fibras de hidroxiapatite por electrofiação</b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>P. Q. Franco<sup>(1)<a name="top0"></a><a href="#0">*</a></sup>, J.C. Silva    <sup>(2)</sup>, J.P. Borges <sup>(1)</sup></b></p>      <p>(1) CENIMAT/I3N, Departamento de Ciência dos Materiais, Faculdade de Ciências    e Tecnologia, FCT,  Universidade Nova de Lisboa, 2829-516 Caparica, Portugal  </p>      <p>(2) CEFITEC, Departamento de Física, Faculdade de Ciências e Tecnologia, FCT,    Universidade Nova de Lisboa, 2829-516 Caparica, Portugal</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p> Neste trabalho desenvolveu-se um novo método de produção fibras de hidroxiapatite    (HA), combinando a técnica de electrofiação com um sistema sol-gel de base não-alcóxida,    utilizando precursores baratos. Como precursores de fósforo e de cálcio, foram    usados o pentóxido de fósforo (P<sub>2</sub>O<sub>5</sub>) e o nitrato de cálcio    tetrahidratado (Ca(NO<sub>3</sub>)<sub>2</sub>.4H<sub>2</sub>O), respectivamente.    As fibras obtidas resultam da electrofiação de uma mistura do gel formado a    partir do sistema Ca(NO<sub>3</sub>)<sub>2</sub>.4H<sub>2</sub>O/P<sub>2</sub>O<sub>5</sub>    com soluções poliméricas de polivinilpirrolidona (PVP) em água e misturas etanol/água.     As fibras obtidas foram analisadas quanto à sua morfologia (Microscopia Electrónica    de Varrimento, MEV), composição química (Espectroscopia de Infravermelho de    transformada de Fourier, FTIR) e estrutural (Difracção de raios-X, DRX). Obtiveram-se    nano e microfibras, maioritariamente constituídas por HA carbonatada do tipo    B e com vestígios de óxido de cálcio (CaO) e de &#946;-fosfato tricálcico (&#946;-TCP).    Pela análise de MEV verificou-se que uma maior concentração de PVP nas soluções    de electrofiação conduz à formação de fibras de forma cilíndrica e que uma maior    quantidade de água permite obter fibras de menor diâmetro e com menor dispersão    de diâmetros. As fibras de HA produzidas têm potencial para a utilização quer    biotecnológica (por ex. membranas de permuta iónica), quer biomédica (por ex.    matrizes para crescimento de células ósseas).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave: </b>Hidroxiapatite, Sol-gel, Electrofiação, Microfibras,    Nanofibras.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper reports a new method of producing hydroxyapatite (HA) fibres, combining    electrospinning and a non-alcoxide sol-gel system, using cheap precursors. Phosphorus    pentoxide (P<sub>2</sub>O<sub>5</sub>) and calcium nitrate tetrahydrate (Ca(NO<sub>3</sub>)<sub>2</sub>.4H<sub>2</sub>O)    were used as precursors of phosphorus and calcium, respectively. The fibres    were electrospun from a mixture of the gel formed from the system Ca(NO<sub>3</sub>)<sub>2</sub>.4H<sub>2</sub>O/P<sub>2</sub>O<sub>5</sub>    with polymeric solutions of polyvinylpyrrolidone (PVP) in water and ethanol/water    mixtures. The fibres were analyzed for their morphology (Scanning Electron Microscopy,    SEM), chemical composition (Fourier Transform Infrared Spectroscopy, FTIR) and    structure (X-ray diffraction, XRD). Nano and microfibres were obtained, composed    mainly of type B carbonated HA with traces of calcium oxide (CaO) and &#946;-tricalcium    phosphate (&#946;-TCP). From SEM analysis it was found that higher concentration    of PVP in the electrospinning solutions leads to the formation of cylindrical    fibres and that a larger amount of water allows for smaller diameter fibres    and narrow diameters distribution. HA fibres produced have potential use either    in Biotechnology (eg. Ion-exchange membranes) and Biomedicine (eg. Scaffolds    for Tissue Engineeering).</p>      <p><b>Keywords</b>: Hydroxyapatite, Sol-gel, Electrospinning, Microfibres, Nanofibres.<b></b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>1. Introdução</b></p>     <p>A hidroxiapatite ou hidroxilapatite (HA) é um biocerâmico da família das apatites    de fórmula química C<sub>10</sub>(PO<sub>4</sub>)<sub>6</sub>(OH)<sub>2</sub>.    Pelas suas propriedades (biocompatível, osteocondutora, bioactiva) a HA é fundamentalmente    usada na área biomédica em ortopedia, odontologia e na produção de dispositivos    médicos. As aplicações clínicas da HA envolvem a reparação de defeitos ósseos,    aumento ósseo, e o revestimento de implantes metálicos [<a name="top1"></a><a href="#1">1</a>,<a name="top2"></a><a href="#2">2</a>].    Existem diferentes técnicas de produção de HA, tais como: combustão, precipitação    directa de soluções aquosas, deposição electroquímica, sol-gel, entre outras    [<a name="top3"></a><a href="#3">3</a>]. A técnica de sol-gel é, de entre todas    as técnicas de produção de HA, a mais simples e versátil. Nas últimas décadas,    tem vindo a suscitar um grande interesse, por permitir desenvolver materiais    cerâmicos com elevadas pureza e homogeneidade. A técnica de sol-gel baseia-se,    regra geral, em reacções de hidrólise seguidas da condensação dos precursores,    com o objectivo da formação de partículas coloidais (sol) e subsequente formação    de uma rede tridimensional (gel) [<a name="top4"></a><a href="#4">4</a>]. Através    desta técnica é possível produzir pós e fibras de HA com dimensões à nanoescala.    No domínio biomédico, em particular em engenharia de tecidos, a produção de    materiais à nanoescala conduz a uma melhor resposta celular, e daí o interesse    actual em todas as micro e nanotecnologias [<a name="top5"></a><a href="#5">5</a>].</p>      <p>Neste trabalho, a técnica de sol-gel foi combinada com a técnica de electrofiação,    com o objectivo de produzir nano e microfibras de hidroxiapatite.</p>      <p>A primeira descrição do processo de electrofiação surge em 1934, quando o alemão    <i>Anton</i> <i>Formals</i> patenteou uma montagem para a produção de filamentos    poliméricos, aproveitando as repulsões electrostáticas entre as cargas superficiais.    Mas foi em 1993 que esta técnica ficou conhecida por “<i>electrostatic</i><i>    spinning</i>” ou fiação electrostática [<a name="top6"></a><a href="#6">6</a>].    Na electrofiação, uma seringa é carregada com uma solução polimérica e colocado    um capilar (p. ex. uma agulha) na sua extremidade. O conjunto seringa-capilar    é colocado numa bomba infusora que controla o caudal de solução à saída do capilar.    Por sua vez, o capilar é ligado a uma fonte de alta tensão para elevar o potencial    electrostático do fluido (ver figura 1). O aumento do potencial electrostático    aumenta a carga superficial do líquido. Uma vez que existe um campo eléctrico    aplicado entre o capilar e o colector (terra ou potencial zero), uma força eléctrica    é induzida na gota, com componentes normal e tangencial [<a href="#6">6</a>].</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>      <p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06f1.jpg" width="373" height="225"></p>      
<p><b><a href="#topf1">Fig. 1</a></b>- Representação esquemática da montagem típica    na técnica de electrofiação.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Quando as forças eléctricas induzidas na gota superam a tensão superficial    do líquido forma-se o cone de Taylor. Uma maior tensão aplicada leva a um alongamento    do cone; no limite máximo de tensão aplicada um jacto é projectado da ponta    do capilar em direcção ao colector, depositando-se neste sobre a forma de fibras    [<a name="top7"></a><a href="#7">7</a>]. Tipicamente, as fibras depositam-se    aleatoriamente, dando origem a uma membrana de textura não-tecida (non-woven).     A atractividade das membranas de nano/microfibras produzidas por electrofiação    reside, fundamentalmente, nas suas elevadas porosidade e razão área superfícial/volume.</p>      <p>Os relatos na literatura relativos à produção de fibras de HA pela combinação    das técnicas de sol-gel e de electrofiação são limitados e muito recentes [<a name="top8"></a><a href="#8">8-13</a>].    Contudo, todos os sistemas envolvem, ao contrário do usado neste trabalho, rigoroso    controlo de pH, temperatura, e um longo tempo de hidrólise. Com base em estudos    anteriores [<a href="#1">1-3</a>,<a name="top14"></a><a href="#14">14</a>,<a name="top15"></a><a href="#15">15</a>]    desenvolveu-se um novo método de produção fibras de HA, combinando a técnica    de electrofiação com um sistema sol-gel de base não-alcóxida, utilizando precursores    baratos: o pentóxido de fósforo (P<sub>2</sub>O<sub>5</sub>) e o nitrato de    cálcio tetrahidratado (Ca(NO<sub>3</sub>)<sub>2</sub>.4H<sub>2</sub>O), ambos    em solução etanólica. </p>      <p>As soluções de pentóxido de fósforo em etanol contêm as espécies fosforadas:    H<sub>3</sub>PO<sub>4</sub> e PO(OH)<sub>X</sub>(OC<sub>2</sub>H<sub>5</sub>)<sub>3-X</sub>,    que se caracterizam por serem muito reactiva e moderadamente reactiva ou quase    inerte, respectivamente [<a name="top16"></a><a href="#16">16</a>,<a name="top17"></a><a href="#17">17</a>].    O nitrato de cálcio tetra-hidratado é um sal inorgânico em que os iões de nitrato    são agentes oxidantes que favorecem algumas reacções de decomposição, nomeadamente    de decomposição de grupos etilo. </p>      <p>Um possível conjunto de reacções químicas para a formação de HA a partir deste    sistema é apresentado de seguida [<a href="#17">17</a>]: </p>      <p>O P<sub>2</sub>O<sub>5</sub> reage com o álcool para formar o hidroxil-alcóxido.    A presença deste em si não é suficiente para formar um gel, pelo que o Ca(NO<sub>3</sub>)<sub>2</sub>.4H<sub>2</sub>O    desempenha um papel importante no processo de gelificação. Weng e colaboradores    [<a href="#16">16</a>,<a name="top18"></a><a href="#18">18</a>] referem a possibilidade    de haver consumo incompleto do nitrato de cálcio devido, principalmente, à fraca    reactividade grupos OEt do precursor de fósforo. Assim, o nitrato de cálcio    que não reage cristaliza em sal e só deverá desaparecer aquando da sinterização    [<a href="#14">14</a>]. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a produção de fibras de HA, por electrofiação, o gel formado é misturado    em proporção equivalente (m/m) a soluções de polivinilpirrolidona (PVP). Esta    mistura PVP-gel será designada daqui em diante por solução precursora. A escolha    do PVP deveu-se à sua biocompatibilidade e longa aplicação nas áreas biomédica    e farmacêutica [<a name="top19"></a><a href="#19">19</a>].</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>2. Procedimento experimental</b></p>      <p><b>2.1. Preparação e caracterização das soluções precursoras</b></p>      <p>Na produção do gel, segundo o método sol-gel acima descrito, misturaram-se,    numa razão molar Ca/P de 1,67, soluções etanólicas de P<sub>2</sub>O<sub>5 </sub>(Sigma-Aldrich)    e Ca(NO<sub>3</sub>)<sub>2</sub>.4H<sub>2</sub>O (Panreac). O sol obtido, imediatamente    após misturas das soluções de P<sub>2</sub>O<sub>5</sub> e Ca(NO<sub>3</sub>)<sub>2</sub>.4H<sub>2</sub>O,    foi agitado durante 24h, tendo-se produzido um gel de viscosidade relativamente    baixa. As soluções precursoras da electrofiação resultam da mistura, em proporções    iguais (m/m), deste gel com soluções de PVP em misturas de etanol e água e com    diferentes concentrações de polímero. Não foram usadas soluções unicamente com    etanol por se ter verificado que após mistura da solução de PVP com o gel se    formava um precipitado de cor branca.</p>      <p>As soluções precursoras usadas são as que se indicam na tabela 1.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Tabela 1</b> – Soluções precursoras usadas na produção de fibras.</p>      <p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06t1.jpg" width="382" height="271"></p>      
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Refira-se que, após mistura da solução polimérica com o gel, a concentração de PVP na solução precursora passa para metade. Contudo, daqui em diante, as soluções precursoras serão sempre referenciadas a partir da concentração inicial de PVP.</p>      <p>As soluções precursoras foram caracterizadas quanto às suas tensão superficial    (método da gota suspensa, goniómetro KSV CAM 100 System), condutividade (condutímetro,    HANNA Instruments HI 4521) e características reológicas (reómetro, Bohlin Gemini    HR<sup>nano</sup> da Malvern). Os estudos reológicos e de condutividade foram    realizados a 25 ºC, enquanto que a tensão superficial das soluções foi medida    a 20 ºC. Os ensaios reológicos foram efectuados em regime estacionário.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>2.2. Produção de membranas de HA</b></p>      <p>A produção de membranas de HA foi feita por electrofiação, usando uma montagem    com uma pequena modificação, relativamente à esquematizada na <a name="topf1"></a><a href="#f1">figura    1</a>. A modificação consistiu na introdução de um anel com um diâmetro interno    de 16,5cm, colocado próximo da ponta da agulha (calibre 21 – diâmetro interno    de 0,508 mm) e ao mesmo potencial desta, com o objectivo de uniformizar o campo    eléctrico. O colector usado foi uma grelha de alumínio com as dimensões apresentadas    na figura 2. O caudal constante foi garantido pelo uso de uma bomba de infusão    (Kd Scientific model 100). Para gerar o potencial foi utilizada uma fonte de    alta tensão GlassMan High Voltage Inc. Series EL (0-30kV). As membranas foram    produzidas fazendo variar o potencial (V, entre 10kV e 20kV) e o caudal de injecção    (&#934;, entre 0,05 ml/h e 0,15ml/h). A distância entre o alvo e a agulha foi    mantida constante e igual a 15cm.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06f2.jpg" width="308" height="233"></p>      
<p><b>Fig. 2</b> – Fotografia do colector usado neste trabalho.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Na produção das membranas, os parâmetros de electrofiação usados são os que se indicam na tabela 2.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b><a name="t2"></a><a href="#topt2">Tabela 2</a></b> – Parâmetros usados na    electrofiação das soluções precursoras.</p>     <p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06t2.jpg" width="380" height="240"></p>       
<p>&nbsp;</p>      <p>Para a produção de fibras de HA, as membranas obtidas foram sinterizadas (forno Termo lab MLM) de acordo com o seguinte procedimento: (1) aquecimento a uma taxa de 2ºC/min até aos 350 ºC; (2) patamar de 2h a 350 <sup>o</sup>C; (3) aquecimento a uma taxa de 10ºC/min até Ts (500ºC, 600ºC ou 700ºC); (4) patamar de 30 min a Ts.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>2.3. Caracterização das fibras</b></p>      <p>As fibras foram caracterizadas quanto à sua morfologia e composição química    e estrutural. </p>      <p>A caracterização morfológica das fibras foi realizada por Microscopia Electrónica de Varrimento (MEV, Zeiss modelo DSM 962). A medição de diâmetros foi realizada por análise de 50 fibras, recorrendo a um programa de análise de imagem (ImageJ). A caracterização estrutural foi feita por difracção de raios-X (DRX) num difractómetro “MiniFlex+” Desktop X-ray (marca Rigaku), com radiação da linha K&#945; do cobre (Cu K&#945; &#8594; &#955;= 1,5418Å). O potencial de aceleração utilizado foi de 30kV e um feixe de corrente de 15mA. O varrimento foi efectuado entre 20º &lt;2&#952; &lt;60º e a análise dos difractogramas foi feita por comparação com as fichas JCPDS: #09-0432, #09-0169 e #37-1497. A determinação do tamanho de cristalite foi efectuada a partir dos difractogramas das amostras, pela fórmula de Scherrer,  QUOTE     (tc = tamanho do cristalite; &#955; = comprimento de onda dos raios – X; &#946; = largura do pico de difracção de maior intensidade, medida à meia altura; &#952; = ângulo correspondente ao pico de maior intensidade). A avaliação das ligações químicas existentes nas membranas, obtidas após electrofiação e depois de sinterizadas, foi feita por espectroscopia de infravermelhos de transformada de Fourier (FTIR, ThermoScientific Nicolet 6700). As amostras utilizadas foram as próprias membranas e o intervalo espectral varrido foi de 4000cm<sup>-1</sup> a 400cm<sup>-1</sup>.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3</b>. <b>Resultados e discussão</b></p>      <p><b>3.1. Caracterização das soluções precursoras</b></p>      <p>A electrofiação é uma técnica aparentemente simples, mas que depende de factores    inerentes ao processo em si e de factores inerentes às soluções usadas. A viscosidade,    a condutividade e a tensão superficial são características da solução que ditam    a possibilidade de se obter fibras por electrofiação e, igualmente, a sua qualidade.</p>      <p>Todas as soluções precursoras usadas neste trabalho, bem como o gel, apresentam    um comportamento reofluidificante. Na figura 3 apresentam-se, a título de exemplo,    as curvas de fluxo do gel e das soluções precursoras preparadas a partir de    soluções de PVP a 18 %. A curva de fluxo da solução 15-100 é apresentada, para    análise comparativa, uma vez que as soluções precursoras preparadas a partir    de soluções de PVP a 15 % apresentam também um comportamento reofluidificante,    mas viscosidades sempre mais baixas, para a mesma quantidade de água. </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06f3.jpg" width="380" height="307"></p>      
<p><b><a href="#topf3">Fig. 3</a></b> – Curvas de fluxo do gel e das soluções    precursoras, obtidas a partir de soluções de PVP a 18% e da solução 15-100.</p>     <p>&nbsp;</p>        <p>Verifica-se uma tendência para a diminuição da viscosidade das soluções com o aumento da quantidade de água nas mesmas, embora este decréscimo seja mais notório entre as soluções com 25 % e 50 % de água. A condutividade e a tensão superficial das soluções seguem uma tendência inversa, tal como se pode verificar na tabela 3.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Tabela 3</b> – Condutividade e tensão superficial do gel e soluções precursoras.</p>      <p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06t3.jpg" width="380" height="235"></p>      
<p>&nbsp;</p>      <p>A condutividade do gel é, provavelmente, devida à dissociação do nitrato de    cálcio que não reagiu [<a href="#2">2</a>,<a href="#14">14</a>], na água presente    em solução. As condutividades das soluções precursoras apresentam valores muito    próximos para a mesma concentração de água, independentemente da quantidade    de PVP presente. Os resultados obtidos mostram que a condutividade das soluções    depende da quantidade de água presente, reflexo da natureza condutora deste    solvente. Apesar dos valores elevados de condutividade e de tensão superficial    destas soluções, foi possível obter fibras a partir de qualquer delas. A tensão    superficial das soluções é um parâmetro determinante para a obtenção de fibras    de boa qualidade, isto é sem defeitos (tipo colar de contas).  </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>3.2. Caracterização das fibras</b></p>      <p>Na figura 4 apresentam-se as imagens de MEV das membranas antes e após sinterização.    As membranas obtidas são constituídas por uma rede de fibras, distribuídas aleatoriamente,    originando uma matriz altamente porosa, com poros interconectados. Conforme    se pode verificar pelas imagens, as fibras após sinterização apresentam-se mais    uniformes e com menores diâmetros, o que se deve ao facto de o polímero ser    eliminado durante o ciclo de sinterização. </p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06f4.jpg" width="453" height="168"></p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fig. 4</b> – Imagens de MEV da membrana 15-75: a) antes e b) após sinterização.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p>As imagens de MEV foram também usadas para avaliar a influência dos parâmetros de produção e da solução na morfologia das fibras. Na figura 5 apresentam-se as imagens de MEV de membranas produzidas a partir de soluções com diferentes concentrações de PVP.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06f5.jpg" width="450" height="164"></p>      
<p><b>Fig. 5</b> – Imagens de MEV das membranas: a) 15-75 e b) 18-75#2, após sinterização.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p>A forma das fibras obtidas está relacionada com a concentração de polímero. Conforme se pode verificar pelas imagens da figura 5, para uma menor concentração de PVP na solução precursora obtêm-se fibras com a forma de fita. O aumento da concentração de PVP na solução precursora conduz a fibras de forma mais cilíndrica. Tal facto poderá estar associado a maiores viscosidade e tensão superficial, das soluções com maior concentração de PVP, que deverão promover a estabilização do cone de Taylor, permitindo a obtenção de fibras cilíndricas. </p>      <p>Na figura 6 apresentam-se as imagens de MEV de fibras produzidas a partir de    duas soluções com igual concentração de PVP mas com diferentes solventes. No    caso da figura 6 a) o solvente é uma mistura etanol/água, com 50 % (v/v) de    água e na figura 6 b) apenas água. Conforme se pode observar pelos dados da    <a name="topt2"></a><a href="#t2">tabela 2</a> e da <a name="topf3"></a><a href="#f3">figura    3</a>, as soluções em que o solvente é apenas água apresentam uma maior condutividade    e menor viscosidade, respectivamente. A menor viscosidade desta solução, associada    a uma maior repulsão electrostática à superfície do fluído, resultante da maior    condutividade, contribuem para um maior estiramento do jacto durante o processo    de electrofiação. Desta forma, obtêm-se fibras com menor diâmetro (diâmetro    médio de 117 nm) e menos dispersas, tal como se verifica na figura 6 b). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06f6.jpg" width="489" height="426"></p>     
<p><b>Fig. 6</b>– Imagens de MEV das membranas a) 18-50 e b) 18-100, após sinterização,    e respectivas distribuições de diâmetros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O efeito da variação do caudal na morfologia das fibras é ilustrado na figura    7. As fibras apresentadas na figura 7 a) foram produzidas com um caudal de 0,1    ml/h, enquanto as da figura 6 b) foram obtidas com um caudal de 0,05 ml/h. Verifica-se    que com o aumento do caudal o diâmetro médio das fibras é maior. Tal deve-se    ao facto de que, para caudais maiores, mantendo as outras variáveis, o volume    de solução disponível à saída da agulha também é maior, conduzindo a fibras    de maior diâmetro.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06f7.jpg" width="488" height="427"></p>      
<p><b>Fig. 7</b> – Imagens de MEV das membranas a) 18-75#1 e b) 18-75#2, após    sinterização, e respectivas distribuições de diâmetros.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Na figura 8 apresentam-se os difractogramas da membrana, obtida a partir de uma solução aquosa com 18 % de PVP (18-100), sinterizada a diferentes temperaturas.</p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06f8.jpg" width="406" height="512"></p>      
<p><b>Fig. 8</b> – Difractogramas da membrana 18-100, sinterizada a 500ºC, 600ºC    e 700ºC.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Os difractogramas obtidos,  são independentes do solvente usado na solução precursora e iguais aos apresentados na figura 8, para a mesma temperatura de sinterização.</p>      <p>O difractograma obtido a 500 ºC mostra a existência de HA amorfa, cuja cristalinidade    aumenta progressivamente até 700 ºC. Contudo, a 600 ºC e 700 ºC surgem, também,    o óxido de cálcio (CaO) e o fosfato tricálcico (&#946;-TCP), resultantes da    decomposição da HA (equação 9) [<a href="#2">2</a>,<a href="#3">3</a>]:</p>      <p>Ca<sub>10</sub>(PO<sub>4</sub>)<sub>6</sub>(OH)<sub>2</sub> à 3Ca<sub>3</sub>(PO<sub>4</sub>)<sub>2</sub> + CaO + H<sub>2</sub>O                                                                                <b>(9)</b></p>      <p>Com base nos difractogramas das amostras sinterizadas a 600ºC e a 700ºC foram    calculados os tamanhos de cristalite de HA (tabela 4), tendo-se verificado que    estes aumentam com a temperatura de sinterização, confirmando o aumento de cristalinidade    já referido.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b><a name="t4"></a><a href="#topt4">Tabela 4</a></b> – Tamanho do cristalite    (Tc) em função da temperatura de sinterização (Ts).</p>      <p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06t4.jpg" width="267" height="89"></p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Os tamanhos de cristalite obtidos encontram-se no intervalo entre 5 e 50 nm    que é o descrito por Dai e colaboradores para fibras de HA produzidas por electrofiação,    usando o nitrato de cálcio tetrahidratado e o trietilfosfito como precursores    [<a name="top12"></a><a href="#12">12</a>]. </p>      <p>A análise de FTIR teve como objectivo fundamental identificar os grupos funcionais    característicos, quer do PVP, quer da HA. Nas tabelas 5 e 6 encontram-se listados    os modos de vibração identificados na literatura para o PVP e para a HA, respectivamente.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Tabela 5</b> – Modos de vibração FTIR identificados para o PVP [<a name="top20"></a><a href="#20">20</a>,<a name="top21"></a><a href="#21">21</a>].</p>      <p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06t5.jpg" width="452" height="256"></p>        
<p>&nbsp;</p>      <p><b>Tabela 6</b> – Modos de vibração FTIR identificados para a HA [<a href="#1">1</a>,<a href="#14">14</a>,<a href="#16">16</a>,<a href="#18">18</a>,<a name="top22"></a><a href="#22">22</a>].</p>      <p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06t6.jpg" width="777" height="237"></p>      
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na figura 9 apresentam-se os espectros de FTIR do PVP e de uma membrana obtida    a partir de uma solução aquosa com 18 % de PVP (18-100), antes e após sinterização    a 700 ºC. A temperatura de sinterização afecta apenas a intensidade dos picos,    pelo que se procederá à análise do espectro da amostra sinterizada a 700 ºC.    Os espectros de FTIR das membranas produzidas a partir de soluções de PVP em    misturas de etanol/água são iguais aos apresentados. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ctm/v22n1-2/22n1-2a06f9.jpg" width="459" height="413"></p>     
<p><b>Fig. 9</b> – Espectros de FTIR do PVP e de membranas 18-100, antes e após    sinterização a 700ºC.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p>O PVP apresenta as bandas características a 2950, 1656, 1459 e 1288&nbsp;cm<sup>&#8722;1</sup>,    correspondentes a C-H, C=O, C-H (grupos cíclicos) e C-N, respectivamente (ver    <a name="topt4"></a><a href="#t4">tabela 4</a>). A membrana não sinterizada    apresenta os picos já mencionados para o PVP, bem como o pico a 3800 cm<sup>-1</sup>,    resultante da deformação simétrica dos grupos hidróxilo presentes na HA. Verifica-se,    igualmente, a presença dos picos a   600 cm<sup>-1</sup> e 1100 cm<sup>-1</sup>,    característicos do grupo fosfato da HA. Todos os outros picos característicos    da HA são mascarados pelos picos do PVP.</p>      <p>O espectro de FTIR da amostra sinterizada apresenta todos os picos de absorção    característicos da hidroxiapatite pura ou estequiométrica. A primeira indicação    da formação de uma estrutura apatítica é sob a forma de banda ampla centrada    a cerca de 1000 cm<sup>-1</sup> e 1100 cm<sup>-1</sup>. As bandas a 960-965    cm<sup>-1</sup> e a 560-601 cm<sup>-1</sup> correspondem ao <i>stretching</i>    simétrico dos iões PO<sub>4</sub><sup>3-</sup>. Observa-se a presença do pico    principal do grupo fosfato, identificado na região entre 1100 cm<sup>-1</sup>    e 960 cm<sup>-1</sup>, que é o pico mais intenso de entre os modos de vibração    do grupo fosfato. Verifica-se também a presença de outros dois picos, a 560    cm<sup>-1</sup> e 601 cm<sup>-1</sup>, pertencentes a outros dois modos de vibração    do grupo fosfato. A banda a 3571 cm<sup>-1</sup> é atribuída ao modo de <i>stretching</i>    dos grupos OH<sup>-</sup> da hidroxiapatite. O pico a 1390 cm<sup>-1</sup> está    relacionado com o NO<sub>3</sub><sup>-</sup>, resultante de algum resíduo de    nitrato de cálcio que não reagiu. As bandas características de iões de carbonato    inorgânicos estão presentes nos espectros de FTIR da membrana sinterizada. Os    modos de vibração do CO<sub>3</sub><sup>2-</sup> que podem ser observados nos    espectros de FTIR sugerem a presença de hidroxiapatite carbonatada do tipo B    nas fibras obtidas após sinterização  (bandas a 1462 cm<sup>-1</sup> e a 870    cm<sup>-1</sup>).</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>4. Conclusões</b></p>      <p>Produziram-se fibras de HA por combinação das técnicas de electrofiação e de    sol-gel. O sistema sol-gel usado é não-alcóxido e usa o nitrato de cálcio tetrahidratado    e o pentóxido de fósforo, como precursores de cálcio e fósforo, respectivamente.    Trata-se de um método simples, económico e que não requer qualquer controlo    de pH. As fibras foram obtidas por electrofiação de misturas de soluções de    PVP e do gel obtido. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Após sinterização das membranas produzidas por electrofiação, obtiveram-se    nano e microfibras de HA com diâmetros no intervalo de, aproximadamente, 60    nm a 1 &#61549;m. A composição da solução usada na electrofiação afecta a morfologia    das fibras de HA. O solvente usado na preparação das soluções para electrofiação    tem influência na distribuição de tamanhos das fibras, enquanto a concentração    de PVP dita a sua forma. Uma maior quantidade de água nas soluções permite a    formação de fibras com diâmetros menores e o aumento de concentração de polímero    promove a formação de fibras mais cilíndricas.</p>      <p>Verificou-se, para temperaturas de sinterização de 600 ºC e 700 ºC, a existência    de CaO e de &#946;-TCP nas fibras de HA. Contudo, o aumento da temperatura de    sinterização origina fibras de HA com maior cristalinidade (tamanho de cristalite    a 600 ºC = 8,97±0,42 nm; tamanho de cristalite a 700 ºC = 12,03±0,75 nm).</p>      <p>As fibras produzidas após sinterização, à semelhança do osso humano, são constituídas    por HA carbonatada. O estudo realizado revelou a substituição de iões fosfato    por iões carbonato, ou seja uma HA do tipo B. </p>      <p>As fibras de HA produzidas são viáveis para o uso quer Biotecnológico, em membranas    de permuta iónica, quer para o uso Biomédico, por ex. na produção de matrizes    para Engenharia de Tecidos (crescimento de osteoblastos).</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Agradecimentos</b></p>      <p>Os autores agradecem ao Professor Rui Jorge Cordeiro Silva do CENIMAT/I3N pela colaboração prestada na análise de MEV.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Referências</b></p>      <!-- ref --><p><a name="1"></a>[<a href="#top1">1</a>] M.H. Fathi, A. Hanifi, V. Mortazavi.    Preparation and bioactivity evaluation of bone-like hydroxyapatite nanopowder.    <i>Journal of materials processing technology. </i>2008, 202,  536-542.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=147150&pid=S0870-8312201000010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>[<a href="#top2">2</a>]<a name="2"></a> M.H. Fathi, A. Hanifi. Evaluation and    characterization of nanostructure hydroxyapatite powder prepared by simple sol-gel    method. <i>Materials letters. </i>2007, 61, 3978-3983.</p>      <p>[<a href="#top3">3</a>]<a name="3"></a> W. Feng, L. Mu-sen, L. Yu-peng, Q.    Yong-xin. A simple sol–gel technique for preparing hydroxyapatite nanopowders.    <i>Materials Letters.</i> 2005, 59, 916-919.</p>      <p>[<a href="#top4">4</a>]<a name="4"></a> C. Carter, M. Norton. Ceramic materials:    science and engineering. Springer. Nova Iorque. Estados Unidos. 2007.</p>      <p>[<a href="#top5">5</a>]<a name="5"></a> S. Agarwal, J. Wendorff, A. Greiner.    Use of electrospinning technique for biomedical applications. <i>Polymer.</i>    2008, 49,  5603-5621.</p>      <p>[<a href="#top6">6</a>]<a name="6"></a> D. Li, Y. Xia. Electrospinning of nanofibers:    reinventing the wheel?, <i>Advanced Materials</i>. 2004, 16, 1151-1170.</p>      <p>[<a href="#top7">7</a>]<a name="7"></a> J.-H. He, Y. Liu, L.-F. Mo, W. Yu-Qin,    L. Xu, Electrospun nanofibres and their applications. iSmithers. Shawbury, Shrewsbury,    Shropshire. Reino Unido. 2008.</p>      <p>[<a href="#top8">8</a>]<a name="8"></a> Y. Wu, L. Hench, J. Du, K.-L. Choy,    J. Guo. Preparation of hydroxyapatite fibers by electrospinning technique. <i>Journal    of the American Ceramic Society</i>. 2004, 87,  1988-1991.</p>      <p>[<a href="#top8">9</a>] H.-W. Kim, J.-H. Song, H.-E. Kim. Nanofibers generation    of gelatin-hydroxyapatite biomimetics for guided tissue regeneration. <i>Advanced    functional materials</i>. 2005, 15, 1988-1994.</p>      <p>[<a href="#top8">10</a>] H.-W. Kim, H.-E. Kim. Nanofiber generation of hydroxyapatite    and flourhydroxyapatite bioceramics. <i>Journal of biomedical materials research    part B: Applied Biomaterials</i>. 2006, 77B,  323-328.</p>      <p>[<a href="#top8">11</a>] X.  Dai,  S. Shivkumar. Electrospinning of hydroxyapatite    fibrous mats. <i>Materials letters</i>. 2007, 61, 2735-2738.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>[<a href="#top12">12</a>]<a name="12"></a> X. Dai, S. Shivkumar. Electrospinning    of PVA-calcium phosphate sol precursors for the production of fibrous hydroxyapatite.    <i>Journal of the American ceramic society</i>. 2007, 90, 1412–1419.</p>      <p>[<a href="#top8">13</a>] X. Dai, S. Shivkumar. Hybrid analogs for the production    of porous calcium phosphate scaffolds. <i>Materials science and engineering    C.</i> 2008, 28, 336-340.</p>      <p><a name="14"></a>[<a href="#top14">14</a>] Il-S. Kim, P. Kumta. Sol–gel synthesis    and characterization of nanostructured hydroxyapatite powder. <i>Materials Science    and Engineering B</i>. 2004, 111, 232-236.</p>      <p><a name="15"></a>[<a href="#top15">15</a>] A. Bishop, C. Balázsi, J. Yang.    Biopolymer-hydroxyapatite composite coatings prepared by electrospinning. <i>Polymers    for advanced technologies</i>. 2006, 17, 902–906.</p>      <p><a name="16"></a>[<a href="#top16">16</a>] W. Weng, J.L. Baptista, Alkoxide    route for preparing hydroxyapatite and its coatings, <i>Biomaterials</i>, 1998,    19, 125-131.</p>      <p><a name="17"></a>[<a href="#top17">17</a>] T. Song, S. Wen, M. Li. The investigation    on preparation &amp;-physicochemical process of nanosized hydroxyapatite powder.    <i>Materials Research Society Symposium Proceedings.</i> 2002, 724, 135-140.</p>      <p><a name="18"></a>[<a href="#top18">18</a>] W. Weng, J.L. Baptista. Sol - gel    derived porous hydroxyapatite coatings. <i>Journal of Materials Science: Materials    in Mecidine. </i>1998,  9, 159-163.</p>      <p><a name="19"></a>[<a href="#top19">19</a>] D. Guowei, A. Kamulegeya, X. Che.    PVP magnetic nanospheres: Biocompatibility, in vitro and in vivo bleomycin release.    <i>International Journal of Pharmaceutics</i>. 2007, 328, 78-85.</p>      <p><a name="20"></a>[<a href="#top20">20</a>] J. Baia, Y. Lia, C. Zhanga, X. Lianga,    Q. Yang. Preparing AgBr nanoparticles in poly(vinyl pyrrolidone) (PVP) nanofibers.    <i>Colloids and Surfaces A: Physicochemical and Engineering Aspects.</i> 2008,     329, 165-168.</p>      <p><a name="21"></a>[<a href="#top21">21</a>] M. Sen, E.N. Avci. Radiation synthesis    of poly(N-vinyl-2-pyrrolidone)–k-carrageenan hydrogels and their use in wound    dressing applications, I. Preliminary laboratory tests. <i>Journal of biomedical    materials research part A. </i>2005, 74A, 187-196.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="22"></a>[<a href="#top22">22</a>] A.H. Rajabi-Zamani, A. Behnamghader,    A. Kazemzadeh. Synthesis of nanocrystalline carbonated hydroxyapatite powder    via nonalkoxide sol–gel method. <i>Materials science and engineering C.  </i>2008,    28, 1326-1329.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><a name="0"></a><a href="#top0">*</a> <a href="mailto:patricia.queimado.franco@gmail.com">patricia.queimado.franco@gmail.com</a></p>         ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Fathi]]></surname>
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<page-range>536-542</page-range></nlm-citation>
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