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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Preditores da intenção de adoptar comportamentos preventivos face ao HIV/SIDA em adolescentes portugueses]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: This study aims to investigate the extent to which the dimensions of the health belief model and the theory of planned behaviour are predictive of the adoption of preventive behaviours for AIDS in healthy teenagers. Method: Cross-sectional study in which 546 Portuguese healthy teenagers, (50% female), completed a questionnaire measuring individual beliefs about HIV/AIDS, and sociodemographic variables. Statistical analyses were performed using linear regression analysis. Results: In general, the perceived vulnerability and perceived risk to HIV/AIDS were low. There was a positive attitude towards the adoption of preventive behaviours, and strong beliefs concerning the intention of adopting preventive behaviours, perceived control over behaviour, benefits, and clues for action. There were significant gender differences in the predictors of intention to adopt preventive behaviours. Conclusion: Gender seems to have an effect in the way teenagers cognitively process information concerning AIDS, which may have implications for the adoption of preventive behaviours.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Preditores da inten&ccedil;&atilde;o de adoptar comportamentos preventivos    face ao HIV/SIDA em adolescentes portugueses </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria Jo&atilde;o Figueiras<sup>1</sup>; D&aacute;lia Marcelino<sup>2</sup>; Maria    Manuela Ferreira<sup>3</sup></b></P >     <p>&nbsp;</P >     <p><sup>1</sup>Professora associada; investigadora. Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o    em Psicologia da Sa&uacute;de &mdash; Instituto Piaget</P >     <p><sup>2</sup>Psic&oacute;loga; assistente de investiga&ccedil;&atilde;o. Unidade    de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia da Sa&uacute;de &mdash; Instituto    Piaget</P >     <p><sup>3</sup>Psic&oacute;loga. Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia    da Sa&uacute;de &mdash; Instituto Piaget </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>Resumo</b></P >     <p>Objectivo: Este estudo tem como objectivo investigar em que medida a teoria    da ac&ccedil;&atilde;o planeada e o modelo cren&ccedil;as sobre a sa&uacute;de    podem predizer a inten&ccedil;&atilde;o de adoptar comportamentos preventivos    para o HIV/SIDA, em raparigas e rapazes adolescentes saud&aacute;veis.</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>M&eacute;todo: Trata-se de um estudo transversal, em que participaram 546 adolescentes    saud&aacute;veis (50% mulheres), que completaram um question&aacute;rio que    avaliou as cren&ccedil;as sobre o HIV/SIDA, e as caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas.    Foram utilizadas an&aacute;lises de regress&atilde;o linear.</P >     <p>Resultados: Em geral os adolescentes apresentam uma baixa percep&ccedil;&atilde;o    de vulnerabilidade e risco de contrair o HIV/SIDA. Apresentam uma atitude positiva    face a adop&ccedil;&atilde;o de comportamentos preventivos, uma forte cren&ccedil;a    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; inten&ccedil;&atilde;o de vir a adoptar comportamentos    preventivos, percep&ccedil;&atilde;o de controlo do comportamento, benef&iacute;cios    e pistas para a ac&ccedil;&atilde;o. Existem diferen&ccedil;as de sexo significativas    nos preditores da inten&ccedil;&atilde;o de vir a adoptar comportamentos preventivos.</P >     <p>Conclus&atilde;o: Apesar do seu car&aacute;cter explorat&oacute;rio, as diferen&ccedil;as    de sexo encontradas nos preditores da adop&ccedil;&atilde;o de comportamentos    preventivos t&ecirc;m efeito no processamento cognitivo da informa&ccedil;&atilde;o    face ao SIDA e poder&atilde;o ter implica&ccedil;&otilde;es na adop&ccedil;&atilde;o    de comportamentos preventivos. </P >     <p><b>Palavras-chave:</b> modelo de cren&ccedil;as de sa&uacute;de; teoria de    ac&ccedil;&atilde;o planeada; adolescentes; HIV/SIDA. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>Predictors of intention to adopt preventive behaviours for HIV/AIDS in Portuguese    teenagers</b></P >     <p><b>Abstract</b></P >     <p>Aim: This study aims to investigate the extent to which the dimensions of the    health belief model and the theory of planned behaviour are predictive of the    adoption of preventive behaviours for AIDS in healthy teenagers.</P >     <p>Method: Cross-sectional study in which 546 Portuguese healthy teenagers, (50%    female), completed a questionnaire measuring individual beliefs about HIV/AIDS,    and sociodemographic variables. Statistical analyses were performed using linear    regression analysis.</P >     <p>Results: In general, the perceived vulnerability and perceived risk to HIV/AIDS    were low. There was a positive attitude towards the adoption of preventive behaviours,    and strong beliefs concerning the intention of adopting preventive behaviours,    perceived control over behaviour, benefits, and clues for action. There were    significant gender differences in the predictors of intention to adopt preventive    behaviours.</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclusion: Gender seems to have an effect in the way teenagers cognitively    process information concerning AIDS, which may have implications for the adoption    of preventive behaviours. </P >     <p><b>Keywords:</b> health beliefs model; theory of planned behaviour; teenagers;    HIV/AIDS. </P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana mais conhecido por HIV <I>(Human    Imunodeficiency Virus) </I>&eacute; o respons&aacute;vel pelo SIDA, uma doen&ccedil;a    grave, quase sempre fatal. At&eacute; ao momento o HIV/SIDA n&atilde;o possui    cura nem uma vacina eficaz, existem apenas medicamentos que fortalecem o sistema    imunol&oacute;gico, amenizam os sintomas e ajudam a impedir que as infec&ccedil;&otilde;es    apare&ccedil;am (Vila&ccedil;a, 1994). Ao longo dos tempos e nas mais diversas    sociedades, o HIV/SIDA tem sido percepcionado de maneira muito diferente da    maior parte das outras doen&ccedil;as contempor&acirc;neas. Para a opini&atilde;o    p&uacute;blica, o diagn&oacute;stico do HIV/SIDA &eacute; frequentemente um    ind&iacute;cio, mesmo que err&oacute;neo, de que os doentes s&atilde;o homossexuais    ou utilizadores de droga, no entanto o HIV pode afectar qualquer pessoa (S&aacute;,    2006; Cruz, 1997). Neste sentido, um bom conhecimento sobre as formas de transmiss&atilde;o    &eacute; fundamental para uma atitude n&atilde;o discriminat&oacute;ria face    a pessoas infectadas (Matos <I>et al., </I>2003).</p>     <p>Sendo o HIV/SIDA sobretudo uma doen&ccedil;a sexualmente transmiss&iacute;vel, o grupo de adolescentes constitui um desafio particularmente dif&iacute;cil na luta contra esta doen&ccedil;a. Os adolescentes e os jovens adultos portugueses t&ecirc;m evidenciado um bom conhecimento sobre a infec&ccedil;&atilde;o VIH e o SIDA, assim como sobre as suas formas de transmiss&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o (Cruz <I>et al., </I>1997; Almeida, Silva e Cunha, 2005). No entanto, os adolescentes s&atilde;o considerados como um grupo de risco porque para al&eacute;m de serem sexualmente activos, os dados da investiga&ccedil;&atilde;o sugerem que eles apresentam cren&ccedil;as que podem conduzir a comportamentos de risco (Cl&aacute;udio e Sousa, 2003; Vila&ccedil;a e Cruz, 1996). Nomeadamente no que se refere &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade, a maioria dos adolescentes sentem-se vulner&aacute;veis face ao SIDA (Almeida, Silva e Cunha, 2005), mas apresentam uma subvaloriza&ccedil;&atilde;o do risco que correm em ficarem infectados (Monteiro e Vasconcelos-Raposo, 2006; Dias, Matos e Gon&ccedil;alves, 2005), continuando a adoptar comportamentos de alto risco. Muitos adolescentes ainda t&ecirc;m a cren&ccedil;a que o HIV/SIDA s&oacute; afecta os indiv&iacute;duos socialmente desfavorecidos, embora a maioria dos adolescentes saiba que o HIV/SIDA n&atilde;o se transmite atrav&eacute;s do contacto social (Dias, Matos e Gon&ccedil;alves, 2005). Parece existir um desfasamento entre aquilo que os jovens acreditam, conhecem e expressam nos comportamentos, ou seja, embora o conhecimento constitua um pr&eacute;-requisito importante, n&atilde;o podemos afirmar que este s&oacute; por si s&oacute; ir&aacute; concretizar as mudan&ccedil;as comportamentais (Monteiro e Vasconcelos-Raposo, 2006).</P >     <p>Neste sentido, o &uacute;nico procedimento eficaz para prevenir a infec&ccedil;&atilde;o ser&aacute; modificar os comportamentos implicados na transmiss&atilde;o do HIV. Cl&aacute;udio e Sousa (2003) referem que aproximadamente metade dos adolescentes n&atilde;o altera os seus comportamentos face ao SIDA. Exemplo disto &eacute; o uso de preservativo, que tem sido recomendado como principal meio para impedir o alastramento do HIV/SIDA, mas apesar dos jovens terem conhecimento disto e afirmarem que o usam, muitos n&atilde;o o fazem de um modo regular (Cruz <I>et al., </I>1997). Num estudo de Almeida, Silva e Cunha (2005), 53% dos adolescentes referem ter adoptado comportamentos preventivos face ao SIDA e 42% referem n&atilde;o os terem adoptado. De uma maneira geral, os adolescentes que t&ecirc;m cren&ccedil;as positivas para com a doen&ccedil;a e normas subjectivas positivas t&ecirc;m a cren&ccedil;a de que os preservativos t&ecirc;m mais benef&iacute;cios do que custos, e demonstram ter mais inten&ccedil;&otilde;es de tomar precau&ccedil;&otilde;es correctas do que incorrectas (Lopes, 2004). No entanto, &eacute; um facto que a inten&ccedil;&atilde;o de conduta &eacute; uma possibilidade, mas n&atilde;o uma certeza da concretiza&ccedil;&atilde;o do comportamento. O mesmo autor salienta ainda que a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria, mas s&oacute; por si &eacute; insuficiente para se poder deduzir que provoca mudan&ccedil;as de atitudes e de h&aacute;bitos, uma vez que pode existir um conjunto de cren&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a, que podem constituir um obst&aacute;culo &agrave; preven&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, para quem tenha a cren&ccedil;a de que o SIDA &eacute; uma doen&ccedil;a s&oacute; de toxicodependentes e homossexuais, desvalorizar&aacute; toda a informa&ccedil;&atilde;o e abrandar&aacute; os cuidados preventivos, por se considerar fora desses grupos, por isso imune &agrave; doen&ccedil;a. Mas para al&eacute;m do comportamento do adolescente ser condicionado pelas suas cren&ccedil;as e valores, &eacute; tamb&eacute;m muitas vezes influenciado pela fam&iacute;lia, amigos, professores e principalmente pela comunica&ccedil;&atilde;o social, onde os jovens frequentemente imitam o que &eacute; transmitido atrav&eacute;s dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o (Cl&aacute;udio e Sousa, 2003).</P >     <p>Neste sentido, e inserido nos factores que contribuem para este panorama, qualquer    mensagem lan&ccedil;ada no &acirc;mbito da preven&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o    do HIV/SIDA nestes grupos deve ser cuidadosamente elaborada tendo em conta o    que os jovens pensam, quais as suas cren&ccedil;as e necessidades de informa&ccedil;&atilde;o.    Assim, a modifica&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de risco e o estudo dos    factores psicossociais associados a tais comportamentos t&ecirc;m vindo a assumir    um papel central no dom&iacute;nio da preven&ccedil;&atilde;o do HIV/SIDA. Neste    sentido, &eacute; importante aprofundar o n&iacute;vel de conhecimento sobre    as cren&ccedil;as individuais sobre o HIV/SIDA em jovens adolescentes. O presente    estudo pretende assim atingir os seguintes objectivos:</P > <LI   >Caracterizar as cren&ccedil;as dos jovens adolescentes sobre o HIV/SIDA em termos    das dimens&otilde;es da Teoria da Ac&ccedil;&atilde;o Planeada e do Modelo de    Cren&ccedil;as de Sa&uacute;de. </LI > <LI   >       <p>Investigar em que medida a Teoria da Ac&ccedil;&atilde;o Planeada e os componentes      do Modelo Cren&ccedil;as sobre a Sa&uacute;de podem predizer a inten&ccedil;&atilde;o      de adoptar comportamentos preventivos para o HIV/SIDA, nos jovens adolescentes.<LI   >       <p>Investigar se existem diferen&ccedil;as de sexo, no que se refere ao poder      preditivo destes modelos para a adop&ccedil;&atilde;o do comportamento preventivo.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </LI >       <p><B>2. M&eacute;todo</B></p>     <p><b>2.1. Desenho</b> </p >     <p>Trata-se de um estudo transversal, de car&aacute;cter descritivo e comparativo.</P >     <p><B>2.2. Participantes</B> </p>        <p>A amostra foi constitu&iacute;da por jovens adolescentes saud&aacute;veis,    de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 14 e 19 anos, a frequentar    os 9.<Sup>o</Sup>, 10.<Sup>o</Sup>, 11.<Sup>o</Sup> e 12.<Sup>o</Sup> anos de    escolaridade. Os participantes foram recrutados aleatoriamente em duas escolas    secund&aacute;rias. O &uacute;nico crit&eacute;rio de inclus&atilde;o estabelecido    foi que os participantes soubessem ler e escrever, visto tratar-se de um question&aacute;rio    de auto-preenchimento.</P >     <p><b>2.3. Procedimento</B></p>     <p>Os question&aacute;rios foram entregues aos conselhos executivos de duas escolas secund&aacute;rias, com o objectivo de serem distribu&iacute;dos pelos professores aos seus alunos, tendo sido recolhidos imediatamente ap&oacute;s o seu preenchimento. Foi garantido o anonimato e a confidencialidade dos dados, e a participa&ccedil;&atilde;o foi volunt&aacute;ria.</P >     <p><B>2.4. Medidas</B></P >     <p><I>Modelo de cren&ccedil;as sobre a sa&uacute;de</I> (Rosenstock, Strecher    e Becker, 1994): &Eacute; constitu&iacute;do por 6 dimens&otilde;es, que foram    avaliadas atrav&eacute;s de diferenciais sem&acirc;nticos com 7 pontos: percep&ccedil;&atilde;o    de vulnerabilidade (1 item); percep&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cios (2    itens); percep&ccedil;&atilde;o de barreiras (2 itens); pistas para ac&ccedil;&atilde;o    (1 item); probabilidade de vir a ter o SIDA (1 item); probabilidade de adoptar    um comportamento preventivo (1 item) <I>(<a href="#a1">Anexo 1</a>).<a name="topa1"></a></I></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>&nbsp;</I><I>Teoria da ac&ccedil;&atilde;o planeada</I> (Ajzen e Fishbein,    1980): Foram utilizadas 4 dimens&otilde;es, avaliadas atrav&eacute;s de diferenciais    sem&acirc;nticos com 7 pontos, relativas &agrave;s atitudes em rela&ccedil;&atilde;o    ao comportamento preventivo (8 itens), &agrave; norma subjectiva (3 itens),    ao controlo percebido (1 item) e &agrave; inten&ccedil;&atilde;o de adoptar    comportamentos preventivos (1 item) <I>(<a href="#a1">Anexo 1</a>).</I></P >     <p><I>Auto-efic&aacute;cia</I> (Bandura, 1990): Foi avaliada atrav&eacute;s de    2 itens, numa escala de resposta de 7 pontos, entre discordo plenamente e concordo    plenamente para o item &laquo;Receio n&atilde;o ser capaz de adoptar os comportamentos    que possam prevenir o SIDA?&raquo;; e entre totalmente incapaz e totalmente    capaz, para o item &laquo;Acha-se capaz de fazer coisas que disse que ajudavam    a prevenir o SIDA?&raquo;.</P >     <p><I>Vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas: </I>Foram inclu&iacute;das    quest&otilde;es relativas &agrave; idade, sexo e habilita&ccedil;&otilde;es    liter&aacute;rias.</P >     <p><B>2.5. An&aacute;lise de dados</B></p>     <p>Para analisar os dados foi utilizado o <I>software </I>estat&iacute;stico SPSS    16.0 &mdash; Statistical Package for Social Sciences para o Windows. Foi utilizado    o c&aacute;lculo das medidas de tend&ecirc;ncia central de todas as vari&aacute;veis    em estudo, e an&aacute;lises de regress&atilde;o linear para verificar as diferen&ccedil;as    no poder preditivo da teoria da ac&ccedil;&atilde;o planeada e do modelo de    cren&ccedil;as de sa&uacute;de, para todos os participantes e para ambos os    sexos.</p>     <p>&nbsp;</P >     <p><b>3. Resultado</b></p>     <p><b>3.1. Caracter&iacute;sticas da amostra </b></p>     <p>Participaram no presente estudo 546 indiv&iacute;duos, 50% (<I>n  </I>= 274) pertencem ao sexo masculino, com uma m&eacute;dia de idades de 16 anos (sd = 1,3), compreendidas entre os 14 e os 19 anos. No que se refere &agrave; escolaridade, 33% dos adolescentes frequentam o 10.<Sup>o</Sup> ano.</p>     <p>Para caracterizar as cren&ccedil;as individuais sobre o HIV/SIDA em termos    das dimens&otilde;es da Teoria da Ac&ccedil;&atilde;o Planeada e do Modelo de    Cren&ccedil;as sobre a Sa&uacute;de nos adolescentes saud&aacute;veis, procedeu-se    ao c&aacute;lculo das medidas de tend&ecirc;ncia central para todas as vari&aacute;veis    em estudo <I>(Quadro I). </I>No que se relaciona com as dimens&otilde;es do    modelo de cren&ccedil;as de sa&uacute;de, verificou-se que os participantes    apresentam uma cren&ccedil;a baixa na sua percep&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade    &agrave; doen&ccedil;a, na probabilidade de vir a contrair o HIV/SIDA e poucas    barreiras face &agrave; adop&ccedil;&atilde;o do comportamento. No entanto,    estes adolescentes apresentam uma forte cren&ccedil;a nos benef&iacute;cios    e na probabilidade de vir a adoptar comportamentos preventivos, e percepcionam    as pistas para a ac&ccedil;&atilde;o como factores promotores da probabilidade    de adoptar o comportamento. Relativamente &agrave;s dimens&otilde;es da Teoria    da Ac&ccedil;&atilde;o Planeada, os resultados indicam cren&ccedil;as fortes    sobre a capacidade de controlar o comportamento no que se refere &agrave; adop&ccedil;&atilde;o    de medidas preventivas para evitar o HIV, revelam a sali&ecirc;ncia das normas    subjectivas sobre a import&acirc;ncia de adoptar comportamentos preventivos    para o HIV/SIDA, e apresentam uma atitude positiva em rela&ccedil;&atilde;o    aos mesmos. Todas estas dimens&otilde;es concorrem para uma forte inten&ccedil;&atilde;o    de vir a adoptar medidas no sentido de evitar o cont&aacute;gio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro I    <br>   M&eacute;dias das vari&aacute;veis em estudo (n = 546) </b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a04q1.jpg" width="715" height="312"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para investigar em que medida as dimens&otilde;es da Teoria da Ac&ccedil;&atilde;o Planeada e do Modelo de Cren&ccedil;as sobre a Sa&uacute;de podem predizer a inten&ccedil;&atilde;o de adoptar comportamentos preventivos para o HIV/SIDA, procedeu-se &agrave; an&aacute;lise de regress&atilde;o linear com o m&eacute;todo <I>enter</I>. Em ambos os modelos foi inclu&iacute;da a vari&aacute;vel auto-efic&aacute;cia. Verificou-se que no modelo de cren&ccedil;as de sa&uacute;de, a vari&acirc;ncia total explicada &eacute; 30%  <I>(Quadro II). </I>Os preditores que contribu&iacute;ram de forma estatisticamente significativa para a probabilidade de adoptar comportamentos preventivos para o SIDA foram os benef&iacute;cios, as barreiras, as pistas para a ac&ccedil;&atilde;o, e a auto-efic&aacute;cia. Neste sentido, verificou-se que quanto mais forem os benef&iacute;cios percebidos, a informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel e a percep&ccedil;&atilde;o de auto-efic&aacute;cia, maior a inten&ccedil;&atilde;o de vir a adoptar comportamentos preventivos para o SIDA. As barreiras percebidas contribuem de forma negativa para a inten&ccedil;&atilde;o de vir a adoptar comportamentos preventivos. No que respeita a teoria da ac&ccedil;&atilde;o planeada, a vari&acirc;ncia total explicada &eacute; 37% <I>(Quadro II), </I>onde se verificou que a atitude em rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento, a norma subjectiva e a auto-efic&aacute;cia s&atilde;o as vari&aacute;veis preditoras da inten&ccedil;&atilde;o comportamental.</p>     <p>&nbsp;</p >     <p><b>Quadro II    <br>   Valor preditivo das dimens&otilde;es do Modelo de Cren&ccedil;as de Sa&uacute;de    e da Teoria da Ac&ccedil;&atilde;o Planeada (n = 546)</b></p >     <p><B><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a04q2.jpg" width="589" height="244">    </B></p >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p >     <p>Posteriormente analisou-se se existiam diferen&ccedil;as de sexo no que se    refere ao poder preditivo dos modelos para a inten&ccedil;&atilde;o de adoptar    comportamentos preventivos para o HIV/SIDA. Os resultados indicam que existem    diferen&ccedil;as significativas no potencial preditor dos modelos utilizados    entre rapazes e raparigas. A percentagem de vari&acirc;ncia explicada &eacute;    semelhante no Modelo de Cren&ccedil;as de Sa&uacute;de e na Teoria da Ac&ccedil;&atilde;o    Planeada no que se refere &agrave;s raparigas <I>(Quadro III). </I>Os preditores    mais significativos no modelo de cren&ccedil;as de sa&uacute;de s&atilde;o os    benef&iacute;cios, e na teoria de ac&ccedil;&atilde;o planeada s&atilde;o as    atitudes face &agrave; adop&ccedil;&atilde;o do comportamento preventivo que    t&ecirc;m a contribui&ccedil;&atilde;o mais significativa, seguido do controlo    percebido sobre o comportamento, e das normas subjectivas. Nos rapazes, a percentagem    de vari&acirc;ncia explicada &eacute; substancialmente diferente entre os dois    modelos <I>(Quadro III).</I> No modelo de cren&ccedil;as de sa&uacute;de a percep&ccedil;&atilde;o    dos benef&iacute;cios e a auto-efic&aacute;cia contribuem de forma significativa    para a probabilidade de adoptar comportamentos preventivos para o SIDA. Na teoria    de ac&ccedil;&atilde;o planeada, a contribui&ccedil;&atilde;o mais significativa    &eacute; das atitudes em rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento, seguido da    auto-efic&aacute;cia e das normas subjectivas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro III    <br>   Valor preditivo das dimens&otilde;es do Modelo de Cren&ccedil;as de Sa&uacute;de    e da Teoria de Ac&ccedil;&atilde;o Planeada, por sexo </b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a04q3.jpg" width="715" height="241"></p >     
<p>&nbsp;</p >     <p><b>4. Discuss&atilde;o</b></p >     <p>Este estudo investigou as cren&ccedil;as individuais dos adolescentes saud&aacute;veis sobre o HIV/SIDA, tendo por base o Modelo de Cren&ccedil;as de Sa&uacute;de e da Teoria da Ac&ccedil;&atilde;o Planeada. Em termos gerais os resultados indicam que os adolescentes se sentem pouco vulner&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; probabilidade de virem a contrair a doen&ccedil;a, apesar de apresentarem uma forte inten&ccedil;&atilde;o de virem a adoptar comportamentos preventivos para o HIV, considerando que os benef&iacute;cios excedem as barreiras na adop&ccedil;&atilde;o de comportamentos preventivos do HIV. Os adolescentes demonstram tamb&eacute;m uma forte cren&ccedil;a na influ&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel sobre o HIV/SIDA na sua decis&atilde;o de adoptar comportamentos preventivos. Estes resultados v&atilde;o no mesmo sentido dos estudos anteriores, que referem uma subvaloriza&ccedil;&atilde;o do risco e consequentemente a percep&ccedil;&atilde;o de baixa susceptibilidade &agrave; doen&ccedil;a (Abrams <I>et al</I>., 1990; Cl&aacute;udio e Sousa, 2003; Monteiro &amp; Vasconcelos-Raposo, 2006). Por outro lado, o facto de existir muita informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel sobre a forma de prevenir e evitar o cont&aacute;gio do HIV n&atilde;o parece afectar significativamente a pr&aacute;tica de sexo seguro (Sheeran &amp; Taylor, 1999; Monteiro e Vasconcelos-Raposo, 2006). Lopes (2004) refere ainda que os adolescentes Portugueses acreditam que os preservativos t&ecirc;m mais benef&iacute;cios do que custos, demonstrando ter mais inten&ccedil;&otilde;es de adoptar precau&ccedil;&otilde;es correctas do que incorrectas. Apesar de no presente estudo ter sido referida uma forte inten&ccedil;&atilde;o ou probabilidade de adoptar medidas preventivas, a percep&ccedil;&atilde;o de auto-efic&aacute;cia &eacute; moderada, e esta refere-se &agrave; cren&ccedil;a pessoal de que o indiv&iacute;duo &eacute; capaz de realizar com sucesso comportamentos preventivos face ao HIV/SIDA. Coloca-se assim a quest&atilde;o em que medida a implementa&ccedil;&atilde;o desta inten&ccedil;&atilde;o ou o uso destas medidas se chega a concretizar. Em particular, tratando-se de adolescentes, existem caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias desta fase de vida que podem promover uma percep&ccedil;&atilde;o distorcida de invulnerabilidade, o que associado a alguma impulsividade pode aumentar o risco de cont&aacute;gio. No entanto, v&aacute;rios autores defendem que pelo facto de os adolescentes se sentirem pouco vulner&aacute;veis ao HIV/SIDA n&atilde;o &eacute; raz&atilde;o para n&atilde;o colocar em pr&aacute;tica comportamentos preventivos (Dias, Matos e Gon&ccedil;alves, 2005; Monteiro e Vasconcelos-Raposo, 2006). A pr&aacute;tica destes muitas vezes n&atilde;o resulta directamente do conhecimento nem das compet&ecirc;ncias para os concretizar, mas sim de v&aacute;rias avalia&ccedil;&otilde;es cognitivas das quais destacamos as influ&ecirc;ncias sociais, as experi&ecirc;ncias passadas e os estados emocionais, que ir&atilde;o influenciar os comportamentos dos jovens adolescentes.</P >     <p>No presente estudo, verificou-se que os adolescentes apresentam uma atitude positiva em rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento preventivo, considerando importante a influ&ecirc;ncia das opini&otilde;es de outros significativos (pares, familiares, etc.) no que se refere &agrave; pr&aacute;tica de comportamentos adequados para prevenir o HIV/ SIDA. Este resultado reflecte o contributo das influ&ecirc;ncias sociais, para a transmiss&atilde;o de cren&ccedil;as para os adolescentes (Cl&aacute;udio e Sousa, 2003). Segundo Fisher, Misovich e Fisher (1992) a influ&ecirc;ncia social normativa &eacute; respons&aacute;vel por muitos dos comportamentos de risco, por isso, os adolescentes t&ecirc;m sido descritos como sendo suscept&iacute;veis tanto a press&otilde;es para realizar actividades de risco sexual como para comportamentos de preven&ccedil;&atilde;o. A transmiss&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o relacionada com a sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis pode contribuir para aumentar os n&iacute;veis de conhecimento, desmistificando mitos, e promover uma atitude mais positiva face &agrave; adop&ccedil;&atilde;o de comportamentos preventivos.</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificou-se que no modelo de cren&ccedil;as de sa&uacute;de o contributo mais significativo para a probabilidade de adoptar comportamentos preventivos &eacute; a percep&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios, enquanto que as barreiras percebidas parecem influenciar negativamente a inten&ccedil;&atilde;o de vir a adoptar comportamentos preventivos. Na teoria de ac&ccedil;&atilde;o planeada a atitude em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; adop&ccedil;&atilde;o do comportamento preventivo &eacute; o preditor mais significativo da inten&ccedil;&atilde;o de adoptar um comportamento preventivo para o SIDA. Este resultado corrobora estudos anteriores (Carvalho Teixeira, 1994; Monteiro e Vasconcelos-Raposo, 2006) que salientam a import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o e do impacto da informa&ccedil;&atilde;o adequada a esta faixa et&aacute;ria, nos n&iacute;veis de conhecimento, nas atitudes face aos comportamentos e no comportamento propriamente dito. Um aspecto importante relaciona-se com o facto de ser na adolesc&ecirc;ncia que se estabelecem padr&otilde;es de comportamento, e se estruturam atitudes em rela&ccedil;&atilde;o ao risco. Concretamente, deve ser refor&ccedil;ada a informa&ccedil;&atilde;o sobre os benef&iacute;cios da adop&ccedil;&atilde;o de comportamentos preventivos, e a elimina&ccedil;&atilde;o de factores que possam actuar como barreiras &agrave; altera&ccedil;&atilde;o de comportamentos. Estes aspectos s&atilde;o fundamentais para a implementa&ccedil;&atilde;o de novas atitudes e inten&ccedil;&otilde;es, dada a necessidade de implementar a mudan&ccedil;a de comportamentos e atitudes nos adolescentes (Lopes, 2004). A dimens&atilde;o auto-efic&aacute;cia &eacute; um preditor significativo nos dois modelos. Apesar de ser um preditor independente destes modelos, a sua inclus&atilde;o tem sido referida na literatura no contexto do HIV/SIDA. A percep&ccedil;&atilde;o de auto-efic&aacute;cia tem sido considerada de tal forma importante na previs&atilde;o do comportamento que foi integrada no modelo de cren&ccedil;as sobre a sa&uacute;de (Rosenstock, Strecher e Becker, 1994) e na teoria do comportamento planeado (Ajzen, 1988).</P >     <p>No que se relaciona com o sexo, os resultados indicam que existem diferen&ccedil;as significativas no potencial preditor dos modelos estudados entre rapazes e raparigas. A percentagem de vari&acirc;ncia explicada &eacute; semelhante no modelo de cren&ccedil;as de sa&uacute;de e na teoria da ac&ccedil;&atilde;o planeada no que se refere &agrave;s raparigas, no entanto, nos rapazes, esta percentagem &eacute; substancialmente diferente entre os dois modelos. Estas diferen&ccedil;as sugerem que o processamento cognitivo da informa&ccedil;&atilde;o relacionada com o SIDA se faz de acordo com caracter&iacute;sticas do sexo (Monteiro e Vasconcelos-Raposo, 2006). Nos rapazes a auto-efic&aacute;cia &eacute; um  preditor comum aos dois modelos, refor&ccedil;ando o valor da cren&ccedil;a sobre a capacidade de executar o comportamento. Enquanto que nas raparigas, a percep&ccedil;&atilde;o sobre o controlo percebido em rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento preventivo &eacute; um preditor mais significativo. Este aspecto levanta a quest&atilde;o at&eacute; que ponto o conceito de auto-efic&aacute;cia e controlo percebido s&atilde;o convergentes no seu significado, isto porque a literatura refere o constructo relacionado com a percep&ccedil;&atilde;o de controlo com claras afinidades com a percep&ccedil;&atilde;o de auto-efic&aacute;cia da teoria s&oacute;cio-cognitiva de Bandura (Ajzen e Madden, 1986; Jemmott e Jemmott, 1994). Apesar de persistir alguma discuss&atilde;o sobre a equival&ecirc;ncia dos construtos, eles s&atilde;o habitualmente tratados como sin&oacute;nimos, pois ambos envolvem a avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade e do potencial para se ser bem sucedido (Sheeran e Taylor, 1999). Segundo Monteiro e Vasconcelos-Raposo (2006), s&atilde;o os estudantes do sexo masculino e os estudantes com conhecimentos do SIDA que admitem, em m&eacute;dia, uma maior probabilidade de cont&aacute;gio da doen&ccedil;a. No entanto, ambos os sexos apresentam cren&ccedil;as fortes nos benef&iacute;cios em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; adop&ccedil;&atilde;o de medidas preventivas, e a import&acirc;ncia das normas subjectivas parece situar-se essencialmente ao n&iacute;vel da aceita&ccedil;&atilde;o dos seus pares, especialmente no sexo masculino.</P >     <p>As diferen&ccedil;as de sexo nos preditores da adop&ccedil;&atilde;o de comportamentos preventivos salientam a necessidade de repensar a forma como s&atilde;o realizadas as ac&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o. Parece importante considerar a informa&ccedil;&atilde;o relevante para cada sexo, no contexto social em que se est&aacute; inserido, em vez de partir do pressuposto que se conhece o contexto de acordo com ideias estereotipadas dos pap&eacute;is de cada sexo (Cl&aacute;udio e Sousa, 2003). Al&eacute;m disso, os resultados sugerem que &eacute; importante continuar a investigar sobre a forma como a percep&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade influencia a adop&ccedil;&atilde;o de medidas preventivas para o SIDA, para rapazes e raparigas em diferentes idades e contextos s&oacute;cio-culturais. De outro modo, corre-se o risco de minimizar a efic&aacute;cia de poss&iacute;veis interven&ccedil;&otilde;es, por n&atilde;o serem adaptadas &agrave;s necessidades espec&iacute;ficas de cada sexo, em termos de informa&ccedil;&atilde;o e compet&ecirc;ncias de negocia&ccedil;&atilde;o (Cl&aacute;udio, Pereira e Robalo, 1994; Cl&aacute;udio e Sousa, 2003). Estes aspectos devem ser tomados em considera&ccedil;&atilde;o quando se trata de fornecer informa&ccedil;&atilde;o diferenciada para cada sexo, no sentido de promover a adop&ccedil;&atilde;o de comportamentos preventivos para o SIDA.</P >     <p>Este estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es, por um lado, o facto de se focar na inten&ccedil;&atilde;o ou probabilidade de adoptar comportamentos preventivos, e n&atilde;o permitir avaliar a concretiza&ccedil;&atilde;o do comportamento; por outro, o facto de se tratar de um estudo transversal onde n&atilde;o foi poss&iacute;vel monitorizar a pr&aacute;tica do comportamento. No entanto, pensamos que este estudo contribui para clarificar e actualizar algumas quest&otilde;es relativas &agrave; percep&ccedil;&atilde;o das cren&ccedil;as individuais de adolescentes saud&aacute;veis face ao HIV/SIDA, tendo em conta a grande import&acirc;ncia das caracter&iacute;sticas do sexo. Neste sentido, esperamos que futuras investiga&ccedil;&otilde;es relativas a este tema continuem a estimular o aprofundamento dos aspectos psicol&oacute;gicos e comportamentais relacionados com o SIDA, em jovens adolescentes. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas </b></P >     <p>ABRAMS, D. <I>et al.</I> &mdash; AIDS invulnerability : relationships, sexual    behaviour and attitudes among 16-19 year-olds. In AGGLETON, P., DAVIES, P.,    HART, G. ed. lit. &mdash; AIDS : individual, cultural and policy dimensions.    Londres : Falmer Press, 1990. 35-52.</P >     <p>AJZEN, I. &mdash; Attitudes, personality, and behavior. Milton Keynes : The    Open University, 1988. ISBN 0335031447. </P >     <p>AJZEN, I.; FISHBEIN, M. &mdash; Understanding attitudes and predicting social    behaviour. Englewood Cliffs, NJ : Prentice Hall, 1980. ISBN 0070041709. </P >     <p>AJZEN, I.; MADDEN, T. &mdash; Prediction of goal-directed behaviour : attitudes,    intentions, and perceived behavioral control. <I>Journal of Experimental Social    Psychology</I>. ISSN 0022-1031. 22 : 5 (1986) 453-474. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ALMEIDA, A. D.; SILVA, C. F.; CUNHA, G. S. &mdash; Os adolescentes e o VIH/SIDA    : estudo sobre os conhecimentos, atitudes e comportamentos de sa&uacute;de relativos    ao VIH/SIDA. <I>Revista Portuguesa de Sa&uacute;de P&uacute;blica</I>. ISSN    0870-9025. 23 : 2 (2005) 105-112. </P >     <p>BANDURA, A. &mdash; Perceived self-efficacy in the exercise of control over    AIDS infection. <I>Evaluation and Program Planning</I>. ISSN 0149-7189. 13 :    1 (1990) 9-17. </P >     <p>CARVALHO TEIXEIRA, J. A. &mdash; Forma&ccedil;&atilde;o em aconselhamento SIDA    : experi&ecirc;ncia do ISPA em forma&ccedil;&atilde;o numa &aacute;rea espec&iacute;fica    de aconselhamento de sa&uacute;de. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</I>.    ISSN 0870-8231. 12 : 2-3 (1994) 227-231. </P >     <p>CLA&Uacute;DIO, V.; PEREIRA, M. G.; ROBALO, P. &mdash; Sida! : a falsa protec&ccedil;&atilde;o    que o amortece. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</I>. ISSN 0870-8231. 12    : 2-3 (1994) 211-226</p>     <p>CLA&Uacute;DIO, V.; SOUSA, P. &mdash; As implica&ccedil;&otilde;es do g&eacute;nero    nas cren&ccedil;as e atitudes perante o VIH/SIDA. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</I>.    ISSN 0870-8231. 2 : XXI (2003) 159-174. </P >     <p>CRUZ, J. <I>et al</I>. &mdash; Preven&ccedil;&atilde;o do VIH e do SIDA nos    adolescentes e jovens adultos : investiga&ccedil;&atilde;o do conhecimento,    atitudes e comportamento sexual. <I>Psicologia: Teoria, Investiga&ccedil;&atilde;o    e Pr&aacute;tica</I>. ISSN 0873-4976. 2 (1997) 279-304. </P >     <p>DIAS, S. F.; MATOS, M. M.; GON&Ccedil;ALVES, A. C. &mdash; Preventing HIV transmission    in adolescents : an analysis of the Portuguese data form the Health Behaviour    School-aged Children study and focus groups.<I> The European Journal of Public    Health</I>. ISSN 1464-360X. 15 : 3 (2005) 300-304.</P >     <p>FISHER, J. D.; MISOVICH, S. J.; FISHER, W. A. &mdash; Impact of perceived social    norms on adolescent&lsquo;s AIDS risk behavior and prevention. In DICLEMENTE,    R. ed. lit. &mdash; Adolescents and AIDS : a generation in Jeopardy. Newbury    Park : Sage Publications, 1992. ISBN 0-8039-2999-4. 117-136. </P >     <p>JEMMOTT, J.; JEMMOTT, L. &mdash; Interventions for adolescents in community    settings. In DICLEMENTE, R., PETERSON, J. ed. lit. &mdash; Preventing AIDS :    theories and methods of behavioural interventions. New York : Plenum Press,    1994. ISBN 0-3064-3770-8. 141-174. </P >     <p>LOPES, O. &mdash; Cren&ccedil;as e atitudes como &laquo;co-factores&raquo;    do HIV/ /SIDA. [Em linha]. In Congresso Virtual HIV/AIDS, 5, 12-25 Outubro 2004    &mdash; Actas. [Lisboa] : SIDAnet &mdash; Associa&ccedil;&atilde;o Lus&oacute;fona    [Consult. 20-10-2008]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.aidscongress.net/article.php?id_comunicacao=232" target="_blank">http://www.aidscongress.net/article.php?id_comunicacao=232</a>.</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MATOS, M. G. <I>et al</I>. &mdash; Conhecimentos e atitudes sobre o VIH/SIDA    em adolescentes portugueses. <I>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as</I>.    ISSN 1645-0086. 4 : 1 (2003) 3-20.</P >     <p>MONTEIRO, M. J.; VASCONCELOS-RAPOSO, J. &mdash; Contextualizar os conhecimentos,    atitudes e cren&ccedil;as face ao HIV/SIDA : um contributo para aperfei&ccedil;oar    o caminho a percorrer. <I>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as</I>.    ISSN 1645-0086. 7 : 1 (2006) 125-136.</P >     <p>ROSENSTOCK, I.; STRECHER, V.; BECKER, M. &mdash; The health belief model and    HIV risk behavior change. In DICLEMENTE, R., PETERSON, J. ed. lit. &mdash; Preventing    AIDS : theories and methods of behavioral interventions. New York : Plenum Press,    1994. ISBN 0-3064-3770-8. 5-24.</P >     <p>S&Aacute;, S. &mdash; Comportamentos, conhecimentos e atitudes face ao HIV/SIDA    : estudo com jovens atletas de alta competi&ccedil;&atilde;o. Braga : Universidade    do Minho, 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia Desportiva.</P >     <p>SHEERAN, P.; TAYLOR, S. &mdash; Predicting intentions to use condoms : a meta-analysis    and comparison of the theories of reasoned action and planned behaviour. <I>Journal    of Applied Social Psychology</I>. ISSN 0021-9029. 29 : 8 (1999) 1624-1675. </P >     <p>VILA&Ccedil;A, M. T. &mdash; Conhecimento e atitudes dos adolescentes face    &agrave; SIDA : educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de nas escolas secund&aacute;rias.    Braga : Universidade do Minho, 1994. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado (n&atilde;o    publicada). </P >     <p>VILA&Ccedil;A, M. T.; CRUZ, J. F. &mdash; Conhecimento e atitudes dos adolescentes    e jovens adultos face ao SIDA. In ALMEIDA, L.,SILV&Eacute;RIO, J., ARA&Uacute;JO,    S. ed. lit. &mdash; Congresso Galaico-Portugu&ecirc;s de Psicopedagogia, 2,    Braga, Universidade do Minho &mdash; Actas. Vol. I. Braga : Centro de Estudos    em Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia. Universidade do Minho, 1996.</P >     <p>&nbsp;</P >     <p>&nbsp;</P >     <P align="left"><i>Submetido &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o: 12 de Junho de    2008</i></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o: 13 de Janeiro de 2009</i></P >     <p>&nbsp;</P >     <p>&nbsp;</P >     <p align="center"><b><a href="#topa1">Anexo 1</a><a name="a1"></a>    <br>   Quest&otilde;es utilizadas no inqu&eacute;rito</b></P >     <p align="left">    <br>   <b>Modelo de Cren&ccedil;as de Sa&uacute;de</b></P >     <p align="left"> Vulnerabilidade</P >     <p align="left"> Acha que no seu dia-a-dia est&aacute; exposto(a) a condi&ccedil;&otilde;es    que podem favorecer o cont&aacute;gio com o v&iacute;rus do SIDA?</P >     <p align="left"> Nada exposto(a) ____ . ____ . _____. _____ . ____ . ____ . _____    Totalmente exposto(a)</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left">&nbsp;</P >     <p align="left"> <b>Benef&iacute;cios</b></P >     <p align="left"> Ao adoptar comportamentos que possam prevenir o SIDA, evito problemas    no futuro.</P >     <p align="left"> Discordo plenamente ______ . _____. _____ . ____ . ____ . _____    . ____ Concordo plenamente</P >     <p align="left"> Eu tenho muito a ganhar se adoptar comportamentos que possam    prevenir o SIDA.</P >     <p align="left"> Discordo plenamente ______ . _____. _____ . ____ . ____ . _____    . ____ Concordo plenamente</P >     <p align="left">&nbsp;</P >     <p align="left"> <b>Pistas para a ac&ccedil;&atilde;o</b></P >     <p align="left"> A informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel sobre o SIDA influencia    a minha decis&atilde;o de adoptar comportamentos preventivos.</P >     <p align="left"> Discordo plenamente ______ . _____. _____ . ____ . ____ . _____    . ____ Concordo plenamente</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left">&nbsp;</P >     <p align="left"> <b>Probabilidade de vir a contrair a doen&ccedil;a</b></P >     <p align="left"> Qual &eacute; que acha que &eacute; a probabilidade de vir a    ter o SIDA ao longo da sua vida?</P >     <p align="left"> Extremamente improv&aacute;vel __ . _____. _____ . ____ . ____    . _____ . ____ Extremamente prov&aacute;vel</P >     <p align="left">&nbsp;</P >     <p align="left"> <b>Probabilidade de vir a adoptar um comportamento preventivo</b></P >     <p align="left"> Qual a probabilidade de vir a adoptar comportamentos preventivos    em rela&ccedil;&atilde;o ao SIDA?</P >     <p align="left"> Nada prov&aacute;vel _____ . ____ . _____. _____ . ____ . ____    . _____ Muito prov&aacute;vel</P >     <p align="left">&nbsp;</P >     <p align="left"> <b>Barreiras</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"> &Eacute; embara&ccedil;oso para mim adoptar comportamentos que    possam prevenir o SIDA.</P >     <p align="left"> Discordo plenamente ______ . _____. _____ . ____ . ____ . _____    . ____ Concordo plenamente</P >     <p align="left">&nbsp;</P >     <p align="left"> <b>Adoptar comportamentos que possam prevenir o SIDA interfere    com o meu dia-a-dia.</b></P >     <p align="left"> Discordo plenamente ______ . _____. _____ . ____ . ____ . _____    . ____ Concordo plenamente</P >     <p align="left">&nbsp; </P >     <p align="left"><b>Teoria da Ac&ccedil;&atilde;o Planeada</b></P >     <p align="left"> Inten&ccedil;&atilde;o de vir a adoptar comportamentos preventivos</P >     <p align="left"> Tem inten&ccedil;&atilde;o de adoptar comportamentos preventivos    em rela&ccedil;&atilde;o ao SIDA?</P >     <p align="left"> N&atilde;o tenciono ______ . ____ . _____. _____ . ____ . ____    . _____ Tenciono</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left">&nbsp;</P >     <p align="left"> <b>Controlo percebido</b></P >     <p align="left"> Que tipo de controle sente que tem &agrave; pr&aacute;tica de    comportamentos preventivos face ao SIDA?</P >     <p align="left"> Nenhum controle ______ . ____ . _____. _____ . ____ . ____ .    _____Controle total</P >     <p align="left">&nbsp;</P >     <p align="left"> <b>Atitude em rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento preventivo</b></P >     <p align="left"> Adoptar comportamentos que possam prevenir o SIDA seria&#8230;</P >     <p align="left"> Dif&iacute;cil _____ . ____ . _____. _____ . ____ . ____ . _____    F&aacute;cil</P >     <p align="left"> Mau _____ . ____ . _____. _____ . ____ . ____ . _____ Bom</P >     <p align="left"> Insensato _____ . ____ . _____. _____ . ____ . ____ . _____ Sensato</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"> Indesej&aacute;vel _____ . ____ . _____. _____ . ____ . ____    . _____ Desej&aacute;vel</P >     <p align="left"> Inadequado _____ . ____ . _____. _____ . ____ . ____ . _____    Adequado</P >     <p align="left"> Desvantajoso _____ . ____ . _____. _____ . ____ . ____ . _____    Vantajoso</P >     <p align="left"> Preocupante _____ . ____ . _____. _____ . ____ . ____ . _____    Securizante</P >     <p align="left"> In&uacute;til _____ . ____ . _____. _____ . ____ . ____ . _____    &Uacute;til</P >     <p align="left">&nbsp;</P >     <p align="left">    <br>   <b>Norma subjectiva</b></P >     <p align="left"> As pessoas que s&atilde;o importantes para mim pensam que eu&#8230;</P >     <p align="left"> n&atilde;o deveria ________ . ____ . _____. _____ . ____ . ____    . _____ deveria</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left">...adoptar comportamentos que previnam o SIDA.</P >     <p align="left"> As pessoas que s&atilde;o importantes para mim&#8230;</P >     <p align="left"> N&atilde;o me aconselhamaconselham-me</P >     <p align="left"> ...a praticar comportamentos que previnem o SIDA.</P >     <p align="left"> Em que medida as pessoas que s&atilde;o importantes para si praticam    comportamentos que podem prevenir o SIDA?</P >     <p align="left"> Raramente _________ . ____ . _____. _____ . ____ . ____ . _____    Frequentemente</P >     <p align="left">&nbsp;</P >      ]]></body><back>
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