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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da variação concelhia da mortalidade anual média por neoplasias malignas dos órgãos do aparelho respiratório e intra-torácicos em Portugal Continental]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Spatial analysis of comparative mortality figures associated to malignant neoplasm of respiratory and intrathoracic organs: an application to mainland Portugal municipalities]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Departamento de Epidemiologia Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Malignant neoplasm of respiratory and intrathoracic organs is the third most common neoplasm in Portugal. Previous studies applied to mainland Portugal administrative regions confirmed that age standardized mortality rates associated to this neoplasm show differences between regions. The present study aims to analyse such variations by municipalities (NUT IV level) and to identify spatial clusters with high and low mortality risk by this cause of death. Considering the 2000-2004 period, the mortality data associated to malignant neoplasm of respiratory and intrathoracic organs was aggregated by municipalities of mainland Portugal. For each municipality, average annual age standardized mortality rates and comparative mortality figures were calculated by gender. The identification of spatial clusters (groups of contiguous municipalities) with high and low values was achieved through spatial autocorrelation+- analysis of comparative mortality figures per gender. This analysis involved the evaluation of local and global Moran statistics. For men, the spatial distribution of comparative mortality figures revealed relevant geographic variation, with high risk areas in several municipalities of Alentejo region (NUT II) and in municipalities of the two main metropolitan areas (Lisbon and Oporto). The distribution of comparative mortality figures associated to women did not reveal any relevant spatial pattern. The results obtained for men point out that the risk of death by this neoplasm is not independent from spatial locations. This finding advises further research on the identification of several factors (socioeconomic or environmental) that may help to explain the observed geographical variation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P   ><b>An&aacute;lise da varia&ccedil;&atilde;o concelhia da mortalidade anual m&eacute;dia    por neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio    e intra-tor&aacute;cicos em Portugal Continental </b></P >     <P   >&nbsp;</P >      <p><b>Rita Nicolau<sup>1</sup>; Ausenda Machado<sup>2</sup>; Baltazar Nunes<sup>3</sup>; Jos&eacute;    Marinho Falc&atilde;o<sup>4</sup></b></P >     <p>&nbsp;</P >     <p><sup>1</sup>Licenciada e doutorada em Engenharia do Ambiente, mestre em Investiga&ccedil;&atilde;o    Operacional e Engenharia de Sistemas, investigadora auxiliar do Departamento    de Epidemiologia, Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge. </P >     <p><sup>2</sup>Licenciada em Engenharia Qu&iacute;mica, colaboradora do Departamento    de Epidemiologia, Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge. </P >     <p><sup>3</sup>Licenciado em Estat&iacute;stica e Investiga&ccedil;&atilde;o Operacional,    mestre em Probabilidades e Estat&iacute;stica, bioestatista do Departamento    de Epidemiologia, Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge. </P >     <p><sup>4</sup>Licenciado em Medicina, mestre em Epidemiologia, chefe de servi&ccedil;o    de Sa&uacute;de P&uacute;blica, coordenador do Departamento de Epidemiologia,    Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>Resumo</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De entre as neoplasias malignas, as do aparelho respirat&oacute;rio e &oacute;rg&atilde;os    intra-tor&aacute;cicos correspondem ao 3.<Sup>o</Sup> tipo de neoplasia mais    comum em Portugal. Estudos anteriores evidenciaram varia&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas    relevantes ao n&iacute;vel do distrito, na distribui&ccedil;&atilde;o da mortalidade    por este grupo de neoplasias. O presente trabalho procurou alargar o conhecimento    sobre a varia&ccedil;&atilde;o concelhia da mortalidade por neoplasias malignas    do aparelho respirat&oacute;rio e &oacute;rg&atilde;os intra-tor&aacute;cicos,    verificada em Portugal Continental. Neste sentido procedeu-se &agrave; an&aacute;lise    da depend&ecirc;ncia espacial evidenciada pela mortalidade associada a este    conjunto de neoplasias, para identifica&ccedil;&atilde;o de grupos de concelhos    <I>(clusters) </I>do Continente com elevado e com reduzido risco relativo de    morte pelas causas estudadas.</P >     <p>A mortalidade por neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os intrator&aacute;cicos    e do aparelho respirat&oacute;rio foi analisada por concelho, com base nos &oacute;bitos    devidos a este grupo de causas ocorridos entre 2000 e 2004 em Portugal Continental.    A partir da popula&ccedil;&atilde;o residente por concelho em 2001 determinaram-se    taxas de mortalidade padronizadas pela idade (TMP) atrav&eacute;s do m&eacute;todo    de padroniza&ccedil;&atilde;o directo, sendo as medidas do risco relativo de    morte por este con-junto de causas fornecidas pelo &iacute;ndice comparativo    de mortalidade (ICM). </P >     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da auto-correla&ccedil;&atilde;o espacial foi realizada    sobre os valores de ICM concelhios, atrav&eacute;s dos &iacute;ndices global    (estat&iacute;stica I de Moran) e local de Moran (LISA). </P >     <p>A an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o espacial dos mais elevados ICM    permitiu evidenciar concentra&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas nos distritos    de Beja, Lisboa e Porto para os indiv&iacute;duos do sexo masculino. No caso    dos indiv&iacute;duos do sexo feminino, a localiza&ccedil;&atilde;o dos concelhos    com ICM de elevado valor n&atilde;o indiciou a exist&ecirc;ncia de um padr&atilde;o    geogr&aacute;fico a destacar. </P >     <p>A varia&ccedil;&atilde;o concelhia da mortalidade masculina por neoplasias do aparelho respirat&oacute;rio e &oacute;rg&atilde;os intra-tor&aacute;cicos evidenciou padr&otilde;es de distribui&ccedil;&atilde;o espacial n&atilde;o aleat&oacute;rios, que legitimam a investiga&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis que possibilitem explicar a variabilidade espacial da causa de morte em aprecia&ccedil;&atilde;o. </P >     <P   ><b>Palavras-chave:</b> &iacute;ndice comparativo de mortalidade; neoplasias malignas    dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio e intra-tor&aacute;cicos;    an&aacute;lise espacial; concelhos; Portugal Continental. </P >     <p>&nbsp;</p>     <P   ><b>Spatial analysis of comparative mortality figures associated to malignant    neoplasm of respiratory and intrathoracic organs: an application to mainland    Portugal municipalities</b></P >     <P   ><b>Abstract</b></P >     <P   >Malignant neoplasm of respiratory and intrathoracic organs is the third most    common neoplasm in Portugal. Previous studies applied to mainland Portugal administrative    regions confirmed that age standardized mortality rates associated to this neoplasm    show differences between regions. The present study aims to analyse such variations    by municipalities (NUT IV level) and to identify spatial clusters with high    and low mortality risk by this cause of death. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considering the 2000-2004 period, the mortality data associated to malignant    neoplasm of respiratory and intrathoracic organs was aggregated by municipalities    of mainland Portugal. For each municipality, average annual age standardized    mortality rates and comparative mortality figures were calculated by gender.    The identification of spatial clusters (groups of contiguous municipalities)    with high and low values was achieved through spatial autocorrelation+- analysis    of comparative mortality figures per gender. This analysis involved the evaluation    of local and global Moran statistics. </P >     <p>For men, the spatial distribution of comparative mortality figures revealed    relevant geographic variation, with high risk areas in several municipalities    of Alentejo region (NUT II) and in municipalities of the two main metropolitan    areas (Lisbon and Oporto). The distribution of comparative mortality figures    associated to women did not reveal any relevant spatial pattern. The results    obtained for men point out that the risk of death by this neoplasm is not independent    from spatial locations. This finding advises further research on the identification    of several factors (socioeconomic or environmental) that may help to explain    the observed geographical variation. </P >     <p><b>Keywords:</b> comparative mortality figures; malignant neoplasm of respiratory    and intrathoracic organs; spatial analysis; mainland Portugal municipalities.  </P >     <p>&nbsp; </P >     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As neoplasias do aparelho respirat&oacute;rio e &oacute;rg&atilde;os intrator&aacute;cicos constituem o terceiro grupo de neoplasias mais comum em Portugal, precedidos pelas neoplasias do aparelho digestivo e peritoneu e as neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os geniturin&aacute;rios. De acordo com informa&ccedil;&atilde;o produzida pela Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de (Portugal. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, 2003) para o Continente, no ano de 2001 as taxas de mortalidade pelas neoplasias citadas foram, respectivamente, de 32,1 &oacute;bitos por 10<Sup>5</Sup> habitantes, 85,2 &oacute;bitos por 10<Sup>5 </Sup>habitantes e 35,7 &oacute;bitos por 10<Sup>5</Sup> habitantes. No per&iacute;odo de 2000 a 2004, em Portugal Continental, registaram-se 16 329 &oacute;bitos por neoplasias do aparelho respirat&oacute;rio e &oacute;rg&atilde;os intra-tor&aacute;cicos dos quais 98% corresponderam a tumores da laringe, da traqueia, dos br&ocirc;nquios e dos pulm&otilde;es. Num estudo de &acirc;mbito nacional (Nogueira, Paix&atilde;o e Rodrigues, 2007), que contempla dados de 1980 a 2001, verificou-se que esta causa de morte era mais frequente nos homens do que nas mulheres, tendo-se constatado uma tend&ecirc;ncia linear crescente da mortalidade em ambos os sexos. A representa&ccedil;&atilde;o por distrito da raz&atilde;o padronizada de mortalidade por neoplasia da traqueia, br&ocirc;nquios e pulm&atilde;o evidenciou varia&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas de relevo, com diferen&ccedil;as significativas por sexo (Motta e Falc&atilde;o, 1997).  </P >     <p>O conhecimento do padr&atilde;o de ocorr&ecirc;ncia de determinada doen&ccedil;a no espa&ccedil;o pode evidenciar ocorr&ecirc;ncias agregadas que justifiquem investiga&ccedil;&atilde;o adicional ou mesmo lan&ccedil;ar pistas sobre a etiologia da mesma, particularmente quando se constatem existir determinantes (ambientais, socioecon&oacute;micas e de estilos de vida, entre outras) que revelem distribui&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas concordantes com a da doen&ccedil;a. Face ao exposto, o conhecimento da distribui&ccedil;&atilde;o espacial de algumas doen&ccedil;as pode igualmente contribuir para clarificar aspectos relacionados com o seu aparecimento e propaga&ccedil;&atilde;o (Werneck e Struchiner, 1997). Neste contexto, a variabilidade espacial da mortalidade por neoplasias, como a do pulm&atilde;o, tem sido amplamente estudada uma vez que o reconhecimento de padr&otilde;es geogr&aacute;ficos poder&aacute; indiciar pistas conducentes a uma maior compreens&atilde;o da etiologia da neoplasia (Aragon&eacute;s <I>et al., </I>2007). S&atilde;o exemplo do anterior, o estudo desenvolvido no Brasil (W&uuml;nsch Filho e Moncau, 2002) onde se observou heterogeneidade na distribui&ccedil;&atilde;o da mortalidade por v&aacute;rios tipos de neoplasias e da investiga&ccedil;&atilde;o que decorreu em Nova Iorque (Jacquez e Greiling, 2003) na qual foram identificados <I>clusters</I> significativos com baixas e elevadas raz&otilde;es padronizadas de morbilidade (calculadas a partir da incid&ecirc;ncia de neoplasias da mama, colorectal e do pulm&atilde;o). A identifica&ccedil;&atilde;o das regi&otilde;es com taxas de incid&ecirc;ncia de cancro do pulm&atilde;o significativamente mais elevadas ou mais reduzidas do que as localiza&ccedil;&otilde;es circundantes constituiu objectivo do trabalho publicado por Pearce e Boyle (2005). Neste estudo a identifica&ccedil;&atilde;o de <I>clusters </I>baseou-se numa metodologia de janela m&oacute;vel e foi aplicada a &aacute;reas censit&aacute;rias na Esc&oacute;cia. Os resultados obtidos apontam para uma maior incid&ecirc;ncia de cancro do pulm&atilde;o em &aacute;reas urbanas.  </P >     <p>Com o presente trabalho, e com base em dados de Portugal Continental relativos    ao per&iacute;odo de 2000 a 2004, pretendeu-se numa primeira fase descrever    as varia&ccedil;&otilde;es observadas entre concelhos na mortalidade anual m&eacute;dia    devida a neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio    e intra-tor&aacute;cicos, tendo-se posteriormente procedido &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o    de conjuntos de unidades geogr&aacute;ficas onde esta causa de morte se diferenciou    no territ&oacute;rio continental. A investiga&ccedil;&atilde;o agora apresentada    permitir&aacute; fundamentar decis&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o no    dom&iacute;nio da sa&uacute;de com vista &agrave; mitiga&ccedil;&atilde;o do    risco. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><B>2. Metodologia </B></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.1. Indicadores de mortalidade </b></p>     <p>A an&aacute;lise da mortalidade por neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio e intra-tor&aacute;cicos foi desenvolvida por concelho, tendo por base os &oacute;bitos anuais acumulados, por esta causa, ocorridos em Portugal Continental no per&iacute;odo de 2000 a 2004 e a popula&ccedil;&atilde;o residente no Continente em 2001 (Portugal. INE, 2001). Esta &uacute;ltima foi considerada como representativa da popula&ccedil;&atilde;o residente no Continente em cada um dos cinco anos do per&iacute;odo estudado, motivo pelo qual foi contabilizada cinco vezes. Tanto os dados relativos aos &oacute;bitos, como os relativos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o foram obtidos atrav&eacute;s do Instituto Nacional de Estat&iacute;stica-INE.</P >     <p>Consideraram-se todos os &oacute;bitos classificados de acordo com a 9.<Sup>a</Sup> (CID 9) e 10.<Sup>a</Sup> (CID 10) revis&otilde;es da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as (causas 1600 a 1659 da CID 9 ou causas C300 a C399 da CID 10). Tanto os &oacute;bitos como a popula&ccedil;&atilde;o residente foram desagregados por sexo e pelos grupos et&aacute;rios 0-64, 65-74 e 75 e mais anos. Determinaram-se taxas de mortalidade padronizadas (TMP) pela idade, atrav&eacute;s do m&eacute;todo de padroniza&ccedil;&atilde;o directo, recorrendo &agrave; popula&ccedil;&atilde;o residente em Portugal Continental (2001) como padr&atilde;o. A selec&ccedil;&atilde;o dos 3 grupos et&aacute;rios citados &eacute; justificada pelo escasso n&uacute;mero de &oacute;bitos pelas causas em an&aacute;lise, entre os indiv&iacute;duos mais jovens. Deste modo, a desagrega&ccedil;&atilde;o do grupo et&aacute;rio 0-64 ocasionaria estimativas das TMP concelhias com menor precis&atilde;o. </P >     <p>A compara&ccedil;&atilde;o das TMP concelhias (TMP<Sub>j</Sub>)  com a taxa equivalente do Continente (TMP) foi viabilizada pela apresenta&ccedil;&atilde;o de uma medida do risco relativo de morte &mdash; o &Iacute;ndice Comparativo de Mortalidade (ICM). No contexto do presente estudo, este &iacute;ndice expressa (em percentagem) a raz&atilde;o entre a taxa de mortalidade padronizada pela idade para determinado concelho <I>j </I>e a taxa correspondente do Continente. Para testar se o valor de ICM &eacute; estatisticamente diferente de 100 (valor correspondente ao Continente), ou seja para avaliar se a diferen&ccedil;a entre uma TMP concelhia (TMP<Sub>j</Sub>) e a taxa equivalente do Continente (TMP) seria estatisticamente significativa, realizou-se um teste de hip&oacute;teses: H<Sub>0  </Sub>: ICM = 100 <I>vs</I>. H<Sub>1 </Sub>: ICM &ne; 100 (Rabiais, Branco e Falc&atilde;o, 2003). A hip&oacute;tese nula deste teste foi rejeitada para signific&acirc;ncias (<I>p</I>) inferiores ao n&iacute;vel de signific&acirc;ncia pr&eacute;-estabelecido (no presente caso 0,05 ou 5%). </P >     <p>Dado que os valores de ICM<Sub>j</Sub> correspondem a uma varia&ccedil;&atilde;o de escala aplicada &agrave;s taxas padronizadas (TMP<Sub>j</Sub>),  a distribui&ccedil;&atilde;o espacial das duas vari&aacute;veis &eacute; an&aacute;loga, motivo pelo qual apenas se optou pela constru&ccedil;&atilde;o de mapas tem&aacute;ticos para uma das vari&aacute;veis (o ICM<Sub>j</Sub>).  </P >     <p>Para o mapeamento dos &iacute;ndices concelhios recorreu-se a um Sistema de    Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (SIG). Na constru&ccedil;&atilde;o    das legendas dos mapas representativos da varia&ccedil;&atilde;o espacial do    ICM optou-se pela estrutura&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o em    sete classes que resultam da an&aacute;lise de percentis associados &agrave;    vari&aacute;vel cartografada. Consequentemente, os limites das classes utilizadas    nas legendas do ICM t&ecirc;m igual significado, apesar dos valores diferirem    entre sexos. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><B>2.2. Auto-correla&ccedil;&atilde;o espacial</B>  </p>     <p> Ap&oacute;s representa&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o espacial    do ICM atrav&eacute;s de mapas tem&aacute;ticos, desenvolveu-se uma an&aacute;lise    sobre a depend&ecirc;ncia espacial evidenciada pelos ICM concelhios obtidos    para cada sexo. Esta an&aacute;lise permite compreender em que medida &eacute;    que o valor de ICM observado para cada concelho &eacute; ou n&atilde;o dependente    dos valores de ICM associados aos concelhos vizinhos. Este tipo de an&aacute;lise    tamb&eacute;m possibilita identificar grupos de concelhos (<I>clusters</I>)    tendo em conta os respectivos valores de ICM e as rela&ccedil;&otilde;es de    vizinhan&ccedil;a e/ou de contiguidade existentes entre os mesmos concelhos.    Neste sentido, e recorrendo a um <I>software </I>estat&iacute;stico do dom&iacute;nio    p&uacute;bico (Anselin, Syabri e Kho, 2004; Anselin, 2005), procedeu-se &agrave;    avalia&ccedil;&atilde;o da auto-correla&ccedil;&atilde;o espacial atrav&eacute;s    dos &iacute;ndices global e local de Moran (Assun&ccedil;&atilde;o, 2001; Druck    <I>et al.</I>, 2004). No c&aacute;lculo destes &iacute;ndices, assumiu-se que    eram vizinhos de determinado concelho, todos os concelhos situados num raio    de 30 km<Sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></Sup> do concelho em aprecia&ccedil;&atilde;o.  </P >     <p>O &iacute;ndice global de Moran (tamb&eacute;m designado de estat&iacute;stica I de Moran) disponibiliza uma medida global da auto-correla&ccedil;&atilde;o espacial evidenciada pela distribui&ccedil;&atilde;o de dada vari&aacute;vel (Assun&ccedil;&atilde;o, 2001). A estat&iacute;stica I de Moran varia entre &ndash;1 e +1, correspondendo o valor zero &agrave; inexist&ecirc;ncia de depend&ecirc;ncia espacial. Valores de I positivos indicam uma autocorrela&ccedil;&atilde;o positiva (tanto maior, quanto mais pr&oacute;xima da unidade), definida por uma predomin&acirc;ncia na similaridade dos valores das unidades geogr&aacute;ficas e das suas vizinhan&ccedil;as. Tamb&eacute;m existe depend&ecirc;ncia espacial quando I &eacute; negativo e pr&oacute;ximo de &ndash;1, no entanto esta situa&ccedil;&atilde;o reflecte a dissemelhan&ccedil;a entre os valores das unidades geogr&aacute;ficas e os das suas vizinhan&ccedil;as. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No presente trabalho, o &iacute;ndice global de Moran forneceu uma medida global da depend&ecirc;ncia espacial evidenciada pela distribui&ccedil;&atilde;o concelhia do risco relativo de morte por neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio e intra-tor&aacute;cicos, para cada sexo. Atrav&eacute;s deste &iacute;ndice global mediu-se a tend&ecirc;ncia &agrave; agrega&ccedil;&atilde;o espacial dos valores de ICM observados no Continente. </P >     <p>O &iacute;ndice global de Moran assume que a distribui&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel em aprecia&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o &eacute; homog&eacute;nea. Este pressuposto nem sempre &eacute; v&aacute;lido, porque podem existir diferentes regimes de correla&ccedil;&atilde;o espacial associados a diferentes regi&otilde;es do dom&iacute;nio espacial. Para evidenciar regimes de depend&ecirc;ncia espacial locais, utilizou-se o &iacute;ndice de auto-correla&ccedil;&atilde;o local de Moran (abreviadamente designado por LISA), bem como o gr&aacute;fico de dispers&atilde;o associado. </P >     <p>O &iacute;ndice LISA expressa uma medida de depend&ecirc;ncia espacial local, que &eacute; calculada individualmente para cada regi&atilde;o a partir da observa&ccedil;&atilde;o correspondente e das observa&ccedil;&otilde;es de regi&otilde;es vizinhas. O valor do &iacute;ndice LISA obtido para uma regi&atilde;o depende muito do crit&eacute;rio de vizinhan&ccedil;a adoptado, que no presente caso foi, como j&aacute; referido, de 30 km. </P >     <p> O gr&aacute;fico de dispers&atilde;o de Moran permite comparar o valor de cada observa&ccedil;&atilde;o (correspondente a uma regi&atilde;o) com o valor m&eacute;dio das observa&ccedil;&otilde;es na sua vizinhan&ccedil;a. No presente estudo, este gr&aacute;fico viabilizou a compara&ccedil;&atilde;o do ICM de cada concelho, com o valor m&eacute;dio dos ICM de concelhos vizinhos. A an&aacute;lise deste gr&aacute;fico possibilitou diferenciar os concelhos do Continente (com base na auto-correla&ccedil;&atilde;o espacial evidenciada pelos valores de ICM) em quatro grandes grupos: </P >  	     <blockquote>       <p>1. Concelhos com ICM elevado, rodeados por vizinhos cujos valores de ICM      s&atilde;o em m&eacute;dia igualmente elevados (grupo Alto-Alto); </p>       <p>2. Concelhos com valores elevados de ICM, rodeados por vizinhos que apresentam      valores mais reduzidos de ICM (grupo Alto-Baixo); </p>       <p>3. Concelhos com reduzidos valores de ICM, rodeados por vizinhos com valores      de ICM mais elevados (grupo Baixo-Alto); </p>       <p>4. Concelhos com reduzidos valores de ICM, rodeados por vizinhos com valores      de ICM que em m&eacute;dia tamb&eacute;m s&atilde;o reduzidos (grupo Baixo-Baixo).    </p> </blockquote>     <p>A par da classifica&ccedil;&atilde;o dos concelhos do Continente nestes quatro grupos, a an&aacute;lise desenvolvida fornece uma medida da signific&acirc;ncia associada a cada &iacute;ndice local de Moran (LISA). Deste modo &eacute; poss&iacute;vel seleccionar apenas os concelhos que para determinado n&iacute;vel de signific&acirc;ncia perten&ccedil;am a um dos quatro grupos listados. Enquanto que os grupos 1 e 4 auxiliam &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de conjuntos de concelhos homog&eacute;neos <I>(clusters) </I>no respeitante aos valores de ICM apresentados, os grupos 2 e 3 identificam concelhos at&iacute;picos (<I>outliers</I> espaciais). O mapeamento do &iacute;ndice LISA relativo ao ICM de cada sexo foi viabilizado pelo <I>software </I>SIG utilizado. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A signific&acirc;ncia estat&iacute;stica do &iacute;ndice global de Moran (estat&iacute;stica I) foi determinada de forma similar &agrave; signific&acirc;ncia dos &iacute;ndices locais de Moran (&iacute;ndices LISA). No presente estudo, a hip&oacute;tese nula associada ao teste da estat&iacute;stica I de Moran postula a independ&ecirc;ncia dos valores de ICM associados aos diversos concelhos do Continente. O teste estat&iacute;stico utilizado para testar esta hip&oacute;tese foi um teste de pseudo-signific&acirc;ncia baseado em procedimentos permutacionais aleat&oacute;rios. Ap&oacute;s diversas permuta&ccedil;&otilde;es entre concelhos dos valores de ICM observados, constr&oacute;i-se uma distribui&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica de I. O valor do &iacute;ndice I medido originalmente ter&aacute; signific&acirc;ncia estat&iacute;stica se corresponder a um &laquo;extremo&raquo; da distribui&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica obtida (Druck <I>et al., </I>2004). </P >     <p>&nbsp;</p>     <p><B>3. Resultados </B></p>      <p>No per&iacute;odo de 2000 a 2004 ocorreram 16 329 &oacute;bitos por neoplasias dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio e intra-tor&aacute;cicos em Portugal Continental, 82,3% dos quais em indiv&iacute;duos do sexo masculino. A taxa de mortalidade anual m&eacute;dia do Continente associada a esta causa, para o conjunto dos dois sexos, foi de 33,1 &oacute;bitos por 100 000 habitantes.   </P >     <p>Numa an&aacute;lise por sexos, e para o mesmo per&iacute;odo, verificou-se que nos indiv&iacute;duos do sexo masculino a taxa de mortalidade anual m&eacute;dia do Continente devida a estas neoplasias foi de 61,6 &oacute;bitos por 100 000 habitantes, enquanto que nos indiv&iacute;duos do sexo feminino a mesma foi de 10,4 &oacute;bitos por 100 000 habitantes. O desvio padr&atilde;o associado &agrave; varia&ccedil;&atilde;o das TMP concelhias foi de 23,4 &oacute;bitos anuais por 100 000 habitantes no sexo masculino e de 5,2 &oacute;bitos anuais por 100 000 habitantes no sexo feminino. </P >      <p>&nbsp;</p>     <p><B>3.1. Distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica do &Iacute;ndice Comparativo de Mortalidade </B>   </p>     <p>No que diz respeito aos &iacute;ndices comparativos de mortalidade (ICM), e tendo em conta os indiv&iacute;duos do sexo masculino, observou-se que aproximadamente 33% (91) dos concelhos revelaram um ICM superior ao do Continente. No entanto, destes, somente 20 concelhos apresentaram valores significativamente diferentes do ICM do Continente. No per&iacute;odo 2000-2004 n&atilde;o ocorreram &oacute;bitos de indiv&iacute;duos do sexo masculino por esta causa no concelho de Pampilhosa da Serra.  </P >     <p>No mesmo per&iacute;odo, n&atilde;o se verificaram &oacute;bitos de mulheres por estas neoplasias em 24 concelhos do Continente. Em aproximadamente 36% dos concelhos, o valor de ICM calculado para o sexo feminino foi superior ao do Continente, mas de entre estes somente quatro concelhos (Cascais, Oeiras, Lisboa e Porto) apresentaram valores de ICM significativamente diferentes de 100.  </P >     <p>No <I>Quadro I</I> apresenta-se por sexo, e para o per&iacute;odo 2000-2004,    a ordena&ccedil;&atilde;o dos seis concelhos com os maiores valores de ICM (de    entre os que apresentaram valores significativamente diferentes do ICM do Continente).    Da sua leitura conclui-se que os seis concelhos destacados para o sexo masculino    se situam em dois distritos preferenciais (Beja e Porto). No sexo feminino,    apenas existem quatro concelhos com valores de ICM significativamente diferentes    do ICM de Portugal Continental. Estes quatro concelhos pertencem &agrave;s principais    &Aacute;reas Metropolitanas do pa&iacute;s (Lisboa e Porto).</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><b>Quadro I</b></P >     <p> <b>Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (TMP) e &iacute;ndices comparativos    de mortalidade (ICM) por neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho    respirat&oacute;rio e intra-tor&aacute;cicos, para o per&iacute;odo de 2000-2004,    por sexo: ordena&ccedil;&atilde;o dos seis concelhos com os maiores valores    de ICM, de entre os significativamente diferentes do ICM do Continente</b></P >     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a02q1.jpg" width="687" height="343"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Na distribui&ccedil;&atilde;o concelhia dos ICM relativos a neoplasias malignas    dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio e intra-tor&aacute;cicos,    por sexo <I>(Figura 1), </I>observa-se que os ICM mais elevados do sexo masculino    estavam geograficamente concentrados nos distritos de Beja, Porto e Lisboa.    &Eacute; de real&ccedil;ar que a regi&atilde;o Alentejo inclu&iacute;a o maior    grupo de concelhos cont&iacute;guos com valores de ICM elevados. No caso das    mulheres, a localiza&ccedil;&atilde;o dos concelhos com ICM de elevado valor    n&atilde;o indiciou a exist&ecirc;ncia de um padr&atilde;o geogr&aacute;fico    a destacar.</P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>Figura 1</b></P >     <p><b> Distribui&ccedil;&atilde;o concelhia do &Iacute;ndice Comparativo de Mortalidade    (ICM) por neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio    e intra-tor&aacute;cicos em Portugal Continental, no per&iacute;odo de 2000    a 2004, em: a) indiv&iacute;duos do sexo masculino; b) indiv&iacute;duos do    sexo feminino</b></P >     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a02f1.jpg" width="693" height="475"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><B>3.2. Associa&ccedil;&atilde;o entre &Iacute;ndices Comparativos de Mortalidade concelhios  		</B></p>     <p>Na an&aacute;lise da associa&ccedil;&atilde;o espacial global existente entre os ICM concelhios do sexo masculino verificou-se que a estat&iacute;stica I de Moran foi de 0,48, valor que expressa uma moderada e significativa (<I>p  	</I>= 0,001 para 999 permuta&ccedil;&otilde;es) depend&ecirc;ncia espacial do ICM pelas neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio e intra-tor&aacute;cicos nos homens.</P >     <p>Para o sexo feminino, o valor da estat&iacute;stica I de Moran foi de 0,13 revelando uma diminuta, mas significativa (<I>p  			</I>= 0,001 para 999 permuta&ccedil;&otilde;es), associa&ccedil;&atilde;o espacial dos ICM concelhios correspondentes. A an&aacute;lise da associa&ccedil;&atilde;o espacial local (baseada em &iacute;ndices LISA) aplicada aos ICM por neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio e intrator&aacute;cicos viabilizou a cria&ccedil;&atilde;o de um mapa para cada sexo que evidencia grupos de concelhos cont&iacute;guos <I>(clusters) </I>onde a associa&ccedil;&atilde;o espacial existente era estatisticamente significativa (<I>p  			</I>&lt; 0,05). Os <I>clusters </I>referidos correspondem &agrave;s classifica&ccedil;&otilde;es Alto-Alto e Baixo-Baixo da <I>Figura 2</I>. </P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 2 </b></p>     <p><b>Classifica&ccedil;&atilde;o dos concelhos do Continente face ao valor do    &iacute;ndice local de associa&ccedil;&atilde;o espacial (LISA) determinado    com base no ICM relativo a neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho    respirat&oacute;rio e intra-tor&aacute;cicos verificadas em Portugal Continental,    no per&iacute;odo de 2000 a 2004, em: a) indiv&iacute;duos do sexo masculino;    b) indiv&iacute;duos do sexo feminino</b></p>      <p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a02f2.jpg" width="688" height="484"></P >        
<p>&nbsp;</p> A <I>Figura 2a)</I> sintetiza os resultados do &iacute;ndice LISA obtidos para o ICM do sexo masculino. A sua an&aacute;lise evidenciou a exist&ecirc;ncia de quatro regi&otilde;es (<I>clusters  			</I>Alto-Alto) que se caracterizam por incluir concelhos cont&iacute;guos com elevados valores de ICM. Os quatro grupos referidos s&atilde;o:</P >  	     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#9679 A sul do Continente, um <I>cluster</I> formado por 13 concelhos (11      do distrito de Beja: Aljustrel, Almod&ocirc;var, Alvito, Barrancos, Beja,      Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Moura, Serpa e Vidigueira; um concelho      do distrito de &Eacute;vora: Mour&atilde;o e um concelho do distrito de Faro:      Loul&eacute;), que se caracteriza por apresentar um risco relativo de morte,      pelas causas em aprecia&ccedil;&atilde;o, que em m&eacute;dia era 58% superior      ao de Portugal Continental. Salienta-se no entanto que dos concelhos referidos      somente Aljustrel, Ferreira do Alentejo e Beja apresentaram um ICM significativamente      diferente do ICM do Continente.</p> </blockquote>     <p>Na &Aacute;rea Metropolitana de Lisboa (AML) destacaram-se mais dois agrupamentos    de concelhos que apenas s&atilde;o separados pelo rio Tejo. </p>       <blockquote>       <p>&#9679 O <I>cluster</I> da AML Sul inclui 8 concelhos do distrito de Set&uacute;bal:      Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Seixal, Sesimbra e Set&uacute;bal.      Nestes concelhos o risco relativo de morte pelas causas em an&aacute;lise      era em m&eacute;dia 27% superior ao de Portugal Continental, apesar do valor      de ICM s&oacute; ter sido significativamente diferente do ICM do Continente      nos concelhos de Almada, Barreiro e Set&uacute;bal.</p>       <p>&#9679 O <I>cluster</I> da AML Norte inclui 7 concelhos do distrito de Lisboa:      Cascais, Lisboa, Loures, Oeiras, Sintra, Amadora e Odivelas. Neste <I>cluster</I>      o risco relativo de morte, pelas causas em avalia&ccedil;&atilde;o, era em      m&eacute;dia 20% superior ao de Portugal Continental e dos concelhos nele      inclu&iacute;dos, s&oacute; Odivelas n&atilde;o apresentou um ICM significativamente      diferente do ICM do Continente. </p>       <p>&#9679 Mais a norte, em torno da &Aacute;rea Metropolitana do Porto (AMP)      evidenciou-se igualmente um <I>cluster</I> formado por 21 concelhos, dos quais      14 pertencem ao distrito do Porto (Gondomar, Lousada, Maia, Matosinhos, Pa&ccedil;os      de Ferreira, Paredes, Penafiel, Porto, P&oacute;voa do Varzim, Santo Tirso,      Valongo, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia e Trofa), 5 situam-se no distrito      de Braga (Barcelos, Esposende, Guimar&atilde;es, Vila Nova de Famalic&atilde;o      e Vizela) e 2 pertencem ao distrito de Aveiro (Espinho e Santa Maria da Feira).      Neste <I>cluster</I> o risco relativo de morte pelas causas em aprecia&ccedil;&atilde;o      era em m&eacute;dia 27% superior ao do Continente, mas dos concelhos mencionados      apenas sete evidenciaram valores de ICM significativamente diferentes do ICM      do Continente (Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Valongo, Vila do Conde e      Vila Nova de Gaia). </p> </blockquote>     <p>Comparativamente ao sexo masculino, o menor n&uacute;mero de &oacute;bitos por neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio e intra-tor&aacute;cicos nas mulheres originou taxas de mortalidade mais imprecisas. Deste modo, a maioria dos ICM concelhios obtidos para o per&iacute;odo estudado n&atilde;o foram significativamente diferentes do ICM do Continente. Tendo tais aspectos em considera&ccedil;&atilde;o, os resultados do &iacute;ndice LISA para o ICM do sexo feminino devem ser apreciados com precau&ccedil;&atilde;o uma vez que nenhum dos tr&ecirc;s <I>clusters</I> Alto-Alto evidenciados inclui concelhos com valores de ICM significativamente diferentes do ICM do Continente. Apesar do exposto, listam-se de seguida os <I>clusters</I> Alto-Alto identificados no sexo feminino: </P >         <blockquote>       <p>&#9679 A norte da &Aacute;rea Metropolitana do Porto (AMP) destacou-se o      <I>cluster</I> de maior dimens&atilde;o que &eacute; constitu&iacute;do por      8 concelhos. Destes, 3 pertencem ao distrito de Braga (Barcelos, Esposende      e Vila Nova de Famalic&atilde;o), 4 pertencem ao distrito do Porto (Pa&ccedil;os      de Ferreira, P&oacute;voa do Varzim, Santo Tirso e Valongo) e um pertence      ao distrito de Viana do Castelo (Ponte de Lima). </p>       <p>&#9679 No distrito de Coimbra, destacaram-se dois concelhos: Arganil e Pampilhosa      da Serra.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#9679 Mais a sul, no distrito de Set&uacute;bal sobressaiu um agrupamento      de quatro concelhos, formado por Almada, Barreiro, Moita e Seixal.</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</P >      <p><B>4. Discuss&atilde;o e conclus&otilde;es </B></p>     <p>O trabalho realizado foi condicionado por diversos aspectos, de entre os quais se destacam a agrega&ccedil;&atilde;o espacial adoptada e o crit&eacute;rio de vizinhan&ccedil;a seleccionado para a an&aacute;lise da auto-correla&ccedil;&atilde;o espacial. A an&aacute;lise dos &oacute;bitos relativos a neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio e intra-tor&aacute;cicos por concelho e por sexo originou pequenos n&uacute;meros que por sua vez geram estat&iacute;sticas imprecisas. Tal facto foi mais relevante no sexo feminino onde o n&uacute;mero de &oacute;bitos devidos a estas neoplasias &eacute; muito menor do que no sexo oposto. Neste &acirc;mbito considera-se que o desenvolvimento do estudo com base em unidades geogr&aacute;ficas com maiores efectivos populacionais e maior n&uacute;mero de &oacute;bitos (distrito, por exemplo) poderia originar indicadores de mortalidade mais est&aacute;veis, embora inviabilizasse a detec&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es geogr&aacute;ficos t&atilde;o detalhados quanto os real&ccedil;ados, designadamente <I>clusters</I> envolvendo concelhos de dois ou mais distritos. Por outro lado, o crit&eacute;rio de vizinhan&ccedil;a seleccionado para a an&aacute;lise da auto-correla&ccedil;&atilde;o espacial &eacute; inteiramente dependente do n&iacute;vel de agrega&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fico do estudo. A dist&acirc;ncia adoptada para definir a vizinhan&ccedil;a de cada concelho baseou-se na &aacute;rea dos concelhos do Continente e nas dist&acirc;ncias m&iacute;nima e m&aacute;xima entre os mesmos. Reconhece-se, por isso, que a selec&ccedil;&atilde;o de um crit&eacute;rio de vizinhan&ccedil;a alternativo poderia produzir resultados distintos dos apresentados. Destaca-se tamb&eacute;m que a metodologia de identifica&ccedil;&atilde;o de  	<I>clusters</I> adoptada neste estudo produziu resultados importantes que devem ser confirmados atrav&eacute;s de metodologias alternativas. Tal como outros autores (Jacquez e Greiling, 2003), reconhece-se que as diversas metodologias aplic&aacute;veis &agrave; detec&ccedil;&atilde;o de <I>clusters</I> revelam diferente sensibilidade e especificidade na detec&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es geogr&aacute;ficos. Ainda que as fronteiras dos  	<I>clusters </I>possam diferir entre metodologias, a confirma&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia de elevado e de baixo risco de morte pelas neoplasias estudadas atrav&eacute;s de outras abordagens metodol&oacute;gicas permitir&aacute; certificar os resultados agora apresentados.  </P >     <p>A confronta&ccedil;&atilde;o dos resultados alcan&ccedil;ados com os obtidos por outros estudos de n&iacute;vel nacional n&atilde;o foi vi&aacute;vel porque n&atilde;o se identificaram trabalhos que tenham identificado padr&otilde;es associados &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o espacial das neoplasias abordadas no actual estudo. Em termos metodol&oacute;gicos, o presente estudo revelou similaridade com uma investiga&ccedil;&atilde;o nacional (Dias, Correia e Queir&oacute;s, 2006; 2007), que analisou a auto-correla&ccedil;&atilde;o espacial global e local (recorrendo a &iacute;ndices LISA) evidenciada pelos internamentos hospitalares por pneumonia e gripe, verificados na regi&atilde;o Norte do Continente, no per&iacute;odo 2000-2005. Ainda sobre internamentos hospitalares por pneumonia e gripe, cita-se um estudo aplicado &agrave; prov&iacute;ncia de Ont&aacute;rio no Canad&aacute; (Crighton<I> et al., </I>2007) que empregou metodologias an&aacute;logas &agrave;s adoptadas no actual estudo.  </P >     <p>O trabalho desenvolvido permitiu clarificar que a distribui&ccedil;&atilde;o concelhia do &Iacute;ndice Comparativo de Mortalidade (ICM) relativo a neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio e intra-tor&aacute;cicos, em indiv&iacute;duos do sexo masculino, n&atilde;o deve ser considerada aleat&oacute;ria. Quando avaliado por concelhos, o risco relativo de morte por aquelas neoplasias no sexo masculino denotou uma associa&ccedil;&atilde;o espacial global significativa, embora n&atilde;o muito elevada, bem como a exist&ecirc;ncia de regimes de depend&ecirc;ncia espacial localizados (associados aos agrupamentos de concelhos destacados).  </P >     <p>No sexo feminino, a associa&ccedil;&atilde;o espacial global daquele risco foi diminuta, e a associa&ccedil;&atilde;o espacial local foi muito reduzida, comparativamente ao sexo masculino. </P >     <p>O presente estudo permitiu identificar grupos de concelhos com elevados valores de ICM, rodeados por vizinhos cujos valores de ICM s&atilde;o em m&eacute;dia igualmente elevados (<I>clusters  		</I>Alto-Alto), bem como grupos de concelhos com reduzidos valores de ICM, rodeados por vizinhos cujos valores de ICM s&atilde;o em m&eacute;dia igualmente reduzidos (<I>clusters  		</I>Baixo-Baixo). Os <I>clusters</I> Alto-Alto apontam para localiza&ccedil;&otilde;es do territ&oacute;rio onde se observou um elevado risco de morte pelas neoplasias apreciadas, cujas origens s&atilde;o merecedoras de investiga&ccedil;&atilde;o com vista &agrave; confirma&ccedil;&atilde;o e &agrave; eventual redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade evit&aacute;vel. Por outro lado, os clusters Baixo-Baixo destacavam localiza&ccedil;&otilde;es do territ&oacute;rio aparentemente mais protegidas, ou seja, com menor risco de morte pelas mesmas doen&ccedil;as, cuja g&eacute;nese tamb&eacute;m importa compreender. Os <I>clusters</I> Alto-Alto diferenciados pela an&aacute;lise desenvolvida integravam concelhos onde se observou uma associa&ccedil;&atilde;o espacial significativa, a par de valores de ICM superiores ao 3.<Sup>o</Sup> quartil da respectiva distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias. No sexo masculino, as regi&otilde;es evidenciadas por esta metodologia corresponderam aproximadamente &agrave;s &Aacute;reas Metropolitanas de Lisboa e do Porto e a uma faixa de concelhos do Alentejo interior que se prolonga at&eacute; ao Algarve. O menor n&uacute;mero de &oacute;bitos por esta causa de morte no sexo feminino, a par da reduzida associa&ccedil;&atilde;o espacial observada, determinou a pequena extens&atilde;o territorial dos <I>clusters</I> Alto-Alto evidenciados pela an&aacute;lise relativa aos ICM femininos.  </P >     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o de grupos de concelhos onde a mortalidade masculina por neoplasias malignas dos &oacute;rg&atilde;os do aparelho respirat&oacute;rio e intra-tor&aacute;cicos se destacou com valores elevados revela a necessidade de investiga&ccedil;&atilde;o adicional que permita esclarecer se a variabilidade espacial da causa de morte apreciada poder&aacute; ser parcialmente explicada pela varia&ccedil;&atilde;o concelhia de caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-econ&oacute;micas, da exposi&ccedil;&atilde;o a factores ambientais e de estilos de vida das respectivas popula&ccedil;&otilde;es. </P >     <P   >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   ><B>Agradecimentos</B> </P >     <p>Os autores agradecem o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Merck Sharp &amp; Dohme    que financia parcialmente o projecto GeoFASES em cujo &acirc;mbito este trabalho    se insere.</P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b> </p>     <p>ANSELIN, L. &mdash; Exploring spatial data with GeoDa : a workbook. [Em linha].    Urbana, IL : Spatial Analysis Laboratory. Department of Agricultural and Consumer    Economics, University of Illinois, 2005. [Consult. Julho 2007]. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://www.csiss.org/clearinghouse/GeoDa/geodaworkbook.pdf" target="_blank">http://www.csiss.org/clearinghouse/GeoDa/geodaworkbook.pdf</a>.  </P >     <p>ANSELIN, L.; SYABRI, I.; KHO, Y. &mdash; GeoDa : an introduction to spatial    data analysis. [Em linha]. Urbana, IL : Spatial Analysis Laboratory. Department    of Agricultural and Consumer Economics, University of Illinois, 2004. [Consult.    Julho 2007]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.csiss.org/clearinghouse/GeoDa/geodaworkbook.pdf" target="_blank">http://www.csiss.org/clearinghouse/GeoDa/geodaworkbook.pdf</a>.  </P >     <p>ARAGON&Eacute;S, N. <I>et al</I>. &mdash; Oesophageal cancer mortality in Spain    : a spatial analysis. [Em linha].<I> BMC Cancer</I>. 7 : 3 (2007). [Consult.    Julho 2008]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.biomedcentral.com/14712407/7/3" target="_blank">http://www.biomedcentral.com/14712407/7/3</a>.  </P >     <p>ASSUN&Ccedil;&Atilde;O, R. M. &mdash; Estat&iacute;stica espacial com aplica&ccedil;&otilde;es em epidemiologia, economia e sociologia. S&atilde;o Carlos : Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Estat&iacute;stica, 2001.  	</P >     <p>BEZERRA FILHO, J. G. <I>et al</I>. &mdash; Distribui&ccedil;&atilde;o espacial da taxa de mortalidade infantil e principais determinantes no Cear&aacute;, Brasil, no per&iacute;odo 2000-2002.  	<I>Cadernos de Sa&uacute;de Publica</I>. 23 : 5 (2007) 1173-1185. </P >     <p>CRIGHTON, E. J.<I> et al</I>. &mdash; An exploratory spatial analysis of pneumonia and influenza hospitalizations in Ontario by age and gender. <I>Epidemiology and Infection</I>. 135 : 2 (2007) 253-261. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DIAS, J.; CORREIA, A. M.; QUEIR&Oacute;S, L. &mdash; An&aacute;lise explorat&oacute;ria da distribui&ccedil;&atilde;o de internamentos por pneumonia e gripe na regi&atilde;o norte de Portugal no per&iacute;odo de 2000 a 2005. Porto : Servi&ccedil;o de Epidemiologia. Centro Regional de Sa&uacute;de P&uacute;blica do Norte, 2006.  	</P >     <p>DIAS, J.; CORREIA, A. M.; QUEIR&Oacute;S, L. &mdash; Community-acquired pneumonia    and influenza hospitalisations in northern Portugal, 2000-2005. [Em linha].<I>    Eurosurveillance. </I>12 : 7 (2007). [Consult. Julho 2007]. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://www.eurosurveillance.org/em/v12n07/1207-227.asp" target="_blank">http://www.eurosurveillance.org/em/v12n07/1207-227.asp</a>.  </P >     <p>DRUCK, S. <I>et al</I>. &mdash; An&aacute;lise espacial de dados geogr&aacute;ficos.    [Em linha]. Bras&iacute;lia : EMBRAPA, 2004. [Consult. Janeiro 2008]. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/analise/" target="_blank">http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/analise/</a>.  </P >     <p>JACQUEZ, G. M.; GREILING, D. A. &mdash; Local clustering in breast, lung and    colorectal cancer in Long Island, New York. [Em linha]. <I>International Journal    of Health Geographics</I>. 17 : 2 (2003). [Consult. Julho 2007]. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://www.ijhealthgeographics.com/content/pdf/1476-072X-2-3.pdf" target="_blank">http://www.ijhealthgeographics.com/content/pdf/1476-072X-2-3.pdf</a>.  </P >     <p>MOTTA, L. C.; FALC&Atilde;O, J. M. &mdash; Atlas do cancro em Portugal 1980-1982. Lisboa : Departamento de Estudos e Planeamento da Sa&uacute;de. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 1987. </P >     <p>NOGUEIRA, P.; PAIX&Atilde;O, E.; RODRIGUES, E. &mdash; Sazonalidade e periodicidade da mortalidade portuguesa : 1980 a 2001. Lisboa : Funda&ccedil;&atilde;o Merck, Sharp and Dohme, 2007. </P >     <p>PEARCE, J.; BOYLE, P. &mdash; Is the urban excess in lung cancer in Scotland explained by patterns of smoking?. <I>Social Science &amp; Medicine</I>. 60 (2005) 2833&ndash;2843. </P >     <p>PORTUGAL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. DGS &mdash; Risco de morrer em Portugal, 2001. Lisboa : DSIA. Divis&atilde;o de Epidemiologia. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de 2003. </P >     <p>PORTUGAL. Instituto Nacional de Estat&iacute;stica &mdash; Censos 2001 : dados definitivos. Lisboa : INE, 2001.  	</P >     <p>RABIAIS, S.; BRANCO, M. J.; FALC&Atilde;O, J. M. &mdash; Atlas de mortalidade por doen&ccedil;as n&atilde;o neopl&aacute;sicas em Portugal 1999-2001. Lisboa : Observat&oacute;rio Nacional de Sa&uacute;de. Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge, 2003. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>WERNECK, G. L.; STRUCHINER, C. J. &mdash; Estudos de agregados de doen&ccedil;a no espa&ccedil;o-tempo : conceitos, t&eacute;cnicas e desafios. <I>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</I>. 13 : 4 (1997) 611-624. </P >     <p>WUNSCH FILHO, V.; MONCAU, J. E. &mdash; Cancer mortality in Brazil 1980-1995    : regional patterns and time trends. [Em linha]. <I>Revista da Associa&ccedil;&atilde;o    M&eacute;dica Brasileira</I>. 48 : 3 (2002) 250-257. [Consult. Julho 2007].    Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010442302002000300040&lng=en&nrm=iso&tlng=en" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010442302002000300040&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en</a>.  </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   ><b>Nota</b></P >     <P   ><Sup><a href="#top1">1</a><a name="1"></a> </Sup> No presente caso, as dist&acirc;ncias    entre concelhos correspondem a dist&acirc;ncias lineares entre os centroides    representativos dos concelhos. O centroide de uma superf&iacute;cie poligonal    corresponde a uma localiza&ccedil;&atilde;o pontual que identifica o centro    de gravidade (ou o centro de massa) dessa superf&iacute;cie. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <p><i>Submetido &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o: 11 de Setembro de 2007 </i></p>     <p><i>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o: 23 de Mar&ccedil;o de 2009 </i></P >      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Distribuição espacial da taxa de mortalidade infantil e principais determinantes no Ceará, Brasil, no período 2000-2002]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde Publica]]></source>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudos de agregados de doença no espaço-tempo: conceitos, técnicas e desafios]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></source>
<year>1997</year>
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